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Bolívia,Chile & Peru: 27 dias na estrada (Julho de 2014)


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Olá, estou planejando viajar 20 dias em julho 2015, para bolivia, peru e chile (lima, la paz, salar, atacama, etc) e estou anotando varias indicações de hostels e empresas.

Tenho uma dúvida: como voce escolheu o sentido da viagem? ja vi relatos e mapas que indicam 2 sentidos: começando em la paz e indo para uyuni, ou indo para copacabana...

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Everton, o gasto total foi uns 1400$ + 300 reais...

 

Silvia eu escolhi esse sentido meio que aleatoriamente pra ser sincero, e também porque queria deixar La Paz por último. E acabou sendo a melhor escolha porque conheci muita gente no final que não conseguir ir para Uyuni por causa de protestos e bloqueio de estrada.Se eu pudesse teria começado em Santa Cruz, não fiz isso porque não achei voo promocional e por isso tive que ir até campo grande e de lá descer para santa cruz de ônibus.

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9º Dia (10/07)

 

A viagem até Arica foi bem tranquila, realmente os ônibus da Turbus são excelentes, e de qualquer forma, depois de tomar um dramin como fiz, qualquer lugar com um banco para dormir seria perfeito, porque foi roncando que eu fui a viagem toda...

 

Chegamos no terminal de Arica cedo, acho que eram apenas 6h da manhã ou menos. No meu roteiro o plano era chegar logo em Arequipa, pois não via a hora de conhecer as famosas festas do Wild Rover, que para quem não conhece é um dos hostels mais famosos entre a galera que viaja pelo Peru e Bolívia.

 

Pelo fato de estar muito cedo e também porque estávamos todos cansados, resolvemos ir logo para Arequipa. Nessa hora devido à pressa e por estar em cima da hora acabei levando outro ferro no Chile e gastando mais do que devia ::putz:: Como disse antes, ainda estava quebrando a cabeça para descobrir como era ser um mochileiro de verdade. Caímos numa furada e compramos a passagem de uma empresa que dizia ter ônibus direto para Arequipa. Era mentira, ao invés disso fomos colocados em dois taxis e enviados até a fronteira com o Peru. Dica: Se estiver disposto(a) a gastar um pouco mais, peguei um taxi até a fronteira. Porque assim enfrentará uma fila bem menor (existem duas filas, uma para pessoas em ônibus e outra para pessoas em veículos menores, a segunda demora muito menos) e economizará bastante tempo. Caso contrário pegue o ônibus mesmo, eu faria isso se pudesse voltar atrás.

 

Depois de passar as mochilas novamente pela esteira, para verificar o que estávamos transportando, pegamos o mesmo taxi rumo a Tacna. Nessa fronteira, diferente da última em San Pedro, deu tudo certo, só me pediram para abrir a mochila porque estava carregando uma garrafa de vinho mas não criaram caso.

 

Chegamos em Tacna e lá nosso motorista parou para comprar nossas passagens para Arequipa. Pelo que percebi, paguei mais caro em algo que podia fazer sozinho. O vendedor acabou nos enganando com aquela história de ônibus direto para Arequipa ::grr::

 

Pelo menos pegamos um ônibus bom. Difícil foi aguentar a fomo porque não tinha comido nada. Rodoviária no Chile é igual à maioria das que existem no Brasil: preço alto para tudo.

 

Durante a viagem o ônibus fez algumas paradas e numa delas ocorreu uma das coisas mais engraçadas da viagem: Alex entraria em cena novamente :mrgreen: Como disse antes, não achei a comida da região tão ruim quanto falavam, mas em relação à higiene não posso dizer o mesmo. A comida era boa porque não via como era feita e como o ditado diz: " O que os olhos não veem, o coração não sente" ::tchann::

 

No ônibus percebi isso porque sempre entravam algumas mulheres vendendo vários tipos de comida como frutas, choclos com queso (milho gigante num saco com um pedaço de queijo de brnde), bolachas e outros. É bem visível que as vendedoras não são tão cuidadosas com a higiene e mesmo assim Alex, por incrível que pareça, aceitou a oferta de uma chola que o entregou uma carne de porco com amendoim misturado, que ficava dentro de um saquinho plástico, não lembro como chamava aquilo mas naquela hora percebi que o ser humano quando está com fome faz qualquer coisa... Enquanto eu ficava enjoado com o cheiro daquela comida, naquele ônibus fechado, Alex lambia os dedos e ainda por cima elogiava a comida da chola do busão ::xiu::

 

Chegamos em Arequipa a tarde. A entrada da cidade é bem feia mas quando se chega no centro a história é outra, cheio de casarões antigos e praças arborizadas, Arequipa realmente consegue encantar o visitante mais exigente.

 

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Quando chegamos na rodoviária a primeira coisa que fizemos foi pegar um taxi e ir direto para o Wild Rover. Finalmente ia poder conferir se o que os relatos diziam a respeito do lugar era mesmo verdade. O hostel estava lotado e não consegui confirmar minha reserva, por isso ficamos em quartos diferentes mas pelo menos conseguimos vaga para todos. Como um amigo meu dizia: "No Wild Rover você se sente na Europa, de tanto gringo que tem no lugar". Realmente fiquei impressionado com o hostel, a estrutura é incrível: tem uma piscina e do lado um bar que só abre de dia, computadores disponíveis para uso comum e um Pub incrível com uma sinuquinha do lado para aqueles, que como eu, gostam de brincar um pouco. Outra coisa boa do hostel é o preço, lembro que não pagamos muito pela hospedagem. Dica: O Wild Rover é um lugar com muita festa, isso é verdade, mas também achei um local super organizado e que atende bem também àqueles que pretendem apenas descansar ou casais que desejam mais privacidade. Ou seja, quem quer farra acha e quem quer dormir consegue facilmente sem perturbações.

 

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Deixamos nossas coisas no quarto e fomos comer uma pizza num lugar próximo. Depois eu e Alex resolvemos ir procurar uma agência que fizesse o tour pelo Canyon de Colca. O melhor preço que encontramos foi 38 soles, com uma agência que fica próxima da praça principal da cidade.

 

Quando voltamos para o hostel tomamos logo um banho para aproveitar o máximo da festa que iria ter. Depois de arrumar tudo descemos para o Pub e sentamos numa mesa perto da entrada. É sensacional o lugar, desde a decoração clássica dos pubs irlandeses até o clima de festa e a energia positiva dos funcionários. Alex resolveu ostentar e logo pediu um Black Label e eu preferi experimentar a Arequipeña. Chegamos cedo então não tinha muita gente no Pub ainda, até que entrou duas meninas que eu conhecia de algum lugar. Resolvi puxar papo e era uma americana e uma alemã que estudavam no Chile e estavam aproveitando para conhecer a redondeza. As meninas eram muito gente boa. Sentamos nós quatro e ficamos conversando até o resto da turma descer. Era impressionante a influência que o resultado vergonhoso da seleção tinha em todas as nossas conversas com os gringos. Eu aproveitava a situação para pedir uma cerveja de graça de consolação para a alemã, Floreana, mas infelizmente não colou ::tchann:: A festa ia rolando e cada vez lotava mais, até que vieram duas funcionárias puxando papo com a gente e acabou pintando todo mundo, porque todo dia no Wild Rover acontece um tipo de festa temática e o tema dessa noite era algo de pintura. Todos receberam pinturas legais e engraçado foi o Alex que recebeu umas marcas de batom pelo rosto e me obrigou a apagar as fotos com medo da delegada ver quando ele voltasse para casa. ::toma::

 

 

 

Nós interagimos com quase todos da festa, até ensinamos as duas garçonetes o significado de gostoso e gostosa em português e elas morriam de rir. Esse ficou sendo nosso apelido pelo resto da noite ::hãã2::

 

Estava conversando com Floreane quando começa a tocar Lepo Lepo, como se não bastasse ouvir isso o dia inteiro no Brasil ainda tivemos que aguentar aquela canção chiclete mais uma vez no Peru ::sos:: Fiquei impressionado porque parecia que todos no ambiente conheciam bem a música e até arriscavam alguns passinhos. Confesso que não faz parte do repertório que costumo ouvir mas na vibe do momento tive que subir na bancada e mostrar pra galera o gingado brasileiro. Nós todos representamos o país encarando o desafio e Yuri, que sabia o jeito baiano de arrochar, acabou deixando até as gringas boqueabertas vendo como são os brasileiros :twisted:

 

A galera do Wild Rover estava bem animada, então quando a festa no Pub acabou foi todo mundo para uma boate que fica quase em frente ao hostel. Entramos de graça por estarmos hospedados no Wild Rover e ainda ganhamos um free shot. Ficamos lá dançando até umas 2:30 e depois voltamos para o hostel porque o tour do Canyon de Colca que iríamos fazer é o de 1 dia (algumas pessoas fazem o de 2 dias e até 3 dia, mas por falta de tempo escolhi a outra opção) e nesse a viagem inicia 3h da manhã porque é um pouco longe a cidade de Chivay e é preciso chegar cedo para ver o voo dos condores.

 

Por não querer perder a farra do hostel e nem o passeio fomos mesmo um pouco embriagados para a van, que nos pegou 3h no Wild Rover, e dormimos a viagem toda até o Canyon ::essa::

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Me tira uma dúvida: realmente compensa mais levar dólar pra lá, a diferença da cotação do dólar em relação ao real é muita mais vantajosa mesmo na hora de trocar por bolivianos ou soles?

Porque pelas contas que faço aqui a conversão real / boliviano e real / sol é quase igual a troca de real por dólar e do dólar por uma das duas locais.

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Ahhhh Quando leio esse relatos sobre Arequipa, como sinto saudades dessa cidade. Do Wild Rover então, nem se fala.

Acompanhando o termino do relato.. Agora fico aqui imaginando, como fazer o passeio para o Canion del Colca de ressaca? Me lembro que a viagem de Arequipa ate Chivay é bem tensa, fora que voce vai chegar a quase 5500 metros de altitude. UfAA.

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Poxa galera, muito obrigado pelo apoio, fico feliz com tantos elogios :D Amigo no Chile percebi que a cotação do real estava boa, mas no peru e Bolívia era horrível, Alex levou só reais e arrependeu. Recomendo levar dólar e só um pouco em reais. Ainda mas agr que acabou a copa então não vão ter tantos compradores da nossa moeda então a cotação será ainda pior...

 

Renato foi duro fazer o tour de ressaca hahaha. Ainda bem que fui dormindo a viagem toda pra descansar.

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