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Murilo Pagani

San Blás - Tudo o que você precisa saber

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Um dos vários paraísos que existem na Terra encontra-se no Panamá e se chama San Blas. Esse foi um dos principais motivos pelo qual eu queria conhecer o país e sem dúvida foi o ponto alto da viagem pelo meu primeiro destino na América Central. Sabe aquelas fotos de proteção de tela do seu computador?! Uma ilha com vários coqueiros, água cristalina e areia branquinha que parecem existir somente na nossa imaginação?! Pois é, assim é San Blás.

 

O Arquipélago de San Blas é um conjunto de 360 ilhas, porém apenas 36 delas são habitadas – e quem mora nas ilhas são os Kuna Yalas. Essa comarca indígena possui total autonomia de San Blas, são eles que controlam a entrada de visitantes, o transporte entre as ilhas e as acomodações que existem – seus costumes e tradições seguem preservados até hoje.

 

Todas as ilhas que conheci são incrivelmente paradisíacas, acredito que todas as outras também sejam assim. É importante você ter em mente que as ilhas possuem uma infraestrutura bem básica e rústica para receber os turistas, portanto não espere nenhum luxo.

 

Como chegar

 

Para chegar até o paraíso você terá que render a alguma agência de turismo. Você deve estar se perguntando o porquê disso se falei anteriormente que as ilhas são controladas pelos Kuna Yalas, certo?! O que acontece é que a “agência” será responsável pelo transporte até o “porto” de San Blas e também fará a reserva na ilha em que você deseja passar a noite. Todos os pagamentos são feitos separadamente: transporte terrestre para a agência de transporte, acomodação e transporte até as ilhas diretamente com os índios em San Blas.

 

Por terra saindo da Cidade do Panamá- a partir da capital panamenha são mais ou menos 3 horas até as ilhas. O pessoal da agência irá te buscar no lugar em que você está hospedado bem cedo, como mais ou menos as 5:30hs da manhã. Depois disso são aproximadamente duas horas até o porto de San Blas e mais ou menos 40 minutos em lancha.

 

Há outras opções para se chegar em San Blas, vindo da Colômbia há barcos que saem de Cartagena, a viagem dura alguns dias .

 

Em El Porvenir, a “capital” de San Blas, há um aeroporto com voos domésticos, a única rota é Cidade do Panamá – San Blás

 

As Ilhas

 

Fique hospedado nas cabanas Senidup e gostei bastante. Nessa mesma ilha estão as cabanas Franklin, independente de qual delas você ficar a praia será a mesma. A diferença é que cada uma fica em um lado diferente da ilha e cada família Kuna Yala toma conta do seu lado. Apesar de todas as ilhas serem bem parecidas e bonitas a que eu mais gostei foi a Isla Perro, normalmente as pessoas vão pra lá apenas para passar o dia. Outras que são bastante procuradas são as Robinson e Ina.

 

É bem fácil organizar com os índios Kuna Yala passeios entre as ilhas, e quanto mais pessoas interessadas, menor o preço.

 

Preços (Novembro/2014)

 

Vamos a parte mais importante, os valores. Fiz o trajeto saindo da Cidade do Panamá, ou seja, tive que comprar o transporte até lá com uma agência. Fiz tudo diretamente do hostel que estava hospedado, o Luna Castle, eles fizeram todas as reservas nas ilhas e não tive nenhum problema. O transporte Cidade do Panamá /Porto de San Blas custou 80,00 dólares ida e volta, sim, essa é a parte mais cara do passeio – paguei vinte dólares de adiantamento e os outros sessenta direto com o motorista que nos levou. A lancha até as ilhas custa 10,00 dólares por trajeto (vinte para ida e volta), você paga na hora que for embora diretamente para o índio responsável da ilha em que você ficou hospedado. As hospedagens tem uma pequena variação de preço dependendo da ilha que você escolher, fiquei nas cabanas compartilhadas da ilha Senidup – 26,00 dólares por noite com três refeições. As cabanas privadas custam, 40,00 dólares por noite, também com as refeições inclusas.

 

Transporte terrestre – 80 dólares

 

Transporte em lancha – 20 dólares

 

Hospedagem (3 noites com café da manhã, almoço e janta incluso) – 78 dólares

 

Gastos no mercado e na ilha – 20 dólares

 

Total para 3 dias – 198 dólares, uma média de 66,00 dólares por dia.

 

O que levar

 

Nada de levar seu mochilão com todas as suas coisas para a ilha. Uma mochila pequena é mais que suficiente, o restante você pode deixar guardado no hostel em que ficou hospedado, todos eles já estão acostumados com isso e disponibilizam esse serviço sem cobrar nada. Levar aquelas coisas básicas que todo mundo leva quando vai a praia: toalha, umas bermudas, camiseta, protetor solar, repelente (na ilha em que fiquei não tinha mosquitos, mas é bom prevenir), dinheiro em espécie e trocado, passaporte original (tem que ser original, nada de cópia), lanterna, baterias de câmera já carregadas, papel higiênico e óculos de natação ou snorkel caso você tenha.

 

Como falei, tudo na ilha é bem rústico e simples, a maioria delas vendem alguns itens como água, cerveja refrigerante e umas bolachinhas água e sal, não espere encontrar muita coisa. Todo o restante que você for consumir na ilha você deve levar (água, bolacha, pão, barra de cereal, frutas). As empresas de transporte costumam parar em um supermercado no caminho até San Blas para que possamos comprar algumas coisas, verifique se a sua faz essa parada, caso não faça compre tudo na Cidade do Panamá um dia antes.

 

O texto foi originalmente publicado no meu blog (http://www.voltologo.net/san-blas-um-dos-paraisos-na-terra/)

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Fala Murilo, tudo beleza?

Acabei de ler o seu relato, e me ajudou bastante.

Tenho algumas duvidas, estou indo ao Panamá dia 21/12.,

E gostaria de saber se posso pagar o transporte com

Alguma empresa de turismo, e negociar diretamente com os índios as diárias ?

Fiz um orçamento e me cobraram 260 dólares 4 dias

E nas ilhas, como fazia pra gaurdar $$ e documentos? Não é perigoso alguém roubar

Abraço

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Fala Alan!

Então, as diarias de fato são pagas diretamente com os indios... porém o valor já é definido. os hostels e agencias apenas te informam esse valor. Você pode até tentar negociar lá com eles, mas acho dificil conseguir. Bom na ilha você leva apenas o essencial, deixei tudo na mochila com um cadeado porque não há lockers nas ilhas... Não ouvi nenhum relato de roubo ou coisa desse tipo, normalmente é bem segura... porém ninguém pode afirmar com 100% de certeza que nunca vai acontecer... hehehe

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Murilo, dei uma olhada no seu blog, mas não consegui enviar mensagem por lá. Estou planejando ir no panamá e colombia em novembro deste ano, mas todos dizem que não é uma boa epoca por conta das chuvas. Queria saber também se você ficou só nessa ilha em san ablas ou conheceu outras ilhas?

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Oláa Jeh,

 

Peço desculpas pela resposta super atrasada... Pensei que recebesse alguma notificação quando alguém respondesse no post mas não aconteceu... Enfim, antes tarde do que nunca... hehe

 

De fato Novembro é uma época bem chuvosa na Colômbia. Mas sabe como é o tempo né.. hehe

 

Em San Blas conheci a Isla Perro também... Você pode fazer passeios de um dia por várias outras ilhas. Basta negociar diretamente com os índios quando chegar lá e eles te levão.

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Pessoal, estou indo agora em outubro para um Mochilão pela América Central, incluíndo San Blás. POderiam, por gentilize, me atualizarem dos valores para 02 dias em San Blás?

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Olá Vanisa!

Se você mandar um email para o pessoal do Hostel Lunas Castle acredito que eles te passam o valor atual.

Esses preços que citei no post são de um ano atrás. Acredito que não aumentou mais do que 10%.

 

Boa viagem!

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    • Por rafacvs
      Bom dia. Estou juntando um pequeno grupo de amigos para fazer uma viagem até os EUA. Só que de ônibus.
      Iremos comprar um ônibus e ir dirigindo até os EUA, porém, encontramos apenas um problema: a travessia para o Panamá.
      Alguém saberia nos ajudar? Vimos na internet que quem faz essa viagem deixa o carro em uma balsa e segue de avião até pegar o carro de novo, mas como vamos de ônibus, não sabemos se a balsa suporta tal veículo. E se suportar, gostaríamos também de saber qual empresas fazem esse tipo de serviço, para entrarmos em contato via email.
      Obrigado desde já.
    • Por gstabelin
      Pessoal, segue meu primeiro relato escrito aqui, sempre estou de olho mas nunca havia postado um relato ou mesmo participado ativamente, mas agora acredito que possa contribuir mais vezes, segue o meu último mochilão, fiz sozinho em julho-2014 Cuba, Costa e Panamá.
       
      CUBA: HAVANA- SANTA CLARA – REMEDIOS- TRINIDAD(8 dias)
      COSTA RICA: ALAJUELA – LA FORTUNA – PUERTO VIEJO(6 dias)
      PANAMÁ: CIDADE DO PANAMÁ – SAN BLAS ( 5 dias)
       
      O objetivo dessa viagem era originalmente conhecer Cuba e o Panamá em duas semanas, era o tempo que eu tinha disponível, deixei o Panamá por último, pois pretendia trazer um PS4 e mais algumas muambas.
       
      A viagem para Cuba não teve motivo ideológico, estava muito a fim de ver os carros antigos, construções e praias. Cuba é um grande museu automobilístico a céu aberto e em movimento, havia tb a curiosidade de ver como funciona um país socialista, apesar de que aos poucos o país está se abrindo e evoluindo muito rápido.
       
      Durante as pesquisas para a compra das passagens não consegui achar um bom preço mesmo com antecedência, numa dessas pesquisas incansáveis, vi que o trecho Havana – Alajuela( San Jose, CR) estava cerca de R$500,00 mais barato do que para a cidade do Panamá, sempre tive a curiosidade de conhecer a CR, daí pensei, pq não agora.... A partir disso consegui mais uns dias e fechei a viagem toda com 19 dias. Consegui casar a passagem de Ida e volta com a Avianca, ida para Havana e volta pela Cidade do Panamá, sempre com conexão em Bogotá, comprei o trecho de Havana para Alajuela a parte ,pois não consegui comprar junto, esse voo com escala em San Salvador.
      Passagem ida e volta com taxas R$2100,00
      Passagem Havana- Costa rica com taxas R$600,00
       

       
      Visto e exigências:
      Somente Cuba exige o visto, vi alguns relatos que a COPA e a AVIANCA forneceriam o visto, a informação sobre a COPA estava mais clara, mas sobre a Avianca não confiei muito nos relatos que já eram um pouco antigos, entrei em contato com eles e me informaram de modo curto e grosso que não passam informações consulares. Enfim acabei indo no consulado de Cuba em São Paulo, paguei a taxa(R$45,00) e o visto foi impresso com os meus dados.
      Em Bogotá, a Avianca estava vendendo o visto no balcão de embarque .... então não posso confirmar se eles sempre fornecem o visto durante o embarque , não sei se vale o risco.
      Na Costa Rica é exigido o comprovante internacional da vacina de febre amarela, me pediram no check in em Havana e na Imigração em Alajuela.
      No Panamá e Costa Rica eles podem solicitar o comprovante de saída do país, imprimi todos os meus trechos mas só me pediram isso no Check in em Havana.
       
       
      CUBA-
       
      Em Cuba circulam duas moedas, o peso convertível chamado CUC destinado aos turistas e o peso normal para os Cubanos, o CUP, o CUC vale mais ou menos U$$1 dólar, mas para realizar o cambio a melhor opção é levar EUROS e foi o que eu fiz, pois o dólar tem uma taxa extra.
      Vale muito a pena conseguir uns CUPs, não havia trocado de início mas no meio da viagem troquei e poupei algumas moedas na hora de comer.
       

       
      1° Dia Havana
       
      Comecei mal, o voo de GRU para BOG foi num A319 e meu assento era na última fila, o assento não reclinava, talvez foi o pior trecho que já voei haha, principalmente por ser noturno e não ter uma posição boa para dormir... , ao menos havia sistema multimídia para distrair, foram 5 horas longas.... O Segundo voo saiu atrasado de Bogotá em cerca de 2 horas, quando chegamos em Havaná já era 16 h , um calor infernal como há muito não havia sentido no Brasil, como meu voo estava atrasado ele encavalou com mais uns 4 voo internacionais , a imigração ficou lotada , fiquei uma hora na fila. Já estava ficando preocupado, pois tinha feito a reserva numa casa e combinado de um táxi me pegar no aeroporto, como já havia acumulado umas 3 horas de atraso pensei que não estariam me aguardando, mas assim que saí do aeroporto lá estava o Carlos, o motorista gente boa com uma placa com meu nome. A imigração foi tranquila , nada diferente de outros países. Fiz um pouco câmbio no próprio aeroporto. Táxi já acertado anteriormente 25 CUC.
      Do Aeroporto até o centro de Havana é uma distância razoável, havia pesquisado e dificilmente conseguiria chegar lá sem ser táxi.
      Em Cuba os hotéis são muito caros e não vi muita info sobre hostels, então temos a opção de se hospedar nas casas de algumas famílias, antes da viagem havia imaginado que seria um ambiente familiar, mas tive a impressão de que são pousadas, talvez com a experiência o pessoal meio que caminhou para profissionalizar o esquema, algumas casas contam até com funcionário.
      Fiquei na Casa Pablo(http://www.casaparticular.org/viewproperty.asp?code=HAV107&Lang=0), 30 CUC , tentei negociar o preço sem sucesso , mas consegui um café simples incluído, o café seria mais 5 CUC.
      Casa muito boa, bem localizada, fica próximo do museu da revolução e do malecon, o quarto tinha AC Split e TV, a cama e chuveiro eram bons.
      Assim que cheguei na casa perguntei como poderia ligar para o Brasil , precisava avisar que havia chegado e estava vivo, o Pablo disse que seria quase impossível fazer uma ligação internacional, até é possível mas seria complicado, ele me indicou ir no Hotel Parque central e comprar um cartão de internet, 8 CUC para 1 hora.
      Coloquei uma bermuda e um chinelo e saí para usar a internet, a essa altura já estava morrendo de fome. Saí e fui andando no Passeo del prado que era próximo da casa, ali é pior lugar para caminhar , te abordam por todos os lados te oferecendo de tudo, charutos, chicas, almoço, café e tudo mais. Conheci os famosos Jineteiros, como já havia lido muito sobre isso, já estava esperto, mesmo assim é difícil não dar atenção, são muito insistentes e bons de papo chegam a ser chatos, perguntam da onde a gente é, depois já vai emendando conversa até pedir algo, querer te vender aquele charuto COHIBA mais barato que nas lojas, e aqui vai um ALERTA, NÃO COMPREM CHARUTO NAS RUAS, no primeiro dia já encontrei uma família brasileira que caiu nesse golpe ,deixe para comprar nas lojas oficiais, geralmente nos hotéis mais top tem.
      Cheguei no hotel parque central, comprei o cartão e avisei pra minha família que estava vivo, usei esse cartão até o final da viagem, usei poucos minutos por dia, nem tentem usar Skype pois é bloqueado, wathsapp e facebook são tranquilos. Saí em direção ao Capitólio em busca de algo para comer e já tirar umas fotos dos belos carros antigos que ainda circulam em Cuba.
      Assim que saí na praça um rapaz me abordou e me ofereceu para dar uma volta nos carros antigos pela cidade, já estava meio cabreiro com tanta gente me abordando e tb aquele clima de cidade nova, tudo estranho, papo vai papo vem, confiei , o carro passaria nos principais pontos, seria bom para ter uma referência da Cidade. Negociei com ele uns 20 minutos, tinha me pedido 30 CUC, depois abaixou para 25 CUC e chegamos no 18 , escolhi um chevy belair conversível azul e branco , o tour leva cerca de 1 hora, o motorista explica bem os locais e tudo mais, achei que valeu a pena, faria de novo.

      Já estava escurecendo e voltei para a casa tomei um banho e fui deitar um pouco, depois saí para jantar, achei um restaurante simples perto, comi e fui dormir.
       
      2° Dia Havana
       
      Nesse dia havia combinado com o Carlos para me levar no terminal da VIAZUL , é a única empresa rodoviária para turista, existe uma outra para cubanos, mas não arrisquei , parece que os ônibus são bons tb mas fiquei com medo de ser barrado ou algo do tipo, acredito que as passagens são bem mais baratas . Passagens compradas para o dia seguinte 18 CUC, depois pedi para ele me deixar no Hotel Nacional. Tudo por 6 CUC.
       
      Cheguei no hotel nacional, ambiente fino, estava tendo uma conferência com uns chinenes, dei uma volta tirei umas fotos e fui ate o barranco em direção ao malecon, ali tem uma trincheira , é tipo um museu que explica sobre o período da guerra fria, um senhorzinho simpático toma conta do local e me explicou tudo detalhadamente, demos a volta em toda a trincheira, show de bola, no final dei 1 CUC de gorjeta.
       

       
      O sol já estava ficando alto e o calor insuportável, para economizar umas moedas resolvi voltar caminhando pelo malecon , passei na casa antes de ir para o museu da revolução, o próximo destino.
      Quase uma hora andando, cheguei na casa, tomei 2 litros d agua e fui para o museu, muito grande, tem muito informação, fotos e vários monitores a disposição, ao lado tem uma praça com uns aviões, tanque e carros muito legal.
       

       
      Próximo ao Museu tem o edifício Bacardi, é possível subir no topo dele, tem uma bela vista 360 de Havana, paga-se 1 cuc.
       

       
      Parti em direção a Calle obispo, a principal rua de comércio, ali tem as Cadecas(casa de câmbio oficial) , comi num restaurante um franguinho muito bom, gastei 6 cuc com a cerveja.
      Fui até o Castillo da Fuerza Real que fica na Bahía de Havana e depois fui andando pelo centro em busca do museu do automóvel que estava no guia Lonely planet mas não achei.
       


       
      Tem uns museus interessantes da região, como uma antiga armaria e um museu de bombeiros.
       

       
      Caminhei pela Bahia de Havana em direção a Estação Central , somente para conhecer pois me passaram a informação de que os trens não são muitos pontuais, mas parece que tem ligação por toda a ilha com serviço regular, quem sabe numa próxima viagem com mais tempo. Já estava morto de tanto andar, combinei com um taxista para levar para a casa por 2 CUC.
       

       
      Cheguei tomei outro banho e descansei um pouco peguei um táxi até o Castillo de los três Reyes Malgos del Morro, , conhecido popularmente como Castillo del Morro no outro lado da Bahia, 5 CUC sem choro, tinha intenção de subir no farol mas ele fecha as 6pm e o Castillo as 7 pm, então quem quiser subir tem que chegar antes.
      Do Lado do Castillo tem a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã, local que acontece o famoso canhonzaço as 9 pm, lá dentro tem um restaurante bacana, comi algo e fui ver o pôr do sol e depois ver o espetáculo do canhonzaço.
       

       
      Na volta para a casa fui ver um táxi e tinha centenas na saída da fortaleza, um rapaz me abordou e pediu 8 CUC , negociei e iria pagar 6 CUC, iria pois assim que o taxi chegou na casa dei 6 contado e o táxi falou que era 8, discuti com ele, e o bixo ficou exaltado para arrumar treta, acabei pagando 8...
      Depois dessa eu aprendi que toda vez que fosse negociar um táxi já pagaria no começo para não ter dor de cabeça depois.
       
       
      3° Dia Havana – Santa Clara- Remédios
       
      Acordei cedo e fui para o terminal da Viazul.
      O ônibus saiu pontualmente as 8:40 e a viagem foi tranquila, ônibus novo com AC, cerca de 4 horas até Santa Clara com uma parada para comer, um fato curioso foi que no meio da viagem os motoristas trocaram de posição com o busão em movimento, tinha uns gringos que ficaram assustados , ouvi “oh my god” repetidas vezes hahaha .
      Chegando em Santa Clara o terminal estava uma zona, assim que o pessoal descia do ônibus já tinham 3 , 4 pessoas oferecendo de tudo, fiquei até meio perdido com um senhor me oferecendo um tour com seu taxi de forma agressiva, como que se eu fosse obrigado a fechar com ele, estava buscando info de como deixar a mala ali e depois de como ir para Remédios, já estava ficando puto, nesse dia saí com a camisa do Corinthians e em meio a muvuca, alguém me cutuca e pergunta se eu era Brasileiro, eu disse opa, daí conheci o Victor, que estava fazendo quase o mesmo roteiro que eu. Ele já tinha deixado a bagagem guardada e já sabia dos esquemas do tour em Santa Clara, deixei minha bagagem e o senhor continuava atrás da gente, enfim negociamos com ele para guiar pelos principais pontos de Santa Clara e depois voltaríamos ao para tentar chegar em Remedios no mesmo dia.
      Fomos no Memorial do Che, no Monumento do trem Blindado e no local que tem a estátua do Che com o ninho.
       

       
      Ele tinha um Chevy , estava novinho, fechamos o tour por 6 cuc, sem pressa, no nosso tempo, só de andar no carro dele já valeu a pena.
       

       
      Depois ele levou num lugar para almoçar, um lugar muito bacana mas não peguei o nome. Acredito que foi a melhor refeição que fiz em Cuba. Cerca de 10 CUC
      O senhor disse que o filho dele também trabalha com táxi e poderia nos levar a Remedios, fechamos com ele por 20 CUC, e tinha ar condicionado \o/\o/\o/.
      Após uma hora de viagem, chegamos em Remédios, cidadezinha que parou no tempo, muito tranquila, o Victor tinha indicação de uma casa e foi a melhor hospedagem que tive em cuba , o quarto para nos dois saiu por 15 CUC , tinha AC, cama e chuveiro bom. Casa da Yunai(http://cubacasas.net/cities/remedios/lalucia/) , super gente boa e atenciosa, preparou uma lagosta por 10 CUC que foi a melhor da viagem.
       

       
      4° Dia REMEDIOS - CAYOS
       
      No dia anterior combinamos com a YUNAI de um táxi nos levar até o Cayo Santa Maria e Las Brujas por 30 cuc o dia todo no nosso tempo. O caminho é fantástico, chamado de El pedraplén
       

       
      Fomos Primeiro no Cayo Santa Maria numa praia que parecia ser a única aberta sem estar cercada por um resort , se tornou uma reserva a pouco tempo, o motorista deixou a gente lá, tem que atravessar a mata por uns 500 metros e depois chega na praia, tem um monitor que toma conta e tem que pagar 3 cuc para ele, praia fantástica, uma piscina, nunca tinha visto algo como aquilo.
       

       
      Ficamos umas horas por lá e partimos para o Cayo Las Brujas, entre esses Cayos tem uma vila que atende os resorts, com restaurantes, boliche, etc. Paramos ali e comemos um lanche .
       

       
      Depois partimos para uma praia que é mais acessível para Cubanos e estava lotada, fomos andando pela praia até uma parte mais tranquila onde tinha um resort, “ tomamos conta’’ das cadeiras até a hora de ir embora.
       

       
       
      5° Dia REMEDIOS-TRINIDAD
       
      Não existe uma ligação direta da Viazul entre Remedios e Trinidad, teríamos que voltar até Santa Clara, provavelmente de táxi e pegar o ônibus que sairia a tarde para Trinidad, ou seja perderíamos o dia,
      A Yunai então deu a dica para fazer o trajeto de táxi coletivo, mas um direto ia ficar muito caro, então ela traçou um roteiro para nós , o único receio foi por conta de ser um domingo e talvez não teriam muitos táxis disponíveis.
      Então o primeiro táxi pegou a gente na casa as 7 am.
      Remedios - Placetas 10 CUC
      Placetas – Camayguan 6 CUC
      Camayguan – Sanct Spirits 4 CUC
      Sanc Spiritis – Trinidad 6 CUC (esse por pessoa)
       

       
      O esquema desses táxis é que eles são coletivos , normalmente eles esperam o carro encher e partem, como era um domingo e não queríamos perde tanto tempo, já íamos fechando logo com o motorista, a exceção foi o ultimo que a viagem é mais longa e ficaria mais caro, e aconteceu algo irado.
      Assim que chegamos em Sanct Spiritis no terminal de ônibus o nosso motorista perguntou para um outro taxista do outro lado da rua se ele estava saindo para Trinidad e ele confirmou. Então pegamos nossas coisas e caminhamos até o táxi, mas assim que chegamos ele viu que éramos gringos e meio que desconversou e disse que não estava saindo, então pensamos fudeu... Entramos no terminal para ver se tinha algum ônibus e ele já tinha saído.... Voltamos para a rua e fomos insistir mesmo sem entendo o que passava, nesse meio tempo tinha chegada uma van trazendo uns turistas e esse motorista ofereceu para nos levar por 20 cuc, achamos caro e fomos insistir com o taxista. Ele disse para aguardar um pouco que ia sair, ele ia cobrar 6 por cabeça, então fechamos com ele, ainda estávamos no lucro e pela distancia o valor era razoável, entramos no carro e começou a entrar mais gente, fomos em 8 num carro americano tipo perua, no final da viagem o pessoal pagou cerca de 2 a 3 cuc e os gringos trouxas aqui pagaram 6, daí questionamos ele pq de cobrar o dobro da gente e tal e começamos a bater boca com ele, no final deixamos quieto e pagamos os 6 combinados, mas ficamos puto.
       

       
      Chegamos em Trindad antes do meio dia.
      Buscamos a casa que o Victor tinha pego referência, Casa da Nairobi ,no nosso quarto o AC estava muito fraco e a cama não era das melhores, mas indico como uma segunda opção. 15 CUC por quarto, ela preparou uma lagosta excelente por 10 CUC.
      Pegamos informação e fomos atrás do ônibus que levam para a Praia na Península Ancon, mas ele só sairia as 2 pm por 2 CUC ida e volta , para não perder tempo perguntamos para alguns taxistas e ficaria de 5 a 6 cuc, no fim achamos 3 argentinas e rachamos um táxi maior que ficou 8 no total. Praia é legal, mas nada diferente que temos no litoral norte de sp, por ex, talvez por eu ter ido nos cayos no dia anterior não achei a Peninsula Ancon tão bela.
       

       
      Na volta fomos pegar o ônibus pensando que íamos pagar 1 cuc por pessoa, mas não, o bilhete é único. 2 cuc para ida e volta, então pagamos, as argentinas ficaram bravas e foram atrás de táxi... Pegamos o último ônibus as 6 pm, ficou lotadaço, como pegamos ele no ponto inicial fomos sentados, mas o trajeto é curto, então suave.
      Toda noite rola numa escadaria próximo a Igreja um tipo de show, conhecido como Casa de lá musica, começa cerca de 9 pm, muito bacana.
       

       
      6- Dia TRINIDAD
       
      Acordamos cedo e fomos numa cachoeira no vale dos engenhos de cavalo, custou 15 cuc por cabeça e um guia nos acompanhou, valeu muito a pena, a região é belíssima, fizemos no nosso tempo sem correria, e o cavalo dava umas galopadas legais, fantástico, a cachoeira estava com pouca água, reflexo da falta de chuva dos dias anteriores, mas só pelo passeio com cavalo valeu a pena.
       

       
      Na volta Tinha a opção de almoçar num rancho , mas achamos caro e partimos para Trinidad, deixamos o cavalo, pagamos uma caixinha para o guia , no caminho para casa achamos um restaurante que tinha os preços em CUP expostos na janela, achamos muito barato, entramos com desconfiança mas acabamos comendo lá, tinha uns 3, 4 sucos naturais muito gostoso, foi o lugar mais barato que comi, valores irrisórios, ficou 1-2 CUC contando com uns 6 copos de suco , ganhei o dia hahaha.
       
      No meio da tarde demos uma volta com calma na cidade e subimos o morro da antena para tirar uma foto do pôr do sol e da península ancon. Na antena tem um vigilante, chamado carlos, uma pessoa muito legal, ele nós chamou para subir numa lage para ter uma vista melhor, me liguei que ele ia pedir uma propina como normalmente aconteceria..., mas fomos, ele gosta de conversar, foi o melhor papo que tive sobre o sistema,foi uma troca de experiência legal, nos explicou de forma clara como tudo funcionava em Cuba, tiramos muitas dúvidas com ele, ficamos umas 3 horas batendo papo, no final demos uma propina como forma de agradecimento.
       


       
      Na volta já estava de noite e fomos novamente para casa de La musica e nesse dia estavam cobrando 4 ou 5 cuc para entrar, até isolaram a escadaria com uma corda, não entendemos mas pagamos, ficamos um pouco lá e o Victor encontrou um casal de Brasileiros que veio no voo junto com ele, tomamos uma gelada e fomos para uma balada dentro de uma caverna que por coincidência ficava no caminho do morro da antena, o ambiente é muito louco,uma caverna mesmo haha nunca vi nada como aquilo, mas a balada em si é bem fraca, tocando músicas de 10 , 15 anos atrás , tipo Britney spears, me lembrou as festas de debutantes kkkk. Ficamos pouco e vazamos
       

       
      7- Dia TRINIDAD - HAVANA
       
      No dia anterior combinamos com a Nairobi de pegar um táxi coletivo para Havana no mesmo preço da Viazul, com a comodidade de sair mais cedo e ser mais rápido. Blz, combinamos as 7 am e o táxi chegou as 7.30, era um Peugeot 207 novo , alugado, o motorista ainda foi abastecer, engraçado que ele parou o carro numa casa ao lado do posto e completou o tanque com uns galões, ai me veio em mente a conversa do dia anterior , o jeitinho cubano de sobreviver, em cuba existem dois sistemas, o que o governo cubano acho que existe e o que realmente existe.... ele abasteceu e ficou enrolando um tempo , perguntamos se ia demorar muito e blefamos dizendo que a gente ia perder o voo em Havana, daí partimos quase 8 am.
      Viagem de quase 4 horas, chegamos em havana e fomos na casa onde o Victor havia se hospedado assim que chegou em Havana, lugar muito bacana, mas não tinha mais quarto, então ela nos levou numa vizinha, 25 cuc, local bom tb, mas não anotei a referência . Dei umas dicas de Havana para o Victor e ele me passou algumas, então nós separamos e combinamos de se encontrar no parque central no fim da tarde para racharmos um tour de carro antigo novamente , foi tão massa que iria repetir, hahaha, só que choveu e não deu certo, a chuva parou logo depois e como o Victor não tinha ido no Castillo de los três Reyes, fechamos um táxi até lá, eu estava doido para entrar no farol, massss chegando lá estava fechado por causa da chuva, até argumentei que já tinha parado de chover há 1 hora, mas não teve jeito, vai ficar para uma terceira visita...
      Dia estava acabando e o Victor tinha visto um restaurante que tinha uma lagosta por um preço bom , 12 cuc, para havana estava barato, comemos lá, rolou uma briga numa mesa ao lado de uns mexicanos haviam cobrado a mais deles, blz, na nossa vez ficamos espertos e aconteceu a mesma coisa, cobraram além de 10% uma taxa de serviço absurda, no total ia ficar quase 40 cuc para nos dois, batemos o pé é só pagamos os 10%, detalhe que em nenhum lugar tinham me cobrado isso em cuba e o garçom avisou antes que cobraria os 10%, mas somente essa taxa... e não a outra, blz, problema resolvido, fomos na Bodeguita del Médio tomar o famoso mojito, mas nem tomamos, muito caro, hahaha.
       

       
       
      8 –Dia HAVANA
       
      O voo do Victor era bem cedo, então nos despedimos ele foi rumo ao aeroporto. Eu ainda tinha a manhã livre antes do meu voo que era no meio da tarde. Nesse dia aproveitei para tirar fotos dos carros e dos principais pontos de havana com calma, peguei o ônibus turístico que circula praticamente na cidade toda com o esquema hop on hop off , 5 cuc , ele sai do parque central.
       


       
      Voltei para a casa antes do meio dia, arrumei minhas coisas e peguei um táxi para o Aeroporto. Negociei por 20 cuc.
      No Aeroporto tem que pagar uma taxa de 25 cuc antes de embarcar após o check in, detalhe , como cheguei muito cedo no aeroporto, antes de fazer o check in dei uma volta para comprar umas lembranças e vi que tinha uma fila gigante num guichê para pegar tal taxa, mas no outro lado do tinha outro guichê e não tinha ninguém, não tive dúvida depois que fiz o check in fui no outro e nem peguei fila, ganhei uns 30 minutos haha. Fica a dica, principalmente pra quem chegar em cima da hora.
      Tudo ocorreu normal e peguei meu voo para Costa Rica com conexão em San Salvador , numa das filas conheci um Costarriquenho e ficamos batendo papo, por coincidência quando cheguei em Alajuela as nossas malas foram as últimas a sair, então para não ser enganado pelos taxistas perguntei para ele quanto sairia um táxi até o meu hostel, o maluco fez questão de ir comigo negociar o preço com o taxista, acertou tudo pra mim. Hahaha, peguei o táxi até o Hostel Alajuela backpackers, pertinho do aeroporto, paguei 4 dólares.
       
       
      Enfim, Cuba é um país fantástico, voltaria lá tranquilamente, o que mais me surpreendeu foi a segurança, em nenhum momento me senti ameaçado, seja em Havana ou em outras cidades menores.
       
      Continua....


























    • Por FlavioToc
      Antes de mais nada, sobre mim e minha esposa, tenho 59 e minha esposa 55 anos, frequentamos academia e caminhamos diariamente. Buscamos destinos que tenham contato com a natureza envolvido, colecionar experiências e conhecer pessoas com sua cultura. Um ponto fundamental que buscamos é segurança, logo, destinos que sejam bastante seguros. No Panamá, com exceção de San Blas que não é necessário, em todas as ilhas tinham policiais bem alertas. Em Cartagena também pode ficar bem tranquilo e andar à noite.

                  Fiz esta viagem com minha esposa entre os dias 22/02 a 16/03/2018, ou seja, 23 dias. O caribe é um destino muito atraente com uma variedade de ilhas e de culturas, porém a dificuldade é de caber no bolso. Já tinha conhecido San Andrés e Providência, então procurava outro destino que não fosse à falência. Então encontrei no Panamá, Bocas del Toro e San Blás. Também desejava conhecer Cartagena. Então, fiz uma pesquisa de voos multidestinos que valeu muito a pena. Acrescentar Cartagena custou, pelo que lembro, apenas uns 100 a 150 reais a mais.

      O Panamá não é um destino de massa e também tem muito mais do que o Canal. É também o que chamam “hub de las Américas”, ou seja, é um lugar que permite a ligação ou conexão fácil com todas as três Américas e Caribe, e inclusive é saída de vários cruzeiros pelo Caribe. Mas além do óbvio Canal, também tem muito turismo de contato com a natureza. Nós passeamos bastante na capital Panamá City e também fomos à Bocas del Toro e San Blás. O Panamá é um destino um pouco caro para nós brasileiros mas economizando dá para encarar. O dólar oficial na época estava em torno de R$ 3,30.

                  Bocas del Toro também é pouco conhecida pelos brasileiros, é um arquipélago com várias praias e também muito procurada para mergulho e surf. A natureza é preservadíssima.  Sugiro pesquise em imagens no Google para San Blás e Bocas del Toro e tenho certeza que ficará de boca aberta e vão entrar na sua lista de desejos. Tanto San Blás como Bocas del Toro são muito frequentadas por europeus e americanos.

      Para quem nunca ouviu falar em San Blás, também um arquipélago com mais de 360 ilhas paradisíacas que parecem aquelas de desenhos animados com náufragos, tudo aquilo que imaginamos só haver na Polinésia Francesa. É uma região autônoma (como um país) administrada pelos índios Kuna Ayala. Muitas listas de viagem colocam como um dos destinos mais fantásticos do mundo, e eu também. Tinha visto um ótimo relato no Mochileiros anos atrás, mas tinha um pouco de receio de ser um pouco programa de índio, no caso, literalmente. Porém, não se preocupe com isso. Apesar de ter certa dificuldade de acesso, porque tem que ir de veículos 4x4 a viagem é dura e demorada, além de pegar uma lancha até a ilha desejada. Os índios só permitem 4x4. É um pouco cansativo, depois só alegria e paisagens que são tão lindas que até parecem falsas. Nós desfrutamos até do caminho até lá, foi a mais pura aventura.

      San Blás, como chegar:

                  Para mais informações veja o que diz no blog da Lala Rebelo, que é uma especialista em Panamá, escreve para a revista Viagem & Turismo e residia na época no Panamá. https://lalarebelo.com/country-cat/caribe/panama-caribe/. O site Melhores Destinos também tem ótimos guias para San Blás e Bocas del Toro. Também neste blog encontrará ótimas informações http://www.daninoce.com.br/viagem/san-blas-kuna-yala/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-ir-a-san-blas/. Alguns hostéis também organizam os pacotes para San Blás. Você vai ter que usar uma agência. Pode se hospedar com sua barraca ou em cabanas muito básicas mesmo. É para quem não tem frescura.

      Tínhamos visto no blog da Lala Rebelo a opção de se hospedar em um veleiro e conhecer várias ilhas. Então, foi o que fizemos. Acreditamos que viajar é também colecionar experiências e que essa nós tínhamos que ter. Foi caro e valeu cada dólar. Fizemos a reserva pelo site http://www.sailinglifeexperience.com/home/ que é tipo um “Booking” de veleiros e é bem seguro. Reservamos pagando 5% do valor fazendo uma remessa pelo Pay Pal. A proprietária do site, Marina, nos colocou em contato com o proprietário do veleiro pelo WhatsApp  e combinamos tudo. O transporte terrestre de SUV 4x4 e de lancha até o veleiro foi organizado pelo capitão. Chegando ao porto, não se preocupe com a confusão, é bem caótico mesmo. Mas dá tudo certo. O motorista te coloca em contato com o índio responsável para te levar até o veleiro. Ou se for o caso, para as cabanas da ilha escolhida por você. Todos se comunicam via WhatsApp o tempo todo. Ah, escolhemos o veleiro Lycka, recomendado pela Lala, que agora foi vendido para outro casal. Ah, com a Marina pode escrever em português que ela gosta de praticar. No veleiro a comida e bebida estão incluídos no preço.

      Para chegar até a sua ilha ou barco você pagará:

      -Transporte em SUV 4x4 - US$50 por pessoa

      -Taxa de entrada no território Kuna Ayala US$20 por pessoa

      -Taxa do porto US$2 por pessoa

      -Lancha até a ilha desejada ou veleiro US$35, por pessoa por trecho (depende da distância do porto até a ilha)

                  Combine com seu hotel de deixar parte da bagagem e leve apenas o mínimo como o que couber em uma mochila de ataque ou bagagem de mão e se não for impermeável (a prova de respingos) ponha na hora da lancha em um saco de lixo.

                  Você vai sair do hotel em torno das 5 da manhã. Então, leve um lanche e evite tomar leite, pois pode dar enjoo. A estrada é muito sinuosa e li sobre tomar Dramin antes e pensei que era bobagem, mas não. Nós não precisamos, mas tínhamos. Alguém em seu transporte provavelmente vai vomitar. As curvas e o sobe/desce são terríveis. O trecho de lancha, dependendo das condições do mar também pode ser com bastante emoção. No nosso caso foi. Sabe aqueles saltos que os caras fazem com jet-skis, é coisa fraquinha perto do nosso traslado de lancha. Mas foi bem legal, nem minha esposa sentiu medo.

      Nosso itinerário foi o seguinte:

      -São Paulo –22/02 Viajar as 12:00 (meio-dia) para Panamá City

      -Panamá City – dia 23 a 24/02 (Viajar à noite para Bocas)

      -Bocas del Toro – dia 25/02 a 04/03 (Viajar às 6 da manhão para Panamá City)

      -Panamá City – dia 05/03 a 06/03 Viajar pela madrugada para San Blás

      -San Blas – dia 06/03 a 09/03

      -Panamá City – dia 09/03 a 11/03 (Viajar as 7:25 para Cartagena)

      -Cartagena – dia 11/03 a 16/03

      -São Paulo – dia 16/03 a 17/03


       
      Panama City, o que fazer:
      -Albrook Mall – Shopping gigantesco. Você vai ter que passar por lá mesmo. Então aproveite.

      -Calçada Amador – andar de bicicleta. A vista parece com Miami ou Dubai.

      -Calle Uruguay – Bares, restaurantes e vida noturna

      -Canal do Panamá – É uma obra fantástica que mudou os rumos do mundo. Há uma segunda passagem mais moderna para navios maiores ao lado da turística que todos veem. Não deixe de ver o filme explicativo que é bem legal.

      -Casco Viejo –Catedral, o Palácio Presidencial (só é possível ver de fora e um pouco distante), Plaza de la Independencia, Teatro Nacional, Paseo de las Bovedas, Plaza Francia, Iglesia de San José, Plaza Bolívar, Ruínas da Companhia de Jesus, Teatro Nacional e o Convento Santo Domingo.

      -Cerro Ancon – morro com 200m de altura com vista da cidade e do canal

      -Cinta Costera – Calçadão a beira- mar

      -Ponte Las Americas – Mirante

      -Bio Museu – Não deixe de ir

      Dicas do Panamá

      -Se você tem alguma frescura San Blás e Bocas del Toro, então não vai ser a sua praia.

      -Procurei descrever como fomos e a logística. Mais informações sobre o Panamá veja no blog da Lala Rebelo.

      -Uso o site: https://www.numbeo.com/cost-of-living/ para ter uma estimativa de gastos. E é bem preciso.

      -Não se esqueça do Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela.

      -A moeda oficial do Panamá é o Balboa, mas o que é usado mesmo é o dólar. Então, não se preocupe em trocar.

      -Táxi Aeroporto Panamá. O valor é de US$30 até o hotel ou outros da zona costeira

      -Uber Aeroporto Panamá: Uber X: US$ 10-18; Uber XL US$ 14-22 (fiz um orçamento on-line) e dizem funcionar muito bem.

      -Os táxis não tem taxímetro, então pergunte no hotel para ter uma referência, quanto custa do ponto A ao B. Mas são bem baratos e vale pechinchar.

      -Compre um cartão (tarjeta) para o ônibus e outra para o metrô. As do metrô você compra em uma máquina. É bem simples, mas tem que pedir ajuda. E coloque uma pequena recarga. As do ônibus vendem na estação rodoviária que é junto ao shopping Albrook Mall. Você vai ter que ir lá mesmo, para comprar a passagem para viajar à noite para Bocas del Toro. Os ônibus saem entre 19:30 e 20:00h. Mas tem que comprar a passagem antecipada. Vá depois das 14:00 horas, dizem que antes não vendem. Não se preocupe, não é longe da zona hoteleira. Aproveite para dar uma volta no Albrook Mall que é enorme. Na rodoviária você vai comprar além da passagem, o táxi até o cais e o barco para Bocas Town, é tudo junto mesmo. Isso dá em torno de US$ 30.

      -O Albrook Mall é um shopping para todas as classes sociais e tem de tudo. Desde dentista até armas, de lojas populares até as de grifes caríssimas como Prada, etc. Tem duas enormes praças de alimentação e com preços que dão para pagar. São quase da metade de um campo de futebol cada. Localize-se pelos bichos em cada corredor, como o do pinguim, da girafa, do urso, etc. São estátuas enormes dos bichos, é bem prático para se guiar.

      -Você vai precisar da tarjeta do ônibus para acessar a plataforma dos ônibus na rodoviária para Bocas del Toro. E só vai saber disso na hora do embarque, então compre para evitar stress e aproveite para andar de ônibus que são muito envidraçados (vidros enormes).

      -Supermercado Riba Smith, bem próximo do hotel Ojos del Río (550m). Para comprar frutas e lanches.

      -Canal do Panamá- ingresso US$15. Táxi US$$10. Ônibus US$0,50. Os ônibus custam $0,25, mas tem que passar o cartão na entrada e na saída. O mesmo no metrô.

      -Compras no Panamá. Verificar se o preço inclui o imposto de 6%

      -Táxi do Hotel Ojos del Río Casco Viejo US$ 2 (ida) $5 na volta sim todos os taxistas pedem mais na volta, pechinche.

      -Escolhemos o Hotel Ojos del Río no Booking por estar localizado perto de uma estação do metrô e valeu a pena.

      -Jantar no Hotel Ojos del Río US$ $ 8. Massa caseira à bolonhesa, uma delícia.

      -Para ir ao canal do Panamá, compre um cartão para usar nos ônibus e metrô. Entre na estação de metrô mais próxima e compre o cartão nas máquinas automáticas,   carregue-o com alguns dólares. Apanhe o metro para a estação Albrook (US$ 0,35). Tanto nos ônibus quanto o metrô tem-se que passar o cartão na entrada e na saída. É estranho.

      Do outro lado da avenida fica o terminal de autocarros de Albrook. Atravesse a passagem superior e chegará facilmente ao terminal. Atravesse o hall do terminal e, do outro lado, caminhe para a direita. É provável que veja uma fila com muita gente à espera dos ônibus que param lá ao fundo. O ônibus que precisa pegar diz Miraflores. O destino final é o em frente ao Centro de Visitas do Canal do Panamá (US$ 0,25) é bem fácil. Gostamos dos ônibus porque eles têm uma ótima vista panorâmica.

      -Para voltar de Bocas del Toro compre a passagem no mesmo lugar onde desembarcou. Outros lugares também vendem, porém na hora de embarcar está sujeito à confusão, nós vimos acontecer. Umas meninas tiveram que comprar outra passagem entre choro e falta de lugar.

      -Em Bocas del Toro procure se hospedar em Bocas Town, pois é onde tudo acontece e cada travessia para outras ilhas custa US$ 2. Então, faça as contas.


       
      O que fazer em Bocas Del Toro:
      -Bahia de los Delfines

      -Cayo Coral

      -Cayo Zapatilla. Estes costumam ser um pacote.

      -Bocas Del Drago

      -Playa Estrella (evitar sábado e domingo porque fica muito cheia) Na Isla Colón. Ir de ônibus (16 km) descer em Bocas del Drago e caminhar no sentido de volta pela praia. Comida cara.

      -Isla Carenero. Tem aluguel de caiaques.

      -Isla de los Pájaros. Linda, mas de difícil acesso, depende das condições do mar.

      -Paki Point (ou Playa Paunch) praia de surf.

      -Playa Bluff. Na Isla Colón. Ir de ônibus, a playa Paunch é na metade do caminho. Lindas playas para surf.

      -Isla Bastimentos. Red Frog Beach (surf) Ir de barco. E Praias: Playa Larga, Playa Polo, Playa Wizzard, Turtle Beach, e Cayman Beach.

      Cartagena

       
      -Castillo de San Felipe

      -Plaza San Domingo (Point à noite)

      -Palacio de la Inquisición

      -Museu del Oro Zenú

      -Museu das Esmeraldas

      -Museu Naval

      -Torre del Reloj

      -Los Zapatos Viejos

      -Convento de Santa Cruz de La Popa

      -Iglezia de San Pedro Claver

      -Iglezia de San Domingo

      -Plaza de San Pedro Claver (Point à noite)

      -Avenida San Martin o Carretera 2 (Bocagrande)

      -Café Havana (bar, música e agito)

      -La Vitrola (Restaurante, bar e agito)

      -Café del Mar

      -La Cocina de Pepina (comida típica e barata) fica no Getsemani

      -Playa Blanca (nós não fomos decidimos curtir mais da cidade)

      -Islas del Rosário – Também não fomos


       
      Dicas de Cartagena
      -Táxi Aeroporto Cartagena – COP 10.000–15.000

      -Trocar alguns dólares por COP ao chegar ao Aeroporto de Cartagena e depois dentro da Cidade Amuralhada pode pesquisar em várias casas de câmbio. Passando pela Torre do Relógio é a segunda rua à direita.

      -Aproveite para comprar livros usados em espanhol e inglês nos inúmeros “sebos” junto da praça antes da Torre do Relógio.

      -Ficamos no bairro Getsemani no Hotel Boutique Casa Isabel. Recomendo, pois fomos super mimados. Tudo é bem perto, tem vários lugares mais econômicos e é cheio de mochileiros. Dentro da Cidade Amuralhada os hotéis em geral são mais caros.


       
               ORÇAMENTO (dólares) US$
      PANAMÁ

      -San Blás:                            1.142 (total)

                  Taxa dique:              4

                  Taxa Kuna:               40

                  Lycka:                                    918 (+170 já pagos como sinal) Total 1088

                  Jipe:                           100

                  Lancha:                     80

      -Hotéis Panamá:                 600

      -Compras Panamá:            250

      -Ônibus p/ Bocas                120

      -Ingressos e Passeios

      Panamá:                               100

      -Táxi Panamá:                     120

      -Alimentação Panamá:      780

                  Panamá total:           3.112


       
      CARTAGENA

      -Hotel Cartagena:               325 (pago)

      -Alimentação Cartagena:  170

      -Táxi Cartagena:                 20

      -Passeios Cartagena:        50

                  Cartagena total:       565


       
      Total geral:                          3.677


       
      Os preços em Cartagena foram convertidos para dólares, mas tem que trocar por pesos colombianos (COP) e como era pouco (o hotel já estava pago), eu troquei tudo no aeroporto mesmo.


       
      Abaixo as fotos em sequência:
      -Canal do Panamá

      -Bio Museu

      -Calzada Amador

      -Bocas del Toro – Playa Estrella

      -San Blás – vista do veleiro

      -Vista do veleiro, também

      -Cartagena. Torre del Reloj à noite

      -Cartagena. Ruas












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