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Serro - Capivari, Milho Verde e São Gonçalo - Guia Completo

Posts Recomendados

[info]Este é um tópico-guia de Serro, Minas Gerais e seus distritos Capivari, Milho Verde e São Gonçalo - Guia Completo.

 

Ele contêm informações sobre a cidade e distritos obtidos na Secretária de Turismo de Serro, experiências pessoais e de outras fontes na internet.

Se divide em história, atrações principais, hospedagem e algumas curiosidades.

Também contêm fotos, mapas e vídeos que ilustram o guia e será atualizado sempre que possível.

 

Quer escrever um relato de uma trip por essas cidades?

Crie um nesse Fórum: Brasil - Sudeste - Relatos de viagem[/info]

 

[t1]Serro - Capivari, Milho Verde e São Gonçalo - Guia Completo[/t1]

 

Serro

História da cidade:

Sede de uma das quatro primeiras comarcas da Capitania das Minas Gerais, a antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, hoje, cidade do Serro, ainda guarda as características das vilas setecentistas mineiras, o que lhe valeu ser o primeiro município brasileiro a ter seu conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em abril de 1938.

 

Em 1702, uma bandeira chefiada por Antônio Soares Ferreira descobriu as minas de ouro de Ivituruí, que em língua indígena significa Serro Frio, um “nevoeiro denso que invade a parte alta da serra, acarretando grande baixa de temperatura e sendo acompanhado de vento mais ou menos forte e constante”. Assim, é descrito o típico clima da região.

 

Em pouco tempo, um grande número de aventureiros chegou ao local atraído pelo ouro que brotava fácil nas cabeceiras do Jequitinhonha e seus afluentes. Em 1711, o sargento-mor, Lourenço Carlos Mascarenhas, foi nomeado superintendente das minas de ouro da região para manter a ordem e a justiça. A prosperidade do arraial motivou, então, sua elevação à vila no ano de 1714, quando, então, ganhou o nome de Vila do Príncipe. Com a criação da Comarca do Serro Frio, a vila passou a ser sede da comarca. Em 6 de março de 1838, a vila foi elevada à cidade com a denominação de Serro.

 

Suas igrejas impressionam pela qualidade da ornamentação e pela pintura em perspectiva nos forros. Ao lado do seu acervo histórico-arquitetônico, representado pelos belos monumentos religiosos e notável conjunto de sobrados, o Serro guarda também outro importante aspecto de sua riqueza cultural do passado: as tradições folclóricas, as festas religiosas e a peculiar gastronomia. O Queijo do Serro, o mais famoso produto da região, foi o primeiro bem registrado como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais (2002) e é também Patrimônio Imaterial do Brasil (2008).

 

Município rodeado por serras, morros, rios e cachoeiras, o Serro se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo histórico e ecológico.

Situada no centro-nordeste de Minas Gerais, na região central da Serra do Espinhaço, Serro fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII.

 

 

Como chegar:

Acessos MG-010, BR259, BR381, BR120

(Alvorada de Minas – Conceição do Mato Dentro / Sabinópolis - Guanhães / Santo Antônio do Itambé – Serra Azul de Minas / Presidente Kubitscheck/ Datas / Gouveia / Diamantina)

 

A partir de Belo Horizonte, pode-se chegar ao Serro por três caminhos diferentes:

 

1- Via Curvelo:

Através de rodovia totalmente asfaltada, o Serro encontra-se a 326 Km de BH, com saída em direção a Sete Lagoas (BR-040), seguindo até o trevo Curvelo/Brasília, onde se pega a BR-135 até Curvelo e daí, pela BR-259 até o Serro. Pelo caminho, as grutas “Rei do Mato” e “Maquiné”, lindas paisagens do cerrado (o sertão de Guimarães Rosa) e a vista do imponente Pico do Itambé, cercado de serras a perder de vista.

 

2- Via Serra do Cipó:

O Serro fica a 230 Km de BH, através da rodovia MG-10. São 170 Km de asfalto até Conceição do Mato Dentro, através da Serra do Cipó, sendo o restante de terra ( 60 Km), já em processo de pavimentação. O trajeto é feito em boa parte sobre a antiga rota da Estrada Real do Serro Frio a Ouro Preto, aberta pelos bandeirantes descobridores das minas de ouro e diamantes da chamada região do Ivituruí. Às margens da rodovia, uma infinidade de atrações, entre as quais o Parque Nacional da Serra do Cipó, as descobertas arqueológicas de Lagoa Santa e as muitas atrações de Conceição do Mato Dentro. É uma boa opção para aqueles que curtem aventuras, montanhas, cachoeiras e grutas (“Lapinha” e outras).

 

3- Via Itabira/Guanhães:

O terceiro caminho, com distância de 307 Km, já totalmente asfaltado, sai de Belo Horizonte pela BR-262, em direção ao Vale do Aço. Depois entra para Itabira, pela BR-120, e segue por Guanhães, onde se toma a BR-259, em direção a Sabinópolis e Serro.

 

Horários de Ônibus:

 

- BH-Serro:

- Via Curvelo - Diários, às 7 h; - Às sextas-feiras, às 7 e às 22:15 h; tempo de viagem: 6 h; Viação Serro.

- Via Serra do Cipó - Diários, às 6 e às 15 h; tempo de viagem: 6 h; Viação Serro.

 

- Serro-BH:

- Via Curvelo - Diários, às 15 h; - Aos domingos, às 13,20 e às 17 h; tempo de viagem: 6 h; Viação Serro.

- Via Serra do Cipó - Diários, às 6:15 h e 9,30 h; - De 2.ª a 6.ª, às 16 h; - Diários, vindo de Rio Vermelho, por volta de 8 h; tempo de viagem: 6 h; Viação Serro.

 

- Diamantina-Serro:

- Diários, às 15:45 h (exceto sábado); tempo de viagem: 2:30 h; Empresa São Geraldo.

 

- Serro-Diamantina:

- De 2.ª a 6.ª, às 8:30 h e às 15,30 h (via Datas); - Aos sábados, às 7 h; tempo de viagem: 2:30 h; Empresa São Geraldo.

 

- Guanhães-Serro:

- Diários, às 8 h; tempo de viagem: 2 h; Saritur.

 

- Serro-Guanhães: - Diários, às 10 h e às 15 h; tempo de viagem: 2 h; Saritur.

 

- Serro-Alvorada de Minas: - De 2.ª a 6.ª, às 17,30 h.

 

 

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ÔNIBUS

- Rodoviária BH - ( 31 ) 3271-3000.

- Rodoviária Serro - ( 38 ) 3541-1366.

- Viação Serro - ( 31 ) 3201-9662 (rodoviária BH); ( 31 ) 3422-6690 (empresa BH).

- Saritur - ( 33 ) 3421-1196 (rodoviária de Guanhães); (31) 3479-4300 (empresa BH); ( 31 ) 3272-8525 (rodoviária de BH).

- Empresa São Geraldo - tel: ( 38 ) 3531-3840 (Diamantina).

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[t1]O que visitar:[/t1]

 

Igreja Santa Rita

Sua edificação remonta ao século XVIII, sem data precisa, passando no século XIX por sucessivas reformas que caracterizaram sua atual fachada chanfrada. Em seu interior se destaca a singeleza da ornamentação marmorizada e o alar de São Sebastião confeccionado por ordem do Alferes Ângelo Martins de Siqueira pai da lendária Ana D'África. A igreja se localiza no alto de uma longa escadaria de onde se avistam o Pico do Itambé, com seus 2044 metros de altitude, e uma vista panorâmica do centro histórico do Serro. O arquiteto Silvio de Vasconcelos esteve neste adro e, em meio a uma revoada de andorinhas, registrou sua célebre frase: "Serro cidade encantada que parou no tempo".

 

Igreja do Senhor Bom Jesus de Matozinhos

Último exemplar da arquitetura setecentista da Vila do Príncipe, a Igreja do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, foi edificada pelas Irmandades de São Benedito e Nossa Senhora das Mercês. Possui pintura e linhas de talha definidas pelo rococó. Em seu interior encontram-se interessantes pinturas sobre o respaldo e forro da capela-mor, datadas de 1797, e atribuídas a Silvestre de Almeida Lopes.

 

Museu Regional Casa dos Ottoni

Construção do Século XVIII, de aparência simples, com linhas arquitetônicas que lembram os velhos solares rurais mineiros. Abriga um Museu com peças de imaginária, utensílios e móveis de época. Aberto de terça a sábado de 10hs às 18 horas. Domingos de 08hs às 12hs. Está localizado na praça Cristiano Ottoni nº 72, no Bairro Praia.

Contato - (38) 3541-1440

 

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

A primeira Matriz da Vila do Príncipe foi edificada em 1713 sob orago de Santo Antônio. Já no ano de 1776 sua invocação era dedicada à Nossa Senhora da Conceição. A Igreja possui elementos barrocos revelando influência da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, de autoria de Aleijadinho. A atual Matriz foi construída sob embasamento de cantaria e paredes em pau-a-pique e taipa de pilão o que a torna uma das maiores edificações religiosas da arquitetura colonial brasileira.

 

Igreja Nossa Senhora do Carmo

A Ordem Terceira do Carmo se erigiu autonomamente na Vila do Príncipe em 1761. As obras para a construção do templo iniciaram-se em 1768 e foram concluídas em 1781. Em 1817 o monumento recebeu a visita de Auguste Saint Hilaire, naturalista francês que fez as seguintes observações: " Lindo e bem arejado, acentuado ser o seu interior bastante claro e ornado de dourados e pinturas que longe de se poderem considerar obras primas lhe pareciam superior à ornamentação de muitas igrejas da França", declarou.

 

Chácara do Barão do Serro

Trata-se de um exemplar da arquitetura civil domiciliar, edificada no século XIX, onde viveu José Joaquim Ferreira Rabello, comerciante de diamantes e coronel da Guarda Nacional, Barão do Serro, por decreto de 19 de julho de 1879.

 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Datada de 1758. Construção simples que possui elementos dos tradicionais templos dos negros. Apesar de modesta a capela possui grande prestígio religioso e popular. Nela é celebrada no primeiro final de semana do mês de julho a famosa festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com missa, procissão e apresentação da tradicional congada.

 

Sobrado da Prefeitura Municipal de Serro e Câmara Municipal

Casarão do século XIX que, segundo a tradição local, foi construído para hospedar o imperador D. Pedro I, visita que nunca chegou a acontecer.

 

Casa do Barão de Diamantina

Sobrado construído no século XIX, com fins residenciais. Pertenceu a Francisco José Vasconcelos Lessa, o Barão de Diamantina.

 

Casa de General Carneiro

Casarão que hoje abriga o escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Localizado ao lado da Igreja Matriz no Largo do Pelourinho.

 

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Mapa-Guia.pdf

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[t1]Principais eventos na cidade e distritos[/t1]

 

Folia de Reis:

Em Milho Verde, no dia 6 de janeiro, os foliões visitam, em cortejo musical, casas que têm presépios montados

 

Festival de Férias:

Festival realizado no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, na terceira semana de janeiro, com oficinas de arte e apresentações culturais.

 

Carnaval:

A programação começa na sexta-feira e estende-se até a terça, com shows e apresentação de blocos caricatos, na Sede.

 

Semana Santa:

Rico em tradição folclórica e religiosa, o Serro vive com fé as comemorações da Paixão e Morte de Cristo, encenada pelo grupo Marte, na Sede.

 

Festa do Cavalo:

Cavalgadas, rodeios, concurso de marcha em diversas modalidades, assim é a Festa do Cavalo, realizada no final de semana próximo ao 1º de maio, na Sede.

 

De Tira em Tira:

Festival de tira-gosto realizado em São Gonçalo do Rio das Pedras, na segunda quinzena de maio, nos bares do distrito.

 

Festa do Divino:

De origem portuguesa, a festa de Coroação do Imperador e dos Votos do Espírito Santo é comemorada no dia de Pentecostes, na Sede.

 

Sábado Cultural:

Todos os sábados - Feira dos produtores rurais, Apresentação Cultural e Gastronomia

(38) 3541-2754 - Secretaria de Turismo e Cultura

 

[t1]Onde ficar:[/t1]

 

Pousada Dona Tuca: (38) 3541-1333 email: [email protected]

Pousada Mariana: (38) 3541-1569 / 35412627 http://www.pousadamarianaserro.com.br

Pousada Laura Stefhany: (38) 3541-1700

Pousada Matriz: (38) 3541-1770

Pousada Serrana: (38) 3541-1949 email: [email protected]

Pousada Serro frio: (38) 3541-1487 email: [email protected]

Pousada do Queijo: (38) 3541-2622 email: [email protected]

Hotel Bela Vista: (38) 3541-1776 email: [email protected]

Pensão N. S. Aparecida: (38) 3541-1967 email: [email protected]

 

 

[t1]]Onde comer:[/t1]

 

Restaurante Vila do Príncipe - Rua Antônio Honório Pires 11, Centro (38) 3541-1030.

Restaurante Rancho Serrano - Rua General Osório 5; Bairro do Gambá (ao lado do Fórum); (38) 3541-2095.

Empório Serro Real - (38) 3541-1850.

Barzinho e Restaurante Dodoia e Júnior - Rua Fernando Vasconcelos 240 (38) 3541-1322 /9936-3137.

Café Mariana - (38) 3541-1569.

Bar e Restaurante Jequitibar - (38) 3541-1004

Bar e Restaurante Jota Ávila – Rua General Osório 33, Centro (38) 3541-1144.

Bar do Zinho - Rua Barão de Diamantina (saída para Diamantina).

Bar e Restaurante São Pedro

Praça Ângelo Miranda, 6 (38) 3541-1332.

Bar e Restaurante Zé de Lindolfo – Praça. Dr. Andrade 28, Centro (38) 3541-1633.

Restaurante N. S. Aparecida - (38) 3541-1373.

Lanchonete Marofa - (38) 3541-1847.

Maguinho – (38) 3541 - 1980

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[t1]Capivari[/t1]

Em Capivari, localizado no Alto Jequitinhonha, nos surpreendemos com as belezas naturais que enchem os olhos. Lá, está localizado o Pico do Itambé, que oferece uma panorâmica de todo o Alto Jequitinhonha, e por ser um ponto culminante da região e de suma importância, foi um dos principais fatores da criação do Parque Estadual do Pico do Itambé, em 21 de janeiro de 1998.

 

O parque abriga riquezas naturais como cachoeiras, cursos d’água e diversificada vegetação. Abrange em seus domínios, várias nascentes e cabeceiras de rios das bacias do Jequitinhonha e Doce, além do Pico do Itambé com seus 2.002 metros. Possui também uma fauna bastante rica, que alia-se a diversidade florística e aos recursos hídricos, garantindo grande potencial turístico para a região.

 

Além do parque, há também em Capivari cachoeiras, como a do Amaral e a dos Coqueiros. Como atrativos culturais encontramos o Vilarejo, um “city-tour” que passa pelos principais pontos turísticos da localidade, incluindo as igrejas, o casario e os produtores de artesanato. Visitar Capivari é se encantar pelas belezas turísticas da região e contribuir solidariamente com os moradores e a comunidade.

 

 

População: 490 habitantes

Sede: Serro

Distância de Capivari a Serro: 27 km

Infra Estrutura: telefonia fixa, água (nascente) e energia elétrica.

 

 

Atrativos Turísticos:

 

Naturais:

Parque Estadual do Pico do Itambé

Pico do Itambé

Cachoeira do Amaral

Cachoeira dos Coqueiros

Cachoeira do Tempo Perdido

Serra e Pico do Raio

Serra da Bicha.

 

Culturais:

Vilarejo e Sempre-vivas.

 

Eventos Religiosos:

Festa de Santo Antônio

Festa de São João

Festa de Nossa Senhora Aparecida

Festa de São Geraldo.

 

Capivari conta o Programa Turismo Solidário

O Programa Turismo Solidário, uma iniciativa do Governo de Minas, foi elaborado pela Secretaria de Estado Extraordinária – SEDVAN e seus parceiros, para realizar a ordenação turística de localidades que possuem rico patrimônio natural e cultural, porém baixos índices de desenvolvimento humano

 

Trilhas:

 

Caminhada Pico do Itambé

Marco referencial de toda região, o Pico do Itambé, com 2044 metros de altitude, pode ser alcançado por uma caminhada de 14 km por um percurso emocionante. O visitante irá seguir pelas grandes rochas que afloram na serra, pela vegetação de campo rupestre e cerrado, com presença de fauna significativa e animais em extinção, além de espécies endêmicas de orquídeas e bromélias. Na chegada ao cume, a vista de todas as cidades que circundam o pico é surpreendente, propicia um horizonte inesquecível só possível de ser visualizado do ponto mais alto da Serra do Espinhaço, o Pico do Itambé.

Responsável: Genésio da Cunha

 

Caminhada Cachoeira do Tempo Perdido

Após aproximadamente 6 km de caminhada em meio à vegetação de campo rupestre, o visitante se depara com a Cachoeira do Tempo Perdido, que possui uma grande piscina natural com uma linda queda d’água, compondo um cenário singular. Além disso, na trilha, a vegetação de campo rupestre, o cerrado e a vista para o Pico do Itambé configuram um lindo trajeto que encanta a todos.

Responsável: Reinaldo Ribeiro / Élcio Ribeiro

 

Caminhada à Cachoeira Maria Bruna

Caminhada à cachoeira Maria Bruna, com possibilidade de banho num poço de água pura e cristalina em ambiente bucólico e agradável. Trilha de aproximadamente 8 km sobre campo rupestre, cerrado e rochas características, além do contato com a fauna típica do Espinhaço, com exuberante vista do Pico do Itambé.

Responsável: Reinaldo Ribeiro

 

Caminhada Cachoeira do Amaral

Caminhada de aproximadamente 8 km, até a Cachoeira do Amaral, com percurso de vegetação típica de campo rupestre, várias espécies de sempre-vivas, planta muito encontrada na região. A bela cachoeira possui duas grandes quedas d’água formadas pelo rio Capivari e um grande poço, entre formações rochosas de grande exuberância.

Responsável: Elcio Ribeiro

 

Hospedagem - Turismo Solidário:

 

Para quem deseja vivenciar a experiência de se hospedar em casa de moradores em autêntico distrito do interior de Minas Gerais, pode entrar em contato com Genésio ou Altivo. Telefone público: (38) 3232-2000

 

Hospedagem Familiar em Capivari - Turismo Solidário - Café da manhã,almoço e jantar.

Anirton da Cunha

Aparecida da Cunha Ribeiro

Cléia Maria Amáncia Antônio

Maria Aparecida do Nascimento Cunha

Nanci Ribeiro de Jesus

Nilza Rosa Silva Maurício

Noeme Ribeiro Cunha

Reinaldo Ribeiro

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[t1]Milho Verde[/t1]

 

Sobre o Distrito:

Situado nas vertentes da Serra do Espinhaço, bem próxima a nascente do Jequitinhonha está Milho Verde. Pequeno distrito de Serro, Milho Verde é um local de povo tranquilo e acolhedor. Lugar de ver a vida passar sem pressa, tomando um banho de cachoeira ou contemplando suas belas paisagens. De respirar o ar puro das montanhas e sentir o cheiro da comida feita no fogão a lenha. De entrar no ritmo de seus habitantes e cumprimentar com um sorriso os que passam pelas ruas. De sentir que a beleza e a simplicidade andam de mãos dadas num lugar mágico.

Milho Verde é um daqueles lugares que a gente chega, se encanta e não quer ir embora mais. A natureza exuberante, com belíssimas cachoeiras, e a hospitalidade de seus moradores são as principais responsáveis pelo aconchego e beleza do lugar.

O antigo Arraial de Milho Verde é terra natal da personagem histórica Chica da Silva, nascida entre 1731 e 1735. Ao circular pelo distrito, o visitante terá a oportunidade de observar as diversas construções típicas da localidade, além das notórias cachoeiras que são sem dúvida o seu grande atrativo. Algumas mais acessíveis, outras que requerem um pequeno esforço para chegar, porém todas lindas. São elas: Lajeado, Carijó, Piolho, Moinho.

 

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[t1]Historia:[/t1]

 

Atualmente há duas versões sobre a história de Milho Verde. Uma delas conta sobre a passagem de bandeirantes na região, quando em certo momento alguns deles com fome pararam na casa de um habitante local. Este habitante, Sr. Modesto, ofereceu-lhes abrigo e a única coisa que tinha como alimento: milho verde

Em outra versão, contam que apareceu por volta de 1711 na região um português natural da Província do Ninho. Seu nome, Rodrigues Milho Verde. Este português veio à procura de ouro e diamante, abundantes nas regiões próximas. Através dele várias pessoas vieram com o mesmo objetivo formando assim o povoado.

A primeira denominação dada foi Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde do Serro Frio. Este nome foi devido a Nossa Senhora dos Prazeres ser a padroeira do arraial, Milho Verde o nome do seu fundador e Serro Frio pelo fato do arraial estar localizado em Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio, atual cidade do Serro.

Em 9 de julho de 1868 foi oficialmente elevada a distrito desta cidade.

Historicamente a vila foi ocupada por garimpeiros atrás de ouro e, posteriormente, de diamantes. Passado esse período, de acordo com relatos de visitantes, Milho Verde viveu um período de extremo abandono.

No início do século XX os garimpeiros retornam e desta vez com auxílio de dragas e bombas. Os danos à natureza são rios que tiveram seus cursos desviados, seus cascalhos revirados, tudo para atender à cobiça dos exploradores. Finalmente a mineração no lugar foi proibida. A pecuária, a agricultura de subsistência e também a colheita de flores sempre-vivas passaram a ser as atividades de quem permaneceu na cidade (que servia também de parada para tropeiros).

 

A antiga vila de mineração talvez estivesse condenada ao desinteresse se não fosse descoberta como destino turístico.

O passado de abandono e esquecimento foi um importante aliado na preservação das características do povoado e de sua gente simples e hospitaleira.

 

[t1]O Que visitar:[/t1]

 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Pouco se conhece oficialmente sobre a história desta pequena capela, erguida, possivelmente por devoção de negros livres ou escravos, no curso do século XIX, como indicam algumas de suas características construtivas. Está valorizada pela inserção na magnífica paisagem, no topo de uma colina com amplíssima vista para o vale e serras que integram o maciço do Pico do Itambé.

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Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

O arraial de Milho Verde é anterior a 1732, o que faz supor que já teria sido erigida, pelos povoadores pioneiros, uma capelinha provisória, como acontecia em todos os núcleos de mineração. A primeira Capela foi instituída no lugar, como filial da Freguesia da Vila do Príncipe dedicada a São José A denominação de Nossa Senhora dos Prazeres pode ter ocorrido em razão de simples mudança de orago ou então em decorrência da construção de um novo templo. O Monumento é tombado pelo Iepha/MG, desde 1980. Foi na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres que a lendária Chica da Silva foi batizada.

 

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Cachoeira do Carijó:

Situada a 3 km de Milho Verde, a Cachoeira do Carijó tem 8m de queda e possui um grande poço com água limpa. Ideal para banho, seu acesso é feito seguindo a estrada principal de Milho Verde, no sentido Milho Verde - Serro.

Distancia do distrito: 3 km aprox.

Como chegar: De carro ou a pé pela estrada Milho Verde - Serro. Placa indicativa na estrada. Está localizada a 1 km depois da entrada para Cachoeira do Moinho.

 

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Cachoeira do Moinho:

Uma das maiores e mais belas da região. Seu nome é devido à existência de dois moinhos antigos, utilizados para transformar milho em fubá. Esta cachoeira está bem próxima ao distrito. São aproximadamente 2 km. Possui ótimos poços com água cristalina, perfeitos para banho. Descendo há duas grandes quedas que mais a frente formam o Rio Jequitinhonha. Possui um bar que funciona quando há maior fluxo de turistas.

Distância do distrito: 1 km aprox.

Como chegar: Carroou a pé pela estrada Milho Verde - Serro. Placa indicativa na estrada.

 

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Cachoeira do Piolho:

Belíssima cachoeira, formada pelo córrego de mesmo nome. Tem mais de 30 metros de altura. Alguns utilizam essa cachoeira para prática de rapel. É assim chamada por causa dos pequenos diamantes encontrados em seu leito pelos antigos. Para chegar lá o visitante deve ir até a Matriz da Nossa Senhora dos Prazeres, onde há uma placa indicando o caminho.

Distancia do distrito: 4 km aprox.

Como chegar: Carro ou a pé. Pegar a estrada próxima a igreja matriz (conforme placa indicativa).

Dica, fica em propriedade particular, os donos geralmente pedem uma colaboração para acesso, normalmente uns R$2,00 ou R$5,00.

 

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Cachoeira do Lajeado:

Um platô que corre na chapada da cidade com diversos poços rasos de águas cristalinas formando mais à frente três quedas. O visual da trilha mostra uma paisagem magnífica. Os poços pelo caminho são rasos e possuem muita areia branca, o que torna o local apropriado inclusive para crianças. Ao todo são aproximadamente 4 km de trilha, tendo seu início nas proximidades do distrito.

Distancia do distrito: 4 KM aprox. de trilhas até as quedas.

Como chegar: Trilha a pé localizada nas proximidades da cidade (veja no mapa).

 

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Cachoeira do Baú:

Está localizada a cerca de 8 km de Milho Verde. Belíssima cachoeira com um poço médio, em terreno de aclive acentuado. Este nome se refere a um quilombo que ficava muito próximo.

 

Cachoeira dos Macacos:

Localizada na Fazenda dos Macacos, tem águas frias e cristalinas.

Está próxima à Cachoeira do Piolho e do rio Jequitinhonha.

 

Serra dos Santos:

Formação rochosa, que lembra imagens de santos posicionados em linha. Está Localizada a 2 km da cidade.

 

Pico do Cruzeiro Novo:

Com uma vista exuberante, de onde podem ser avistadas as cidades de Diamantina, São Gonçalo e outros pontos de Milho Verde, é ponto de visitação obrigatória para quem quer conhecer a região. Localizado no ponto mais alto de Milho Verde situa-se a uma

distância de 5 km. É o local onde se realiza a procissão da festa de São Sebastião no mês de Janeiro. O seu cruzeiro é feito de madeira com o eixo vertical medindo 8 metros.

 

Chafariz:

Conhecido como “chafariz da goiabeira” (nome que faz homenagem a bela goiabeira que cresceu ao lado do chafariz) fica localizado na área central de Milho Verde. Tem à sua volta um extenso gramado usado pelos moradores para estender as roupas ali lavadas.

Construído em pedras, com um fosso a frente.

É uma construção antiga e ainda nos dias de hoje é comum ver mulheres lavando roupas em suas águas

 

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[t1]Onde ficar:[/t1]

 

Hotel Rancho Velho: (38) 3541-4097

Pousada D. Lourdes: (38) 3541-4019

Pousada Luar do Rosário: (38) 3541- 4090

Pousada Milho Verde: (38) 8802-1019

Pousada Morais: (38) 3541-4014

Pousada Sempre-Viva: (38) 8814-9550

Pousada André Luiz: (38) 3541-4087

Pousada Estrada Real: (38) 8807-0322

Pousada Fogão a Lenha: (38) 8807-4808

Casa de Pouso D. Olímpia: (38) 3541-4032

Casa de Pouso D. Dirlene: (38) 3541-4033

Casa de Pouso Coisas Daqui: (38) 8822-8967

Albergue Guerreiros da Luz: (38) 8829-2394 ( R$30,00 Quarto compartilhado )

Camping do Ademar: (38) 3541-4013

Camping do Nozinho: (38) 3541-4063 ( R$12,00 por pessoa, excelente estrutura )

Casas para Aluguel: (38) 8817-7310

 

[t1]Onde comer:[/t1]

 

Pizzaria Sempre Viva, Rua Direita, s/n° - Centro (38) 3541-4026

Pizzaria do Campo, 38 3541-4014

Restaurante da Pousada do Morais,Rua Direita, 76 - Centro (38) 3541-4014

Restaurante da Dona Lourdes, Rua do Cruzeirinho, 240 – (38) 3541-4019

Cozinha da Jacira, Rua do Rosário, 80, ao lado da Igreja do Rosário.

Bar Ovelha Negra Rua do Rosário, 80 – (38) 8807 0322

Bambuzinzo’s Bar Rua do Campo, 16 - (38) 3541 4074

Bar do Adir (38) 3541-4058

Mercearia dos Prazeres (38) 3541- 4091

Bar do Mudesto (38) 3541- 4070

Armazém Bar e Espaço Cultural Rua Manoel Esperidião, No 333(38) 8802-3992

 

 

[t1]Como Chegar:[/t1]

 

De Ônibus

 

Para quem sai de Belo Horizonte: A Viação Serro e a Saritur tem saídas diárias para o Serro. São cerca de 5h30min pela Serra do Cipó.

Terminal Rodoviário de BH: (31) 3271-8933

 

De Serro até Milho Verde tem um ônibus diário às 13:00, de segunda a sexta. Nos finais de semana não circula. (cerca de 1 hora e trinta minutos de viagem). Ligue na rodoviaia de Serro para confirmar este horário. (38) 3541-1366

 

 

Principais Distâncias de Milho Verde:

 

São Gonçalo do Rio das Pedras……………………………………7 km

Serro…………………………………………………………………………27 km

Diamantina……………………………………………………………… 35 km

Conceição do Mato Dentro…………………………………… 87 km

Belo Horizonte……………………………………………………… 331 km

Rio de Janeiro……………………………………………………… 677 km

Brasília…………………………………………………………………… 750 km

Vitória…………………………………………………………………… 736 km

São Paulo………………………………………………………………… 822 km

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[t1]São Gonçalo do Rio das Pedras[/t1]

 

Sobre o Distrito:

São Gonçalo do Rio das Pedras é um distrito de Serro, Minas Gerais, situado margem do antigo caminho entre Diamantina e Serro, na Estrada Real, uma surpresa, um presepinho que surge no alto do Espinhaço, a 1150 mt de altitude. Escondida entre pontas de pedras, em meio à diversidade do cerrado, encontra-se a vila, cuja história está ligada ao início da colonização de Minas Gerais e à mineração do ouro e do diamante.Lugar paradisíaco, de arquitetura colonial, com acesso por estradas de terra.

Na pequena vila de antigo casario colonial e tradições culturais preservadas, os visitantes se encantam com a natureza e com a simplicidade do modo de vida local, Ruelas estreitas calçadas com pedras ou cobertas por grama, convidam à vivência do tranquilo cotidiano de seu povo.

A bela paisagem natural da Serra do Espinhaço, que há séculos encanta os viajantes, convida a viajar pela natureza, onde rios, cachoeiras, serras e uma imensa diversidade de flores proporcionam momentos deliciosos de lazer e contemplação.

Com uma cultura marcante, São Gonçalo mantém viva suas festas religiosas e sua gastronomia típica, com doces, vinhos e receitas que remontam à época colonial.

População: 1.522 habitantes.

 

Sede: Serro

 

Distância de São Gonçalo do Rio das Pedras a Serro: 29 km.

 

Acesso a Serro: Estrada de terra. ( Asfaltada até Milho Verde )

 

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[t1]Historia:[/t1]

 

Lenda de São Gonçalo

 

Conta-se que há muito tempo atrás duas crianças brincavam em uma goiabeira onde está hoje a Matriz de São Gonçalo do Rio das Pedras.

Ao decorrer da brincadeira, as crianças encontraram uma imagem. Seus pais, ao verem aquela imagem, perceberam que era a de um santo. Como não existia nenhuma igreja no povoado, levaram-na em romaria para outro local mais perto, Milho Verde, onde havia uma capela. Mas o Santo pareceu nao ter gostado nada da ideia e voltou para o mesmo lugar embaixo da goiabeira.

No outro dia, as crianças voltaram a encontrar a imagem no mesmo local. Apavorados, chamaram seu pais. Eles ficaram impressionados ao verem o santo no mesmo lugar de antes. Novamente reuniram-se em romaria e levaram a imagem ao Milho Verde. Em sua caminhada, os romeiros perceberam as pegadas pequenas que havia na estrada e que sugeriam serem do próprio santo. Percebendo o acontecido, decidiram respeitar a vontade do santo, trazendo-o de volta e construindo a igreja Matriz de São Gonçalo no local de sua aparição.

 

[t1]O que visitar:[/t1]

 

Atrativos Turísticos

 

Naturais:Cachoeira do Cadete, Serra do Raio, Pinturas Rupestres, Cachoeira do Bananal, Cachoeira do Retiro, Cachoeira do Comércio, Cachoeira do Retiro, Cachoeira do Pacu, Cachoeira da Grota Seca, Rio Jequitinhonha, Várzea da Serra do Raio, Serra e Pico do Raio, Pedra da Rapadura e cachoeiras subterrâneas.

 

Culturais: Tapeçaria, Artesanatos, Pastorinhas, Grupo de Flautas, Funivale, Caminho Histórico – Estrada Real e Festival de Férias.

 

Religiosos: Igreja de São Gonçalo, Lapa da Igreja, Semana Santa, Festa do Rosário e Festa de São Gonçalo.

 

Atrativos Naturais

 

Cachoeira do Comércio

Composta por uma pequena queda e um paredão de 85 m de altura, próprio para a prática do rapel, a Cachoeira do Comércio é um dos bons atrativos a serem visitados em São Gonçalo do Rio das Pedras. Um dos destaques do local é a presença de moinhos d'água, construídos em pau-a-pique, com mais de 100 anos.Dois deles ainda são utilizados para a produção de fubá. Do local é possível se ter uma boa vista do horizonte podendo visualizar a antiga fazenda de Dona Francisca Aguiar (Dona Chiquinha), hoje demolida. Ela foi uma das fazendeiras mais poderosas da região no período em que Diamantina ainda se chamava Arraial do Tijuco.

 

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Cahoeira do Pacú

Lugarejo Chamado Pacu no distrito de S. Gonçalo do Rio das Pedras. Com pouco volume de água, apresenta águas cristalinas. Distância do Distrito : 2 km

 

Cachoeira da Grota Seca

Localizada nos arredores de São Gonçalo, apresenta em grande volume de água, de cor turva. Possui 30 quedas d'água que formam poços com possibilidade de banho, apesar das muitas pedras escorregadias existentes no local.

Localização : Arredores da Fazenda Grota Seca - Distrito de S. Gonçalo do R. das Pedras. Distância da Sede do distrito de 4 km.

 

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Cachoeira do Cadete

Distante 2km da sede do distrito de São Gonçalo.

 

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Cachoeira do Retiro

A Cachoeira do Retiro está localizada a 2 km de São Gonçalo. Siga pela estrada de terra em direção ao bairro de São Sebastião. A cachoeira pode ser vista desde a estrada ficando ao lado da ponte central.

 

Pico do Raio

Localizado na divisa de Capivari e São Gonçalo do Rio das Pedras.

Serra do Raio (10Km)

 

Atrativos Culturais

Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Praça do Rosário (38)3541-4027

 

[t1]Onde Comer:[/t1]

 

Angu Duro - Rua Ilídio Ribeiro, 314 - Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras (38)3541-6105

Bar do Gonçalo - Rua do Campo , 10 (38)8809-1282

Bar do Pescoço - Rua Ilídio Ribeiro, 75 (38)8828-2337

Bar Dona Geralda - Rua do Rosário , 29 (38)3451-4085

Bar e Restaurante do Ademil - Largo do Féliz - (38)3541-6076

Bar e Restaurante Lucília e Sinval - Rua Nova (38)3541-6124

Bar e Restaurante Recanto Real - Rua das Flores , S/N (38)8807-9455

Pizzaria Quero Mais (38)3541-6080

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[t1]Onde ficar:[/t1]

 

Pousada do Capão- Rua da Nascente, 550 - (38)3541-6068 - www.pousadacapao.com

Pousada do Pequi - Rua do Jatobá , 342 - (38)3541-6100 / (38)8813-7140 - www.pousadadopequi.com.br

Pousada Fundo de Quintal - Rua Nova , 06 - (38)3541-6076

Pousada Mirante do Vale - Estrada do Engenho - (38)9971-0418

Pousada Refúgio Cinco Amigos - Largo Félix Antônio, 16 - (38)3541-6037 - www.pousadarefugio5amigos.com.br

Pousada e Restaurante Recanto Real - Rua das Flores, 09 - (38) 8816-4964 - [email protected]

Pousada Recanto das Pedras Pedro - Rua da Esperança, 199 - (38) 3541-6023 - [email protected]

Receptivo Familiar JovelinaTelefone - Rua Ilídio Ribeiro S/N -(38) 8819-7948

Receptivo Familiar Estulana - Rua Ilídio Ribeiro S/N - (38) 8803- 3570

Receptivo Familiar da LucíliaTelefone Rua Nova S/N - (38) 8804-0078

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    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
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      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
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      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por casal100
      1) - Jan/fev de 2013 - estrada real caminho velho. Foram aprox. 710 kms no total + 100 kms entre Paraty x aparecida + PN Itatiaia + visconde de mauá
      2) - Julho/2013 - estrada real caminho diamantres (diamantina x Ouro Preto);
      3) - Julho/2013 - Estrada Real caminho Sabarabuçu(Ouro preto x Glaura x Cocais)
      4) - Janeiro/2014 - Estrada Real caminho Novo (Ouro Preto x Rio de Janeiro).
      Informações Básicas e Resumo geral:
      No final da postagem desse relato, informarei nesse post , todas as principais dicas sobre esse maravilhoso roteiro, bem como o resumão.
      Muitas pessoas já fizeram a E.R. à pé, mas pouquíssimas fizeram relatos sobre a viagem, com dicas, sugestões.......
      Procurarei dar dicas sobre: tempo de viagem em cada roteiro, locais de hospedagem e seus respectivos preços..... fotos, roubadas, .....
      Alguns sites importantes da região:
      Ouro preto e os distritos: 
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_distritos_de_Ouro_Preto
      Estrada Real(planilhas e informações diversas): http://www.institutoestradareal.com.br/
    • Por julio555
      No dia 15 de fevereiro saí de casa exatamente as cinco e meia da manhã, com destino inicial no litoral norte do Espírito Santo. Seriam 800 km da capital mineira ao litoral.
      Mas os resultados foram tão surpreendentes que resolvi continuar a viagem de bike e não voltar de ônibus. Percorri o litoral capixaba até a divisa com o Rio de Janeiro. Não subi para a Bahia com receio do forte calor que estava fazendo na região. Dormi em postos de gasolina, em igrejas, ginásios, na beira da estrada e por aí vai. 
      Depois de chegar em Marataízes segui por várias cidades do interior do Rio de Janeiro, e logo após fiz o caminho novo da estrada real com a minha velha bike. Cheguei em Ouro Preto e já comecei a percorrer o Caminho dos Diamantes da Estrada Real, até a cidade de Diamantina. Pedalar 30km em estrada de terra não muito boa e com bike não apropriada cansa mais do que pedalar 100km na estrada de asfalto. 
      Depois, chegando em Diamantina, voltei para Belo Horizonte. Foram no total aproximadamente 3200km em 55 dia. 
      Narro toda essa aventura no blog que escrevo desde o ano de 2012
      Diário e as fotos de minha viagem pelo sudeste do Brasil





    • Por otavio_aon
      Desde o ano passado, quando conheci a Estrada Real, soube que retornaria. Em partes pelas experiências, que transformaram meus gostos, meus paradigmas e minha vida; em partes pela curiosidade sobre o que o caminho ainda teria para me oferecer.
       
      Nesse espírito, com a experiência adquirida desde a minha primeira viagem a pé (que foi exatamente a viagem pela Estrada Real, em 2008) e o equipamento necessário, inovei na companhia. Convidei alguns amigos mas (novamente) apenas uma pessoa se dispôs a me acompanhar: o Rodrigo; amigo de faculdade com gosto por trilhas e fotografia.
       
      O plano era caminhar pelo Caminho do Sabarabuçu, de Acuruí (distrito de Itabirito/MG) até Caeté/MG, percorrendo menos de 100km. Como tínhamos pouco tempo disponível, optamos por pular o trecho próximo a São Bartolomeu, para haver tempo de conhecer o Santuário do Caraça.
       
      Um mês antes da data prevista para a viagem, já tínhamos todo o equipamento necessário e a passagem para Belo Horizonte/MG já estava comprada. Como sairíamos de lugares diferentes e nos encontraríamos em Belo Horizonte, eu fui de avião e o Rodrigo de ônibus.
       
      Eu cheguei em Belo Horizonte dois dias antes e aproveitei para fazer um pouco de "turismo convencional" (mas isso é assunto para outros relatos). Depois que o ônibus (da Viação Motta) caiu em um imenso buraco durante a noite, o Rodrigo chegou em Belo Horizonte, com algumas horas de atraso. Mas depois de alguns acertos de última hora e histórias sobre o acidente; seguimos de ônibus (Santa Fé Transportes) para Itabirito, nosso ponto de partida.
       
      Lá, nos hospedamos no Hotel Dallas e já arrumamos um táxi (R$40, somente ida) para nos levar até Acuruí (distrito de Itabirito) na manhã seguinte. Com tudo pronto para novamente colocar o pé na estrada, dormimos cedo, cheios de ansiedade.
       
      Dica: Não há ônibus, ou qualquer outro transporte público, para Acuruí aos domingos, e mesmo nos dias de semana os horários são poucos. Procure se informar com antecedencia.
       
      Informações locais:

      Hotel Dallas: R. Dr Eurico Rodrigues, 487, Centro - Tel: (31) 3561-2500
       
      [li=]Mais relatos e fotos em: http://sobreviagens.blogspot.com/[/li]
    • Por JeffSantos
      Em junho do ano passado fiz a pé a Estrada Real, de Diamantina a Paraty. Abaixo algumas considerações sobre a caminhada que escrevi logo quando terminei. O relato completo está no blog longadistancia.com .
       
      Foram 32 dias de Estrada Real, quase 1200 quilômetros percorridos a pé. Muita gente fica curiosa com alguns detalhes de uma viagem como essa. Me perguntam como a coisa funciona na prática, o que se leva, o que se come, quanto se anda por dia, quanto custa, que horas sai, que horas chega, coisas assim. Vou tentar responder a algumas dessas perguntas nesse texto.
       
      De modo geral, a Estrada Real é muito bem dotada de estrutura de hospedagem e alimentação. Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de cidades, então dá pra se ter uma ideia. O que não quer dizer que as pousadas sejam boas, nem que você vai conseguir jantar todos os dias…
       
      Fiquei em lugares decadentes e sujos como a casa do Roberto, em Traituba, e paguei R$70, por uma cama de solteiro e um banheiro compartilhado (ok, ele fez uma janta e me deixou chupar quantas laranjas eu quisesse). Em Cruzília, gastei R$50 no quarto mais confortável da viagem, com cama king size, chuveiro privado excelente, TV a cabo, travesseiros à escolha. Por mais R$30 eu teria hidromassagem. Em Morro do Pilar o quarto era simples, mas o café da manhã era excelente. E custou R$35, o mais barato da viagem. O mais caro que paguei foi em Passa Quatro: R$135, mas o conforto do lugar vale o preço. Poderia ter ficado no albergue, mas tava lotado. Em média os quartos custavam entre R$50 e R$60 por noite.
       
      Alimentação em Passa Quatro também foi caro: duas cervejas e um Hamburger, R$68, sem 10%. A janta na Pousada Rural de Embaú, com arroz, feijão, carne, ovo, salada e purê de abóbora, saiu por R$12. Ficando no trivial, na janta, o preço era em torno de R$15.
       
      Eu não almocei nenhum dia. Minha rotina era acordar meia hora antes do horário do café na pousada (meu limite era as 7h. Se a pousada começasse a servir café só as 8h, meu plano era a) convencer a servir mais cedo, b) negociar de deixar um café já preparado, com o que tivesse, pra eu tomar quando acordar e cair fora e c) pedir um desconto na diária. Quase sempre a) funcionava), comer bem no desjejum e só parar pra comer quando chegasse ao meu destino. Na mochila eu levava barrinhas de cereais, frutas secas e frutas que tivesse na pousada – quase sempre bananas e maçãs. Com isso – e três litros de água, em média – me sustentava até a janta.
       
      Minha estratégia era começar a caminhar o mais cedo possível. Como clareava às 6:30 mas o sol só saía mesmo às 10h, esse horário era excelente. A partir das 10 já começava a ficar quente, depois das 11 já suava bicas. Parava lá pelas 3 ou 4 da tarde em um dia normal. Um dia extrapolei: quando fui do Serro a Tapera, quando poderia ter parado em Alvorada de Minas ou Itaponhacanga. Cheguei já noite. Outro dia saí ainda noite: no último, quando precisava andar os 60km de Cunha a Paraty. Em média andava o que me deixava satisfeito: entre 35 e 40km por dia (7 ou 8 horas, sem parar pra almoço). Meu objetivo era sair cedo e chegar cedo.
       
      Na minha mochila eu levava o básico do básico. Quatro sacos, que eu chamava de roupas, primeiros socorros, tecnologia e comida.
       
      O roupas é um saco estanque de 20 litros que ia com o seguinte:
       
      1 camiseta extra de caminha
      1 camiseta pra cidade
      1 calça de compressão extra
      1 par de meias extra de caminhada
      1 par de meias soquete
      1 calça de nylon pra cidade
      1 calça quente pra dormir
      1 segunda pele pra dormir
      1 manga longa pra cidade
      1 Mini toalha de alta absorção
      Tudo leve, nada de algodão, tudo de secagem rápida.
       
      O primeiro socorros era o mais pesado. Com os machucados no pé durante a caminhada foi ficando maior e no final tinha o seguinte:
       
      Kit óculos: porta-óculos, óculos, lente de contato, 100ml de soro pra lente
      Kit dental: escova, creme, fio
      Kit primeiros socorros: pomada anti-inflamatória, pomada pra alergia, pomada pra assadura, linha e agulha (pras bolhas), esparadrapo microporos, bandaid, gase, protetor labial (que nunca usei), Salompas
      Kit higiene: Mini sabonete, desodorante, papel higiênico, lenços umedecidos, protetor solar
      Kit comprimidos: ibuprofeno, Cataflan (só usei esses dois), tylenol, aspirina
      Kit unha inflamada (comprei quando a unha 5 caiu): algodão, água oxigenada, mertiolate
      Cada kit desse ia em saco plástico e todos eles em uma sacola de tecido.
       
      O tecnologia tinha:
       
      Dois adaptadores usb-tomada
      T
      Carregador extra celular
      Lanterna de cabeça
      Cabo iPhone
      Cabo mini-usb (carregador e lanterna)
      Mini tripé
      Fone de ouvido
       
       
      Na sacola comida ia o que eu tivesse de comida naquele dia. E um par de tênis de iatismo da Tribord (um achado, pesa menos que um par de havaianas) era meu sapato pra cidade e ia numa sacola de supermercado.
       
      Os três primeiros sacos iam dentro de um saco de lixo dentro da mochila, uma Quechua 40l. Assim, caso eu pegasse chuva, minhas coisas não molhariam. Na parte de cima da mochila ia o kit comida, o passaporte da estrada real (num saco plástico) e um capa de chuva barata (coisas que eu precisaria usar em emergência ou assim que chegasse na cidade, e que caso precisasse não teria que abrir a mochila toda). Num bolso na frente da mochila, na cintura, eu levava um canivete e duas ou três barrinhas de cereal. Dependurado na alça da mochila uma bandana multi-uso. Nas laterais, duas garrafas pet 1,5l de água. Só de água eram 3 quilos, mas a mochila toda, completa, não chegava a 9. O peso base, sem comida e água, era pouco menos de 5 quilos. Tudo muito enxuto. Andar leve é o segredo.
       
      Eu usava tênis (um Asics Fuji), meia, calça que vira bermuda, calça curta de compressão, camiseta, camisa manga longa, corta vento, boné. Óculos de sol eu perdi em Entre Rios. Levava também dois bastões de caminhada, essenciais tanto em subidas quanto descidas. No bolso esquerdo da calça o celular. Numa pochete, dinheiro, cartões de crédito e débito e um iPod Mini, que usava pra marcar a distância percorrida.
       
      Na chegada de cada cidade ia até o ponto final indicado na planilha, onde desligava a contagem da distância. A partir daí ia procurar local pra carimbar o passaporte e pousada (às vezes era no mesmo lugar). No local de estadia, um ritual: tirava tudo da mochila, conferia se estava tudo ok, tomava um banho quente e demorado, botava a roupa de cidade, descansava um pouco e ia procurar o que comer e conhecer a cidade. Voltava, atualizava o blog e normalmente já estava dormindo antes das nove.
       
      Como a maioria das cidades é bem pequena, não tinha muito o que ver. A igreja (que em muitas era o ponto de chegada) e muitas vezes só. Mas acontece que em muitas dessas cidades as atrações mesmo estão no entorno, como as cachoeiras em Carrancas ou Milho Verde. Aí não dava pra visitar, mas ia anotando mentalmente os lugares que quero voltar (Diamantina, Milho Verde, Serro, Morro do Pilar, Circuito das Águas).
       
      Dos 32 dias de Estrada Real, andei efetivamente 28. Tirei quatro dias “zero”, onde fiquei parado. Não andei os dias 12, 14, 19 e 20. Quando cheguei a Caeté, do lado de BH, passei a ir dormir em casa ao invés de procurar pousada. Era mais barato e mais confortável. Além de Caeté, fiz isso em Sabará e Rio Acima. Tirei um dia zero antes de voltar a Rio Acima e seguir a Glaura, onde Alê foi me encontrar e tirei o segundo zero. Depois voltei de São João Del Rei pra BH para um final de semana com a família. Nos 28 dias caminhados foram percorridos 1.172,45 quilômetros. O que dá uma média de uma maratona (quase 42km) por dia. Não conto aqui as caminhadas pra procurar pousada, restaurante, farmácia ou sinal no celular. Meu ritmo de caminhada é puxado e paro raramente. Nos dias que andei pouco, fiz quase 30 km (de Conceição do Mato Dentro a Morro do Pilar e de Capela do Saco a Carrancas). Vários foram os dias com mais de 50. O último, de Cunha a Paraty, bateu nos 60, doze horas de caminhada quase sem parar.
       
      Mas tenho que confessar: eu não fiz a Estrada Real completa. Além do Caminho Novo (Ouro Preto a Petrópolis), ficaram faltando trechos em todos os caminhos que fiz. O Caminho dos Diamantes, por exemplo, sai de Diamantina e vai a Ouro Preto. A partir de Cocais segue para Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Santa Rita Durão, Camargos e Mariana. Por causa do acidente em Bento Rodrigues, que ficava entre Santa Rita e Camargos, a estrada está bloqueada a partir de Santa Rita, o te obriga você a pegar um asfalto com grande número de caminhões e sem acostamento. Por causa disso optei por pegar o Caminho do Sabarabuçu, que começa em Cocais. No caminho do Sabarabuçu não andei o trecho final, de Glaura a Ouro Preto. E no Caminho Velho, o trecho inicial, que sai de Ouro Preto, passa por Glaura e vai a Santo Antônio do Leite, também foi omitido (fiz de carro com a Ale). Sem contar que saltei Itamonte. Se tivesse feito todos esses trechos seriam pelo menos mais 150 quilômetros. Mas não acho que tenham comprometido a caminhada e seu objetivo.


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