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Cunha


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Olá pessoal vai uma dica de lugar bem tranquilo , mas que tem passeios belíssimos e radicais, a cidade de Cunha-SP próximo a Guaratinguetá , a cidade é bem pequena, mas ao seu redor temos trilhas e cachoeiras belíssimas, eu quando visitei a cidade foi rápido só consegui ir na Pedra Macela, visual lindo , leva em torno de 1 hora de caminhada e ao chegar ao topo temos a vista para o mar, Ubatuba e Paraty, visual deslumbrante, vale a pena conhecer.

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  • 5 meses depois...

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Olá pessoal,

 

Estive em Cunha agora em março 2016 e digo que a estrada Paraty - Cunha está em ótimas condições para quem quiser fazer esse trecho. Além disso o hotel Portal do Sol tem diárias a partir de R$ 60,00 para casal (sem banheiro) e R$ 80,00 (com banheiro). Hospedagem não inclui café.

 

Flw.

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    • Por Vgn Vagner
      “Minha cabeça estava a mil, ou melhor, a milhão; com o coração partido e uma angustia dominante. Preocupação e sofrimento, choros e abatimento emocional faziam parte de uma fase ruim que me fez desanimar por completo depois do ocorrido misterioso. Eu não tinha o menor pique para fazer qualquer atividade na área que tanto me fascina: trilhas. Mas, ciente de que nas trilhas estava minha injeção de ânimo, minha motivação, minha retomada, me propus a derrotar os meus demônios e vencer essa batalha. Fui na busca de alimentar minha alma com as energias da natureza.”
       
       
      O Destino
       
      A princípio seria algo simples, um bate/volta dominical à 80 km de São Paulo rumo às Gerais, ver o pôr do sol e jogar conversa fora com os amigos, me distrair. Mas aquilo que duraria algumas horas, logo ganhou a soma de um pernoite. Tudo por que pude visualizar uma foto fantástica de um Pico que eu ainda não conhecia na Serra da Bocaina, porém, em sentido totalmente contrário (RJ), e bem mais distante, 225 km de Sampa. Mas a distância não era problema. Com a foto em mãos, os “caras” nem pensaram duas vezes...
      #PartiuCunha-SP, acampar na Pedra da Macela e se energizar com a beleza daquele lugar, vista a 1.840 metros de altitude.
       

       
      Relato
       
      O combinado foi nos encontrarmos ao meio dia na estação do Metrô Itaquera, e assim foi feito. Coloquei o “Fiesta Guerreiro” na direção da Rodovia Ayrton Senna, SP-070, e seguimos nela por algumas horas, até que ela se encontrasse com a Dutra, onde rodamos mais alguns-vários quilômetros e pagando pedágios até Guaratinguetá, onde pegamos a deserta Rod. SP-171, que através da sequência de vários sobe/desce, leva à micro cidade de área rural, Cunha. Onde aproveitamos para procurar um lugar pra almoçar.
      Bem no centro da cidade, há um mirante que leva seu olhar a vagar sobre a região montanhosa e verdejante. Local ideal para uma sessãozinha de fotos, passear de mãos dados com a namorada e contemplar a beleza. Existe também uma igreja muito bonita na praça central, onde se vê vários senhores, veteranos, papeando e fumando seus cigarros de fumo de corda e vendo a vida passar. Restaurante é o que não falta por lá, e depois de comer avontê por $15, seguimos novamente pela SP-171 até o km 66.
       
      Muita gente indica em seus relatos, que a entrada que leva até a Pedra da Macela está no km 65 (o que não é verdade). Rodamos toda sua extensão a procura da tal entrada, e pouco depois de perguntar para uma senhorinha local, no início do 66, vimos a estrada de terra que vai em direção à Cervejaria Wolkenburg, e ali, onde a estradinha de bifurca, pegamos a direita e chegamos rapidinho na área onde se deixa os carros.
      Ajeitamos nossas cargueiras e seguimos obrigatoriamente pela continuação da estrada, que pós portão se torna uma subidinha exigente e cansativa, dá até pra deixar a língua de fora kkk. São 2,3 km de subida, num desnível de 300 metros até o topo. Não tem como se perder, é uma estrada sem bifurcações, nem estreitamentos. Ela segue sempre bem aberta com algumas picadas à direita de quem sobe, e essas curtas picadas levam à mirantes que já permitem um pouco da visão litorânea.
      Nossa expectativa era conseguir chegar a tempo de ver o sol se pôr, mas como tivemos paradas para comer e uma perca de tempo à procura de leite (rsrs)... O sol não espera. Chegamos ao topo com apenas a tonalidade alaranjada colorindo céu de forma sem igual, e precedendo o crepúsculo. Formidável.
       
       
       
      Pouco depois, já no ponto mais alto, a cena que se abriu à nossos olhos foi de tirar o fôlego. Toda imensidão da Baía de Angra dos Reis à nossa frente sendo abraçada pelos paredões da Serra do Mar, ao fundo, planando na linha do horizonte, a Ilha Grande, e mais à direita, a cidade de Paraty acendendo suas luzes aos milhares para receber a noite. Tudo muito lindo!!
       
      Com a chegada da noite, veio o frio arrastado por um vento fooorte que parecia querer rasgar a pele. As barracas já foram montadas em pontos estratégicos entre as rochas e árvores que serviram de proteção contra a friaca que o vento traria na madruga. Na hora em que fui colocar meu isolante térmico dentro da barraca... Cadê ele ?
      Resposta interna imediata: PUUUTZ, FICOU LÁ NO CARRO!!!
       
      Essa afirmação soou como canção para os ouvidos do Valério, que automaticamente já disse: a gente desce lá pra buscar (ele gosta de andar), hehe. O Edu e o Léo preferiram ficar lá encima mesmo, enquanto iríamos fazer “o resgate do esquecido.”
      Como estávamos sem mochilas, foi uma descida rápida e tranquila. A não ser pelos morcegos que davam seus rasantes em nossa direção, o ponto de acertarem nossas cabeças numa colisão frontal. Mas, como a gente manja dos Paranauê, as esquivas foram suficientes rs.
      Logo mais a frente, na metade da caminhada, nosso facho de luz refletiu em um par de olhos à beira da estrada, próximo ao chão.
       
      - o que será ?
      - não sei. Vamos avançando.
       
      Quando chegamos perto, tive a certeza: é uma cobra, e das grandes, enrolada, pronta pra dar o bote. Ficamos um tempo ensaiando de passar, ou na espera de que “ela" fosse embora com a nossa presença,” mas não foi.
       
      - e agora, Vagner ?
      - Ah, vamos ter que passar. Vai na frente, que eu fico iluminando ela.
       
      De repente... o bicho dá um salto, bate as asas e voa, kkkkkkkkkkk ERA UM PASSARINHO!!! Seus abestadôôô . E nós dois morrendo de medo kkkk.
       
      Depois dessa comédia, chegamos rápido ao carro, pegamos o isolante e voltamos. No caminho de volta encontramos com um quarteto indo embora, eles estavam fotografando no topo quando chegamos, e agora deixavam o pico só pra nós hehe. Encontramos em seguida, o guardinha que fica cuidando do perímetro das torres de transmissão durante a noite para evitar invasores. Detalhes a parte, voltamos ao encontro dos camaradas que estavam a registrando a beleza noturna.
       
      Agora sim! todos acomodados, era hora de começar a brincadeira. O céu, que a partir daquele momento se mostrava num tom negro intenso, oferecendo estrelas, constelações e cometas rasgando o céu, estava propício pra uma longa sessão. O bate papo ia longe entre as tremidas e os queixos que se batiam, risada era o que não faltava, e pra completar, o Edu portava um “Estúdio Móvel” na mochila. Minuciosamente ele sacou os equipos, armou o tripé na direção em que podíamos registrar as melhores fotos daquela noite, e da forma mais criativa que tínhamos no momento, inventando rs. As nuvens se dissiparam e permitiram uma exposição noturna maravilhosa, com zilhões de estrelas formando nosso teto (um prato cheio para Astrônomos). O Cruzeiro e As Três Marias eram fácil de identificar, outras constelações que nem imagino o nome, compunham aquela beleza impar, que em horas depois, com o tempo mais aberto ainda, nos permitiu assistir o rastro da Via Láctea seguindo à nordeste. FANTÁSTICO!!!
       
      “lembro de quando, por duas vezes, vi estrelas cadentes cortarem o céu, e naquela fantasia utópica que trazemos da infância, eu fiz meu pedido: Que “Ele” seja encontrado logo, para por fim em todo mistério todo.”
       
       
       

       
      Outra certeza naquela noite, seria o frio da madrugada. Mesmo estando na barraca, com isolante térmico, saco de dormir, meias, calças, blusa fleece, touca e infinidades, eu passei frio. Tinha hora que dava pra perceber a temperatura despencar do nada, oscilava muito, e era aí que vinha a friaca que não me deixava dormir. Um adjetivo pra me manter acordado era o ronco do meu companheiro de barraca (eu mereço kkk). Dava pra ouvir “os caras” lá na outra barraca dando risada disso rs.
      A noite até que não demorou muito a passar, acredito que às 4h da madruga eu consegui pegar no sono. Mas para minha infelicidade, às 04:40 a.m. chega um grupo gritando e fazendo arruaça por terem alcançado o pico antes do sol nascer. Daí pra frente, quem dorme? Ainda ficamos um tempo “dentro de casa” pra manter o corpo quente. Cinco e quarenta começamos a sair, e mais pessoas iam chegando, o frio diminuindo e a claridade se apresentando na linha do horizonte.
       
      O espetáculo começou, mas, por trás das poucas nuvens que pairavam além das montanhas. O que não permitiu que ele se mostrasse como esperávamos: singular e soberano, uma esfera de fogo e sem ornamentos a emergir de seu descanso. Mas não foi possível. Quando ele se mostrou por completo, toda escuridão do céu já havia sumido, e o presente que nos foi dado, também, foi um show do qual adoramos ver. Reverências ao sol, sempre.
       
       
      Tempos depois, os que chegaram para ver o sol iluminar o dia, partiam. Outros demoraram mais um pouco, até que restassem só nós quatro novamente. Começamos a recolher acampamento, tira a “foto saideira” e seguir nosso rumo. A intenção era chegar cedo em Sampa, pois era o dia do níver da mãe do Léo, e ele não queria estar ausente a essa data tão importante S2. Mas antes de partirmos, se aproximava um “guardinha de coturno,” com sua calça preta, boné e livro negro na mão. Pensei: pronto! vai embaçar!
       
      Chegou quieto, sem falar nada, e com a pose de autoridade só olhava a gente tirar nossa última foto.
       
      Virei, olhei e disse:
      - bom dia! Você é guardinha ?
      - não! sou controlador de acesso - respondeu.
      - Aahhh...
      - preciso que vocês assinem o livro.
      - por quê ? tem algum problema ?
      - é por quê vocês acamparam aqui, e temos esse controle. Mas não tem problema nenhum.
      - Atah, menos mal.
       
      Enquanto assinávamos o tal livro, puxamos papo com ele, que foi super atencioso e cordial com as infos dos picos da região. Bem diferente da postura aparente que trouxe na primeira impressão. Depois de terminar a conversa, partimos em direção ao início da trilha, deixando para trás uma história prazerosa, construída em algumas horas de permanência em um Pico de um visual incrível.
      Ainda encontramos pelo caminho muitas pessoas subindo e perguntando detalhes de como estava a vista lá de cima, quanto tempo ainda restava, se estava longe e etc... O pior foi perceber que teve dois deles que estavam subindo sem nada em mãos, nenhuma garrafinha dágua. Com o sol que estava fazendo, era certeza de que iriam sofrer com a sede, pois no caminho não há pontos para pegar água.
      Bom... cada qual sabe onde pisa (eu acho). E eu pisei no acelerador às 10:30h em direção a capital. Saí de lá com novos ares, renovado. A maravilha natural e a presença/diversão com os amigos foi essencial para minha reconstrução emocional.
       
      “Tô de volta no jogo!! hehe”. Foi essa expressão que eu carregava internamente, depois de viver o que vivi naquele final de semana abençoado (23 e 24/05/2015).

      -fim-
       
       
      DETALHES:
       
      Onde: Cunha-SP
      Dificuldade de navegação: zero
      Percurso: 2,5 km ida + 2,5 km volta
      Terreno: só subida (desnível de 300 mts)
      Altitude: 1.840 metros
      Pontos de água: apenas no início da trilha (leve o suficiente)
      Vista: panorâmica (Cadeia de montanhas da Serra do Mar, Baía de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, e ao fundo: Ilha Grande)
      Estrutura: Não há. Traga todo lixo que produzir
    • Por Vinícius Mzk
      Assistam ao registro em vídeo em:
       

       
      MIRANTE DA PEDRA DA MACELA E CONQUISTA DOS DOIS FRADES
       
      Era última semana do inverno de 2015, um calor absurdo, uma previsão de tempo perfeita e surge um convite de um amigo virtual, o Rodrigo, para uma exploração da Pedra da Macela e os Três Frades que se avistam a partir daquela. Estes picos - os Três frades - não possuem acesso por trilha, o que frustou muito o Rodrigo em sua visita ao local a 2 meses atrás, motivando essa nova investida para, de alguma forma, conquistarmos estes belos morros rochosos que se alinham em direção a Parati.
       
      Sexta de noite saí de Campinas para encontrar o time que faria parte desta aventura - Loures, Piccoli e o idealizador Rodrigo - no sempre movimentado Habib’s do Jabaquara. Por conta do atraso do ônibus e do congestionamento na linha de metrô, acabei chegando um pouco atrasado, mas acabamos saindo do ponto de encontro bem mais tarde do horário combinado por conta da fome de todos que não resistiram a umas boas esfirras, mesmo as comendo fora do estabelecimento e sendo pressionados por um tiozinho nervoso a sair logo dali e dar a vaga do estacionamento pra outros clientes.
       
      Deixamos o tiozinho um pouco mais irritado e meio cheios de esfirra (esse pessoal é tudo saco sem fundo) partimos em direção a cidade de Cunha, entre São Luiz do Paraitinga e Parati, bem na divisa dos estados de SP e RJ, já passadas as 23h daquela sexta-feira.
       
      Depois de muita conversa e uns perrengues iniciais envolvendo necessidades fisiológicas urgentes na fila do pedágio resolvidas com a evacuação dos resíduos urinários atrás de um caminhão em movimento, chegamos, depois das 4h do sábado, ao início da estrada de manutenção que da acesso ao mirante da Pedra da Macela, que fica ao lado das torres de transmissão que dividem o espaço a 1.840 metros de altitude (meu GPS marcou altitude máxima de 1.792 metros). Como estávamos muito cansados e não tínhamos um plano definido de como seria a exploração proposta - se iríamos de cargueira para acampar entre os Frades e a Pedra da Macela ou se seguiríamos com mochilas menores com o suficiente para irmos e voltar no mesmo dia - cada um se mocozou de alguma forma e dormimos até que, às 6h30, depois de pouco mais de 2 horas de sono, todos acordamos com os gritos eufóricos do Rodrigo que parecia ainda estar sob o efeito das cervejas que havia ingerido no dia anterior. Como eu havia acabado de conhecer o cara, deixei os xingamentos o mais amenos possíveis para não frustrar nossa aventura já no início e comecei a preparar o café e a mochila com o equipamento que levaria para registrar a aventura mais um pouco de alimento e pouco mais de 2L de água para passar o dia, pois sabia que não haveriam mais pontos de água pela frente.
       

       
      Às 7h40 estávamos prontos, mas não avistávamos mais o Rodrigo. Não vi ele arrumar mochila nem tomar café. Como ele estava pilhado para subir até o mirante o mais rápido possível, iniciamos a caminhada supondo que ele já estaria pelo caminho. Ignoramos todas as bifurcações e seguimos direto para o mirante e, depois de 2,2 Km de subida em pouco menos de uma hora, com nenhuma dificuldade de navegação, chegamos no cume da Pedra da Macela, onde encontramos o Rodrigo deitado numa sombra curtindo um som no seu celular. Como eu havia previsto, o chefe da expedição não havia trazido nada de água nem alimento. Pensei “ele deve ser tão fodão que vai conquistar os Três Frades, voltar e não vai dar nem tempo de ficar com sede ou fome”. Não poderia estar mais errado…
       

       
      Um casal passou por nós e a moça fez questão de demonstrar sua consciência ambiental e pediu para que nós não deixássemos lixo. Para nós, foi só encheção de saco, pois seguimos a ideologia do “leave no trace” há muito tempo, mas dando uma volta pelo cume, é fácil perceber quanto porcalhão retardado sem noção passa por lá e deixa um monte de lixo, principalmente papel higiênico e latas de cerveja. Lamentável. Espero que a “chatisse” dela ajude a educar um ou outro que está iniciando no mundo das trilhas.
       
      Com o tempo completamente limpo, pudemos contemplar toda a baia de Angra dos Reis, Parati e a Ilha Grande. Ficamos por 15 minutos nos maravilhando com uma vista de tirar o fôlego e aguçando a curiosidade para um futuro passeio por todo aquele marzão que avistávamos. Já eram 9 horas e não podíamos passar mais tempo por ali, sob pena de ser pegos pela escuridão no meio do mato desconhecido, então começamos a analisar o terreno e procurar por alguma trilha que fosse em direção aos Frades, mas nada encontramos. Se fossemos seguir direto para sudeste, onde víamos o nosso objetivo, nosso destino era um monte de mato após o qual um penhasco que colocaria todos nós em risco, então, analisando o mapa topográfico e aproveitando uma pequena abertura na mata a oeste do mirante, descemos o morro da Pedra da Macela por esse lado que tinha uma inclinação menos arriscada e fomos virando, aos poucos, para sudoeste até atingir a altitude do vale que separa o mirante da subida que antecede o “Primeiro Frade”, o que demorou 40 minutos, após o qual fomos seguindo pela curva de nível até iniciarmos a subida para o primeiro cume. Havia muito mato e seguir a curva de nível não é tão simples quanto parece, pois na verdade continuamos num sobe e desce bastante cansativo para desviar das partes com mato mais denso. Paramos para um breve lanche no caminho e às 11 horas alcançamos uma clareira de onde podíamos avistar os dois primeiros Frades e a Pedra da Macela de onde viemos. Não pareciam estar distantes e deu uma boa animada, dando a impressão de que concluiríamos com sucesso a nossa exploração.
       

       
      Às 11:15 chegamos ao que acreditávamos ser o cume do “Primeiro Frade”, onde o Piccoli, especialista em piruetas e cambalhotas, tratou de executar uma manobra arriscadíssima e escalou uma rocha que batizamos de Dedo do Frade. Trata-se de uma ponta de 4 metros de altura ao lado da pedra do cume do Primeiro Frade, mas com muita pouca área para se apoiar, tornando seu acesso muito arriscado. Após o nosso amigo fazer suas tradicionais poses para as fotos e desescalar com um pouco mais de dificuldade que teve para escalar a rocha, nos juntamos no topo da pedra e comemoramos com muita gritaria, o que deve ter chamado bastante atenção daqueles que estavam no mirante da Macela, provavelmente se questionando como aqueles malucos chegaram até onde estávamos.
       

       
      Após 20 minutos de descanso e mais lanche, voltamos a caminhar por cima das rochas, na crista da serra. Para evitar varar mato, tivemos que utilizar a corda duas vezes para dar segurança em trechos onde entre uma rocha e outra havia um abismo e não poderíamos arriscar nenhum escorregão. O Piccoli sempre ia na frente nestes trechos, pois suas habilidades permitiam que ele grudasse em qualquer lugar, possibilitando um deslocamento muito mais ágil que os outros. A vista continuava incrível. Podíamos avistar até a Pedra da Gávea e o litoral sendo invadido por nuvens que vinham do Atlântico Sul.
       
      Em pouco menos de uma hora de nos rasgarmos no mato chegamos a mais um lajeado de rochas, onde achávamos ter chegado ao “Segundo Frade”. Embora o deslocamento muito prejudicado pela densidade da mata, a aventura estava parecendo mais fácil do que pensávamos, pois segundo nosso pensamento faltava apenas mais um Frade e depois era só voltarmos. Então voltamos a caminhar e após transpor mais um vale, às 13:30 estávamos no topo do último Frade…..só que não!! O Loures saiu para dar uma explorada na área e logo nos chamou para ver o que ele tinha descoberto e, após passarmos por alguns tuchos de capim elefante, pois até aqui esse mato nos persegue, avistamos mais um morro em formato de pão de açúcar. Sim, esse seria o verdadeiro “Terceiro Frade”, sendo que o lugar que achávamos que era o Primeiro Frade, na verdade, era apenas um ombro da montanha e o Segundo Frade era o Primeiro.
       

       
      Depois das fotos e do lanche, o relógio já marcava 14:00, horário que havíamos combinado em voltar, mas voltar sem conquistar o último Frade era certeza de amargar o retorno até sabe-se lá quando, então propus que fossemos até lá desta vez para não termos que retornar apenas para concretizarmos o plano inicial. O desgaste já era grande, a água já estava acabando e não tínhamos muito alimento. Não levamos nada para um eventual bivaque caso não conseguíssemos sair de lá e o risco era grande. Não havíamos nem decidido se retornaríamos pelo mesmo caminho ou se desceríamos para o sul onde sabíamos que existia uma fazenda com uma estrada de terra que retornava onde o carro estava estacionado. Depois de discutirmos, ficou decidido que não iríamos até o último Frade, mas voltaríamos por outro caminho, descendo o vale no sentido sul com a intenção de interceptar uma estrada de terra que cortava um pasto e retornar ao “estacionamento”.
       
      Lá de cima do Segundo Frade parecia apenas uma grande descida até a estradinha, porém a coisa foi tomando uma outra dimensão. Batemos mato por mais de 3 horas e nada de avistarmos a tal da estrada. O Sol já começava a se por e nós estávamos exaustos no meio de um monte de mato. Por sorte, encontramos alguns veios de água pelo caminho, porém de qualidade duvidosa. Já não tínhamos mais clorin para tratar a água e a comida já estava acabando. Às 17:20 chegamos num ponto onde uma rocha se erguia no meio do mato possibilitando uma visão melhor de onde estávamos e podíamos confirmar que estávamos no caminho certo, pois a estrada de terra estava a nossa frente. Continuamos a rasgar o mato com o resto de facão que o Piccoli havia levado, porém o cansaço já era tão grande que não conseguíamos nos manter focado e seguir o plano que havíamos estabelecido e acabamos desviando algumas vezes do caminho correto. Pra piorar, fiz um rasgo na minha mão direita ao me apoiar em alguma coisa pontuda e, ao retirar a ponta, começou a escorrer tanto sangue que meus zóio começaram a virar pra cima, então sentei logo antes que eu começasse a passar mal. Eu odeio ver sangue de gente, mas respirei fundo, pedi ajuda pra pegar um curativo no kit de primeiros socorros, limpei a ferida e estanquei o sangue. A mão doía um pouco, mas não dava pra ficar parado por mais tempo. Já estava escuro e não podíamos perder mais tempo, pois o risco aumentava a cada minuto que passava. Exaustos de tanto bater mato, depois das 18:20, decidimos seguir o curso de um rio na espectativa de que ele, em algum momento, cruzasse com o pasto da fazenda que era nosso objetivo. Depois de tanto nos deslocarmos para o sul, era hora de virar para a direita e começar a seguir em direção a oeste, porém o rio seguia o curso para sudeste, em direção a Parati, no sentido contrário ao que deveríamos estar seguindo. Não dava mais pra seguirmos o curso do rio. Tínhamos que insistir no sentido correto, por mais difícil que fosse, para sair daquele inferno verde. Foi aí que decidimos seguir no sentido sudoeste e o Piccoli tomou a frente em uma piramba super inclinada, onde os únicos apoios eram uns bambus meio soltos e podres que não passavam muita confiança quando, às 19:20, finalmente ele sinalizava, a gritos de vitória e alguns palavrões em bom a alto som, a chegada ao pasto da fazenda e a saída do matagal que quase nos triturou por completo.
       

       
      De tão surreal que foi ver aquela graminha baixa e fácil de andar por cima, ficamos uns 10 minutos deitados e contemplando o céu estrelado que fechava a aventura daquele dia com chave de ouro. Logo encontramos a estrada de terra que, na verdade, era um caminho de vaca que seguia até a porteira da fazenda e às 20:25 já estávamos no carro iniciando os preparativos da merecida janta.
       
      Comemos até não aguentar mais e às 22:00 capotamos, cada um em seu canto - o Loures dentro do carro, o Rodrigo em sua barraca e o Piccoli e eu no chão, pois o tempo estava excelente e sempre que está assim não perco a chance de bivacar.
       
      Tivemos uma ótima noite de sono, salvo por um momento em que um grupo de bêbados passou por nós gritando feito retardados. No dia seguinte teríamos o domingo inteiro pra fazer o que quiséssemos e decidimos explorar a cidade de Cunha. Passamos pelo centro e, depois de comermos umas “porcarias” numa padaria, fomos visitar a Cachoeira do Pimenta. São uns 12Km de estrada de terra a partir da área central de Cunha e chega-se ao local onde existe alguma estrutura para recepcionar os turistas, com placas de “não deixe lixo” e “proibido som alto” distribuídas pelo estacionamento, que comprovavam que, ou o povo que frequenta essa cachoeira é analfabeto, ou simplesmente não tem educação nenhuma e deixam suas latinhas de cerveja jogadas pelo chão com o carro ao lado com aquelas músicas super agradáveis tocando bem alto.
       

       
      Logo ao lado do estacionamento é onde fica a muvuca. Os poços são incríveis, mas não vale a pena ficar no meio desse monte de gente. Não demorou para nós arrumarmos nossas pequenas mochilas, sem esquecer de ítens de emergência como curativos, alimento extra, clorin e lanterna. Vai que agente acaba se metendo em outra enrascada. Nunca se sabe haha…
       
      Depois de escalarmos as rochas ao lado direito das quedas d’água, chegamos até o topo da cachoeira que na verdade é uma sequência de cachoeiras com 5 a 10 metros de altitude que somadas ganham altitude de 90 metros, e descobrimos que tem uma trilha bem fácil que tem até corrimão que da acesso a toda a cachoeira, finalizando numa barragem que abastece toda a cidade de Cunha, mas todo o povo que estava lá se acumulou lnos primeiros poços ao lado do estacionamento, deixando o restante das quedas todas para nós. Escolhemos um lugar onde havia a um poço bem fundo e possibilidade de alguns saltos. Tiramos muitas fotos e filmamos todos pulando no poço e depois comemos o lanche que havíamos levado e ficamos deitados na pedra tomando Sol, até que a roupa estivesse seca para irmos embora, o que não demorou muito.
       

       
      Retornamos ao carro às 13:10 e, já que ainda estava cedo, o Piccoli e eu fomos explorar a parte de baixo do rio. O Prince saiu saltando de pedra em pedra enquanto eu me arrastava de bunda com medo de tomar um tombo, mas devagar chegamos até uns pequenos cânions, em 10 minutos de exploração, e depois resolvemos voltar para arrumar as coisas e ir embora.
       

       
      Paramos mais três vezes para comer pelo caminho, contemplar a Mantiqueira de um mirante e tomar café e às 19:50, depois de um pouco de trânsito na região de Taubaté e próximo a São Paulo, eu já estava na rodoviária providenciando minha passagem de volta a Campinas.
       

       
      Fica o relato, então, aos que foram até o mirante da Macela e se perguntaram se não seria possível chegar até os Três Frades. Não chegamos até o último, mas não tenho dúvidas de que é possível e, depois de todo o perrengue que passamos, se for fazer esse passeio, recomendo que volte pelo mesmo caminho e não faça como fizemos, descendo para o sul a fim de interceptar o pasto para retornar ao estacionamento por caminhos de vaca. Por não ter trilha consolidada, é um passeio de dificuldade mais elevada, é recomendável que se leve pelo menos 10 metros de corda, um ou mais facões bem afiados, água e alimento para o dia inteiro e, claro, kit de primeiros socorros. Um mapa topográfico com a posição dos picos marcadas e uma bússola também não podem faltar.
       
      Assim foi mais uma aventura, provando que essa turma consegue transformar qualquer passeio no parque em um perrengue monstro de estrupiar o corpo, mas que vive intensamente as coisas simples que o mundo oferece.
    • Por edustefanini
      Olá amigos,
       
      Acompanho o fórum há anos e finalmente resolvi me cadastrar aqui e compartilhar uma experiência muito bacana que minha namorada e eu tivemos no último final de semana (02/08-03/08) na cidade de Cunha/SP.
       
      Prometi ao sr. Ozair que faria uma bela divulgação de seu trabalho-hobbie em fóruns especializados e redes sociais visto que seu conhecimento com estas ferramentas são bem limitados.
       
      Bom, o texto é longo, informativo e espero que vocês gostem da leitura!
       
      Minha namorada e eu saímos de São Paulo/SP no sábado pela manhã com a intenção de conhecer uma área do vale do Paraíba que nunca tínhamos cruzado, o trecho Guaratinguetá-Cunha-Paraty, sendo que o objetivo era passar o dia na cidade de Cunha e subir a pedra da Macela, o ponto mais alto da região, onde é possível ter uma vista panorâmica do litoral, sendo que, em dias bem claros e sem nuvens é possível avistar a cidade de Paraty, Angra dos Reis e a Ilha Grande lá de cima.
       
      Nossa ideia era basicamente um bate e volta onde pudéssemos almoçar em algum lugar gostosinho, aliás, um lugar que oferecesse uma boa comida de interior, sem grife e sem firulas gourmet, ou seja, MUITA FARTURA e preços honestos. Depois para compensar, faríamos a subida de um pouco mais de 2km até o topo da Macela para curtir o pôr do sol.
       
      Pesquisei um pouco em fóruns especializados e encontrei uma referência do restaurante Delícias da Roça, o nome parecia promissor, com poucos reviews, sem site, sem página em Facebook e a única informação relevante que encontrei foi apenas um endereço que apontava para uma estrada de terra e comentários dizendo que o espaço era tocado por dois velhinhos e ofereciam comida genuína de fazenda. Por alguma razão, tive um excelente feeling nisso, talvez pelo fato de lembrar da minha infância quando saia com meus pais com referências bem limitadas e criava um pouco aquele clima de aventura, potencial de dar errado, sei lá, eu me divirto com isso!
       
      De São Paulo até Cunha são 180 km, mas, há um trecho razoável de estrada vicinal,cerca de 50km, sendo que a velocidade máxima deste trecho é de 60 km/h e na boa, embora o pavimento estivesse perfeito, a paisagem era linda e valia a pena dirigir sem pressa curtindo o visual, logo, levei quase 3h para chegar em Cunha/SP.
       
      Cunha é uma cidade bem simples, pequena e sem grandes atrações no miolo urbano, em contrapartida, o ecoturismo é bem explorado na região e conta com diversas atividades, tais quais: parque estadual da serra do mar, subida a pedra da Macela, lavandário (bem nhé nesta época do ano, na primavera deve ser lindo), uma cervejaria artesanal chamada Wolkenburg, cachoeiras, muitos restaurantes, trilhas, muitas pousadinhas para curtir o clima de montanha, aliás, destaco o local como uma alternativa para quem gosta de passear pelos arredores de Campos do Jorão, Sto. Antônio do Pinhal, Monte Verde e aprecia este tipo de clima, visto que, a cidade de Cunha fica localizada no alto da serra no caminho para Paraty, porém, só invistam na ida se preferirem as belezas naturais ante ao glamour da região de Campos. Sem falar que a cidade tem um destaque enorme no artesanato, sobretudo a cerâmica, logo, se vocês gostam disso, lá é um prato cheio!
       
      Fizemos o reconhecimento na área urbana, passando pelo centrinho, mercado central, caminhada por algumas ruelas e na sequência partimos para o lavandário, um local de cultivo de lavandas que conta com uma pequena lojinha que vende artigos produzidos com a flor. Infelizmente, a época do ano era pouco favorável para a apreciação deste local, como disse anteriormente, acredito que tenhamos uma experiência mais agradável daqui poucos meses durante a primavera, contudo, valeu o pouco aprendizado que tivemos sobre a planta e suas propriedades.
       
      Na sequência fomos encarar nossa aventura gastronômica. Leiam esta parte com bastante atenção!
       
      Na estrada Cunha-Paraty é necessário ficar atento na entrada para o parque estadual da serra do mar que fica no km 56,5 - é bem sinalizado, mas é bom ter atenção por estar localizado numa curva - ao entrar nesta estrada o pavimento mudará para terra batida e será necessário dirigir certa de 10km até o local. É bem tranquilo o trajeto, há poucos buracos e declives, portanto, qualquer carro de passeio encara, apenas não recomendo querer se enfiar no meio do mato com um Ford KA 1.0 lotado de tranqueiras e quatro pessoas a bordo!
       
      A entrada para o restaurante ficará do lado direito do motorista e haverá uma plaquinha discreta e uma subidinha rumo à chácara do sr. Ozair e família, aliás, a chegada no local é bem interessante, é como se estivéssemos indo à casa de um familiar dada a discrição e pouca cara de restaurante, era uma casinha com cachorros nos recepcionando e nenhuma aparência de estabelecimento comercial. Estacionamos o carro e ao descer sentimos aquele cheiro contagiante de lenha queimando e feijão no fogo, sabíamos que estávamos no local certo!
       
      Um senhor de avental "buona gente" estilo vovozão italiano nos recepcionou com muita hospitalidade junto de sua esposa e filha, os proprietários do restaurante, e de fato, o local era bem simples, basicamente uma grande cozinha com fogão a lenha e algumas mesas que foram transformadas neste local para pecarmos por gula.
       
      Ele não conta com cardápio impresso e nenhuma formalidade, a simplicidade está em dizer ao cliente o que conta de melhor no dia, apesar de que, há os itens favoritos de sua fiel clientela que nunca podem faltar no seu estoque como costelinha de porco, carne seca com abóbora, entre outras delícias. Como era nossa primeira vez no local, queríamos algo bem tradicional, portanto, aceitamos o combinado trivial que era composto por costelinha de porco - deliciosa, levíssima e aromatizada - arroz, tutu de feijão, couve com bacon, farofa e ovo frito. Estávamos decididos em enfiar o pé na jaca, portanto, aceitamos uma porção extra de mandioca e de torresmo!!!
       
      A família preza em cozinhar na hora, portanto, quem um dia decidir encarar esta aventura, pense em ficar no restaurante mais de 2h tranquilamente, ou seja, vá para uma boa prosa, degustar uma cachaça artesanal e ouvir as histórias de vida destas pessoas super bacanas. Vá para o quintal brincar com os cachorros, deitar na grama, que quando seu almoço estiver pronto, eles te chamarão. Além disso, é possível repetir a dose, se quiser mais arroz eles fazem, se quiser mais tutu, eles fazem, ou seja, SEM MISÉRIA MESMO!
       
      O combinado de costelinha de porco, arroz, tutu, couve, farofa, bolinho de arroz, ovo custou 25 reais por pessoa, preço honestíssimo pela qualidade da comida e a hospitalidade oferecida. Todo o resto é cobrado a parte, mas são preços super modestos que vale a pena contar com estes aditivos, principalmente se quiser comer igual ao um ogro selvagem que está há mais de uma semana sem se alimentar!
       
      Passava das 15h quando finalizamos nosso almoço e estávamos prontos para iniciarmos nossa jornada à pedra da Macela, porém, algumas nuvens começaram a surgir o que nos preocupou um pouquinho pois algumas pessoas nos disseram que a subida na parte da tarde contaria com este risco de formação de nuvens e a vista do topo poderia ficar bem prejudicada. Na verdade, veríamos um mar de nuvens e não a panorâmica do oceano e das cidades costeiras.
       
      Antes de nosso almoço ficar pronto o sr. Ozair comentou que tinha um chalé no fundo da chácara que alugava de vez em quando e tendo isso em mente, Cinthia e eu pedimos para dar uma olhadinha apenas por curiosidade. Um espaço muito bacana, aconchegante para até quatro pessoas, com geladeira... Olhamos um para a cara do outro e concordamos em arriscar a subida para ver o amanhecer, embora estivéssemos sem nenhuma troca de roupa, foi o famoso [email protected]&!
       
      Com o restante da tarde livre, fomos conhecer o parque estadual da serra do mar núcleo Cunha, para quem não conhece, este parque é gigantesco e o objetivo é preservar o pouco de Mata Atlântica que resta nas redondezas do litoral paulistano, logo, é possível acessá-lo em diversas regiões do estado de São Paulo. Cunha, Miracatu, São Sebastião, Juréia são algumas cidades possíveis para acessá-lo!
       
      Chegamos no final da tarde e pouco tempo restava até seu fechamento, por esta razão decidimos fazer uma trilha curtinha de 2km para conhecer um pouquinho das belezas do local. A Cinthia ficou com um pouquinho de medo da trilha por conta da caída da tarde e no potencial surgimento de um Saci-Pererê ou boi da cara preta.
       
      Ao retornar ao chalé provido pelo sr. Ozair, decidimos ficar lá de bobeira descansando, tomando vinho, comendo chocolate e observando as estrelas, algo impossível na cidade de São Paulo/SP. Rolou até estrela cadente, DILMAIS!
       
      Dormimos cedo com o objetivo de acordarmos por volta das 3h30 para conseguirmos chegar ao topo da pedra antes do sol nascer, contando com alguma margem de erro (atraso durante o percurso). Até nos arrumarmos e chegar ao local, km 66 da estrada Cunha-Paraty e mais 5km de estrada de terra já se aproximava das 5h. Levamos uma lanterna improvisada no celular e partimos numa caminhada forte para completarmos a jornada em poucos minutos.
       
      Um céu mais lindo do que havíamos visto antes de dormir, e por mais bobo que seja, ficamos maravilhados com o cenário.
       
      Passadas fortes, temperatura por volta dos 5°, mas, 40 minutos foi nosso tempo de deslocamento, e acreditem, chegamos lá no topo sem blusa nenhuma de tanto calor que sentimos durante a caminhada hahahahaha. Para quem for muito sedentário e quiser fazer o mesmo, recomendo começar o trajeto por volta das 4h00~4h20 para chegar ao topo bem tranquilo.
       
      Tudo nosso, era certo que algumas pessoas haviam acampado na área por conta dos carros que vimos na porteira antes da trilha começar, mas não localizamos ninguém ao nosso redor no ponto que decidimos ficar enquanto aguardávamos o nascer do sol.
       
      Vibe incrível, única, uma experiência sensorial significante e acho que cada nascer do sol/pôr do sol que assistimos em locais diferentes expressam um sentimento diferente, e isso é muito difícil de explicar com palavras. Passada a fase fotógrafa para registrar o momento, ficamos em pé, olhando para o horizonte estáticos e em silêncio, escutando o vento, as folhas que eram levadas por ele e o cantar dos pássaros. Deixamos o local às 8h com uma sensação de satisfação imensa, eu diria que é anestesiante!
       
      Voltamos ao chalé e de quebra fomos agraciados com um baita café da manhã feito pela família do sr. Ozair, com direito a bolinho de limão feito na hora para nós. Afinal, éramos seus únicos e possíveis hóspedes!
       
      Muita prosa e comilança, nem almoçamos depois para vocês terem ideia, mas, era hora de partir, infelizmente. Nos despedimos deles e dos bichinhos e voltamos para São Paulo/SP em passinho de tartaruga, fazendo o trajeto mais demorado possível e na velocidade mais baixa, passando por São Luis do Paraitinga que estava bem agitada por conta de uma festival de comida caipira no mercado central da cidade.
       
      Vou deixar aqui o contato do restaurante Delícias da Roça e o telefone do sr. Ozair caso queiram arriscar seguir o passo a passo descrito acima.
       
      (12) 3111-1578
       
      Diga que foi recomendação do Edu e da Cinthia, só falar que é um cara barbudo feioso e uma japonesa linda que ficaram hospedados em seu chalé que com certeza ele lembrará de nós.
       
      Anexei poucas fotos para ilustrar tudo que escrevi.




















    • Por tborges
      Descrição
       
      Dificuldade: Média – categoria 1
      Distância: 5 km
      Altitude Máxima: 1.840 m
      Circular: Sim
       
      Como chegar
       
      Vindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro para cunha, utilize a Rodovia presidente Dutra(BR-116) até a cidade de Guaratinguetá e depois pegue a rodovia Paulo Virgínio(SP-171) até cunha.
       
      A rodovia Paulo Virgínio é conhecida como rodovia Cunha-Paraty, para chegar a Pedra da Macela você não ira entrar dentro da cidade de Cunha, após passar a cidade, continue até o quilometro 65 da rodovia e entre a esquerda na estrada de terra que da acesso ao Bairro da Macela, você andará por mais 4 km na estrada de terra até chegar na porteira que da inicio a trilha.
       
      A Trilha
       
      Fizemos essa trilha no domingo, dia 22/02/2015 e ela já fazia parte do calendário de trilhas do Fé no Pé.
       
      Em dias de sol e céu aberto, no topo da Pedra da Macela tem-se um vista de 360º de Cunha e é possível avistar Ilha Grande e as baías de Angra dos Reis e Paraty, bom não foi o caso dessa vez.
       

       
      Como essa é uma trilha mais tranquila, minha mãe me acompanhou junto com meu pai e meu cachorro na subida e meu parceiro Renato Soares nos encontrou lá no topo depois.
       

       
      A trilha na verdade é uma estrada que furnas utiliza para chegar ao topo da pedra, não existe nenhum segredo, basta seguir a estrada até o topo, zero dificuldade de navegação, logo após a porteira existe um pequeno rio caso seja necessário captar água para a subida.
       

       
      A mata em volta da estrada esta muito bem preservada, mas não existem muitos pontos(para não dizer quase nenhum) com sombra na trilha, dessa forma, prefira iniciar a subida logo cedo para não pegar um sol muito forte.
       
      Na última curva antes do fim da estrada você avistara o prédio de Furnas onde estão as antenas, ao chegar até ele você verá uma placa a direita indicando o caminho para o mirante.
       

       
      No local não existe nenhuma infra-estrutura básica para visitação, existe apenas um pequeno espaço para acampar e por ser próximo as antenas de transmissão, não é permitido acender fogueiras. O ponto positivo é que a proximidade com as antenas garante sinal de celular no topo caso seja necessário.
       
      Como eu disse no começo, acabamos pegando bastante neblina e a visibilidade foi pequena, mesmo assim vale o passeio, principalmente para quem assim como eu, adora estar entre as nuvens.
       
      Fizemos a subida de forma bem leve, levando 45 minutos para subir os 2,5km, porém, o Renato Soares fez a subida em 19 minutos, então, diversão para todos os gostos, quem quer se desafiar tem uma bela subida e para quem quer um passeio em família a trilha proporciona também.
    • Por Marcelo Reis
      A pedra da macela é um pico situado entre as cidades de Cunha e Parati.
      Pela estrada Cunha-Parati ela fica na altura do km 65.
      Tem 1840 metros de altura e um ótimo visual que permite enxergar
      Angra dos reis, Parati e Ubatuba. A noite as cidades ficam iluminadas e o espetaculo é sem duvida muito bonito.
       
      Fiz a trilha sózinho e a pé.
      Peguei onibus até chegar em Cunha que fica a 1 hora de viagem de Guaratinguetá.
      A cidade é tranquila e a caminhada é feita na estrada mesmo, mas pode pedir carona também.
      Chegando ao kilometro 65 (27 km de caminhada partido do centro da cidade) vê se uma entrada para um estrada de terra ( Bairro da Grama ) que leva ao pico. Esta estrada possui 6 km e é ladeada por sitios, podendo utilizar um carro para chegar até o fim dela. Depois há uma cerca fechada para evitar animais. ela não pode ser ultrapassada e a partir daí o caminho deve ser feito a pé obrigatóriamente. A subida é muito ingrime e exigente, mas possui apenas 3 km até o topo.
      Lá de cima a visão é fantastica porém em época de inverno o clima muito é muito rigoroso e o vento também é bastante forte. O espaço para colocar as barracas é pequeno e pela proximidade com antenas de transmissão não se deve ascender fogueira, uma espiriteira é muito util.
      Durante todo o percurso há pequenas cachoeiras e filetes de água que permitem abastecer o cantil.
      A viagem apesar de cansativa é muito recompensadora pois a vista la de cima é impressionante, vê se o mar ao fundo e formações rochosas intactas em grande trechos de mata atlantica preservada.
       
      Descendo o pico até a estrada e andando até o km 66 pode-se desfrutar da cachoeira do mato limpo.
       
      A todos que quiserem ter a fantastica experiencia um bom passeio.
       
      Humberto S. Ribeiro
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