Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

LuisD

16 dias de carro pela Patagônia: Península Valdes, Puerto Madryn, Esquel e Bariloche - FOTOS

Posts Recomendados

De carro pela Patagônia Norte, Argentina: Buenos Aires, Sierra de la Ventana, Puerto Madryn, Península Valdes, Esquel e Bariloche - 16 dias

 

124uhie.jpg

 

Fotos: https://www.flickr.com/photos/[email protected]/

 

Quando

De 20/12/14 a 05/01/2015

 

Quilômetros rodados: 5.400 km

 

Os viajantes

Eu (Luis), minha esposa (Elisa) e meus filhos Felipe (12 anos) e Rafael (10 anos).

 

A ideia da viagem

Em 2011 fizemos uma viagem de carro de Campinas até San Pedro de Atacama, visitando vários lugares do norte da Argentina (relato aqui http://www.mochileiros.com/deserto-de-atacama-de-carro-e-com-criancas-t51654.html). Ficamos muito impressionados com a beleza das paisagens, organização, preços (custo-benefício muito superior ao brasileiro), etc. Nos deu uma vontade de querer visitar outros lugares da Argentina.

 

Os candidatos seriam Cordoba, Catamarca, Península Valdes, Bariloche e a parte sul da Patagônia. Queríamos fazer outra viagem de carro por lá. Visitar todos estes lugares, saindo do Brasil, demandaria muito tempo e muita quilometragem. Tiramos a parte de Catamarca, por ser parecida com as regiões que visitamos no norte (Salta e Jujuy).

 

Roteiro

Veio a ideia de tomar um avião para Buenos Aires e de lá alugar um carro para a viagem. Ganharíamos tempo, eliminaríamos um longo trecho de locomoção e teríamos um carro com placa argentina, o que nos deixaria quase como locais e despertaria pouca atenção.

 

Resolvemos fazer um triângulo, com início e fim em Buenos Aires, cobrindo o norte da Patagônia. Iríamos para a Puerto Madryn, como base para a Península Valdes e região. Depois cruzaríamos a estepe patagônica em direção aos Andes, fazendo uma parada em Esquel para visitar o Parque Nacional los Alerces. De lá seguiríamos para Bariloche, onde encontraríamos um casal de amigos, passaríamos o ano novo e exploraríamos a região. Depois era pegar a estrada e voltar até Buenos Aires, 1.600 km sem nenhuma atração realmente interessante.

 

As cidades seriam:

Buenos Aires, um dia

Bahia Blanca, somente pernoite (depois trocado por Sierra de la Ventana)

Puerto Madry, quatro dias

Esquel, dois dias

Bariloche, cinco dias

Quehue, pernoite

Buenos Aires, dois dias

 

Fechamos um roteiro de 16 dias de viagem e fizemos as reservas de todos os hotéis pela internet (booking.com, etc) ou diretamente com os sites dos hotéis.

 

Duas semanas antes da viagem conhecemos um viajante argentino aqui no Brasil e ele nos deu algumas dicas bem legais. Entre outras, disse que Bahia Blanca era uma cidade grande, sem atrativos, e que havia opções mais interessantes para pararmos (Las Grutas, Carmen de Patagones, Monte Hermoso).

 

Depois de pesquisar na internet, encontramos Sierra de la Ventana, uma charmosa cidadezinha com um parque provincial próximo. Se chegássemos cedo poderíamos fazer uma trilha no parque. Mudamos a reserva de Bahia Blanca para lá.

 

A viagem

Sábado, 20 de dezembro de 2014. Pegamos um voo da Gol, que saiu atrasado de Guarulhos. Chegamos em Ezeiza, onde atrasamos ainda mais com a fila para trocar pesos no Banco de La Nacion Argentina e para pegar o carro na Europcar. Imaginava chegar no hotel umas 15:00, mas chegamos lá pelas 18:00. Ficamos no Hotel Two, que é bem central, perto da Av. Mayo. Demos uma descansada e saímos para um rápido tour pelo microcentro de Buenos Aires.

 

Buenos Aires

 

A primeira parada foi tomar um belo sorvete argentino para animar. Depois fomos visitar a Casa Rosada, Café Tortoni, Av. Mayo, Congresso, Corrientes, Obelisco, 9 de Julio, etc.

 

14jyrzl.jpg

 

A primeira impressão foi de que os preços estavam bem mais altos do que nas últimas vezes que estivemos na Argentina.

 

No domingo (21/12), acordamos cedo, tomamos café e rumamos para Sierra de la Ventana. Tinha pouco movimento na cidade e foi bem tranquilo dirigir.

 

Eu estava com um GPS Garmin, com um mapa da Argentina que baixei gratuitamente no site do Proyecto Mapear (http://www.proyectomapear.com.ar/). Tem vários arquivos POI que vale instalar no GPS.

 

Sierra de la Ventana

Pegamos a ruta 205 até Azul, onde pegamos a 76. As estradas são muito boas e com pouco movimento. Passamos por paisagens rurais muito bonitas, que ora lembravam a Europa, ora o interior dos Estados Unidos. Tudo muito plano. Quando apareceram as primeiras montanhas, era sinal que estávamos chegando em Sierra de la Ventana.

 

Antes de ir para a pousada, fomos visitar o Parque Provincial Ernesto Tornquist (http://www.tornquist.gov.ar/index.php/turismo/donde-ir/parque-provincial-ernesto-tornquist.html). Fizemos a trilha da Garganta Olvidada, que é bem tranquila e leva pouco mais de uma hora para ir e voltar. Não é nada excepcional, mas valeu para fechar um dia de viagem com quase 600 km. Tem algumas trilhas bem mais longas e bonitas lá, mas não teríamos tempo para faze-las.

 

24fzrbc.jpg

 

vgjvwp.jpg

 

A cidade de Sierra de la Ventana é pequena e bem bonita, com muito verde, cortada por um rio (Sauce Grande) e com um ar rústico de vila de montanha. Deu vontade de ficar lá mais tempo. Depois descobrimos que tem um trem que vai de Buenos Aires (ou de La Plata) até lá. Quem sabe numa próxima...

 

Puerto Madryn

No dia seguinte (segunda, 22/12) foi o de sempre: acordar cedo e pé na estrada para chegarmos em Puerto Madryn. Pegaríamos a ruta 3, que é a principal ligação de Buenos Aires com a Patagônia, por isto, tem bastante movimento e muitos caminhões. Cruzamos com vários brasileiros que iam de carro ou moto para Ushuaia. Longas retas até Puerto Madryn com a paisagem da estepe patagônica.

 

18eozs.jpg

 

Chegamos em Puerto Madryn com o sol ainda alto, achamos o hotel e fomos conhecer a orla da cidade.

 

No dia seguinte (terça, 23/12), fomos até o Museu Paleontológico de Trelew e na pinguineira de Punta Tombo. Ambos valem a visita. No museu está o fêmur do maior dinossauro já encontrado e várias coisas interessantes.

 

sfiXt1r.jpg

 

Punta Tombo

A viagem de Puerto Madryn até Punta Tombo é longa, 180 km, com a parte final em rípio, mas chegando lá, você nem se lembra disto. O parque é muito bem organizado (ARP$ 90 por pessoa), com caminhos para visitar a área. Estes caminhos passam pelos lugares que os pinguins fazem ninho e criam os filhotes. É um espetáculo ver a quantidade e a festa dos pinguins. Além deles, tem guanacos (parentes das lhamas), emas, cuyzes (um pequeno roedor) e muitas outras aves. É um lugar privilegiado pela natureza. Dizem ter 500 mil pinguins lá. Para fechar com chave de ouro, quando estávamos próximos da praia apareceu uma baleia com um filhote, bem próximo, a uns 100 metros da costa.

 

2uqkqr8.jpg

 

nmj7sx.jpg

 

Península Valdes

 

Na quarta (24/12), fomos visitar a península Valdes, http://www.peninsulavaldes.org.ar (ARP$ 180 por pessoa). Como já sabíamos, seria um dia com muita distância (uns 400 km, na maior parte em rípio) e sem muita infraestrutura. Então, leve o que você precisará e saia com o tanque cheio.

 

Na entrada do parque nos informaram que a Punta Delgada estava fechada. Fomos para a Caleta Valdes. Na chegada já avistamos um grupo de orcas procurando lobos marinhos para o almoço. Fomos para a pinguineira da Punta Cantor, com pinguins, lobos e elefantes marinhos. O dia estava ensolarado, com a cor azul do mar dava uns visuais muito bonitos. Fomos em vários pontos de observação perto da Punta Cantor e depois seguimos para a Punta Norte. São vários quilômetros de rípio beirando a caleta, com paisagens bonitas e guanacos selvagens. Punta Norte é mais do mesmo (da Punta Cantor). Se você tiver pouco tempo, explore somente a área da Punta Cantor e volte. Não perderá nada especial.

 

abjuxt.jpg

 

xnd8gh.jpg

 

sxyi2s.jpg

 

nx6fps.jpg

 

14izez7.jpg

 

Depois da Punta Norte fomos até Puerto Piramides para conhecer e comer. O lugar foi mais bonito do que esperávamos. Vale a visita.

 

2mxgaok.jpg

 

No dia de Natal, diminuímos o ritmo. Visitamos a loberia de Punta Loma (16 km de Puerto Madryn, rípio), almoçamos em Puerto Madryn e tiramos o dia para descansar.

 

250rrdk.jpg

 

10pslee.jpg

 

Um passeio que queria ter feito era mergulhar (snorkel) com leões marinhos (ARP$ 1.100). Procurei para fazer no dia de natal mas as operadoras estavam fechadas. Fica para uma próxima.

 

Dia 26/12 era para pegar a ruta 25 e cruzar a Patagônia rumo a oeste, chegando em Esquel. A ruta 25 tem trechos muito bonitos, seguindo o Rio Chubut. Parece muito o meio-oeste americano (Arizona), com cânions, mesas e montanhas avermelhadas. Paramos para comer e abastecer no pequeno vilarejo de Los Altares. Além de lá, alguns outros vilarejos têm postos de gasolina.

 

2dpa3d.jpg

 

jkaw5l.jpg

 

2u6mcnb.jpg

 

Antes de Esquel pegaríamos a mítica ruta 40, que vai de La Quiaca a Ushuaia. Neste trecho ela está asfaltada e presenteia o viajante com belas vistas.

 

Esquel

Esquel é uma pequena e simpática cidade, onde funciona uma estação de esqui durante o inverno. No verão, os atrativos são a maria-fumaça La Trochita (http://www.patagoniaexpress.com/el_trochita.htm) e o Parque Nacional Los Alerces. Fizemos o passeio de trem no sábado (ARP$ 300 por pessoa) e o safári lacustre pelo PN Los Alerces no domingo (ARP$ 450 por pessoa). Ambos são altamente recomendados e precisam de reserva, que fizemos pela Diucon Viajes (http://www.diucon.com/). Leve lanche para o safári lacustre no parque.

 

ftzjhh.jpg

 

eplm6p.jpg

 

9tjygj.jpg

 

2i6hvee.jpg

 

Do Parque de Los Alerces passamos por El Bolson rumo a Bariloche. A estrada é de uma beleza indescritível. É um atrativo por si só.

 

Bariloche

Em Bariloche dividimos nossa estada em dois lugares: um chalé de montanha e um hotel no centro. Foi bem legal fazer isto. O chalé foi um ponto alto, pelo visual e conforto. Lá encontramos um casal de amigos do Brasil e fizemos um memorável churrasco com carne argentina. A carne é outra coisa comparada ao que tomos aqui.

 

Bariloche nos impressionou muito. Tínhamos por ela até um certo preconceito, mas tivemos que rever os conceitos. Fomos no Cerro Campanário (visual impressionante, segundo a National Geographic, um dos 10 mais bonitos do mundo), Cerro Catedral (muito frio e neve mesmo no verão), Circuito Chico (mais ou menos), Circuito Grande (espetacular!) e passeios no centro.

 

2v10to4.jpg

 

2qdrh4i.jpg

 

25qg65c.jpg

 

28o8bp.jpg

 

20920d0.jpg

 

Retorno a Buenos Aires

De Bariloche a Buenos Aires tínhamos longos 1.600 km, quebrados em 2 dias e sem nenhum atrativo. Na saída de Bariloche, a estrada vai acompanhando o leito do Rio Limay, com visuais impressionantes, mas logo isto acaba e encaramos a estepe patagônica e a pampa, paisagens bem monótonas. Paramos para dormir no minúsculo vilarejo de Quehue após longos 900 km de direção. Neste dia pegamos a única estrada ruim na viagem, um trecho de 20 km na ruta 152, perto do Parque Nacional Lihue Calel.

 

rbmkjb.jpg

 

No último dia de viagem de carro, teríamos mais 700 km até Buenos Aires, cruzando a pampa cultivada. Chegamos com tranquilidade, mas o trânsito da cidade estava todo bagunçado, pois era a largada do Rally Dakar. Devolvemos o carro na Europcar em Puerto Madero e fomos ver a saída do rally.

 

281zlav.jpg

 

Depois fomos até Palermo, onde ficava o nosso flat. Palermo é o meu bairro preferido em Buenos Aires. Um misto de antigo e novo, com ruas arborizadas e com os parques. Aproveitamos um domingo de sol e na segunda pegamos o voo de volta ao Brasil.

 

Mais uma vez, ficamos com um excelente impressão da Argentina e dos argentinos. E olha que eles estão em crise há décadas! Imagino como deveria ser nos tempos áureos.

 

Dicas

 

Aluguel de carro, estradas, gasolina, pedágio, etc

Aluguei o carro diretamente pela Europcar (http://www.europcar.com/). Escolhi um carro da categoria de um Fiat Siena ou Renault Logan (me deram este). Optei por não fazer os seguros CDW e TDW, o que barateou bastante o preço. O meu cartão de crédito oferecia cobertura para isto. O aluguel ficou por US$ 40/dia, sem imposto. O carro tinha ar-condicionado e som com USB, mais nada. Apesar de já estar com 59.000 km quando pegamos, o Logan se portou bem. A média de consumo foi de 12 km/litro.

 

O preço da gasolina na Argentina varia bastante de província para província. Em Buenos Aires saía por ARP$ 13 e em Chubut saía por ARP$ 8,7. Sempre colocamos a Super, na maioria das vezes nos postos YPF.

 

Encontramos pedágios na grande Buenos Aires e na província de Buenos Aires. Preços variando de ARP$ 6 a 16. Nos demais lugares não havia pedágio.

As estradas argentinas são normalmente de pista simples, com duas mãos. Isto não é um problema, pois a condição do pavimento é normalmente muito boa e a geografia ajuda muito (plano e sem curvas). Dá para andar a 120 km/h tranquilamente em quase todos os lugares.

 

rjdu9j.jpg

 

Não fomos parados pela polícia em nenhum lugar - talvez por estar com placa argentina. Em nossa viagem anterior para San Pedro de Atacama fomos parados muitas vezes na Argentina, mas não tivemos problemas com policiais pedindo dinheiro.

 

Preços e Câmbio

A sensação que tivemos é que os preços argentinos estão bem altos se calculados pelo câmbio oficial, mesmo os preços de supermercados.

Fazendo o câmbio pelo paralelo, fica mais barato do que o Brasil.

 

O preço de hotéis é bem mais barato do que no Brasil, por qualquer câmbio. O que pagávamos lá dificilmente conseguiríamos algo semelhante no Brasil. Se fizer a conta pelo paralelo, fica mais barato ainda.

 

Como referência, uma refeição com bife de chorizo e acompanhamentos saía em média por ARP$ 150.

 

O remis de Palermo a Ezeiza nos custou ARP$ 320.

 

Hospedagem

Todas as hospedagens aqui listadas são para quartos quádruplos.

 

Buenos Aires, centro, Two Hotel (http://www.twohotelbuenosaires.com.ar/), a US$ 120 com café da manhã e estacionamento.

 

Sierra de La Ventana. Ficamos no excelente Las Retamas (http://www.lasretamasapart.com.ar/), são habitações com quarto, banheiro, sala, cozinha e varanda, além de uma linda área comum com piscina. Foram ARP$ 800, café da manhã bem básico. O dono é o simpático Guillermo.

 

Puerto Madryn. Hostel El Gualicho (http://www.elgualicho.com.ar/), quarto privativo com banheiro, além de café da manhã e estacionamento. Preço ARP$ 750. Já tinha lido muitos relatos positivos sobre o El Gualicho, mas fiquei positivamente surpreso. Muito bem organizado, limpo, uma energia bacana, pessoal atencioso e viajantes de todos os lugares. Tem uma cozinha compartilhada e ótimo espaço interno. Recomendo.

 

Esquel: Esquel Apart (http://www.esquelapart.com.ar/). Apartamento mobiliado, bem cuidado, sem café da manhã, ARP$ 628.

 

Bariloche, Cabañas Tierra Sureña (http://www.tierrasurena.com.ar/). Chalé alpino, espaçoso e bem mobiliado, numa paisagem sensacional, ao pé das montanhas. Tem área de churrasqueira (usamos e aprovamos!). Sem café da manhã. Diária: ARP$ 1.200.

 

Bariloche, centro. Hotel Edelweiss (http://www.edelweiss.com.ar/). Hotel 4 estrelas com ares de classudão velha-guarda, mas com quartos modernos e espaçosos. Excelente atendimento e ótimo café da manhã, piscina aquecida no terraço panorâmico. Diária: ARP$ 1.750.

 

Quehue, Hotel Quehue (http://www.ruta0.com/general-acha/hotel-hotel-quehue.htm). Hotel novo, num ponto intermediário entre Bariloche e Buenos Aires. Café da manhã básico (padrão argentino), por AR$ 700.

 

Buenos Aires, Palermo. Flat Color Botanico (http://colorbotanico.com/). Flat novo, bem mobiliado, numa rua de paralelepípedos e coberta por árvores em Palermo Viejo. Excelente localização para Palermo, parques e estação de metrô (Plaza Italia). Sem café da manhã. Diária: ARP$ 1.100.

 

Câmbio

Referência – de 20 de dezembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015

R$ 1,00 = 3,35 pesos (oficial no Banco La Nacion Argentina - Ezeiza)

Oficial: US$ 1,00 = ARP$ 8,55

Blue (paralelo): US$ 1,00 = em média ARP$ 13 (variando de ARP$ 12 a 13.5)

Acompanhar a cotação do oficial e do blue pelo site do jornal La Nacion: http://www.lanacion.com.ar/dolar-hoy-t1369

 

Como fazer câmbio no blue?

Fora de Buenos Aires eu troquei dólares em lojas, postos de gasolina e cambistas. Nem todo lugar tem interesse em trocar e alguns oferecem taxas bem baixa. Em Buenos Aires, os cambistas da Calle Florida são a melhor opção. Tem a famosa Boston Cambio lá, além de muitas outras. Não tivemos problemas com notas falsas, mas já ouvi relatos de quem teve.

 

Dólar ou real?

Dá para levar qualquer um dos dois. Dólar é amplamente aceito, em qualquer lugar. Para reais é mais fácil trocar em cidades maiores, como Buenos Aires e Bariloche.

 

Cartão de crédito?

Levei e paguei algumas coisas com cartão de crédito, mas além do câmbio oficial ser desfavorável, o IOF piora ainda mais a conta. Vale levar como segurança.

 

Sites úteis

Ruta0, http://www.ruta0.com. Várias informações úteis sobre estradas, hotéis e conteúdo gerado pelos usuários. Muitos hotéis que não estão em outros sites podem ser encontrados lá.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Gostei do relato, e em especial da idéia de ir de avião e alugar um carro.

 

Por um lado tinha uma certa implicância com carro alugado, geralmente acabamos alugando um modelo bem básico, 1.6, manual. Mas enfim. Andar com placa local deve ser uma vantagem bacana mesmo. Anotado.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Ola. gostei muito do relato. Estou planejando de ir para Argentina mas minha viajem sera mais localizada, quero descer em Bariloche e andar basicamente pela provincia de CHUBUT ( PN Los Angeles, regiao central do estado e costa Leste (puerto madrin) ) . Gostaria de dicas e recomenddações para essa região, pode me dizer algo.

Agradeço 

Abraco

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Vinícius Zanata
      Olá!
      Mais um post de dicas rápidas. Como já adotei em outros tópicos, não vou postar fotos pq:
      1.  já existem mtas fotos dos passeios e paisagens de bariloche em blogs e relatos
      2.  as fotos diminuem a sensação de estar indo pela primeira vez a um local especial.
      A ideia é passar dicas práticas que tive com a viagem, e que podem auxiliar os próximos viajantes do destino.
       
      Considerações gerais
      Fui com minha esposa, ficamos por 9 dias na cidade, no mês de agosto (inverno). Sim, é bem um número de diárias bem acima da média para Bariloche. Mas assim como qualquer passeio para a Patagônia, é sempre bom considerar que o tempo na região é bastante ruim no inverno, com grande chance de tempo nublado ou chuvoso e ir com dias contados pode te privar de conhecer a cidade da forma que gostaria.
      Por isso, inclusive, é interessante não marcar ou pagar qualquer passeio ou atividade com antecedência. No nosso caso, fui sem agendar nada e fui fazendo os roteiros de acordo com o clima. Claro que nem assim as coisas saem perfeitas, mas ajuda bastante a aproveitar melhor alguns passeios que ficam bem mais interessantes em dias bonitos.
      Nós fomos para Argentina dois dias antes de o Macri figurar bem mal nas prévias eleitorais do país, o que fez o peso argentino despencar diante do dólar. Isso normalmente seria um bom sinal para nós, que íamos levar dólar, mas não é tão automático assim. Apesar de estar com a moeda bem desvalorizada, o dólar alto tem aumentado a inflação no país, o que acaba compensando o câmbio favorável. Fiquei um pouco ansioso, mas os preços estavam dentro do esperado, ainda não havia tido repasse.
      Por falar em câmbio, sim, é possível viver só com reais por lá. Mas é preciso ficar atento às cotações dos estabelecimentos pra não levar prejuízo. As cotações variam até 30% entre os estabelecimentos! Na chegada ao aeroporto, o remise (táxi com valor fechado por viagem) nos cobrou 550 pesos ou 55 reais para ir até nossa hospedagem no centro. Ou seja, fez a taxa real - peso em 1 pra 10, quando a cotação oficial  do Banco de la Nácion (BNA) estava 1 - 13. Paguei pq não tive como fazer câmbio antes, já que nosso vôo só teve escala em SP. 
      Para quem vai levar dólar e não tem escala em Buenos Aires, o melhor lugar para cambiar em Bariloche é o BNA do centro, mas, como um banco de varejo, está sempre cheio e com filas. Por isso acabei fazendo câmbio na Western Union. A cotação tava praticamente igual ao do BNA. 
      O lugar para ficar é sempre mto subjetivo e do perfil de cada um. O centro é ótimo para quem quer comodidade e transporte fácil. Fiquei num airbnb na Avenida San Martin, que é uma ótima localização, próximo ao centro cívico. Quem quer ficar mais afastado pode procurar os hotéis da Av. Bustillo, geralmente mais modernos e caros. Como nós usamos muito transporte público e remises, era mais vantajoso ficar pelo Centro.
      Dia 1 - Chegada ao apartamento e janta
      No aeroporto existem diversas formas de transporte para chegar ao centro: remise, táxi, van e ônibus público.
      Pegamos um remise, que era mais rápido. Pagamos R$ 55 , como disse, mas vale 550 pesos. Do lado de fora vi a van compartilhada e alguns táxis. O ponto do ônibus não vi, mas ele esta previsto no site da empresa de ônibus da cidade, chamada MiBus. No site da empresa tem as rotas e os horários. Salvei os principais números no evernote e foi bastante útil. É bom ter contato de remises tb.
      Chegamos ao airbnb, deixamos as malas e fomos para almoçar num restaurante próximo chamado Rock Chicken. Lugar simples, com comida barata e quantidade razoável. Também aceitava reais, mas em cotação ruim.
      Dia 2 - Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao
      No outro dia pela manhã fez um belo dia de sol, e então aproveitamos para fazer os passeios de vista aberta. Pela previsão do tempo, os demais dias seriam nublados, então era a oportunidade de fazer esse passeio. Passamos antes no centro de informações turísticas para pegar mapas e informações e fomos fazer uma parte do passeio conhecido como Circuito Chico. 
      Existem muitas formas de fazer o circuito chico, que é o passeio mais tradicional de Bariloche. É um passeio de diversas paradas, e a maioria das pessoas faz com agência. Eu particularmente tenho problemas em fazer aquele turismo meio gado, com o guia ditando o tempo das paradas e todo mundo entrando e descendo da van ao mesmo tempo. Por outro lado, sem carro alugado não é muito fácil fazer o circuito, pois as paradas ficam distantes e o transporte público não cobre todo o circuito. Então eu resolvi fazer o que dava pra fazer de ônibus e o que não dava fazer com remise. A parte mais tranquila de fazer é Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao, pois a linha 20 passa bastante (contei menos de 20 min) e passa exatamente por esses trechos. A maioria das linhas passam pelo Centro, na Avenida Perito Moreno, em frente ao antigo supermercado Uno.
      Paramos primeiro no Cerro Campanário, que é um ponto lindo de fotos. Subimos por teleférico (para os mais aventureiros, há uma trilha à esquerda da entrada que leva até o topo), que custava 400 pesos por adulto. Lá de cima é bem bonito e precisa ser visto em dia de céu limpo para ficar mais legal. Uma das coisas que vc descobre em pouco tempo é que aquele cenário da cidade e as árvores todas cobertas de branco da neve é bem raro. A maior parte da neve só ocorre no topo das montanhas mesmo. A neve em pó para chegar na cidade, só com uma grande nevasca, coisa que acontece poucos dias do inverno. Mas mesmo assim a paisagem é deslumbrante.
      Voltamos ao ponto de ônibus e continuamos o passeio rumo ao puerto panuelo. Chegamos lá juntos com centenas de estudantes e descobrimos um mistério que já tinha nos chamado a atenção: a quantidade de estudantes com casacos iguais carregando sacolas plásticas pelo centro da cidade. Trata-se do turismo para egressados, como eles chamam. Bariloche é o destino de formandos secundaristas da classe média argentina. Existem algumas empresas que levam, todos os anos, milhares de estudantes para lá. Eu achava que só rolava em julho, mas eles estavam aos montes mesmo em agosto. Estavam indo fazer um passeio de barco.
      Passamos na lanchonete do porto e almoçamos por lá mesmo. Depois fomos visitar o hotel Chao Chao. É necessário subir uma ladeirinha pra chegar lá. Achei que era mais tranquilo adentrar o local, mas os funcionários não permitem transitar por mtos lugares, nem tirar foto. Antes do hotel, ainda na estrada, tem uma capela histórica, mas acabei não indo lá. De lá tentei um remise para fazer a volta, mas tive problemas para conseguir ligar para um e acabamos voltando para o centro de ônibus mesmo.
      Nesse dia fizemos algumas compras no La anónima (supermercado) e comemos em casa mesmo.
      Dia 3 - Centro cívico, museus e catedral Nuestra Señora Nahuel Huapi.
      Dia bem frio e nublado. Aproveitamos para fazer passeios mais tranquilos. Acordamos um pouco tarde, fomos fazer um passeio no centro cívico e no museu da patagônia. Ele é bem simplesinho, mas com bastante documento histórico da cidade e uma sala com animais da fauna e descrição da flora regional. Vale a pena para quem gosta de história. Depois passeamos pela orla, fomos andando até a catedral nuestra señora e a plaza catedral. Por ali almoçamos antes de ir ao museu paleontólogo, que abria a partir das 15h. Ninguém dá nada por ele, pois é bem pequeno e escondido, mas tem uma ossada completa de um ictiosauro. Visita feita, voltamos e passamos na confentaria da chocolateria Mamuschka. Os doces lá são incríveis. Provamos vários doces, um a cada dia, até o fim da viagem rs.
       
      Continua...Se tiverem dúvidas que possa esclarecer, podem deixar a pergunta.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Jorge Ramos da Silva
      Olá amigos bom dia!
      Alguém que foi recentemente a Bariloche sabe quanto estão comprando dólares nas lojinhas pela rua mitre?
      Da última vez que fui chegava a ser 50% mais que o câmbio oficial.. alguém tem valores atualizados de 2019?
       
      abraço!
    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minhas histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta: Buenos Aires, São Miguel das Missões, Curitiba e Prainha Branca Parte 16 - Reflexões


×
×
  • Criar Novo...