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Oi, gente!

Vou procurar fazer o relato da nossa viagem incluindo informações, dicas e gastos. Acho que vai ser um looongo relato :lol: , então vamos lá.

 

24/01 – Chegada em Roma

 

Nosso voo havia saído de Porto Alegre no dia anterior, às 20:45, direto a Lisboa, pela TAP. Bom serviço de bordo, janta gostosa (com direito a vinho português!), travesseirinho e coberta, boas opções de filmes, e ainda café-da-manhã.

A imigração foi muito tranquila. A gente lá com aquela pasta cheia de comprovantes impressos, hospedagem, bilhete aéreo da volta, comprovantes das compras de euros, seguro (Certificado de Schengen), e até os contracheques levamos para comprovar vínculo de emprego no Brasil... e tudo se resumiu a olhar o passaporte, carimbar e chamar o próximo da fila.

Tínhamos mais ou menos 1 hora para chegar no portão do embarque para Roma, mas tratamos de ir logo. Foi nossa primeira ida à Europa, estávamos impressionados com o tamanho do aeroporto! Não foi difícil de achar, embarque e decolagem praticamente na hora, e uhuuuu, estamos quase chegando!

Chegamos no aeroporto Fiumicino mais ou menos 15h. Foi um pouquinho confuso de achar a esteira das bagagens (um pouco atordoados pela excitação de ter chegado!), fomos seguindo o fluxo de quem tinha desembarcado e encontramos. Na saída do desembarque mais um pouquinho de tensão “Será que teremos que mostrar o passaporte carimbado? Será que pedirão para ver nossos comprovantes das bagagens?”, e nada, ninguém nem olhou para nossa cara! :)

Para ir do aeroporto ao Termini (estação central de trens e metrôs), estávamos entre 2 opções: 1ª os ônibus que custam entre 6 e 8 euros e levam cerca de 50-60 minutos, logo ao sair do desembarque tem alguns balcões de empresas que têm esse serviço. O próximo sairia em cerca de 1 hora. 2ª o trem Leonardo Express, 14 euros, cerca de 30 minutos a viagem. Nesse tempinho em que decidíamos como ir, fomos abordados por um taxista que ofereceu nos largar na porta do hotel por 15 euros por pessoa, era um taxista com crachá, nos mostrou o balcão da empresa dele, parecia confiável. Agradecemos e fomos no Ponto de Informações Turísticas comprar nosso Roma Pass (34 euros cada, mais informações http://www.romapass.it/). Com o cartão comprado (que não inclui transporte do/para aeroporto), e por estar uma chuvinha chata, resolvemos ir com o taxista, apesar do nosso hotel ser bem ao lado do Termini.

Era uma Doblô, e junto foram mais dois casais que ele iria largando pelo trajeto. Foi muito legal, foi praticamente uma tour inicial por Roma. Quando passamos por umas ruínas e vi uma plaquinha escrito Therme di Caracalla já fiquei emocionada, e de repente surge à nossa frente o Coliseu... a sensação de “estamos MESMO em Roma” foi indescritível!

O taxista foi bem simpático, foi nos dando várias dicas legais de onde comer e passear. Chegando ao nosso hotel a rua estava em obras, então ele andou duas quadras de ré :o por outra rua para nos deixar o mais perto possível da entrada, ficamos a meia quadra, e ele ainda largou um “eu sou o rei de Roma” cheio de orgulho, :D que figura!

Ficamos no Hotel Ciao (Via Marsala, 96), mas a recepção, o check-in e o café-da-manhã eram no Hotel Luciani (Via Milazzo, nº8), a meia quadra de distância. Fizemos todas as reservas de hotéis pelo Booking, e cerca de duas semanas antes da viagem mandamos e-mail para todos confirmando as reservas (levamos impressos os vouchers do Booking E as confirmações por e-mail, vai saber...). Pagamos 195 euros por 5 diárias (sem incluir 2 euros por pessoa por diária de imposto municipal). Gostamos do quarto, bom aquecimento, chuveiro bom e bem quente, cofre, não tem wi-fi. Café-da-manhã bem bom: máquina com algumas variedades de café, pão, frios, um croissant por pessoa, e Nutella (esse eu comi TODOS os dias), naquelas embalagenzinhas pequenas do tipo de manteiga ou geleia. O que eu não como de Nutella no Brasil por ser caro, comi lá! ::otemo::

Já eram umas 17 h quando largamos as malas no hotel, saímos para conhecer os arredores e ir à única visita turística do dia, que era próxima do hotel: a Basílica de Santa Maria Maggiore (horário de abertura 7h-18h45min). Linda, desde a sua fachada, seus portões, ao interior, o teto, etc.

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Passamos em um supermercado em frente à Basílica para comprar água e alguns lanchinhos para os próximos dias, tipo biscoitos e frutas. Nós gostamos de passear em supermercados também :lol: , ver os vegetais típicos do local, os produtos em geral, sem falar na variedade e nos preços dos vinhos, dá vontade de trazer uma mala cheia.

Para finalizar o dia, jantamos em um restaurante próximo. Um menu fisso que saiu por 10 euros por pessoa, aliás foi o menu fixo mais barato que comemos por lá. Incluía um primo piatto entre 3 opções de massa, um secondo piatto que dava 3 opções de carne com algum acompanhamento, uma taça de vinho ou de água (tomamos vinho, claro!) e uma porçãozinha de sobremesa que era tipo um tiramisu falsificado, mas estava bom. Claro que por esse preço a comida era simples, mas ao longo de toda a nossa viagem todas as massas simples que comemos eram deliciosas!

Voltamos ao hotel para descansar de toda essa função da viagem e da chegada, o dia seguinte era dia de nada mais nada menos que Coliseu!

 

25/01 – Coliseu e arredores, Museus Capitolinos, entre (muitos) outros

 

Pegamos o metrô no Termini utilizando nosso Roma Pass, que é ativado ao ser usado pela primeira vez em um meio de transporte ou em alguma das atrações inclusas. O Coliseu fica a apenas duas paradas, e ao sair da estação já se dá de cara com ele, lindo, majestoso, impressionante! Chegamos 8h25, tinha uma pequena fila para quem ia comprar ingressos na hora e nenhuma fila para quem tinha o Roma Pass. Aliás, essa é uma das maiores vantagens do cartão: filas à parte, que costumam ser muito menores.

Demos uma caminhada por fora antes de entrar, e lá dentro... bom, lá dentro não tem explicação, as fotos dão uma pequena ideia, mas só estando lá para sentir.

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Depois de mais ou menos uma hora e meia curtindo calmamente o lugar, que começava a encher, saímos e fomos ao Palatino. O conjunto Coliseu+Palatino+Foro Romano conta como uma só atração para quem usa o Roma Pass, e para quem compra o ingresso um único bilhete (12 euros) dá direito a entrar nos 3.

O Palatino foi o lugar com menos gente dos 3. Lugar bem arborizado, muito agradável de se conhecer. É recomendável levar um guia que explique o que é cada um das construções, fica muito mais interessante, no nosso caso levamos o Guia Visual da Folha.

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Após o Palatino, já emendamos o Foro Romano. Fantástico! Uma sensação de viagem ao passado, saber que estamos pisando onde era o centro da vida daquele povo há 2 mil anos atrás, e ainda assim uma parte dos prédios que existiam naquela época ainda está ali até hoje. Aqui vale aquela mesma dica do Palatino, de ter um guia que explique o que é cada coisa.

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Era próximo do meio-dia quando saímos do Foro Romano. Passamos pelo Monumento a Vittorio Emanuele, subimos umas escadarias por dentro dele que levam a uma saída lá em cima, na porta da igreja Santa Maria in Aracoeli. A sua fachada é bem rústica e até simples, e resolvemos entrar “só para dar uma olhadinha”. Linda, seguindo a regra das igrejas por aqui. Ficamos pouco minutos dentro dela, até sairmos por uma porta quase nos fundos que dava em uma ruazinha ao lado dos Museus Capitolinos, e que levava a um mirante com uma vista espetacular do Foro Romano, com o Coliseu ao fundo. Belíssima vista! Voltamos até a Piazza del Campidoglio, ficamos um pouco ali curtindo, e aí tivemos que voltar ao hotel porque o meu amorzinho queria pegar mais um casaco. Não menospreze o frio italiano! Mesmo com um dia lindo de sol, como era o caso, o frio pega em janeiro!

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Voltamos até o Coliseu para pegar o metrô, durante a caminhada passamos pela Coluna de Trajano (linda, toda trabalhada!), e avistamos o Mercado de Trajano. Depois de passar no hotel, aproveitamos para almoçar ali pertinho mesmo. Pedimos uma lasanha à bolonhesa, uma berinjela à parmeggiana, e uma fatia de pizza de mussarela, tomate e rúcula, tudo estava delicioso e deu 13,50 euros.

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A próxima atração do dia seria a igreja de San Pietro in Vincoli (das 8h às 12h30min e das 15h às 18h). Poderíamos pegar o metrô novamente, pois tínhamos 72h de transporte público liberado com o Roma Pass, mas ainda faltava mais ou menos uma hora para a abertura da igreja, então fomos andando. Aproveitamos para passar na Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (na Piazza della Repubblica, a duas quadras do Termini). Não estava entre as atrações imperdíveis do nosso roteiro, mas foi uma ótima surpresa. Além do seu interior ter uma decoração lindíssima em mármore rosa, tem um meridiano (uma espécie de relógio solar) muito interessante no chão, e um órgão de um tamanho descomunal!

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Seguimos caminhando até San Pietro in Vincoli, para chegar nela é preciso subir uma ruazinha estreita bem na frente da estação de metrô Cavour. Nesta igreja estão as correntes que supostamente prenderam São Pedro, o que é bastante interessante, mas queríamos mesmo era ver o Moisés, de Michelângelo. Que escultura linda! Impressionante! Os detalhes esculpidos, a musculatura, a leveza com que ele segura sua barba... Só mesmo um gênio para fazer uma obra dessas. Sentamos nos degraus bem em frente à escultura e ficamos ali um tempão, admirando cada detalhe.

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Saindo dali paramos para tomar o primeiro cafezinho italiano. Se pedir um espresso, não se assuste, vem mais ou menos um dedo de café no fundo da xícara, preto, cremoso, forte! A gente já sabia e estávamos preparados, e achamos delicioso, eu particularmente tomaria cafezinho sempre desse jeito. Custou 1,5 euro cada. Quem quiser um cafezinho parecido com o brasileiro deve pedir um espresso lungo.

Fomos caminhando novamente até a Piazza Venezia, em frente ao Monumento a Vitorio Emanuele, caminhamos mais um pouco passando por algumas atrações não tão famosas: Teatro di Marcelo, Templos do Foro Boarium, Arco de Janus, até chegar à igreja onde está a Bocca della Verittá. Tinha uma fila de umas 50 pessoas para tirar foto com a mão dentro da Bocca, e ainda por cima tinha que pagar 0,50 euro. Tiramos uma foto do lado de fora e seguimos. Seguimos por algumas ruazinhas dos arredores, e a cada esquina que se virava tinha uma igrejinha, uma fonte, uma escultura... Reserve algum tempo para caminhar sem rumo pelas ruas de Roma, é muito legal.

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Voltamos e fomos aos Museus Capitolinos, seria a 2ª e última atração grátis com o Roma Pass, e o último ponto turístico do dia, pois fecha mais tarde que as outras coisas (3ª a Dom, das 9h às 20h). Cerca de 2 horas dá para curtir com calma o Museu, entre os destaques estão a Lupa Capitolina, a Medusa de Bernini e o original da estátua de Marco Aurélio em seu cavalo, toda em bronze, cuja cópia está no centro da Piazza del Campidoglio.

Fomos embora a pé pela Via dei Fori Imperiali, vendo o Foro Romano à noite. Fomos até o Coliseu, muito lindo todo iluminado, ficamos ali curtindo mais um pouco. Pegamos o metrô para voltar ao hotel. Jantamos em outro restaurante que oferecia menu fixo, no mesmo esquema primeiro+segundo prato+vinho ou água, em um restaurante bem pertinho do hotel, o L'Antica Locanda, na Via Marsala, muito bem servido, ficou em 15 euros por pessoa.

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26/01 – Castel Sant'Angelo, Piazza Navona, Fontana di Trevi e arredores

 

Pegamos o ônibus 64 no terminal de ônibus do Termini para ir ao Castel Sant'Angelo. Os ônibus lá não tem cobradores, é preciso comprar o bilhete em tabacarias antes de embarcar ou em máquinas de auto-atendimento, e é obrigatório validar o bilhete (assim como o Roma Pass) nas máquinas amarelas dentro do ônibus. Se entra um fiscal e verifica que alguém não validou ou não tem bilhete, essa pessoa será multada. O interessante é que nós só viamos os turistas validando os bilhetes... :?

Chegando ao Castel (aberto de 3ª a dom, das 9h às19h), já tínhamos utilizado o Roma Pass em duas atrações que ele dava entrada gratuita, mas o apresentamos e pagamos 7 euros em vez de 9 que é o normal. O passeio por dentro do castelo é muito legal, além de oferecer belas vistas da cidade.

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A seguir, fomos caminhando até a Piazza Navona. Linda! Como era um domingo, estava cheia de turistas mas também de locais, famílias passeando, e vários artistas expondo seus quadros. As fontes são maravilhosas, em especial a Fontana dei Quattro Fiumi, o contraste do branco das esculturas com o verdinho da água é demais! Compramos em uma rua próxima o primeiro gelato italiano, pegamos um de nocciola (avelã) e um de stracciatella (tipo o nosso flocos), e sentamos nos banquinhos junto à fonte, ficamos ali aproveitando. Entramos na igreja Sant'Agnese in Agone, bem ali em frente, mas ficamos pouco tempo pois estava cheia de gente, nem deu para ver direito.

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Fomos até o Campo dei Fiori, onde ocorre uma feira de produtos típicos, além de roupas, flores, bugigangas etc. Compramos um pedaço de um queijo pecorino maravilhoso, umas 100 gramas por 3,5 euros. Ali tem diversos restaurantes charmosos, almoçamos no Maranega Roma, com uma taça de espumante para cada um de cortesia! Pedimos duas pizzas, estavam ma-ra-vi-lho-sas, massa bem fininha e crocante, assada em forno à lenha, cobertura deliciosa. Com um taça de vinho (um Brunello di Montalcino divino) deu 29 euros.

Seguimos para o Pantheon. Antes de chegar passamos pelo Largo di Torre Argentina, recentemente funcionava ali uma espécie de ONG que cuidava de gatos abandonados. Essa entidade mudou-se e seguem ali as escavações, pois é um sítio arqueológico e dizem ser o local onde Júlio César foi assassinado. Interessante.

O Pantheon (abre das 9h às 18h) é lindo, impressionante pelo seu tamanho, pela sua arquitetura e pela época em que foi construído. E sim, quando chove entra água pelo óculo, tinha chuviscado e o centro da parte interna estava molhado!

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Fomos para a igreja Santa Maria Sopra Minerva (8h às 13h e 15h30 às 19h), mas ainda estava fechada. Então fomos à igreja Sant'Ignazio di Loyola (9h às 19h), que é bem pertinho. A atração desta é o teto ilusionista, existe uma marcação no solo com um círculo dourado que é o ponto ideal para observação do teto, e o negócio realmente é 3D, o efeito daquela pintura é incrível! Voltamos para Santa Maria Sopra Minerva, com seu belo teto estrelado, além do Cristo de Michelângelo, belíssimo!

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Hora de ir para uma das atrações mais esperadas de Roma por nós: a Fontana di Trevi. Antes de virar a esquina onde ela se encontra já dá para ouvir o barulho da água escorrendo. E ao dar de cara com ela, o “UAU” é inevitável! Magnífica! Compramos outro gelato e ficamos ali sentados curtindo o visual e o movimento. E, claro, atiramos moedinhas para garantir nosso retorno à Roma um dia.

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Último destino do dia: igreja Santa Maria della Vittoria (9h às 12h e 15h30 às 18h30). Queríamos muito ver a escultura “Êxtase de Santa Teresa”, de Bernini. Mais uma escultura espetacular, as dobras da roupa parecem tecido e não mármore!

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Passamos novamente no supermercado para pegar pão, queijo e presunto cru, e nessa noite fizemos uma tábua de frios com o vinho que tínhamos comprado no outro dia, no quarto do hotel mesmo.

 

27/01 – Vaticano

 

Novamente pegamos um ônibus no terminal em frente ao Termini, linha 64, a mesma que pegamos para ir ao Castel Sant'Angelo. Chegamos pela lateral da Praça São Pedro, era cedinho e os primeiros turistas estavam a recém chegando. A grandeza do lugar realmente impressiona, tanto a Praça quanto a fachada da Basílica. Ficamos um tempinho admirando a praça, quando resolvemos entrar na Basílica já se formava uma fila.

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Todos devem passar seus pertences por equipamentos de raio-x tipo os de aeroporto, mas andou rápido. Deixamos nossa mochila no guarda-volumes e entramos na Basílica (aberta das 7h às 18h30). UAU! Belíssima, imponente, deslumbrante, ricamente decorada! Logo à direita quando se entra já se dá de cara com a Pietá! Tudo é muito bonito, cheio de detalhes, até o chão é lindíssimo!

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Depois de andar com calma por todos os cantos, resolvemos subir até a Cúpula (aberta das 8h às 17h). Dá para subir a pé (de graça), ou pagar 7 euros e subir uma parte de elevador e o resto a pé. Como já iríamos caminhar muito nos Museus do Vaticano à tarde, pegamos o elevador, e depois se encara mais 320 degraus. Mas valeu a pena, a vista é única! A essa altura caía um chuvisqueiro chatinho, mas não tirou o brilho daquele visual.

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Descemos, saímos da Basílica e seguimos junto ao muro que delimita o Vaticano, em direção aos Museus. Paramos em um restaurantezinho por ali para almoçar, pedimos um prato de massa, um prato de salada com atum e alcachofra e uma Coca-Cola, deu 11 euros.

Faltando dez minutos para uma da tarde, que era o horário dos nossos bilhetes, estávamos na entrada dos Museus do Vaticano (de 2ª a sábado, das 9h às 18h, com entrada até 16h, e último domingo do mês – gratuito – das 9h às 14, entrando até 12h30). Havíamos lido sobre filas homéricas para entrar nos Museus, coisas em torno de 2 horas de espera, então compramos antecipadamente pela internet (http://www.museivaticani.va/), eles vendem ingressos com até 60 dias de antecedência, 20 euros por pessoa (comprando lá presencialmente fica em 16 euros). Acredito que no inverno (tirando o período entre Natal e Ano Novo) essas tais filas não ocorrem, pelo menos não tinha quando chegamos. Só trocamos o voucher impresso pelos ingressos, deixamos a mochila no guarda-volumes (é obrigatório) e entramos. Alugamos um audio-guia (não tem em português) por 7 euros.

O nome Museus do Vaticano é no plural porque são realmente diversos museus, ou diversas alas com temáticas diferentes. E o conjunto é IMENSO! Tem muito coisa para ver: parte egípcia, parte etrusca, pinacoteca... entre outros. Além das obras expostas, não deixe de prestar atenção nos detalhes do museu em si: o chão e o teto são duas das coisas que mais gostamos ali. Gostamos muito também da Sala das Cartas Geográficas e das Salas de Rafael. Mas como a maioria das pessoas que estavam ali, o nosso grande foco era a Capela Sistina.

O interior da Capela Sistina é a única parte dos Museus onde não é permitido tirar fotos. Apesar disso, um monte de gente faz de conta que não entendeu e fica tirando, e os seguranças gritando a todo momento no photos!, e gritando também silence please, como assim “silêncio por favor”, são vocês mesmos que não param de gritar :lol: ! Bom, quanto aos afrescos da Capela, não tem como descrever. Aliás, nem fotos seriam suficientes para dar ideia. Deveria se chamar “Capela Divina”. Típico lugar que só estando lá para saber como é. Sentamos e ficamos embasbacados, admirando cada detalhe dos afrescos.

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Após, ainda tem algumas salas do Museu, mas realmente é difícil prestar atenção em algo depois da Capela Sistina. Saímos dos Museus já eram quase 18h. Comemos um panini (sanduíche) de salame na banquinha bem em frente à saída, 3,5 euros. Pegamos o metrô na estação Ottaviano e retornamos ao hotel.

Jantamos em outro restaurante da Via Marsala, o Binario Zero. Pedimos uma taça de espumante para cada um, uma entrada de petisquinhos (azeitona, queijos e frios), e um prato de massa para cada, tudo deu 34 euros.

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Dia 28/01 – Galleria Borghese, Cripta de Santa Maria Concezione, entre outros

 

Fomos ao Termini pegar o ônibus 910. Compramos os bilhetes na máquina de autoatendimento (aceita notas, moedas e cartão de crédito ou VTM), é simples de usar. Destino: Galleria Borghese.

Tínhamos comprado os ingressos pela internet com antecedência (http://www.galleriaborghese.it/), 13 euros cada. Abre de 3ª a Dom, das 8:30 às 19h30, e a reserva é obrigatória! Não adianta chegar lá e dizer “oi, eu queria conhecer o museu”, não dá, reserve antes :D ! Levamos os vouchers impressos, e uns minutos antes do horário marcado trocamos pelos ingressos.

Não se pode tirar fotos em seu interior, aliás, é obrigatório deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes. Eu achei simplesmente fantástico! O museu não é muito grande, e a visita é limitada a 2h, mas vê-se tudo em menos tempo que isso. Para mim, três esculturas valem a visita a esse lugar, todas de Bernini: Apolo e Dafne, Davi e o Rapto de Proserpina. Em especial as duas últimas me deixaram em um estado de arrebatamento, indescritível! O Rodrigo foi me esperar do lado de fora do museu, enquanto eu ainda continuava lá, olhando cada detalhe.

Enfim, seguimos. Caminhamos pelos jardins da Villa Borghese, é como um parque, arborizado, com bancos, fontes, lugar muito bom para um passeio sem pressa.

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Fomos em direção à Piazza del Popolo, chega-se em um mirante sobre ela, uma vista muito bonita. Aí é só seguir ladeira abaixo até a praça. Entramos na igreja Santa Maria del Popolo (7h30 a 12h e 16h a 19h), queríamos ver a Capela Chigi (adoramos “Anjos e Demônios” e os outros livros de Dan Brown, e ficamos seguindo os pontos dos livros).

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Depois disso, andamos até a Scalinata di Spagna, subimos até a igreja Trinitá dei Monti (não entramos), passamos pela igreja Sant'Andrea delle Frate (só espiamos da porta, os originais dos anjos da ponte do Castel Sant'Angelo estão aqui), e procuramos um lugar para comer.

Almoçamos no restaurante Origano, resolvemos fazer uma refeição um pouco mais elaborada. Pedimos fiori di zucca de entrada, uma porção de ravioli ao molho de manteiga e sálvia, uma de lasanha de vegetais, um prato de frango (este era uma porção bem pequena) e duas taças de vinho, tudo deu 41 euros, mas valeu a pena, que comida deliciosa!

Seguimos caminhando feito camelos, passando por prédios belíssimos que nem sabíamos o que eram. Passamos pela igreja Sant'Andrea al Quirinale, entramos, demos uma volta nela e saímos. Quase ao lado, entramos na igreja San Carlo alle Quattro Fontane, demos uma volta e saímos. Junto a esta, fica um cruzamento de ruas bem interessante, com uma pequena fonte em cada esquina, por isso "quattro fontane". Passamos ainda pela Fontana del Tritone.

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Seguimos para Santa Maria della Concezione, para conhecer a cripta. Aberta das 9h às 12h e das 15h às 18h, entrada de 6 euros por pessoa. Não são permitidas fotos. Possui um museu sobre os monges capuchinhos, mas a cripta é a atração aqui. Os ossos dos monges não estão simplesmente amontoados, foram feitas obras de arte com eles! Os ambientes foram decorados com o arranjo dos ossos de diferentes formas. Muitos podem achar macabro, nós gostamos e achamos muito belo. A frase em uma placa resume bem o sentimento da visita a este lugar: “O que você é agora, nós um dia fomos; o que somos agora, você será um dia”.

Fomos até a estação Barberini e pegamos o metrô até o Coliseu (1,5 cada bilhete). Ficamos mais um pouco por ali, curtindo o lugar, e caminhamos em direção aos Foros. Curtimos muito o Foro de Minerva e o de Augusto, tem algumas placas que esquematizam como era antigamente o lugar comparando com o que resta hoje, dá direitinho para visualizar as construções como eram. E o melhor, esse lugar é grátis, ali, a céu aberto, 24 horas por dia! Roma é demais!

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Em uma rua entre a Coluna e o Mercado de Trajano, comemos o melhor sorvete da Itália, mais, o melhor sorvete da minha vida! Uma lanchonete com uma portinha estreita, pedi um de Nutella que vai servir de referência para todos os outros sorvetes que eu comer ::otemo:: . Custou 3,5 euros cada.

Fomos embora para o hotel. Passamos no supermercado que tem dentro da estação do Termini e compramos uns pedaços de pizza para jantar. Depois da janta, já arrumando as malas para se despedir de Roma no dia seguinte, batendo aquela dó de ir embora, lembramos que queríamos muito ver a Piazza Navona e a Fontana di Trevi à noite, iluminadas. Quer saber? Partiu passeio noturno!

Fomos pegar novamente o ônibus 64. Estávamos tentando comprar 4 bilhetes na máquina de autoatendimento com uma nota de 20 euros, e a compra simplesmente não finalizava, até que apareceu um funcionário dali dos terminais e disse que ela tinha um valor máximo para troco, infelizmente não me lembro qual valor era, mas era o nosso caso. Catamos as moedas e deu, seguimos.

Começamos pela Piazza Navona, passamos pelo Pantheon, e finalizamos na Fontana di Trevi. Valeu muito a pena ter ido à noite, eu diria que são quase outros monumentos, muito diferentes do que são de dia, mas tão deslumbrantes quanto. E mesmo sendo tarde, o frio pegando, tinha bastante gente na rua. Fomos embora de metrô, podres de cansados e de felizes.

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29/01 – Ida para Florença, Galleria Uffizi

 

Nos demos ao luxo de acordar um pouquinho mais tarde, pois nosso trem para Florença sairia 11:20. Estávamos acompanhando as opções dos trens no site da Trenitália, dá para simular os trechos com uma antecedência de mais ou menos 60 dias para ter ideia dos horários e dos valores dos trens (para as distâncias mais curtas dá para simular com uma antecedência de 7 dias). Quando faltavam uns 2 meses para a viagem, compramos todos os trechos maiores que faríamos (valores por pessoa): Roma-Florença 19 euros, Florença-Milão 19 euros, Milão-Verona 9 euros, Verona-Pádua 9 euros (neste conseguimos pegar na 1ª classe), e Pádua-Veneza 9 euros. É necessário ter um cartão com a tecnologia Verified by Visa ou Mastercard Secure Code, que pede a senha do cartão. Em tempo: todas as compras de ingressos que fizemos pela internet (Vaticano, Galleria Borghese, etc...) utilizaram esse sistema.

Chegamos à estação com uma antecedência de uma meia hora. Deve-se cuidar no painel em qual plataforma (binario) o trem vai parar. É melhor ver pelo número do trem, pois o destino que consta no painel é o destino final do trem, por exemplo nesse dia iríamos para Florença, mas o destino do trem era Milão. Ao entrar no vagão (carrozza) há um espaço para as malas, bem junto à entrada/saída. Como o trem vai fazendo outras paradas pelo caminho, usamos uma tranca daquelas de bicicleta para prender nossas malas à grade do suporte.

Para essas passagens compradas pela internet, basta levar impresso o voucher que é enviado para o seu e-mail e apresentar dentro do trem para o fiscal que passa fazendo a conferência.

A viagem foi boa, passando por belas paisagens de montanhas com neve em seus cumes. Há telas dentro do trem que vão indicando a próxima parada, e que mostram de vez em quando a velocidade em que o trem se encontra, geralmente estava em 250km/h!

Chegamos em Florença às 13h. Nosso hotel ficava a 5 minutos da estação Santa Maria Novella: Hotel Fiorita (Via Fiume, 20). Pagamos 252 euros por 6 diárias, sem incluir os 2 euros por pessoa por dia de imposto municipal. Gostamos muito do hotel: quarto amplo, limpo, bom chuveiro, bom aquecimento, ótimo café-da-manhã, atendentes muito gentis e prestativos. Eles deixam uma máquina de café e bolachinhas doces e salgadas para um lanchinho a qualquer hora!

Largamos nossas malas, pegamos o mapa que o recepcionista nos deu e saímos. Primeiro passamos pela igreja Santa Maria Novella. A entrada custava 6 euros, mas já tínhamos horário marcado para mais tarde na Uffizi, e deixamos para resolver depois se outro dia entraríamos (acabamos não entrando). Fomos então em direção ao Duomo de Florença, a Basílica de Santa Maria del Fiore.

Caminhando pelas ruazinhas já se enxerga a cúpula do Duomo. Ao chegar lá e se deparar com a grandiosidade e a beleza do conjunto Duomo+Campanário+Batistério, é daqueles momentos em que tudo ao redor para. Lindo demais! Não conseguíamos parar de tirar fotos. Ficamos um tempo admirando os detalhes do portão do Batistério, e seguimos caminho até a Piazza della Signoria.

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No caminho, paramos em um lugar pequeno para comer, dois pedaços de pizza e dois cappuccinos, 9,5 euros.

Chegamos na Piazza della Signoria e a vontade era ficar ali curtindo a cópia da estátua do Davi em frente ao Pallazzo Vecchio, ou a Loggia dei Lanzi com todas as suas esculturas, mas olhamos só um pouquinho e fomos à Galleria Uffizi trocar nossos vouchers pelos ingressos. Com esse voucher a moça já nos deu os ingressos da Uffizi e da Galleria dell'Accademia, que visitaríamos em outro dia, pois a compra tinha sido feita dos dois ingressos juntos. O site é http://www.polomuseale.firenze.it/. Cada ingresso custou 10,5 euros, comprando na hora é 6,5 euros mas há aquele problema das filas, dependendo da época do ano.

Ainda deu tempo de ir até a beira do rio Arno, dar uma espiada na Ponte Vecchio.

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A Galleria degli Uffizi é um dos principais museus da Itália, abre de 3ª a Dom das 8h15 às 18h50, entramos às 16h e saímos com literalmente as luzes apagando, gostamos muito e foi bem aproveitado, tem bastante coisa para ver. Não são permitidas fotos em seu interior.

À noite fomos jantar na Trattoria Alfredo, em uma ruazinha atrás do Pallazzo Vecchio. Tratoria bem típica, com toalhas de mesa quadriculadas em vermelho e branco. Ótimo atendimento, bem aconchegante. Fomos de menu fixo, primeiro prato de massa, segundo prato de carne com salada de acompanhamento, meia jarra de vinho da casa, por 15 euros por pessoa. Demos uma volta na Piazza della Signoria, toda iluminada, e fomos embora.

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  • Colaboradores

Ariany Patricia, costapaulofc, thiago gentil: que bom que estão gostando :D !

Thiago, nos apaixonamos por todas as cidades da Itália em que estivemos, mas Roma é a 1ª que queremos voltar... é demais!

E além do "Anjos e Demônios", seguimos também os passos do último livro dele, "Inferno", que se passa na maior parte do tempo em Florença, além de Veneza! Eheheh.

Bom, pretendo escrever mais uma parte do relato neste fim de semana. Abraços a todos.

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  • Colaboradores
mala média cabe no compartimento acima das poltronas nestes trens da Itália?

 

Nem todos os trens têm compartimento acima das poltronas. Nos que tinham, coloquei somente uma mochila. Confesso que não prestei muita atenção, mas creio que não caiba uma mala média.

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  • Conteúdo Similar

    • Por Felipao86
      Primeira Eurotrip: 21 dias na Itália (Roma-Florença-Veneza-Milao) com esposa gestante
      Olá pessoal,
      Meu grande sonho de viagem sempre foi a Europa. Ano após ano algo acontecia que me impedia de conhecer um pedacinho do Velho Continente, mas finalmente no final de 2017 pude colocar os pés lá em grande estilo. Começamos pela Itália, onde ficamos 21 dias andando e comendo por lugares maravilhosos.
      Roteiro:
      Roma – 8 dias;
      Florença – 6 dias;
      Veneza – 3  dias;
      Milão – 3 dias; 
      Preparação:
      Passagens: Tap saindo de BH com conexão em Lisboa. Saiu caro, em torno de 4000 reais ida e volta por pessoa. Procurei por muito tempo promoção mas não achei. Na ida conseguimos umas 12 horas de conexão, o que nos permitiu um tempo para explorar alguns pontos de Lisboa.
      Passagens de trem: todas compradas no site da trenitalia com cerca de 3 meses de antecedência. Os trechos saíram entre 20-30 euros aproximadamente. 
      Hospedagens: todas pelo Airbnb, pelo preço mais em conta e pela comodidade de pagar e parcelar no cartão de crédito. O critério de escolha, além do preço, era localidade próxima às estações de metrô/trem.
      Roma: https://www.airbnb.com.br/rooms/11174608 Ficamos nesse simpático apartamento pertíssimo de Roma Termini. O Sr Franco. dono do apartamento é fantástico, nos comunicamos entre português e italiano (ele não fala inglês) mas foi bem tranquilo. E nos dava um bom café da manhã todos os dias.  A região não é das mais bem encaradas, mas foi bem tranquilo de andar todos os dias. Florença: https://www.airbnb.com.br/rooms/7604862 A melhor hospedagem da viagem. Um verdadeiro Bed and Breakfast com bom café da manhã e não somente torradas e um suco de caixinha. Vale muito a pena. Fica a 5 minutinhos da estação Santa Maria Novella. Veneza: https://www.airbnb.com.br/rooms/891441 Veneza é tudo absurdamente caro. Essa é a única hospedagem que não recomendo. Apesar de ficar relativamente perto da estação Venezia Santa Lucia, o quarto tem um cheiro de mofo grande e o banheiro é compartilhado. A vista da janela da sala, no entanto, é espetacular. Milão: https://www.airbnb.com.br/rooms/2944362  Ótima hospedagem em Mião, muito bem localizada, na porta de uma estação de metrô. Nada a reclamar Dinheiro: dessa vez levamos apenas dinheiro, para não cometer o mesmo erro de quando rodamos a América do Sul (levamos pouco dinheiro e toda hora precisávamos sacar num caixa eletrônico pagando absurdo de taxas). Levamos 2300 euros em espécie, sendo que gastamos 1600 euros (esse dinheiro foi gasto com os gastos do dia a dia, que incluem ingressos a atrações, passagens de ônibus, trens ou metros que pagamos na hora e alimentação).

      Ingressos comprados antecipadamente: em alguns locais na Itália é extremamente importante comprar os ingressos antecipadamente, para furar fila e evitar perda de tempo desnecessárias. Foi o caso nos seguintes locais:
      1-Última Ceia em Milão: o mais difícil de  comprar, pois depende da abertura da venda no site oficial e acaba com poucas horas. Normalmente eles abrem, se não em engano, 2 a 3 meses de antecedência. Não existe venda no local na hora. 2-Galleria Uffizi e Galerria Dell´Academia em Florença:  nesses até que a fila para comprar na hora não estava tao grande, mas de qualquer modo não perdemos tempo nenhum. 3-Museu Vaticano em Roma: essencial, a fila para comprar na hora estava gigantesca, e o Museu é enorme, fica-se 6 horas tranquilamente lá dentro. Seguros de Viagem: fiz no Seguros-Promo o seguro da Assist em torno de R$250,00 para duas pessoas. Nao utilizamos então não sei avaliar.
      Questões relacionadas à gravidez: em geral foi bem tranquilo. Quando viajamos minha esposa estava com 25 semanas, então nem precisava de atestado médico, mas levamos por precaução. Levamos também uma farmacinha básica (remédio para cólica, enjoo, dor) e procuramos seguir um ritmo mais lento nas andanças do dia a dia (nem tão lento assim). Duas situações mais importantes aconteceram: ela não se adaptou à agua de lá. Parece que a água da Italia tem uma composição diferente da nossa, é mais “pesada” e isso lhe dava muito enjoo. Custamos achar uma marca de água mineral que não lhe causasse mal estar (a marca é “levíssima”). E ela, por incrível que pareça, não se adaptou muito à comida de lá. Várias vezes tinha refluxo quando comia pizza ou massa. Então procurávamos mais pratos com peixes, carnes e legumes. Fora isso, o restante foi bem tranquilo.
      Dito tudo isso, vamos ao roteiro do dia a dia.
       
      29/10/17 – Dia 1 – Lisboa.
      Chegamos em Lisboa em torno de 5 horas da manhã e pegamos a fila prioritária da imigração (viva a gravidez, rs). O fiscal só perguntou o que iriamos fazer na Itália e já carimbou. Não pediu nenhum documento. Compramos um chip de 10 euros da Vodafone que nos foi suficiente para a viagem inteira e ficamos esperando a cidade amanhecer.
      Pegamos um uber e fomos ao primeiro destino do dia: Castelo de São Jorge. Muito bonito, bem conservado e com uma pela vista de Lisboa. Ótimo lugar para visitar primeiro e dar uma boa situada na cidade.
      (Obs: em Lisboa rodamos apenas de uber, bem tranquilo de usar, nenhuma corrida passou dos 10 euros).
      De lá descemos a pé até a praça do Comércio, parando em alguns miradouros da cidade. A praça é linda, estava bem cheia, e deu para colocar os pés no Rio Tejo, de onde há alguns  séculos saiam embarcações para todo o mundo. Incrível!
      Após algum tempo admirando o lugar fomos de uber até o Mosteiro dos Jerônimos, que é estupendo. Sua beleza, arquitetura, inigualáveis. Ficamos um bom tempo na fila esperando para entrar. Aproveitamos para passar na igreja ao lado onde estão os restos mortais de Vasco da Gama e Luis de Camões.
      Após o Mosteiro paramos para almoçar num restaurante “pega turista”: bacalhau ruim e caro. Mas não tínhamos pesquisado restaurantes em Lisboa.
      Em frente ao Mosteiro tem uma bela praça com um belo jardim e caminhando por ele você chega até o Marco do Descobrimento, um monumento erguido em homenagem às grandes navegações. 
      Você sobe um elevador e vai até o topo. Dá uma vertigem danada, mas é outra visão estupenda da cidade que você tem. Muito bacana!
      Iria ainda na Torre de Belém mas pelo horário já não era mais permitido a entrada.
      Caminhamos então em direção ao Mosteiro dos Jerônimos e fomos comer os famosos pasteis de Belém! Muito gostosos, saborosos. Compramos bastante para comermos em Roma também.
      Ficamos na praça em frente curtindo o movimento  e esperando o horário de voltar ao aeroporto para terminarmos de chegar a Roma.
      Impressão geral de Lisboa: foram poucas horas para ter alguma impressão, mas gostei muito do que vi: cidade limpa, organizada e bem arborizada. Portugal como um todo tem sido redescoberto pelo turismo mundial e isso se reflete na quantidade enorme de turistas em todo o lugar. Com certeza voltaremos com mais tempo para conhecer com calma.
      No fim o vôo atrasou e só chegamos em Roma mais de 01:00hs, precisamos rachar um taxi (já que não tinha mais opção de trem ou ônibus até Roma Termini). Se não me engano o taxi saiu 20 euros por pessoa.

       
      30/01/17 – Dia 2 – Roma

      1ªDia na Itália, começamos leve, para irmos nos habituando aos poucos.
      Fomos andando até a Piazza De lla Republica, que é muito bonita e enorme. Local bacana para tirar umas primeiras fotos e já sentir um pouco do que é a Roma de prédios enormes e antigos.
      Na própria praça tem a Basilica Santa Maria Degli Angeli.  Por fora você não dá muita coisa mas por dentro, nossa, é impressionante. Foi a primeira igreja que visitamos mas já ficamos muito impressionados. O tamanho, beleza das pinturas, das decorações, é incrível.
      Em Roma é muito comum o reaproveitamento de construções da época do império romano. É o caso dessa basílica, que na época do império era um termas e foi transformada em igreja na idade média. Muito interessante.
      De lá ainda fomos até a Basílica Santa Maria Maggiore, passando em frente ao teatro Della Opera.  Tinha uma fila básica para entrar pois deve-se passar bolsas e mochilas nos detectores de metais.
      Aliás, vale uma observação: em diversos locais na Itália vimos o exército nas ruas, principalmente em pontos muito turísticos. Parece que o alerta contra o terrorismo está no máximo lá.
      Outra basílica espetacular, pelo tamanho, imponência, riqueza de detalhes. É tudo muito grandioso, como não estamos acostumados a ver aqui no Brasil. 
      Mas a igreja mais bonita do dia, na nossa opinião, foi a Basilica Santa Prassede. É uma igreja bem menor, com uma entrada bem discreta numa rua lateral, bem menos conhecida, mas com ricos mosaicos na parede. No momento que estávamos lá tinha alguém tocando o órgão o que tornou a visita ainda mais especial. É simplesmente fantástico.
      Voltamos até o Roma Termini para almoçar no Mercado Centrale, que é um mercado novo bem bacana dentro da estação. 
      Aproveitamos também para comprar o Roma Pass de 72 horas (38,50 euros).
      Voltamos ao apê para descansar um pouco e no final da tarde seguimos para a Fontana di Trevi.
      Sempre falam que deve-se vê-la de manhã e à noite e realmente é muito diferente, mas igualmente linda. Pena que fica sempre tao cheio, mas devagarinho conseguimos chegar na beirada dela. Ainda andamos um pouco pelos arredores da Fontana e arrumamos um lugar para comer nossa primeira pizza italiana (essa era ok).


       





    • Por claudio_aomundoealem
      Olá pessoal,
      Fiz um longo texto acerca da minha viagem para Itália. Mas, desta vez, vou dividir em 2 tópicos: o planejamento e a própria viagem, já que, com a pandemia e o euro nos céus, só podemos fazer essa primeira parte mesmo.
      Itália – Parte 1 – O Planejamento
      Viajar tem um grande problema – vicia, e é pior do que cocaína e ainda legalizada. Para completar, não conheço tratamento para poder atender à necessidade. E o que a gente pode fazer para conseguir satisfazer a necessidade? Viajar de novo. E assim começou a viagem para a Itália.
       
      O planejamento dessa viagem começou assim, de modo meio forçado. Contrariando as “normas” de procurar passagem barata, comprei com 60 dias de antecedência. Ou seja, não foi barato. Mas é um ponto que deve ser enfatizado: o fato de existir passagens mais econômicas não quer dizer que estas estejam disponíveis para o momento durante o qual pode viajar. Deste modo, o importante é saber como procurar as passagens mais baratas para o período no qual pode viajar (e, claro, se puder viajar em baixa temporada, melhor ainda).
       
      Por circunstâncias específicas, teria que viajar no final do ano. E encontrei a seguinte passagem: de 14 a 31 de dezembro, voos com conexão em Portugal, com chegada por Nápoles e retorno por Milão. Esse roteiro de voos, além de ter sido o mais barato, ainda tinha a vantagem de ser multidestinos: na prática, não teria que me preocupar em voltar à cidade de origem para pegar o voo de volta, o que pode representar uma enorme economia em não precisar gastar em deslocamento até lá, além de tornar a viagem mais proveitosa.
       
      Todavia, o voo encontrado tinha uma característica, que se provou conveniente para a viagem feita: a passagem encontrada era só com bagagem de mão, para 8 quilos, tendo que a mala seguir o tamanho máximo estabelecido pelas companhias na Europa. A opção de despachar era inviável: o custo de despachar uma mala pagando antecipadamente era de € 70 por trajeto.
       
      Compramos 4 malas de mão rígidas na região da 25 de Março. E fui medir as malas. Apesar do tamanho total das malas atender perfeitamente exigido pela companhia, sua largura era um pouco maior do que o limite estabelecido pela companhia, sendo compensado pela altura. Bate aquele desespero. Será que eles iam perturbar? Fui pesquisar e descobri que depende. Tem companhias que colocam o suporte da mala em barras de ferro; então, se uma das dimensões da mala for maior do que devia, já era – tem de despachar. Outras, por sua vez, tem o suporte em forma de “papelão”, sendo mais flexíveis. Como a mala, apesar de ser rígida, permitia “apertar” e diminuir sua largura, resolvemos arriscar – e deu tudo certo. Mas caso encontre outro voo internacional só de mala de mão, verifique se as medidas para cada dimensão estão corretas. Saiba também que as dimensões da mala de mão no Brasil são um pouco diferentes do que as estabelecidas na Europa.
       
      O voo de ida faria uma conexão em Lisboa por 2 horas; bastava não ocorrer atraso na partida que não haveria problema. Contudo, o voo de retorno faria conexão noturna em Porto de quase 12 horas. Tendo em vista que seria noturna, não haveria tempo hábil de revisitar Porto – seria o caso de repetir o feito como no Aeroporto de Madrid-Barajas, de dormir no aeródromo. Porém acabara de adquirir um cartão que permitia ao grupo acessar o lounge do aeroporto gratuitamente, o que tornou nossa permanência muito mais confortável. O acesso ao lounge pago é caro (US$ 32), porém pode ser mais vantagem em conexão noturna de voos. Como? A diária de hospedagem próxima ao aeroporto não é das mais baratas (junto ao custo de deslocamento até a hospedagem) e ainda tem a preocupação com o horário do voo. No lounge, por sua vez, a preocupação com o horário do voo é um pouco menor, pois já está dentro da área de imigração, possui poltronas confortáveis para uma boa soneca e comida disponível para café-da-manhã. Ou ainda (o que acho mais provável) é não gastar nem em hospedagem nem em lounge e usar (ou não) o dinheiro para comprar nas lojas do aeroporto para esperar o tempo passar.
       
      Regularizada a questão dos voos, estava com o enorme desafio: como planejar a viagem internacional em menos de 60 dias. Já tinha a expertise das duas viagens feitas nos anos anteriores, mas sabia que o período seria meio apertado. Porém a experiência já tinha ensinado que tinha de analisar a questão de transporte e hospedagem de forma integrada e, para isso, precisava ter um esboço de quais cidades desejaria visitar.
       
      Não sabia quais cidades que deveriam ser conhecidas (além das cidades de chegada e partida, Nápoles e Milão, respectivamente) tampouco o tempo que deveria ficar nelas, além da dificuldade extra representada pelo Natal, já que nesse feriado praticamente tudo fecha (Londres que o diga...). Fui consultar o perito da família que deu uma sequência de cidades, com a ideia de passar o Natal em Veneza (ideia genial, já que o melhor de Veneza é perder por seus canais).
       
      Simulei o aluguel de carros na Itália (já que estávamos em 4 pessoas) e fiquei surpreso: estava consideravelmente mais caro do que tinha pago na Espanha 2 anos antes. Por quê? Será que aumentou tanto de preço assim? Para saber, simulei nas mesmas datas (e mesmo local) da viagem que fizera na Espanha e o preço não aumentava muito. Ou seja, o aluguel na Itália era mais caro – potencializado ainda pelo local de retirada do veículo (Nápoles) seria diferente de devolução (Milão); para piorar a lei italiana exigia o uso de corrente para neve na região norte do país durante o outono e inverno e o uso da Permissão Internacional para Dirigir (PID) para locação do veículo, o que aumentava ainda mais o custo do aluguel do carro. Assim desisti do carro (e conhecer as pequenas cidades da região da Toscana ficou para uma próxima viagem).
       
      A lista de cidades estava ainda meio grande e, tendo em vista que não usaria carro, teria de conhecer praticamente as cidades maiores acessíveis de trem e ônibus. Recebi mais algumas sugestões e o roteiro final ficou em Nápoles (3 dias), Roma (3 dias), Florença (1 dia), Bolonha (1 dia), Veneza (3 dias) e Milão (3 dias) – confesso, não é um roteiro muito original, mas é maravilhoso.
       
      Comecei a simular os trajetos da viagem nos sites de buscadores e me surpreendi: encontrei passagem de trem de alta velocidade de Nápoles a Roma por € 9,90, para um trajeto superior a 200 km. Era uma excelente oportunidade para poder conhecer o país de trem, já que não estava de carro e a diferença para os ônibus era baixo. Continuei simulando para os demais percursos da viagem e, apesar de não ter um preço tão baixo quanto esse primeiro, ainda era bem razoável – o ônibus era mais barato em alguns trechos, no entanto era mais demorado e como alguns trechos nós fizemos de dia, isso implicaria perder parte da viagem dentro do veículo. No fim, os 5 trechos de trem adquiridos custaram € 75,50 por pessoa – repare que a companhia área cobrava € 70 por mala despachada por trecho. Entre pagar para despachar a mala ou conhecer metade da Itália de trem, fico com a segunda opção.
       
      Só que eu não comprei os bilhetes de trem de uma única vez (a despeito do parágrafo anterior parecer “indicar” esse modo). A escolha da hospedagem tinha que ser de acordo com o horário do trem, por exemplo. Então dado que tinha estabelecido que a viagem seria feita de trem, escolheria as hospedagens para cada cidade. Portanto, para cada cidade, escolheria a hospedagem e o bilhete do trem, sucessivamente (e não só os bilhetes de trem e, depois, as hospedagens). Parece um detalhe sem importância, mas um dos meios de hospedagem – aluguel de casa/apartamento – possui restrição de horário de check-in, o que seria inviável para alguns dos horários de trem que reservamos (além daquele eterno problema de onde deixar as malas). Por sua vez, alguns hotéis possuem multa caso faça o check-in depois da meia-noite.
       
      Em Napóles, a ideia inicial era de partir o mais cedo possível para Roma. Fugindo às regras de hospedagem barata, encontrei hotel com preço competitivo ao lado da estação Napoli Centrale, de onde partiria o trem para a capital italiana. Não havia muito de se preocupar com o horário de check-in e check-out, já que o voo só chegaria à tarde e compramos o bilhete para partir para Roma no começo da manhã. A questão de Nápoles foi simples de resolver.
       
      Em Roma, por sua vez, existem uma quantidade intermináveis de hospedagem. Há uns 10 anos, a Itália permitiu que os municípios italianos cobrassem um imposto de turistas que pernoitam nas cidades. O imposto varia conforme a cidade e o nível da hospedagem – quanto mais luxuosa, mais caro fica; e é preciso ter noção desse imposto, pois alguns buscadores de hospedagem apresentam essa taxação de forma meio “discreta”. Como esse imposto é mais caro conforme o “nível turístico” da cidade, esperava ficar um pouco mais afastado do centro de Roma para pagar mais barato no combo hospedagem mais imposto. Só que as linhas de metrô na cidade não são muito extensas e encontrei hospedagem com bons preços (mesmo com o imposto) próximos ao Vaticano, distante 10 minutos a pé do metrô (mas que nem precisa ser muito usado, já que o centro de Roma não é grande). Para o último dia em Roma, encontrei passagem competitiva de trem para Florença no início da noite – a questão romana estava solucionada.
       
      Florença, por sua vez, é pequena – e a oferta de hospedagem também. A maioria fica próximo à estação Firenze Santa Maria Novella, porém os preços não são muito bons. Procurei hotel fora da área turística da cidade, mas com o cuidado de verificar se o check-in era aceito até meia-noite, já que chegaríamos na cidade tarde e ainda teríamos que se deslocar até o hotel. Em Bolonha, a situação piorou, porque as hospedagens estavam ainda mais caras e tive que procurar ainda mais afastadas do centro. Até pesquisei aluguel de apartamento, mas estavam com o mesmo valor (ou até mais caro) que os hotéis. No fim, encontrei um disto a 3 km da área central. Já que não sabíamos qual das 2 cidades seria mais interessante para nós, compramos a passagem de trem para o meio-dia, que permitiria conhecer ambas igualmente. Para Veneza, novamente obtive bilhete de trem para o início da noite.
       
      Não tinha procurado hospedagem em Veneza visto que o preço delas em Mestre é bem mais barato (e melhor). Tinha encontrado algumas hospedagens baratas na cidade acessíveis para Veneza por ônibus ou bonde. Contudo durante essas pesquisas ocorreu a histórica acqua alta em novembro de 2019 que derrubou o preço dos hotéis. Com isso, encontrei um apart-hotel próximo à linha dos trens e com ótimo preço (e horário de check-in tranquilo) – para completar, a cidade possui a taxa do imposto municipal mais barata dentre as 6 cidades visitadas. A despeito de não recomendarem de ir à Veneza durante o período da maré alta, esta nos ajudou muito em conseguir melhores preços – e nem a vi durante minha estadia de 3 dias nas ilhas.
       
      O trem de Veneza para Milão foi o mais difícil: apesar de ter muitos horários, como em outros trechos na Itália, estes estavam meio caros – pouquíssimos estavam com preço bom. O melhor preço que encontrei era um dos últimos que chegava na cidade, às 22:30. Com isso, teria que me atentar bem ao horário limite de check-in e o tempo de deslocamento da estação Milano Centrale à hospedagem.
       
      Por motivo que ainda desconheço, não conseguia encontrar hospedagem barata em Milão, mesmo utilizando toda a estratégia desenvolvi planejando essas viagens. Procurei hospedagem ao longo das linhas de metrô e trem e, mesmo assim, não obtive resposta satisfatória. Nesse caso joguei a toalha e fiz o jogo inverso – já que afastado a hospedagem afastada permanecia cara, procurei as mais próximas (não do centro de Milão, mas da estação Milano Centrale para economizar o transporte de quando chegasse de Veneza e para partir ao Aeroporto de Malpensa).
       
      Como o prazo de preparação da viagem foi meio curto, comprei o bilhete do trem sem ter analisado integralmente o site; comprei a opção mais barata, sem ter visto que só permitia o acesso com mala de mão – por sorte, essa era a opção desejada senão perderia algumas dezenas de euros valiosas. No fim, apesar de parecer impossível, viajar para a Europa somente com mala de mão é muito mais cômodo quando se percorre muitas cidades.
       
      O tempo restante da viagem não permitiria um estudo mais ampliado de atrações e eventuais promoções, como foi o caso da encontrada no Reino Unido. Porém como até hoje nada encontrei (exceto o RomaPass que, no meu caso, não compensaria) creio que não exista algo equivalente. Para poder me auxiliar, comprei um guia resumido da Itália – serviria para encontrar alguma atração caso tivesse que mudar a logística. Mas não é por isso que não ia construir ainda no Brasil uma lista de atrações que desejaria conhecer.
       
      Em virtude do tamanho da mala, por óbvio, não poderia colocar roupas e objetos a meu bel-prazer. Tivemos que fazer um checklist dos objetos a serem levados, com antecedência em relação à data da viagem, para inclusive poder refletir se não havia algo faltando (e faltou) para colocar na bagagem. O que ocupa a maior parte da mala é sempre o casaco. Como primeira viagem só de bagagem de mão, estruturei a seguinte estratégia: apesar do voo ser sempre gelado e ter a necessidade de usar, no mínimo, uma blusa, coloquei o casaco e todas as demais peças na mala. Por essa manobra, podia tirar o casaco e pressionar a largura, caso a companhia encrencasse com o tamanho; dava margem para comprar produtos durante a viagem, pois sabia que tinha o espaço equivalente do casaco que ia no braço na volta. Como a companhia também permitia uma pequena bolsa/mochila, colocamo-la vazia dentro da mala caso necessitasse.
       
      Curiosamente, percebi que o peso permitido (8 kg) não é à toa. Exclusivamente com roupas, dificilmente esse peso é atingido. Mas caso coloque livros, máquina fotográfica e outros objetos, é mais provável de estourar o limite.
       
      Quanto à questão de internet, o cartão também cedeu um chip para a viagem. No entanto, o consumo principal da internet na Itália foi quanto ao uso de mapas. Caso deseja evitar o custo de chip no exterior, baixe os mapas e use na versão off-line. E sempre vai existir uma lanchonete na esquina para te salvar quando precisar de internet.
    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Itália
       
    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Holanda
       

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