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João Rosenthal

EUROPA em 41 DIAS - 11 PAÍSES - AGO/SET 2014 (C/ FOTOS)

Posts Recomendados

Boa Tarde João Rosenthal.

Primeiro quero dar os parabéns pelo relato e pelas foto, sensacional.

Estou me programando para fazer a minha primeira viagem para europa para o ano que vem.

O meu roteiro é o seguinte, Lisboa 04 dias, Madri 03 dias, Paris 04 dias e Roma 04 dias.

Dois locais citado tem algum local que deveria ficar mais ou ficar menos.

Sobre gasto, tirando passagem aérea, hospedagem e deslocamento de um lugar para outro, quanto seria gasto diário por dia com alimentação e passeios que podem ser feitos lá.

Fico Grato.

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Boa Tarde João Rosenthal.

Primeiro quero dar os parabéns pelo relato e pelas foto, sensacional.

Estou me programando para fazer a minha primeira viagem para europa para o ano que vem.

O meu roteiro é o seguinte, Lisboa 04 dias, Madri 03 dias, Paris 04 dias e Roma 04 dias.

Dois locais citado tem algum local que deveria ficar mais ou ficar menos.

Sobre gasto, tirando passagem aérea, hospedagem e deslocamento de um lugar para outro, quanto seria gasto diário por dia com alimentação e passeios que podem ser feitos lá.

Fico Grato.

 

Valeu pelo elogio, brother!

 

Então, esses dias são dias completos? Não incluem os deslocamentos? Se forem dias completos, acho que está bem tranquilo, talvez tirar 1 de Lisboa e adicionar em Paris, pois há muito mais para se fazer na capital francesa.

 

Sobre gastos, leia as mensagens minhas para a Beatriz e lá tem todas as respostas que vc precisa ::otemo::

 

Abraço!

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Oi João td bom?

 

Li em um blog que é mais econômico não reserva os hostel pelo Brasil, e sim ter umas 3 ou 4 opções na cidade que vou estar e fazer a negociação do preço no próprio local.

Vc acha que é realmente mais econômico ou não teria mto diferença?

Eu fiz uma planilha com os lugares que quero visitar e umas 4 opções de hostel em cada cidade.

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Oi João td bom?

 

Li em um blog que é mais econômico não reserva os hostel pelo Brasil, e sim ter umas 3 ou 4 opções na cidade que vou estar e fazer a negociação do preço no próprio local.

Vc acha que é realmente mais econômico ou não teria mto diferença?

Eu fiz uma planilha com os lugares que quero visitar e umas 4 opções de hostel em cada cidade.

 

 

Beatriz, te aconselho a reservar aqui no Brasil.....Em, cima da hora,quando vc for corre o risco de não ter vagas ou se tiver, na maioria das vezes o preço é mais salgado.

reservando aqui no Brasil, com alguns meses de antecedência, Vc consegue preços que chegam a metade do que seria se vc procurasse na hora. Vai por mim....tanto hostels quanto passagens de avião e Onibus (ainda mais peça Eurolines), se vc paga adiantado a economia é grande !! Quanto mais cedo reservar mais barato e mais possibilidades de vagas vc vai ter !! ::otemo::

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Oi João td bom?

 

Li em um blog que é mais econômico não reserva os hostel pelo Brasil, e sim ter umas 3 ou 4 opções na cidade que vou estar e fazer a negociação do preço no próprio local.

Vc acha que é realmente mais econômico ou não teria mto diferença?

Eu fiz uma planilha com os lugares que quero visitar e umas 4 opções de hostel em cada cidade.

 

 

Beatriz, te aconselho a reservar aqui no Brasil.....Em, cima da hora,quando vc for corre o risco de não ter vagas ou se tiver, na maioria das vezes o preço é mais salgado.

reservando aqui no Brasil, com alguns meses de antecedência, Vc consegue preços que chegam a metade do que seria se vc procurasse na hora. Vai por mim....tanto hostels quanto passagens de avião e Onibus (ainda mais peça Eurolines), se vc paga adiantado a economia é grande !! Quanto mais cedo reservar mais barato e mais possibilidades de vagas vc vai ter !! ::otemo::

 

 

Obrigada pela dica Jacques!

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Concordo que é roubada fazer isso. Primeiro que se os hostels não forem perto um do outro vc terá que ficar rodando a cidade para ir de um em um, e segundo que corre o risco de não ter vaga ou o valor ser mais caro.

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Viena - dias 23 ao 26

 

Acordei às 9h após quase doze horas de sono, tomei o café meia boca do hostel, guardei minhas coisas e saí do hostel. Peguei o ônibus indicado em frente ao Parlamento e logo depois já estava na rodoviária de Bratislava. Às 11 em ponto o ônibus saiu rumo a Viena, com uma parada no aeroporto de Viena (que é o aeroporto usado pelos habitantes de Bratislava, pois há muito mais opções de voos do que o da cidade deles). A viagem entre as duas cidades é bem curta, e 12:30 já estávamos na capital da Áustria, com uma mega chuva pra me dar as boas-vindas ::essa::.

 

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O ônibus te deixa do lado da estação de metrô, então peguei a linha indicada e facilmente cheguei ao Wombats Naschmarkt. Já falei do hostel no primeiro post, mas foi realmente um choque entrar nele pela primeira vez, e aquela impressão de hostel como um lugar pequeno, compacto, foi embora. O lugar é enorme, muito grande mesmo, e muita gente, fila grande para o check-in a qualquer hora do dia. Tinha reservado quarto para 8 pessoas, mas me botaram no de 6, e quando entrei me deparei com um dos mais belos quartos de hostel que já vi: limpo, espaçoso, banheiro impecável e cama confortável.

 

Tomei um banho e saí para conhecer a cidade, apesar do temporal do lado de fora. Tinha capa de chuva sempre comigo, então resolvi encarar (e me arrependi profundamente depois). Nesse dia não tinha nada programado, pois como só teria uma tarde, toda a minha programação para Viena tinha sido pensada para os três dias completos que teria a partir do dia seguinte; acabei levando essa tarde como um bônus. Decidi ir ao Donaustadt, o distrito financeiro da cidade e que fica nas margens do Danúbio. Peguei o metrô (por sinal excelente, o metrô de Viena é sensacional) e cheguei ao meu destino. Logo que saí começou uma ventania e a chuva apertou, a ponto de eu não conseguir enxergar 20m a minha frente. Parecia um tornado, chegava a ser difícil caminhar contra o vento. Andei um pouco pelo local, mas simplesmente não tinha como ficar na rua (que por final estava vazia, só havia eu andando, ninguém era idiota a ponto de ficar desprotegido com um tempo daqueles). Joguei a toalha e voltei para a estação de metrô, e de volta pro hostel. Chegar no quarto e observar aquele fim de mundo da janela foi um grande alívio.

 

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Acabei ficando bem amigo dos outros mochileiros do meu quarto, um casal de franceses, um australiano, uma coreana e um chileno. Como ninguém teve coragem de sair do hostel naquele dia, ficamos conversando e à noite fomos ao bar do hostel tomar umas cervejas e jogar sinuca. O bar do Wombats fica muito cheio, para muitos é só o esquenta, para outros é o programa final. Como o vento e a chuva continuavam muito fortes, todos ficaram por lá nesse dia, então bombou até as 3h, quando fechou. Ficamos até umas 2h e fomos dormir.

 

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Acordei às 10 no meu primeiro dia completo em Viena, abri a cortina naquela apreensão e vi que o vento tinha parado, mas a chuva continuava. Menos mal! Tomei um café reforçado que havia comprado no supermercado no dia anterior (no Wombats cobram 3.90 pelo café da manhã, mas é muito completo) e fui para a região central a pé. Iniciei pelo Hofburg Palace, o mais famoso da cidade junto com o Schönbrunn, e dei a volta nela e em outros monumentos adjacentes, como a Biblioteca Nacional da Áustria. Havia uma exposição (não sei se era permanente ou não) sobre a Áustria na I Guerra Mundial, e como sou fascinado pelo assunto decidi entrar. A exposição é muito simples, mas muito interessante, e conta detalhes sobre os Habsburgos e seu envolvimento no conflito.

 

Depois do Hofburg decidi apenas caminhar pelo centro de Viena, sem me preocupar em entrar nos lugares. Excelente decisão, pois a arquitetura naquela parte da cidade é espetacular, a cada rua há uma construção mais impressionante que a outra. Em Viena tudo tem grandes proporções, detalhes muito ricos, e a limpeza e organização da cidade impressionam. Caminhei por quase duas horas e decidi voltar ao hostel (que fica bem próximo, localização excelente) para cozinhar meu almoço, pois comer fora em Viena é bem caro. Fiz meu tradicional frango com macarrão, e quando acabei vi que o vendaval havia voltado. Àquela altura já estava com muita raiva, pensando se eu pegaria um único dia bom em Viena. A manhã só com chuva tinha sido o tempo mais aceitável ali.

 

Decidi não sair do hostel, mas como meus amigos do quarto também estavam de volta, foi tranquilo passar o tempo. Ficamos no quarto mesmo, conversando sobre viagens e roteiros. O australiano tinha apenas 18 anos e estava viajando sozinho há 2 meses e meio, e iria completar 3, que é o tempo permitido. O tempo continuou exatamente o mesmo pelo resto do dia, mas parou de chover quando já estava escuro. Decidimos sair para comer em um restaurante chinês ao lado do hostel, e a comida era excelente. Pagamos 10 euros por pessoa com bebida e sobremesa, um preço bem justo pra Viena. Voltamos pro Wombats e fomos novamente ao bar. Acabei conhecendo bastante gente naquela noite, de muitas nacionalidades. O bar é praticamente uma mini-balada, e pra quem viaja sozinho é muito bom. Fiquei até fechar nesse dia.

 

No meu terceiro dia em Viena levantei às 10 de novo, e quando olhei pela janela quase chorei de emoção: a chuva e o vento haviam parado! Não tinha sol, é verdade, mas àquela altura ver um tempo nublado era um presente divino. Como tinha comprado a entrada pro Schönbrunn ainda no Brasil, e era às 13h, resolvi matar tempo no hostel e ir depois do almoço. Dei uma enrolada, cozinhei minha comida e às 12 em ponto fui para a estação de metrô, parando na estação que se chama Schönbrunn mesmo. Muito fácil chegar lá, mesmo não sendo tão central.

 

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Apresentei meu ticket e iniciei a visita ao palácio. Você recebe um fone de ouvido e a visita é com áudio, passando por todos os cômodos. Gostei bastante, e apesar de achar um pé no saco visita guiada, essa foi tranquila. O tour é de aproximadamente 40 minutos, e depois dele fui aos jardins, de onde se tem uma vista do alto. Pode-se ver não apenas o palácio, mas várias partes de Viena.

 

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Saí do Schönbrunn e fui de metrô até o Parlamento da Áustria, próximo ao centro. O Parlamento é bonito, mas depois de ir ao húngaro os outros se tornam bem menos interessantes. Do Parlamento caminhei até o Donaukanal, que é um canal do Danúbio que passa no centro da cidade. O lugar foi talvez o que mais gostei em Viena, pois mescla construções históricas enormes com prédios ultra modernos, tudo isso à beira de um belo rio. Como era perto das 19h, estava começando a escurecer, tornando aquilo tudo ainda mais bonito. Caminhei bastante pela margem do canal, e posso afirmar que ali foi o momento que me fez perceber o quanto eu gostava de Viena. Gostava muito mesmo, pela primeira vez na viagem me bateu uma tristeza de saber que não teria muito tempo para a cidade. Por mim eu ficava 1 semana lá, apenas caminhando por aquelas ruas, vendo aquelas construções fantásticas. Apesar de tudo eu ainda tinha mais um dia completo em Viena, e queria fazer dele o melhor possível.

 

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Voltei bem tarde pro hostel, e no caminho parei no mesmo restaurante chinês da noite anterior, e comi muito bem novamente pelos mesmos 10 euros. Voltei pro hostel, tomei um banho e fui pro bar mais uma vez. Nessa noite estava bem cansado, então não bebi e apenas joguei algumas partidas de sinuca. Mesmo assim acabei indo dormir às 2, mas como não tinha bebido coloquei despertador para não acordar tão tarde como nos outros dias.

 

Dito e feito, às 8:30 já estava de pé, e com sol! Pela primeira vez em Viena eu estava vendo o sol! Tomei o café do hostel pela primeira vez e não me arrependi. 3.90 saiu até barato, pois tinha muita opção de pães, recheios, bolos, omelete, café com leite, sucos, e até nutella! Comi muito, fiz aqueles euros investidos renderem. Naquela manhã queria conhecer o Museum Quarter, que concentra três famosos museus da cidade. Fui a pé mesmo, e com 15 minutos de caminhada já estava lá. Escolhi entrar no Leopold Museum, já que ele concentra quadros do Gustav Klimt, famoso pintor vienense.

 

O museu é bem grande, mas vale a pena. Os quadros possuem características modernistas, mas há de tudo, já que muitos artistas estão lá presentes. A parte final do museu é voltada para arte contemporânea, e como eu particularmente não gosto, passei rápido por essas seções. Saí do museu e voltei pro hostel para fazer meu almoço. Como a localização do Wombats é excelente, dá para ficar indo e voltando dele sem perder tempo. Comi, dei uma descansada rápida, e peguei o metrô para a região do Hundertwasserhaus, que são prédios coloridos. Chegar lá não é exatamente fácil, pois não há estação de metrô próxima, então desci na menos distante e caminhei por 20 minutos até lá. O local é pequeno e bem interessante, e as casas coloridas são muito bonitas. Não diria que o local é imperdível, mas eu particularmente não me arrependo nem um pouco de ter ido.

 

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De lá peguei o metrô (esqueci de dizer que comprei o passe de 48h de metrô, assim poderia usar sem receio) até o Palácio Belvedere, que fica próximo à estação de ônibus. O lugar é muito lindo, principalmente o jardim, onde muita gente vai para se exercitar e relaxar. Não fiquei muito tempo porque estava cansado, mas o suficiente para gostar de lá. Já estava anoitecendo e eu estava exausto, então voltei pro hostel. Aquela noite iria rolar ostentação! Tinha achado um buffet livre de sushi próximo ao hostel por 13 euros, e resolvi comer lá. Convidei os outros do meu quarto, mas ninguém topou, então fui sozinho mesmo. O sushi passava na esteira e você ia coletando eles, era quase uma caça, aventura pura. Eu já como muito normalmente, mas estando em um rodízio livre de sushi a fome dobra. Pegava praticamente tudo que passava à minha frente, tinha até gente me olhando assustada no lugar. Chegou ao ponto da garçonete japa comentar, brincando, "sir, you eat a lot" ::lol4::; levei aquilo como um elogio e continuei comendo.

 

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Paguei os 13 euros com muito alegria e voltei quase rolando para o hostel. Como teria que acordar às 6 para pegar o ônibus para Praga, cheguei e fui direto dormir. Viena havia terminado com chave de ouro, mas a cidade ficou na memória. Não digo que foi minha cidade preferida, pois muitas foram, mas foi uma memorável.

 

Viena - considerações finais

 

- Acho que já elogiei Viena o suficiente ao longo do relato, mas é sempre bom ressaltar: cidade sensacional! Bonita, limpa, organizada, com muita coisa para se fazer e com uma atmosfera muito agradável.

 

- A cidade é cara, mas dá pra encontrar coisas mais em conta mesmo na região central. É bem possível, por exemplo, fazer um almoço com 8, 9 euros. Se gostar de comida asiática, tá aí a melhor opção.

 

- Eu gostei muito mesmo de Viena, então teria ficado 4 dias completos ao invés de 3. Mas isso seria um dia apenas para relaxar e curtir a cidade com calma, pois em 3 completos você consegue ver as principais coisas sem correria. Perdi muito tempo por causa do tempo ruim e ainda assim conheci bem a cidade.

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Praga - dias 27 ao 30

 

Acordei às 6h, tomei meu café e fui para a estação de metrô. Minha parada seria na estação Edberg, já que a rodoviária - de mesmo nome - fica anexada nela. Cheguei com 20 minutos de antecedência, e às 8 em ponto saiu meu ônibus para Praga. O ônibus tinha WiFi grátis e a viagem foi bem tranquila; às 12:30 já estávamos na capital tcheca.

 

Desci na rodoviária, troquei alguns euros por korunas e pedi um lanche no Burguer King, pois estava morto de fome. Geralmente eu evito comer fast food, mas como era a única opção disponível acabei indo. Depois do almoço peguei o metrô até a estação indicada, e com a ajuda do google maps cheguei ao Old Prague Hostel. Fiz o check-in, tomei um banho e saí para conhecer a região central de Praga. Comecei pela Praça do Relógio, que é sem dúvida uma das mais belas da Europa, e de lá segui para a Charles Bridge, onde vi a maior concentração de pessoas de toda a minha vida. Era insano! Atravessei a ponte, tirei algumas fotos, admirei alguns artistas de rua extremamente criativos (em Praga eles conseguem ser ainda melhores do que nos outros países) e observei a beleza daquele lugar. Toda aquela região é um espetáculo: o rio, as construções, o castelo de Praga, tudo realmente muito lindo!

 

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Da Charles Bridge fui caminhando até o Bairro Judeu, que é bem pequeno, e pode-se visitar em pouco tempo. Dei uma rodada por ele e depois fui atrás de um lugar para jantar. Acabei indo em um restaurante de comida típica da República Tcheca, e pedi um prato que não lembro o nome agora, mas era muito bom! Era carne ao molho com cerejas, e paguei algo como 120 korunas (aprox. 15 reais). Em Praga só comi fora, pois há muitas opções baratas, e também porque estava com muita preguiça de cozinhar.

 

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Depois da janta dei mais uma rodada pelas ruas, que iluminadas se tornam ainda mais bonitas, mas decidi ir pro hostel tentar arranjar companhia para sair. Já tinha ouvido falar muito bem da noite em Praga, e queria aproveitá-la ao máximo. No meu quarto todos iriam fazer o pub crawl, mas quando fui comprar na recepção já havia sido esgotado para aquele dia. Comprei na hora para o dia seguinte. Voltei para o quarto e vi todos saindo, e eu sem uma mísera companhia. Deitei na cama, e quando já era meia noite decidi sair sozinho mesmo. Perguntei na recepção se havia alguma balada boa perto, e me indicaram a Roxy. Era praticamente do lado do hostel, em uma entrada super pequena. Lá dentro aquela entrada apertada se transforma num mega lugar, é realmente impressionante o tamanho. A entrada custava 100 korunas com direito a uma bebida, que se pega na entrada mesmo. A música é sempre eletrônica, e a galera que frequenta é muito doida! Confesso que ir a uma balada sozinho foi uma experiência e tanto, e a noite foi bem melhor do que eu imaginava. Voltei para o hostel só às 7 e já convencido de que meu dia seguinte só se iniciaria à tarde.

 

Dito e feito, acordei às 12h (sem ressaca ::otemo::) e não perdi tempo. Tomei um banho e já saí para procurar um lugar para almoçar. Pra ganhar tempo acabei indo no mesmo que havia jantado na noite anterior, mas variei o prato. De lá atravessei a Charles Bridge até o Castelo de Praga. Paguei a entrada e iniciei minha longa visitação. Primeiro fui à Catedral St. Vitus, muito bonita por sinal, e de lá visitei as demais partes do castelo (não todas, pois se paga por cada uma). Fiquei quase cinco horas lá dentro, e fui embora porque estava cansado. O castelo tem de tudo: coisas interessantes, bonitas, outras sem graça, feias. Mas gostei muito, é certamente um must-do em Praga.

 

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Na volta para o hostel parei em uma pizzaria, onde comi uma pizza grande de salmão por 180 korunas, preço excelente para o tamanho da pizza. Naquela noite iria fazer o pub crawl, e já estava animado com a ideia. Cheguei no quarto e conheci dois brasileiros: ambos se chamavam Rodrigo e estavam viajando juntos por um mês, mas enquanto um deles voltaria logo em seguida, o outro seguiria por uma volta ao mundo em um ano. Ficamos bem amigos e convenci eles a fazerem o pub crawl comigo. No horário marcado fomos os três para o ponto de partida, e para a nossa tristeza metade das pessoas do pub crawl era brasileira ::dãã2::ãã2::'>. Aquilo foi tão desanimante que praticamente nos isolamos deles, e ficamos só trocando ideia com os gringos (com as gringas, melhor dizendo 8)).

 

O resumo do pub crawl é o seguinte: open bar de absinto no primeiro bar, shot de tequila no segundo, terminando na Karlovy Lazne, a balada gigante de 5 andares e que é famosa por ser a maior da Europa Central. A noite foi uma verdadeira loucura! Talvez a minha melhor na Europa, foi realmente de outro mundo. Saí de lá quando já estava amanhecendo, totalmente embriagado e sem fazer ideia de onde os brasileiros estavam (não tem como não se perder na Karlovy). Cheguei no hostel e capotei.

 

Naquela manhã o movimento no quarto estava especialmente intenso, e acabei acordando às 10 com uma ressaca daquelas. Pensei em ficar no hostel por mais algum tempo até me sentir melhor, mas desisti e levantei. Tomei banho, muita água, e saí para almoçar. Comi pela terceira vez naquele restaurante, e depois fui fazer um passeio a pé meio aleatório. Iniciei indo até a Wenceslas Square, que fica em uma avenida bem larga e bonita. Fiquei lá por algum tempo e depois fui andando por alguns lugares menos turísticos, o que foi um grande alívio, pois a quantidade de visitantes em Praga é absurda. Andei bastante e acabei entrando em um Starbucks para tomar um café. Aproveitei o excelente WiFi grátis para falar com a minha mãe pelo Skype, pois ainda não havia falado com a minha família desde o início da viagem, exceto por Whats App.

 

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Depois fui até a margem do Rio Vltava e decidi caminhar no sentido aposto ao da zona turística, e descobri uma cidade fascinante. A arquitetura ganha um charme diferente, e a cidade se torna mais tcheca e menos turística. Para completar o sol estava se pondo, e aquela luz dourada era um negócio de cinema. Eu estava em uma verdadeira paz de espírito. Depois de andar muito decidi voltar, mas pela outra margem do rio, até a Charles Bridge. Atravessei novamente, passei pela Praça do Relógio e de lá para o hostel. Encontrei os dois brasileiros, e como nenhum dos três tinha condições físicas de pegar balada naquela noite, chamei eles para ir a um pub ver a primeira rodada das eliminatórias para a Eurocopa 2016, Alemanha x Escócia.

 

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Fomos a um pub irlandês (que por sinal estava lotado de torcedores escoceses) sensacional. Pedimos cada uma Guiness e um prato de comida, e ficamos lá assistindo o jogo. Ao final vitória alemã por 2x1, para a tristeza dos muitos escoceses que estavam lá. Saímos e resolvemos dar um passeio noturno por Praga, pois um dos caras tem uma camêra profissional e queria fotos da ponte iluminada. Fizemos o basicão turístico (Praça do Relógio, Charles Bridge), mas que muda de cara à noite, não apenas pela beleza da iluminação, mas porque não há turistas, algo estranho para um lugar que durante o dia fica tomado de gente. Voltamos para o hostel perto da 1h. O quarto estava cheio, parece que ninguém quis sair naquela noite (talvez porque fosse domingo), então ficamos interagindo com o povo por mais algum tempo, e só fui dormir às 4.

 

Meu último dia em Praga foi praticamente um dia morto, pois não havia nada na cidade que eu ainda fizesse questão de ver, e meu voo para Amsterdan sairia às 17h, fazendo com que às 14 eu já precisasse iniciar meu deslocamento até o aeroporto. Pra completar só acordei às 10, então arrumei minhas coisas, fiz o check-out e saí pra almoçar e dar uma última volta por Praga. Comi num restaurante coreano em frente ao hostel, excelente e barato, e depois peguei um caminho aleatório por algumas ruas da zona central. Achei uma praça bem tranquila e decidi sentar lá e esperar o tempo passar, apenas observando as pessoas e o local. Perto das 14h fui para a estação de metrô, desci na final, e de lá peguei o ônibus até o aeroporto, tudo muito tranquilo (ir de táxi é besteira, é muito fácil só com transporte público).

 

O ônibus me deixou na porte do terminal 2, que é um dos mais feios que já vi na vida (por dentro parece um galpão abandonado). Fiz o check-in na EasyJet e depois esperei por duas horas e meia, pois o voo atrasou um pouco. Era para sair às 17h, mas acabou saindo só às 17:20. O voo em si foi muito tranquilo, e às 19h chegamos em Amsterdan.

 

Praga - considerações finais

 

- Praga é uma cidade única, não tem como descrevê-la. A arquitetura é talvez a mais bonita da Europa inteira, e o clima é muito agradável. Caminhar pelas ruas, sem mapa ou destino, é o que há de melhor para se fazer. Voltaria à Praga sem dúvida alguma.

 

- Para quem gosta de noitada, Praga é o lugar. Há muitas opções, e o pub crawl vale a pena. Foi o único que fiz em toda a viagem, pois normalmente prefiro sair por conta própria, mas esse foi muito bom. A Karlovy Lazne é sempre a parada final do pub crawl, mas para quem não for fazer, é uma balada obrigatória em Praga.

 

- Nos meus 3 dias lá me bateu uma preguiça absurda de cozinhar. Não preparei minhas refeições uma única vez, comi sempre fora. Apesar disso é bem em conta, não achei a cidade nem um pouco cara. Com 150, 160 korunas (20 reais ou 6 euros) dá pra fazer uma refeição excelente.

 

- 3 dias foi um bom tempo em Praga, mas teria ficado mais 1 sem problemas. É a típica cidade agradável, onde mesmo tendo visto tudo você pode ficar um tempo a mais apenas para andar por ela, sem pressa e sem roteiro. Mas se fosse indicar um tempo, diria 3 dias.

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Amsterdan - dias 31 ao 33

 

Cheguei no aeroporto de Schipol, provavelmente o melhor que já vi em toda a minha vida, e fui direto pro balcão de informações. Há um trem que passa dentro do aeroporto e te leva pra estação central, muito fácil. Tudo isso fora o nível de inglês das pessoas, que realmente impressiona. Cheguei na estação central e encontrei com o amigo do cara que me hospedaria, mas que por motivos pessoais teve que voltar ao Brasil justo na data em que eu estaria lá. O amigo dele me entregou as chaves, indicou o caminho até o apartamento e o tram que eu deveria pegar. Muito tranquilo, e às 20h já estava no apartamento.

 

No meu planejamento em Amsterdan constavam três dias completos, e o dia da chegada era praticamente morto. Mas eu olhei pro relógio, vi que marcava 20h e pensei "dia morto nada!". Peguei o tram de volta pro centro e dei uma mega caminhada, ficando a maior parte do tempo no Red Light District, o famoso distrito das prostitutas nas vitrines e dos coffee shops. Como não havia jantado, entrei em uma pizzaria e pedi uma pizza, e logo veio o choque de preços pra quem vinha de Praga: tudo muito caro, mesmo para os padrões de euro era caro. Foi provavelmente a cidade mais cara depois de Paris. Valores à parte, comi muito bem enquanto assistia Áustria x Suécia pelas eliminatórias para a Eurocopa. Depois da janta ainda rodei mais um pouco pelos belos canais da cidade, e antes da meia-noite voltei (o tram para de funcionar 0h).

 

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O dia seguinte começou bem cedo, às 7h. Acordei, preparei meu café da manhã e saí para o Museu do Van Gogh. A fila estava bem tranquila e em 10 minutos já estava dentro. Paguei 15 euros para entrar, e fiquei lá dentro por 2h. Foi com certeza um dos mais belos museus que vi em toda a viagem, pois além das belas obras de um dos melhores artistas de todos os tempos, o museu ainda faz uma cronologia com as diferentes fases da carreira do Van Gogh, e dá pra percebê-las nitidamente nas obras. No último andar há ainda uma exposição fotográfica bem interessante. Tudo muito legal.

 

Do museu segui para o parque ao lado dele, onde fica o famoso "I amsterdan", o típico lugar sem graça que ganhou fama, e as pessoas se juntam aos montes para bater fotos. Fiquei no máximo 2 minutos lá e decidi ir a um supermercado próximo, o Albert Heijn, excelente por sinal. Fiz as compras necessárias para os três dias e voltei para o apartamento. Fiz meu almoço, enrolei por algumas horas e depois voltei pro centro para continuar explorando suas ruas e canais. Amsterdan me conquistou, definitivamente, e sua região central foi um dos highlights da viagem, seja pela beleza, seja pela atmosfera. Tudo incrível.

 

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Caminhei por algum tempo, entrei em algumas lojas, e perto das 19h comecei minha busca por um lugar legal para comer e ver o jogo da Holanda. Naquela noite a Holanda jogaria com a República Tcheca, em Praga, e eu doido para ver o jogo num local tipicamente holandês. Acabei pegando o tram e parando na região de Leidseplein, uma das mais incríveis de Amsterdan, e entrei num restaurante/pub que me atraiu. Pedi um mega hambúrguer e uma cerveja, enquanto o local era tomado pelos laranjas. Experiência única, e a torcida holandesa realmente se destaca. No final vitória tcheca por 2x1. Saí de lá direto pro apartamento, e dormi bem cedo.

 

No meu segundo (na prática terceiro) dia em Amsterdan tinha me programado pra ir à Heineken Experience. Como acordei cedo e o local só abre às 11h, tomei café e fiz minhas coisas com calma, e às 10 peguei o tram. Desci perto dos museus e fui caminhando até o local. Esperei algum tempo até abrir, paguei os 18 euros e iniciei o tour. Pra quem gosta de cerveja acho que é imperdível, pois é muito interessante e você ainda tem a chance de tomar 3 copos de chopp, além de ganhar o copo com o logo da marca. Como acertei um quiz, ganhei um quarto copo de chopp, o que praticamente pagou os 18 euros da entrada em uma cidade cara como Amsterdan. Ao final do tour peguei meu copo brinde e dei uma caminhada pela região da fábrica, que é pouco turística e não tão interessante assim. Decidi voltar pra fazer meu almoço.

 

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À tarde me bateu uma preguiça de andar, e acabei ficando em casa mesmo. Como Amsterdan fica ainda mais bonita à noite, decidi descansar um pouco e sair quando já estivesse escuro. Acabei saindo só bem tarde, e ao invés de pegar o tram até o estação central, decidi para bem antes e fazer o restante a pé. Andei pelos canais até o Red Light District, onde jantei e dei meu rolê noturno. O lugar é muito interessante, e junta todas as tribos. Como sempre, perto da meia-noite fui obrigado a voltar para conseguir pegar o último tram. Dormi cedo novamente.

 

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Meu último dia em Amsterdan começou com uma visita ao Vondelpark, o maior parque da cidade. Caminhei bastante por ele, mas o parque é realmente enorme. Como começou a chover e estava sem minha capa de chuva, acabei voltando pro apartamento, onde passei o resto da minha manhã. Decidi fazer o almoço e sair depois dele. Comi e saí para a Casa da Anne Frank, o último lugar que eu fazia questão de ver na cidade. A fila era enorme, mas encarei. A entrada custa 9 euros e a visita é bem rápida, mas realmente incrível. Além da história comovente, o museu é muito bem estruturado, com a quase completa manutenção da estrutura original da segunda guerra mundial.

 

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Depois do museu aproveitei para conhecer o bairro onde o mesmo fica, que se chama Jordaan e é um dos mais legais de Amsterdan. Todo ele é cheio de casas coloridas e cafés por todas as partes, sempre à beira dos canais. Andei por algum tempo, parei para tomar um café, e depois voltei pro apartamento. Como sairia no dia seguinte às 6h, resolvi arrumar tudo e deixar o lugar em ordem naquele dia mesmo. Quando já estava anoitecendo pensei em voltar pro centro, mas acabei desistindo e jantei em casa mesmo. Fui dormir bem cedo, pois teria que acordar cedo também. Terminava ali minha passagem por Amsterdan, no dia seguinte começaria minha aventura pela Bélgica.

 

Amsterdan - considerações finais

 

- Amsterdan é muito bonita e tem uma das melhores atmosferas da Europa. Recomendo e muito!

 

- Os preços em Amsterdan são altos, bem mais do que no restante da Europa (perde apenas para Paris dentre as cidades que eu fui). Considere 10 euros um preço bom por uma refeição, mas é normal pagar 12, 13 nos lugares mais em conta.

 

- 3 dias é um bom tempo, não teria ficado 4 nem 2. Não é apenas uma opinião minha, mas acho que é praticamente consenso aqui no mochileiros que 3 dias é o ideal pra capital holandesa.

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    • Por Wesley Felix
      Olá, essa foi a minha primeira viagem sozinho com foco no turismo, apesar do motivo principal não ter sido este, não posso dizer nem de longe que foi um "mochilão", sequer uma "mochilinha" pois teve duração de apenas uma semana e meia, entre 15 e 25 de fevereiro de 2017, mas foi a experiência que despertou em mim a necessidade de conhecer novos lugares e principalmente pessoas, de um modo menos "luxuoso" e mais humano. Atualmente estou me preparando para um mochilão de verdade em Setembro 2018 (Peru, Bolívia e Chile), e a preparação, pesquisa e ansiedade dessa viagem me lembraram a de Manaus, por isso depois de passado mais de um ano, decidi postar esta experiência, espero que ajude de alguma forma alguém.
      O motivo principal para esta viagem a Manaus foi o Concurso Público TRT 11ª REGIÃO, onde a prova ocorreria na capital amazonense no dia 19 de fevereiro de 2017, como minhas férias cairiam no mês de fevereiro, vi no concurso a chance de tentar o cargo em arquitetura, que é minha área de formação, e na viagem, para conhecer a cidade de Manaus e relaxar um pouco, não vou falar do concurso porque foi o pior de toda a minha vida 😢😭, e com razão deveria ter estudado mais, mas essa é outra história.
      Um mês antes de chegar a data para a viagem, comecei a pesquisar mais sobre a cidade, locais para ficar, passagem, etc. Moro em Ji-Paraná-RO, estado vizinho ao Amazonas, de clima parecido e que também faz parte da Amazônia, apesar de estar em um nível de devastação bem mais avançado. Algo raro, mas consegui encontrar passagens aéreas saindo da capital do estado (Porto Velho) com preços razoáveis e sem escala (isso sim raríssimo), como queria conhecer um pouco da cidade, marquei a data de ida para a primeira quarta-feira antes da prova, que ocorreu no domingo (19), e acabei não marcando a volta, mesmo ficando mais barato que apenas a ida de avião, tinha em mente voltar de barco para Porto Velho, mas acabei deixando para decidir quando estivesse em Manaus, uma vez que tinha pouquíssimas informações sobre a viagem de barco (e as que tinha eram desestimulantes). A pesquisa para acomodações foi bem mais fácil, além dos hotéis com diárias na casa dos R$ 200,00, Manuas tem uma infinidade de hosteis na casa dos R$ 50,00 - 100,00 - como minha intenção era conhecer a cidade e não ficar fechado em um quarto estudando (tá explicado por que fui tão mal) preferi juntar o útil ao agradável e ir em frente na opção mais econômica de acomodação, fechei no Booking um hostel próximo ao centro, perfeito para conhecer tudo a pé, além do preço na casa dos R$ 60,00 com café da manhã e wifi, meu pensamento era tentar ficar o mais perto possível do local de prova, e por fim o cancelamento era grátis. Acabou que pesquisando mais um pouco conheci no TripAdvisor um outro local de hospedagem que parecia mentira de tão bom, A Place Near to the Nature, o preço super acessível, nos mesmos valores dos hosteis, só que ao estilo hotel, o que seria bom pra estudar um pouco (afinal o objetivo ainda era o concurso 😅) acabei cancelando o hostel e fechando com o Douglas, dono da pousada (vou chamar de pousada, mas as características é de hospedagem domiciliar), e foi a melhor escolha que poderia ter feito, mesmo sendo mais longe do centro e muito mais longe do local da prova, como vocês verão adiante. (Fiz uma avaliação completa do Place Near no site do TripAdvisor, se quiserem saber mais é só acessar o link, A Place Near to the Nature).
      A pesquisa pelos pontos principais de Manaus também é bem simples de fazer, a cidade tem como principais atrativos os locais históricos, e são muitos e riquíssimos, os locais de contato com a natureza e o pacote pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que inclui outros passeios pelo rio.
      VIAGEM - 1º dia - Chegada a Manaus.
      Sai de Ji-Paraná na madrugada de quarta-feira (5 horas de ônibus até Porto Velho - 374 km), o voo estava marcado para as 12:00 horas, minha primeira viagem de avião, primeira vez em um aeroporto, por acaso havia dado um problema de falta de energia no terminal de embarque, tudo uma bagunça e conseguimos embarcar com uma hora de atraso, tentei ligar para o Douglas avisando que iria atrasar (ele oferece o serviço de busca no aeroporto), mas não consegui falar com ele, então só bora, a viagem sem escalas de Porto Velho - Manaus tem duração de uma hora mais ou menos, e realmente viajar de avião é muito bom, quando nos aproximamos de Manaus é possível ver o mundo de água dos rios Negro e Amazonas e acidade encravada em meio ao verde da floresta, muito lindo essa imagem.
      O aeroporto de Manaus é muito maior que o de Porto Velho, mas ainda assim consegui me localizar sem problemas e fui ao ponto de encontro onde havia marcado com o Douglas apesar do atraso de uma hora e obviamente ele não estava lá, então segui para o ponto de táxi, liguei para ele e ele estava a espera em outro local, pois não podia ficar parado muito tempo dentro do aeroporto, dessa vez consegui encontrar ele e sua Kombi (abacatinho, por causa das cores verde e branco 🚎), também era a primeira vez que entrava em uma Kombi e apesar de não ser nada de mais, foi muito bacana haha, o Douglas é um jovem (na casa dos trinta eu acho) mas mais que a idade, ele tem a alma jovem, e internacional, ele já rodou toda a América do Sul na sua Kombi, e apesar da pouca idade conhece vários países do mundo (Europa, Ásia e África, além da América) e foi na Europa que ele conheceu sua companheira Rebecca, uma Austríaca que ele conseguiu arrastar para o Brasil e para suas andanças.
      De minha parte foi empatia na hora, apesar de ter levado uma bronca pela demora em achar a Kombi (ele já teve problemas com o pessoal do aeroporto por ficar parado lá dentro sem permissão), pedi desculpas pelo atraso e ele disse que já sabia, ele acompanha os horários dos voos de alguma forma, então não precisou esperar muito. A pousada fica bem próximo ao aeroporto em um condomínio fechado as margens do Igarapé Tarumã-Açu braço do Rio Negro, a região é a mais nova da cidade e também uma das mais valorizadas por estar próxima a região turística da Ponta Negra, acredito que em pouco tempo estará cercada de condomínios de alto padrão, prédios e hotéis (há toda uma infra estrutura urbana para isto), dentro do condomínio há alguns ancoradouros as margens do Igarapé além de flutuantes e a mata ciliar do rio, o que trás a natureza amazônica pra dentro do condomínio e para dentro da pousada que fica a uns 200 metros do Igarapé.
      Manaus é conhecida (até por nós de Rondônia) por ser muito quente e abafada, devido a umidade dos dois rios que margeiam a capital, confesso que a umidade realmente pega mais do que em Rondônia, mas não senti tanto o calor, certamente por já estar acostumado e porque nessa época estamos no chamado inverno amazônico, onde devido as chuvas e nuvens no céu a temperatura não sobe tanto, e durante os 10 dias de viagem pela região foi assim, um clima bem agradável, de modo que não usei o ar condicionado para dormir em nenhuma noite, apenas a janela aberta, e não se preocupe, não vai entrar nenhum pterodáctilo pela janela e lhe carregar (se tiver sorte é claro 🦅), ha, e por incrível que pareça, e dessa vez até eu estranhei, não tive problemas com mosquitos, um milagre verdadeiro.
      Voltando ao relato, após chegarmos na pousada, Douglas me apresentou a Rebecca, e de cara já me encantei pelo sotaque dela, é até engraçado, além da simpatia e beleza, o casal é muito jovem e auto astral, combinam de verdade. Depois fui para meu quarto que ficava em uma ala mais distante da sala e dos outros quartos, essa parte onde fui hospedado estava sendo ampliada para ter mais quartos futuramente, o quarto é super amplo e confortável, idem o banheiro, tomei meu banho e o Douglas me incentivou a conhecer o condomínio, o restaurante que sua mãe (Dona Mônica) comanda as margens do Igarapé e a visitar uma das marinas. O condomínio é super seguro e possui umas casas bem interessantes (coisa de arquiteto), depois fui ao restaurante mas estava fechado ainda, então fui apreciar o ancoradouro as margens do Igarapé até o por do sol entre nuvens, tudo muito bonito, voltei pra pousada e soube pelo Douglas que mais dois concurseiros iriam se hospedar pelos próximos dias, na pousada, já estava hospedado um gringo de algum lugar da Europa, quando encontrei com ele preparando sua comida para o jantar tentamos trocar algumas palavras, mas meu inglês se limita a perguntar o nome, de onde vinha e se estava bem e gostando do Brasil, (depois disso não entendia mais nada e foi frustrante pra ambos), a cozinha é livre pra usarmos mas como não estava com fome fiquei na sala a espera do Douglas e da Rebecca, eles oferecem alguns passeios para conhecer o centro histórico de Manaus, o encontro das águas e Presidente Figueiredo, fechamos Figueiredo para sexta-feira e reservei a quinta para conhecer Manaus por conta própria, eles me passaram algumas dicas do que ver e onde ir, alguns cuidados para tomar e a mais preciosa, andar de táxi em Manaus, sozinho, é muito caro, caríssimo. Fui para o quarto as nove da noite, baixei um aplicativo das linhas de ônibus da capital, os pontos turísticos no aplicativo de mapas do celular e fui estudar um pouco, depois cama, no outro dia cedo o Douglas me daria uma carona até a avenida principal que era servida pelo transporte público de ônibus.
       

      Ancoradouro as margens do Igarapé que fica junto ao condomínio da pousada, na outra margem estão embarcações e flutuantes.
       

      Vista do Igarapé a partir do ancoradouro.
       

      Vista do Igarapé a partir do restaurante da Dona Mônica.
    • Por Cheila Anja
      O Uruguai nunca esteve no topo da minha lista de lugares para conhecer, mas recentemente todas as pessoas que foram para lá que eu conheço, voltaram falando muito bem do país e dando dicas de o que fazer no Uruguai, e isso instiga a tua curiosidade, não instiga? Pois bem, era hora de conhecer esse lugar tão pertinho do Brasil, e ainda assim, pouco conhecido pelos brasileiros.
      Dessa vez levei mais 3 amigas comigo, duas delas era a primeira viagem internacional, o que torna a viagem ainda mais mágica, pois poder experienciar isso com elas torna tudo mais especial.
      Nesse artigo você vai ler:
      Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este Dia 04 – O que fazer no Uruguai: Bar Facal com show de tango e degustação de vinho no My Suites Hotel & Wine bar em Montevideo Dia 05 – O que fazer no Uruguai: Compras em Montevideo e viagem de volta ao Brasil Quanto custa viajar para o Uruguai? Onde de hospedar em Montevideo no Uruguai? Onde comprar os passeios do Uruguai? Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo
      Saímos do aeroporto de Curitiba e a viagem foi rápida e tranquila, uma hora de voo até o aeroporto de Porto Alegre, onde fizemos uma conexão rápida, e depois mais uma hora até o aeroporto de Montevideo, chegamos as 14h.  No aeroporto de Montevideo chamamos um UBER para ir até o hotel, não trocamos dinheiro no aeroporto já que não precisaríamos para o táxi e a cotação estava muito ruim, gastamos 15 reais cada uma no UBER.
      Em Montevideo ficamos no My Suites Hotel & Wine Bar e foi a melhor coisa que fizemos, a localização é perfeita, o hotel é lindo e moderno e a equipe do hotel é excepcional. Assim que chegamos no hotel, nos informamos onde poderíamos trocar dinheiro, e ganhamos um cupom para trocar em uma casa de cambio ali perto, pois por estarmos hospedadas no hotel conseguiríamos um preço melhor.
      Fomos para o quarto deixar a malas, o quarto era enorme e as camas muito confortáveis, depois saímos para explorar Montevideo, primeiro fomos a casa de cambio trocar dinheiro, antes fomos em mais duas para ver a cotação e realmente a casa de cambio recomendada pelo hotel era a melhor cotação, o nome da casa de cambio é La Favorita. Dinheiro trocado, almoçamos em uma padaria ali perto do hotel chamada Café Martinez e fomos para a Plaza Independencia, que é um dos pontos turísticos de Montevideo, a praça é linda e muito bem cuidada, vimos também a Puerta de la Cuidadela e assistimos o pôr-do-sol na orla próximo a praça, depois de jantar retornamos para o hotel para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte.
      O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Puerta de la Ciudadela O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla   O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo
      Acordamos cedo, tomamos café no hotel e saímos para ver o Letreiro de Montevideo, fomos a pé pela orla e encontramos muitas pessoas pelo caminho fazendo exercícios, o letreiro é próximo ao hotel e bem fácil de encontrar, é só seguir a beira-mar, você também pode jogar no Maps por Letrero Montevideo que ele vai encontrar, ou mesmo pedindo informações para as pessoas, foi o que fizemos e funciona muito bem.
      Como fomos de manhã o letreiro estava um pouco escuro, pois os prédios cobriam o sol, mesmo assim as fotos ficaram lindas, mas fica a dica, o melhor horário é a tarde. Eu consegui uma foto ótima pulando no letreiro, mas não recomendo que o façam, pois custou a unha do dedão do pé dessa blogueira maluquinha aqui, cai de mal jeito, na hora não vi que tinha machucado tanto, só vi ao chegar no hotel quando tirei o tênis e a meia estava cheia de sangue e o dedo preto, mas por sorte a unha só começou a cair já no Brasil e já está nascendo novamente.
      Depois de ver o letreiro e andar pelos arredores, fomos na COT comprar as passagens para Punta Del Este para o dia seguinte, fomos almoçar no Mercado Agrícola no El Horno de Juan que tem a melhor pizza de Montevideo e aproveitamos para tomar um chopp da Cervejaria Mastra que tinha bem em frente ao restaurante. Próximo ao Mercado Agrícola fica o Palácio Legislativo, a construção é estilo neoclássico grego e as colunas e fachadas são de mármore provindo da Grécia, é um dos edifícios mais imponentes do país, fomos conferir e realmente é incrível!
      Voltamos para o hotel para tomar um banho e nos arrumar para o tour da tarde pela fábrica da Cervejaria Artesanal Mastra, quando nosso transporte chegou, ficamos encantadas, carro novo e muito confortável, logo estávamos na cervejaria.
      Foi meu primeiro tour por uma cervejaria, nunca tinha visto uma por dentro e adorei como a cerveja é fabricada, eles explicam direitinho e nos mostram cada detalhe do processamento, desde como a cerveja é feita, até o engarrafamento. Depois do tour tem a degustação das cervejas artesanais, provamos umas 8, uma mais gostosa que a outra, foi muito difícil escolher a minha preferida. Não é difícil imaginar como saímos alegres de lá, certo?
      Contratamos esse tour pela Daytours4u, no Uruguai é a Uruguai4u, é possível comprar o passeio ainda aqui do Brasil e pagar no cartão de crédito, rápido e fácil. Muito bom já sair aqui do Brasil com os passeios comprados, assim ao chegar lá a única preocupação que eu tinha era me divertir. Clique aqui para comprar esse passeio na Uruguai4u.
      Depois do tour pela Cervejaria Mastra, nosso chofer nos deixou no hotel, onde relaxamos um pouco e fomos nos arrumar para o Jantar com Show de tango no El Milongon. Esse passeio também foi adquirido pela Daytours4u ainda aqui do Brasil e com certeza foi um dos passeios que eu mais gostei no Uruguai.
      O El Milongon é enorme e muito bonito, a decoração é elegante e as mesas são postas com muito requinte. Começamos a noite com um médio y medio, uma bebida típica do Uruguai, doce demais para o meu gosto, em seguida pedimos um vinho delicioso. As bebidas estavam inclusas no passeio e eram liberadas a noite toda, junto com o jantar.
      Logo nos pediram quais as preferências para a entrada, fomos de sopa para abrir o apetite, depois o prato principal, me perdoem pois não me recordo o nome em espanhol, mas era delicioso, parecido com um rocambole com carne moída, as meninas foram de filé e legumes. Eram 8 opções de prato e todos davam água na boca.
      Assim que acabamos de jantar começou o show e foi emocionante. Mesmo a casa não estando cheia, pois fomos na baixa temporada, os artistas se apresentaram com o coração, os trajes e coreografias foram impecáveis, se apresentaram como se estivem na frente de uma multidão de pessoas e com o mesmo entusiasmo. Eu adorei cada uma das apresentações, nunca tinha ido em um show de tango antes e foi incrível, além do tango também tinha candomblé e dança folclórica.
      Enquanto assistimos ao show nos foi servida a sobremesa, e enquanto terminamos nossa segunda garrafa de vinho o show ia terminando, foi uma experiência incrível e uma noite cheia de cultura no Uruguai! Para comprar o tour no El Milongon pela Daytours4u, clique aqui.
      Depois do jantar com show, pegamos um táxi e fomos para o Bar Fun Fun, mas perdemos a viagem, pois já estava fechando, infelizmente na baixa temporada não tem muita vida noturna em Montevideo durante a semana, ouvimos dizer que a agitação começa na sexta, mas infelizmente não ficamos até a sexta para comprovar.
      O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo   O que fazer no Uruguai: Palácio Legislativo O que fazer no Uruguai: Palácio Legislativo   O que fazer no Uruguai: Montevideo O que fazer no Uruguai: Montevideo   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: El Milongon   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: El Milongon   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: Cerveza Mastra   O que fazer no Uruguai: Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este
      Acordamos cedo e fomos tomar café, o dia seria em Punta del Este, não contratamos o tour de um dia por agências, resolvemos ir por conta própria, tem um ônibus que sai de hora em hora pela COT. Chamamos um UBER, como estávamos em 4 para dividir, o UBER acabava sendo mais barato que o transporte publico em Montevideo, mas caso você esteja sozinho fomos conferir o transporte público, é barato e funciona bem.
       
      Para continuar lendo o artigo inteiro clique aqui ou acesse o blog em: https://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-no-uruguai-relato-de-viagem-com-gastos-dicas-de-passeios-restaurantes-hoteis-locomocao-e-cultura/
    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
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