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Suzana VAAEJV

Copacabana,Puno,La Paz,Uyuni,Sucre,Tarabuco,Aiquile,Cochabamba e SCLS em 19 dias

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A idéia de ir para a Bolívia surgiu após eu saber de uma promoção da Gol com passagens de retorno por R$ 39,00. Não resisti e comprei: ::hahaha:: vôo direto São Paulo/Santa Cruz de La Sierra ida e volta por R$ 436,00 incluindo taxas.

 

Eu teria 19 dias e o roteiro inicialmente seria:

- SCLS-Sucre(avião)

- Sucre-Uyuni(ônibus)

- Uyuni-Oruro(trem)

- Oruro-La Paz(ônibus)

- La Paz-Copacabana-Isla del Sol(ônibus/barco)

- Copacabana-Puno(ônibus)

- Puno-Cuzco(ônibus)

- Cuzco-Ollantaytambo(ônibus)

- Ollantaytambo-Águas Calientes(trem)

- Cuzco-Lima(ônibus)

- Lima-SCLS(avião).

 

Eu não estava contente com esse roteiro por vários motivos: seria muito corrido, custaria muito caro, não dava margem a imprevistos e o principal: tava muito “turisticão”. Eu não consigo me contentar em apenas visitar os lugares mais bonitos ou mais famosos. Em uma viagem eu gosto de ter contato com a população local, ver como é a vida das pessoas e ser surpreendida por alguma coisa diferente.

A mudança foi inevitável quando eu vi um vídeo sobre o Buscarril, um ônibus que trafega sobre trilhos. Na Bolívia existem dois trechos que utilizam esses veículos: Sucre-Potosi e Aiquile-Cochabamba. São verdadeiros dinossauros das ferrovias, uma preciosidade. Eu precisava ver isso de perto e seria de Aiquile a Cochabamba,o trecho mais longo.

Acabei mudando tudo. Decidi cortar Cuzco e Machu Pichu e deixar para curtir esses lugares com calma em uma próxima viagem. Assim sobrou mais tempo para conhecer a Bolívia.

 

O roteiro ficou assim:

- SCLS-La paz(ônibus)

- La Paz-Copacabana-Isla del Sol(ônibus/barco)

- Copacabana-Puno(ônibus)

- Puno-La Paz(ônibus)

- La Paz-Oruro(ônibus)

- Oruro-Uyuni(trem) (*)

- Uyuni-Sucre(ônibus)

- Sucre-Aiquile(ônibus)

- Aiquile-Cochabamba(Buscarril)

- Cochabamba-SCLS(ônibus)

(*)Não consegui fazer a viagem de trem entre Oruro e Uyuni por conta de um atraso nos primeiro dias.

 

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Nessa viagem a minha maior preocupação era com os efeitos da altitude sobre o meu corpo. O famoso "Soroche" já estragou a viagem de muita gente e eu tinha muitos motivos para crer que comigo não seria diferente: 50 anos, asmática e extremamente sedentária. Prá piorar, morando em São Paulo, que naquele momento passava por uma seca sem precedentes e com um nível altíssimo de poluição, a minha capacidade respiratória era a pior possível.

 

A recomendação era evitar o esforço físico, beber muita água(nunca das fontes) e fugir das bebidas alcoólicas. Não segui nenhuma dessas recomendações. :roll: O que aconteceu? Vamos ao relato.

 

Dia 15/09/2014

 

Mais uma vez partindo em viagem solo na companhia da minha mochila escolar, dessa vez um pouco mais gordinha por causa das roupas de frio(a mochila e não eu).

Sai de SP às 11:00 e cheguei em SCLS às 13:00( horário local que é de 1 hora a menos que no Brasil).

Troquei alguns dólares por bolvianos no aeroporto de Viru-viru e tomei um táxi para o Terminal Bimodal (Bs 60). Chegando lá, o auto falante anunciava o bloqueio em diversas estradas da Bolívia e a suspensão de saídas de ônibus para alguns lugares.

Por isso é importante fazer um roteiro com uma certa folga, já que esses bloqueios acontecem com bastante frequência.

Fui me informar sobre as saídas para La Paz e me disseram que a estrada nova estava bloqueada, mas que seria possível ir pela estrada antiga. A viagem que dura cerca de 8 horas levaria 18 horas pela estrada velha. Sem outra opção, comprei a passagem para o próximo horário às 16:00.

Tive tempo suficiente para almoçar e comprar água e lanche para a viagem. Comprei pães de queijo, que eles chamam de Cuñape (um pacotão com uns vinte pães por Bs 10).

Embarquei antes das 16:00 em um ônibus leito bastante confortável. Passou uma hora, passou duas e nada do ônibus partir. Era mais ou menos 18:10 quando finalmente saímos do terminal. Logo escureceu e eu dormi. Acordei às 23:00 com o ônibus parando no meio da estrada. Tudo escuro, mas ainda consegui ver umas árvores na beira da estrada.

 

Dia 16/09/2014

 

Dormi novamente e quando acordei já havia amanhecido e ao olhar pela janela vi as mesmas árvores da noite anterior. Ficamos parados ali a madrugada inteira, mas porquê? ::ahhhh:: Olhei mais adiante e vi uma fila de ônibus e caminhões parados e nenhum veículo vindo pelo lado oposto. As pessoas desciam dos ônibus e tentavam buscar uma explicação para aquilo. Logo veio a notícia: a 3 km dali havia dois caminhões atravessados na pista impedindo a passagem nos dois sentidos. Até hoje não sei se foi um acidente ou um protesto.

Desci do ônibus para esticar as canelas e também para achar um lugar discreto para fazer xixi. O lugar era muito bonito, com muitas árvores e dali dava pra ver uma cachoeira.

Do lado direito, a encosta da montanha com algumas fontes onde o pessoal aproveitava para lavar o rosto e abastecer as garrafinhas. Do lado esquerdo, um barranco bastante íngreme que acabava nas margens do rio. Só havia um lugar plano e uma pequena moita que as pessoas usavam como banheiro. Fui para a moita e descobri que quem estava dentro do ônibus conseguia ver tudo lá de cima. Foi o primeiro xixi com platéia (entre muitos) ao longo dessa viagem pela Bolívia. E quer saber, não me senti constrangida. É libertador abandonar esse tipo de frescura. Quando voltei pra São Paulo, a minha prima até brincou comigo dizendo: “_ Vai tratando de se livrar desse espírito de chola! Não vai querer fazer xixi em plena Av. Paulista, heim?”

As horas demoravam pra passar e não havia previsão para a liberação da estrada. Muita gente caminhando pelo acostamento, alguns arrastando malas de rodinha, outros carregando melancias e laranjas que conseguiram comprar em algum sítio por ali. Em um determinado momento surgiu uma caminhonete com a caçamba cheia de peixes, provavelmente alguém que estava pescando nas imediações. Alguns peixes foram doados e as pessoas fizeram uma fogueira e assaram os peixes ali mesmo.

Lá pelas 16:00 começaram a passar os carros vindos do sentido contrário e às 17:00 finalmente reiniciamos a viagem.

 

Dia 17/09/2014

 

Chegamos em La Paz às 4:00, no total 36 horas dentro do ônibus, ::dãã2::ãã2::'> um dia perdido e eu teria que refazer o roteiro. Mas tudo o que eu queria naquele momento era chegar no hostel, tomar um banho e descansar o meu esqueleto. Peguei um táxi e fui para o Hostal Alsigal onde eu tinha uma reserva. Fiquei um tempão tocando a campainha e ninguém aparecia para abrir a porta, quando enfim surgiu um rapaz com a cabeça toda ensaboada, devia estar no banho. Pedi desculpas por estar ali tão cedo e no dia seguinte a minha reserva e expliquei o acontecido. O rapaz foi bem simpático e permitiu que eu ocupasse o quarto antes do horário de check-in. O hotel não é grande coisa, há outros bem melhores, mas do jeito que eu tava acabada, achei ótimo.

Acordei lá pelas 10:00 e fui conhecer o centro de La Paz.

 

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Troquei alguns dólares ao lado da Igreja de San Francisco e fui até a Calle Illampu para comprar um casaco. Não comprei um “The North Fake”, mas comprei um casaco made in China autêntico por Bs 250. Gostei do casaco, impermeável, com forro quentinho e que se comportou bem no Chacaltaya e em Uyuni.

Pesquisei o preço dos passeios para o Chacaltaya e acabei fechando por Bs 100 e o transporte para Uyuni por Bs 250. Eu faria o passeio no dia 23 e à noite seguiria para Uyuni. O plano era ir de ônibus para Oruro e de lá pegar o trem para Uyuni, mas como perdi um dia no início da viagem por conta do bloqueio da estrada, resolvi ganhar tempo indo de ônibus.

Almocei no Snack Tia Gladys e aproveitei para levar algumas empanadas e doces para comer à noite. Andei um pouco pela Calle de Las Brujas e voltei para o hostel. Não queria abusar da sorte, porque até então não tinha sentido o soroche. No final das contas acho que aquelas 36 horas plantada na estrada serviram bem para me acostumar com a altitude. Há males que vem pra bem, por isso é que não reclamo quando acontece alguma “zebra”. Por falar em zebra, adorei ver as zebras em ação em meio ao trânsito caótico de La Paz. Jovens fantasiados de zebra realizam um trabalho de educação no trânsito com bom humor e muita simpatia.

 

18/09/2014

 

Acordei cedo e peguei a van que vai pro cemitério(Bs 1,50). Chegando lá, havia a opção de pegar um ônibus ou uma van para Copacabana. O ônibus é mais confortável, mas ia demorar para sair então peguei a van mesmo(Bs 20). Depois de 2:30 de viagem foi preciso descer da van e atravessar o Estreito de Tiquina de barco (paga-se Bs 2). Os veículos fazem a travessia em balsa e é preciso esperar um pouco para então seguir por mais 40 min até Copacabana. A viagem entre La Paz e Copacabana é muito agradável, a paisagem é linda e passa rapidinho.

O nome Copacabana vem da expressão aymara “kota kahuana”, que significa “vista do lago”. A Copacabana carioca veio bem depois, quando comerciantes espanhóis levaram para o Rio de Janeiro uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana. Uma igreja foi construída para abrigar essa imagem e com o tempo o local cresceu e deu origem ao bairro.

Em Copacabana me hospedei no Hostal Colonial del Lago. Localização ótima, perto de tudo. Quarto espaçoso, com banheiro privativo e chuveiro a gás (Bs 50). Só o café da manhã que deixa a desejar.

 

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Fui dar uma volta no cais e já comprei a passagem de barco para a Isla del Sol às 8:30 do dia seguinte. Atenção ao comprar o ticket: há duas opções, Challapampa - lado norte da ilha(Bs 25) ou Yumani – lado sul(Bs20). Eu já tinha planejado ir para o lado norte e seguir pela trilha até o lado sul onde eu passaria a noite.

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Almocei em um pequeno restaurante na Av. 6 de agosto. Pedi o menu econômico(sopa de quinua, truta, arroz, batatas fritas e banana de sobremesa) por Bs 22. O preço é bem em conta, mas o peixe servido é bem pequeno. Vale a pena pagar um pouco mais e comer uma truta no capricho.

Depois do almoço passei na Tourperu para comprar a passagem para Puno no dia 20. Na mesma rua há várias agências que vendem passagens para Puno, algumas da própria Tourperu. Chegando no escritório da Tourperu o cara me cobrou 40, aí eu perguntei como que na agência ao lado estavam cobrando Bs 30 pela mesma passagem. O sujeito ficou sem jeito e me cobrou 30. ::grr:: Vai saber se o valor não é menor que isso. Então é bom pesquisar antes.

Tomadas todas as providências, hora de passear.

Fui conhecer a Igreja de Nossa Sra. De Copacabana. Chegando em frente a igreja, um padre estava benzendo um carro e um caminhão. Aos sábados há um número maior de carros e a benção se transforma numa grande celebração.

Seguindo por uma rua em frente a igreja chega-se ao início do caminho que leva ao Monte Calvário.

 

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Ao longo desse caminho foram construídos marcos representando as 14 estações da Via Sacra. A subida é um pouco cansativa, mas o visual lá de cima compensa. Muita gente vai para lá no final da tarde para ver o por do sol, mas nesse dia uma tempestade estava se formando e eu decidi descer. Choveu forte durante toda a noite e eu já estava triste por ter que desistir do passeio a Isla del Sol.

 

19/09/2014

 

Para minha alegria o dia amanheceu ensolarado. Paguei a conta do hostel e pedi para guardarem minha mochila até o dia seguinte. Comprei bananas, maçãs e água para comer ao longo da trilha (foi bom ter levado, porque só havia um único ponto de venda no caminho). O barco chegou às 10:00 em Challapampa e logo um guia se apresentou e explicou como seria a visita e também sobre a tarifa de ingresso no lado norte (Bs 10) e no lado sul(Bs 15). Não curto muito essas visitas guiadas, principalmente com um grupo grande, mas achei que valeu a pena ouvir as explicações.

 

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O bilhete de acesso ao lado norte dava direito a visita ao Museu del Oro, cujo acervo traz artigos e artefatos feitos pelos povos pré-colombianos, porém não há ali nenhuma peça de ouro. Perguntei ao guia onde estavam as peças de ouro que foram encontradas e ele me respondeu que estão na ilha mesmo, só que muito bem escondidas e protegidas por pessoas da comunidade. Será???

Saindo do museu iniciamos a caminhada rumo a um lugar sagrado onde encontra-se a Pedra do Puma, a Mesa Ritual e o Labirinto Chinkana, passando por uma prainha linda de águas cristalinas.

 

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O caminho é tranquilo apesar de ser uma subida, mas se quiser acompanhar as explicações do guia tem que ir num ritmo meio acelerado.

Ao final do passeio um grupo iniciou a trilha para o lado sul e o outro retornou ao cais.

Esperei todos irem embora e fiquei algum tempo a sós desfrutando daquele lugar tão especial. Comecei a caminhada somente às 13:00 depois de comer um sanduíche que eu havia comprado no cais e uma banana. A trilha é bem demarcada e não há como se perder. As paisagens que vão surgindo, conforme vamos avançando, não tem como descrever, só vendo mesmo. Parei muitas vezes, não por causa do cansaço, mas para deixar que o silêncio e a beleza do lugar tomassem conta de mim. Que lugar maravilhoso! Na minha opinião visitar a Isla del Sol e não fazer essa caminhada é disperdiçar 50% do passeio.

 

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Acho que a cobrança de pedágio ao longo da trilha varia conforme a sorte da pessoa. Li alguns relatos que falam de três, quatro pedágios. Só me cobraram a entrada no lado norte e na metade do caminho, a entrada para o lado sul. Recebi um comprovante em cada um desses lugares e tive que apresentar no final da trilha, um pouco antes de chegar a Yumani.

O lado sul tem várias pousadas. As mais caras são as que ficam mais próximas do final da trilha, com terraços de onde se pode ver o por-do-sol.

Caminhei um pouco mais e encontrei o Hostal Casa de La Luna. A pousada tem apenas 3 quartos e tem um restaurante que serve comidas simples e um ótimo café da manhã com suco de laranja feito na hora (uma raridade na Bolívia).

Fiquei no quarto que fica ao lado de um jardim cheio de flores.

Sem dúvida a melhor hospedagem de toda a viagem. Um quarto com dois ambientes, banheiro grande, tudo novinho, vista para o lago Titicaca por Bs 80.

 

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20/09/2014

 

No dia seguinte acordei cedinho para ver o nascer do sol. A essa hora não vi nenhum turista, apenas os moradores com suas lhamas e burricos.

 

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O café só ia ser servido após às 8:30 e eu tinha algum tempo para passear. Subi um morro que tem ao lado da vila e no meio do caminho arrumei a companhia de um perrito muito animado.

 

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A vista lá do alto é linda e dá vontade de ficar horas ali, mas eu tinha que descer, tomar meu café e seguir para o cais.

Ainda deu tempo de passear um pouco pela escalera inca e beber a água da fonte da juventude com suas três vertentes que representam as três virtudes incas:

- Não seja preguiçoso (Ama K'ella).

- Não seja mentiroso(Ama Llulla). ::lol4::

- Não seja ladrão (Ama Sua)

Bebi a água dessa fonte e não tive piriri, mas é meio arriscado porque não sabemos de onde vem essa água.

 

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O barco saiu do lado sul às 10:30 e chegou em Copacabana ao meio-dia. Almocei em um restaurante de frente pro lago (dessa vez veio uma truta descente).

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Passei no hostal para pegar minha mochila e às 13:30 peguei o ônibus para Puno.

Lá pelas 17:00 cheguei em Puno. Eu deixei de trocar os dólares por soles na fronteira e me dei mal. O câmbio na rodoviária estava horrível, mas tive que aceitar porque não tinha dinheiro para o táxi e além disso eu queria comprar com antecedência a passagem de volta para La Paz.

Fiquei no Hostel El Manzano que fica perto do porto de onde saem os passeios de barco a Uros. O hostel é razoável, a equipe que trabalha lá é muito amável, mas o local não inspira segurança, assim como toda a cidade de Puno. Já era noite e eu fui a pé para o centro em busca de algo para comer. Só tinha pollo com papas fritas, as pizzarias ainda estavam fechadas e acabei comendo um sanduíche qualquer. Fiquei sem coragem de voltar a pé e perguntei ao garçom se seria seguro pegar um tuc-tuc. Ele respondeu que não, porque muitos deles costumam assaltar os turistas e que o ideal seria pegar um táxi, com vidros transparentes e com as luzes internas acesas. Tenso!

Fiz o que o garçom recomendou e cheguei inteira ao hostel.

 

Continua...

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21/09/2014

 

O café da manhã é servido cedo a partir das 6:15, para que haja tempo de pegar os barcos para a Isla Taquile que partem às 7:30 do cais.

Às 7:00 eu já estava no cais e fui direto ao guichê e me disseram que ali só vendiam os bilhetes para Uros. Se eu quisesse ir para Uros e depois seguir para Taquile teria que contratar o tour por uma agência. Antes que eu fosse até uma das agências fui abordada por um homem que me ofereceu o passeio por S/43. Eu havia pesquisado o preço desse tour pela internet que sai por S/70 a S/80 e o senhor do hostel também havia me passado esse valor. Contratei o passeio com o tal sujeito que me acompanhou até um dos barcos. Paguei e não recebi nenhum ticket. Atenção: Não façam isso que eu fiz! ::putz:: O risco de ficar sem o dinheiro e sem o passeio é muito grande. Que panaquice! O soroche deve ter desativado meus neurônios... Mas eu tive mais sorte que juízo, o guia só pediu o ticket quando já estávamos a caminho das ilhas. Aí ele já não podia fazer nada, a não ser me jogar dentro do lago (ainda bem que ele não fez isso).

Após 2 horas chegamos a Uros. Essas ilhas são construídas com uma planta chamada totora, uma espécie de junco. As casas e os barcos também são construídos com essa planta, que também é comestível.

 

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As primeiras ilhas flutuantes foram construídas pelos povos pré-colombianos que passaram a viver nessas ilhas a fim de se protegerem dos ataques do incas. Atualmente existem cerca de 70 ilhas e cada barco se dirige a uma determinada ilha. Os turistas ouvem as explicações de como as ilhas são construídas, como vivem os seus habitantes, depois são convidados a comprar artesanato e por fim é oferecido um passeio no barco de totora por S/10.

 

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Uros é um lugar para ser visitado uma única vez na vida, oportunidade para tocar e sentir o gosto da totora, caminhar sobre o revestimento fofo e imaginar como teria sido viver naquelas ilhas no passado. Disseram que as pessoas ainda vivem lá, mas não acredito. Me pareceu mais como um local de trabalho que todos abandonam no final do expediente rumo as suas casas em algum lugar às margens do lago.

De volta ao barco, foram mais 1:30 até a Isla Taquile.

 

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Chegando lá tem uma subida forte até chegar a uma praça onde estão os restaurantes e um centro artesanal comunitário, onde são comercializados os tricôs feitos pelos homens da ilha.

 

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Outra tradição é a vestimenta como forma de sinalizar o estado civil dos taquilenhos. As mulheres casadas normalmente se vestem com cores sóbrias. Sobre a cabeça levam um xale de lã negro com grandes pompons nas pontas. As moças solteiras também usam o xale, mas suas roupas são de cores vivas e os pompons são maiores e mais coloridos.

Os homens usam camisa branca, calça e colete pretos e uma cinta larga e colorida na cintura. A diferença entre solteiros e casados está no gorro. Os solteiros usam um gorro branco e vermelho e os casados, um gorro vermelho. Se o homem solteiro está comprometido usa o pompom do gorro para o lado. Se está disponível, usa o pompom para trás.

Os restaurantes estavam cheios, mas não almoçamos ali. Caminhamos até o outro lado da ilha e fomos recebidos por uma família que serviu o almoço (S/20) e depois apresentou uma dança típica.

 

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Depois seguimos pela trilha contornando a ilha até retornar ao barco. A viagem de volta foi de matar. Parecia que nunca chegaríamos a Puno. Já era umas 17:30 quando chegamos.

Me senti cansada ao final desse dia e arrependida por não ter ficado mais alguns dias na Isla del Sol, em vez de gastar 2 dias do meu roteiro em Puno e nesses lugares tão contaminados pelo turismo de massa.

 

22/09/2014

 

Esse dia foi só de deslocamento entre Puno e La Paz, passando por Copacabana.

Em La Paz fiquei novamente no Hostal Alsigal. Dessa vez fiquei em um quarto melhor que o da primeira noite. Mais amplo, mais arejado e com box no banheiro no lugar das cortinas de plástico. Antes tivesse ficado no outro quarto: quando eu já estava toda ensaboada o chuveiro desligou e o quarto ficou às escuras. Tive que terminar o meu banho assim mesmo, a água chegava a doer de tão gelada. ::Cold::

 

23/09/2014

 

A guia do tour para o Chacaltaya passou no hostel no horário combinado, mas tivemos que ir a pé até a Calle Sagarnaga onde fica a Maya Tours para pegar a van. Passamos em um hostel e dois rapazes embarcaram. O trânsito estava complicado e os rapazes disseram: “_Isso tá pior que a Marginal Pinheiros!”. Logo vi que eram paulistas. Comecei a conversar com os rapazes e foi só falar que até aquele momento eu não havia encontrado nenhum brasileiro, subiram duas mineiras e logo em seguida um gaúcho. Aí tava tudo em casa.

 

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A saída de La Paz foi tranquila, mas ao chegar perto da montanha, o motorista se perdeu. Rodou, rodou e não conseguia achar o caminho. ::grr:: Uma hora depois tomou o rumo certo. O caminho para o Chacaltaya revela paisagens lindas, mas a estradinha de terra é bastante assustadora, pois dá a impressão de que vamos despencar no abismo a qualquer momento.

 

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No meio do caminho a guia cobrou os Bs 30 da entrada no Chacaltaya e no Valle de La Luna. O meu ingresso já estava incluso no valor do tour. Começou a nevar e faltando pouco para chegar a estação de esqui, nos deparamos com uma van que chegou antes e ficou atolada no meio da estrada.

 

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Sem possibilidade de seguir, todos desceram e começaram a tirar fotos ali mesmo. Apesar da pouca visibilidade, dava pra ver as casinhas da estação de esqui não muito longe dali. Decidimos ir andando até lá e quando a guia viu que estávamos nos afastando da van, saiu correndo feito uma louca atrás de nós. Quase enfartando, ela disse que deveríamos retornar porque não daria tempo de ir até o topo da montanha. Eu argumentei que não tínhamos culpa do motorista ter se perdido e ter atrasado o passeio. Ela, então, disse que a neve estava aumentando e que por uma questão de segurança deveríamos retornar imediatamente. Ficamos decepcionados por não chegar até a estação de esqui e furiosos por terem nos cobrado a entrada de um lugar que não seria visitado. Em protesto,os brasileiros tiraram a roupa no meio da neve. Vou publicar a foto sem a autorização das pessoas. Se alguém se sentir lesado, por favor, me avise que eu retiro.

 

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O grupo seguiu para o Valle de La Luna e eu preferi ficar em La Paz a continuar nesse passeio fatídico. Fica aqui o alerta: NÃO contrate a Maya Tours, é a maior fria!

Aproveitei a tarde para comprar uns presentinhos e visitar o Museu da Coca na Calle de Las Brujas.

 

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O museu é bem interessante, mas o espaço é pequeno e um pouco confuso. Em alguns momentos há um congestionamento de pessoas no mesmo lugar e haja paciência para esperar. Na parte de cima do museu há um pequeno café onde são servidos alguns produtos a base de coca, bolos, licores, chá. Eu experimentei a cerveja de coca que me agradou bastante.

O ônibus para Uyuni partiria às 21:00 do escritório da Todo Turismo. Foi bom ter comprado a passagem com antecedência, Conheci um casal de americanos que deixou para comprar no dia e não tinha mais lugar.

Peguei um taxi e cheguei lá pelas 20:30 na frente do prédio onde fica o escritório da Todo Turismo. As luzes estavam apagadas e não havia ninguém esperando. O taxista foi muito legal, disse que não ia me deixar ali sozinha e que esperaria até aparecer alguém. Não demorou muito as luzes acenderam e veio um senhor abrir a porta. Me despedi do taxista agradecendo a gentileza e tratei logo de ir ao escritório que ficava no terceiro andar. Chegando lá já tinha um monte de gente esperando, acho que chegaram ali antes de anoitecer.

O ônibus saiu depois das 21:30. Serviram a janta e depois só restava dormir. Ao final da viagem, a estrada é tão horrível que não dava mais para dormir.

 

24/09/2014

 

O ônibus parou e o café da manhã foi servido. Mais um pouco de estrada esburacada e chegamos a Uyuni às 9:15.

Os paulistas que conheci no passeio ao Chacaltaya já haviam feito o tour por Uyuni e me recomendaram a World White Travel.

 

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Demorei para encontrar a agência e fiquei com receio de não conseguir fazer o tour naquele dia mesmo. Contratei o passeio por Bs 800. Daria para conseguir por 600 ou 700, mas já estava em cima da hora e não daria tempo para pesquisar em outras agências. Só deu tempo de comprar água e ir ao banheiro antes de pegar o 4x4. Fui a última a embarcar. No grupo Lise(francesa), Johannes(alemão), Pierre(francês), Ana(espanhola) e Adriana(colombiana). Todos falavam espanhol e a colombiana também falava português, pois já tinha morado um tempo em Florianópolis. Cada um veio por uma agência diferente, então não adianta muito escolher, porque as agências vão distribuindo as pessoas conforme vai sobrando lugar nos veículos.

O nosso guia era o Adélio, um boliviano que trabalha com turismo no salar há 9 anos. A princípio pareceu ser simpático, mas no decorrer dos 3 dias, revelou-se ranzinza e bastante autoritário. Mas não foi de todo ruim, foi um motorista impecável, não bebeu, dirigiu com cuidado e a cada lugar visitado explicou direitinho e contou coisas interessantes.

A primeira parada é no cemitério de trens, depois uma visita ao povoado de Colchani que vive da extração do sal e da venda de artesanatos diversos inclusive feitos com sal.

O almoço foi em um hotel de sal desativado. Ao lado do hotel tem bandeiras de vários países e também a escultura de sal alusiva ao Rally Dakar Bolívia.

 

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O lugar tá meio caído, tem muitas pichações e, por ser um ponto de parada obrigatório nos tours, o número de pessoas é grande. Tivemos que esperar um tempão até conseguir uma mesa.

Dica: Pode-se negociar com o guia para conhecer rapidamente esse local e ir almoçar em outro lugar no meio do deserto de sal. Soube de grupos que fizeram isso e achei bem mais interessante. Outra coisa, escolha bem o período para visitar o salar. A minha escolha não foi boa, final do período de seca, o salar estava marrom e pouco se via os relevos hexagonais. Também não é bom ir no período de chuvas (dezembro a março), porque os veículos não conseguem passar por lugares muito alagados. Acredito que o melhor período seja de abril a maio, quando o salar está bem branquinho e com algumas partes alagadas, formando os espelhos d’água.

Depois do almoço partimos para a última parada do dia: a Isla Pescado ou Incahuasi, uma ilha em meio ao salar formada por rochas vulcânicas e corais. Nessa ilha existem cactus milenares (eles crecem 1 cm por ano). Para visitar a ilha paga-se Bs 15. O pessoal não queria pagar e perguntaram para o Adélio se podiam entrar pela parte de trás da ilha. O homem se enfureceu, disse que se fizéssemos isso ele poderia perder a licença de guia e começou a xingar todo mundo. Eu concordo com a cobrança, afinal há um custo em manter um lugar preservado e bem cuidado para os visitantes e nada mais justo que cobrar a entrada, mas não precisava ter um ataque de fúria. Eu queria tirar fotos lá do alto e também precisava ir ao banheiro, então paguei e fui. O resto do grupo foi caminhar em volta. Ao retornarmos era visível o mau humor do Adélio, ele tinha certeza que o pessoal tinha entrado sem pagar, mas à noite eles me contaram que não entraram na ilha só foram tirar fotos do outro lado.

 

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No final da tarde chegamos ao povoado de San Juan onde passaríamos a noite. Adélio parou o carro e começou a falar sobre aquele lugar, como vivem as pessoas e tal. A janela estava muito suja e eu não conseguia ver nada, então resolvi abrir. A porcaria tava emperrada e começou a fazer um barulhão. Ele se enfureceu mais uma vez. Interropeu a explicação e disse que não ia explicar mais nada, ligou o carro e nos levou até a pousada que ficava um pouco afastada em uma parte alta. Enquanto Adélio descia as mochilas, aproveitou para me dar um xingão, mandou eu colocar um casaco(eu estava de manga curta), dizendo que eu ia ficar doente e atrapalhar o passeio. ::toma:: Nos dias que se seguiram eu não toquei mais nas janelas e fiquei “pisando em ovos” para não aborrece-lo ainda mais. O mau humor do guia virou piada no grupo e ninguém podia se olhar dentro do carro, senão começava a rir.

A casa em que ficamos era bem pequena e somente o nosso grupo passou a noite lá.

Depois do chá com bolachas resolvemos ir até o povoado para comprar uma bebida mais forte. Tudo escuro, ninguém nas ruas e a vila parecia um lugar mal assombrado. Entramos no único lugar que tinha luz: uma hospedaria. Para a nossa sorte havia um armazém na recepção. Compramos uma garrafa grande de rum e voltamos para o nosso hostel.

Depois do jantar o pessoal foi jogar cartas e eu fui tratar de tomar um banho (Bs 10). A Água não estava quente, mas o banho não foi tão sofrido quanto aquele do Hostal Alsigal.

Quando sai do banho, o rum já tava na roda. Bebi um pouco para me esquentar e aí começamos a jogar com a seguinte regra: quem perdesse tinha que beber um gole. O resultado não podia ser outro, quanto mais perdia, mais bebia e quanto mais bebia mais pateta ia ficando e, é claro, perdia de novo.

Acabou o rum, todos pra cama.

 

25/09/2014

 

Dormimos bem, então não foi difícil levantar às 6:00. Depois do café partimos para mais um dia de paisagens deslumbrantes.

Salar de Chiguana, Mirador del Volcán Ollague e Laguna Cañapa foram os lugares visitados pela manhã. O almoço foi às margens da Laguna Cañapa, que teve que ser dentro do carro, porque estava ventando muito.

 

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Depois do almoço fomos conhecer a Laguna Hedionda, a Laguna Chiarkota, a Laguna Honda, o Deserto de Siloli, a Arbol de Piedra e por fim a Laguna Colorada. Ao chegar na Laguna Colorada é preciso pagar Bs 150 de entrada do Parque Nacional Eduardo Avaroa. A hospedagem da segunda noite é nesse local.

 

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Não há o que dizer, a não ser que as lagunas altiplânicas são muito mais lindas do que qualquer foto pode mostrar e só vai entender isso quem for até lá.

Diferente da noite anterior, havia mais dois grupos além do nosso no hostel. Na hora do jantar todos se reuniram na área comum e cada grupo ganhou uma garrafa de vinho. Eu não quis me arriscar, pois estava indo muito bem até ali. O pessoal fez cara feia, mas conseguiu beber toda a garrafa. Tínhamos comprado outra garrafa de rum para essa noite, que foi aberta assim que terminamos o jantar. No outro grupo havia um único brasileiro no meio dos gringos e do jeito que estava quietinho não estava entendendo nada do que eles estavam conversando. Convidamos o brasileiro para beber conosco, mas ele recusou, disse que não ia beber porque no dia seguinte teríamos que acordar às 4:00 e logo iria dormir.

O rum não demorou para acabar e o pessoal quis que eu cantasse e dançasse um samba. Bah, como assim? Sou gaúcha, descente de japoneses e não tenho samba no pé. Pedi ajuda para o meu vizinho brasileiro, mas ele, um carioca paraguaio, também não sabia cantar nem dançar samba.

Todos foram dormir cedo e nós ficamos ali cantando e rindo. Logo alguém descobriu que tinha rum a venda no armazém do hostel e lá veio mais uma garrafa...Lá pelas 22:00 um gringo saiu furioso de dentro do quarto e nos mandou calar a boca porque ele não estava conseguindo dormir. ::vapapu:: O Pierre disse que era muito cedo e que não iríamos dormir. Começou um bate-boca que quase terminou em briga, mas o gringo voltou para o quarto mais furioso ainda.

A Adriana tinha uma garrafa pequena de rum (para consumo próprio) que ela gentilmente dividiu conosco. E assim seguimos com a diversão até às 23:00.

Só me lembro de ter tirado as botas e a calça para dormir, mas não sei se fez frio à noite, porque eu simplesmente apaguei.

 

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26/09/2014

 

Ao chegarmos para ao café da manhã, ainda estavam lá os restos mortais das garrafas de bebida e alguns pares de olhos nos fuzilando.

Logo pegamos a estrada rumo aos geisers Sol de Mañana. Em seguida passamos pela piscina de águas termais de Polques que já estava lotada. Nesse momento o Adélio propôs uma mudança no roteiro: ir primeiro até a Laguna Verde e na volta passar na piscina. Concordamos e realmente foi uma ótima decisão. ::otemo:: Na volta todos os grupos já haviam partido e a piscina estava completamente vazia. Eu me arrependi de não ter levado roupa de banho, porque quando planejei a viagem já imaginava o lugar cheio e descartei a possibilidade de entrar na água. A Lise, a Ana e o Pierre aproveitaram bem a piscina. Enquanto isso eu, a Adriana e o Johannes ficamos na lanchonete tomando chá de coca e café.

Fica a dica: Se quiser exclusividade na piscina, vá primeiro para a Laguna Verde.

 

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A princípio o almoço seria em um vilarejo, mas o Adélio nos apresentou um lugar alternativo. Um pequeno vale, com um córrego e muitas lhamas pastando. Também foi uma boa opção, porque possivelmente haveria muita gente na vila e foi muito mais agradável almoçar junto à natureza.

 

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Nosso guia estava mais bem humorado nesse dia, talvez porque faltasse pouco para ele se livrar de nós. Ele até nos contou uma curiosidade sobre as lhamas. Quando elas estão doentes comem uma planta altamente tóxica, em uma quantidade específica que não é letal e é capaz de curar a doença. Espertas!

A última visita antes de retornar a Uyuni: o Valle de Rocas.

 

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Chegamos em Uyuni lá pelas 17:00 e cada um foi comprar as passagens para o próximo destino. Lise e Adriana iriam para La Paz, Ana e Pierre para a Argentina, Johannes para Cochabamba e eu para Sucre. O meu ônibus partiria às 19:30 e eu queria tomar banho antes de viajar. Fui até o Hostal Vieli e tomei um banho muito bom por Bs 15. Mais tarde encontrei o pessoal na pizzaria e me despedi dos meus amigos malucos. ::kiss::

No ônibus reencontrei o carioca paraguaio. Chegamos em Sucre lá pelas 3 da matina e o motorista parou na praça central.

O carioca se indignou:”_ ...mas eu achei que tinha uma rodoviária em Sucre!”.

Eu: “_E tem! Só que fica bem longe do centro e para a nossa sorte o motorista vai deixar a gente descer aqui” .

Eu tinha uma reserva no Hostal La Escondida que fica a dois quarteirões da praça e convidei o carioca para ir até lá, já que estava tão assustado e ainda ia ter que procurar um lugar para ficar àquela hora da madrugada.Ele preferiu ficar ali na praça e eu segui meu rumo.

O recepcionista do hostal disse que o check-in só poderia ser feito a partir das 7:00 e se eu quisesse ocupar o quarto antes disso teria que pagar mais meia diária. Decidi esperar até amanhecer e ele me deixou esperar em uma área no primeiro andar onde havia um sofá. Me deitei no sofá e apaguei. Às 6:00 o recepcionista veio me acordar dizendo que eu poderia ir para o meu quarto.

 

Continua...

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