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  • Membros

Sei que tem um percurso interessante, cortando muito caminho, para ir da Chapada dos Veadeiros a Terra Ronca. Estrada de terra, não muito boa. Melhor ir de 4x4. Quem me falou foi o Peskeiro, que pode dar informações melhores. Melhores informações sobre Terra Ronca nos sites:

www.terraronca.com.br (esse é do Peskeiro, que pode informar tudo sobre o percurso de que falei).

 

www.pousadasaomateus.com.br

 

Abraço,

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  • 1 mês depois...

  • Respostas 68
  • Criado
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Bom dia Galera , estou planejando ir a Terra Ronca no feriado de outubro , gostaria de saber se além do guia, temos que pagar mais alguma tarifa para ter acesso às cavernas?

Olá Julia, você teria Skype o what para entrar em contato, pretendo ir em novembro e gostaria de combinar com você.

  • 1 mês depois...
  • Membros

ViajanteGyn,

Eu fui para terra ronca de corsa 1.0.. saímos de Brasília e seguimos sentido posse. Eu fui no carnaval.. de lá pra cá já choveu muito por aqui.. então não sei se a estrada piorou muito. Eu andei em média a 50Km/h.

Se precisar de um guia local, lá nós conhecemos o Sr. Gustavo, que mora lá ha anos, é super consciente e me pareceu ser o cara que mais conhece das mudanças da natureza (fluxo de agura, chuva e tal). Ele mora no vilarejo de São João. Você chegando lá, continuando na via que você estiver, terá uma hora que a estrada bifurcará sutilmente (quase no final do vilarejo). Ele mora na casa que fica nessa bifurcação. (caso não encontre, acho que perguntando é facil achar).

Quando eu fui, fui por um pacote de uma empresa chamada quartoeclipse. Eu não gostei nem um pouco, muita coisa do que foi vendida foi vendida errada.. promessas não cumpridas... gastos não informados e irresponsabilidade do dono/sócio que fez umas besteiras com o nosso grupo.

Na volta, passamos da pousada são mateus (www.pousadasaomateus.com.br) para conhecer.. e achamos muito legal! Outra opção é fechar pacote com a empresa "Be hard" que fica na 108/109 norte... eles tem camping e muita copetencia pra levar a galera.. equipamento adequado para o local também!!

 

Espero ter ajudado!

 

Abraços.

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  • 2 anos depois...
  • Membros

oi gente! tenho uma vontade enorme de conhecer terra ronca, mas não tenho carro. tou pensando em ir de onibus até guarani e depois tentar chegar ao povoado de são joão. eu sei que as grutas ficam a pelo menos uns 12 a 15 km de distância de são joão. será que o pessoal de lá (um guia) arranja meio de transporte para visitar as grutas, ou sem carro próprio não dá mesmo? eu li aqui no forum que tem pousadas simples em são joão. o problema é o transporte...

se alguém tiver alguma informação que me pudesse ajudar era muito muito legal.

um abraço

Miguel

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  • 5 meses depois...
  • 5 meses depois...
  • Membros

Seguinte galera, já usei muito este fórum e como não vi muita coisa recente para Terra Ronca vou dar minha contribuição.

 

Onde ficar? - Como fui com crianças e queria mais comodidade, optei por ficar na cidade de São Domingos, que tem uma estrutura maior. Mas de São Domingos até a caverna Terra ronca são 52 km, numa estrada de terra muito ruim que se anda a 20 km/h. Então se tiver com carro pequeno e espírito de aventura a melhor opção e ficar em uma das pousadas/campings na própria Go-108. São várias:

Lua de São João - 62-9663-0592/ 61 3595-1218 (tirei foto da placa)

São Mateus 62-3439-6058 - http://www.pousadasaomateus.com.br/

Pousada terra ronca 62 429-2929 (tirei foto da placa)

 

Em São domingos tem 4 grande opções

Hotel Uirapuru – 62 3425-1202 - fiquei neste com R$ 50,00 a diária do casal com café da manhã e ar condicionado, tv somente globo. Tem um rapaz muito atencioso lá, Márcio, e a Dona Olga, boa pessoa, que nos contou um pouco da cidade.

Pousada Buritis 3425 1895

Pousada Solar dos Girassóis 6425-1255

Hotel Araújo – 6425-1223 (esse o maior )

 

Como chegar - Saí de Brasília no sábado de carnaval. BR-020, estrada boa, são quase 500 km até São domingos no asfalto. A opção de ir por Posse não é boa, pois em uma blitz um policial disse que a estrada de terra está muito ruim. Tem um bom mapa na página da pousada São Matheus: http://www.pousadasaomateus.com.br/mapa_impressao.html. Celular na região somente da Vivo.

 

O que fazer – Quem vai ao parque estadual vai ver cavernas e grutas. Por isso não adianta chegar lá e ficar do lado de fora. Tem que ter muita luz (lanternas) e um guia para se aventurar nas cavernas. Que é um ambiente completamente amigável, diferente de tudo que eu imaginava, mas um verdadeiro labirinto. Nós fechamos com o Leonardo, um guia super tranqüilo que tem muito conhecimento sobre as cavernas. Ele prefere grupos pequenos para apreciar os detalhes das formações milenares. Seu telefone 9909-5836 e-mail [email protected]. O preço é tabelado com a diária a R$ 60,00. Tem outros guias também que nem liguei: Gato 9665-8543. Marcelo 9656-0309. Miau 9665-8543. Tem que combinar com o guia com antecedência. Não adianta ir para a entrada da Caverna esperando o bonde passar. Tem que levar água, repelente e lanches rápidos.

 

Bem quanto às cavernas, eu fui à Angélica, que é sensacional. Infelizmente por falta de luz as fotos não chegam nem perto da realidade. Nível de acesso 1 (0-10), fizemos com uma criança de 7 anos. Claro que andamos somente um pedaço dos seus 14 kms de extensão.

 

Quanto a Terra Ronca, fizemos apenas a 1, são duas. O nível já é 6, mas sua entrada é divina. A impressão é de estar num grande altar onde se reverencia Deus. Apenas um grupo entrou, ela é perigosa para as crianças. Já para a TR2, exige um bom preparo físico e tempo.

 

Ainda fomos na cachoeira da Palmeira que fica perto de TR. Mas ficamos por pouco tempo, pois estávamos cansados.

Fizemos cada caverna em um dia. Mas para quem ficar mais próximo e tiver mais disposição existem quase mil cavernas no parque, com vários níveis de dificuldade. Um bom site que conta um pouco delas é http://www.eco.tur.br/ecoguias/terraronca/mapas/cavernas.htm

 

Algumas fotos: http://picasaweb.google.com.br/115788499595074617331

 

Bem espero ter contruibuído.

 

Grande abraço,

 

Carlos Cagaita

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  • 7 meses depois...
  • Membros

fala galera!

 

esse ano de 2010 eu participei de 2 expedições em Terra Ronca. tive a oportunidade de conhecer muita coisa em épocas distintas, uma em janeiro e a outra em julho. as duas idas foram espetaculares, cada uma com suas particularidades. a de janeiro com bastante água, tudo verde e cheio de mato e sem estradas. e a de julho com tudo seco e acessível.

em janeiro ficamos hospedados na pousada São Matheus em chalés, muito sossegado e bem aconchegante. já em julho ficamos no camping que é muito bem estruturado por sinal.o único problema era o Sono(gato da pousada) que se vc desse mole, ele invadia a barraca.acho que a pousada é o meio mais prático de se posicionar em relação as caverna no parque. ela fica a 10km da terra ronca, uns 20Km da são vicente e bezerra e uns 30km da angelica e se eu nao me engano uns 20km da são bernardo tb, já ia me esquecendo da caverna são matheus, que se não estou enganado o rio de mesmo nome passa pela pousada, fica uns 10 km tb.a pousada tb fica a 2km do povoado de sao joão que tem o bar do jair que é o mais agitado dali e que tem a skol mais gostosa do mundo e a porção de mandioca mais saborosa que eu já comi, sem falar no atendimento.

todas cavernas valem a pena de se conhecer, cada uma com sua particularidade. tem a cachoeira são bernardo e a palmeiras, que são ótimas para se tirar um dia para cada uma para descansar das cavernadas.na pousada são matheus tínhamos mosso grande guia renatinho que foi embora para o Pará, pois mudou de serviço agora no começo do ano.ele deixou alguns novos guias no seu lugar que com o tempo se tornarão bons como ele, destaco o Juvinícius que é o afilhado do ramiro(falarei do ramiro já). esse menino dever ter uns 15 ou 16 anos e mora quase dentro da caverna terra tornca. sua casa é em frente a boca dela. quando não está na escola ou ajudando seu pai em casa, ele está no mato, na caverna ou aprendendo com seu padrinho.

o ramiro é a referência de terra ronca, tudo o que se vê na mídia é em torno dele.ele merece esse respeito, uma simplicidade e um acolhimento único.ele tem um camping tb, que fica na frente de sua casa, que é bem na beira da estrada( não tem como não achar o camping).a casa dele da caverna terra ronca tem uns 500m. por isso dependendo do passeio que for fazer compensa ficar no camping dele.

 

o que assusta um pouco são as distâncias das cavernas, mas quando se está lá, compensa e vc vai entender melhor a geografia do lugar. existe outro camping lá que é o do peskero, que é um figuraça, o camping dele é dos sonhos, as areas de barraca são na margem do rio de são joão e é bem estruturado( quem toma conta desse camping é o irmão dele o washinho, pois o peskero tem um restaurante na chapada dos veadeiros e guia o pessoal na chapada, em terra ronca e deserto do jalapão).

 

acho que esqueci de muita coisa, pois fiquei uns 40 dias nesse paraíso e vi um pouco de cada coisa. mas se alguém tiver alguma dúvida é só me escrever que o que der pra esclarecer, estamos aí. pois é um lugar que eu pretendo frequentar muito ainda.

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  • 9 meses depois...
  • Membros

Pessoal,

 

Estou planejando ir para Terra Ronca na semana que vem. Saímos de SP 18/08 19:00 chegando em Brasília as 21:00.

Eu e mais 3 amigos, vamos alugar um carro em Brasilia e ir direto pra lá.

 

Gostaria de uma ajuda de quem já conhece:

 

1- Alguém tem o contato do guia Ramiro? Consegui um telefone neste site http://www.sitecurupira.com.br/roteiro_eco/terra_ronca.htm mas está fora de serviço. Gostaria de conversar com ele para deixar agendado nossos passeios. Já li relatos de pessoas que chegaram na hora e ele já estava guiando outro grupo. Como dizem que ele é o melhor guia...

2- O Ramiro tem um camping na entrada de Terra Ronca 1 certo? Quais outros campings ou pousadas com boa localização dentro do parque?

3-Quanto tempo de viagem de Brasilia até lá? Mais precisamente até o camping do Ramiro ou algum outro. Preciso do telefone pois provavelmente chegarei na madrugada, então gostaria de deixar avisado.

4-Algum problema em viajar a noite de Brasilia para lá? Meu voo chega as 21:00 em BSB, vou pegar o carro e ir direto, provavelmente chegando no início da madrugada.

5-Comes e bebes: já sei que devo levar tudo pra trilha, pois não tem estrutura. E no camping ou nas redondezas, tem lugar para jantar, almoçar, etc? gostaria de levar o mínimo possível de carga.

6-Roteiro: teremos 3 dias, 19, 20 e 21 de agosto, dias inteiros, qual seriam as melhores cavernas para se visitar? Estou reservando o dia 22 para retorno a Brasília entrego o carro as 19:00 no aeroporto, dá pra fazer alguma coisa nesse dia ou realmente deixo ele para o deslocamento Terra Ronca-Brasília?

 

No mais se tiverem alguma outra dica eu aprecio!

Obrigado!

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  • 1 ano depois...
  • Silnei changed the title to Parque Estadual de Terra Ronca

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    • Por Mônica Ferreira Lima
      Pessoal, nunca vi tanta caverna num lugar só, de tudo qto é jeito! Com muita aventura: salões, rios subterrâneos... A hospedagem é num vilarejo super simples, em ruas ainda de terra, mas com uma comidinha caseira deliciosa! Pra contrabalançar, tinha um boia-cross super relaxante. Imperdível!



    • Por Anderson Paz
      Viagem feita na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro de 2015.
       
      Terra Ronca
      O Parque Estadual da Terra Ronca, situado no nordeste de Goiás, abrange uma área de 57 mil hectares com um rico patrimônio espeleológico e áreas de Cerrado preservado. Anexo ao Parque, há ainda uma Unidade de Conservação federal - a Reserva Extrativista do Recanto das Araras de Terra Ronca - com quase 12 mil hectares de extensão que favorece a conservação do Cerrado na região.
       
      No Parque Estadual estima-se que há cerca de 300 cavernas, mas apenas algumas delas são exploradas turisticamente: Terra Ronca I e II, Angélica, São Mateus, São Bernardo, São Vicente e Bezerra. Essas duas últimas são exploradas por poucos guias, entre eles o Ramiro ([email protected] com ou (62)9666-2767), guia mais antigo e conhecido em Terra Ronca; as outras já são exploradas por todos os outros guias da região, o que não necessariamente quer dizer que sejam muitos guias. Nos períodos de maior movimentação na região, há inclusive o risco de falta de guias para realizar os passeios pelas cavernas. Chegamos na segunda-feira de Carnaval à noite e como muitas pessoas já haviam ido embora, felizmente não enfrentamos esse problema.
       
      Do meu ponto de vista, a melhor base para se conhecer os atrativos do Parque é o povoado de São João, situado a 51,7 km de Guarani de Goiás (odômetro zerado na ponte de Guarani / início da estrada de chão e tomando como referência a primeira pousada de São João: Estalagem). Porém não espere um centro de apoio ao turista no povoado. Lá há apenas uma vendinha/boteco simples, que vende apenas alimentos e itens básicos de higiene pessoal, e a casa da Jane, que serve lanches e deliciosas e refeições com preços bem em conta.
       
      Dicas básicas - o que levar e abastecimento na estradar:
      - Saco estanque para manter os seus equipamentos secos, já que na maior parte das cavernas é necessário andar na água;
      - Boas lanternas e pilhas reservas (faz muita diferença no interior das cavernas);
      - Lanches para as caminhadas (no povoado existem poucas opções de coisas práticas para levar nas caminhadas);
      - Repelente é importante, apesar de não termos sentido necessidade de usar;
      - Tênis de caminhada (levei botas, mas nem as usei por conta da demora para secar e do peso);
      - Calças de rápida secagem são mais apropriadas para andar nas cavernas;
      - Encha o tanque na estrada; bem antes de Posse, há várias opções de postos com gasolina R$0,10 mais barata que em Brasília. Em Guarani, a gasolina é cara, e em Terra Ronca é o olho da cara.
       
      Hospedagem
      No povoado São João há duas pousadas - Estação Lunar (antiga Lua de São Jorge) e Estalagem - e duas áreas de camping anexas a essas pousadas. Além dessas opções de hospedagem, há ainda na estrada que vai de Guarani ao povoado de São João, as seguintes opções de hospedagem: Camping do Ramiro (próximo da caverna Terra Ronca; a 39,5 km de Guarani e 13,7 km de São João), Pousada Alto da Lapa (a 12,1 km de São João), Pousada Terra Ronca (a 11,6 km de São João)e Pousada São Mateus (a 2 km de São João; também tem opção de camping).
       
      Ficamos no camping do Peskero, anexo à pousada Estalagem (Site: http://www.terraronca.com.br/). Na verdade, atualmente o camping e a pousada são uma coisa só. O camping fica logo na entrada do povoado São João, como relatadado acima.
      Foi o que achamos com o melhor preço no período em que fomos, R$15.
      O camping possui dois banheiros (um com chuveiro quente e outro frio) e uma ampla área onde se pode acampar. Como éramos os únicos no lugar, escolhemos um local muito bom, bem sombreado e à beira do rio, para armar a nossa barraca.
       

       
      O pessoal da pousada/camping foi super atencioso com a gente. Estavam sempre solícitos e dispostos a dar dicas.
      No restaurante/bar da pousada é permitido usar a cozinha para cozinhar. Por sinal, lá também servem café da manhã e refeições deliciosas, com opção de omelete para os vegetarianos com ovo caipira e verduras da horta (ovolacto).
       
      Estrada (distâncias e condição)
      De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até Posse; atravesse a cidade e pegue a estrada que leva a Guarani de Goiás (não há placas; é bom perguntar para os moradores); siga até Guarani de Goiás; entre na cidade, atravesse-a e pegue a estrada de chão, que se inicia após uma ponte; depois é só seguir sempre reto para chegar em Terra Ronca.
      Quando fomos, a estrada de chão não estava na melhor das condições, mas também não estava muito ruim. Fomos em um veículo pequeno Peugeot 207 e conseguimos ir em todas as atrações, enfrentando dificuldades grandes apenas na ida à caverna São Mateus.
       
      - Brasília - Guarani de Goiás: aprox. 350 km
      - Guarani (início da estrada de chão) - entrada do Parque Estadual Terra Ronca (placa): 28,2km
      - Entrada do Parque - povoado São João: 23,5 km
      Total de Brasília a Terra Ronca (povoado São João): aprox. 402 km
       
      Atrações visitadas
      - Cavernas: Angélica, São Mateus, Terra Ronca 1 e São Bernardo. Cada uma bem diferente da outra e todas maravilhosas. Faltaram: São Vicente, Bezerra e Terra Ronca II (que é melhor visitar entre abril e julho para ver melhor o fenômeno da entrada de luz na claraboia).
      - Cachoeira Palmeiras
      - Outros: rio São Vicente e mirante
       
      Roteiro
      1º dia) Chegada
      Chegada no final da tarde após 6h de viagem. Armamos a barraca no camping, jantamos, tomamos uma cervejinha e depois dormimos para aproveitar bem o dia seguinte.
       
      2º dia) Caverna Angélica, rio São Vincente e mirante
      Saímos às 9h rumo a caverna Angélica. Nos juntamos com um outro grupo grande e assim pagamos R$20,00 por pessoa. Esse é o preço padrão para grupos com 5 ou mais pessoas. O preço da diária guia para grupos menores fica em R$100,00 para qualquer uma dos roteiros que fizemos. Não sabemos se é esse mesmo valor para as cavernas São Vicente e Bezerra, que são mais restritas.
      A caverna Angélica, assim como todas as outras que fomos, é uma caverna com rio corrente. Entretanto é a única em que os guias não costumam entrar na água. A caverna é de fácil acesso após uma caminhada leve de aproximadamente 10 min e é a de mais fácil locomoção interna. Possui uma ampla entrada e belos espeleotemas (formações geológicas em cavernas) com destaque especial para as suas grandes cortinas.
       


       
      Depois de aproximadamente 2h de caminhada pelo interior da caverna, voltamos em direção ao povoado e demos uma paradinha no rio São Vicente para um banho e depois fomos ao mirante - que fica perto de São João, em frente ao campo de futebol - para ter uma bela vista, mesmo com o tempo nublado, da Serra Geral.
       

       
      Depois almoçamos na casa da Jane, que fica em frente a vendinha/boteco de São João. Comida simplesmente deliciosa e com preços em conta, com direito a docinhos de sobremesa e a um cafezinho, além de toda cortesia da Jane!
       
      Direções e distâncias:
      - São João até bifurcação com placa indicando a Angélica: 21 km; da placa até o estacionamento próximo à caverna: 3,5 km
       
      3º dia) Caverna São Mateus e cachoeira Palmeiras
      Saímos cedo para a caverna São Mateus, que já foi considerada a maior do Brasil. Depois de andar pela estrada no sentido de Guarani de Goiás e pegar uma entrada à direita bem escondida, percorremos uma estrada de chão com uns trechos um pouco complicados para um carro pequeno e enfim estacionamos o carro. Daí caminhamos por aprox. 25 min até a entrada da caverna. O acesso à caverna é feito por uma descida bem íngreme e por espaços bem estreitos. Dentro da caverna, os guias costumam passar por dentro da água em um trecho para chegar a um local onde é possível ver um "fervedouro" do rio que corre dentro da caverna. Entretanto, é possível fazer o passeio sem ter que passar por dentro da água.
      A caverna é simplesmente maravilhosa! Várias estalactites e estalagmites lindas e destaque especial para os salões com vários canudinhos. Não é à toa que muitos a consideram a mais bonita do Brasil.
       



       
      Depois de caminhar por umas 3h30 dentro da caverna, saímos dela, voltamos pela trilha e seguimos na estrada de chão no sentido de Guarani de Goiás com destino à cachoeira Palmeiras.
      O acesso á cachoeira é feito por uma propriedade da família, super acolhedora e humilde, que nos ofereceu um cafezinho e proseou bastante com a gente. Adoramos a hospitalidade! Eles cobram uma pequena taxa de R$3 ou 4 pela visita à cachoeira. É possível ir até lá sem guia.
      A cachoeira tem duas quedas de água, sendo que na primeira se forma um poço bom para tomar banho.
       


       
      Direções e distâncias:
      - São João - caverna São Mateus: 14 km
      - Para a cachoeira: saindo de São João no sentido de Guarani - parada de ônibus: 16,7km; pegar a pista a esquerda e seguir por mais 4 km até a propriedade.
       
      4º dia) Cavernas Terra Ronca 1 e São Bernardo e viagem até Mambaí
      Acordamos cedo para desmontar a barraca e guardar tudo no carro, pois depois da última caverna, iríamos seguir na estrada até Mambaí.
      Pagamos um extra de R$30 para o guia poder voltar de moto ao povoado, depois da caverna São Bernardo, e a gente não ter que voltar mais de 20 km para deixá-lo.
      Tínhamos como opção fazer Terra Ronca 1 e 2 ou então fazer Terra Ronca 1 e São Bernardo no dia. Acabamos optando por esta opção, pois o acesso à Terra Ronca 2 poderia estar ruim com as chuvas, o caminho até o principal salão dela é longo e segundo o guia, no mês em que fomos não é muito legal para ver a entrada de luz no salão da Terra Ronca 2, que cria um cenário bem bonito na caverna. Melhor ir entre abril e julho para ver este espetáculo.
      Pegamos a estrada e chegamos a caverna Terra Ronca 1, que é a de mais fácil acesso em toda a região. A caverna é grandiosa! A sua entrada tem mais de 90 metros e há espeleotemas gigantescos dentro da caverna. Dá para se guiar por conta própria na caverna, mas recomendamos um guia para auxiliar e até para evitar qualquer problema com servidores da Secretaria de Meio Ambiente estadual, que eventualmente fiscalizam a entrada na caverna e permitem a entrada apenas com guia.
       

       
      Depois de caminhar por aproximadamente 50 min dentro da caverna, chegamos a sua saída. De lá percorremos uma trilha de uns 30-40 min de caminhada até o alto da caverna, de onde se tem uma bela vista da região. Depois de tirar algumas fotos, descemos por um trilha um pouco íngreme (uns 15 min de caminhada) para chegar até próximo do estacionamento.
       

       
      Pegamos o carro e seguimos até a caverna São Bernardo. Caminhamos por uns 15 min até a entrada da caverna. Na caverna, correm dois rios que se encontram em seu interior. Fizemos um percurso de aproximadamente 2h30 no total, passando várias vezes por esses rios. Em alguns pontos, a correnteza é bem forte - no dia em que fomos estava especialmente forte pois choveu bastante - e a água chega à altura da cintura de uma pessoa com 1,80 m de altura. É preciso ter bastante atenção para não tropeçar em pedras e cair no rio.
      A caverna tem belas formações geológicas com destaque para as pérolas e para as represas de travertinos, especialmente no último salão que visitamos.
       


       
      Depois da caverna, pegamos o carro e seguimos pela estrada até Mambaí, onde chegamos já à noite.
       
      p.s: Anualmente nos dias 5 e 6 de agosto, ocorre a tradicional Festa de Bom Jesus da Lapa na Terra Ronca 1. Deve ser bem interessante!
       
      Direções e distâncias
      - São João - caverna Terra Ronca 1: 13 km
      - Caverna Terra Ronca 1 - São bernardo: 10,2 km
      - São Bernardo - Mambaí: 175 km
      Total percorrido no dia: aprox. 198 km
       
      Mambaí
      A pouco mais de 300 km de Brasília, a cidade de Mambaí abriga belas cachoeiras e cavernas ainda pouco conhecidas, além de opções de esportes radicais como tirolesa e rapel. A maior parte dos passeios só pode ser feita com acompanhamento de guia através de agência de turismo local.
      A cidade é de pequeno porte, porém nos últimos anos vem passando por um vertiginoso crescimento. Possui algumas opções de restaurantes econômicos e lanchonetes simples.
       
      Hospedagem
      Na cidade há duas opções de pousadas - Maredu e Cerrado - e três hotéis - Maris, APM e Savana. Os hotéis estavam custando de R$85 a R$100 no período
       
      Ficamos na pousada Maredu por R$70 a diária pro casal. A pousada fica perto do ginásio e é bem simples, com TV, wi-fi fraca e um café da manhã com uma ou duas opções de frutas, suco, café, pão e biscoito de queijo e bolo.
       
      Estrada (distâncias e condição)
      De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até o trevo com indicação de Mambaí a aproximadamente 260 km de Brasília. Do trevo até Mambaí são pouco mais de 50 km. A estrada quase toda está muito boa. Há apenas alguns pequenos trechos com buracos.
       
      Atrações visitadas
      - Caverna: Lapa do Penhasco
      - Cachoeiras: Paraíso do Cerrado, do Alemão e do Funil; faltou conhecer a cachoeira Poço Azul
      - Outras: tirolesa
       
      Roteiro
      5º dia) Cachoeira Paraíso do Cerrado (ou Véu de Noiva) e cachoeira do Alemão
      Primeira coisa a se saber: para chegar à cachoeira Paraíso do Cerrado não é necessário estar acompanhado por guia. Não se leve pelo o que o operador da agência de turismo falar! Saia de Mambaí e siga no sentido de Damianópolis, corte a cidade e depois pegue uma estrada de chão à esquerda até a chácara. No caminho há várias placas que indicam o local, sendo assim não é necessário pagar guia.
      A cachoeira é bem bonita, com águas de um verde meio esmeralda, porém infelizmente fomos em um dia que estava chovendo muito e a água estava bem turva. Além disso, o caminho até a cachoeira, que costuma ser tranquilo (uns 20 min de caminhada), estava bem lamacento.
       


       
      Voltamos à casa dentro da chácara onde se situa a cachoeira para almoçarmos. O almoço estava simplesmente maravilhoso! Simples e delicioso! Além disso, depois do almoço tivemos de cortesia um cafezinho moído e torrado ali na chácara, adoçado com rapadura mesmo e ainda uma aula de fabricação e enovelamento de fio de algodão com os super simpáticos e hospitaleiros donos da chácara, seu Silvano e sua esposa. Deu vontade de ficar ali a tarde toda para continuar conversando e aprendendo com eles!
       

       
      Depois seguimos para a cachoeira do Alemão, que fica dentro de uma propriedade privada com uma casa que pode ser alugada. O acesso para a cachoeira é feita por uma estrada de chão perpendicular à estrada que vai de Mambaí à Bahia. A cachoeira é cercada por mata e é bem bonita! Não estava turva como a Paraíso do Cerrado, pois a sua nascente fica próximo à sua queda d'água.
       

       
      Direções e distâncias
      - Mambaí - Damianópolis: aprox 15 km; Damianópolis - Paraíso do Cerrado: aprox. 15 km em estrada de chão em estrada razoável
      - Mambaí - cachoeira do Alemão: 13,7 km
       
      6º dia)Caverna Lapa do Penhasco, tirolesa, cachoeira do Funil e retorno a Brasília
      Colocamos todas as nossas coisas no carro e saímos para encontrar com o restante do grupo e os guias que iriam fazer os passeios com a gente nesse dia.
      Primeiramente fomos à caverna Lapa do Penhasco. A caverna fica na mesma propriedade onde é feita a tirolesa. Caminhamos por uns 15 min em uma trilha tranquila, mas um pouco íngreme, até chegar próximo à sua entrada. Neste ponto é necessário passar pelo rio que chega quase à altura do peito. A caverna, apesar de não se comparar com as de Terra Ronca, também é bem interessante principalmente devido a sua dimensão. O caminho dentro dela também é tranquilo, sem grandes dificuldades. Ficamos em seu interior por mais ou menos uma hora e meia.
       

       
      Depois de conhecer a caverna, fomos fazer a tirolesa sobre o cânion. Vale muito a pena! A vista que se tem do cânion, por onde ela passa, é muito bonita!
      Após a tirolesa, tínhamos a opção de ir fazer um rapel que desce pelo alto de uma caverna em uma claraboia (valor: R$30), mas tivemos que ir direto à cachoeira do Funil porque não queríamos pegar a estrada de volta para casa muito tarde.
       
      A cachoeira do Funil fica dentro de uma propriedade privada e deve ser visitada com guia.
      A trilha até a cachoeira é uma atração à parte. Nela vemos várias rochas exumadas sobrepostas, formando em alguns locais labirintos e formações bem interessantes. Parte do caminho é feito dentro de uma caverna, que depois chega até a cachoeira. Por sinal, que espetáculo da natureza! Uma cachoeira que cai em uma dolina e depois desaparece em uma caverna inferior...tudo isso podendo ser visto da caverna. Espetacular!
       

       
      Depois de conhecer a cachoeira, fomos almoçar no Rancho do Zé. A comida não estava boa e o lugar é completamente dispensável. Após o almoço, infelizmente tivemos que voltar em Mambaí apenas para fazer o pagamento pelos passeios na agência.
      Custo dos passeios nos dois dias por pessoa: R$100,00 + R$30,00 da tirolesa
       
      Pegamos a estrada já com vontade de voltar a Terra Ronca e a Mambaí!
       
      Direções e distâncias
      - Mambaí - Lapa do Penhasco/tirolesa: aprox. 17 km no sentido da BR-020
      - Lapa do Penhasco - cachoeira do Funil: 12 km, voltando a Mambaí
      - Mambaí - Brasília: aprox. 310 km
    • Por Letíciabramos
      Olá, galera!
       
      Acabei de chegar da Terra Ronca e como não tem muita informação disponível na internet vou fazer um relato pra deixar mais atualizado.
       
      Saí de Brasília na quinta-feira, foram mais ou menos 4 hrs de viagem até posse, na entrada da cidade fomos parados numa blitz e ficamos lá por mais de 30 min, o que nos atrasou e como de lá até o Camping do Ramiro é mais 1hr e 30 min de viagem sendo metade desse tempo mais ou menos de estrada de terra, decidimos dormir em posse pra não pegar estrada de terra a noite.
      Em posse ficamos na pousada Brasil (60 reais o quarto pra 2 ou 3 pessoas, pousada bem simples só pra dormir mesmo.
      Saímos no outro dia de manhã e chegamos no Camping do Ramiro às 10 hrs. A estrada de terra pra lá estava boa, poucos buracos.
      Os preços lá agora são:
      Passeio 120 reais por dia (preço para 3 pessoas)
      Camping 20 reais por noite por pessoa
      Jantar 20 reais por pessoa
      Almoço 7 reais por pessoa
       
      OBS: Pra quem nunca fez esse tipo de passeio, o guia vai no seu carro, por isso não sei se como ficaria se o carro já tiver com 5 pessoas.
       
      Pelo horário que chegamos nos recomendaram conhecer a caverna São Bernardo e depois a cachoeira Palmeiras. A caverna é linda e de fácil acesso, tinha inclusive um casal com uma criança lá. A cachoeira também é muito bonita e de fácil acesso. Cobram uma entrada de 5 reais por pessoa. Chegamos no Camping por volta das 18 hrs. A estrada de terra desses trajetos estava razoável, com alguns poucos buracos mais tensos no trajeto da cachoeira.
      No outro dia saímos às 9 e pouco pra conhecer a Caverna São Mateus, cerca de 30 minutos de carro, a estrada fica ruim quando vai se aproximando da cachoeira, se você estiver de carro baixo é um pouco mais complicado, mas dá pra ir.
      Fizemos uma trilha leve de cerca de 15 minutos e começamos a descer as pedras rumo à entrada da caverna. Achei o acesso a essa caverna de moderado a difícil. Depois de descer as pedras tivemos que ir enfiando nas fendas num sentindo ingrime para chegar ao primeiro salão. Em uma das fendas acho que uma pessoa que esteja bem acima do peso vai ter muita dificuldade pra passar, mas o guia disse que já levou uma pessoa de 150 kg la, eu,sinceramente, não sei como! haha Essa caverna é incrível e tem uma "cachoeirinha" lá dentro, é maravilhoso!!! Aproveitamos bastante a caverna, chegamos no camping as 19 hrs.
      No outro dia fomos a terra ronca 1, como íamos embora meio dia não fizemos a travessia da caverna, só fomos conhecer até a parte iluminada. Essa caverna tem uma energia incrível e é maravilhosa. A que eu gostei mais. Mesmo a São Mateus sendo linda, essa tem uma energia diferente e a entrada é maravilhosa. Vi uns guias passando lá e foram super rápidos nessa parte iluminada e lá merece atenção, sentar e ficar quieto um pouco observando de dentro da caverna o buraco dela e com ctz um banho no rio.
      Saimos às 11:50, paramos em Posse pra almoçar (Restaurante Mangueiras já na saída da cidade na br pra BSB. Rodízio de churrasco 35/pessoa ou PF com churrasco (muito bom!) 17/pessoa.
      Tem a cachoeira São Bernardo logo depois da ponte nova alguns km depois do camping no sentido Guarani, não fomos pq não queríamos pegar a br tarde.
       
      Em Suma, Terra Ronca é INCRÍVEL e se tivesse mais tempo ficaria pra fazer pelo menos mais a travessia da terra ronca 1, terra ronca 2 e Angélica.
      Quanto ao camping e os passeios, achei o camping bom, tem uma área boa pra armar barraca. Fica meio isolado, a 52 km de são domingos e uns 40 minutos de guarani. Vi um pessoal usando a geladeira lá, então acho que se quiser levar comida é tranquilo.
       
      Os guias, que são os filhos do seu Ramiro e ele, são pouco comunicativos, o que eu achei que complica um pouco, pq eu tentei pedir opinião pra ver, pelo tempo que tínhamos, quais as melhores cavernas pra ir, mas não me deram uma resposta direta, só falavam que eram muito bonitas e tal. Escolhi o camping do ramiro pelo diferencial das fotos com a iluminação, mas fomos com o Guia Kiko e ele não se pré dispôs a fazer essa iluminação. So tiramos umas fotos assim quando cruzamos com o irmao dele (William se nao me engano) que estava fazendo isso com o pessoal dele e aí aproveitamos. Além disso, ele não falou quase nada sobre a caverna em si e nem deu instruções no percurso da caverna, o que eu acho essencial, já que algumas partes da São Mateus são bem perigosas. Como já tinha ido na Caverna dos Ecos já sabia algumas coisas, mas pra quem não sabe é meio ruim.
       
      Muitas dessas cavernas mais famosas tem rio que passa por dentro, ou seja, você molha o tenis todos os dias, portanto, se puder levar 2 acho muito válido
    • Por Fellipe Correia
      No fim de semana de carnaval, como não gosto de carnaval, eu e minha esposa tentamos sair dos grandes centros e buscar locais alternativos. Quase por coincidencia acabei descobrindo sobre o ainda desconhecido Parque Estadual Terra Ronca que fica localizado ao norte de Goias (380Km de Brasília sendo 50 de terra em péssimas condições), proximo a fronteira com a Bahia. Eu recebi um convite para um curso de fotografia de natureza ministrado pela Quarto Eclipse de Brásilia, na qual o dono é também dono de uma pousada no parque Terra Ronca, não pude ir ao curso, mas na primeira oportunidade que tive, neste caso o carnaval 2013, fui conhecer o beíissimo parque!
       

       
      Arara, encontrada no Parque Estadual Terra Ronca de Goias. Estava no chão de uma pousada, onde segundo os donos: "ela voa pela mata e volta, foi criada com gente em cativeiro, quando o ibama soltou ela aqui, ela acabou ficando por perto". A ave ao meu ver realmente era livre, e não tinha as penas da asa cortada, mesmo assim ficava pelas redondezas da pousada.
       

       
      Esta simpatica galinha estava dentro das fronteiras da nossa pousada, a 2 Km e meio do vilarejo de São João, ela ficava circulando por ali enquanto nos todos passeavam e curtiam o parque, a dona da pousada, dona Neide produzia tudo que era consumido na pousada, desde ovos, a frutas e pão.
       

       
      Na saída norte do Parque Terra Ronca, seguindo pela GO - 448 se encontra a cidade mais próxima ao parque, tirando o vilarejo de São João, que fica efetivamente dentro do parque, a cidade é colada na Serra Geral de Goias, fronteira natural com o estado da Bahia, tendo uma linda vista, com a Serra Geral de um lado, as Chapadas do Parque Terra Ronca e Veadeiros do outro, e banhada por uma represa.
       

       
      Interior da caverna da Angelica, mostrando uma imensa formação de estalactite no centro de um enorme salão da caverna, uma das mais extensas do parque, tem cerca de 14 Km de túneis.
       

       
      Entrada da caverna Terra Ronca que da nome ao parque, pode ser vista logo a beira da estrada principal do parque, logo após cruzar os portais de entrada do parque e a alguns metros da casa do guia Ramiro, o mais famoso guia da região e que por si só, já é uma atração do parque.
       

       
      Entrada da caverna Terra Ronca que da nome ao parque, pode ser vista logo a beira da estrada principal do parque, logo após cruzar os portais de entrada do parque e a alguns metros da casa do guia Ramiro, o mais famoso guia da região e que por si só, já é uma atração do parque.
       

       

       

       

       

       

       

    • Por Chicotn
      Conhecemos a Terra Ronca no site da UOL, numa chamada que dizia 10 lugares que os brasileiros ainda nāo conhecem direito. Achei legal demais e combinamos a viagem com a Chapada dos Veadeiros.
      Tem pouca informaçāo sobre o lugar, aprendemos algumas coisas com o Anderson aqui dos mochileiros que tem um relato muito legal e detalhado da Terra Ronca e Mambaí.
      Escolhemos julho porque esta época do ano nāo chove nunca na regiāo Centro Oeste e é certeza de visitar todos os lugares planejados sem correr risco. Em Terra Ronca somente a caverna Angélica pode ser feita quando chove. As outras ficam interditadas ou parcialmente abertas.
      Somos de Sāo Paulo, viajamos até Brasília de aviāo, alugamos um carro que demos o nome de Caverninha, um fiat novo 1.0. Este carro é perfeito para lá porque é mais alto e ajuda bastante para andar na terra. E andamos muito na terra.
      Saindo do aeroporto tem que pegar a Br 020 em direçāo à Posse. A estrada é super boa, somente um trecho pequeno ruim. Demoramos umas cinco horas até chegar em Posse. Muito caminhāo nos dois lados da estrada. Completamos o tanque do caverninha, compramos coisas para o lanche nas trilhas e daí para frente o melhor gps que você tem é perguntar para as pessoas como chega em Terra Ronca. Mais 35 kilometros até Goianinha e depois uma estrada de terra e por 45 kilômetros, cruzando por dentro do rio com o carro, porque a ponte quebrou (isto é tranquilo nesta época do ano porque o rio está bem baixo) até o povoado de Sāo Joāo, onde ficava a nossa pousada chamada Estaçāo Lunar.
       

       
      No povoado, basicamente, nāo tem nada. Somente as pousadas, alguns lugares para camping, escola, um comércio minúsculo e a casa dos moradores. Celular e Internet pegam somente num mirante que tem ali perto, onde no dia que fomos ver o pôr do sol tinha umas quatro pessoas que nem prestaram atençāo a este pequeno detalhe do pôr do sol. Ali no mirante o que pegava mesmo era o zapzap.
       


       
      A pousada, como todas ali sāo simples e é pensāo completa. Café da manhā, almoço na hora que a gente chegava do passeio e um caldo de noite. Comida excelente preparada pela Marilene. Silêncio gigante na hora de dormir. As atraçōes do local sāo o papagaio que canta parabéns para você e um burrico que foi abandonado pelo dono porque ficou velho e entra toda tarde na pousada para pastar e tem também o Seu Lucas que vai contar causos toda noite na hora do caldo.
      Nosso guia foi o caseiro da pousada o Misandro. Nota dez. Super paciente e tranquilo. Super recomendamos. Olha o guia aí na foto.
       

       
      Fora as cavernas. Fomos a cachoeira do Palmeira e na prainha de Sāo Matheus.
       

       
      Dicas importantes:
       
      01 - Levar lanterna de cabeça ou māo para as cavernas. Como nāo somos especialistas compramos umas de 89 reais que deram bem conta do recado. Levem pilhas reservas porque se acabarem nāo tem onde comprar;
      02 - Capacete obrigatório dentro das cavernas. Pelo tanto que levanta e abaixa, fatalmente, vai acabar dando suas cabeçadinhas, que podem machucar sem o capacete. A pousada que ficamos emprestava;
      03 -Nem preciso dizer que o guia é obrigatório e necessário;
      04 - Sempre levar lanche nas cavernas;
      04 - Ter um preparinho físico básico ajuda bem;
      05 - O resto é só alegria e tranquilidade.
      Segue um resumo das cavernas.
       
      Angélica - é a mais distante do povoado de Sāo Joāo, aproximadamente uns 25 km de distância. É também a mais curta para visitaçāo. Tranquila e sem grandes perrengues. Foi a única que encontramos outras pessoas visitando e que tinha cobrança para entrar. Cinco reais por pessoa. Nāo entra na água nunca. Poderia nem ser visitada, mas tem duas partes que sāo incríveis. O salāo dos espelhos, onde numa poça de água e com o reflexo das estalactites temos a impressāo de estar no alto de uma montanha e lá embaixo tem um cidade medieval. Incrível mesmo. E o outro super destaque é o Salāo das Cortinas. Talvez o salāo mais bonito de todo o Parque Estadual.
       


       
      Sāo Bernardo - foi a primeira caverna de verdade que fui na minha vida e a gente nunca esquece. Fica a uns 18 km do povoado. Grande parte dela é feita dentro da água, que raramente, passa da cintura. Demora umas três horas para completar. Mal você entra na caverna e tudo já fica escuro. Ali tem o Salāo dos Canudos e das Pérolas. Tem lugares lindos dentro dela. Nosso guia acendia a carbureteira e ficava uma cor linda para as fotos. A única chatice desta caverna é uma quantidade grande de mosquitos em alguns pontos, mas totalmente Superável.
       


       
      Sāo Matheus - é a mais caverna de todas. Fica a uns 15 km de Sāo Joāo. Precisa estar em uma forma física razoável para fazer toda ela. Tem uma coisa que nāo sei bem como dizer, mas vamos tentar da melhor maneira. Se você estiver assim um pouquinho acima do peso vai ter muita dificuldade para entrar na caverna, porque ela é literalmente um buraco pequeno na terra. Vale a pena perguntar para o guia antes de sair para o passeio. Todas as formaçōes sāo incríveis. Os canudos sāo lindos demais e as colunas impressionam. Para percorrer toda caverna demora em torno de duas horas e meia. Provavelmente, um apaixonado por cavernas vai dizer que esta é a mais linda de todas.
       


       
      Terra Ronca 1 e 2 - é a mais próxima do povoado. Uns 11 km. Grande parte destas duas cavernas é feita dentro da água. Fazer as duas demora em torno de 7 horas. Você entra pela Terra Ronca 1 que tem um abertura de caverna incrível. Uma boca de, aproximadamente, 90 metros. É linda demais. Gigantesca. É o cartāo postal do Parque. Ela tem um kilômetro de distância e uma boa parte você anda pela parte de cima das pedras. É muito legal. As formaçōes nāo impressionam tanto na Terra Ronca 1. Depois deste kilômetro você sai do outro lado da caverna. Uma saída imensa também e pega uma trilha de uma hora até encontrar a boca da Terra Ronca 2. Como ela é muito alta todas formaçöes sāo gigantescas. Indiana Jones, fundo do mar, parque de diversōes, ruínas gregas e vikings foram expressōes que utilizamos para definir o local. Depois de um tempo pelas águas nos deparamos com o Buraco das Araras, onde fizemos nosso lanche e talvez as melhores fotos da viagem. Partimos entāo para a parte final da visita a Terra Ronca 2 que foi visitar o final da caverna e o famoso Salāo dos Namorados. Regressamos entāo para o Buraco das Araras e depois de uma trilha de quase uma hora terminamos o passeio na parte de cima da entrada da Terra Ronca 1. Tudo incrível demais. A fome era gigante depois disso tudo.
       



       
      Depois disso fomos para a Chapada dos Veadeiros, onde passamos dez dias. Adoramos demais Terra Ronca e recomendamos a todos que quiserem passar dias incríveis e tranquilos neste lugar, que é super pouco divulgado para turismo.
       
      Chico e Carol














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