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Trekking Pico da Bandeira PARNA Caparaó (03/07 á 06/072014) Portaria Minas Gerais

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Salve Galera, compartilho aqui com vocês meu primeiro relato no Mochileiros.com de uma trip que para mim é uma das melhors que já fiz.

Para quem está afim de pernoitar no parque, deve-se primeiramente entrar em contato com a administração das portarias do parque por telefone ou pelo link “Reservas” no site do parque http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao/.

O parque dispõe de quatro áreas para acampamento, sendo assim:

- portaria Alto Caparáo em MG (Tronqueira e Terreirão) Tel: (32) 3747-2086

- portaria Pedra Menina em ES ( Macieira e Casa Queimada) Tel: (28) 3559-3096

Vale lembrar que a reserva deve ser feita com antecedência pois nestas épocas de Inverno a procura é grande por parte dos visitantes do parque.

 

Já fazia um tempo que estava afinzão de conhecer o 3° maior pico do Brasil, o Pico da Bandeira com seus 2.892m de altitude além de do Pico Calçado e Pico do Cristal que junto a outros picos do PARNA Caparaó compõe algumas das montanhas com mais de 2.000m de altitude.

Assim, a primeira etapa foi decidir junto ao meu Brother Sioney qual seria a melhor data para encarar essa aventura. Trocando ideias sobre qual data seria melhor para ambos decidimos reservar duas noites para acampamento (4 e 5/07/2014). Assim entrei em contato por email com a Admnistração do parque solicitando as reservas para o camping Terreirão (MG). Após 2 dias recebo a notificação que as mesmas foram efetuadas com sucesso.

A próxima etapa seria decidir se iriamos de carro ou busão. Decidimos ir de Buso e como era nossa primeira ida ao Bandeira pesquisei como chegar ao Município de Alto Caparáo. Verificamos que deveriamos comprar as passagens para Manhumirim-MG e chegando lá, embarcar em um outro ônibus com sentido a Alto Caparaó.

Foi o que fizemos. Saimos de Sampa/Tietê em um Buso da Viação Itapemirim às 19:05 do dia 03/07. Após 13 horas de viagem chegamos no Terminal Rodoviário de Manhumirim por volta das 07:20 do dia 04/07. Lá mesmo, no Terminal rodoviário, compramos as passagens com destino a Alto Caparaó (Viação Rio Doce). Esperamos e embarcamos às 08:30. Durante o caminho observamos várias plantações de café. Chegamos em Alto Caparaó às 09:20. Paramos em um barzinho para tomar um café até que um senhor nos perguntou se iriamos subir ao Pico. Respondemos que sim e o mesmo soltou: “ué e não vão ver o jogo do Brasil?” (Brasil x Chile pela Copa Do Mundo/2014). Depois dessa o mesmo comentou: “ vão passar um frio brabo lá em cima heim!”. Com já havia pesquisado bem sobre as temperaturas, principalmente durante a noite, já fomos preparados. Até em relação a comida. Dividimos bem o rango para os três dias e as duas noites que iriamos passar na montanha. Fome e frio não iriamos passar.

Chegamos na Portaria do parque às 10:00, efetuamos o pagamento da entrada e das pernoites, ajeitamos as botas e mochilas e perna para cima da montanha.

Nota: encaramos desde o inicio a pé.

 

Assim, após 6km de uma subida forte de estrada chegamos ao camping Tronqueira por volta das 12:30. Chegando lá paramos um pouco para descansar, tomar um pouco de água e comer algo para repor as energias. Como não havia ninguém a vista, resolvemos dar uma vistoriada onde se monta as barracas e encontramos o Lelio e se filho Vitor. Coincidência a parte o Sioney reconheceu o Lelio lá de Mogi das Cruzes. Trocamos umas ideias e decidimos continuar caminho por mais 3,7km até o camping Terreirão.

Essa parte da caminhada é bem sinalizada. Subida forte em terreno desnivelado mesclando entre partes planas e subidas. No meio do caminho entre o Tronqueira e o Terreirão avistamos uma Araucária que é referência do caminho certo. Chegamos no Terreirão às 15:40. Para nossa surpresa não havia nenhuma barraca. Fomos os primeiros a chegar na parada. Cumprimentamos os brigadistas que ficam por lá e largamos as mochilas em umas das mesas que há no camping.

Enquanto o Brother Sioney capotou em um dos bancos para descansar um pouco, resolvi vistoriar o acampamento. Fui em um mirante de onde ó possível avistar o Pico do cristal, entrei na casa de Pedra, onde a noite a galera prepara um rango dahora e quente. O sol já estava se pondo, então resolvemos montar a barraca em um canto bacana para proteger dos ventos fortes. Neste momento começa a chegar mais galera, chegando também o Lelio com seu filho. Apanhamos um pouco para montar a barraca. Arrumamos as tralhas dentro da barraca, colocamos mais roupas para nos protegermos do frio e junto ao Lelio esquentamos um pouco de água para preparar um capuccino dahora. Comemos e lá por volta das 20:00 resolvemos dormir, pois iriamos acordar às 02:30 da matina para seguir com a caminhada, ainda de madrugada, em direção ao Pico da Bandeira.

Acordamos às 02:30, comemos um lanche reforçado e às 03:30 partimos em direção ao Pico da Bandeira. O céu limpo se mostrava lindamente todo estrelado e os ventos fortes faziam com que as temperaturas caissem ainda mais. Um frio du karaka. A subida do Terreirão ao Pico da Bandeira consiste em 3,2km de distância. Bem sinalizada, porém como subimos a noite, caminhamos com utilização de lanternas e prestando bastante atenção para não deixar passar batido nenhuma sinalização. No meio do caminho, como estavamos em um ritmo forte, passamos à frente de uma galera que tinha saído antes de nós. Durante a caminhada, dava para observar as luzes das lanternas da galera que seguiam a frente. Quando chegamos na placa que indica 500 metros para o Pico, nos deparamos com uma galera que vinha pelo lado de Espírito Santo. Chegamos no Pico por volta das 05:20. Fazia um frio brabo. Os dedos das mãos, mesmo com luvas doiam pra karaka. Procuramos um lugar para nos abrigarmos do frio (sem sucesso rsrs) e sentamos atrás de uma pedra esperando o Nascer do Sol (segundo um brother lá, a temperatura estava em torno de -3,7°C). Lá pelas 06:15 o Sol começa a dar o ar de sua graça. Um espetáculo, magnifico. Registramos alguns momentos do sol nascer e ficamos observando o mesmo subir no horizonte. Ventava muito, mas mesmo assim resolvemos ficar até às 08:00, quando iriamos partir rumo ao Pico do Calçado (2.849m) e depois Pico do Cristal (2.770m).

 

 

A caminhada até o Pico do Calçado segue-se pelo caminho de volta ao camping Casa Queimada – ES (obrigatório passar por ele) onde também é bem sinalizado. Caminhamos mais alguns metros a frente do calçado e chegamos em uma rocha sinalizada com uma Cruz. Decidimos que a partir dali seguiriamos para o Pico do Cristal. Este caminho não é sinalizado como os outros, há alguns totens e passagens por lages. Com o Pico do Cristal a frente de nós, era só seguir em frente. Após uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia chegamos na base do pico. Subida mais ingrime e mais técnica (escalaminhada). Aqui digo, se não tiver confiança não suba, pois vai ter que descer de volta. Chegamos ao Pico do Cristal, sentamos ao lado do marco do cume, comemos uma barras de cereais e registramos alguns momentos. Para voltar era só seguir o caminho de volta, porém como avistamos o terreirão lá de cima, decidimos seguir pela crista oposta, descer até a base da montanha e seguir em direção ao Terreirão. Pagamos um preço alto por essa decisão. Ao chegar lá embaixo na base, não avistamos um caminho demarcado e subir de volta pela crista do Cristal não estava em nossos planos, então resolvemos seguir em linha reta por entre a vegetação de bambus e arbustos até um rio que cortava o vale (caminho difícil). Chegando no rio, abastecemos nossas garrafas, descansamos e após atravessar esse rio, demos de cara com uma pequena trilha (coberta pela vegetação mas visível). Decidimos seguir por ela, pois a mesma seguia em direção ao Terreirão. As vezes ela sumia entre a vegetação e tinhamos que varar mato para achar de volta, até que depois de umas duas hora de caminhada chegamos ao mirante do terreirão (por volta das 15:30). Largamos as mochilas ao lado da barraca e resolvemos comer uns lanches. Um cara que estava por lá, passou perto de nós e iria jogar fora metade de um Saco de pão Pullman e uma lata de atum. Comentei que era “mó desperdício”, aí o cara deixou conosco (caiu bem esse pão heim!). Nós, muito cansados, resolvemos descansar dentro da barraca. Enquanto estavamos dentro da barraca escutavamos chegar mais galera.

Um grupo se instalou ao lado de nós. Aí o tempo virou, começou cair um garoa fina, mas que não parava. Aí resolvemos não sair da barraca. Decidimos dormir. Ao longo da noite foi chegando mais galera e lá por volta das 02:30 escutava a galera saindo em direção ao pico. Lá por volta das 03:30 resolvi encarar o frio e ver o que rolava lá fora. Um céu lindo estrelado, havia parado de chover. Fiquei contente pois a galera que estava subindo iria presenciar um belo nascer do sol. Porém, engano meu, logo às 6:30 descia uma galera comentando que, mal o Sol começou a surgir no horizonte, as nuvens tomaram conta de tudo e não se enxergava mais nada. Logo mais as nuvens tomaram conta do camping. Com já haviamos decididos de desmontar acampamento e partir às 08:00 do Domingo, nos despedimos da galera que ainda estavam por ali e seguimos em direção ao Tronqueira em ritmo forte. Levamos uns 40 minutos. Comemos a última bolacha e continuamos a descida até a portaria. Levamos mais ou menos uma hora e vinte minutos. Durante a descida do Tronqueira e a portaria, um brother Chamado Anderson também nos cumprimentou. Esse brother deu várias dicas bacanas para mim ante da ida ao Bandeira. Porém lá no Parque não nos encontramos. Mas esse breve momento deu para agradecer as dicas do brother. Demos baixa na saída do parque às 11:00 e seguimos em direção à Cidade.

 

Como já haviamos comprado a Passagem de Volta a Sampa e o Buso só iria chegar em Manhumirim às 17:40, resolvemos almoçar em Alto Caparáo. Após o almoço resolvemos ir até o portal da Cidade para registrar algumas fotografias. Durante a descida pela Av. Pico da Bandeira, eis que um maluko dentro de um carro (acho que era um Monza), pergunta para eu e o Sioney onde estava acontecendo um encontro de comunidades chamada “ENCA” (acho que era assim). Quando me abaixo para responder, “ o maluko” era nada mais, nada menos que o Ventania (o mesmo dos “cogumelos azuis” e “só para loucos” rsrsrsrs). Como não sabiamos de encontro nenhuma, não soubemos responder a ele onde era essa parada de encontro de “ENCA”. Acho que por causa de estarmos de mochilas e barracas o Maluko nos parou para perguntar. Comentei a ele que eramos de Sampa e estavamos dua noites na montanha. O mesmo perguntou: “vocês acamparam aí de noite?”. Respondi que sim e o mesmo falou: “que loko mano”, “que doidera”. Foi muito loko essa breve trocação de ideias. Não pedi para tirar foto com o maluko, pois o mesmo estava dentro do carro e não quis ficar perturbando com tietagem. Nos despedimos, cumprimentei, meu Brother Sioney também e seguimos nosso caminho.

Devido a essa brincadeira perdemos o buso que seguiria de Alto Caparaó a Manhumirim, mas ainda estava em tempo. Embarcamos às 14:00. Chegamos em Manhumirim às 15:00 e ficamos esperando até às 17:40 quando embarcamos sentido à São Paulo. Durante toda viagem de volta só dormimos, e quando acordavamos, trocavamos algumas ideias reflectivas sobre esse rolê sensacional.

 

Obs: um fato que me deixou um pouco chateado é o fato de enquanto subia ou descia a montanha, recolhia alguns lixos deixados pelo caminho. Gente que não respeita a montanha não deve voltar nunca mais.

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Gostei das dicas. Estou partindo para o pico no dia 01/08/2014 e não vejo a hora de subir esta montanha... Fiquei sabendo que o frio na madruga é terrível mas vou preparado!

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