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Espanha 15 dias - Madrid - Sevilla - Granada - Barcelona

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Olá amigos do Mochileiros.com! Como muitas pessoas por aqui me sinto grata por todas as informações que consegui adquirir lendo tudo o que eu podia no site e por isso venho através deste tópico contribuir com meu relato de nossa viagem realizada neste mês (de 06 a 21 de setembro de 2014) para a Espanha (Madrid, Sevilla, Granada e Barcelona). Foi a primeira viagem que realizamos por conta própria. Até então tínhamos viajado para Buenos Aires, na Argentina e para o Chile (Santiago, Viña del Mar, Valparaíso e Valle Nevado) através de agência de viagem que, convenhamos, a viagem é mais cara e você fica preso ao roteiro deles, mas tem suas vantagens, pois você não precisa se preocupar com muita coisa, tem sempre uma pessoa que pode te ajudar e te levar para algum lugar que você queira ir, se você pagar a quantia estipulada. E eu confesso que me sentia com medo e até um tanto incapaz de viajar por conta própria e me virar bem em um país diferente. Mas resolvemos arriscar (culpa da insistência do meu marido e do custo maior de um pacote de viagem por agência) e eu fui traçando um roteiro do que poderíamos fazer, ver, visitar, e somando os custos de tudo. Foi difícil pois nessa época meu marido estava trabalhando muito (e eu também, mas como fiquei obcecada com a ideia da viagem, não conseguia parar de planejar! ) e não tínhamos muito tempo disponível. E foi aí que comecei a ler o Mochileiros.com e blogs de viagem e anotar tudo o que era importante para contribuir com o resultado final. E fomos ajustando o orçamento, cortando algumas coisas da viagem (foi com muito pesar que cortei Portugal do planejamento, que queria muito conhecer, mas o dinheiro não deu!) e quando vimos que era possível, começamos a comprar as passagens de avião, passagens de trem, ingressos dos lugares que queríamos visitar e que todo mundo recomenda comprar com antecedência... e a viagem foi tomando mais forma.

Antes de tudo, quero explicar o porquê da Espanha... Sempre tive uma "quedinha" pela Espanha. Por conta do destino, fui trabalhar com imigrantes espanhóis que vieram há muito muito tempo atrás para o Rio de Janeiro e, sempre que posso, fico conversando com eles sobre suas cidades. A imensa maioria veio da Galícia, de Orense e Pontevedra, que são duas cidades não tão ricas dessa região, mas parecem ser lindas... Mas nessa viagem também não deu para conhecer a Galícia... Outra história da minha vida é que depois que assisti uma apresentação de dança Flamenca, fiquei doida atrás de algum lugar em que pudesse ter aulas dessa dança. Depois que consegui encontrar, nunca mais parei e sou apaixonada por essa dança, que é originária da Andaluzia (e seu berço é em Sevilla). E também depois que vi fotos da Alhambra, em Granada, um dos meus sonhos era ir lá e ver tudo de perto... O meu marido adora violão... e os espanhóis também! Hehehehe. Então ele se juntou a mim nesse sonho de conhecer a Espanha. Ele adicionou ao roteiro Madrid e Barcelona e fomos em frente!

As passagens de avião foram compradas mais ou menos em maio. Em abril elas estavam mais baratas (pouca coisa), mas não podíamos comprar em abril ainda, então, fazer o quê! As passagens da TAP pareciam a melhor opção em termos de preço e de conexão e então foram elas mesmas!

Não conseguimos comprar as passagens de trem entre uma cidade e outra pelo site da RENFE (tivemos o mesmo problema que muita gente por aqui ao usar o cartão, mesmo usando cartão Itaú ou Santander, desbloqueado para uso internacional) e compramos pela Rail Europe, mesmo sendo um pouco mais caro, mas estávamos com as passagens nas mãos e era isso o que nos preocupava (chegar lá e não conseguir comprar as passagens na hora). Só as passagens para o passeio para Toledo que não conseguimos comprar antecipado pois deu erro no site e decidimos comprar lá em Madrid mesmo.

Na semana da viagem o chefe do meu marido fez ele trabalhar feito um condenado para terminar tudo o que estava pendente antes das férias e ele não teve muito tempo para pensar nos preparativos (e ele que iria traçar as rotas de deslocamento dentro das cidades via metrô e ônibus) e nem de fazer as malas (ele fez a mala no dia da viagem! Mas a minha eu consegui fazer antecipado. Levamos duas malas médias (como eu vi recomendado por aqui e alguns amigos recomendaram também, pois antes dessa viagem sempre levávamos uma mala grande) Nós íamos misturar as nossas roupas nessas duas malas, para o caso de alguma sumir no aeroporto, mas devido à arrumação em cima da hora do meu marido, nem foi possível.)

Olhamos pela internet para ver o clima lá na Espanha em Setembro e vimos que em Madrid estava fazendo 30º... mas em alguns dias fazia 22º-24º... isso sem contar que todo mundo com quem conversávamos nos alertava que em setembro faz frio e que tínhamos que levar casacos... Então levamos casacos e pouca roupa de calor e nos arrependemos muito pois fez muuuuito calor durante a viagem!

Bem, vou começar logo o relato da viagem e mais pormenores vou explicando durante ele... Eu sei que sou meio prolixa (sempre fui), mas espero não fazer um relato chato de se ler!

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Nossa viagem começou com um vôo atrasado, que era pra sair às 22h e saiu quase 23h por um problema em um banheiro. Ficamos imaginando se era o banheiro que estava próximo aos nossos assentos! A viagem foi tranquila e só não foi melhor porque é impossível dormir bem uma noite inteira em uma poltrona que não reclina muito e que fica próximo ao banheiro e sempre que alguém precisa utilizá-lo de noite, a luz acende na sua cara! Mas antes de descobrir esse problema da luz, eu tinha ficado bem feliz pois no avião dava pra assistir filmes e tinha "Malévola" na seleção, que eu ainda não tinha conseguido assistir!

Chegamos em Lisboa quase 13h (era para chegarmos por volta de 12:15) e o nosso próximo vôo para Madrid saia as 15h. Fomos caminhando pelo aeroporto de Lisboa e nos deparamos com uma fila imeeeensa que estava escrito algo do tipo "passaportes em geral" e uns guichês vazios que era para quem tem passaporte europeu. Todo mundo que estava na fila estava meio perdido e tinha só uns três funcionários andando para lá e para cá que não se comunicavam direito com a gente. Bem, concluímos que se o único jeito de passar para o lado de lá era encarando essa fila, então aquela era a fila da imigração. Após quase 1h na fila (os funcionários passavam de vez em quando gritando os nomes das cidades que os vôos estavam pra sair e passavam as pessoas que estavam na fila que iam para essas cidades na frente das outras) chegamos finalmente na cabine e o funcionário olhou nosso passaporte, perguntou para onde íamos e de onde vínhamos e carimbou nosso passaporte e nos desejou boa viagem. E nem olhou a pasta com os milhares de documentos que levamos! Só deu tempo de ir no banheiro e já fomos para o próximo vôo (nem deu tempo de almoçar, mas também tínhamos acabado de tomar café da manhã no avião! )

O vôo para Madrid também foi tranquilo e aterrisando, pegamos nossa bagagem e... saímos! Achamos que íamos passar por outra fila ou qualquer outra burocracia, mas não foi necessário, graças a Deus. Achamos a saída que dava para o metrô, para irmos para a Gran Via, onde ficava nosso hotel. Tivemos que fazer umas 3 baldeações no metrô, se eu não me engano, e subir e descer com as malas em escadas rolantes e em escadas normais... portanto, amigos, como eu já disse antes, não levem malas grandes se vocês forem pegar o metrô, como nós. Compramos um bilhete para 10 viagens que pode ser usado por duas pessoas. Ao chegar na estação que desemboca na Gran Via, a saída para a direita eram os números dos edifícios pares e a da esquerda, os ímpares. Fomos pegar o papel com o endereço do hotel e descobrimos que.... fomos roubados! Abriram a mochila do meu marido dentro do metrô e tiraram a carteira sem ele perceber, num momento de descuido! E ficamos atônitos pois não percebemos nada, mesmo! E saímos do Rio de Janeiro para sermos roubados em Madrid! Falei com o Rodrigo, o meu marido, que estamos acostumados com os assaltos a mão armada do Rio e não com os furtos da Europa! E como ele não teve muito tempo para se preparar antes da viagem, a carteira dele estava cheia de cartões daqui do Rio (como o cartão do metrô daqui e o ticket refeição do trabalho!) Chegamos no hotel e pedimos ajuda para ligar para os cartões de crédito e bloqueá-los. E ficamos só com o meu cartão de crédito, que o limite é baixo (e estava comigo), com o cartão reserva do travel money (que estava escondido e assim que bloqueou o principal, o reserva passou a funcionar) e os euros em espécie, que também estavam escondidos. Mas o chato é que ficamos sem os cartões de crédito, perdemos os Reais do táxi da volta (do aeroporto até em casa) e o documento brasileiro, além de carteirinha de plano de saúde, ticket refeição, etc, tudo brasileiro! Ficamos chateados pois ia dar o maior trabalho tirar tudo de novo! O hotel nos indicou onde ficava a delegacia e fomos fazer um B.O. Em um momento pensamos em não fazer e ir descansar, mas depois esse documento se fez necessário. Depois dessa jornada, fomos comer alguma coisa, fomos tentar comprar uma nova passagem para Alhambra, com o meu cartão (íamos precisar do cartão de crédito para emitir (mais tarde eu falo sobre ela) e fomos dormir, bem tarde. Comemos uns mini sanduíches e batata frita com molhos diferentes no 100 Montaditos da Gran Via, que é beeem gostoso mesmo e estava quase fechando devido ao adiantado da hora!

Ah! Também voltamos no Metrô e nos informamos sobre o setor de achados e perdidos e a funcionária nos deu um papel com um número de telefone para ligarmos no dia seguinte e nos informar, já que já era bem tarde e era domingo!

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No dia seguinte tentamos não nos deixar abater (afinal, estamos aqui para realizar um sonho!) e acordamos cedo e fomos conhecer Madrid! Ficamos no hotel H10 Villa de la Reina, que fica em um ponto central da Gran Via. Não é um hotel muito barato, mas nos foi recomendado por uma amiga, fomos muito bem atendidos, tivemos todo o suporte necessário para resolver a história do furto e tivemos conforto, que era o que queríamos após tantas horas de vôo de avião!

Saímos para o lado direito do hotel e fomos andando para conhecer Puerta del Sol, a estátua El Oso y El Madroño, Plaza Mayor, Plaza de la Villa, Mercado San Miguel, la Catedral de Almudena, o Palacio Real (que estava fechado para assuntos oficiais e com muuuuita gente na porta esperando alguém importante chegar e por isso não conseguimos entrar) e o Templo de Debod (o museu estava fechado e eu tinha esquecido de verificar qual o dia que ele não estava aberto a visitação! Ninguém merece! ) Tudo um sonho! Almoçamos no Museo del Jamon (muito gostoso, mas achei estranho que os garçons não colocam na mesa nem um temperinho a mais, como sal ou azeite... você tem que pedir e com muito custo consegue!), passamos na Chocolatería San Ginés para provar o churro com a xícara de chocolate e voltamos para o hotel.

Tínhamos pedido para o pessoal do hotel ligar para nós para o achados e perdidos do metrô e ver se tinham encontrado os documentos, pelo menos! E o achados e perdidos avisou à tarde para o hotel que estava em uma estação láááá longe e que tínhamos que ir lá buscar. E fomos lá, para não termos que tirar tudo de novo no Brasil. Íamos no horário gratuito do museu Reina Sofia e nem fomos, nos despencamos para o local indicado, e dentro do metrô mesmo, conseguimos reaver a carteira com os documentos (tinha que levar o B.O.). Graças a Deus conseguimos quase tudo de volta! O ladrão só levou o dinheiro (que por azar do ladrão eram Reais e fazendo a conversão, dava uma mixaria em euros!) e o bilhete do metrô madrillenho, nem levou o cartão de crédito... Mas tínhamos que bloqueá-lo, por via das dúvidas... E ficamos sem ele pois não foi possível desbloquear...

Voltamos para o hotel, nos arrumamos e fomos para um show de flamenco (o hotel nos ajudou a fazer a reserva no mesmo dia, mais cedo) numa casa de espetáculos chamada Casapatas (que a minha professora de dança Flamenca já tinha me mostrado alguns vídeos oficiais da casa, de apresentações lá, com bailaores famosos, pelo YouTube, e quis ir lá conhecer. Fomos de metrô, enfrentando nossos traumas! Hehehe. Como todo local de espetáculos desse porte, o local era pequeno e muuiito cheio! Os aperitivos e drinks eram meio caros. Mas o show valeu a pena. Os bailaores, cantaores e tocaor maravilhosos, sapateando muito rápido!

Voltamos (eu extasiada) e fomos descansar.

No dia seguinte, seguimos para o lado esquerdo do hotel na Gran Via e em alguns passos chegamos no edifício Metropolis, tiramos fotos, seguimos e chegamos na Plaza Cibelles, subimos ao mirador em Palacio de Correos y Telecomunicaciones para ver Madrid de cima, descemos, continuamos andando, tiramos foto na Puerta de Alcalá e entramos no Parque del Retiro. Passeamos e descansamos um pouco. Íamos ao jardim Botânico, mas meu marido ficou sem ânimo, ele estava tendo uma recaída da gripe + sinusite que teve na semana antes da viagem. Então almoçamos em um quiosque do Parque del Retiro (uma pizza pra lá de ruim, mas que deu pra matar a fome, nem vou recomendar o nome do quiosque!) e seguimos para a estação Atocha Renfe, para comprar os bilhetes de Toledo para o dia seguinte. a estação é enoooorme e bem legal com o jardim dentro! Depois pegamos o metrô (que também desemboca nessa estação) e fomos pra a estação Ventas, para conhecer a Plaza de Toros. Eu sou contra a torada... mas li uma vez um livro sobre a cultura espanhola e a história da guerra civil e entendi o que é a torada para a cultura e tradição espanholas...

Os toreros são como grandes artistas hollywoodianos para eles (mal comparando) e as toradas são para eles como o futebol para nós. Fizemos um tour que foi muito interessante e ainda foram atenciosos, pois arrumaram uma guia que fala português (de portugal) já que no horário que fomos, tinha mais um casal brasileiro para visitar também). Gostei muito do tratamento dos madrileños que recebemos. Não temos nada do que reclamar. Incusive, quando pedíamos para "hablar despacio por favor" eles atendiam sem cerimônia!

Da Plaza de Toros pegamos o metrô novamente e fomos para o Museo del Prado em horário gratuito. Muito bacana, mas pena que o horário foi curto e não conseguimos ver muito! Após tudo isso, fomos de tapas no Mercado de la Reina, um bar de tapas que fica próximo ao hotel na Gran Via (muuuuito gostoso! Porém muito cheio de gente e confuso para pedir!) e fomos descansar porque no dia seguinte tínhamos Toledo para conhecer!

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Putz, que zica começar com um furto!! Vi um programa que dizia que Madri é a capital mundial dos batedores de carteira, rs. Ainda bem que recuperaram!

Suuper legal!!! Acompanhando!!

:)

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No dia seguinte acordamos cedo e partimos para a estação de trem (antes tínhamos nos informado por qual porta entrava, mas estava tudo explicado nos portões, qual portão embarcava para onde. Passamos pelos portões do andar de baixo e aguardamos um pouco para saber por qual porta iríamos passar. Porta mostrada no visor e fomos em frente! Entramos no coche 4 (indicado nas nossas passagens, ou seja o quarto vagão) e sentamos em nossos lugares. Em 30min estávamos na cidade de Toledo, desembarcando na estação. Bem, a estação fica um pouquinho longe da cidade, mas eu tinha lido antes que dava para ir à pé, ou pegar um táxi ou pegar um ônibus. ... e acabou que dentro da estação tinha um stand de vendas de um passeio ao redor de Toledo (rodeando, ou seja, margeando a cidade) que eu tinha lido que as pessoas que foram, gostaram. Tem um mirante que o ônibus pára para se tirar fotos. Acabei pagando por esse passeio e no stand mesmo descobrimos que depois o ônibus deixa as pessoas dentro da cidade e a guia explica como voltar para a estação de trem. Legal! A moça do stand nos deu um mapa da cidade. Tivemos que esperar uns 15min para o tal do ônibus chegar. Achei que era um ônibus comum e descobri, quando chegou, que era um daqueles ônibus turísticos, que é aberto e tem cadeira lá em cima. Tudo bem, falta de experiência como turista é um caso sério! Subimos no ônibus e escolhemos uns assentos lá em cima e ficamos rodeados por orientais (não sei bem ao certo, mas acho que eram coreanos). Ganhamos fones de ouvido, plugamos no ônibus e logo saímos em direção ao tour.

É bem legal o passeio e o áudio foi explicando todos os lugares pelos quais passamos. Realmente ele parou no mirante e muuuuita gente desceu para tirar fotos. Ao subir de novo, descobrimos que alguns alemães roubaram os lugares de alguns coreanos e rolou uma certa discussão em inglês dentro do ônibus. E então os cooreanos desistiram e foram lá para trás do ônibus, onde ainda tinha uns lugares. O ônibus entrou na cidade e nos deixou próximo a plaza Zocodover. Todo mundo começou a descer e apareceu uma guia dizendo que ia nos guiar até a catedral. Ela parou na praça e explicou como poderíamos fazer para voltar: ou pegando esse mesmo ônibus, se ele estivesse parado por ali e pagando uma passagem, ou pegando um ônibus comum (não lembro agora o número) e pagando uma passagem mais barata, ou indo à pé, por tal caminho, o que é de graça. E depois ela foi se embrenhando na cidade e fomos seguindo. Próximo a catedral ela parou nos explicou mais algumas coisas sobre a cidade, e indicou a rua onde poderíamos seguir e dar em algum lugar que dava para fazer tipo um circuito e visitar os principais pontos turísticos da cidade, falou mais algumas coisas sobre a catedral, se despediu e nos deixou por conta própria. Seguimos para comprar os tickets e o áudio guia e entrar na catedral para visita-la. A Catedral é muito bonita! Eu adorei! Principalmente a parte lá no fundo da igreja, com umas imagens lindas e no teto um desenho que parece que santos e anjos estão olhando para nós lá de cima! E com o áudio guia, a visita ficou mais interessante! Ficamos por lá por mais de 1h e, ao sair seguimos pelo caminho indicado pela guia.... mas não sei o que houve não encontramos nada, demos de cara com algumas ruas bem estreitas e uma saída de colégio cheia de crianças e pais eufóricos... e desconfiamos que estávamos indo para o lado errado... Olhamos no mapa mais de trezentas mil vezes, mas pela indicação do mapa, estávamos indo certo... Resolvemos andar para o lado contrário e achamos a Iglesia de Santo Tomé. Resolvemos não entrar de pronto e ver se achávamos os outros lugares. Eu tinha feito um roteiro incluindo um milhão de lugares para se visitar em Toledo e marquei os que eu estava com mais vontade de visitar. Como o Rodrigo não estava se sentindo bem por causa da gripe e sinusite (achávamos até que ele estava com febre nesse dia), eu reduzi meu roteiro àqueles pontos mais importantes... como a gente se perdeu na cidade, concluí que se a gente visitasse só a Catedral, almoçássemos, descansássemos e voltássemos, estaríamos no lucro!

Mas por providência divina continuamos a andar, seguindo algumas placas e o que conseguimos nos situar do mapa que tínhamos nas mãos e encontramos o Monasterio San Juan de los Reyes. Entramos para visitar e eu fiquei bem feliz, pois ele é pequeno de se visitar, mas bonito. Seguimos o mapa e seguimos pela mesma rua e encontramos um pouco mais em frente a Sinagoga Santa Maria la Blanca, que também é simples mas bonita. Já passava de 14h, estávamos azuis de fome e fomos procurar algum lugar para comer.

Quando eu estava fazendo o planejamento da viagem, pesquisei no Trip Advisor, alguns blogs e aqui no Mochileiros também, dicas de restaurantes que poderíamos ir e anotei os endereços. Em Toledo infelizmente eu só estava encontrando restaurantes caros e a maioria das pessoas que deixavam seus relatos da viagem para Toledo não lembravam o nome do restaurante onde tinham ido. Exceto por um blog que o rapaz deixou o nome de um restaurante que gostou muito, o "Carolus" (algo como Carlos em latim). Por sorte esse restaurante ficava perto de onde estávamos e fomos lá conferir. Realmente a comida estava gostosa e o atendimento foi ótimo.

Pertinho desse restaurante tem o Museo del Greco, mas a essa altura do horário não dava mais para visitar todas as coisas da minha lista e tínhamos que fazer novamente uma seleção. Sem contar que cada ingresso que comprávamos eram 5 Euros de entrada (contando o casal) e quando se tem um cartão de crédito bloqueado no início da viagem que não se estava esperando por isso, fica meio difícil ter tantos gastos assim em uma só cidade!

Descansamos um pouco e seguimos em frente. Brinquei com o Rodrigo que agora que já tínhamos visto uma igreja e uma sinagoga, tínhamos que visitar uma mesquita. E começamos a procurar como chegar em uma mesquita mais próxima. Foi então que o celular do Rodrigo pegou um wi-fi legal e conseguimos nos orientar pelo mapa da cidade (pelo Google Maps), aliado ao GPS, o que foi beeem melhor que o mapa impresso que tínhamos em mãos. Durante o caminho reparamos que várias pessoas estavam de mapas em mãos e mesmo assim se encontravam desorientadas como nós e algumas pedindo informações aos moradores locais! Não estávamos tão mal assim...

Seguimos por uma rua e encontramos a igreja San Ildefonso, com o cartaz na frente dizendo que lá tem a torre que dá pra ver a cidade de cima... E aí eu lembrei que era algo que eu queria fazer em Toledo! Visitamos a igreja e subimos na torre por um lado e descemos por outro (por dentro da igreja). As escadas são bem cansativas. A vista da cidade compensa!

Seguimos em frente e após ladeiras igualmente cansativas, chegamos na Mequita Crsito de La Luz. Eu imaginava que ia se ter muito mais o que visitar, mas ela é bem pequena. A vista da cidade, do lado de fora que é bem legal.

Percebemos que a Puerta Nueva de Bisagra estava perto e fomos até lá, pois era outro lugar que eu queria conhecer de perto. Junto a essa porta da cidade, fiquei imaginando como deveria ser nos tempos medievais... Toledo com suas ruas estreitas e medievais e suas lojas de espadas com armaduras de cavaleiros na frente, dá margem a todo tipo de imaginação daquela época. E ainda mais que é uma das poucas cidades que ainda conserva a influência recebida das três grandes religiões monoteístas: o cristianismo, o islã e o judaísmo.

Retornamos para a Plaza Zocodover e compramos os famosos Marzipan para comer em uma das milhares de lojinhas que vendem isso. Realmente é gostosinho, mas não é um doce que eu me acabaria de comer! Comemos e descansamos um pouco. Depois pegamos o ônibus indicado, retornamos para a estação de trem e pegamos o trem de volta a Madrid. Sei que nesse passeio para Toledo não deu para visitar tudo o que as cidade oferece, mas dentro do nosso limite de mal-estar do meu marido, até que visitamos bastante coisa!

Ao retornar para Madrid, ainda tivemos tempo de ir no Museo Reina Sofia, no horário gratuito (inclusive ele fica próximo a estação Atocha Renfe) e fomos direto ver Guernica, de Picasso... Depois de contemplá-lo, ficamos olhando a exposição sobre a guerra civil espanhola, que é algo que me intriga, apesar de eu ter verdadeira ojeriza de qualquer coisa relacionada a guerras.

Após visitar o Museo Reina Sofia, selecionamos um restaurante próximo (chamado Casa Luciano), que não parecia tão caro e comemos. O garçom viu que estávamos falando entre nós em português e se identificou: brasileiro também! De Fortaleza, se não me engano. Ficamos conversando um pouco sobre as vantagens de se morar em Madrid e as desvantagens de se morar no Brasil até a hora que voltamos para o hotel descansar. O dia seguinte era dia de viagem para Sevilla.

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Putz, que zica começar com um furto!! Vi um programa que dizia que Madri é a capital mundial dos batedores de carteira, rs. Ainda bem que recuperaram!

Suuper legal!!! Acompanhando!!

:)

 

Pois é, Juliana, nem me fale! Antes de viajar soubemos de histórias de batedores de carteira no Metrô de Paris, mas nem pensamos que isso poderia acontecer conosco em Madrid! Ajudou para ficarmos mais atentos! E atrapalhou um pouquinho na questão do cartão de crédito, mas no final deu tudo mais ou menos certo!

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No dia seguinte acordamos cedo para pegar o trem para Sevilla. Seguimos para a estação Atocha Renfe novamente e dessa vez estávamos com as malas e subimos para o andar de cima, de onde (segundo um cartaz na entrada) saíam os trens para Sevilla e outras cidades.

Eu fiquei um tanto nervosa ao ver a quantidade de gente que se formou na frente do portão assim que anunciou no visor qual o portão de embarque para Sevilla. E todos estavam com malas imensas! Tinha visto no trem que pegamos no dia anterior para Toledo que os trens têm lugares para as malas, no final dos vagões (umas “prateleiras” de metal) mas não são tantos lugares assim... E fiquei com medo de chegarmos por último e não ter espaço para as nossas malas! Em cima dos assentos tem espaço para malas também, mas eu não estava com a mínima disposição para levantar uma mala média pesada acima de nossas cabeças e o Rodrigo ainda estava se sentindo meio mal por causa da gripe. E a essa altura o Rodrigo estava estranhando o porquê de eu querer correr tão rápido para o portão e eu explicando que estava com medo de não sobrar espaço para as nossas malas (acho que ele não acreditou na hora, mas depois ele comprovou quando viu a situação). Quando as pessoas começaram a passar pelo portão e entrar em seus coches, vi que tinha um casal com –sem brincadeira- umas dez malas imensas e ainda um cachorrinho em uma casinha. Será que eles estavam se mudando de Madrid para Sevilla?!

E adivinha para qual coche eles se encaminharam?! Justamente para o mesmo que o nosso! A moça ficou do lado de fora passando as malas para o rapaz, que estava do lado de dentro, que colocava as malas deles nas “prateleiras” ocupando todo o espaço disponível e não deixando as pessoas passarem com suas malas (e ainda pediam para as pessoas esperarem um momento). Quando vi que poderia não sobrar espaço para a gente, usei toda a minha má-educação brasileira, não atendi a solicitação deles, fui entrando com minha mala, quase empurrando o rapaz e consegui um espaço para a minha mala e para a mala do Rodrigo (que até então só tinha sobrado um espaço láááá em cima e tivemos que levantar a mala acima das nossas cabeças de qualquer jeito). Não sei se depois disso o casal ficou sem espaço para as malas deles, mas conquistamos o nosso espaço e nos encaminhamos rapidamente para sentarmos em nossos lugares!

A viagem foi muuuito tranquila e o trem (AVE), novamente, parecia estar flutuando. Passou um funcionário distribuindo uns fones de ouvido para quem quisesse escutar música ou ver um seriado que estava passando numa telinha. Tiramos uns cochilos durante a viagem e logo chegamos em Sevilla.

A estação em Sevilla é bem grande e ficamos circulando fazendo uma hora para irmos para o hotel e chegarmos na hora do check in. O Rodrigo tentou ir no banheiro da estação e se decepcionou, falou que o banheiro estava pior que banheiro de rodoviária brasileira. Eu optei por nem averiguar se o banheiro feminino era igual.

Fomos para o hotel de taxi e foi até fácil pegar táxi na porta da estação (foi preciso somente andar até o início da fileira de táxis que estavam na porta). O taxista não queria muito papo, fiz uma pergunta que não foi respondida, tentei repetir e não obtive resposta novamente. Desisti de tentar conversar. O táxi também não foi muito caro, foi em torno de 10 euros.

Quando fomos reservar o hotel, não conseguimos vaga em hotéis perto do centro da cidade, já estava tudo lotado. Pesquisamos no Trip Advisor e no Booking.com e descobrimos esse hotel que era a melhor opção no momento: Vime Corregidor. Ficava um pouco distante, mas era o que conseguíamos dentro do nosso orçamento. Durante a nossa estada lá, decobrimos que é um ótimo hotel e até que fica muito bem localizado, conseguimos ir a todos os lugares com facilidade (só tínhamos que pagar uma rua que era meio estreitinha que dava numa praça (Plaza de La Campana) e dali para vários lugares era um pulo bem pequeno (menor do que parecia no mapa!) Só o café da manhã do hotel que era um pouco fraquinho para o que os brasileiros estão acostumados!

Chegamos ao hotel, nos informamos onde poderíamos comer (a essa altura já passava de 15h e estávamos mais que azuis de fome) e descobrimos que pertinho ficava a Alameda Hércules, que é cheeeia de bares e restaurantes. Também nos informamos como chegar no Parque Maria Luisa e a Plaza España. A funcionária do hotel nos indicou pegar um Tranvia (mas também não explicou o que era) na Plaza Nueva que passava muito pertinho do parque e indicou no mapa o local que ele passava.

Ao invés de irmos comer nos bares da Alameda Hércules, queríamos uma comida que saísse bem rápido, com a velocidade de nossa fome, e fomos em direção contrária, diretamente para um Burguer King! Saciada a fome, continuamos a andar até achar a Plaza Nueva. Avistamos o tal Tranvía, que é muito interessante, uma mistura de metrô na superfície com bonde, super moderno. Avistamos as máquinas de comprar as passagens e vimos os trajetos que ele fazia. Vimos para onde teríamos que ir (não lembro agora o nome do destino final desse trajeto) tudo explicado via máquina e em cartazes nas laterais das máquinas, não tinha um único funcionário para nos explicar nada de nada e nesse horário tinha poucas pessoas pegando a condução. Compramos as passagens, esperamos o trem e entramos. O Motorista olhou para nossas caras e não nos pediu nada. Acho que se não tivéssemos comprado as passagens, viajaríamos de graça! Os moradores locais têm um cartão que passa num leitor dentro do vagão. Sentamos e ficamos olhando o visor indicando qual seria a próxima estação. Na estação que tínhamos visto que tínhamos que descer, descemos e graças ao senso de direção do meu marido, atravessamos um pequeno parque e em dois passos chegamos a rua que de um lado é a Plaza España e do outro é o Parque Maria Luisa. Tive um fricote nessa hora, pois sempre quis conhecer os dois, desde que vi lindas fotos de lá!

Ficamos muuuuito tempo na Plaza de España tirando fotos, contemplando e passeando. Tinha até uma noiva lá tirando fotos também!

A Plaza de España foi construída na ocasião da Exposição Ibero-americana em 1929, e reproduz a arquitetura da época, sem esquecer o gosto árabe que invade toda a Andaluzia, sendo um dos espaços arquitetônicos mais espetaculares da cidade. O ingresso à praça é livre, mas para evitar atos de vandalismo fecha às 22:00 horas. As quarenta e oito províncias espanholas são representadas pelos bancos apoiados às paredes e ornamentos em cerâmica (em ordem alfabética); sobre esses, mapas e mosaicos com eventos históricos e os brasões de cada capital de província. Só não gostei da má educação das pessoas que estavam sentadas nos bancos e queríamos tirar fotos deles como recordação e as pessoas nem se mexiam, ou tentavam chegar para o lado numa tentativa inútil de não sair na foto... Também achamos algumas pichações e pedaços de ladrilho do chão soltos, em espaços internos.

Depois fomos caminhar em algumas alamedas do parque Maria Luisa. Achei bem legal, bastante frequentado pelos locais, com seus cachorros, ou correndo, ou caminhando, ou de bicicleta... Mas vimos que ele não estava tão bem cuidado assim, com alguns espaços com mato alto, e fontes que estavam imundas!

A essa altura o meu marido já estava pedindo arrego, se sentindo mal da gripe, estávamos cansados e já estava escurecendo. Compramos novas passagens e voltamos via Tranvia para a Plaza Nueva. Encontramos próximo a Plaza Nueva uma aglomeração de pessoas com filmagem e tudo, mas não foi possível identificar o que era. Será que era a Bienal de Flamenco de Sevilla que iria começar no dia seguinte?! Voltamos para o hotel para descansar um pouco. A minha vontade era ir assistir mais um espetáculo de flamenco, mas eu tinha que respeitar a saúde do meu marido.

Assim que chegamos no hotel, fomos ver nosso orçamento e descobrimos que ia ser complicado pagar os hotéis com o dinheiro que tínhamos no momento, com o cartão de crédito do meu marido bloqueado. Meu marido foi contactar o meu irmão para tentar conseguir um jeito de fazer uma transferência para o Travel Money para conseguirmos pagar os hotéis. Tentaram de várias formas, sem sucesso. Foi então que tentamos apelar para o meu cartão de crédito e ligamos para ele, choramos e conseguimos aumentar o limite, de forma que desse para pagar tudo. E ficamos aliviados por não ter que voltar pra casa por não ter dinheiro para pagar os hotéis das próximas cidades!

Só então descemos para comer alguma coisa e fomos para a Alameda de Hércules. Pelo avançado da hora (devia ser próximo de meia-noite) vários bares estavam fechando e ficamos um tanto preocupados. Mas conseguimos nos sentar em um que, segundo os garçons, ainda não ia fechar e comemos umas tapas gostosas e fomos muito bem atendidos. Os garçons até indicaram o que era feito por eles e o que já “era pronto” e entendemos que não era tão gostoso assim! Esse bar chama Karpanta. Após esse dia cansativo, fomos descansar que no dia seguinte iríamos conhecer muito mais coisas em Sevilla.

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    • Por Mari D'Angelo
      Visitar Barcelona é, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e orgânico de Gaudí. O arquiteto catalão nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas técnicas normalmente fugiam do convencional para época, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e através de um espelho via a imagem invertida. Além é claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cerâmica ou vidro, sua marca registrada.
       
      A casa Batlló, patrimônio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra lá imaginava que pudesse ser algo tão incrível! É caro, muito caro (21,50€) e talvez isso faça muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experiência.
       
      PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum!
       

       
      O edifício construído em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Grácia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaudí entre 1904 e 1906 a pedido do proprietário, Don José Battló Casanovas. A princípio a ideia era demolir todo o prédio e recomeçar do zero, mas no fim acabou sendo “apenas” uma reforma. Há vários mistérios em relação aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa é de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um dragão, que ao lado da cruz, homenageia São Jorge. Os balcões da fachada tem formatos que se assemelham à crânios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de “casa dos ossos”.
       
      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
      As portas e janelas, todas com formatos orgânicos, são feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que dão um efeito incrível. Gaudí se preocupou muito para que a casa recebesse bastante iluminação natural, para isso fez aberturas estratégicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade.
       
      No andar principal há uma curiosa lareira em cerâmica com formato de cogumelo que foi contruída onde antes era o escritório. José Battló pediu que ela tivesse bancos confortáveis para que a família desfrutasse do espaço em dias frios.
       

       
      O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época).
       

       
      No pátio externo há uma fonte e um colorido jardim de cerâmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, não conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa.
       
      O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água.
       

       
      No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão.
       
      Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas úteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
       
      Três dias é pouco para conhecer tudo que a jovem e cultural Barcelona tem a oferecer, mas quando não há escolha, o jeito é fazer caber! É possível conhecer as obras clássicas de Gaudí (na minha opinião, a melhor parte), ver uma apresentação de flamenco, experimentar a culinária local, visitar museus fantásticos e até pegar uma prainha!
       
      Barcelona é a capital da Catalunha, região da Espanha com cultura e identidade próprias e até um idioma diferente do espanhol, o catalão (que aliás, se parece muito mais com o francês). Os catalães buscam insistentemente a independência total da região, fale com um deles e você perceberá isso em frases como “não sou espanhol, sou catalão”.
       
      A cidade não tem um custo tão elevado se comparado a outras grandes cidades européias, como Londres e Paris, e conta com um eficiente sistema de transporte público. Como é comum na Europa, o principal perigo por lá são os pickpockets, fique bem esperto com bolsas e carteiras!
       
      Dia 1
       
      Começamos pelo Park Guell, na parte alta da cidade (não se preocupe, tem escadas rolantes pra chegar até lá!), um complexo construído por Gaudí que originalmente seria um condomínio em meio a natureza, mas por falta de interessados acabou virando atração turística, inclusive declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO. Uma das casas terminadas tornou-se moradia do arquiteto no período de construção, hoje é um museu com alguns móveis usados -e criados- por ele. Essa atração é paga a parte.
       
      O lugar é totalmente orgânico e colorido, marcas registradas das obras de Gaudí. Muitas áreas, incluindo a famosa escultura da salamandra, são revestida por mosaicos coloridos, uma técnica chamada trencadís. Tudo ali tem uma inteligentíssima razão funcional, sem deixar de encantar pela beleza! Como se não bastasse tanta coisa linda pra ver lá dentro, a vista nas partes mais altas, voltada para o mar, também é espetacular!
       
      Endereço: Carrer d’Olot, s/n, 08024 Barcelona / Metrôs Vallcarca ou Lesseps, linha 3 – verde
      Horários: Variam de acordo com as estações.
      http://www.parkguell.cat
       
      A próxima parada foi o Museu Picasso, uma coleção incrível, que vai muito além do cubismo, em sua maior parte doada por Jaime Sabertés, amigo do artista. Alguns pontos altos são a série Las Meninas e as telas dos períodos azul e rosa. O prédio gótico onde fica o museu é uma atração a parte! Infelizmente estávamos com pouco tempo e não era permitido fotografar, então não tenho muitos registros, mas vale demais a visita!
       
      Endereço: Montcada 15-23, 08003 Barcelona / Metrô Jaume I, linha 4 – amarela
      Horários: De terça a domingo das 09:00 as 19:00 / Quintas das 09:00 as 21:30 / Fechado as segundas.
      http://www.museupicasso.bcn.cat
       
      Pra encerrar a noite fomos ver um show de flamenco, simplesmente fantástico!!! Entre tantas opções, escolhemos o Restaurante Nervion, ali mesmo pertinho do museu, o lugar é simples mas acolhedor e o valor pago inclui além do show, um jantar com entrada, prato principal e sobremesa.
       
      Dia 2
       
      Visitamos a Fondació Joan Miró, um enorme museu com quadros, esculturas, tapeçaria entre outras obras compondo a maior coleção do artista catalão. O lugar fica no Parc de Montjuïc, uma montanha com diversas outras atrações, mas como não parou de chover, ficamos só pelo museu mesmo! Também não tenho muitos registros pois não era permitido fotografar.
       
      Fundação Joan Miró
      Endereço: Parc de Montjuic, 08038 Barcelona
      Horários: Variam de acordo com os dias da semana / Fechado as segundas.
      http://www.fmirobcn.org
       
      Seguimos para a Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, outra magnífica obra arquitetônica de Gaudí encomendada por Pere Milà e fortemente criticada na época. O prédio fica localizado no famoso Passeig de Gràcia, a fachada sinuosa com varandas em ferro forjado se destaca em meio as outras construções mais convencionais. Dentro do prédio é possível visitar um dos andares com os cômodos mobiliados como uma casa da época de sua construção, 1906. O último andar é uma exposição permanente com obejtos, desenhos, maquetes e audiovisuais que mostram algumas das obras de Gaudí e suas técnicas. O terraço é a parte mais esperada, mas infelizmente por causa da chuva não pudemos subir.
       
      Casa Milà / La Pedrera
      Endereço: Passeig de Gràcia, 92. 08008 Barcelona
      Horários: Segunda a Sexta das 09:00 as 18:00 / Sábados, domingos e feriados das 10:00 as 14:00.
      http://www.lapedrera.com
       
      Ainda do espírito Gaudí, fomos conhecer a Casa Batlló, uma verdadeira obra de arte em forma de prédio, não dá pra não sair de lá maravilhada com a genialidade do arquiteto! Conto sobre ela em detalhes aqui neste post!
       
      Fomos num bar de tapas ali pertinho experimentar a famosa iguaria nacional, que é na verdade uma entradinha ou comidinhas em pequenas porções. A variedade é imensa, quentes ou frios, com queijos, presuntos ou conservas… combinam direitinho com uma cerveja ou uma cava, o vinho espumante espanhol. Não me lembro o nome do lugar, mas certamente não vai ser difícil encontrar um desses onde você estiver!
       
      Dia 3
       
      Começamos o dia pela parte mais esperada da viagem, o Templo Expiatório da Sagrada Família, obra-prima ainda inacabada de Gaudí e cartão postal de Barcelona. A basílica que começou a ser construída em 1882 teve seu projeto modificado algumas vezes, passando do neogótico ao modernismo catalão, movimento da qual Gaudí fazia parte. Ele a construiu inspirado em uma floresta, o que é visível nos detalhes de seu interior todo branco, ladeado por vitrais que inundam o espaço com cor e vida. O projeto conta com 3 fachadas, a da Glória, a da Paixão e a da Natividade, sendo que as duas últimas já estão terminadas e são fantásticas, com estilos bem diferentes.
       
      Se tiver tempo (não foi nosso caso), ainda é possível subir em uma das torres e ter uma vista linda da cidade. No subsolo há uma área que conta um pouco da história do lugar.
       
      Eu não sou católica e preciso dizer que foi a primeira vez que entrei em uma igreja e senti paz, me senti realmente bem em estar ali, acho que o objetivo foi cumprido!
       
      O plano é que a obra fique pronta em 2026, no ano do centenário de seu criador, mal posso esperar para visitá-la outra vez!
       
      Sagrada Família
      Carrer de Mallorca, 401, 08013 Barcelona / Metrô Sagrada Família, linha 5 – azul ou 2 – lilás
      Horários: Variam de acordo com as estações.
      http://www.sagradafamilia.org
       
      O próximo ponto foi Barceloneta, o bairro de pescadores junto a praia. O tempo estava bem feio então foi só uma parada rápida e uma caminhadinha na orla. Alguns pontos marcantes são a escultura da artista alemã Rebecca Horn, conhecida como Los Cubos, mas que originalmente se chama L’Estel Ferit e o Hotel W Barcelona, uma construção moderníssima que se destaca na paisagem.
       
      Seguimos para Las Ramblas, a avenida mais famosa de Barcelona, que divide os bairros El Raval e Barri Gòtic, bonita e lotada de turistas! Em sua extensão ficam lojas, bares, restaurantes e ícones turísticos como o Mercat de La Boqueria, o mercado municipal, queríamos conhecê-lo mas estava fechado. O mosaico Pla de l’Os, de Miró também é um destaque no passeio.
       
      Entramos no Bairro Gótico, uma das regiões mais antigas da cidade, com diversas construções arquitetônicas no estilo gótico, é claro! A janta foi no Les Quinze Nits, na Plaza Real, não se assuste com o aspecto fino do restaurante, os valores são super acessíveis, e a comida é ótima!
       
      Lá por perto encontramos o Milk, um bar/restaurante super diferente, com uma decoração meio retrô, uns sofás, bem agradável… por lá terminamos a noite (e a viagem) tomando uma cava pra nos despedir em grande estilo de Barcelona.
       
      Para ir até o aeroporto usamos o Aerobus, como estávamos perto de um dos pontos por onde ele passa e não tínhamos muitas malas foi a opção ideal e mais econômica, o valor hoje é de 5,90 €.
       
      Como estávamos em 5 pessoas, alugamos um apartamento ótimo e baratíssimo pelo Airbnb, entre a Plaza de España e a Avenida Diagonal, uma boa localização para conhecer a cidade usando o metrô.
       
      *Valores e outras informações atualizados em Fev/2016
       
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
    • Por raquelmorgado
      A cidade andaluz celebra em 2019 o V Centenário da 1ª Volta ao Mundo. A 10 de agosto desse ano 329 marinheiros da cidade saíram para Sanlúcar de Barrameda, de onde a expedição partiria a 20 de setembro do mesmo ano. Tinham o objetivo de encontrar uma nova rota para a India que respeitasse o Tratado de Tordesilhas com Portugal. Não é por isso que visitámos Sevilha. Escolhemos a cidade porque fica a caminho do Caminito del Rey e, apesar de ser um destino repetido para ambos, já nenhum se recordava bem da cidade.
      Outrora foi uma cidade algo perigosa, suja, mas soube lavar-se da má fama e tornar-se uma atração para além da Feria de Abril, onde mulheres vestidas a rigor não faltam. A Raquel lembra-se do espaço abandonado onde foi a Expo’92 e do calor abrasador de julho. O Tiago lembra-se da vista do topo da Giralda e do parque de diversões Isla Mágica.
      A influência árabe é evidente, principalmente na arquitetura. Fernando III pode ter conquistado a cidade, mas felizmente não lhe conseguiu retirar o que os árabes construíram. Dessa época encontra-se a Giralda, o Alcazar e a igreja de são Marcos. Tem grandes influências na cidade de outros impérios e culturas, como a romana, visigoda, moura e judia.
      Torna-se uma grande cidade quando Colombo chega à américa, passando a ser o centro do comércio do império. Era aqui que se controlava o que vinha do novo continente e que se dirigiam as viagens. Mais tarde, quando os barcos deixam de navegar no rio Guadalquivir, começa a queda de Sevilha, perdendo estatuto para Cadiz.
      A cidade cheira a laranjas e flores de laranjeiras, cheira a sol e a bom tempo. Mas não vamos mentir, também cheira a cavalo, já que uma das atrações turísticas principais é o passeio de charrete. No entanto, todas as madrugadas entram em ação equipas que lavam as ruas da cidade para que Sevilha amanheça limpa e agradável.
           
      O que visitar:
      Bairro de Santa Cruz: os pátios e as ruas estreitas atraem turistas. Também é chamado de Judiaria, de onde noutros tempos os judeus foram expulsos e o bairro abandonado. Está cheio de casas com pátios interiores.
      Catedral de santa Maria da Sede: de influência árabe, é “só” a maior igreja gótica do mundo. Muitos vão-vos dizer que é a terceira maior catedral do mundo, pondo como 1º São Pedro de Roma e 2° São Paulo de Londres. Se todas as igrejas fossem reconhecidas pelo Vaticano como catedrais, a maior seria na Costa do Marfim e a basílica do Rio de Janeiro também entraria na lista, confundindo este podium. Fica aqui a Torre Giralda, a segunda torre mais alta da cidade, atrás da Torre de Sevilha, construída em 2015.
      Dica: visitar de manhã, assim que abre, e subir logo à Giralda para conseguir uns 10 minutos (mais) sozinhos no miradouro.
      Preço: 9€ e funciona das 11h às 17h de segunda-feira a sábado e das 14:30h às 18h aos domingos. Há visitas guiadas pela cobertura a 15€.

      La Giralda, antigo minarete da mesquita que deu origem à catedral. Vejam o Giraldillo (deusa Nike), no topo da torre, ou, mais próximo, a réplica que está na entrada da catedral. Tem 24 sinos e 110m de altura, percorridos numa subida em rampa com 17% de inclinação equivalente a 35 andares (mais 17 degraus) para chegar a uma das melhores vistas da cidade.
                                
      Túmulo de Cristovão Colombo: veio de Cuba quando esta se tornou independente e é um dos pontos altos da visita à catedral. Temos pena de não se poder ver também de cima (fica a sugestão de umas escadinhas).


      Pátio de los Naranjos: não dissemos que a cidade cheirava a flor de laranjeira?
      Puerta del Perdon: a vistosa porta permite sair da catedral pelo pátio das laranjeiras.

      Real Alcázar: de estética mourisca, está construído sobre ruínas romanas. Os seus jardins foram cenário para Dorne na Guerra dos Tronos. A família real espanhola ainda fica aqui quando visita a cidade, sendo por isso o palácio mais antigo do mundo ainda em utilização. Para celebrar o V Centenário estão disponíveis visitas noturnas teatralizadas. Estas decorrem até 31 de outubro, às quintas e sextas, e também aos sábados, em julho e agosto. Os quartos da família real fazem parte de um bilhete à parte. Comprámos os bilhetes antes, por planearmos visitar num feriado (custaram mais 2€ por serem comprados online, o que achamos injusto).
      Dica: visitar à tarde (a partir das 16h tem menos fila).
      Preço: 11,50€ / visitas noturnas – 14€ / Quartos reais – 4,5€
                     

      Archivo General de Indias: se gostam de história e principalmente da época dos descobrimentos, guardam-se ali alguns documentos originais, como o Tratado de Tordesillas, assinado a 7 de junho de 1494. Comemoram-se os 525 anos da sua assinatura e esteve também exposto em Tordesillas, temporariamente.
      Entrada grátis, fecha às segundas-feiras.
      Real Fábrica de Tabacos: Sevilha caiu perante Cádis, mas manteve o comércio do tabaco durante muitos anos. Foi a primeira fábrica de tabaco da Europa, o aumento da procura fez com que se introduzisse a mulher na produção. Descobriu-se que eram menos exigentes no salário, e mais produtivas. As mãos mais pequenas enrolavam o tabaco mais rápido. A figura da cigarreira nasce assim, imortalizada na ópera Carmen. Na fachada a escultura de topo representa Fama. Existem alguns mitos urbanos associados à escultura. Hoje a antiga fábrica é a reitoria da universidade.
      Entrada grátis. Abre à sexta e sábado, para visitas guiadas, marcadas.
      Palacio San Telmo: vistoso, distingue-se bem ao chegar à Praça de Espanha. Começou por ser o Seminário e foi residência oficial dos Duques Montpensier. Tinha embarcadouro direto para o rio e chegava até ao que é hoje o Parque de María Luisa. Desde 1992 é a sede da Presidencia de la Junta de Andalucía.
      Entrada grátis. Abre às quintas, sábados e domingos, com reserva prévia.
      Parque de María Luisa: o verão é tórrido na cidade, então 34 hectares de parque verde ajudam a refrescar e a descansar à sombra. O parque, até ser doado, pertencia ao palácio San Telmo.

      Plaza de España: quando, em 1929, acontece a Exposição Ibero-americana, constrói-se esta praça emblemática. Gonzalez queria representar a metrópole a abraçar as ex-colónias. As quatro pontes sobre os canais onde é possível navegar de barco representam o reino. As bancadas em painéis de azulejo simbolizam as províncias espanholas e dão cor à praça. Todas as 46 províncias estão representadas (excepto Sevilha). Para os amantes de Star Wars, já foi cenário de um dos filmes. Formando uma praça em formato semi-circular, o edifício central une-se aos laterais, terminando em duas torres. Podem subir até ao primeiro andar de alguns dos edifícios e apreciar a vista das janelas. É imponente e um dos mais visitados pontos da cidade. Foi construído para ser o pavilhão de Espanha e hoje alberga os serviços de migração e mais alguns serviços públicos. Pertinho temos o Consulado Português, assustadoramente vazio quando ousámos entrar pelos portões. Passeios de barco: 6€ de barco a remo / 12€ a motor – 35 minutos



      Bairro Encarnácion
      Metropol Parasol: é a maior estrutura de madeira do mundo e forma algo que apenas conseguimos descrever como uma espécie de mega-cogumelo. Jürgen Mayer renovou a Plaza de la Encarnación com este projeto em 2011. O miradouro é visitável das 9:30 às 23h e custa 3€.  Comprámos com antecedência, com direito a uma bebida, e escolhemos a horas da visita pelo pôr do sol. No bar de cima o vale de bebida só direito a 1€ de desconto, enquanto no bar do piso 0 passa a oferta. Fecha às 23h, por isso aconselhamos visitar durante a golden hour (subam perto das 20:30h no verão). Mas cuidado, pode ter fila. Também têm em baixo o Antiquarium, umas ruínas visitáveis até as 20:30h, por 2,10€ .


      Bairro Museo
      Museo de Bellas Artes de Sevilla: dos maiores do país, a seguir ao Prado, de Madrid. Fica num antigo convento, o Convento de la Merced Calzada.
      Custa 1,5€, mas é grátis para cidadãos da UE.
      Bairro Arenal
      Plaza del Cabildo: uma praça interior pouco conhecida, em formato semi-circular. Ao domingo de manhã forma-se o mercado dos selos, onde vagueiam e conversam os amantes da filatelia e da numismática. O edifício que dá forma à praça foi construído sobre as ruínas do Colégio de S. Miguel.

      Postigo del Aceite ou Arco del Postigo: acesso à cidade através das antigas muralhas da cidade.
      Rio Guadalquivir e Torre del Oro: a Torre del Oro foi construída em 1220 para proteger a cidade. Atualmente Museo da Armada, as visitas têm a duração de 20 minutos e custam 3€.

      Plaza Nueva: na praça localizava-se o antigo convento franciscano que estava em ruínas. Foi destruído em 1811 na época da ocupação francesa. Apesar de ter sido reconstruído acabou por ser desmantelado anos mais tarde.
      Ayuntamento: começa a ser habitual estarmos em Espanha nos feriados religiosos, desta vez foi o Corpus Christy, uma tradição belga importada que tivemos oportunidade de assistir no feriado. O edifício é renascentista, dos primeiros em Espanha, onde, tal como em Portugal, tudo chegava tarde. Com a chegada de D. Carlos I ao trono, educado em Flandres, atual Bélgica e Países Baixos, veio o estilo da época na europa. Depois, D. Carlos I, primeiro rei de espanha, casa-se em Sevilha com Isabel de Portugal, filha de D. Manuel. Então, temos um edifício neoclássico do lado da Plaza Nueva, renascentista na Plaza San Francisco e, para terminar, também moderno, como símbolo de que ficou por acabar devido à crise económica. Este rei D. Carlos é o mesmo do Mosteiro de Yuste, de que falámos aqui.

      Teatro Coliseu: construído em 1928 para a exposição Ibero-americana, serviu como teatro até 1955, passou a cinema, e agora é o Ministério da Economia. Tanto este edifício como o hotel Alfonso XIII recriam a arquitetura típica sevilhana antiga.

      Bairro de Triana e Puente de Triana: a casa mãe do flamenco. É um bairro na outra margem da cidade, a zona ideal para jantar, comer tapas ou beber um copo. Grandes casas de flamenco, menos turísticas, são aqui. Falamos de um bairro tipo Lapa no Brasil ou Alfama em Portugal. Saímos às 2h do bairro para regressarmos ao Airbnb, com máquina fotográfica em punho, e foi seguro (escondemos só o cartão de memória por precaução).

      Corral Herrera: Não sabemos se é visitável, ou seja, se as visitas são bem-vindas, porque continuam a ser casas privadas, mas em Triana há uns pátios de vizinhos. O edifício de vários apartamentos dava para um pátio central. Ali, vizinhos ficavam na palheta (jogar conversa fora) pela noite dentro, eram ajudados e celebravam juntos. Vive-se aqui um ambiente muito familiar, com festas, batismos e casamentos celebrados em comunidade. Este corral tem mais de 100 anos e foi todo renovado em 1994. Não haverá mais de 30 em Sevilha. Dizem que fazem grandes festas durante a Feria de Abril. Faz lembrar o que se conta dos bairros típicos de Lisboa e do Porto, e também aqui a população jovem quis recuperar o espírito e quer morar nestes locais, fazendo disparar os preços dos arrendamentos. Mais uma vez, uma coisa criada por vizinhos que viviam com dificuldades, agora tornou-se a moda, e a moda encarece as coisas.
      Bairro La Cartuja
      Isla Mágica: Para quem adora um bom  parque de diversões, tem de ir aqui. A temática do parque é a história da cidade, dos descobrimentos espanhóis, o Novo Mundo e as lendas do El Dorado e da Fonte da Juventude. Tem graça, porque as atrações têm nome de locais que conhecemos na américa.
      Preço: Custa entre 14 e 32€ por adulto, dependendo do dia.
      Centro Andaluz de Arte Contemporáneo: fica no edifício do Monasteiro de la Cartuja de Santa Maria de las Cuevas. Aqui encontrou-se a imagem de uma virgem de 1248 e nasce o mosteiro. Cristovão Colombo esteve aqui “sepultado” durante 30 anos, depois do corpo ser trazido de Cuba, porque era assíduo frequentador do mosteiro. D. Filipe II também usou as instalações para retiro espiritual. Napoleão quando chega invade o mosteiro e utiliza-o como quartel. Os monges fogem para Portugal. De 1841 a 1982 foi uma fábrica de porcelana chinesa. Fecha às segundas. Não fomos por falta de tempo.
      Preço: Custa 1,8€ para ver o monumento e 3€ a visita total. Sábados das 11-21h e terças a sextas é grátis das 19 às 21h.
      Torre Sevilha: a torre de 180,5m destronou Giralda e é a torre mais alta de Sevilha, mas também da Andalucia. Vê-se bem junto às margens do rio ou de qualquer ponto mais alto, como Giralda ou Metropol. É um shopping e um hotel.

      Enclave Monumental San Isidoro del Campo: fica mais afastado da cidade. O mosteiro foi construído onde se pensa que foi sepultado o santo.
      Entrada grátis. Fecha à segunda-feira.
       
      Onde dormir:
      Hotel EME Catedral Hotel: se querem uma estadia central e especial é aqui. Tem piscina, rooftop, vista para a catedral e é vistoso por dentro.
      Preços variam entre 240 e 664€ nas datas em que procurámos.
      Vista de Giralda sobre o Hotel Eme
      Hotel Alfonso XIII: o hotel é provavelmente o mais bonito da cidade, é luxuoso e foi construído para a Exposição Ibero-americana. Agora pertence à cadeira Marriott. Foi neste hotel que se hospedaram embaixadores e os atores para as filmagens dos diversos filmes.
      Preços variam entre os 360 e os 1017€ nas mesmas datas que acima.
      Eurostars Torre Sevilla: ocupa os últimos 19 andares da torre, por isso tem uma vista previlegiada sobre a cidade.
      Preços variam entre os 268 e os 2298€ nas mesmas datas.

      Nós escolhemos um airbnb. Uma casa típica andaluza, com portões antigos de madeira. Um pátio interior. O pequeno-almoço apesar de ser industrializado é servido em loiça inglesa e talheres de prata. Marieta, descobrimos mais tarde, é uma estilista conhecida de trajes sevilhanos e já nos prometeu que nos prepara a rigor se quisermos voltar na altura da Feria de Abril. O problema destas casas é que não há suites e ouve-se quando alguém conversa perto dos quartos.
       
      Onde comer:
      Gelados: Bolas, há várias. Nós comprámos no mais perto da catedral. Aconselhamos la Medina (laranja, gengibre e canela) e o kitkat, que tem pedaços. Uma taça com dois sabores são 3,80€. Viemos comer o gelado na Plaza del Salvador, na escadaria da igreja, a apreciar o ambiente de rua.
      No centro histórico encontram várias opções:
      Mercado Lonja del Barranco: procurem por tapas e sangria. Senza: pareceu-nos o sítio da moda. O espaço é giríssimo, estava quase todo reservado, os funcionários são eficientes e dão-vos um shot no fim. Gastámos, com sobremesa partilhada, 40€. A sala interior é mais interessante.

      Taberna Manolo Cateca. Passámos à porta e pareceu-nos muito apelativo. António Romero Bodeguitas. Peçam nos montaditos piripi, peçam bochecha de porco, a mini hambúrguesa. Gastámos 20€.
      Atravessando a ponte de Triana, para irem atrás do flamenco encontram vários espaços como:
      Las Golondrinas. Aqui bebemos uma cerveja enquanto fazíamos tempo antes da abertura da Casa Anselma, as tapas têm bom ar. Cerveceria La Grande. Fica na rua principal de Triana (Calle San Jacinto), seguindo a ponte. Não tem um ar fancy ou fotografável, mas só tinha espanhóis na esplanada. A montra de marisco também nos pareceu bem. Devem comer tapas, nós não somos um bom exemplo porque nem sempre vamos para a comida típica. Cuidado com a rua junto à universidade. Come-se relativamente barato, mas vão ter sempre gente a tentar pedir-vos gorjeta em troca de performances. Não são obrigados a dar, mas a pressão é enorme e incomoda o almoço.
       
      Onde ver flamenco
      Várias sugestões surgem na internet, ir ao Museo del Baile Flamenco com os seus espetáculos pagos a 25€. Também surgem opções mais naturais, como La Carboneria, Academia de Baile Tronío e a Casa Anselma, em que só pagam o consumo.

      Sair à noite
      Junto à margem do rio encontram vários bares onde não faltam despedidas de solteiro e gente a desfrutar da noite amena sevilhana. O que estava mais cheio era o Pinzon. Atenção que a sexta feira é uma noite animada. Os espanhóis gostam de beber cerveja, tinto de verano ou sangria a porta dos bares, cervejarias mesmo em pé. Às vezes picam umas tapas, mas nem sempre. As espanholas levam o sair à noite como uma oportunidade para saírem produzidas. Saírem vestidos como backpackers vai-vos fazer destoar.
       

      https://365diasnomundo.com/2019/07/24/sevilha-espanha/
    • Por dan_vieira
      Olá galera,
      Fiz uma viagem para Europa em Feveiro de 2018 e fiquei 60 dias por la. Dividi a viagem em 2 partes, uma com a família e outra sozinho. Estou compartilhando aqui algumas informações uma vez que o grupo me ajudou muito nessa jornada. Vou publicar em duas partes para não ficar muito longo.
       
      TRANSPORTE
      VOO SALVADOR – BARCELONA c/ stopover em Lisboa (TAP) – R$1.124,00 VOO MILÃO – Salvador com Stopover em Porto (TAP) – R$824,00 VOO BARCELONA – NAPOLES  (RYANAIR) - R82,00 TREM NAPOLES– ROMA (TRENITALIA) – R$60,00 TREM ROMA – MILÃO (TRENITALIA) – R$148,00 VOO MILÃO – PARIS (RYANAIR) – R$90,00 BUS PARIS – BASEL (FLIXBUS) – R$81,00 TOTAL = R$2.409 + R$400,00 ( Transfer p/ Hotel)  = R$2.809,00
       
      HOSPEDAGEM – apartamento c/ cozinha em todas as cidades (exceto Nápoles) – Valor da diária/pessoa.
      LISBOA – R$61,50 BARCELONA – R$ 77,00 NAPOLES -  R$80,00 ROMA - R$81,00 MILÃO – R$88,00 PARIS – R$95,00 SUIÇA – Casa da Familia =p TOTAL = R$1.356,00
      TOTAL TRANSPORTE + HOSPEDAGEM = 4.165,00
       
      OUTROS GASTOS:
      Lisboa Card/72h– R$190,00 bilhete T10 Barça – R$ 44,49 Camp Nou Experience – R$104,42 Sagrada Familia - R$86,26 Parque Güell – R$31,78 (tem opção gratuita) Tour Napoles-Pompeia R$152,00 Roma Pass – R$131,00 Paris Visite 3 dias -  108,96 Boat Station Thun-Interlaken - R$230,00 Top of Europe-Kleine Scheidegg-Grindenwald – R$850,00 (Não Fiz)  
      O QUE MAIS GOSTEI?
      Barcelona é incrível demais, voltaria no verão para ficar no mínimo uma semana. Lisboa eu adorei pois me lembrou muito minha cidade (Salvador) e os preços bem em conta. Paris o que mais gostei foram os brechós com peças de 1 euro, no mais a cidade é encantadora, mas não voltaria, apesar de saber que tem muita coisa a oferecer.
       
      O QUE NÃO GOSTEI?
      A Itália em geral, principalmente na caótica napoles, tinha até tanque de guerra na rua. Eu achei a galera meio trambiqueira, queriam me subornar no aeroporto e etc. Mas foi onde comi mais, melhor, gostoso e barato. Claro! Suiça é muito cara, é linda demais, acabei gastando pouco porque tenho família lá, mas é muito caro, muito! Achei muito pega turista a maioria dos museus na Europa, é preciso selecionar bem onde quer ir, qualquer coisa que você visita é 15/25 euros e as vezes a sensação que tive era de muito custo para pouca coisa, tirando a muvuca de gente em alguns locais, como o Louvre.
       
      OBS 1:Da Suíça continuei sozinho a viagem que vou escrever em breve.
      OBS 2: Recomendo muito os voos da TAP com stopover, que é um tipo de conexão “voluntária”, uma parada numa determinada cidade de alguns dias. Escolhi Lisboa na ida e Porto na volta.
      OBS 3: Encontrei preços ótimos de voos com a Ryanair, mas se atente para as bagagens, os valores promocionais não dão direito a despachar bagagem. Eu consegui viajar europa apenas com bagagem de mão (1 mochila de 45L + uma bolsa de 15L). Quem viajar em grupo uma dica que dou é a cada 2 ou 3 pessoas tentar despachar so uma bagagem e levar o restante nas bagagens de mão. Outro detalhe é que as vezes o aeroporto fica muito longe da cidade (no caso de Paris) e acabamos pagando o mesmo preço praticamente de um transfer, que ainda assim compensou.
      OBS 4: Não fiquei na paranoia de visitar todos os moseus e etc. nem é minha vibe, gosto de circular pela cidade. Os city pass das cidades eu comprei por causa da comodidade que estava com a família e usamos muito o transporte público. Mas faça os cálculos para saber se compensa mesmo.
      OBS 5: Senti muito não ter feito a região da Florença, mas no consenso familiar Paris e Suiça eram prioridades. Além disso, o voo de Milão para Paris estava super barato, compensava ir pra lá.  
      OBS 6: Bons valores eu achei por ser na baixa temporada, inverno. Tem os pros e contras. Por exemplo, não tomei banho de mar, nem em Portugal, nem em Barcelona. 80% dos dias na viagem estavam nublados.
      OBS 7: Na Suiça queria ter rodado o país de trem, mas como estava em Família, foi mais um trecho da viagem de curtir outra vibe mesmo. Quem estiver indo por la, pesquise sobre o Swiss Pass.
      OBS 8: Sobre as hospedagens, acabei gastando pouco pois dividir o apartamento com outras pessoas. Achei bons preços por causa da época, baixa estação. Pesquisei muito e é preciso se ligar na localização das ofertas. Geralmente por sorte eu achei boas hospedagens com boas localizações, com exceção de Roma e Paris.
      OBS 9: Para hospedagem utilizei o booking.com e o airbnb.com .  Já para as passagens utilizei o skyscanner. Alguns blogs que recomendo e que aproveitei muito as informações:
      https://www.mochileiros.com
      https://www.viajenaviagem.com
      https://www.360meridianos.com
      https://mochilaobarato.com.br
      https://ilovetrip.com.br
       
      Quem quiser visitar, minha pagina no instagram, lá tem outras fotos dessa viagem e outros rolês que fiz.  https://www.instagram.com/xdan.trips
       
      Próxima parte tem: Amsterdam, Berlim, Praga, Cracovia, Budapeste, Sarajevo, Zagreb e Porto.
    • Por Carlos FD
      E aí companheiros e companheiras mochileiros, tudo em cima?

      Depois de mais de 08 anos cadastrado nesse fórum, lendo e aprendendo com um monte de relato, finalmente chegou a hora de dar minha contribuição por aqui. Depois de planejar várias vezes uma eurotrip (achei, inclusive, um post meu de 2013 já com esse planejamento aqui), a mais recente agora no início de 2019 em que cheguei a comprar as passagens mas acabou não rolando por burrice minha, finalmente essa viagem vai sair.
      Na terça feira que vem (24/09) eu pego a pista rumo à Barcelona. Pretendo fazer um relato de viagem em tempo real, como o nome do tópico sugere. Eu acho que não teria paciência pra fazer tudo de uma vez no pós viagem e também não quero aperto de mente de ter que me preocupar de lembrar de tudo. Então pretendo escrever o que de relevante aconteceu no dia, conforme a viagem for progredindo.

      Não sou fã de textão nem de coisas muito elaboradas, tampouco fotos perfeitas, então não esperem padrão de qualidade blogueirinhos e blogueirinhas rycos e phynos. Minha principal preocupação vai ser com a parte financeira. Cada centavo gasto será colocado aqui.

      Feitas as apresentações, vamos falar um pouco do roteiro que, já adianto, não é fixo.

      A entrada e a saída será por Barcelona. Comprei ida (24/09) e volta (05/11) saindo de Salvador por R$ 1.866 com taxas (AirEuropa). O seguro da viagem (42 dias) ficou por R$ 386,00 pela TravelAce. De BSN vou para Munique pela Vueling (R$ 212.76, cartão de crédito direto no site da companhia) já que a Ryanair tá com uma política de bagagem que não atende ao que eu quero. Assim que chegar em Munique, sigo para Nuremberg, que será minha hospedagem durante a Oktoberfest.

      A ideia pós oktober é fazer Praga-Berlim-Amsterdam-Antuérpia-Bruxelas-Londres. No entanto, ainda estou em dúvida sobre os locais da Bélgica. Vou deixar pra decidir na hora e com a ajuda de quem estiver acompanhando. Em Londres, tenho basicamente 8 noites. Mais pra frente pedirei ajuda sobre o que fazer, pra onde ir.

      No próximo post eu vou trazer alguns custos que integram a pré-viagem.



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