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Madri, Dubai e Abu Dhabi


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Como todo bom viajante e mochileiro sempre gosto de criar um relato com minhas experiências, novas sensações e gosto de compartilhá-las com outros viajantes e até mesmo com os futuros viajantes. Enfim, com todos os que amam essa verdadeira arte de levar a alma pra passear, ler várias páginas de um livro como diria Santo Agostinho ou qualquer que seja sua definição. A minha paixão por viagens começou em 2007 e desde então venho pesquisando destinos diferentes pra conhecer, novas culturas e lugares que possam me proporcionar experiências únicas. Tenho grande interesse pela cultura islâmica e toda sua tradição e nada melhor que visitar um país do Oriente Médio para conhecer de perto essa que é uma das segundas maiores religiões do mundo e que apresenta uma cultura riquíssima e o destino que eu escolhi dessa vez foi Dubai fazendo uma conexão em Madri. Sei que maior parte das pessoas não tem o hábito de leitura e detesta textos longos como será o meu e aposto que a maioria dará logo um comando control+F e irá direto para a parte que fala da imigração de Madri, mas mesmo assim começarei meu relato.

 

Compra da Passagem

 

Comprei o trecho de Madri para Dubai pelo site da Qatar Airways e não tive problema algum, só houve uma alteração no horário da conexão em Doha que aumentou o tempo de espera e tive que confirmar pelo site. A marcação de assentos pode ser feita pelo próprio site, com exceção dos assentos na saída de emergência que são restritos ao check-in. Já com relação a Iberia você só pode marcar assentos no check-in independentemente de onde seja. O valor da passagem da Qatar não foi tão alto levando em consideração que a Qatar é uma das melhores cias. do mercado da aviação, por isso é sempre bom pesquisar e comprar com máximo de antecedência. No site eles informavam que era necessário apresentar o cartão de crédito utilizado na compra no ato do check-in, mas não foi necessário.

 

Vistos

 

Quando se fala em Dubai um dos assuntos que temos que levar em questão é o visto. Os brasileiros que pretendem viajar para Dubai a turismo necessitam solicitar um visto com antecedência e isso pode se tornar uma burocracia caso você não viaje pela Emirates que era o meu caso. Existem três formas de obtenção do visto para os Emirados Árabes. Uma delas é pela cia. aérea, nesse caso são 3 que prestam esse serviço e duas delas tem rotas para o Brasil: a Emirates que voa para Dubai e a Etihad para Abu Dhabi. A Air Arabia de Sharjah não opera voos para o Brasil. A outra forma e mais complicada seria por hotéis sediados em Dubai ou Abu Dhabi, mas não são todos que fazem a solicitação de visto, são aqueles de categoria superior ou luxo, de 4 estrelas para cima. E a maior parte deles exige um depósito caução num valor aproximado de R$ 3.300,00 por hóspede mais as taxas de emissão do visto que variam de hotel para hotel. Esse valor também pode ser bloqueado no cartão de crédito e é devolvido quando da saída do turista dos Emirados Árabes. A terceira forma é por meio de agência de viagens sediadas nos EAU, ou algum conhecido que resida lá e possa fazer essa solicitação no departamento de imigração. O visto tem validade 30 dias, a partir da emissão você tem 30 dias para entrar no país e a partir da entrada mais 30 dias para permanecer.

 

Embarque

 

Passado todo processo de obtenção do visto e chegada a data da viagem, é o momento de fazer o check-in e eu estava ansioso para conseguir aquele assento na saída de emergência como da outra vez que viajei pela Iberia, mas dessa vez não foi possível, além do voo estar lotado o sistema não permitia essa opção. O check-in on line da Iberia não é um dos melhores porque a partir do momento que você termina e marca seu assento não pode mais cancelar ou fazer qualquer alteração como em outras cias. aéreas e também não consegui salvar meu cartão de embarque no Passbook do meu celular. Com o check-in realizado fui para o aeroporto no dia seguinte e não tive problemas, mas como de costume aquela “cordialidade” de sempre dos funcionários do check-in da Iberia. Mas tudo tranquilo e todo mundo sabe que em se tratando da Iberia você logo pensa naquelas aeronaves velhas, sem entretenimento de bordo, apenas as poltronas e um monitor grande a frente para todos os passageiros. Dessa vez eu me surpreendi de maneira positiva logo que entrei na aeronave que era um Airbus 340-600, as poltronas não eram mais as mesmas, tudo cheirava novo e agora todos os assentos contavam com uma tela touchscreen individual com uma série de filmes, músicas e outras coisas mais para você poder passar seu tempo num voo que diga se de passagem é um pouco longo para você apenas ficar sentado numa poltrona olhando para uma tela minúscula a alguns passos de distância da sua poltrona. As telas também contavam com entrada USB, muito bom para que você possa carregar seu celular ou Ipod e também haviam tomadas abaixo dos assentos. O almoço estava razoável, como sempre a comida de avião não é a das melhores, mas estava bem mais comestível que a da Qatar, eram duas opções: frango ou massa (ravióli) acompanhado de uma salada com camarões e brownie de chocolate e durante todo voo chá e café como de costume. E assim passado algumas 11 horinhas de viagem eis que chegamos ao aeroporto de Madri, Barajas.

 

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1° Dia

 

Como de praxe policiais na saída do finger fazendo aquela triagem básica e eu fui parado por um deles e me pediu passaporte, perguntou para onde eu ia se eu estava de férias, quantos dias ia ficar em Madri e liberou. Mais alguns passos e chegamos à imigração. A policial perguntou onde estávamos indo, quantos dias e pediu para ver a passagem para Dubai e logo nos liberou, sem problemas. Saindo da área desembarque me lembrei que eu estava apenas com o endereço do hotel e o nome e sem roteiro para chegar até lá, então como em todo bom aeroporto fui procurar um balcão de informações, mas ninguém “sabia” me informar de que maneira eu chegaria até meu hotel apenas me diziam pra pegar um taxi. Fui até o balcão da Renfe empresa de trens de Madri e eles tiveram a gentileza de pesquisar na internet qual era o metrô mais próximo do meu hotel porque no aeroporto o WiFi é liberado apenas 15 minutos e eu já os tinha utilizado e assim fui comprar o passe turístico que como em várias capitais europeias permite viagens ilimitadas num único dia, comprei o de 2 dias custando 14,20 euros para zonas A, que cobre a maior parte de Madri. Logo de cara percebi que os madrilenhos são bem fechados e não gostam muito de dar informações. Hospedei-me num hotel Ibis que fica em Valentin Beato arredores de Madri e achei digno, hotel relativamente próximo do centro, preço justo, muito próximo do metrô Suanzes, recomendo.

No primeiro dia começamos caminhando pela Gran Vía, uma das principais ruas de Madri, com muitas lojas e prédios icônicos da cidade como o Edifício Metrópolis. Almoçamos num restaurante de nome Gran Vía Uno com uma atendente pra lá de simpática, e ela nos sugeriu uma bebida típica de Madri: o Tinto Verano uma mistura de vinho e soda limonada, confesso que não me agradou muito, preferi ficar no suco de laranja que diga se de passagem estava ótimo, geralmente na Europa é bem difícil você encontrar um suco de laranja que não seja amargo ou industrializado, recomendo esse local

 

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Após essa parada para o almoço seguimos em direção ao Palácio Real de Madri, interessante, mas nada de tão grandioso e imponente quanto o Palácio de Versalhes. A entrada era gratuita, apenas nos pediram o passaporte e deram o ingresso, não é permitido fotografar no interior. Umas 3 horas são suficiente pra visitar o palácio e os arredores também que guardam uma bela paisagem para fotos. Logo ao lado se encontra a Catedral de La Almudena, mas não pudemos visitá-la porque nesse dia seria a missa de sétimo dia de falecimento de Adolfo Suarez, um político muito importante e reconhecido da Espanha, um dos primeiros a implantar o regime da democracia no país e em sua homenagem ao aeroporto de Barajas foi acrescentado seu nome. Depois disso seguimos ao Parque do Retiro, lindíssimo para uma sessão de fotos, requer grande disposição porque o parque é gigantesco e recheado de paisagens deslumbrantes. Lá degustamos os famosos churros de Madri num quiosque dentro do parque, mas não era tão bom, achei um pouco salgado e sem recheio como os que são vendidos no Brasil.

 

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2º Dia

 

No dia seguinte resolvemos embarcar rumo à cidade de Toledo, próxima a Madri. Pegamos um ônibus na Plaza Elíptica e partimos numa viagem com duração de 1 hora e meia. O ponto de parada de ônibus em Toledo é um pouco distante das atrações, para isso foi necessário tomar um táxi. E um dos pontos altos da cidade é a Catedral. A entrada você pode comprar na lojinha de souvenires que fica logo a frente. A igreja é imensa, com uma decoração fascinante, contendo várias relíquias em ouro, prata e outros metais preciosos. Vale a pena conhecer. Mas não é só pela Catedral que você deve visitar a cidade, a beleza encantadora vai muito além disso. Toledo com suas ruazinhas estreitas no seu estilo italiano possui uma paisagem convidativa para uma boa sessão de fotos em diferentes pontos da cidade. É de uma riqueza cultural e histórica que só observando de perto pra poder constatar essa maravilha de cidade. Por meio as construções passa o Rio Tejo, construções essa que são inúmeras como castelo, aquedutos e até o Alcázar. Foi palco para a convivência pacífica entre três povos: os mouros (muçulmanos), cristãos e judeus. Da praça principal parte um trenzinho que faz um tour por toda a cidade com áudio em vários idiomas contando toda a história da cidade e um ponto de parada para fotos. Toledo também é conhecida pelos marzipãs, comprei uma caixa e achei que fosse melhor.

 

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Chegando a Madri à noite fomos jantar no restaurante Ten con Ten que fica na Calle Ayala, 6 criado por um chef brasileiro. Também recomendo, a comida é excelente, mas o atendimento do garçom deixou a desejar, talvez não estivesse num bom dia.

 

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3º Dia

 

Dia de embarcar para Dubai, fomos para o aeroporto com 3 horas de antecedência e como esperado o atendimento da Qatar foi excelente, o funcionário do check-in foi super simpático e perguntei a ele se haviam assentos disponíveis na saída de emergência que possui maior espaço. Ele providenciou para mim e meu primo. Perguntou se nós brasileiros precisávamos de visto para entrar em Dubai e pediu que mostrássemos. Passamos pelo controle de passaportes e fomos para sala de embarque. O voo não apresentou atrasos e aeronave que era um Boeing 777 estava impecável, parecia ser nova na frota. Como era de se esperar havia todo aquele entretenimento de bordo como na Iberia. A duração do voo até Doha é de aproximadamente 7 horas. Nesse período serviram almoço e havia duas opções: frango e comida vegetariana. Preferi o frango e não tinha como comer, estava horrível, uma carne escura e diferente, muita pimenta e tempero forte preferi ficar só na torta e suco de maçã, uma das opções de suco que eles serviram durante o voo todo.

 

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O voo para Dubai foi bastante conturbado no final do trajeto, com mudança de rota e duração de viagem superior ao previsto. Chegamos a Dubai por volta da 1h da manhã. Observando o aeroporto de Dubai pude perceber mesmo pelo desembarque que lá tudo seria coberto de muito ostentação, muitas paineiras e adornos por todos os cantos e até um hotel. Seguimos o caminho até o controle de passaportes, havia uma fila para cidadãos do Golfo Pérsico composto por Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, EAU, Omã e outra para cidadãos de outras nacionalidades. Na chegada do aeroporto antes da imigração também havia um balcão para solicitação de visto, mas apenas para algumas cidadanias a maior parte delas europeia, a americana, a canadense, a australiana entre outras que não incluía o Brasil. Na imigração os oficiais se vestiam com os trajes típicos de um muçulmano, o thoub (espécie de veste branca) e o keffiyeh na cabeça. Algumas pessoas estavam sendo conduzidas àquela salinha reservada que todo aeroporto possui (a temida salinha da imigração), mas não sei o motivo. Chegada a minha vez, dei meu passaporte ao oficial juntamente com o visto impresso e ele me perguntou algo que não entendi, creio que fosse em árabe, e ele repetiu em inglês, e queria saber quantos dias ficaria no país e logo após me mandou olhar para um equipamento que faz a leitura da íris, também conhecido como procedimento de triagem do olho, logo após me entregou o passaporte carimbado. Fomos a restituição de bagagem e tivemos uma surpresa, como aconteceu comigo na Turquia eles estouraram o cadeado, provavelmente isso é procedimento de rotina para busca de drogas, já que nesse país a tolerância para drogas é zero, e se você for pego portando drogas é detido no aeroporto e encaminhado. Mas não foi só isso, a mala do meu primo estava quebrada, era uma de policarbonato. Fomos até o balcão de reclamações antes de deixar a área de desembarque. A atendente perguntou o que havia ocorrido, perguntou o valor da mala, pediu para preenchermos algumas informações, pesou a mala e me deu um comprovante registrando minha reclamação e pediu para que eu ligasse de manhã do meu hotel para a cia. aérea para que ela tomasse os procedimentos adequados nesse caso. Já que aquele atendimento era para todas as cias.

 

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4º Dia

 

Tomamos um táxi para chegar até o hotel porque o metrô não opera nesses horários, os taxis de Dubai não são tão caros e a bandeirada é de 3,50 dirhans (1 dirhan = 0,61 reais). Nosso hotel era o Ibis Al Barsha e o taxista se confundiu com outro Ibis também próximo e nos levou para o Ibis Mall of The Emirates, mas eu falei que não era aquele e ele nos levou para o correto, talvez tenha feito isso propositalmente, por isso é sempre bom indicar o endereço, juntamente com o nome do hotel, isso facilita bastante. Nos EAU até o Ibis tem um algo mais, não era o padrão de Ibis que você encontra em outros locais, isso pode ser notado logo pelo hall de entrada, um design totalmente diferente. O quarto também era diferente, todos eles contavam com uma jarra com sistema de aquecimento elétrico de água e sachês de chá. Também haviam transfers gratuitos oferecidos pelo hotel em alguns horários para a praia de Jumeirah Open Beach e para o Outlet de Dubai. Mas não utilizei esses serviços. O hotel contava também com uma casa noturna e lembrando que bebidas alcoólicas nos EAU se restringem a esses locais: hotéis, bares, restaurantes, entre outros. Você não vai encontrar ninguém tomando uma cervejinha pelas ruas de Dubai. E o horário das casas noturnas são das 23h até por volta das 2h. Havia pequenas refeições numa lanchonete e um restaurante dentro do hotel.

 

Nesse primeiro dia em Dubai quando saí na rua logo percebi que o calor lá era digno de um deserto, muito quente, isso levando em consideração que era começo de primavera, posso imaginar como seria em alto verão. As estações de ônibus são uma espécie de cabine fechada, todas com ar condicionado e a limpeza lá dentro era impecável. Não utilizei os serviços de ônibus, apenas o metrô que era composto por duas linhas: a vermelha que vai de Jebel Ali até Rashidiya e a verde do Creek até Etisalat sendo que as duas se conectam em Burjuman, uma estação bem diferenciada das outras, vale a pena passar por lá. De metrô você pode chegar a algumas atrações, mas não até a praia, Madinat ou outros pontos como a Mesquita de Jumeirah que são bem afastados das estações, e mesmo que você tenha disposição para tal pode ser que não consiga, pois algumas vias não são pavimentadas, sendo assim de difícil acesso para pedestres e vai ser inevitável utilizar um táxi. Mas atrações como o Dubai Mall, Burj Khalifa (fica ao lado do Dubai Mall), Mall of The Emirates, Dubai Museum, é possível chegar por meio do metrô. Uma observação é que apesar de em Dubai eles falarem o inglês, além do árabe, a pronúncia é bem diferenciada com a relação à americana ou britânica que estamos "habituados", algumas palavras também são desconhecidas por lá como é o caso do metrô, tentei perguntar onde ficava a estação de metrô mais próxima utilizando a designação "subway", "underground" e não entenderam, apenas "metro' mesmo. Com relação à tarifa vai variar de onde você está pra onde você quer ir, nas máquinas de dispensadores de bilhetes você pode encontrar pra quantas zonas será necessária será seu bilhete e o valor que irá pagar. Mas para os turistas que pretendam utilizar o metro várias vezes no mesmo dia compensa comprar o bilhete de viagens ilimitadas que custa 14 dirhans. Também há possibilidade de comprar um bilhete na GoldClass, mas não vi diferença alguma na disposição do trem e também para viagens curtas não há necessidade. Uma diferença é na separação dos vagões da frente, dentro de alguns horários entre dias específicos, os vagões frontais são reservados à mulheres e crianças. Outro ponto importante a salientar é que ao final da viagem você deve validar seu bilhete e caso esteja sem ele por motivos de perda ou porque entrou sem pagar tem que pagar uma multa de 200 dirhans.

Explicitados todos os pontos que se referem ao sistema de transporte de Dubai voltemos ao relato. Como naquele dia estava um sol escaldante e uma névoa típica do clima de Dubai, resolvemos passar um dia no parque aquático Wild Wadi, como disse anteriormente não havia possibilidade de chegar lá de metrô, então pegamos um taxi partindo da estação Mall of The Emirates. O parque fica próximo ao complexo Madinat, mas a frente comentarei sobre ele, ao Burj Al Arab, o hotel símbolo de Dubai, e também a poucos passos da praia. O valor da entrada não era tão barato, assim como tudo em Dubai, portanto reserve uns bons dirhans, dólares ou euros quando for viajar para lá. Com exceção dos taxis, pode se considerar Dubai uma cidade cara, a nossa média (duas pessoas) de gastos foi em torno de 200 euros por dia, contado com passeios, transporte, alimentação e outros pequenos gastos que se tem em uma viagem. Em alguns lugares uma lata de refrigerante pode custar em torno de 15 reais. As entradas do parque, com locker para guarda dos pertences e um vale que dava direito a uma refeição ficou em torno de 500 reais. O parque estava funcionando das 10h as 18h, talvez para hospedes do hotel Jumeirah Beach Hotel esse horário se estendesse um pouco mais.

 

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Uma das principais atrações, a mais radical e a que tem mais fila é o toboáguas Jumeirah Sceirah. Enquanto você aguarda na fila a uma altura de 32 metros pode observar toda a paisagem ao seu redor: praia, Burj Al Arab e a cidade ao longe. Depois de uns 15 minutos de espera você chega ao topo da atração. Enquanto os outros vão se preparando para descer você pode decidir se vai encarar a aventura ou não, muitos desistiram. Eu fui ! 8) São duas espécies de cápsula lado a lado, fechadas por um vidro, você entra lá e cruza as pernas e os braços, eles te fecham, te deixam cerca de 1 minuto para ter certeza que você realmente vai encarar e a partir disso há uma contagem regressiva em inglês: three, two, one... O chão sai dos seus pés literalmente e você vai a uma velocidade de 80 km/h, só posso dizer que foi horrível, é água por todos os cantos, o tubo é fechado, cheguei lá praticamente afogado ::essa:: . A funcionária veio ver se eu tava bem, me mandou tomar água e ficou tudo bem ::otemo:: . Depois dessa logo de primeira preferi atrações mais lights, mas não se resumindo a ficar na piscina o dia todo. Master Blasters é bem divertido e nem tão radical, em cima da bóia você faz o percurso por praticamente o parque todo em diferentes trajetos, o melhor é a descida no túnel escuro, é impossível saber quando você vai chegar na piscina. Também tem outras opções e piscinas para se refrescar naquele calor desértico, uma boa pedida para o período de verão.

Saindo do parque fomos a praia que fica logo ao lado e ficamos até o começo da noite lá e depois tomamos um táxi para o hotel.

 

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5º Dia

 

Começamos o dia pelo Mall of The Emirates, o shopping é realmente grande, o segundo maior de Dubai. Lá é que fica a pista de patinação de Ski, o Ski Dubai com valores a partir de 150 dirhans a entrada, por pessoa.

 

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Depois de uma tarde no shopping, algumas compras, presentes e lembranças partimos para o Complexo Madinat. Madinat está um pouco afastado do Mall of Emirates, mas vale muito a pena visitar. Lá você pode encontrar de tudo: hotéis, lojas de decorações, presentes, roupas, restaurantes e até uma loja da Havaianas encontramos. Mas além disso você pode percorrer o complexo em busca de um bom lugar pra tirar uma foto com o Burj Al Arab ao fundo ou até mesmo fazer um percurso pelos barquinhos no estilo veneziano chamados abras. O valor do percurso é 75 dirhans e o passeio é free para hóspedes de um dos hotéis localizados no complexo. É lá também que se encontram os souks, mercado com produtos típicos de Dubai.

 

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6º Dia

 

Acordamos bem cedo para fazer uma visita à única mesquita de Dubai aberta a não muçulmanos, a Mesquita de Jumeirah. É um projeto promovido pela Sheikh Mohammed Centre for Cultural Understanding, como uma forma de mostrar um pouco mais sobre a cultura islâmica, seus princípios, desmistificar e acabar com os preconceitos que muitos tem com relação à essa cultura. As visitas podem ser realizadas todos os dias com exceção da sexta feira, às 10 horas, mas é bom chegar com 30 minutos de antecedência. Entrando na área externa da Mesquita você segue até um salão principal para aguardar a guia que conduzirá os visitantes. O valor é 10 dirhans. A visita começa com a purificação, no que eles chamam de "wash". A guia solicitou voluntários homens para poder exemplificar como é feito todo o procedimento.

 

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Feita a purificação, fomos conduzidos para o interior da mesquita, mas antes como em toda mesquita tivemos que nos paramentar porque estávamos de shorts e também tirar os sapatos.

 

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A duração da palestra é em torno de 1 hora e meia, mas vale muito a pena. A guia explica sobre tudo que diz respeito ao islamismo como: os cinco pilares do islã, o porquê de algumas mulheres usarem a burca e outras não, a diferença de cores da veste masculina e feminina, sobre o Zakat (dízimo), a Caaba, enfim várias informações que muitas vezes desconhecemos e acaba gerando preconceito e mistificando o islamismo. A senhora que concede a palestra é britânica, portanto dá para entender bem o inglês. Ao final ela abre para uma sessão de perguntas e respostas e também para fotos.

 

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Saindo de lá, fomos para o Al Safa Park, confesso que não é lá aquelas coisas, mas é bom para descansar um pouco e observar os arranha-céus ao redor e perceber como Dubai faz jus ao título de cidade futurista, obras a todo vapor! No parque também havia uma área reservada para mulheres.

 

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De lá fomos para o Atlantis The Palm, outro hotel símbolo de Dubai. Fica um pouco mais afastado, localizado na Nova Dubai. Há algumas opções de lojas, restaurantes e passeios como: o mergulho com golfinhos e mais um parque aquático, o Aquaventure.

 

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Ao final do dia ainda havia fôlego para visitar o gigantesco Dubai Mall que fica ao lado do Burj Khalifa, maior prédio do mundo. O shopping é realmente imenso, com milhares de lojas, hotel, pista de patinação, um aquário marinho e o mais imperdível que é show das fontes dançantes que conta com uma música ao fundo, emocionante. é imperdível.

 

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Dubain Fountain, um Espetáculo a parte

 

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7º Dia

 

Partimos para Abu Dhabi, o emirado que é capital dos EAU. Os ônibus saem do terminal Al Ghubaiba e há um metrô de mesmo nome ao lado. O valor da passagem de ida e volta é de 50 dirhans e a duração da viagem é de uma 1 hora e meia. No ônibus, os assentos da frente também eram reservados às mulheres e crianças. A estrada é tranquila e viajando por ela é que você percebe como a cidade se desenvolveu em meio aquela paisagem desértica. Chegando a Abu Dhabi fomos para mais um shopping Al Wahda Mall que fica em frente à estação, seguindo o mesmo padrão de Dubai, gigantes. Almoçamos num restaurante de comida italiana, massas e tomamos um táxi em direção à grande Mesquita Sheikh Zayed. Logo na entrada você percebe a suntuosidade daquela mesquita, com exterior todo em mármore e estilo rebuscado. Mas antes de entrar tivemos que colocar a roupa apropriada novamente, que era emprestada no subsolo e para isso eles precisavam do passaporte ou chave do hotel em que se estava hospedado. Haviam guardas para assegurar que os turistas não ultrapassassem a área que era reservada aos "prayers" (muçulmanos). O interior também era deslumbrante, uma porta automática se abre e te mostra que toda aquela beleza vista por fora se conserva no seu interior: lustres, tapetes, pinturas e texturas que deixam qualquer um deslumbrado.

 

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8º Dia

 

Nosso último dia em Dubai. Resolvi me libertar da câmera no ombro e passar um dia relax, tirando só algumas fotos de celular. Era um belo dia sol pra ficar na praia e tomar um banho de mar. Pegamos um táxi e fomos para a praia que ficava bem próxima ao The Walk, shopping a céu aberto de Dubai. Havia uma faixa de areia que era exclusiva para hóspedes do Hilton e a outra era liberada ao público. A água era cristalina e ao se distanciar da área se tornava azul, belíssima. Dava até pra ver águas vivas ::ahhhh:: . Também muitas conchinhas estavam na areia que era branquíssima.

 

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Demos uma volta pelo The Walk, compramos lembrancinhas e alguns presentes e almoçamos num restaurante IHop, cardápio bem variado e o atendimento também foi satisfatório. Sem contar que só pela vista já está valendo. Depois experimentei mais uma das delícias do Cinabbon, dessa vez o clássico Cinnabon Roll.

 

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Depois de todas as degustações e descanso na praia tínhamos que voltar para o hotel e um dilema nos aguardava, a mala que havia sido danificada na chegada do aeroporto. Nos primeiros dias em que chegamos em Dubai não consegui contato com a Qatar, talvez por conta do final de semana lá que não é o sábado e domingo e sim na sexta e sábado. Enfim nesse último dia consegui contato com a Qatar e o atendente me disse que viriam buscar a mala, no hotel onde eu estava hospedado e ela seria substituída até a noite porque meu voo seria na manhã seguinte. Tínhamos deixado a mala danificada junto com uma cópia do passaporte na recepção do hotel. Esperávamos que quando chegássemos ao hotel a mala já estaria lá, mas não foi o que ocorreu. Perguntei ao atendente na recepção e ele me disse que tinham vindo buscar a mala por volta das 14h e não trouxeram outra. Momento de pânico, pois já havia passado das 21h. Tentei ligar na Qatar, mas sem sucesso. Desci na recepção pra ver se eles podiam me ajudar, tentar ligar no aeroporto, enfim uma luz. Passaram alguns minutos e eis que chegam com uma mala no plástico, aquele alívio ! O problema estava resolvido.

 

9º Dia

 

Hora de arrumar as malas e ir embora, mas com aquela sensação de quero mais. Esses dias que passei em Dubai foram fascinantes, mas tínhamos que partir para Madri. Saímos por volta das 2h da manhã e fomos para o aeroporto. O voo era 6h e o check-in já estava aberto. Conseguimos assento na saída de emergência e o funcionário também foi muito gentil, até fez uma piadinha. Dentro da área de check-in é permitida apenas a presença de passageiros. Seguimos nosso voo em direção a Doha, com uma curtíssima conexão. O voo chegou em Doha com 40 minutos da saída do outro para Madri, ou seja, chegamos e os passageiros já estavam embarcando. A comida em nenhum desses voos foi boa, mas eu já estava tão cansado que nem me lembro o que era, apenas que serviram um bolo de chocolate e cenoura. Havia me esquecido de dizer que no mapa de voo, conforme sobrevoávamos algumas regiões, eram mostradas as atrações contendo a descrição e imagem, como na cidade de Alexandria quando sobrevoávamos o Egito ou Roma (Fontana Di Trevi) quando estávamos sob a Itália. E também conseguimos ver um pouco da ilha artificial de Dubai (The Palm) quando estávamos decolando em Dubai, mas a neblina não ajudou muito.

 

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Tirando o fato que alguém acendeu um cigarro no banheiro, o que fez com que o alarme fosse acionado e isso acabou atrasando o voo devido aos procedimentos de segurança que tiveram que ser realizados tudo correu bem e depois de 7 horas de voo chegamos à Madri novamente e mais um carimbo no passaporte. Eu ainda tinha disposição pra dar uma volta pela cidade. Nesse dia fui conhecer o Museu do Prado, a Igreja dos Jerônimos e também o Museu de Arqueologia de Madri.

 

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10º Dia

 

Último dia da viagem e tiramos o dia pra fazer umas compras em Madri, fomos à Zara e à uma outra loja com excelentes preços, a Bershka. Ambas ficam próximas à Gran Vía.

 

E por aqui se encerra o meu relato, espero que seja útil e até a próxima ! ::otemo::

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  • 3 meses depois...
  • 2 semanas depois...
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Então, stvnijk, eu não sei te informar com exatidão o valor que eu gastei nos 6 dias em que estive lá. Mas, era uma média de 100 euros por dia pra duas pessoas. Isso contando com alimentação, taxi porque não tem como se locomover entre a maioria dos pontos turísticos de metrô, tudo muito longe e sem acesso para pedestres e também algumas pequenas entradas como a Mesquita de Jumeirah que cobra 10 dirhans. Ai tem os passeios: parque aquático, pista de patinação no gelo, parque de diversões em Abu Dhabi, Burj Khalifa, acesso ao Burj al Arab, esses passeios eu recomendaria comprar com antecedência pela internet porque além de sair bem mais em conta você não corre risco de enfrentar filas e outros contratempos. Mas pra maior parte desses passeios você vai gastar em média de 100 a 200 dólares pra cada um. Com relação ao hotel, nós ficamos dois dias hospedados no Ibis Al Barsha, fica numa região boa de Dubai. E as outras 4 noites não tínhamos feito reserva e nos indicaram o hotel Desert Rose que fica na região de Bur Dubai, mais antiga. Na verdade ele era um apartamento equipado com cozinha, sala e uma antessala, era estilo um flat, bem amplo. E ao lado tinha um supermercado, isso ajuda bastante, porque você economiza por não ter que comer fora o tempo todo, pra você ter uma noção uma lata de refrigerante Mirinda, nem Fanta era, pode custar 17 reais levando em consideração a conversão. E o valor que pagamos no Ibis por 2 noites foi de 520 reais pra duas pessoas e no Desert Rose foi de 1200 reais por 4 noites, a única coisa ruim é que o WiFi não estava incluso na hospedagem. Então pra 6 noites você vai gastar em média uns 1600 reais levando em conta que a temporada que eu fui que ainda era baixa e fazendo a reserva com antecedência. A respeito de hostels eu me lembro de ter visto, mas os preços não são tão baixos como na Europa e também não sei te informar as condições do local e creio que a maioria deles fiquem na parte mais antiga de Dubai, Deira e arredores.

Acho que é isso ai, qualquer dúvida estou a disposição.

 

Abs

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  • 2 meses depois...
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Obrigado, Vanessa.

 

Então, o visto nós conseguimos com uma amiga do meu primo que mora em Dubai e fez a solicitação por uma agência de lá. Mas, caso não conseguíssemos com ela, eu iria tentar pela SouthTravels ou me hospedar no Golden Tulip Al Barsha que era hotel que até então não pedia o caução de R$ 3.300,00 pra solicitar o visto. Espero que dê tudo certo com sua documentação e tenha uma boa viagem! Aproveite Dubai e qualquer dúvida estou a disposição.

 

Abs

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