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Bolívia - Morte no Downhill, Chacaltaya, Tiwanaku, Assalto y otras cosas más...


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AQUI O RELATO DELA   Colecionando destinos 4 de setembro · Editado The Death Road   Hoje o dia foi repleto de emocoes, mas posso resumir esse “tour” com uma única frase:   It´s amazing!   Cr

Realmente Deys, você me falou no whats que havia uma campanha, e tem mesmo...rs Enfim galera, tive vários problemas que dificultaram o término do relato, problemas familiares, fiquei sem pc, passei p

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eu fiz o Downhill da estrada da morte dia 14/08, um dia após a morte do Eduardo Campos....rs

 

Não fiquei sabendo desta morte. Porém, se não me engano, foi noticiado lá no downhill um acidente, tombo mesmo, com fraturas.

 

O relato deste tópico, a meu ver, poderia trazer contribuições no sentido de mostrar que há riscos potenciais, inclusive à vida, nestas viagens aos países da América do Sul. Em que circunstâncias estes riscos são maiores e por quais destas circunstâncias passou o narrador (narrador personagem).

 

 

Mas o narrador sumiu.....

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Realmente Deys, você me falou no whats que havia uma campanha, e tem mesmo...rs

Enfim galera, tive vários problemas que dificultaram o término do relato, problemas familiares, fiquei sem pc, passei por alguns problemas de saúde que provavelmente me levarão a uma cirurgia no fim do mês, enfim...

Hoje continuo o relato, e Trota, se você acredita nos relatos ou não, não importa, não é todo o mundo que curte maconha e sodomização como vc cita no comentário, mas se é teu gosto com certeza vc encontra fóruns sobre o assunto, quando vc foi lá aconteceu isso? Monta um relato da sua aventura pra gente ler! Precisou viajar tanto pra sentir essa sensação? Bom... Gosto é gosto né...

Se eu fosse um turista CVC não fecharia um pacote pra Bolívia e sim para a Europa e ficaria na comodidade. E não, não sou um fake, se você sabe onde encontrar o link para meu Facebook poderá comprovar isso, se não souber peça ajuda para algum moderador.

Vou começar agora a escrever o dia seguinte e já já vocês saberão um pouco mais sobre o mochilão.

Até já.

  • kkkkkkk 1
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Terça - 17/06 - La Paz

 

Segui uma dica muito importante que muitos que foram à Bolívia sempre citam, leve uma roupa mais "pesada" por que no busão faz frio, e realmente, é um frio "do baralho", e foi nesta madrugada mais fria que bunda de urso polar que tive o primeiro contato com o soroche, por volta das 4 da manhã acordei assustado, como se eu não conseguisse respirar, e não conseguia. Confesso que foi uma sensação estranha puxar o ar e não conseguir, mas mantive a calma e inspirava e respirava lentamente até "acordar", eu estava sonolento e fui limpar o vidro do busão para ver onde eu estava mas mesmo que eu soubesse não faria diferença alguma e voltei a dormir. Acordei com o sol forte da manhã na cara, pensei: "Não aguento mais ficar aqui", mas minhas preces foram ouvidas quando vi um movimento caótico nas ruas, sinal de "cidade grande" então estávamos perto. Algum tempo depois chegamos ao terminal de La Paz e graças a Deus eu poderia comer alguma coisa que não fosse bolacha.

Paramos em uma das lanchonetes do terminal e comi alguns lanches se assemelham ao misto quente brasileiro por 5 bols cada e uma caneca de café com leite para esquentar.

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Depois do lanche matinal fomos a procura de um hostel eu tinha alguns endereços e procuramos um que toda a galera pudesse ficar, alguns tinham 2, 3 camas disponíveis, até que conseguimos encontrar o The Brew Adventure na Avenida Montes altura do nº 500 se não me engano e o melhor, camas disponíveis em quartos separados por um preço um pouco mais alto que alguns que pesquisei, 65 bols, mas dane-se, havia um segurança na porta, ficava na rua de baixo do terminal (mas descemos por outra rua e não vimos ele ¬¬), limpo e organizado.

Tomei uma ducha digna e fomos andar pela cidade e procurar os passeios, encontramos a Extreme que é bem recomendada em alguns relatos, fechamos o Downhill na temida estrada da morte para o dia seguinte e Chacaltaya e Valle de la Luna para quinta e Tiwanaku para sexta (neste fui sozinho). Ao todo paguei 480 bolivianos em todos os passeios depois de muita pechincha e choradeira. depois descobri que teve gente que pagou isso só no downhill, então não esqueçam de chorar no preço e dizer que vão em outras agências antes de fechar.

Todos os passeios tem uma "taxa" que é paga para o guia, os valores foram: 25 bols no Downhill, 15 bols no Valle de la Luna, 15 bols no Chacaltaya e 80 em Tiwanaku.

Depois de fechar os passeios, fomos almoçar, andar pela região da rua das bruxas e eu fui descansar pq ainda estava me adaptando a altura e tinha um pouco de dificuldade de respirar, no Brew vc ganha um chopp por noite hospedada, então fui tomar minha "Saya Beer" na faixa com a galera no começo da noite e só tenho uma coisa pra falar. Que bosta de cerveja viu... Cara, senti saudades de uma bela Serra Malte e até mesmo da Skol. Mas cavalo dado não se olha os dentes, e até por que o caneco custava uns 8 bolivianos e não havia outra marca. Brindemos a "Saya Beer" e vamos descansar por que o dia seguinte teria o temido Downhill.

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Quarta - 18/06 - Downhill en la carretera de la muerte

 

Acordar 6 da manhã no inverno (10º) de Sampa não é fácil, mas fazer o mesmo em La Paz (-3º) é muito louco afinal é dia de Downhill!!! Que se dane o frio! ::hahaha::

Brincadeiras a parte, eu nunca senti um frio assim, se você pensa em ir pra lá a dica importante é tomar banho a noite antes de dormir pq de manhã não dá, é punk.

Acordei cedo, tomei café e falei com o Roney, "que merda vai acontecer desta vez?". Eu já fiz um mochilão pela Argentina e pelo Chile que ainda não tem relato mas um dia sai, e nada aconteceu, foram perfeitos. Mas quem leu o do Paraguai e viu que no final deu merda sabe que eu e o Roney não damos sorte viajando juntos. E realmente, comprovei que esse meu amigo das antigas dá azar, ou seria eu pra ele? Enfim... Em nosso segundo mochilão juntos não podia ser diferente.

Não segui a porcaria da instrução que a mulher da agência deu e me lasquei. Ela pede para ir com uma bermuda e por cima uma calça quente pq na primeira parte do trajeto é frio pacarai e depois um calor daqueles. Além de uma troca de roupas pq a sua estará suja. Só fui de calça, camiseta e blusa sem levar uma troca de roupa. Me ferrei pq fiquei todo sujo de barro, suado e fedido.

A van buscou passou no Brew umas seis e meia para buscar eu e o Roney, passamos no Loki e mais 4 mineiros entraram no carro, Thiago, Marcelo, Zé e o outro que não me lembro pq não tem Facebook, não dá pra lembrar o nome de todos kkk.

Um deles estava zuado, branco igual papel, só andava com o rosto pra fora da janela, se não me engano ele chegou até a ir no médico em La Paz por ter comido algo que não fez bem ou coisa do tipo. Cuidado galera, alimentação na Bolívia é coisa séria, ainda vou explicar sobre isso. Os caras queriam voltar mas ele disse que estava tudo bem, não queria estragar o rolê de ninguém e se precisasse ficaria no carro.

Cada um de nós ganhou duas garrafinhas de água (leve mais) e uma camiseta com a frase "I'M A DEATH ROAD SURVIVOR, AND YOU?" e paramos na estrada para encontrar outra van e tomarmos um café bem fulero, não conte com ele para matar a fome, leve umas barrinhas de cereal, chocolate, bolacha, fruta, enfim...

Colocamos nossas roupas, protetores, paguei a bike mais barata e me entregaram uma intermediária igual a de todos, pelo menos não fiquei com a bike de alguém por erro deles. Tiramos algumas fotos (leve uma máquina pequena, as fotos e vídeos deles são ruins), o guia deu algumas dicas de pilotagem em espanhol e num inglês mais arrastado que chinês falando "Este olizinal é tlinta leal", mas a galera entendeu de boa. Preste atenção no que ele vai dizer, vai te proteger e evitar de vc derrubar um amigo da bike a mais de 60km/h segundo nosso guia, não sei se qual foi nossa velocidade mas um coisa é certa, se não segurar no freio e com cuidado vc tá na merda ::lol4::

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Dei uma volta com a bike para me adaptar um pouco principalmente aos freios, apesar de fazer anos que não ando de bike o ditado diz que a gente nunca esquece né?!? É verdade, e depois de todos ficarem se esbarrando naquela área para entender melhor como é a magrela o guia grita: "LET'S VAMONOS!", e começa nossa aventura. Mas péra aí, "Let's vamonos!"??? É, ele gritava isso o tempo todo para todos entenderem.

Na turma haviam 2 minas (acho que de israel) que andavam mal pacas de bike e terminaram o trajeto, então não é um bicho de sete cabeças, vá com calma, não faça nenhuma idiotice e curta o visual que é indescritível, vc pode sentir um pouco de frio na primeira hora (parte mais alta), depois vem a serração para te molhar e na parte final o calor. Lembra a parte que falei pra ouvir o guia? Então, é para você não morrer ou matar alguém seu animal! Mas tem cara que se acha muito bom, quer sair correndo igual vaca louca, pensa que é o bonzão, mas não é bem assim pequeno gafanhoto. Tanto que o guia de outra empresa que desceu antes da gente morreu, e sabe por que? IMPRUDÊNCIA. Ele estava a milhão quando fez uma curva fechada, conclusão, não conseguiu parar e fez uma curva aberta indo pra contramão batendo de frente com um carro que subia. Não acredita? Tá aqui a prova:

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Viu como ficou o carrinho do lado direito? Então, o nosso guia disse que morrem por ano pelo menos 3 pessoas no Downhill, e todas as mortes são por IMPRUDÊNCIA, você consegue correr, se divertir e até tirar um racha com seu amigo em alguns trechos de cascalho sem maiores perigos, mas não acha que a morte vai perdoar vc se fizer babaquice, e falo isso com conhecimento, na segunda parte que é de cascalho eu fui fazer graça e derrapei, por pouco não caio barranco abaixo. Confesso que quase me caguei na hora, até parei a bike pra me recompor, mas o coitado do meu anjo da guarda estava de plantão, e sabe pq? Sim, eu fui idiota e tentei passar um cara pela esquerda, escorreguei na lama e perdi o controle da roda traseira que foi na direção do barranco. Depois do susto voltei a seguir as instruções e foi só curtição, até quando ví o Roney leva um tombo épico ::lol4::::tchann:: , tive que parar pra dar risada e tentar ajudar ele a levantar, ele não viu um buraco e quando chegou em cima dele empinou a roda da frente, mas a de trás entrou no buraco e foi um misto Duplo Twist Carpado com Jackass, ele caiu em cima do ombro operado e quase acabou o rolê por aí, mas depois ele foi de boa e terminou o percurso.

Na minha opinião a parte de asfalto é perigoso pela velocidade e a de cascalho pela dificuldade, não cai nenhuma vez e vi uns 3 tombos no máximo, haviam 3 guias, o líder que controlava a velocidade da turma inteira, o do meio que ficava filmando e tirando fotos e o último que controlava para ninguém ir muito devagar e se afastar tanto do povo. Faça no seu ritmo, não vacile, não tenha medo e por favor, não morra.

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Minha opinião é que o Downhill e o snowboard no Chile estão empatados em a aventura mais foda que já tive. Vale cada centavo que você pagar, quem sabe um dia eu volte pra Bolívia só para fazer o Downhill outra vez e conhecer o salar, mas hoje eu não voltaria, me senti seguro em poder sacar minha câmera em qualquer parte da Bolívia e tirar uma foto, algo que aqui na zona leste de Sampa é meio impossível. Mas tenho meus motivos para não voltar, até por que existem tantos países para conhecer que não pretendo repetir nenhuma deles. Mas quem sabe num futuro distante...rs

No final do rolê paramos num bar e tomamos a JUDAS, uma cerveja tão forte que deve coisa do capeta, todos ficaram bêbados ou perto disso, mas ela é infinitamente melhor que a Paceña e melhor que a Huari (acho que é assim).

No fim do dia voltei pro hostel todo dolorido, imundo com barro na roupa, na bota, no cabelo, fedido igual um gambá e só queria saber de tomar um relaxante muscular, um banho e dormir, e assim acaba meu dia.

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Fala Erik Grapeia, acompanhando seu relato cara ! O do Paraguai foi massa, manda ver ! Quando vai para o Uruguai ? Em breve estarei naquelas terras ! Problemas acontecem em qualquer parte do mundo, infelizmente você foi o sorteado da vez... :mrgreen:

Ano passado estive na Bolívia e me apaixonei pelo país e seu povo ! Voltarei em breve !!!

 

Desculpa a demora Ricardo, mas tava difícil.

Então cara, pretendo ir de carro com minha namorada no próximo ano, mas ainda não tenho a data certa pra isso, depende de quando pegaremos férias... ::quilpish::

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Erik, amigo, quanta situação tensa na sua trip! As próximas serão melhores! :)

Aguardando a continuação do relato.

 

Oi Rafa, foi tensa, perdi coisas mas a aventura foi boa, uma pena que desanimei e voltei. Mas as próximas espero que sejam melhores...rs

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    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado na Bolívia no final de 2018, se liga na vibe do nossos visinhos bolivianos...
       
      1º Dia: Partida - 26/12/2018 - 15h00 - São Paulo x Porto Quijarro - Empresa La Preferida R$315,00
           Partimos de São Paulo dia 26 de Dezembro de 2018 as 15:00pm da tarde do Terminal Rodoviário da Barra Funda. O ônibus teve um atraso de 30 minutos para que todos os passageiros guardassem suas bagagens no ônibus. A viagem é tranquila e o ônibus muito bom com banheiro e água da empresa La Preferida. Este primeiro trecho da viagem foi entre São Paulo à Porto Quijarro já na Bolívia. A viagem foi tranquila com duração de quase 23 horas e com paradas de 3 em 3 horas. 

       
      2º Dia: Partida - 27/12/2018 - 13h00 - Porto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra - Empresa 2 de Mayo Bs$100,00 - Moto Táxi Bs$6,00 - Taxa terminal Bs$3,00 
           Depois de horas na estrada estávamos próximos ao serviço aduaneiro de fonteira terrestre - ADUANA - na fronteira com a Bolívia. Pensamos que o ônibus iria parar para que fizéssemos a saída do Brasil e depois a entrada na Bolívia, mas o ônibus passou direto na fronteira e só parou no Terminal Rodoviário de Porto Quijarro, já em território Boliviano. No terminal rodoviário trocamos um pouco de real em pesos bolivianos e guardamos nossas mochilas na sala vip da empresa La Preferida que foi gentilmente cedida aos passageiros, logo depois pegamos um moto táxi por Bs$3,00 bolivianos para retornar à fronteira para darmos a saída do Brasil na ADUANA Brasileira e firmar a entrada na ADUANA Boliviana. O trecho do terminal rodoviário até a fronteira leva menos de dez minutos. Chegamos na fronteira e atravessamos para o lado brasileiro novamente para fazer a saída do Brasil. A fila estava grande para quem fosse dar entrada no país mas para quem era brasileiro e estava dando a saída do país, no caso do Brasil, estava sendo atendido mais rápido. Fomos atendidos depois de uns 40 minutos e corremos para a fila da ADUANA Boliviana que esta um pouco menor. Carimbamos nossos passaportes e firmamos a entrada na Bolívia. Agora estávamos em dia com o controle de imigração rsss. Após todo trâmite da fronteira retornamos para o terminal rodoviário para almoçar e comprar nossa passagem para a nossa próxima parada, a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Compramos em um dos diversos guichês na rodoviário pela empresa 2 de Mayo por Bs$100,00 bolivianos mais a taxa do terminal de Bs$3,00 bolivianos para as 13:00pm com aproximadamente 16 horas de duração. Poderíamos pegar o famoso Trem da Morte pelo mesmo valor e que também sai de Porto Quijarro mas leva um pouco mais de tempo para chegar em Santa Cruz e como estávamos com pouco tempo preferimos ir de ônibus mesmo. 
                       
           A viagem foi tranquila passando por diversas florestas e rios nos mostrando paisagens lindas do território boliviano. Fizemos algumas paradas durante o caminho para comer e ir ao banheiro pois no banheiro deste ônibus só podia mijar. Logo no começo da viagem o cobrador pediu para que quem precisasse cagar era pra pedir pra ele que eles paravam o ônibus para a pessoa fazer na estrada, pois como a viagem seria longa, se fosse fazer no ônibus mesmo ninguém aguentaria o cheiro. Mas ninguém precisou rsss. 
       
      3º Dia: Partida - 28/12/2018 - 11h30 - Santa Cruz de la Sierra x La Paz - Empresa Concórdia Bs$220,00 - Banheiro Bs$4,00 - Taxa Terminal Bs$5,00
           Chegamos em Santa Cruz por volta das 4:00am da madrugada. Ficamos aguardando o Terminal Bimodal de Santa Cruz abrir as 6:00am para poder fazer o cambio da moeda e comprar nossas passagens para nosso próximo destino, La Paz. Ficamos aguardando em alguns bancos que tem do lado de fora do terminal, quando um policial da INTERPOL abordou um de nós pedindo o documento de entrada na Bolívia. Documentos conferidos e fomos liberados rapidamente. Se não tivéssemos feito a entrada no país seríamos multados por estarmos ilegais no país pagando uma multa por este delito. 
           O terminal começou a abrir e logo vimos uma mulher vendendo as passagens para La Paz pela empresa chamada Concórdia pelo valor de Bs220,00 bolivianos, já adiantamos e compramos.  Depois entramos no terminal para aguardar nossa partida que seria somente às 11:30am, então tínhamos um bom tempo para comer, trocar dinheiro, tomar banho e dar uma volta pelos arredores do Terminal Bimodal de ônibus de Santa Cruz de la Sierra. Pagamos Bs1,00 boliviano para banheiro e Bs3,00 bolivianos para banho no terminal, isso acontece em toda a Bolívia, todo banheiro será cobrado, seja para necessidades ou seja para banho. Então separem suas moedinhas, pois elas serão muito úteis para isso. Outra utilidade para as moedas, são as taxas de embarque que todo terminal de ônibus cobra. Depois que compramos nossa passagem tivemos que ir em outro guichê para pagar a taxa de embarque do terminal que nos custou Bs$5,00 bolivianos. Dentro do ônibus antes de sair do terminal, um fiscal entra conferindo pessoa por pessoa o pagamento da taxa. 
        
        
           Andamos nas ruas ao redor do terminal e encontramos diversas barracas com comidas de rua. Tinha bastante comida típica, muitas sopas e caldos, sucos e escolhemos para começar as famosas salteñas e empanadas boliviana. São maravilhosamente deliciosas e valeu muito a pena experimentar. Comemos também o famoso cuñapé, que seria o pão de queijo boliviano. Outra delicia boliviana mas confesso que os pães de queijo da minha avó são infinitamente melhores que os cuñapé boliviano ahuahuahuahu. Desculpa aew Bolívia rs. 
           Retornamos ao terminal e embarcamos rumo a La Paz em uma viagem aparentemente tranquila mas assim que íamos distanciando de Santa Cruz o trajeto começou a ficar um pouco tenso. O trecho que passamos estava em obras e tivemos que passar por diversos desvios ao lado de desfiladeiros e enormes rios que cruzávamos a todo momento. Mais a noite o tempo mudou e começou a chover forte e o trânsito ficou bastante lento em alguns lugares. Com a noite chegando, a escuridão dominava e não tínhamos noção de onde estávamos passando, mas quando um relâmpago clareava tudo r nos dava a visão  do quão perigoso estava o trecho que estávamos passando. 
           Após o transtorno do trecho em obras fizemos mais uma parada para esticar as pernas, ir ao banheiro, comer alguma coisa, comprar água pois seria a ultima parada até La Paz. Como estava um calor de quase 30º graus desde Porto Quijarro, não nos importamos em colocar roupas de frio e seguimos em frente. Assim que o ônibus começou a chegar próximo da cidade de El Alto por volta das 5:00am da manhã sentimos o verdadeiro frio da Bolívia.

       
      4º Dia: Partida - 29/12/2018 - La Paz - Banheiro Bs$1,00 - Hostel Bs$153,00 - Van Bs$5,00 - Teleférico Bs$3,00 - Empresa Diana Tour Bs$40,00    
           Pela janela do ônibus só se via um descampado sem árvores, sem vegetação, coberto somente por uma grama curta e alguns arbustos e muito frio. Tinham diversas casas feitas de barro no meio do nada. Meu coração começou a bater mais forte e a falta de ar também começou levemente. Estava com os esfeitos da altitude, o soroche. Notei que estávamos próximos de El Alto, a última cidade antes de La Paz. O ônibus fez uma parada e mais da metade dos passageiros ficaram por ali mesmo. Perguntamos se ali seria o ponto final do ônibus. Algumas pessoas e o cobrador responderam que sim. Que teríamos que descer ali e pegar o teleférico até La Paz. Quando pegamos nossas mochilas do bagageiro do ônibus, perguntei para o motorista se ali seria o ponto final. Ele respondeu que não, que ali era ponto final pra quem era de El Alto. Subimos novamente no ônibus e ai sim seguimos rumo ao Terminal de Buses de La Paz.
           Chegamos por volta das 7:00am da manhã no terminal e bem na hora do rush. Havia muito congestionamento e resolvemos saltar do ônibus antes de chegar no terminal e continuarmos a pé o trajeto. No terminal de buses de La Paz usamos o banheiro por Bs$1,00 boliviano, compramos nossas passagens para Copacabana por Bs$40,00 bolivianos pela Diana Tour e usamos o wi-fi gratuitamente para podermos acessar o mapa no telefone para  poder seguir a pé para a Rua Sagarnaga. Esta rua esta concentrado a maioria das agências de câmbio, das agências de turismo, hotéis, pousadas e hostel. Fica bem próximo do Mercado Lanza, do famoso Mercado de las Brujas, da Igreja e Convento São Francisco, da Av. Illampu que contém diversas agências de turismo também. Ficamos hospedados no Hostel York B&B na rua Sagarnaga mesmo por Bs$153,00 bolivianos a diária por um quarto duplo, café da manhã e com banheiro privado. Como chegamos muito cedo no hostel e o check-in seria um pouco mais tarde, guardamos nossas mochilas na recepção do hostel e tomamos algumas xícaras de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude que já estavam dando seus sinais. Ficamos por alguns bons minutos na cozinha do hostel tentando acostumar com aqueles sintomas e assim que o chá de coca fez efeito resolvemos sair pra rua para encontrar agências de câmbio para trocar nosso dinheiro e aproveitamos para dar uma volta na rua do Mercado de las Bruxas que estava começando a abrir.   
        


         


           Retornamos para o hostel para fazer o check-in, pois já estava no horário, nos acomodamos no quarto que reservamos, tomamos um belo e merecido banho, arrumamos as mochilas menores e bora pra rua novamente almoçar e aproveitar o dia que por incrível que pareça estava fazendo sol com todo aquele frio. Então não podíamos perder tempo e saímos logo em direção à Praça Murillo, um dos cartões postais de La Paz. 
       
       

           Ficamos um tempo nesta praça até que resolvemos perguntar para um guarda como se chega no Mirador Kili Kili. Ele nos orientou a pegar um tipo de van por ali mesmo em uma esquina da Praça Murillo pagando Bs$5,00 bolivianos que conseguiríamos chegar na entrada do mirador. Achamos a van e aguardamos por alguns minutos até que lotasse a van de passageiros. O percurso até o mirador durou apenas 10 minutos. A van percorre alguns lugares da cidade parando em alguns e seguiu rápido em direção ao mirador. Transporte barato, rápido e eficaz.  










           O Mirador Kili Kili nos da a visão da grandeza de La Paz. Tem uma vista impressionante da cidade. Ficamos por horas neste local, até que o tempo que estava aberto se fechou de uma hora pra outra e começou a chover até granizo. Ficamos por quase uma hora em um abrigo no mirador aguardando a chuva passar. Foi impressionante ver aquela tempestade do mirador com seus raios cortando toda a cidade de La Paz.
           Assim que a chuva deu uma trégua conseguimos ir até o ponto e pegamos a van que nos deixou na Praça Murillo novamente. De lá fomos ao mercado Camacho comer uma típica comida boliviana. Estava frio e chuvoso e nossos estômagos estavam roncando de fome. Andamos por cerca de 10 minutos e já estávamos no Mercado Camacho. Pedimos dois pratos tipicamente bolivianos porem esquecemos de perguntar quantas pessoas eles serviam ahuauhaua. Vieram dois pratos enormes, um chamado Picana Navideña e outro chamado Planchitas que juntos serviam 4 pessoas facilmente ahuahuhauhau. Fiquei pensando depois que o garçom poderia ter nos avisado rsss mas tudo bem, comemos até o cu fazer bico! kkkkkkkkkk 

       
           Barriga cheia, pé na areia! Saímos do Mercado Camacho e fomos nos aventurar nos famosos teleféricos da cidade. Foi sensacional andar por cima da cidade naquelas cabines. Parecia que estávamos flutuando sobre La Paz. O sistema teleférico em La Paz foi inaugurado no ano de 2014 ligando as cidades de El Alto e La Paz. Hoje em dia La Paz contém 9 linhas integradas levando 18.000 pessoas por hora, facilitando o trânsito caótico gerado pela geografia caprichosa do lugar. As linhas são interligadas, porém cada uma delas será cobrado uma tarifa de Bs$3,00 bolivianos caso tenha que trocar de linha. 
         


       
       

            Retornamos ao hostel para descansar um pouco e aclimatar pois o soroche estava acabando com nosso fôlego e o coração disparava a toda hora. Como íamos subir mais ainda resolvemos ficar de booooa no hostel pois logo de manhã iriamos sair em direção ao Terminal de Buses de La Paz para tomar o ônibus para o nosso próximo destino, a cidade de  Copacabana às margens do lago mais alto do mundo, o Lago Titicaca.
       
      5º Dia: Isla Del Sol - 30/12/2018 - La Paz x Copacabana x Isla Del Sol
       
      (((((Continua no próximo post))))
       
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       (...)
    • Por GIACOME
      Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos.
      Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos.
      O resumo do primeiro dia foi: Cacoal-RO – Rio Branco, Acre. 988km. Os pontos mais relevantes deste dia e que merecem uma observação:
      1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer.
      2. Comer no Assados; restaurante que fica na rua Carlos Gomes, em frente à Honda. Boa carne assada e postas de Dourado gigantes assadas.
      3. Em Abunã, resíduos históricos da passagem da ferrovia madeira Mamoré, incluindo uma locomotiva perdida.
      4. A Balsa; elemento jurássico que assola o desenvolvimento da região.
      5. O Shopping de Rio Branco, assim como toda a capital estão lindos.
      Não ficamos hospedados em Hotel. Ficamos na casa do amigo Carlos Frederico.

       
      O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir.
      O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru.
      1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real.
      2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos).
      3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação.
      4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas.
      5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo.
      Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.


    • Por Sergio De jesus
      Salve salve mochileiros
      vou contar um pouco da minha viagem a la paz no monte chacaltaya e custo dessa viagem.
      atualmente estou morando em Santa Cruz de lá Sierra (bolivia)
      peguei um ônibus de Santa Cruz a la paz ônibus esse muito confortável com Tv banheiro poltronas ótimas,a passagem custou 130 bolivianos (65,00 reais).uma viagem que dura 17 horas até la paz,chegando na rodoviária de la paz contratei um táxi que me levou até a calle (rua) Linhares aonde tem varias agência de viagem e hoteis o custo do táxi foi 20 bolivianos (10,00 reais) o taxista me indicou o hotel lion gostei muito desse hotel no próprio hotel já tem a agência que leva ao chacaltaya,hotel muito bom tudo limpinho.obs: não pense que vai encontrar um hotel com ar condicionado em la paz pq anoite é muito frio. Custo do hotel 100,00 bolivianos (50,00 reais) com café da manhã incluso e serve tbm um delicioso chá de coca,lembrando que não é droga ok.
      fui na agência que fica no próprio hotel e contratei o passeio para o chacaltaya e valle de la Luna os 2 passeios por 90,00 bolivianos (45,00 reais)
      No dia seguinte a vãn passa no hotel as 8:00 horas da manhã  recolhendo o pessoal,estávamos em 7 pessoas na vãn,chacaltaya fica uns 40 minutos de la paz assim que sai da cidade vc já sente o clima mudar e a vãn passa por um caminho que só cabe 1 carro e vai subindo vc olha pela janela e da um puta medo desse carro cair ladeira abaixo hehehe vai chegando num certo ponto vc já vê as montanhas nevadas e estrada tbm com neve,a vãn sobe e deixa vc na estação de esqui que hj se encontra desativada quando vc deçe da vãn é incrível vc afunda o pé na neve,dai o guia pergunta se vc quer subir o monte (é lógico que sim neh ) são mais ou menos 300 metros de subida mais que eu vou te contar parece “300 kilometros”
      no meu caso eu senti muito a altitude de 5.400 metros acima do nível do mar eu demorei muito pra subir mais cada um sobe no seu Ritimo quando vc chega lá em cima a vista é incrível vc vê vários montes nevados o vento frio que parece que vai congelar seu nariz e seus dedos mesmo com luvas, mas garanto é sensacional muito lindo fui numa época com bastante neve,segundo o guia a melhor época pra ver neve no chacaltaya é no verão de dezembro a março. 
      Voltamos pra cidade para poder ir pro segundo passeio valle de la luna mais eu não consegui ir realmente estava muito cansado senti muito a altitude lá no monte chacaltaya tudo que eu queria era uma cama pra deitar e fiquei no centro próximo ao hotel. 
      Se me perguntarem se eu faria denovo,é claro que sim super indico é uma sensação ímpar.
      la paz é uma cidade linda com o trânsito caótico um monte de pessoas buzinando ao mesmo tempo heheheh aquela loucura,a única coisa que não gostei e não gosto é a culinária local.
      Um abraço a todos espero ter ajudado de alguma forma e qualquer dúvidas estarei aqui pra tentar ajudar.
       











    • Por Adeilsonn
      Salve, salve galera mochileira.
       
      Então esse é o meu 1º relato de trip, espero que seja o primeiro de muitos outros.
       
      Passei o feriadão de páscoa na Bolívia e como peguei todas as dicas aqui, nada mais justo que deixar o meu relato, pois sei que poderá ajudar outros mochileiros.
      Esse foi meu 1º mochilão internacional, na verdade vou chamar de mochilinha pois foi um bate volta.
      Vou separar por dia para tentar detalhar o máximo possível, vamos a aventura por terras Bolivianas.
       
      A trip iniciou em Novembro de 2013, foi quando a Gol fez uma promoção de passagens de volta a R$ 39,00, e para nossa surpresa minha e do meu amigo, havia passagens para Santa Cruz de La Sierra.
       
      Após comprar as passagens comecei a ler os relatos e confesso que a princípio fiquei com medo e receio e ao mesmo tempo ansioso para conhecer o país e a cultura.
       
      17/04 – Quinta-feira
       
      Como moramos no RJ e o voo partiria de SP(GRU), saimos do RJ no dia 17/04 às 23:59h pela empresa Útil que faz a linha RJ X Guarulhos.
       
      Gastos
      Passagem RJ X SP – R$ 49,00 (empresa Útil)
      Lanche na Rodoviária RJ – R$ 9,00 (Rei do Matte Joelho + Guarana natural)
    • Por ta_tia_ne
      Você encontra o relato original em:
      http://viajanderia.com/2014/11/14/um-pulinho-ali-em-chacaltaya-na-mais-alta-estacao-de-esqui-do-mundo/
       
      Fizemos a subida a Chacaltaya um dia após o Downhill, confesso que eu estava destruída e fui INFORMADA do preço, horário ao ser acordada de supetão já para trocar de roupa e sair correndo … Agradecimentos aos dois Paulistas pestes da Viagem, Flor(as vezes conhecido como Felipe) e Marco ..
       

       
      Conhecemos duas irmãs brasileiras na noite anterior bem elétricas e elas fariam o passeio conosco.
       
      O guia nos pegou as 9:30 no Loki Hostel e fomos aos poucos saindo de La Paz e indo em direção a uma montanha nevada lindíssima que depois fui saber se tratar de Huayna Potosi. Que deslumbre.
       


       
      Para nossa sorte, o pneu de nossa Van furou e foi possível ter uma parada na estrada para tirar uma fotos lindíssimas.
       

       
      2 dias na Bolívia e estávamos indo para nossa segunda aventura. Chegar aos 5395m acima do nível do mar na estação de esqui mais alta do mundo. Alguns dizem 5421m. Não sei qual o certo, sei que é alto pra caceta! De verdade.
       
      Vamos as dicas que agora eu considero importantes:
       
      Se você tem uma torneira enguiçada no lugar da bexiga faça xixi logo na base. (As minhas principais preocupações e melhores dicas sempre tem a ver com xixi, não tem jeito). Lá em cima é complicado!
      Faça uma aclimatação de 2 ou 3 dias PELO MENOS antes de encarar a subida. Filhão, o oxigênio fugiu de lá, nunca se esqueça disso.
      Não esqueça as folhinhas de coca, a muña ou sei lá que parada você esteja usando para o mal da altitude (o tal do soroche pega feio e pode estragar sua tentativa de subir).
      Não esqueça de levar um corta vento. Faz frio e venta muito mesmo. Eu também usei uma scarf para proteger o rosto, mesmo assim, meus lábios ficaram todos queimados.
      Suba devagar.Eu andava 8 ou 9 passos e parava. Eu sou sedentária, precisei respeitar os meus limites.
      Dito isso .. vamos ao que aconteceu.
       
      Chegamos a base depois de passar, segundo nosso guia pela VERDADEIRA estrada da morte. Mas de boa, a estrada da morte do Downhill era bem mais sinistra e alta .. Isso não quer dizer que você não passe por uns desfiladeiros sinistros.
       
      E gente .. quem foi que disse aos motoristas bolivianos que eles podem dirigir como se não houvesse amanhã?? Como diz a minha vó Ruth : “Jesus, Maria José!”
      Eles vão tirando fininho e você vendo as pedrinhas escorregarem lá embaixo.
       
      Chegamos a base da estação ( parada pro XIXI ) e aqui já tivemos duas desistências. Uma das brasileiras entoou um mantra durante todo o caminho até Chacaltaya: “Estou passando mal .. não consigo respirar, estou passando mal , não consigo respirar…” E assim foi, adivinhem, ela chegou na base passando bem mal e com muita dificuldade de respirar. A irmã foi solidária, apesar de brava, e ficou fazendo companhia para ela.
       
      É, o negócio não é mole não e se você não estiver, ao menos com o psicológico, bem preparado, é realmente difícil segurar a onda de começar a sentir o ar tão rarefeito.
       
      Subimos em três .. eram mais ou menos uns 200m de distância e mais uns 150m na segunda parte. Tranquilão né? O que são 200m não é mesmo?
       
      AMIGÃO, o que foi aquilo????? Eu andava um tantinho parava .. andava outro tantinho e parecia que meu coração ia pular fora do meu peito e descer a estrada da morte sozinho a procura de oxigênio.
       
      Os meus dois amigos já estavam a frente e eu MAIS UMA VEZ era a última. Mas vamos que vamos. Descobri que não vim a esse mundo a passeio e que não estou na merda de uma corrida de ratos e ainda bem que descobri isso antes de Chacaltaya. Fui no meu ritmo .. mas ao chegar na primeira parada, muita coisa no peito apertou, o psicológico tava gritando comigo e eu chorei pra caramba .. nossa, que conquista, que superação. Eu não podia acreditar que estava ali e que estava tendo a oportunidade de viver aquele momento. Lágrimas e mais lágrimas.
       
      Eu já estava seriamente pensando se subiria os outros 150m ou não. Bem, fui perguntar aos meus amigos se eles subiriam até o topo. Aí veio aquele momento em que você sente novamente que uma amizade muito maneira e bonita está sendo construída, a resposta que eu ouvi foi (e deixarei em caixa alta pois foi assim que ouvi!): SIM, VAMOS SUBIR SIM, TODOS, VOCÊ VAI COM A GENTE E NESTE ÚLTIMO PEDAÇO VAMOS SUBIR JUNTOS.
       
      Caraca … arrepiei. Tentei me recuperar o mais rápido possível e encaramos novamente. Devagar .. anda 5 passos e para … 5 passos e para.
      Não só eu, mas a emoção começou a tomar conta de todos nós. É filhão, é o tal do psicológico batendo na nossa porta.
       

       
      Foi uma chegada EMOCIONANTE em meio a lágrimas, sorrisos, contemplação e a certeza de que aquele momento marcaria muito e seria muito especial para cada um de nós.
       
      Fizemos nosso agradecimento, uma oração … relembramos algumas coisas importantes das nossas vidas, agradecemos mais um pouco e #partiudescer que estava todo mundo congelando lá em cima. Fotos, registros e vídeos e depois de 1:30 para andar 350m voltamos a base em um ritmo melhor que o da subida. Acho que não demoramos 30min para descer.
       
      O guia estava animadíssimo com nossa demora. #sqn ))
      A felicidade foi muito grande em atingir mais essa conquista que, inicialmente, nem estava nos meus planos.
       
      Como assim não estava nos seus planos? Pois é, eu nem ia à Bolívia nesta viagem e de repente eu estava ali, conquistando Chacaltaya em meio a novos amigos. Fantástico, fenomenal, incrível e emocionante.
       

       
      Na volta já a caminho de La Paz , na van, hora de almoçar!!! Quer dizer, de comer aquela tralha de biscoitos, chocolates e água que tínhamos nas mochilas.
       
      Eu fui tentar fazer um agrado ao guia, e dei a ele um de nossos pacotes de biscoitos, ao voltar pro meu lugar bati a cabeça no teto da Van e PASMEM, o vidro lateral da Van caiu e morreu no meio da estrada da morte despedaçado. Como assim? Coisas que só acontecem comigo.
       
      Eu continuo afirmando que a minha cabeça bateu no teto .. aquele vidro cometeu suicídio #prontofalei
       
      As palavras que ficam para Chacaltaya são Fantástico, fenomenal, incrível e emocionante. Sem mais.
       
      Fiz 3 vídeos curtos da subida, para que vocês pudessem entender a vibe do momento. O surto ao tentar acertar o nome do lugar e a altura certa eu atribuo a altitude que fez eu ficar um tantinho confusa
       

       
      E se você gosta de acompanhar estas aventuras ou encontrou informações relevantes, não deixe de compartilhar com seus amigos Minhas impressões sobre Peru e Bolívia foram muito ricas e eu contei um resuminho básico neste outro post.
       
      E se você quiser ver mais sobre a preparação e as curiosidades das minhas viagens, você encontra tudinho no Viajanderia.
      Você encontra o relato original em:
      http://viajanderia.com/2014/11/14/um-pulinho-ali-em-chacaltaya-na-mais-alta-estacao-de-esqui-do-mundo/
       
      Tati Batista

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