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‘Short Trip’ - Zona Leste da Europa (Romênia, Bulgária e Sérvia)


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Boa pessoal, vou fazer o relato bem sucinto =’)

A ideia era uma ‘short trip’ não muito popular e conhecer as capitais da Romênia, Bulgária e Sérvia a um custo baixo e com diversão garantida.

Ganhamos de ‘brinde’ uma visita a Roma, pois a conexão entre Roma e Bucareste era de 14 horas.

 

Roma

O tempo era bem curto em Roma, então optamos por conhecer o maior símbolo de Roma, o Coliseu e o Vaticano, menor Estado do mundo.

Tudo em Roma é muito perto, então foi tranquilo chegarmos aos pontos turísticos.

A estrutura do Coliseu realmente é de impressionar (não pense que é como o set de gravações do Gladiador), mas pensar que ali durante mais de 300 anos ocorreram dos mais variados tipos de espetáculos romanos é algo único.

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Algumas fotos depois, era hora de ir até a casa do Papa.

 

Chegando no Vaticano resolvemos ir até a Cúpula da Basílica de São Pedro. Até aí tudo bem, duas opções: £ 5,oo para ir de escadas ou £ 7,oo de elevador.

Ok, era hora de economizar dois euros e subir a escadaria, afinal elevador era para os fracos.

Esse era o discurso até a metade do caminho. Depois de mais 30 min subindo escadas, certamente essa foi a pior economia já feita em um passeio.

Essa era a primeira parte da subida, onde se viam enormes mosaicos que já valeriam subir toda aquela escadaria.

Porém, ali não era nem a metade do caminho para chegarmos ao topo da cúpula. Ok, bora subir ...

Depois de mais centenas de degraus em um caminho muito estreito – isso mesmo, nada de ponto de descanso-, chegamos ao topo. Ali tínhamos uma vista de toda a cidade Roma, realmente espetacular. A título de curiosidade, foram 551 degraus ao todo. Sim, valeram a pena, e muito!

Como para descer todo santo ajuda, seguimos em frente ...

Agora praticamente mortos de cansaço, era hora de ir até a Capela Sistina – que sol, que fila e "no photo, no flash, no video, no nada”. Entramos e realmente é como dizem, sem palavras para descrever como alguém pode ter feito todas aquelas pinturas. Em especial, a pintura principal, do Julgamento Final no alto da Capela.

 

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Depois disso só dava tempo de almoçar uma massa italiana e ir para o aeroporto rumo a București, mais duas horas de viagem.

 

București

 

Chegamos na cidade, se me recordo bem eram quase duas da manhã. Apesar das duas noites sem dormir, fomos conhecer a vida noturna de Bucareste, afinal dormir fora do país é perda de tempo e também muito caro. (mentira, o euro é muito valorizado naquela região, então a hospedagem era absurdamente barata)

Como o já conhecia a cidade, fomos de expectadores até chegarmos no Centro Velho de Bucareste.

A cidade de São Paulo é muito conhecida pela gastronomia e também vida noturna, então é difícil ficar impressionado em qualquer outra cidade, pelo menos nestes aspectos.

Pois é, me impressionei. Baladas, butecos, barzinhos, puteiros, restaurantes, pubs e etc. Tudo estava ali, um do lado do outro a céu aberto funcionando a todo vapor em uma madrugada de quarta-feira. E o melhor, nada de pagar entrada em nenhum lugar. Ambientes que se estivessem em Sp, só de colocar o pé dentro, decerto morreria no mínimo R$ 50,00.

Se o sujeito não tiver juízo certamente se perde naquele lugar.

No dia seguinte saímos para conhecer a cidade. Fizemos um tour em um ônibus que diariamente fica o dia todo dando voltas pela cidade nos pontos turísticos, onde ficávamos com um fone, atentos às explicações do ‘guia virtual’.

Em meio a esse tempo, é impressionante como todos gostam de brasileiro. Bastava falarmos que éramos do Brasil que logo abriam um enorme sorriso =D

Á noite nem preciso dizer para onde fomos...

Conhecemos uma amiga romena do Willians, advogada que dentre outros assuntos contava sobre os problemas da Romênia, relacionados à corrupção, distribuição de renda e etc. É um mal crônico e mundial. Entre uma conversa e outra o Cássio tentava entrar para o Guinness provando o máximo de cervejas possíveis.

No terceiro dia finalmente chegou nosso companheiro de quarto, até então estávamos VIPS em um quarto com 6 camas. Não era de todo mal.

Era um italiano que na manhã seguinte precisaria buscar sua namorada moldávica na rodoviária.

Antes é claro, sugerimos uma cervejada, afinal não é sempre que ele poderia se esbarrar com brasileiros. Nada de ir dormir!!

Pois é, o italiano se perdeu na noite de Bucareste e precisou emendar a noitada na rodoviária. Possivelmente fomos o pivô de uma separação, afinal ele estava caindo de bêbado, pois já eram seis da manhã.

Era hora de dar tchau para Romênia

Palavras mágicas em Romeno são ‘buna’ e ‘multumesc’.

 

Pegamos um taxi e fomos até a Rodoviária de Bucareste, que de longe parecia pertencer àquela cidade bonita e organizada, para seguirmos rumo à Sófia.

Chegamos um pouco antes da saída do ônibus, pois um dia antes nos informamos ali mesmo que não haveria problema para comprarmos o bilhete, já que não havia muita demanda para essa viagem. Bom, teoricamente o ônibus iria vazio (ledo engano).

 

Compramos o bilhete direto com o motorista e de largada se iniciou a primeira confusão. Ele começou a falar, gesticular e etc e claro, ninguém entendia nada. Ele não falava inglês e tampouco espanhol, pudera português. Depois de muita discussão para entendermos o que ele queria, eis que surge uma voz que parecia que vinha do céu “Ei, ele quer que vocês troquem o dinheiro”. Era incrível, uma brasileira que falava Búlgaro.

Decerto era enviada dos céus, justamente por pagarmos nossos pecados em Roma. Ali tudo se resolveria.

Na verdade ela era uma Búlgara que falava português. Havia trabalhado por seis meses em São Paulo e falava tão fluente como qualquer pessoa no Brasil. Sequer tinha sotaque, realmente impressionante.

 

Durante a viagem tudo corria normalmente, até que fui abordado por uma senhora que olhando para mim começou a falar sem parar. Óbvio, eu com cara de interrogação olhei para o lado, onde a Deniza, nossa amiga Búlgara estava sentada. Com duas ou três palavras ela resolveu o problema.

Por fim descobrimos que o vagabundo do motorista nos vendeu bilhetes sem demarcação de lugar, ou seja, estávamos em lugares de terceiros.

Se ela não estivesse ali, ou viajaríamos de pé ou então seria tipo ping pong. A cada parada precisaríamos trocar de lugar.

 

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Sófia

Blz, chegamos em Sófia sem muitos problemas. Nossa amiga Búlgara se dispôs a chamar o táxi e explicar para ele onde queríamos chegar.

A localização do Hostel realmente era ótima, paralela à rua principal da Cidade. Apesar da sua fachada parecer a de um Castelo Mal Assombrado, posso arriscar que foi o melhor quarto de todos os Hostéis que já me hospedei.

Não fazíamos ideia sobre o que fazer em Sófia, pois até mesmo na internet tem poucas informações turísticas. Assim que é bom!!

Em Sófia se come muito bem a um preço absurdamente baixo. No dia seguinte fizemos um tour pela cidade, o chamado Free Sofia Tour.

http://www.freesofiatour.com/

 

Para conhecer a noite de Sófia era meio complicado, pois estávamos no começo da semana, e os lugares ficavam interessantes apenas nos finais de semana.

De qualquer forma bem sabemos que procurando, acha.

Descobrimos que em Sófia tem uma Cidade Universitária com diversas baladas e resolvemos ir conhecer.

Bem interessante, baladas realmente vultosas, com fachadas no estilo festas da Broadway. A entrada? Menos que R$ 10,00.

Dia seguinte saímos novamente para explorar a cidade e ao final da tarde ficamos sabendo que ali tinha o Pub Crawl – maratona de bares. Quem diria... Pub Crawl em Sófia. Se não me engano tem em todas as capitais do Brasil e não poderíamos deixar essa oportunidade passar.

Saímos em busca do ponto de partida da maratona e claro, nos perdemos. Pedimos auxílio para dois búlgaros e como em todos os países, praticamente pegaram nossas mãos e nos levaram até o lugar que procurávamos.

Quanto a maratona, os ‘Crawls’ nos levaram em alguns Pubs bem interessantes, alguns exóticos, outros nem tanto.

Só quem morava em Sófia sabia daqueles lugares, valeu a noite.

Dia seguinte mais um passeio por entre alguns pontos turísticos de Sófia e sua cidade vizinha.

Palavra mágica em Búlgaro é ‘blagodarya’.

 

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Belgrado

Blz!! Chegamos na rodoviária de Belgrado, no centro da cidade. Nada diferente de qualquer centro de cidade grande. Era hora de descobrir como chegar no Hostel. De mapa na mão saímos pedindo informações.

A recepção em Belgrado foi a melhor possível. Pedimos informações para um sujeito, Milo, que se esforçando para falar inglês tentava nos explicar como chegar até o Hostel. Quando falamos que éramos brasileiros, foi como se deus estivesse no céu e brasileiros na terra. Nunca ouvi tanto na vida as palavras ‘amazing’, ‘unbelievable’e ‘incredible’.

Ele se dispôs a ser nosso guia por lá. Nos levaria onde quiséssemos e daria todas as dicas possíveis sobre a cidade. Pedimos informações sobre onde comprar o bilhete para pegar o Tram e ele disse que não precisava, pois éramos estrangeiros rsrs.

Chegamos no Hostel e para nossa surpresa ele fazia parte do Hostelling Internacional. Que felicidade!

A tarde já vinha caindo e não tinha muito tempo para conhecer a cidade. O negócio era se arrumar e ir para Belgrade Beer Festival.

Foi uma tremenda coincidência que nos quatro dias que ficamos em Belgrado eram justamente os dias da festa da cerveja da cidade.

Grandiosa festa com inúmeras bandas de rock pop. Muitas bandas locais assim como internacionais.

No segundo dia em Belgrado fomos conhecer o centro da cidade e a mais famosa rua daquele lugar, Skadarlija Street.

 

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Essa rua me lembrou a rua das pedras em Búzios com a diferença que lá não éramos explorados.

Inúmeros restaurantes com comidas típicas da região. Para variar um pouco nos perdemos para chegar até essa rua e pedimos auxílio para uma sérvia. Como em todas as ocasiões ela saiu do seu destino original e pegou um ônibus conosco só para nos levar até a rua.

Gosto de ressaltar essas situações porque em Sp nós temos medo até de dar bom dia, quanto mais de fazer isso rsrs

Terceiro dia em Belgrado e o destino era conhecer Kalemegdan, a Fortaleza de Belgrado, onde ali se via inclusive o Museu Militar. Sensacional!

 

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Durante a estadia no Hostel conhecemos dois alemães que acordavam bebendo cerveja. Aquilo pareceu bem típico. Interessante que de Belgrado eles iriam para Istambul tirar o visto para o Irã. Ô loco.

Até pouco tempo atrás eles saíram da Alemanha e foram até a Tailândia só pedindo carona. Questionei sobre os perigos que aquilo poderia representar e a resposta foi do tipo “uai, por que perigoso?”.

Mais um dia em Belgrado e fomos conhecer sua praias, Ada Ciganlija. Que nunca mais falemos mal da Praia Grande!

Na verdade é uma praia não com areia e sim com pedras. De qualquer forma o lugar é muito bonito!

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Á noite fui encontrar minha amiga mochileira que morava em Belgrado. Ela me levou até o templo Sveti Sava. Segundo ela, era o maior templo ortodoxo do mundo que ainda funcionava.

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Enquanto isso Willians e Cássio se divertiam ao som de AC/DC na festa da cerveja.

Último dia em Belgrado, era tempo de ir até o último ponto turístico da lista, Zemun.

Zemun além das suas belezas históricas também é conhecida pela variedade de restaurantes e bares. É um charmoso bairro de Belgrado.

E para finalizar, mais uma noite na festa da cerveja, agora com os sérvios praticamente nos chamando de irmãos rsrs.

Palavras mágicas na Sérvia “Zdravo, kako si?” e “Hvala”.

Petkovic é rei na Sérvia assim como Djokovic.

 

Ok.

Agora é tempo de voltar para Bucareste e pegar o avião de volta para casa.

 

As informações sobre como chegar até Bucareste a partir de Belgrado eram meio desencontradas. Alguns diziam que o ideal era ir de ônibus, outros de trem e etc. Não tinha como ir direto, precisaríamos pegar de três até quatro conduções para chegar até Bucareste.

Decidimos pegar um ônibus até uma cidade chamada Vrsac, pois nessa cidade teoricamente teríamos ônibus e trem com horários disponíveis para nosso destino.

Ótimo, pé na estrada...

Depois de algumas poucas horas de viagem chegamos até a rodoviária da cidade e o legal, só sobraram nós três no ônibus – mau presságio.

Na rodoviária havia um ônibus - o nosso, e um tiozinho tomando cerveja em uma salinha. Claro, teríamos problemas para conseguir sair dalí, afinal a cidade parecia que estava abandonada e corto meu pescoço se alguém naquele lugar sabia falar qualquer língua diferente de Sérvio rsrs

Conversamos com o motorista e para tudo que perguntávamos a resposta era “no” “no” “no”.

Não tinha ônibus, trem ou coisa parecida para sairmos daquela cidade naquela tarde de domingo. Pelo menos foi isso que entendi.

De repente fomos abordados por um sujeito, um taxista, que gesticulando apontava para o nome da cidade que precisávamos chegar, Timisoara. Custaria cinquenta euros para nos levar até lá (muito barato diga-se de passagem).

Ok, sem hesitar seguimos com o taxista que conversava conosco como se fossemos sérvios.

O taxi estava em estado sofrível, mas ali não era hora de pensar em algo diferente daquilo.

O próximo desafio era passar pela alfândega da Romênia com aquele táxi e seu taxista com cara de terrorista. O taxista inclusive gesticulava dizendo que na fronteira da Romênia só haviam filhos da puta. Era óbvio que seríamos parados ...

Dito e feito, todos passaram e na nossa vez o guarda pediu para encostarmos. Também, que diabos três brasileiros estariam fazendo naquela cidadezinha do interior da Sérvia tentando ir para Rômênia? No mínimo suspeito.

Depois de um chá de canseira o guarda nos abordou “Cavalheiros do Brasil, vocês tem medicamentos, armas ou drogas?”

O tom foi amigável, o guarda foi com a nossa cara. O problema agora era liberarem o taxista.

Depois de ‘revirarem’ o carro, por fim nos deixaram passar rumo a Timisoara.

Em Timisoara pegamos o trem direto para Bucareste sem muitos problemas.

 

O fim da viagem estava próximo. Chegamos por volta de 23:30 em Bucareste, então dava tempo de ir até o Centro Velho, tomar uma cerveja e no dia seguinte voltar para casa. Que maravilha, tudo correu bem durante todos os dias ...até que ...

 

Saímos do Hostel e decidimos pegar um táxi até o centro velho, tranquilo. Demos o sinal e pegamos um taxi.

De imediato o taxista nos ofereceu uma casa de massagem e outras coisas, bem típico de cidade grande. Até aí tudo bem, até que notamos que o taxímetro do meliante estava virado para ele, coisa boa não era. Aquele mesmo papinho de sempre “Brazílian, Ronaldo, Ronaldinho, e blá blá” até que chegamos no destino.

 

O sujeito virou o taxímetro para nós com um valor de 226 leis. O valor para essa corrida era de no máximo 10 leis e claro não tínhamos aquele dinheiro e mesmo que tivéssemos não iríamos pagar.

Nos recusamos a pagar e ele alegava que aquele valor era porque o táxi era privado (mas que grande filho da puta mentiroso).

Mas orra, sujeito tentando passar a perna em brasileiros. Aquilo realmente era um ultraje.

 

Depois de muita discussão ele disse para entrarmos no carro pois iria nos levar para a polícia. Ok, vamos para a polícia, dissemos. (que vacilo)

Entramos no carro e a discussão estava tomando uma proporção preocupante, até que o sujeito começou a entrar em umas quebradas. A primeira coisa que pensei era que ele nos levaria para algum beco, ligaria para seus amigos e tirariam até nossas calças.

Mais discussão e abrimos as portas do carro em movimento para que o sujeito parasse o carro. Enfim parou, todos saímos.

A discussão continuava, ele pedindo dinheiro e a paciência de todos estava esgotando. Em meio aquela tensão - onde se ouvia espanhol, romeno, inglês e eu já estava até falando português com o sujeito – um grupo de pessoas saiu de dentro de uma capela ou coisa parecida, para ver o que estava acontecendo.

Começamos a interagir com aquele grupo até que de repente, um senhor barbudo, de preto e com um crucifixo nas mãos chamou o taxista e disse algumas palavras. O silêncio tomou conta daquele lugar.

Alguns segundos depois, todos daquele lugar olharam para nós e disseram algo como “podem ir, está tudo certo”.

Sem entendermos nada do que estava acontecendo, agradecemos e saímos andando. Não sei se fizeram algum acordo, se pagariam nossa corrida – pouco provável algum romeno pagar aquele valor – ou se o cara de preto disse algo como ‘deixem eles irem senão chamaremos a polícia pra vc’. Enfim, tudo é uma incógnita.

A certeza é que saímos aliviados daquele lugar, rumo ao nosso destino.

Esse acontecido só reforça a tese que taxistas e flanelinhas devem ser exterminados.

Agora sim, depois de uma ou outra bira, retornamos para Hostel para última noite de sono. Era hora de voltarmos para casa.

Fim.

=’)

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Olá, rato_de_mochila!

Que sufoco com o taxista querendo ser espertinho, hein!

Pretendo visitar essas cidades esse ano e estive pesquisando meios de transporte, mas confesso que a malha ferroviária deu um nó no meu cérebro e quase desisti do roteiro. Quando encontrei seu relato, animei rs pois, talvez, ônibus seja mais em conta e, apesar de mais demorado, tenho certa folga com o tempo. quais empresas encontrou para o trajeto que realizou? Li que em uma das cidades, acho que de Bucareste para Sofia, vcs compraram na hora e quase não deu certo rs as demais vcs também deixaram para comprar no embarque? Obrigada. Erika.

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Olá lika_carvalho!

Nem me lembra do taxista. Precisei omitir algumas passagens rsrs

 

Exato. No caso de Bucareste para Sófia, diariamente sai um ônibus e dá para comprar a passagem na hora :D

Aliás, no mesmo lugar sai de Bucareste para Grécia (quase mudamos de rumo, pois não sabíamos o que fazer na Bulgária rsrs)

 

De Sófia para Belgrado, também, compramos na hora sem muitos problemas.

 

O maior problema foi a falta de tempo para voltar, pois não daria tempo de sair de Belgrado, passar por Sofia e chegar em Bucareste.

Então decidimos 'cortar' caminho indo direto de Belgrado até Bucareste. Foi onde tivemos problemas rsrs

 

Quanto as depesas, te digo que gastei exatos EUR800,00 + passagem do avião. Cravado. Nem um euro a mais nem a menos.

Definitivamente é muito barato viajar fora da zona do euro.

 

Mas que legal. Estou certo que vai gostar muito :D :D

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  • 1 mês depois...
  • Membros

Olá!

 

Estou me preparando para uma viagem similar e gostaria de algumas informações. Quantos dias vocês ficaram em Sófia e Belgrado?

E sabes dizer se é tranquilo pegar um ônibus ou trem de Belgrado para a Croácia? Meu vôo de volta parte de Zagreb, então preciso estar lá para voltar pra casa.

Obrigado!

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  • 1 mês depois...
  • 2 meses depois...

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