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Prainha Branca/Guarujá - Perguntas e Respostas

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TO QUERENDO IR PARA LA ESSE FDS.. E GOSTARIA DE SABER COMO ESTA LÁ.. SE TEM MUITA GENTE OU SE AINDA ESTA DESERTA.. AH E COMO ESTA PARA ACAMPAR POR LA?

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Também estou interessado em fazer a Trilha dessa praia, mas queria saber como está o movimento. Ouvi dizer que rola muita droga lá e não é mais legal como era antes.. alguém confirma?

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é exatamente o que quero saber... gostaria de saber como esta o movimento... e camping.... gostaria de saber se tem onde acampar .. e se é barato... ou se pode fazer camping selvagem

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Deserta não está mais, têm muita gente!!! Muitos campings!! É proibido acampar na areia da praia. E tem uma tenda da policia por lá que não impede as drogas.

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A Prainha Branca realmente está mais cheia e muvucada que os anos anteriores,mas essa época do ano garanto que está mais trânquila e bacana!Você não irá ver tanta gente e a praia estará mais limpa também!Quanto à segurança,é sempre bom se cuidar e tomar seus devidos cuidados e o ideal é você ficar em um camping que tenha um muro alto e mostre uma segurança!

 

Beijos

Luana

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Oi galera.

 

Essa é para quem pretende acampar na Prainha Branca neste Carnaval.

 

Vai ter uma desagradavel surpresa

 

Leiam essa noticia que saiu no Jornal A Tribuna.

 

A promotora de Justiça do Meio Ambiente Juliana Andrade manteve a proibição imposta pelo órgão da prática de camping na Prainha Branca, no Guarujá.

 

No dia 14 de Fevereiro cerca de 20 de moradores que exploram essa atividade se reuniram com a promotora para tentar convencê-la a mudar de idéia.

Não conseguiram.

 

A promotora explicou que a proibição é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público (MP) em 1999, que não pode ser revertido. ''Não tenho como anular o que foi acordado no TAC, mesmo que provisoriamente'', afirmou Juliana.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Élson Maceió, também esteve presente.

 

A comunidade da Prainha Branca, composta por cerca de 400 pessoas, está dividida: parte, ligada à Sociedade Amigos da Prainha Branca (SAPB), defende que o campismo é o responsável pela degradação ambiental da área, tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado (Condephaat).

 

O camping é desenvolvido por meio de aluguéis de barracas e espaços nos quintais das casas. Mas, devido a falta de estrutura no tocante ao saneamento básico (não há rede de esgoto, e o abastecimento de água vem direto de uma nascente), a comunidade sofre com esgoto a céu aberto, além do uso de drogas e arruaça por parte dos frequentadores.

Outra parte dos habitantes da Prainha, critica a perda da principal fonte de renda.

 

A advogada dos campistas, Perla Barbosa Medeiros Viana, ainda tentou um acordo, alegando que a proibição, às vésperas do Carnaval, vai gerar tumulto e prejudicar parte da comunidade.

A advogada reiterou que, apesar de ter sido firmado há sete anos, o TAC não era conhecido da população. ''Tudo está acontecendo muito em cima. Ao menos até o Carnaval, entendo que os efeitos devam ser suspensos'', solicitou, sem sucesso.

 

O secretário Élson Maceió disse que ''esse documento (TAC) não pode ser revogado sem que sejam tomadas as providências solicitadas, o que não pode acontecer de imediato'' declarou. Segundo ele, já existem entendimentos para colocar em prática projetos que, a longo prazo, resolverão os problemas apontados.

''Vamos elaborar um estudo para viabilizar a construção de uma estação de tratamento de esgoto na Prainha Branca, e contamos com o apoio da Sabesp. Também já temos contato com a USP de São Carlos, que vai realizar outro estudo, de suporte ambiental, para definir um número ideal de visitantes no local, dentro do limites da natureza'', garantiu.

 

 

É isso aí, pessoal.

 

É melhor procurarem outro lugar p/ passar o Carnaval.

 

 

 

Abcs.

 

 

Augusto

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Pois o que tá postado acima é verdade.Mas mesmo assim quem for prá lá curtir o carnaval mil cuidados com as barracas,pois amigos que tem ido praquelas bandas disseram que os furtos tão demais.quanto a trilha bom é não andarem só,principalmente após o fim da tarde...mas boa sorte prá quem arriscar nesses 4 dias por lá na multidão.......mas fora de feriadão eu aconselho a passar um fim de semana lá........Abraços

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Fala galera,

 

Estive fim de semana passado.

 

Realmente está proibido camping. Tem alguns infelizes que estão aproveitando que não tem fiscalização e estão acampando na areia da praia. Se pelo menos respeitassem tudo bem, mas tinha sujeira próximo a eles.

 

Boa dica para ficar por lá é o mirante kontik ou o Lipe Point. faixa de preços parecidas.

 

abs

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É uma pena os próprios usuários da Prainha destruirem a natureza,mas fazer o quê né?Mas quem estiver afim de ir num fim de semana lá vale a pena...

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Pois hoje fiquei sabendo que é oficial(segundo os caiçaras de lá)que tá totalmente proibido acampar por lá,e olha que tem feriadões chegando e muita gente não sabe disso......Um dos lugares lá tá cobrando$80 pilas a diária por casal em quartinhos......UM ASSALTO........

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E ai Galera mochileira...

Estive na praia branca no ultimo fim de semana e realmente não pode acampar lá, para ser bem sincero depois que sai da praia branca fiz um tour pelo guarujá nas maiorias das praias e não encontrei lugar para acampar... mas essa é outra história...

Na praia branca em uma cabana de casal paguei 40,00 e a responsável informei que para este feriado não iria aumentar o preço.

Mas mesmo com toda essa "dificuldade" o lugar é 10.

Só mais uma coisa galera...

GREMIO CAMPEÃO GAÚCHO....

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Caramba 3 feriados seguidos e a galera que tava com planos de acampar por lá pelo baixo custo ferrou.nem carreguem suas barracas prá lá então.....

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Puuuuuuuuuuwtis, até concordo com a proibição pra acampar lá mew.

Passei o reveillon de 2004 pra 2005 lá e fiquei muuuuuuuuuuito decepcionado.

A galera naum respeitava, tava muuuuuuuuito lotado, muita sujeira, um caos total .... enfim, se vc não consegue respeitar o lugar nem ter educação, tem ki ser tomadas medidas drásticas mesmo.

Infelizmente a sociedade é assim.

Pelo menos agora a natureza vai poder respirar!!!

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Oi galera.

 

Em Maio de 2006 eu passei alguns dias por lá. A Prainha é muito linda, mas não deixe também de explorar as outras praias ao lado e a ilha em frente.

 

Sobre camping, continua proibido, mas as pousadas que olhei estavam com preços em média de $20,00/pessoa.

E com um certo conforto.

 

Mas cheguei a ver alguns neguinhos com mochilas e barracas e pelo que eu fiquei sabendo esse pessoal tava bem escondido.

De oficial mesmo, nenhum camping funciona.

 

 

 

É isso aí.

 

 

Abcs.

 

 

Augusto

 

 

 

Puuuuuuuuuuwtis, até concordo com a proibição pra acampar lá mew.

Passei o reveillon de 2004 pra 2005 lá e fiquei muuuuuuuuuuito decepcionado.

A galera naum respeitava, tava muuuuuuuuito lotado, muita sujeira, um caos total .... enfim, se vc não consegue respeitar o lugar nem ter educação, tem ki ser tomadas medidas drásticas mesmo.

Infelizmente a sociedade é assim.

Pelo menos agora a natureza vai poder respirar!!!

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Clandestino tem sim ............ :P mas esse preçop pra diária muita gente vai chiar muito.......

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É Cebola.

 

A proibição foi a unica forma de acabar com a "zona" que a Prainha tava ficando.

 

Conversei com alguns donos de campings e me disseram que estão brigando p/ voltar o camping, mas dessa vez bem mais organizado do que era antes.

E com certas restrições e limites.

 

Vamos ver se resolve mesmo né.

 

 

Abcs.

 

 

 

Augusto

 

 

Clandestino tem sim ............ :P mas esse preçop pra diária muita gente vai chiar muito.......

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    • Por FelippeF
      Olá, pessoal. Pretendo fazer as trilhas entre Praia Branca a Praia Preta e da Praia Preta até a Praia do Camburizinho. Não encontro na internet informações exatas pra tentar montar um log ou mesmo imprimir um mapa topográfico (estou usando o site caltopo.com que é muito bom, já tenho todo o caminho central português para Santiago de Compostela através dele). Alguém por acaso tem informações precisas (ou o mais possível) ou mesmo um track log do caminho? 
      Agradeço desde já. 
      Felippe
    • Por Kássio Massa
      Trip realizada de 29/12/2011 a 01/01/2012
      Por: Gabriel Medina, Jefferson Zanandrea, Kássio Massa e Renata Aguiar
       
      Galeria completa de fotos
       
      Atenção, este texto não é recomendado para pessoas normais!
       
      Há alguns meses tentávamos traçar um roteiro bacana para finalizar o ano, a fim de unir bom visual de alguma queima de fogos por aí e o nosso tão aconchegante clima natureba, em meio à exuberante mata atlântica paulista. A princípio, a ideia - que foi apenas engavetada - era subir ao majestoso Pico do Corcovado, em Ubatuba-SP, com seus 1100m, e alí mesmo, assistir toda a queima de fogos que aconteceria lá embaixo, na muvucada civilização, retornando à base na manhã seguinte. Porém, após alguns inconvenientes que puseram em cheque esta trip, terminamos por alterá-la completamente, transformando-a num duplo perrengue, que se resumiria à descida da Serra do Mar, por trilha, rumo à Baixada Santista e acampamento numa praia deserta, chamada Prainha Preta, vizinha à semi-badalada Prainha Branca, localizada entre Guarujá e Bertioga. Por motivos de trabalho, a trip deveria ser concluída no dia 01/01/2012.
       
      O planejamento
       
      De fato, existem vários meios de se descer a Serra do Mar, a pé, dos quais já haviamos testado dois (as descidas pelo Vale do Rio Mogi e pela antiga e abandonada ferrovia Funicular da São Paulo Railway). Consequentemente, nos restavam algumas rotas ainda não realizadas, como por exemplo, a rota do Rio Itapanhaú, ou mesmo, a clássica rota do Vale do Rio Quilombo, que tem como pontos altos da pernada a traiçoeira Pedra Lisa e o magnífico Poço das Moças, culminando nos limites entre Cubatão e Santos, após caminhada árdua de 15km. Obviamente, o Vale do Quilombo estava mais ao nosso alcance que qualquer outra travessia, portanto, o escolhemos para esta trip, visto que é uma das travessias mais rápidas da região, podendo ser concluída em 6h.
       
      Me dei ao esforço de coletar infos sobre o caminho que, atualmente, encontra-se interditado, aberto apenas para grupos acompanhados por guias e monitores ambientais - um absurdo - e que, portanto, exigiria que a adentrássemos em algum horário em que a guarita estivesse fechada, para que não fôssemos frustrantemente impedidos de seguir rumo. Resolvemos então, marcar o encontro do grupo para Quinta-feira, às 22h, na Estação Rio Grande da Serra para que pudéssemos iniciar a trilha ainda à noite, acampando pouco após a guarita, e concluí-la por volta das 12h do dia seguinte, Sexta.
       
      Sem atrasos significativos, eu e o Gabriel nos encontramos com o Jefferson e a Renata, na plataforma da estação, e nos dirigimos ao ponto de ônibus aonde o coletivo rumo a Paranapiacaba chegou sem nenhuma enrolação! Apesar do horário, encontramos um numeroso grupo de jovens que rumavam ao Camping Simplão de Tudo, nos arredores de Taquarussu, vilarejo vizinho de Paranapiacaba. Durante todo o trajeto, tivemos uma breve conversa sobre a trip, em que parte do grupo demonstrou incertezas referentes às condições da trilha e insatisfações diante do longo trecho, de 10km, que teríamos que percorrer em estrada de terra interminável, durante a travessia. Sendo assim, foi cogitada a possibilidade de descermos a serra por alguma que já tenhamos feito antes, e o concenso geral do grupo fez por voltar à tona a ideia de refazer a histórica Travessia do Funicular, a mesma que realizei no final de Agosto do mesmo ano!
       
      Em busca do Funicular
       
      Pois bem, após 20min, às 22h45, nosso ônibus estacionou no bucólico e silencioso estacionamento da vila inglesa, onde nos despedimos dos jovens e fomos em direção ao mirante do Vale do Rio Mogi, uma humilde plataforma de madeira que, a cada visita minha ao local, encontra-se com menos degraus! Alí, ainda encontramos mais turistas que aproveitavam aquela fria noite para apreciar o vasto visual de todo o vale e da cidade de Cubatão, ao fundo.
       
      Às 23h, tomamos o início da Trilha do Rio Mogi, de onde sai, aos seus primeiros 30m, uma bifurcação parcialmente fechada pela mata, que nos levou às margens da ferrovia ativa operada pela MRS, conhecida como "Sistema Cremalheira" - por utilizar equipamentos especiais de tração na via chamados de cremalheira-aderência, que possibilitam as pesadas locomotivas subirem e descerem o grande declive da Serra do Mar com segurança. Neste ponto, é recomendada atenção, pois para atingir o leito do Funicular, é preciso atravessar a via da Cremalheira, seguí-la por uns 200m e subir por uma antiga canaleta de escoamento de água, evitando ser visto pela segurança presente no local, pois é lei federal a proibição de se caminhar em ferrovias. Sendo assim, tratamos de desligar nossas lanternas e andamos ligeiramente pela via, chegando ao leito do Funicular sem qualquer imprevisto, às 23h20. Sucesso!
       
      Daqui, bastou seguirmos os precários trilhos até chegarmos ao 5º túnel, onde instalamos nossas barracas em sua entrada, às 0h, a fim de conseguir burlar a friaca daquela noite e pegar num quase impossível sono.
       
      Pés nos trilhos
       
      Após uma loga e mal dormida noite, às 5h30, levantamos o acampamento, recolhemos as tralhas e seguimos adiante. Atravessamos o 5º túnel, caracterizado pelas suas janelas laterais, de onde é possível ter vista parcial para o outro lado do vale. Este túnel antecede o temido abismo da Grota Funda, cortado pelo 14º Viaduto do sistema Funicular - com 60m de altura, o mais alto de todos - e por um outro viaduto pertencente à Cremalheira, bem mais abaixo. Não hesitamos e o transpomos sem muitas dificuldades - como na outra vez o fiz pelos trilhos da direita, desta vez, optei pelos da esquerda, para ter um melhor visual da cachoeira da Grota Funda. Nesta hora, tivemos um encontro com dois rapazes que também seguiam pelos leitos da dita ferrovia, porém, faziam a transporição da ponte de forma não recomendada: pelos dormentes podres e frágeis. Atingindo terra firme, notamos os primeiros raios do Sol refletidos na serra ao fundo, ocasionando um cenário digno de bem enquadradas fotos!
       



       
      Passamos brevemente pelo 4º Patamar, onde pudemos conferir todo o maquinário que um dia movimentou os cabos de aço responsáveis por tracionar os Locobreques - locomotivas especialmente fabricadas para rodarem no Funicular Serra Nova - que circularam alí, trazendo e levando povos e especiarias, e promovendo o progresso do Estado de São Paulo.
       

       
      Às 7h30, demos continuidade à pernada, retornando à via e seguindo-a por mais túneis e pontes horrendas e precárias e pelo 3º Patamar, que nos serviu como mais um dos trocentos possíveis mirantes do percurso. Uma das pontes, a 11ª, estava com seus trilhos parcialmente soltos, o que nos fez cogitar em contorná-la pela trilha que saia à sua direita. Porém, resolvemos nos arriscar e atravessá-la, desde que, para isto, fossemos um por vez, para evitar sobrepeso na estrutura.
       





       
      A "Ponte Mãe"
       
      Após quase 6h de trilhos, chegamos ao 4º Viaduto, também conhecido como "Ponte Mãe", por ser o mais extenso do sistema, com mais de 200m! Esta ponte é temida por muitos, em razão de seu estado calamitoso e por estar muito coberta pela mata densa e espinhenta. No geral, os aventureiros costumam contorná-la por uma trilha em "S" que costura a ponte até culminar em sua extremidade oposta. Porém, mais uma vez, decidimos fazê-la por cima, nem que para isto, fossem necessárias habilidades no manuseio de facões.
       
      Logo nos primeiros metros, notei um galho enroscado em minha calça, na perna direita. Não era possível removê-lo com as mãos, pois o mesmo era totalmente envolvido por espinhos. Me ví preso a quase 30m de altura! Numa tentativa desafiadora de me livrar deste, tratei de me equilibrar com o pé esquerdo no estreito trilho e, simplesmente, dei um ligeiro chute no ar com o direito, até que, finalmente, o bendito se desprendeu e eu pude retomar meu rumo.
       

       
      Nos aproximávamos da metade da ponte e outro emaranhado de mata espinhenta nos impedia de seguir por este lado - o esquerdo - da mesma, nos obrigando a passar para os trilhos da direita, nos fazendo valer de um humilde hístimo metálico paralelo aos dormentes, pertencente à estrutura da ponte, aparentemente mais resistente que qualquer outra estrutura a mais presente alí. Pois bem, o Jefferson foi o primeiro, seguido por mim. A Renata e o Gabriel vinham pouco atrás e, portanto, os esperamos para instruí-los a como proceder. Inesperadamente, a Renata deu um salto para trás, um tanto assustada pelo que acabara de ver: uma serpente, mais tarde identificada pelo nosso amigo do fórum Mochileiros.com, Gabriel "Mochileiro Peregrino" como sendo uma Caninana - não peçonhenta, porém, agressiva e ágil. Esta passou totalmente despercebida por mim e pelo Jefferson, enquanto nos atentávamos somente a atravessar a precária estrutura da ponte, que já tomava totalmente nossas atenções! Com cuidado redobrado e todos já nos trilhos da direita, terminamos de transpor a Ponte Mãe, desta forma extremamente inusitada e perigosa!
       



       
      A pernada final
       
      A partir da Ponte Mãe, a travessia suaviza. Já não é mais necessário transpor mais nenhuma ponte, pois há trilha fácil que as contorna. Restavam-nos apenas mais 2h de caminhada para que atingíssemos o pátio de manobras da MRS, já em Cubatão. Atravessamos o Tunel 11, ou "Túnel Pai", o mais extenso, com 240m, paramos na cachoeira referente ao 2º Viaduto, o que não resistiu ao abandono e as ações do clima e desabou há anos, e assim, às 15h10, finalizamos a travessia histórica pela ferrovia que construiu o país, durante um século!
       


       
      Uma vez no pátio de manobras da MRS, bastou atravessar alguns trilhos e seguir rumo ao ponto de ônibus localizado na rotatória frente à Usiminas (antiga Cospia).
       
      Fim de trip?
       
      Diferente de qualquer travessia que fizemos até então, nossa trip ainda teria continuidade! Tomamos o coletivo da EMTU rumo ao Guarujá, onde descemos em seu ponto final, um terminal urbano, chamado de Ferry Boat Plaza, bem estruturado e que serve de ponto de entrada da cidade, também, para quem vem por balsa, a partir de Santos. Deste local, é possível ter vista privilegiada de toda a baía de Santos e de parte do porto. Com sorte, conseguimos flagrar em enorme cargueiro passando a poucos metros de nós!
       

       
      Às 16h20, embarcamos na linha 930, um coletivo, também da EMTU, que seguia para Riviera de São Lourenço, passando por Bertioga. Nosso objetivo era pegar a balsa gratuita em Bertioga que, contraditoriamente, nos deixaria, novamente, no Guarujá, porém, em sua outra extremidade, a mais de 40km do Ferry Boat Plaza. Em Bertioga, nos adiantamos e adquirimos nossas passagens para o retorno a Mogi das Cruzes, que seria na manhã de Domingo, às 8h.
       
      Logo ao lado do pier da balsa, já no lado do Guarujá, inicia-se a trilha sussa à Prainha Branca. Porém, nossa exaustão decorrente da travessia não nos fazia concordar com a facilidade desta trilha, totalmente pavimentada e de baixa declividade! Mesmo sendo, às 18h, já nos deparávamos com a muvuca característica de fim de ano, que pairava naquela comumente bucólica praia. É interessante notar as diferentes tribos presentes alí, gente de todos os tipos e gostos. Paramos num pequeno bar, onde aproveitamos para encher nossas panças, finalmente, após um longo dia de precária alimentação, resumida em apenas morangos silvestres e barrinhas de cereais.
       
      Apesar do clima, nosso point não seria a Branca, mas sim, uma praia vizinha a esta, pois não é permitido camping alí, por questões diversas. Então, às 22h, nos despedimos dos amigos do Jefferson, com quem nos encontramos e que também estavam a passar o Reveillon na região, e fomos direto à trilha que nos deixou, às 22h30, na deserta Prainha Preta. Para nossa surpresa, já havia algumas barracas instaladas no local. Armamos as nossas barracas e pegamos logo num profundo sono, junto à brisa vinda do mar!
       
      Um novo perrengue: a fuga da virada
       
      Acordei às 6h, com o Gabriel tentando sair da barraca para obter algumas fotos do amanhecer que podíamos presenciar naquele momento. A praia é marcada por um apêndice rochoso que salta 4m acima do nível do mar, e pela tonalidade ligeiramente escura de suas areias.
       



       
      Nosso dia se resumiu a apreciar a paisagem bucólica do lugar, o mar incansável de se observar e a papos dos mais diversos. O Gabriel, com um pouco mais de pique, decidiu seguir uma trilha que o levaria à Praia do Camburizinho, onde o elemento marcante é uma lagoa formada pelo curso de um rio que deságua alí. Enfim, o bom tempo que se mostrava diante de nós sofreu uma mudança brusca quando, as 18h, ocorreram os primeiros pingos de chuva que, em poucos minutos, se tornaram um grande e interminável dilúvio, que persistiu até altas horas, nos deixando presos em nossas barracas, sem muito o que fazer.
       
      Numa tentativa frustrada de quebrar a lentidão do tempo, que tardava a passar, jogávamos conversa fora, abordando temas que variavam desde a nossa própria trip a assuntos relacionados a games ou computação gráfica (minha área de atuação profissional).
       
      Enquanto a chuva não cessava, decidíamos também como procederíamos na ocasião, tentando entrar num consenso sobre a viabilidade de desarmarmos o camping e irmos à civilizada Prainha Branca, ainda naquela noite, para podermos assistir à tão esperada queima de fogos, ou se seria melhor permanecermos alí até que a chuva enfraquecesse ou parasse de vez, desde que não se extendesse para além das 5h da manhã seguinte, pois teríamos que chegar a Bertioga até as 8h para tomar nosso ônibus.
       
      Porém, notamos que o riozinho que corria próximo à nossa área de acampamento havia subido seu nível drasticamente, atingindo nossas barracas! Nossa decisão imediata foi abandonar o local. Desmontamos tudo, pusémos nossas bagagens nas costas e rumamos pela trilha em direção à Prainha Branca, às exatas 0h - isso mesmo, passamos a virada do ano no meio de uma trilha!
       
      Finalmentes
       
      Após perdemos todo o espetáculo da queima de fogos e com a chuva já tímida, atingimos o solo da Branca, às 0h30, onde tratamos de nos aconchegar na areia da mesma. Eu, por vez, decidi procurar algum restaurante para jantar e mandei ver com uma porção de fritas e outra de frango empanado! Reencontrei o pessoal num outro quiosque, às 3h, onde permanecemos moscando - flagrando um cara extremamente chapado derrubando tudo à sua frente, sem sequer conseguir se manter em pé - até que, às 5h30, partimos rumo à balsa para Bertioga.
       
      Chegamos ao outro lado, em Bertioga, às 6h10, onde passamos numa padaria que acabava de abrir as portas, naquela manhã de Domingo e compramos alguns salgados e água, e paramos numa praça às margens do cais para as últimas fotos da trip, enquanto nosso ônibus não chegava.
       

       
      Dadas pontuais 8h, nos vimos dentro do veículo que não demorou a partir rumo a Mogi das Cruzes, onde chegamos às 9h20 e tomamos o trem da CPTM, que por sua vez, nos deixou no centro de São Paulo. Daqui, cada um seguiu sua jornada final para casa, com muita história para contar e a garantia de que 2012 foi estreado com não um, mas dois perrengues que, pela insanidade, tornaram-se dignos de serem relembrados por muito tempo!
    • Por Jorge Soto
      http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/261/261
       
      CIRCUITÂO PELO RABO DO DRAGÃO
      Rabo do Dragão é a denominação q recebe q Serra do Guararu, pedaço selvagem do Guarujá (litoral de SP) situado na região leste da Ilha de Santo Amaro. Suas encostas repletas de Mata Atlântica voltadas pro oceano abrigam seu maior atrativo, a Prainha Branca, antiga vila de pescadores e point badalado por surfistas, ripongas e turistas descolados. Entretanto, os arredores do Rabo do Dragão escondem outras atrações q fazem a festa dos andarilhos de plantão por serem acessíveis por trilhas. Umas batidas e outras nem tanto. Foi q fizemos neste ultimo domingo q consistiu num roteiro fora do convencional. E, diga-se de passagem, sem nenhum “Toca Raul!” no ouvido. Um bate-volta tão diversificado qto puxado incluiu trilha, cachoeira, farol, ruínas históricas, descida de rio e fechou com a pitorescas Capivaryanas. Isso tudo a apenas 90km da maior metrópole do país.
       

       
      Não pisava no Guarujá desde a virada do milênio, se não me falha a memória. A última vez q o havia feito tinha sido justamente pra agregar as hordas de pseudo-ripongas q costumam estacionar nos campings da Prainha Branca durante os feriados prolongados e se prendem aos programas batidos de lá. Ou seja: tocar Raul, tomar vinho, tocar Raul, fingir fumar, tocar Raul, tentar surfar, tocar Raul, levar foras, tocar Raul, comer PF no Larica´s, tocar Raul, visitar a Prainha Preta e, claro, passar a noite tocando mais Raul ainda.
      Doze anos então se passaram, o q não significa necessariamente q haja mudado mta coisa. Troquei o vinho pela cerveja, o surfe pela caminhada, não toco mais Raul e há mto larguei a tentativa de fumar o q seja. Mas o principal é q agora enxergava as paisagens com outro olhar, o olhar trilheiro, buscando as possibilidades de pernadas q um lugar pode oferecer. E a vontade de retornar á Prainha Branca partiu não somente da curiosidade em quebrar aquele longo hiato de ausência da Serra do Guararu. Ela partiu da constatação, após um breve bate-volta de fim de tarde, de q o lugar continuava exatamente o mesmo após td esse lapso de tempo. Pronto, estava feito. Era a fome juntando-se a vontade de comer.
       

       
      Dessa forma eu, Carol e Ricardo saltamos as 7:45hrs na Estação Estudantes da CPTM, em Mogi das Cruzes. Após um rápido desjejum na lanchonete da rodoviária, as 8:15hrs embarcamos numa das varias lotações q descem rumo Bertioga, mas não sem antes uma parada providencial no Rancho da Pamonha, pra mais um rápido cafezinho. Não demorou praquela manhã q se insinuava fria e encoberta abrir-se por completo, deixando a mostra um sol promissor q logo aumentou a temperatura durante a descida da serra. Enqto isso colocávamos o papo em dia, principalmente dos causos recentes cujo destaque foi o da “morena do beiço verméio” , contado pela Carol..
      Após a descida e rodar um tanto quase por tds as praias da baixada desovando os passageiros da van, saltamos em Bertioga finalmente as 9:30hrs, em frente a balsa q cruza o canal de Bertioga rumo o Guarujá. No caso, a verdejante Ilha de Sto Amaro. A travessia foi rápida e bem tranqüila, onde os veículos particulares dos turistas dividiam o espaço com transeuntes q no geral se resumiam a locais, ripongas, gringos e surfistas. Ao saltar da barca somos recebidos por um portal q nos dá ás boas vindas á ilha. Outro painel explicativo nos informa didaticamente q a Serra do Guararu, representa o maior conjunto de ecossistemas bem preservados da Ilha de Santo Amaro. Engloba extensas áreas de Mata Atlântica, nascentes, córregos, cachoeiras, vegetação de restinga, incluíndo espécies arbóreas e arbustivas, praias e os manguezais ao longo do Canal de Bertioga. A grande importância dos atributos naturais e sua beleza cênica resultaram no tombamento da Serra do Guararu, inclusive da Praia Branca.
       

       
      Ignorando a Estrada Parque Serra do Guararu (SP-61), tb conhecida como Rodovia Guarujá-Bertioga, tomamos uma trilha bem obvia q surge logo de inicio após o pórtico, á esquerda, ladeando a encosta. Hj esta trilha esta totalmente concretada e possui corrimãos de madeira pra auxiliar nalguns trechos, privilegio q antigamente inexistia e q não raramente resultava em inúmeros tombos durante o perido de chuvas. Isto pq o chão é de terra argilosa compacta e qdo umedecido fica um tremendo sabão. Ainda assim é bom ter cuidado ao caminhar pelo calçamento de pedras em época de chuvas pq qq chinelo de borracha desliza facil facil nele. Alem do mais, essa trilha não tem iluminação. Portanto se for retornar a noite é bom levar lanterna pra não levar um capote.
      Pois bem, seguindo pela trilha surge logo uma bifurcação: á direita, subindo, prossegue a picada calçada tradicional, q em menos de 2km leva ao centro da vila; mas a gente toma a da esquerda, a “walking path”, q é uma vereda de chão batido q tb dá na Prainha Branca, porém tb leva as ruínas da “Igreja de Pedra”, ao Forte São Felipe e ao Farol da Pta da Armação. A vereda é bem tranqüila, batida, relativamente larga e sombreada, sempre bordejando a íngreme encosta em nível. A pernada é bastante agradavel e parcialmetne cenica, principalmente pq o túnel de vegetação não apenas filtra os raios do sol como tb permite frestas de paisagens pro lado continental. No caminho, uma bica dágua refesca nossa garganta como tb arbustos forrados de morangos silvestres complementam nosso café antes de chegar noutra bifurcação. Nos mantemos na da esquerda, pois da direita sobre pra interceptar a picada principal, ou seja, a concretada.
       

       
      Após 1km a vereda apresenta algumas raizes sobressalentes e gdes rochas no caminho, ate q cruzamos o q parece ser um corredor no meio duas muretas de pedra. Alguns passos logo adiante nos levam á tal “Igreja de Pedras”, na verdade as ruínas da Ermida de Sto Antônio do Guaibê, datada de 1550 , capela onde o padre José de Anchieta catequizou os índios tupiniquins, permitindo a convivência pacífica entre os portugueses. São restos de paredes erguidas e ate um salão central, com altar e td, parcialmetne engolidos pelo mato. Olhando atentamente pode-se observar td a técnica de construção adotada pelos portugueses, basicamente feita de pedra e cal. As ruínas têm abóbadas já deterioradas pelo tempo, tomadas pela floresta e seus braços, as plantas do chão e os cipós que tomam conta das árvores. Mas o altar e os degraus das escadas, ambos construídos com pedras gigantescas e, provavelmente, trazidas de outro lugar por índios ou escravos, um dia abrigou pessoas em nome da fé. Hoje atrai as mais variadas cores de borboletas e, em contraste, alguns vândalos, que teimam em deixar suas marcas nas paredes do templo. Abandonado, o sítio arqueológico poderá integrar o Parque da Serra do Guararu, algo q ainda esta em fase de planejamento.
      Após uma pausa de contemplação e fotos, prosseguindo pela mesma picada logo desembocamos num lugarejo chamado de Toca da Garoupa, uma pequena enseada onde há algumas poucas casas de pescadores, um pequeno quiosque e camping.
      Após uma providencial coleta de infos com um riponga acampado recem levantando, cruzamos a pequena enseada sempre próximos a orla marítima, até dar no final dela. Ali aparentemente td termina, mas basta procurar bem em meio ao bambuzal ou mato caído q surge uma trilha bem batida dando continuidade ao trajeto, q sempre bordeja a costa. Uma vez na picada não tem mais erro, basta tocar em frente,as vezes longe, mas principalmente próximo da orla marítima em meio a mata! O trajeto é predominantemente em nível, com algum sobe e desce esporádico, mas sussa e óbvio. As vezes surgem bifurcações, principalmente pra esquerda, mas tds levam a rochedos ou trechos de costão utilizados como piers providenciais por pescadores. Estes, alias, estão onipresentes nas margens tentando a sorte e podem auxiliar com valiosas informações em caso de duvida. “Quase peguei uma moréia!”, diz Seu Iraim, mostrando orgulhosamente um pequeno bagre recém tirado do mar.
      Após tropeçar com uma refrescante bica cruzando o caminho, a picada começa a se tornar cada vez mais irregular e estreita, ao mesmo tempo em q apresenta mais mato tombado ou avançando sobre a trilha. Mas as 11hrs logo tropeçamos com mais vestígios de outra antiga construção, no caso, inicialmente uma mureta de pedras e depois o q parecia ser um mirante com vista pro oceano. Apesar de coberto de mata, aquelas ruínas não escondiam alguns dos mais belos marcos da arquitetura militar portuguesa do sec. XVI. Estávamos no Forte São Felipe (ou Forte de Pedra, como tb é conhecido), uma pequena construção construída em 1552 e q desempenhou papel fundamental na segurança da Vila de São Vicente e, mais tarde, do Porto de Santos, contra ataques dos índios tupinambás e de corsários. Suas muralhas se levantam sobre o mar, e no baluarte existe ainda uma cisterna empedrada e peças de cantaria lavrada. O mesmo sítio do Forte São Filipe foi sede da “Armação das Baleias”, importante marco econômico colonial nos séculos XVIII e XIX, hoje em ruínas, local de extração de óleo de baleia para a iluminação da região.
       

       
      Após um rápido vislubre da fortificação do lado de fora, saltitando feito cabritos pelo costão rochoso, damos continuidade a nossa pernada pela trilha principal em meio a mata, sempre bordejando a base do Morro da Armação, rumo leste. Mas ao desviar de um íngreme costão rochoso, a vereda embica piramba acima de modo a contornar este obstáculo natureba por dentro, nos obrigando a uma breve e curta escalaminhada atraves de rochas e raizes. Mas uma vez no topo do morro segue um longo descidão feito atraves de uma picada tão íngreme qto estreita, onde é preciso afastar o mato com as mãos pra poder enxergar onde se pisa.
      Num piscar de olhos desembocamos num meio de alguns rochedos e, olhando ao alto, observamos um pequeno trambolho avermelhado com uma lâmpada reluzindo ao sol forte das 11:20hrs. Haviamos finalmente alcançado o Farol da Pta da Armação! Mas pra chegar no dito cujo havia ainda q escalar uma rocha, o q so era possível atraves de uma corda estrategicamente ali disposta, sem gde dificuldade tecnica. Uma vez no pequeno farol pudemos ter uma bela panorâmica do entorno, q descortinava td faixa clara da areia da Praia de Bertioga ate o Morro da Enseada, a nordeste; como td quadrante sudeste tomado basicamente pela horizontalidade de um mar azul sem fim, cuja tranqüilidade era maculada esporadicamente por alguma lancha ou jet-sky! No céu azul, fragatas e gaivotas dividiam o firmamento com enormes urubus q mais pareciam pterodáctilos, q alem de deixar o entorno do farol repleto de plumas os maleditos carimbavam as pedras com sujeirinha clara q destoava da cor natureba das mesmas.
       

       
      Após uns 10 minutos de descanso a volta foi feita pelo mesmo trajeto da ida, porem em tempo bem menor. Ao passar pela Toca da Garoupa fomos de encontro a bifurcação anterior q a precedia, e dali tocamos pelo ramo da direita, subindo no aberto bem forte, passando em meio a bananeiras pra depois acompanhar uma linha de postes ate mergulhar novamente no frescor da mata fechada. Não demorou e logo desembocamos na picada principal, aquela calçada, já no alto do morro. Mas não deu nem um minuto q nos deparamos com nova bifurcação. Ignoramos o ramo concretado principal, q nos levaria ao cto do vilarejo, em favor de uma picada mais discreta e de terra a esquerda, q começou a descer forte tendendo pra esquerda da praia. O chão argiloso estava relativametne úmido e a declividade acentuada facilitaram os tombos, do qual este q vos escreve foi vitima por ter seu traseiro devidamente carimbado.
      Dito e feito, as 12:20hrs a picada nos levou aos fundos do camping São José, no Cantão, ou seja, no extremo norte da Prainha Branca! A partir dali fomos andando pela areia finas e clara q dá nome a praia, q de pequena não tem nada já q sua extensão é de quase 1,5km! Afastada, primitiva e selvagem, a extensa faixa de areia é cercada de morros e tem ate uma lagoa salubra próxima. Possui ondas fortes e correntes traiçoeiras do lado esquerdo e um mar calmo no lado direito devido a proximidade da ilha, a Ilha da Prainha (tb conhecida como Ilha Rasa), acessive a pé na maré baixa.
       

       
      A medida q caminhávamos pra outra extremidade da praia, podíamos ver a muvuca cada vez mais presente próximo do vilarejo. Repleto de bares e campings, a comunidade caiçara da Prainha Branca até pouco tempo tinha como uma de suas principais atividades a pesca artesanal, hj vive basicamente em fcao do turismo, q basicamente quadriplica seus habitantes durante os finais de semana e feriadões. Pescadores dividem espaço com turistas, gringos e surfistas, numa sinergia q so se encontra mesmo nestes locais especiais, tal qual a Praia do Sono, na Joatinga.
      Dando continuidade a pernada, damos as costas á Prainha Branca pra então tomar uma curta trilha q logo nos desova na minúscula Praia das Conchas, de extensão menor q 50m e q basicamente pode ser definida como um estacionamento de embarcações defronte á Ilha Rasa. Na sequencia, a pernada se dá pelos lajedos e pedras do costão rochoso, onde algumas belas periguetes lagartejam de bruços, tostando suas buzanfas de fio-dental á milanesa naquele inicio de tarde, ou seja, das 13hrs. Td cuidado é pouco pra não desviar a atenção e cair do costão, claro. Daqui já é possível avistar a Prainha Preta, próxima dali enfiada numa pequena enseada e cercada de verdejante mata.
       

       
      Novamente na trilha, a picada embica em meio a mata num piso bem irregular, escorregadio e com mtos buracos, mas logo nivela ao costear a serra. Não demora a uma bifurcação nos levar propriamente dito à areia preta q dá nome á praia. Esta aqui é de fatoi uma pequena enseada selvagem junto a morros e de ondas fortes. Sua extensão não passa dos 300m e possui agua doce corrente despencando de nascentes do alto da serra. A ausência de construcoes favorece q aqui se possa acampar gratuitamente, tanto q naquela ocasião vimos umas 3 tendas comodamente situadas a sombra da mata. No entanto, alguns maconheiros farofeiros teimam em deixar o local sujo, esquecendo de levar seu lixo, deixando-o em lugares q poderiam comportar facil e confortavelmente mais barracas. Aqui a Carol encontrou um conhecido e eu simpatizei com a carcaça de uma tartaruga, q so não levei pra não queria ter a mochila pesa e fedendo.
      Retomamos a trilha principal agora rumo a próxima praia do caminho, ou seja, Camburizinho. Bem sinalizada, esta pernada não tem erro nenhum e só se perde quem fizer uso de bengala ou cão-guia! Vale destacar q a partir daqui o caminho torna-se mais irregular, com muitas pedras, mata caída e troncos no caminho, a diferença do trecho anterior, mas nada do outro mundo q não possa ser contornado. Subindo e descendo suavemente, logo nos deparamos com a bifurcação da Cachoeira do Camburizinho saindo da principal, tocando morro acima pela direita, agora rumo oeste. E é por ela q seguimos, já prevendo q voltaremos depois pela picada principal, saindo da Praia de Camburizinho.
      A pernada agora é sempre em subida, inicialmente suave mas logo depois a declividade aperta a tal forma em q a escalaminhada de raizes, pedras e troncos torna-se inevitável. Mas ao mesmo tempo em q o suor corre farto pelo rosto percebe-se facilmente q se ganhou altitude considerável, calculo q algo de menos de 150m. Uma vez no alto do morro começa uma descida suave a bordeja a serra tendendo pro sul e logo pra sudeste. No caminho surgem alguns fornos cavados na encosta, similares aos encontrados em Paranapiacaba porem em melhores condições, q despertam nossa atenção pra alguns cliques e alguns ajustes na maquina fotografica.
       

       
      Finalmente a picada cai nas margens de um riacho q corre manso e raso, q logo é acompanhado pela margem direita após ser facilmente cruzado. E num piscar de olhos nos vemos no alto da Cachu do Camburizinho, a exatas 13:40hrs, onde a agua é despejada de quase 3m num enorme poço, de profundidade relativa. Dali o riacho segue seu curso e se derrama atraves de uma enorme laje semi-vertical, pra depois serpentear sinuosamente serra abaixo rumo a Praia de Camburizinho. Assim, após facil desescalaminhada por troncos estacionamos nos lajedos q circundam o piscinão, onde nos brindamos com um merecido pit-stop pra banho, lanche e descanso. O único porém do lugar é q é totalmente sombreado, o q não permite q a agua receba mto sol e seja, portanto, gelada, aquela altura do campeonato. No entanto, isso não impede q mesmo um breve tchibum revigore nossa carcomida alma da pernada ate aquele lugar paradisiaco.
      As 14:30hrs iniciamos a volta, mas não pela trilha da cachu. Pra tornar diferente o passeio resolvemos simplesmente acompanhar o rio q abastece a cachoeira serra abaixo, uma vez q ele vai desaguar na Praia de Camburizinho, q alias é nosso próximo destino. Portanto, a primeira lajezona é vencida descendo a parede rochosa do lado esquerdo, se firmando tanto nas pedras como nos cipós e troncos a disposição. Uma vez na base, de fato, da cachuzona, o se vê a seguir é basicamente o de sempre pra quem ta habituado a descer rios: alternar margens conforme os obstáculos vao surgindo no caminho, principalmente gdes poços, pirambas verticais ou quedas maiores. E foi assim q fizemos.
       

       
      O primeiro ingreme trecho é facilmente transposto desescalaminhando rochas, mas uma vez q percebemos vestígios de uma picada discreta na margem direita, não pensamos duas vezes e é por ele mesmo q tocamos, perdendo altitude rapidamente. Mas logo a picada some no rio, o q nos obriga a cruzar a outra margem e por ali dar continuidade à descida, seja pela encosta florstada ou pelo leito pedregoso do rio. E assim, aos ziguezagues, vamos rapidamente descendo o rio ate q ele começa a nivelar de vez, indicando já estarmos quase do nível do mar. De fato, logo a nossa frente, em meio ao túnel de espessa vegetação, surge uma luz reluzindo relfetida no fim do túnel: o grandioso espelho dagua onde deságua o ribeirão da cachoeira e q atende pelo nome de Lagoa do Camburizinho!
      Abandonamos então o leito de pedras em favor de uma picada q o acompanha pela esquerda, desviando dos trechos de brejo q cricundam a lagoa, ate q finalmente a vereda nos leva à Praia do Camburizinho, as 15:10hrs! A semelhança das demais praias, esta aqui tb é cercada de farta, rustica e rica vegetação. Ao sopé dela uma faixa de areia de quase 800m se estende ate o próximo morrao, q a separa da Praia dos Pinheiros. O mar aqui tem ondas fortes, ideal pra surfe, defronte a belíssima vista da Ilha de Guarujá. Durante nossa rápida passagem por aqui avistamos turistas contados numa mão só, evidenciando q qto mais longe e isolada menos disposição a galera tem de encarar as praias mais distantes. Aqui existe apenas um morador, situado quase no outro extremo da praia, a quem se deve pedir permissão (pagando a devida taxa) de camping.
      Fim de circuito mas não fim de pernada, havia ainda q retornar td novamente. Tomamos então a picada principal e voltamos td, subindo a árdua piramba q ladeia o morro separando Camburizinho da Praia Preta. No alto, já do outro lado, uma janela emoldurada pela vegetação descortina uma paisagem q não deixa por menos à da Joatinga, tanto q esta pernada pode ser considerada uma versão minimalista da mesma: em primeiro plano a beleza da enseada da Praia Preta, tendo a larga faixa de areia da Prainha Branca destoando logo atrás; no mar, as ilhas próximas a orla destacam-se como diferenciais deste cenário paradisíaco, q corresponde à cereja do bolo deste bate-volta decerto inesquecivel!
       

       
      Voltamos td trajeto sem pressa alguma, pois a missão já estava concluída. Chegamos na Prainha Branca por volta das 16:15hrs, onde imediatamente desabamos numa das mesas do Larica´s, onde mandamos ver uma rodada de pitoresca breja Capivaryana, q nunca desceu tão bem goela abaixo! E de resto ficamos ali, descansando e apreciando o vai-vem naquela bucólica praia, agora com bem menos turistas q durante o horário do almoço. Mas o relax se estende apenas por uma hora após a chegada. E não devido aos minusculos borrachudos q insistem em sugar nosso sangue ou pela probabilidadede voltar pela trilha calçada no escuro. So não tomamos mais pq o “Bin Laden”, o atendente barbudo-rastafari do bar, estava literal e sutilmente enxotando a clientela (contada numa mão só) ansioso pra voltar de mais um dia de árdua labuta. Com direito ate a diminuição do volume do reggae q tava rolando..
      Retornamos ao portal ao escurecer, onde tivemos a sorte de imediatamente tomar a balsa, pra entao pisar na terra firme de Bertioga as 18:30hrs, onde encostamos novamente num dos quiosques ao lado afim de forrar o estômago com algum salgado, fosse ele um dogão ou pastel. Agora tínhamos q tomar a condução de volta, fosse busao ou lotação. O primeiro tinha horários irregulares e o próximo so sairia as 22hrs; e a segunda teoricamente não passava mais por ali por conta da fiscalização apertada contra transporte coletivo. E agora? Bem, agora teríamos q tomar alguma condução coletiva q nos deixasse na Riviera e dali tomaríamos uma lotação pra Mogi. Mas felizmente essa baldeação não foi necessária pq eis q, do nada, surge uma lotação q extraordinariamente estava ali e não pensamos duas vezes em deixar escapar. Portanto fica a dica: se for pra retornar de lotação de Bertioga é bom ter o contato de uma a mão (e ligar pra vir buscar) pq em tese elas não estão mais parando por no cto de Bertioga a menos q sejam contatadas. No caso, havíamos tido sorte. O resto foi aquela via-sacra e interminável da volta. Primeiro na lotação, q parece q nunca deixava o litoral. E depois o sacolejo hipnótico do trem. Claro q em ambos casos a volta foi feita no mundo dos sonhos, onde terminei chegando ao aconchego do lar sometne la pelas 23:30hrs.
       
       
      E essa foi nossa aventurinha dominical pelo Rabo do Dragão, pedaço selvagem do Guarujá q contrasta com o tradicional reduto elegante e chique de veraneio q predomina na sua porção urbana. A Serra do Guararu se encarrega felizmente em ter o melhor quinhão da extensa faixa da Ilha de Sto Amaro, separada do continente pelo Canal de Bertioga e da Ilha de São Vicente, pelo Estuario de Santos. É de se estudar a real viabilidade de uma travessia maior através de suas verdejantes encostas tanto sentido sul qto pro oeste, cruzando mais e mais praias, assim como um bate-volta prometendo a Travessia do Morro da Armação. Mas essas são ainda loucas possibilidades vindouras de mais pernadas tão selvagens e perrengueiras próximas à urbe paulistana. E parafraseando o famoso “Maluco Beleza”, q desta vez vem a calhar com total propriedade: sempre controlando nossa maluquice, porém misturando-a sabiamente com nossa lucidez.
       

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