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Helen Pusch

Foz do Iguaçu no feriadão de Páscoa+Tiradentes

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1º dia

 

Eu e o Rodrigo (meu marido) fomos aproveitar o feriadão de Páscoa+Tiradentes para conhecer Foz do Iguaçu.

Voo Porto Alegre – Congonhas – Foz, tudo tranquilo. Estávamos do lado esquerdo do avião, baixando em Foz deu para ver ao longe a “fumaceira” que levantava das Cataratas, e olhando pelas janelinhas do outro lado deu para ver Itaipu. Ao sairmos do aeroporto, precisávamos ir para o TTU (Terminal de Transporte Urbano), pois nossa Pousada era bem próxima deste. Pegamos o ônibus 120 – Centro (cuidado, pois o 120 passa no mesmo ponto indo para o Parque das Cataratas, o letreiro indica o sentido em que ele está indo). A passagem custou R$ 2,85, levou uns 30 minutos até o Terminal.

Fizemos o check-in na Pousada Natureza Foz (http://www.pousadanaturezafoz.com.br), a duas quadras do TTU. Pousada boa, R$ 99 a diária para o casal, quarto amplo, bom atendimento, café da manhã simples mas variado, cozinha disponível para uso dos hóspedes (há um supermercado a uma quadra), wi-fi bom. A 3 ou 4 quadras da pousada existem algumas opções de restaurantes, de diferentes faixas de preço, e lojas de artesanato para compra de souvenirs.

Já era final de tarde, e depois de fazer umas compras no supermercado, fomos à Usina de Itaipu para assistir à Iluminação da Barragem. No TTU pegamos o ônibus 102, mas há mais 1 ou 2 linhas que levam para lá. Eu já havia comprado pela Internet as entradas (http://www.turismoitaipu.com.br) , R$ 15 por cabeça, levei o comprovante impresso e troquei na bilheteria pelos ingressos (é preciso apresentar um documento com foto para fazer a troca).

As pessoas que vão sem meio de transporte próprio embarcam em ônibus de dois andares para serem levados até a barragem, e atrás desses ônibus vai um comboio de ônibus e vans de turismo e carros particulares.

Chegando, todos descem e se dirigem a uma espécie de arquibancada, de onde se vê o vulto gigantesco da barragem, ainda no escuro. Após um rápido vídeo sobre a Usina, começa a iluminação, que vai sendo ligada parte por parte, ao som de música clássica, até que toda a barragem esteja iluminada. É muito bonito, e o tamanho dela é impressionante! Depois de um tempinho ali, todos embarcam novamente nos ônibus para passar pelo caminho bem em frente à barragem. Aqui não se desce, se vê só de passagem, recomendo sentar do lado direito onde a visão é melhor. Na volta, à medida que vamos nos afastando, a iluminação vai desligando, e acaba o tour.

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Pegamos o mesmo ônibus da vinda para voltar, o ponto fica bem em frente à entrada da Usina.

Jantamos no restaurante Aroma do Tempero (Av República Argentina, 814), a uma quadra do TTU, buffet de comida bem simples, R$ 17 por pessoa, foi suficiente para matar a fome e encerrar o dia.

 

 

2º dia

 

O plano era ir no Parque das Cataratas do lado brasileiro. Durante a noite choveu muito, acordei algumas vezes e caía muita água, e eu pensava “será que vamos conseguir sair da pousada?”. Enquanto tomávamos café-da-manhã continuava chovendo forte, aí achamos melhor adiar a ida ao Parque e ir para Ciudad del Este.

Em frente ao TTU (do lado de fora, do outro lado da rua) passa o ônibus “Ciudad del Este”, passagem R$ 4,50. A Ponte da Amizade não fica longe, mas o trânsito estava muito engarrafado. Esse ônibus atravessa a Ponte e deixa em Ciudad mesmo, mas como estava muito trancado, descemos antes e fomos caminhando, junto com uma horda de milhares de pessoas que também tiveram a ideia de fazer suas compras nesse dia.

Ciudad del Este é uma loucura :shock: ! Sério, é muita gente! Muita gente vendendo, muita gente comprando, gente, gente, gente. Queríamos comprar uma câmera digital, e já sabíamos o modelo que queríamos e algumas lojas onde poderíamos encontrá-la. É legal de dar uma pesquisada no site http://www.comprasparaguai.com.br para ter uma noção prévia. Levei um mapinha impresso do Google Maps com a localização das lojas, na primeira não tinha mais a câmera, mas na segunda achamos. Eu queria ainda comprar umas coisinhas, mas cada loja tinha tanta fila, e tanta gente, e como ainda iríamos no Duty Free de Puerto Iguazu no dia da visita ao Parque Argentino, desistimos. Nessa função de andar, procurar lojas, olhar produtos, foi-se a manhã. Entramos no Shopping del Este, bem ao lado da Ponte, e procuramos um lugar para almoçar. Lógico que todos os restaurantes e lancherias tinham filas enormes. Pedimos umas esfihas no Ali Babá, e enquanto elas não vinham ficamos tomando uma Budweiser de litro bem gelada (8 esfihas mais a ceva deu R$ 26,00). Depois de comer, atravessamos a pé a ponte de novo, os fiscais da aduana mal olhavam o conteúdo de quem tinha sacolas grandes, e mandavam um ou outro que estivesse mais carregado mostrar as suas mercadorias. A gente tinha colocado a câmera na mochila e nem olharam pra nossa cara. Pegamos o ônibus no lado brasileiro (parada a alguns metros à frente depois de passar a aduana). Não me lembro o número do ônibus, mas ia para o TTU.

Ao longo do dia a chuva foi diminuindo e a essa altura já tinha parado, aproveitamos para ir direto para o Parque das Aves (http://www.parquedasaves.com.br). No TTU trocamos de ônibus (não é preciso pagar uma segunda passagem), pegamos o 120, o mesmo que leva para as Cataratas deixa em frente ao Parque das Aves. Entrada do Parque R$ 20 por pessoa.

O Parque é muito legal, especialmente os viveiros onde podemos entrar e andar literalmente entre as aves, que estão soltas ali. Também é possível entrar no viveiro das borboletas, algumas pousam nas roupas e até nas mãos das pessoas, adorei (adoro borboletas!). Ficamos pouco mais de duas horas lá dentro, olhando todos os viveiros e gaiolas com calma, curtindo bem. É uma ótima opção para combinar com uma ida ao Parque Nacional das Cataratas, porque é bem pertinho e pelo tempo que toma.

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Voltamos para a Pousada já era umas 18h. Para jantar fomos na Churrascaria do Gaúcho (Rua Tarobá, 632), também a uma quadra do TTU. R$ 28,00 por pessoa o rodízio de carnes, muito bom pelo preço cobrado. Variedade razoável de carnes, todas com temperinho bem gostoso, e um bom bufê de pratos quentes, saladas e sobremesas.

E foi-se o segundo dia.

 

3º DIA

 

Dia de ir ao Parque das Cataratas no lado Argentino (http://www.iguazuargentina.com). O ônibus “Puerto Iguazu” sai do lado do TTU (fora dele), R$ 4,00 a passagem.

Ao atravessar a ponte Brasil-Argentina, já tinha uma fila enorme de carros e ônibus para passar pela aduana. Pois o nosso motorista não pensou duas vezes: pegou o acostamento da contramão (sim, isso mesmo, o acostamento da contramão) e foi-se embora ::ahhhh:: ! Todo mundo dentro do ônibus se olhando e perguntando “Ele está no acostamento? Na contramão?”, e rapidinho ele chegou no posto de controle! Esses argentinos são doidos...

Todos tem que descer e passar pelo controle da migração, com passaporte ou carteira de identidade. Depois desse controle, todos embarcam novamente no ônibus e seguem até Puerto Iguazu. Lá, é só atravessar a rua e pegar o ônibus “Cataratas”. Este custa 35 pesos argentinos, falamos com um outro casal que estava ali esperando e rachamos um táxi, deu R$ 15 para cada um, um pouquinho a mais do que o bus.

Tivemos a preocupação de levar pesos argentinos, tínhamos lido relatos de pessoas que chegaram lá no Parque e não conseguiram comprar a entrada porque eles não aceitam outras moedas. No fim das contas, a bilheteria do Parque só aceita pesos, mas tem uma casa de câmbio ali ao lado (com uma fila considerável, claro). O casal que foi conosco no táxi trocou com o taxista, 3 pesos por cada real. Tínhamos comprado em Porto Alegre a R$ 0,38 por peso, mas tudo bem, sempre tem aquelas histórias de notas falsas e etc, não me importo de gastar um pouquinho a mais e ter tranquilidade, ou para evitar de perder tempo em fila de casa de câmbio.

A entrada do Parque é de 115 pesos para brasileiros. Ao entrar, dá para pegar o trenzinho que leva à Estação Cataratas, de onde saem as trilhas Superior e Inferior, ou à Estação Garganta del Diablo, ou ainda ir a pé mesmo até o início das trilhas, dá menos de 10 minutos. Na compra do bilhete é fornecido um mapinha do Parque, e as trilhas são muito bem sinalizadas. Aliás, toda a estrutura é ótima, trilhas em boas condições, sanitários, lancherias, posto de primeiros socorros... tudo ótimo.

Em menos de 5 minutos dentro do Parque já avistamos o primeiro quati! Ah, que bonitinho! Eles estão muito acostumados com as pessoas, mas há dezenas de placas alertando para não alimentá-los e não tocá-los, pois afinal de contas são animais não domesticados e tem unhas e dentes afiados! As placas tem fotos de ferimentos sofridos por pessoas, para alertar mesmo!

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Começamos pela trilha superior, não é longa e já dá as primeiras visões das Cataratas, que já são impressionantes.

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Depois, rumo à trilha inferior. Essa é mais longa, mas leva a pontos onde as vistas são ainda melhores.

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Lá embaixo, pegamos um barquinho que atravessa para a Isla San Martin. Na ilha, sentamos e comemos os sanduíches que tínhamos levado. Além de ser mais barato, os lugares que vendem lanches no Parque não oferecem a vista que tínhamos das quedas d'água durante nosso “pic-nic”.

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Seguimos para as trilhas da Isla, que levam a outros mirantes deslumbrantes.

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Terminado o circuito inferior, voltamos até a Estação do Trem para finalmente ir à Garganta del Diablo. Aproveitamos para descansar um pouquinho as pernas, depois de todas essa trilhas.

O acesso ao mirante da Garganta é todo sobre passarelas. Finalmente lá, é indescritível. O mirante é bem à beira de uma queda d'água, com todo aquele volume, a força das quedas, o vapor que sobe e que mal deixa ver o fundo, e ainda, algumas borboletas que ficam sobrevoando para complementar, formam um cenário mais do que maravilhoso.

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Depois de ficar um tempão ali curtindo, voltamos para pegar o trenzinho e ir embora. Entramos no Parque cerca de 10h, e quando saímos eram quase 18h. Para quem gosta de fazer trilhas, é fácil de ir um dia inteirinho como nós fizemos. E para quem não gosta ou não pode, percorrer as trilhas mais simples já é uma experiência única, vi vários cadeirantes, idosos de bengala andando bem devagarinho e pessoas com carrinho de bebê aproveitando.

Pegamos o ônibus “Cataratas” bem em frente ao Parque, 35 pesos argentinos, até Puerto Iguazu (passa também bem em frente ao Ice Bar, para quem pretende visitá-lo, icebariguazu.com). Após, ônibus Puerto Iguazu, mas ao invés de irmos até o TTU, descemos na aduana (novamente o trâmite da migração), e fomos no Duty Free Puerto Iguazu. O slogan dele é “o maior duty free do mundo”, e acho que em espaço físico até pode ser, mas em variedade de produtos não. Pelo menos para quem já foi a Rivera (fronteira com Santana do Livramento, destino de compras da gauchada), onde diversas lojas das maiores, tipo Sineriz, tem uma variedade maior. As coisas que deixei de comprar em Ciudad del Este acabei não encontrando aqui, e fiquem sem! Paciência. Mas uma caixinha de vinhos veio ::otemo:: ! Para voltar, já eram 21h e não havia mais ônibus, pegamos um táxi que nos cobrou R$ 60 e nos deixou em frente à Pousada.

Jantamos no Seu Bar (Avenida Brasil, 132, também pertinho da Pousada e do TTU). Buffet, R$ 13 por pessoa. Tinha opção de pratos à la carte, mas o buffet era bem o que queríamos, uma comidinha simples e sem demora, para ir embora e descansar para o dia seguinte.

 

4º DIA

 

Nosso voo era às 15h30min. O plano inicial era ir a Ciudad del Este, mas com a função da chuva do segundo dia, acabamos trocando, e restou o lado brasileiro das Cataratas. No fim das contas ficou muito bom, pela proximidade Aeroporto / Parque Nacional. Deixamos a mala no locker (ou malex) do Aeroporto por R$ 15, e fomos para o Parque, que fica a uns 5 minutinhos de ônibus.

As entradas tinham sido compradas pela internet (http://www.cataratasdoiguacu.com.br), R$ 29,20 para brasileiros. Duas vantagens: 1º a fila para trocar o voucher pelos ingressos é muito menor do que a para comprar na hora; 2º o dia escolhido para visita na hora da compra pode ser alterado, porque o voucher é válido por até 60 dias. Isso pra nós foi perfeito, deu flexibilidade para alterar nosso roteiro inicialmente previsto.

Um ônibus leva os visitantes, assim como o trem leva no lado argentino. Descemos no ponto onde iniciam as trilhas das Cataratas. Logo em frente, já tem um mirante de onde se vê as Cataratas que visitamos no lado argentino.

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Aqui, assim como descem vários visitantes do ônibus, vêm vários quatis querendo ver se rola algo para comer. Depois de vários avisos para não alimentar e até mesmo para não deixar abertas as bolsas e tomar cuidado ao consumir algo, uma mulher colocou sua bolsa aberta no chão enquanto tirava fotografias. Não demorou nada para um quati roubar um sanduíche da bolsa dela! Um cara viu e levantou a bolsa, e o quati foi junto, pendurado, mas conseguiu pegar o sanduíche e fugir. Rimos muito daquela cena, como é que ela foi deixar a bolsa aberta no chão com comida dentro? E ela ficou lá gritando “ele roubou o lanche do meu filho!”... ::lol4::

Seguindo pela trilha, há vários pontos com visão para as Cataratas. A gente vai indo, curtindo, olhando a paisagem, tirando fotos... tudo de bom. Chegando na parte das passarelas sobre as quedas d'água, eles vendem capas de chuva a R$ 9 (fora do Parque tinham pessoas vendendo a R$ 5), nós tínhamos levado as nossas. Realmente molha! O vapor d'água é muito forte, quem não quiser usar capa vai ficar molhado mesmo. Muito cuidado também com equipamentos eletrônicos. Mas é lindo demais! Chega a dar uma vertigem olhar para baixo exatamente sobre as quedas.

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Saindo dessas passarelas tinha uma fila para pegar um elevador panorâmico, e ao lado tinha uma trilha que subia. Seguimos pela trilha, não é uma subida puxada, e chegando lá em cima dá no mesmo lugar pra onde leva o elevador. A vista é sensacional, só é dispensável ficar numa fila enorme para pegar o elevador (brasileiro adora uma fila!), a não ser pessoas com problemas para subir escadas.

No meio do caminho, antes desse mirante do elevador, resolvemos parar para fazer nosso lanche. Olhamos bem nos arredores, verificando se não tinha nenhum quati gatuno. Tudo limpo! Comemos nossos sanduíches tranquilamente, e a sacola com o sanduíche que sobrou ficou em cima do banco, entre nós dois, que estávamos bem juntinhos. Dali a pouco não é que um quati se enfiou ali por trás de nós e já ia puxando a sacolinha? O Rodrigo foi muito rápido e puxou de volta, e eu vendo aquelas unhas bem pertinho da minha perna, lembrei dos cartazes das pessoas machucadas por quatis e dei um grito! O bicho rasgou a sacola, mas salvamos o lanche! Não satisfeito, ele tentou puxar a mochila, era ele de um lado e eu do outro! Isso foi castigo por termos dado risada da mulher que contei antes. ::tchann::

Enfim, ficamos no Parque aproximadamente das 09:30 às 13:30, isso sem fazer nenhuma das atividades pagas à parte, como por exemplo o Macuco Safari. Estávamos na dúvida se faríamos esse, e como acabamos indo no dia do voo e o tempo ficou limitado, não fizemos. Mas foi muito proveitoso e muito bom de qualquer forma, não fez falta.

Respondendo àquela pergunta que todo mundo faz: qual lado é melhor, o brasileiro ou o argentino? Os dois são maravilhosos, um complementa o outro. O lugar por onde se passa em um, se avista do outro, e assim temos uma compreensão mais completa do conjunto das Cataratas. Ambos tem ótima estrutura de apoio aos visitantes, e acessibilidade para quem tem problemas de locomoção. Depois de conhecer os dois, não consigo imaginar ir a um só!

Hora de ir embora. O aeroporto é pequeno, e tudo que os passageiros levam passa por um raio-x antes de fazer o check-in. Tudo: malas e bagagens de mão. É bom não deixar para chegar muito em cima da hora do voo, vi um cara no telefone falando que tinha perdido o seu. Para entrar para a sala de embarque ainda tem o raio-x de bagagem de mão de praxe.

E assim foi nosso feriadão, muito bem aproveitado em um lugar maravilhoso que queríamos muito conhecer!

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Helen, que coincidência te encontrar por aqui!

Vou para Foz nesse final de semana e estou lendo alguns relatos pra me situar. O teu está muito bom, esclareceu várias dúvidas!

 

Vou tomar cuidado com os quatis! :D

 

Abraço!

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      https://www.instagram.com/viajandomais_/
       
       





    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
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      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       

    • Por brunocsl
      Por Lid Costa
      Fala viajante, tudo bem? Você sabia que Foz do Iguaçu é um dos destinos mais turísticos da região Sul?! Pois é, eu passei alguns dias lá e no post de hoje vou compartilhar com você o que fazer em Foz do Iguaçu em 4 dias. São 10 programas imperdíveis para você curtir a cidade!
      Foz do Iguaçu está localizada no estado do Paraná, bem na fronteira com o Paraguai e a Argentina. A maioria das pessoas a conhece por causa das Cataratas do Iguaçu, mas lá tem muito mais coisa pra fazer além das Cataratas.
      # Como chegar em Foz do Iguaçu
      Você pode chegar de carro, ônibus ou avião. Eu estava em Curitiba e fui para Foz de carona, pois a passagem aérea e a de ônibus estavam bem caras. Dessa forma, procurei no site do Bla Bla Car uma carona, que saiu a metade do preço do ônibus. Foram 640 km percorridos em 8 horas.
       
      Leia o post completo em https://partiuviajarblog.com.br/o-que-fazer-em-foz-do-iguacu-em-4-dias/
       

    • Por RoxaneOliveira
      Olá, pessoal!
      Alguém que tenha ido para Jujuy partindo de Foz do Iguaçu de ônibus pode me informar a viabilidade do Seguinte roteiro?
      19/06 - 23h (Véspera de Corpus Christi)  
      ✈️Chegada a Foz do Iguaçu para dormir;
      20/06 - Cataratas Brasil;
      21/06 - Cataratas Argentina;
      22/06 - Parque das Aves e outro passeio não definido;
      23/06 - partindo de CDE para Encarnación (Ruínas San Ignacio);
      24/06 - Encarnación x Asunción (aproveitar o entardecer;
      25/06 - Asunción;
      26/06 - Rumo à fronteira da Argentina e depois Corrientes. 15h 🚍;
      27/06 - Corrientes x Jujuy 🚆;
      28/06 - Jujuy x Tilcara, curtir o vilarejo;
      29/06 - passeio para Salina Grande;
      30/06 - Passeio para Montanha de Siete Colores;
      01/07 - Passeio para Quebrada;
      02/07 - passeio para Salta;
      03/07 - Saída cedo para Puerto Iguazu 30h de Viagem 🚌
      04/07 - Retorno para Foz do Iguaçu e partida para o Rio ✈️
      Sei que não é o suficiente e que faltaria muitas coisas, mas gostaria de saber se o essencial já atende. Foto para chamar a atenção e interessados 😂😂😂



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