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11 dias na BA - Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo


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• Como geralmente acontece nos locais de praia, come-se melhor e mais barato na vila. Nas praias costuma ser mais caro, ter mais moscas e nem sempre a comida é boa. Vale a dica de levar água e lanche para passar o dia na praia e depois voltar e comer na vila

Valença:

• Perto do cais, vimos dois restaurantes, do outro lado da ponte, um em cada esquina, o Mega Chic e o Dagosto. Resolvemos almoçar no Restaurante Mega Chic, pois já tínhamos recebido algumas indicações desse restaurante. Tem AC e wifi, é bufê self-service por kg, o que eu peguei estava bom, mas o Daniel não gostou, tudo o que ele pegou não deu certo. Tem um Subway, ao lado, que é uma boa pedida para quem não quer arriscar em bufês

 

Boipeba:

• Boipeba é pequena, mas conta com opções de alimentação para todos os bolsos e gostos. Tem os restaurantes das pousadas mais chiques com direito a chefs e pratos mais elaborados, mas tem restaurantes simples com preços mais acessíveis e boa comida. Todos os restaurantes que nos foram indicados estavam ok, alguns eram bem simples, mas agradáveis, limpos e mostravam ter cuidados com os igredientes utilizados. Comi bem e barato, principalmente na vila. Na Barraca do Bobó, em Tassimirim e no restaurante em Cova da Onça, pagamos mais caro, mas comemos muito bem

• Praticamente não tinha moscas na vila, mas dependendo da praia tinha mais. Vimos muitas moscas em Moreré. Elas apareceram na hora da refeição, era alternar entre comer e abanar a comida. Não sei se era problema em Moreré de forma geral ou do restaurante em que fomos. Talvez outros restaurantes sejam melhores nesse quesito. Em Tassimirim e Cova da Onça, almoçamos na praia e não tivemos problemas com moscas

• Perto da vila de Moreré tem vários restaurantes e almoçamos por lá, mas não gostamos, pois tinha muita mosca, a comida estava razoável. Disseram que há restaurantes melhores do lado esquerdo da praia

• Tem uns cinco restaurantes em Cova da Onça. Disseram que todos são bons, o Restaurante Toca da Onça é bem recomendado, mas parece que não aceita cartão. Os preços são mais caros do que na Vila de Velha Boipeba, mas a comida é muito boa

• Fora de temporada, alguns restaurantes funcionam apenas aos finais de semana, mas a maioria abre diariamente, ainda que não ofereçam todos os tipos de pratos ou que não tenham refrigerante zero, por exemplo, pois eles mantêm um estoque menor nessa época de menos movimento

• Boipeba a terra do coco quente e furado de lado, foi a primeira vez que eu vi um coco furado desse jeito. Fora de temporada é difícil encontrar coco gelado, só coco natural. Disseram que não gelam o coco, pois se não vender logo, ele escurece. Por isso é bom perguntar antes se o coco está gelado

• Em Boipeba tem a famosa pimenta arriba-saia, imagine só o poder dessa pimenta!

• Muito bem recomendada foi a cocada de cacau da casa em frente à Pousada Aldeia, mas não experimentamos. Tem outros sabores também

• Disseram que a cocada da casa ao lado da Igreja Batista também é boa. Parece que ela costuma deixar na janela da casa dela, mas não vimos, não nos horários que passamos por lá

 

MSP:

• MSP tem restaurantes mais ajeitados/arrumados do que Boipeba, mas são mais caros também. Tem locais mais simples, mas como havia muitas moscas, alguns locais pareciam dever na higiene e no cuidado com os alimentos

• Moscas parecem ser um problema geral de MSP. Nas praias havia mais moscas, mas mesmo na vila tinha moscas, alguns restaurantes pareciam mais problemáticos do que outros. Veja bem, sei que ambiente de praia tem muitas moscas e não dá para ser muito fresca, mas eu acho que poderiam ter cuidado com os alimentos e cobri-los e/ou protegê-los dos insetos. Vimos, por exemplo, uma doceria, cujo balcão de doces tinha portas envidraçadas, mas deixavam as portas abertas e as moscas pousavam nas tortas

• Na Vila apenas alguns restaurantes abrem para almoço

• A R. Caminho da Praia e a Segunda Praia concentram os principais restaurantes da ilha. Muitos locais tem som ao vivo e cobram couvert artístico. Para não ter surpresas desagradáveis na hora de fechar a conta, é melhor perguntar o valor do couvert artístico antes. Em alguns restaurantes o 10% incide apenas sobre o consumo, em outros, incide sobre o valor total, inclusive sobre o couvert artístico

• Restaurantes da Segunda Praia tem estrutura do lado de dentro da passarela com mesas no ambiente interno, mas do outro lado colocam mesas na areia. A maioria deles tem mesas mais charmosas do que aquelas de plástico branco e, à noite, colocam pequenas luminárias sobre as mesas que tornam o ambiente bem romântico. Durante o dia tinha muitas moscas, era alternar entre comer e abanar a comida. No Restaurante Baiano, o garçom trouxe um potinho com pó de café queimando e soltando fumaça que afugentou, como por milagre, todas as moscas, até aquelas varejeiras enormes e verdes

• Em volta da Pça. Aureliano Lima, restaurantes como o Sabor das Artes e O Casarão ficam no alto com mesas que tem vista para a praça. É bacana para ver o movimento e ventava bem, era fresco

• Na Terceira e na Quarta Praia há algumas opções, incluindo os restaurantes das pousadas

• Na vila, não são todos os restaurantes que abrem para almoço, mas sempre tem opções disponíveis

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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Mais Ativos no Tópico

  • Membros de Honra

Contatos úteis:

• Prefeitura Municipal de Cairu, 3653-2145 / 2151/ 2122 / 9972-7960

• Secretaria Municipal de Turismo de Cairu, R. da Fonte Grande, s/n, Centro, 3652-1699 / 1064, [email protected], [email protected], atendimento das 8-12h e 13h30-16h30, SAT das 8-18h

 

Informações Turísticas:

• AMABO - Associação dos Moradores e Amigos de Boipeba, 3653-6030 / 6244, [email protected]

• Asconturb - Associação de Condutores de Turistas de Boipeba, na Boca da Barra, 3653-6357, [email protected]

• CIT de Morro de São Paulo, perto do cais, do lado esquerdo do Arco do Portaló, oposto ao Hotel Portaló

 

Agências de Turismo Receptivo:

• Bahia Terra Turismo, Praia da Boca da Barra, s/n, Vila da Velha Boipeba, Boipeba, 3653-6017 / 9905-9430 / 8186-4013 / 8801-8578, [email protected], http://www.boipebatur.com.br/

• Cassi Turismo, Morro de São Paulo, 8263-1696, [email protected], [email protected], [email protected], http://cassiturismo.com.br/

 

Outras opções:

• Posto de Serviços Boipeba, Rua Nova, 10, Centro, Boipeba, 3653-6130 / 9816-3507 Marcos, [email protected], http://www.psboipeba.com.br/ http://www.ilhaboipeba.org.br/psboipeba.html

• Rota Tropical, Rua da Prainha, 75, Primeira Praia, Morro de São Paulo, 3652-1551, [email protected], [email protected], http://www.rotatropical.tur.br http://www.morrodesaopaulobrasil.com.br/ http://boipeba.tur.br/ http://www.salvador-bahia.tur.br/portugues/index.htm

 

Links úteis:

Prefeitura Municipal de Cairu

Morro de São Paulo Bahia Brasil

Ilha de Boipeba

Boipeba Bahia

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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  • Membros de Honra

• Primeira vez na Bahia e amei. No geral, o povo é simpático e prestativo. São preparados para atender os turistas, a prestação de serviços é boa e rápida. Eu vi muitas queixas de mau atendimento e demora em avaliações de pousadas e principalmente de restaurantes, mas foi na alta temporada. Eu fui no início de dezembro e não tenho queixas, só elogios

• Amei as vilas pequenas, onde é possível caminhar pelas praias e curtir a natureza sem a circulação de carros

• Algumas pousadas e restaurantes fecham na baixa temporada, mas sempre tem opções disponíveis

• Repense a bagagem, a quantidade e o tipo de itens a serem levados. Leve roupas e calçados confortáveis e apropriados para andar pela vila e pelas praias

• Leve pouca bagagem, pois terá que carregá-la ou contratar carregadores para levá-la do cais até a pousada, combine o preço previamente

• Disseram que Valença era muito feia e o cais muito muvucado e ruim, mas não achamos, talvez por ter passado por ali no domingo, quando o movimento era pequeno

 

Boipeba:

• Achei os preços de hospedagem e alimentação bons, apesar da distância e das dificuldades de acesso

• Bem tranquila, ninguém nos abordou na chegada para carregar bagagem e/ou indicar hospedagem. Chegaram a abordar outro turista, mas não nós, talvez porque estivéssemos com pouca bagagem. Só um barqueiro perguntou se íamos para Moreré. Caminhamos sossegados, poucos ofereceram passeios, ninguém dos restaurantes abordou

• Não há trânsito de carros na ilha, há apenas motos e os tratores das professoras que fazem o transporte entre Velha Boipeba e Moreré. Dessa forma, a maior parte dos deslocamentos pela ilha é feito a pé ou de barco ou de tratores

• É proibida a circulação de veículos na Vila de Velha Boipeba, só transitam o carro do posto de saúde, o trator de lixo e, provavelmente, as motos dos policiais. O trator das professoras estaciona fora da vila, exceto em dias de chuva, quando segue até a escola para levar professores e alunos

• Na vila, as ruas principais são estreitas, mas são calçadas. Se quiser ver uma bucólica ruazinha de areia, cercada de mato formando um arco, um túnel verde, siga em direção à Praia de Boca da Barra e pegue o acesso que leva à Pousada Santa Clara e à Pousada Horizonte Azul. No geral, os caminhos são bem planos, com poucas subidas íngremes. As únicas subidas que contam são a do Morro do Quebra C*, a da trilha Cueira-Tassimirim e o trecho inicial da estrada, perto de Moreré, que os tratores percorrem de Moreré à Velha Boipeba

• Achei a vila agradável e tranquila. À noite, ventava e estava fresco. Tinha bastantes pernilongos, mas deixamos as janelas fechadas e dormimos com cortinado sem problemas, mas acho que é bom levar repelente

• A vila é pequena, mas tem infraestrutura básica. Em volta da Pça. Santo Antônio e nas proximidades, ficam o colégio e o centro de saúde, ambos bem novos e/ou reformados, o posto policial, dois supermercados, um hortifrúti, farmácia, um salão de cabeleireiro mais chique e outro mais simples, lan house, duas agências de turismo, lojas, pousadas, restaurantes, etc

• Posto de saúde tem dentista e médico de plantão 24h. Tem um 4x4 e uma lancha que funcionam como ambulâncias. A lancha é sugestivamente denominada ambulancha

• Posto policial fica perto do cais, na rua da Pousada Aldeia. É pequeno, tem motos

• Boipeba tem problemas com saneamento básico. Há rede de água tratada, coleta de lixo feita por tratores, aterro sanitário, mas não há rede de esgoto. Algumas propriedades têm fossa séptica, mas muitos usam fossa negra ou lançam os dejetos em córregos e no rio. A vila ainda sofre com os despejos das embarcações, por isso não é recomendando nadar ali pelo rio ou na Boca da Barra. Outras praias são muito limpas

• Vários estabelecimentos trabalham com cartões de débito/crédito, mas é bom ter dinheiro, de preferência trocado, pois não há agências bancárias, nem caixas eletrônicos na ilha e não são todos os locais que trabalham com cartão. Na vila é mais comum aceitar cartão, nas praias é melhor levar dinheiro. Em Cova da Onça, já tem restaurantes que aceitam cartão

• Telefones e internet funcionam normalmente na ilha. A maioria das pousadas e alguns restaurantes têm wifi e tem uma lan house na vila. Sinal de celular depende da operadora, cobertura da Claro é quase inexistente

 

MSP:

• Achei MSP mais turística do que Boipeba e com preços de hospedagem e alimentação mais altos

• Acho que tinha poucos turistas, pois tanto de dia quanto de noite, era meio difícil passar pela vila e pela Segunda Praia sem ser abordado pelo pessoal que queria vender passeio ou puxar para dentro dos restaurantes, mas todos eram educados

• Não há circulação de veículos na vila. Entre o cais e a Segunda Praia, o jeito é andar ou contratar um "táxi" que é um carrinho de mão, mais usado para transporte de bagagem, mas pode transportar uma pessoa também. Entre a Segunda Praia e o Pontal, ao sul da ilha, há carros 4x4 das agências/hotéis que circulam por caminhos por dentro da ilha. Entre a Quarta e a Quinta Praia tem passeios de charrete que seguem pela areia da praia. Entre o cais de MSP e o cais de Gamboa, há barcos de linha e barcos de passeio com saídas regulares e paradas em outros pontos de interesse também. Entre a Terceira Praia e Boipeba, tem o passeio Volta a Ilha. Dessa forma, a maior parte dos deslocamentos pela ilha é feito a pé ou através da contratação de algum passeio

• A vila fica no alto de um morro, então são praticamente duas ladeiras a se enfrentar: do cais para a vila e da vila para as praias. Esses dois trechos são bem íngremes, mas são calçados, com escada na lateral e rampa no meio, pelo qual circulam os "táxis", os carrinhos de mão (daqueles usados em obras) que transportam mercadorias, bagagens e até pessoas, eles colocam almofada para a pessoa sentar. Atualmente quase todo o acesso entre o cais e a Segunda Praia está calçado. Estavam terminando o calçamento do final da Rua Caminho da Praia para a Primeira Praia. Apenas um trecho da Rua da Prainha ainda é de areia fofa, mas parece que vai ser calçado também. Depois desse trecho de areia fofa tem uma descida com rampa e escada com calçamento até a Segunda Praia. Da Segunda Praia até o meio da Terceira Praia tem uma passarela de madeira. Há alguns anos todo o caminho era de areia fofa, alguns reclamam que o calçamento descaracterizou a vila, mas melhorou consideravelmente o acesso. Vimos um cadeirante e várias famílias com idosos e crianças pequenas, empurrando carrinhos e carregando bebês pela vila. Entretanto ainda é um destino complicado para quem problemas de mobilidade, por causa do traslado de SSA à ilha e da circulação dentro da própria ilha. Andar pela rua principal da vila e na passarela da Segunda Praia e início da Terceira Praia é mais fácil

• Achei a vila agradável e movimentada. À noite, ventava e estava fresco. Praticamente não tinha pernilongos, mas tinha muitas moscas, elas apareciam na hora das refeições, mesmo na vila e em algumas praias era quase uma infestação

• A vila é pequena, mas tem infraestrutura básica com centro de saúde, posto policial, escolas, mercadinhos, farmácia, agências de turismo receptivo, lojas, pousadas, restaurantes, etc

• Posto da Polícia fica no final da Rua Caminho da Praia, no começo da descida para a Primeira Praia e a Segunda Praia. Tem motos

• MSP tem saneamento básico com rede de água tratada, rede de esgoto, coleta de lixo e aterro sanitário, mas o sistema fica sobrecarregado na alta temporada

• Não há agências bancárias, mas há caixas eletrônicos do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco, localizados na Rua Caminho da Praia. A grande maioria dos estabelecimentos trabalha com cartões de débito/crédito. É bom levar trocado para as despesas pequenas

• Telefones, celulares e internet funcionam normalmente na ilha

• Tem um mapa muito bom no CIT, que fica perto do cais, entrando pelo portal, do lado esquerdo. Este é o Centro de Informações Turísticas de verdade, pois tem um CIT na vila que é uma agência. Lojas da cidade vendem outro mapa que também é detalhado. A agência Rota Tropical dá o "Mapa do Tesouro", mas tem mais propaganda da agência

• Logo na chegada, na Pça. da Amendoeira (Pça. N. Sra. da Luz), há vários representantes dos catamarãs para SSA e alguma agências. Há mais agências com passeios e transfers no final da R. Caminho da Praia e na Segunda Praia

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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Pode ser montado um roteiro de viagem englobando a Costa do Dendê e a Costa do Cacau, com acesso via SSA e Ilhéus, respectivamente, ambas dotadas de aeroporto e que podem servir como ponto de partida e de retorno, sem ter que voltar ao ponto inicial da viagem. A logística de viagem pode ser SSA, MSP, Boipeba, Barra Grande/Maraú, Itacaré, Ilha de Comandatuba/Una, Canavieiras e Ilhéus ou no sentido inverso

 

Os roteiros abaixo contemplam apenas Boipeba e MSP.

 

Para quem está hospedado em Boipeba:

• Roteiro 1: Caminhar pela Vila de Velha Boipeba. Aproveite para ir ao mirante ao lado da igreja. Dependendo do horário da chegada e da partida, pode ser encaixado nesses dias. Se puder, inclua o pôr do sol no Morro do Quebra C* (meio período)

• Roteiro 2: Caminhar da Praia de Boca da Barra à Praia do Moreré e à Praia do Bainema, curtindo o visual do trajeto. Retorne no trator das professoras. A caminhada é mais fácil na maré baixa e o visual das praias é mais bonito também (dia todo)

• Roteiro 3: Ir (a pé ou de trator) até a Praia do Moreré e lá contratar ou um passeio de barco para Ponta dos Castelhanos e Cova da Onça ou um guia e caminhar até a Ponta dos Castelhanos. Retorne no trator das professoras. O passeio de barco ou o guia podem ser contratados na Praia de Boca da Barra também, porém com custo maior. Pode-se tentar encaixar o passeio para as Piscinas Naturais de Moreré, nesse dia. Na maré baixa, o visual das praias e das piscinas naturais é mais bonito (dia todo)

• Roteiro 4: Visitar a sede de Cairu. Tem que checar os horários de ida e volta dos barcos de linha. Não fiz esse roteiro, mas parece interessante se estiver com folga na programação

• Roteiro 5: Contratar passeio de canoa pelo mangue, de preferência à tarde para curtir o pôr do sol, mas parece que depende da maré. Passeio curto, dá para encaixar outro passeio nesse dia, como um banho de praia e/ou um snorkeling na Praia de Tassimirim

• Roteiro 6: Contratar passeio Volta a Ilha contratado na Praia de Boca da Barra. Esse passeio é indicado para quem não quer caminhar e/ou quer conhecer de modo prático e rápido um pouco de tudo da ilha, em um único dia, substituindo os Roteiros 2 e 3 (dia todo)

 

Para quem está hospedado em MSP:

• Roteiro 1: Caminhar pela vila. Aproveite para ir ao mirante do Farol do Morro e da Tirolesa. Dependendo do horário da chegada e da partida, pode ser encaixado nesses dias. Se puder, inclua o pôr do sol no Forte de MSP ou na Toca do Morcego (meio período)

• Roteiro 2: Caminhar da Primeira Praia até a Quarta Praia ou até a Quinta Praia. Vale a pena ir pelo menos até o início da Quarta Praia, onde pode ser contratado um passeio de charrete ou a cavalo para o resto do percurso (dia todo)

• Roteiro 3: Caminhar do cais até a Praia da Gamboa. Pode se chegar à Gamboa através de barco ou de linha ou de passeio (dia todo)

• Roteiro 4: Contratar passeio Volta a Ilha (dia todo). Desnecessário, se pretender pernoitar em Boipeba e fazer os passeios por lá

• Roteiro 5: Contratar passeio para Garapuá (dia todo)

• Dependendo do ânimo e da programação disponível, à noite pode ser incluída uma festa na Toca do Morcego, Pulsar, Teatro ou um luau na Segunda Praia

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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Sábado, 30/11/2013 - dia ensolarado com algumas nuvens

Aeroporto de Guarulhos, Aeroporto de Salvador, Porto da Barra, Hotel Sol Barra

 

Relato de Salvador...

 

Domingo, 01/12/2013 - dia ensolarado com algumas nuvens

Terminal Turístico Marítimo, Terminal de Mar Grande, Terminal ou Cais de Valença, Vila de Velha Boipeba, Pousada Aldeia

 

Esperamos o traslado da agência às 7h, que provavelmente tinha saído do aeroporto às 6h. O motorista foi pontual, mas ficou esperando outras pessoas e chegamos por volta das 7h30min à agência que fica do outro lado da rua do Terminal Turístico Marítimo, atrás do Mercado Modelo. Ganhamos as nossas pulseiras de identificação e deixamos as duas pequenas bagagens com o pessoal da agência que botou em um carrinho e levou para o terminal. Acompanhamos o condutor da agência até o terminal que estava lotado. Todos queriam curtir o domingo ensolarado em Itaparica. Tinha uma fila enorme na bilheteria e outra maior ainda na catraca da entrada. Como estávamos de agência, não tivemos que comprar bilhete e pulamos essa fila. Embarcamos num barco convencional com capacidade para quase 200 pessoas que lotou e poucas pessoas ficaram de pé. Sentamos ao lado de uma moça de Salvador bem simpática e conversamos. Barco partiu por volta das 8h, com bela vista das construções históricas da cidade baixa e do Elevador Lacerda. No meio do mar, o Forte de São Marcelo.

 

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A travessia em si levou cerca de 40min, mas demoramos mais de 1h no total, pois a maré estava bem baixa e o barco ficou manobrando para atracar no Terminal de Mar Grande. Recebemos nossa bagagem e saímos do terminal, fugindo das ciganas que esperavam na saída. Vimos alguns estrangeiros de mochila cargueira nas costas, viajando por conta própria, na raça, acho que eles devem passar alguns apuros. Os brasileiros, com exceção de poucos mochileiros, viajavam com mala enorme de rodinha. Esses também passam alguns apuros, pois mesmo com agência, cada um é responsável por sua bagagem. A van da agência nos aguardava, entre várias outras que ofereciam transporte. Às 9h30min, partiram 2 vans da agência, uma direto para o Atracadouro de Bom Jardim e outra só com a gente que seguiria até Valença para nos deixar. Estrada de Bom Despacho a Nazaré estava boa, pista simples, mas com acostamento e asfalto bom. Atravessamos Nazaré com trechos em paralelepípedos. Desse ponto até Valença tinha vários trechos com muitos buracos, verdadeiras crateras puro terra, onde o asfalto sumiu por completo.

 

O Atracadouro de Bom Jardim estava sinalizado à esquerda da estrada, pouco antes de chegar ao centro de Valença. Seguimos até o centro, atravessamos a ponte e do outro lado estava o Terminal ou Cais de Valença, onde a agência nos deixou. Chegamos às 11h, com passagem comprada para a lancha das 14h. Perguntamos se haveria outra lancha mais cedo, mas não havia, então resolvemos atravessar a ponte de volta e desse lado tem dois restaurantes, um em cada esquina, o Mega Chic e o Dagosto. Resolvemos almoçar no Restaurante Mega Chic, pois já tínhamos recebido algumas indicações desse restaurante. É bufê por kg, o que eu peguei estava bom, mas o Daniel pegou carne completamente crua por dentro e ele colocou vinagrete por cima da comida, sem saber que aquilo era pura pimenta, ou seja, não comeu praticamente nada. Como o ambiente tinha AC, a ideia inicial era ficar enrolando por lá, mas começou a encher, então resolvemos sair, entrar no terminal e esperar sentados à sombra. Estava abafado à beça, mas era aliviado pelos ventos. Como era domingo, estava bem tranquilo. Em frente ao terminal, está a Câmara Municipal e outros casarões antigos. No alto de um dos morros, havia uma bela igreja em meio ao verde. Barcos e lanchas para MSP chegavam e partiam. Há algumas linhas para outras vilas como Galeão, sede de Cairu, etc. O barco seguiu deixando a cidade de Valença para trás, passando por Galeão e a sede de Cairu, onde o visual, ainda que distante, da igreja e do convento é bastante bonito.

 

Depois de 1h de lancha, chegamos à Vila de Velha Boipeba. Perguntaram se íamos para Moreré, mas ninguém veio abordar nem para indicar pousada, nem para carregar bagagem, foi bem tranquilo. Pelo mapa do site, chegamos fácil à Pousada Aldeia. A Flávia nos recebeu e levou ao quarto. Era bem do jeito que o site mostrava, rústica, mas agradável e confortável. Saímos para reconhecimento. Passamos pela Pça. Santo Antônio (Pça. do Quadradão), que é mais um terreno descampado com grama rala (tem até as traves de campo de futebol), em cuja volta estão o colégio e o centro de saúde, ambos bem novos e/ou reformados. Rua que desemboca na praça tem 2 supermercados e um hortifrúti. Subimos a ladeira em direção à Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. Do lado dela tem um mirante para a Boca da Barra, que é bem bonito. Tinha mesas e cadeiras, um pouco abaixo, mas não descemos, depois ficamos sabendo que era um barzinho. Pousada, banho e descanso. Saímos para jantar no Restaurante Panela de Barro, que é simples, mas o ambiente é agradável, a comida é boa e aceita cartão. Queria tomar água de coco, mas não tinha gelada, só natural. Experimentei, mas não gostei e o coco veio furado de lado, coisa que eu nunca tinha visto. Trouxeram dominó para passarmos o tempo, enquanto aguardávamos o pedido. Achei interessante e criativa a ideia, mas o prato não demorou a chegar. Demos uma volta pela vila que tem ruas estreitas de paralelepípedos, cercadas por jardins e canteiros verdes e também tem verde na maioria das propriedades. Achei agradável. Fomos à procura de doce e acabamos comendo tapioca doce em uma barraca da praça, que estava bem feita e gostosa. Demos mais algumas voltas pela diminuta vila e voltamos à pousada. À noite, ventava e estava fresco. Tinha bastantes pernilongos, mas deixamos as janelas fechadas e dormimos com cortinado sem problemas.

 

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Segunda, 02/12/2013 - dia ensolarado com algumas nuvens

Caminhada da Praia de Boca da Barra à Praia de Bainema

 

Acordei muito cedo, ainda em ritmo de horário de verão. Café da manhã simples, com poucos itens, mas tudo fresco, bem preparado e gostoso. Entre outros itens, tinha dois bolos deliciosos e waffle quentinho, feito na hora pela Flávia. Não tinha moscas, mas ficava tudo coberto e protegido. Conhecemos o Ricardo, marido da Flávia, muito gente fina. Encontramos o casal Eduardo e Josiane, de Porto Alegre, que também estavam hospedados na pousada. Decidimos contratar um barqueiro em Moreré para ir a Ponta dos Castelhanos e Cova da Onça e propusemos ao casal dividir o passeio conosco. Como eles iam para Bainema a pé, combinamos de ir com eles. Antes fomos ao shopping falar com a bióloga Marta, que oferece snorkeling na Praia de Tassimirim. Combinamos o passeio para quarta-feira. O polêmico shopping não é tão feio como pensava. Há duas fileiras de lojas separadas por um amplo espaço coberto com uma grade arredondada, daí a semelhança com um ginásio de esporte, mas não é aquela estrutura de concreto, aço e vidro que imaginava e as trepadeiras floridas estão se espalhando pela grade da cobertura, o que suaviza a aparência geral do conjunto.

 

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Seguimos caminhando pelas praias, na maré baixa. Paisagem da Praia de Boca da Barra estava bonita, dava para ver a outra ilha em frente e o cenário muda conforme a maré. Na maré baixa, formam-se alguns bancos de areia. A Praia do Outeiro estava linda com a faixa de areia ondulada, bancos de areia, recifes e piscinas naturais. Tinha um pouco de sargaço no trecho final da praia. Subimos pela escada de pedras e atravessamos o morro. No meio do caminho tem o acesso para uma das pousadas mais chiques da região. Descemos para a Praia das Pedras que, como diz o nome, é repleta de pedras, com direito até a uma "Pedra Furada". Alcançamos a Praia de Tassimirim, que é margeada por coqueiros e tinha um pouquinho de sargaço. Atravessamos para a Praia de Cueira que é extensa, toda cercada por uma grande plantação de coqueiros.

 

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Foi tranquilo passar pelo Rio Oritibe, pois a maré estava baixa, atravessamos com água rasa, pela altura da canela e passamos mais para o lado do mar, não tinha pedras, nem ostras, dava até para ir descalço. Depois do rio, havia uma trilha interessante. Passamos por uma fazenda, com áreas cercadas e gado, mas também muitos coqueiros espalhados por uma área gramada, com pedras e pequenas lagoas. A Praia do Moreré tem uma fileira de coqueiros inclinados e a maré baixa deixava uma faixa de areia ondulada, piscinas naturais e bancos de areia. Em alguns trechos tinha bastante sargaço. Mais ou menos no meio da praia tem uma região com pedras e algumas árvores perdidas à beira da água. Depois desse local, fica a vila de Moreré com restaurantes, pousadas e casas. Tem um pequeno rio que deságua ali e deixava o mar com um ligeiro tom de coca-cola. Perguntamos de barqueiro para o passeio para Ponta dos Castelhanos e Cova da Onça. Conversamos e combinamos o passeio para o dia seguinte.

 

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Seguimos para Bainema, atravessando uma área de mangue com direito a rio cor de coca-cola, mas com caminho de areia bem fácil de seguir. Depois, continuamos por uma estrada de terra/areia sinalizada nas bifurcações. A estrada tinha cerca dos dois lados e vegetação podada, tipo cerca viva, delimitando algumas áreas gramadas e floridas, outras áreas de areia estavam repleta de siris e caranguejos. Em alguns pontos, a vegetação formava um lindo túnel verde deixando a estrada sombreada. Por ali circulavam tratores e veículos da propriedade particular. Deixamos a estrada e seguimos por uma trilha curta, mas que atravessou dois locais alagados. Passamos por um córrego de águas límpidas, mas cor de coca-cola, provavelmente por causa do mangue. O córrego tinha fundo irregular e alguns tocos de madeira dentro da água, mas foi tranquilo passar na maré baixa. Passamos por uma ponte e depois dela tinha uma faixa de areia estreita margeada por vegetação. Conforme a maré subia, a água encostava-se à vegetação, mas era praticamente só fundo de areia, sem dificuldade de passar.

 

A Praia do Bainema tem cerca em toda a sua extensão e algumas casas que parecem ser dos trabalhadores que circulavam por lá. No final da praia tem uma bela casa de veraneio com placa de aluga-se. Procuramos o tal coqueiro gêmeo de duas galhas, fiquei até com dor no pescoço de tanto olhar para cima, mas não achei. A Flávia me disse, depois, que o tal coqueiro continua lá. A praia não tem infraestrutura nenhuma, mas tem uma barraca com cobertura de palha e alguns bancos que parece abandonada, mas dá para se proteger do sol e descansar por lá. Parece que na alta temporada, essa barraca vira um pequeno ponto comercial.

 

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Retornamos para Moreré e o nível de água já estava mais alto nos dois trechos alagados. Não foi complicado de passar, mas exigiu mais atenção. A praia praticamente não tinha mais faixa de areia, que estava toda tomada pela água. Perto da vila tem vários restaurantes e almoçamos por lá, mas não gostamos, pois tinha muita mosca. De novo, só coco natural e furado de lado. Disseram que há restaurantes melhores do lado esquerdo da praia.

 

Adentramos pela vila e chegamos a uma espécie de praça com a escola e a igreja. Desse local, saem os tratores das professoras. Por volta das 16h30 saíram dois tratores, um com turistas e outra com as professoras e alguns moradores. Na primeira ladeira, tivemos que descer e subir a pé, alguns brincaram dizendo que queriam desconto na passagem. O trator vazio conseguiu subir e nos pegou lá em cima. Pelo jeito tinham acabado de colocar cocos na ladeira e o trator estava derrapando. A ladeira estava “calçada” com cocos, acho que eles usam cocos na areia como se fossem pedras em estrada de terra. Essa que é a “Estrada do Coco”. Tinha pés de caju e mangaba com frutas e alguns aproveitaram para fazer uma colheita, enquanto esperavam o trator subir. Tinha um turista com bebê de colo, enfrentando o perrengue.

 

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A estrada seguiu com algumas bifurcações, mas basicamente basta seguir pela principal. O visual é interessante, tem muito verde em volta, coqueiros e mata e em alguns pontos tem vista para o mar, é bacana. Atravessamos trechos alagados, tipo brejo e depois um rio que tinha bastante água e era escura, não dava para ver o fundo. Parecia que pelo meio era mais fundo, o trator desviou para a direita e um senhor descalço passava pela esquerda, mas ele conhece a região e sabe por onde passar. Eu ficaria com medo de cair num buraco ou machucar o pé num tronco de árvore ou pedra. Não tem ponte, mas há duas rampas de concreto, uma antes e outra depois do rio, que estão lá talvez esperando pela ponte. Acho que esse é o local que no mapa consta como Ponte dos Cavalos. Não sei se um dia a ponte existiu, mas não está mais lá. Teve outros pontos alagados, mas eram mais rasos.

 

Chegamos à Tiririca, onde o trator estaciona, pois é proibido circular pela vila, exceto em dias de chuva, quando o trator segue até a escola para levar professores e alunos. Na vila, circulam apenas o carro do posto de saúde, o trator de lixo e, provavelmente, as motos dos policiais. Caminhamos um pouco, vimos a Escola Municipal Princesa Isabel que é bem ajeitadinha e passamos por uma ponte bem estreita que dá de frente ao posto de saúde. Jantamos no Restaurante Zumbi dos Palmares, o local é simples, mas a comida e o atendimento são muito bons e aceitam cartão.

 

Terça, 03/12/2013 - dia ensolarado com algumas nuvens

Passeio de barco de Moreré a Ponta dos Castelhanos e Cova da Onça

 

De novo, acordei muito cedo, mas fiquei atualizando o relato na varanda, olhando o espetáculo das flores rosas do jambeiro caindo e fazendo barulho de chuva. O café da manhã estava maravilhoso com muffin de queijo, cupcake de amendoim e panqueca de maçã e chocolate feita na hora. Fomos ao ponto do trator e tivemos que fretar um para chegar a Moreré em um horário bom para fazer o passeio, por causa da maré baixa. Poderíamos ter pegado o trator das professoras, mas ele sai cedo e íamos sair sem café e chegar muito cedo em Moreré.

 

Chegamos à praia e embarcamos numa lancha de alumínio bem pequena. Mais tarde, nos disseram que esse tipo de embarcação deve navegar apenas pelo rio, pois é muito leve e pequena para pegar mar. Como quase sempre, não tem apenas uma coisa errada, outro detalhe era que eram 1 tripulante e 4 passageiros com apenas 3 coletes salva-vidas. Porém, estavam todos felizes, o dia estava lindo e ninguém achou nada errado. Nesse dia, com a maré bem baixa, encontramos a Praia do Moreré como nas fotos dos cartões-postais, faixa muito larga de areia ondulada, poças de água transparentes, bancos de areia e o mar lá longe. Dava para ver a barreira de corais bem distante e pessoas caminhando por lá. Acabamos não fazendo o tradicional passeio para as piscinas naturais de Moreré, pois não sou muito fã de snorkeling, mas acho que poderíamos ter incluído no roteiro.

 

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O mar estava bem calmo, a navegação foi tranquila sem espirrar água na gente e fomos até a Ponta dos Castelhanos, cujo visual também estava encantador com a maré baixa. Em minha opinião, o local mais bonito da ilha, com o visual do encontro do rio e mangue com o mar e coqueiros. Uma placa do Projeto Tamar ICMBio avisa que é área de monitoramento de tartarugas marinhas. Faixa de areia ondulada, extensos bancos de areia com poças de água transparente represada, recifes e piscinas naturais estavam à mostra ao longo da praia margeada por coqueiros e outros tipos de vegetação. Pequenos conjuntos de vegetação do mangue estavam isolados no meio dos recifes, circundados por piscinas naturais e apenas uma estreita faixa de areia separava esse conjunto da fileira de coqueiros, compondo uma paisagem deslumbrante. À frente a extensa praia continuava com os recifes e margeada pelos coqueiros. Caminhamos até esse trecho e o barqueiro nos pegou para visitar algumas piscinas naturais, mas navegamos mais um pouco até outro conjunto de piscinas naturais, onde paramos para nadar. A água estava limpa, mas num tom verde claro, ligeiramente amarelado. Tinha recifes, mas poucos peixes.

 

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Seguimos até Cova da Onça, onde muitos barcos e algumas lanchas coloriam a paisagem. Ao longo da praia, cheia de sargaço, um muro de contenção de pedras tenta impedir o avanço das águas. Quando chegamos, a maré já estava subindo, deixando a faixa de areia estreita. Esperava mais de Cova da Onça, mas talvez a maré subindo e a água suja tenham comprometido a impressão do lugar. As fortes chuvas da semana anterior carregaram muita água barrenta, que correu pelas terras da fazenda, para o mar. Ter visto antes as belezas de Ponta dos Castelhanos também não favoreceu a minha opinião sobre o local. Vimos basicamente uma vila incrustada em uma região de mangue. Parece que é um local mais para comer, do que para apreciar as belezas naturais. Disseram que todos os restaurantes são bons, acabamos almoçando no primeiro restaurante que vimos, pois aceitava cartão, acho que era o Restaurante Estrela do Mar. Pedimos polvo que estava muito bom, mas era mais caro do que na Vila de Velha Boipeba.

 

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O barqueiro nos perguntou se queríamos retornar pelo rio, seguindo até a Vila de Velha Boipeba, mas decidimos manter o plano inicial que era retornar a Moreré e pegar o trator das professoras. Voltamos com a maré bem alta, praticamente não tinha faixa de areia na Cova da Onça e todas aquelas plantas do mangue que pareciam isoladas no meio da areia, agora estavam mergulhadas no meio da água, na Ponta dos Castelhanos. Não deu para aproveitar a paisagem, pois espirrava muita água e não dava para enxergar muita coisa. Ventava muito, o mar estava agitado e o barquinho subia e descia com as ondas. Chegamos são e salvos, ficamos ensopados, as bolsas ficaram alagadas, mas não molhou quase nada por dentro. Eu até tinha saco plástico, mas achei que não precisaria, em vista da ida que tinha sido bem tranquila.

 

Voltamos de trator, 10 turistas, 2 funcionárias da escola e alguns locais. O rio estava bem mais cheio, onde tem as rampas de cimento e havia vários outros pontos com água. Um dos moradores nos explicou que era por conta da maré bem alta. A água do mar sobe, alaga os mangues, se mistura com a água dos rios e vai para a estrada. Com água bem escura e alguns pontos mais profundos, acho melhor voltar de barco, trator ou acompanhado de alguém que conheça a região se for a pé. De volta à pousada, conversamos com o Ricardo sobre a “aventura” do dia. Resolvemos jantar carne para variar, no Quintal Restaurante, a comida estava muito boa e com boa apresentação. Ficou mais caro que outros locais da vila, mas não sei se foi porque era carne ou porque o restaurante era mais ajeitadinho, fazendo o estilo rústico chique.

 

Quarta, 04/12/2013 - amanheceu meio nublado, mas depois o tempo abriu

Snorkeling na Praia de Tassimirim

 

Acordamos bem cedo e aproveitamos para tirar algumas fotos da pousada, incluindo o lindo tapete rosa que as flores de um enorme jambeiro formavam ao cair no chão. Saímos para caminhar e conhecer melhor a Vila da Velha Boipeba. Fotografamos o Rio do Inferno e seguimos até a Praia de Boca da Barra. Entramos numa bucólica ruazinha de areia (do jeito que imaginava que seria a Vila de Velha Boipeba), cercada de mato formando um arco verde, um túnel que nos levou até a Pousada Santa Clara, à esquerda, e a Pousada Horizonte Azul , à frente. Voltamos para a pousada e tomamos café com bolo de iogurte, bolo de cenoura com chocolate, pão de queijo assado na hora e panqueca de maçã e chocolate também preparada na hora. Delícia! Principalmente depois da caminhada.

 

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Fomos ao shopping encontrar com a bióloga Marta que está fazendo o seu mestrado. Preenchemos 2 longos questionários, acho que era uma pesquisa para a sua dissertação, assistimos um vídeo informativo sobre os recifes e caminhamos até a Praia de Tassimirim, cujo visual estava bacana com a maré baixa. Guardamos os nossos pertences na Barraca Tassimirim.

 

A maré estava bem baixa e as piscinas naturais ficam à beira da praia e se chega andando mesmo, sem precisar de barco. A Marta distribui um folheto plastificado que dá para prender ao pulso, com as fotos e os nomes das espécies que podem ser avistadas no local. Trata-se de uma proposta alternativa à tradicional e muvucada piscina de Moreré. Armada de snorkel e macarrão, pois não sei nadar nem boiar, lá fui eu e deu tudo certo, depois que me acostumei. No início dei um pouco de vexame, fiquei agarrada na mão da tia Marta, isso porque a água era rasinha pela altura do joelho... Infelizmente a visibilidade não estava muito boa, pois a água ainda estava um pouco turva, reflexo das chuvas torrenciais da semana anterior, mas vi vários peixes perto dos corais, além do tradicional sargentinho que se vê em todo lugar. Já tinha passado uma semana depois da chuva, mas como foi uma chuva muito intensa em Valença, disseram que ainda tinha água suja vindo pelo rio.

 

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Resolvemos almoçar na Barraca Tassimirim. O local é prá lá de simples, casinha de pau a pique com fogão à lenha, tudo bem artesanal, preparado na hora pela Dona Antonina e seu filho Bobó. O restaurante é do Bobó, mas não servem bobó, acho que a especialidade é moqueca. Só tinha coco natural, mas dessa vez foi servido de pé. Bobó disse que de lado é mais fácil, pois não precisar cortar as duas pontas, é só furar. Avisaram que o Bobó era demorado, mas talvez porque estivesse com poucos clientes ou porque ficamos distraídos, conversando e curtindo o visual da praia à sombra dos coqueiros, não achei que demorou. Comi uma moqueca de camarão com banana que estava maravilhosa.

 

Voltamos com a maré alta e a faixa de areia da praia diminuiu bastante. Na Praia de Tassimirim, tem um local com pedras, mas não é difícil de atravessar, a água estava rasa pela canela, mas tem que tomar cuidado, pois tem algumas pedras no fundo. Atravessamos a trilha pelo pequeno morro e não dava para seguir pela areia da Praia do Outeiro, pois estava com água que até cobria parte dos degraus da escada de pedra. Até dava para andar dentro da água, mas caminhamos por cima, numa trilha estreita beirando algumas propriedades, entre pousadas e restaurantes. Algumas propriedades estão tentando fazer contenção com sacos de areia, outros com entulho e/ou pedras, mas a água está levando tudo e fica perigoso caminhar pela areia, por causa das pedras e tijolos que ficam cobertos pela água na maré alta.

 

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Passamos na Agência Bahia Terra para ver o traslado a MSP. Tinha duas alternativas, o retorno do passeio de lancha Volta a Ilha de MSP e o 4x4. Resolvemos ir ver o pôr do sol no Morro do Quebra C*. Acho que já virou tradição ver por de nuvem, depois de Jeri, onde não conseguimos ver um único por de sol. Apesar de o tempo estar meio encoberto, o local tem um visual bonito da Boca da Barra, da vila onde se destaca a igreja azul, da ilha à frente, o rio, o mangue, mata em volta, as dunas brancas onde a garotada escorrega. Havia vários pés de fruta carregados, acho que era mangaba. Retornamos. Passamos na agência e fechamos o traslado com 4x4, escolhemos o horário da maré baixa, pois segue pela praia e valeria com um passeio também. Além de ser mais bonito com o visual das praias, ainda vai bem mais rápido, pois as estradas por dentro da ilha têm areia mais fofa e trechos com água.

 

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Repetindo o ritual, toda tarde a gente tocava a campainha para chamar o Ricardo ou a Flávia para nos dar dicas de restaurante. Quando o Ricardo aparecia a conversa ia longe, um assunto emendava no outro e o papo era tão bom que a gente ficava por ali um tempão. Fomos à Pizzaria Casa Carioca, que oferece uns itens diferentes como pizza com massa integral, sanduiches com hambúrguer caseiro e massas caseiras, mas só tinha pizzas, as massas caseiras só aos finais de semana, pois nessa época do ano tem menos movimento. A pizza de massa integral, bem fininha estava bem saborosa. Fomos ao Uai Café Bistrô para experimentar a musse de cupuaçu com calda de chocolate. O local é bem bacana, rústico, com decoração legal. No balcão, um charme de café, pequenas xícaras de ágata com coador de pano individual. Disseram que é coisa de Minas.

 

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Quinta, 05/12/2013 - ensolarado com algumas nuvens

Traslado Boipeba/MSP, Pousada Charme, Vila de MSP, Segunda Praia

 

Acordamos cedo e saímos para caminhar antes do café. Observamos o movimento do pessoal descarregando compras dos barcos e colocando nas carroças. Seguimos de Velha Boipeba até o final da Praia do Outeiro, pela trilha por cima da praia, pois a maré estava alta. Disseram que a maré tem subido mais nos últimos anos. Em alguns locais colocaram passarela de madeira, mas a água está batendo e derrubando tudo, inclusive coqueiros e amendoeiras.

 

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Voltamos à pousada, tomamos café, como sempre caprichado e gostoso. Conversamos bastante e aprendemos algumas curiosidades sobre a Bahia com um casal de Salvador. Fomos até o shopping que começava a ser enfeitado para o Natal, com trenó de renas e Papai Noel que não combinava em nada com o clima do lugar, porém estavam colocando uma árvore de Natal coberta com palha de coqueiro que parecia mais autêntica à ilha. Estendemos a canga e ficamos à sombra de coqueiros na Praia de Boca da Barra. Voltamos à pousada, despedimo-nos da Flávia e fomos à Agência Bahia Terra.

 

Andamos um pouco pela praia e pegamos um barco de madeira para atravessar o rio, muito perto. Do outro lado, o 4x4 nos aguardava. Com a maré baixa seguimos pela extensa Praia de Pratagi que deve ser deserta, com muitos coqueiros a perder de vista, muitos recifes e piscinas naturais. Desviamos de uma área de mangue, passando por uma estrada entre o mangue e uma cerca, onde vimos pequenos saguis andando pelas árvores do mangue. Logo voltamos à praia que tinha muitos recifes e piscinas naturais, na maré baixa. Seguimos até a Praia de Garapuá com areias brancas, mar azul e infraestrutura de barracas, restaurantes e algumas pousadas. Atravessamos a vila que é de tamanho razoável, considerando-se as proporções de MSP e tem várias residências. Daí em diante pegamos estrada que segue mais por dentro da ilha e estava alagada em vários pontos e um pouco fundo em alguns locais. Vimos uma biruta e a pista de pouso na Quarta Praia. Atravessamos o povoado de Zimbo, cuja estrada apresentava partes calçadas e com lombadas.

 

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Descemos perto da Segunda Praia e o motorista nos mostrou o caminho. Logo apareceu um carregador, mas recusamos o “táxi”, pois a bagagem era bem pequena. Descemos até a praia e subimos em direção à vila. Paramos no mirante que tem vista para a Primeira Praia e a Segunda Praia. Os trechos íngremes têm passagem facilitada com escadaria e rampa. Tem apenas um pedaço bem curto de areia fofa, depois todo o caminho é calçado até o cais. Seguimos até a Pousada Charme. Depois de instalados, pegamos dica de restaurante, mas não deu certo. Fomos ao Restaurante Sabor da Terra e pedimos carne de sol, mas a salada veio estragada, azeda. Também estava juntando muitas moscas e não deu impressão boa, mas as moscas são um problema quase que geral em MSP. Pode ter sido um fato isolado, o atendimento foi bom, mas acabamos deixando o restaurante. Resolvemos procurar uma sobremesa, mas não era o dia, achamos o Café Caramelo que tinha tortas dentro do balcão com portas de vidro, mas deixavam as portas abertas e as moscas pousavam nas tortas. Sei que ambiente de praia tem muitas moscas e não dá para ser muito fresca, mas eu acho que poderiam ter cuidado com os alimentos e cobri-los e/ou protegê-los dos insetos. Sorry, saímos sem torta.

 

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Demos uma volta pela vila, descemos até o cais, uma boa descida e depois uma boa subida na volta. Tiramos uma foto na entrada, no Arco do Portaló. O CIT fica perto do cais, entrando pelo portal, do lado esquerdo. Este é o Centro de Informações Turísticas de verdade, pois tem um CIT na vila que é uma agência. Passamos pela Igreja de N. Sra. da Luz, na Pça. da Amendoeira (Pça. N. Sra. da Luz). A Pça. Aureliano Lima tem um pequeno conjunto arquitetônico com cara de centro histórico, incluindo um portal que dá acesso à Fonte Grande. A Rua da Fonte Grande é bem movimentada com mercadinhos apertados, albergues, pousadas, restaurantes e comércio em geral. A vila concentra muitas pousadas, restaurantes, agências e lojas.

 

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Jantamos no Restaurante Bianco e Nero, ambiente agradável, bom atendimento e comida boa. A vila estava animada, diferente de Boipeba, que era um sossego. Ao longo da Rua Caminho da Praia e da Segunda Praia, barraquinhas ajeitadas com muitas frutas coloridas e bebidas para preparar as caipirinhas, em volta da praça, algumas barraquinhas de artesanato, além das diversas lojas principalmente de roupas, lembranças e artesanato, pelas quais passavam os turistas. À noite, a Igreja de N. Sra. da Luz iluminada e a Pça. Aureliano Lima com a árvore e os postes enfeitados com luzes coloridas ficavam muito bonitos. Não sei os enfeites da praça eram por conta do Natal, mas estava alegre e bonito, sem Papai Noel e bonecos de neve que ficam artificiais e não combinam com ambiente de praia.

 

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Sexta, 06/12/2013 - amanheceu nublado, mas depois o tempo abriu, ensolarado com poucas nuvens

Caminhada da Primeira Praia até o final da Quarta Praia, Forte de MSP

 

Dormimos bem. A pousada fica na vila, mas o nosso quarto dava para os fundos e não para a rua da vila, dava para ouvir um pouco de barulho da rua, incluindo música ao vivo dos restaurantes, mas era abafado e não incomodava. Enfrentamos uma longa escadaria até o local onde servem o café da manhã, perto da piscina. Nesse local também ficam os melhores quartos da pousada, incluindo os bangalôs. O visual de lá é bonito, dá para ver a Primeira e a Segunda Praia, embora as construções bloqueiem parte da vista. Apesar de poucos hóspedes, a variedade do café estava boa e tudo estava coberto, protegido, embora praticamente não houvesse moscas. Bom atendimento das moças do café e dos moços da recepção.

 

Saímos para uma caminhada pelas praias. Fomos até a Primeira Praia, que é pequena, fica debaixo do morro do Farol e é ponto de chegada da tirolesa. A orla é toda tomada por construções, mas a praia é bonita, principalmente com o visual do morro do Farol ao fundo. A faixa de areia desaparece na maré alta. A praia e o rio, que deságua lá, me pareceram bem limpos, mas li comentários que na alta temporada o rio fica mais poluído e isso compromete a qualidade da água dessa praia.

 

Atravessamos um local de pedras para a Segunda Praia com maré baixa, não sei se dá para passar com maré alta. Tinha um pouco de sargaço na areia da praia. A Segunda Praia é movimentada e uma passarela de madeira facilita a caminhada. Há muitas pousadas e restaurantes que ficam do lado de dentro da passarela, mas do outro lado, os restaurantes colocam mesas na larga faixa de areia que se mantém mesmo na maré alta. A maioria deles tem mesas mais charmosas do que aquelas de plástico branco e, à noite, colocam pequenas luminárias sobre as mesas que tornam o ambiente bem romântico. Em dezembro, estava movimentado, mas sem muvuca. Acho que tinha poucos turistas, pois tanto de dia quanto de noite, era meio difícil passar pela rua da vila e pela Segunda Praia sem ser abordado pelo pessoal que queria vender passeio ou puxar para dentro dos restaurantes. A Ilha da Saudade é um local bonito, mas não é exatamente uma ilha, acho que nem mesmo na maré alta, ela se separa completamente.

 

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Caminhando pela passarela chegamos à Terceira Praia que só tem faixa de areia na maré baixa, mas a passarela de madeira fica sobre um muro de contenção feito de pedras. Na maré alta, a água bate com força no muro e até espirra um pouquinho de água na passarela. Tem algumas pousadas e restaurantes, mas são esparsos, o movimento é bem menor. Mais ou menos no meio da Terceira Praia, a passarela acaba e a gente tem que pular para a areia da praia. Alguns trechos têm muro feito com troncos de coqueiros, na tentativa de conter a maré. O movimento na praia estava razoável durante a manhã, pois é local de partida dos passeios de barco. Ali a faixa de areia é mais larga do que no início da praia, mas mesmo assim acredito que a água cubra toda a faixa de areia na maré alta e seja meio difícil de caminhar por ali, principalmente à noite. Não transitei por ali à noite, mas esse trecho não tem passarela, é mais deserto, tem algumas pousadas, mas são mais espaçadas e não sei como é a iluminação. Na divisa entre a Terceira Praia e a Quarta Praia há um local com recifes e pontilhado por uma ou outra vegetação de mangue.

 

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A Quarta Praia é bem longa e tem alguns restaurantes ajeitados no início dela, também tem boas hospedagens, mas é uma praia mais isolada, com poucas construções espaçadas, deve ser bom para quem quer tranquilidade e pensão completa. Alguns poucos ambulantes com isopor com água de coco, bebidas, caipirinhas e saladas de frutas ficam por ali também. Logo no começo tem um ponto de charretes, onde oferecem passeio pela Quarta e Quinta Praia. Com a maré bem baixa, o mar recuado deixava à mostra recifes, bancos de areia ondulada e formava piscinas naturais em todas as praias. Bom para admirar visual das praias, mas ruim para banho, pois estava muito raso e tinha que escolher lugar por causa dos recifes. Passamos por alguns rios, fiozinhos de água que desembocavam na praia, não creio que sejam um problema mesmo na maré alta.

 

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À medida que nos afastamos, vai ficando menos movimentado, mas sempre tinha pessoas caminhando pelas praias e encontramos policiais que passavam em duplas de moto ou à cavalo. Andamos muito e chegamos a uma área de mangue muito bonita. Era uma composição de mar, areia, mangue, caminho/trilha e coqueiros. Como a maré estava bem baixa, dava para ir tanto por um lado do mangue quanto pelo outro, ou seja, pela areia ou pelo caminho/trilha beirando os coqueiros. Porém na maré alta, acho que até a trilha fica com água, pois dava para ver as marcas da subida da maré na areia. Chegamos ao que suponho ser o final da Quarta Praia, tem um rio de mangue, a água parece limpa, mas é cor de coca-cola, tinha troncos de coqueiros submersos e não dava para ver o fundo do rio que parecia não ser muito raso. Resolvemos voltar, mas deu para ver o que parecia ser uma ponte, mas para o lado de dentro do mangue. Acho que também dava para atravessar pela praia, pois a maré estava baixa, mas deve ser ruim de passar quando a maré sobe. Do outro lado do rio, continuava o visual da praia com coqueiros e mangue, que devia ser a Quinta Praia.

 

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Voltamos para a Segunda Praia e acabamos optando por almoçar no Restaurante Baiano, ambiente agradável, com mesas e cadeiras de vime com almofadas, tanto do lado de dentro, quanto na areia. Almoçamos peixe vermelho grelhado inteiro, meio caro e também cobram couvert artístico, pois tem música ao vivo. Tinha muitas moscas, mas o garçom trouxe um potinho com pó de café queimando e soltando fumaça que afugentou, como por milagre, todas as moscas, até aquelas varejeiras enormes e verdes. Atendimento bom e comida boa.

 

Fomos assistir o pôr do sol no Forte de MSP. Com a maré alta, a água batia no paredão do forte e na praia do cais. Jantamos no Restaurante Café das Artes, ambiente agradável com mesas no alto, dava para ver de camarote o agito da praça que estava mais movimentada por ser sexta-feira. Pedimos prato promocional individual, massa, que estava mediana.

 

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Sábado, 07/12/2013 - amanheceu nublado, mas depois o tempo abriu, ensolarado com poucas nuvens

Caminhada da Vila de MSP até Gamboa

 

Seguimos até o Cais de MSP e a ideia inicial era caminhar pela areia das praias, mas a maré ainda estava meio alta, a água batia no paredão e tinha um trecho com pedras que era ruim de passar, segundo uma pessoa que estava ali no cais e ele nos aconselhou a ir por dentro até a próxima praia. Seguimos pela Rua da Fonte Grande e viramos à direita, na Rua do Porto de Cima, seguindo algumas placas nas bifurcações, mas o caminho é intuitivo.

 

Chegamos à Praia do Porto de Cima. Na praia, bonita com falésias alaranjadas, a maré ainda estava alta, mas dava para ver que já tinha descido um pouco pela marca na areia. Em alguns pontos, passamos dentro d'água, mas bem rasinha. Outros trechos não eram tão rasos e tinham pedras ou muros de contenção, mas havia passarelas de concreto ou de madeira, onde foi tranquilo passar. Tem um ponto, onde o pessoal fica pescando sobre um píer, acho que é a Praia de Ponta da Pedra. Depois caminhamos somente pela areia das praias. Atravessamos trechos com muitas pedras, mas era possível caminhar entre elas pela areia. Tinha vários turistas e locais passando em ambos os sentidos. Passamos pela pequena Praia do Alambique.

 

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Seguimos até a Praia de Argila com seu paredão colorido que é bem bonito. Como era cedo, não estava muvucado, mas já havia pessoas passando a argila no corpo todo. A areia era rosada e a água da praia estava leitosa por causa da argila. Nesse trecho, começam a pipocar uma construção ou outra, barracas, camping, etc. Encontramos policiais de moto à beira da praia.

 

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Perto do cais tem muitas barracas à beira da Praia de Gamboa. Resolvemos conhecer o povoado da Gamboa, entramos onde tem a Igreja de N. Sra. da Penha. Um calçadão arrumadinho, bonito e arborizado segue paralelo à praia, mas não dá para ver o mar, por causa das construções. Achei o povoado bem agradável, talvez porque esperasse menos. Seguimos até uma quadra/campo de futebol e decidimos retornar pela praia.

 

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À esquerda, parecia ter apenas mangue a perder de vista. As construções, que parecem residências e casas de veraneio, são pé na areia. O pessoal das barracas aborda, mas são educados. Estendemos a canga e descansamos um pouco. Voltamos a pé também, mas acho que voltar de barco teria sido bom, pois valeria com um passeio e daria para ver as praias de outro ângulo. Na ida, o tempo estava meio nublado e a maré ainda descendo, mas na volta, tinha muito sol e maré bem baixa, o que mudou bastante o visual das praias. Tinha muita gente chegando de barco e se lambuzando na Praia da Argila. Vimos mais pedras expostas pela maré baixa. Foi possível andar até o cais pela areia, pois o mar estava bem recuado. No píer do cais, vimos uma fileira de carrinhos de mão "estacionados", pareciam realmente táxis aguardando os passageiros. Resolvemos almoçar no Restaurante Bianco e Nero. A comida estava boa e tinha algumas moscas, mas em quantidade bem menor do que na praia. Demos uma volta pela vila e tinha um grupo de capoeira na praça, o Kilombolas do Mestre Dedé. Estava bem movimentado com turistas e locais.

 

Seguimos até o Farol do Morro, por um caminho estreito, mas bem conservado. Na parte inicial o caminho estava calçado. Passamos por ruínas e um cemitério. Na parte mais íngreme do terreno foi feita uma escada com troncos de madeira para facilitar o acesso. Lá em cima, alcançamos o Farol do Morro, onde tem dois mirantes: do lado direito o mirante da Tirolesa com visual para a Primeira Praia, a Segunda Praia e a Terceira Praia e do lado esquerdo outro mirante com vista para parte do Forte e do cais. Abaixo, dá pra ver uma praia que suponho ser a Praia da Pedra do Facho. De volta à vila, uma parada no Restaurante Café das Artes, para um café expresso e uma torta de limão. É meio caro, mas é arrumadinho, as tortas ficam refrigeradas e os bolos dentro de armário fechado sem moscas pousando. Estava movimentado, pois o local é alto e serve como camarote da praça, onde a capoeira ainda continuava.

 

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Jantamos no Restaurante O Casarão, picanha para variar que estava boa, com bom atendimento também. A mesa no alto dava visual da praça, onde o grupo de capoeira ainda continuava a se apresentar. Como de praze, toda noite a gente dava uma voltinha pela Rua Caminho da Praia e pela passarela da Segunda Praia. Entre elas tem um trecho de areia que sobrou, quando o caminho foi calçado.

 

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Domingo, 08/12/2013 - amanheceu nublado, mas depois o tempo abriu, ensolarado com muitas nuvens

Caminhada da Primeira Praia até o início da Quarta Praia

 

Caminhamos pelas praias que estavam bem movimentadas, principalmente a Segunda Praia. Na Terceira Praia, muitos turistas aguardavam a saída dos passeios de barco. Seguimos até o início da Quarta Praia, depois do Restaurante Pimenta Rosa, achamos um local bem agradável para ficar, sob uma grande amendoeira, cercada de vegetação e, por isso, meio escondida dos olhares de quem passava pela praia, pequeno e aconchegante, parecia uma "toca". Passavam muitos casais caminhando, alguns andando de charrete, de bicicleta e a cavalo. Tinha um ponto de charretes ali perto e parece que tem ponto de aluguel de bicicletas também. Vimos duplas de policiais passando de moto. Fiquei ali, observando a maré baixando, expondo os recifes e formando as piscinas naturais. Visual muito bonito!

 

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Retornamos à vila. O Restaurante Ponto de Encontro estava fechado e acabamos voltando para a Segunda Praia. Olhamos o cardápio de alguns restaurantes e fugimos daqueles que tinham música ao vivo e/ou caixa de som muito alto. Resolvemos encarar o Restaurante Pimenta Rosa. O local é bem bacana, muito agradável, bom atendimento e poucas moscas. Pratos individuais de boa qualidade, boa apresentação e quantidade média. Retornamos à pousada. Jantamos no Restaurante Ponto de Encontro, ambiente mais simples, mas agradável, tem mesas dentro e eles também colocam mesas na rua, música ao vivo, pratos para 2 e individuais bem servidos. Mais uma volta pela vila.

 

Segunda, 09/12/2013 - ensolarado com poucas nuvens, chuvinha rápida no meio do caminho, sol escaldante em Salvador

Cais de MSP, Atracadouro de Bom Jardim, Terminal Turístico Marítimo, Hotel Monte Pascoal, Farol da Barra

 

Continua no relato de Salvador...

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Nanci, tô 'chocada' com seu relato.

Cara, nunca li um tão rico em detalhes. Sensacional!

 

Vou na semana que vem.

 

Vem cá, necessariamente, tenho que ir até o Terminal Maritimo/Mercado Modelo para pegar o transporte marítimo para Morro né!?

Vc acha tranquilo ir sem fazer reserva? Como há vários horários, tenho receio em reservar podendo ir com outra empresa antes do horário, já que eu chego em SSA as 11h30.

Obrigada!

Bjão

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  • Membros de Honra
Nanci, tô 'chocada' com seu relato.

Cara, nunca li um tão rico em detalhes. Sensacional!

hehehehe, eu gosto d escrever. No começo eu escrevia um relato simples, só p/ registrar a viagem, tipo 1 diario, só q só d viagens. C/ o tempo, foi ficando maior... Aí eu copio e colo do meu "diario" p/ o relato aqui do forum. Porém o q mata msm são as fotos, dá um trabalho postar as fotos.

 

Vem cá, necessariamente, tenho que ir até o Terminal Maritimo/Mercado Modelo para pegar o transporte marítimo para Morro né!?

Vc acha tranquilo ir sem fazer reserva? Como há vários horários, tenho receio em reservar podendo ir com outra empresa antes do horário, já que eu chego em SSA as 11h30.

 

entao, se vc quiser pegar o catamarã direto p/ Morro, sim.

Infeliz/te nao te posso te garantir, se lota ou nao. A principio, acho q nao será problema se nao for feriado.

Lembre q vc gasta pratica/te 1h do aeroporto até o terminal. Se for de ônibus, pode demorar um pouco +.

 

boa viagem e tomara q o tempo esteja bom e o mar calmo, dizem q é a viagem é bem "agitada". Eu nao fui d catamarã, entao nao sei dizer como é. Eu peguei a opção terrestre + maritimo por agencia,pois saia pratica/te o msm preço q o catamarã c/ a vantagem d me pegar no hotel. Porém falaram q os valores foram reajsutados e q está mto caro.

 

Relatos 2013:

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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  • 2 meses depois...
  • Membros de Honra
Eu farei o caminho contrário MSP e Boipeba depois. De Boip, vou seguir para Itacaré.

Como faço esses caminhos da forma mais barata?

 

Oi Gabinanda,

 

De Salvador a Morro, o transporte via terreste + marítima por Valença sai + em conta.

De Morro a Boipeba nao vejo mto alternativa, eu nao encontrei transprote d linha. O jeito é pegar um dos barcos de passeio Volta a Ilha ou contratar um 4x4.

Não conheço Itacaré. D qq forma vc teria q pegar um barco d volta a Valença e ver se tem onibus direto até Itacaré ou se tem q fazer baldeação em outra cidade.

 

boa viagem!

 

Relatos 2013:

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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  • 3 meses depois...
  • Membros

ei nnaomi! tudo bem? primeiro gostaria de parabenizá-la pelo relato! muito bom, organizado e esclarecedor!

então, to indo pra Itacaré, agora dia 03/01/2015.. pretendo ficar mais ou menos uma semana e to querendo ir pra ilha de boipeba depois. tudo vai depender da grana (rs). queria saber se em Boipeba rola algum movimento a noite, um forrózin ou algo assim. e se é possível pegar uma "carona" com pescadores ou outros barcos para nao ter que pagar os barcos que saem de Valença pra Boipeba e de Boipeba para Moreré. e outra, sabe a media dos preços de camping?

muito obrigado!!

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    • Por ribeiro_ribeiro
      ola [email protected] venho relatar minha viagem no verão de 2019.
      Eu e minha esposa decidimos passar o verão 2019 na bahia. Primeiro desafio !!!! Definir onde ir. apos muitas pesquisas no Google e com amigos decidimos ir ao município de Cairu  devido a sua características de município arquipélago, segundo informações são 32 ilhas que fazem parte do município. porem três são as habitáveis. Ilha de Cairu que tem como grande atracão o convento de Santo Antonio relíquia arquitetônica e histórica. Ilha de Tinharé (Morro de São Paulo)  sem duvida a mais conhecida de todas. E por Fim a ilha de Boipeba.
      A ilha de Cairu vale uma visita rápida para conhecer o convento . não e' necessário mais de algumas horas. Ja as ilhas de Boipeba e Morro de São Paulo merecem um tempo especial, como a grana e o tempo eram curtos tivemos que escolher um dos locais pra ficar hospedado. Escolhemos Boipeba, Morro de São Paulo e' pra quem busca festa e agitação, Boipeba e' pra quem busca praias paradisíacas e festas organizadas pelo próprios visitantes. Cada forro e sambão que amanhecíamos na praia. E dentre os vilarejos em boipeba escolhemos o Moreré pra ficar devido as características que mencionamos anteriormente. 
      Para hospedar buscamos um camping na areia da praia e resolvemos escolher o Camping Airumã devido as ótimas avaliações de clientes. E acertamos em cheio !!!! ótima estrutura, limpo e organizado.  deixo aqui a pagina . https://airumacer.wixsite.com/airumacamping  
      Definido local e hospedagem começamos a organizar nossa ida. como dizem os próprios nativos pra chegar no paraíso não e'.  Pegamos uma aviao de nossa cidade natal ate 
      Salvador. Para pagar um voo mais Barato chegamos as 03h. Cochilamos ali mesmo no aeroporto. as 07h pegamos o metro no aeroporto e descemos apos trocar de linha na estacão Brotas , la utilizando o app Movitt pegamos um onibus ate a Sao Joaquim (Ferry Boat).  as 09h embarcamos no ferry e chegamos próximo as 10 na ilha de itaparica. No próprio desembarque pegamos um ônibus ate a cidade de valença. Descemos na rodoviária e la mesmo compramos passagem no Expresso Boipeba, para boipeba. Passagem integrada com ônibus que leva ate graciosas (25min) e la embarcamos na lancha ate Boipeba (30 min). Chegando em boipeba estávamos já preparados pra uma bela caminhada +- 25 min ate o ponto do trator que leva ate moreré. Por sorte tinha uma lancha saindo do cais para moreré o que foi maravilhoso já que não caminhamos e a viagem e' lindíssima e super divertida.  Alem disso desembarcamos em frente ao camping. onde fomos super bem recebidos pelo Claudio e la passamos dias maravilhosos.
      Em proximo post comento como foi a nossa estadia e os passeios.  
    • Por Andressa Carneiro
      Data da viagem: 12 a 19/02/2020
      Principais gastos:
      Passagens aéreas - BSB-SSA - Latam - R$897,40 (ida e volta, 2 pessoas,compra em 11/2019)
      Catamarã - Salvador-Morro de São Paulo - Biotur: R$384,10 (ida e volta, 2 pessoas, compra antecipada pela internet em 12/2019)
      Taxa de entrada em Morro de São Paulo: R$15 por pessoa. Taxa obrigatória independente dos dias que for ficar. No desembarque te encaminham para o pagamento. Aceitam cartão. Total: R$30.
      Hospedagem - Reserva pelo booking.com em 12/2019: Salvador - 2 diárias para casal no Hostel La Ventana - Total: R$130; Morro de São Paulo - 5 diárias para casal no Hostel Farofa Loca - R$620,40. Total: R$750,40.
      Passeios: Tirolesa - R$60 por pessoa (só eu fui); entrada na Toca do Morcego - R$15 por pessoa; Caiaque duplo - R$25 por pessoa; Volta a Ilha - R$ 180 por pessoa; barco de ida para Gamboa - R$7 por pessoa; Aluguel de snorkel - R$15 por pessoa.Total: R$ 544.
      Roteiro:
      Quarta - Salvador
      Chegada 15h
      Check in no Hostel La Ventana 
      Visita a Igreja Nosso Senhor do Bonfim 
      Pôr do Sol no Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat (15min andando da igreja ou Uber)
      Sorveteria da Ribeira (Uber a partir do Forte, também tem essa sorveteria em Morro de São Paulo, se preferir)
      Noite no Pelourinho (Uber a partir da sorveteria)






      Quinta - Morro de São Paulo
      Catamarã Biotur 9h
      Chegada 11h30
      * Caso precise, os locais oferecem serviço de levar sua bagagem em carrinho de mão até a pousada. Eu não achei necessário.
      Check in Hostel Farofa Loca 
      Almoço Restaurante Papoula na Rua da Lagoa (excelente custo x benefício)
      Caminhada da Primeira a Quarta Praia (30min)
      Tarde na Quarta Praia
      Final de tarde na Segunda Praia
      Jantar no Áurea na rua de acesso à Primeira Praia (bom custo x benefício)
      Noite na Segunda praia - Luau (mas abaixo explico melhor como é esse evento)






      Sexta - Morro de São Paulo
      Segunda Praia até o almoço
      Almoço Point na rua de acesso à Primeira Praia (bom custo x benefício)
      Descanso na Terceira Praia
      Café Solar das Artes na Praça Aureliano Lima (bom custo x benefício)
      Noite na feirinha da Praça e na Segunda Praia
      Gula's burguer na rua de acesso a Primeira Praia (bom custo x benefício)



      Sábado - Morro de São Paulo
      Mirante do Farol
      Tirolesa 
      Praia de Gamboa de barco 
      Bar Experimenta em Gamboa (baixo custo x benefício, porções muito pequenas)
      Retorno de Gamboa caminhando (maré baixa)
      Parada no paredão de argila
      Pôr do sol na toca do morcego (médio custo x benefício,  qualidade do petisco e drink ruim, caro, mas lugar mto maneiro, vista linda, com DJ/banda ao vivo)
      Jantar no Bodeguita na rua de acesso à Primeira Praia (bom custo x benefício)












      Domingo - Morro de São Paulo
      Caminhada até Praia do Encanto (quinta praia) - 40min
      Retorno com parada na Quarta e na Terceira Praia
      Almoço no Restaurante Santa Luzia no deck da Terceira Praia (bom custo x benefício)
      Passeio de caiaque à Ilha de Caita (a partir da Terceira Praia), a travessia leva uns 10min, é bem tranquila, eles fornecem o snorkel sem acréscimo no valor
      Pôr do sol no Mirante do Farol
      Churrasco no hostel
      Noite na Segunda praia



       







      Segunda - Morro de São Paulo
      Passeio Volta a ilha - Este passeio inclui mergulho nas piscinas de Guarapuá, Praia de Moreré (ou as piscinas se a maré estiver baixa), Praia Boca da Barra (onde se pode dar uma volta na vila de Boipeba e almoçar, almoçamos no restaurante Ponta da Barra - bom custo x benefício, mas fica a critério do grupo), visita a comunidade Canavieira (degustação de ostras e lambretas) e centro histórico de Cairu (é cobrada uma taxa simbólica para os locais fazerem o tour até o convento). O passeio dura das 10 às 17h30. Pode levar gelo e bebidas e usar o cooler do barco. O barco sai da terceira praia e retorna no porto. Tem que fazer reserva e pagar o passeio com antecedência, se a ilha estiver movimentada.
      Fim de tarde no Bodeguita (saideiras com pessoal do passeio)
      Restaurante beira-mar Pedra sobre Pedra no início da segunda praia (bom custo x benefício, mais caro, mas vista bonita, dose dupla de drinks)
      Noite na Segunda Praia - Luau










      Terça - Morro de São Paulo/Salvador
      Segunda Praia
      Almoço Restaurante Papoula
      Caminhada no Forte
      Retorno - catamarã Rio Tur 15h
      Chegada em Salvador 17h30
      Check in no Hostel La Ventana de novo
      Noite no Rio Vermelho - Praça Caramuru - Antigo mercado do peixe
      Bebidas no Bar e Restaurante Quatro Ventos (excelente custo x benefício, dose dupla de drinks, preços bons), e cocada e acarajé no famoso e delicioso Acarajé da Cira (excelente custo x benefício)





      Quarta - Salvador
      Retorno Brasília - voo 5h25
      Informações úteis:
      - Hostel La Ventana: quarto de casal com ventilador (ar-condicionado fez falta), banheiro compartilhado, sem café da manhã. Muito limpo, recepção boa. Apenas para uma noite vale a pena devido ao valor e à proximidade do porto (fomos andando).
      - Hostel Farofa Loca: quarto para casal, banheiro privativo, ar-condicionado, piscina, café da manhã. Recepção e limpeza excelente, quarto confortável, bom para fazer amizades, mas localização não é estratégica, precisa caminhar bastante até às principais atrações. Com o passar dos dias fica cansativo.
      - Sobre as praias: a primeira não é muito movimentada e é pequena, é onde a tirolesa desce; a segunda é a principal, mais restaurantes e agito, à noite é o principal point, durante o dia achei uma das mais bonitas, na maré baixa formam piscinas naturais e é possível ver muitos peixinhos, tem aluguel de stand up para quem gosta; a terceira tem pouca faixa de areia e mais pedras, é de onde sai o passeio de caiaque para a Ilha de Caitá; a quarta é mais deserta e tem a água mais clara, é bem tranquila e muito bonita; e a quinta (Praia do Encanto) achei a mais linda de todas, a cor bem clarinha, é bem extensa, vale muito a pena a caminhada até lá, que dá uns 40/50min indo com calma.
      - Leve snorkel e sapatilha aquática se tiver. Caso não tenha, alugue pelo menos o snorkel para o passeio de volta na ilha.
      - Faça os passeios e vá as praias quando a maré estiver baixa, pois é quando se formam as piscinas naturais, as águas ficam mais claras e é possível ver mais peixes. Consulte a tábua de maré de Morro de São Paulo nesse link: https://www.morrodesaopaulo.net/mare.
      - No geral, os restaurantes e bares possuem preços bons, com exceção dos localizados  na praia, mas mesmo esses não possuem preços absurdos. É possível gastar bem pouco com alimentação se quiser economizar.  No geral, cervejas 600ml saem entre R$10 e 13; caipvodka custam entre R$15 e 18, experimentem as que levam pitaia! Delícia! O restaurante Papoula é uma excelente opção para almoço ou jantar, com pratos bem servidos e valores entre R$19 e 35  (pratos individuais), hóspedes do Farofa Loca ganham um shot de batida de maracujá.
      - Há vários pontos para assistir ao pôr do sol, se não quiser pagar a entrada do Toca do Morcego, vá ao Mirante do pôr do sol, no Farol, ou ao Forte. Retornando de Gamboa também é uma boa opção se a maré estiver baixa.
      - A Toca do Morcego, o Mirante do pôr do sol, o Farol e a Tirolesa ficam na subida que inicia em frente a Igreja da Nossa Senhora da Luz. O Forte fica na direção do local onde se paga a taxa de entrada na ilha.
      - Teatro do Morro não é teatro e Luau da Segunda Praia não é luau (voz e violão), são baladinhas. O Teatro geralmente tem DJ e banda, com dois ambientes, música eletrônica e música brasileira, o ingresso tava R$60 masculino e R$30 feminino, rola descontos para grupos, eu não fui, mas falam que é bem animado, tem que subir uma escadaria enorme para chegar, começa 00h e vara a madrugada, rola toda quarta e, às vezes, domingo. O Luau acontece às quintas e segundas, também começa à 00h, leve canga para descansar, é gratuito.
      - Toca do Morcego e Pulsar Disco são outras baladas famosas no Morro. Toca fica mais animada na sexta e Pulsar no sábado.
      - Para chegar ou voltar de Gamboa caminhando a maré precisa estar baixa, caso contrário, pegue um barco/lancha (R$7). Eu fui de barco e voltei andando, vale a caminhada de uns 45min. Para pegar o barco ou iniciar a caminhada é só ir no Porto.
      - Os preços dos passeios são tabelados, e dificilmente conseguirá descontos.
      - Quem tem problemas com enjôo, se medique antes de pegar o catamarã, pois balança um bocado.
      - Mais fotos e vídeos dessa viagem nos destaques do meu Instagram: @dressas_carneiro 
       
      Boa viagem, espero ter ajudado! 😘
    • Por Caio Vinicius Aleixo
      Dia 01 - Viagem de guarulhos para salvador 
      Voo direto Azul, saída 16h10, Valor Pago: 191,44 (Comprado 27/08)
      Chegamos pegamos uber para um Shopping que fica a caminho da Rodoviaria de salvador (Comida no shopping de lá é mais barato que nos shoppings de Jundiai/São Paulo)
      Pegamos outro Uber para pegar o ônibus (as 23:00) sentido Lençois na Chapada Diamantina. 
      Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ )
      Preço: 108,00 (compramos antecipado e pagamos alguma taxa de conveniência, tem que ir no guichê para pegar a passagem, se informe sobre o hr de funcionamento)

       
      Dia 02 - Lençois (Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio)
      Chegamos de ônibus em lençóis por volta das 5:30 da manhã, os lugares para tomar café só abriram por volta das 6:30. Após o café fomos deixar as malas no hostel e pegar o carro que havíamos reservado.
       
      Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa
      http://bit.ly/vielahostel

       
      Aluguel de carro: Empresa Seabra 75 9901 7946 
      Retirada em lençóis e devolução em Capão (devolução em capão facilitou muito a logística, pra não pagarmos o carro enquanto estávamos no Pati) 
       
      Passeio: Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio. Vá cedo para lapa doce, passe a maior parte de dia na pratinha (tem boa estrutura) e no max 15h30 vá para o por do sol no pai inácio (imperdível). 
      Morro do pai inácio tem hr limite para subir (por isso não pode sair tarde da pratinha. Para nós foi uma aventura chegar a tempo, pq saímos tarde, mas isso nos rendeu algumas amizades rsrs).. Pratinha tem uma flutuação de snorkel em águas cristalinas e dentro de uma gruta. Recomendo!
      *o Horario do por do sol (e hr que deve sair da pratinha) varia de acordo com a epoca do ano, o google mostra o horario do por do sol.

       
      Dia 3 - Ibicoara (Cachoeira do mosquito + Poço azul)
      Saímos de lençóis cedo com tudo no carro, a ideia era fazer os passeios durante o dia e dormir em Ibicoara (a viagem é cansativa).

      Passeio: Cachoeira do mosquito + Poço azul.
      Poço azul tem horários melhores de se fazer a flutuação, se informe e se planeje para chegar pelo menos 2h antes (é comum ter fila)
      Normalmente as pessoas fazem Poço azul+poço encantado, nós decidimos (no dia anterior) fazer cachoeira do mosquito, pqe poço azul é só contemplação.

      Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 
      Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb
      https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL


       
      Dia 4 - Ibicoara (Cachoeira do Buracão)
      Passeio: Cachoeira do Buracão. Trilha de 3km cada trecho, nada muito pesado. 
      É obrigatório uso de guia

      Cachoeira do buracão é IMPRESSIONANTE, bastante alta e com um visual completamente diferente, tem paredões que cercam a cachoeira e o percurso que o rio faz depois dela. É uma vista imperdível.

      Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines) ou o marido dela, Clayton (77 98153 5697 não fizemos com ele). Ambos São MUITO BONS. Nós fizemos o percurso com a Nina, ela é uma otima guia, sabe manter a cadencia da trilha e tem otimas conversas, explica bastante sobre a região. Em determinados pontos ela mostra exatamente como atravessar obstaculos. Recomendo MUITO.

      Comida: Jantamos TODOS os dias no restaurante “point dos amigos”, a comida é muito barata e gostosa. A comida é preparada de forma caseira pela dona do restaurante, com quem fizemos amizade e no fim parecia nossa tia kkkkk.

       
      Dia 5 - Ibicoara (Cachoeira da Fumacinha por baixo)
      Passeio: Cachoeira da Fumacinha por baixo. Trilha de 9KM cada trecho, caminho PESADO, principalmente por ter que ficar andando nas pedras (leito do rio). Segundo a guia quando o rio enche (que não era o caso) a trilha fica ainda mais difícil. Uso de guia não é obrigatório, mas acho MUITO recomendado, principalmente por que alguns trechos tem escalaminhadas. A trilha é bem bonita e a cachoeira da Fumacinha é um ABSURDO. Linda DE MAIS. a agua é bem gelada (já que quase não bate sol)

      Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines)
       

      Dia 6 - Capão (cachoeira da fumaça por cima)
      Saímos cedo de Ibicoara para ir para o capão e fazer a trilha da cachoeira da fumaça por cima. Viagem é longa e feita em sua maioria por estrada de terra (se for por guiné, que é bem mais rápido).

      Chegando em Capão, fomos para a estadia Sempre viva, algum dos amigos que fizemos na viagem  nos indicou e depois nos encontramos com o nosso guia do Pati (Val - contato vou colocar mais pra baixo, quando for falar do pati). 
      A comunicação no vale do Capão é bastante dificil, já que não tem sinal de celular. Basicamente tem que achar um wifi para se comunicar.

      Passeio: Para chegar na cachoeira da fumaça é preciso fazer uma trilha (cerca de 1h30), antes de subir é necessário assinar um livro de controle (para saberem se todos que foram, realmente voltaram) e se quiser, pode contribuir com qualquer valor para a preservação do lugar.
      O inicio da trilha é bem Ingreme, mas depois a trilha é pana e tranquila. Tente ir pela manhã, para fugir do sol quente.
      Existe um horario limite para iniciar a trilha, 13h. O horário é para dar tempo de subir, apreciar e voltar antes de ecurecer.

      Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
      Não encontrei a acomodação no booking


       
      Dia 7 - Pati (Cachoeirão por cima)
      Saímos cedo em direção a guiné, por onde dariamos inicio a travessia do Pati (entramos por Guiné, por uma subida chamada Aleixos e saímos por Capão). Passamos em palmeiras para o guia (Val, que recomendo MUITO (075) 99167-6817) fazer as compras dos lanches para os 4 dias, ele carrega tudo no mochilão, e nós só precisamos levar nossos proprios pertences na mochila pequna (usei uma de 30L). 
      Como você vai carregar o peso nos dias em que estiver fazendo o pati, economize no peso, evite coisas desnecessárias.
      Devolvemos o carro em guiné, na entrada da trilha. Isso ajuda DE MAIS na logística e na economia, fazendo desse jeito você não paga transfer para guiné e nem paga o carro durante os dias que estiver no pati. 
      Vai ter que pagar uma taxa de devolução extra por devolver em guiné, mas acaba compensando. 
      Foram 4 dias de trilha que o carro ficaria parado, a diária do carro é 140, ou seja, economizamos 560 reais. Para devolver o carro em guiné, pagamos 130,00 mas isso nos economizou o transfer, então um abateu o outro. (Essa foi uma baita dica p vc economizar uns dins hehe)

      Nosso roteiro esse dia foi: Guiné (aleixos), cachoeirão por cima, descida pela fenda e pernoite na casa do Sr Eduardo. Esse é um roteiro que poucas pessoas fazem, achei a fenda uma trilha perigosa devido aos buracos disfarçados com mato. Andamos cerca de 18Km, subida íngreme no aleixos e descida muito íngreme na fenda (não recomendo fazer o caminho inverso, subindo a fenda).
      A caso do Sr Eduardo é bem simples se comparada com a igrejinha. A comida é deliciosa.

       
      Dia 8 - Pati (Cachoeira dos funis)
      Saímos não tão cedo da casa do Sr Eduardo sentido igrejinha passando pelo poço da árvore e funis. cerca de 15 km percorridos, caminhada tranquila. Foi um dia para tomar banho de cachoeira e relaxar. Não achei as cachoeiras nada MUITO impressionante. Mas foi um dia gostoso pra curtir com calma.
      Neste dia o val (guia) cozinhou o jantar. 
      A igrejinha é uma das estadias mais conhecidas, por ter fácil acesso. E em consequência também é bastante cheia.
      Ali tem alguns banheiros com água quente (o guia só me avisou depois que eu já tinha tomado banho gelado kkk) 

       
      Dia 9 - Pati (Morro do castelo)
      Percurso esse dia foi Igrejinha - Sr Wilson (para deixar o que não iriamos usar. É caminho)  - Morro do castelo - Sr Wilson. Total de +- 14KM, porém subida forte na ida e descida forte na volta. Apesar do percurso íngreme, não foi um dia cansativo.
      Morro do castelo tem 3 mirantes, um deles está sendo estudado e talvez seja fechado (por risco de queda de placas de pedra). 
      Nesse dia é necessário lanterna, pois para acessar os mirantes se passa por dentro do “castelo” através de grutas, a lanterna do celular dá, mas uma de cabeça é o ideal. A caminhada nesse dia é bastante protegida do sol.
      O morro do castelo tem vistas IMPRESSIONANTES, com certeza é um dos lugares imperdíveis do pati.
      A casa do Sr. Wilson tem ótima recepção e tem o que julgamos a melhor comida do vale (não que as outras foram ruins, mas aqui a comida foi espetacular).
       
       
      Dia 10 - Pati (Gerais)
      Percurso: Casa do Sr wilson - capão (saindo pela bomba). Esse dia a caminhada é MUITO exposta ao sol, já saímos do vale e andamos vários KMs por cima. Caminhada total é de 22KM. Dia bastante cansativo. O visual por cima do pati é bastante bonito.
      Ao terminar a trilha na bomba, precisamos contratar um transporte para chegar ao vale do capão, caso contrário seriam mais 7 KM de caminhada. Logo que acaba a trilha tem um bar/lanchonete, o guia pediu para a atendente chamar o responsavel pelo transporte (que aparentemente mora ali perto).
      Chegando no vale, jantamos e fomos rapidamente para a estadia bem estar tomar banho e pegar o restante das malas. Dali pegamos um trasnporte para palmeiras (15,00)  e de palmeiras pegamos o ônibus para salvador.
      Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ ) Preço: 94,00

       
      Dia 11 - Salvador (Turistando)
      Chegando em salvador, pegamos um uber e fomos para o hostel (que procuramos no onibus). Alguns amigos que fizemos na viagem nos indicaram ficar no bairro Rio Vermelho, um bairro bohemio de salvador (compararam com a vl Madalena em SP).
      Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
      http://bit.ly/TheHostelSalvador

       
      Passeio: Fizemos um tour por conta própria, de uber.
      Saímos do Hostel - Basílica senhor do bonfim - Sorveteria ribeira (não achei que vale a pena, tem uns sabores diferentes mas nada de maaais) - Pelourinho, elevador lacerda, mercado modelo (almoçamos por la, tem 2 restaurantes com visual legal e preço “ok”) - Por do sol no farol da barra (imperdível)
      Durante o dia ficamos em dúvida se iríamos ou não para morro do SP no dia seguinte ou ficar um dia a mais em salvador. Por fim decidimos ir no dia seguinte e fechamos translado para Morro de SP (umas 21h) com a cassi turismo por 90,00 (negocie, pois as vezes cobram mais caro.)
      Comida: Acarajé da dinha, é um ótimo local para experimentar a comida típica. Tem um quiosque pertinho do hostel.

       
      Dia 12 - Morro de SP (Praia de Gamboa)
      A empresa Cassi turismo passou nos buscar cedinho no hostel (6h30, se não me engano. Perdemos o café) com uma van. Fomos levados para um local onde acertamos o valor do transfer e pegamos uma balsa para fazer uma travessia, depois da travessia pegamos um ônibus e então uma lancha rápida (esse percurso é fácil de achar detalhado na internet)
      Esse modo é chamado de semi-terrestre. Julgamos ser a melhor opção para chegar em morro de SP, devido principalmente aos horários. A empresa cassi turismo você encontra por TODO CANTO de salvador. 
      Chegando em morro de SP várias pessoas vão oferecer para levar a sua mala, a primeira subida é MUITO íngreme, depois é mais tranquilo. Vai de cada um julgar a necessidade de pagar ou não (nós não pagamos, até pqe nem sabíamos onde íamos ficar qnd chegamos).
      Depois de passar algum perrengue procurando estadia, fechamos com a pousada tranquila uma indicação de uma amiga que já tinha visitado morro de SP
       
      Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
      http://bit.ly/PousadaTranquila

       
      Passeio: Passado algum perrengue para fecharmos a estadia, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia de Gamboa (praia da argila), fomos de barco e voltamos andando (a caminhada não é longa, mas é necessário ficar atento a tábua das marés). Passamos o restante do dia relaxando na praia de gamboa em um dos quiosques.
      Jantar: Lá tabla. o Nhoque é otimo e bem grande. Vale a pena.
       
       
      Dia 13 - Morro de SP (Caminhada pelas praias)
      Passeio: Andar pelas praias - Fomos até a quarta-praia, a maré estava já bastante alta e mesmo assim a praia é bonita. A quarta praia não oferece tanta estrutura quanto a segunda e primeira. 
      As piscinas naturais ficam logo no comecinho (onde tem umas árvores que dividem a terceira da quarta praia), depois passamos o dia em um quiosque da segunda praia.
      Mais pro fim do dia subimos na tirolesa, o visual é incrível. Vale a subida mesmo para quem não for descer de tirolesa. Eu desci a tirolesa e por mais que digam que é a mais alta do BR, não achei nada de mais (não da muita adrenalina). Não achei que vale os 60,00.
      Próximo da tirolesa existe um mirante do por do sol, vale muito a pena! É de graça e tem o mesmo visual da toca do morcego (onde é pago para entrar).

       
      Dia 14 - Morro de SP (Piscinas naturais de Garapua)
      Passeio: Garapua. O passeio é feito de 4x4, passa também pela quinta praia (na ida ou na volta). O melhor do passeio é curtir as piscinas naturais (onde fica um bar flutuante), o ideal é evitar horário de pico, e ir na maré baixa. Quando tem muita gente, a água fica turva (devido as pessoas revirarem a areia do fundo do mar) e fica uma sensação de superlotação. 
      O acesso as piscinas naturais é feita com um barco bem simples e quando desejar retornar, tem uma ótima estrutura de quiosques para curtir o dia ainda na praia de garapuá.
      Custo do passeio foi de 80,00 Reais

       
      Dia 15 - Morro de SP
      Passeio - Volta a ilha, esse foi o que achei o melhor passeio. É um passeio feito de lancha, passa nas piscinas naturais de garapua (a msm que fomos no dia anterior), nas piscinas naturais de moreré, para por algum tempo na ilha de boipeba e para em um bar flutuante.
       
      *Dica que não encontrei em lugar nenhum: Esse passeio pode ser utilizado como meio de travessia de morro de SP para valença (foi o que fizemos), na última parada tem a possibilidade de tomar um banho e trocar de roupa. É necessário levar as malas para o passeio e o barqueiro guarda em um compartimento do barco. Negocie isso antes de fechar o passeio. O banho é completamente sem luxo, mas pra quem viaja no estilo “mochileiro” deve estar acostumado com isso. 
       
      Nesse dia pegamos um ônibus para porto seguro com duração de 09h de viagem (dormimos no onibus)
      Empresa: https://www.aguiabranca.com.br Custo: 109,36

       
      Dia 16 - Trancoso (Caminhada + Praia dos nativos)
      Chegando na Rodoviária de porto seguro pegamos um Uber para a travessia para Arraial d’ajuda, depois de atravessar pegamos um onibus para trancoso (acredito que a van seja mais rápida). Os horários e preços de van/ônibus é facilmente encontrado em uma pesquisa no google.
      Chegando em trancoso e passado algum perrengue (de novo) para decidirmos onde ficar, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia. 
      Andamos bastante para o sentido norte e depois voltamos para a praia dos nativos. Surpreendentemente os quiosques lá fecham cedo (começaram a fechar por volta das 15h30).
       
      Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
      http://bit.ly/pousadaCampestre



       
      Dia 17 - Trancoso
      Passeio: Neste dia fizemos uma caminhada para o lado sul, chegando até itaquena. São cerrca de 8 KM de caminhada cada trecho. Pelo caminho se passa por  itapororoca. Na maré baixa em Itaquena se formam corais MUITO bonitos. Importante falar que nesse trecho não tem quiosques ou ambulantes. Leve água e comida. 

       
      Dia 18 - Caraiva (praia do espelho)
      Passeio: Nesse dia o plano era ir para a praia do espelho, como o taxi custaria 350,00, decidimos alugar um carro (alugamos na Localiza).
      A praia do espelho esta entre as praias mais bonitas de toda a viagem, na maré baixa são formadas piscinas naturais lindas e as faléias dão um visual bem diferente. As águas são cristalinas e calmas. Com certeza é um lugar que não se pode deixar de conhecer se estiver na região. 
       Depois da praia do espelho, nosso destino foi Caraíva, onde não é permitido entrar de carro (até pqe as ruas são de areia). Mesmo assim, pelos nossos calculos acabaria compensando, já que economizaríamos o taxi + o transporte para caraiva.
      Nosso plano era ficar 2 dias em caraíva (1 noite), gostamos tanto que acabamos ficando 3 dias e 3 noites. Quanto mais tempo for ficar em caraíva, menos compensa alugar carro, pois o carro ficará parado. Os transportes de caraíva não tem horários muito bons, acaba perdendo metade do dia. Os horários são facilmente encontrados na internet. Transfers costumam ser bem caros (cerca de 300,00)
      Passamos MUITO perrengue para encontrar estadia em caraíva. Fomos pegos de surpresa, pois estava acontecendo um festival (novo mundo) e estava tudo cheio. No fim, deu td certo
       
      Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
      É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
      http://bit.ly/Aruanda_Hostel

       
      A noite em Caraíva é um atrativo a parte. Sempre muito animado e pelo que nos falaram, cada dia tem um role, que não costuma acabar tarde. Porém depois que o role acaba, o pessoal faz tipo um luau com voz e violão. MUITO MASSA!
      Caraíva tem uma bebida “típica” chamada Netuno, é uma bebida feita com gengibre, muito famosa por la. A bebida lembra catuaba, porém, de gengibre. Custa 10,00 a garrafa. O que não é tão comum saber, é que existe o netuno preto e um outro branco/transparente, menos famoso. O mais claro tem o gosto de gengibre mais forte.
      A cidade tem o clima roots e jovem. 

       
      Dia 19 - Caraiva (Ponta do corumbau)
       Passeio: Ponta do corumbau. É um passeio feito de buggy (90,00 por pessoa), na maré baixa é formada uma ponta mar adentro. Antes de acessar essa praia você para em um lugar que vende vários artesanatos feitos por índios (colares, pulseiras etc), é muito mais barato aqui do que em trancoso ou Arraial d’ajuda. Nesse passeio você sai cedo e volta no fim da tarde. 
       
      Nós precisamos trocar de estadia, já que não havia vaga no hostel aruanda. Fomos procurar e surpreendentemente encontramos fácil uma pousada (bastante boa)
      Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”
      Não encontrei nem no booking e nem no air bnb


       
      Dia 20 - Caraiva (Praia do Satu)
      Passeio: Caminhada praia do Satu. Caminhando para o lado norte da praia (é preciso atravessar o rio), você vai chegar na praia de satu (a caminhada não é tão longa, mas foi cansativa). Na maré baixa se formam piscinas naturais. Existem 2 rios, o primeiro de agua escura e o segundo de água verde. Esse de água verde tem argila que o pessoal passa no corpo como tratamento estético (essa info não achei em lugar nenhum quando pesquisei)

       
      Dia 21 - Arraial D’Ajuda (Praia de mucuge)
      Saímos cedo de Caraíva para devolver o carro em Trancoso e pegar a van para Arraial D’Ajuda.
      Chegando em Arraial d’ajuda fomos para o hostel que pesquisamos na van durante o trajeto Trancoso-Arraial. 
       
      Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
      http://bit.ly/Pousada_Mikaela


       
      Passeio: Nesse dia ficamos na praia do mucugê (é a mais próxima). A praia é bem bonita e movimentada. Para ficar no guarda-sol e cadeira dos quiosques é cobrado uma consumação “da cozinha” ou seja, exigem que você almoce no local. Com muito custo conseguimos negociar uma consumação de 30,00 por pessoa independente se fosse um pedido de prato ou não.

       
      Dia 22 - Arraial D’Ajuda (Taipe)
      Passeio: Taipe. Tiramos o dia para relaxar, já que era o ultimo que poderíamos aproveitar da viagem.
      Decidimos não ir andando e pegar um transporte, nos foi falado que por ali era fácil de conseguir transporte, mas não foi assim. Foi bem difícil, pois não é caminho das Vans/onibus. Com algum tempo de espera conseguimos uma van que praticamente nos fez o favor de levar até la.
      A praia não é nada de mais. As falésias dão um visual diferente, mas eu preferi a praia de mucuge (que fica proxima ao centro)
      O retorno fizemos andando e percebemos que foi um erro ter desperdiçado tempo esperando transporte, já que a praia de taípe não é longe do centro.
      Jantar: De noite a ideia era jantar em um lugar legal para nos despedirmos da viagem e voltarmos a vida real de trabalho (fazer o que né). Fomos no restaurante Alecrim dourado e pedimos camarão no abacaxi. Foi uma das melhores refeições da minha vida. Dividimos em 3 e ficamos “ok” (não estávamos com muita fome).
       
      Depois do jantar ainda fomos para o bar “casa mangue neon” é um bar com ambiente despojado, com cadeiras de praia e drinks “diferentoes”, eles nos deram um drink cortesia de caipirinha de netuno (bebida bastante consumida na região), outra bebida curiosa foi caldo de cana com cachaça (bastante boa, por sinal)
      Depois do bar neon fomos para o beco das cores, como se fosse uma galeria onde tem vários bares, começou ficar agitado perto das 23h. Rolou uma banda ao vivo e estava bem animado, aparentemente vão muito locais para o beco das cores, já que a entrada é gratuita.
      Depois do beco das cores finalizamos a noite no   “morocha” é uma balada conhecida da cidade.

       
      Dia 23 - Volta Porto Seguro - São Paulo
      Voo:
      Porto seguro Guarulhos
      192,54 reais , LATAM 14h35, voo direto , Dia 3/11 comprado em 10/09 (Melhor preço que vi durante o tempo que acompanhei. É difícil achar essa tarifa)


      DICAS GERAIS POR LOCALIDADE
      Dicas Gerais Arraial d’ajuda
      Saindo um pouco da praia se compra 3 cocos por 5 reais, enquanto na praia normalmente custa 1 coco 5 reis. 
      Restaurante Alecrim dourado (não é considerado barato, mas é muito bom para quando quiser aproveitar um lugar com uma comida mais sofisticada)
      É muito dificil ter uber disponível
       
      Dicas Gerais Caraíva:
      Se for ficar varios dias, não alugue carro. O carro vai ficar parado
      Netuno: Bebida tipica de lá a base de gegibre
      Os roles noturnos são bons
      Vá de mochilão. As ruas são de areia, o que dificulta transporte da mala
      Sinal de celular, não tem.
      Wifi, tem. Mas a maioria que usamos não era mt bom.
      Achei Caraíva a cidade mais cara (hospedagem, comida, agua, etc)
      Por do sol a beira do rio é MUITO bonito, vale a pena curtir. Nos dias que fiquei la dava pra ver a lua ainda com o céu alaranjado. Um espetáculo
      Não é possível fazer o translado saindo de caraíva de uber 
       
      Dicas Gerais Trancoso:
      Os quiosques fecham muito cedo (cerca de 3h30)
      Os restaurantes no quadrado são MUITO caros. É possível se afastar um pouco e comer mais barato
      Não vi nenhum motorista de aplicativo disponível
       
      Dicas Gerais Morro de SP:
      Ficar na terceira praia é uma otima localização
      Na maré baixa TUDO fica mais bonito, de preferencia para fazer os passeios nesse horário, principalmente os que envolvem piscinas naturais.
      Ir na quarta praia na maré baixa. As piscinas naturais são MUITO bonitas
      Tirolesa não vale os 60,00
      Da para usar o passeio “volta a ilha” para atravessar de Morro de SP para valença

       
      Dicas Gerais chapada
      Vá de mochilão, andar na cidade de mala é ruim.
      Alugue Carro, transfers e passeios fechados são MUITO mais caros
      Use Google maps offline (se não baixar o mapa vai ficar na mão)
      melhor que o Google maps offline é o Maps.me (Usando os 2 vai conseguir chegar nos lugares)
      Ibicoara: Restaurante Point dos amigos
      Antes de entrar no Vale do Pati, deixe as coisas que não for usar em algum lugar (agencia, hostel, conhecido)


       
      RESUMO DE ESTADIAS INDICADAS:
      LENÇOIS, Chapada Diamantina
      Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa
      http://bit.ly/vielahostel


       
      IBICOARA, Chapada DiamantinaI
      Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 
                 Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb
      https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL
       



       
      VALE DO CAPÃO, Chapada Diamantina
      Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
                 Não encontrei a acomodação no booking


       
      SALVADOR
      Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
      http://bit.ly/TheHostelSalvador


       
      MORRO DE SP
      Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
       
      http://bit.ly/PousadaTranquila


       
      TRANCOSO
      Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
      http://bit.ly/pousadaCampestre



       
      CARAÍVA
      Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
      É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
      http://bit.ly/Aruanda_Hostel

      Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”
      Não encontrei nem no booking e nem no air bnb


       
      ARRAIAL D’AJUDA
      Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
      http://bit.ly/Pousada_Mikaela


       
      Quem quiser ver fotos ou tirar duvidas, me chama no instagram @caioviniciusaleixo (lá eu fico mais atento as mensagens)
    • Por rafael.gomes.3975
      Ola a todos.
      Estarei na Bahia entre os dias 12 e 25 de outubro, e viajarei entre Salvador e Itacaré, passando por Morro de São Paulo e Maraú. Gostaria de saber se alguém conhece algum grupo de canoagem ou caiaque nestas cidades. Se souberem, teriam como me enviar contatos.
      Obrigado.
    • Por gmussiluz
      ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO
      Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco.
      Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição).
      Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado.
      Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. 
      Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga.

      (travessia do Rio de Contas, Itacaré)
      Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! 🤣
      Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia.
      No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão
      Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo.

      Total percorrido: 19,5 Km
       
      2º DIA

      Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem.

      (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias)

      Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada.

      (Lagoa do Cassange)

      Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia.
      Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto.
      O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles:
      -Estão vindo de lá de Barra?
      -Sim, estamos indo pra Itacaré
      -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde.
      -Olha aí, mais um colega de caminhada haha
      -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento.
      -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá.
      -Ótimo, vou seguir!


      A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo.
      Total percorrido: 45 Km

      3º DIA
      Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". 😂

      Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada.
      Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar.
      Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou:
      -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra!
      Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto😂. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim.
      Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá).
      Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi.

      (início da praia de Pratigi)

      Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes.
      Total percorrido: 75 Km

      4º DIA

      (abrigo montado no primeiro e terceiro dia)


      Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas.
      Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada.

      (Barra do Carvalho)


      Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei.
      Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar.
      Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso.

      Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim.

      A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré.

      Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha.


      A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas😅. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré.

      (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré)

      Total percorrido: 100 Km
      OBSERVAÇÕES:
      -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites.
      -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila.
      -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso.
       
      TRACKLOG NO WIKILOC:
      https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Camelbak Chute 750ml
      -Garmin eTrex 30x

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