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Salbazz

A vida no deserto, com direito a terremoto!

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Atacama, norte do Chile. Uma semana de intensas emoções vividas no deserto mais árido do planeta.

 

Ao todo foram nove dias no Chile. Duas noites em Santiago e sete em San Pedro de Atacama, entre final de março e começo de abril de 2014. A época é considerada temporada baixa, más há turistas o ano todo por lá, especialmente entre dezembro a fevereiro e julho a setembro.

 

Comprei as passagens saindo desde Montevidéu (onde moro atualmente) para Santiago. Pela Lan, os voos são diários e a viagem dura aproximadamente duas horas, sem conexões ou escalas. Recomendo pesquisar no site da empresa, pois sempre tem promoção rumo à capital chilena, saindo do Brasil.

 

Em Santiago me hospedei uma noite na ida e outra na volta na casa do Benjamín -meu companheiro de viagem-, mas na cidade existem infinidades de hostels para quem quiser economizar. O bairro Bellavista oferece muitas opções e vale a noite, que costuma ser animada, com vários bares.

 

No dia seguinte, saímos cedo rumo a Calama. O trajeto também foi feito pela Lan. Voo tranquilo de duas horas e com uma linda vista para a Cordilheira dos Andes. As passagens de ida e de volta custaram aproximadamente R$ 260,00. Tudo depende da época em que for, é claro. Outra opção de voo é voar com a empresa chilena Skyairline. Ir de ônibus também é outra alternativa. A desvantagem é o tempo: são quase 24 horas até chegar a Calama.

 

Chegando no aeroporto, a paisagem assusta de tão bela. O azul e o laranja são um contraste perfeito que se desenha no horizonte ao pousar em Calama, ponto de partida para o destino base: San Pedro de Atacama.

 

Cheguei com o sol forte do meio-dia. Ao sair do avião, a sensação de estar em um universo paralelo é latejante e toma conta do corpo. A partir dali, a mais de 2.000 metros de altura, a falta de ar era só o início da viagem.

 

O caminho entre Calama e San Pedro dura aproximadamente uma hora. São várias as empresas que oferecem transporte até o povoado, por isso, sempre é bom pechinchar. Fomos até San Pedro com a empresa Licancabur, com direito a um repertório musical de gosto duvidoso escolhido pelo motorista/DJ, que variava entre as famosas canções interpretadas por flautas andinas e os clássicos de Frank Sinatra.

 

Da para comprar o trecho de ida e de volta de uma vez. Porém, compramos o bilhete só de ida. Cada um saiu por R$ 40. Também há linhas regulares de ônibus que levam até o San Pedro, é questão de se informar no saguão do aeroporto.

 

No trajeto, você começa a ter uma noção da imensidão do lugar. As paisagens mudam a cada curva, entre cordilheiras que contornam a estrada e o belo vulcão Licancabur, o abre-alas de toda a viagem.

 

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[creditos]Vulcão Licancabur visto desde as ruínas de Pukará de Quitor. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Como a viagem não foi muito planejada, chegamos em San Pedro sem nenhuma reserva. Ficamos na rua Caracoles para começar a peregrinação em busca de hospedagem, que variam desde hotéis de luxo a casas de família. Depois de pesquisar valores, nos hospedamos no Hostelling Internacional. A noite em quarto compartilhado, para seis pessoas, saiu em torno de R$ 30,00 com um singelo café-da-manhã incluído. Conseguimos um desconto pelas 7 noites. O hostel é bem simples, com banheiros pequenos, mas com chuveiro bom e água quente. A graça do local fica por conta do ambiente, tomado por bicicletas e um pátio interno para interagir com os outros hóspedes.

 

Mochilas instaladas, era hora de fazer o reconhecimento do local. As ruas do povoado de terra, são tomadas por agências de turismo que oferecem os passeios para as principais atrações da região, locais para aluguel de bicicletas, casas de câmbios, restaurantes para todos os gostos e lojinhas de artesanato. Tudo parece igual. Serviços de cartão de crédito e de internet funcionam em quase todos os estabelecimentos. Há apenas um caixa eletrônico em San Pedro.

 

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[creditos]Uma das ruas de San Pedro.Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

A alimentação e os passeios vão depender do gosto do cliente. Às vezes fazíamos lanches, outras cozinhávamos no hostel ou então saíamos para jantar. Aproximadamente foram entre dez e trinta reais gastos por dia em refeições e provisões para os passeios.

 

Já os passeios são um quesito à parte. A dica é pesquisar antes de fechar pacotes com alguma empresa -são muitas!- e os preços podem variar, assim como a qualidade do serviço. Se a escolha for fazer mais de dois ou três passeios, é interessante fechar com a mesma agência, pois geralmente tem desconto. Outra possibilidade bem mais legal é alugar bicicletas. Além de economizar em alguns passeios, a sensação de pedalar no deserto é indescritível e vale para testar a resistência física. Acredite, vai precisar! O aluguel por meio dia (5 horas) custa R$ 15,00 e R$ 25, 00 o dia inteiro (9 horas).

 

Escolhemos três tours: Termas de Puritama, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplánicas por R$ 200,00 (preço pelos três, com desconto e por pessoa). Vale lembrar que as entradas para os parques são pagas separadamente e à vista. Custam aproximadamente entre R$ 15 (ruínas de Pukará de Quitor, Valle de la Luna, Geysers del Tatio, Lagunas Altiplánicas, Aldea de Tulor, Lagunas Cejar, Laguna Chaxa, Tebinquinche , Valle del Arcoíris) a R$ 40 (Termas de Puritama). O passeio para o Salar de Tara, que dizem ser muito bonito, ficou para uma próxima.

 

Depois de uma pausa para almoçar, chegamos a um consenso e definimos o roteiro da semana:

 

Dia 1 - Bicicleta o dia inteiro: pela manhã, visita a Pukará de Quitor . Pela tarde, Valle de la Muerte.

 

Dia 2 – Bicicleta pela manhã: Garganta del Diablo. À tarde, tour para as Termas de Puritama.

 

Dia 3 – Tour para os Geysers del Tatio (não é recomendável logo de cara e depois entendi o porquê).

 

Dia 4 – Bicicleta (odisseia para encontrar a Aldea de Tulor)

 

Dia 5 – Pela manhã, tour para as Lagunas Altiplánicas, Comunidad de Toconao e Laguna de Chaxa, onde fica a reserva dos flamingos. À tarde, optamos por alugar uma camionete por um dia (compensa se conseguir mais gente para dividir o valor) e fomos à Piedra del Coyote e ao Valle de la Luna.

 

Dia 6 - Com a camionete amanhecemos nos Ojos del Salar de Atacama,Laguna Tebinquinche e Laguna Cejar. À tarde partimos para o Valle del Arcoíris e visitamos os Petroglifos. Na volta, paramos novamente na Piedra del Coyote, a vista para o Valle de la Luna é sensacional e poderia ficar o dia inteiro lá!

 

Dia 7 – Pela manhã e antes de partir para Calama, para pegar o voo de volta, deu tempo de conhecer o Museo Arqueológico R. P. Gustavo Le Paige e alugar bicicletas para conhecer o Cráter del Meteoríto, que fica a 4 km da saída de San Pedro.

 

No mais, é levar muito protetor solar, roupas práticas e leves (ao amanhecer e à noite faz frio e durante o dia muito calor) e câmera fotográfica. Vai por mim, ficará dias depois da viagem olhando cada clique e pensando: estive mesmo lá?

 

Mais dicas sobre San Pedro de Atacama e região: http://www.sanpedrochile.com

 

Com os roteiros mais ou menos definidos, aproveitamos a primeira noite para descansar e perambular pelas ruelas de San Pedro. O clima de que todos se conhecem é bastante acolhedor. Começava a entender porque muitos se apaixonam pelo lugar e resolvem ficar mais um dia e outro e outro…

 

Benjamín e eu resolvemos jantar num dos tantos restaurantes existentes e em vez do vinho, escolhemos a Atacameña, cerveja produzida na região -muito boa por sinal!- para brindar pela nossa chegada ao deserto.Uma curiosidade: nem todos os restaurantes podem vender bebidas alcoólicas. Alguns têm licença, outros apenas oferecem algum drink de boas-vindas, geralmente o famoso pisco sour. Para comprar bebidas há uma que outra bodega em San Pedro.

 

Como a maioria dos passeios começa antes mesmo de amanhecer, os estabelecimentos fecham cedo, mas sempre tem alguma festinha quase clandestina agitando a noite. Preferimos descansar, afinal tínhamos um deserto inteiro pela frente.

 

Ruínas de Pukará de Quitor

 

Logo após o café da manhã, era hora enfim de começar a aventura. Pela facilidade, alugamos bicicletas no hostel mesmo. Compramos algumas provisões essenciais: bolachas, barrinhas de cereal, frutas, água, água e mais água. E mesmo assim nunca é suficiente. Sempre compre mais água!

Antes de sair, e a partir dali, começava o ritual de todos os dias: creme hidratante, camadas de protetor solar (FPS 30 para o corpo e FPS 50 para o rosto) e labial, boné e óculos escuros.Todo listo e mapa em mãos, rumo às ruínas.

 

O trajeto é relativamente curto e seguro. São 3 km saindo ao norte de San Pedro. Ao longo do caminho se vê o Río Grande com suas margens cobertas por pastagem verde e a entrada da Garganta del Diablo. É um bom passeio para começar a se ambientar com o lugar e testar a resistência física.

Ao chegar, as bicicletas ficam estacionadas na entrada da fortaleza e logo após pagar a entrada, são 70 metros caminhando morro acima com duas trilhas: a das construções da época pré-incaicas e a do mirante.

 

Ao chegar no topo, a beleza do horizonte é tamanha que se perde a noção do tempo. Do alto do mirante, a vista para o deserto é quase de 360º . A sensação de isolamento só aumenta com o vento constante e a imponência do Licancabur, que descansa plácido sob o olhar boquiaberto dos visitantes. O estado é de contemplação.

 

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[creditos]Ruínas de Pukará de Quitor. Ao fundo, o vulcão Licancabur. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Ladeira abaixo, depois de horas submersos pelo encanto do lugar, resolvemos voltar a San Pedro para abastecer. Almoçamos um super sanduíche feito com hallulla, uma espécie de pão plano da região e descansamos um pouco antes de seguir para o Valle de la Muerte.

 

Valle de la Muerte

 

Localizado na Cordillera de la Sal, o vale fica aproximadamente a 2 Km à direita, saindo de San Pedro pela estrada CH-23 rumo a Calama, não é preciso pagar para entrada.

 

Ao entrar no labirinto de rochas, o único barulho que se escuta é dos cristais de sal rompendo-se, devido à baixa temperatura em contato com o sol. Não existe vida no lugar, por isso o nome sugestivo. Lá também se encontram as dunas de areia, destino bastante popular para quem gosta de praticar trekking ou sandboard.

 

A cada instante, as cores da cordilheira variam dependendo da posição do sol. Durante à tarde, o laranja intenso invade os contornos do ambiente à espera do atardecer. Definitivamente estamos em outro planeta!

 

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[creditos]Pedalando no Valle de la Muerte. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Sensação de dever cumprido. Com o cair da tarde, voltamos a San Pedro para descansar e esperar entre uma piscola e outra, as surpresas do próximo dia.

 

O destino do dia seguinte era visitar a Garganta del Diablo, que aliás, não estava previsto inicialmente, e foi indicação da recepcionista do hostel.

 

Garganta del Diablo

 

Alugamos bicicletas pela manhã e fomos em direção a Pukará de Quitor, o caminho utilizado é o mesmo, porém o trajeto que nos esperava era mais longo, ao todo 16 km entre ida e volta e sem muitas sinalizações. Mesmo com mapa, pedimos informações uma e outra vez.

 

Ao passar as ruínas arqueológicas, seguimos margeando o Río Grande(ou Río San Pedro) até um ponto que nos foi indicado onde deveríamos cruzar o rio que, por sorte, não estava cheio. Mesmo assim, a frescura fez com que eu tirasse os tênis e atravessasse a pé a água geladíssima!

 

É preciso atenção, pois o único mapa existente no lugar é uma placa de Bienvenidos a Catarpe com algum vestígio de sinalização, algo confusa. Sem muitos turistas, talvez pelo horário, a sensação de aventura só aumentava. Os únicos companheiros do passeio foram dois cachorros que serviam de guias para um casal de brasileiros que circulava por ali.

 

Para encontrar a Garganta é preciso chegar até uma bifurcação na estrada e seguir os rastros das bicicletas e cavalos pela direita. Aos poucos o caminho se estreita e começa a verdadeira diversão para ciclistas, pois a formação das pedras impede a passagem de carros.Similar ao Valle da Muerte, a Garganta del Diablo é parte da Cordillera de la Sal. Ou seja, enormes paredões rochosos e sem vida. Também não é preciso pagar entrada.

 

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[creditos]Garganta del Diablo. Benjamín Vicuña[/creditos]

 

O encanto do local é pedalar entre os túneis dourados e subir e descer pelas pedras estreitas, às vezes com a bicicleta no ombro. O passeio foi uma excelente escolha para começar o dia.

 

Voltamos a San Pedro a tempo de almoçar e esperar pelo próximo passeio.

 

Termas de Puritama

 

Segundo a agência que contratamos, as termas seriam uma espécie de oásis com cachoeiras de águas quentes no meio do deserto, mas não foi bem essa a impressão que tive.

 

Localizadas a uns 30 km de San Pedro, chega-se lá pela mesma estrada que leva aos Geysers del Tatio. O trajeto morro acima é muito bonito, com muitas curvas perigosas e paisagens grandiosas: de um lado os salares no deserto que do alto parecem diminutos e do outro, jardins de cactos gigantes que brotam das pedras.

 

Uma hora depois chegamos à Quebrada de Puritama e em seguida, descemos um belo vale por aproximadamente 10 minutos até o local. A entrada é salgada. Pagamos 9.000 CLP (equivalente a 35 R$) com tarifa reduzida por ser à tarde.

 

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[creditos]Termas de Puritama. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

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[creditos]Cruz para espantar os maus espíritos. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Apesar de bonito, a impressão que tive ao entrar era a de estar em um clube. As cachoeiras na verdade eram poços de águas termais entre 30 e 35 graus, um prato cheio para ficar boiando por horas! São mais ou menos 8 piscinas naturais separadas por trapiches. Algumas mais reservadas que outras. Ao passar de um poço a outro, a temperatura da água vai aumentando. O último poço que entramos parecia piscina de clube em dia de verão: muita gente e pouco espaço.

 

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[creditos]Trapiche das termas. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Por ser um lugar para relaxar, o passeio é bastante popular, porém às cinco da tarde o guia avisa que é hora de partir, pois a atração fecha antes das seis. E lá fomos nós correndo trocar de roupa nos vestiários instalados e bater retirada para San Pedro novamente.

 

Dica: Muita gente prefere curtir as Termas de Puritama no último dia de viagem, depois dos passeios mais pesados.

 

Após um fim de tarde submersos nas águas quentinhas das Termas de Puritana e de mais uma noite tranquila em San Pedro, chegou o momento do passeio que mais ansiava: os Geysers del Tatio.

 

Geysers del Tatio

 

Já havia lido algo a respeito dos famosos gêiseres antes da viagem e realmente estava expectante. O que sabia – e que não nos foi informado pela agência contratada – era que deveríamos evitar de comer carne vermelha, tomar bebidas alcoólicas no dia anterior ao passeio e usar camadas de roupas para proteger-se do frio ao amanhecer, já que a temperatura poderia chegar a – 22 graus dependendo da época do ano. Luvas e gorro são imprescindíveis!

 

O passeio começa de madrugada. A van nos apanhou no hostel às quatro e meia da manhã. Logo após buscar os outros passageiros seguimos rumo à região do Tatio que fica a 4.320 metros de altura.O trajeto é sinuoso, escuro e perigoso. São muitas curvas e vans de outras excursões dividindo a mesma estrada. Vamos sacudindo em silêncio num misto de sono e apreensão até a chegada.

 

No caminho o guia nos explica sobre os efeitos da altitude e nos orienta sobre os cuidados que devemos ter ao descer: movimentos lentos, respirar profundo, tomar água o tempo todo, não sair da trilha (muito importante) e sempre estar atento ao grupo. Ele nos contava que, anos atrás, alguns turistas morreram queimados ao pular nos poços, por bancarem os espertinhos. A temperatura da água pode chegar a 86 graus!

 

Ao descer, o frio era cortante. Segundo o guia, tivemos sorte, pois fazia apenas – 7 graus. A entrada do parque é o único local em que há banheiros, então é bom aproveitar a parada para não se apertar depois.

 

O lugar impressiona. A região do Tatio é composta por 80 gêiseres, a maior concentração do hemisfério sul e a terceira maior do mundo. Outra vez a sensação de estar em outro planeta toma conta do ambiente. O vapor dos poços em ebulição, que cortam os primeiros raios de sol. e o rugir da terra fervendo é quase hipnótico.

 

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[creditos]A terra ferve. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Após percorrer o primeiro campo de gêiseres, era hora de tomar o café da manhã preparado ali mesmo pelo guía. Hallulla com manteiga, café e chocolate quente aquecido nas poças de águas ferventes!

 

Alimentados e com o dia mais claro, fomos para outra parte do parque, cujo terreno fora explorado anteriormente por uma empresa geotérmica, para fornecimento de energia. Após um incidente que provocou uma grande fuga de vapor de um dos gêiseres, a empresa foi desativada e hoje o terreno é considerado zona natural protegida pelo governo chileno.

 

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[creditos]Campo de gêiseres. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Terminado o passeio, há uma piscina termal a 36 graus no campo de entrada dos gêiseres para quem quiser nadar. Porém o nosso banho seria em outro lugar mais reservado e muito mais aconchegante, apesar do frio: à beira do lago Putana, rodeados por vulcões que fazem fronteira com a Bolívia.

Porém, a essa altura do passeio, já sentia os efeitos da altitude e pela primeira durante a viagem percebi a fragilidade de meu corpo.

 

Enquanto o pessoal do grupo se preparava mergulhar nas águas do Putana, o cansaço físico e a confusão mental, causado pela falta de oxigênio, me abatia, além da secura na garganta, do sangramento no nariz e do coração acelerado. Mal conseguia caminhar e foi preciso mastigar algumas folhas de coca para aliviar os sintomas do soroche. Resultado: nada de banho para mim.

 

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[creditos]38 graus a 4.300 metros de altura! Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Devido aos efeitos da altura no organismo, é recomendável fazer passeios em altitude superior a 3.000 metros nos últimos dias da viagem, uma vez que o corpo já está mais adaptado às condições climáticas da região.

 

Mesmo com o mal-estar, o fascínio pelo lugar não diminuía. Em meio aos contrastes de cores, éramos observados de perto pelo ativo vulcão Putana e pelas desconfiadas vicunhas o tempo todo.

 

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[creditos]Vicunhas pastando. Ao fundo o vulcão Putana escorrendo enxofre. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Começava o retorno a San Pedro. Porém uma última uma parada para comer empanadas de queijo de cabra e espetinhos de carne de lhama – para os corações menos sensíveis -, no inóspito vilarejo de Machuca de origem ancestral. Hoje em dia vivem apenas três famílias que sobrevivem da criação de lhamas e do turismo.

 

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[creditos]Ouro nas montanhas. Vilarejo de Machuca. Sabrina Pizzinato[/creditos]

 

Novamente em “casa”, aproveitamos a tarde livre para descansar. As emoções do dia mal haviam começado.

Passado os efeitos da altura e com as energias repostas, resolvemos nos dar ao luxo de jantar decentemente, depois de dias comendo bolachas, sanduíche e chocolate.

 

O tempo passava entre pisco sour e conversas a fio, quando Benjamín chamou minha atenção para um pequeno quadro na parede que se movia. Sem dar muita atenção, continuei concentrada na conversa. Porém ele insistia para que olhasse novamente. Dessa vez tremia com mais força: estávamos sofrendo um terremoto!

 

Estava excitada e apreensiva pela situação e por não saber ao certo o que estava acontecendo. O chão se movia cada vez com mais intensidade. Nesse instante, Benjamín – que é chileno e está acostumado com os constantes tremores no país – pediu que mantivéssemos a calma e saíssemos do lugar.

Foi o tempo de levantar para que as luzes se apagassem. O dono do restaurante pediu que todos fôssemos para o lado de fora do estabelecimento. Alguns turistas mais nervosos começaram a se agitar, enquanto outros mais eufóricos riam da inusitada experiência.

 

Com o povoado às escuras e todos na rua, a impressão era a de estar em um barco que balançava sobre agitadas ondas gigantes de terra que se moviam em um vai e vem tortuoso. Foram dois minutos eternos até que o sismo parasse.

 

Passado o susto e com a energia restabelecida, todos voltamos a jantar. Porém logo veio a notícia que atestava o acontecido. Um forte tremor de 8,2 na escala ritcher, havia afetado uma região próxima a Iquique, cidade a 360 km ao norte de San Pedro. No povoado o terremoto chegou a magnitude 7.

Esse seria apenas o primeiro tremor. Nas noites seguintes, sentimos as réplicas do sismo que afetou a região norte do Chile, onde estávamos.

 

Depois das intensas emoções do dia em que a terra demonstrou, uma vez mais, a nossa fragilidade ante as adversidades da natureza, resolvemos dormir. Afinal, o dia seguinte nos esperava um agradável passeio de bicicleta ou pelo menos assim deveria ser.

 

Dica: Chocolate! Para passeios nas alturas, nada melhor do que levar bombons ou barras, pois ajudam a repor as energias. Não dá para ficar apenas no chá de coca.

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Olá, Sabrina!! Tudo bem

Quero ir para San Pedro em julho, eu e um amigo e estava procurando hostels. Havia me esquecido do Hostelling International.

É bom lá?

Estamos indo como mochileiros, portanto não temos muito dinheiro para gastar. Vocês possuem a carteirinha? Com ela fica mais barato ou dá no mesmo?

Se puder dar algumas dicas...

Aguardo um retorno.

Muito obrigada!!

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Oi, aisaalves! Eu fui pra lá com um amigo. Não tínhamos reservas em hostel nem carteirinha do hostelling. Chegamos em San Pedro e procuramos o mais barato e achamos o hostelling. Como ficamos uma semana, o funcionário fez preço de sócio. O lugar é bem simples, mas achei que valeu à pena pelo preço (7.000 pesos chilenos por dia). Só que fui em temporada baixa. Julho acho que é temporada, então talvez seja bom reservar com antecedência.

Abraços!

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To indo pra lá agora em junho e estou dando pulos de alegria com seu relato, com os preços mais atualizados (há que se considerar que estou indo em alta temporada). Mas agora da pra planejar melhor! Muito Obrigada!!

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IRM você irá se apaixonar pelo deserto! Aproveita pra fazer passeios de bicicleta, é muito legal! :)

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    • Por VoandoAltoFH
      Assista em Video no Youtube - Atacama
       
      Vou comentar sobre a minha viagem em San Pedro de Atacama e seus perrengues.
      Pra ser direto ao ponto, tive prejuízo nessa viagem porque não consegui aproveitar quase nada, tampouco realizar os passeios, já que choveu em todos os dias que estive na cidade.
      O mais importante de tudo, evite vir no verão, entre os meses de Dezembro à Março, pois são épocas de chuvas, mais conhecido como "Inverno Altiplânico". Por mais que o local seja deserto, no verão ele chove muito, a ponto de alagar toda a cidade.
      Consequentemente as estradas e as pontes ficam destruídas ou alagadas, os parques e os passeios ficam fechados. No pior dos casos você não consegue nem sair da cidade, porque todos os acessos estão fechados e os ônibus não chegam ao local.
      Isso eu digo também para as pessoas que irão fazer o trajeto do Chile até o Peru, ou vice-versa, entre as cidade de Arica e Tacna, já que as chuvas afetam também essa região, então as estradas ficam fechadas. Isso farei um outro video mais detalhado.
      Ademais algumas agências de turismo acabam cobrando o dobro do preço, pois alguns de seus veículos são movidos com tração nas 4 rodas. Nesse quesito eu recomendo para que não alimente esse tipo de empresa aproveitadora.
      Então a pior coisa é você visitar nesse período que comentei, você pode acabar jogando o tempo e o dinheiro no lixo. Por conta das chuvas, ocorrem vários blecautes, com isso você ficam sem eletricidade e internet.
      Os restaurantes na cidade são caríssimos, então se estiver num hostel com cozinha, aproveite ao máximo para ir ao mercado e preparar a sua própria comida para poder economizar.
      O período mínimo de estadia na cidade seriam de 5 dias, para realizar com aperto os passeios oferecidos. Lembrando que 1 dia você vai gastar para se acostumar com a altitude, também para pesquisar e fechar os passeios com as agências de turismo. 
      Caso queira um prazo um pouco mais folgado e tranquilo, recomendo 7 dias ou 1 semana. Se for incluir o passeio ao Salar de Uyuni (Bolivia), terá que acrescentar de 3 a 4 dias a mais na viagem.
      Se o clima não estiver muito legal, ao invés de fechar o pacote todo, feche de 2 em 2 passeios e assim conseguir algum desconto. Terá menos dor de cabeça na hora de ser reembolsado.
      Tenha em mente que irá gastar só nos passeios em torno de 120.000 a 200.000 pesos chilenos, que dá em torno de R$ 700,00 a R$ 1.200,00 por pessoa. Estou falando de tours (passeios) principais.
      Ao incluir o Salar de Uyuni, os valores superam os R$ 2.000,00.

      * Dicas
      1. Evite vir para San Pedro de Atacama no verão entre os meses de Dezembro à Março, por conta das chuvas que impossibilitam os passeios. Prefira o Outono ou Primavera.
      2. Já efetue o câmbio de moedas, se possível em Santiago, pois as cotações em San Pedro de Atacama é bem desfavorável.
      3. Quando for negociar os passeios, negocie ou pague em pesos chilenos, pois em dólares acaba meio que perdendo um pouco na conversão dos valores.
      4. Sempre pense em alternativas como por exemplo ir para Bolivia e visitar o Salar de Uyuni. Os veículos que realizam esse passeio são 4x4 (tração nas quatro rodas).
      5. Antes de vir para a cidade, veja a previsão do tempo para os próximos 5 a 10 dias.
      6. Reserve no mínimo 1 a 2 dias de hospedam, não o período todo, para o caso de ter que alterar os planos tipo sair da cidade ou mudar de hostel.
      7. Evite fechar todos os passeios e pagá-los antecipadamente, pois dependendo das condições climáticas, terá dor de cabeça para ser reembolsado. 
      8. Escolha hostel que esteja mais próximo ao centro da cidade, ou seja, da Praza San Pedro de Atacama ou dos Caracoles.
      9. Tenha roupas para o frio e calor. Há uma grande variação de temperaturas, inclusive valores negativos.

      * Média de preço dos passeios (em peso chileno): Nome do Passeio / Horas / Valor do Passeios / Valor da entrada / Total.
      Valle de la Luna (meio período): 15.000 / 3.000 = Total: 18.000 pesos
      Termas Puritama (meio período): 15.000 / 15.000 = Total: 30.000 pesos
      Geysers del Tatio (meio período manhã, incluso café da manhã): 30.000 / 10.000 = Total: 40.000 pesos
      Laguna Cejar (meio período tarde): 18.000 / 17.000 = Total: 35.000 pesos
      Lagunas Altiplânicas (meio período manhã, incluso café da manhã): 28.000 / 5.500 = Total: 33.500 pesos
      Valle del Arcoiris (meio período manhã, incluso lanche): 25.000 / 3.000 = Total: 28.000 pesos
      Salar de Tara (integral, incluso café e almoço): 50.000 pesos
      Stargazing ou Tour astronômico (noite ou madrugada, alguns oferecem lanches): 20.000 pesos
      Mirador de Piedras Rojas (integral, incluso café e almoço): 50.000 / 5.500 = Total: 55.500 pesos
      Pukará de Quitor: 3.000 pesos
      * Bolivia
      Salar de Uyuni (3 dias, com hospedagem e alimentação): 130.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)
      Salar de Uyuni (4 dias, com hospedagem e alimentação): 150.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)

      Obs: Não tenho agência ou qualquer patrocínio, apenas peguei as cotações de 3 a 4 agências locais e inseri os valores para simples consulta.
    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. 
      Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. 
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Então vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km.
      Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento.
      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. 
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      Câmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 triângulos de segurança;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile não fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formulário no computador.
      Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile.
      Não tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido".

      Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      Não tem custo.
      *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.
    • Por bruno.bortoloto-do-carmo
      Olá pessoal!
       
      Seguindo a tradição de sempre devolver um pouco que esse fórum lindo ajuda a gente nos nossos roteiros, aqui vai a nossa mochila(dinha) de 15 dias desse ano.
      Regina (minha namorada) e eu tivemos de férias, juntos,  os dias 15-07 a 30-07.
      ------------- Caso queiram complementar esse roteiro, vejam o dela nesse link, como ela fala em valores, eu vou focar em outros aspectos, bele? --------------
      Decidindo aproveitar o máximo, fizemos um roteiro que passamos pelas seguintes cidades:
      San Pedro de Atacama (3 dias) Uyuni (apenas passagem) Potosí (2 dias) Uyuni (1 dia) Oruro (apenas passagem) Patacamaya (apenas passagem) Sajama (5 dias) Arica (1 dia)  
      Foi mais ou menos assim:
       
      [aereo] São Paulo  - Santiago (15/07)
      Saímos daqui de São Paulo de noite, pra pegar aquela maratona de aéreos na madrugada. Nosso voô saiu à meia noite com destino a Santiago e a expectativa era ficar 1 ou 2 horinhas no aeroporto no Chile e já pegar o seguinte pra Calama.
      [aereo] Santiago - Calama (15/07)
      Nunca tínhamos pego vôos assim, foi bem cansativo. Além disso, esquecemos de pensar no fuso horário que adicionou uma hora a mais na brincadeira. Mas aguentamos firme, nos ferramos nas comidas de aeroporto que são uns 30% mais caras, mas enfim chegamos em Calama.
      Calama (15/07)
      Chegamos em Calama de manhãzinha, lá pelas 7h. Uma das vantagens de viajar nesses horários malucos é pegar o nascer do sol no avião🤩
       
                                         Vista do avião logo quando chegávamos em Calama
       
      [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07)
      Chegamos em Calama exaustos. Não conseguimos pensar me muita coisa além de ir no banheiro e buscar um transfer pra San Pedro. Na saída do aeroporto tem vários e, até onde saiba, todos confiáveis saindo a cada 15-20min.
      [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07)
      O transfer dura mais ou menos 1h (100km) numa estrada lindássa que já da pra ter uma ideia do que se vai encontrar pela frente. Obviamente dormimos metade, mas a outra metade apreciamos o rolê rs
      San Pedro de Atacama (15/07 a 18/07, 3 dias)
      Dia 1 (15/07)
      Chegando em San Pedro, pedimos para o motorista nos deixar no Ayllu de Larache. Tínhamos reservado no Airbnb do Jorge, que a indicação era nesse local. Aparentemente era um local facilimo de chegar, seguindo a calle Tocopilla um pouco depois de sair do centro do povoado. Tivemos uma pequena dor de cabeça pra encontrar um lugar que era mais fácil do que parecia. Andamos, andamos, andamos, andamos... Pensamos que Ayllu de Larache era uma espécie de rua ou viela que chegávamos da carretera; TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO Ayllu é como eles chamam os pueblos que foram a cidade de San Pedro (tem o Ayllu de Larache, tem o Ayllu de Quitor, o Ayllu de Sequitor, etc. etc.).
      Resumindo: era só a gente ter saído da carretera que estávamos na frente da pousada deles. 😑😑😑
      Chegando finalmente lá, fomos recebidos pelo Jorge, é um cara muito simpático. Ele e o pai dele, o Don Antonio, construíram as cabanas e administram o lugar. Quando chegamos nosso quarto ainda não tava liberado. Eles nos receberam na propria casa deles, fizeram café/chá e assistimos a final da copa.
      Quando nosso quarto foi liberado fomos descarregar as coisas, tomar um banho e descansar um pouco. O banheiro é fora do quarto, mas super limpo, grande e confortável; água SUPER quente, o que conta bastante quando se vai tomar banho no fim da tarde (lá faz muito frio tarda pra noite).
       

                                                                  Nosso humilde jardim de frente na pousada do Jorge ❤️
      Mais a noite com as bateria carregadas, fomos pra cidade pra jantar e olhar preços de passeios. O Jorge sempre que está livre, se oferece pra dar caronas pra cidade no carro dele; mas é super perto, da uns 10-15min a pé, e mesmo a noite (apesar de escuro e precisar de uma lanterna) é bem tranquilo o caminho.
      Como boa parte do dia as pessoas estão fazendo os roteiros, a cidade começa a funcionar mesmo no meio da tarde e todas as agencias ficam abertas até umas 20h.
      Depois  de almoçar e fazer cambio na calle Caraoles (ali tem uma loja atrás da outra pra comparar a cotação), começamos a pesquisar preços de passeios. Fechamos com umas brasileiras no Janaj Pacha o roteiro das Lagunas Altiplanicas e o passeio Astronomico para o dia seguinte.  
       
      Dia 2 (16/07)
      No dia seguinte acordamos cedinho e saímos às 6 da matina pra nos arruar pro roteiro que tínhamos programado. Eles saem cedinho pra aproveitar bastante a manhã. O roteiro, além das Lagunas Aliplanicas, ainda passaríamos no Chaxa (aquele dos flamingos!) e nos povoados de Socaire e Toconao. Acho que de todos os rolês, é o que passa por mais lugares.
      Nossa van chegou britanicamente no horário e, como descobrimos ao longo do caminho, o motorista era competentíssimo e nos fez chegar em todas as atrações antes de um grande volume de turistas/vans se acumularem; ponto de ouro nesses rolês! Pegamos quase todas as atrações vazias e com pouquíssimas pessoas. 
      Apenas uma coisa: podemos até postar várias fotos aqui e vocês podem ver tantas outras: mas na real o bagulho é muito mais doido. Foto raramente da pra se ter escala das coisas, e no Atacama tudo é monumental, principalmente as Lagunas!

                                                          Vista das Lagunas (não lembro se essa era a Miscanti ou a Miñiques rs)
      Ah bom lembrar : as Lagunas ficam em local que bate 4.000m+ de altitude, então leve suas ojas de coca. Nesse rolê eu já descobri que meu organismo não se da muito bem quando passa dos 3.500m e comecei a experimentar dores de cabeça bem desagradáveis, principalmente depois da descida. A partir daqui, meu amigo de todos os dias (e noites!) foi uma boa cartela de paracetamol.
       
      Na volta nos deixaram na cidade lá pelas 13h. Almoçamos nos famosos trailers do centro da ciadade, melhor local pra conseguir uma comida simples e relativamente barata por San Pedro (infelizmente se gasta muito com comida). Daí passeamos um pouco pelo centro, mas logo voltamos pras cabanas porque minha dor de cabeça estava insuportável.
      Voltando, o Jorge nos indicou um mercadinho nas cercanias, onde fomos várias vezes fazer compras e economizamos MUITO. No nosso quarto ainda tinha uma mini-cozinha, então pudemos variar entre lanches e umas comidinhas rápidas. Recomendamos!
      Mais a noite, voltamos pro centro da cidade pra jantar e fechamos o roteiro astronômico com o proprio Janaj Pacha; importante ressaltar que, apesar de termos fechado com eles, por ser um roteiro bastante específico, eles repassam pra outra pessoa

      Comemos uma pizza de palta/abacate com palmito e azeitonas + cerveja cusqueña no Pachacutec, recomendamos!
      Dia 3 (17/07)
      No dia seguinte acordamos bem devagar, sem olhar no relógio e sem despertador. Passamos pela manhã novamente no mercado pra estocar água e comprar mais coisinhas pra viagem.
      Info importante pra quem quer ir à Uyuni sem ser pelo Salar: Também aproveitamos esse dia pra irmos até o centro novamente pra comprar a passagem de ônibus até Uyuni na Rodoviária.Existem três empresas que fazem o trajeto, mas apenas uma sai de San Pedro de Atacama: a Cruz del Norte, com saídas diárias às 3AM. As outras duas (Atacama 2000 e outra que não me lembro o nome) vendem em San Pedro mas só saem de Calama com saídas diárias às 5 e 6 da manhã, fazendo com que a pessoa vá pra lá um dia antes e pernoite por lá, já que o primeiro busão pra Calama é muito tarde pra conseguir pegar esse vai até Uyuni.
      Na dúvida, se forem fazer esse trajeto, vão de Cruz del Norte que é bem mais cômodo!
      De noite fomos para o roteiro Astronômico. Combinamos com as meninas do Janaj Pacha de nos encontrar umas 20:30 pra que elas nos apresentasse a galera que nos levaria. Como tínhamos jantado em caso nesse dia, buscamos um lugar pra tomar um café; mas um café CAFÉ. Toda pessoa que toma café diariamente tem um baque em San Pedro, porque lá eles só servem café instantaneo. Nossa busca nessa noite foi por isso! rs Único lugar que encontramos um foi no Barros Cafe e, olha, recomendamos!
      O roteiro em si foi ótimo e também recomendamos! Eles nos levam pra uma casa num local afastado da cidade onde estudantes de astronomia fazem essa atividade. Consiste basicamente em aprender a ler o céu estrelado (que em Atacama é BEM visível) e depois focalizar em estrelas, nebulosas, e planetas. Pra quem gosta, é prato cheio!
      [busão] Uyuni - Potosí (18/07)
      Jorge novamente foi MUITO solícito e nos ajudou a chegar ao centro da cidade às 3 da madrugada. Não pediu nada em troca da carona, mas fizemos questão de pagá-lo.
      Chegando lá tinham várias pessoas esperando (cerca de 10-15); o ônibus foi quase cheio. Seu caminho também passa por Calama, fazendo uma pausa longa pra encher o ônibus. A viagem em si é linda e sugiro que façam nesse horário, pois aproveitam a estrada do amanhecer até a tarde, vendo todas as mudanças de vegetação! É lindão! Você acaba nem percebendo as 10 horas de viagem rs

                                                                                      Vista da parada na migra -- que frio!! 
       
      [busão] Uyuni - Potosí (18/07)
      Chegando a Uyuni, como tínhamos desistido da ideia de ir ao Salar por que$$tões de ordem financeira, usamos a passagem só como pulo pra conhecer Potosí, um sonho antigo de historiador (o/). Chegando por lá, também não tinhamos boletos, mas não foi difícil de conseguir. Tem várias companhias que fazem a cada 15-30 min o caminho pra Potosí. Foram mais 4 horas de viagem, chegando já num limite de corpo/mente hehe
      Potosí (18/07 - 20/07, 2 dias) 
      Dia 1 (18/07)
      Chegamos no fim da tarde em Potosí. Alugamos o apartamento do Luís/Anita inteiro pelo Airbnb bem no centro, local perfeito. Mas melhor que a localização é o próprio apê: é um sobradinho antigo, onde eles moram na parte de cima e o apartamento dos fundos fica independente. Tem sala, cozinha equipada, banheir(ão!) e uma cama confortabilisisma. Depois de uma viagem laaaaaaaaarga como fizemos, foi um porto seguro chegar no apartamento deles!
      No dia saímos só pra jantar e dar uma breve reconhecida no quarteirão. Como estava tarde, não queríamos arriscar, mas pareceu bem tranquilo à noite.
      Além disso, Potosí fica a quase 4.100m acima do nível do mar, uma das cidades mais altas do mundo. Tive já na chegada problemas com a altitude e não tinha como ficar arriscando. O destino depois do jantar foi paracetamol, chá de coca e cobertor!

                       Nossa peatonal charmosa na noite que chegamos, linda demais!
      Dia 2 (19/07)
      Não tínhamos muitos planos pra Potosí. Sabia só que não queria fazer o tour antropologico de conhecer as minas (ainda em funcionamento) nem a praça onde os mineiros vão pra trocar cigarro. Mas Potosí é uma cidade colonial. E o que cidades coloniais tem de melhor? I-gre-jas!
      Primeiro fomos na base de turismo, que já fica numa antiga Torre de la Compañia de Jesus que os jesuítas construíram no séc. XVIII. Ali você pode já ver suas primeiras vistas panorâmicas da cidade, do alto da torre.
      Depois rumamos pro Convento de la Iglesia de San Francisco, onde você pode visitar os quartos dos antigos padres residentes, mas o prato principal é o mirador e as criptas! O mirador foi o melhor que visitamos, pois se pode percorrer por uma boa parte do telhado (e se não se segurar bem, o vento te leva!).

                                Vista do mirador da iglesia de San Francisco -- quem aí conhecia a versão Assassins' Creed Bolívia?
      A parte chata de Potosí, pelo menos pra mim? Dei game over no primeiro rolê. Dor de cabeça constante, não aguentei a altitude de lá. Fomos de lá direto pro apê e recolhemos os hominhos do campo. Sorte que uma baita chuva armou e, de fato, não íamos conseguir aproveitar muito mais. Nisso, valeu muito a pena mais uma vez a escolha do apê do Luís e da Anita!
       
       
      Dia 2 (20/07)
       
      No segundo e último dia em Potosí, tínhamos três missões: conhecer mais alguma igreja, trocar dinheiro e voltar a tempo do almoço para partirmos pra Uyuni novamente. Primeiro fomos na Iglesia Catedral que fica bem no centro do centro da cidade. É lindíssima e também possui um mirador do alto de uma das torres. Como Potosí é uma cidade bem alta e o centro não tem quase predio, os mirantes são sempre passeios bem legais rs

                                                      Mais um mirador pra conta, mais uma vista linda!
      Agora a missão trocar dinheiro: onde? Nos indicaram a Casa Fernandes, tradicional e segura, mas não vimos nenhum dos dias aberta. Daí indicaram o mercado em uma galeria perto do mercado municipal, que fica em uma praça na parte de trás da calle Junin. É uma galeria bem simples com boxes pequenos e, pelo que entendemos, todas fazem cambio!
       
      Missões cumpridas, voltamos pro apê pra almoçar e pegar nossas coisas e ir de volta pra Rodoviaria.
       
      [busão] Potosí - Uyuni (20/07)
       
      No caminho de volta, nenhuma surpresa. Vários ônibus diários de Potosí a Uyuni e super fácil de comprar. Chegando uma hora antes, é suficiente.
      Dica: Todos os terminais da Bolívia cobram taxa de embarque separadamente da passagem (alguém sobre no ônibus antes dele sair e vai cobrando). É coisa pouca, 1bob, mas é bom guardar moedas pra isso! Nós não guardamos e passamos vergonha haha
       
      Uyuni (20/07 a 21/07, 1 dia)
       
      Chegando a Uyuni já no fim da tarde, fomos pro nosso hostel. Alugamos um quarto privativo no Hostal Oro Blanco (https://www.hostaloroblancouyuni.com/). A cidade é bem pequena, e a área turística, então, ocupa uma dúzia de quarteirões no máximo.
       
      A cidade em si só existe como dormitório e suporte para os turistas que vão ao Salar. Como nossa intenção principal era chegar no parque Sajama, apenas dormimos no hostel para pegarmos o trem no dia seguinte a Oruro. E realmente, meio dia foi mais que suficiente pra uma cidade que não tem absolutamente nada haha
       
      Único destaque, caso passem por aqui, é o restaurante Pachamama. Ele fica logo virando a esquina à direita na peatonal em sentido contrário à estação ferrocarril. É um restaurante muito simples, que só uma vozinha boliviana atende; tenha paciência, pois ela anota os pedidos e faz a comida (e quando dizemos faz, ela FAZ, do começo ao fim). Muita gente entrou e saiu nervosa porque não foi atendido; nós não tínhamos pressa e fomos recompensados com a melhor comida de vó ❤️

                        Além de comida de vó, tem chazinho de coca vó! Aquece o coração ❤️ 
       
      [trem] Uyuni - Oruro (21/07)
      Pegamos o trem noturno. Coloco aqui dia 21 pois compramos o da meia noite. São algo como 4 saídas semanais a Oruro, por duas companhias diferentes.
      Dica: O valor é muito barato, portanto, não economizem se forem no inverno e no noturno. A classe econômica é um FRIO da porra! Ainda mais o dia que fomos, que nevou. Aí já viu, viramos pinguim no trem haha
       
      [van] Oruro - Patacamaya (22/07)
       
      Aqui começou a parte incerta do roteiro. De Oruro até Sajama tínhamos apenas indícios de como chegar. Mas no fim é bem simples!
      Primeiro que a estação de trem não é próxima a de ônibus. Não parece ser tão distante, também, mas no horário que chegamos (7h) o ideal era pegar um táxi.
      Já no táxi perguntamos como faríamos para chegar até Patacamaya, o ponto médio até Sajama. Na rodoviária o taxista gentilmente nos deixou perto das vans e nos apontou quais pegar.
      Aparentemente as vans saem com bastante recorrência; chegamos lá e tinha uma pronta pra sair. Esperamos algo como 15-20 min para encher o carro e partimos.
      A viagem durou cerca de 1h30, no máximo, num caminho bastante tranquilo.
       
      [van] Patacamaya - Sajama (22/07)
       
      Chegamos a Patacamaya estourando 9 da manhã. Sabíamos, segundo relatos, que uma van saía daqui às 13h.
      Chegando lá, uma confusão do cacete na rua que servia como terminal de ônibus, vans, mercado e tudo mais (além da lama da neve que tinha caído e tava secando rs), fomos procurar onde saía a tal da van pra Sajama.
      “Ahí!”, “Allá”, “Más adelante!”, “En frente del mercadito”... nossa referencia era que as vans saíam em frente ao “Restaurante Capitol”; não encontramos o tal restaurante, mas encontramos as vans. Haha
       
      Não sei se a quantidade de vans e horários aumentaram, mas quando chegamos já estavam enchendo uma pra partir. Estávamos em dois (Regina e eu) e mais três franceses. Esperamos algo como 30-45 min ali; como não vinha ninguém, o cara da van decidiu partir com 5 mesmo e bem mais cedo que o esperado, às 10h.
       
      Dois parêntesis aqui:
      Tudo na nossa viagem deu certo, tudo. Mas conversando com os franceses, vimos que tivemos foi sorte e estávamos certos em esperar algum contratempo. Eles tiveram. Vieram de Oruro a Patacamaya um dia antes que nós, mas ficaram presos na cidade por conta da nevasca que fez as estradas até a divisa com o Chile fechar. A Regina foi até o banheiro em Patacamaya. Era um dos “baños publicos”, porém dentro da casa de uma pessoa. Ela entrou, a porta trancou e quando foi sair a pessoa estava longe e ela ficou um bom tempo pra conseguir sair; se forem aproveitar a parada pra ir no banheiro, vão em dois rs Chegamos a Sajama depois de umas 3 horas de viagem e, quanto mais avançávamos na estrada mais neve víamos. Parece que a nevasca tinha sido das brabas mesmo; sorte pra nós!

                                                             Essa era nossa visão na estrada. Achávamos que tínhamos nos ferrado...

              ...masss nossa sinhora da boa viage ajuda bastante nois, e deu um céu bonito, neve e muitas lhaminhas num cenário pra lá de bucólico!
       
      Sajama (22/07 a 27/07, 5 dias)

      Chegamos exaustos de 7h de viagem de trem + 5 de van, sem contar as paradas. Então a única coisa que queríamos era chegar no hostel. Ficamos no Hostal Osasis (http://hostal-oasis.com/) que fica bem na entrada da cidade.

                                                                     Vista da praça central e igreja ❤️ 
      Sobre hospedagem, importante abrir pequeno-grande um parêntesis: Sajama é uma vila indígena aymara que vive basicamente do turismo de montanhismo de gringos e galera, igual a gente, que quer conhecer um local diferente e ficar entocado na montanha. Apesar das atrações ser bem parecidas às do Atacama (contando com geisers, lagunas altiplanicas, etc., etc., apesar de proporções modestas) é um local bem menos badalado.
      Quando saímos para a viagem, gostamos de deixar tudo certinho, principalmente as reservas pra não termos surpresa. Os dois únicos hostals  que tem site em Sajama são: Oasis e Sajama.
      Entretanto, cada uma das famílias da cidade tem seu próprio alojamento, muitos inclusive sem nenhuma propaganda, já que o acesso a internet já é bem limitado.
      Então, podem ir sem medo de não ter reserva, pois além de contribuírem com a uma maior rotatividade da economia local, vocês podem ajudar essas famílias que acabam perdendo clientes pros dois maiores hotéis da vila.
      Caso ainda sim queiram ir com a estadia garantida e agendada, vou deixar aqui o contato de whatsapp da Reina: +591 74840766. Nós conhecemos por meio da sua mãe, que tem tienda America em uma das praças da cidade. A hospedagem dela é um pouco mais pra dentro na cidade, cabaninhas muito simpáticas e recém-construídas, além de terem um preço mais em conta.
      Um alerta: se vocês, assim como eu, tiveram problemas de adaptação com a altitude, peguem leve em Sajama! Aqui é ainda mais alto que Potosí, já que a região fica a 4.200+ de altitude. Isso influenciou bastante no nosso ritmo e foi muito bom termos ficado bastante tempo! Quase todos os passeios são longe, não existe um complexo de transporte e roteiros turísticos aqui. A prática é você fechar com moradores que tem carro, e eles em geral apenas levam; dificilmente ficam com você para trazer de volta.
      Levando em conta que boa parte das atrações ficam a, pelo menos, 6-8km de distância, precisa-se estar bem adaptado à altitude e com bastante preparo! 
      Nossos passeios fora basicamente dois nesses dias:
      Mirador de Sajama, que fica bem próximo à vila. Por um sendero que começa por uma das ruas do povoado, você segue em direção ao monte mais próximo. É bem fácil de encontrar, apesar de tudo estar bem nevado e ter sido difícil de encontrar o caminho. Pelo mesmo motivo, foi difícil chegar ao topo (além da falta de ar haha ), mas conseguimos ir até a metade do caminho e valeu super a pena! Com o local mais seco, tenho certeza que vocês vão conseguir ir até o topo, não é muito íngreme e até a Regina que tem problemas de joelho foi traquilamente.
                                                                     Mirador a meia altura!
      Laguna Huañacota, que fica a mais ou menos uns 9km do povoado. Como dissemos, é possível ir de carro e voltar a pé, é o que geralmente as pessoas fazem. No nosso caso, fizemos os mais de 18km de ida-volta à pé, beeem devagar. Foi cansativo mas valeu a pena, tendo inclusive uma companheira por boa parte do caminho, uma perrita chamada Luna que foi nos mordendo o calcanhar até a laguna! rs No mesmo caminho dessa laguna existe algumas termais; a principal fica entrando por uma bifurcação da estrada principal, mais ou menos ha uns 2-3km da cidade. Acabamos não indo, mas vale a pena!
                                       Panorâmica da Laguna Huñacota (Luna pode ser vista pro canto direito da foto haha)
      Os dois passeios são coisa pra metade de um dia; mesmo a laguna e seus muitos km a ser percorridos podem ser feitos em 6 horas tranquilamente. Caso pensem em passar nas termais, saiam mais cedo que conseguem fazer tudo em 8-10h tranquilo.
      Apesar de ainda existirem outras muitas atrações (pelo menos mais uma laguna e geiseres, além de pueblos próximos) acabamos por optar por descansar e viver um pouco o vilarejo. O esquema é muito familiar e não existem restaurantes; para você almoçar ou jantar, precisa falar em alguma das tiendas com as cholas e marcar um horário que passarão para comer. Fazendo isso em um lugar a cada dia, você conhece diversas famílias e conversa com muitas pessoas.
      Com isso aprendemos muito sobre o funcionamento da cidade. É literalmente uma comunidade indígena que se urbanizou e semi-modernizou; aqui, todos tem responsabilidade para com o bem público. Todos os meses, no dia 28, as pessoas da cidade se reúnem pra conversar sobre o que tem acontecido, os problemas e as soluções, construções que precisam ser feitas, etc. Também são os proprios moradores que fazem a limpeza das ruas e, pelo que nos foi dito, fazem uma coleta seletiva e o que podem vendem/reciclam em La Paz.

              Fiz questão de tirar foto da placa de uma das pontes da cidade, por constar essa parada do trabalho popular.
      O parque, como sabem, tem uma entrada que custa 100bobs por pessoa; infelizmente, pelo que nos foi dito, esse dinheiro não é revertido para a comunidade, apesar do governo entrar com uma parte das obras estruturais, mas ao que parece boa parte é feita pelos próprios moradores. Acho que conhecer mais sobre o pueblo e seus moradores, pra mim, foi um dos pontos altos do rolê e valeu mais que qualquer laguna, geiser ou mirador. Se forem até lá, façam isso!

        Vista da Tienda America, lugar onde almoçamos algumas boas vezes com a dueña Benigna e conhecemos bastante da cidade.
       
      [van] Sajama - Tambo Quemado  e [busão] Tambo Quemado - Arica (28/07)
      Essa foi uma das dificuldades que encontramos, principalmente de encontrar relatos precisos sobre como chegar no Chile a partir de Sajama. Como o lugar é um pueblo e não tem rodoviária nem serviço de transporte que não seja até Patacamaya, o caminho mais fácil e lógico é o de Oruro-La Paz. Se o roteiro de vocês for esse, vão sem medo.
      Se tiverem como objetivo chegar em Arica, vocês precisam conseguir uma van até Tambo Quemado, que é uma parada de caminhões próxima à divisa Bolivia-Chile. Logo que chegarem na cidade, conversem com alguém da trans-sajama.  Demos sorte de conhecer o David, um senhor muito gentil que, por coincidência, iria à Tambo no dia que partiríamos (calhou de ser o dia que tem uma feira de artesanato que eles vão rs). De qualquer forma, não é nada difícil de conseguir uma carona até lá. É preciso chegar cedinho, lá pelas 8h, pois o primeiro busão de La Paz pro Chile começa a passar por ali la pelas 9h30-10h. Pelo que nos disseram são um total de 5 ônibus e, com certeza, um deles vai ter lugar.
      No nosso caso, o primeiro que passou já tinha exatamente dois lugares vagos e fomos nele mesmo! Por ser internacional, eles aceitam tanto bolivianos quando pesos chilenos; pagamos 100 bolivianos por passagem, se não me engano.
      Mas é basicamente isso; sem muitos problemas conseguimos chegar no Chile.
      Ah, importante! 🧐 na fronteira nos pediram a carteirinha de vacinação internacional de febre amarela; não esqueçam de levar!
      A viagem dura umas 5h e, logo no começo, passa-se pelo parque Lauca (parque irmão do Sajama do lado Chileno); se tiverem o interesse, vale descer e conhecer e depois pegar outro ônibus, apesar de ser um rolê caro, visto que se paga o preço cheio da viagem duas vezes. Pela janela já é uma ótima visão! ❤️ 

                                                                                             Vista da janela do busão do Parque Lauca ❤️         
      Enfim, a viagem envolve a descida dos Andes de 4.200m até o nível do mar. Pode se preparar pra bastante sono e vertigem; mas é lindo também e foto nenhuma consegue captar o que se vê com os olhos ali, sem dúvida algo que vale a pena ser feito!
       
      Arica (28/07 a 29/07, 1 dia)
      Chegamos em Arica no meio da tarde. A cidade costaneira do lado do Pacífico fica muito, mas MUITO próxima do Peru. Já no terminal é possível ver ônibus que partem para Tacna, que fica algo como 50km de Arica. Infelizmente não tínhamos tempo, mas nossos planos era ter subido até Cusco, passando por Arequipa, como muitas pessoas fazem.
      Saímos da rodoviária e estranhamos o asfalto e o trânsito, depois de tanto tempo em Sajama. 
      Ficamos no aribnb do Sebástian e Ricardo, que fica bem pertinho da praia.

                                                                   Coisas que aderimos à dieta quando voltamos: pão com palta (abacate)
      Arica foi apenas um local pra que a gente voltasse pro Brasil, então nem pensamos muito onde ir ou o que aproveitar. Chegamos de Sajama e só pensamos em cair na cama e dormir.
      No dia seguinte, arrumamos nossa mala e deixamos tudo pronto pra sairmos à noitinha.
      Saímos pra explorar a cidade. Arica é uma cidade bem pequena e, ficando onde ficamos, da pra ir e voltar a pé ao centrinho que tem a maior parte das atrações.

                                                                              Dia nublado e na praia, vendo o Pacífico! 
      No fim da noite, combinamos com Sebastian um Uber que nos levaria ao aeroporto e partimos.
      [aereo] Arica - Santiago (29/07) e Santiago São - Paulo (30/07)
      De novo passamos a noite no aereo, dessa vez mais cansados ainda. Mas, apesar de tudo isso, voltamos pro Brasil revigorados!
       
       

    • Por aletchos
      Pessoal, estive no Deserto do Atacama em agosto de 2016 e queria colocar aqui meu relato para ajudar o pessoal do fórum que está planejando uma trip para lá.
       

      Como chegar no Deserto de Atacama
       
      Para visitar o Deserto de Atacama você quase certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama, um povoado com 3 mil habitantes instalado no meio do deserto e que serve de base para todos os principais passeios ao Deserto do Atacama.
       
      De avião
       
      O aeroporto mais próximo fica na cidade de Calama, situada a aproximadamente 1 hora e 20 minutos de carro de San Pedro de Atacama. Calama é o principal ponto de chegada para quem chega de avião ao Deserto do Atacama.
       
      Paguei 76 dólares pelo voo de ida e volta pela Sky Airline, saindo de Santiago.
       
      No aeroporto mesmo existem umas 5 empresas de transfers que fazem o trajeto Calama – San Pedro de Atacama. Todas cobram um preço tabelado de 12.000 pesos ida e 20.000 ida e volta.
       
      Se você chega e sai de Calama, feche ida e volta e informe o dia e horário do seu voo de volta que eles irão pegar você no seu hotel/hostel a tempo do seu voo de volta.
       
      Sobre qual empresa escolher, todas parecem sérias e estruturadas, mas a Transfer Vip aparentemente possui mais carros, o que pode ser uma vantagem.
       
      De ônibus
       
      Você também pode chegar a San Pedro de Atacama de ônibus. A viagem saindo de Santiago leva quase 24 horas, o que certamente é cansativo.
       
      Com a Tur Bus você consegue comprar passagens até San Pedro, e com a Pullman Bus você chega até Calama.
       

      Quanto gastei no Deserto de Atacama
       
      Bom, gastos são sempre importantes, mas cada um sabe o budget que tem e o que pode gastar em uma viagem.
       
      Eu anotei absolutamente tudo o que gastei nessa viagem, dos passeios ao chocolate. Usei um app que gosto demais, que é o Travel Pocket (recomendo!). Segundo minhas anotações no app, meus gastos ficaram assim:
       
      CLP 339.250,00 (pesos chilenos, aproximadamente 522 dólares); USD 575,00; e BRL 1.386,00 (neste valor está apenas a passagem para o Brasil).  
      Assim, podemos dizer que minha viagem no total saiu por algo como R$ 5.220,00 (considerando 1 real como 3,5 dólares).
       

      Quando ir ao Deserto de Atacama
       
      O Deserto do Atacama é um destino que pode ser visitado durante todo o ano, sem restrições. O tempo é extremamente seco e raramente chove.
       
      Temperaturas. Basicamente, essa é a principal questão envolvendo o clima que você vai se preocupar. A amplitude térmica é muito grande por lá, ou seja, você vai pegar frio à noite e nas primeiras horas da manhã e calor durante o dia.
       
      Nos meses de verão (mesmo período do verão no Brasil) você terá temperaturas mais altas durante o dia, e no inverno (período em que eu estive por lá) já não tão altas. Por outro lado, no inverno você terá noites e manhãs mais frias do que no verão.
       
      Para você ter ideia, no passeio aos Geysers del Tatio eu peguei -13 graus logo ao amanhecer. Na tarde, já de volta a San Pedro, a temperatura estava um pouco acima de 20 graus, ou seja, uma diferença de 33 graus no mesmo dia!
       

      Geysers del Tatio – Temperatura quando estive por lá foi -13 graus!
       
      Os períodos com temperaturas mais amenas e uma amplitude térmica não tão grande é de março a maio e de setembro a novembro, portanto esses seriam os melhores meses para visitar o Deserto do Atacama, mas, como falei antes, você tem condições climáticas para visitar o Atacama durante todo o ano.
       
      Sobre o tempo ser seco, leve Bepantol e um hidrante e beba bastante água. É que com o tempo seco, sua boca e pele ficarão secas (incrivelmente secas), então você deve passar o Bepantol nos lábios o dia todo ou vai ficar com a boca parecendo a lua cheia de crateras!
       

      Onde ficar em San Pedro de Atacama
       
      A não ser que você procure algo muito específico, você certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama. É aqui que estão as agências e de onde saem os passeios para visitar o Deserto do Atacama.
       
      A cidade é praticamente toda voltada para o turismo, então você encontra opções de hospedagem para todos os bolsos e gostos. Saiba, contudo, que você está no meio do deserto e, em razão disso, recursos são escassos. São comuns relatos de falta de água, falta de água quente, falta de luz, internet, etc. Também em razão disso os preços são relativamente mais caros do que em outros lugares que já visitei.
       

      As ruas bucólicas de San Pedro de Atacama. Na foto, a rua Caracoles.
       
      Li praticamente todos os reviews de todos os lugares, peguei recomendações de blogueiros que confio que estiveram por lá, e acabei fechando no Booking.com. Certamente não é a opção mais barata, mas longe de ser mais cara. Tinha um café da manhã excelente, um quarto extremamente confortável e limpo, banheiro ótimo com água quente, Wi-Fi que funcionava razoavelmente bem, excelente localização e um igualmente excelente atendimento (em breve um review mais detalhado).
       
      O Hotel Pat'ta Hoiri é uma boa opção para quem está disposto a investir um pouco mais em conforto, sem pagar os preços estratosféricos de alguns hotéis de San Pedro de Atacama. Contudo, certamente não é a opção para os mochileiros que querem economizar ao máximo!
       
      Além da análise preço, a localização é um fator relevante. A principal rua de San Pedro de Atacama é a Caracoles, onde estão a maioria das agências e serviços que você precisa (farmácia, restaurantes, bares, etc). Grande parte do comércio está na Caracoles ou nas ruas próximas, portanto o mais próximo que você ficar daqui, melhor.
       
      De todo modo, San Pedro não é uma cidade muito grande, então com alguns minutos de caminhada você chega à grande maioria das hospedagens. Contudo, quando você está cansado do dia inteiro de passeios, é sempre melhor que o restaurante ou bar que você vai jantar esteja o mais próximo possível de onde você está ficando. Enfim, um ponto a considerar!
       
      Um hostel que também é muito bem avaliado e que já bons reviews de blogueiros é o Hostal Lickana. Esse hostel fica muito bem localizado e tem excelente reviews no Booking.com também e tem preços mais em conta que o Hotel Pat'ta Hoiri.
       
      Estou escrevendo um post com uma pesquisa bem extensa de preços comparados com as avaliações de outros viajantes e opiniões de blogueiros e logo posto aqui para vocês.
       

      Onde comer em San Pedro de Atacama
       
      Apesar de ser um povoado pequeno e simples, San Pedro de Atacama oferece opções excelentes de comida. Na Rua Caracoles estão bons restaurantes, mas nas ruas próximas você encontra outras opções interessantes também.
       
      Vou relatar aqui os lugares onde comi, o que comi e quanto gastei exatamente em cada refeição, mas fico extremamente feliz se vocês colocarem outras opções nos comentários, assim aumentamos as opções para quem está lendo esse post aqui.
       
      Restaurante La Casona, na Rua Caracoles
       
      Restaurante muito bom, comida extremamente bem servida (mata a fome e sobra) e de qualidade. Paguei 15.070 pesos pelo menu do dia (foto abaixo) e uma cerveja.



       
      Restaurante Blanco, na Rua Caracoles
       
      Outro excelente restaurante na Caracoles, talvez um dos melhores da cidade. Paguei 20.405 pesos pelo jantar, com vinho e água. O menu do dia, que saia por 10.000 pesos (o meu saiu mais caro pelo vinho e água), está descrito na foto abaixo, juntamente com as fotos dos pratos que consegui tirar por lá.
       



       
      Restaurante La Pica del Indio, Rua Tocopilla
       
      Restaurante um pouco mais em conta, que fica na rua Tocopilla, uma travessa da Caracoles. Gastei 8.140 pesos para comer um ceviche como entrada e peito de frango com batatas de prato principal. O valor do menu, com sobremesa, era 4.500 pesos, mas como bebi duas cervejas o preço subiu! O frango não estava muito bom, mas é uma opção mais em conta para quem quer pagar menos.
       





       
      Restaurante Delicias del Carmen, Rua Caracoles
       
      Outro bom restaurante na Caracoles. Paguei 12.100 pesos por uma entrada de salada de quinoa e frango com fritas, e também bebi uma cerveja por lá. Uma outra opção do cardápio, pelo mesmo valor, era uma caesar salad. Fotos abaixo!
       


       
      Restaurante Tierra Natural, Rua Caracoles
       
      Aqui, paguei 9.900 pesos por um frango com batatas salteadas e uma Coca-Cola. Comida muito boa, feita com ingredientes orgânicos e naturais e um clima muito legal. Achei o serviço um pouco atrapalhado, mas acredito que isso se deu pois já era mais tarde do que o normal.
       

       
      Restaurante Adobe, Rua Caracoles
       
      Outro excelente restaurante de San Pedro. Jantei aqui em duas ocasiões. Na primeira, comi uma pizza muito boa e duas Coca-Colas, que me saíram por 16.830 pesos. A pizza alimenta duas pessoas que não comem muito (vou ficar devendo a foto)!
       
      Na segunda vez, um risoto de quinoa e uma Coca, que me saíram por 13.305 pesos.
       

       
      Fora essas opções acima, existem tantas outras na própria Caracoles. E como falei antes, ficaria feliz se outras pessoas pudessem comentar no post outras opções que usaram.
       
      Além dos restaurantes acima, também tomei uns chopps e comi uma pizza que eles mesmo fazem no Bar Chelacanbur, que fica também na Caracoles. Por lá, na final do futebol masculino da olimpíada e vendo o Brasil levar o ouro, deixei 12.500 pesos numa pizza que foi dividida em 5 pessoas e em uma quantidade de cerveja que me deixou relativamente bêbado!
       

      Agências de Viagem em San Pedro de Atacama
       
      Uma das grandes dúvidas na viagem ao Deserto do Atacama diz respeito às agências de viagem, afinal são muitas opções! Outra dúvida é se devemos fechar os passeios com antecedência ou se deixamos para fechar quando estivermos lá.
       
      Vou tentar responder essas dúvidas!
       
      Qual agência escolher?
       
      Como falei, são muitas. E os critérios de escolhas são muitos e muito pessoais também.
       
      Antes de qualquer coisa, só queria colocar que usei três agências diferentes e não recebi qualquer apoio delas por ter o blog. Aliás, elas sequer sabiam (e nem devem saber) do blog. Só escrevo isso pois li algumas críticas no TripAdvisor para alguns blogueiros que recomendavam passeios de agências que ofereceram apoio a esses blogueiros e o serviço e preço prestado por essas agências aparentemente não foi tão bom (e não estou fazendo qualquer julgamento aos blogueiros, agências ou a pessoa que escreveu no TripAdvisor).
       
      Enfim, vou dizer como eu escolhi a minha agência.
       
      No hotel que fiquei, o dono recomendou a agência Latchir. Visitei e verifiquei os preços, que eram bons. Os passeios são quase todos distantes de San Pedro, ou seja, você vai ter que percorrer longas distâncias de carro. É importante pagar barato, mas o barato pode sair caro, pois seu trajeto (seja de ônibus, van, pickup, etc) pode ser um inferno, isso sem falar no carro quebrar ou até algum acidente.
       
      Depois, visitei a Ayllu, muito recomendada por blogueiros e brasileiros que visitam o Deserto do Atacama. Achei a Ayllu com um preço alto (por vezes seis vezes mais caras que as demais), mas não fechei nenhum passeio com eles para dizer se o preço compensa ou não. Contudo, dada a grande diferença, acho bem difícil que valha até 6 vezes mais.
       
      Depois, visitei a Grado 10, também muito bem falada pelos viajantes brasileiros. Em termos de preço, saiu mais caro que a Latchir, mas bem mais barata que a Ayllu. Acabei fechando com eles.
       
      Por que escolhi a Grado 10? Bons reviews no Trip Advisor e em blogs no Brasil e, principalmente, pelo grande diferencial: O caminhão!
       
      Todas as demais agências fazem os trajetos em vans, micro ônibus ou pickups. A Grado 10 faz num caminhão overland adaptado para esse tipo de viagem. Eu já conhecia esse tipo de caminhão há muitos anos, pois meu grande sonho de viagem é cruzar a África num desses. Quando bati o olho não teve jeito! Apesar de ser rústico, o caminhão é extremamente confortável por dentro, com bancos reclináveis e janelas grandes. No Valle de la Luna pudemos assistir ao nascer da lua de cima do caminhão e na Laguna Cejar ficamos lá em cima enquanto o caminhão ia para o lugar onde faríamos nosso brinde da tarde!
       

       
      Claro que isso é um pequeno detalhe e que me cativou, mas achei o serviço excelente também. A nossa guia (Camila) era excelente, prestativa, com muito conhecimento e falava espanhol e inglês, mas todos os brasileiros entendiam ela sem problema algum.
       
      A Grado 10 só tem 4 passeios, os mais tradicionais: Laguna Cejar, Valle de La Luna, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplanicas (sem Piedras Rojas). Fechei os 3 primeiros com eles e paguei 80.000 pesos.
       
      Também li bons reviews sobre a agência Atacama Connection e fechei com eles apenas o Lagunas Altiplanicas com Piedras Rojas (pois a Grado 10 não fazia Piedras Rojas). Tudo ocorreu bem, o veículo era um micro ônibus confortável, a guia tinha conhecimento e era muito prestativa, mas não tinha a mesma vibe do caminhão da Grado 10 hehe! De todo modo, nada a reparar quanto ao serviço prestado pela Atacama Connection. O preço que paguei por esse passeio foi 35.000 pesos.
       
      Por fim, fiz o Salar de Tara com a agência Crisol(não achei site, por isso estou indicando o Facebook). Honestamente, não pesquisei absolutamente nada sobre essa agência, fechei o passeio um dia antes depois de sentar num bar com uns brasileiros que iam no dia seguinte e recomendaram. O carro e o guia eram muito bons e o passeio foi excelente também, portanto não tenho absolutamente nada a reportar sobre eles.
       
      Um post que me ajudou bastante na avaliação de agências foi este aqui, do Viaje na Viagem, além, claro, do Trip Advisor.
       
      Geralmente, quando os passeios saem muito cedo da manhã (como é o caso dos Geysers del Tatio, que você sai próximo das 5, dependendo da época do ano) as agências oferecem café da manhã durante o passeio. Nos passeios de longa duração também é oferecido almoço, portanto a inclusão de refeições é um ponto também a ser observado na sua escolha.
       
      Devo reservar com antecedência?
       
      Sendo bem objetivo, não vejo razões para você reservar com antecedência.
       
      São muitas opções de agência e você dificilmente ficará sem poder fazer algum passeio que queira fazer. Ainda, quase todas aceitam uma chorada e concedem um desconto no preço inicial, então minha recomendação é que você feche os passeios apenas quando chegar em San Pedro de Atacama.
       

      Passeios no Deserto de Atacama
       
      Existem muitas opções do que fazer por lá.
       
      Os passeios tradicionais são 4:
       
      Valle de la Luna: O mais próximo de San Pedro, fica há uma meia hora do centro da cidade. Nesse passeio você faz uma visita guiada dentro do Valle de La Luna, que tem formações muito lindas. Ao final do dia, você sobe até onde fica a pedra do Coyote para ver o por do sol. Quando estive por lá também era época de lua cheia, e de lá vimos a lua nascer junto com o por do sol, foi lindo!
       




       
      Neste post aqui conto um pouco mais sobre o passeio ao Valle de La Luna e também mostro algumas das fotos que tirei por lá.
       
      Geysers del Tatio: Nesse passeio você sairá bem cedo de San Pedro (perto das 4 ou 5 da manhã), pois os geysers são mais ativos antes de o sol nascer. O problema é que faz muito frio por lá, e você deve ir preparadíssimo. Em agosto, quando estive lá, peguei temperaturas de -13 graus.
       




       
      É um passeio que dura o dia todo, você percorrerá uns 200 km de carro e atingirá uma altitude de 4.300 metros. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Lagunas Altiplanicas: Um dos passeios mais distantes de San Pedro. As paisagens do altiplano são espetaculares (as fotos abaixo falam por si só). Este passeio dura o dia todo e você percorrerá uns 270 km de carro ida e volta. Você vai visitar a Laguna Chaxa e o povoado de Socaire, e também as lagunas Miscante e Miñiques. É na laguna Chaxa que você verá inúmeros flamingos e terá a chance de tirar as fotos que tirei abaixo!
       




       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Lagunas Cejar e Tebenquiche: Esse passeio tem duração de meio dia e fica a apenas 30 km de San Pedro de Atacama. Aqui você terá a oportunidade de nadar em uma das lagunas, que tem 200 vezes mais sal que o mar. É possível também avistar flamingos, mas eu não tive essa sorte.
       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Além dos passeios tradicionais mencionados acima, existem outras ótimas opções do que fazer. Algumas eu listo aqui:
       
      Salar de Tara: Além dos passeios acima, também visitei o Salar de Tara. É um dos mais distantes de San Pedro e também onde você atingirá uma das maiores altitudes (pouco mais de 4.800 metros). O frio não é tão extremo como nos Geysers, mas é bom ir preparado para temperaturas baixas. É um passeio de dia inteiro e você vai rodar quase 300 km ida e volta.
       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Tour Astronômico: A baixa luminosidade no deserto e a baixa umidade fazem do Atacama um dos melhores lugares do mundo para se observar as estrelas.
       
      Apesar de fotografia noturna ser uma das minhas preferidas, quando cheguei em San Pedro era a primeira noite de lua cheia, e a lua cheia, em razão da sua grande luminosidade, faz com que você veja um número menor de estrelas do que o normal. Em razão disso, o tour astronômico mais conhecido do Deserto do Atacama não estava ocorrendo. Esse tour é feito pela empresa Space e você pode encontrar maiores informações no site deles.
       
      No último dia, contudo, consegui ir para o meio do deserto tirar fotos noturnas, pois a lua cheia nasceria duas horas depois do anoitecer.
       
      Vulcão Lascar: O Lascar é um vulcão ativo que fica acima dos 5.500 metros de altitude. Inúmeras agências em San Pedro oferecem um hiking para subir o vulcão. Infelizmente, meu pouco tempo no Deserto do Atacama não permitiu incluir a subida ao Lascar.
       
      Sandboard: Você pode fazer sandboard no Valle de La Muerte. Essa é outra atividade que gostaria, mas que não consegui incluir no tempo que estive por lá. Em dias de lua cheia, o pessoal faz o sandboard à noite, o que deve ser muito legal. Inúmeras agências oferecem esse passeio, então você não terá problemas em encontrar alguém que leve você até lá!
       
      Termas de Puritama: Outro que não consegui incluir, as Termas de Puritama são piscinas termais no meio do deserto, localizadas a 30 km de San Pedro. É uma excelente opção para relaxar depois de um dia cansativo no deserto. Inúmeras empresas levam você até lá e o preço é algo em torno de 9.000 pesos.
       
      Salar de Uyuni: O Salar de Uyuni fica na Bolívia, mas inúmeras agências em San Pedro fazem travessias até lá pelo deserto, que duram de 3 a 4 dias.
       
      O que levar ao Deserto do Atacama
       
      Fazer as malas para essa viagem ao Deserto do Atacama não é muito simples. Você tem que considerar que vai pegar temperaturas extremamente frias e temperaturas relativamente quentes, tudo no mesmo dia.
       
      Fora os itens básicos de higiene pessoal e vestuário, acredito que a lista abaixo é suficiente:
       
      Meias para frio: Se você tiver meias de esqui, ótimo. Você vai usar no passeio dos Geysers del Tatio e pode ser bom para dormir também. Se você não tiver meias de esqui, leve a mais grossa que você tiver. Calçado confortável: Leve sandália e um tênis confortável para fazer os passeios, já que você vai andar com frequência. Não vejo necessidade para uma bota de trekking ou algo mais pesado, a não ser que você vá fazer algum trekking mais pesado, como o Lascar. Eu estava com um tênis goretex da The North Face, que é bem reforçado, mas praticamente todo mundo que vi por lá estava com tênis normal. Se você tiver uma bota ou um tênis mais reforçado, ótimo, caso contrário não vejo necessidade de comprar um. Calça térmica: Se você tiver, será muito útil. Ainda que você não tenha uma calça térmica técnica (aquelas para esqui, frio extremo, etc), uma ceroula ou uma calça justa ao corpo e que retenha o calor já será muito boa. Blusa térmica: Basicamente, o mesmo que da calça térmica, mas para a parte de cima do corpo. Eu tenho várias, porque esquio, e você pode encontrar umas baratinhas na Decathlon e na Centauro. Fleece: O fleece é o que chamamos de segunda camada, um blusão bem quentinho e excelente para reter o calor. Além do fleece, pense em moletons também para usar como segunda camada. Jaqueta: Terceira e última camada, você pode levar um corta vento ou até algo mais pesado (eu andei com minha jaqueta de ski nos dias de muito frio). Luva e touca: Eu usei luva de ski e passei frio nos geysers, mas em todos os outros passeios me virei bem com uma luva de lã e mão no bolso. Para quem sente frio na cabeça, uma touca é bem útil por lá. Roupas leves: Além das roupas acima focadas no frio, leve roupas leve, como camisetas, calça jeans, etc, pois boa parte dos passeios serão feitos em temperatura amena. Um casaquinho não muito pesado também é muito útil para as noites em San Pedro. Filtro solar: É sol o dia todo e sol forte, não economize no FPS! Mochila de ataque: Leve uma mochila de ataque para usar durante o dia, especialmente para guardar as roupas que você for tirando e a água que você precisará carregar com você. Bepantol e hidratante: O tempo é muito seco e seus lábios e pele ficaram muito ressecados, mas ressecados como você nunca viu antes. Sua mão vai ficar áspera e seus lábios vão rachar, então evite isso ao máximo com Bepantol e hidratante. Soro fisiológico ou Sorine: Seu nariz fica desconfortavelmente seco, então use esses produtos para ajudar um pouco. Colírio: O olho também sofre com o tempo seco.  
      Espero que a lista acima ajude vocês!
       
      Como falei antes, estou escrevendo uma série de posts sobre o Deserto do Atacama, e aos poucos vou publicando e colocando o link aqui para ajudar todo mundo.
       
      Coloquei aqui as informações que relatei no meu blog e o link para o post completo com mais fotos e informações está aqui. Espero que ajude!
      Não esquece de seguir o blog no Instagram para curtir as fotos que tirei lá no Atacama! Clica aqui.
    • Por Thais Fidelis
      Você ama o céu? Você ama admirar a Lua? E as estrelas?
       

       
      Sério! Vocês precisam ir para o Deserto do Atacama e fazer o tour Astronômico, que experiência e momento do caramba!!!! Nunca tinha vivido essa experiência na vida, e posso falar que vale a pena cada momento, cada frio ( ) e cada suspirada.
       
      Não é atoa que está entre os 10 mais belos céus do planeta Terra!
       

       
      Quando chegar em San Pedro de Atacama, já se informem do Tour, não deixe para a última hora pois o ideal não é deixá-lo para a última noite da viagem, pois o passeio não é garantido, já que em algumas ocasiões há nuvens no céu do Atacama e não é possível observar as estrelas. E o tour pode ser cancelado, um dos motivos que não é um passeio que se paga com antecedência. Se um dos motivos de ir para o Atacama é o tour astronômico, veja a fase da Lua antes de marcar sua viagem, na Lua cheia o tour não é realizado.
       
      Leve seus pedidos, você verá muitas estrelas cadentes!! ( Estrellas Fugaz en español)
       
      O tour sai da frente da agência, e a van nos leva até o meio do deserto, quando a luminosidade é zero e só as estrelas nos iluminam!!
      Ocorrem as explicações, e vamos vendo tudo o que o Guia vai explicando pelos telescópios, para mim foi uma experiência impar. Tudo muito aconchegante, é servido chocolate, chá, vinho e petiscos para nos aquecer. !!Dica - vá muito beeeem agasalhado!! Calma, você estará tão encantadx que o frio não importará.
       
      Fechei meu tour direto com o Guia - Que por sinal foi um show a parte. Explicou tudo de forma clara, atenciosa e super divertida, que para quem está tremendo de frio, é uma salvação dar umas gargalhadas. Fazia questão que todo mundo estivesse gostando e entendendo a explicação. Super recomendo!!!
      ( contato do guia: Caio Fraga - Whatsapp 55 31 8814-0654)
       
      Voltei e ainda estou apaixonada, por cada momento que vi esse céu e pensei " Caraca é de verdade, estou aqui vendo tudo isso e é de verdade!"
      Gentem! ver cada detalhe da Lua? simplesmente um sonho



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