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Inesquecíveis 8 noites em Curaçao e 3 em Aruba


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Aí vai mais um relato bem detalhado, dessa vez com nossas experiências em Aruba e Curaçao.

 

[t3]Considerações iniciais[/t3]

 

Mais uma vez viajando com a esposa, sempre ela, eterna companheira. A viagem ocorreu no recesso de fim de ano e pegamos uma promoção espetacular. Como sempre, economia é prioridade e isso só foi possível fazendo a reserva de tudo com muita antecedência – em fevereiro eu já tinha tudo reservado.

 

Dispomos de 11 noites e inicialmente a ideia era dividir mais ou menos meio a meio. Mas pelas nossas pesquisas notamos que Curaçao fazia mais o nosso perfil e acabamos optando por 8 noites em Curaçao e 3 em Aruba. Creio que foi uma escolha acertada.

 

[t3]Vôos[/t3]

 

O vôo de ida pela Avianca foi relativamente tranqüilo, com pouca turbulência e sem atrasos. Ruim mesmo foi que a mala da minha esposa não chegou até Aruba, tendo ficado na conexão em Bogotá. Recebemos uma pequena compensação e vouchers de táxi para o aeroporto, pois no dia seguinte tivemos que ir lá só para pegar as malas.

 

Nessa brincadeira, ficamos sem protetor solar, as roupas de banho dela, o snorkel, etc. Burrice nossa, a essa altura do campeonato eu já deveria saber que não se deve concentrar nada numa mala só.

 

De Aruba para Curaçao fomos de Insel Air, que parecia ter a reputação menos pior das que fazem esse trecho. De fato, depois que fizemos a reserva ainda vimos acontecer a falência de um dos concorrentes, a DAE. Também reservamos tudo com antecedência pela internet, para não haver o risco de esgotar. Pagando pela net todas as taxas estão inclusas, caso contrário, você ainda tem que se dirigir a um guichê e pagar a taxa do aeroporto, que se não me engano era algo em torno de 40 dólares por pessoa.

 

O avião assusta um pouco quem nunca voou num desses. Eu já voei, então pra mim foi tranqüilo e ainda fui filmando e fotografando a viagem toda, já minha esposa ficou com medo. A aeronave sente um pouco mais os efeitos da turbulência, mas não houve nenhuma que desse medo. Na maior parte do tempo não balançou. O vôo é curto, aproximadamente 40 minutos, sem serviço nenhum. Do lado esquerdo, para quem vem de Aruba para Curaçao, é a melhor:

 

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O vôo de volta foi por Curaçao, escolha feita justamente para evitar voltar para Aruba pelas cias locais. Escolha acertada. Fomos dormindo a viagem quase toda, com pouca turbulência.

 

[t3]Transporte[/t3]

 

Em Aruba não alugamos carro e realmente não achei necessário. Palm Beach é a praia com melhor estrutura e foi na região que nos hospedamos.

 

Já em Curaçao carro é obrigatório. O transporte público é extremamente deficiente, pouco freqüente e não vai até todo lugar. As melhores praias estão no lado oeste, ao passo que a melhor estrutura da cidade está do lado leste, próximas ao centro.

 

Alugamos o carro em conjunto com a hospedagem na All West Apartments, em Westpunt, da qual falarei adiante. O carro era 1.0 com câmbio automático. Não assinamos contrato, foi tudo na base da confiança.

 

Em Curaçao, os postos de gasolina funcionam no esquema "self service". Você vai num guichê, diz a quantidade e eles liberam a bomba, você é o frentista! Mas foi tranquilo abastecer.

 

[t3]Estradas e mapas[/t3]

 

Em Aruba não precisei de mapa, as referências foram claras. Já em Curaçao estudei o mapa com antecedência, pois dizem que GPS não funciona bem por lá. De fato, não é absolutamente necessário. Só há duas estradas principais do Centro a Westpunt, a do lado direito do mapa e a do lado esquerdo, que passa bem próxima às praias. Só levei um mapa impresso do Google Maps, mas quase não o usei. Não adiantava muito.

 

Os trechos principais possuem placas, como a ida do centro a Westpunt e vice-versa. O problema é chegar e sair de algumas praias, como falarei adiante. Vários trechos não possuem absolutamente nenhuma placa e você terá que confiar no seu senso de direção. Chegamos a nos perder uma vez, mas deu tudo certo. Adiante contarei com mais detalhes.

 

[t3]Hospedagem[/t3]

 

Em Aruba, optamos pelo Cariñas Apartments, fugindo do alto preço dos resorts e confiando na excelente reputação. Escolha acertadíssima! Dissemos que a viagem servia para comemorar aniversário de casamento e ganhamos chocolates e um espumante. Review completo:

 

http://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g147249-d3506514-r188731369-Carinas_Studio_Apartments-Palm_Eagle_Beach_Aruba.html#CHECK_RATES_CONT

 

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Em Curaçao, optamos pelo All West Apartments, na região chamada Westpunt. Outra ótima escolha, especialmente na localização. A maioria acaba se hospedando no centro, mas mesmo sendo um pouco remota, é em All West que estão as melhores praias e parques. A vista do All West é de morrer. Essa é a que tive logo assim que entramos no quarto:

 

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Review completo:

 

http://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g147277-d266609-r190261816-All_West_Apartments-Curacao.html#CHECK_RATES_CONT

 

[t3]Clima e insetos[/t3]

 

Tanto em Aruba quanto Curaçao fazia calor, mas muito menos que estamos vendo aqui no Rio de Janeiro. Ainda assim, recomendo alugar carro com ar.

 

Fomos na época de chuvas, que vai de outubro a dezembro. O tempo ficou basicamente nublado com sol, com pancadas rápidas de chuva. Quando falo rápidas, são rápidas mesmo! Em Aruba, choveu por no máximo 5 minutos e chegamos a pegar uma pancada de 30 segundos! Já em Curaçao chegou a chover por uma ou duas horas em um ou dois dias, mas tivemos entre nuvens sol todos os dias.

 

Há muitas moscas e alguns mosquitos, mas não chegamos a precisar de repelente na maioria dos lugares. Acho que só quando fui ao Christophel Park precisei usar, e assim mesmo muito pouco. Há relatos de problemas com vespas em alguns lugares, mas não tivemos problema.

 

[t3]Refeições[/t3]

 

Estávamos em contenção de despesas, então optamos basicamente por fast food e cozinhar no apartamento e acabou sobrando dinheiro. Uma rede excelente de fast food é o Wendy's, que infelizmente só vimos em Aruba e no aeroporto de Curaçao. Para quem gosta, peça salada em vez de batata frita, vem muita coisa. O hamburguer é bom, mas o refri, embora muito grande, não é muito bom. Você também pode pedir limonada, mas não gostei do sabor.

 

O dia a dia nas ilhas ainda vou relatar, até agora foi só para sair da inércia e começar a escrever.

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Gabrielle, bem-vinda ao fórum.

 

Quase nunca recomendo ir de agência, tenho até alergia a essa palavra :lol:. Agências buscam o lucro. A economia de larga escala não vai para o bolso do viajante, mas, sim, para o bolso deles.

 

Nossos gastos foram os seguintes. Os preços do parágrafo abaixo são os com reserva de 9 meses de antecedência, na hora deve ficar tudo mais caro:

 

Passagem aérea por pessoa ida Aruba, volta Curaçao: R$1350 + 170 de taxas

Passagem aérea por pessoa de Aruba para Curaçao: USD 100,00 com taxas inclusas

Hospedagem Aruba 3 noites para casal, taxas inclusas: USD 400,00

Hospedagem Curaçao 8 noites para casal, taxas inclusas, aluguel de carro incluso pelo mesmo período: USD 1200,00

Transfer de chegada a Aruba: 0. Transfer de saída de Aruba: USD 30,00

Transfer de chegada a Curaçao: 0. Transfer de saída de Curaçao: USD 20,00 (com desconto por alugar ap e carro no mesmo lugar)

Seguro saúde: R$ 120,00 por pessoa, comprado com desconto de 20%.

 

Já os gastos abaixo foram na hora. No total, me lembro de ter levado 900 dólares (mais 80 dólares que ganhamos da Avianca pelo problema com as malas) e gasto apenas 680 para duas pessoas em 11 noites, um recorde!

 

Entrada no Seaquarium: USD 21,00 por pessoa

Entrada parque Shete Boka Curaçao: USD 5,50 por pessoa

Entrada Christophel Park Curaçao: USD 12 por pessoa

Táxi apartamento-centro Aruba: USD 11 por trecho

Táxi apartamento-Boca Catalina: USD 11 por trecho

Combustível em Curaçao: USD 70 (rodamos bastante, dá para gastar bemm menos se você se planejar)

Compra biquini em Aruba: USD 25

Compra sapatilhas de mergulho: USD 19 cada

Souvenirs: USD 7 por 3. Os menores custam USD 4, mas pechinchamos muuito.

Alimentação (basicamente supermercado, fast food e um restaurante ou outro): é só subtrair 680 dos gastos acima. Fast food por pessoa dá entre 10 e 15 dólares o combo. Em restaurante espere pagar não menos do que USD 20 por prato individual... tudo nas ilhas é caro, pois não produzem nada em função do clima árido e poucas indústrias e importam tudo. Como comi muita porcaria, levei multivitamínico, que já fui tomando uma semana antes no Brasil para evitar ficar doente.

 

Talvez tenha me esquecido de alguma coisa, mas no geral acho que é isso aí. Vou colocar a informação no post inicial.

 

É possível que uma agência te ofereça um preço menor. Mas acho muito improvável, especialmente com a qualidade das hospedagens que pegamos, muito bem localizadas e uma com vista para o mar e aluguel de carro incluso. Lembre-se também que no custo das agências eles omitem os gastos com alimentação e outros que você só se dá conta quando bota na ponta do lápis.

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[t3]Dia 0: chegada em Aruba[/t3]

 

Logo na chegada, como havia comentado, descobrimos que a mala de minha esposa não chegou da conexão em Bogotá. Pegamos com a Avianca a compensação financeira, os vouchers de táxi e ficamos de voltar no aeroporto no dia seguinte, no mesmo horário, por volta das 18h.

 

Para nossa felicidade a taxista, que nos levaria ao apartamento em Aruba, nos esperou esse tempo todo que gastamos atrás das malas. Na verdade se tratava de um traslado gratuito oferecido pelo apartamento, mas conduzido no táxi da Sra Lena, muito simpática, a taxista mais gente fina que já conhecemos. Fala bom espanhol, devagar e tem muito assunto. Nos contou muito sobre o país e deu boas dicas.

 

A chegada ao apartamento foi outra surpresa. O lugar é uma graça. Logo no apartamento havia os chocolates e o espumante de que falei no início do relato. Mas estávamos cansados e só deu tempo de ir a um shopping local tentar, em vão, comprar uma roupa de banho para minha esposa (as delas ficaram na mala extraviada).

 

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[t3]Dia 1: Aruba - Palm Beach[/t3]

 

Fomos à Palm Beach (a praia) atrás de uma roupa de banho. Rodamos muito, pois todas as lojas vendiam a preços absurdos – 50 a 80 dólares UMA peça de biquíni. Por sorte achamos uma lojinha mais escondida, cuja vendedora era boa de jogo e queria vender. Conseguimos pechinchar e minha esposa comprou um biquíni meio caído por 25 dólares o par. Nada mal considerando a concorrência, mas foi o biquíni mais caro da vida dela, creio.

 

Também estávamos sem protetor solar e sem snorkel, então só deu para curtirmos a praia na sombra. Ganhamos no apartamento o voucher do Mambo Beach Bar, que daria descontos e o uso gratuito das cadeiras. Nada mal. Imediatamente em frente ao apartamento não parecia um lugar muito bom para tomar banho, mas quebrou um galho. Fizemos um lanche por ali mesmo e ficamos o resto da tarde na praia, sem fazer nada.

 

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Mais tarde passamos num mercadinho chinês perto do apartamento. Incrível como os chineses estão por toda parte, em Curaçao vimos outro mercado deles. Infelizmente fazem o estereótipo negativo que fazem desse povo, prefiro acreditar que sejam exceções. O lugar era uma zona, vendiam de tudo, roupas, etc, muita coisa jogada no chão. Porém, lá compramos com bom preço sapatilhas de praia, aquelas para não machucar o pé com ouriços e similares.

 

Ainda sobrou tempo para darmos uma volta pelas ruas de Palm Beach. É como dizem, americanizada. Para quem é do Rio, parece muito o Downtown, na Barra. Cheio de barzinhos e um visual meio Disney. É uma loja cara atrás da outra. Aruba é um bom lugar para quem tem grana, parece a Miami que vemos nos filmes.

 

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Perto do horário combinado fomos ao aeroporto pegar as malas e deu tudo certo. De noite aproveitamos o presente dado pelo hotel e comemoramos.

 

[t3]Dia 2: Aruba - Boca Catalina, Arashi, Centro e Palm Beach[/t3]

 

Resolvemos dar uma volta no centro de Aruba, chamando novamente a taxista Lena, que nos cobrou apenas 11 dólares. Tenho certeza de que rola um desconto nesse trajeto, pois para ir ao supermercado, que é bem mais perto, um taxista queria nos cobrar 12 dólares.

 

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O centro é uma graça, muito arrumado e bonito. Nele há um bonde gratuito, que basicamente percorre toda a parte turística. Pegamos o bonde do início até o final e voltamos andando. Paramos para almoçar numa pizzaria bem fraca, a “Pizza and more”. Recomendada pelo Tripadvisor, mas com atendimento horroroso e menu mais caro para turista. É o que sempre falo, o problema desses sites de reviews são os fakes.

 

Não deixamos isso nos abalar. Chamamos Lena e resolvemos conhecer Boca Catalina, que na verdade é uma minúscula faixa de areia entre as praias Malmok e Arashi, em frente a um trecho de mar clarinho. Tava bem vazia, foi legal. O lugar é repleto de lagartos e fiz boas fotografias.

 

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Ficamos um tempinho por ali e resolvemos caminhar até Arashi Beach. De lá é possível avistar o Califórnia Lighthouse, um farol interessante.

 

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Na praia Arashi tinha mais gente, mas ainda assim muito pouco comparado às praias do Rio. Ventava bastante, a praia parecia própria para praticantes de esportes aquáticos.

 

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De Arashi voltamos para Palm Beach, para jantar alguma coisa e ver o pôr do sol, mais um de inúmeros que estavam por vir, um mais belo do que o outro. O local escolhido foi o Pelikan Pier, um barzinho que fica num pier em Palm Beach. Bom serviço. Comemos um hamburguer bem servido e tomamos "ice tea", que na verdade era literalmente chá gelado, não como aqueles da Lipton.

 

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Depois tomamos banho e demos uma volta de noite pela cidade. É bem animada, os barzinhos estavam cheios, mas nos limitamos a caminhar. Por ali, vimos que em Aruba tem os steaks do Tony Roma's. Será que essa carne é friboi?

 

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O dia seguinte é reservado a Curaçao.

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[t3]Curaçao - dia 0 - chegada[/t3]

 

Pela manhã, mais uma vez pegamos o transfer com a taxista Lena e nos despedimos dessa arubenha(?) simpática. Esperamos um bocado no aeroporto, pois o check-in da Insel Air começa com pouca antecedência para o vôo. Não precisamos pagar a taxa extra de aeroporto, pois já estava inclusa na passagem pela internet. Quem deixa para comprar na hora não pode se esquecer de ir lá pagá-la.

 

O check-in foi tranquilo. Esperamos um pouco e embarcamos num avião minúsculo, mais popularmente conhecido como "teco-teco", por ser movido a hélice, hehe. A experiência eu já narrei logo no início do relato, na seção "vôos". Fica aí uma foto do interior, para você ter uma ideia do tamanho enorme do avião:

 

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Chegamos vivos e na saída encontramos com Robert, da All West, que nos levaria em seu carro até Westpunt, região onde fica o apartamento. O sujeito é gente boa, é um alemão que resolveu viver como instrutor de mergulho na GO West Diving, na ilha. Fala inglês perfeitamente e devagar, deu para entender praticamente tudo. Ainda parou no caminho para fazermos compras num supermercado local, mais uma vez gerenciado por, adivinhe – chineses.

 

Já no apartamento, minha primeira impressão foi ficar de queixo caído. Foi aquela vista, que postei logo no início, quando falei do apartamento.

 

De quebra, ainda houve tempo para aproveitar mais um dos inúmeros pôres do sol maravilhosos que tivemos a oportunidade de ver:

 

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[t3]Curaçao - dia 1 - Cas Abao[/t3]

 

Logo pela manhã pegamos o carro alugado e uma surpresa ruim – não ligou. Chamamos Louis, o dono, que constatou que deveria ser problema na bateria e para não ficarmos na mão emprestou a sua caminhonete.

 

Estava um pouco suja de areia, era mais velha, mas valeu muito a pena! O câmbio era manual, assim como os no Brasil e não estávamos acostumados ao automático. Além disso, era a diesel, que é mais econômico. A All West também aluga caminhonetes, mas são um pouco mais caras. Mas nos emprestou essa por toda a viagem sem que nos cobrasse adicional.

 

Decidimos visitar logo uma das praias pagas, pois era feriado de natal e achei que as públicas estariam mais cheias. Cas Abao foi a escolhida. Chegar não foi difícil, na principal você vira na entrada que aponta para Lagun.

 

Já em Cas Abao, você paga para entrar e também paga por cadeira se quiser utilizá-la. Alugamos apenas uma para nós dois, já que eu passaria a maior parte do tempo na água. Além disso, você tem direito a usar banheiro, se precisar, mas a ducha também é paga por fora e os lockers também.

 

A praia é bonita e de todas que visitamos, parece ser a que mais tinha jovens. Foi a que mais fiz snorkel, que foi bom, mas houve melhores. Lá, além de variedade de peixes, vi uma moréia, um peixe em formato oval chapado, da cor da areia e algumas pequenas aranhas aquáticas. Como na maioria das praias, achei o lado esquerdo, bem perto das rochas, o melhor para ver mais peixes, corais e outras variedades de vida marinha.

 

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O local tem restaurante e lanchamos por lá mesmo. Ficamos até o pôr do sol, que é bem bonito. Mas antes do sol se pôr a administração toca um alarme irritante. É só ignorá-lo, irá tocar várias vezes, mas muita gente fica até o sol se pôr completamente.

 

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Ainda estava um pouco claro quando voltamos, mas na volta pegamos um caminho diferente sem querer. Na ida viemos pela estrada que vai até o aeroporto, a do lado direito, para quem vê no Google Maps. Na volta, acabamos pegando a da esquerda pela primeira vez, o pior, sem saber.

 

À medida em que foi escurecendo nós fomos percebendo que o caminho era diferente. Mas, confiando no senso de direção, o caminho parecia também nos levar a Westpunt e realmente era, como constatamos depois. O problema foi uma maldita placa de resort numa bifurcação pouco após Lagun, o que nos confundiu todo. Nela, dizia “welcome to Jeremi”, apontando para a esquerda. Eu sabia que Jeremi era uma praia, então obviamente só podia ser para a direita, já que não iríamos para praia alguma.

 

Nessa brincadeira andamos em círculos algumas vezes, creio. Chegávamos em mais bifurcações, mas em algumas delas havia placas apontando para o centro. Quando pegávamos o outro caminho, saíamos no mesmo lugar. Paramos para pegar informação num restaurante em Lagun, mas uma funcionária, que parecia claramente de má vontade, praticamente não nos explicou nada, apontou uma direção e não sabia de placa alguma.

 

Depois paramos novamente para perguntar a um morador local, que só sabia espanhol. Apontou para a mesma direção, mas não sabia dessa bifurcação com placa. Só nos restou virar À esquerda na suposta direção de Jeremi. Vimos mais umas duas ou três placas dizendo a mesma coisa e achamos estranho. Seguimos em frente e o caminho começou a parecer uma estrada. Passamos por Kenepa, o que de acordo com o mapa fazia sentido e nos deixou mais tranqüilos.

 

O problema é que dali em diante não havia mais nenhuma iluminação – um breu total, iluminado apenas pelo farol do carro. A estrada era estreitíssima, embora mão dupla – mal cabia um carro de passeio em cada sentido.

 

Foi muito tenso, mas após uns 20 minutos começamos a ver luzes de novo. Era Westpunt. Chegamos!!!

 

Nos dias seguintes foi tudo mais tranqüilo, pois aprendemos os dois caminhos. O problema foi voltar de noite sem antes estar craque no mapa.

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[t3]Curaçao - dia 2 - rápida passagem por Kenepas, ida ao centro e pôr do sol na Playa Forti[/t3]

 

Resolvemos conhecer o Centro, aproveitando para fazer compras no Centrum, supostamente o mercado mais completo da região e, quem sabe, ver o museu Kura Hulanda. Mais tarde descobriríamos que não daria tempo nem para uma coisa, nem para outra.

 

Talvez porque antes de irmos ao centro sugeri passarmos rapidamente nas praias Kenepa grande e pequena, as mais famosas da ilha, estavam no caminho. Mal podia conter minha ansiedade para vê-las de perto.

 

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De fato, sem dúvida alguma Kenepa Grande é a praia mais bela. Logo na frente do estacionamento há um mirante, de onde todos batem essas fotos espetaculares da praia. Mais à esquerda também há um ponto de observação legal, mas infelizmente imbecis resolveram urinar por ali e o cheiro era insuportável.

 

Logo ao lado fomos até a Kenepa pequena (Chiki), que nos pareceu a praia mais aconchegante. Lá conhecemos uma botafoguense simpática, que nos abordou ao me ver com a camisa do fogão. Ela conheceu Curaçao no meio do ano passado, ficou uma semana e se apaixonou. Dessa vez, alugou uma casa em Lagun e lá ficou por um mês!

 

Nos despedimos da nossa amiga, a quem gostaríamos de ter reencontrado, mas acabou não sendo possível. Logo no caminho abastecemos pela primeira vez. Como disse, o esquema dos postos em Curaçao e Aruba é “self-service”, você paga primeiro e aí o caixa libera a bomba para você abastecer. Foi um pouco confuso inicialmente, mas é moleza, foi mais por conta de ser a primeira vez.

 

Chegamos ao Centro e demos uma grande sorte. Era dia 26 de dezembro e lá eles consideram o prolongamento do natal. Ou seja, feriado. E justamente nos feriados o estacionamento é grátis. Paramos perto do Riff Fort.

 

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O local é uma mistura de resort (Renaissance) que englobou a estrutura de um forte. Logo de cara, uma série de lojas caras e uma Star Bucks. Seguindo adiante, você vê a entrada do forte e dentro da parte murada alguns cafés e lojinhas. Não curti muito essa mistura, achei que descaracterizou um monumento histórico.

 

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Subimos nas muralhas e de lá vimos uma bela vista do canal e das casas coloridas de Punda, o outro lado do centro histórico (o forte fica do outro lado do rio, em Otrobanda). Saímos do forte, caminhamos entre uns camelôs vendendo souvenirs e chegamos à Ponte Queen Emma, símbolo da cidade. Se trata de uma ponte móvel, que liga Otrobanda a Punda e se desloca para que barcos possam atravessar o canal.

 

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Em Punda é mais legal de passear. Há mais casas bonitas para ver.

 

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Demos uma volta de 1 hora mais ou menos, lanchamos e tentamos voltar para Otrobanda. Ué, cadê o povo? O centro de repente ficou deserto. Logo, entendemos. O lugar estava cheio por causa do cruzeiro. Foi só o cruzeiro se mandar dali que o centro ficou uma paz. Mas e aí, ué, cadê a ponte? Lá estava ela, deslocada, provavelmente aguardando a passagem de alguma embarcação que estava por vir. Nessa hora, a travessia é feita por um barco, que passa de 10 em 10 minutos e você não paga para usar. E foi de barco que atravessamos.

 

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Na volta, ainda deu tempo de fazer snorkel na Playa Forti, uma das que mais gostei nesse sentido. Do lado esquerdo, perto das rochas, a vida marinha estava interessante. Vi umas 3 ou 4 moreias, além de peixes e corais diferentes. Me empolguei tanto que quando vi, tava loooonge. Mal conseguia ver minha esposa na areia.

 

Por um momento me bateu um pânico, pensei nas histórias de pessoas que não conseguiam voltar e que poderia me dar uma cãibra ou qualquer coisa parecida e não haveria ninguém por perto para me salvar – a praia tava praticamente deserta. Procurei me acalmar e devagar fui retornando. Deu tudo certo, cheguei bem, mas com dor de cabeça. É preciso respeitar o mar...

 

Por sorte, ainda aproveitei mais um belo pôr do sol com a esposa. São tantos, mas a gente nunca enjoa, tem sempre alguma coisa diferente.

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[t3]Curaçao - dia 3 - Kenepas e Shete Boka[/t3]

 

Vendo no dia anterior a maravilha que são as Kenepas, tiramos esse dia para conhecê-las de perto. Primeiro fomos na Chiki, a menor. Chegando cedo num dia de semana não havia quase ninguém na praia.

 

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Ficamos lá por muito tempo, a manhã toda praticamente. Depois fomos para Kenepa Grandi, que é ali do lado. Dentre as duas, preferimos a menor. A pequena é mais administrável, tem menos gente e o snorkel parecia melhor. Já a grande é até mais bonita, o visual dá um impacto maior, mas é mais cheia e tem um círculo de rede de bóias no fundo, indicando que você não deve ultrapassá-lo. Sinal de que pode ter correnteza. De todas as praias que fomos, Kenepa é a que tinha a cor de água mais bonita. Dali do mirante, onde você vê o lado esquerdo, essa é a cor que você vê.

 

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Não demoramos muito por lá. Resolvemos voltar ao ap para almoçar e economizar, é ali perto. Almoçamos e o plano era ir ao Christophel Park, mas já era meio tarde. Resolvemos ir ao Shete Boka Park, que é menor e mais próximo.

 

Estávamos com receio do local, pois há relatos de que os locais quebram os vidros do carro em busca de pertences dentro dele. De fato, há esse risco por toda parte – o índice de roubo a carros é baixo, mas o furto dessa forma, quebrando o vidro, é comum. E parece que no Shete Boka é mais comum ainda. Fomos orientados pelo Louis, da All West, a deixar os vidros do carro abertos. E não é que, chegando lá, também vimos carros com o vidro aberto?

 

O local nos surpreendeu, é legalzinho. Para quem tem tempo sobrando, vale a pena. De lá você vê o lado leste da ilha, onde não há aquele mar calminho do oeste. Ali as ondas batem furiosamente nas rochas e não há como tomar banho. É legal ver essa fúria da natureza estando num lugar seguro, hehe. Há uns banquinhos e você consegue ver periodicamente as ondas batendo nas rochas, cada vez com uma fúria maior.

 

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No parque nacional não há muito o que ver. A primeira parada, logo perto do estacionamento, é a Boka Tabla, onde há uns bancos e ali perto uma caverna, que se enche de água de tempos em tempos. No dia em que fomos o vento estava forte e não se recomendava entrar muito na caverna, não só pelo risco de encher demais, mas também por ser escorregadia. Escorregou, dançou.

 

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Do lado esquerdo há uma trilha que dá num lugar onde as tartarugas põem ovos, não chegamos a ver. Do lado direito você chega até a Boka Pistol, outro ponto de observação de ondas batendo em rochas. A Boka Pistol tem um visual ligeiramente melhor que a da Boka Tabla, mas são bem parecidas.

 

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[t3]Curaçao - dia 4 - Port Marie e restaurante Rancho el Sobrino[/t3]

 

Mais um fim de semana chegando, decidimos ir a uma outra praia paga, a famosa Port Marie.

 

Chegar não foi fácil. Saímos do ap sem pesquisar muito, confiando que haveria placas. Porém, não há sinalização a partir da entrada principal e acabamos entrando em várias estradas até acertar. Basicamente, você entra numa estrada com direção a Lagun, mas vira na estrada que vai em direção a St. Willibrord. A estrada é um pouco longa e por vezes você acha que entrou no lugar errado, mas é só persistir até aparecerem as placas.

 

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Já bem tarde, finalmente chegamos. Port Marie é a praia mais família de todas as que vimos e a que parecia ter a melhor estrutura. Muitas crianças e nem tantos jovens quanto em Cas Abao. O snorkel estava bom, nada espetacular, mas no nível das demais.

 

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Ficamos por lá umas 3, 4h. Na hora de voltar, ainda demos uma passada em Daai Booi, que fica pelo caminho. Essa praia pareceu ser a que tinha mais moradores locais. O visual é parecido com as demais, algumas sombras, a diferença é que tem uma área de pedras separando uma espécie de piscina natural do resto da praia. Nessa área da piscina não havia ninguém, sinal de que não deve ser legal nadar por ali.

 

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Só comemos uma bobeirinha na lanchonete de Port Marie, estávamos com fome. Já pelas 17h paramos para almoçar no Rancho el Sobrino, restaurante que fica já pertinho do nosso ap. Muito fraco. O ambiente é legal, é bem caracterizado, mas tinha muitos mosquitos, o serviço foi muito lento e a comida cara e escassa - pedimos um peixe e um prato de camarões e veio um peixe do tamanho da minha mão e de camarões, acho que tinha uns 6!!!

 

Decepcionante para um lugar com tanta vida marinha. Pior ainda foi pagar caro. O problema todo foi a fome desesperadora, que não deixou ir aos lugares que tinha pesquisado.

 

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  • 2 semanas depois...
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[t3]Curaçao - dia 5 - Seaquarium e Playa Kalki[/t3]

 

A ida ao Seaquarium não foi nada fácil. Chegar ao centro é tranquilo, o problema é atravessá-lo. Tivemos que pedir informações algumas vezes e felizmente todas as pessoas a quem perguntamos foram bastante solícitas.

 

Depois de muito rodarmos, lá estávamos nós. Tivemos a sorte de chegar faltando pouco para o início de um tour completo, que começa por uma visita ao aquário. Programe-se para gastar umas 3 horas contando todas as atrações, é a duração do tour. Algumas são interativas, como alimentar os flamingos (só para crianças, hein!), os tubarões, interagir com as raias, etc.

 

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Em seguida, veio o show de lobos marinhos. Foi legal, os bichos são muito inteligentes. Um ou outro truque é interativo, chamam pessoas da platéia. Cuidado, você pode se apaixonar.

 

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No final do tour veio o esperado show de golfinhos. Os bichos são espetaculares, muito inteligentes, me senti burro.

 

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Terminado o Seaquarium, outra odisséia para voltar. É claro que nos perdemos de novo, rs. Depois de errarmos alguns caminhos, achamos a saída para Otrobanda. No caminho para Westpunt, ainda paramos no Centrum, o maior e mais variado mercado da cidade. É mais caro que os mercadinhos, mas tem mais coisa. Prepare-se para treinar o holandês, grande parte dos produtos parece ser importado de lá, visto que Curaçao ainda responde administrativamente à coroa holandesa. As carnes por exemplo, todas em holandês! PQP. Compramos uma na sorte e acabamos gostando, mas provavelmente era

 

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Deu tempo ainda de um snorkel rápido, seguido de pôr do sol na Playa Kalki, uma das melhores da ilha para snorkel. É lá que fica a sede da GO West Diving, talvez a empresa mais conceituada de mergulho em Curaçao. Pessoas diferentes nos falaram muito bem de lá.

 

Na praia havia uma família de chineses pescando sem vara! Só linha e anzol. E não é que pegaram uns peixes? Os caras são umas figuras, nos divertimos vendo o pôr do sol e a pescaria chinesa, com as crianças brincando com os peixes que iam sendo caçados (os menores devolvidos).

 

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[t3]Curaçao - dia 6 - Christophel Park e Lagun[/t3]

 

Estávamos ansiosos por conhecer o Christophel Park, após vermos muitas praias. Passamos várias vezes em frente e pudemos ver como o lugar parecia grande. Fomos o mais cedo que conseguimos, pois mais tarde o calor afasta a vida selvagem.

 

De fato, demos a sorte de ver um cervo. O bicho até que ficou bem parado, deu tempo de eu sair do carro, me aproximar um bocado e tirar uma foto, bem melhor do que a que consegui no Pantanal, quando o bicho saiu correndo quando eu ainda estava a uns 300 metros dele.

 

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O parque é bem legal, muito arborizado e cheio de estradas apertadas (parece mão única, mas é tudo mão dupla...) e bem bonitas.

 

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Pelo caminho havia a possibilidade de fazer algumas trilhas, mas achamos o parque todo muito mal sinalizado e isso assustou um pouco a minha esposa, que não quis sair do carro pra isso. Nossa primeira parada real foi num ponto de observação do lado leste da ilha, o mais selvagem. Bem de longe, ao fundo, dá para ver um dos pontos de observação que passamos, no Shete Boka Park:

 

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Mais ao fundo, o Monte Christophel, que não chegamos a escalar. Quem quiser, prepare-se para uma trilha de 3 a 3h30, é o que dizem

 

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Seguindo, chegamos a um lugar onde é possível ver uma das poucas praias de verdade no lado leste da ilha. Por uma trilha você chega até lá embaixo, foi o que fiz.

 

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A próxima parada é uma caverna bem pequena, próxima de pinturas indígenas. Começamos pela caverna. MAs antes, pelo caminho, uma surpresa:

 

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Ou melhor, duas. Passou essa iguana na minha frente e me aproximei bem devagar, ela me deixou chegar muito perto! Acho que estava a uns dois metros dela. Quando vi, era um casal, que meio desconfiado passou bem devagar na minha frente. Filmei com a DSLR, mas o foco ficou uma merda, o auto-foco não presta. Tenho que aprender a focar manualmente.

 

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Aí chegamos à caverna propriamente dita. É bem pequena e cheia de morcegos, avançamos o que pudemos.

 

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E passamos no local com pinturas indígenas. É basicamente uma rocha e mal dá para ver as pinturas, pois é cercada, provavelmente para impedir que as pessoas cheguem perto e danifiquem as pinturas. Mas havia uma brecha na cerca e eu, transgressor das barreiras ao viajante, me espremi e passei por ela para realmente conseguir ver alguma coisa. Algumas bem interessantes, parece que um indígena gostava do Cristo Redentor.

 

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E algo que suponho ser um escorpião

 

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Final do passeio, acho que no total gastamos umas 3h. Ainda sobrou tempo para vermos Lagun, uma das praias públicas mais legais. O local na verdade é uma praia, mas por sua formação estreita parece uma lagoa. Foi o melhor snorkel na minha opinião, especialmente no lado esquerdo. Lá vi muitas moreias, vários ouriços (único lugar onde havia ouriços pretos) e muitos peixes. Dizem que lá também é um dos melhores lugares da ilha para ver tartarugas, mas isso acho que só chegando muito cedo.

 

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O lugar tem um visual muito legal. Ao redor, há um apart-hotel e algumas casas, acho que é tudo para alugar. Desse mirante ainda foi possível ver mais uma surpresa.

 

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      Pagamos R$ 3.650,00 (já com taxas e IOF de câmbio no cartão) nas duas passagens, de Guarulhos a Curaçao, direto no site da Copa Airlines.
      O seguro viagem, sempre contrato o da April Coris por meio da ClickTrip. Usei na Tailândia e fui muito bem atendida. Não deixe de cotar com eles (email da representante: [email protected]).
      Tivemos a falta de sorte de pegar a pior cotação do dólar. Assim que comprei as passagens, comecei a pesquisar e acompanhar especialistas. E vi que até a data do embarque, a previsão era de subir ainda mais. Não tínhamos escolha, compramos 1.500 dólares a 4,24. E tivemos alguns gastos no cartão.
      Embarcamos dia 25/09, à 1h30 da manhã, voo de 7 horas até a Cidade do Panamá, e outro de 2h até Curaçao. Chegamos ao meio-dia do horário local, que está a 1h a menos que no Brasil.
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      U$ = dólar (1 real = 4,24)     R$ = real       Fl = Florim das Antilhas Neerlandesas (1 real = 2,20 florins)
       
      Primeiro dia – 25/09/18
      Assim que desembarcamos, fomos procurar o balcão da Europcar para pegar nosso carro que alugamos a partir da RentalCars.com. Havíamos solicitado a retirada para as 13h.
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      Pegamos nosso Fox 1.0 automático e partimos conhecer o centrinho de Willemstad. Usamos o maps.me offline e funcionou muito bem. Lembrando que carro é imprescindível em Curaçao.

      Ponte Queen Juliana
      Fomos direto para a praça Wilhelmina, Whileminaplein. O estacionamento é pago e a máquina só aceita moedas locais. Então compramos um lanche no Subway rapidinho, pagamos em dólares e o troco foi dado em florins. Voltamos correndo pra máquina antes de levar multa! Pagamos para ficar 1h. O uso da máquina é bem intuitivo.


      A ponte pode se mover enquanto voce está nela, não tem problema!!!! é bacana!!!!


      Uma mini Holanda colorida!!!!
      Caminhamos até a ponte Quenn Emma, pegamos bem a hora que ela ia abrir para passar um barco!! Demos uma voltinha até o Riff Fort, olhamos a feirinha ali no começo de Otrobanda e já voltamos para a ponte. De volta à Punda, pegamos o carro e partimos para o mercado Centrum de Piscadera, pois era caminho para o apartamento que alugamos em Wespunt. Não queríamos demorar muito, pois nosso ap estava a 40km dali, e queríamos chegar ainda de dia.
      Compra feita, seguimos para o extremo oeste da ilha. Lembrando que não há mercado nem restaurante para aquelas bandas!!! Apenas algumas vendinhas que fecham cedo.
      Obs.: Como eu tinha visto que as melhores praias de Curaçao ficam em Westpunt, decidi que nos hospedaríamos metade da viagem lá, para poder aproveitar bem. Bom isso alugamos um apartamento e nos dispusemos a cozinhar em casa. Pela manhã, tomávamos um super café e preparávamos lanchinhos, snacks e bebidas na térmica para passar o dia na praia. Final do dia fazíamos janta. As carnes vermelhas que compramos no mercado estavam divinas.... também não comi frutos do mar e evitei comer fora porque estou grávida.
      Claro que alem das precauções por causa da gravidez, este é realmente nosso estilo de viagem!!!!! E foi tudo perfeito!

      Maridón master chef!!!
      Cerveja água aeroporto panamá - U$ 9,5
      Aluguel carro – R$ 1.000
      Seguro carro – U$ 100
      Subway + coca – U$ 15
      Estacionamento -  1 Fl
      Mercado Centrum  - 125 Fl
      Nos Krusero Apartment – U$ 243 / 4 diárias
       
      Segundo dia – 26/09/18
      Café tomado e lanches prontos, seguimos à primeira praia do dia que, a propósito, estava a apenas alguns passos de nosso apartamento... uns 100mt... Praia Kalki. O sol estava meio encoberto e, mesmo assim, já deu pra notar o que nos aguardava!!!! Que praia linda!!!! Sem falar que o snorkel ali foi sensacional... um verdadeiro aquário!! Passamos a manhã toda ali.

      Isso porque estava sem sol!!!!

      De lá, pegamos o carro e demos uma paradinha para conhecer a Praia Piskado, bonitinha, mas cheio de barcos de pescadores. Seguimos para o mirante da Praia Forti.

      Praia Forti
      Ao lado do mirante há um restaurante com uma vista dessas pra almoçar!! Não comemos ali, mas li em blogs que é bom.
      Então dirigimos mais 5km até a grande estrela de Curaçao: Kenepa Grandi. Do estacionamento, já avistamos o azul surreal daquele mar!!!! E olha que o dia ainda estava um pouco nublado!

      A linda Kenepa Grandi! Dava para avistar tartarugas!
      Como já era meio da tarde, passamos na Kenepa Chica, ao lado da Grandi, apenas para ver se era bacana, e tivemos a certeza que seria a primeira praia do dia seguinte!! Então voltamos para a “nossa” praia, a Kalki, para ver o por do sol.... uaaaaau!!!!!

      Um pelicano passou bem na hora da foto!!!!
      Água pequena em Kenepa Grandi – U$ 2
       
      Terceiro dia – 27/09/18
      Chegamos à kenepa Chica às 9h40. Só havia um casal além nós 2. Nem os meninos que cobram pelo aluguel das espreguiçadeiras estavam lá! (Custa U$ 3 só a cadeira, e U$ 15 duas cadeiras + guarda-sol). Coloquei a canga embaixo de uma árvore e fui admirar e fotografar aquele pequeno paraíso antes de cair na água!

      Fala sério!!!!
      Ficamos um bom tempo ali. Ótima para snorkel próximo às pedras. Depois pegamos o carro e 3km depois paramos na praia Jeremi. Tem um mirante lindo também. Meu marido fez snorkel e também gostou muito. Essa praia não é tão bonita a parte da areia, por ser mais escura e ter muitos restos de corais, mas o mar é igualmente magnífico, e estava bem vazia!

      Linda!!!!!
      Já devia ser umas 13h quando seguimos menos de 1km para a praia Lagun. É linda, bem pequena e tem uns 3 ou 4 hotéis próximos, então estava bem lotada. Apenas tiramos fotos e seguimos para Cas Abao (uns 15km de Lagun), uma das praias pagas de Curaçao. Há um pequeno trecho de estada de chão, tranquilo. Gente, que praia magníficaaaaaa!!! Uma piscina salgada gigante diante de nós!!!!! Praia azul piscina cristalina, de grande extensão, ótima para snorkel, e para quem gosta, estrutura com cadeiras para aluguel e restaurante. Mas eu me interessei mesmo pelo mar!!!!! Ficamos na praia até seu horário de fechamento (16h)

      Playa Lagun

      Cas Abao


      Como Cas Abao fica mais próxima do centro da ilha, resolvemos passar no mercado fazer mais uma comprinha, inclusive de protetor solar, porque levei apenas 1 pequeno pra não ter que despachar mala, já estava acabando... e eu sou a neurótica do protetor!!! Ainda mais grávida!
      Água 2l na vendinha – 2.50 Fl
      Cas abao – taxa por carro – U$ 6
      Cerveja + refri - 12,50 Fl
      Mercado -  117,8 Fl
       
      Quarto dia – 28/09/18
      O dia amanheceu lindo, ensolarado. Então partimos direto para Kenepa Grandi tirar mais fotos daquele mirante incrível e nadar naquele piscinão!!!!!!

      Pancinha de 6 meses!!!!

      O snorkel nessa praia não é muito bom. Então seguimos para nossa praia preferida em Curaçao: a Kenepa Chica!!!

      Nossa preferida!!!!!
      No meio da tarde eu estava bem cansada e decidimos voltar para o ap. Mas antes seguimos conhecer o lugar chamado Watamula, extremo da ilha, onde as ondas batem com força e formam buracos nas pedras... bem interessante!!!

      Curtimos um pouco a piscina da nossa pousada e fomos descansar. Meu pique de grávida estava já bem cansado!!!!!

      Nesse dia não houve gastos.
       
      Quinto dia – 29/09/18
      Como era o dia do nosso check-out nesse ap, decidimos passar a manhã na praia do nosso quintal!!! A Kalki!! Estava uma linda manhã!

      Amiguinho!
      Após o almoço, com as tralhas no carro, pegamos estrada rumo ao novo ap, mais pro leste da ilha (46km no total). Pelo caminho, passamos conhecer a reserva dos Flamingos.


      Após os trâmites do check-in, fomos dar um rolê à pé na avenida próxima ao novo ap, onde havia uma espécie de piscina pública, uma pequena baía de águas calmas feita artificialmente, lotada de moradores, afinal era domingo!!
      Mas um pouco de caminhada e chegamos ao Mambo Beach Boulevard, complexo com restaurantes e lojas, alem de um beach club. Tomamos um sorvete, admiramos um pouco o local e voltamos pra casa já próximo ao entardecer.
      Nesse dia, resolvemos ir ver o centro e a ponte Queen Emma à noite. Aproveitamos para jantar no restaurante Iguana, na beira do canal que divide Punda e Otrobanda. Pedimos 2 pratos, um com frango empanado, salada e batatas, outro chamado churrasco, com carne vermelha, de porco, salmão e de frango, arroz e batata frita. Gente, foi um exagero! Muita comida para duas pessoas!!!! Estava uma delícia!!!



      Águas e sucos no mercado chino -  9,75 Fl
      Apartamento - U$ 170 – 3 diárias + taxa de limpeza
      Sorvete – 10 Fl
      Imã de geladeira – U$ 7
      Jantar restaurante Iguana – U$ 53
       
      Sexto dia – 30/09/18
      Na noite anterior, perguntamos aos donos do apartamento (muito queridos, por sinal, Jamile e Sean), se conheciam alguém de confiança que tinha carro para alugar, pois hoje tínhamos que devolver o nosso Fox. Então o Sean nos passou o contato da Diane e, pelo whats, negociamos o carro dela por U$ 35 a diária. No contrato, em caso de danos, teríamos que pagar a franquia do seguro dela (U$250). Achamos um bom negócio. Também deixamos U$ 200 de calção.
      Pegamos o Fox e seguimos para a casa da Diane. Assinamos contrato, me apaixonei pelo carrinho azul da cor do caribe, e fomos devolver o Fox, Jander dirigindo ele, e eu dirigindo o Suzuki! No caminho, começou a cair maior chuvão, tempo fechou mesmo. Mas não desanimamos!

      Nossa carro era igualzinho esse!!!! Apaixonei!!!!
      Enchemos o tanque para a devolução, e partimos para a praia Porto Marie, uns 15 km da Europcar e uns 30 km do nosso ap. Aos pouco o tempo foi melhorando.
      A Porto Marie é praia privativa. Pagamos e fomos desfrutar daquele lugar delícia! O dia já estava bem mais lindo! Já devia ser meio dia. Paguei por uma espreguiçadeira e me joguei na preguiça!!!! Essa praia tem um ótimo restaurante, com som ao vivo. É bem badalada e foi o único lugar que encontramos muitos brasileiros. Não faz muito nosso estilo... mas um mar daqueles, bicho!!!!!

      No final da tarde, passamos no famoso Williwood comer um hambúrguer de carne de cabrito! Eu gostei bastante, mas é bem forte. Meu marido amou!!!!

      Detalhe para o letreiro ao fundo imitando Holywood! 
      Europcar gasolina - 44,5 Fl
      Entradas e cadeira Porto Marie – U$ 9,5
      Suco em Porto Marie -  7,5 Fl
      Hamburguer Williwood – U$ 21
      Compra mercado Centrum -  128,18 Fl
       
      Sétimo dia – 01/10/18
      Dia do tão esperado passeio para Klein Curaçao! Acordamos às 7h, tomamos um café, pegamos o carro sentido a Jan Thiel, onde fica o Zanzibar, beach club de onde sai o passeio.
      Assim que comprei as passagens de avião, já entrei no site da Blue Finn Charters e fiz as reservas do passeio para esse dia. O pagamento é feito em cartão ou dinheiro no dia do passeio.
      Escolhi a Blue Finn por recomendação, principalmente, do blog de viagens Juju na trip (@jujunatrip), e foi a melhor coisa que fiz!! Realmente o melhor barco e almoço é o deles. A única coisa que eles não têm, e a concorrente Mermaid tem, é estrutura na praia. A blue Finn tem quiosques pra esconder do sol. A Mermaid tem tipo um restaurante com banheiro. Mas garanto pra você que não compensa, porque o mar é tão incrível que você vai querer ficar nele, e o almoço no barco da blue Finn é tão bom que vale a pena só por isso!!!

      Na foto não parece, mas é grande!
      Na viagem de ida, eles servem bebidas não alcoólicas e frutas. A navegação é contra ondas e vento. Se prepare!!! Tome um remédio pra enjoo!! 3 pessoas passaram mal. Eu tomei um bromoprida, que minha obstetra liberou, e fiquei muito bem. Após 2h de viagem, chegamos à ilha paradisíaca!!!! Acho que era umas 10h20 da manhã Que azul é aquele!??!!?!?!?!?!? Sur-re-al!

      Não recomendo usar essa rede na viagem de ida!! Mas na de volta, corra para garantir seu colchonete e curtir muito!!!!

      Conforme o sol ou a câmera, a cor da água muda! essa foi com a gopro!
       

      SUR-RE-AL!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      rolê pela ilha...
      Ao meio dia e meia, eles tocam a sirene do barco para avisar que o almoço estava servido. Voltamos nadando pro barco e ficamos surpresos com o Buffet de churrasco: lingüiça tipo alemã, carne vermelha muito macia, coxas de frango super bem temperadas, costelinhas de porco bbq, penne ao pesto, arroz temperado, salada e creme de amendoim. Além de cerveja Amstel e coquetéis open bar!!!! Em pleno mar do caribe!!!! Ai ai... nessas horas que dá vontade de ser rico!!! Hihihihihi.....
      Após almoço, voltamos para a praia, muitas fotos, muitas caras de “que mar é esse?!”

      Vimos duas tartarugas aqui, filmamos com a gopro!

      Minha filhota curtiu muito!!!!!

      Hipnotizada com essa água!!!
      Às 15h tínhamos que estar de volta ao barco para o retorno.
      A volta é uma delícia, pois vamos a favor da maré e do vento, tanto que eles desligam o motor e içam a vela do catamarã.... happy hour liberada por 2h!!!! muita música e boa energia!!!!
      Chegamos só o pó da gaita em casa. No dia seguinte, faríamos check-out para passar os dois últimos dias no hotel The Royal Sea Aquarium, para descansar e curtir mais conforto. Porém, 2 dias antes eu vi no email que minha reserva havia sido cancelada no booking, porque foi feita no cartão do meu marido, ou seja, nome do cartão diferente do nome da reserva. O quarto continuava livre pelo mesmo valor. Mas estávamos tão cansados e com preguiça de mais um check-out que negociamos com o Sean para ficar no ap mesmo. Deu tudo certo e ainda economizamos bastante!!! Hehe... apesar de não ter mordomia de resort!
      Passeio Klein Curaçao  - U$ 109 por pessoa com tudo incluso.
      + 2 pernoites no ap – U$ 100
       
      Oitavo dia – 02/10/18
      Último dia com o carro. O que vamos fazer???? Voltar lá pra nossa preferida! Kenepa Chica!!!! Antes, passamos conhecer a Kokomo Beach. Só tiramos umas fotos maravilhosas e partimos pra preferida.

      kkkkkkkkkkkk


      Mais pro book de gestante!! hehehehe

      Um mar desse só pra mim. bicho!!!!! Kenepa Chica


      Boiando barrigão com minha mini boia!
      Água batendo no peito e dava pra ver meu esmalte do pé!!!!!!!
      Após muito snorkel, nos despedimos desse lugar maravilhoso e resolvemos voltar pra casa. O corpo já estava bem cansado de sol e praia!! Tomamos banho, fomos encher o tanque do carro e devolver já no início da noite. Levamos o carro à casa da Diane e ela nos trouxe de volta. Uma querida!!!
      Combustível - 30,50 Fl
      Pão, água e biscoito – U$ 8
      Aluguel carro 3 dias -  U$ 105
       
      Nono dia – 03/10/18
      Acordamos mais tarde, sem carro, sem pressa, sem rumo! Fizemos aqueles ovos mexidos necessários da manhã...hehehe... demos uma olhada nas chatices de eleições presidenciais e guerras declaradas no facebook.... kkkkkkkkkk... e partimos conhecer o Sea Aquarium de Curaçao. Eu não curto ver bicho prezo, mas entendo a importância da preservação e estudo... e eu estava louca pra ver golfinhos, confesso!!! Fiquei animada quando vi que eles ficam na água do mar mesmo... com direito a comer peixes a hora que querem... enfim.... sem os golfinhos, o aquário só vale a pena pra criança e pra quem não gosta de snorkel ou mergulho com cilindro.



      Saí fedendo peixe!
      Na volta, passamos no Mambo Beach comprar o licor Curaçao blue para um amigo que pediu, dar uma descansada nas pernas de grávida e continuar a caminhadinha até o ap.
      Começamos a organizar as malas para o check-out da manhã seguinte, depois fizemos uma jantinha delícia e capotamos!!!!
      Entrada Sea aquarium – U$ 21/pessoa
      Sorvetes e água – U$ 6,25
      Curaçao Blue menor – U$ 9,5
       
      Décimo dia – 04/10/18
      Dia de dar tchau, e também dia do meu aniversário de 35 anos!!! Acordei muito feliz e grata a Deus por me conceder a oportunidade de estar ao lado do grande amor da minha vida (há 16 anos), pai da filha que esperamos, em mais uma viagem perfeita juntos! Pode haver aniversário melhor?!!?!?!?
      A mãe do Sean, uma senhora muito querida e fofa, nos levou ao aeroporto. Tchau Curaçao! Tchau Caribe!!!! Foi bom demais!!!!

       
      Transfer aeroporto – 35 Fl
      Refri e água aeroporto – U$ 7,25
      Curaçao Blue maior – U$ 21,50
       
       
    • Por jujucompressa
      Roteiro Aruba:
       
      Eu e o marido passamos a lua de mel em Aruba em agosto de 2014, e ficamos 7 dias por lá.
      Achei que o tempo foi suficiente para conhecer um pouco de tudo e para descansar e curtir a ilha.
      Ficamos no Radisson, e achei que valeu muuuito a pena! Super indico o hotel, pelo atendimento e localização.
      Ele fica de frente para a Praia de Palm Beach (que eu achei uma das melhores da ilha) e a entrada principal dá para o centrinho, com opções de muitos restaurantes e shopping... Vc faz tudo a pé, então não achamos que valia a pena alugar carro.
      Nos dia que quisemos conhecer as praias mais distantes fechamos passeios com guia. Foi ótimo pq a ilha é muito grande e seria impossível chegar em determinados lugares sem a ajuda deles (Baby Beach, Parque Nacional, etc). O preço tb compensou. Não indico alugar carro, achamos que n valia a pena, pq a maioria dos dia vc fica por Palm Beach mesmo, e o centrinho dali tem muitas opções...
       
      Vou colocar um relato dia a dia com um roteiro básico para conhecer bem a ilha.
       
      Opções de restaurantes legais que fomos:
      • Smokey Joe’s (Juan E. Irausquin Boulevard 87) – a melhor costela de Aruba!!!! O marido amou e jantamos lá dois dias. É tipo barzinho, ao ar livre, e não é muito caro! A costela é muuuito boa mesmo! Não deixe de ir! Há! E de sobremesa pedíamos um oreo frito com sorvete!! Muito bom tb!! Prove!! kkkk
      • Benihana – Eu já tinha ido ao Benihana de Miami e tinha amado o esquema da mesa tepan, então, quando vi que em Aruba tb tinha um, separei um dia para almoçar por lá! Foi o melhor drink da ilha (e olha que eu tomei muitos... kkk): O Margarita Coconut (ou Mojito Coconut, não lembro mais kkk) era divinoooooooooooooooo!! *Outras opções parecidas, tb no mesmo estilo, com tepan table, são o Blossoms e o J.H Yees. Nós íamos no J.H. Yees, mas era mais caro e acabamos no Benihana mesmo! Kkkk
      • Tast of Belgium – Fica dentro de um dos shoppings de Palm Beach. O ambiente é legal, tem várias cervejas importadas e o café: divino!!!!! Coisa rara da ilha! Kkkk
      • Salt and Pepper – É tipo um barzinho de tapas. Tudo delicia, mas pequenininho. Vale para petiscar sem muita fome.
      • T.G. I. Friday’s (dentro do Paseo Herencia Mall) – almoçamos lá no dia da volta.
      • Bugaloe – tipo barzinho, localizado em um píer quase em frente ao RIU. Muito legal para passar o dia e tomar uns drinks. Para curtir o fim da tarde com música ao vivo.
       
       
      Dicas Gerais:
       
      Praias:
      1 – Arashi: Quase na esquininha norte da ilha. Água cristalina, profundidade perfeita para banho. O canto esquerdo tem seixos, mas é o preferido de quem faz snorkel. Tem barracas para guardar mochilas à sombra. Não tem vendedores de nada, nem de água; leve o que for precisar. Está a 10 minutos de carro de Palm Beach. Tem estacionamento.
      2 – Boca Catalina e Malmok Beach: Escondidinha num bairro residencial um pouco antes de Arashi. Mar piscininha, algumas pedras, poucas barracas para guardar mochilas. O estacionamento é na rua.
      3 - Palm Beach: Aqui ficam os hotéis verticais (você vai ver placa para “high rise hotels”) pé na areia. A faixa de areia não é muito larga e é bastante ocupada por espreguiçadeiras. Muitos hotéis agora estão alugando espreguiçadeiras flutuantes de borracha. Não há avenida beira-mar, só um calçadãozinho entre a areia e os hotéis. Você vai encontrar bares e restaurantes (num píer no canto esquerdo da praia, e também entre hotéis, mais para o canto direito) e operadores de passeios (incluindo a loja central da De Palm Tours). A quadra de trás da praia tem shoppings de todo tipo (incluindo um só de bares e restaurantes, o South Beach Centre).
      4 – Eagle Beach: As placas dizem “low-rise hotels”. Tem faixa de areia mais larga e maior profundidade do que Palm Beach (por ser levemente de tombo). Boa parte da sua extensão é tomada por uma avenida beira-mar. Mas no canto esquerdo (antes da curva para Manchebo) os hotéis são pé na areia. Na área com avenida beira-mar, o hotel Amsterdam Manor mantém um bar de praia que atende passantes. No trecho pé-na-areia os hotéis são todos all-inclusive e atendem apenas aos seus hóspedes.
      5 – Manchebo Beach e Druif Beach: Continuação de Eagle Beach, são mais recortadas e têm hotéis baixos pé-na-areia (todos all-inclusive). Por não terem acesso pela estrada nem serviços abertos ao público, são praias bem reservadas. A extremidade esquerda da praia (onde está o hotel Divi Dutch Village Resort) fica de frente para área portuária de depósito de containers - evite.
      6 – Nikky Beach: É um bar de praia situado imediatamente ao sul de Oranjestad, perto do hotelzinho Talk of the Town. A entrada é paga. O público mistura passageiros dos cruzeiros e moradores de Oranjestad.
      7 – Baby Beach e Rodgers Beach (e Coconut Beach): Na ponta sul da ilha, é um passeio que todo mundo que aluga carro acaba fazendo. É uma praia calmíssima e super rasinha, perfeita para crianças - uma espécie de Palm Beach só que menor e sem construções. Você pode alugar espreguiçadeiras e barracas. Há quiosques que vendem lanches e bebidas. O estacionamento é fácil. Ao lado você aproveita Rodgers Beach - outra praia perfeitinha, maculada apenas pela vista de uma refinaria de petróleo vizinha. Baby e Rodgers ficam a 40 minutos de Palm Beach. Na volta almoce no Charlie’s Bar no vilarejo de San Nicolas ou no Zee Roger
       
      Um aviso geral: parece que Aruba não é para quem gosta de jantar tarde. A maioria dos restaurantes fecha às 23h. E um detalhe: se você faz a reserva pela internet, muitos restaurantes perguntam se é lua de mel e oferecem cortesias.
       
      Pontos Turísticos:
      Alto Vista Chapel - Capela construída em 1952 com boa vista da cidade. Não deixe de visitar.
      California Lighthouse - Seguindo a estrada após Arashi Beach. É um ponto obrigatório a se visitar em Aruba.
      Natural Bridge - A Natural Bridge foi construída pela força da água. Mas a mesma força que a construiu a destruiu em 2 de setembro de 2005. No local ainda encontra-se uma ponte menor.
      Natural Pool - A Natural Pool ou "Conchi" é um local bastante afastado, sendo acessível apenas por veículos 4x4. Local para relaxamento e contemplação.
      Quadiriki Caves - Esta caverna é muito interessante. Você pode explorá-la por conta própria (leve lanterna) ou com ajuda dos guias do Parque Arikok. Caverna com duas câmaras iluminadas pelo sol. Está aberta para visitação diariamente das 10 às 18 hs.
      Fontein - Próxima a Quadiriki Cave se encontra a caverna Fontein, que é a mais popular da ilha por ser a única a possuir desenhos dos índios Arawak no seu teto. Guias do parque mostram e explicam os desenhos.
      Oranjestad - É a capital. Arquitetura holandesa colonial e mts lojas.
    • Por Nandasouza
      Mochileiros!!!! Viajei para Aruba com a família inteira do meu pai (65 anos) a minha sobrinha (4 anos), curtimos uma semana de sol e mar no Hollyday Inn mas viu descrever aqui o dia em que saímos com nossos filhos adolescentes para um rolé na ilha!!! Alugamos um Jeep na Budget pertinho do hotel.
      Saímos de Palm Beach direto para Baby Beach confesso que nem entramos no mar porque a aventura seria grande e partimos para o arirok Park (acho que é esse o nome, rs) mas antes achamos essa âncora no meio do caminho... de lá entramos no parque, tem grutas, e picos também!! Se você gosta de trilhas, vai amar esse lado selvagem da ilha aqui, fizemos uma pequena pausa para o "almoço" , comprei no superfood pão, queijo, presunto,maçãs, refri (cerveja para os adultos, rs), e chocolates. Fizemos um picnic no deserto, rsrs. Depois entramos no trecho, diria mais punk, ou hard, ou difícil mesmo!!! O off road propriamente dito até Conchi Beach a piscina natural não percam a oportunidade de pular da pedra e fazer uma foto como essa, rsrs. De lá partimos para a Natural Bridge ela caiu, rs mas sobrou essa, depois fomos pelas estradas de terra até o extremo norte da ilha ( no farol), , paramos também na capelinha, que é linda!!!!, para terminar, paramos no shopping que fica em Palm Beach e comemoramos no TGI Fridays .
      Acredito que a maioria ficará hospedada em Palm Beach, o meu hotel tinha bicicletas , então , fui pedalando até o farol levando a minha caçulinha de 6 aninhos , lá descobri um lugar muito bom para mergulho, que acabei voltando com minha filha mais velha, não tem erro é uma parte cheia de corais , bom, é isso nos outros dias curtimos o hotel, e ainda fomos até Oranjestad (o centro) de van!!! Espero ter ajudado
    • Por Humberto Antonio Siqueira
      - Como sempre, em toda viagem que faço, planejo muiiito, com bastante antecedência. Essa é a quinta viagem ao exterior, todas nas Américas do Sul e Central. Estive, pela ordem, desde 2015: Peru (Lima, Cusco, Machu Picchu, Chiclayo, Iquitos e Chachapoyas), Equador (Guayaquil e Quito), Colômbia (Bogotá e Letícia), Panamá (Cidade do Panamá) e por último, uma semana atrás, em Curaçao, pertencente à Holanda, em pleno mar do Caribe.
      - Não sei desde quando existe a Empresa AVIOR-Líneas Aéreas Venozelanas, saindo do aeroporto de Manaus até Curaçao (alguns quilômetros acima da Venezuela), fazendo escalas em Barcelona e Valência (ambas cidades pertencentes à República Bolivariana da Venezuela).
      - Um dia, indo buscar um parente no aeroporto de Manaus, olhei para o quadro de avisos de decolagem e aterrisagem de aeronaves e me deparei com o voo da AVIOR, partindo para Barcelona e Valência. Qual não foi minha surpresa ao indagar no balcão da Companhia que a “Barcelona e a Valência” do Aviso eram na Venezuela e não na Espanha, pois as duas são homônimas nos dois países.
      - Indaguei sobre o itinerário e me disseram que essa linha fazia: Barcelona, Valência, Caracas (suspensa por enquanto), Curaçao, Lima e Bogotá. Perguntei quais dias, horários e preços para Curaçao, já que era um lugar bastante próximo, saindo de Manaus, onde moro e também porque já queria conhecer há bastante tempo.
      - O que fiquei sabendo foi o seguinte: os voos saem e voltam de/e para Manaus em dias alternados, isto é: saem aos domingos, terças e quintas-feiras. Retornam às segundas, quartas e sextas feiras. Nada aos sábados. A passagem só pode ser comprada no balcão da Companhia em “cash” (dinheiro vivo) e custa ida e volta Manaus/Curaçao/Manaus R$ 1.000,00 por pessoa. Não sei se ainda continua o mesmo preço. Comprei em fevereiro deste ano, 2017, para mim e minha esposa (R$ 2.000,00), já com os assentos marcados para a ida e para a volta. Não tem voo direto para Curaçao e nem retorno direto para Manaus. É preciso pernoitar em Valência na ida e na volta, porque não dá tempo de fazer as conexões e os dias não coincidem.
      - Por isso, a necessidade de fazer um bom planejamento antes de qualquer viagem: pesquisar hotéis nos vários sites, como Booking.com (pra mim, o melhor), Trivago, TripAdvisor, Hotéis.com, etc, etc. Pesquisar os destinos, passeios turísticos, hotéis, praias, hotéis no YouTube (lá tem tudo, ou quase), em site com este (Mochileiros), Google, etc.
      - Baixar Mapas no celular de todos os destinos, mesmo os de conexão, caso queira fazer um passeio rápido, ir a um shopping, etc. Baixar Apps dos destinos, baixei o de Curaçao e Valência, bem como o GPS desses lugares.
      - As tomadas, tanto na Venezuela e em Curaçao são do tipo três pinos (um redondo e dois chatos). Levar adaptadores para carregar celulares, notebooks, etc. Não tem para vender por lá.
      - Alugar de antemão um carro para conhecer algumas das 38 praias de Curaçao (não compensa ir de táxi, não tem coletivos na ilha). Pode entrar nos vários sites como Rent a Car, Expedia (o que achei mais em conta, todos pedem um depósito antes (com cartão de crédito internacional, como Visa e Mastercard) e estornam para sua conta, se nada acontecer com o carro até o ato da devolução, por sua culpa, arranhões, batidas, etc. Por isso é importante fazer um check-in em todo o carro quando te entregam: pneus, lataria, sobressalentes, documentos. Recebe e devolve com o tanque cheio. Não se preocupem, que a gasolina é barata: média de 1 florim (moeda local) holandesa, equivalente a mais ou menos R$ 1,50. Aluguei um carro para o 4º dia de estadia na ilha, até o último dia. Entregaram-me um Kia Picanto automático (que eu já tinha escolhido pela foto), com ar-condicionado, era o mais barato. Caso vocês forem em família grande, existem outros modelos maiores, porém mais caros e dependendo da Agência, o preço dobra. Os três primeiros dias eu e minha esposa aproveitamos para descansar da viagem, pois chegamos já de tardinha, conhecer a cidade a pé, procurar restaurantes (muiiiitos), pesquisar preços, tirar muitas fotos, pois tudo é bonito, andar e andar, tirando fotos e mais fotos.
      - O comércio local abre às 9h e fecha às 18h, todos os dias, impreterivelmente, ficando fechado aos domingos (TUDO).
      - Não esqueçam de levar protetor solar, para usar todos os dias, mesmo se não for às praia. O sol de Curaçao é implacável, não tem árvores nas ruas e poucas marquises de lojas.
      - O sol nasce às 6h e se põe (em julho) às 19.10h. Tem wi-fi grátis no entorno de Willemstad, capital da ilha e sede do governo.
      - Não tem mosquitos, não precisam se preocupar com repelentes. Na Venezuela exigem o Cartão de Vacina contra a Febre amarela nos aeroportos. Em Curaçao, não.
      - Tanto em Curaçao, quanto na Venezuela (Valência), o asfalto é muito bom, de primeira, não se vê emendas de tapa-buracos, como em várias avenidas e ruas do Brasil.
       
      1º DIA – 16/07/2017 – DOMINGO – DE MANAUS À VALÊNCIA (VENEZUELA)
      - Saímos de Manaus às 9h no voo 9V 1271. Depois de uma rigorosa revista de malas e bagagens de mão (RX, passaportes, Cartão de Vacina contra a Febre Amarela, PF), embarcamos num Boeing 737-200, com destino à cidade de Barcelona (Venezuela).
      Chegamos às 11.25h. Aqui começou o “perrengue”: como a Venezuela está em crise, havia poucos funcionários civis e militares para fazerem os trâmites de entrada no país, receber as malas, entrar em outra fila de outras conexões, rumo à cidade de Valência, nosso destino final desse dia. Fila única, ficamos 1h para fazer os trâmites de entrada, carimbar passaportes, receber as malas e entrar em outra fila, fazendo tudo de novo, revista de malas e bagagens de mão, sapatos, cintos, relógios, etc. Nessa fila ficamos 2h. A fome era bruta, pois só estávamos com o café da manhã. Aeroporto pequeno, feio, uns dois “restaurantes”, com comida duvidosa e vários e imensos cartazes com frases de efeito do grande líder Hugo Chávez, ao lado de Simon Bolívar e Nicolás Maduro.
      Quando fomos para a sala de embarque, já estava quase na hora de pegar o avião de conexão para Valência (Venezuela). Nessa época do ano é verão nos trópicos, saímos com muito calor de Manaus e o mesmo acontecia em Barcelona. Mais ou menos 35º. Na sala de embarque, que é na parte de cima (são dois andares) estava um pouquinho mais ventilada e era mais ampla do que na de inspeção e despacho de bagagens (embaixo). Não existe ar-condicionado em nenhuma das duas. Compramos dois salgados e duas Cocas (não vendem cervejas), pagando com dólar e recebendo o troco em Bolívares Fuertes ou Bfs (moeda da Venezuela). Tive o cuidado de ao sair de Manaus trocar 100 dólares em nota de 1 dólar. Tomem cuidado nisso, pois não existem casas de câmbio nem caixas eletrônicos nos aeroportos de Barcelona e de Valência (Venezuela). Aceitam dólares, se for em valor pequeno. Não adianta dar uma nota de 10 ou 20, muito menos de 100. Não vão lhe dar troco.
      Embarcamos às 15h em outro Boeing 737-200 e chegamos em Valência às 16h. No site “Mochileiros”, vi o relato de uma pessoa que fez uma viagem em fevereiro para a Venezuela e indicou a Agência de Viagens “Volcanos Tours”, cuja gerente, Sra Franci Paolucci (+58 416-8400482-WhatsApp) reservou para nós o Lidotel (hotel 4 estrelas) em Valência e eu lhe mandei através do PayPal a quantia de US75, pela hospedagem de um dia nesse hotel, com direito a café da manhã e mais quatro traslados do aeroporto Valência/hotel/aeroporto Valência, na ida e na volta. Ela me mandou, através e-mail o voucher do hotel, então não tivemos nenhum contratempo para realizar o check-in, pois já estava com o documento na mão. O valor desse hotel, pesquisando pelo TripAdivisor sai numa média de R$ 450,00, sem traslados; façam a conta. O hotel é muito bonito, com piscina (não deu tempo de desfrutar), seis andares, bem em frente ao shopping mais famoso de Valência: SAMBIL (pertence à uma rede de shoppings). Só atravessar a rua.
      Quem nos buscou foi o Sr Cesar (trabalha com a Volcanos Tour e por conta própria também). Tem uma SUV KIA grande e confortável. Rapaz simpático, cordial e amigo. Deve ter uns trinta anos de idade. Compreende bem o português, basta falar “despacito” (devagar). Mas, tanto eu como minha mulher entendemos e falamos bem o espanhol. Não foi problema. (O telefone dele é +58 414-4993308- WhatsApp). Como era domingo, quase não tinha trânsito e o traslado do aeroporto até o hotel levou cerca de 40 min. Estrada com ótimo asfalto, rodeada de árvores, Valência é toda verde, incrível, tudo muito limpo e bonito. Não é uma cidade turística, é considerada a cidade mais industrial da Venezuela, embora tenha praias no extremo norte e visitadas por muitos turistas, como Morrocoy.
      Na saída do aeroporto ocorreu um pequeno problema: eu já tinha a foto do César no meu WhatsApp, que a Sra Francis tinha mandado, e ele tinha a minha, mas não o encontrei na saída do aeroporto. Como nosso voo atrasou mais de meia hora, pensei que ele tinha ido embora. O calor também era insuportável. Deixei minha mulher com as malas, depois de sofrermos de novo na fila de revista e fui procurar o Cesar nos pontos de táxis, quem sabe ele estaria esperando lá ao invés de na sala de desembarque? Procurei, procurei, nada. O que fazer? Meu telefone é da TIM. Nem sei qual operadora se usa na Venezuela. Não havia wi-fi no aeroporto. Foi quando avistei um Sr que vestia (por acaso) a camisa do Brasil. Só que ele era venezuelano. Pedi ajuda a ele e prontamente usou o seu celular para chamar o Cesar, que estava nos esperando no aeroporto ao lado (internacional). Em Valência tem dois aeroportos, como em Manaus: um para voos estaduais e outro para internacionais. Como viemos de Barcelona para Valência, nosso avião pousou no estadual. Ainda bem que eram bem próximos. O Sr Cesar veio nos encontrar a pé e nos ajudou a transportar a bagagem até seu carro, que estava no estacionamento ao lado.
      Depois que o Sr Cesar nos deixou no hotel, fomos até o balcão da gerência, fizemos o check-in e fomos para o 5º andar, com vista para a piscina, parte de trás do hotel. Como já passava das 18h, resolvemos deixar as malas no hotel e ir até o shopping comer alguma coisa, pois na Venezuela tudo fecha mais cedo (20h), por causa das manifestações e sensação de insegurança. Só atravessamos a rua e já estávamos no shopping. A praça de alimentação é enorme e o Sr Cesar (eu já havia lhe pedido por WhatsApp) tinha levado para nós 140.000 Bfs em troca de 20 dólares. Nem sei o valor disso, só sei que jantamos (e almoçamos ao mesmo tempo), uma comida muito boa, dois pratos com salada bem fresca, com vários pedaços de frango empanado, arepas, pães e refrigerantes.
      Aqui também não vi nenhum tipo de bebida alcoólica e eu estava doido pra tomar uma cerveja, com aquele calor todo que fazia. Pagamos por tudo o equivalente a mais ou menos R$ 20,00. Depois de comermos, passeamos um pouco pelo Shopping (roupas e sapatos muito caros), só a comida é barata, apesar de dizerem que estão passando fome por lá. Tem Bob's, McDonald's, Subway, etc. Não vi nenhum clima de intranquilidade, ninguém fardado, polícias de nenhuma espécie, ninguém bêbado, arruaceiro, mendigos e pedintes. Tudo calmo. Voltamos ao hotel, tomamos banho e descemos até a piscina do hotel para tirarmos algumas fotos. Subimos para o nosso quarto (5007, chave eletrônica) e fomos assistir um pouco de TV, a maioria dos canais com propagandas do governo. Fomos dormir às 23h.
       
      2º DIA – 17/07/2017 - SEGUNDA-FEIRA – DE VALÊNCIA A CURAÇAO
      - Tomamos café às 7h. Demos uma volta em torno do shopping SAMBIL e retornamos ao hotel. Arrumamos as malas, fizemos o checkout e o Sr Cesar já nos aguardava. Saímos às 9.30h e levamos 1h para chegar até o aeroporto internacional. Como era segunda-feira o tráfego estava mais complicado. Parece que a maioria dos venezuelanos tem carro, seja rico, de classe média ou até pobre, porque o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 0,38 (trinta e oito centavos de Real). Mais barato do que uma garrafa de água mineral (R$3,00). Ficamos na fila para o check-in das 10.30h até 11.30h. Não tem lugar para sentar. Aeroporto pequeno e abafado, sem ar-condicionado. De novo a mesma rigorosa inspeção de bagagens, RX, carimbo de passaportes, tira cinto, sapatos, relógios, celulares, bota tudo de novo, sem nenhum lugar para sentar. Quando chegamos na sala de embarque, já estava quase na hora de embarcar para Curaçao. O avião, um Boeing 737-400 estava previsto para sair às 13.35h. Só saiu às 16h, porque estava esperando um voo atrasado da Copa Airlines, que vinha de Medellín e tinha mais passageiros para pegar esse voo. Somente 40 min de voo e já estávamos chegando em Curaçao. Aqui, mais “perrengue”. Tem de carimbar a entrada nos passaportes, passar de novo pelas mesmas rigorosas revistas, pegar sua bagagem e se dirigir para a saída. Venta muito em Curaçao, tanto que na aterrisagem o avião entra na pista meio de lado.
      Eu tinha feito contato anteriormente pelo WhatsApp, com um taxista do Uber para me pegar na saída do aeroporto em Curaçao, mas o mesmo não se encontrava. Já tinha me dado as características de seu veículo e o local onde encontrá-lo. Mandou uma mensagem para o meu “Zap”, já no hotel, se desculpando e disse que cansou de esperar pelo meu voo e o aeroporto não informava nada. Não tiro a razão dele, já que o avião atrasou mais de 2h. Por sorte, quando nos dirigimos para o ponto dos táxis na saída do aeroporto, o táxi da vez era dirigido por uma brasileira, Sra Raquel, que também faz serviços particulares, além do ponto no aeroporto.
      O aeroporto fica numa extremidade e a cidade de Willemstad, a capital, fica na outra, atravessando no sentido da largura numa reta só, passando pela frente do Shopping SAMBIL de Curaçao (é uma rede de shoppings esse SAMBIL), tem em quase todas as cidades da Venezuela e estenderam seus serviços também a Curaçao, por causa da proximidade do país. Não há serviço de barcos, navios ou “ferry-boats” ligando Curaçao à Venezuela, apesar de distarem só 50 Km. Tem de pegar o avião mesmo. O aeroporto de Curaçao é pequeno, porém muito bonito e moderno. Os trâmites de imigração são mais rápidos do que nas cidades da Venezuela. No avião mesmo eles já lhe dão um formulário para preencher com seus dados, local de hospedagem e nº de dias a ficar no país. Como é um aeroporto internacional, dali chegam e saem aviões para quase toda a parte do mundo (principalmente Holanda, EUA, países da América do Sul e Central e outros. Também há voos regionais ligando as três ilhas ABC (Aruba, Curaçao e Bonaire), todas pertencentes à Holanda. A moeda local é o florim (vale a metade de 1 dólar), também chamado de Guilten.
      Melhor levar dólares, porque se recebem em todos os estabelecimentos, levem dinheiro trocados, porque senão receberão o troco em florins e terão de gastar tudo na ilha a não ser que pretendam ir à Holanda. Ao lado do aeroporto ficam as diversas agências de aluguel de carros. Se você não fez a reserva on-line, pode alugar ali mesmo, na hora, se ainda tiver algum carro disponível, mas são tantas agências que dificilmente você não encontrará um do seu agrado e com a vantagem de nem precisar pegar um táxi até seu hotel se optar por alugar imediatamente.
      Chegamos ao nosso hotel (não tem estacionamento, como a maioria localizados no centro de Willemstad) uma hora depois, pois a ilha parece pequena, mas não é. Tem bastante tráfego e os motoristas andam bem devagar. Quase não há sinais de trânsito. O aeroporto fica na parte da cidade chamada Otrabanda, que é onde fica a maioria das praias. Quando vai chegando ao centro da cidade, Willemstad, tem de atravessar uma ponte suspensa (só carros) por sobre um canal que divide a cidade em duas partes: Punda, o bairro onde ficam a maioria dos hotéis, lojas, restaurantes e o lado mais bonito, onde ficam aquelas casas todas coloridas, uma ao lado da outra, bares e restaurantes à beira do canal (são os mais caros). Uma cerveja Corona, long net, que tomei lá custou US8,00. Quase R$30,00 por uma cerveja... mas a vista compensa.... Se quiser tomar outros tipos de cervejas em outros lugares, existem outras bem mais baratas, sendo a mais popular a “Polar”. Tem a Heineken também, aliás são as preferidas dos visitantes holandeses, porque a maioria do povo é de origem latina, principalmente venezuelanos. Tem uma outra ponte só para pedestres: esta ponte é montada sobre barcos e tem uma extensão de mais ou menos 1km. À noite ela é toda iluminada por arcos coloridos ao longo dela e torna a paisagem bem pitoresca, com os reflexos sobre o canal. Todos vagueiam pra lá e pra cá tirando fotos de todas as maneiras. De qualquer lugar é bonito...à noite nós também atravessamos a ponte, que se abre para a passagem de algum barco ou navio a qualquer hora (soa uma sirene quando isso acontece, para alertar os transeuntes), se for demorado tem a opção de pegar um pequeno barco que fica ancorado bem perto para fazer essa travessia de graça, tanto de um lado, como para o outro. Depois de nos instalarmos no hotel, que tem duas portas (uma para quem vai jogar no Casino, que funciona no térreo, sem fumantes, graças a Deus, apesar de eu não gostar de jogar fui umas duas vezes para tentar a sorte. Consegui ganhar US50,00 e outra ao lado para os hóspedes. Tem serviço de elevador, os quartos são muito bons, com ar-condicionado, wi-fi, água quente, apesar de não precisar, pois em Curaçao faz calor todos os dias do ano. Raramente chove. Não pegamos nenhum dia de chuva. No primeiro andar, acima do térreo fica o restaurante, onde tomamos o café da manhã já incluído na despesa do hotel (café, leite, sucos, ovos, frutas, etc). A limpeza dos quartos é feita diariamente e trocam a roupa de cama, levam o lixo, trocas as toalhas e reabastecem os sabonetes, shampoos e condicionadores. Dos quartos não se ouvem o barulho do Casino. Este hotel fica no centro de tudo. Em 5 min já está na parte mais bonita da cidade: a ponte flutuante e os casarões coloridos ao lado.
      Saímos do hotel nesse primeiro dia, depois de arrumarmos as roupas nos armários, colocar os valores no cofre do quarto, tomar banho, colocar bermudas e chinelos, munidos com alguns dólares, cópias dos passaportes (ficaram também no cofre, junto com a doleira, etc). Descemos do elevador no térreo e munidos com os celulares fomos tirando fotos desde o Casino até a outra parte da ponte, no bairro Otrabanda, onde há vários restaurantes baratos e de frente para o canal e os casarões iluminados do outro lado do canal.
      Que vista deslumbrante! Deste lado também tem um Casino muito grande e muito iluminado, chamado “La Bahia”. Não entramos. Também deste lado tem vários outros restaurantes voltados para o público classe média alta num centro comercial chamado Rif Fort, local privilegiado para se tomar fotos do por do sol e fica ao lado de um hotel sofisticado, com praia particular, chamado Renaissence (não sei se é assim que se escreve, mas é mais ou menos isso). Na parte de baixo, ficam as lojas de souvenirs (caríssimos, do outro lado é mais barato) e na parte de cima os restaurantes (que também são caros, para o meu padrão).
      Tomamos duas caipirinhas, não lembro o preço, tiramos algumas fotos e voltamos de novo pela ponte para o nosso hotel. Nenhum policial nas ruas, muitas crianças brincando, muitos turistas, nenhum pedinte ou mendigos pelas ruas, nenhum bêbado, ninguém pra lhe encher o saco. Não nos sentimos ameaçados em nenhum lugar, mesmo porque a cidade parece um carnaval, de tanta gente, de tanta raça, de tantas roupas e pessoas diferentes, principalmente as pessoas loiras e de olhos azuis, predominantemente holandeses, que chegam todos os dias nos aviões da KLM, aquele de dois andares e de cor azul. Esses preferem quase que exclusivamente beberem o dia, a tarde e a noite toda na beira do canal, onde a vista é a mais bonita, inclusive contando em certas horas da noite de shows ao vivo, inclusive com aulas de dança, onde todo mundo adere, pois é muito contagiante, já que o ritmo é mais de salsa, cúmbia e merengue.
      Ah! Uma coisa excelente: tem wi-fi grátis em toda a cidade, banda larga, 4G, de modo que você não precisa estar no seu hotel para falar com seus familiares e amigos. Isso é uma cortesia do governo para os turistas. Tanto faz estar em Punda, como em Otrabanda, desde que não seja tão longe do centro. Por exemplo, não tem wi-fi em nenhuma praia, a não ser que você se hospede em um resort afastado da cidade e só fique nessa praia, o que não aconselho, pois Willemstad é uma das cidades mais bonitas que já visitei.
       
      3º DIA – 18/07/17 – TERÇA-FEIRA
      - Tomamos café tarde, às 9h, passeamos pelo centro, olhamos algumas lojas, começamos já a comprar lembranças para os parentes e amigos, tem de tudo: chaveiros, bonés, toalhas, roupas, porcelanas, etc. Almoçamos em frente ao hotel, subimos e trocamos de quarto para um double, bem maior e com mais uma cama, porque nossa chave magnética não estava funcionando direito. Ligamos o ar-condicionado e ficamos no quarto descansando, porque ao meio-dia o sol é tão forte, que não tem como sair, a cidade não tem árvores e as lojas quase não tem marquises.
      - à noite, fizemos um lanche e minha mulher foi tentar a sorte no Casino do hotel. Eu subi para o quarto, estava muito quente.
       
      4º DIA – 19/04/17 – QUARTA-FEIRA
      - Passeamos pelo centro de Willemstad, compramos frutas no Mercado Flutuante (veja no Google) e levamos para o frigobar de nosso quarto no hotel.
      À tarde, saímos para comprar lembranças para os amigos e parentes, assistimos o pôr-do-sol no píer, quase em frente ao nosso hotel. Antes tiramos fotos na Praça Principal, onde têm um grande letreiro com as letras C U R A Ç A O. À noite fomos curtir um pouco nos restaurantes à beira do Canal, com direito a show ao vivo de uma dupla de cantores locais, muito bons, que como sempre, cantavam músicas caribenhas, bem animadas. Escolhemos o Restaurante “Iguana Café”, bem no centro de outros restaurantes, lado-a-lado. O interessante é que os restaurantes ficam de um lado da rua e as cadeiras ficam sob toldos, à beira do canal. Os serventes vêm até sua mesa e você faz sua escolha: só bebidas, tira-gostos ou refeições. Foi aí que tomei a cerveja “Corona” mais cara de minha vida: USD8,00. Quase R$30,00 por uma long et, aquela garrafinha fina e miúda. Tá doido...só pra quem tem $$$$..... e muitos tem.....
       
      5º DIA – 20/07/2017 – QUINTA-FEIRA
      - Depois do café esperamos na recepção do hotel os representantes da Expedia.com, em cujo site alugamos um carro marca Kia, modelo Picanto, automático, com ar-condicionado, pois tinham ligado para o hotel no dia anterior dizendo que nos entregaria neste dia às 10h.
      Ficamos com ele até o dia de pegar o voo de volta de Curaçao, no dia 24 de julho, devolvendo-o em perfeito estado e com o tanque cheio, assim como nos entregaram. Importantíssimo fazer um check-in em todo o carro, verificar arranhões, amassados, estepe e “macaco”. Eles deixaram o carro num estacionamento bem perto (5 min), onde estacionamos todos os dias, pois quase nenhum hotel possui. Tem uma máquina semelhante em alguns outros países, chamadas parquímetros. É necessário ter bastantes moedas de 1 florim, que é o preço que se paga por 1h de estacionamento em qualquer lugar. Pouquíssimos hotéis possuem estacionamento, pois a cidade é pequena, então existem vários estacionamentos espalhados pela cidade. Nós demos sorte de sempre encontrar vaga naquele perto de nosso hotel, mas fique atento: só se paga o estacionamento entre os horários de 8h até às 18h. Muitos deixam para estacionar após essa hora para não pagar e correm o risco de estacionar em lugar proibido e serem multados. Não vale a pena, pois 1 florim é a metade de 1 dólar. Nós sempre pegávamos o carro logo após o café, saindo com ele por volta de 9h, pagava 1 florim, depositando a moeda no lugar e registrando o nr da vaga do veículo. Vi muitos carros com uma espécie de trava nas rodas traseiras por não depositarem o valor correto das horas estacionadas, tendo então que se dirigir até à Prefeitura, pagar uma multa, para então o funcionário ir até o carro retirar as travas. Então se você acha que vai passar das 8h para retirar o carro do estacionamento, corra até o parquímetro onde ele está estacionado e deposite tantos florins, quanto acha que seja necessário. Eu tive dificuldade em aprender, mas sempre tinha alguém estacionando e pedia ajuda, depois ficou fácil. Aos domingos não paga por nenhuma hora, é grátis. Nesse dia a cidade “morre”. Não abre nada, nem para o café da manhã... fique atento, se o seu hotel não fornece, compre alguma coisa para o domingo. Nós só conseguimos almoço num KFC, que estava aberto do outro lado da ponte flutuante, isto é, em Otrabanda. Por sinal estava muito bom. Compramos mais dois para levar para comer no hotel mais tarde.
      Continuando a parte em que peguei o carro, as funcionárias foram comigo até o local, fiz uma revisão, minha mulher notou que tinha um amassado embaixo do farol direito e a funcionária fez a anotação no Registro que ela levou e eu assinei. Fiz um depósito calção de US150,00, que eles estornam para sua conta após a devolução do veículo em perfeito estado, limpo e com o tanque cheio.
      Como vieram duas funcionárias em carros diferentes, voltaram em um e nos deixaram o outro, que eu e minha mulher já demos partida e saímos em direção à Otrabanda, em busca do Shopping SAMBIL, único em Curaçao. É preciso fazer uma grande volta na cidade para pegar a mão certa para cruzar a ponte sobre o canal (não é permitida a travessia de pedestres). As placas de indicação são poucas e as que existem são escritas em holandês, então você segue a intuição... eu costumava seguir para onde ia a maioria dos carros, mas muitas vezes errei o caminho e tinha de fazer o retorno (todos são bem longos e complicados). Encostava ao lado de um carro num sinal e perguntava ou então parava no acostamento e perguntava a algum pedestre. Todos explicavam na maior boa vontade, inclusive algum ou outro motorista mandando segui-lo. Chegar até o shopping não é difícil, cerca de meia-hora após cruzar a ponte, em velocidade reduzida (60Km/h). Em Curaçao ninguém tem pressa. O shopping SAMBIL é pequeno, bonito, com ar-condicionado, wi-fi grátis, só tem um andar e a praça de alimentação fica no centro e nos quatro lados ao redor existem lojas de “marca”, com grande variedade de produtos, perfumarias, eletroeletrônicos, roupas, drogarias, relojoarias (comprei um relógio marca Fóssil, semelhante aos da SAMSUNG, que se conecta com o seu celular, você atende e faz chamadas por ele, acessa seu WhatsApp, Google, etc, além de ter GPS, porém tem de estar ligado ao celular pelo Bluetooth. Comprei por que achei mais barato do que os que vendem no Brasil (metade do preço) no cartão de crédito.
      Almoçamos num self-service, porque não conseguia entender o cardápio da maioria dos restaurantes, porque estava em espanhol, só que com nomes que nunca tinha visto na vida. Assim como em Curaçao e em Valência, se você for como eu, que gosta de comer feijão, vai ficar só na vontade... simplesmente não tem! Nesse shopping tomei duas cervejas “Polar”, sempre long net. Não existem cervejas como no Brasil em garrafas grandes, ou Chopp ou em latas. Só as fininhas mesmas e são caras. No shopping paguei o equivalente a US$ 2,00 por cada cervejinha, multiplique isso por R$3,50 que foi por quanto comprei o dólar no momento de viajar.... (sete reais por uma cervejinha), ainda bem que a comida foi até barata. Cerca de R$ 20,00 (pagando em florins). Ah! Tinha me esquecido: nesse dia choveu muito enquanto estávamos lá dentro. Parece até que tínhamos adivinhado em ir pra lá. Não tem sala de cinema, pelo menos não cheguei a ver. Fizemos hora por lá e quando a chuva cessou pegamos o carro no estacionamento do shopping (de graça) e fomos em direção do hotel, passando antes no hotel Hilton, onde fomos conhecer o lugar (pier) de onde sairia uma embarcação (metade barco, que fica sobre a água e metade submarino, submersa), com várias escotilhas para você apreciar o fundo do mar, corais e peixes, porque reservamos esse passeio para o dia 22, através da Internet (Atlantis Submarinos Tours), US 39,00 por pessoa em um passeio de 1h. Tem de reservar antes, pois se deixar para ir comprar lá pode não ter vagas (são limitadas pelo número de escotilhas, 15 de cada lado, além de só sair em dias alternados).
      - Depois deste passeio, voltamos novamente para Punda (estávamos em Otrabanda) e seguimos em direção à outra praia famosa, mas deste lado de cá, chamada Mambo Beach.
      É uma das mais frequentadas pelo povão, vamos dizer assim, por ser mais perto do centro e por contar com uma infraestrutura muito boa. Tem um estacionamento enorme do lado de fora (de graça). Depois você caminha em direção à praia, que é particular, passando por um shopping (tudo mais caro); paga-se US5,00 para entrar na praia e mais US$ 5,00 se quiser uma cadeira, com direito também a um chapéu de proteção. Muiiita gente, mas a praia é muito bonita, tem lugar pra todos e tem um quebra-mar, para que a água fique igual uma piscina, sem ondas e pouco profunda, água morna e transparente. Não se pode entrar com bebidas nem comida, tem de consumir nos bares locais. Ficamos até de tardinha, queria fotografar o pôr-do-sol, mas estávamos com fome e cansados, então voltamos para o hotel às 17h.
      O sol em Curaçao só se põe às 19.15h. Voltamos para o hotel e à noite fomos degustar alguma coisa e tirar mais fotos. Voltamos às 22h e minha mulher foi direto para o Casino e eu subi para o apartamento.
       
      6º DIA – 21/07/17 - SEXTA-FEIRA
      - Saímos cedo, logo depois do café, para conhecer uma das praias mais afastada, mais bonita e mais famosa de Curaçao: Kenepa Grande. Tem de atravessar a ponte e andar, andar, andar.... 90 Km/h, 2.30h de viagem. Valeu a pena, nunca vi uma água tão azul, tão transparente, tão calma e com um visual tão bonito... ainda mais com um céu sem nuvens, sol a pino e ao lado de sua esposa e companheira, que tudo topa, tudo está bom, tudo tá certo... Não tem sinalizações, você tem de se guiar por um mapa, não pega internet, não sei usar o Google Maps, então fui perguntando pelo caminho... quando chegamos.... o carro fica estacionado numa parte alta é é preciso descer uma escadaria até à praia. De cima você já vê aquela maravilha da natureza, areia branca, água da cor do céu, parece uma piscina, ladeada por um barranco, aliás é uma pequena baía.
      Embaixo tem banheiros (1 florim) e um barzinho que vende tira-gosto e cervejas “naquele preço”. Como sou prevenido, já tinha levado na minha bagagem uma bolsa térmica. Coloquei umas quatro “Polar”, refrigerantes e água, que tinha comprado de véspera e tinha posto no freezer do apartamento. Só tem de pagar pela cadeira (quase uma cama) de madeira por US 5,00 que alguém vem lhe cobrar assim que você ocupa. São numeradas. Ali, pela primeira vez experimentei tirar fotos e filmar dentro da água com o Galaxy S8+, que eu tinha comprado há um mês em Manaus. Será que a propaganda era certa mesmo ou eu iria perder minhas fotos e o dinheiro que já tinha pago? Pois não é que saíram perfeitas? Podem comprar: não entra água, não estraga na água salgada e as fotos e filmagens saem muito boas. Só se chega nesse paraíso quem tem carro, não tem coletivo e um táxi pra lá sairia o preço do aluguel de um carro por quatro dias. Além do mais o taxista teria de lhe esperar. Não vale a pena, melhor alugar a droga do carro e pronto. Afinal você vai pra lá pra curtir e não pra sofrer suas férias.
      Saímos de Kenepa Grande às 16h. Uns 10 min mais abaixo, já voltando, está a praia de Kenepa Pequena, uma miniatura da que estivemos, bonitinha, mas só para tirar fotos, o que fizemos, logo retornando ao carro para pegar o rumo de “casa”. Engraçado que na volta levamos só 1.30h, pois não cometemos mais os erros que fizemos na ida e ainda encontramos alguns “atalhos”.
      Tivemos de abastecer o carro já quase na chegada, pois estava abaixo de meio-tanque. Ainda bem que a gasolina é barata. Custa 1 florim o litro (metade de 1 dólar) e você mesmo abastece e paga o correspondente no guichê onde ficam os funcionários.
      Como já eram quase 18h quando chegamos, ficamos dando umas voltas até poder estacionar de graça.
      Quase não achava vaga, aliás encontrei a última, pois todos querem estacionar onde ficam a maioria dos hotéis. Do meu quarto dava para avistar o meu. Muitos preferem pagar 1 florim e achar logo a vaga antes das 18h, do que ter a surpresa de não encontrar vaga e ter de procurar outro estacionamento mais afastado se chegar depois.
       
      7º DIA – 22/07/17 – SÁBADO
      - Depois do café, pegamos o carro e nos dirigimos ao píer do Hotel Hilton, um dos mais famosos e caros da ilha, fica do outro lado, Otrabanda, é preciso cruzar a ponte e 20 min depois já se chega. O carro fica num estacionamento para visitantes, nos identificamos numa portaria e entramos pela sacada do imenso hotel, que tem sua própria praia particular, somente para hóspedes.Com os papéis da reserva da Atlantis Tour, já feita pela Internet no Brasil, nos dirigimos ao píer, onde às 10h encostou o “barco-submarino” (metade barco, sobre a água e metade submarino, embaixo dágua, com 15 escotilhas de cada lado). Entramos, mostramos nossos papéis, fizemos o pagamento, que é na hora, pode ser com cartão ou cash e quando todos os turistas já estavam a bordo, o “capitão e guia” explicou os procedimentos em espanhol e depois em inglês. Zarpamos às 10.30h, nos afastando um pouco da costa e depois de 10min descemos por uma escada à parte inferior do barco, com um pequeno corredor central e bancos dos dois lados em frente às escotilhas para se olhar o fundo do mar, que é bem raso. As pessoas vão entrando e ocupando os primeiros bancos.
      Eu e minha esposa ficamos em lados opostos, para cada um fotografar por ângulos diferentes. Como a água do mar do Caribe é muito transparente, logo, logo, avistamos os primeiros cardumes de várias espécies de peixes e bancos de corais. O barco-submarino se deslocava lentamente para que não perdêssemos nada e por um alto-falante o comandante ia explicando cada cardume de peixes por onde passávamos e que chegavam bem em frente às escotilhas. Se eu ainda utilizasse aquelas câmeras de filmes, teria gasto mais de 10 rolos, de tantas fotos e filmagens que fizemos. Valeu a pena, tudo muito bonito, ainda mais que o tempo em Curaçao está sempre limpo. Meia-hora depois o “capitão”, foi para a parte de cima e mergulhou com roupas de mergulhador e tubos de oxigênio nas costas e foi espalhando ração para os peixes, que parecem já estar acostumados com esse passeio do barco e se aglomeravam ao redor de nossa embarcação. Eram tantos, que mal distinguíamos o mergulhador. A embarcação ficou totalmente rodeada de vários cardumes, principalmente os “peixes-sargentos”, amarelos com listas negras. Um espetáculo! Atenção para as pessoas claustrofóbicas: teve uma senhora que não aguentou ficar tanto tempo encerrada e retornou com seu esposo à parte de cima da embarcação, uma pena...
      Ao voltarmos para Willemstad (Punda), cruzando novamente a ponte suspensa, seguimos direto até uma fábrica, onde se fabricam os licores mais famosos de Curaçao: o “Curaçao-Blue”; infelizmente fecha ao meio-dia nos sábados, queríamos ver a fabricação (é aberta ao público) e comprar algumas garrafas, dizem que lá é mais barato, para presentear os amigos. Acabei comprando três no comércio local (Super market) perto do mercado flutuante, ao preço de 15 florins. Não é a mais tradicional, que é em forma de coração, e sim como uma lognet, mas o sabor é o mesmo. Se for comprar em lojas de artesanatos saem muito caras. Resolvemos então conhecer mais uma praia que estava no nosso roteiro, que também é particular, da mesma forma que “Mambo-Beach”, uma meia-hora mais adiante: “Jan Thiel” (pronuncia-se Jantil). Como não tem placas indicativas fui perguntando ao longo do caminho sobre a “Playa Janthiel”, ninguém sabia, até que uma senhora falou: Jantil? - Isso mesmo! Ah, você segue essa rua, dobra na segunda à direita, depois à esquerda, vira na segunda “rotunda” (para nós conhecida como “bola”), onde convergem várias ruas..., pega a mão do meio, segue em frente, passa por uma segunda rotunda, vira pra direita, depois à direita novamente e já vai ver a praia... (???????). Cheguei à praia mais de 1h depois, após fazer vários retornos, mas assim como em todas praias que fomos em Curaçao, essa também era muito bonita. Estacionamos fora, adentramos por vários restaurantes e também pagamos somente as cadeiras, também o mesmo preço: US5,00. Ainda bem que tínhamos muitas notas de dólares trocadas de pequeno valor. Entre a praia e a areia, tem uma piscina enorme represada pela água do mar. Que gostosura! Imperdível! Tomei duas “Polar”, ao preço de US3,00 cada e antes de escurecer voltamos para "casa".
       
      8º DIA – 23/07/2017 – DOMINGO – ÚLTIMO DIA EM CURAÇAO
      - Depois do café da manhã, pegamos o carro, atravessamos para Otrabanda e fomos à uma praia chamada Pirata Bay, bem ao lado da praia do hotel Hilton, separadas por um barranco, sendo que essa não é particular, mas você também não pode levar bebidas e comidas e paga-se pelas cadeiras (US 5,00). Eu levei minha sacola térmica com algumas Polar e tomava escondido enrolada na toalha, quando ninguém estava olhando. Também é uma praia bonita, azul transparente, morna e sem ondas e bem perto, meia-hora do hotel. Também estaciona-se do lado de fora; aproveitei para pedir a um Sr para lavar (limpar o carro por 10 florins), já que teria de devolvê-lo amanhã no aeroporto, limpo e abastecido. Para entrar na praia você entra por uma porta, onde tem um imenso galpão coberto, com estátuas e fotos de piratas, por isso o nome da praia “Pirata Bay” e onde ficam os funcionários para venderem bebidas e comidas. Em frente fica aquela linda praia azul, sem ondas e de água transparente. Diz a lenda que o famoso pirata Cap Morgan escondeu um tesouro por ali e nunca foi encontrado.
      Retornamos ao meio-dia, estacionamos o carro e atravessamos a ponte flutuante para almoçar no KFC, único lugar aberto, compramos mais dois para levar para a janta no hotel. Arrumamos as malas para viajar amanhã e fomos dormir.
       
      9º DIA – 24/07/2017 – SEGUNDA-FEIRA – DE CURAÇAO À VALÊNCIA (VENEZUELA)
      - Acordei cedo, desci até o estacionamento com uma toalha molhada, fiz mais uma última limpeza no carro, limpei os tapetes, depositei 1 florim no parquímetro, subi, tomei banho, tomei café e fui fazer o checkout no hotel. Tudo certo, pegamos o carro às 9h e fomos para o aeroporto de Curaçao devolvê-lo e fazer o check-in no aeroporto. Depois de tudo acertado, fomos despachar as malas, fazer todo o procedimento, carimbar passaporte, inspeção de bagagens, RX, etc, etc. Nosso voo estava previsto sair às 15.55h, mas só saiu às 16.30h, pois estava esperando um voo de conexão. Para quem for fazer essa viagem, espero que tirem proveito de minha experiência e cheguem aos aeroportos com uma antecedência de no mínimo 3h. As filas são imensas, a imigração é demorada, a inspeção idem, idem.
      - Comemos alguma coisa no aeroporto, gastamos todos os florins que tínhamos, com exceção de duas cédulas e moedas pra coleção e depois de muita espera conseguimos embarcar no Boeing 737-400, Voo 9V 1207, da AVIOR, com destino à Valência, Venezuela, onde chegou 40 min depois. O Sr Cesar, taxista contratado pela Agência “Volcanos Tours”, já nos esperava no aeroporto internacional. Embarcamos e 1h depois estávamos no Hotel Venetur, considerado 5 estrelas, que tínhamos reservado pelo site “Amoma Hotéis”, pois o Booking não trabalha nessa cidade. O ruim é que não tem como desistir, se fosse o caso, pois já lhe cobram antecipadamente. Como tudo é em inglês, não tive o cuidado de ler nas entrelinhas. Ainda bem que tudo deu certo. Depois do check-in, (tinha o Voucher comigo), subimos para o 6º andar. Dei 1 dólar para o ajudante que levou as malas, tomamos banho e descemos para jantar, pois o restaurante do hotel só fica aberto até às 20h. O restaurante fica no andar térreo, à beira da piscina, só tinha eu e minha esposa para jantar. O hotel estava quase vazio, por causa da crise na Venezuela, que afastou todos os turistas. Por isso o preço estava barato e a comida também. Tomei logo três cervejinhas e depois de uma comida excelente feita na hora, retornamos ao apartamento e fomos assistir TV um pouco. Por sorte estava passando o Jornal da Globo, na TV a cabo. Como estávamos muito cansados, dormimos logo depois de mandarmos notícias aos parentes e amigos pelo WhatsApp do wifi do quarto (bem lento), com um sinal melhor no térreo. Chuveiro quente (que não consegui fazer funcionar), cama king size, TV, ar-condicionado, wi-fi, frigobar, janelas para a piscina do hotel. Muito bom, tudo limpo e silencioso, lembrava um pouco o hotel do filme “O Iluminado”, com Jack Nicholson, por causa dos extensos corredores. Tem serviço de elevador e chave magnética.
       
      10º DIA – 25/07/2017 – TERÇA-FEIRA – VALÊNCIA – VENEZUELA
      - Como nosso voo para o Brasil só sairia no dia seguinte, 26/07/17, ficamos mais um dia em Valência. Depois de um excelente café, parece até que só tinha eu e minha esposa no hotel.... não tinha mais ninguém nessa hora, que diferença do hotel em Curaçao!.... pena... tudo por causa de um governante... bom, fica a opinião de cada um...Valência, assim como Caracas, também existem manifestações, foi o que me explicou o Sr Cesar e estava marcada uma greve geral para o dia seguinte, todas as avenidas que dão acesso ao aeroporto e ao centro da cidade seriam fechadas, de modo que marcamos para ele nos buscar às 8h do dia seguinte. Meu voo estava marcado para sair às 13.15h, mas ser prudente nunca é demais.
      - Nessa terça-feira que ficamos em Valência pedimos ao Sr Cesar que fizesse um pequeno tour conosco na cidade e depois nos deixasse em outro shopping sem ser o SAMBIL. Ele nos levou até um lugar chamado Campo Carabobo, uma espécie de parque, semelhante à Quinta da Boa Vista (quem conhece o Rio de Janeiro-RJ), com uma larga avenida no centro, rodeada por grandes jardins, tudo muito calmo e no final desta avenida tem um monumento guardado pro dois soldados (vestidos de vermelho), bem elegantes, guardando, bem, não sei o quê... ali foi travada a luta de independência dos venezuelanos, liderados por Simon Bolívar, contra os espanhóis. Tem um grande arco do triunfo com a face de Bolívar ao centro e ladeados de bustos dos generais comandantes na época da guerra. Pagamos pelo passeio US 20,00. Ficamos por lá durante 1h mais ou menos, tiramos várias fotos e retornamos com o Cesar para o Shopping Metrópole, gigantesco se comparado com o SAMBIL.
      Almoçamos e ficamos lá dentro até anoitecer, quando caiu um temporal, que durou mais ou menos meia-hora. Compramos sanduíches no McDonald's para levar para o hotel, porque não iríamos descer para jantar. Nos dirigimos ao ponto de táxis e embarcamos num que faz ponto dentro do shopping (são os chamados “de confiança”). Nos cobrou 600 Bfs até o hotel, menos de US 5. Fiquei até com pena, pois era longe, quase 1h de viagem. Assistimos o Jornal Nacional na TV a Cabo do quarto, arrumamos as malas pela última vez, para deixar tudo pronto para o retorno amanhã de volta ao Brasil (Manaus).
      - Algumas considerações sobre o Hotel Venetur (considerado 5 estrelas):
      a) fica localizado longe de tudo, só se chega de táxis, não tem linhas de ônibus próximas, aliás pouco vimos coletivos na cidade, parece que todos andam de táxis ou possuem carro, por causa do preço da gasolina.
      b) sair à noite a pé, nem pensar, fica numa ladeira, e tem de dar muitas voltas caminhando por lugares isolados e a Venezuela está atravessando um clima péssimo no momento.
      c) vimos no YouTube antes de viajarmos algumas propagandas do hotel, chega a dar pena: vazio, vazio, sem nenhum glamour dos tempos áureos. Continua bonito, salões imensos, imponentes, mas sem vida. Cadê os hóspedes?... parecia e muito com aquele hotel onde se passou o filme “O Iluminado”, com Jackson Nicholson (para quem viu). Os corredores são imensos, acarpetados, lembra a cena do filme do menino andando com seu velocípede.
      d) o wi-fi é péssimo, muito lento, muitas vezes tive de descer até o hall e pedir a senha da parte de baixo, que é menos lenta, para mandar uma mensagem para casa.
      e) tomei banho frio durante os dois dias, pois mesmo trocando de quarto, porque tinha uma torneira com vazamento e a chave magnética do quarto anterior não funcionasse e mesmo telefonando para a recepção, não apareceu ninguém para consertar e Valência faz um pouco de frio à noite, ainda mais que estava chovendo.
      f) poucas tomadas nos quartos, só tinha uma disponível e mais outra no banheiro. Para carregar os celulares usávamos as duas ao mesmo tempo. Não esqueçam de levar adaptadores, não tem lugar para vender e o hotel não dispõe. É tipo americana, com dois pinos chatos e um redondo.
      g) o café da manhã é ótimo, incluindo frutas e sucos, não usam pães, só arepas (igual uma tapioca, só que é feita de milho). Bonito, com uma piscina enorme e localizado numa colina rodeada de árvores.
       
      11º DIA – 26/07/2017 – QUARTA-FEIRA – DE VALÊNCIA (Venezuela) A MANAUS
      - GREVE GERAL NA VENEZUELA! Tudo fechado, tudo parado.... parecia um dia de domingo. Tomamos o café da manhã bem cedo, descemos com as malas e às 8h entramos no táxi rumo ao aeroporto. Como alguns cruzamentos já estavam bloqueados, levamos quase duas horas para chegar ao aeroporto, mesmo sem trânsito, porque tivemos de fazer muitas voltas até chegarmos. Ele nos deixou no aeroporto estadual, já que teríamos de descer em Barcelona e fazer a conexão para Manaus. Nos despedimos dele, entramos nas enormes filas de despachos de bagagens, carimbos de passaportes, sala de RX, etc. O voo saiu no horário e descemos em Barcelona às 14h. Filas e mais filas para check-in, carimbos de passaportes e inspeção de bagagens de mão, as maiores já tinham sido despachadas diretas de Valência para o voo de conexão para Manaus. Não precisamos retirá-las em Barcelona. Só conseguimos entrar na sala de embarque às 16h. O avião saiu às 17.10h. Acabei de escrever o diário de bordo nele, um Boeing 737-200. Chegou em Manaus às 19.25h, onde retiramos as malas sem nenhum problema. Graças a Deus tudo foi perfeito, apesar da instabilidade por que passa o povo da Venezuela neste momento.
      Curaçao ultrapassou todas as nossas expectativas: povo amável, cidade belíssima, praias de um azul inacreditável, limpas e transparentes, areias brancas e finas, com alguns cascalhos no fundo, que às vezes atrapalham caminhar até chegar a um lugar mais profundo, tem pessoas que compram uma espécie de sapatilhas, não achei necessário, apesar de algumas vezes chutar alguma pedra maior, basta ter cuidado e olhar para o fundo, que é tão transparente, que você consegue enxergar tudo. Como não somos de badalação, não fomos a nenhum evento noturno, embora a ilha ofereça bastante opção. Enfim, espero que tenham gostado do relato e tirem algum proveito para sua próxima viagem a esse inesquecível paraíso.
      Abraços a todos.
       
      “ No meio do caminho sempre tem alguma pedra, contorne-a e siga em frente...”

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