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De carro de SP até o norte da Argentina - San Antonio de Los Cobres - Purmamarca - Tilcara - Salta + subida vulcão Tuzgle


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Eu e meu namorado Manoel Comar fizemos essa viagem em dez/13 e jan/14, tínhamos apenas 12 dias, mas como férias são luxo, resolvemos conhecer um pouco mais da Argentina. Dessa vez fomos para o Noroeste. Foram cerca de 5650 km, gastamos R$ 3.600,00. A média de gasto com combustível foi de R$ 2,87 por L. E fizemos média de 11,85 km/L. Nosso principal objetivo nesta viagem era subir o Vulcão Tuzgle e apreciar a paisagem desta região da Argentina, que por sinal, é belíssima. Melhor do que as fotos que vimos anteriormente.

 

 

Dia 1 – 25/12/13 - São José do Rio Preto- SP a Foz do Iguaçu - PR

 

Saímos de São José do rio Preto às 7:20 rumo a Foz do Iguaçu. Para garantir que acordaríamos cedo não participamos da ceia com a família rs. No dia anterior arrumamos as coisas, colocamos tudo no carro para ficar tudo desenrolado dia 25/12. Para nossa alegria as estradas estavam bem vazias e a viagem rendeu bem, difícil foi achar um lugar pra parar pra comer, pois a maioria das conveniências e restaurantes estavam fechados. Depois de muito procurar, encontramos uma, fizemos um lanche e continuamos viagem. Chegamos em Foz do Iguaçu às 18:10. Tínhamos reserva num hotel chamado San Rafael, que creio eu, só coube no nosso orçamento por ser dia de natal. Era um hotel com estrutura muito boa, excelente café, com estacionamento e a diária custou R$ 130,00. Chegamos, fizemos o check in, descansamos um pouco e fomos visitar amigos que moram em Foz (que nos ofereceram o jantar do dia rs). Voltamos ao hotel e dormimos o sono dos justos.

Dia 2 – 26/12/13 -Foz do Iguaçu – PR a Presidência Roque Saenz Peña-AR

Acordamos as 7 horas e fomos tomar o café da manhã, que era incrivelmente perfeito, era nossa despedida do maravilhoso café brasileiro rs. Tomamos café e fomos até uma casa de câmbio que tinha em frente ao hotel trocar reais por pesos. Na viagem que fizemos pela América do sul, em março/13, cometemos o erro de trocar a maioria dos pesos argentinos na própria Argentina, e claro, pagamos o preço da cotação oficial. Desta vez pesquisamos antes, e como passaríamos por Foz compramos lá por R$ 0,29. A cotação oficial está em torno de R$ 0,36 e nas casas de câmbio aqui da região de Rio Preto R$ 0,41. Então pra quem vai viajar pra esses lugares e vai passar por essas regiões de fronteira é bom dar uma pesquisada.

Compramos os pesos, fizemos o check out, abastecemos e às 9:06 saímos de Foz. Passamos pela migração, foi bem tranquila, e ao entrar na Argentina ganhamos uma hora, pois lá não tem horário de verão.

O começo da viagem foi tranquilo, já conhecíamos este trecho, é um trecho bonito, muitas árvores, pinheiros, restaurantes e hotéis por todo lado. Mas infelizmente logo isso muda, continuamos pela RN 12 e a paisagem muda, tudo fica feio, muiiiita pastagem, árvores que lembram aquelas da savana africana. O que deu uma colorida nesse trecho foi uma plantação de girassóis, super bonitos.

Seguimos pela RN 12 até Corrientes, fizemos nosso primeiro almoço de cup noodles ao pé de uma árvore, com temperatura de deserto rs. Depois disso continuamos a viagem. Quase fomos para o país errado em Posadas, pois pegamos o caminho para Encarnacion no Paraguai. . Equívoco constado. Fizemos a volta e retornamos para o caminho correto. Alguns km depois de Posadas, paramos para abastecer num posto perto de Ituizango, mas fomos informados que não tinha nafta, e que dentro da cidade de Ituizango poderia ter, fomos aos dois postos da cidade e nenhum tinha, eram 14h e a previsão era pra chegar em torno de 18h. O tanque estava quase na reserva, e nova possibilidade era a próxima cidade, cerca de 72 km depois. Pensamos, Manoel analisou e decidimos arriscar. Fomos até Ita Ibaté e pra nosso alívio ali havia nafta. Aproveitamos para abastecer o galão eu levávamos (já conhecíamos sobre a escassez e as distâncias entre s postos nessa região). Quando estávamos saindo de Corrientes fomos parados na primeira blitz do dia (as demais nos mandaram seguir). O guarda assim que nos viu, mandou encostar, pediu os documentos para o Manoel, e já pediu que ele o seguisse. E claro, a sessão de corrupção da polícia, já anunciada nos guias de viagem sobre o norte da Argentina, começou a acontecer. O carro estava equipado com um quebra mato, e esse foi o motivo da extorsão, 100 pesos a menos, tempo perdido, conversa fiada e seguimos até uma oficina retirar o quebra mato. (Detalhe que minutos depois dessa parada, contei 4 ecosports, só ecos, com quebra mato passando na rua), mas enfim, a lei só vale para os brasileiros. O Manoel mesmo tirou o quebra mato, seguimos por alguns poucos km e em Resistência fomos parados em nova blitz, dessa vez o guarda já pediu pra parar e correu para a traseira do carro, e começou a dizer que o galão de gasolina que carregávamos era ilegal, assim, como o engate e até o uso do GPS (hahaha, vontade dar uma voadora na cara do guarda). Manoel já escolado, falou que o guarda da blitz anterior falou que não tinha problema, e que já tinha tirado a defensa, que se ele quisesse multar, podia multar. O guarda vendo que não tiraria mais nada dele, nos liberou, felizmente.

Atravessamos uma longa ponte e paramos para o Manoel tirar o suporte do galão de combustível, esse ele nem quiser levar no carro, deixamos na sarjeta e colocamos o galão cheio de gasolina dentro do porta malas. Mais uns km, nova blitz, que nos mandou seguir, ufa!!

Depois desse susto, ficamos traumatizados, assim como ficamos com a polícia Paraguaia em março, é desesperador.

O restante do caminho foi tenso, mas a estrada e o tráfego foi bem tranquilo e finalmente chegamos à Presidência Roque Saenz Penã, uma cidade no caminho em que passaríamos a noite. Paramos num posto pra abastecer e pedir informações sobre um hotel e muito felizmente o moço nos indicou um bom hotel, com preço acessível, chamado Hotel Aconcágua (nós amamos o Aconcágua rs). Fomos até lá pra ver se tinha vaga, acertamos o valor de PA 315 a diária, deixamos nossas coisas e fomos jantar. Comemos um lanche numa praça ali pertinho, e que lanche delicioso (não tem melhor tempero que a fome rs). Voltamos ao hotel, depois desse dia tão estressante e chato, agora alimentados, tomamos um banho delicioso e fomos dormir.

 

Dia 03- 27/12/13 -Presidencia Roque Saenz Penã a San Antonio de Los Cobres

Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas e fomos tomar o café da manhã, que por sinal era bom (para os padrões argentinos rs). Comemos, juntamos nossas coisas e seguimos viagem às 7:42. Esse dia rendeu bem, só o calor que era insuportável. Abastecemos em Monte Quemado (havia mais brasileiros na fila do abastecimento) e depois seguimos, fomos procurar um árvore pra chamar de nossa e fazer nosso almoço cup noodles. Encontramos e lá não era menos quente, suávamos enquanto preparávamos a refeição, o vento era quente, muito ruim. Comemos e corremos para o conforto do carro e seu ar condicionado rs. Paramos em uma cidade pra abastecer e encontramos um casal de brasileiros de moto (aliás, o Brasil inteiro estava na Argentina) a moça estava de shorts e blusa e tãooo vermelha do sol que era assustador, o destino era San Pedro do Atacama, boa sorte pra eles. Abastecemos e seguimos em frente. Esses 03 dias de viagens são muito entediantes, a paisagem é chata, sem atrativos, retas sem fim e sol, muiito sol. No final do dia começamos a ver as placas indicando Salta, abastecemos num entroncamento e logo começamos a avistar as montanhas de Salta, Só passamos por sua periferia e tomamos a Ruta 51 rumo à San Antonio de Los Cobres que é deslumbrante e perigoso, parte de rípio (nosso amigo por muitos dias) e cheia de curvas é uma atração por si só, mas montanhas que a margeiam, que deixam de ser verdes e passam a ser cobertas de gramínea e depois de nada. Só suas cores naturais e exuberantes se exibindo pra gente!

Chegamos em SALC por volta das 20:30 e começava anoitecer. A cidade é muito pequena, parece que parou no tempo (e depois olhando fotos de 70 anos atrás da cidade, constata-se que ela parou no tempo mesmo rs). Encontramos no começo da cidade um local de informações turísticas, fomos até lá e perguntamos sobre a localização da nossa hospedagem, fomos prontamente atendidos e seguimos direto pra lá. Encontrar hospedagem em SALC foi um desafio nos sites de pesquisas só encontrávamos um hotel, o Las Nubes, um pouco caro para os nossos padrões. Procurei no face e na página da cidade encontrei outros e mandei mensagem, mas só o Sérgio da Hosteria La Speranza nos respondeu. Bendita a hora que isso aconteceu, o Sérgio e sua hosteria foi um achado, tudo simples, mas tudo muito aconchegante, acolhedor, com preço bom e com simpatia e gentileza do Sérgio.

Chegamos, estacionamos, conhecemos nosso quarto, tomamos um banho e fomos procurar algo pra jantar. Pra nossa alegria (again), a hosteria também conta com restaurante, e o Sérgio que também é o cozinheiro, nos serviu uma comida muito gostosa, com direito à empanadas de entrada rs.

 

Dia 04 – 28/12/13 – SALC- Tuzgle

 

San Antonio de Los Cobres, está situada a 160 km de Salta, pela ruta 51, sua elevação em relação ao nível do mar é de 3775 m, tem cerca de 5000 habitantes e foi escolhida pra ser nossa base por conta da proximidade com a montanha que pretendíamos subir. Além da proximidade, sua altitude foi determinante na escolha, afinal, precisávamos nos aclimatar, com o pouco tempo que dispúnhamos decidimos sair dos 500m médios da viagem e tentar a sorte aclimatando ali. Felizmente a primeira noite foi tranquila, o Manoel estava muito bem, eu senti um pouco de dor de cabeça durante a noite, mas logo passou.

Nesse dia a programação era visitar os arredores de SALC, fazer umas caminhadas para ajudar na aclimatação, acordamos, ajeitamos nossas coisas, tomamos o café gostosinho que o Sérgio nos serviu e saímos para dar uma volta nos arredores da cidade. O Sérgio nos falou que pertinho do hostel havia um lugar onde poderíamos ver o Nevado Del Acay, uma montanha que estávamos de olho pra subirmos. Fomos até o final da rua e avistamos uma pequena montanha dentro da cidade, onde estavam instaladas umas antenas. Subimos até lá em cima e já começamos a sentir os efeitos da altitude. Mesmo não sendo muito alto já ficávamos ofegantes a cada passo. Mas chegamos lá em cima, tiramos fotos e voltamos ao hostel.

 

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Quando contamos o Sérgio que havíamos subido ele se surpreendeu rs. Pegamos nossas coisas e seguimos para conhecer o Viaduto La Polvorilla, por onde passa o trem de Las Nubes, o viaduto está a 4200 m acima do nível do mar, é super charmoso e subi-lo é ótimo para a aclimatação rs. Subimos, apreciamos a vista, tiramos algumas fotos e descemos para fazer nosso almoço cup noodles ali embaixo do viaduto rs. Enquanto preparávamos o almoço passou por nós um motoqueiro do Brasil e outro carro de brasileiros parou uns minutos pra tirar foto do viaduto e logo sumiram. Terminamos nosso almoço e o tempo virou, esfriou bastante. Juntamos tudo e seguimos à procura do Tuzgle.

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O Manoel havia tomado umas informações de como chegar ao lugar de acampamento do Tuzgle com o Sérgio da hosteria, ele informou que depois da placa da divisa de Salta/Jujuy haveria uma estrada à direita que iria até o acampamento. Avistamos a placa e depois avistamos a estrada e resolvemos seguir. Demos a volta em praticamente todo o vulcão (ou seja, andamos muitos e o carro sofreu muito rs) e finalmente encontramos uma cerca e um menino depois da cerca em um quadriciclo, pedimos informações e ele só disse que as terras eram da vó dele. Se as terras eram da vó dele então estávamos no lugar errado rsrs. Fizemos a volta e lá fomos nós de volta.

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Tínhamos no GPS o ponto onde deveria estar o acampamento, na minha ignorância achei que apesar de estar nos afastando do ponto, em algum momento iríamos encontra-lo. Ledo engano rs. Voltamos pelo mesmo caminho, e quando estávamos chegando perto da RN 40 novamente o Manoel pediu pra eu verificar no GPS se estávamos voltando pelo mesmo caminho, eu achei que sim, mas depois ele verificou que não, e acabamos numa estrada sem saída para a RN 40. Ele desceu, procurou um lugar pra voltamos à RN e voltamos a andar. Logo voltamos à RN 40 e continuamos a procurar uma entrada à direita, não demorou muito e a encontramos, e agora sim o GPS “dizia” que estávamos indo em direção ao acampamento rs.

Ficamos muito contentes quando chegamos lá, por volta das 16:30, subimos um pouco mais além do local de acampar, mas logo voltamos e escolhemos um lugar pra armar a barraca, não onde queríamos, pois estava ocupado por um casal no mínimo estranho, que estavam dentro do carro sabe-se lá fazendo o que (mas isso foi um capítulo à parte rs).

Montamos nossa barraca e fomos fazer uma caminhada no início da estrada de ascensão ao Tuzgle, mas uma chuva que não estava longe logo chegou até nós e voltamos pra barraca. E ela parou de novo e resolvemos ficar por ali apreciando aquela vista majestosa.

Enquanto apreciava a vista, eu lançava olhares pra aquele estranho casal que estava lá, eles não armaram barraca, e ficavam os dois mais o cachorro dentro do carro. Era um casal de cerca de 60 anos e aparentemente não iam subir a montanha. Fizemos um lanche e logo a chuva chegou.

Nos recolhemos para a barraca e a chuva de novo parava, mas resolvi não sair mais da barraca, enquanto estava lá ouvi o carro muito suspeito saindo, mas não foram embora, continuaram montanha acima. Mais tarde os ouvi voltando. A chuva continuou noite adentro, nem nos animamos a fazer jantar, havia muito vento, raios e trovões. Tinha a impressão de que as montanhas estavam se movendo de tão alto que eram os trovões.

 

Dia 05 – 29/12/13 - Tuzgle – Tuzgle – San Antonio de Los Cobres

Dormimos relativamente bem, e acordamos às 5 horas para começar a subida. Como o Manoel previu, o céu estava incrivelmente limpo e com todas as estrelas do universo brilhando pra nós rs. Adivinhem quem estava ali em seu carrinho?? Sim o casal mega estranho! Mal tive coragem de olhar para a direção deles, à noite fiquei pensando no sorriso sinistro da veinha e qual seria a intenção deles por ali, tive arrepios kk.

Estava muito frio, ventava bastante e a temperatura estava negativa. Tomamos um chá, comemos um fruta e começamos a subir às 5:46. Começamos a subir e o dia começou a amanhecer, foi magnifico, um espetáculo!

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Depois de cerca de uma hora subindo, olhei o cume do Tuzgle e tive uma surpresa maravilhosa, havia neve, muita neve. Valeu a pena a tempestade da noite anterior rs.

O acampamento do Tuzgle fica a 4500m acima do nível do mar, a noite que passamos em SALC valeu muito pra não sofrermos tanto nesta noite no acampamento.

No inicio da subida o frio era muito intenso, mal paramos pra tirar fotos, íamos subindo com calma, num bom ritmo. Depois de umas 03 horas caminhando a gente encontrou a neve, como foi gostoso deitar, rolar e brincar com ela. Depois da pausa seguimos a caminhada, parando às vezes pra hidratar e comer alguma coisa.

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Ao contrário do que aconteceu no trekking no Aconcágua, me senti bem melhor, apesar da altitude ser muito maior. Talvez por conta do frio ser menor e por estar mais úmido, o fato é que nem de longe imaginei que estaria tão bem naquela altitude. Por volta dos 5000 m o Manoel parou e falou que estava exausto, estranhei porque ele está sempre melhor que eu. Ele estava carregando a mochila com água e o alimento e isso faz uma diferença enorme, acho que esse peso o desgastou demais. Continuamos a subir num ritmo mais lento e pra nossa surpresa, em torno de 5300m a via acabou. Simplesmente terminou em um desmoronamento, com uma parede muito íngreme que levava à crista do cume. Era por volta de meio dia.

Eu me sentia bem ainda, mas não poderia garantir minha volta depois de escalaminhar aquela parede, muitas pedras soltas, misturada com areia e mais um bom trecho até o cume.

Ficamos por ali meio desanimados, pois tudo caminhava para alcançarmos o tão sonhado cume. Por outro lado, estava feliz por ter chegado tão bem naquela altitude, 5300m , de longe o mais alto que estive em minha vida rs.

Cogitamos tentar outro caminho, mas olhamos para o céu e o tempo começava a fechar, não gostaríamos de correr o risco de pegar uma tempestade como aquela da noite anterior lá em cima, e mesmo sendo muito difícil, decidimos voltar.

Começamos a descer perto das 13h, o tempo fechando cada vez mais. Dessa vez vim com a mochila, apesar da recusa do Manoel, afinal, tinha que contribuir também, somos um casal, mas na montanha somos parceiros também.

Descemos bem devagar, durante a descida vimos que tomamos a decisão certa, as forças foram se esvaindo e a volta pareceu eterna, nunca avistávamos o acampamento, eram curvas e mais curvas. Simplesmente não conseguia entender como dei conta de chegar aos 5300, milagre de Deus mesmo.

Ainda na metade do caminho o joelho do Manoel começou a doer, e isso era um problema, pois é um problema que o incomoda há algum tempo e essas caminhadas intensas causam muita dor. Fiquei muito preocupada, pois estávamos muito longe da barraca ainda. Parecia que já tínhamos caminhado uns 20 km e na verdade não tinha caminhado nem 5km.

Finalmente, por volta das 16:30 chegamos à barraca, mortos, com uma chuva prestes a desabar. Juntamos tudo de qualquer jeito, colocamos no carro e seguimos rumo à SALC.

Não veio o cume, mas veio uma sensação maravilhosa de missão cumprida, a tentativa foi feita e demos o melhor de nós. Pra mim foi sublime, uma experiência realmente muito intensa pra uma pessoa que está só começando a conhecer o reino encantado das montanhas!

Ah sabe aquele casal estranho do carro?? Não estava mais lá, mas havia um cheiro forte de coisa queimada, que fiquei com medo de ter um corpo “desovado” por ali kkk. Sim, puro preconceito e neurose da minha parte, no máximo foram até lá fazer algum ritual, mas confesso que fiquei assustada rs.

Voltamos para SALC, paramos para tirar nossas últimas fotos com o Tuzgle e seguimos para não pegar aquela chuva toda, pegamos um chuvisco no caminho mas na cidade não estava chovendo.

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Voltamos para o aconchego de La Esperanza, o Sergio sempre sorridente e solícito, nos indicou um quarto, tomamos nosso banho e “jantamos” empanadas feitas na hora por volta das 16h. Depois disso não saímos mais do quarto, já emendamos nosso sono da beleza.

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Dia 06 - 30/12/13 – San Antonio de Los Cobres - AR

No dia seguinte tínhamos outra missão, tentar cancelar uma reserva no hotel Las Nubes ali mesmo em Salc. Fiz essa reserva por segurança para o dia 27/12/13 pelo booking.com, mas quando encontrei a pousada La Esperanza e tentei cancelar a primeira já não podia mais fazer sem ter que pagar toda a diária, então entrei em contato com o hotel e pedi para adiar para o dia 31/12/13 o que foi aceito, mas nossos planos mudaram, não tínhamos mais condições de escalar montanhas, eu cansada demais e o Manoel com o joelho muito comprometido. Fomos até lá, mas não teve negócio, o máximo que conseguimos foi adiantar para aquele dia 30/12. O hotel é grande, bonito, mas os quartos não têm nada demais, o café era basicamente o mesmo que havia no Sergio. Enfim, ficamos o dia de bobeira, passeamos pela cidade e fomos jantar no Sergio rs. O melhor restaurante da cidade, contamos pra ele do ocorrido e perguntamos se ele atenderia ex hóspedes, e claro, ele nos atendeu prontamente. Jantamos e voltamos para o hotel, estava muiiito frio. No outro dia, com a nova programação seguiríamos para Purmamarca, onde originalmente não pernoitaríamos, mas com os novos planos tentamos arriscar ir lá procurar um hotel e passar o réveillon.

 

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Dia 07 - 31/12/13 – SALC – SALINAS GRANDES – CUESTA DEL LIPAN – PURMAMARCA - AR

No roteiro original visitaríamos as Salinas e faríamos o caminho pela Cuesta del Lipán, o Sergio nos deu dicas pra fazer um caminho, digamos, mais direto. E que caminho, desde o começo do planejamento sabíamos que o auge dessa viagem seria o caminho. Eu amo a paisagem árida da argentina, e encontramos muitas lhamas, guanacos e mais cardones gigantes.

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Saímos do hotel às 10h e seguimos pela ex RN 40, um caminho de rípio, cruzamos a 38 e depois a 75 até avistarmos a 52. Antes de avistar a RN 52 que é asfaltada, víamos de longe as Salinas, mas o melhor caminho não era por ali. Chegando à RN 52, seguimos à direita, e por volta do KM 63 vimos as Salinas Grandes. A salina é muito bonita, tinha partes que tinha água, muito legal a experiência.

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Ficamos por lá, tiramos fotos e seguimos para a tão esperada Cuesta del Lipán. Gente, é maravilhoso, é um caminho lindíssimo, pegamos chuva no caminho, e apesar de ser bastante perigoso, vale a viagem, e aqueles 03 primeiros dias entediantes. Com formações rochosas inusitadas, derrumbres, cactos, nevados ao longe, lindo demais! Gostei mais do que Los Caracoles, dá até vontade de fazer a pé pra apreciar mais.

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Por volta das 15:00 h chegamos a Purmamarca e fomos procurar hotéis, eu já havia pesquisados hotéis nessa cidade, mas pelo elevado preço das hospedagens resolvi que seria melhor passar o réveillon em Tilcara, porém, agora lá estávamos nós. A cidade é muito pequnena, mas de entrarmos na cidade já víamos hotéis bastante atraentes, ao chegarmos na cidade, vimos muito mais. E também vimos muitos turistas passeando pelas ruas ou com suas mochilas indo a algum lugar. Paramos em dois hotéis pra perguntar por favor, um tinha, outro não, mas vi uma placa de um hotel que pensei em reservar, mas desisti pelo preço, fomos até lá dar uma olhada pra ver se não havia alguma promoção de ano novo. Chegando lá fui até a recepção e o hotel não devia nada para as fotos que havia visto na internet. O hotel é o Marques Del Toro, é lindíssimo, e o preço, não era dos mais acessíveis, cerca de R$ 220,00, sendo uma da especial, resolvemos nos dar esse presente rs, ainda tínhamos vista da sacada do Cerro Siete Colores, principal atração da cidade. Deixamos nossas coisas, guardamos o carro e fomo procurar algo pra comer, logo encontramos um restaurante, o La Chiqueria, charmosinho e quente, fazia muito calor em Purmamarca, eram 16h e o sol brilhava. Manoel foi de milanesa e eu de empanadas, deliciosas por sinal e com preço justo.

Depois de almoçados, fomos passear pela cidade, visitar lojas e a feira d e artesanatos, as ruas estavam bastante movimentadas, e perto da “rodoviária” estava bem mais. Depois de conhecer a cidade, que é bem pequena, mas bem gostosa, bem mais turística que SALC, repleta de bares, restaurantes e hotéis voltamos para o hotel para descansar e aproveitar um pouco daquele quarto enorme rs. Havia uma piscina no hotel, mas logo o sol que estalava lá fora deu lugar à uma brisa fria rs.

Por volta das 21h saímos pra jantar, no hotel haveria ceia, mas o preço era caro demais para nós. Resolvemos procurar um lugar fora pra jantar. Havia alguns bares abertos e optamos por um em que o menu era pizza. Entramos, escolhemos nossa pizza e reparamos que havia um pequeno palco montado e pra nossa surpresa haveria um show mais tarde.

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Por volta das 22h começou um pequeno show, um cantor, um violão e um outro instrumento que não lembro o que era rs. Mas foi delicioso, havia pessoas de várias lugares da Argentina e também do mundo, alemães, Noruegueses, colombianos, e no momento da virada todo mundo confraternizou, brindamos com sprite e fomos todos pra fora do bar ver os poucos fogos que havia. Ao todo gastamos cerca de R$ 60,00 por uma noite deliciosa e aconchegante. Por volta de 1h voltamos ao hotel, afinal o show havia acabado.

 

Dia 08 - 01 /01/14 – Purmamarca a Tilcara-AR

No dia primeiro do ano acordamos e fomos tomar nosso café da manhã, muito gostoso por sinal, mas apesar de ser um hotel bem luxuoso, não era tão farto como os servidos normalmente no Brasil (e viva o café da manhã maravilhoso do Brasil rs). Saímos do hotel por volta das 10 horas e subimos num morro no centro da cidade pra vermos o Cerro Siete Colores, mas não consegui ver as sete cores, e a luz daquele horário não o favoreceu, apesar do que havia lido a respeito.

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Tiramos umas fotos e seguimos para o próximo destino, Tilcara.

Tilcara fica muito perto de Purmamarca, cerca de 26 km seguindo pela RN 9. No caminho paramos na cidade de Maimará, pois tinha lido que ali eles produziam vinho. Até procuramos por uma bodega, mas depois ficamos sabendo que ficariam fechados até março.

Depois chegamos em Tilcara e resolvemos continuar até Iruya, passeio que prometia uma visão fantástica do caminho, a cidade fica cerca de 115m de Tilcara, pela RN 9, pela RP 13 e depois por uma estrada de terra. Passamos pelo trópico de Capricórnio, pela Quebrada de Humauaca, Humauca, tivemos problemas com combustível de novo, abastecemos, vimos mais paisagem bonita e finalmente vimos a placa à direita que indicava a entrada para Iruya, passamos essa e entramos na segunda placa, era por volta de 13h e havia uma formação de chuva não muito longe. Ao lermos relatos de pessoas que estiveram lá, vimos que a estrada era digamos, especial, se não chovesse, você enfrentaria uma estrada ruim, mas se chovesse você iria ficar ali por um bom tempo por conta do rio que atravessa a estrada por várias vezes. No entanto, pra nós, que estávamos num carro sem tração, havia outro problema, as subidas, se chovesse o carro, carregado como estava, não subiria. Andamos uns 10km e encontramos um cidadezinha e dali mesmo resolvemos voltar, tinha muita vontade de conhecer Iruya, mas arriscar ficar por lá não estava em nossos planos.

Voltamos pra Tilcara e fomos procurar nosso hostel, o Pueblo Del Indio, ao encontrarmos nos deparamos com um recadinho na porta fechada que deveríamos procurar a recepção do Viento Norte, um hotel de luxo da cidade, pois eles compartilhavam funcionários. Eu já sabia disso, pois no booking.com eles avisavam a respeito. Resolvemos dar uma volta pela cidade e procurar almoço. Tilcara é maior que Purmamarca, mais estruturada, achei também muito charmosa e agradável, comemos uma pizza perto da praça, tomamos sorvete e fomos procurar o Viento Norte, que era perto de onde estávamos, falamos com a recepcionista e ela enviou outra funcionária para fazer nosso check in. O Pueblo Del Indio é muito bom para os padrões de um hostel, tinha um quarto bastante confortável, um banheiro excelente e é uma construção de pedra muito bonita. O inconveniente é que não tem ninguém na recepção, se precisar de algo tem que se virar. Há um bar que divide o pátio com o hostel, e lá que era servido o café da manhã.

Desde SALC estávamos tendo problemas com a internet, ou melhor, com a falta dele, todos sofriam da falta de sinal, e o irônico é que todos os hotéis ofereciam wi fi, como diria o Manoel #SQN rs.

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Nos instalamos no quarto, testamos o wi fi, que também não estava funcionando, e fomos passear um pouco mais pela cidade e também cancelar uma reserva que havia feito, mas como adiantamos nosso itinerário, precisávamos cancelar. Procuramos pela rua onde ficava a pousada, e fomos procurar pelo número que estava indicado no endereço, chegamos ao fim da rua e nada da pousada. Voltamos pelo mesmo caminho e abordamos uma senhora que nos disse não conhecer a pousada e disse também que os números não seguiam sequencia rs. Ahhhhhhhh bom, agora sim fazia sentido, bem que notamos que os números iam do 200 para o 700 sem ordem nenhuma rs. O que nos restava era subir uma ladeira pra ver se a tal pousada estava em cima do morro, e estava! A cidade de Tilcara assim como as anteriores, é cercada de montanhas o que as tornam mais charmosas. Chegamos na Posadita Yacoraite e falamos com a moça que veio até nós, explicamos a situação, ela a principio negou, disse que pela falta de internet não conseguiria cancelar, nos oferecemos pra pagar a comissão para o booking e ai ela acabou dizendo que tentaria cancelar quando a internet voltasse. Pelo jeito ela conseguiu, pois não veio a cobrança no cartão.

Ainda precisávamos de internet pra adiantar a reserva de Salta e Foz do Iguaçu. Por sorte uma das lan houses da cidade usava um provedor diferente e consegui enviar email para os hostels das próximas reservas e os dois prontamente adiantaram as reservas.

Depois de tudo resolvido tomamos um café em uma cafeteria super fofa, passamos no mercadinho pra comprar o jantar e voltamos para o hostel.

 

Dia 09 - 02/01/14 – Tilcara a Salta

Acordamos por volta das 8h da manhã e fomos tomar o café da manhã no bar, café bem simples e gostosinho, tinha doce de leite e requeijão, e isso pra mim é ótimo rs.

Depois do café ajeitamos as coisas, pagamos cerca de R$ 150,00 e fomos para Salta. Até Salta são cerca de 180 km, nesse caminho passamos passamos pela capital de Jujuy, San Salvador de Jujuy, não muito depois da capital pegamos uma um trecho estranho da RN 9, este trecho começou estreito, e terminou também rs. É uma estrada linda, montanha de um lado, barrancos de outro, com todas as curvas do mundo, repletas de árvores sombreando lindamente o caminho, mas com apenas QUATRO metros de largura, em alguns trechos, TRÊS metros. Ou seja, pra dois carros passarem ao mesmo tempo, um tinha que parar grudado no barranco ou na montanha rs. Como carona eu me diverti muito, já o Manoel como motorista, nem tanto. Por uns 5km tivemos estrada normal, no mais, chegamos em Salta com aquela largura toda kk.

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Chegamos em Salta por um lugar totalmente diferente do lugar por onde havíamos passado na ida, quando fomos pela RN 51 para SALC. Chegando pela RN 9 encontramos uma cidade movimentada, grande, bem diferente da parte da periferia que vimos anteriormente. O GPS nos ajudou a encontrar o hostel, muito bem localizado por sinal, o El Argentino. Já que fiquei em muitos hostels na minha vida, mas gente, esse era bem derrubadinho rs. O nosso quarto dava para a área comum, tinha uma porta e uma mini janela que também dava para a área comum e era só uma telinha, lembrei na hora do hostel big brother que quase ficamos em Mendoza ano passado rs. Mas era só uma noite, resolvemos encarar a telinha e o ventilador no calor infernal de Salta. Lá não tinha janela, não tinha estacionamento, não tinha café da manhã, às vezes não tinha recepcionista, mal tinha lençol e sobravam goteiras como pudemos constatar mais tarde.

Salta é capital da província, então era bem diferente de todas as outras cidades que ficamos. Nossa intenção por lá (principalmente minha rs) era comprar vinhos. Fomos até um Carrefour perto do hostel. Combinamos que deixaríamos o carro em um estacionamento ao lado, ao preço de 50 pesos pela noite e fomos até o mercado. Compramos os vinhos, umas coisas para o café da manhã do dia seguinte, fizemos toda uma nova organização no carro para acomodarmos os vinhos comprados, acho que vamos até patentear a técnica kkk.... fizemos camadas com os sacos de dormir, colocamos malas e milhões de coisas em cima e eles vieram até o Brasil sem dar um pio e sem chamar atenção rs.

Na saída o Manoel notou um pneu meio murcho e resolvemos procurar uma borracharia, deu trabalho pra achar, abastecemos nesse meio tempo e depois encontramos uma borracharia, o pneu estava realmente furado e felizmente não deixamos para o dia seguinte, pois isso nos atrasaria muito. Deixamos o carro no estacionamento e fomos passear pela cidade, queríamos muito visitar o Museu de Alta Montanha, mas pra nossa tristeza havia fechado fazia meia hora. A surpresa boa foi termos encontrado uma praça muito linda, e animada, com banda tocando ao vivo e com a cara de Santiago no Chile , gente, se me dissessem que estava em Santiago eu acreditaria, parecida demais a praça. Passeamos, por lá, tiramos foto, ouvimos a banda cantando de tudo, Beatles, Maroon 5 entre outros, o Manoel comprou até o CD.

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Saímos da Plaza 9 de Julho e fomos procurar um lugar pra jantar, entramos em uma pizzaria que estava com a temperatura em torno 55 graus, de tão quente. Sentamos perto de um ventilador gigante e fizemos nosso pedido. Depois de uma meia hora eles ligaram o ar condicionado e não muito tempo depois começou a chover bastante, e nós estávamos a pé.

A volta foi bem gostosa, teve banho de chuva, outra surpresa rs... chegamos no hostel para o quartinho big brother, eu tomei banho frio, pois achei que a opção quente não existia rs. Fui até a recepção avisar que sairíamos cedo no dia seguinte e estava tudo inundado, muitos baldes pelo chão para tentar aparar água que caia , mas não dava conta, um funcionário puxava com o rodo o excesso rs.

Eu consegui dormir, o Manoel passou a noite quase toda acordado, por conta da cama ruim, calor, ventilador barulhento. Era o hotel mais barato do booking.com, não podia pedir muito, a noite custou cerca de R$ 45,00 mais R$ 15,00 do estacionamento.

 

Dia 10 - 03/01/14 - Salta a Presidência Roque Saenz Peña -AR

Às 6:50 estávamos na porta do estacionamento e o Sr. Raul dono do estacionamento que estava preocupado em acordar tãoo cedo para abrir a garagem e nós não aparecermos ficou surpreso com a nossa presença ali antes das 7 h. Muitas surpresas kk.

Pegamos o carro e o GPS nos levou para uma estrada de terra nada a ver, perdermos uma hora nessa conversa, voltamos e seguimos para PSRP pela estrada correta, 640 km com muita chuva nos aguardavam.

O caminho, como na ida, foi entediante e a chuva não nos dava trégua, comemos nosso café da manhã no carro mesmo, e por volta de 13h paramos num ponto de ônibus pra fazer nosso almoço cup noodles, o Manoel não se sentia muito bem, comeu apenas para me acompanhar, grande erro. Chegamos em Saenz Roque por volta de 15 h com o Manoel passando muito mal, fomos direto ao Hotel Aconcágua pra ver se tinha vaga, e já ficamos por lá. Fizemos check in e fomos para o quarto e ele não saiu mais de lá, ficou realmente mal do estômago, que já estava ruim, depois do cup noodles só piorou, eu também fiquei indisposta mas nem tanto como ele. Saí pra procurar uma farmácia aberta, missão difícil em pleno horário da siesta deles. Felizmente encontrei uma aberta e apesar de o farmacêutico não me entender direito, trouxe uns remédios que fizeram bem par a o Manoel.

 

Dia 11 - 04/01/14 – Saenz Roque a Foz do Iguaçu- PR

Depois da noite tenebrosa o Manoel estava bem debilitado, mas nem conseguiu comer direito no café. E claro, sendo ele um teimoso, seguimos viagem mesmo assim, saímos do hotel, abastecemos e saímos pra Foz por volta de 10h. Esse caminho era o mesmo que tivemos todos os problemas com polícia na ida, se a outra opção de caminho não fosse o Paraguai, teríamos feito outro roteiro. Mas enfim, continuamos, paramos na beira da estrada e compramos uma mini adega de madeira que estava baratíssima e alguns km depois começou nosso tormento. Policia Caminera, carro brasileiro = carro parado pra uma tentativa de extorsão.

Nesse dia também estava me sentindo mal, depois do café só consegui jantar, assim como o Manoel. Estava sem o menor saco pra policia safada. Paramos, pediram documentos, falaram de cara que não podíamos levar a adega, eu tirei o cinto pra alcançar a carta verde que pediram e o guarda já disse que estava sem o cinto, que tinha multa :S Chamaram o Manoel para a guarita e lá começou outra sessão de corrupção escancarada, queriam 1000 pesos pra não multa-lo por conta da adega, disseram que a multa era muito cara, 40.000 pesos. Ele alegou que não tinha mais pesos, pediram dólares, pediram reais, falaram novamente da multa exorbitante, mas o Manoel continuou dizendo que não tinha mais dinheiro nenhum, que eles podiam fazer a multa, que eu estava passando mal e ele queria embora. No final, depois de uns 25 minutos, vendo que não tirariam nada dele com aquela conversa fiada, o liberaram.

Fomos parados por policiais da Gendarmeria Nacional, mas não houve tentativas de extorsão dessa vez e podemos seguir viagem. Chegamos em Foz do Iguaçu por volta de 20:30 e fomos procurar nosso hostel Paudimar, mais conhecido como Albergue da Juventude, recomendadíssimo, estrutura excelente, tem cozinha, restaurante, lanchonete (com preços muito acessíveis), piscina, wi fi, café da manhã farto, estacionamento, realmente excelente. Neste horário nosso apetite já havia voltado, e aproveitamos para jantar no restaurante lá mesmo. Depois cama porque o dia seguinte também seria longo.

 

Dia 12 - 05/01/14 – Foz do Iguaçu –Ciudad Del Este – São José do Rio Preto SP

Neste dia acordamos cedo, tomamos nosso café e fomos comprar umas bugigangas no Paraguai, o que seria rápido nos tomou algumas horas e só pegamos estrada por volta do meio dia, paramos para almoçar numa cidade vizinha, com comida boa e barata. Chegamos em Rio Preto por volta das 21:30. Tudo certinho com a graça de Deus. Voltar pra casa em segurança é viagem com sucesso! ::otemo::

 

[http://viajarpravivermais.blogspot.com.br]

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Muito bom o o relato, se possível coloque mais fotos :D

 

Uma pena esses episódios de extorsão. Fiz uma trip pelo Uruguai, Argentina e Chile agora em Janeiro e não fui parado uma única vez nas estradas, passei pela RN 12vindo de Resistência de Corrientes a Puerto Iguazu na volta e graças a deus foi tranquilo, só escutava um adelante caballero, buen viaje nas barreiras. Na ida ao atacama em 2012, em Jujuy, um policial da caminera tentou achar algo pra extorquir, mas no fim desistiu. Infelizmente dependemos de sorte pra passar batido, mas faz parte da aventura.

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Muito bom o o relato, se possível coloque mais fotos :D

 

Uma pena esses episódios de extorsão. Fiz uma trip pelo Uruguai, Argentina e Chile agora em Janeiro e não fui parado uma única vez nas estradas, passei pela RN 12vindo de Resistência de Corrientes a Puerto Iguazu na volta e graças a deus foi tranquilo, só escutava um adelante caballero, buen viaje nas barreiras. Na ida ao atacama em 2012, em Jujuy, um policial da caminera tentou achar algo pra extorquir, mas no fim desistiu. Infelizmente dependemos de sorte pra passar batido, mas faz parte da aventura.

 

Obrigada, Hlira! Fizemos m roteiro muito parecido com esse seu em março/13 e só tivemos problemas com a polícia do Paraguai, por isso que apesar dos pesares, voltamos pelo mesmo caminho da ida, porque é o Paraguai é terrível. No mais, foi uma viagem rápida, mas fantástica. Coloquei mais algumas fotos! Abç

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    • Por Ricardo Bueno
      Conhece o norte da Argentina? Não? Então você não sabe o que está perdendo. Paisagens de cair o queixo, gente amigável e o melhor: tudo baratinho!
      Fiz um tour de 8 dias passando por San Salvador de Jujuy, Purmamarca (Cerro de los Siete Colores), Salinas Grandes, Humahuaca (El Hornocal), depois fomos para a província de Salta e passamos por San Antonio de los Cobres (onde fizemos o passeio Tren a las Nubes), Cachi (Cuesta del Obispo, Parque Nacional los Cardones), e por fim a cidade mais charmosa: Salta.
      Gastamos em média 100 reais com hospedagem (por pessoa) - quartos privados. E em média uns 20 a 25 reais por refeição (almoço/jantar). E olha que escolhemos ótimos lugares! Mas também passamos mal 2x, e foi tenso (citamos nos vídeos). Relatamos tudo isso em nosso canal no Youtube (usamos nosso drone para fazer algumas imagens). Lá você vai encontrar todos os detalhes que precisa. Escrevemos nosso roteiro na descrição dos vídeos. E caso fique alguma dúvida você ainda pode nos escrever por lá. Respondemos prontamente!
      Se for visitar nosso canal não deixe de se inscrever. Somos um casal que ama viajar pelo Brasil e pelo mundo e compartilhar nossas experiências nas redes sociais. Falamos também de gastronomia e vira e mexe arriscamos a gravar uma receitinha também. Esperamos que goste!
      Nos siga também no Instagram: www.instagram.com/ossaboresdomundo/
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      O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/02/2020 às 7h15, com chegada em Assunção aproximadamente às 09h00. No Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi o processo de migração foi bem tranquilo, até por conta de ser uma simples escala (aproximadamente 8 horas). De lá pegamos um táxi (100.000 guaranis, em torno de R$77) que nos deixou exatamente no Panteão Nacional dos Heróis, de onde iniciamos a visitação na cidade. Além do Panteão, visitamos o Palácio de Los Lopez (apenas a vista externa), Museu Casa da Independência e a Catedral Metropolitana de Assunção (apenas a vista externa). Nota-se a existência de muitas praças nas redondezas. Casas de cambio no local são bem comuns e fáceis de achar. A cerveja Pilsen é a característica da região, a base de Mandioca, muito boa para dar uma degustada. Além dela, tomamos também uma Budweiser 66, mas não chegou nem aos pés da cerveja característica da região.
      Fato interessante no Panteão é acompanhar a troca de turno dos guardas do local, pois é uma cerimônia muito bonita de ser vista. Após rodar pelas principais praças, ruas (comercio eletrônico é o forte do local) e feiras, decidimos almoçar; encontramos o Carlito's Way Bar & Restó, assemelha-se a um pub, local muito confortável, preço justo e comida boa. Após o almoço pegamos um Uber até o Shopping Del Sol (32.400 guaranis, em torno de R$25) onde demos uma volta, tomamos um bom café e pegamos outro Uber de volta para o Aeroporto (30.000 guaranis, em torno de R$23).
      Nosso voo partiu rumo à Buenos Aires às 18h25, chegando na capital argentina às 20h15. Após chegar no Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza) pegamos um Uber diretamente para o Siga La Vaca (719 pesos, em torno de R$57) que fica nas dependências do Puerto Madero. Jantamos no local e, sinceramente, despensa comentários. O valor do rodízio por pessoa sai por volta de R$100, com diversos cortes de carne, além de um buffet excepcional, uma bebida inclusa e também a sobremesa.
      Após o jantar caminhamos pelo calçadão do Puerto tomando algumas latas de Quilmes, até então pegarmos um táxi para o Aeroparque Internacional Jorge Newbery, onde passamos a noite aguardando o voo para Salta.
      Nosso voo partiu rumo à Salta às 05h15, chegando na capital da província às 07h20. A primeira vista ao sair do Aeroporto Internacional Martín Miguel de Guemes é deslumbrante, com toda a cadeia montanhosa cercando sua vista, realmente de deixar abismado.
      Havíamos realizado uma reserva de um carro através do site Rentcars, mas em específico da locadora Rentar Low Cost, a qual a princípio aponta ter um local nas dependências do aeroporto, mas não tem. Apesar disso o carro foi entregue na hora marcada pelo site (08h), mas graças ao auxílio de um outro profissional que entrou em contato com nossa locadora. Na reserva solicitamos um Renault Logan equipado com GPS (inclusive pagamos as diárias do mesmo), porém na entrega foi nos dado um Ford EcoSport sem a presença do navegador GPS, mas por questões de manter o planejamento decidimos seguir desta maneira. Um vacilo foi termos feito a pré-reserva no Brasil e deixar o pagamento para o local, pois com a subida considerável do valor do dólar acabamos gastando mais no aluguel do carro, mas segue como aprendizado para próximas expedições. Em todo caso, indico que analisem outras locadoras que já tenham guichê no próprio aeroporto.
      Saímos de lá por volta das 09h e partimos sentido San Miguel da Tucumán, o trajeto todo foi feito pela famosa Ruta 9, em uma totalidade de 311km, levando cerca de 5 horas para chegar. O tempo foi devido algumas paradas em pontos de interesse, postos de combustíveis, mercado e blitz. Neste trajeto paramos em um posto YPF exclusivamente para comprarmos um mapa que abrangesse toda a região do NOA. Isso nos ajudou a tirar algumas dúvidas no trajeto, mas o ponto guia foi o Google Maps, mas somente após Tucumán, onde explicarei mais à frente.
      Neste trajeto o único incomodo foi durante uma parada em um posto de controle da Gendarmeria Nacional, onde tivemos problema para abrir o porta mala do carro, além de todos os questionamento dos policiais, conferencia de todos os documentos pessoais e do carro e também revista de todas as malas. Mas ao final deu tudo certo. Observa-se que é muito comum a presença destes postos de controle ao longo das estradas, além dos postos fixos (geralmente nas entradas e saídas de algumas cidades maiores) também existem vários postos pontuais ao longo das rotas nacionais.
      Ao chegarmos em Tucumán, o primeiro passo foi achar um Hotel, escolhemos o Hotel del Jardin, pagamos um preço justo, contando com seu café da manhã, estacionamento e também com uma localização muito boa. Fomos então comer algo, onde achamos um Mostaza a duas quadras do hotel, pedi um Mega Doble Cuarto, e, sinceramente, que lanche! Era um domingo, durante a tarde a região central de Tucumán estava muito vazia, então ao voltarmos ao hotel aproveitamos para tomar banho e descansar, pois a noite no Aeroparque tinha sido bem puxada. Após um bom descanso, resolvemos sair para tomar alguma coisa. Em frente ao Burguer King (também a duas quadras) achamos uma Drugstore, foi onde ficamos por algumas horas, aproveitamos a promoção de Quilmes, Brahma e Stella que ali estava rolando. Após algumas cervejas derrubadas, voltamos para o hotel para descansar para a jornada do dia seguinte. Curiosidade simples, mas interessante, é observar os rótulos da cerveja Quilmes e Brahma, onde a primeira exalta o nacionalismo, a pátria e sua excelência na produção, já a segunda exalta a importância de padrões internacionais de produção, dando um contraste interessante para as mesas de bar.
      No dia seguinte (02/03/2020) partimos por volta da 09h do Hotel para visitarmos o Museo Casa Histórica de la Independencia, local repleto de aprendizados e que vale a pena visitar. Neste dia estava havendo uma manifestação na região central de Tucuman, devido a isso o transito estava complicado, então paramos em um local proibido para podermos ir ao mercado comprar algumas coisas para comer na estrada, os preços do Carrefour estavam em uma boa média. É legal observar nos mercados algumas etiquetas escritas Precios Cuidados em alguns produtos, isso é uma medida aplicada pelo governo para congelar alguns preços a fim de combater a inflação no bolso do consumidor final. Voltando para o carro foi quando veio a surpresa, uma multa por estacionamento irregular, acontece...
      Seguindo então o planejado, abastecemos no YPF (média de 60 pesos por litro – Gasolina Super), vale ressaltar que lá a gasolina é chamada de Daft, aprendi isso na prática ao abastecer pela primeira vez. Após encher o tanque partimos sentido Cafayate. A estrada em si é bem tranquila de dirigir, apenas com alguns trechos de serra que exigem maior atenção, ainda mais quando existem caminhões próximos a ti. Neste trecho realizamos uma parada no Mirador del Rio, um ponto estratégico para umas boas fotos nas correntezas do Rio la Angostura. Pouco tempo depois, chegamos em um ponto chamado El Indio, onde há uma escultura muito notória, ponto alta dessa serrania, além disso, há também uma interessante feira de artesanatos e artefatos locais, vale a pena uma parada. Esse ponto faz parte da cidade de Tafí del Valle, por isso encontra muitos artesanatos que referem ao local em questão.
      O trajeto é muito bonito, interessante notar a diferença existente, onde observa-se trechos uma mata muito densa, e pouco a pouco o clima do deserto vai mostrando sua cara. A mudança ocorre profundamente ao passar pelo Dique la Angostura, um enorme lago que situa-se um pouco antes do centro de Tafí. Mais adiante encontra-se uma bela vista panorâmica da região, situada à 3.042m de altitude, ponto bom para algumas fotos e compra de artesanatos (local onde vimos a primeira Lhama). Dali continuamos pela Ruta Provincial 307 até seu final, que encontra-se diretamente com a Ruta Nacional 40, no chamado Colalao del Valle. Um pouco a frente deste ponto encontra-se a divisa provincial Tucuman – Salta. É certeira a presença de postos de controle policial na saída/entrada de fronteiras das províncias, portanto a parada nestes postos acaba virando rotina. Na entrada da província de Salta fomos parados, mas perguntaram questões de praxe, como solicitação dos passaportes/RGs, questões de destinos e afins.
      Seguimos pela Ruta 40 até Cafayate, local onde passamos de forma rápida, acessando então a Ruta Nacional 68, palco de locais fantásticos para paradas ao longo do caminho até Salta. O primeiro ponto é a Quebrada de las Conchas. Deixamos o carro na beira da estrada (junto à algumas vans de turismo) e adentramos o local de acesso. Essa parada vale muito a pena, tem uma vista incrível, a caminhada até a beira do rio que cerca essa quebrada é bem tranquila e rápida. Em épocas de seca é possível atravessar o rio sem maiores dificuldades, podendo então adentrar a quebrada e ter uma boa sensação e ponto para fotos. Nessa época de seca observa-se que a maioria dos rios da região encontram-se quase ou totalmente secos, é um cenário espantoso.
      A próxima parada nessa mesma Ruta 68 foi o Mirador Tres Cruces, com uma notória parada à beira da estrada. O local é um ótimo ponto para boas fotos, pois a vista realmente é de tirar o folego. No dia em questão estava com pouco movimento de pessoas, sendo ainda melhor para captar boas fotos. Mas como um todo é um local muito movimentado na região.
      Mais adiante chegamos no ponto mais comentado da região, El Anfiteatro; após o mirante comentado anteriormente deve-se ficar atento às placas, pois o Anfiteatro não tem uma boa sinalização de parada, com isso, torna-se fácil passar batido por ele. O local tem uma beleza indescritível, suas formações rochosas geram uma acústica incrível. Ao chegarmos lá tinham dois homens tocando e cantando no local, um com um violão e o outro com o violino, foi uma situação incrível de ser presenciada. Para melhorar ainda mais, chegou um casal e, conversa vai conversa vem, eles acertaram com os dois homens que iriam dançar ao som deles. Novamente, que situação incrível de ter presenciado, tornou-se um espetáculo lindo e emocionante.
      Após o belo espetáculo, seguimos para o próximo ponto de parada, a Garganta del Diablo, a qual fica à aproximadamente 1km do Anfiteatro. Esse local também tem uma incrível vista, sua formação rochosa gera um ponto afunilado com uma altura estrondosa, muito bela de ser vista e fotografada, daí surgindo seu nome. Ficamos alguns minutos no local observando sua beleza.
      Seguimos adiante pela Ruta 68, o caminho é super tranquilo, mas deve-se ficar atento à alguns deslizamentos rochosos que ocorrem nestas estradas, existem várias placas que advertem o condutor. Ao longo do trajeto passamos por mais algumas cidades, mas sempre se mantendo na mesma estrada até chegarmos em Salta. Chegando na capital da província por volta das 19h30, decidimos nos hospedar no Hotel Posada del Sol, localizado em uma boa região do centro e a apenas uma quadra da Plaza 9 de Julio. Após um belo banho decidimos sair para jantar, aproximadamente duas quadras da Plaza 9 de Julio fomos em um restaurante chamado La Higuerilla, e sem dúvidas foi um dos melhores de toda a viagem, atendimento excelente, comida e bebida em um ótimo preço, realmente muito bom. A diária neste hotel estava saindo por volta de R$200, vale a pena analisando que são para duas pessoas, com banheira, ar, café da manhã e ótima localização.
      Partimos do hotel por volta das 09h, completamos o tanque no YPF (estava com ¼, saiu o mesmo valor que antes, por volta de R$177). Seguimos então sentido San Salvador de Jujuy, existem duas rotas principais para chegar até lá, a primeira dela e mais utilizada é a Ruta Nacional 34 juntamente com a Ruta Nacional 66, a segunda é através da Ruta Nacional 9, e foi essa que escolhemos. Ela é mais curta e sem pedágios, porém seu trajeto é muito complicado. O trecho é feito em grande parte por região montanhosa, onde mesmo sendo pavimentada a estrada é muito estreita, com diversas curvas sem visibilidade, deve-se rodar com cautela nesta estrada, que apesar da dificuldade é muito gratificante completar este trecho. Assim que saímos do trecho montanhoso da Ruta 9 (próximo de El Carmen) fomos parados em um posto de controle policial, seguindo o mesmo padrão comentado anteriormente. Pouco tempo depois chegamos na capital da província de Jujuy.
      Na capital visitamos o Museo Histórico Provincial, existiam outros pontos no roteiro, mas devido horário e reformas não foi possível. Com isso, demos uma volta para registrar fotos de algumas catedrais (em especial a Basílica de Jujuy) e fomos almoçar no Welt, um restobar que fica bem ao lado da basílica, estava com uma boa promoção, por volta de 200 pesos à milanesa + um suco de limao incrível. Após o almoço tiramos mais algumas fotos na Plaza Belgrano, então voltamos ao estacionamento para pegar o carro e partir para a próxima aventura.
      De Jujuy nos encaminhamos para a Ruta Nacional 9, de onde seguimos passando por todas as cidades até Humahuaca, decidimos parar em alguns pontos na volta. Durante a rota paramos em um mirante muito bonito (Mirador El Monolito), onde há um retrato de Jesus Cristo no alto do palanque, local bonito para algumas fotos. Vale ressaltar que um pouco antes de Huacalera passa o Trópico de Capricórnio, então no local há um Relógio Solar, caso esteja com tempo vale a pena a parada para registro fotográfico.
      Chegamos então em Humahuaca por volta da 16h50. Fomos diretamente em busca de um Hotel, onde achamos o Hosteria Camino del Inca; um local super agradável, com um belo jardim, quarto aconchegante. Pagamos cerca de R$160 na diária, com café da manhã incluso, estacionamento privativo (muitos não contam com estacionamento) e escolhemos esse lado da ponte em especial, pois já é o lado da estrada que leva ao Hornocal, então por facilidade pegamos um Hotel ao lado da estrada.
      Após nos acomodarmos no Hotel, saímos para conhecer a cidade. O primeiro ponto que vimos foi o Monumento a los Héroes de la Independencia que fica bem na região central da cidade. É um monumento magnífico, inclusive pode ser visto de diversos pontos da cidade. Ao lado dele existe a Torre de Santa Bárbara, um ponto bonito também. Ao lado destes pontos existe um museu novo, pagamos cerca de 10 pesos para entrar, mas ainda está bem vazio em questão de obras e afins. Na escadaria e na praça são ótimos pontos para comprar de inúmeros tipos de artesanatos. Depois disso resolvemos encostar em uma lanchonete na Plaza Dr. Ernesto Padilla, onde pedimos algumas Empanadas e uma cerveja, foi quando veio a surpresa, nos foi notificado que na província de Jujuy não era permitido beber nas ruas, que se a guarda e/ou polícia turística identificasse nós poderíamos ser autuados. Decidimos então comer algumas empanadas e levar algumas latas para a viagem. Ao lado da lanchonete, com uma senhora que aparentava ter uma idade bem avançada, compramos um saco de folha de coca, pagamos cerca de 10 pesos. Com tudo em mãos partimos rumo ao Hotel.
      Chegando no quarto arrumamos algumas coisas para beliscar junto com as cervejas. Lá tomamos as cervejas Salta e Norte. O tempo estava frio, por volta de 10ºC, mas a sensação térmica garantia menos devido as rajadas de vento. Ligamos o aquecedor do quarto e resolvemos sair pela cidade. A cidade a noite é uma mescla, existem locais pouco movimentados, mas também existem diversos que tem um movimento constante. Fomos até o terminal, de onde então encontramos uma feira local. Lá observa-se que a situação é muito precária, com alguns locais de alimentação no início e depois repleto de tendas de venda de roupas e acessórios. Bem no meio do caminho passa um pequeno fluxo de esgoto. Foi notório que várias famílias que vendem ali também fazem do local a sua morada, pois praticamente todas as tendas maiores tinham um local atrás com camas e afins. É um local impressionante! Na volta decidimos parar para comer uma Parmegiana de Lhama no Restaurante Tejerina, já bem próximo da ponte. O local estava bem movimentado, ainda mais por ser dia de jogo, foi um bom jantar, bem caprichado, ficou em torno de 500 pesos para cada.
      Chegando no hotel decidimos descansar para poder seguir tranquilos dia seguinte, foi quando a situação mais complicada da viagem começou. Devido à altitude e também com o aquecedor ligado a horas o ar dentro do quarto acabou ficando muito seco, então realmente foi uma noite complicada para dormir. Além disso, durante a madrugada acordamos com um barulho intermitente de sirene, onde prevaleceu em intervalor por mais de 30 minutos, ouvimos algumas conversas sobre estarem atrás de uma pessoa na região, e nisso acordaram a todos. Apesar das dificuldades o conforto do quarto proporcional uma noite sem frio.
      Acordamos na manhã seguinte, tomamos um café muito bom e partimos por volta das 08h40 para El Hornocal. Rodamos aproximadamente 24km (40 minutos) para chegar no mirante, fomos os primeiros no local. Lá é cobrada uma taxa por veículo, em nosso caso pagamos 80 pesos para adentrar ao local. Realmente é uma vista deslumbrante, foi o ponto mais alto da viagem (4.350 metros de altitude). O carro fica bem no mirante, mas dá para descer o terreno até uma ponta da montanha, vale a pena para ter uma vista ainda mais privilegiada. Pelo local estar bem vazio pudemos passar próximos de alguns Guanacos. Este ponto também é conhecido por Cerro de 14 Colores, devido coloração da serrania, porém ela pode ser melhor observada em determinadas horas do dia, pois a posição do Sol influencia diretamente a existência de sombras em alguns trechos. Fizemos um mate, tiramos incontáveis fotos e então partimos para o próximo local. Saímos de lá por volta das 11h, sendo que enquanto descíamos a serra diversos carros e vans estavam subindo para visitar o local, observando que realmente é muito movimentado.
      Partimos para a cidade de La Quiaca, a famosa fronteira com a Bolívia. Chegamos lá entorno das 14h. Decidimos nos hospedar no Hotel Refugio del Sol, um local que já havíamos visto anteriormente, realmente vale a pena, o quarto é muito aconchegante, os donos são bem receptivos, ao lado do hotel tem um restaurante do mesmo dono. Nele nós pagamos R$200 na diária, apesar do valor ser um pouco elevado realmente compensa. O Hotel tem um estacionamento, mas decidimos deixar o carro na frente mesmo, a região aparentava ser bem tranquila. Após um belo banho e alguns minutos de descanso, decidimos ir para Villazón, foi quando nos encaminhamos andando para a Puente Internacional La Quiaca; a passagem para a Bolívia foi bem tranquila, apenas carimbaram a saída sem questionamento, a entrava na Bolívia também, após falarmos que apenas daríamos um volta na cidade e depois voltaríamos para a Argentina eles nem carimbaram a entrada. Lá achamos uma casa de câmbio, então demos uma volta pela região. Realmente é uma cidade totalmente comercial, os preços das malhas, tecidos, roupas e afins é muito atrativo, quem vai no intuito de realizar algumas compras vai se dar bem. Observa-se muitos ônibus vindos de outras regiões da Argentina para realizarem compras. Lá encontramos uma senhora que fazia um Pollo & Papa Cone, pagamos cerca de 15 bolivianos nos dois cones. Uma dica importante para essa região é a questão de fotografia, eles tem a crença de que uma foto pode roubar a alma de uma pessoa, portanto apenas tire fotos específicas de pessoas com devida autorização, caso contrário com certeza será advertido. Demos umas uma volta, compramos algumas coisa básicas e resolvemos voltar. Compramos uma Empanada na ponte, mas apesar do preço atrativo não recomendo. Para passar na migração argentina foi meio chato, nos fizeram diversos questionamentos, mas após comentarmos sobre o Hotel que estávamos hospedados a entrada foi concedida. No raio X passamos sem a verificação, pois o nível de compra que estávamos em mãos era totalmente pequena comparada ao que passa comumente por lá. Demos mais uma volta na cidade, passando pela Cartel La Quiaca – Ushuaia, a famosa placa que indica a distância até Ushuaia, o outro extremo do país. Chegando no hotel demos uma enrolada e decidimos ir jantar no restaurante de lá mesmo. Pedi uma Milanesa com Papas Fritas, interessante de provar o mesmo prato em diferentes lugares é observar a diferença de sabor. Para for lá é legal provar o Lomo a la Frontera, um prato típico dessa região fronteiriça. Tomamos algumas Norte e fomos então dormir.
      Na manhã seguinte tomamos um bom café da manhã no Hotel e saímos às 09h rumo à Tilcara, descemos então diretamente pela Ruta Nacional 9 até chegarmos na cidade de Tilcara. Neste caminho há um enorme posto de controle da Guendarmería Nacional, por conta de ser a rota de saída da Bolívia. Passamos por ele sem ser parados, mas notou-se que o controle é muito rígido, principalmente para quem está com grandes volumes de carga, onde os policiais verificam todas as malas, mochilas e ônibus. Lá em Tilcara é bem tranquilo de achar um local para estacionar, mas sempre há uma taxa equivalente ao nosso Zona Azul. Visitamos o Museo Arqueológico Eduardo Casanova, depois o Jardín Botánico de Altura e, por fim, o famoso Pucará de Tilcara. O interessante de deixar o Pucará por último é que os outros complementam de alguma forma a experiência que vai viver lá. O Pucará realmente é um local bom para passar um tempo razoável, fazer os dois caminhos, tirar muitas fotos, e na saída há também um local de venda de artesanatos.
      Saímos de Tilcara pela Ruta Nacional 9 e fomos até seu encontro com a Ruta Nacional 52. Deste ponto chegamos então em Purmamarca¸ uma pequena cidade da província de Jujuy que conta com aproximadamente 2.000 habitantes. Chegamos lá e já pegamos um Hotel, escolhemos o Hosteria El Viejo Algarrobo, quarto bem pequeno mas com tudo que é necessário para passar uma boa noite. Pagamos a diária R$130, preço justo, incluindo o café da manhã. O carro deixamos na frente, na rua mesmo, sem maiores problemas. Bom comentar que o Wi-Fi do local não funcionava, mas na praça ao lado tem Wi-Fi livre, portanto caso ocorra dá para se virar em urgência.
      Aproveitamos o dia e fomos visitar o Cerro de los 7 Colores, pagamos um valor simbólico para acessar o local. A vista frontal da montanha é realmente linda. Junto a isso saímos e fomos direto ao Paseo de Los Colorados, porém fizemos um caminho alternativo, na caminhada, ou seja, cortamos caminho em alguns momentos do circuito. Caso queira ir de carro é possível pelo caminho convencional. Finalizando o passei no final da tarde, decidimos então ir tomar umas cervejas e, mesmo sendo na província de Jujuy, deu pra tomar umas brejas nas mesas do Café El Algarrobo que estavam na praça. A Plaza 9 de Julio de Purmamarca concentra muitos comerciantes de artesanatos, assim como as ruas que a cercam. Foi o local onde mais comprei, tanto devido às variedades como em relação aos preços, os quais estavam melhores que em outras cidades da região. Fomos então procurar um local para jantar, onde achamos o Sabores del Norte, um restaurante próximo da praça, muito gostoso, com um preço justo, música ao vivo, foi um bom momento, a interação com o público foi bem interessante. Após uma bela milanesa fomos então para o Hostel.
      Acordamos por volta das 08h para mais uma jornada. Saímos do Hostel às 09h, pegamos a Ruta Nacional 52 e partimos rumo Salinas Grandes (67km). A estrada é bem tranquilo, com muitos Caracoles, com vistas de tirar o folego. Em um ponto da estrada chegamos no Monolito Cuesta de Lipan, um mirante à 4.170 metro de altitude, onde tem algumas bancas de artesanato com materiais muito interessantes, ótimo local para compra de lembranças. Seguimos mais adiante até a Salinas, onde para no segundo acesso (após passarmos por todo o trecho da Ruta cortando o local). Lá encontramos a guia Fabi, a qual nos acompanhou Salinas adentro. O preço do tour foi 400 pesos por pessoa. Durante o passeio ela contou muitos detalhe sobre a Salina e sobre a região como um todo, tirando várias fotos espelhadas, de perspectiva e afins. É um passeio que para quem vai ao local deve ser feito com certeza, vale a pena. Recomendo fortemente usar óculos de sol, pois o branco do sal reflete fortemente a luz solar, parecido com o que ocorre na neve.
      Após o passeio na Salinas pegamos as Rutas e dirigimos diretamente até Salta, onde seria nossa reta final. Em Salta nos hospedamos no mesmo Hotel que da última vez, o Posada del Sol. Chegamos e fomos diretamente ao Mostaza comer aquele lanche no capricho, depois pegamos algumas cervejas Iguana e Quilmes para tomar no Hotel. Nesse dia estava havendo uma manifestação religiosa contra o aborto, então a Plaza 9 de Julio estava bem cheia de católicos devido à realização da missa. Nesse meio tempo fomos jantar no Resto Bar Madero, ao lado da Plaza, o prato não vale tanto a pena, a cerveja é muito cara, mas como na província de Salta também é proibido beber nas ruas a cerveja acaba sendo encontrada mais em restaurantes mesmo. O jantar saiu por volta de 500 pesos para cada.
      No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos para o passeio do Tren a Las Nubes. A van sai da estação de Salta, no local há algumas vagas na rua, bem na frente da estação, o flanelinha cobra 150 pesos e dá uma autorização válida até às 20h, fiquem ligeiros, pois na volta haverá outro flanelinha querendo cobrar o mesmo valor novamente. A van saiu às 07h, o trajeto até San Antonio de los Cobres é bem cansativo, existem algumas paradas no caminho, onde ocorre um café da manhã e bons pontos para fotos. É um passeio bem histórico, onde os guias contas muitos fatos interessantes ao longo do trajeto. Chegando lá por volta das 11h, onde fomos diretamente ao trem. O passeio do trem dura aproximadamente 1h entre ida e volta. A única parada para descida é no famoso Viaducto La Polvorilla (4.200 metros de altitude), onde ocorre uma cerimônia de canto do hino nacional argentino e hasteamento da bandeira, local onde também há uma série de comerciantes que vendem alguns tipos de artesanatos. Após uma parada de 15 minutos o trem começa a retornar para San Antonio de los Cobres. Na volta almoçamos no Restobar El Malevo, onde comemos e tomamos algumas cervejas para nos preparar para a volta. A parte mais cansativa foi a volta para Salta, o trajeto realmente é muito cansativo. Nesse dia chegamos no Hotel e capotamos.
      Dia seguinte foi de turismo na região de Salta mesmo, fomos ao Museo Histórico del Norte, Cabildo, algumas catedrais por Salta, e o principal, o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, que sem sombra de dúvidas foi o melhor museu visitado em toda a viagem, conhecer a história por trás do Vulcán Llullaillaco, realmente é imprescindível visita-lo. O jantar desse dia foi uma parrila no Terraza Grill, com um custo de 400 pesos por pessoa, bem caprichado, vale a pena. Nesse dia o Boca ganhou a Super Liga Argentina em uma disputa indireta com o River, dessa maneira as ruas de Salta e a Plaza ficaram totalmente lotadas de torcedores, o clima na capital da província ficou incrível (perdi a conta de quantas pessoas estavam tomando cerveja em garrafas de refrigerante vazias). Na volta para o Hotel entramos em uma cassino para dar uma olhada, mas não foi muito atrativo.
      No último dia em Salta ficamos mais tranquilos, fomos ao Cerro San Bernardo, subimos com o famoso bondinho da região, um passeio bem tranquilo que vale a pena ser feito. Lá no alto tem uma feira de artesanatos muito boa. Demos uma volta em feiras de rua, comemos um belo Dog na feira próxima ao bondinho e aproveitamos para arrumar as coisas para o retorno. A noite jantamos na Unión Sírio-Libanesa, um jantar muito bom e regado a muitas cervejas.
      Dia seguinte estávamos de pé bem cedo, entregamos o carro no Aeroporto de Salta às 07h10, nosso voo saiu 09h15, chegando em Buenos Aires aproximadamente às 11h10. Lá perdemos muito tempo tentando pedir um Uber nas redondezas do aeroporto, sendo que no final acabamos utilizando o corriqueiro sistema de táxi do aeroporto.
      Neste ponto almoçamos, demos uma volta, fizemos algumas compras simples. Visitamos ainda a Casa Rosada, Cabildo e o Obelisco. Fomos ao Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, pegamos o voo às 19h10, chegando em Guarulhos às 22h do dia 10/03/2020.
      Ao todo foram 1837,2 quilômetros rodados ao longo destes dias.
      É uma região que com certeza voltarei mais vezes para mais explorações. 
       
       
       


















    • Por Raisa Karigyo
      Salta - Cafayate - Purmamarca - Tilcara - Iruya - Humahuaca
      Algumas fotos da viagem que fizemos em fevereiro pelo norte da argentina, nos estados de Salta e Jujuy. Nossa viagem começou na cidade de Salta, onde alugamos um carro na Hertz. No primeiro dia de viagem conhecemos o incrível Museu de Alta Montanha, que contém 3 múmias de crianças incas sacrificadas há mais de 500 anos e encontradas em 1999 no cume do vulcão Llullallaico, fomos também ao topo do Cerro San Bernardo para ver o pôr-do-sol e ter uma visão panorâmica da cidade.
      No dia seguinte seguimos de carro para a cidade de Cafayate. O caminho até a cidade, a Ruta 68, é lindo e possui diversas atrações, como a "Puente Morales", famosa por ter sido usada na gravação do incrível filme argentino Relatos Selvagens. Após a ponte, conhecemos a Garganta do Diabo e o Anfiteatro, formações rochosas que lembram cânions. Ao chegarmos em Cafayate, armamos a barraca no camping e fomos explorar a cidade, no dia seguinte fizemos degustação de vinhos na vinícola El Esteco. Cafayate é famosa pelo cultivo da uva Torrontés, que é uma espécie de uva de altitude. Inclusive, para os entusiastas, pode-se fazer várias "Bodegas" em um dia e provar vinhos o dia inteiro, há uma infinidade de opções, porém lembre-se que a Lei Seca na Argentina não possui tolerância!
      Depois de Cafayate seguimos pela incrível Ruta 40, até a Quebrada de las Flechas, outro tipo de formação rochosa com montanhas "em diagonal". A estrada de rípio (a qual fomos fortemente aconselhados a não seguir por não estarmos com um veículo 4x4), estava em boas condições e não tivemos problemas, porém nosso objetivo final que era a cidade Cáchi não foi alcançado devido às fortes chuvas do dia anterior.
      No dia seguinte dirigimos pela Ruta 33, estrada cheia de curvas e com ganho de altitude considerável. Além da altitude, o visual  estava sempre mudando, desde florestas verdes, montanhas coloridas e até cactos. As atrações nesse caminho são a sensacional "Cuesta del Obispo" (3340m), a "Piedra del Molino" (mirante panorâmico), o Parque Nacional Los Cardones e a Recta del Tin Tin. Após a descida da "Cuesta del Obispo" avançamos até a "Piedra del Molino" (3547m) - mirante panorâmico - no qual fomos deixados na mão pelo nosso carro alugado, a bateria simplesmente morreu. Depois de conseguir ajuda para empurrar, seguimos viagem pela Ruta 33, passamos o Parque Nacional "Los Cardones", com seus cactos gigantes e chegamos à "Recta del Tintin", estrada construída em cima de um caminho utilizado pelos incas séculos atrás, uma reta de aproximadamente 20Km. Estrada linda, com montanhas, flores, cactos e grupos de vicuñas atravessando a rodovia. Voltamos e dormimos na cidade de Purmamarca.
      Nos dias seguintes conhecemos Salinas Grandes, o terceiro maior deserto de sal do mundo. Para chegar, dirigimos pela Ruta 52, estrada cheia de curvas pela qual se chega à Cuesta de Lipan, que atinge 4170m acima do nível do mar. Depois seguimos para a pitoresca Quebrada de Humahuaca, composta por várias cidades e povoados, entre elas Purmamarca, Tilcara, Maimará e Humahuaca. Na quebrada de Humahuaca nos hospedamos no camping em Tilcara e participamos das festas, sabíamos que estaríamos em meio ao feriado de carnaval, mas não imaginávamos como seriam as comemorações. Nessas cidades a tradição de Carnaval é desenterrar o Diablo e pudemos acompanhar especificamente a descida dos diablos no povoado de Maimará, no qual a população do povoado e das cidades ao redor se reúnem em uma montanha, chamada Cerro Negro para festejar a descida dos diablos com banda, nieve, tempera e talco. Lembre-se de levar um óculos de sol grande (se tiver um com proteção lateral, melhor ainda!) chapéu ou boné e roupas confortáveis para se sujar. A brincadeira de carnaval é sujar quem está limpo e dela participam crianças, jovens e até os idosos!
      Para descansar do Carnaval, seguimos viagem (desta vez de ônibus) para a cidade de Iruya, um povoado muito pequeno de acesso difícil por estrada de rípio, cheia de precipícios. Por ter uma localização mais isolada, seu povo conservam vivas as tradições dos antepassados. Boa parte da população prefere não ser fotografada. Em Iruya subimos até o "Mirador del Cóndor", uma trilha de pura subida de aproximadamente 1h30 de duração e com o visual dos mais maravilhosos dessa viagem! Vale a subida perto das 17hs para curtir um pôr-do-sol e fotografar durante a "golden hour".
      Havíamos passado pela cidade de Humahuaca (a caminho de Iruya) e pegamos um tempo nublado, não pudemos ver o Cerro de 14 Colores, na serranía Hornocal. Como somos brasileiros e só desistimos de vez em quando, retornamos de Iruya até Humahuaca e fomos novamente tentar ver o Cerro, desta vez tivemos sorte e o céu azulzinho nos permitiu curtir a paisagem incrível das montanhas coloridas! O mirante do Cerro fica a 4350m acima do nível do mar, algumas pessoas podem sentir os efeitos da altitude, mas fique tranquilo, há uma ambulância para atendimento no local.
      Retornamos a Salta e pudemos passar um tempo descansando e caminhando pelas ruas da cidade. O apelido da cidade é "Salta, la Linda", com toda a razão! Principalmente no centro da cidade, o centro antigo, as igrejas e construções históricas, a praça 9 de Julho, há muita gente caminhando e a vida noturna de comércio, bares e restaurantes é intensa e vai até tarde da noite. Recomendo tomar uma cerveja Salta rúbia para aplacar o calor e admirar a cidade!
      Aéreo de Puerto Iguazu a Salta $7.875 (pesos argentinos)
      Total aproximado de investimento nessa viagem R$2.500,00 por pessoa
      Informações úteis:
      ·         Não há uber nessa região, porém há táxis e Remis (motoristas particulares que fazem corridas);
      ·         Custo médio de uma refeição 250 a 350 pesos;
      ·         Para esse roteiro em específico, recomendo o aluguel de um veículo, pode ser 1.0 que dá conta;
      ·         Custo médio de quarto privado em hostel entre 500 e 600 pesos (com variação para cima devido ao feriado de carnaval);
      ·         Se quiser acampar, há muitos campings com ótima infra estrutura (inclusive municipais) ao longo dessas cidades, com custo aproximado de 300 pesos por pessoa;
      ·         Levem protetor solar, protetor labial e hidratante. A região é muito seca e venta bastante!
      ·         Pegamos variação térmica de 8°C a 35°C, leve fleece e corta vento;
      ·         A população sempre foi muito amável e receptiva e dá pra se virar bem no portunhol


       






    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. 
      Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. 
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Então vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km.
      Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento.
      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. 
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      Câmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 triângulos de segurança;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile não fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formulário no computador.
      Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile.
      Não tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido".

      Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      Não tem custo.
      *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.
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