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Jonas.Schwertner

Alemanha - Cidades Interessantes

Posts Recomendados

[align=justify][t1]Quedlinburg[/t1]

 

Há dez anos, Quedlinburg no Estado da Saxônia-Anhalt entrou na lista dos patrimônios da humanidade, elaborada pela Unesco. A cidade teve sorte. Durante uma certa época, alguns dos seus inúmeros monumentos estiveram ameaçados de demolição.

É como num álbum de fotografias - pitorescas casas de enxaimel, fachadas ricamente decoradas, vielas estreitas e um devaneante emaranhado de telhados pontiagudos e torres. A cidade de Quedlinburg é por inteiro uma atração turística. Em cerca de 80 hectares estão concentradas 1300 casas de enxaimel de oito séculos. Essa silhueta urbana histórica ímpar foi reconhecida pela Unesco, em 17 de dezembro de 1994, como patrimônio cultural da humanidade, sendo incluída na lista dos monumentos que devem ser preservados.

 

[t3]Cidade medieval[/t3]

 

"O bairro histórico de Quedlinburg é um exemplo extraordinário de cidade medieval européia", foi como a Unesco justificou na época sua inclusão na lista dos patrimônios da humanidade. A igreja de São Servatius, com os túmulos do primeiro rei alemão, Henrique I, e de sua esposa, Mathilde, e o tesouro da catedral, é uma obra-prima arquitetônica do estilo românico. Com quase 24 mil habitantes, Quedlinburg é um dos maiores monumentos da Alemanha. No seu centro histórico, mais de 800 construções também são consideradas, isoladamente, como monumentos.

Na época da Alemanha Oriental, as fachadas decorativas de Quedlinburg começaram a ruir. O cuidado com os prédios foi negligenciado, chegou-se a planejar até mesmo a sua demolição. Mas desde 1990, a cidade está sendo saneada. Segundo a Unesco, os custos poderão ser da ordem de 640 milhões de euros. O maior problema é representado pela colina Schlossberg. A íngreme rocha de arenito, sobre a qual está a igreja de São Servatius com o seu tesouro milenar e o castelo renascentista, pode desabar, pois foi escavada por veios subterrâneos de água.

O Vitral de Quedlinburg A etiqueta de patrimônio da humanidade atrai turistas para a cidade da região do Harz. Lá existem muitas atrações. Na Casa de Klopstock, ao pé da colina Schlossberg, nasceu o poeta Friedrich Gottlieb Klopstock (1724-1803). Ela abriga hoje um museu. Ao lado, o interessado em arte pode visitar a Galeria Feininger, que expõe as obras expressionistas de Lyonel Feininger (1871-1956). Também o Museu do Enxaimel e o Museu dos Vitrais despertam grande interesse dos visitantes. Inúmeros ateliês artísticos e artesanais completam a oferta turística da cidade.[/align]

 

 

[creditos]Fonte:Deutsche welle

Pesquisa:Schwertner

Edição:Joycebandi e Maurocuritiba[/creditos]

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[align=justify][t1]Tübingen[/t1]

 

A frase "Tübingen não tem universidade, Tübingen é uma universidade" caracteriza não só sua história como também seu presente: um quarto dos cerca de 84 mil moradores da cidade é estudante. Tübingen é a cidade alemã com a maior densidade de estudantes do país. A universidade foi fundada em 1477 sob o lema "Attempto", do latim, que significa "eu ouso".

O imponente castelo renascentista Hohentübingen, que ainda hoje abriga parte da universidade, domina o panorama da cidade. Abaixo do castelo está a Fundação Evangélica, uma construção não menos impressionante, que data de 1536. Renomados poetas e pensadores alemães têm seus nomes ligados à Fundação: o astrônomo Johannes Kepler estudou ali a partir de 1587. Os poetas Friedrich Hölderlin, Wilhelm Hauff e Eduard Mörike, bem como os filósofos Georg W.F. Hegel e Friedrich Wilhelm Schelling também foram alunos dessa instituição.

A parte antiga de Tübingen é tão idílica que cabe perguntar se ali vivem realmente pessoas, ou esse cenário não passa de um refinado projeto de museu intitulado "antiga e honrosa cidade universitária". Na verdade, parece que o tempo parou em Tübingen, de tão provinciana e tranqüila que é a cidade. Já há 150 anos os professores se referiam à cidade como "um vilarejo universitário". De certa forma é assim até hoje.

Seguramente o fato de tantos estudantes se deslocarem à pequena cidade às margens do Rio Neckar se deve à especial atmosfera de Tübingen, que se mantém praticamente inalterada há 500 anos. Com suas ruelas tortuosas, estreitas e íngremes e as pitorescas casas de enxaimel, Tübingen é a quinta-essência da cidade romântica alemã. A paisagem mais fotografada de Tübingen é, com certeza, a margem do Neckar, com suas fileiras de frontões e a Torre de Hölderlin, onde o genial poeta, que perdeu a razão, viveu seus últimos anos.

Na periferia sul, entretanto, começa o futuro em contraposição ao cartão-postal idílico de Tübingen. Antigos quartéis deram lugar a um bairro novo, com construções futuristas de vidro e metal, formando um complexo de moradias, lojas e escritórios. Uma atmosfera de cidade grande nas aforas do "vilarejo".

 

Os moradores de Tübingen vivem a tradição de uma maneira bem natural: vão ao cinema pelas ruelas por onde andaram Hegel e Hörderlin; discutem sobre o cotidiano atual em prédios históricos, usando as mesas em que gerações de estudantes gravaram seus nomes; ensinam e estudam em faculdades onde os grandes "crânios" de Tübingen fizeram história nas ciências. Tudo isto contribui para o mito de Tübingen.

A Faculdade de Medicina, berço das ciências experimentais, sempre ocupou um lugar de destaque. A primeira Faculdade de Ciências Naturais em uma universidade alemã foi fundada em Tübingen,em 1863. Hoje os institutos especializados em pesquisa e tecnologia médicas situam-se entre os primeiros do mundo. Mas a universidade também deve seu renome à tradição de suas faculdades de Filosofia e Teologia.

O professor de Teologia Hans Küng criou em Tübingen a renomada Fundação da Ética Mundial (Weltethos Stiftung) O castelo Hohentübingen, que pertence a Universidade desde 1816, abriga os mais diversos institutos. Ali egiptólogos se cruzam com estudiosos do Oriente, arqueólogos, etnólogos ou especialistas em pré-história.

A Universidade de Tübingen cultiva há muito tempo um intenso contato com escolas superiores estrangeiras. Atualmente há mais de 100 acordos de cooperação com universidades de 35 países, inclusive o Brasil. Nos últimos 20 anos foram intensificados os contatos com universidades e escolas norte-americanas. Cerca de 10% dos universitários de Tübingen são estrangeiros.

 

O dia-a-dia em Tübingen é tão tranquilo quanto as águas do Rio Neckar, que atravessa a cidade. Grande parte da cidade velha é um calçadão, sendo proibido o trânsito de veículos. Não há barulho de automóveis, nem buzinas quebrando o idílio medieval. No verão, os estudantes se encontram na pequena ilha fluvial do Neckar ou nos vários cafés do centro histórico para ler ou bater um papo. Em Tübingen, nada fica muito distante, as salas de aula e os bares estão bem próximos.

Tübingen é uma cidadezinha acolhedora, onde todos se sentem em casa. Ao contrário das grandes metrópoles, conhecidos encontram-se pelas ruas a toda hora. O ponto de encontro favorito é a Marktplatz (Praça do Mercado), o coração da cidade. Lá vão parar obrigatoriamente os milhares de turistas que a pitoresca cidade atrai todos os anos.

O que chama a atenção dos turistas não passa de monótono e provinciano para os moradores. Em nenhum lugar da cidade, por exemplo, há uma grande loja de departamentos. No final de semana, a cidade parece morta. Já na sexta à tarde, depois da última aula, muitos estudantes saem de Tübingen. Também durante o período de férias são os turistas que dão vida à cidade. Duas vezes por ano, no entanto, Tübingen fica realmente agitada.

 

O quadro intitulado 'Tübingen' do expressionista Erich Heckel Desde 1956 acontece, em junho, a grande corrida de canoa. Seus condutores dão impulso às embarcações longas e estreitas com grandes varas, que são fincadas no fundo do rio. Cerca de 40 equipes, com nomes estranhos como "defuntos da água", disputam este campeonato. A equipe vencedora recebe 200 litros de cerveja como prêmio. A perdedora tem que ingerir 3 litros de óleo de fígado de bacalhau. Nesta corrida estão sempre presentes os membros das corporações estudantis, que tanto em Tübingen como em outras cidades universitárias tradicionais (Freiburg, Göttingen e Heidelberg), desempenham um papel importante.

O segundo grande evento é o Festival Brasileiro, em julho. É o maior festival de música do gênero na Europa, que atrai multidões à Marktplatz da cidade.

No mais, quem sente necessidade de se recuperar de tanta tranqüilidade e respirar ares de cidade grande, não precisa ir muito longe: Stuttgart fica a apenas 40 quilômetros.[/align]

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[align=justify][t1]Heidelberg[/t1]

 

Heidelberg, a antiga cidade universitária à beira do Rio Neckar, é uma das atrações alemãs mais conhecidas no exterior. Os turistas não se cansam de admirar o castelo e suas ruínas, a ponte medieval e as estreitas ruelas do centro com seu "flair" inigualável.

Romantismo, teu nome é Heidelberg! Todos os anos, multidões de turistas invadem a bela cidade situada ao sul de Frankfurt, que em janeiro de 2004 foi proposta perante a Unesco para integrar o patrimônio da humanidade. Em meio à confusão das línguas, os olhos não sabem onde se deter e as câmaras fotográficas clicam avidamente para reter tanta beleza.

No alto, destaca-se uma das ruínas mais fotografadas da Alemanha: o Castelo de Heidelberg, em que residiu durante cinco séculos a dinastia de Wittelsbach. Um de seus príncipes fundou a universidade em 1386. Outro introduziu a Reforma protestante, que culminou na Guerra dos Trinta Anos, quando castelo e cidade foram destruídos pela primeira vez.

Com seus tijolinhos vermelhos em estilo inglês, o castelo fora ampliado por Frederico V, cuja esposa era Elisabeth Stuart, filha do rei da Inglaterra. Foi ela que mandou construir o magnífico jardim Hortus Palatinus, uma das atrações da cidade. Reconstruído pelo filho de ambos, o castelo foi novamente destruído durante a invasão das tropas francesas.

Com essa história movimentada, não é de se admirar que, apesar do interior gótico, o "salão real" date de 1934. Ele hoje é utilizado para banquetes e bailes. Durante os festivais de verão é o pátio do castelo que se transforma em palco de apresentações teatrais. Ele é também o local ideal para a encenação do musical The Student Prince in Old Heidelberg, que Ernst Lubitsch filmou em 1927, imortalizando a cidade em Hollywood.

O príncipe, no caso, foi mais um a perder o coração às margens do Neckar, cujas águas deslizam por baixo da idílica ponte de pedras. Ela data do século 18 e é também um dos motivos de cartão-postal de Heidelberg. Do lado que dá para a cidade, a ponte desemboca num portão medieval, parte da antiga muralha de defesa.

Universidade Antiga 'Universitária por excelência - um de cada cinco habitantes estuda na universidade" , Heidelberg tem muitos cafés, restaurantes e locais para se passar bons momentos de lazer. Sua parte antiga bem conservada por ter sido poupada dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial tem uma localização pitoresca, num vale no sopé da cadeia montanhosa Oderwald.

O clima moderado é ideal para os vinhedos e a plantação de aspargos. Em Heidelberg, há uma confluência única de história e natureza, de vida intelectual e prazeres da vida.

Muitas personalidades de destaque viveram ou passaram uma temporada na cidade. Poetas e escritores de renome viveram ali momentos de inspiração. Goethe, Brentano e Eichendorff foram alguns dos grandes da literatura alemã a percorrer o Caminho dos Filósofos, um dos mais belos roteiros de promenade da Europa.

Ao caminhante que chega ao topo da montanha, descortina-se um panorama inesquecível com a cidade antiga, o rio, o castelo, o verde da paisagem. Com bom tempo, pode-se enxergar até as primeiras árvores da Floresta Negra.

As redondezas também merecem ser exploradas. A poucos quilômetros, por exemplo, está o Castelo de Schwetzingen, que serviu de residência de verão aos príncipes eleitores do Palatinado no século 18. Os visitantes podem percorrer 40 quartos do castelo. Mas é seu parque de 73 hectares que mais atrai a atenção, com arcadas, templos e até uma mesquita que Carlos Teodoro mandou construir.

Se naquela época a decoração oriental estava em moda, hoje é a vez do golfe. O clube St. Leon-Rot goza de reputação mundial, e não somente depois que Tiger Woods ganhou ali duas vezes o torneio SAP Open.[/align]

 

Deutsch Welle

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[align=justify][t1]Magdeburg[/t1]

 

Cidades do Leste alemão, que sofrem com alto desemprego e poucas perspectivas de melhoria, usam a criatividade para sair da crise que enfrentam desde a reunificação do país.

No horizonte da capital do Estado de Saxônia-Anhalt, aparece um edifício cor-de-rosa com telhado dourado. É o Palácio de Madgeburg, uma construção de 11 mil metros quadrados que está para ser concluída e é o novo investimento da cidade para atrair visitantes - e, por conseqüência, trabalho e renda.

Instalado na esquina da praça principal, cercado por um projeto paisagístico cuidadoso e marcado por colunas multicoloridas e detalhes que jamais se repetem, o edifício já está sendo chamado por alguns de "o palácio da esperança".

Para os administradores de Magdeburg, a suntuosa mais nova construção, a Grüne Zitadelle (Cidadela Verde), o último projeto do artista e ambientalista austríaco Friedensreich Hundertwasser, representa o futuro da cidade. Eles esperam que o investimento de 27 milhões de euros, que inclui não somente o palácio, mas também 55 apartamentos, um hotel, lojas e espaços para escritórios, vá atrair não apenas turistas, mas também empresários interessados em investir na cidade fundada há 1200 anos.

"É um projeto muito importante para nós", disse Ralf Steinmann, do Departamento Municipal de Turismo. "Ele nos ajuda a construir a imagem de uma cidade a ser visitada."

 

[t3]A luta[/t3]

 

Depois da queda do Muro de Berlim e da reunificação da Alemanha, políticos alemães disseram que o lado oriental se recuperaria economicamente. E investimentos não faltaram. Desde 1989, foram gastos cerca de 1 trilhão de euros em renovação de prédios, construção e restauração de estradas e modernização de fábricas. A maior parte do dinheiro empregado no projeto de reestruturação da economia da Alemanha Oriental veio do Oeste.

Mas, mesmo com prédios e estradas revitalizadas, a taxa de desemprego no Leste é o dobro do índice da Alemanha Ocidental: 20% das pessoas não têm emprego - e as perspectivas de encontrar trabalho na região são escassas. Os moradores mais jovens estão abandonando as cidades menores em busca de novas oportunidades, geralmente no Oeste. A renda per capita da Alemanha Ocidental é três vezes superior à dos habitantes do lado oriental.

E Madgeburg não é exceção. O desemprego no município é de 20%. A cidade perdeu cerca de um quinto de sua população de 230 mil habitantes nos últimos 15 anos. A renda per capita do Estado de Saxônia-Anhalt, do qual Madgeburg é capital, é de 17,5 mil euros por ano. Berlim, a cidade mais rica na região Leste do país, tem renda per capita anual de 22,8 mil euros. Na Alemanha, a renda média é de 36 mil euros, segundo o Banco Mundial.

Entretanto, o Leste não é feito somente de más notícias. Cidades como Leipzig e Dresden conseguiram atrair investidores do lado ocidental e estão criando empregos: a BMW abriu uma fábrica em Leipzig, o que criou milhares de postos de trabalho para o município. Uma fábrica de semicondutores vai ser aberta no ano que vem em Dresden, trazendo mais empregos à única cidade da ex-Alemanha Oriental em que a população está crescendo. São os exemplos que Madgeburg pretende seguir.

Madgeburg abriga a mais antiga catedral gótica do país, erguida pelo imperador Otto I, no ano 955. Seis séculos mais tarde, o protestante Martinho Lutero começou suas pregrações pela cidade. Mas, apesar de uma longa e distinta história, muitas das riquezas da cidade foram destruídas na Segunda Guerra Mundial. Mais de 90% da região central do município, incluindo a maioria dos edifícios históricos, foram arrasados pelas bombas dos Aliados.

Leia na página seguinte como a cidade se livrou do típico estereótipo comunista e veja mais detalhes do polêmico projeto de Hundertwasser.

Durante a era comunista, a cidade se tornou um importante centro de indústria pesada, especialmente na área de máquinas. Mas os prédios construídos após a Segunda Guerra Mundial na cidade antes considerada um símbolo alemão reduziram o cenário de Madgeburg ao típico estereótipo comunista: grandes e taciturnas estruturas de concreto intercaladas a algumas semidestruídas construções em estilo gótico e barroco.

Depois da reunificação, o governo começou a desativar as fábricas e a renovar e reconstruir a cidade, destruindo alguns dos prédios da era comunista, erguendo edifícios novos e revitalizando marcos históricos remanescentes. Um depósito russo de armas e munições foi transformado em parque municipal, o que motivou a criação de um festival nacional. A Universidade Otto von Guericke foi fundada em 1993, com a intenção de incentivar os jovens a permanecer em Madgeburg.

Atualmente, os administradores da cidade esperam que o crescimento dos setores de biotecnologia e da produção de máquinas, bem como o novo prédio erguido no centro da cidade, ajudem Madgeburg a encontrar o caminho de desenvolvimento que procura há mais de 15 anos.

 

[t3]Projeto Ousado[/t3]

 

O projeto do "palácio da esperança" começou por acaso. O artista austríaco Friedensreich Hundertwasser foi convidado a redesenhar um prédio de apartamentos que seguia o "estilo comunista" no início dos anos 90.

Porém, após visitar a área, Hundertwasser preferiu derrubar o edifício inteiro e erguer um suntuoso palácio cor-de-rosa. A proposta deixou os moradores de cabelo em pé. Afinal, um edifício moderno não combinaria com a praça principal de Madgeburg, marcada pelos prédios barrocos e pela histórica catedral gótica.

No horizonte, bolas douradasEntretanto, apesar dos protestos iniciais, a cidade acabou aceitando a idéia. "No início, eu era contra a construção do prédio, pois ele não parecia apropriado", afirma Gisela Opitz, que viveu por muitos anos no prédio de apartamentos onde hoje está o palácio. "Mas agora eu percebo que [o palácio] será muito bom para a nossa cidade."

Quem gosta do estilo de Hundertwasser certamente visitará a atração: não há sequer uma linha reta (o artista acreditava que elas feriam a alma humana); não há simetria ou uniformidade (ele afirmava que as pessoas precisam ser desafiadas pela variedade de formas); grama, plantas e árvores estão espalhadas por todo o edifício, inclusive no telhado (também ambientalista, Hundertwasser julgava importante aproximar as pessoas da natureza). O artista austríaco, porém, morreu sem ver seu sonho realizado, em 2000, aos 71 anos.

A administração da cidade afirma que já tem interessados para a maioria dos apartamentos e dos espaços comerciais. Eles dizem que, mesmo com o trabalho de construção ainda em andamento, cerca de 7 mil turistas visitaram o local desde maio. O número de visitantes usando o serviço de guias turísticos da cidade cresceu em 10% nos primeiros seis meses de 2005, em relação ao mesmo período do ano passado.

O projeto começou bem e especialistas em negócios dizem que este tipo de idéia pode trazer desenvolvimento comercial e investimentos para cidades em dificuldades econômicas. "Nossos clientes estão interessados em projetos 'malucos' como este", ressalta Marcus Tolle, diretor da WiSA GmbH, agência de promoção de investimentos na Saxônia-Anhalt. Segundo ele, decisões de negócio não levam em conta somente aspectos econômicos.[/align]

 

[creditos]Fonte:Deutsche Welle

Pesquisa:Schwertner

Edição:Joycebandi e Maurocuritiba[/creditos]

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[align=justify][t1]Essen[/t1]

Família Krupp, que desenvolveu a cidade a partir do século 19, e uma série de atrações turísticas oferecem ao viajante uma outra imagem do nem sempre cinzento coração industrial da Alemanha.

Uma mansão que pertenceu a uma família que exerceu papel importante na indústria alemã do aço e de armas, uma imagem desigual da Virgem Maria com o Menino Jesus e a maior sinagoga do país, que sobreviveu ao Terceiro Reich.

A antiga residência dos Krupp, o tesouro denominado Goldene Madonna, feito de folhas de ouro provavelmente por volta de 980 e o impressionante templo de judeus caracterizam a vida em Essen, uma das cidades do Vale do Ruhr.

Duisburg, Mülheim, Hagen, Oberhausen, Gelsenkirchen, Bochum, Herne, Dortmund e Hamm são os outros nove municípios que durante muito tempo fizeram funcionar o coração industrial da Alemanha, que tem como veias principais os rios Reno, Ruhr e Lippe.

Por ali, onde os barões Thyssen também se estabaleceram, vivem atualmente mais de cinco milhões de pessoas em uma área de 4,5 mil quilômetros quadrados.

Grande parte delas não está necessariamente ligada à indústria. Pelo contrário. Hoje, a região faz funcionar as suas máquinas em sistema low profile, dando ao comércio, aos serviços e ao turismo uma chance de se fundirem ao trabalho pesado numa área sem fronteiras definidas.

Essen, por exemplo, está no centro do vale e por ela passa a densa rede de ruas, rodovias e estradas de ferro que oferecem à população facilidades antes dirigidas exclusivamente às atividades de trabalhadores.

Um bom número de museus, como o Folkwang, que abriga pinturas do século 20, o Gugapark, sede de grandes espetáculos, e a Villa Hügel, às margens do Baldeneysee, um dos lagos da região, são exemplos de que a cidade também respira o ar turístico que sopra por toda a Alemanha.

A Münster, atração histórica mais importante da cidade, e que abriga a Goldene Madonna, é uma igreja gótica colegiada do século 15. É dedicada a São João, e está combinada com uma igreja principal.

No Vale do Ruhr também é possível percorrer a Rota do Patrimônio Industrial, que tem um percurso de 400 quilômetros que oferece uma viagem por 150 anos de história da industrialização.[/align]

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[align=justify][t1]Kassel[/t1]

 

Berço da Documenta, a mais importante exposição de arte conceitual do mundo, cidade celebra a história e abraça o futuro em variadas opções turísticas.

Kassel, uma das principais cidades do Estado de Hessen, é conhecida em todo o mundo por ser a sede da Documenta, a maior exposição de arte moderna do mundo. A cada cinco anos, centenas de artistas se espalham pelos museus, casas de cultura e ruas da cidade, estimulando moradores e turistas a entender, ou ao menos apreciar, pinturas, esculturas e instalações que desafiam o conceito estabelecido de arte.

Entretanto, nos intervalos da Documenta - a próxima edição acontece em 2007 -, Kassel oferece aos visitantes uma interessante fusão entre o antigo e o novo, o passado e o futuro. Baseada na variedade de seu cardápio cultural, a cidade fez campanha para ser a Capital da Cultura da Europa em 2010. Foi no entanto preterida, apesar do otimismo refletido em seu slogan "Kassel Já Ganhou".

Instalação de Marina Abramovic na Documenta de 1997. Apesar de a Documenta ser realizada somente a cada cinco anos, o turista pode ter uma prévia da maior exposição de arte moderna do mundo ao visitar a cidade. Além da Documenta-Halle, que tem uma mostra permanente de peças conceituais, dois museus - Fridericianum e Neue Galerie - são dedicados à arte moderna. Entre setembro e novembro de 2005, uma exposição celebrou os 50 anos da Documenta.

 

[t3]Alvo militar[/t3]

 

Durante a Segundaª Guerra Mundial, cerca de 90 por cento dos prédios históricos de Kassel foram destruídos. A cidade, que abrigava indústrias de tanques e demais equipamentos de guerra, foi um dos principais alvos militares no conflito.

Por isso, o centro da cidade teve de ser reconstruído - perdendo, portanto, a maior parte da arquitetura tipicamente alemã, com as estruturas de estuque. Quem quiser ter uma idéia da aparência da Kassel antiga pode, entretanto, visitar dois museus: o municipal e o da história do Estado de Hessen.

Algumas das partes reconstruídas, como os edifícios em que funciona o principal campus da Universidade de Kassel, fundada nos anos 80, foram recriados nos moldes do início do século 20. Da mesma forma, o prédio da Prefeitura também segue padrão histórico, remetendo ao estilo clássico alemão.

 

[t3]Contadores de história[/t3]

 

Estátua em frente ao Museu dos Irmãos Grimm. Kassel abriga o Museu dos Irmãos Grimm, uma casa cheia de história e estórias. Jacob e Wilhelm Grimm moraram na cidade por aproximadamente três décadas, no século 19, justamente durante o período mais produtivo de suas carreiras. Os Irmãos Grimm compilaram narrativas populares e as publicaram em forma de contos de fadas que fascinaram gerações, como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Joãozinho e Maria, A Bela Adormecida no Bosque.

O museu celebra vida e obra dos escritores. No local, os visitantes podem ler histórias e conhecer filmes, esculturas, pinturas e até um jogo de fliperama inspirado pelo trabalho dos Irmãos Grimm.

 

Entre as outras curiosidades municipais, está o Museu da Cultura Sepulcral, que apresenta peças de arte e outros objetos relacionados a tradições funerárias de várias partes do mundo. Para os interessados em história da decoração, a cidade tem os museus do Tapete e do Papel de Parede.

 

[t3]Grandes jardins[/t3]

 

Entre as áreas verdes, há dois grandes destaques. O parque Wilhemshöhe - que abriga o monumento Hércules, o castelo Löwenburg e uma estufa com variadas espécies de plantas - é um dos maiores da Europa. A Organgerie, que fica bem perto do centro de Kassel, é outro importante ponto turístico da cidade. Além de vários quilômetros de jardins e lagos, o parque abriga um museu de astronomia e um planetário.[/align]

 

Site:Kassel

 

[creditos]Fonte:Deutsch Welle

Pesquisa:Schwertner

Edição: Joycebandi e Maurocuritiba[/creditos]

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[align=justify][t1]Dachau[/t1]

 

A pequena Dachau, a poucos quilômetros de Munique, é uma das cidades alemãs mais conhecidas no exterior. Sua fama decorre, contudo, da tragédia vivida ali por judeus e opositores ao regime nazista.

Menos de dois meses depois de assumir o governo, em janeiro de 1933, Hitler mandou construir o primeiro campo de concentração. O complexo de Dachau (a pronúncia em alemão é "dárrau") foi usado primeiramente para prender adversários políticos. A partir de 1935, testemunhas de Jeová, homossexuais e presos já condenados também foram enviados ao campo.

Três anos depois, prisioneiros judeus, principalmente do oeste e do sul da Alemanha, passaram a ser transportados para Dachau. Segundo os livros de registro, 206 mil pessoas estiveram encarceradas ali durante o período da ditadura nazista.

O campo de concentração de Dachau foi também o primeiro a ser libertado pelas tropas aliadas. Em 29 de abril de 1945, soldados americanos encontraram 32 mil presos sobreviventes, em condições inteiramente desumanas.

 

[t3]Memória das vítimas[/t3]

 

Logo após a guerra, o campo começou a ser demolido. Mas decidiu-se, em seguida, que deveria ser preservado pelo menos parcialmente, sendo transformado num monumento em memória das vítimas do nazismo. Hoje, o complexo é visitado por mais de 800 mil turistas por ano.

 

Entra-se no campo por uma passagem entre fossos e altos muros, com torres de vigia e arame farpado. O roteiro da visita começa pelo museu, em cujo saguão um painel localiza os principais campos de concentração construídos pelos nazistas na Europa. A quantidade surpreende.

 

Cerca de 32 mil pessoas sobreviveram às torturas de DachauNo edifício central, que originalmente abrigava cozinha, lavanderia, armazéns e sala de torturas, hoje está instalada uma exposição que conta a história do campo: os antecedentes da implantação do Terceiro Reich; a chegada de Hitler ao poder; a perseguição dos judeus; a construção do campo de Dachau; a admissão e classificação dos presos; a vida, os castigos e os trabalhos no campo de concentração.

 

[t3]Exposição[/t3]

 

A exposição mostra os experimentos médicos feitos no campo de Dachau e o transporte de inválidos para serem mortos em câmaras de gás de outros campos. No final da mostra, pode-se ver imagens que documentam a libertação dos prisioneiros sobreviventes pelos soldados americanos.

O acervo é composto por jornais, panfletos, fotos, livros, documentos, cartas de prisioneiros, roupas e objetos diversos. Na sala de audiovisual, os visitantes podem assistir a um filme documentário sobre o período nazista e os horrores no campo de concentração de Dachau.

A escultura 'Inferno', do artista Fritz Kölle, faz parte do acervo do memorial de Dachau .Do lado externo do edifício central está o monumento às vítimas do nazismo: não só judeus, mas também adversários políticos (principalmente comunistas), sacerdotes e outros inimigos do Estado nazista. A lista oficial indica que quase 32 mil pessoas morreram no campo, mas nela não estão incluídos seis mil soldados soviéticos e centenas de presos fuzilados às vésperas da chegada das tropas americanas.

 

Do monumento pode-se caminhar até o portão de grades, na única entrada original do campo. Nele permanece ainda hoje o cínico lema dos campos de concentração nazistas: "O trabalho liberta" (Arbeit macht frei).

Muitos presos eram cedidos como mão-de-obra grátis para as indústrias da região ou para os serviços de limpeza de ruas em Dachau.

A maior parte do terreno do campo era ocupado por 30 alojamentos, duas enfermarias e uma cantina. Nenhum desses prédios foi preservado depois da guerra. Mas dois deles foram reconstruídos posteriormente para mostrar aos visitantes as condições em que viviam os prisioneiros. A área dos demais está apenas demarcada e uma foto panorâmica mostra como era o campo originalmente.

Muitos prisioneiros foram assassinados pouco antes da chegada das forças aliadas. Do outro lado do campo estão os memoriais católico, evangélico e israelita. À esquerda, chega-se aos crematórios, construídos em 1940 e 1942 para os prisioneiros mortos no campo de Dachau.

Ali também pode-se visitar as câmaras de gás disfarçadas de chuveiros coletivos, para o extermínio em massa. As câmaras de Dachau, contudo, nunca chegaram a ser usadas.

 

[t3]A cidade[/t3]

 

Após a visita ao campo de concentração, recomenda-se um passeio pelo centro da cidadezinha de Dachau. Localizada sobre um morro, nos dias de bom tempo tem-se de lá uma bela visão panorâmica dos Alpes bávaros.

 

No centro histórico da cidadezinha, a atração é o antigo palácio em estilo renascentista, construído no século 16 e que foi residência de duques e condes. No século 19, as tropas de Napoleão Bonaparte causaram grandes danos ao palácio. Das quatro alas originais, restou apenas uma, onde se encontra o cômodo mais interessante, o salão de festas, com um teto em madeira esculpida.

 

No início do século 20, antes que a tragédia marcasse a cidade, Dachau acolheu uma importante colônia de pintores impressionistas, atraídos pela beleza da paisagem ao seu redor. Várias obras desse período podem ser apreciadas hoje em museus e galerias da Baviera.[/align]

 

 

[creditos]Fonte:Deutsch Welle

Pesquisa:Schwertner

Editado por Joycebandi e Maurocuritib[/creditos]

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[align=justify][t1]Weimar[/t1]

 

O Príncipe dos Poetas marca o perfil de Weimar. A cada ano, mais de um milhão de pessoas visitam a casa onde viveu. Mas a cidade é também Bach, Schiller, Liszt, Bauhaus, a Feira da Cebola. E um campo de extermínio.

Weimar, no Estado da Turíngia, Leste alemão, deve a maior parte de sua fama a dois extremos do desempenho humano: o poeta Johann Wolfgang von Goethe e o campo de concentração de Buchenwald.

A cidade onde Johann Sebastian Bach compôs e tocou órgão entre 1708 1717, possuía no início do século 19 apenas seis mil habitantes. Entretanto, ostentava um brilho intelectual digno da Grécia antiga. Ao lado do "Príncipe dos Poetas", Goethe, seu colega Friedrich Schiller redefinia os destinos da literatura, e Carl Maria von Weber (O franco-atirador) desenvolvia a nova ópera alemã.

Atualmente contando 62 mil habitantes, ela atrai cerca de quatro milhões de turistas a cada ano. Segundo estatísticas da Secretaria de Turismo, um terço faz questão de visitar a Casa de Goethe. De seu acervo consta, ao lado de alguns escritos do poeta, sua coleção de mineralogia e objetos do século 18, a escrivaninha onde ele trabalhava - de pé!

 

Goethe, que nasceu em Frankfurt, era fã incondicional de Weimar: "Onde mais se pode achar tantas coisas boas num só local?" A cidade que é o berço do Classicismo alemão conta com um total de 14 prédios tombados pela Unesco, e sua honra mais recente é ver o Fausto II incluído entre os 100 Documentos Históricos da Humanidade. Em 1999 foi Capital Cultural da Europa. O sepulcro dos dois grandes poetas também faz parte do roteiro turístico.

Casa Hohe Pappeln, uma jóia da Bauhaus - arquiteto: Van de Velde. Outros nomes ligados à pequena cidade foram o húngaro Franz Liszt (1811-1886), diretor musical da corte, o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900) e o arquiteto Walter Gropius (1883-1969), co-fundador da Bauhaus. Sua instituição cultural mais importante é a Fundação dos Clássicos de Weimar, que mantém, além do Museu Nacional Goethe, os arquivos de Goethe, Schiller e Nietzsche, a Casa de Lizst e a Bauhaus.

Um dos principais projetos da instituição é a extensão da Biblioteca da Duquesa Anna Amalia. Esta era uma espécie de caçadora de talentos do século 18, recrutando figuras de peso cultural para adornar a fulgurante corte estabelecida por seus antepassados saxões. Schiller e Goethe estiveram entre suas "descobertas". Este último dirigiu a biblioteca durante 35 anos. Atualmente ela possui quase 100 mil publicações, 2000 manuscritos medievais, 8400 mapas históricos e 3900 anotações variadas. Em estilo barroco, trata-se de uma das bibliotecas mais bonitas da Alemanha.

 

[t3]Buchenwald[/t3]

 

Prédio principal da Universidade Bauhaus de Weimar, construído por Henry van de Velde"Tudo o que dá fama à cidade tem a ver com poetas, filósofos e estadistas", afirma Angela Jahn, porta-voz da Clássicos de Weimar. Essa é apenas parte da verdade: com o fim da República de Weimar (1919-1933), Hitler a escolheu para sede do primeiro congresso nacional do partido nazista. Os anos da Segunda Guerra Mundial marcam o lado mais tenebroso da história da cidade.

Nas colinas de Etterberg, ao norte de Weimar, ficava o campo de concentração de Buchenwald, onde pereceram cerca de 65 mil homens, mulheres e crianças. Hoje, a apenas alguns minutos de ônibus, pode-se visitar suas instalações. Um monumento às vítimas do nazismo, nas proximidades, e exposições dão uma macabra idéia do extermínio ali ocorrido. Mais impactante são o silêncio e o vazio no acampamento, onde antes estavam as precárias barracas dos prisioneiros, destruídas após a guerra.

 

 

[t3]Festa da Cebola[/t3]

 

Mas há ainda outros motivos para ir à Turíngia, além dos históricos e artísticos. A Feira da Cebola de Weimar realiza-se no início de outubro, há 300 anos. As festividades em torno do prosaico bulbo duram três dias, atraindo 350 mil visitantes por ano e culminando na eleição de uma beleza local como Rainha da Cebola.

E aqui voltamos a Goethe: ele admirava tanto as cebolas e suas propriedades nutritivas e medicinais, que decorava sua casa com elas, tendo estudado-as minuciosamente. Até hoje há numerosas plantações de cebola nos campos em volta de Weimar.[/align]

 

[creditos]Fonte:Deutsche Welle

Pesquisa:Schwertner

Editado por:Joycebandi e Maurocuritiba[/creditos]

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[align=justify][t1]Dessau[/t1]

 

 

A pacata Dessau atrai até hoje visitantes interessados na herança da Bauhaus, a primeira escola de design do mundo. Após a reunificação alemã, a cidade vem se tornando um pólo de reflexão sobre o espaço urbano.

Quem quer conhecer um pouco da herança deixada pela escola de design Bauhaus, não pode deixar de visitar Dessau. A cidade, que entre 1924 e 1932 serviu de sede para a escola, enfrenta hoje um problema comum no Leste europeu e alemão: o êxodo da população. Desde a reunificação alemã, Dessau perdeu cerca de 25% de seus habitantes.

Os que ficam, no entanto, não fazem disso um drama e acreditam que a situação pode até ser vantajosa para a cidade. A redução no número de habitantes é vista como oportunidade para eliminar espaços urbanos hoje dispensáveis, pois vazios, para criar aí, por exemplo, áreas verdes.

 

Dessau responde prontamente: "Nosso futuro é verde". Se prédios precisam ser implodidos, eliminando um total de 15 mil domicílios, os defensores da idéia de uma nova Dessau mais verde apostam no emagrecimento como saída para a cidade: menos casas, mais áreas de lazer e respeito à natureza.

A proposta é discutida pela sociedade e refletida, entre outros, pelo projeto de pesquisa e arquitetura Cidades Atrofiadas, coordenado pela Fundação Bauhaus Dessau - hoje reativada como centro acadêmico e científico voltado para questões urbanas. A Fundação oferece, inclusive, cursos e seminários a interessados de diversas áreas.

Concebido para ser desenvolvido entre 2002 e 2005, o Cidades Atrofiadas engloba 15 subprojetos, que abrangem temas como mobilidade e transformação social, espaços livres e lazer, (des)industrialização e pós-industrialização. Tudo na tentativa de descobrir as raízes do encolhimento das cidades e o efeito do fenômeno para a cultura urbana.

 

[t3]Ícones do modernismo[/t3]

 

Walter GropiusA antiga sede da Bauhaus em Dessau (aberta ao visitante) foi construída a partir de um projeto de Walter Gropius (1883-1969) em 1925-1926. A edificação é considerada um "ícone do modernismo", bem como um manifesto-síntese das idéias veiculadas pela Bauhaus na Alemanha dos anos 20. Erguida após a expulsão da escola de Weimar por razões políticas, a sede inclui uma marcenaria, uma tecelagem, uma oficina de pintura e uma tipografia.

Não apenas a antiga sede da escola, mas também o que sobrou das residências dos professores foi considerado patrimônio histórico da humanidade pela Unesco em 1996. Nessas edificações, viveram além do diretor da escola (inicialmente o próprio Gropius, autor do projeto) seis outros professores: László Moholy-Nagy, Lyonel Feininger, George Muche, Oskar Schlemmer, Wassily Kandinsky e Paul Klee.

 

[t3]Casas de mestres[/t3]

 

Essas "casas de mestres", que pareciam intercaladas umas às outras arquitetonicamente, foram em parte destruídas durante a Segunda Guerra Mundial. Do domicílio do diretor, por exemplo, sobraram apenas a garagem e o porão, sobre os quais foi construída em 1956 uma residência tradicional. A antiga casa de Moholy-Nagy desapareceu por completo e a de Feininger serviu de policlínica durante o regime comunista.

Na tentativa de preservar os registros da história, a recuperação desses prédios é uma das prioridades da administração de Dessau, que pretende concluir os trabalhos de restauração em 2006. Além da reforma da infra-estrutura dessas edificações, há uma preocupação dos arquitetos envolvidos em recuperar a pintura original.

 

[t3]Charme berlinense[/t3]

 

Mas nem só de Bauhaus vive Dessau. Alguns de seus "cantos", com imponentes edificações do início do século passado, lembram um pouco a paisagem do lado oriental de Berlim, que ainda conserva, em determinados pontos, o cinza ou o marrom nostálgicos de prédios não restaurados, ao lado de reluzentes e recém-reformadas fachadas em tom pastel.

A Bertold-Brecht-Strasse, por exemplo, é uma das ruas restauradas de forma exemplar. Entre suas atrações estão, por exemplo, o centro cultural Kiez e.V., um prédio laranja que serve ao mesmo tempo de cineclube e espaço para exposições.

 

[t3]Jardins Reais de Wörlitz[/t3]

 

E para finalizar a visita a Dessau, nada mais agradável que conhecer os Jardins Reais de Wörlitz, um exemplar interessantíssimo de paisagismo planejado durante o Iluminismo no século 18. Em estilo inglês, o complexo foi construído com os propósitos de unir beleza e utilidade.

No projeto paisagístico dos jardins - hoje considerados patrimônio histórico da humanidade pela Unesco - foram levados em consideração aspectos não apenas econômicos ou estéticos, mas também e principalmente os ideais de formação que guiaram "o século das luzes".[/align]

 

Site:http://www.dessau.de

 

[creditos]Fonte:Deutsche Welle

Pesquisa:Schwertner

Editado por:Joycebandie Maurocuritiba[/creditos]

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[align=justify][t1]Bremen[/t1]

 

A Cidade Hanseática Livre de Bremen é, após San Marino, a segunda mais antiga cidade-república do mundo. É formada pelos municípios de Bremen (543 mil habitantes) e de Bremerhaven (125 mil habitantes), localizados às margens do Weser e distantes 65 quilômetros um do outro. Entre as duas cidades, encontram-se territórios da Baixa Saxônia.

Citada pela primeira vez em documento de 782 e dotada de direitos civis de cidade desde 1186, Bremen aderiu à Liga Hanseática em 1358. Com a construção da prefeitura em 1405 e da estátua de Rolando um ano antes, a cidade demonstrou sua pretensão de autonomia. Em 1646, Bremen foi elevada à categoria de cidade livre do Império e, desde 1806, denomina-se Cidade Hanseática Livre. Bremerhaven foi fundada em 1827, sendo elevada a cidade em 1851. O Parlamento estadual tem a tradicional designação de Bremische Bürgerschaft, o governo estadual chama-se Senado e o presidente desse órgão é o ministro-presidente (governador) do Estado.

Os portos e a navegação marítima, as relações comerciais internacionais e produtos de primeira qualidade de indústrias altamente modernas são os fundamentos da vida econômica de Bremen. O terminal de contêineres de Bremerhaven é o maior centro de transbordo do gênero na Europa. Quase dez mil navios ligam Bremen e Bremerhaven a aproximadamente mil portos em todo o mundo. Além disso, Bremerhaven é o mais importante porto de embarque de carros da Europa.

Bremen é também um dos centros da indústria alemã de gêneros alimentícios e comestíveis finos, sendo os mais conhecidos: café, chocolate, farinha, laticínios, condimentos, produtos de peixe e cervejas. As bolsas de mercadorias respondem pelo comércio de produtos agrários em todo o noroeste da Alemanha.

Os estaleiros são garantia de qualidade na construção naval. E, no Centro Aeronáutico e Espacial de Bremen, são desenvolvidos e construídos componentes essenciais para foguetes, satélites e para os aviões da Airbus. Destacam-se ainda as indústrias elétrica, eletrônica e de tecnologias avançadas. A torre gravitacional de 148 metros de altura, na qual são possíveis experimentos sob condições de ausência de gravidade, é o símbolo da competência de Bremen no setor da tecnologia avançada.

As atrações turísticas fascinam anualmente milhões de visitantes: a Praça do Mercado com a prefeitura renascentista, a estátua de Rolando e a catedral gótica de São Pedro, a famosa rua Böttcherstrasse e o bairro histórico Schnoor. Com mais de 960 anos, a festa popular Bremer Freimarkt é uma das maiores quermesses da Alemanha.

A Cidade Hanseática de Bremen usa, desde 1366, o brasão com a chave prateada em campo vermelho. A chave é o atributo do apóstolo São Pedro, o padroeiro da arquidiocese, da catedral e também da cidade de Bremen. Sobre o escudo repousa uma coroa dourada de cinco folhas, que é enfeitada por pedras vermelhas e verdes.[/align]

 

[align=justify]Existe um clichê renitente, que afirma que as pessoas de Bremen são cabeças-duras. A melhor maneira de se convencer do contrário é visitar a velha cidade hanseática. Ao lado do povo de Bremen, há ainda inúmeras atrações.

Começar uma vida nova em Bremen ? foi para isso que os "músicos" se juntaram. No conto dos irmãos Grimm, o burro, o cão, o gato e o galo jamais chegaram a Bremen. Apesar disso, eles estão lá. A escultura dos bichos decididos a construir uma nova existência é a atração visitada em primeiro lugar por muitos turistas. E com isso, eles iniciam a sua visita diretamente no coração da metrópole. A Praça do Mercado (Marktplatz) em Bremen reúne elementos fundamentais da história, da atualidade e do futuro da cidade.

 

A estátua do paladino Rolando também faz parte da lista da Unesco, desde julho de 2004 O governo, na antiga prefeitura, e o parlamento, num moderno prédio ao seu lado, são responsáveis pelos destinos tomados pelo menor Estado federado da Alemanha e têm sempre diante dos olhos a imponente estátua de Rolando, o paladino histórico da liberdade de Bremen. O gigante de 9,61 metros de altura e a prefeitura com a sua fachada renascentista foram incluídos pela Unesco na lista dos patrimônios culturais da humanidade no início de julho de 2004.

 

No edifício Schütting, as questões econômicas são tratadas pela Câmara do Comércio. E de uma posição elevada, a majestosa catedral domina a vida espiritual da cidade. Os cidadãos de Bremen são orgulhosos da sua terra natal, das suas tradições e da sua história. E para eles, a história está ligada ao barulho do vento nas velas dos barcos, ao ranger das correntes das âncoras, ao martelar dos motores dos navios. Pois, no passado, eles deixaram os limites estreitos da sua terra natal principalmente de navio e chegaram a todos os cantos e confins deste mundo.

 

Os negociantes trouxeram de todo o mundo muita coisa boa para a cidade. E, principalmente, muito dinheiro. Com ele, foram construídas inúmeras obras arquitetônicas de grande beleza às margens do Rio Weser. Bremen tornou-se uma das cidades mais ricas do Velho Mundo. E consagrou-se como a "capital do café" na Alemanha. Ainda hoje, mais da metade do café em grão beneficiado na Alemanha é comercializado aí. Mesmo em tempos difíceis, como a crise da economia mundial, o "dólar de Bremen" continuou sendo um meio de pagamento de grande estabilidade.

 

A rápida ascensão de Bremen para a posição de uma potência econômica foi seguida, nas décadas passadas, por uma crise sem precedentes. Com o fechamento dos estaleiros Grosswerften AG Weser e Bremer Vulkan, a navegação marítima e a tradicional construção naval desapareceram inteiramente da imagem urbana de Bremen. Em seu lugar, surgiram novas indústrias e prestações de serviços. Para a fábrica de aviões Airbus, por exemplo, Bremen é o segundo mais importante centro de produção na Alemanha.

 

O bairro Schnoor, com suas casas típicas, é uma das grandes atrações de Bremen Para quem vem de fora, os hanseáticos podem parecer reservados e fechados. "Isto não é de bom-tom!", teria dito há 200 anos o barão Adolph von Knigge. O "apóstolo" das regras de etiqueta foi diretor da escola Domschule de Bremen e ficou famoso em função das suas regras de bom comportamento em sociedade. E os cidadãos de Bremen reverenciam o especialista em bom-tom, no seu túmulo na catedral, com homenagens condizentes.

Mas depois disso, quando vão tomar uma cerveja no Schnoor, o bairro mais velho de Bremen, eles se mostram descontraídos e à-vontade. Nessas ruelas estreitas, não muito longe do Weser e da Marktplatz, viviam pescadores e marinheiros desde o século 13 e, posteriormente, também os negociantes e artesãos. Hoje, as pequenas casas de enxaimel cuidadosamente restauradas abrigam pequenas butiques, cafés, restaurantes e bares típicos. Não é de se admirar que os músicos de Bremen quisessem vir para cá...[/align]

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