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Na terra da Rainha, e dos Reis do iê-iê-iê (um passeio por Manchester, Liverpool e Londres)

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O dia amanheceu chuvoso, mas mais fazia frio do que molhava. Não comentei, mas durante os dias de nossa viagem, a temperatura sempre esteve baixa e por volta dos 5 graus. O único passeio em Liverpool, que havia comprado pela internet com antecedência, era o "Beatles Magical Mystery Tour" (http://www.cavernclub.org/the-magical-mystery-tour), que sai de frente do "Beatles Story", em Albert Dock. Para chegar até lá do ponto onde estávamos, bastava descer a Hanove Street. Albert Dock é uma região que foi revitalizada há cerca de 25 anos e assim como Printworks, em Manchester, hoje possui vários restaurantes e night clubs interessantes, além de museus, galerias e lojas.

 

Enquanto esperávamos o horário do passeio, entramos em uma loja que pertence ao Beatles Story e que tem quase de tudo para vender que tenha alguma ligação com eles, inclusive uma balinha chamada “Strawberry Fields”...rs. Como a intenção era visitar o “museu” no dia seguinte, olhamos muito mas deixamos para comprar o que nos interessou para o dia seguinte.

 

O "Beatles Magical Mystery Tour" é realizado em um ônibus réplica do utilizado no filme do mesmo nome dos Beatles, de 1967, e que aliás, foi muito criticado na época. O tour passa por locais onde viveram os 4 integrantes da banda ou que foram citados em algumas de suas canções, com paradas para descer e tirar fotos em alguns destes lugares. Obviamente é um passeio para quem gosta de Beatles, por que só se fala da relação deles com a cidade e a trilha sonora que toca no ônibus, é formada pelas músicas que “casam” com os lugares que se vai visitando. O ônibus saiu relativamente vazio, com cerca de um terço de sua capacidade, e a compra antecipada pela internet acabou sendo desnecessária.

 

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Passamos por Penny Lane, Strawberry Field (um orfanato do Exército da Salvação), a Liverpool Cathedral (onde o regente do coro da igreja disse ao muito jovem Paul McCartney, em uma audição de seleção de cantores juvenis, que ele não tinha o menor talento pra música), colégios onde estudaram e algumas das casas onde eles viveram. O fim do tour acontece próximo ao Cavern Club.

 

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O tour é todo narrado “ao vivo” por um guia, muito divertido, mas que só fala em um inglês com sotaque carregado da região, que as vezes, é difícil de entender. Como pessoas do mundo todo fazem este tour, acho que deveria ter também a opção de headphones para quem preferisse escutar em outro idioma, mesmo que perdendo as piadas do guia e um pouco da ambientação do filme que eles tentam recriar. Aliás, dois fatos engraçados aconteceram durante o passeio. Primeiro é que assim que começamos a percorrer as ruas de Liverpool, o guia perguntou a cada grupo ou casal, de onde cada um era. E quando perguntaram para nós, obviamente respondemos que éramos do Brasil. Aí ele perguntou: De qual cidade? E nós respondemos: De Belo Horizonte ! E ele, no seu inglês liverpooldiano: “Belo Horizonte, Minas Gerais???“. Juro que levamos um susto e achamos muito engraçado, ele saber de qual estado brasileiro, era a capital mineira. Depois ele explicou que alguns amigos dele tinham ido a BH, participar de um festival de bandas que tocam Beatles. O outro fato, é que meu filho estava usando um agasalho com o escudo do Manchester United que ele havia comprado no dia anterior naquela megastore do Od Trafford, e o guia só tirou uma foto nossa, depois que meu filho tampou o escudo com a mão. Prá quem não sabe, Manchester e Liverpool, são cidades rivais, inclusive no futebol.

 

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Como o ônibus não pára em todos os locais que vão sendo citados e as vezes só são mostrados de dentro do ônibus, repasso uma sugestão dada pela Marina, que é fazer o tour logo no primeiro dia de Liverpool. Assim, caso algum lugar, na sua opinião, mereça uma visita mais demorada, dá tempo de voltar, já sabendo onde fica e o que se vai ver. Vale destacar que em alguns lugares, o ônibus não pára em respeito à privacidade dos atuais moradores das casas antigas onde os Beatles residiram, por exemplo. Para aqueles que desejarem, existem passeios semelhantes feitos por outras empresas em vans e com duração maior e também individuais, com carro dos anos 60.

 

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Como escrevi anteriormente, o tour termina próximo ao Cavern Club, na N. John Street, quase em frente ao Hard Day's Night Hotel, hotel que virou tema de uma das músicas dos Beatles, e que possui estátuas deles em sua fachada, na altura do 2º andar.

 

Abaixo deste hotel, na esquina da Mathew Street com N. John Street, existe uma loja, não muito grande, mas com 2 andares, só dedicada aos Beatles. Os preços de lá são melhores do que os da loja do Beatles Story, e em termos de opções, muito melhor do que aquela do metrô de Londres, que comentei anteriormente. O problema é nem tudo que se encontra em uma, tem na outra, e você acaba comprando e gastando nas duas....rs.

 

O Cavern Club de hoje, não é mais aquele em que eles tocaram cerca de 300 vezes no início de carreira, por que o local original foi fechado em 1973. Entretanto, 20 anos depois, ele foi reaberto do outro lado da Mathew Street, exatamente como era nos anos 50 e 60. Existe uma estátua do John Lennon aonde era o antigo Cavern Club, e do lado dela, abriram o Cavern Pub. Cuidado para não confundir e entrar no Cavern “errado”. Mas por via das dúvidas, faça como eu fiz: vá aos dois...rs. Internamente eles se parecem, mas o “Club”, é maior e segundo o guia do Magical Mystery Tour, é cópia fiel do antigo.

 

Mesmo sabendo que o local não é o original, não dá prá não sentir uma sensação boba de fã, ao entrar em um lugar tão significativo para várias gerações e que virou um ícone, assim como a Abbey Road. O lugar fica escondido num subsolo escuro e sem janelas. Rodeando as mesas, estão espalhadas diversas vitrines com recordações dos Beatles e de outros músicos que se apresentaram lá. Embora a banda não tenham tocado exatamente lá, Paul McCartney e Ringo Star já fizeram shows no atual Cavern Club, na fase solo deles.

 

Passados alguns minutos, um rapaz subiu ao palco e começou a tocar. Música de quem???? Beatles, claro! rs. Ouvimos algumas canções, mas a fome bateu e fomos procurar algum lugar prá almoçar nas imediações. Acabamos encontrando um “Pizza Express”, daquela cadeia de restaurantes que já havíamos experimentado em Manchester. Como já estava tarde para almoçar, o lugar estava vazio e o ambiente era mais refinado que o primeiro que tínhamos ido. Almoçamos e resolvemos tirar todo o restante do dia e noite para conhecer com calma a parte central de Liverpool, inclusive o comércio, já que o dia seguinte, seria dedicado a conhecer o Beatles Story e o Albert Dock.

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O segundo dia completo em Liverpool começou frio e nublado. Depois do café da manhã no hotel, descemos mais uma vez a Hanove Street até chegar a Albert Dock. É lá que que se encontra o “Beatles Story” (http://www.beatlesstory.com/) que alguns chamam de Museu dos Beatles, e que está localizado mais especificamente no Liverpool Waterfront (http://www.liverpoolwaterfront.org/). Evidentemente é mais um passeio para quem gosta da banda e tem curiosidades a respeito da vida e da música deles, antes, durante e após a fase Beatles. São vendidos 4 tipos de tickets para visitar o Beatles Story. O primeiro é chamado de “Ultimate Experience Ticket”, e inclui o Beatles Story Exhibition (o “Museu”), o Elvis and Us Exhibition (que está localizado em outro prédio, na região de Albert Dock), o Discovery Zone (para crianças) e o Fab 4D Experience (um desenho em curta metragem 4D, com música dos Beatles, e que fica no mesmo prédio do Elvis and Us). O segundo, o “Fab 4 Experience”, é quase igual ao primeiro, só que não inclui o Elvis and Us Exhibition. O terceiro “Elvis and Us”, só inclui o Elvis and Us Exhibition e o Fab 4D Experience e finalmente o “Fab 4D”, que só inclui o Fab 4D Experience. Como não sou fã do Elvis Presley e mesmo não sendo, já vi algumas coisas relativas a ele, em Las Vegas, optei pelo “Fab 4 Experience”, ou seja, sem “Elvis and Us Exhibition”.

 

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O Beatles Story é na verdade, uma grande exposição da banda, onde são mostrados objetos pessoais, instrumentos, discos lançados em várias partes do mundo, imagens, fotos e muitos depoimentos de pessoas que conviveram com eles, especialmente na fase de formação e início do grupo. Para isto, é disponibilizado um “áudio guia”, que ajuda os visitantes a percorrer as várias salas do “museu”. Lá estão recriados alguns ambientes em que eles viveram, como um estúdio de gravação, o Casbah Coffee Club, a Mathew Street e o Cavern Club (que é quase idêntico ao que tínhamos visitado no dia anterior).

 

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O passeio termina naquela loja que fomos no dia anterior, antes de fazer o Beatles Magical Mistery Tour. É uma loja muito organizada, com “n” tipos de produtos sobre a banda e onde quem gosta de Beatles, com certeza vai deixar algumas boas libras. No andar inferior da loja, tem uma espaçosa cafeteria com fotos dos 4, tiradas na década de 60, justamente em Albert Dock.

 

Para quem sair do Beatles Story próximo à hora do almoço e ainda com algum dinheiro no bolso...rs, vai encontrar ótimos restaurantes no Liverpool Waterfront, com ambientes bem transados. Lá também existem cafeterias, lojas e night clubs. Colado a este complexo, estão o Merseyside Maritime Museum (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/maritime/) e o International Slavery Museum (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/ism/). Na verdade, os dois museus ocupam o mesmo prédio, só que cada um, ocupando andares diferentes. A entrada é gratuita. Os museus se justificam, por que por décadas, Liverpool foi um dos portos mais movimentados do mundo, com um impressionante trânsito de viajantes, escravos e mercadorias abastecendo a Grã-Bretanha e o mundo. O maior destaque do Merseyside Maritime é a sala onde estão as réplicas e são contadas as trágicas estórias dos navios Titanic e Lusitania, que faziam a rota Liverpool - Nova York. Foi de Liverpool que o Titanic partiu rumo à América e era de lá que praticamente tudo o que o Reino Unido produzia era enviado para o resto do mundo. Já no International Slavery, o Museu Internacional da Escravidão, existe um grande acervo de objetos e importantes documentos históricos da época da escravidão, inclusive com diversas citações à escravidão no Brasil e suas influências culturais.

 

Ainda na região do Albert Dock, encontra-se o Museu de Liverpool (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/mol/) que como os demais, também tem entrada gratuita. O museu é moderno por dentro e por fora, por que é bastante interativo. Foi aberto recentemente, em 2011, e aborda toda a estória da cidade desde a sua fundação em 1207 até os dias de hoje, passando por seus times de futebol e claro, os Beatles !!!..rs.

 

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Do lado do Museu de Liverpool, está o prédio onde acontece, no 2º andar, o Elvis and Us Exhibition e o Fab 4D Experience, que estão incluídos no “Ultimate Experience Ticket” do Beatles Story. Como já escrevi, eu não adquiri o ticket que dava direito à exposição do Elvis e mesmo sem ver, acho que fiz bem, por que o espaço dedicado à exposição é bem pequeno. Ao lado deste espaço, tem um mini-cinema, onde é exibido o filme em 4D, Fab 4D Experience, cuja trilha sonora é composta por músicas dos Beatles, mas eles mesmo não aparecem no desenho. Embora já tenha visto alguns filmes usando a mesma tecnologia, achei legal, até mesmo por que é mais uma coisa diferente no meio de um monte outras coisas que você está fazendo e conhecendo. Prepare-se para receber jatos de água na cara, ver bolinhas de sabão de verdade invadindo a sala de exibição e sentir movimentos estranhos na poltrona...rs. Ao lado do cinema 4D, na “The Beatles Hidden Gallery” acontece uma exposição de 38 fotos em preto e branco com os Beatles, tiradas entre os anos de 1963 e 1964, pelo fotógrafo Paul Berriff. Além da ótima qualidade das fotos, de lá se tem uma linda vista de Albert Dock. Todas estas 3 atrações estão ao redor de uma área, onde são vendidos alguns produtos que já tínhamos visto na loja do Beatles Story, inclusive com os mesmos preços, mas com um cantinho dedicado ao Elvis Presley, onde você pode comprar por exemplo, uma réplica daquele óculos exótico que ele usava já no final de carreira..rs

 

O Albert Dock, foi um dos docks mais importantes dos anos 20 e teve uma participação importantíssima na 2ª Guerra Mundial. Hoje, após um projeto de revitalização ocorrido há 25 anos atrás, é um dos complexos turísticos mais importantes do oeste da Inglaterra. Além das atrações que já listei, outros tantos pontos turísticos da cidade ficam ali, como a Liverpool Big Wheel (a “London Eye” de Liverpool), a Liverpool Echo Arena, o City Hall de Liverpool (o principal prédio da cidade, que representa o poder do império britânico e que possui um relógio que lembra o Big Ben), e a grande estátua do Rei Edward VII montado em seu cavalo real, entre tantas outras atrações. É uma região que merece ser curtida de dia e à noite.

 

Passamos o restante da noite percorrendo esta região e voltamos ao hotel. Tínhamos que arrumar as malas de novo para seguir no dia seguinte à Londres....

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Acordamos cedo para aquele que seria o nosso último dia em Liverpool. Nossas passagens de trem para Londres estavam marcadas para às 14:04 h, e nosso check-out no hotel teria que ocorrer até às 11:00 h. Estas quase 3 horas de folga, serviriam para almoçarmos tranquilamente enquanto esperássemos pelo trem, mas ou menos como já havíamos feito, e dado certo, em Manchester.

 

Mesmo já tendo andado muito por Liverpool, ainda tinhamos muito o que ver e a manhã seria curta para isto. Infelizmente, quando se escolhe um bom destino para viajar, dificilmente se conhecerá tudo que se deseja. Por conta disto, tento sempre não repetir atrações muito parecidas, mesmo que cada uma tenha a sua particularidade, para poder conhecer o maior número de lugares diferentes possíveis. Para exemplificar isto, tinha planejado para conhecer em Londres, o British Museum e o Natural History Museum, então deixei, de uma forma proposital, para conhecer apenas por fora, o World Museum Liverpool (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/wml), que possui entre suas áreas, viveiros de insetos, aquário e planetário. O World Museum Liverpool está situado numa área próxima da Saint John Gardens, na região da William Brown Street, que foi rotulada de “quarteirão cultural”, por reunir em prédios próximos, a William Brown Library (http://liverpool.gov.uk/libraries/find-a-library/central-library/), a Saint George’s Hall (http://liverpoolcityhalls.co.uk/st-georges-hall), um imponente prédio em estilo neo-clássico e a Walker Art Gallery (http://www.liverpoolmuseums.org.uk/walker). Todos merecem ser visitados por dentro, sendo portanto, uma ótima desculpa para eu voltar um dia.....rs

 

Outra atração bem próxima dali, é a torre da Rádio City 96.7, de onde se tem uma bela vista de toda a cidade.

 

Voltamos ao hotel, fizemos o check-out e fomos para a estação ferroviária de Liverpool Lime Street para almoçar e esperar o nosso trem para Londres. Tínhamos comprado ainda no Brasil, os bilhetes pela internet, novamente com a Virgin Trains. Enquanto esperávamos pela chamada de embarque, não tinha como não lembrar daquela música do extinto grupo inglês, Electric Light Orchestra, “Last Train to London”...rs.

 

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Londres fica a 346 km de Liverpool e a duração da viagem por trem, leva cerca de 2 horas e 30 min. Depois da rápida passagem pela capital britânica antes de ir a Manchester, o objetivo agora era de explorar com calma, algumas outras atrações de Londres que não conheci quando estive lá alguns anos atrás, mas acabei também revisitando algumas que merecem ser visitadas, sempre que possível.

 

Esta era a última etapa da minha viagem e reservei 4 dias completos para rodar na cidade, sem falar no restinho do dia vindo de Liverpool, e mais uma manhã do dia da volta ao Brasil. Apesar de inúmeras recomendações, da vontade de ir e da relativa proximidade, decidi não conhecer atrações como Bath (a 182 km), Stratford-upon-Avon (a 150 km), Stonenhenge (a 150 km), Oxford (100 km) e nem voltar a Windsor (a 34 km), para poder melhor aproveitar a capital britânica e não perder tempo de deslocamentos com os “bate e volta”. Para aqueles que forem com mais tempo, todos eles são passeios que devem ser considerados e feitos. Com exceção do hotel, também não reservei e não comprei ingresso nenhum com antecedência, para poder ter flexibilidade nos horários e poder adaptar os passeios, de acordo com o clima da cidade. Como Londres, especialmente em dezembro, é uma cidade em que o tempo nem sempre ajuda muito, seja pelo frio, pela chuva ou por escurecer cedo, não quis correr o risco, por exemplo, de comprar ingressos antecipados para a London Eye, e encontrar, justamente no dia comprado, a visibilidade prejudicada por chuva ou nevoeiro. Claro que o fato de deixar para comprar na hora algum passeio, pode acabar custando mais caro ou impossibilitando até a sua entrada, por falta de ingressos disponíveis, mas as vezes, é preferível tomar esta decisão do que “engessar” demais a viagem, e passar o tempo todo correndo contra o relógio ou deixando de ver outras coisas que vão surgindo ao longo de toda viagem.

 

Obviamente, Londres é a cidade com o maior número de apps disponíveis para smartphone. Alguns eu já citei no início do meu relato, mas valem a pena ser baixados também: “Ulmon London”, “The London Pass”, “London Official Guide”, “City Walks – London”, “Abertis Autopistas” e “Nelso Londres”. Basicamente eles listam as atrações e informam os horários de funcionamento, telefones e sites delas, disponibilizam mapas da cidade e do metrô, e até sugerem roteiros. Muito úteis.

 

Chegamos em Londres, pela mesma estação de London Euston, de onde tínhamos partido para Manchester. Desta vez, ao invés de ficarmos naquele hotel, do outro lado da rua, decidimos por ficar em Notting Hill, próximo de onde acontece a famosa Feira de Portobello Road. Como agora iríamos ficar mais tempo na capital britânica, compramos o cartão oystercard, que conforme muitas recomendações e orientações aqui no mochileiros, é a alternativa mais barata e mais racional para se utilizar o transporte público de lá.

 

O oystercard é um cartão de plástico, pré-pago, em que você carrega determinada quantia, para poder andar de metrô, ônibus, DLR, trem ou barco, sem precisar pagar em dinheiro, cada vez que utilizar um destes meios de transporte. Basta encostar o cartão na catraca que ele liberará o seu acesso. Aliás, várias cidades brasileiras já estão utilizando um sistema parecido. Mas para entender como o oystercard calcula o preço da passagem, primeiro tem que entender como funciona o sistema público de transporte de Londres, que basicamente, divide a cidade em zonas a partir do centro, com numeração de 1 a 6. O valor que vai ser debitado no seu cartão, que seria o valor da passagem cobrada, vai variar conforme o número de limites entre zonas que você cruzar durante o seu deslocamento, o dia da semana em que foi utilizado, o horário que você usar o seu cartão e quantas passagens já foram debitadas no seu cartão naquele mesmo dia. Simplificando um pouco, quanto maior for o número de zonas atravessadas, e dependendo se você estiver utilizando o sistema no horário de pico ou não, o tal do “peak” e “off-peak”, maior será o valor a ser cobrado de você. O horário de pico para o oystercard vai das 06:30 h às 09:30 h e das 16:00 h às 19:00 h, de 2ª a 6ª feira. Como controlar este custo é meio complicado, o próprio sistema calcula para você o quanto lhe será cobrado. Por isto, é necessário passar o oystercard nas catracas de todas as estações que você entrar e sair, para que o sistema calcule e debite o valor correto no seu cartão.

 

O oystercard pode ser comprado em qualquer máquina que vende bilhetes para metrô, inclusive ser recarregado nela, como também nos guichês de qualquer estação. Na primeira carga é cobrada uma taxa de 5 libras que será devolvida quando você devolver o cartão. Neste caso, é necessário procurar um guichê, já que as máquinas não prestam este serviço, por que é preciso assinar um recibo do valor que está sendo devolvido. O legal é que caso você também ainda tenha algum valor não utilizado no cartão, toda a quantia é devolvida na hora: o custo do cartão + o saldo dele. Portanto, não deixe de devolvê-lo e nem perca tempo depositando um valor pequeno, para ter que recarregar a toda hora, enfrentando filas desnecessariamente. Para um período de 4 dias em Londres, coloque no mínimo umas 30 libras, e fique tranquilo. Caso queira saber o saldo do seu cartão basta procurar pelas mesmas máquinas que o vendem, que ele informa na hora quanto você ainda tem para gastar, ou se desejar, vá usando o cartão até o dia que a catraca não abrir mais para você...rs

 

Embora eu goste muito de andar de ônibus quando estou em uma cidade que não conheço, para poder ir fazendo um “tour” pela cidade, não há dúvida de que com o metrô, o deslocamento é muito mais rápido. Por isto, em Londres, só andei de “tube” ou “underground”, como é chamado o metrô de lá. O “tube” funciona muito bem e se vocês baixarem um dos apps de transporte que comentei logo no início do meu relato, ou procurar pelos mapas do sistema que estão disponíveis na internet, verão que ele é muito fácil de entender por ser muito intuitivo. As linhas nos mapas possuem cores diferentes para se diferenciarem entre si. Além da cor, obviamente cada linha tem também um nome, e depois de idas e vindas, você deixa de chamar as linhas pelas cores e começa a chamá-las pelo nome.

 

Embora existam diversos avisos nas escadas rolantes, não se esqueça que o lado esquerdo delas, indiferente se subindo ou descendo, é sempre dedicado às pessoas que estão com mais pressa e que não gostam de aguardar calmamente, as escadas chegarem até o seu final. Por isto nada de ficar parado de mão dada ou abraçado com o seu (sua) namorado (a) na escada rolante, para não ser obrigado a se separar, com um monte de gente impaciente e com pressa atrás de vocês...rs.

 

Outra dica útil, é guardar o ticket sempre em um lugar de fácil retirada. Mulheres, por favor, nada de guardar o oystercard no zíper da bolsinha que fica dentro da bolsa maior e procurar por ele, justamente na hora que estiver em frente a catraca...rs. Embora você esteja fazendo turismo, a grande maioria das pessoas nas estações está no seu dia normal de trabalho e como sempre, apressadas.

 

Se não estiver usando um dos apps de transporte que indiquei, e que avisam dos eventuais problemas e atrasos no sistema, preste atenção aos avisos nos quadros em frente à área de embarque e aos avisos pelo sistema de alto falantes. Se ficou em dúvida de alguma linha a pegar, procure por funcionários do metrô que o ajudarão.

 

Um expressão muito usada no “tube” é o “mind the gap”. Ela é tão famosa e usada, que existem camisas a venda em lojas de souvenirs escritas com a frase, normalmente sobrepondo à logomarca do metrô de Londres. A expressão serve para alertar o usuário do vão que existe entre o trem e a plataforma, em algumas estações.

 

Para não perder tempo e fazer seu dia render mais, antes de sair do seu hotel/hostel já faça o planejamento do passeio do dia e procure identificar em qual estação você deve descer para chegar até a atração pretendida. Aproveite inclusive, o tempo parado nas estações ou durante as viagens, para fazer este tipo de pesquisa. Embora no metrô, os celulares na sua maioria não funcionem (exceção àqueles da operadora Virgin), vários apps permitem consultas no modo “offline”.

 

Já viajei para Londres sabendo que não teria tempo suficiente para conhecer tudo o que eu gostaria de conhecer. A vantagem é que a cidade é relativamente plana, com um sistema de transporte público eficiente e isto ajuda muito, quando se sai para conhecer as ruas, praças, parques, museus e monumentos da capital britânica. O problema é que a partir do momento que você desce na estação de destino, você só pode contar com as suas pernas e as atrações são muitas para serem visitadas....rs.

 

Assim que chegamos a Londres, vindos de Liverpool, nos dirigimos ao hotel que ficava em Notting Hill. Chegamos justamente no sábado, dia em que acontece a famosa Feira de Portobello Road (http://www.portobelloroad.co.uk), a maior feira de antiguidades do mundo, com mais de 1.000 expositores, segundo o site deles. A feira é realmente enorme, não se limitando à Portobello Road, mas também se estendendo às ruas vizinhas. Fica lotado !!! Prepare-se para ver dezenas de banquinhas ou barraquinhas de antiguidades, bugigangas, brechós, de comida pronta, pães, doces, conservas e até de verduras, frutas e legumes, que se revezam por toda a extensão deste enorme mercado a céu aberto. A feira é considerada um dos lugares imprescindíveis de serem visitados em qualquer bom roteiro para Londres, por estar localizada em uma das vizinhanças mais carismáticas da cidade. Boa parte da comédia romântica “Um Lugar Chamado Notting Hill” (“The Travel Bookshop”), de 1999, protagonizado por Hugh Grant e Julia Roberts, foi gravado nesta região. Inclusive, a livraria que no filme pertencia a Hugh Grant, e é hoje uma loja de sapatos, continua atraindo turistas para tirar fotos em frente a ela, no número 142 da Portobello Road. O interessante é que muita gente se confunde e tira a foto em frente a uma livraria que está a cerca de 200 m da loja utilizada no filme, no número 13 da Blenheim Cresent, por que ela tem o mesmo nome dado à livraria no filme. A feira termina já quase debaixo de um viaduto (Westway), com produtos e de qualidade duvidosa, que nada tem a ver com antiguidades.

 

Depois de percorremos a feira toda, provando, comendo, comprando e experimentando um pouco de tudo, inclusive das lojas da própria rua que ficam abertas, voltamos ao hotel. Tínhamos um dia completo de Londres para aproveitar logo no amanhecer....

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Que bom que o meu relato esteja sendo útil para o planejamento da sua viagem. A Feira de Portobello Road merece ser mesmo visitada, de preferência com calma e com bastante tempo, já que ela é enorme e fica lotada. Além disto, serve para sair um pouco do roteiro tradicional de atrações turísticas de Londres.

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Depois de 3 dias incompletos em Londres, dois na primeira parte da viagem, antes da ida a Manchester, e o restinho de dia depois da chegada de Liverpool, finalmente tínhamos um dia completo para rodar por Londres. Como o café da manhã no hotel era no melhor estilo inglês, com tudo aquilo que nós brasileiros não temos o costume de comer pela manhã, descobrimos um Starbucks próximo ao hotel, e foi lá que todas as manhãs íamos tomar café, e ânimo, para enfrentar o frio londrino. Prá quem não está muito a fim de comprar um chip local (o SIM Card), o Starbucks é uma ótima opção para se utilizar internet de graça. Inclusive, em uma das vezes que estávamos lá, testemunhamos uma cena bizarra, de um cara em pé, com um notebook aberto, do lado de fora da cafeteria, no maior vento e frio, apenas para aproveitar o wi-fi sem precisar pagar por ele e nem pagar por um cafezinho prá disfarçar....rs.

 

Era domingo, e resolvemos começar o dia conhecendo a Saint Paul’s Cathedral (http://www.stpauls.co.uk). Para visitá-la durante a semana é preciso pagar, mas aos domingos ela é aberta exclusivamente para missas, e por isto mesmo, é proibido tirar fotos. Chegamos a tempo de ouvir parte da missa, cantada pelo coral da igreja anglicana e escutar os sinos badalando. Mesmo assim, uma fita e seguranças mantinham isolada a área do altar e apenas aqueles que efetivamente iam participar da missa podiam ultrapassá-la. A Catedral de Saint Paul, é a maior igreja de Londres, e é considerada uma obra prima do arquiteto Christopher Wren, tendo sido palco do casamento do príncipe Charles com a Lady Diana, e dos funerais de Winston Churchill. Para quem for à catedral durante a semana, é possível subir até o alto da cúpula, mediante o pagamento de uma taxa, e com direito a receber um áudio-guia. A atual catedral é a sexta a ocupar o mesmo espaço, e foi construída entre 1675 e 1710, mas a primeira igreja construída no local foi erguida no ano 604 D.C.

 

De uma das ruas laterais da Catedral há um acesso para que se faça a travessia a pé, do Rio Tâmisa, através da ponte “Millenium Bridge”, que termina na porta da Galeria Tate Modern e te leva a uma parte da cidade chamada de “City”. Além do museu de arte contemporânea Tate Modern, nesta área estão localizados prédios modernos de grandes instituições financeiras e o centro do poder municipal.

 

O museu Tate Modern (http://www.tate.org.uk/modern) está localizado em uma antiga estação de energia de Bankside, e possui uma coleção de arte moderna e contemporânea, de artistas como Salvador Dalí, Picasso e Andy Warhol. No último andar do Tate Modern é possível ter uma bela vista de toda a área financeira de Londres. A entrada é grátis para as mostras permanentes

 

Ao lado do Tate Modern está o Shakespeare’s Globe Theather (http://www.shakespearesglobe.com), que é um teatro a céu aberto e palco para peças do escritor. É possível fazer um tour pelo teatro, cuja projeto original de 1599 foi reconstruído em 1990. Na entrada dele, existe uma lojinha que vende livros e vários tipos de recordações com o nome do famoso escritor britânico.

 

Para chegar até o nosso próximo destino, que era conhecer a Tower of London e a Tower Bridge, pegamos um barco que sai bem em frente ao Shakespeare’s Globe, no píer Bankside, com destino ao píer London Bridge. Para isto pode-se comprar os ingressos em dinheiro/cartão de crédito ou utilizando o seu oystercard, em um quiosque que antecede a entrada do píer, ou pela internet. Existem variações nos tipos e preços dos ingressos, que variam conforme for o seu píer de embarque e desembarque, se é só um bilhete de ida ou também inclui a volta, ou se é para o dia todo ou só para um determinado período do dia. Para maiores detalhes, consulte o site http://www.thamesclippers.com. Como nossa intenção era ir de barco ainda neste mesmo dia até Greenwich e depois voltar da mesma forma, compramos um passe para o dia chamado de “Daily River Roamer“, que dá direito a embarcar e desembarcar em qualquer píer, desde que evidentemente no barco da empresa Thames Clippers. Talvez por ser domingo, a frequência não é tão grande e tivemos que esperar um pouco até o próximo barco chegar, mas o trajeto é percorrido rapidamente, mesmo parando em outros piers pelo caminho. Durante a viagem, entre um píer e outro, aproveite para ver entre outras coisas, um navio da 2ª Guerra, o HMS Belfast, que é um museu aberto para visitação, a London Bridge, o The Shard - o prédio mais alto da Europa, e um outro prédio moderno em forma de capacete, que é a prefeitura de Londres, sem falar obviamente, da ponte cartão postal da cidade, a Tower Bridge.

 

Descemos no píer London Bridge do lado oposto onde está a Tower of London. Para chegar até lá, basta atravessar a não menos famosa Tower Bridge (http:// www.towerbridge.org.uk), que é aquela ponte que possui um sistema levadiço para os navios maiores cruzarem o Rio Tâmisa. É possível fazer uma visita ao interior da ponte, mas só aproveitamos para tirar fotos. Aliás, sob uma chuva fina e muito frio, uma noiva devidamente vestida como tal, estava tirando fotos sob olhares de todos que por ali transitavam e possivelmente pensavam: “coitada, ela deve estar morrendo de frio”...rs

 

Depois de subir e descer escadas para atravessar a Tower Bridge, chega-se à Tower of London (http://www.hrp.org.uk/TowerofLondon/default.aspx). Os ingressos são vendidos em bilheterias que ficam do outro lado da rua da entrada principal da Tower of London.

 

A Torre de Londres foi construída por volta de 1070 e foi sendo ampliada ao longo do tempo. A torre protagonizou intrigas palacianas, assassinatos, como as dos jovens príncipes Edward e Richard e execuções célebres, como a decapitação de Ana Bolena. Entre as atrações estão tours com hora marcada com os Yeoman Warders, que são os guardas cerimoniais e guias oficiais da torre e que se vestem de uma forma bem peculiar e colorida; as joias da monarquia inglesa, incluindo uma série de coroas, cetros e outras insígnias reais (Crown Jewels Exhibition); a White Tower com a coleção de armas reais, e a Cerimônia das Chaves na Torre de Londres (Ceremony of the Keys), que acontece todas as noites, mas que precisa ser agendada com antecedência. Para evitar que os visitantes parem demoradamente diante das Joias da Coroa, existem esteiras rolantes em frente a algumas vitrines para forçar a fila a andar.

 

Saímos de lá sob chuva e já pensando em um lugar onde almoçar. Como o nosso próximo destino seria Greenwich, tínhamos que atravessar a Tower Bridge novamente, para pegar o barco no mesmo píer London Bridge. Desta vez já estávamos mais preocupados em não pisar nas poças do que reparar na arquitetura e vista do lugar. Ao chegar do outro lado da ponte, a chuva tinha apertado e por sorte encontramos um restaurante que já tínhamos experimentado em Manchester e Liverpool: o Pizza Express. Não comentei antes, mas lá os pizzaiolos ficam trabalhando à vista do público e usam camisas listradas que me lembraram os gondoleiros de Veneza. Ali sentados esperando ser atendidos, percebemos que 3 garçonetes eram brasileiras, mas quem nos atendeu foi uma polonesa, que quando questionei se ela era também era brasileira, me respondeu que estava quase se sentindo uma, já que lá, até os pizzaiolos eram brasileiros...rs. Quando terminamos o almoço, a chuva tinha parado e era a hora certa para continuar o passeio pelo Tâmisa e chegar a Greenwich.

 

A viagem entre o píer London Bridge e o píer Greenwich foi bem mais demorada do que o primeiro trecho que fizemos entre o píer Bankside e o próprio píer London Bridge. Mesmo assim, não é uma viagem entediante, por que ao longo do rio Tâmisa é possível ver outras tantas edificações interessantes. Também é possível chegar até lá, por ônibus, metrô, trem, DLR e até a pé, atravessando um túnel sob o Tâmisa. Li outros relatos de pessoas que foram por um destes outros meios de locomoção e tiveram um pouco mais de dificuldade, mas para quem for de barco, o caminho até “Greenwich Maritime” é bem sinalizado e muito direto. “Greenwich Maritime” foi declarado patrimônio mundial pela Unesco em 1997, e compreende os prédios e o parque próximos às margens do Tâmisa. Entre eles estão o Old Royal Naval College, a The Queen’s House, o veleiro histórico Cutty Sark, o National Maritime Museum - que abriga a maior coleção de arte marinha no mundo, e o Royal Observatory (http://www.rmg.co.uk/). Justamente neste último é que está a linha do primeiro meridiano, que marca a longitude 0° e é a divisão entre os hemisférios ocidental e oriental, e onde se tem uma vista espetacular de Londres, inclusive da Arena O2 e do Complexo Olímpico da Londres 2012. Com exceção do Meridian Courtyard e Flamsteed House (partes do Royal Observatory), a entrada é gratuita para as atrações.

 

O Flamsteed House é o edifício original do observatório, cujo projeto é de 1675, e foi feito por Christopher Wren, o mesmo arquiteto da Catedral de Saint Paul. Do lado de fora dele, está o relógio atômico. Obviamente, o observatório está no topo do Parque e para chegar até lá, tem que caminhar um bom pedaço. Para aqueles que estiverem dispostos a pagar, a grande atração para a maioria é poder tirar uma foto com um pé de cada lado do meridiano de Greenwich, que, por convenção estabeleceu os critérios universais dos fusos horários, e que vale até hoje em todo o mundo.

 

Vi uma dica aqui no mochileiros e repasso para quem não viu. Quem não estiver disposto a pagar para tirar a foto no observatório, com um pé no leste e outro no oeste, pode fazer isto na Park Vista, que é uma rua que fica ao lado da entrada do parque, do lado direito de quem desce do observatório. É só atravessar o parque até esta entrada e olhar no chão da rua que o contorna, os tachões e uma plaquinha no muro identificando que você está no lugar certo.

 

E prá quem for até lá à noite, não deixe de observar uma linha verde, provavelmente a laser, que sai de dentro do Observatório, e atravessa o céu, marcando justamente o meridiano de Greenwich. Bem interessante.

 

Saindo de lá, é possível dar “uma voltinha” no Emirates Air Line, que é um bondinho, que atravessa o Rio Tâmisa e conecta com as estações de DLR (metrô de superfície) que existem do outro lado do rio, e onde está a Arena O2.

 

Depois deste dia longo, aguardamos o próximo barco para a volta, já sob chuva novamente. Após uma longa viagem pelo Tâmisa, descemos no píer Embankment, que fica relativamente próximo de Trafalquar Square e em frente de London Eye. Já era noite e o cansaço e o frio já estavam fortes. Hora de ir para o hotel, jantar por perto e descansar para o roteiro do dia seguinte.

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Começamos o dia em direção ao Palácio Westminster (http://www.parliament.uk), um dos símbolos de Londres e aonde está localizado a Sede do parlamento britânico com suas célebres instituições: Câmaras dos Lordes e dos Comuns, e a Torre do Relógio, em cujo interior está o famoso e gigantesco Big Ben. Descemos na estação de metrô de Westminster, que fica exatamente em frente ao parlamento. Muitos já tiram fotos do Big Ben dali mesmo, mas é possível encontrar outros ângulos legais para fotografar. Para aqueles que dispõem de mais tempo, é possível fazer um tour pago pelas salas e corredores do Palácio Westminster, desde que agendado pela internet, ou assistir de graça aos debates e reuniões nos dias em que o parlamento estiver em sessão. Como considero um passeio para quem pode ficar por mais tempo em Londres, fica a sugestão, por que nós mesmos, só visitamos o prédio externamente.

 

Bem próximo do parlamento está a Abadia de Westminster (http://www.westminster-abbey.org), a mais importante igreja da capital londrina, com mais de 700 anos de história e palco de cerimônias históricas como a coroação de Elizabeth II e o casamento dos duques de Cambridge, William e Kate. Reis, rainhas, poetas e cientistas também estão sepultados ali, como Isaac Newton, Charles Darwin, Elizabeth I, Charles Dickens e Laurence Olivier, entre outros. Para quem se interessou, prepare-se para pagar um preço nada santo para entrar, embora esteja incluído um áudio-guia. Assim como a Catedral de Saint Paul, aos domingos a abadia está aberta somente para missas.

 

Bem em frente da Abadia, está a Parliament Square, uma praça com estátuas de 10 estadistas britânicos e estrangeiros, entre eles Churchill, Lincoln e Mandela. Na estátua deste último, inclusive, em virtude da morte dele ter ocorrido próximo àqueles dias que estávamos na Inglaterra, havia dezenas de flores e mensagens em sua homenagem. Desta praça, dá para tirar ótimas fotos do Parlamento, em ângulo melhor do que a da saída da estação de metrô de Westminster.

 

Saindo de lá, fomos em direção ao Palácio de Buckingham.
 Por mais bobo que seja, não tem como não assistir a tradicional troca da guarda, uma das atrações mais procuradas pelos turistas do mundo todo quando vão a Londres. Para se chegar até lá, tem que se atravessar ou contornar o St. James Park (http://www.royalparks.gov.uk), o mais antigo dos parques reais, com seu lago e um grande gramado. Aproveite para ver e brincar com os esquilos, cisnes, gansos, gaivotas. e outros bichos que passeiam sem medo do público que está indo para o Palácio. É uma região muito bonita e “prato cheio” para fotógrafos.

 

Eu já tinha assistido a troca de guardas alguns anos atrás, mas achei que não podia deixar de levar meu filho para ver pela primeira vez. Na outra oportunidade, tentei ficar o mais grudado possível da grade do Palácio, mas embora tenha visto a troca da guarda em si dentro do palácio (que aliás, não tem nada de mais), perdi parte da marcha das tropas pelas ruas que contornam o St. James Park antes da entrada no Palácio. Por isto preferi desta vez, ficar do outro lado da rua, para ter uma ideia mais geral e panorâmica da cerimônia, e que acontece sempre às 11h30. Durante o inverno, a troca da guarda só ocorre nos dias pares, e em dias chuvosos ela é cancelada. A fama é maior que o espetáculo em si, mas mesmo assim não se deve perder a oportunidade de conhecer um acontecimento mundialmente famoso e tradicional, até mesmo por que é de graça...rs. Só não se esqueça de chegar cedo para poder escolher um bom lugar. Para quem for a Londres entre julho e outubro, é possível também visitar alguns dos aposentos do Palácio de Buckingham, no período de férias da rainha. Procure se informar pelo site: http://www.royalcollection.org.uk.

 

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Acabada a cerimônia, a intenção era ir até a Downing Street, 10, a residência oficial do Primeiro Ministro, contornando o parque Saint James. É evidente que eu não esperava poder parar na porta da casa do Primeiro Ministro e tirar uma foto, mas não imaginava que fosse encontrar um portão cercado de guardas, a uma distância tão grande da casa, que não nos permite ver absolutamente nada. Decepcionados pelo o que não vimos, continuamos a andar na região, que é cercada de edifícios públicos e construções históricas, como a Banqueting House e a Horse Guards Parade, que é uma grande praça aonde acontece anualmente a “Trooping the Colour”, a cerimônia que comemora o aniversário de reinado da Rainha. Lá ficam parados 02 membros da guarda real, montados em seus respectivos cavalos, que fazem a festa dos turistas, ao ficarem estáticos enquanto são fotografados. Ali pertinho, ainda ficam a Admiralty Arch, a Coluna do Almirante Nelson, que derrotou Napoleão na Batalha de Trafalgar, e que por isto mesmo, está na Trafalgar Square.

 

A Trafalgar Square é considerada o coração de Londres, e onde com as suas imponentes estátuas de leões, acontecem as grandes festas e comemorações da cidade. Como a nossa intenção era visitar a Nattional Gallery que fica na praça, e com certeza, gastaríamos um bom tempo dentro dela, resolvemos primeiro almoçar e encontramos bem perto dali, um restaurante bastante simpático e barato: O Frankie & Benny‘s (http://www.frankieandbennys.com). Além dele, para quem quiser uma opção de alimentação mais rápida e/ou mais barata ainda, existe nas proximidades um “Pret a Manger” (http://www.pret.com/), que é uma rede de lanchonetes que possui filiais por todo o país, muito comentada aqui no Mochileiros por conta dos preços cobrados e que possui “n” opções de sanduíches.

 

Depois de almoçarmos, atravessamos a Trafalgar Square, para chegar até a National Gallery (http://www.nationalgallery.org.uk). Aberta há quase 200 anos, a National Gallery é considerada uma das mais importantes galerias de arte do mundo e merece repetidas visitas. Em seu acervo constam obras dos mais renomados artistas dos mais distintos períodos. Com mais de 2,3 mil pinturas, quem visita o lugar pode apreciar os trabalhos de mestres como Leonardo da Vinci, Rembrandt, Botticelli, Caravaggio, Renoir, Monet, Van Gogh e Picasso. É uma parada obrigatória para quem aprecia a história da arte, com a vantagem da entrada ser franca. Caso você não queira visitar todo o museu ou disponha de pouco tempo, entre previamente no site do museu, procure pela “floorplants” e localize as obras que mais lhe interessam para ir direto às salas onde elas estão. Importante: Não tente retirar no hall de entrada do National Gallery, o mapa com a localização das salas e obras, sem contribuir com o Museu. Vigias atentos, chamam a atenção daqueles espertinhos que fingem não ver a plaquinha com a cobrança de 2 libras por exemplar retirado.

 

Se depois de passar várias horas na National Gallery você ainda continuar com vontade e disposição para visitar mais museus, dê a volta no quarteirão, pelo lado da igreja Saint Martin in the Fields, para ver fotografias, caricaturas, pinturas, desenhos e esculturas de personalidades do mundo todo na National Portrait Gallery (http://www.npg.org.uk). No acervo com mais de 11 mil obras, existem imagens clássicas de Shakespeare e Henrique VIII até obras modernas com a do magnata Richard Branson, dono da Virgin.

 

Depois deste banho de cultura, nossa próxima atração a ser visitada era a London Eye. Para chegar até lá, saímos novamente pela Trafalgar Square, e descemos a Northumberland Avenue, até chegar à Hungerford Bridge. Atravessamos a ponte para cruzar o Rio Tâmisa, já que a London Eye fica do outro lado do rio.

 

A London Eye foi construída para ser uma atração temporária da cidade, mas hoje é um dos cartões-postais de Londres. Esta roda-gigante realmente gigante, permite ao visitante ter uma ampla visão da capital britânica, incluindo excelentes vistas para o Parlamento e o Rio Tâmisa. Sempre há uma fila para entrar, mas como a roda gigante não para de girar, são muitas cápsulas (32) e nelas cabem 25 pessoas em cada uma, o tempo de espera não é tão grande assim. O passeio dura 30 minutos e os ingressos podem ser comprados antecipadamente pela internet (http://www.londoneye.com), inclusive com desconto. O problema é que como nem sempre o dia em Londres está aberto, ao comprar antecipado, você pode dar o azar de comprar para um dia em que a visibilidade não está boa e acabar não vendo toda a cidade lá de cima. Nós mesmos, só resolvemos ir para a London Eye no momento em que saímos da National Portrait Gallery e verificamos que não não tinha nevoeiro naquela hora, apesar do tempo nublado.

 

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Existem diversos tipos de ingressos, inclusive um com valor extra para não ter que enfrentar a fila para embarcar, e em todas, estão incluídos tickets para assistir a um filme em 4D, no mesmo prédio onde se compram os ingressos. Para quem pretender visitar também o museu de cera de Madame Tussauds existe também um ingresso “combo” com desconto para a compra simultânea das duas atrações. O museu de Madame Tussauds é um dos mais concorridos de Londres. Embora o passeio seja muito divertido e o museu se renove periodicamente, não fomos, por que já tinhamos conhecido da outra vez que estivemos em Londres e recentemente tínhamos ido também aos que ficam em Berlin e Los Angeles. Mas vale a pena ir e fica a dica (http://www.madametussauds.com). É divertido e foge um pouco do restante que se vê na viagem.

 

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Saindo da London Eye, aproveitamos para passear pelo calçadão da margem sul do Tâmisa, entre o London Eye e a ponte de Waterloo, e conhecer o Southbank Centre – complexo cultural que engloba o Royal Festival Hall, a Hayward Gallery, o Queen Elizabeth Hall, o BFI e mais um monte de lugares interessantes.

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Uma visita ao Museu Britânico é obrigatória em qualquer lista de atrações na capital inglesa. Com um acervo de mais de 13 milhões de peças, é o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo, tendo sido fundado em 1753. Como já haviamos o visitado na viagem anterior, e sabíamos do seu tamanho, deixamos para ir pela manhã, quando estivéssemos com disposição e descansados após uma boa noite de “recuperação física”, para enfrentar os seus três andares, e poder ficar horas e horas andando de um lado para o outro. O British Museum dispõe de peças de praticamente todas as culturas que já existiram no planeta, sendo extremamente difícil priorizar, embora necessário, o que se vai ver, devido ao enorme acervo que possui. Por isto, entre no site dele (http://www.britishmuseum.org) e faça antes uma breve seleção daquilo do que mais lhe interessa, nos mesmos moldes do que sugeri no caso da National Gallery. Entre o muito que se tem para se ver, estão a Pedra de Rosetta (a chave para o deciframento dos hieróglifos egípcios), os Mármores Elgin (extensos fragmentos do Parthenon de Atenas), armaduras de samurai, o tesouro Oxus dos Persas, diversas múmias, máscaras astecas, moedas do período helenístico e uma estátua de Moai, da Ilha de Páscoa. Não deixe de conhecer também o Great Court, que é a sala de leitura, no centro do grande pátio, que foi frequentada, por entre outros, Karl Marx e Lênin.

 

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Como não quisemos fazer uma visita muito corrida, gastamos a manhã toda lá e já saímos do Museu Britânico pensando no almoço...rs. Dali onde estávamos tínhamos vários opções de onde poderíamos almoçar, como a região do Soho ou de Convent Garden, por exemplo. No entanto, ao descer a Great Russels Street, acabamos encontrando mais um daqueles restaurantes que não vi ninguém comentar, mas que é bem aconchegante, chamado Garfunkels (http://www.garfunkels.co.uk). O que fomos fica na Tottenham Court Rd, mas ele também pode ser encontrado em outros endereços pela cidade, inclusive, próximo da Trafalgar Square, conforme fiquei sabendo depois, sendo portanto uma ótima opção também para quem for almoçar, antes ou depois, de uma visita à National Gallery.

 

O Garfunkels fica a um quarteirão da Oxford Street, que é uma rua imensa e onde se encontra de tudo. É o paraíso das compras e uma das ruas comerciais mais movimentadas da cidade, possuindo até um site próprio: http://www.oxfordstreet.co.uk/. Entretanto, seguimos a pé, até Convent Garden, que é uma região hiper movimentada, com comércio intenso e cheia de turistas, especialmente na época em que fomos, a uma semana do Natal.

 

O “centro das atenções” de Covent Garden é Covent Garden Market (http://www.coventgardenlondonuk.com), um lugar repleto de lojas e restaurantes. Próximo a ele, estão a Royal Opera House e o London Transport Museum. Embora tenha sofrido várias reformas e modernizações, o Covent Garden Market foi aberto a 180 anos atrás, mas desde 1654, já existiam outros mercados no mesmo lugar. O Covent Garden Market é muito simpático, bem frequentado e conta com artistas de rua nos seus arredores. Além das lojas próprias, próximo dali, na rua Long Acre, estão instaladas várias outras lojas de marcas conhecidas. É um ótimo lugar para quem gosta de comprar produtos de qualidade e de grife, mas que também esteja de bolsos cheios...rs.

 

Para quem ainda estiver com tempo e disposição, continue na Long Acre até o final dela, quando então começa a Cranbourn Street, para chegar até à Leicester Square, que é aonde acontecem os grandes pré-lançamentos de filmes na cidade e onde fomos na nossa primeira noite em Londres, antes mesmo de ir a Manchester. Em uma das laterais da Leicester Square existe uma central de vendas TKTS que oferece descontos para as peças e musicais em cartaz. Os ingressos são vendidos para apresentações no mesmo dia ou até uma semana de antecedência, e algumas vezes podem ser comprados por preços bem acessíveis.

 

Bem próxima da Leicester Square está a Piccadilly Circus, região super movimentada, e famosa pelos seus letreiros e painéis luminosos e a fonte com a estátua de Eros. É onde se encontram algumas avenidas importantes da cidade, como a Shaftesbury Av., Regent St, e Piccadilly.

 

De Piccadilly Circus, resolvemos pegar o metrô para ir até Baker Street, com o propósito de conhecer o Museu de Sherlock Holmes (http://sherlock-holmes.co.uk). A própria estação de Baker Street já tem parte de suas paredes azulejadas com a sombra do rosto do famoso detetive criado pelo escritor Arthur Conan Doyle. Se você sair da estação pela Marylebone Street, encontrará uma estátua de bronze de Sherlock Holmes, possivelmente cercada por turistas tirando fotos...rs. Nas lojas próximas, verá à venda, não só réplicas do cachimbo do detetive, como também lupas, chapéus, chaveiros e outros souvernirs.

 

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O Museu fica na 221b de Baker Street, e para quem saiu da Marylebone Street, basta virar a primeira rua à direita. Já tinha lido que o Museu era “fraquinho” (e realmente é...), mas como meu filho estava interessado, fomos assim mesmo. Os ingressos, que são bem conta, são vendidos em uma loja existente ao lado da entrada do museu, por vendedores devidamente caracterizados como na época em que acontecem as estórias de Sherlock Holmes (1881-1904), e onde inclusive, termina a visita. Por ser a “bilheteria”, a lojinha pode ser acessada independentemente da pessoa visitar ou não, o museu, que por si só, é bem pequeno e apertado. Devido a sua falta de espaço, o número de pessoas que podem circular pelo museu é limitado, razão pela qual, sempre existe uma fila do lado de fora para entrar. Lá dentro, são expostos algumas peças citadas nos livros e recriados algumas cenas com bonecos de cera. Apesar da simpatia dos funcionários do lugar, é uma atração para quem gosta e conhece bem os livros daquele famoso detetive.

 

Para quem está lendo este relato, por conta dos Beatles, ao lado do Museu do Sherlock Holmes, existe uma loja dedicada aos Fab Four, chamada de “Come Together”. Embora esteja longe da organização da loja existente no Beatles Story, em Liverpoll, lá você irá encontrar produtos dos mais diversos tipos, e ótimo para presentear quem gosta da banda. Dá de 10 a 0 naquela lojinha que comentei logo no início do meu relato e que fica próximo de Abbey Road. Exatamente do outro lado da rua, existe uma loja dedicada a todas as outras bandas de rock.

 

Bem próximo destas atrações está o Museu de Cera de Madame Tussauds que já mencionei anteriormente, e The Wallace Collection. (http://www.wallacecollection.org). Esta última, é um museu/galeria que exibe uma coleção até então particular de obras de arte, móveis e porcelanas dos séculos XVIII e XIX e que foi toda doada pela família ao povo britânico em 1897, inclusive o próprio palacete onde o museu está instalado. Abriga obras de pintores como Titian, Rembrandt, Hals (The Laughing Cavalier) e Velázquez, e a entrada é gratuita.

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Começamos nosso último dia completo em Londres, nos dirigindo a Camden Town, que é a quarta atração mais popular de Londres, reunindo cerca de 100 mil pessoas a cada final de semana, especialmente aos domingos. A região ficou famosa pelo seu mercado de artesanato aberto no início dos anos 70, e principalmente pelo público que este mercado atraiu. O lugar foi, e ainda é, a meca dos punks, mas hoje eles dividem o espaço com outras tribos e sociedades alternativas, e claro, com os turistas. As fachadas das lojas já são uma atração em si, com enormes caveiras, corpos, robôs, botas, aviões e até o Cristo Redentor !!!! Tudo para chamar a atenção dos frequentadores para as lojas existentes na região, e que vendem desde roupas e acessórios alternativos, vintage ou de estilistas locais, até antiguidades, móveis, bugigangas em geral, discos e CDs, jóias, souvenirs e artesanato. Existem também centenas de oficinas e estúdios de designers, stands, cafés, restaurantes, bares, lojas de tatuagem e piercing.

 

O lugar é bem diversificado, mas o que mais me chamou a atenção foi Stables Market (http://www.stablesmarket.com), que é um mercado instalado nos antigos estábulos de uma companhia ferroviária, sendo o maior da região, com quase 500 lojinhas, funcionando nas antigas cocheiras. Logo abaixo do Stables Market, à beira do Regent’s Canal, está o Camden Lock Market que é um mercado de artesanato original dos anos 1970 e que hoje vende produtos diversificados. Há uma parte coberta (Market Hall) e uma pátio aberto, o West Yard. Ali concentram-se as barracas de jóias/bijouterias artesanais, objetos de decoração, pinturas, gravuras, e de livros e cd/discos. Existem ainda o Camden Lock Village, o Camden (Buck Street) Market e o Inverness Street Market vendendo basicamente os mesmos produtos.

 

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Passamos a manhã toda na região e como o nossa próximo destino era conhecer o Natural History Museum, resolvemos almoçar lá mesmo em Camdem Town, antes de prosseguir. Depois de tantos dias comendo e experimentando os mais diversos pratos ingleses, e falando só inglês, não resistimos e escolhemos um restaurante brasileiro chamado “Made in Brasil” (http://madeinbrasil.co.uk), que é justamente aquele que tinha na fachada o Cristo Redentor. Fomos muito bem recepcionados e atendidos e matamos a saudade da comida brasileira. No mesmo local à noite, acontecem shows de música latina e brasileira regadas à caipirinha e cerveja nacional.

 

Na hora de ir embora fomos até a estação de metrô Camden Town. Nossa próxima parada era conhecer o Natural History Museum (http://www.nhm.ac.uk), o maior e mais importante acervo de história natural do mundo e que possui cerca de 70 milhões de espécimes, entre fósseis, slides de seres microscópicos, e esqueletos dos extintos dodô, de dinossauros, de mamute e de baleia-azul. Dividido em quatro partes distintas, o museu também conta com uma gigantesca biblioteca de história natural. Ao entrar no belo edifício onde está instalado, você já verá um enorme esqueleto de dinossauro bem no meio do hall. Nas diversas galerias são apresentados temas distintos como terremotos, genética, astronomia, sustentabilidade, corpo humano e mamíferos gigantes. O museu é bem legal, especialmente a ala dos dinousauros, com diversos esqueletos e réplicas robotizadas. A entrada no museu é gratuita, mas cobra-se pelo mapa de localização das salas que fica disponível na recepção do museu em diversos idiomas.

 

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Dali fomos ao Royal Albert Hall (http://www.royalalberthall.com), a famosa sala de espetáculos redonda inaugurada em 1871 e ao Albert Memorial (http://www.royalparks.org.uk/parks/kensington-gardens/kensington-gardens-attractions/the-albert-memorial), que fica em frente, em Kensington Gardens. Só conhecemos o Royal Albert Hall por fora, mas é possível fazer um tour pelas suas dependências mediante agendamento prévio, ou um tour virtual pelo site. Pertinho dali, para quem ainda tiver pernas, está o Victoria & Albert Museum (http://www.vam.ac.uk) que é um museu de arte e design, mas onde não são exibidas somente pinturas e esculturas, mas também artefatos das mais diversas culturas, incluindo cerâmicas, mobiliário, moda, jóias, fotografias, tecidos, objetos em metal e vidro. Este museu também é gratuito.

 

Como os museus de Londres fecham normalmente por volta das 17:00 – 18:00 horas, horário variável conforme o dia da semana e da época do ano, aproveitamos os finais de dia fazendo compras e experimentando algumas opções de alimentação mais rápida da cidade, algumas citadas aqui no site Mochileiros. No meu último post, que não será o próximo ainda, comentarei um pouco sobre isto, que é um assunto que sempre desperta a curiosidade dos brasileiros.

 

A saga continua...rs

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    • Por fernandos
      JUN 18     Passeio na Orla do Guaíba. Guaíba.RS.Jun.2018. Passando por Nova Milano
      Destino da vez Guaíba, Berço da Revolução Farroupilha. Saímos de Caxias, passadas 11 horas, difícil acordar cedo com esse frio que anda fazendo aqui no Sul. No caminho passamos pela cidade de Farroupilha, e demos uma paradinha rápida na localidade de Nova Milano, que fica bem a beira da estrada do lado direito, quem passa o Centro de Compras de Farroupilha. No local existe um monumento que chama a atenção do viajante, uma grande estatua  de ferro, parecendo um pássaro estilizado ou algo assim. É onde fica oParque da Imigração Italiana, de Nova Milano, um parque bonito, com pracinha para as crianças, várias bandeiras, esse monumento e uma Gôndola Veneziana, presente do governo da Itália, em comemoração aos 100 anos da imigração, feitos em 1975. Ainda demos uma passada no centrinho da localidade, onde há uma bela igreja, e havia uma feirinha de produtores rurais.    Seguindo o baile descemos a RS 122, rumo a GPA (Grande Porto Alegre). Umas 2 horas de viagem e chegamos em torno das 13 horas e 30 min. em Guaíba. E fomos direito a Orla, o lugar que surpreende pela organização e pela beleza. A vista do Lago Guaíba desse local é linda, a aguá reflete o céu azul, e o calçadão convida ao passeio. Demos uma caminhada admirando a bela paisagem, a  vista do Catamarã partindo rumo a Porto Alegre é bem legal. No entorno existem diversos restaurantes para todos os gostos e bolsos, que servem de frutos do mar, a Ala Minutas. Escolhemos um para almoçar, já que já eram quase 2 horas da tarde. E voltamos a apreciar a linda vista, o lugar não da vontade de ir embora, ainda mais um belo dia de sol, numa tarde fria do inverno gaúcho. Um cenário perfeito para quem gosta tomar um chimas, ou tirar fotografias, e decidimos ficar por ali mesmo nos deleitando com a paisagem,  na saída ainda passamos pela Escadaria: de onde se pode ter uma vista mais completa do Lago, mas a quantidade de degraus desanimou a subida. E assim conhecemos mais esse belo recanto do Rio Grande.    Que segundo pesquisas possui como atrativos: O Catamarã: que nada mais é que o barco que faz a travessia Guaíba-Porto Alegre; A Jardineira: ônibus especial modelo Jardineira, o passeio turístico conta com guia local. O ponto de partida e chegada é na Hidroviária de Guaíba (nesse dia que fomos não enxergamos); Casa de Gomes Jardim: Construída em fins do século XVIII, era sede da Estância de Gomes Jardim no período da Revolução Farroupilha. Erma de Gomes Jardim– Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha; Ruínas do Matadouro São Geraldo: Construção de 1927, foi um dos mais importantes do Rio Grande do Sul. Rua São Geraldo, Guaíba; Cipreste  Farroupilha: Árvore símbolo da cidade. Na sua sombra líderes da Revolução Farroupilha planejaram a tomada de Porto Alegre em 1835. Rua Gomes Jardim; Erma de Gomes Jardim: Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha;Vitrine Cultural: A Vitrine Cultural é um espaço desenvolvido através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Guaíba e da Fundação Toyota do Brasil que tem por objetivo conservar, divulgar e promover os atrativos culturais e históricos do município e da região; Museu Carlos Nobre: Construção de 1908 – ao longo do tempo foi residência, hotel, biblioteca, prefeitura e hoje encontramos objetos, fotografias, documentos pessoais do comunicador e humorista conhecido internacionalmente. (Terça a Sexta – 8h30min às 12h – 13h30min às 17h30min/ Sábado, Domingo e Feriado – 13h30min às 17h30min)(Fonte:pesquisandocidades.blogspot.com).

      Mais Fotos:
          Rota:

          Postado há 1 hour ago por Sant' Anna  
      Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands.
      Fizemos reserva  do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo, em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
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      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
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      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
    • Por Murilo Andrade
      BELO HORIZONTE:
      02 – 01 – 2017:
      Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais.
      Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança.
      O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas:
        
      Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé.
      Fiquei impressionado com Igreja de São José:

      A noite retornei ao hotel para descansar.
      BRUMADINHO:
      03 – 01 – 2017:
      No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem.
      Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local.
      Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo.
      O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local.

      O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos.
      Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim.
      Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras  e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede:


      Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio:

      Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço:

      Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione):

      Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas:

      Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional.
      O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros:

      De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs
       
      04 – 01 – 2017
      Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte.
      Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs).
      Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk:

      Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral:


      Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens:
      Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil:

      Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema:

      Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas.
      Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte.
       
      Algumas considerações sobre Inhotim:
      - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho.
      - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo.
      - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs.
      - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque.
      - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk
      - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes.
       
      OURO PRETO
      04/01/2017
      Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade).
      Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto:

      Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs.
      Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira.
       
      05/01/2017
      Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto.
      Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas:


       
      A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo:

      A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem:

      Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja:

      Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade:

      Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais:

      Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também.
      Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição):

       
      Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada.
      06/01/2017
      Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis:

       
      Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente:

      Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs
      A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado.
      Vista de Ouro Preto:

      Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana:


      Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras:

      Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes:


      Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade.
      Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk.
       
      Algumas considerações sobre Ouro Preto:
      - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs.
      - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental).
      - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy.
      - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes.
       
      BELO HORIZONTE:
      06 – 01 – 2017:
      Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte.
      A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe:

      07 – 01 – 2017:
      Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo:

      Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico:

      Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro:


      Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências:

       
      Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos.
      Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta:

      No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas:


      No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui:

       
      Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares.
       
      Algumas considerações sobre Belo Horizonte:
      - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas.
      - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs
       
      08 – 01 – 2017:
      Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso):


      O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas:


       
      GOVERNADOR VALADARES:
      08 – 01 – 2017:
      Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente:

      Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado:

      Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento:

       
      Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs
       
      Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares:
      - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível.
      - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
       
       
       
       
    • Por Patricia Senatore Grillo
      Olá mochileiros e mochileiras!  
      Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris.
      O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma:
      1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi:
      1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa.  
      1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO
      Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro.  O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! 
      O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre.  Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos).
      No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar.


      Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. 

      Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! 

      De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera.

      Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca  – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! 


      Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe.  A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos.
      Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel.


      O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça.
       
      2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK
      Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda!  Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali .



      Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha  – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos.

      A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar.  É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos.  Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione!

      O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se!
      Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown.
      (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ).
       
      3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL
      O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós.
      Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha.
      O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!).

      Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro!


      Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel.
      Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha.


      A noite foi no High Country Lodge outra vez.
       
      4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA
      Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância.

      Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. 
      Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos.  Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos.  

      Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha.  Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados.

      Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. 
      No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint.

      A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore.  Engraçado e estranho.


      A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico.

      Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante!
       
      5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK
      Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree.

      Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. 
      Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar.  Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve.  Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha.  A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. 
      A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final).
      Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu.





      Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas.
      (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem.  Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!)
       
      6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES
      Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout.

      As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. 

      De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu.


      Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante.  Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário.


      Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo.


      A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção.
       
      7º dia: GLENORCHY
      Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ.
      Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill.  Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa.



      Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. 

      Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa.


      A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. 
      Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km.
      Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo 
       
       
       
       
       
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