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Na terra da Rainha, e dos Reis do iê-iê-iê (um passeio por Manchester, Liverpool e Londres)

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O dia amanheceu chuvoso, mas mais fazia frio do que molhava. Não comentei, mas durante os dias de nossa viagem, a temperatura sempre esteve baixa e por volta dos 5 graus. O único passeio em Liverpool, que havia comprado pela internet com antecedência, era o "Beatles Magical Mystery Tour" (http://www.cavernclub.org/the-magical-mystery-tour), que sai de frente do "Beatles Story", em Albert Dock. Para chegar até lá do ponto onde estávamos, bastava descer a Hanove Street. Albert Dock é uma região que foi revitalizada há cerca de 25 anos e assim como Printworks, em Manchester, hoje possui vários restaurantes e night clubs interessantes, além de museus, galerias e lojas.

 

Enquanto esperávamos o horário do passeio, entramos em uma loja que pertence ao Beatles Story e que tem quase de tudo para vender que tenha alguma ligação com eles, inclusive uma balinha chamada “Strawberry Fields”...rs. Como a intenção era visitar o “museu” no dia seguinte, olhamos muito mas deixamos para comprar o que nos interessou para o dia seguinte.

 

O "Beatles Magical Mystery Tour" é realizado em um ônibus réplica do utilizado no filme do mesmo nome dos Beatles, de 1967, e que aliás, foi muito criticado na época. O tour passa por locais onde viveram os 4 integrantes da banda ou que foram citados em algumas de suas canções, com paradas para descer e tirar fotos em alguns destes lugares. Obviamente é um passeio para quem gosta de Beatles, por que só se fala da relação deles com a cidade e a trilha sonora que toca no ônibus, é formada pelas músicas que “casam” com os lugares que se vai visitando. O ônibus saiu relativamente vazio, com cerca de um terço de sua capacidade, e a compra antecipada pela internet acabou sendo desnecessária.

 

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Passamos por Penny Lane, Strawberry Field (um orfanato do Exército da Salvação), a Liverpool Cathedral (onde o regente do coro da igreja disse ao muito jovem Paul McCartney, em uma audição de seleção de cantores juvenis, que ele não tinha o menor talento pra música), colégios onde estudaram e algumas das casas onde eles viveram. O fim do tour acontece próximo ao Cavern Club.

 

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O tour é todo narrado “ao vivo” por um guia, muito divertido, mas que só fala em um inglês com sotaque carregado da região, que as vezes, é difícil de entender. Como pessoas do mundo todo fazem este tour, acho que deveria ter também a opção de headphones para quem preferisse escutar em outro idioma, mesmo que perdendo as piadas do guia e um pouco da ambientação do filme que eles tentam recriar. Aliás, dois fatos engraçados aconteceram durante o passeio. Primeiro é que assim que começamos a percorrer as ruas de Liverpool, o guia perguntou a cada grupo ou casal, de onde cada um era. E quando perguntaram para nós, obviamente respondemos que éramos do Brasil. Aí ele perguntou: De qual cidade? E nós respondemos: De Belo Horizonte ! E ele, no seu inglês liverpooldiano: “Belo Horizonte, Minas Gerais???“. Juro que levamos um susto e achamos muito engraçado, ele saber de qual estado brasileiro, era a capital mineira. Depois ele explicou que alguns amigos dele tinham ido a BH, participar de um festival de bandas que tocam Beatles. O outro fato, é que meu filho estava usando um agasalho com o escudo do Manchester United que ele havia comprado no dia anterior naquela megastore do Od Trafford, e o guia só tirou uma foto nossa, depois que meu filho tampou o escudo com a mão. Prá quem não sabe, Manchester e Liverpool, são cidades rivais, inclusive no futebol.

 

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Como o ônibus não pára em todos os locais que vão sendo citados e as vezes só são mostrados de dentro do ônibus, repasso uma sugestão dada pela Marina, que é fazer o tour logo no primeiro dia de Liverpool. Assim, caso algum lugar, na sua opinião, mereça uma visita mais demorada, dá tempo de voltar, já sabendo onde fica e o que se vai ver. Vale destacar que em alguns lugares, o ônibus não pára em respeito à privacidade dos atuais moradores das casas antigas onde os Beatles residiram, por exemplo. Para aqueles que desejarem, existem passeios semelhantes feitos por outras empresas em vans e com duração maior e também individuais, com carro dos anos 60.

 

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Como escrevi anteriormente, o tour termina próximo ao Cavern Club, na N. John Street, quase em frente ao Hard Day's Night Hotel, hotel que virou tema de uma das músicas dos Beatles, e que possui estátuas deles em sua fachada, na altura do 2º andar.

 

Abaixo deste hotel, na esquina da Mathew Street com N. John Street, existe uma loja, não muito grande, mas com 2 andares, só dedicada aos Beatles. Os preços de lá são melhores do que os da loja do Beatles Story, e em termos de opções, muito melhor do que aquela do metrô de Londres, que comentei anteriormente. O problema é nem tudo que se encontra em uma, tem na outra, e você acaba comprando e gastando nas duas....rs.

 

O Cavern Club de hoje, não é mais aquele em que eles tocaram cerca de 300 vezes no início de carreira, por que o local original foi fechado em 1973. Entretanto, 20 anos depois, ele foi reaberto do outro lado da Mathew Street, exatamente como era nos anos 50 e 60. Existe uma estátua do John Lennon aonde era o antigo Cavern Club, e do lado dela, abriram o Cavern Pub. Cuidado para não confundir e entrar no Cavern “errado”. Mas por via das dúvidas, faça como eu fiz: vá aos dois...rs. Internamente eles se parecem, mas o “Club”, é maior e segundo o guia do Magical Mystery Tour, é cópia fiel do antigo.

 

Mesmo sabendo que o local não é o original, não dá prá não sentir uma sensação boba de fã, ao entrar em um lugar tão significativo para várias gerações e que virou um ícone, assim como a Abbey Road. O lugar fica escondido num subsolo escuro e sem janelas. Rodeando as mesas, estão espalhadas diversas vitrines com recordações dos Beatles e de outros músicos que se apresentaram lá. Embora a banda não tenham tocado exatamente lá, Paul McCartney e Ringo Star já fizeram shows no atual Cavern Club, na fase solo deles.

 

Passados alguns minutos, um rapaz subiu ao palco e começou a tocar. Música de quem???? Beatles, claro! rs. Ouvimos algumas canções, mas a fome bateu e fomos procurar algum lugar prá almoçar nas imediações. Acabamos encontrando um “Pizza Express”, daquela cadeia de restaurantes que já havíamos experimentado em Manchester. Como já estava tarde para almoçar, o lugar estava vazio e o ambiente era mais refinado que o primeiro que tínhamos ido. Almoçamos e resolvemos tirar todo o restante do dia e noite para conhecer com calma a parte central de Liverpool, inclusive o comércio, já que o dia seguinte, seria dedicado a conhecer o Beatles Story e o Albert Dock.

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O segundo dia completo em Liverpool começou frio e nublado. Depois do café da manhã no hotel, descemos mais uma vez a Hanove Street até chegar a Albert Dock. É lá que que se encontra o “Beatles Story” (http://www.beatlesstory.com/) que alguns chamam de Museu dos Beatles, e que está localizado mais especificamente no Liverpool Waterfront (http://www.liverpoolwaterfront.org/). Evidentemente é mais um passeio para quem gosta da banda e tem curiosidades a respeito da vida e da música deles, antes, durante e após a fase Beatles. São vendidos 4 tipos de tickets para visitar o Beatles Story. O primeiro é chamado de “Ultimate Experience Ticket”, e inclui o Beatles Story Exhibition (o “Museu”), o Elvis and Us Exhibition (que está localizado em outro prédio, na região de Albert Dock), o Discovery Zone (para crianças) e o Fab 4D Experience (um desenho em curta metragem 4D, com música dos Beatles, e que fica no mesmo prédio do Elvis and Us). O segundo, o “Fab 4 Experience”, é quase igual ao primeiro, só que não inclui o Elvis and Us Exhibition. O terceiro “Elvis and Us”, só inclui o Elvis and Us Exhibition e o Fab 4D Experience e finalmente o “Fab 4D”, que só inclui o Fab 4D Experience. Como não sou fã do Elvis Presley e mesmo não sendo, já vi algumas coisas relativas a ele, em Las Vegas, optei pelo “Fab 4 Experience”, ou seja, sem “Elvis and Us Exhibition”.

 

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O Beatles Story é na verdade, uma grande exposição da banda, onde são mostrados objetos pessoais, instrumentos, discos lançados em várias partes do mundo, imagens, fotos e muitos depoimentos de pessoas que conviveram com eles, especialmente na fase de formação e início do grupo. Para isto, é disponibilizado um “áudio guia”, que ajuda os visitantes a percorrer as várias salas do “museu”. Lá estão recriados alguns ambientes em que eles viveram, como um estúdio de gravação, o Casbah Coffee Club, a Mathew Street e o Cavern Club (que é quase idêntico ao que tínhamos visitado no dia anterior).

 

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O passeio termina naquela loja que fomos no dia anterior, antes de fazer o Beatles Magical Mistery Tour. É uma loja muito organizada, com “n” tipos de produtos sobre a banda e onde quem gosta de Beatles, com certeza vai deixar algumas boas libras. No andar inferior da loja, tem uma espaçosa cafeteria com fotos dos 4, tiradas na década de 60, justamente em Albert Dock.

 

Para quem sair do Beatles Story próximo à hora do almoço e ainda com algum dinheiro no bolso...rs, vai encontrar ótimos restaurantes no Liverpool Waterfront, com ambientes bem transados. Lá também existem cafeterias, lojas e night clubs. Colado a este complexo, estão o Merseyside Maritime Museum (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/maritime/) e o International Slavery Museum (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/ism/). Na verdade, os dois museus ocupam o mesmo prédio, só que cada um, ocupando andares diferentes. A entrada é gratuita. Os museus se justificam, por que por décadas, Liverpool foi um dos portos mais movimentados do mundo, com um impressionante trânsito de viajantes, escravos e mercadorias abastecendo a Grã-Bretanha e o mundo. O maior destaque do Merseyside Maritime é a sala onde estão as réplicas e são contadas as trágicas estórias dos navios Titanic e Lusitania, que faziam a rota Liverpool - Nova York. Foi de Liverpool que o Titanic partiu rumo à América e era de lá que praticamente tudo o que o Reino Unido produzia era enviado para o resto do mundo. Já no International Slavery, o Museu Internacional da Escravidão, existe um grande acervo de objetos e importantes documentos históricos da época da escravidão, inclusive com diversas citações à escravidão no Brasil e suas influências culturais.

 

Ainda na região do Albert Dock, encontra-se o Museu de Liverpool (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/mol/) que como os demais, também tem entrada gratuita. O museu é moderno por dentro e por fora, por que é bastante interativo. Foi aberto recentemente, em 2011, e aborda toda a estória da cidade desde a sua fundação em 1207 até os dias de hoje, passando por seus times de futebol e claro, os Beatles !!!..rs.

 

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Do lado do Museu de Liverpool, está o prédio onde acontece, no 2º andar, o Elvis and Us Exhibition e o Fab 4D Experience, que estão incluídos no “Ultimate Experience Ticket” do Beatles Story. Como já escrevi, eu não adquiri o ticket que dava direito à exposição do Elvis e mesmo sem ver, acho que fiz bem, por que o espaço dedicado à exposição é bem pequeno. Ao lado deste espaço, tem um mini-cinema, onde é exibido o filme em 4D, Fab 4D Experience, cuja trilha sonora é composta por músicas dos Beatles, mas eles mesmo não aparecem no desenho. Embora já tenha visto alguns filmes usando a mesma tecnologia, achei legal, até mesmo por que é mais uma coisa diferente no meio de um monte outras coisas que você está fazendo e conhecendo. Prepare-se para receber jatos de água na cara, ver bolinhas de sabão de verdade invadindo a sala de exibição e sentir movimentos estranhos na poltrona...rs. Ao lado do cinema 4D, na “The Beatles Hidden Gallery” acontece uma exposição de 38 fotos em preto e branco com os Beatles, tiradas entre os anos de 1963 e 1964, pelo fotógrafo Paul Berriff. Além da ótima qualidade das fotos, de lá se tem uma linda vista de Albert Dock. Todas estas 3 atrações estão ao redor de uma área, onde são vendidos alguns produtos que já tínhamos visto na loja do Beatles Story, inclusive com os mesmos preços, mas com um cantinho dedicado ao Elvis Presley, onde você pode comprar por exemplo, uma réplica daquele óculos exótico que ele usava já no final de carreira..rs

 

O Albert Dock, foi um dos docks mais importantes dos anos 20 e teve uma participação importantíssima na 2ª Guerra Mundial. Hoje, após um projeto de revitalização ocorrido há 25 anos atrás, é um dos complexos turísticos mais importantes do oeste da Inglaterra. Além das atrações que já listei, outros tantos pontos turísticos da cidade ficam ali, como a Liverpool Big Wheel (a “London Eye” de Liverpool), a Liverpool Echo Arena, o City Hall de Liverpool (o principal prédio da cidade, que representa o poder do império britânico e que possui um relógio que lembra o Big Ben), e a grande estátua do Rei Edward VII montado em seu cavalo real, entre tantas outras atrações. É uma região que merece ser curtida de dia e à noite.

 

Passamos o restante da noite percorrendo esta região e voltamos ao hotel. Tínhamos que arrumar as malas de novo para seguir no dia seguinte à Londres....

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Acordamos cedo para aquele que seria o nosso último dia em Liverpool. Nossas passagens de trem para Londres estavam marcadas para às 14:04 h, e nosso check-out no hotel teria que ocorrer até às 11:00 h. Estas quase 3 horas de folga, serviriam para almoçarmos tranquilamente enquanto esperássemos pelo trem, mas ou menos como já havíamos feito, e dado certo, em Manchester.

 

Mesmo já tendo andado muito por Liverpool, ainda tinhamos muito o que ver e a manhã seria curta para isto. Infelizmente, quando se escolhe um bom destino para viajar, dificilmente se conhecerá tudo que se deseja. Por conta disto, tento sempre não repetir atrações muito parecidas, mesmo que cada uma tenha a sua particularidade, para poder conhecer o maior número de lugares diferentes possíveis. Para exemplificar isto, tinha planejado para conhecer em Londres, o British Museum e o Natural History Museum, então deixei, de uma forma proposital, para conhecer apenas por fora, o World Museum Liverpool (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/wml), que possui entre suas áreas, viveiros de insetos, aquário e planetário. O World Museum Liverpool está situado numa área próxima da Saint John Gardens, na região da William Brown Street, que foi rotulada de “quarteirão cultural”, por reunir em prédios próximos, a William Brown Library (http://liverpool.gov.uk/libraries/find-a-library/central-library/), a Saint George’s Hall (http://liverpoolcityhalls.co.uk/st-georges-hall), um imponente prédio em estilo neo-clássico e a Walker Art Gallery (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/walker). Todos merecem ser visitados por dentro, sendo portanto, uma ótima desculpa para eu voltar um dia.....rs

 

Outra atração bem próxima dali, é a torre da Rádio City 96.7, de onde se tem uma bela vista de toda a cidade.

 

Voltamos ao hotel, fizemos o check-out e fomos para a estação ferroviária de Liverpool Lime Street para almoçar e esperar o nosso trem para Londres. Tínhamos comprado ainda no Brasil, os bilhetes pela internet, novamente com a Virgin Trains. Enquanto esperávamos pela chamada de embarque, não tinha como não lembrar daquela música do extinto grupo inglês, Electric Light Orchestra, “Last Train to London”...rs.

 

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Londres fica a 346 km de Liverpool e a duração da viagem por trem, leva cerca de 2 horas e 30 min. Depois da rápida passagem pela capital britânica antes de ir a Manchester, o objetivo agora era de explorar com calma, algumas outras atrações de Londres que não conheci quando estive lá alguns anos atrás, mas acabei também revisitando algumas que merecem ser visitadas, sempre que possível.

 

Esta era a última etapa da minha viagem e reservei 4 dias completos para rodar na cidade, sem falar no restinho do dia vindo de Liverpool, e mais uma manhã do dia da volta ao Brasil. Apesar de inúmeras recomendações, da vontade de ir e da relativa proximidade, decidi não conhecer atrações como Bath (a 182 km), Stratford-upon-Avon (a 150 km), Stonenhenge (a 150 km), Oxford (100 km) e nem voltar a Windsor (a 34 km), para poder melhor aproveitar a capital britânica e não perder tempo de deslocamentos com os “bate e volta”. Para aqueles que forem com mais tempo, todos eles são passeios que devem ser considerados e feitos. Com exceção do hotel, também não reservei e não comprei ingresso nenhum com antecedência, para poder ter flexibilidade nos horários e poder adaptar os passeios, de acordo com o clima da cidade. Como Londres, especialmente em dezembro, é uma cidade em que o tempo nem sempre ajuda muito, seja pelo frio, pela chuva ou por escurecer cedo, não quis correr o risco, por exemplo, de comprar ingressos antecipados para a London Eye, e encontrar, justamente no dia comprado, a visibilidade prejudicada por chuva ou nevoeiro. Claro que o fato de deixar para comprar na hora algum passeio, pode acabar custando mais caro ou impossibilitando até a sua entrada, por falta de ingressos disponíveis, mas as vezes, é preferível tomar esta decisão do que “engessar” demais a viagem, e passar o tempo todo correndo contra o relógio ou deixando de ver outras coisas que vão surgindo ao longo de toda viagem.

 

Obviamente, Londres é a cidade com o maior número de apps disponíveis para smartphone. Alguns eu já citei no início do meu relato, mas valem a pena ser baixados também: “Ulmon London”, “The London Pass”, “London Official Guide”, “City Walks – London”, “Abertis Autopistas” e “Nelso Londres”. Basicamente eles listam as atrações e informam os horários de funcionamento, telefones e sites delas, disponibilizam mapas da cidade e do metrô, e até sugerem roteiros. Muito úteis.

 

Chegamos em Londres, pela mesma estação de London Euston, de onde tínhamos partido para Manchester. Desta vez, ao invés de ficarmos naquele hotel, do outro lado da rua, decidimos por ficar em Notting Hill, próximo de onde acontece a famosa Feira de Portobello Road. Como agora iríamos ficar mais tempo na capital britânica, compramos o cartão oystercard, que conforme muitas recomendações e orientações aqui no mochileiros, é a alternativa mais barata e mais racional para se utilizar o transporte público de lá.

 

O oystercard é um cartão de plástico, pré-pago, em que você carrega determinada quantia, para poder andar de metrô, ônibus, DLR, trem ou barco, sem precisar pagar em dinheiro, cada vez que utilizar um destes meios de transporte. Basta encostar o cartão na catraca que ele liberará o seu acesso. Aliás, várias cidades brasileiras já estão utilizando um sistema parecido. Mas para entender como o oystercard calcula o preço da passagem, primeiro tem que entender como funciona o sistema público de transporte de Londres, que basicamente, divide a cidade em zonas a partir do centro, com numeração de 1 a 6. O valor que vai ser debitado no seu cartão, que seria o valor da passagem cobrada, vai variar conforme o número de limites entre zonas que você cruzar durante o seu deslocamento, o dia da semana em que foi utilizado, o horário que você usar o seu cartão e quantas passagens já foram debitadas no seu cartão naquele mesmo dia. Simplificando um pouco, quanto maior for o número de zonas atravessadas, e dependendo se você estiver utilizando o sistema no horário de pico ou não, o tal do “peak” e “off-peak”, maior será o valor a ser cobrado de você. O horário de pico para o oystercard vai das 06:30 h às 09:30 h e das 16:00 h às 19:00 h, de 2ª a 6ª feira. Como controlar este custo é meio complicado, o próprio sistema calcula para você o quanto lhe será cobrado. Por isto, é necessário passar o oystercard nas catracas de todas as estações que você entrar e sair, para que o sistema calcule e debite o valor correto no seu cartão.

 

O oystercard pode ser comprado em qualquer máquina que vende bilhetes para metrô, inclusive ser recarregado nela, como também nos guichês de qualquer estação. Na primeira carga é cobrada uma taxa de 5 libras que será devolvida quando você devolver o cartão. Neste caso, é necessário procurar um guichê, já que as máquinas não prestam este serviço, por que é preciso assinar um recibo do valor que está sendo devolvido. O legal é que caso você também ainda tenha algum valor não utilizado no cartão, toda a quantia é devolvida na hora: o custo do cartão + o saldo dele. Portanto, não deixe de devolvê-lo e nem perca tempo depositando um valor pequeno, para ter que recarregar a toda hora, enfrentando filas desnecessariamente. Para um período de 4 dias em Londres, coloque no mínimo umas 30 libras, e fique tranquilo. Caso queira saber o saldo do seu cartão basta procurar pelas mesmas máquinas que o vendem, que ele informa na hora quanto você ainda tem para gastar, ou se desejar, vá usando o cartão até o dia que a catraca não abrir mais para você...rs

 

Embora eu goste muito de andar de ônibus quando estou em uma cidade que não conheço, para poder ir fazendo um “tour” pela cidade, não há dúvida de que com o metrô, o deslocamento é muito mais rápido. Por isto, em Londres, só andei de “tube” ou “underground”, como é chamado o metrô de lá. O “tube” funciona muito bem e se vocês baixarem um dos apps de transporte que comentei logo no início do meu relato, ou procurar pelos mapas do sistema que estão disponíveis na internet, verão que ele é muito fácil de entender por ser muito intuitivo. As linhas nos mapas possuem cores diferentes para se diferenciarem entre si. Além da cor, obviamente cada linha tem também um nome, e depois de idas e vindas, você deixa de chamar as linhas pelas cores e começa a chamá-las pelo nome.

 

Embora existam diversos avisos nas escadas rolantes, não se esqueça que o lado esquerdo delas, indiferente se subindo ou descendo, é sempre dedicado às pessoas que estão com mais pressa e que não gostam de aguardar calmamente, as escadas chegarem até o seu final. Por isto nada de ficar parado de mão dada ou abraçado com o seu (sua) namorado (a) na escada rolante, para não ser obrigado a se separar, com um monte de gente impaciente e com pressa atrás de vocês...rs.

 

Outra dica útil, é guardar o ticket sempre em um lugar de fácil retirada. Mulheres, por favor, nada de guardar o oystercard no zíper da bolsinha que fica dentro da bolsa maior e procurar por ele, justamente na hora que estiver em frente a catraca...rs. Embora você esteja fazendo turismo, a grande maioria das pessoas nas estações está no seu dia normal de trabalho e como sempre, apressadas.

 

Se não estiver usando um dos apps de transporte que indiquei, e que avisam dos eventuais problemas e atrasos no sistema, preste atenção aos avisos nos quadros em frente à área de embarque e aos avisos pelo sistema de alto falantes. Se ficou em dúvida de alguma linha a pegar, procure por funcionários do metrô que o ajudarão.

 

Um expressão muito usada no “tube” é o “mind the gap”. Ela é tão famosa e usada, que existem camisas a venda em lojas de souvenirs escritas com a frase, normalmente sobrepondo à logomarca do metrô de Londres. A expressão serve para alertar o usuário do vão que existe entre o trem e a plataforma, em algumas estações.

 

Para não perder tempo e fazer seu dia render mais, antes de sair do seu hotel/hostel já faça o planejamento do passeio do dia e procure identificar em qual estação você deve descer para chegar até a atração pretendida. Aproveite inclusive, o tempo parado nas estações ou durante as viagens, para fazer este tipo de pesquisa. Embora no metrô, os celulares na sua maioria não funcionem (exceção àqueles da operadora Virgin), vários apps permitem consultas no modo “offline”.

 

Já viajei para Londres sabendo que não teria tempo suficiente para conhecer tudo o que eu gostaria de conhecer. A vantagem é que a cidade é relativamente plana, com um sistema de transporte público eficiente e isto ajuda muito, quando se sai para conhecer as ruas, praças, parques, museus e monumentos da capital britânica. O problema é que a partir do momento que você desce na estação de destino, você só pode contar com as suas pernas e as atrações são muitas para serem visitadas....rs.

 

Assim que chegamos a Londres, vindos de Liverpool, nos dirigimos ao hotel que ficava em Notting Hill. Chegamos justamente no sábado, dia em que acontece a famosa Feira de Portobello Road (http://www.portobelloroad.co.uk), a maior feira de antiguidades do mundo, com mais de 1.000 expositores, segundo o site deles. A feira é realmente enorme, não se limitando à Portobello Road, mas também se estendendo às ruas vizinhas. Fica lotado !!! Prepare-se para ver dezenas de banquinhas ou barraquinhas de antiguidades, bugigangas, brechós, de comida pronta, pães, doces, conservas e até de verduras, frutas e legumes, que se revezam por toda a extensão deste enorme mercado a céu aberto. A feira é considerada um dos lugares imprescindíveis de serem visitados em qualquer bom roteiro para Londres, por estar localizada em uma das vizinhanças mais carismáticas da cidade. Boa parte da comédia romântica “Um Lugar Chamado Notting Hill” (“The Travel Bookshop”), de 1999, protagonizado por Hugh Grant e Julia Roberts, foi gravado nesta região. Inclusive, a livraria que no filme pertencia a Hugh Grant, e é hoje uma loja de sapatos, continua atraindo turistas para tirar fotos em frente a ela, no número 142 da Portobello Road. O interessante é que muita gente se confunde e tira a foto em frente a uma livraria que está a cerca de 200 m da loja utilizada no filme, no número 13 da Blenheim Cresent, por que ela tem o mesmo nome dado à livraria no filme. A feira termina já quase debaixo de um viaduto (Westway), com produtos e de qualidade duvidosa, que nada tem a ver com antiguidades.

 

Depois de percorremos a feira toda, provando, comendo, comprando e experimentando um pouco de tudo, inclusive das lojas da própria rua que ficam abertas, voltamos ao hotel. Tínhamos um dia completo de Londres para aproveitar logo no amanhecer....

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Que bom que o meu relato esteja sendo útil para o planejamento da sua viagem. A Feira de Portobello Road merece ser mesmo visitada, de preferência com calma e com bastante tempo, já que ela é enorme e fica lotada. Além disto, serve para sair um pouco do roteiro tradicional de atrações turísticas de Londres.

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Depois de 3 dias incompletos em Londres, dois na primeira parte da viagem, antes da ida a Manchester, e o restinho de dia depois da chegada de Liverpool, finalmente tínhamos um dia completo para rodar por Londres. Como o café da manhã no hotel era no melhor estilo inglês, com tudo aquilo que nós brasileiros não temos o costume de comer pela manhã, descobrimos um Starbucks próximo ao hotel, e foi lá que todas as manhãs íamos tomar café, e ânimo, para enfrentar o frio londrino. Prá quem não está muito a fim de comprar um chip local (o SIM Card), o Starbucks é uma ótima opção para se utilizar internet de graça. Inclusive, em uma das vezes que estávamos lá, testemunhamos uma cena bizarra, de um cara em pé, com um notebook aberto, do lado de fora da cafeteria, no maior vento e frio, apenas para aproveitar o wi-fi sem precisar pagar por ele e nem pagar por um cafezinho prá disfarçar....rs.

 

Era domingo, e resolvemos começar o dia conhecendo a Saint Paul’s Cathedral (http://www.stpauls.co.uk). Para visitá-la durante a semana é preciso pagar, mas aos domingos ela é aberta exclusivamente para missas, e por isto mesmo, é proibido tirar fotos. Chegamos a tempo de ouvir parte da missa, cantada pelo coral da igreja anglicana e escutar os sinos badalando. Mesmo assim, uma fita e seguranças mantinham isolada a área do altar e apenas aqueles que efetivamente iam participar da missa podiam ultrapassá-la. A Catedral de Saint Paul, é a maior igreja de Londres, e é considerada uma obra prima do arquiteto Christopher Wren, tendo sido palco do casamento do príncipe Charles com a Lady Diana, e dos funerais de Winston Churchill. Para quem for à catedral durante a semana, é possível subir até o alto da cúpula, mediante o pagamento de uma taxa, e com direito a receber um áudio-guia. A atual catedral é a sexta a ocupar o mesmo espaço, e foi construída entre 1675 e 1710, mas a primeira igreja construída no local foi erguida no ano 604 D.C.

 

De uma das ruas laterais da Catedral há um acesso para que se faça a travessia a pé, do Rio Tâmisa, através da ponte “Millenium Bridge”, que termina na porta da Galeria Tate Modern e te leva a uma parte da cidade chamada de “City”. Além do museu de arte contemporânea Tate Modern, nesta área estão localizados prédios modernos de grandes instituições financeiras e o centro do poder municipal.

 

O museu Tate Modern (http://www.tate.org.uk/modern) está localizado em uma antiga estação de energia de Bankside, e possui uma coleção de arte moderna e contemporânea, de artistas como Salvador Dalí, Picasso e Andy Warhol. No último andar do Tate Modern é possível ter uma bela vista de toda a área financeira de Londres. A entrada é grátis para as mostras permanentes

 

Ao lado do Tate Modern está o Shakespeare’s Globe Theather (http://www.shakespearesglobe.com), que é um teatro a céu aberto e palco para peças do escritor. É possível fazer um tour pelo teatro, cuja projeto original de 1599 foi reconstruído em 1990. Na entrada dele, existe uma lojinha que vende livros e vários tipos de recordações com o nome do famoso escritor britânico.

 

Para chegar até o nosso próximo destino, que era conhecer a Tower of London e a Tower Bridge, pegamos um barco que sai bem em frente ao Shakespeare’s Globe, no píer Bankside, com destino ao píer London Bridge. Para isto pode-se comprar os ingressos em dinheiro/cartão de crédito ou utilizando o seu oystercard, em um quiosque que antecede a entrada do píer, ou pela internet. Existem variações nos tipos e preços dos ingressos, que variam conforme for o seu píer de embarque e desembarque, se é só um bilhete de ida ou também inclui a volta, ou se é para o dia todo ou só para um determinado período do dia. Para maiores detalhes, consulte o site http://www.thamesclippers.com. Como nossa intenção era ir de barco ainda neste mesmo dia até Greenwich e depois voltar da mesma forma, compramos um passe para o dia chamado de “Daily River Roamer“, que dá direito a embarcar e desembarcar em qualquer píer, desde que evidentemente no barco da empresa Thames Clippers. Talvez por ser domingo, a frequência não é tão grande e tivemos que esperar um pouco até o próximo barco chegar, mas o trajeto é percorrido rapidamente, mesmo parando em outros piers pelo caminho. Durante a viagem, entre um píer e outro, aproveite para ver entre outras coisas, um navio da 2ª Guerra, o HMS Belfast, que é um museu aberto para visitação, a London Bridge, o The Shard - o prédio mais alto da Europa, e um outro prédio moderno em forma de capacete, que é a prefeitura de Londres, sem falar obviamente, da ponte cartão postal da cidade, a Tower Bridge.

 

Descemos no píer London Bridge do lado oposto onde está a Tower of London. Para chegar até lá, basta atravessar a não menos famosa Tower Bridge (http:// www.towerbridge.org.uk), que é aquela ponte que possui um sistema levadiço para os navios maiores cruzarem o Rio Tâmisa. É possível fazer uma visita ao interior da ponte, mas só aproveitamos para tirar fotos. Aliás, sob uma chuva fina e muito frio, uma noiva devidamente vestida como tal, estava tirando fotos sob olhares de todos que por ali transitavam e possivelmente pensavam: “coitada, ela deve estar morrendo de frio”...rs

 

Depois de subir e descer escadas para atravessar a Tower Bridge, chega-se à Tower of London (http://www.hrp.org.uk/TowerofLondon/default.aspx). Os ingressos são vendidos em bilheterias que ficam do outro lado da rua da entrada principal da Tower of London.

 

A Torre de Londres foi construída por volta de 1070 e foi sendo ampliada ao longo do tempo. A torre protagonizou intrigas palacianas, assassinatos, como as dos jovens príncipes Edward e Richard e execuções célebres, como a decapitação de Ana Bolena. Entre as atrações estão tours com hora marcada com os Yeoman Warders, que são os guardas cerimoniais e guias oficiais da torre e que se vestem de uma forma bem peculiar e colorida; as joias da monarquia inglesa, incluindo uma série de coroas, cetros e outras insígnias reais (Crown Jewels Exhibition); a White Tower com a coleção de armas reais, e a Cerimônia das Chaves na Torre de Londres (Ceremony of the Keys), que acontece todas as noites, mas que precisa ser agendada com antecedência. Para evitar que os visitantes parem demoradamente diante das Joias da Coroa, existem esteiras rolantes em frente a algumas vitrines para forçar a fila a andar.

 

Saímos de lá sob chuva e já pensando em um lugar onde almoçar. Como o nosso próximo destino seria Greenwich, tínhamos que atravessar a Tower Bridge novamente, para pegar o barco no mesmo píer London Bridge. Desta vez já estávamos mais preocupados em não pisar nas poças do que reparar na arquitetura e vista do lugar. Ao chegar do outro lado da ponte, a chuva tinha apertado e por sorte encontramos um restaurante que já tínhamos experimentado em Manchester e Liverpool: o Pizza Express. Não comentei antes, mas lá os pizzaiolos ficam trabalhando à vista do público e usam camisas listradas que me lembraram os gondoleiros de Veneza. Ali sentados esperando ser atendidos, percebemos que 3 garçonetes eram brasileiras, mas quem nos atendeu foi uma polonesa, que quando questionei se ela era também era brasileira, me respondeu que estava quase se sentindo uma, já que lá, até os pizzaiolos eram brasileiros...rs. Quando terminamos o almoço, a chuva tinha parado e era a hora certa para continuar o passeio pelo Tâmisa e chegar a Greenwich.

 

A viagem entre o píer London Bridge e o píer Greenwich foi bem mais demorada do que o primeiro trecho que fizemos entre o píer Bankside e o próprio píer London Bridge. Mesmo assim, não é uma viagem entediante, por que ao longo do rio Tâmisa é possível ver outras tantas edificações interessantes. Também é possível chegar até lá, por ônibus, metrô, trem, DLR e até a pé, atravessando um túnel sob o Tâmisa. Li outros relatos de pessoas que foram por um destes outros meios de locomoção e tiveram um pouco mais de dificuldade, mas para quem for de barco, o caminho até “Greenwich Maritime” é bem sinalizado e muito direto. “Greenwich Maritime” foi declarado patrimônio mundial pela Unesco em 1997, e compreende os prédios e o parque próximos às margens do Tâmisa. Entre eles estão o Old Royal Naval College, a The Queen’s House, o veleiro histórico Cutty Sark, o National Maritime Museum - que abriga a maior coleção de arte marinha no mundo, e o Royal Observatory (http://www.rmg.co.uk/). Justamente neste último é que está a linha do primeiro meridiano, que marca a longitude 0° e é a divisão entre os hemisférios ocidental e oriental, e onde se tem uma vista espetacular de Londres, inclusive da Arena O2 e do Complexo Olímpico da Londres 2012. Com exceção do Meridian Courtyard e Flamsteed House (partes do Royal Observatory), a entrada é gratuita para as atrações.

 

O Flamsteed House é o edifício original do observatório, cujo projeto é de 1675, e foi feito por Christopher Wren, o mesmo arquiteto da Catedral de Saint Paul. Do lado de fora dele, está o relógio atômico. Obviamente, o observatório está no topo do Parque e para chegar até lá, tem que caminhar um bom pedaço. Para aqueles que estiverem dispostos a pagar, a grande atração para a maioria é poder tirar uma foto com um pé de cada lado do meridiano de Greenwich, que, por convenção estabeleceu os critérios universais dos fusos horários, e que vale até hoje em todo o mundo.

 

Vi uma dica aqui no mochileiros e repasso para quem não viu. Quem não estiver disposto a pagar para tirar a foto no observatório, com um pé no leste e outro no oeste, pode fazer isto na Park Vista, que é uma rua que fica ao lado da entrada do parque, do lado direito de quem desce do observatório. É só atravessar o parque até esta entrada e olhar no chão da rua que o contorna, os tachões e uma plaquinha no muro identificando que você está no lugar certo.

 

E prá quem for até lá à noite, não deixe de observar uma linha verde, provavelmente a laser, que sai de dentro do Observatório, e atravessa o céu, marcando justamente o meridiano de Greenwich. Bem interessante.

 

Saindo de lá, é possível dar “uma voltinha” no Emirates Air Line, que é um bondinho, que atravessa o Rio Tâmisa e conecta com as estações de DLR (metrô de superfície) que existem do outro lado do rio, e onde está a Arena O2.

 

Depois deste dia longo, aguardamos o próximo barco para a volta, já sob chuva novamente. Após uma longa viagem pelo Tâmisa, descemos no píer Embankment, que fica relativamente próximo de Trafalquar Square e em frente de London Eye. Já era noite e o cansaço e o frio já estavam fortes. Hora de ir para o hotel, jantar por perto e descansar para o roteiro do dia seguinte.

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Começamos o dia em direção ao Palácio Westminster (http://www.parliament.uk), um dos símbolos de Londres e aonde está localizado a Sede do parlamento britânico com suas célebres instituições: Câmaras dos Lordes e dos Comuns, e a Torre do Relógio, em cujo interior está o famoso e gigantesco Big Ben. Descemos na estação de metrô de Westminster, que fica exatamente em frente ao parlamento. Muitos já tiram fotos do Big Ben dali mesmo, mas é possível encontrar outros ângulos legais para fotografar. Para aqueles que dispõem de mais tempo, é possível fazer um tour pago pelas salas e corredores do Palácio Westminster, desde que agendado pela internet, ou assistir de graça aos debates e reuniões nos dias em que o parlamento estiver em sessão. Como considero um passeio para quem pode ficar por mais tempo em Londres, fica a sugestão, por que nós mesmos, só visitamos o prédio externamente.

 

Bem próximo do parlamento está a Abadia de Westminster (http://www.westminster-abbey.org), a mais importante igreja da capital londrina, com mais de 700 anos de história e palco de cerimônias históricas como a coroação de Elizabeth II e o casamento dos duques de Cambridge, William e Kate. Reis, rainhas, poetas e cientistas também estão sepultados ali, como Isaac Newton, Charles Darwin, Elizabeth I, Charles Dickens e Laurence Olivier, entre outros. Para quem se interessou, prepare-se para pagar um preço nada santo para entrar, embora esteja incluído um áudio-guia. Assim como a Catedral de Saint Paul, aos domingos a abadia está aberta somente para missas.

 

Bem em frente da Abadia, está a Parliament Square, uma praça com estátuas de 10 estadistas britânicos e estrangeiros, entre eles Churchill, Lincoln e Mandela. Na estátua deste último, inclusive, em virtude da morte dele ter ocorrido próximo àqueles dias que estávamos na Inglaterra, havia dezenas de flores e mensagens em sua homenagem. Desta praça, dá para tirar ótimas fotos do Parlamento, em ângulo melhor do que a da saída da estação de metrô de Westminster.

 

Saindo de lá, fomos em direção ao Palácio de Buckingham.
 Por mais bobo que seja, não tem como não assistir a tradicional troca da guarda, uma das atrações mais procuradas pelos turistas do mundo todo quando vão a Londres. Para se chegar até lá, tem que se atravessar ou contornar o St. James Park (http://www.royalparks.gov.uk), o mais antigo dos parques reais, com seu lago e um grande gramado. Aproveite para ver e brincar com os esquilos, cisnes, gansos, gaivotas. e outros bichos que passeiam sem medo do público que está indo para o Palácio. É uma região muito bonita e “prato cheio” para fotógrafos.

 

Eu já tinha assistido a troca de guardas alguns anos atrás, mas achei que não podia deixar de levar meu filho para ver pela primeira vez. Na outra oportunidade, tentei ficar o mais grudado possível da grade do Palácio, mas embora tenha visto a troca da guarda em si dentro do palácio (que aliás, não tem nada de mais), perdi parte da marcha das tropas pelas ruas que contornam o St. James Park antes da entrada no Palácio. Por isto preferi desta vez, ficar do outro lado da rua, para ter uma ideia mais geral e panorâmica da cerimônia, e que acontece sempre às 11h30. Durante o inverno, a troca da guarda só ocorre nos dias pares, e em dias chuvosos ela é cancelada. A fama é maior que o espetáculo em si, mas mesmo assim não se deve perder a oportunidade de conhecer um acontecimento mundialmente famoso e tradicional, até mesmo por que é de graça...rs. Só não se esqueça de chegar cedo para poder escolher um bom lugar. Para quem for a Londres entre julho e outubro, é possível também visitar alguns dos aposentos do Palácio de Buckingham, no período de férias da rainha. Procure se informar pelo site: http://www.royalcollection.org.uk.

 

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Acabada a cerimônia, a intenção era ir até a Downing Street, 10, a residência oficial do Primeiro Ministro, contornando o parque Saint James. É evidente que eu não esperava poder parar na porta da casa do Primeiro Ministro e tirar uma foto, mas não imaginava que fosse encontrar um portão cercado de guardas, a uma distância tão grande da casa, que não nos permite ver absolutamente nada. Decepcionados pelo o que não vimos, continuamos a andar na região, que é cercada de edifícios públicos e construções históricas, como a Banqueting House e a Horse Guards Parade, que é uma grande praça aonde acontece anualmente a “Trooping the Colour”, a cerimônia que comemora o aniversário de reinado da Rainha. Lá ficam parados 02 membros da guarda real, montados em seus respectivos cavalos, que fazem a festa dos turistas, ao ficarem estáticos enquanto são fotografados. Ali pertinho, ainda ficam a Admiralty Arch, a Coluna do Almirante Nelson, que derrotou Napoleão na Batalha de Trafalgar, e que por isto mesmo, está na Trafalgar Square.

 

A Trafalgar Square é considerada o coração de Londres, e onde com as suas imponentes estátuas de leões, acontecem as grandes festas e comemorações da cidade. Como a nossa intenção era visitar a Nattional Gallery que fica na praça, e com certeza, gastaríamos um bom tempo dentro dela, resolvemos primeiro almoçar e encontramos bem perto dali, um restaurante bastante simpático e barato: O Frankie & Benny‘s (http://www.frankieandbennys.com). Além dele, para quem quiser uma opção de alimentação mais rápida e/ou mais barata ainda, existe nas proximidades um “Pret a Manger” (http://www.pret.com/), que é uma rede de lanchonetes que possui filiais por todo o país, muito comentada aqui no Mochileiros por conta dos preços cobrados e que possui “n” opções de sanduíches.

 

Depois de almoçarmos, atravessamos a Trafalgar Square, para chegar até a National Gallery (http://www.nationalgallery.org.uk). Aberta há quase 200 anos, a National Gallery é considerada uma das mais importantes galerias de arte do mundo e merece repetidas visitas. Em seu acervo constam obras dos mais renomados artistas dos mais distintos períodos. Com mais de 2,3 mil pinturas, quem visita o lugar pode apreciar os trabalhos de mestres como Leonardo da Vinci, Rembrandt, Botticelli, Caravaggio, Renoir, Monet, Van Gogh e Picasso. É uma parada obrigatória para quem aprecia a história da arte, com a vantagem da entrada ser franca. Caso você não queira visitar todo o museu ou disponha de pouco tempo, entre previamente no site do museu, procure pela “floorplants” e localize as obras que mais lhe interessam para ir direto às salas onde elas estão. Importante: Não tente retirar no hall de entrada do National Gallery, o mapa com a localização das salas e obras, sem contribuir com o Museu. Vigias atentos, chamam a atenção daqueles espertinhos que fingem não ver a plaquinha com a cobrança de 2 libras por exemplar retirado.

 

Se depois de passar várias horas na National Gallery você ainda continuar com vontade e disposição para visitar mais museus, dê a volta no quarteirão, pelo lado da igreja Saint Martin in the Fields, para ver fotografias, caricaturas, pinturas, desenhos e esculturas de personalidades do mundo todo na National Portrait Gallery (http://www.npg.org.uk). No acervo com mais de 11 mil obras, existem imagens clássicas de Shakespeare e Henrique VIII até obras modernas com a do magnata Richard Branson, dono da Virgin.

 

Depois deste banho de cultura, nossa próxima atração a ser visitada era a London Eye. Para chegar até lá, saímos novamente pela Trafalgar Square, e descemos a Northumberland Avenue, até chegar à Hungerford Bridge. Atravessamos a ponte para cruzar o Rio Tâmisa, já que a London Eye fica do outro lado do rio.

 

A London Eye foi construída para ser uma atração temporária da cidade, mas hoje é um dos cartões-postais de Londres. Esta roda-gigante realmente gigante, permite ao visitante ter uma ampla visão da capital britânica, incluindo excelentes vistas para o Parlamento e o Rio Tâmisa. Sempre há uma fila para entrar, mas como a roda gigante não para de girar, são muitas cápsulas (32) e nelas cabem 25 pessoas em cada uma, o tempo de espera não é tão grande assim. O passeio dura 30 minutos e os ingressos podem ser comprados antecipadamente pela internet (http://www.londoneye.com), inclusive com desconto. O problema é que como nem sempre o dia em Londres está aberto, ao comprar antecipado, você pode dar o azar de comprar para um dia em que a visibilidade não está boa e acabar não vendo toda a cidade lá de cima. Nós mesmos, só resolvemos ir para a London Eye no momento em que saímos da National Portrait Gallery e verificamos que não não tinha nevoeiro naquela hora, apesar do tempo nublado.

 

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Existem diversos tipos de ingressos, inclusive um com valor extra para não ter que enfrentar a fila para embarcar, e em todas, estão incluídos tickets para assistir a um filme em 4D, no mesmo prédio onde se compram os ingressos. Para quem pretender visitar também o museu de cera de Madame Tussauds existe também um ingresso “combo” com desconto para a compra simultânea das duas atrações. O museu de Madame Tussauds é um dos mais concorridos de Londres. Embora o passeio seja muito divertido e o museu se renove periodicamente, não fomos, por que já tinhamos conhecido da outra vez que estivemos em Londres e recentemente tínhamos ido também aos que ficam em Berlin e Los Angeles. Mas vale a pena ir e fica a dica (http://www.madametussauds.com). É divertido e foge um pouco do restante que se vê na viagem.

 

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Saindo da London Eye, aproveitamos para passear pelo calçadão da margem sul do Tâmisa, entre o London Eye e a ponte de Waterloo, e conhecer o Southbank Centre – complexo cultural que engloba o Royal Festival Hall, a Hayward Gallery, o Queen Elizabeth Hall, o BFI e mais um monte de lugares interessantes.

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Uma visita ao Museu Britânico é obrigatória em qualquer lista de atrações na capital inglesa. Com um acervo de mais de 13 milhões de peças, é o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo, tendo sido fundado em 1753. Como já haviamos o visitado na viagem anterior, e sabíamos do seu tamanho, deixamos para ir pela manhã, quando estivéssemos com disposição e descansados após uma boa noite de “recuperação física”, para enfrentar os seus três andares, e poder ficar horas e horas andando de um lado para o outro. O British Museum dispõe de peças de praticamente todas as culturas que já existiram no planeta, sendo extremamente difícil priorizar, embora necessário, o que se vai ver, devido ao enorme acervo que possui. Por isto, entre no site dele (http://www.britishmuseum.org) e faça antes uma breve seleção daquilo do que mais lhe interessa, nos mesmos moldes do que sugeri no caso da National Gallery. Entre o muito que se tem para se ver, estão a Pedra de Rosetta (a chave para o deciframento dos hieróglifos egípcios), os Mármores Elgin (extensos fragmentos do Parthenon de Atenas), armaduras de samurai, o tesouro Oxus dos Persas, diversas múmias, máscaras astecas, moedas do período helenístico e uma estátua de Moai, da Ilha de Páscoa. Não deixe de conhecer também o Great Court, que é a sala de leitura, no centro do grande pátio, que foi frequentada, por entre outros, Karl Marx e Lênin.

 

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Como não quisemos fazer uma visita muito corrida, gastamos a manhã toda lá e já saímos do Museu Britânico pensando no almoço...rs. Dali onde estávamos tínhamos vários opções de onde poderíamos almoçar, como a região do Soho ou de Convent Garden, por exemplo. No entanto, ao descer a Great Russels Street, acabamos encontrando mais um daqueles restaurantes que não vi ninguém comentar, mas que é bem aconchegante, chamado Garfunkels (http://www.garfunkels.co.uk). O que fomos fica na Tottenham Court Rd, mas ele também pode ser encontrado em outros endereços pela cidade, inclusive, próximo da Trafalgar Square, conforme fiquei sabendo depois, sendo portanto uma ótima opção também para quem for almoçar, antes ou depois, de uma visita à National Gallery.

 

O Garfunkels fica a um quarteirão da Oxford Street, que é uma rua imensa e onde se encontra de tudo. É o paraíso das compras e uma das ruas comerciais mais movimentadas da cidade, possuindo até um site próprio: http://www.oxfordstreet.co.uk/. Entretanto, seguimos a pé, até Convent Garden, que é uma região hiper movimentada, com comércio intenso e cheia de turistas, especialmente na época em que fomos, a uma semana do Natal.

 

O “centro das atenções” de Covent Garden é Covent Garden Market (http://www.coventgardenlondonuk.com), um lugar repleto de lojas e restaurantes. Próximo a ele, estão a Royal Opera House e o London Transport Museum. Embora tenha sofrido várias reformas e modernizações, o Covent Garden Market foi aberto a 180 anos atrás, mas desde 1654, já existiam outros mercados no mesmo lugar. O Covent Garden Market é muito simpático, bem frequentado e conta com artistas de rua nos seus arredores. Além das lojas próprias, próximo dali, na rua Long Acre, estão instaladas várias outras lojas de marcas conhecidas. É um ótimo lugar para quem gosta de comprar produtos de qualidade e de grife, mas que também esteja de bolsos cheios...rs.

 

Para quem ainda estiver com tempo e disposição, continue na Long Acre até o final dela, quando então começa a Cranbourn Street, para chegar até à Leicester Square, que é aonde acontecem os grandes pré-lançamentos de filmes na cidade e onde fomos na nossa primeira noite em Londres, antes mesmo de ir a Manchester. Em uma das laterais da Leicester Square existe uma central de vendas TKTS que oferece descontos para as peças e musicais em cartaz. Os ingressos são vendidos para apresentações no mesmo dia ou até uma semana de antecedência, e algumas vezes podem ser comprados por preços bem acessíveis.

 

Bem próxima da Leicester Square está a Piccadilly Circus, região super movimentada, e famosa pelos seus letreiros e painéis luminosos e a fonte com a estátua de Eros. É onde se encontram algumas avenidas importantes da cidade, como a Shaftesbury Av., Regent St, e Piccadilly.

 

De Piccadilly Circus, resolvemos pegar o metrô para ir até Baker Street, com o propósito de conhecer o Museu de Sherlock Holmes (http://sherlock-holmes.co.uk). A própria estação de Baker Street já tem parte de suas paredes azulejadas com a sombra do rosto do famoso detetive criado pelo escritor Arthur Conan Doyle. Se você sair da estação pela Marylebone Street, encontrará uma estátua de bronze de Sherlock Holmes, possivelmente cercada por turistas tirando fotos...rs. Nas lojas próximas, verá à venda, não só réplicas do cachimbo do detetive, como também lupas, chapéus, chaveiros e outros souvernirs.

 

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O Museu fica na 221b de Baker Street, e para quem saiu da Marylebone Street, basta virar a primeira rua à direita. Já tinha lido que o Museu era “fraquinho” (e realmente é...), mas como meu filho estava interessado, fomos assim mesmo. Os ingressos, que são bem conta, são vendidos em uma loja existente ao lado da entrada do museu, por vendedores devidamente caracterizados como na época em que acontecem as estórias de Sherlock Holmes (1881-1904), e onde inclusive, termina a visita. Por ser a “bilheteria”, a lojinha pode ser acessada independentemente da pessoa visitar ou não, o museu, que por si só, é bem pequeno e apertado. Devido a sua falta de espaço, o número de pessoas que podem circular pelo museu é limitado, razão pela qual, sempre existe uma fila do lado de fora para entrar. Lá dentro, são expostos algumas peças citadas nos livros e recriados algumas cenas com bonecos de cera. Apesar da simpatia dos funcionários do lugar, é uma atração para quem gosta e conhece bem os livros daquele famoso detetive.

 

Para quem está lendo este relato, por conta dos Beatles, ao lado do Museu do Sherlock Holmes, existe uma loja dedicada aos Fab Four, chamada de “Come Together”. Embora esteja longe da organização da loja existente no Beatles Story, em Liverpoll, lá você irá encontrar produtos dos mais diversos tipos, e ótimo para presentear quem gosta da banda. Dá de 10 a 0 naquela lojinha que comentei logo no início do meu relato e que fica próximo de Abbey Road. Exatamente do outro lado da rua, existe uma loja dedicada a todas as outras bandas de rock.

 

Bem próximo destas atrações está o Museu de Cera de Madame Tussauds que já mencionei anteriormente, e The Wallace Collection. (http://www.wallacecollection.org). Esta última, é um museu/galeria que exibe uma coleção até então particular de obras de arte, móveis e porcelanas dos séculos XVIII e XIX e que foi toda doada pela família ao povo britânico em 1897, inclusive o próprio palacete onde o museu está instalado. Abriga obras de pintores como Titian, Rembrandt, Hals (The Laughing Cavalier) e Velázquez, e a entrada é gratuita.

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Começamos nosso último dia completo em Londres, nos dirigindo a Camden Town, que é a quarta atração mais popular de Londres, reunindo cerca de 100 mil pessoas a cada final de semana, especialmente aos domingos. A região ficou famosa pelo seu mercado de artesanato aberto no início dos anos 70, e principalmente pelo público que este mercado atraiu. O lugar foi, e ainda é, a meca dos punks, mas hoje eles dividem o espaço com outras tribos e sociedades alternativas, e claro, com os turistas. As fachadas das lojas já são uma atração em si, com enormes caveiras, corpos, robôs, botas, aviões e até o Cristo Redentor !!!! Tudo para chamar a atenção dos frequentadores para as lojas existentes na região, e que vendem desde roupas e acessórios alternativos, vintage ou de estilistas locais, até antiguidades, móveis, bugigangas em geral, discos e CDs, jóias, souvenirs e artesanato. Existem também centenas de oficinas e estúdios de designers, stands, cafés, restaurantes, bares, lojas de tatuagem e piercing.

 

O lugar é bem diversificado, mas o que mais me chamou a atenção foi Stables Market (http://www.stablesmarket.com), que é um mercado instalado nos antigos estábulos de uma companhia ferroviária, sendo o maior da região, com quase 500 lojinhas, funcionando nas antigas cocheiras. Logo abaixo do Stables Market, à beira do Regent’s Canal, está o Camden Lock Market que é um mercado de artesanato original dos anos 1970 e que hoje vende produtos diversificados. Há uma parte coberta (Market Hall) e uma pátio aberto, o West Yard. Ali concentram-se as barracas de jóias/bijouterias artesanais, objetos de decoração, pinturas, gravuras, e de livros e cd/discos. Existem ainda o Camden Lock Village, o Camden (Buck Street) Market e o Inverness Street Market vendendo basicamente os mesmos produtos.

 

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Passamos a manhã toda na região e como o nossa próximo destino era conhecer o Natural History Museum, resolvemos almoçar lá mesmo em Camdem Town, antes de prosseguir. Depois de tantos dias comendo e experimentando os mais diversos pratos ingleses, e falando só inglês, não resistimos e escolhemos um restaurante brasileiro chamado “Made in Brasil” (http://madeinbrasil.co.uk), que é justamente aquele que tinha na fachada o Cristo Redentor. Fomos muito bem recepcionados e atendidos e matamos a saudade da comida brasileira. No mesmo local à noite, acontecem shows de música latina e brasileira regadas à caipirinha e cerveja nacional.

 

Na hora de ir embora fomos até a estação de metrô Camden Town. Nossa próxima parada era conhecer o Natural History Museum (http://www.nhm.ac.uk), o maior e mais importante acervo de história natural do mundo e que possui cerca de 70 milhões de espécimes, entre fósseis, slides de seres microscópicos, e esqueletos dos extintos dodô, de dinossauros, de mamute e de baleia-azul. Dividido em quatro partes distintas, o museu também conta com uma gigantesca biblioteca de história natural. Ao entrar no belo edifício onde está instalado, você já verá um enorme esqueleto de dinossauro bem no meio do hall. Nas diversas galerias são apresentados temas distintos como terremotos, genética, astronomia, sustentabilidade, corpo humano e mamíferos gigantes. O museu é bem legal, especialmente a ala dos dinousauros, com diversos esqueletos e réplicas robotizadas. A entrada no museu é gratuita, mas cobra-se pelo mapa de localização das salas que fica disponível na recepção do museu em diversos idiomas.

 

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Dali fomos ao Royal Albert Hall (http://www.royalalberthall.com), a famosa sala de espetáculos redonda inaugurada em 1871 e ao Albert Memorial (http://www.royalparks.org.uk/parks/kensington-gardens/kensington-gardens-attractions/the-albert-memorial), que fica em frente, em Kensington Gardens. Só conhecemos o Royal Albert Hall por fora, mas é possível fazer um tour pelas suas dependências mediante agendamento prévio, ou um tour virtual pelo site. Pertinho dali, para quem ainda tiver pernas, está o Victoria & Albert Museum (http://www.vam.ac.uk) que é um museu de arte e design, mas onde não são exibidas somente pinturas e esculturas, mas também artefatos das mais diversas culturas, incluindo cerâmicas, mobiliário, moda, jóias, fotografias, tecidos, objetos em metal e vidro. Este museu também é gratuito.

 

Como os museus de Londres fecham normalmente por volta das 17:00 – 18:00 horas, horário variável conforme o dia da semana e da época do ano, aproveitamos os finais de dia fazendo compras e experimentando algumas opções de alimentação mais rápida da cidade, algumas citadas aqui no site Mochileiros. No meu último post, que não será o próximo ainda, comentarei um pouco sobre isto, que é um assunto que sempre desperta a curiosidade dos brasileiros.

 

A saga continua...rs

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    • Por danicsml
      Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias.
      Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades:
      Los Angeles: 3 dias
      Las vegas:  2 dias
      Willian - Grand canyon: 02 dias 
      Page: 1 1/2 dia
      Monument Valley: 1 dia
      Moab : 1 dia
      Salina: só pernoite
      Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite
      Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite.
      Total gasto: 22 mil para o casal (é minha gente o dolar tá qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Pessoal eu vou consertar uns valores aq e já posto de novo!!!
       
       
    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
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      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/








    • Por tabatajac
      Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias, além de diversos desvios.
      Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro.
      Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar.
      No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um).
      O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada.
      DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu
      Distância: 8 km
      Tempo: 7 horas
      Ganho de altitude: 1.145 metros
      Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20.
      O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual.

      Pedra do Queijo

       
      Pedra do Queijo 

      Visual de cima da Pedra do Queijo
      De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu.

      Parada no Ajax
      De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba.

      Subindo a Isabeloca

      Topo da Isabeloca
      Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima.

      Chegando nos Castelos do Açu

      Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus

      Pôr do sol dos Castelos do Açu
      Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir.
      DIA 2 – Castelos do Açu x Sino
      Distância: 7,5 km
      Tempo: 8 horas
      Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca).

      Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos

      Nascer do sol dos Castelos do Açu

      A Serra dos Órgãos e a nossa barraca

      Abrigo visto de cima dos Castelos
      Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia.

      Saindo do Abrigo do Açu

      Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho
      Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia.

      Subindo o Morro da Luva

      Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo

      Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto
      Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente.
       
      Totens e Elevador visto de longe

      Elevador
      Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali).

      Morro do Dinossauro

      Cara mal humorada do Garrafão
      De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino.

      Pedra da Baleia
      Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos.

      Pessoal subindo em direção ao Cavalinho
      No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂
      Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!).

      Cavalinho
      Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro (obrigada pessoa que teve que carregar esse troço nas costas para colocar ela ali) e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume.

      Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia
      Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos.
      DIA 3 – Sino x Teresópolis
      Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria
      Tempo: 4 horas até a barragem
      Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino.

      Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4

      Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino
      De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só.

      Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo

      Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo
      A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis.

      Começando a descida para Teresópolis
      O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque.

      Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3
      Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄

      Chegamos!
      DICAS
      Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante.
      Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar.
      Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial.
      Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar.
      Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração.
      Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria.
      Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha.
      Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo.
      Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo.
      Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho.
      EQUIPAMENTO
      Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l
      Barraca: Quechua Arpenaz 2XL
      Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C)
      Isolante: Conquista 9mm
      Travesseiro: Quechua Air Basic
      Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact
      Panelinha e utensílios: Quechua
      Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos)
      Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens)
      Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200
      ALIMENTAÇÃO
      Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim).
      Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu.
      Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado.
      DESVIOS
      Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
       
    • Por kely.alves
      Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!!
      Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀
      Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas.
      Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados.
      Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação:
      13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite)
      14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste
      15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      16.06.2018: Trilha da Galheta
      17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP
      Dia 1: Chegada em Floripa
       

      Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita!
      Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais.
       

      📌Sugestão:
      Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲
      Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado.
      Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas.
      Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste
      De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo.
      Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro:

       
      📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo.
       

       
      Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares:

      E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo?
      Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste:

      Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa.
      Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro.
       

      É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança.

      À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia.
      Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção.

      Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo)
       

      Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado.
       

      O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos)

       

      A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico.
      Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo.
      Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender!
      📌O que levar para esse passeio:
      Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro:

      Foi muito produtivo!
      Breve resumo histórico:
      "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.                                                                                                                                          Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
      Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
      No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
      Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis."
      Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571
      Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas.


      Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750.

      Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil.
      Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique.  

       
      Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/)

       
      Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍

      Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa)
      Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas.

       

       
      Dia 4: Trilha da Galheta
      Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta.

      No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados.

      Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento:

      Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele  tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista:

      Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional.
      Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho:

      O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul.
      (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/  https://arqueoastronomia.com.br/atividades)

      Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte.

      Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar.
      Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza:

      Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui.

      Valeu a pena!


      Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe

      Pessoas sensacionais. E que noite!!!
      O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro).
      Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho.
      Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito.

      Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora.
      Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.

       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Fernando Alvares
      Olá pessoal! Fui pra Thailandia março passado, demorei um pouco pra escrever esse roteiro por que estava criando coragem... já que eu acho que vai ficar bem grande, mas eu vou tentar resumir ao máximo ok! 
       
      Primeiro, comecei a pesquisar passagens desde Setembro de 2017 pra viajar em Março de 2018 (Uma das partes mais chatas da viajem já que você fica tetando sempre escolher o vôo mais barato, tentando mudar hora do vôo, data, dia... já que é uma das partes mais caras da viajem né... no final depois de meses e meses comprarmos uma passagem por 3.600 reais no Submarino Viagens, tinha passagem de quase 5000 reais na época, foi o melhor preço que achamos. E com a vantagem de ter conexçoes longas em Frankfurt (8 hrs) e em Xangai (13 horas) eu sempre prefiro quando voo pra fora pegar a conexcão maior que tiver... assim não corre o risco de perder o voo seguinte por causa de atraso... e ainda deu pra conhecer dois paises heheh! Esse foi o trajeto:

      Beleza, como eu moro em São Luis e o voo era de Sp, peguei um de quinta pra sexta, cheguei 9 da manha em Sp e esperei no aeroporto até as 7 da noite pra pegar o voo pela Lufthansa..

       Rapaz o que foi esse vôo? Meia hora depois em embarcar já estavam servindo comida....e muito boa por sinal....Ae pensei beleza, agora vamos dormir..... que nada síô! 1 hora depois veio um lanche com vinhos e queijos... beleza... vou dormir agora... que nada rapa! 2 horas depois veio mais um lanche.....engraçado que a aeromoça da Lufthansa era portuguesa,  nos tratou super bem.... agora era hora de dormir por 11 horas até chegar em Frankfurt.... que nada rapa!!! Ainda trouxeram um chocolate Kitkat gigante! pela foto parece pequeno mas era grande... 

      ! Esse pessoal deve ta querendo deixar a gente de bucho pesado pra poder todo mundo dormir a viagem toda e não dar trabalho pra eles só pode... ok chegamos em Frankfurt 10 da manhã e sairíamos umas 8 da noite, claro que a gente não ia ficar no aeroporto esse tempo todo... fomos procurar a imigração pra pegar o visto temporário pra pegarmos o metro.. Oha eu tava achando que os alemâns com toda aquela historia de guerra e tal seriam um povo rude, mas muito pelo contrário, foram bem simpáticos.... sair do aeroporto pra pegar o metrô foi muito fácil... você procura a imigração, depois vai sair em uns totens eletrônicos onde digitaliza o passaporte, tira foto, fala o motivo da viagem (tudo muito fácil pra quem sabe inglês) e depois vai no guichê da alfandega pro guarda conferir tudinho e é liberado...  Depois descemos as escadas e fomo pegar o metrô, a máquina não queria ler os Euros que a gente trocou no aeroporto, então tive que usar meu cartão internacional pela primeira vez...tsc...  Como estávamos em grupo e ainda achamos mais brasileiros no trecho, compramos o que da direito ha 4 pessoas ida e volta..  Chegamos na praça em 20 minutos, saímos, fomos em um shopping só pra ver umas coisinhas.... tiramos algumas fotos, visitamos uns prédios históricos e a ponte que liga as cidades lá..  Não vou detalhar como ir do aero pra praça, na net você acha um monte de site explicando se não vai ficar imenso mesmo o texto... Como eu estava solteiro na época nem precisei levar meu cadeado pra por na ponte uhuhhu! 
       

       
      Ok, Frankfurt visitada! Chek! Comprar lembrancinhas e voltar pro aero pra ir pra Xangai!
      Quanta diferença do voo Alemão pro Chinês... Claro que eu fui pedir o café da manha chinês para experimentar... Olha só comi por que tava curioso mesmo...mas o negócio é tendo viu?  O br do meu lado entrou em desespero quando viu... pediu pra eu não comer huaauha... mas eu queria ter a experiencia autêntica...então engoli... (graças que não passei mal depois) uhahua... 

       
      Tirando isso eu fui tirar sarro com as aeromoças... fui procurar me distrair pedindo pra me ensinarem a falar algumas palavras em chinês.... engraçado que eles tentavam e caiam na gargalhada quando eu tentava falar...mas juntou uns 5 chineses tudo perto de min ...devia ter tirado uma selfie com eles...foi um momento engraçado.... no mais achei eles muito divertidos e educados uhahua.
      Chegamos no aero de Xangai... um dos lugares mais tensos da viagem, por causa da burocracia tanto pra entrar quanto pra sair do aeroporto.. (Quem for fazer rota passando pela china eu recomendo pegar o voo com uma escala realmente grande entre os voos... por que além do formulário que você preenche no avião (Devia ter tirado foto mas como é uma aréa que não pode usar celular não quis na hora...mas depois usei e foi de boas) tem outro no guichê do aeroporto...e  não tem caneta não viu? levem suas canetas!!!  
      Ok 13 horas na China...hora do Stopover.... bem antes disso fomos pegar o visto chines de 72 horas... bem tranquilo...a gente não precisou nem falar quase nada nem em inglês... o guarda lá só pediu nosso itinerário de passagem, conferiu e aprovou o visto... coisa de 10 minutos... então hora de pegar o Magleve (trem bala que 'flutua"), rapaz... vc nem sente o bicho andar...e é rápido... no dia tava a 385km/h mas já chegou há 400... 

       
      Ok finalmente Xangai e comer algo sem ser comida de avião.... Claro que o menu era todo em chinês....e tudo comida apimentada... pra quem não entende tem um gráfico com fotos de pimenta (um icone na verdade) que pode variar do 1 ao 5... eu ia pedir com 2 de pimenta...mas alguém da mesa me atrapalhou e não vi que mudei o pedido....e  veio um prato com grau 5 de pimenta.. ☠️ mas eu já tinha pago né.... era uma colherada, uma enxuga testa suada... uma colherada uma enxuga testa suada... 

       
      Alías bem onde a gente foi tinha a loja da Disney de Xangai... quem for fan deles vai gostar.... crianças vão pirar...

       
      Beleza vou ter que sair agora mas continuarei ...ainda tem muita coisa pra falar....;P
      Ok! Depois de 3 dias de viajem.... 3 dias sem tomar banho... , dormindo todo desconjuntado...  com inveja do pessoal da primeira classe...(Acho que vou morrer e nunca voar de primeira classe ;(  ) chegamos na Tailandiaaaaa!!!
      Corre pra comprar um chip de internet.... no aero embaxo no 1º piso tem um monte de vendas de chips... compramos na True alguma coisa... não lembro o nome direito...devia ser True Internet...8g por 56 reais....era um stand todo vermelho. ..ok instalar Uber e Grab (Um "Uber' da Asia") e vamos chamar o motorista......como era 3 da manh não teve muito trânsito pra chegar no hostel,, o que foi bom já que estavamos cansados... chegou o carrono andar de baixo e a gente no andar de cima perdidinhos...depois de procura de lá, procura de ka achamos o motorista....e lá fui eu entrar pela porta direita esquecendo que o volante era desse lado... 
      Alias aqui vai uma foto (Eu tenti por video, mas não acertei  video com exemplos de comida de lá que você acha na 7 Eleven...(Tem em todo canto, em todo lugar)... 50 bht...5 reais praticamente...

       
      Certo....primeiro templo pra visitar....e um calor tao grande que eu não tive coragem de sair de calça do hostel.... resultado comprei uma na praça em frente (tem um monte de vendedor) por 10 reais.....ok entra em fila...gente pra caramba...chines pra caramba...mas nao assim, como em um show que você anda tronbando nas pessoas....mas mesmo assim cheio... e tira foto com Buda (Buda tem de dar a pau lá...deve ter mais estatua de buda do que mosquitos..) .hahaha alías falando em mosquito eu nem usei nenhum repelente.... nem quando fui pra selva pro santuário dos elefantes... certo...termina de visitar o templo e vai pra praça ver algo pra comer.... quando de repente.... poof!! lembra do calor de lascar? pois não é que a mulher do meu lado desmaiou? Corre, junta gente em cima, deixa ela respirar, pega água...chama tuc tuc e manda pro hospital..  o calor é brabo mesmo nessa época do ano.  (Março 2018)...

      Eu vestido com a "calça' que comprei... tecido bem leve....é até legal de comprar pra dar de lembrança pra alguém...
      Certo... e lá fui eu comprar um sorvete de Durian (Pense em uma fruta fedida e cara) pra provar o sorvete já que não tinha coragem de comer a fruta in naruta (Tem cheiro de corpo em decomposição) mas até que o sabor não era tão ruim não...
      Há lembrei!  Esqueci de comentar que na saidas do aero deixamos nossas malas e mochilas nos aeroportos mesmo...você paga uma pequena taxa pra deixar lá e ir visitar a cidade... se não me engano na Alemanha foi 8 euros...e em Xangai 25 Yenes... e quando a gente foi pro local dessa torre em Xangai: 

      Nos tivemos que pegar metro além do trem bala... pra chegar foi fácil...mas pra voltar complicou...a gente ão sabia nem como comprar nem como como marcar o trajeto que queríamos pra voltar pro aeroporto (ja que lá você comprar a passagem pela distancia percorrida...) e eu comecei a ficar preocupado que todo chines que eu abordava pra ver se ajudava não falava nada de inglês... a nossa sorte foi que acabei achando uma brasileira que tava fazendo intercambio lá no meio daquele povo todo e assim consegui pedir pra ela comprar as passagens pra gente...ufa..
      Ok depois eu continuarei...P
      Aff escrevi um monte e não salvou....tsc...outro dia continuo então... me desanimei hoje...
      Ok deixa eu ver onde eu parei.... acho que foi na chegada em BKK... Ok! Chegamos praticamnete 3 da matina e fomos comprar nosso chip de internet que se não me engano foi 60  reais (600 tailandeses)  por 20 dias de Net com 8gb disponível....o que deu bem pra suprir os 15 dias lá...e olha que ainda sobraram quase 2gb.... e o mais incrivel era que no meio do oceano lá nos barcos a internet pegava que era uma beleza... alias pegava em qualquer lugar lá...o quiosque da net era um vermelho chamado True Net se bem me lembro. Ok chama Uber se toca pro Hostel... como foi de noite o trânsito tava vazio... mas se você for chegar de dia lá prepare-se pra pegar um longo engarrafamento até seu hostel/hotel...  Melhor pegar o metrô que fica dentro do aeroporto e tentar ir ao máximo perto de onde vais ficar e depois pegar o Uber ou Grab (Que é o Uber asiatico, tudo pode ser baixado pelas stores da net).
      Ok! Primeiro dia em Bkk... acordamos, pomos o pé pra fora do nosso maravilhoso quarto com ar condicionado e fritamos literalmente..... nessa época não é quente lá não, o capeta deve sair de viagem de lá pra poder pegar um friozinho em algum lugar.... melhor ter um boné, chapéu, até guarda chuva pra proteger do sol viu? Tava tão fresco que logo no 1º dia lá uma turista do nosso lado desmaiou...e corre e chama Tuk Tuk pra levar ela pro hospital, coitada.
      Ok, lá fomos nós visitar o Templo Esmeralda, O templo do Amanhecer e mais um lá que esqueci o nome...  praticamente pra você visitar os templos da pra ir andando, só tem que atravessar o rio pra poder ver o do Amanhecer... que custou miserios 20 centavos de Bath... mas vá cedo por que esse fecha cedo...  Alias templos é o que você mais vai ver lá, tem os famosos e tem uns pequenos mas também bonitos em praticamente todo lugar da Tailandia... tanto templo que eu nem tava fazendo muita questão mais de visitar eles.... (O principal que eu queria fazer nessa viagem era mergulho e visitar o templo dos elefantes).
      Há sim, se você não for de calça pra visitar os templos pode comprar uma calça que eles vendem lá por 10 reais (100 Bath) tem um monte de vendedor na praça em frente ao templo vendendo várias... é até legal de trazer da viagem como lembrança para você ou amigos, pena que eu só me toquei disso depois e comprei só uma mesmo.... tipo essa da foto embaixo:

       
      Outra coisa, lembrem de beber só água de garrafa ok? Isso você pode comprar nas 7 Eleven da vida lá que tem em todas as esquinas de lá praticamente... 
      Falando em água e comida eu levei 1200 USD pra passar esses 18 dias lá.... mas eu me lasquei um pouco no fim da viagem por que tive que pagar um hotel em Kho Pipi que achava que já tinha pago os dias todos mas faltava 1 diária... e lá as coisa são meio caras.... então tive que entrar no cartão internacional... uiiii... mas tudo bem, tinha dia que eu nem almoçava pra poder economizar... voltei 2.5 kilos mais magro dessa viagem uhahuauha! Bom que tirei o bucho (Mas depois recuperei tudo no Brasil já que fui direto pra uma churrascaria rodizio quando voltei...) kkkk!
      Certo e de noite o que fazer? Khaon San Road né...  onde você pode ver vários tipos de comida..(Lógico que comi escorpião e não desses pequenos, o médio...  o gosto não é ruim confesso, me lembrou o camarão... o ruim são as garras que ele usa pra se defender que são duras pacas. tentei comer mas tava quase quebrando os dentes então cuspi fora...) e graças que não senti nada... alias pesquisando eu nunca li ou ouvi ninguém falar que passou mal por ter comido escorpião de lá...  também tem massagens (claro) lugares pra comprar roupas, bares pra beber com show ao vivo....  o mais interessante mesmo são as comidas....  Agora se você for sensível vai ficar enjoado é com o cheiro da comida de lá... não tenho como descrever mas seria enjoativo e nauseante.. (Bem acho que são as mesmas coisas essas palavras..) Bom tem Mac Donalds lá, mas viajar pra Tai pra comer em Mac?? Namm! 
      Uma das primeiras comidas que comi lá, lula na brasa com pimenta (Pimenta Everwhere, então cuidado):

      Pior que esse negocio parece um pinto huauhauha.
       E aqui a foto do preço de alguns tipos de massagem que vocês podem encontrar lá:

      Confesso que eu cometi o pecado de não fazer nenhuma massagem nessa viagem.... acho besteira gastar dinheiro com isso, preferi gastar com comida... vai de cada um e suas prioridades... mas dizem que é muiiiiiito bom a massagem tai. 
      Quanto a questão de segurança lá... a gente ia andando do hostel pra Khaon San de madrugada de boas.... 2 horas da manhã por ae e tudo tranquilo.. . só teve um começo de briga la pro meio da madrugada mesmo mas acredito que foi efeito da cerveja em uns americanos malucos que estavam por lá.... 
      No último dia fomos pro shopping MKB Center... se tiveres que comprar alguma Go Pró ou câmera pra viagem, deixe pra comprar aqui... um amigo meu comprou uma por 1000 reais de diferença em relação ao brasil.... também comprei meu PS Vr por 1400 mas esse não achei um preço tão diferente se bem que olhando agora na Saraiva por exemplo ele ta 1.800... No MBK você encontra de tudo, desde coisa caras como Ouro e lojas de produtos caros até câmelo tudo no mesmo lugar...e é enorme o prédio... 4 andares praticamente... tem que reservar 1 dia inteiro pra tentar conhecer tudo se a sua vontade for de torrar dinheiro lá...
      Tambêm fomos no Siroco (Aquele prédio onde foi gravado o filme "Se beber não case)..  tranquilo pra entrar, mas tem que ir bem arrumado... preços claro que são mais caros.... vale pela vista panorâmica da cidade... mas fora isso não achei nada demais...  meio espirito é meio largadão, me sinto desconfortável em lugares xiques demais...)
      Certo, hora de ir pra Ayutthaya conhecer as 7 cachoeiras dos 7 niveis de dificuldade pra subir até a última..  Espera estou pulando partes.. como fomos de Bkk pra lá? Iamos de trem mas chegamos atrasado na estação e perdemos o dito cujo...  a gente foi pra estação errada.... a sorte é que como estávamos em grupo conseguimos uma van pra levar a gente e compartilhando o preço não saiu caro pra ninguém... 
      Ok chegamos no hostel depois de quase 1 horinha de viagem.... sem ver 1 buraco no asfalto.. (eta Brasil) e já que estávamos no interior qual seria o jeito mais econômico pra se locomover pela cidade? alugar motinhas claro (Se bem que eu fiquei com o cú na mão, já que fazia mais de 20 anos que eu não andava de moto, e cair e se quebrar na Tailandia? mas se todos os outros iam pegar eu não podia amarelar...)  
      Pra alugar as motos é muito fácil, você pede pro gerente do hostel ligar e eles te levam elas no horário combinado... só vão pegar alguns dados com você e um calção que pode variar de 2000 há 3000 bath depende...  e são aquelas faceis sem marcha... só acelerar e frear.. (Mas tem grande de marcha se você souber pilotar) aqui vai uma foto com o preço do aluguel da moto em vermelho... e são alugadas por 24 horas:

      Certo.. motos alugadas... cú não mão...e sair pras cachoeirias.... que ficavam há 60km de distancia (40 minutos praticamente) indo pela estadual... graças que o trânsito no interior não é tão ruim como na cidade.... pense em um rapaz duro e tenso pilotando a moto... uhahuau) chegando lá paguei 30 bath pra poder ir nas cachoeiras... que são divididas em 7 levels... se você conseguir chegar na última parabéns ;P  há sim não fique com medo dos peixes que tem lá... eles são o mesmo que são usados pra fazer massagem nos pés em aquários em shoppings..  a diferença que lá eles são adultos, então pode incomodar um pouquinho a bocada deles nos seus pé... mas nada que tire pedaços.. (Mas as meninas pegaram um susto e saíram correndo da água uhahuahu)
      Lá também da pra ir visitar a Ponte do Rio Kwai se você for um curioso sobre guerras que nem eu... a ponte já é toda moderna, mas visitar ela pra quem curte historia de guerra é legal.

      Tem um filme bem antigo sobre a historia dessa ponte,  um clássico de 1957:

      Que diferença hein? ;.P
      Continua....
      Beleza .. em Ayutthaya você pode visitar também o Buda deitado (Buda do street Fighter) no dia que eu fui tinha um guarda mala lá que não tava deixando fazer poses dos lutadores do Street Fighter.. tsc... mas tem amigos que fizeram sem problema nenhum....
      Pra visitar os templo lá são um pouco mais distantes do que na cidade lógico... então a gente encontrou uma senhora em uma Kombi e fomos lá perguntar quanto ela fazia pra nos levar para visitar os principais templos.... acabou saindo 250 bath pra cada que no total foram 1000 bath... 25 reais pra cada... acho que foi um bom preço. 
      Certo... lembrei, até agora comendo de boas a comida da tailandia.... bem pra dizer a verdade comia de dia e ia pro banheiro de madrugada e isso foi só por causa da pimenta que não estava acostumado e foram só umas  3 vezes na viagem....  (Pior foi uma amiga que comeu um hambúrguer e  acho que o ovo não tava legal e ela for parar no hospital mesmo coitada.... acabou perdendo nosso dia de mergulho por causa disso...)
      Hora de ir de Ayutthaya para Chiang Mai! Fui de trem de primeira classe comprando os tickets com 3 meses de antecedencia pelo site http://www.thailandtrainticket.com/ (Na net tem sites explicando o passo a passo, posso adiantar que não é nada complicado) e você pode escolher pegar o ticket lá no escritório deles ou pagar 10 reais para deixaram no hostel... (O que eu fiz e foi de boas) .
      Agora confesso que se soubesse como era a 1º classe tinha pedido pra ir de segunda...  por que meu espirito aventureiro ficou triste com essa decisão quando cheguei lá.... ok você vai em uma cabine perfeita com ar condicionado e privacidade, mas a segunda classe era bem mais animada e as pessoas ficavam tipo no corredor de frente para as outras em seus beliches conversando, eu adoro poder bater papo com pessoas de outras nacionalidades ou apenas observar mesmo... o que não da pra fazer na primeira classe...  bem agora já foi....  Ha sim a viagem foi noturna o que nos economizou 1 dia de hospedagem.... 
      Na primeira classe tem banheiro separado onde dá até pra tomar banho, da até pra saber se o banheiro ta ocupado de dentro da sua cabine, como podem ver pela foto abaixo tem alguém no cagador:

      Também da pra pedir e escolher comida por essa tela... mas como as coisa são um pouco mais caras e já tínhamos lanchado na 7 eleven nem testei o sserviço..
      Um das estações que o trem para antes de Chiang... bem bonitinha a estação por sinal..

      Se você estiver na dúvida sobre o trem, do lado de fora dele tem um letreiro eletrônico:

       
      Ok, o principal passeio de Chiang Mai era ir em algum santuário de elefantes... depois de muito pesquisar e ler relatos,  resolvemos ir no https://elephantjunglesanctuary.com/..  Li sobre toda a historia de apoiar ou não um passeio desses, que os elefantes podia ser mal tratados e tudo mais....  pelo que eu percebi eles não são mal tratados... mas também hoje em dia com o homem avançando desenfreadamente contra a natureza eu acho que seria pior pros elefantes não terem esse suporte que eles tem nos santuaríos... pelo menos a comida de todo dia deles está garantida...  não sei, vai de cada um isso.
      Ok tickes comprados no Brasil e só esperar passar o povo pra pegar a gente e levar pro parque...  agora vou lhe contar uma coisa, se você passa mal indo atrás das vans quando o trajeto é cheio de curvas se prepare! Por que o trajeto até lá é subindo uma serra cheia de curvas mesmo...  o lance é tentar controlar a respiração e olhar pro horizonte até lá... 
      Certo chegamos no parque, pegamos nossas roupas do parque que dão lá pra quem faz o passeio (No caso foi de 1 dia e meio) praticamente no meio da selva..e sem mosquito nenhum pra encher o saco) e tivemos nossa aula introdutória sobre o parque e elefantes... e depois eles nos dão pedaços de cana de açucar e banana pra gente dar pros bichos comerem...
      Na foto abaixo o gordinho procurando as bananas e eu escondendo de sacana hahahah:

      Eu com minha camisa sexy que dão no parque (também deram pra gente novas no final do passeio, mas eu acho que tava incluído no pacote que compramos, só tinha esquecido esse detalhe...)
      As atividades foram... dar comida pra eles, dar um banho de lama (Se bem que isso eu não fiz certo por que eu comecei foi uma guerra de bola de lama contra as outras pessoas uhauhauha) depois levar eles pro rio pra tirar toda a lama acumulada e mais algumas fotos... também apreendemos a fazer um tipo de bola de comida pra elefantes... que eles tem poem pra socar a comida deles com o pé em uma alavanca ... você sai morto de cansado depois uhahua)..

      Olha o moedor ae em ciima...
      Ok depois voltamos pra cidade grande.. se é que pode se dizer que é cidade grande... e no outro dia a policia me pegou.  calma que eu não tava fazendo nada de tão criminoso assim, só caímos em uma blitz com as motinhas.... e como estávamos sem habilitação morrermos em uma multa de 500 bath...(50 reais por pessoa) duas coisas foram engraçadas nessa situação... eu parei a moto antes da blitz e a talandesa lá do restaurante  disse pra eu sair correndo com ela na contra mão de volta...  claro que não fiz isso... a segunda é que você paga a multa e depois eles te liberam pra andar com a moto, mesmo sem carteira....  só tem que ficar com o documento que eles te dão... inclusive te permite pilotar por 3 dias e se te pararem em outra blitz nesse tempo é só mostrar o documento:

      Não da pra entender bulhufas uhahuauha!
      Como não roubar seu carro em estilo tailandês:

      Ok mais templo, hora de ir pra Krabi.. que é Crab que é Caranguejo... Nossos trajetos de longa distancia voamos tudo pelas Low Cost asiaticas..... achei que seria mais barato do que pensei que ia achar o preço, mas também não foi nada tão caro... o problema era aquele medo de ter que pagar taxa por bagagem que na Asias as vezes sai mais caro do que a propria passagem... pra vocês terem uma idéia eu estava assim:
      Uma mochila mais o saco do PS VR que eu fui burro de comprar no começa da viagem e tive que carregar ele a viagem inteira praticamente.... não cometam esse erro.. 

      Em Krabi não tem muito o que fazer realmente... mas tem aquele templo que tem as duas cabeças de dragão em uma escadaria enorme.... que você pode ir de motinha subindo a serra com o cú na mão de novo huahuahua... pense em um cara tenso pilotando,, pior que pra subir a pista é larga, mas pra descer ela é mais estreita.... então os carros passam pertinho de você e não tem acostamento... tem um vão de onde desce a água da chuva.... só rezei até chegar lá embaixo kkkkk!
      Em Krabi da pra comprar um tênis nike oficial por 38 reais:

      Sqñ! hauhahua... olha que ese tal de jack é mais caro que o Nike...
      Continua....
      Bem continuando...Ok quase chegando ao final já... depois de Chiang fomos para Kho Pipi visitar as famosas praias da Tailândia... (O governo tailandês fechou o acesso a Maia Bay se não me engano.. o turismo estava alto demais lá e acabando com o ecossistema da natureza... parece que vão fechar por 3 ou 6 meses então veja antes de resolver ir pra lá..) se você gosta de loucuras tipo aquelas festas onde tem malabarismo com fogo, um monte de gente bebada e várias casas de show uma do lado da outra tocando o som mais alto que tiver pra atrair clientes você vai adorar a algazarra... se não ainda pode fazer mergulho com o Rodrigo (Brasileiro que tem empresa lá).
      Uma das coisa engraçadas ta Tailandia.... os chineses que lá visitam não é raro pedirem pra tirar fotos com você... selfie mesmo... ainda mais se você tiver barba... se for negro então ae que é festa.... eles adoram tirar foto auhahua.... no fim da viagem pra me vingar eu quando via um monte de chineses tirando foto eu ia lá pro meio deles e entrava de gaiato mesmo nas fotos deles uhahuahua... eles até gostavam.. ;P
      Em Kho Pipi também fiz minha primeita Tattoo na vida... em Bambu... acho que não dava pra ir até lá e voltar sem uma... não fiz com os monges, fiz em uma casa especializada mesmo na praia de K.pipi.. (Alias tem um monte de casa de tattoo lá...  doeu um pouco quando o cara sem empolgava e pensava que sua pele era um pano onde podia dar várias agulhadas rápidas de uma vez... mas foi menos dolorido do que arrancar um dente por exemplo ;P  Não tive nenhuma reação alérgica nem nada...   inclusive fiz exames laboratórias mês passado e tá tudo sossegado...  

       
      Face deles: https://pt-br.facebook.com/profundivers/
      Sobre a experiência de mergulhar.... confesso que estava meio receoso... por tinha ouvido relatos de uma mulher que se apavorou em um mergulho e quase morreu afogada no grupo de wats que eu estava participando antes de viajar. .. o tubo saiu da boda da dita cuja e ela não soube por de volta e deu esse problema todo...  meu medo também era esse...  me apavorar e acontecer a mesma coisa...
      Só que na verdade era um medo sem saber das medidas de segurança antes de mergulhar... o seu instrutor vai lhe passar todos os macetes do que pode acontecer dentro da água... como desembaçar a mascara... como recuperar o bocal de ar se ele sair do lugar... como fazer pra água sair de dentro do bocal se entrar água dentro dele... você vê que é tudo muito fácil,. só achava que era um monstro de 7 cabeças por que não conhecia essas medidas antes... mas foi uma das coisas mais legais que já fiz na vida, se quiser ir, não perca a chance!!!
      Pra não dizer que foi tudo as 1000 maravilhas só teve um momento que eu não consegui equalizar a pressão do ouvido direito... conseguia do esquerdo mas nada do direito...  foi coisa de inexperiência mesmo... depois de uns 10 minutos passou...
      Dependendo da época do ano você vai ver várias espécies de peixes... eu vi algumas bem legais... pena que não vi tartarugas... mas alguns tubarões também..  esses que comem plânctons... então não se preocupe de ser mordido.

       
      Dicas finais... na volta não conseguimos fazer o chekin de Xangai antes de sair da Tailândia... .. pedem hoje em dia 3 horas de antecedencia para voos internacionais certo...   então chegamos com 1:30 certos no cronograma mas pense em um sufoco... imagine sair do avião e dar de cara com o aero mais lotado do mundo que você já viu até hoje na sua vida...  tivemos literalmente que correr pra fazer o chekin... sorte nossa que uma das pessoas que trabalha na empresa pôs um guichê só para o nosso voo, mas mesmo assim lembram no começo o lance te ter que ter uma caneta pra escrever os dados no papel e entregar pra eles? Agora imagine isso em uma fila com um voo internacional com mais de 300 pessoas na fila com dois guichês funcionando somente? A nossa sorte foi que um cara da fila saiu e foi lá chamar uns guardas pra ocupar os outros guichês e fazer a fila andar....  depois disso ainda tivemos que correr pra passar as malas no raio x de todos...  e sem falar que ainda barraram uma amiga minha por que quando ela veio na foto dela estava com a orelha coberta pelo cabelo........e quando voltou estava com a orelha descoberta...  além de ter que achar as malas em uma infinidade de esteiras...  esse foi o maior sufoco da viagem.
      Considerações finais, o povo tailandês é muito sorridente e eles sempre vão tentar lhe ajudar se precisarem.
      A comida pode ser um desafio para quem é sensível a cheiros e temperos mais fortes, tome cuidado.
      Falando em comida lá é coisa barata de se encontrar... se for comer na rua tente escolher o lugar com o aspecto mais limpo, ou mais cheio...  
      Respeite a cultura deles e os templos e nunca fale mal da realeza.
      Bom acho que é isso...se eu lembrar de mais alguma coisa eu volto a editar aqui, boa viajem a todos.

      Há ia esquecendo... em todas as prais tem placas indicando pra onde correr em caso de Tsunami... então já sabe pra onde correr:

       
      Bem agora me vou..  espero ter ajudado! Boa Viagem povo!
      Há lembrei, se você for fazer o mergulho, pelo mor de Deus, esvazie sua bexiga antes de mergulhar.... aquele mundaréu de água vai deixar sua bexiga explodindo, e a roupa de mergulho é tão apertada que não da pra você fazer xixi nela nem se quisesse.  Também não esqueça o protetor solar nas praias ok?  
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