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Jan/2015 - 7 dias comendo no Uruguay e visitando pontos turísticos! (Montevideo, Colonia, Piriapolis e Punta)


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Mochileiros de plantão!

Antes de mais nada, quero informar que esta viagem não foi no esquema mochilão, apesar de ser o estilo de viagem que eu mais amo.

 

 

Update de 2017!

::otemo::

Comecei a escrever meu blog de viagens, me preparando pra 2018. E lá atualizei o texto do Uruguay e botei mais fotos!

Roteiro: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-construcao-roteiro/

Montevideo: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-montevideo/

Colonia: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-colonia-del-sacramento/

Punta del Este: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-punta-del-este/

::otemo::

 

 

Meu tipo de trabalho não permite ficar muitos dias fora do lar.

Então, bati meu recorde e consegui tirar férias de 7 dias! Consegui conciliar as datas com a namorada e fomos ao Uruguay.

 

Dá quase pra chamar de roteiro gastronômico com pontos turisticos. ehehhe

 

Construção do roteiro

 

Minha viagem sempre começa na hora de montar o roteiro. Fico meses pesquisando sobre o lugar que vou e o que tem pra fazer lá.

Algo que me ajuda muito e não sei se todos conhecem é o Google MyMaps.

É praticamente o Google Maps, mas que te permite criar pontos customizáveis e salvar num mapa particular que só vc (e quem vc der acesso enxerga).

Então, a primeira parte do roteiro foi esta. Coloquei no mapa todos os pontos que queria conhecer em Montevideo, Colonia, Piriapolis e Punta.

 

Mapa.jpg

 

Pesquisei o caminho e as paradas do Bus Turistico de MV e também lancei no mapa.

Coloquei os restaurantes que já tinha recebido indicação pra ir. Os hoteis que tinha pesquisado e estavam com preços bons.

Os lugares que poderia alugar carro. O próximo passo foi enxugar o roteiro, tirar as coisas que estavam muito isoladas e concentrar as visitas nos pontos mais interessantes.

Pegar os hoteis mais próximos. Escolher a agência pra pegar o carro alugado e ir fazendo as reservas.

 

Como sou muito detalhista, além do mapa fiz o roteiro diario com a previsão de tudo que daria pra fazer em cada dia.

Até porque a mudança de hotel lá foi constante. Então, eu precisava saber exatamente pra onde ir pra acertar bem os horários.

Depois de toda a preparação, o único imprevisto foi um parque de Colonia que não abria todos os dias pra visitação. E um restaurante/bar em Montevideo que fizemos questão de voltar outra vez (La Pulperia).

 

A ideia básica da viagem foi:

- Chegar em Montevideo: Aeroporto Carrasco e ir direto pra Ciudad Vieja onde ficamos 2 dias.

- Depois, alugamos um carro e seguimos pra Colonia del Sacramento (180 km). Passamos 2 dias lá

- Como Punta del Este ficam na direção contrária de Colonia, voltamos pra Montevideo e passamos uma noite em Pocitos

- No outro dia cedo, rumo pra Piriapolis e Punta del Este (120 km a partir de MV). Ficamos 2 dias em Punta

- Retornamos pra Montevideo, devolvemos o carro e nos hospedamos em outra região (Punta Carretas)

 

Depois de ter conhecido, faria os seguintes ajustes no roteiro:

- Um dia é suficiente para Colonia del Sacramento. A cidade é muuuuito linda. Uma delicia pra passear e descansar. Mas, se seu roteiro estiver apertado, um dia é suficiente pra conhecer lá

- Punta del Este tem muitos atrativos. E acredito que uns 3 dias pelo menos vale a pena ficar por lá. Tem restaurantes incríveis e preços melhores que Montevideo

- Montevideo tem a Ciudad Vieja, que vi algumas pessoas reclamarem dos mendigos ou pedintes. Mas, pelamordeDeus! Não oferece perigo nenhum (pelo menos pra quem tá acostumado com o centro de SP). Lugarzinho nota 10, tem que estar no roteiro sim!

- Ainda em Montevideo tem Pocitos e Punta Carretas, que já são as regiões mais "chiques" da capital e devem estar no roteiro!

 

Em janeiro/2015, quando fui o câmbio oscilava entre UY$ 9,00 e UY$ 9,80 para cada real (R$).

Então, nas conversões vou usar UY$ 9,00 por real. É muito variável. Encontrou cotação boa, faça a troca. risos

 

Dicas quentes

- Chegando no Aeroporto, como ainda não conhecia a cidade não quis arriscar pegar um ônibus de linha e sempre fico com receio dos taxistas (até tomar o primeiro.. kkkk). Então peguei uma Van Transfer Oficial do aeroporto que te deixa na porta de qualquer hotel de Montevideo por UY 300 (R$ 33) pagando direto em cartão de crédito. Logo abaixo, veja que descobri outras opções.

- Aceitam real em todos os lugares (menos taxi e onibus), mas obviamente não tem um cambio tão favorável nas lojas e restaurantes. Quando encontrava casas de cambio nas caminhadas com valor bom, aproveitava pra trocar por pesos uruguaios

- Dolar você só vai precisar talvez no Casino Conrad. Os outros Casinos que passei aceitavam pesos uruguaios diretamente.

- Levei apenas reais e cartão de crédito internacional (pra usar geralmente em restaurantes, já que tem desconto do IVA, apesar do IOF... ainda vale a pena)

- Taxi não são todos que aceitam real (comigo nenhum aceitou na verdade). E o taxi é muito mais barato que São Paulo. Paguei menos de UY$ 180 (R$ 20,00) para um trajeto de 15 km numa das noites.

- Apesar do taxi barato, andar de onibus de linha lá é muito mais barato ainda UY$ 18 (R$ 2,00). Confortável, seguro e vazio. Tem onibus até tocando musica. Quando voltei pra São Paulo capital, senti que realmente somos tratados como lixo pelos nossos governos e prefeito

- Para ir embora de Montevideo ao Aeroporto, resolvi testar outro onibus. Como meu hotel era em Punta Carretas, descobri um onibus de linha normal, porém, executivo que chama DM1 - Punta Carretas/Zonamerica. Custou UY$ 23 (R$ 2,50). Não tem bagageiro, mas peguei ele muito vazio. Você também pode utilizá-lo para ir do Aeroporto para o seu hotel.

 

Uruguay tem o por-do-sol mais lindo que já pude presenciar!

Não vou colocar foto de tudo, porque os outros ótimos relatos existentes aqui já deram todas as dicas!

 

 

Pontos turisticos imperdiveis e algumas fotos

 

Montevideo

 

- O Bus Turistico é uma boa pedida (U$ 494 = R$ 55). O bilhete é por pessoa e tem a validade de 24 horas. O onibus circula por 11 paradas estratégicas. Você pode subir e descer quantas vezes quiser. Sempre gosto de usar ele no primeiro dia da viagem, pra depois voltar visitando outros pontos com mais detalhes (http://www.busturisticomontevideo.com.uy/)

- Ramblas (espécie de calçadão beira mar). Seja na Ciudad Vieja, Pocitos ou Punta Carretas: todas são lindas

- Ciudad Vieja é linda e você não pode deixar de ir no Mercado do Porto comer a Parrillada do El Palenque (apesar que a melhor carne foi em Pocitos: La Pulperia) e tomar um Medio y Medio (vinho branco + espumante). Ainda ali perto da Ciudad Vieja com uma caminhada você passa pela Puerta de la Ciudadela, Teatro Solis, Plaza Matriz, Independencia, etc

- Se estiver indo de casal, com cerveja vai querer deixar seu cadeado na Fuente de Los Candados <3

- O Estadio Centenario, da primeira copa do mundo em 1930 está um pouco deteriorado. Mas, como fã de futebol fiz questão de ir conhecer e vale a visita ainda! Tem muita história e o museu do futebol que fica lá dentro tem até camisas do Pelé e Maradona. Entrada: UY$ 100 (R$ 9).

- Infelizmente o Museo del Automovil estava em férias quando fui e não pude entrar

- Vários parques estão no caminho do Bus Turistico (parque Rodo é recomendado). Se quiser visitar o letreiro de Montevideo para tirar fotos, desça na parada 9 do Bus Turistico e depois é só caminhar na direção do mar. Fica próximo ao espaço Kibon em Pocitos. Pode perguntar ali em Pocitos que todos te indicarão.

- A vista panorâmica da Intendencia Municipal é linda (entrada grátis, basta pegar um ticket no guichê turistico logo em frente e depois subir com elevador panorâmico até o 23º andar)

- No MAM - Mercado Agricola tomei um bom chopp artesanal da Mastra. Aproveite para pedir o Sampler e experimentar vários ao mesmo tempo (http://mastra.com.uy/)

- La Pulperia!! Não deixe de jantar um dia pelo menos (você vai querer repetir no outro dia) na La Pulperia. Com R$ 100 (com caixinha inclusa, não lembro o valor exato de tudo), eu e a namorada comemos: entrada de pães, generosa porção de fritas, um fantástico ojo de bife suculento e morcilla - linguiça de sangue. Ainda tomando uma bela cerveja Zillertal. Foi o melhor churrasco de todos na semana (http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g294323-d1528217-Reviews-La_Pulperia-Montevideo_Montevideo_Department.html)

- Numa das noites fomos jantar no Tandory. É um renomado restaurante de lá com um simpático chefe. A refeição é realmente uma explosão de sabor. Muito diferente do que já comi. Tinha morcilla doce - linguica de sangue - com polenta, um risoto de melão. Eles servem ótimos vinhos pra acompanhar. Teve um custo próximo de R$ 240,00 pro casal. Vale a experiência por causa do sabor, mas não é uma refeição pro dia-a-dia (http://www.tandory.com.uy/)

 

Uma das Parrilladas para você escolher no Mercado do Porto!

MV00.jpg

 

Palacio Legislativo. Gigante e lindo!

MV02.jpg

 

A seleção brasileira sub-20 estava no Uruguay! Cruzamos o onibus várias vezes!

MV03.jpg

 

Picnic na Rambla de Punta Carretas! Tinha um mercado próximo, fizemos umas compras e curtimos uma das tardes lá:

MV04.jpg

 

Por-do-sol na Rambla de Pocitos, ao lado do letreiro de Montevideo

MV01.jpg

 

A fantástica carne do La Pulperia!! Atendimento no balcão, bar/restaurante super simples. De atendimento e qualidade nota 1000!

MV05.jpg

 

 

Colonia del Sacramento

 

- Os principais pontos turisticos são muito próximos, então nem vou listá-los porque você vai conhecer todos.

- A plaza de Toros que é constante em todos os roteiros, é o que está um pouco mais distante (fui de carro)

 

Um restaurante super charmoso que fica na Calle de los Suspiros é o El Buen Suspiro!

Você comer pequenos petiscos, porções, queijos e tomando um bom vinho (o vinho uruguaio é o da uva Tannat).

 

A melhor empanada do Uruguay, comi num lugazinho chamado Bike & Coffe!

 

Este é o Beni. Cão de um casal uruguayo que encontramos em uma das praias de Colonia (muito próximo do caminho à Plaza de Toros)

Col01.jpg

 

Todas as ruas de Colinia são pacatas.

Ou com carros antigos ou preciosidades como esta:

Col00.jpg

 

E o por-do-sol é indescritível:

Col02.jpg

Col03.jpg

 

 

 

Piriapolis

 

- Foi uma visita rápida pois estava no caminho de Punta.

- A cidade estava super movimentada no dia. Passamos em frente ao famoso Hotel Argentino e a rambla principal.

- Piriapolis era o chame do Uruguay e onde o povo ia gastar dinheiro, antes da consolidação de Punta del Este.

- Existe um teleférico interessante lá. Não peguei. Fui logo pra Punta... risos

 

Piri01.jpg

 

 

Punta del Este

 

Parece até que minha viagem foi um roteiro gastronomico! risos

Mas, você tem que experimentar o Waffle com doce de leite do Hotel L'Auberge (http://www.laubergehotel.com/)

Não fiquei hospedado no Hotel, apenas fui visitar e comer o famoso waffle

Pun00.jpg

Pun01.jpg

 

- Recomendo o restaurante Lo de Tere! Atendimento e refeição incrível. Carpaccio de polvo, massa incrível, carta de vinhos nota 10. E tudo isto com uma vista pro porto de Punta! Ganhei alguns descontos por causa do Itau (25%) e no final das contas, o jantar do casal saiu na casa dos R$ 140,00. Vale mais do que cada centavo. Foi realmente incrivel (http://www.lodetere.com/)

Pun08.jpg

Pun09.jpg

 

Jose Ignacio fica distante uns 40 km do centro de Punta, mas vale a visita!

No caminho já tem a tal da ponte! risos

Pun07.jpg

 

E chegando em Ignacio, o lindo farol! Pena que durante a manhã o céu nublou.

Pun06.jpg

 

Por-do-sol na Casapueblo. Além do visual, tem a visita ao museu com as obras do Vilaró e ao final, um aúdio do seu famoso poema do sol!

É uma cerimônia incrível sincronizado com a despedida do sol!

Pun02.jpg

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Pun04.jpg

Pun05.jpg

 

Bom.... Foi isso!

 

 

Grande abraço a todos!

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  • Membros

Olá, bobwolf80.

 

Apesar de que eu gosto mais dos relatos em forma de história, esse seu é o mais se adapta ao que eu e minha esposa pretendemos fazer no Uruguai (pelo menos dos relatos que eu li até agora). Acho que gostei mais porque temos semelhanças em algumas coisas. A primeira é que eu raramente consigo mais de uma semana de férias. Dessa vez, nem isso. Consegui apenas 3 dias que, juntando a mais dois dias do final de semana, serão 5. Segundo porque eu também sou detalhista. Uso o MyMaps para montar meus roteiros e utilizá-los na viagem. O terceiro porque gosto muito de comer bem durante minhas viagens.

Comecei a montar o meu roteiro há alguns dias. Já li bastante sobre Montevidéu e já consegui montar meu roteiro para a cidade. Como eu e minha esposa temos um perfil de andar bastante, acordando cedo e voltando tarde para o hostel, a gente consegue conhecer as coisas num ritmo bem legal. Então creio que em 2 dias a gente consegue conhecer todos os pontos que marcamos em Montevidéu. Então nos restarão 3 dias. Eu quero mais fazer Colônia, porém minha esposa quer mais fazer Punta del Este. Você acha que em 3 dias podemos conhecer bem esses dois lugares?

Outra pergunta, você pode me passar mais detalhes dos restaurantes que visitou? Já anotei aqui o Lo de Tere, em Punta, o La Pulperia, em Montevidéu, e o El Buen Suspiro, em Colonia. Quais outros visitou? Visitou alguma bodega?

 

Abraço.

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Olá, bobwolf80.

 

Apesar de que eu gosto mais dos relatos em forma de história, esse seu é o mais se adapta ao que eu e minha esposa pretendemos fazer no Uruguai (pelo menos dos relatos que eu li até agora). Acho que gostei mais porque temos semelhanças em algumas coisas. A primeira é que eu raramente consigo mais de uma semana de férias. Dessa vez, nem isso. Consegui apenas 3 dias que, juntando a mais dois dias do final de semana, serão 5. Segundo porque eu também sou detalhista. Uso o MyMaps para montar meus roteiros e utilizá-los na viagem. O terceiro porque gosto muito de comer bem durante minhas viagens.

Comecei a montar o meu roteiro há alguns dias. Já li bastante sobre Montevidéu e já consegui montar meu roteiro para a cidade. Como eu e minha esposa temos um perfil de andar bastante, acordando cedo e voltando tarde para o hostel, a gente consegue conhecer as coisas num ritmo bem legal. Então creio que em 2 dias a gente consegue conhecer todos os pontos que marcamos em Montevidéu. Então nos restarão 3 dias. Eu quero mais fazer Colônia, porém minha esposa quer mais fazer Punta del Este. Você acha que em 3 dias podemos conhecer bem esses dois lugares?

Outra pergunta, você pode me passar mais detalhes dos restaurantes que visitou? Já anotei aqui o Lo de Tere, em Punta, o La Pulperia, em Montevidéu, e o El Buen Suspiro, em Colonia. Quais outros visitou? Visitou alguma bodega?

 

Abraço.

 

Fabricio, me passa seu email que eu compartilho contigo o mapa que montei, talvez te ajude (pode ser por MP).

 

1 dia é suficiente pra Colonia. E gastaria os outros 2 em Punta.

Só veja a questão do deslocamento porque eles estão em direções opostas. Apesar de não ser puxado sair de Colonia e ir direto pra Punta, eu resolvi fazer um pernoite em Montevideo.

Até pq aproveitei pra visitar outro restaurante que queria em MV.. rs

 

Não se esqueça de reservar o Lo de Tere porque é bem concorrido.

Se for com a cara do Tandory, também faça a reserva antes. Os dois dá pra fazer tranquilo pelo site mesmo.

 

Em Montevideo, outro que gostei muito foi o "La Fonda". É um restaurante familiar e o cara prepara as massas ali na hora.

Também tinha opções de carnes e pra vegetarianos. Bem variado, tudo fresco e com um atendimento muito familia mesmo. Fica na Ciudad Vieja:

http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g294323-d6618221-Reviews-La_Fonda-Montevideo_Montevideo_Department.html

 

Também apelei pro esquema Fast Food, porque queria experimentar os tais frankfurters do La Pasiva. Este vc vai entrar em todo lugar e foi bem gostoso.

Ainda em MV, mas na região de Pocitos e Punta Carretas estava no meu roteiro jantar no El Viejo y El Mar.

Porém, a logística deu errado. No dia que passei andando na frente dele, eu já estava com reserva no Tandory. Apesar da pontuação dele não estar alta no TripAdvisor, o visual me chamou bastante a atenção e fiquei com vontade de ir:

http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g294323-d1016812-Reviews-El_Viejo_y_El_Mar-Montevideo_Montevideo_Department.html

 

Lá em Punta, comi uma Parrillada no El Secreto e também deu pra aproveitar os 25% de desconto do Itau.

Tem uma vista muito legal. Fiquei nas mesas externas:

http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g294066-d2307764-Reviews-El_secreto-Punta_del_Este_Maldonado_Department.html

Se gostarem de um docinho, dá um pulo no L'Auberge pra comer o waffle que é recomendado mesmooo!

 

Em Colonia, todos me falaram do Lentas Maravillas. Eu passei na frente e não pude entrar, estavam num horário de limpeza entre os horários de atendimento.

Mas, até a própria pousada recomendou:

http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g298066-d1501994-Reviews-Lentas_Maravillas-Colonia_del_Sacramento_Colonia_Department.html

 

Em Colonia teve um momento que pra fugir da chuva me abriguei na Parilla Santa Rita. A grata surpresa foi tomar o melhor Clericot da viagem aqui:

http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g298066-d2659975-Reviews-Parrilla_Santa_Rita-Colonia_del_Sacramento_Colonia_Department.html

 

E não tiver definido a hospedagem ainda, lá em Colonia tive um atendimento fantástico aqui:

https://www.booking.com/hotel/uy/posada-posta-le-vrero.pt-br.html?sid=914c68d3776f8555d59120e8d73d7276;dcid=2

 

Qualquer outra coisa que puder ajudar, é só falar!

 

 

Grande abraço!

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Olá, Bob. Muito obrigado pela resposta. Ajudaria muito, sim, se você puder compartilhar o mapa. Meu e-mail é [email protected].

Minha maior dúvida sobre os dois dias e Punta é que estarei no Uruguai em abril. E pelo que venho lendo em diversos relatos, parece que o movimento é bem fraco por lá. Além do mais, não curto baladas, então achei que não restaram muitas coisas para fazer em Punta para dois dias. Você acredita que ainda assim seria legal pernoitar por lá?

Sobre os restaurantes, vou agendar o Tandory e o La Fonda. Valeu pelos links diretos do trip.

Vou reservar o El Secreto em Punta, e gostaria de saber como funciona esse desconto de 25% do Itaú porque também sou cliente e quero aproveitar esse desconto.

O waffle do L'Auberge você já tinha me vendido só com a foto do relato. ::hahaha:: Nem precisava recomendar novamente... ::lol4::

Mais uma vez, muito obrigado por compartilhar sua experiência e pelas dicas que está enviando.

 

Abraço.

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  • Membros

Fabricio,

Já compartilhei o mapa contigo, dê uma olhada.

 

Sobre o Itau, é uma promoção de Verão no UY. Tem restaurantes, hoteis, etc... Aqui tem a lista de participantes e os dias da semana válidos:

http://itauverano.com.uy/

 

No El Secreto acho que a comida foi nota 7/10. Mas o visual com as mesas externas e o atendimento dão uma temperada no que faltou.. rs

Se alguem te recomendar outra opção, deixe o El Secreto de fora.

Em Puta, imperdivel mesmo é o Lo De Tere! Este não pode faltar. E o waffle que já comentamos. eheheh

Em Montevideo, o Tandory vale a pena. Mas, não esqueça de jeito algum (se curtir churrascão) de ir no La Pulperia. ::otemo::

 

Realmente heim? Vc indo em Abril, a cidade já vai estar bem tranquila (ouvi dizer que na semana de carnaval é qdo vai acabando o movimento).

Andando pelo centro, eu via alguns lugares com o aviso "aberto o ano todo". Então, é capaz de algumas coisas estarem fechadas.

A questão sobre o pernoite e os dois dias mesmo fora de temporada, acho que o que vai te fazer decidir é o tanto que vc quer andar lá.

Por exemplo, no mesmo consegui ir até Jose Ignacio (45 km de distancia), voltar pro centro, encarar o Waflle e passar em um monte de ponto turistico ali da região central.

Mas, como queria de qq jeito pegar um por-do-sol na Casapueblo, jantar no Lo de Tere e passar algumas horas no Conrad... Já não dava pra juntar tudo isso num dia só...

Então, fiz roteiro de dois dias e deu justinho (nas férias o tempo voa.. hehehe).

 

Em um dia, vc deve conseguir passar pelos pontos turisticos sim.

Mas, não dá pra curtir com calma. Mesmo fora de temporada, acredito que 2 dias vai te atender melhor.

O clima de punta é muito gostoso, o estilo da cidade e tudo mais. Fico na duvida se fora de temporada a diferença vai ser muita....

 

Também não sou fã de baladas, então a noite só rolou visita de casino.

Mas, gosto de pubs e lá tem alguns muito bem recomendados. Até coloquei no mapa que vc vai ver, mas, o cansaço não permitiu a visita.

8)

 

Estamos ai!

 

Abs!!

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  • Membros

Muito obrigado, Bob. Seu mapa está muito legal. Melhor do que eu estava fazendo, já que até os ícones dos marcadores você altera.

Anotei todas as dicas, e foram realmente muito importante.

Valeu também pela dica do pub. Eu também gosto muito de cervejas, principalmente as artesanais. Na volta eu conto como foi a experiência, já que você não conseguiu ir.

Também vou dar um pulo nos cassinos, mas com muito cuidado, porque sou viciado em poker e posso acabar me animando a sentar numa mesa... hehehe...

Sobre Punta, vou considerar a possibilidade de ficar dois dias, mas vou deixar para decidir lá mesmo, a depender do clima que encontrarmos por lá. Colônia vamos fazer no bate e volta mesmo.

Em qual cia você alugou o carro?

Abraço.

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  • Membros

Fabricio,

 

O carro aluguei em Montevideo, na Dolar Rent a Car.

Fiz a cotação e reserva online e retirei lá no escritório do centro. Gostei bastante das taxas e do serviço.

Tinha pesquisado bastante sobre o preço e foi o melhor que encontrei:

http://www.dollar.com.uy/es/

 

Não peguei o GPS deles, porque levei meu celular carregado já com os mapas offline e usei ele tranquilo como GPS. ::cool:::'>

 

Poww. Quer dizer que também é fã de poker? ehhehe

Eu jogo todas as terças num grupo de amigos que já dura 6 anos sem falhar nenhuma semana!

 

Então, posso te adiantar algumas coisas sobre o Conrad. ::hein:

Cheguei lá todo empolgado pra sentar nas mesas e jogar um Cash Game com os peixes grandes.

Achei que com US$ 100 conseguiria pelo menos brincar um pouco e sentir o clima. Engano meu.

Eles montam as mesas de cash game no salão fechado e vão abrindo os valores de Big Blind/Small Blind de acordo com a demanda.

Quando eu cheguei, tinha mesas abertas de US$ 3/6 e US$ 5/10. Que já é caro pro meu bolso. Esperava jogar numa mesa com BB em US$ 1 pra aclimatar.

Fora isso, o valor minimo de entrada estava algo em torno de US$ 300 e com rake (taxa da casa em absurdos 5%).

Desisti do poker room e fui rodar o casino.

 

Encontrei aquelas mesas que você joga contra a Dealer apenas, manja?

Assisti por quase 2 horas o povo jogando pra tentar entender se valia a pena. Cada jogada te custa no minimo US$ 15.

Mas o minimo necessário pra sentar na mesa era de US$ 45 e isso só te dá direito de receber carta 2 vezes (porque na primeira vez, vc tem teria que fazer a aposta minima e na segunda, entraria já de all in com os míseros US$ 15 que te sobraram). O povo que sentava pra jogar, comprava o máximo na mesa, que variava entra US$ 200/300 e torcia pra acertar mãos boas logo no começo e dobrar o dinheiro. Ou seja, diferente do cash game, neste poker tem o quesito sorte.

Pra tentar eliminar a sorte, você tem q se desprender do dinheiro e entrar com 200/300 e esperar um jogo encaixado, já que seu unico adversário é o dealer.

Resultado, também não joguei. heheheh

 

 

Abs!

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  • Membros

Pô, cara, nessa mensagem você só me desanimou. :|

Primeiro porque aluguei um carro com a Dolar no ano passado, nos EUA e não gostei da experiência com eles. Cobraram taxas bem caras e se recusaram a me entregar o carro se eu não comprasse o seguro LDW. Realmente não gostei.

Eu estava pensando em alugar um carro somente em Punta. Ir de Montevidéu para lá de ônibus e pegar o carro lá. Depois devolver o carro lá mesmo e voltar novamente de ônibus. Para Colônia, pelo que tenho lido, parece que dá para fazer a cidade a pé mesmo, não é isso?

 

Eu estava animado com a jogatina, mas não vou encarar mesas de 200/300 dólares. Primeiro porque imagino que as pessoas que jogam nesse valor devem estar alguns degraus acima de mim, e segundo porque não tenho essa quantia disponível para colocar numa mesa... ::lol4:: Também não curti essa opção de jogar somente contra o dealer. O que esses caras conseguem fazer no momento de embaralhar as cartas...

Mas vou fazer como você e assistir um pouco a jogatina dos outros. No máximo uma partida de roleta e uma no caça níqueis.

 

Abraço.

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  • Membros

Ah, esqueci de perguntar algo importante. Estarei viajando para comemorar aniversário de casamento. Então, no dia do nosso aniversário, quero guardar o melhor restaurante. Pelo que entendi, o que você mais gostou foi o Lo de Tere, não foi? Como não sei ainda se estarei em Punta ou em Montevidéu no dia do aniversário, entao gostaria de saber qual você achou top em MTVD para comemorarmos a data, caso estejamos lá.

Abraço.

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  • Membros

Fabricio, é isso aí...

O Lo de Tere em Punta foi o melhor disparado, tanto em qualidade quanto atendimento.

Em MV, seria o Tandory mesmo. Tinha um ambiente mais requintado de todos que passei.

Se tiver oportunidade, use a data do aniversário pro Lo de Tere. ::otemo::

Minha namorada por exemplo, adorou o Lo de Tere. Nota 10. O Tandory tb achou super exótico e foi um jantar agradável...

Mas, a gente como bons carnívoros acabou repetindo foi o La Pulperia e o fantastico ojo de bife... kkkkk

 

Sobre o aluguel de carro com a Dollar, minha experiencia foi boa.

Não tentaram me empurrar o seguro (até o valor já estava fechado na reserva online e lá não optei pelo seguro total).

Ainda deixei claro que ia utilizar o seguro do cartão VISA, que já me dava estar cobertura.

Mas, chegando na agência da Dollar foi tudo tranquilo. Não tentaram empurrar nada a mais.

Eu apenas pedi pra incluir uma diária a mais, o rapaz me calculou o preço na hora e achei um pouco mais caro do que o valor da internet, mas, deixei passar.

Porém, na volta, na hora de pagar o total o valor foi mais baixo do que ele tinha calculado. Acho que acabou valendo bem a pena o aluguel por lá.

Acabei de conferir na fatura: US$ 191,80 por 4 diárias. Seguro básico e km livre num Hyundai i10. Nas outras empresas que cotei, deu sempre mais alto.

Não tive problemas tb com a inspeção, pq tem agências que são cheio das graças... Ficaram achando riscos e batidinhas em todo canto. hehehe

 

Sua ideia de alugar o carro em Punta é boa sim.

E em Colonia realmente vc não precisará de carro. Praticamente é só a Plaza de Toros que é um pouco fora do centro.

O resto é tudo a pé mesmo!

O transporte publico em MV é super tranquilo. Em Punta e Colonia não usei pq já estava com o carro alugado.

Taxi é baratinho no UY inteiro.

 

De qualquer maneira, tente ir no Conrad jogar numa mesa.

Quem sabe por já ser uma temporada diferente, não tenha mesas de outro valor?

Eu adoraria ter jogado.. Mas, penso igual.. O valor não estava pra brincadeira. ehehhe

 

 

Abs!!!

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    • Por Mari D'Angelo
      A experiência de conhecer o Uruguay foi especialmente interessante, pois exceto uma pisadinha no Paraguay e na Argentina em uma viagem à Foz do Iguaçu, quando ainda era criança, nunca tinha viajado para outro país da América do Sul.
       
      Chegamos em um sábado de manhã no pequeno e moderno aeroporto de Carrasco. No começo foi engraçado pedir informações pois não falo espanhol (e pra ser sincera, não é uma língua que me agrada muito) e a técnica do “portunhol” soa ridícula demais! Enfim, com o tempo passamos a usar o português mesmo, que eles conseguem entender se falamos devagar, as poucas palavras que sabemos em espanhol e as vezes até alguma coisa em inglês para ajudar.
       
      É bem simples chegar ao centro, não acho que seja necessário taxi ou van, a não ser que você tenha muitas malas ou prefira algo mais confortável. Bem em frente à saída do aeroporto tem um ponto onde passam vários ônibus com os nomes dos destinos finais, no nosso caso pegamos o “Montevideo” mesmo, caso não vá para o centro é só se informar por lá. O valor é 45 pesos uruguaios (R$4,50) e demora menos de 1h. Ah, caso o motorista não abra a porta quando você der o sinal, grite “Puerta!”, funciona como o “Vai descer!” que usamos aqui em São Paulo rs.
       
      Escolhemos ficar no Hotel California (claro que eu cantei mentalmente a música cada vez que li o nome em algum lugar! Rs), achei o custo benefício bastante bom! A localização é ótima, paralela à principal avenida e apenas alguns minutos da Cidade Velha (onde tinham algumas opções menos caras mas pelos comentários no Booking.com não é uma região muito segura à noite.).
       
      Sábado a tarde e domingo quase tudo fecha na cidade (inclusive casas de câmbio e locadoras de carro), então caminhamos pela avenida 18 de Julio até o Teatro Solís, que fica aberto. A primeira parada foi na Fuente de los Candados, a tradição é a mesma de alguns lugares da Europa, como a Pont des Arts em Paris, onde casais colocam cadeados com seus nomes para que o amor seja eterno.
       
      A arquitetura da capital Uruguaia me chamou muito a atenção, a mistura de estilos arquitetônicos do moderno com o antigo é muito interessante, vale parar alguns minutos diante de alguns prédios só para observar todos os detalhes. Inclusive um dos melhores lugares para notar esse contraste é chegando na Plaza Independencia, onde se encontra o Palácio Salvo, um dos prédios mais lindos de Montevideo, que funciona tanto para escritórios quanto para fins residenciais. Essa praça, que tem como monumento central uma homenagem ao general José Artigas, divide a área central e a Cidade Velha. Na entrada da área mais antiga da capital está a Puerta de la Ciudadela, único resquício de uma antiga fortaleza que protegia a cidade. É bastante interessante pela história, mas não me empolgou muito como ponto turístico.
       

       
      Continuando o caminho, agora já dentro da Cidade Velha, seguimos pela rua Sarandi, onde ficam algumas banquinhas de artesanato, lojas, cafés e restaurantes. A Plaza Constitución, que abriga uma feira de antiguidades, é a mais antiga da cidade. Logo em frente está a Catedral Metropolitana de Montevideo. Na rua da catedral há um lugar chamado Café Brasilero, havia lido em alguns lugares como algo imperdível mas quando cheguei lá não me empolguei em entrar, não sei se seria diferente de qualquer outro café.
       
      Finalmente chegamos ao nosso destino, o Teatro Solís. Às 16h há uma visita guiada por 50 pesos (R$5,00), três jovens funcionários super simpáticos nos apresentaram, em português, aos pontos mais importantes do local. Com certeza a sala principal de espetáculos é a parte mais incrível, inclusive suas cadeiras são feitas com uma tecnologia brasileira que se auto-destrói em caso de incêndio para que o fogo não se espalhe. Os guias contam a história do teatro e curiosidades como essa numa visita que dura aproximadamente 1 hora.
       

       
      A Cidade Velha também é um pólo interessante de arte de rua, eu como apaixonada por grafites, não resisti e tive que registrar alguns.
       
      Como em outubro o sol se põe lá pelas 20h, aproveitamos para caminhar mais um pouco pela Cidade Velha. Entramos para conhecer o famoso Mercado del Puerto (onde estava passando um Palmeiras x Corinthians na TV!), a estrutura é semelhante ao Mercadão de São Paulo, porém dentro (e ao redor) funcionam diversos restaurantes, mas achei bastante caro. Aliás, comer e beber em Montevideo não é exatamente uma pechincha. Acabamos parando para uma cerveja em um simpático café + loja de design chamado Sinestesia, que fica pelos arredores do mercado.
       
      Descemos então para a Rambla (avenida que beira o Rio da Prata) e encontramos um lugarzinho para admirar o fantástico pôr-do-sol entre os uruguaios com suas cuias de chimarrão (todos eles vivem tomando seu chimarrão, em qualquer lugar, à qualquer hora).
       

       
      Como a viagem foi para comemorar o aniversário do namor(i)do, fomos procurar um lugar legal para jantar, pegamos a dica da Avenida Dr. L. A. de Herrera, no bairro de Buceo e fomos de ônibus até lá (uma curiosidade sobre os ônibus, geralmente eles deixam tocando música ou notícias, é como se o motorista tivesse no carro dele, aumentando e diminuindo o som de acordo com seu gosto, chega a ser engraçado! Rs). Bom, essa rua tem diversas opções que parecem bem legais, escolhemos o Barba Roja, uma mistura de bar e restaurante. A dica aqui é, peça um prato para 2, sério, o tamanho deles é realmente absurdo, dá até dó pois não conseguimos comer nem metade.
       
      No segundo dia fizemos um bate e volta em Punta del Este, mas isso será assunto para outro texto. Era domingo de eleições por lá também e foi muito interessante ver o comportamento deles em relação a isso. Desde que chegamos no aeroporto, vimos pelo caminho bandeiras, propagandas, muros pintados, manifestações (pacíficas), enfim, a cidade respirava campanha política. Quando voltamos ao hotel, passando pela 18 de Julio, ficamos impressionados com a festa! Já haviam saído as parciais e o sucessor de Mujica (o atual presidente, que na minha opinião é um exemplo a ser seguido) ganharia. A impressão que dava é que eles realmente estavam felizes e satisfeitos com sua escolha, que tinham confiança no partido que apoiavam, e não eram apenas os mais velhos, crianças e muitos adolescentes e jovens comemoravam efusivamente, o clima era leve, de alegria e paz. Olhando tudo aquilo fiquei com inveja (no bom sentido), eu gostaria muito de poder apoiar um partido que me representasse desta maneira.
       

       
      No fim da noite, caímos sem querer no Facal, um café-restaurante em frente à fonte dos cadeados que diz ser o mais antigo da cidade. Recomendo muito comer as empanadas de lá, são deliciosas! Além delas, outra iguaria típica do país é o Chivitos, que não passa de um sanduíche com diversos recheios para escolher, como não como carne, não posso dizer se é algo que vale a pena ou não.
       
      No dia seguinte começamos pelo Mirador de la intendencia, um mirante 360º que fica no último andar do prédio da prefeitura e é de graça, basta retirar a entrada no centro de informações turísticas que fica bem em frente.
       
      De lá seguimos para o Parque Rodó, bastante agradável e bem cuidado. Nossa ideia era continuar a pé pelas Ramblas até a Playa Pocitos, mas o calor estava insuportável e foi realmente impossível completar o trajeto, acabamos conhecendo apenas a Playa Ramirez e passando em frente ao Memorial del Holocausto.
       

       
      Não dá pra ir embora sem trazer na mala vinhos e alfajores né? Então pegamos a indicação do Ta-ta, um mercado barato onde encontramos bons vinhos por uma média de R$15,00 e uma infinidade de opções de alfajores e doces de leite, ficamos com os da marca Lapataia, indicação de uma brasileira (e são mesmo muito bons!).
       
      Esse é o tipo de viagem diferente que é possível fazer em um fim de semana, fique de olho nas promoções de passagens aéreas e vá aproveitar toda a simpatia do Uruguay.
       
      Texto original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/uma-escapadinha-para-montevideo/
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/bate-volta-em-punta-del-este/
       
      Durante nossa viagem à Montevidéu, resolvemos fazer um bate-volta para Punta del Este, afinal, é quase obrigatório já que é tão pertinho e fácil de chegar. A maioria das pessoas vai atrás das praias, cassinos (que são liberados por lá) e badalação. Eu confesso que a parte da cidade que mais me chamou atenção foi justamente a que era o oposto disso. Não foi um lugar que me encantou, mas tem lá seu charme!
       
      Saímos no domingo cedo e pegamos um ônibus até o aeroporto para buscar o carro alugado na Budget. A estrada é bem tranquila e o caminho é basicamente uma reta só, o trajeto dura aproximadamente 1h30. Ah, uma dica importante, logo que chegamos no hotel em Montevidéu, um funcionário já nos alertou sobre a lei seca, disse que haveriam muitos comandos na estrada e que lá não há tolerância, qualquer sinal de álcool (e até maconha) no bafômetro é problema e para jamais propormos “dar um jeitinho”, pelo jeito lá as coisas funcionam um pouco diferentes daqui… Bom, o fato é que tinham mesmo muitas blitz, então se for beber, vá de ônibus!
       
      O primeiro lugar que paramos foi uma mega furada! Um conjunto de esculturas de sereias sobre as pedras na beira do mar na Plazoleta Gran Bretania. Com todo respeito ao artista, aquilo é horrível! Fala a verdade, dá medo, não dá??? Mas o interessante desse lugar é que ele fica bem na pontinha da península, onde ocorre o encontro do Rio da Prata com o mar.
       
      Ali pertinho fica a parte mais fofa da cidade, a que mais gostei! Pra começar, as casas não tem números, e sim nomes. Elas são enormes e lindas, mas sem ostentação. Os atrativos desse simpático e aconchegante “bairrinho” são o farol e a Parroquia Nuestra Señora de la Candelaria, uma graça de igrejinha em homenagem à padroeira da cidade.
       
      Seguimos para o porto pois a ideia era pegar um barco até a Isla de Lobos para ver leões marinhos, mas chegamos um pouco tarde e os barcos só saiam até 12h se não me engano. Queria taaanto fazer esse passeio, fiquei decepcionada, se quiser ir, lembre-se de chegar cedo! Ah, e verificar a época também, não é sempre que os animais aparecem na ilha. Pelo menos chegamos a ver alguns deles ali mesmo, perto das bancas de peixes esperando pra ganhar as sobras (e rola uma briga pra ver quem vai ficar com elas!).
       
      Paramos para almoçar no El Pobre Marino, o ambiente do restaurante é bem kisth, mas até que combina com o clima de Punta rs. Meu prato estava meio sem graça, pedi panquecas de espinafre, mas o Dan pediu carne e gostou. O valor era Ok então saímos satisfeitos.
       
      O próximo ponto foi o cartão postal de Punta, o Monumento ao afogado, ou popularmente conhecido como Los dedos. A escultura é do artista chileno Mario Irarrázabal e fica na primeira parada da Playa Brava (as praias são todas divididas assim, P1, P2, P3…). Apesar de clichê, achei bem interessante e lógico que quis fazer umas fotos ali também, mas é preciso paciência pra conseguir clicar os dedinhos sem ninguém na frente!
       
      Um pouco mais afastado do centro fica a Puente Leonel Vieira, seu diferencial é ser ondulada, dando um friozinho na barriga de quem passa de carro por lá, mas também nada de tão interessante, não sei se vale a visita.
       
      Antes de ir embora ainda passamos pelo bairro de Beverly Hills, dominado por enormes mansões com lindos jardins, mas sinceramente, prefiro mil vezes a parte mais simples da cidade, que falei aqui no começo do post!
       
      Na volta para Montevidéu paramos para ver o pôr-do-sol na Casapueblo, em Punta Ballena, um dos mais incríveis que já vi!
    • Por TainaraFerrugem
      Olá [email protected] de viagem,

      Fiquei 7 dias em Montevidéu, o que posso dizer sobre essa viagem? Surpreendente.

      De fato é lindo e caro rsrs

      Fiquei hospedada no Circus Hostel&Hotel Montevidéu, custo (em média de R$350) e localização muito boa.

      Mas não costumam trocar os lençóis, se você esquecer a toalha e precisar de uma lá, você consegue alugar uma toalha de rosto por US$2.

      Fui para um evento que era em um Hotel em frente a praça da independência, então era bem pertinho do Hostel, pontos turísticos e alimentação barata.

      Dei muita sorte de chegar no final de semana em comemoração ao Dia do Patrimônio, que a maioria dos museus estavam abertos no final de semana e melhor ainda 0800, nessa hora tenha foco e escolha muito bem o que deseja visitar, pq os Uruguaios costumam ir e as filas ficam enormes.

      A maioria das publicações que eu li, não indicavam local de refeições bons e baratos. Esse é o fator que mais me motivou a fazer o relato.

      Na maioria dos restaurantes você vai encontrar refeições individuais em uma média de 400 pesos para cima (acima de 40 reais) e no café você consegue gastar um pouco menos.

      Mas como todo brasileiro que não desiste nunca nas caminhadas da vida encontrei um café muito charmoso “Rincón Café” é uma portinha, mas com bom atendimento, tortas maravilhosas e um bom café, oferece um desayuno por 145 pesos (com café, suco, pedaço de torta e tipo um pão de queijo ou cookie), se não tiver um desses na hora, ele faz sanduiche ou qualquer coisa para complementar seu desayuno que mais parece um almoço. Ele tbm oferece almoço, mas não tive a oportunidade de provar, mas pelo cardápio parecia ser bom e com preço melhor ainda.

      Depois de 4 dias na cidade encontramos um almoço muito bom e barato o restaurante da Tia Maria (intimidade de quem ia com uma galera de 10 pessoas) que chama “Coristanco - Casa de Comida” fica na rua Ituzaingó, próximo a praça Matriz/ Constituição, ela é muito simpática e adora brasileiros.

      Para jantar, foi um probleminha, como fiquei bem no centro da cidade velha, a maioria dos locais fecham até as 19 horas, então nesse horário ainda não estava com fome, na maior parte dos dias, jantei poucas vezes. Mas em uma das vezes após a chegada do passeio em Punta, jantamos no Bar Sarandi, preço muito bom e boa comida, ele fica na esquina entre a rua Washington com rua Colón.

      Minha preferência de bebidas é a cerveja artesanal visitei apenas dois bares o “Ciudadela Bar de Cervezas” na rua Ciudadela e um barzinho na rua Bartilomé Mitre (não é o El Pony Pisador – meus amigos foram e não indicam jamais). Meus amigos foram em uma que chama “Baika Birras Uruguayas” na rua da Piedras.


       
      Graças ao destino fomos parados na praça por uma moça chamada Melissa que nos ofereceu pacotes de turismo. De fato galera não encontramos melhor preço, melhor guia e melhor agência (Master Turismo). Para Punta pagamos R$ 160, tbm oferecem outros pacotes. Nosso guia foi o Sérgio (@bemvindobrasileiro) é um baiano, muito gente boa e paciente, vale muito a pena seguir o instagram dele e tbm se tiver a oportunidade de fazer um passeio com ele.

      Agora para as comprinhas nada como fortalecer o empreendimento de nossos amigos brasileiros no Uruguai, Ana é uma das proprietárias, nos atendeu com honestidade, carinho, respeito e simpatia, a loja se chama “Gaúchos – Uruguay” localizada na rua Pérez Castellaño, nas proximidades do Mercado do Porto.


       
      Acho que é isso, qualquer dúvida só perguntar.

      Abraço

    • Por Wes Bonfante
      Olá, pessoal, saio neste sábado, 13 de julho de Niterói, Rio de Janeiro, em direção a Santiago no Chile de mochilão. Quero descer até Montevideo, visitar Buenos Aires novamente, Mendoza, e seguir até Santiago. Queria chegar em Santiago até dia 22 de julho. Gostaria de dicas diversas, sobre o caminho a percorrer, segurança, banhos, tempo, também aceito ofertas para couchsurfing... Ah, preciso de seguro viagem pra cada lugar? 
    • Por Anderson Paz
      Principais cidades visitadas: Montevidéu, Piriápolis, Punta del Este, Jose Ignacio, La Paloma, La Pedrera, Cabo Polônio, Valizas, Águas Dulces, Chuy e Colonia del Sacramento
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília – Montevidéu: Avenida 18 de Julio, Praça Independência e rambla
      Dia 2) Montevidéu: Bodega Bouza, Mercado Agrícola, Palácio Legislativo e mirante da Torre Antel
      Dia 3) Montevidéu: Parque Prado, Jardim Botânico, Iglesia de las Carmelitas, Santuario Nacional del Corazón de Jesús (Iglesia del Cerrito), Cidade Velha, Teatro Solís, Parque Rodó e Pocitos
      Dia 4) Piriápolis: caminhada da Praia de Piriápolis até a Praia San Francisco
      Dia 5) Punta Negra e Punta del Este: caminhada na Rambla Gral. Artigas, farol e igreja Nuestra Señora de la Candelaria
      Dia 6) Praia Brava, Casapueblo e Praia Portezuelo
      Dia 7) La Barra, Jose Ignacio e La Paloma
      Dia 8 ) La Paloma: Bahía grande, Bahía Chica, Balconada, El Cabito e Solari
      Dia 9) La Pedrera, Barra de Valizas (Cerro de la Buena Vista), passeio no Monte de Ombués e Águas Dulces
      Dia 10) Cabo Polonio e Punta del Diablo
      Dia 11) Parque Nacional de Santa Teresa
      Dia 12) Compras no Chuy e deslocamento até Colonia del Sacramento
      Dia 13) Colonia del Sacramento e deslocamento até Montevideo
      Dia 14) Retorno a Brasília

      Informações básicas sobre o relato
      - Relato de uma viagem feita em família, totalmente fora de temporada, em um período ainda de bastante sol e de pouca gente nos lugares.
      - Nos deslocamos de ônibus entre Montevidéu, Piriápolis e Punta del Este. No último dia em Punta alugamos um carro que usamos até o final da viagem.
      - No relato você encontrará algumas avaliações de restaurantes, mas não espere referências de restaurantes de alta qualidade, com comidas caras.
      - No final do relato, encontrará a relação de locais onde nos hospedamos.
      Povo
      - Os uruguaios são muito simpáticos e educados de forma geral, exceto com argentino...hehehe Fomos bem atendidos e recebidos em todos os lugares. 
      Câmbio
      - Trocar dinheiro no aeroporto na chegada é uma cilada. Troque ali só o que for estritamente necessário para o transporte do aeroporto até o hotel. Cotação no aeroporto: R$1 = aprox.. 6,90 pesos.
      - Mesmo no domingo, há uma casa de câmbio aberta durante o dia na Avenida 18 de Julio, entre a Praça Cagancha (a que tem uma escultura no meio da 18 de Julio) e a Rua Paraguay. Cotação: R$1 = 8,30.
      - Melhor cotação em Montevidéu: casas de câmbio na Avenida 18 Julio entre rua Julio Herrera y Obes e a Plaza Independencia ou na casa de câmbio próximo à Praça Cagancha. Muitas delas tinham o mesmo valor. Cotação: R$1 = 8,75.
      - Em Punta del Este encontramos na Av. Gorlero algumas casas de câmbio com a mesma cotação de Montevidéu.
      - Se no final da viagem, sobrar pesos uruguaios, deixe para trocá-lo no aeroporto, onde a cotação é a melhor para o câmbio reverso.
      Preços
      - O Uruguai de forma geral tem fama de ser bastante caro, porém isso é bem relativo. Em relação ao preço de hospedagem, se você não faz questão de hotéis sofisticados, você conseguirá sempre encontrar boas hospedagens por valores mais acessíveis do que os praticados no Brasil. Pelo menos isso foi o que verificamos durante o período de baixa temporada.
      - Em relação à comida, os preços no mercado realmente são bastante elevados (ex. 1 kg de banana a mais de R$ 10,00). Os preços de lanches simples na rua, em lanchonetes ou em padarias também costumam ser altos. Entretanto é possível comer bons pratos - especialmente os à base de peixe ou massas - em bons restaurantes pagando valores menores do que os de muitos restaurantes razoáveis do Brasil.
      - Em relação à bebida, o preço da cerveja é muito alto. Nesse caso não tem muito para onde correr. Em supermercados, o preço do litrão da Patrícia ficava geralmente em torno de 90 pesos (R$ 10 aprox.). Já em restaurantes, era raro encontrar por menos de 170 pesos (aprox. R$ 19). Em compensação, os vinhos são bem baratos. Em relação à água mineral, os preços também costumam ser bastante caros, mas dizem que a água de torneira do Uruguai em geral é potável (nós bebemos muito dela, mas só depois de esterilizar com uma SteriPen).
      - Em relação a transporte coletivo, os preços são mais ou menos equivalentes aos do Brasil.
      Compras e pagamentos
      - Na maior parte dos restaurantes há isenção de cobrança do imposto IVA para compras feitas em cartão de crédito. A redução na conta geralmente é de 18%, podendo ir a 22% ou ainda ser maior em alguns lugares se usar cartões Santader ou American Express (foram os que vi). Vale a pena optar pelo pagamento com cartão de crédito mesmo com o IOF que incide na operação.
      - Se for estender a sua viagem até Punta del Diablo/Parque Nacional de Santa Teresa, vale a pena ir à fronteira (Chuy) para comprar bebidas alcoólicas e talvez alguns cosméticos, calçados e roupas. Compramos bebidas absurdamente baratas lá e muitas das quais, como o Absinto 89%, impossíveis de achar por aqui.
      Comidas e serviço em restaurantes
      - Em muitos restaurantes se cobra uma taxa de cubierto, que é referente a pãozinhos de entrada acompanhados de um molho ou pasta do restaurante ou às vezes só de ketchup, mostarda ou maionese industrializada, além dos talheres e guardanapos (!!!). Geralmente eles informam no cardápio o valor da taxa ou colocam em placas na frente do estabelecimento que ali ela não é cobrada. É uma cobrança cultural abusiva, que também é praticada na Argentina. Se não quiser pagar, pergunte ao garçom se a taxa é cobrada antes de se sentar.
      - Além do cubierto, costuma-se cobrar 10% de serviço à parte (opcional).
      - Na maior parte dos restaurantes que fomos, além das opções com carne vermelha e frango. havia opções mais econômicas a base de peixe ou de massas artesanais.
      - Há Chivito em todos os lugares...para mim o Chivito é uma espécie de um grande X-tudo gourmet.
      - Experimente o licuado! Delicoso sucão de fruta grosso (smoothie);
      - Bolueños de algas é a melhor coisa que você poderá comer no Uruguai!!! =D
      - Sorvetes: os da El Faro (sorveterias em Atlántida, Piriápolis e Punta del Este) e da Chelato (no Mercado Agrícola) são deliciosos...os da Freddo também são, mas esses são argentinos e não uruguaios...experimente sempre um de doce de leite para ter um patamar de qualidade; no McDonalds tem uma opção deliciosa de topping com doce de leite da Lapataia, que pode ir em cima de um sorvete de doce de leite (normal de ruim para mim que nem os outros deles);
      - Alfajores: há de vários tipos em tudo que é mercadinho e padaria. Experimentamos os seguintes: 
      1) Lapataia – não gostei...gosto de biscoito de maisena muito em destaque e pouco gosto do chocolate e do doce de leite; 
      2) Portezuelo – também não gostei...gosto meio insosso de leite em pó;
      3) de las Sierras de Minas – também não gostei muito...acho que a descrição é a mesma do Lapataia;
      4) Ricard (de menta) – não curti...bem forte o gosto de menta e a cobertura de chocolate é bem sem graça; 
      5) Punta Ballena – exprimentamos quatro tipos diferentes (tradicional, triple, negro, branco), todos muito bons, com destaque para o negro;
      6) Nativo Premium – excelente...bastante recheado e com cobertura de chocolate deliciosa; 
      7) Marley - alfajores bajoneros (comprado em Punta del Diablo) – muito bom...acho que foi o meu favorito junto com o Nativo...chocolate marcante e doce de leite muito gostoso.

      1º ao 3º DIA) MONTEVIDÉU
      Dia 1)
      Chegamos em Montevidéu perto de 14h no domingo, dia 19/03. Do aeroporto para o Centro pegamos um ônibus da empresa Copsa, por 58 pesos por pessoa. Essa é a opção de transporte mais barata saindo do aeroporto com destino ao Centro e Ciudad Vieja. É um ônibus simples, de linha regular, sem espaço específico para guardar bagagem. Como era domingo e talvez um pouco por conta do horário, o ônibus estava vazio e foi bem tranquilo de carregar as bagagens no corredor. As outras opções de transporte da COT e da Cutcsa custam a partir de 174 pesos por pessoa. Dá para obter informações sobre as linhas de ônibus no centro de informações ao turista do aeroporto.
      O trajeto de ônibus até o centro levou uns 50 min.
      Deixamos as malas no hotel, que era próximo à Plaza Ing. Juan Pedro Fabini, e depois caminhamos pela Avenida 18 de Julio até a Praça Indepencia. A praça abriga em seu centro uma estátua de José Gervasio Artigas, sob a qual há um mausoléu, e tem em suas adjacências o Palácio Salvo (prédio que já foi o mais alto da América do Sul), a Porta da Cidadela (portal do período colonial onde se inicia a rua de pedestres Sarandí), a Torre Executiva (sede atual do governo), o Teatro Solís e alguns prédios modernos. A praça é um dos grandes destaques de Montevidéu. 
      Retornamos pela Avenida 18 de Julio até a a Intendencia (Prefeitura), passando pela agradável Plaza ing. Juan Pedro Fabini, pela bela Plaza Cagancha e pela Fonte dos Cadeados. 





      Depois paramos para almoçar-jantar no Bar Hispano, que ficava praticamente de frente ao nosso hotel. Pelas avaliações do Trip Advisor deveria ser um local econômico e com boa comida, mas infelizmente os pratos não eram tão baratos (370 pesos o menu) e foi onde descobrimos uma coisa triste na nossa viagem: a cerveja no Uruguai é bastante cara. Pedi um peixe assado e minha mãe e meu irmão pediram um menu com entrecotê. O peixe estava muito bom, já minha mãe e meu irmão não puderam dizer das entradas do menu e da carne, que estava bem insossa.
      Depois da refeição, descemos para a Rambla do Barrio Sur para curtir o final da tarde. Nessa época estava escurecendo depois das 19h. Uma coisa que nos chamou atenção era o tanto de gente que ficava ali nas ramblas lendo, mexendo no celuar, conversando em grupos ou simplesmente fazendo nada acompanhada sempre de um chimarrão uruguaio. 
      Ao anoitecer voltamos para o hotel e assistimos um filme, tomando vinho Tannat comprado em um mercado no meio do caminho.
      Dia 2)
      Fomos de Uber até a vinícola Bodega Bouza para fazer a visita guiada de 10h30 (corrida do Uber: 410 pesos). A visita pode ser reservada pelo site ou pode ser agendada na hora (foi o que fizemos). Dura aproximadamente uma hora e é de graça, recomendando-se apenas a compra de uma garrafa de vinho. 
      Fomos guiados por uma ótima guia que falava português muito bem. Ao longo da visita são apresentados pomares de uva e todo o processo de extração do suco e da fabricação do vinho. A visita se encerra em uma coleção de carros antigos.
      Após o passeio, há opção de fazer uma degustação de vinhos no restaurante (1200 pesos) e de almoçar no restaurante, que dizem que é um dos melhores de Montevidéu. Os preços e os horários de visita são encontrados no site da Bodega.
      Gostamos bastante do passeio e certamente recomendamos.




       
      Depois da experiência na Bodega pegamos outro Uber até o Mercado Agrícola, onde iríamos almoçar. Corrida do Uber: 400 pesos.  
      O Mercado Agrícola é um antigo mercado, que foi reformado e reinaugurado em 2013. Tem duas ou três frutarias, lojas de eletrônico, de roupa, de material de construção, muitas lojas de produtos naturais, duas sorveterias, uma cervejaria local e alguns restaurantes.
      No almoço, optamos pelos seguintes restaurantes com respectivos pratos solicitados: a) FrescoMar: cazuela de pescado (290 pesos) - peixe ao molho, gostoso, mas com sabor muito forte e enjoativo depois de um tempo; b) Chekere Restobar: costillas de cerdo (290 pesos) - costela de porco com um arroz com feijão preto – a carne estava mto boa, mas o arroz estava um pouco oleoso; c) Cocoricó: pollo a milanesa (240 pesos sem refrigerante) - frango à milanesa -  estava bom, mas era um prato bem simples. 
      Depois de almoçar, tomamos sorvete na Chelatto...deliciosos, conforme já apontei no começo do relato.

      Em seguida fomos ao Palácio Legislativo (bem pertinho do Mercado) para fazer a visita guiada em seu interior. O Palácio por fora é monumental, mas é em seu interior que está grande parte da sua beleza, que é de deixar o queixo caído! A visita pode ser feita com guia que fala português, dura um pouco mais de 1 hora e as saídas ocorrem às 10h30 ou às 15h, de segunda a sexta-feira, sendo recomendado chegar um pouquinho antes para garantir vaga no grupo. Custo por pessoa: 90 pesos ou 3 dólares.





      Depois da visita, caminhamos algumas quadras até a Torre Antel, torre de telecomunicações situada próximo do porto de Montevidéu de onde se tem uma vista panorâmica incrível da cidade. As visitas são gratuitas e no site constava que ocorriam 2ª, 4ª e 6ª feira às 15h30, 16h, 16h30 e 17h e 3ª e 5ª às 10h30, 11h, 11h30 e 12h. Chegamos umas 16h40 e logo conseguimos subir. Pudemos ficar lá até quase 17h. No fim, achamos que não havia de fato um controle dos horários e que as subidas até o mirante aconteciam de acordo com a demanda. 



       
      Em seguida retornamos de ônibus ao hotel. Custo da passagem de ônibus dentro de Montevidéu: 33 pesos por pessoa.
      Dia 3) 
      Acordamos cedo para ir ao Parque do Prado, Jardim Botânico e Rosedal, localizados em um mesmo complexo no Prado, bairro com algumas casas enormes e bem bonitas, mais ao norte de Montevidéu. Acho que é um passeio que vale a pena apenas se tiver com tempo sobrando. O Parque do Prado não tem nada de mais; o Rosedal é simples, mas deve ser bonito na primavera; e o Jardim Botânico é legal, mas é bem simples mesmo em comparação com alguns parques urbanos brasileiros. Fizemos o deslocamento até lá em um ônibus da linha 427 que pegamos na rua Paraguay, no sentido do Prado. 


       
      Próximo ao Parque do Prado, ainda visitamos a Iglesia de las (los) Carmelitas, uma bela igreja de estilo gótica, construída em 1929. Estava fechada, mas por sorte, enquanto estávamos tirando fotos na frente, um casal saiu da igreja acompanhado por uma funcionária da secretaria paroquial e nós pudemos entrar para conhecê-la por dentro. Talvez seja só questão de bater na porta ou tocar a campainha para abrirem a porta. 



       
      Depois fomos até um McDonald’s, próximo ao Jardim Botânico, na Av. Joaquín Suarez, para pegar wi-fi e solicitar um Uber para ir ao Santuario del Cerrito de la Victoria (ou Santuario Nacional del Sagrado Corazón de Jesús). Avistamos essa grande igreja do mirante da Torre Antel no dia anterior e ficamos curiosos em conhecê-la. Custo do Uber: 110 pesos
      O Santuario é realmente imponente por fora. Por dentro tem uma arquitetura moderna com cúpulas altas. Vale a pena conhecer! 
       


       
      Depois de algumas fotos na igreja, fomos andando até a Av. Gral. San Martín onde pegamos um ônibus à Ciudad Vieja (linha 396). Acabamos contrariando o motorista do Uber que havia nos falado que a região não era muito tranquila, mas como não identificamos nenhum risco, resolvemos fazer a caminhada até a parada e no fim foi tudo super tranquilo. 
      Na Ciudad Vieja almoçamos no El Peregrino, um dos restaurantes do Mercado del Puerto. Escolhemos o restaurante basicamente pelo preço e porque gostamos do ambiente. Solicitamos uma parillada sem míudos (1290 pesos; com miúdos seria 1190). Para quem não sabe a parrillada tradicional é o churrasco uruguaio/argentino com frango, carne vermelha, morcela (linguiça de sangue), rins e intestino assados. A comida era muito farta e dava para quatro pessoas comerem bem. Meu irmão e minha mãe que têm o hábito de comer carne vermelha e frango, gostaram muito.
      > Uma dica se você não quiser usar cartão de crédito na viagem, mesmo com os descontos de 18% em restaurantes referentes à isenção de IVA, é levar notas de reais ao Mercado. Muitos lugares aceitam com uma cotação bem mais generosa do que a das casas de câmbio.
       

       
      Depois do almoço, percorremos a Ciudad Vieja passando pelo imponente Banco República, Iglesia San Francisco de Assis (infelizmente em reforma), Praça Zabala e depois seguimos pela rua de pedestres Sarandí até a grande e bonita Catedral Metropolitana.



       
      Por último fomos ao Teatro Solís, onde fizemos a visita guiada. A visita dura aproximadamente 40 min, com opção de guia em português, e vale muito a pena para conhecer a história do Teatro e os seus ambientes interiores majestosos. Custo (por pessoa): 60 pesos. Visitas 3ª e 5ª feira, 16h; 4ª, 6ª e domingo, 11h, 12h ou 16h; e sábado 11h, 12h, 13h ou 16h. 


      Depois da visita pegamos um Uber até o Parque Rodó. Custo do Uber: 132 pesos. 
      O Parque possui algumas esculturas interessantes, um lago artificial e muitos ambientes sombreados agradáveis, mas infelizmente estava todo em obras e não estava com boa aparência. Acho que vale a pena conhece-lo apenas se estiver de bobeira, sem nada para fazer.


       
      Depois fomos andando até a praia de Pocitos para curtir o final da tarde. Caminhada de pouco mais de 2 km. Pocitos, guardada as devidas proporções, me lembrou um pouquinho Copacabana com seus prédios de arquitetura modernista e com a sua calçada em que muitas pessoas praticavam esporte. Na extremidade da praia se encontra o disputado letreiro escrito “Montevideo”. 


      Para fechar esse dia cansativo, pegamos um ônibus até o nosso hotel onde relaxamos, tomando uma cervejinha.
      Percepção geral de Montevidéu: a cidade, mesmo sendo a mais populosa do Uruguai é bastante tranquila, mesmo à noite, e agradável. Um ponto negativo apenas para a sujeira em muitas ruas. Dá para ir praticamente a todos os lugares usando transporte público, basta ter cara de pau e perguntar aos moradores sem medo de se enrolar no portuñol.
      4º DIA) MONTEVIDÉU – PIRIÁPOLIS
      Depois do café da manhã, fomos até o Terminal de Tres Cruzes de Uber (138 pesos) e pegamos o primeiro ônibus da empresa COT com destino a Piriápolis. Custo por pessoa: 200 pesos + taxa de embarque de 13 pesos
      Depois de 1h45 de viagem, chegamos ao terminal de Piriápolis, onde pegamos um táxi até o nosso hotel, Gran Colonial Riviera, no finalzinho da praia de Piriápolis (custo: 110 pesos). Deixamos as malas no hotel e fomos caminhar pela Rambla de los Ingleses. 
      Acabou que na empolgação andamos até o início da Playa San Francisco (aprox. 2,5 km). Fizemos o caminho apreciando as praias rochosas, impróprias para banho de forma geral, e as belas casas de veraneio ao longo da rambla. 
      No caminho, infelizmente descobrimos que uma das atrações da cidade, a subida em teleférico até o alto do Cerro San Antonio, estava fechada, assim como quase todos os restaurantes. 



       
      No retorno pela rambla, paramos para almoçar no Kiosko El Pescador, um quiosque simples, próximo a outros quiosques de pescadores. Pedimos arroz com polvo (310 pesos) e Brotola al Presidente (peixe pescado nas profundezas do mar uruguaio coberto por mariscos e molho de tomate – 395 pesos). Os pratos não eram fartos e a comida era gostosas, mas nada de excepcional. 
       

       
      Depois seguimos pela rambla até a Praia de Piriápolis. Lá olhamos algumas coisas nas lojinhas que estavam abertas e paramos para tomar um sorvetinho na sorveteria El Faro, que tem sorvetes deliciosos. Vale pedir algum de doce de leite, como em qualquer sorveteria do Uruguai.
      Após os sorvetes voltamos ao hotel.
      5º DIA) PUNTA NEGRA – PUNTA DEL ESTE
      Acordamos cedo, tomamos café e pegamos um táxi para Punta Negra. O custo da viagem ficou em absurdos 380 pesos. Há opção de ônibus até lá, mas não conseguimos informações no hotel e nem na internet. =(
      Punta Negra é um local bastante tranquilo, ainda com poucas casas e pouquíssimos restaurantes. A praia tem uma faixa de areia relativamente estreita e é bastante inclinada em diversos trechos. Foi onde dei o meu primeiro mergulho no mar na viagem. Achava que a água estaria congelante, mas não era tão fria assim. Na verdade, na maioria das praias do Uruguai que conhecemos a água era menos fria do que a de algumas praias do Rio de Janeiro e de Florianópolis. O maior problema é o vento...sim, venta muito em todos as praias.
       



       
      Depois de curtir um pouco a praia, resolvemos voltar para Piriápolis. Paramos em uma casinha de salva-vidas, por volta de 12h20, para saber sobre ônibus públicos e enquanto o pessoal buscava informações e tentava nos ajudar, eis que vemos o ônibus passando na rua. Azar! Hehehe 
      Tivemos que voltar de táxi e pagar novamente aquele valor absurdo na viagem.
      Pegamos as malas no hotel e fomos ao terminal para pegar um ônibus rumo ao nosso próximo destino: Punta del Este. Acabamos pegamos outro ônibus da COT. Custo por pessoa: 116 + 10 pesos de direito de embarque.
      Percepção geral de Piriápolis (incluindo Punta Negra): a cidade é tipicamente de veraneio. Nesse período em que fomos a maior parte das coisas estavam fechadas. Particularmente eu não curti muito a cidade...talvez a expectativa criada tenha sido um pouco alta, especialmente em relação a Punta Negra.
      Depois de 50 min de viagem, chegamos em Punta del Este ainda no meio da tarde. Descemos com as malas até o hotel, deixamo-las lá e saímos para dar uma volta pela cidade. Primeiro fomos á área portuária, de onde vimos a Playa Mansa. Depois seguimos até a agradável praça que tem a Iglesia Candelaria – igrejinha azul bastante simpática – e o Farol. De lá descemos à Playa de los Ingleses e seguimos andando pela rambla até a Playa El Elmir, antes da qual há uma imagem da Virgen Candelaria. Depois de toda essa caminhada agradável, voltamos ao hotel.
       



       
      À noite saímos para jantar, comemorar o aniversário da minha mãe e assistir ao jogo Brasil (4) x Uruguai (1). Muitos restaurantes de Punta estavam fechados. Acabamos optando jantar no restaurante Miró Restô-bar, onde comemos uma boa Picada de mar (1300 pesos + 60 pesos por pessoa de cubierto). A Picada era uma grande e variada porção de frutos do mar e peixe. Estava muito boa, tirando o anel de lula que estava meio mole. Vale dizer também que a entrada (cubierto) era bem fuleira.
      6º DIA) PUNTA DEL ESTE, CASAPUEBLO E PRAIA PORTEZUELO
      Tomamos café da manhã no hotel e depois fomos à Playa Brava, com direito a parada (obrigatória) para tirar fotos na escultura Los Dedos. Curtimos a manhã ali na Praia Brava, que, apesar do nome,  proporciona um bom e tranquilo banho de mar.
       


       
      Depois fomos ao Terminal de Punta para pegar um ônibus com destino a Casapueblo. Pegamos um ônibus da COT às 13h30. Havia opção também de ônibus da Copsa às 14h. Ambos custam 68 pesos. São ônibus que depois seguem viagem a Piriápolis. Tentei obter informações sobre a linha 20, que vi citada em relatos na internet, e não souberam me informar nada no Terminal. 
      Os ônibus da COT e da Copsa assim como os da linha 20 param na parada na Ruta 10, perto do Mirante de Punta Ballena, de onde se tem uma bela vista da praia de Portozuelo. Creio que quem está vindo de Montevidéu ou de Piriápolis para Punta del Este possa também descer nesse local. 
      Desse ponto até a Casapueblo dá 30 min de caminhada em um ritmo tranquilo.
      Chegamos à Casapueblo muito cedo para quem gostaria de assistir o pôr do sol lá. Decidimos então tentar ir caminhando até a praia de Portozuelo. Descobrimos que por ali não seria possível e que teríamos que voltar todo o caminho, mas acabou que por sorte conseguimos uma carona com um casal brasileiro-uruguaio que nos levou até a praia, mesmo desviando completamente do caminho deles...todo o meu amor por pessoas aleatórias que cruzam nossos caminhos em viagens para nos salvar!
      A praia de Portozuelo é uma praia bem agradável. Se você estiver com tempo livre, vale a pena ir nela para dar uma relaxada. Depois de curtir a praia, retornamos por um caminho pela extremidade da praia, onde há uma rampa seguida por uma escada que desemboca numa rua já relativamente próximo da parada de ônibus onde descemos inicialmente. 
       

       
      Se quiser ir à praia antes de ir à Casapueblo, o caminho é o seguinte: siga a rua em frente ao condomínio próximo à parada de ônibus, no sentido contrário ao da pista que vai a Casapueblo; vire depois na rua próximo à casa La Blanca e siga até a casa Le Roc...o caminho é ali a sua direita (ou à esquerda da Le Roc), passando entre essa casa e a casa vizinha.
      Acabou que assim que iniciamos a nossa caminhada à Casapueblo, no mesmo percurso que já havíamos feito, passou um micro-ônibus, que nos levou até próximo da casa. Custo do ônibus por pessoa: 33 pesos.
      A Casapueblo é realmente uma construção com uma arquitetura única e criativa elaborada pelo artista Carlos Paes Vilarró ao longo de mais de 35 anos. Abriga obras do artista, matérias jornalísticas e vídeo sobre a sua trajetória e ainda tem um espaço dedicado ao seu filho, um dos sobreviventes do famoso acidente aéreo com o time de rugby nos Andes. Eu particularmente achei o museu bem desorganizado e ruim de informações. Custo da entrada: 240 pesos.
      No final da tarde, há o “espetáculo do pôr do sol”. Os terraços da casa ficam lotados de pessoas afoitas para tirar fotos e registrar o belíssimo pôr do sol no horizonte ao som de uma poesia recitada pelo Vilarró sobre um fundo musical. Eu só não achei mais brega que o saxofonista com o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré, mas sim o pôr do sol ali é realmente bonito demais!
       




       
      Para voltar tentamos pegar umas caronas, mas não conseguimos. Acabou que andamos até a parada e pegamos, às 19h30 aproximadamente, a linha 20 na parada do lado oposto da que descemos. Custou 43 pesos por pessoa e deu uma grande volta por dentro de Maldonado. Os ônibus das empresas Copsa e COT vão praticamente direto.
      À noite comemos na Bigote Food Truck. Local bem legal com opções de pizza, sanduíches, hamburguers, cerveja artesanal e umas coisinhas doces. Carinho, como quase tudo em Punta. Minha mãe e meu irmão comeram um chivito meio gourmetizado (350 pesos) e eu comi uma deliciosa hamburgesa vegetariana (280 pesos).
      7º DIA) PUNTA DEL ESTE – JOSÉ IGNACIO – LA PALOMA
      Alugamos um carro pela manhã na Punta Car, em frente ao Terminal de ônibus. Das locadoras com possibilidade de devolução do carro em Colonia del Sacramento ou Montevidéu, essa foi a mais barata que achamos. Valor do aluguel Gol (carro mais barato disponível): 36 pesos para 6 dias ou 29 pesos para 7 dias + 40 dólares para entrega no aeroporto + 10 dólares para condutor extra.
      Saímos no carro rumo ao nosso destino inicial: José Ignácio. Passamos pela ponte diferentona Leonel Viera, entre La Barra e Punta, e depois passamos por dentro de La barra, com direito a uma parada na agradável Playa Montoya. 
       


       
      La Barra tem várias lojinhas de artesanato, barzinhos e restaurantes. Tem muito mais cara de cidade de praia do que Punta. Segundo o menino que estava pegando carona com a gente, fica bastante lotada durante o verão, sendo bem difícil de trafegar de carro por ali.
      Percepção geral de Punta del Este: a cidade é bem diversa. Tem uns cantinhos com um clima de cidade pequena praiana e outros com cara de cidade grande elitizada. A Playa Brava até que é boa de tomar banho e me surpreendeu positivamente. Voltaria em outra época para curtir pelo menos um dia em La Barra. Por fim, de forma geral as coisas são bastante caras na cidade.
      Depois de 33 km de estrada, chegamos em José Ignácio. O destino é um balneário cheio de casas de arquitetura moderna e com umas das praias mais bonitas que conhecemos em todo o litoral uruguaio, a Playa Brava, com especial destaque para o farol que dá um charme a mais à praia.
       





       
      Depois de passar a tarde em José Ignácio, pegamos novamente a Ruta 10 com destino a La Paloma. No caminho dois destaques especiais: Laguna Garzon, bela lagoa onde havia muitas pessoas fazendo kite surfing, embelezando ainda mais a paisagem, e uma ponte em formato circular sobre a Laguna. Impossível não fazer paradas para tirar fotos. 


      Após essa ponte há um trecho de estrada de chão até chegar a Ruta 9. Há uma outra opção de caminho que pega a Ruta 9 anteriormente. É um pouco mais rápida e evita a passagem pela estrada de chão. Não recomendo já que se perde a paisagem da Laguna Garzon e a ponte circular.
      Depois de 85 km de estrada, chegamos a La Paloma: uma cidade praiana bem tranquila com uma ocupação meio espraiada e boas opções de restaurantes, concentrados especialmente na Av. Nicolás Solari.  
      Fomos direto à nossa hospedagem e depois saímos para jantar. Escolhemos para a refeição o restaurante Pio Nonno, onde recebemos o melhor prato de entrada da viagem, com pães caseiros e uma pasta de grão de bico deliciosa, tudo sem cobrança de cubierto. Escolhemos pratos com peixe (preço médio de 380 pesos). Acabou que não registrei quais eram os pratos, mas garanto que estavam todos deliciosos.

      8º DIA) LA PALOMA
      Depois de tomar café da manhã na hospedagem, seguimos para a Baia Chica e Baia Grande: duas praias abrigadas, de água parada. Acabei não curtindo muito esse lado de La Paloma. 

      Depois seguimos ao farol, de onde tivemos uma bela vista das praias e da cidade. Atenção: o farol fecha de 12h às 15h. Valor: 25 pesos. 



      Em seguida fomos a Playa la Balconada, que é a que fica mais próximo ao farol. A praia é muito agradável e bonita, mas achei meio ruim para banho, já que afunda bem rápido. 

      Depois de umas cervejinhas e de um almoço-lanche na praia, seguimos para a praia El Cabito (acesso ao estacionamento se dá na rua que tem placa do hotel Portobelo). Essa praia é uma piscina de água represada por rochas. Uma boa opção para quem não sabe nadar ou gosta de água parada. 

      Após algumas fotos na El Cabito, demos uma passadinha na praia los Botes, para tirar algumas fotos, e seguimos para a praia Solari para curtir o final da tarde. Esta praia é uma continuidade da praia Anaconda, possui uma larga faixa de areia e é melhor para tomar banho do que la Balconada.


      À noite jantamos na pizzaria El Sargo. Os valores das pizzas giram em torno de 170-200 pesos. A pizza é basicamente a massa com molho de tomate e mais dois ou, se muito, três ingredientes. A maior parte das pizzas encontradas no Uruguai são simples como essa. Uma pizza no restaurante serve bem uma pessoa com fome e é gostosinha, especialmente por conta do bom molho, mas nada de excepcional.
      9º DIA) LA PALOMA – LA PEDRERA – VALIZAS – ÁGUAS DULCES
      Saímos cedo com destino final em Águas Dulces. Demos uma desviada no caminho para conhecer La Pedrera: uma cidadezinha bem legal com uma rua central com várias opções de restaurantes e bares e um clima gostoso de cidade praiana. Infelizmente por conta do horário e também por ser período de baixa temporada estava quase tudo fechado na cidade.
      Demos uma paradinha na Playa del Barco para tomar um banho e tirar umas fotos. Gostei bastante dessa praia que tem esse nome devido a um barco encalhado em suas areias. Dica: procure tomar banho não muito próximo do barco, onde a correnteza é mais forte.


      Depois demos uma passadinha pela rambla próxima à Playa Desplayado e seguimos viagem com aquela vontade de voltar á cidade com tempo para curti-la. 
      Seguimos na Ruta 10 tendo como o nosso próximo destino o ponto de saída para o passeio pelo Monte de Ombués, localizado km 267 da Ruta 10 logo após uma ponte – Agência Monte Grande, a única existente ali. No local o responsável pelo passeio, senhor Marcos, nos informou que era necessário formar um grupo de 6 pessoas ou fechar o barco pelo valor de 3000 pesos para nós três. Achamos caro e preferimos deixar para voltar mais tarde, às 15h, horário que segundo ele poderia ter mais gente interessada no passeio.
      Fomos então para Valizas, uma vilazinha bem simples, com casas rústicas e poucos restaurantes, que estavam fechados. Não sei se recomendaria ficar na vila, mas com certeza absoluta recomendo o que nós fizemos por lá.

      Estacionamos o carro em um estacionamento próximo à praia e fomos conhece-la. A praia tem uma larga faixa de areia que se estende até perder de vista em seu lado esquerdo. Do lado direito há uma bela lagoa formada pelo rio Arroyo Valizas, seguida por dunas que margeiam a praia. Olhando adiante sobre as dunas, avista-se algumas rochas que despontam na areia. Acabamos decidindo ir até uma dessas rochas que se situava no ponto mais elevado das dunas. Uma caminhadinha cansativa de uns 40 min, 1 hora, mas que foi bastante recompensadora. 


      Dessas rochas elevadas se tem uma visão fantástica do Arroyo Valizas, do povoado de Valizas, da Laguna de Castillos, de Cabo Polonio e das ilhas de rocha no mar. Acabamos descobrindo posteriormente que esse ponto se chama Cerro de la Buena Vista.



      Depois dessa grata surpresa, voltamos ao carro e seguimos novamente ao local de onde sairia o passeio pelo Monte de Ombués. Dessa vez, para a nossa sorte, havia mais uma turista canadense e um americano que também queriam fazer o passeio...por sinal essa era a terceira tentativa deles de fazer esse passeio com outras pessoas. Acho que demos sorte! hehehe
      O passeio parte dali em um catamarã pelo Arroyo Valizas, passando por umas casinhas de pescadores, e segue por uns 20 min até o Rincón de los Olivera, propriedade do nosso guia Marcos, situada já próximo à Laguna de Castillos. Ao longo dessa rota de catamarã, aprendemos como funciona a atividade de pesca de camarão na região e conhecemos os nomes de algumas espécies de aves que avistamos. 
      Partindo do Rincón de los Olivera seguimos por uma caminhada de mais de 1h de duração, passando por várias árvores conhecidas popularmente como "ombus" aqui no Brasil. Essas árvores são espécies arbustivas muito interessantes devido ao seu padrão de crescimento bem peculiar. Seus troncos e galhos são esponjosos e formados por sucessivas camadas de placas dérmicas que se destacam facilmente quando a planta é atacada por algum patógeno e com isso a planta forma padrões bem interessantes.
      Depois desse passeio pela propriedade, atravessamos o rio para conhecer uma reserva natural protegida pelo Governo. A reserva consiste em uma floresta mais densa do que a encontrada no Rincón com ombus, butiás e outras espécies botânicas.
      Depois de uma volta pela reserva, é chegada a hora de retornar ao nosso ponto de partida para o passeio. 
      Considerei o passeio bem bacana. O guia Marcos tem uma paixão muito grande pela conservação do local e conduz os turistas com grande prazer. Acho só que o passeio poderia ser um pouco mais curto e talvez com alguma coisinha extra a mais...tipo placas informativas ou quem sabe um agradinho a mais ao visitante, como um suco de butiá ou alguma outra coisa da região.

      Em seguida dirigimos até Águas Dulces, cidade que seria a nossa base para pernoite. 
      A cidade é bem agradável e tranquila. Tem uma feirinha de artesanato que deve ser bastante animada no período de alta temporada. Na rua principal há algumas opções de bares e restaurantes, que em sua maioria estavam fechados.

      À noite jantamos no restaurante Wahieke. Comemos gramajo (batata fritas com mariscos – 280 pesos), sorrentinos recheados com siri (310 pesos) e um prato de merluza com cogumelos e alcaparras (360 pesos). O gramajo estava bom, mas é muito enjoativo; o de siri estava bem gostoso, mas veio em pouca quantidade; e a merluza que estava boa. De forma geral a nossa avaliação foi positiva, mas se você for lá, é melhor ir sem expectativas em excesso.
       
      10º DIA) ÁGUAS DULCES – CABO POLONIO – PUNTA DEL DIABLO
      Depois do nosso café da manhã no hotel, fomos à praia de Águas Dulces. A praia é ocupada meio desordenadamente por algumas casas  que avançam muito sobre a areia. Eu particularmente não a curti.

      Depois da praia seguimos para Cabo Polônio, povoado situado em um parque nacional, cujo acesso se dá no km 264 da Ruta 10. O acesso ao parque só é permitido em veículos (jardineiras) autorizados com saída a cada hora e meia (9h30, 10h30...). Já o retorno tem saídas do povoado a cada hora (14h, 15h...). Valores: estacionamento – 190 pesos a diária e transporte ida/volta – 218 pesos por pessoa.

      O transporte leva aproximadamente 25 min até o destino. Cabo Polônio é um charmoso povoado com várias opções de hostels, restaurantes charmosos, casinhas em estilo mediterrâneo e outras com meio “hippie”, aliás este é um adjetivo que se encaixa para o clima de Cabo Polônio como um todo, sem desmerecer o lugar. 

      Quando se pesquisa sobre Cabo Polonio frequentemente se encontra nos relatos adjetivos superlativos como “paradisíaco”, “maravilhoso”, “inesquecível”.  Do meu ponto de vista é um lugar realmente muito interessante, mas meio superestimado. Digo isso porque as praias ali não são das mais bonitas, mas reconheço que o lugar tem um clima muito agradável. Passar uma noite ali em algum hostel, especialmente na época de alta temporada, deve ser garantia de boas amizades e de muita diversão.
      No nosso passeio, primeiro fomos ao farol, próximo do qual se avista alguns leões e lobos marinhos. Dependendo da época é possível também avistar baleias e outros mamíferos aquáticos se você tiver sorte.

      Depois seguimos para a Playa Sur, que é a mais próxima das casas brancas e é melhor a para banho em Cabo Polonio. 

      Depois de comer algumas coisinhas e relaxar um pouco na Playa Sur, seguimos por dentro do vilarejo até a Playa Calavera, a qual tem algumas embarcações na areia, restaurantes e hostels próximos. Dela muitas pessoas seguem numa caminhada de 8 km até o Cerro de la Buena Vista ou até Valizas. Particularmente eu não curti muito essa praia.

      Depois de um tempo na Playa Sur, resolvemos pegar o transporte de volta à entrada do Parque e seguir, um pouco mais cedo do que prevíamos a princípio, até o nosso próximo destino: Punta del Diablo.
      Punta del Diablo se inicia como uma série de casas e mercados ao longo de uma rodovia, a qual mais adiante desemboca no centro da cidade, onde há uma boa concentração de bares e restaurantes.
      Almoçamos, já meio tarde, no restaurante Cont., situado próximo à Playa de los Pescadores. Na refeição pedimos uma  Tabla del Mar (720 pesos) e um prato do dia, que neste dia era um peixe assado (250 pesos). A tabla é um misto de camarões, peixe e mexilhões empanados mais os deliciosíssimos boñuelos de alga. Como já falei no início do relato, boñuelos é uma das melhores coisas que você pode experimentar no Uruguai. O restante estava com um empanado meio grosso, que acaba roubando o gosto de tudo. O peixe do prato do dia estava satisfatório.

       
      Depois do almoço, paramos em uma barraquinha ali na rua da Playa de los Pescadores para tomar um licuado, bebida uruguaia que foi sugerida pelo garçom brasileiro que nos atendeu no restaurante. A bebida é um sucão grosso (ou smoothie) delicioso feito com frutas naturais. Valor: 100 pesos.
      Depois fomos para a nossa hospedagem. No caminho compramos uns pães artesanais de um casal que os estava vendendo em uma Kombi (ou seria um carro normal? Não lembro agora hehehe). Muito gostosos! 
      11º DIA) PUNTA DEL DIABLO – PARQUE NACIONAL DE SANTA TERESA
      Depois do café da manhã seguimos para o Parque Nacional de Santa Teresa, que fica a poucos quilômetros de Punta del Diablo. Infelizmente tivemos um pouco de azar e pegamos um tempo meio fechado pancadas de chuva neste que foi o melhor destino de toda a viagem!
      Acessamos o parque pela sua primeira entrada e fomos primeiramente ao Mirador Mangrullo (dispensável já que a vista lá não é muito boa). Depois seguimos até a Playa Grande, a qual tem uma faixa de areia bem larga. Do meu ponto de vista é a menos charmosa de todo o Parque. 

      Depois seguimos para a zona do Parque que reúne o Invernáculo, com várias espécies de plantas de todos os continetes; o Sombráculo, com plantas subtropicais e um aquário; e o Rosedal, jardim com aproximadamente 300 espécies de rosas. Por ali há também um acesso para um mirante de aves que fica próximo a um lago, que vale a pena ser conhecido devido à sua bela paisagem.

      Em seguida, fomos a Playa del Barco, praia lindíssima, com bastante vegetação no entorno, mas infelizmente chegamos nela embaixo de chuva forte. Depois seguimos para a Playa Achirras. Recomendo entrar nela pelo acesso logo depois da Playa del Barco. Bela praia, mais curtinha que as outras. 


      Por último fomos a Playa de la Moza. Essa é a que tem mais infraestrutura nas proximidades, com restaurante, grande estacionamento e área de camping. Alguns a consideram a melhor e mais bonita do Parque. Difícil de dizer. Talvez eu fique entre ela e a Playa del Barco.

      Depois de um tempinho passando muito frio na Playa de la Moza e sem coragem alguma para entrar na água, seguimos para a Fortaleza do Parque Nacional. A Fortaleza é um grande forte construído em 1762, que teve um papel chave nas lutas entre espanhóis e portugueses pelo domínio da região. Após o seu abandono no século XVIII, a Fortaleza foi recuperada nos anos trinta. Seu acesso fica a apenas 500 metros da Rodovia 9, logo após a entrada do Parque. (informações retiradas de http://www.uruguai.org/atrativos-de-santa-teresa).
      A Fortaleza fica aberta das 10h às 18h diariamente (melhor confirmar durante sua viagem) e entrada custa 40 pesos por pessoa. Nos seus aposentos há exposições ilustrando as atividades que eram executadas em seus interiores. Ao longo do passeio há placas com informações sobre a sua história, sobre os conflitos entre uruguaios e portugueses e sobre a organização das tropas. Também há uma exposição de maquetes de várias fortalezas que existiram no Uruguai. Infelizmente toda a parte expositiva é meio fraquinha e as informações expostas deixam muito a desejar.





       
      Depois de conhecer a Fortaleza, fomos conhecer a Laguna Negra, que fica fora do Parque Nacional e a qual se tem acesso por uma estrada de chão do lado oposto da Ruta 9 ao sair do Parque. A laguna é imensa. Fomos até o final da estrada de chão que a ladeia. Nesse ponto há um pequeno estacionamento e uma área arborizada, onde aparentemente muitas pessoas acampam. Acho que é dispensável conhecer a laguna, a não ser que você esteja de bobeira e queira acampar em sua beira.
       
      Depois  retornamos para Punta Del Diablo e almoçamos no restaurante Convey Mirjo próximo a Playa de los Pescadores. Minha mãe e meu irmão pediram carne napolitana (espécie de bife a parmegiana - 760 pesos para duas pessoas) e eu fui de peixe com alcaparras (450 pesos). Os dois pratos estavam muito gostosos.
      Depois do almoço fomos à Playa del Rivero, curtir mais um friozinho na praia. Hehehe

      Na volta, compramos uns churros numa carrocinha que fica no estacionamento perto da praia e seguimos para a nossa hospedagem. Havia vários recheios de churros diferentes (abóbora, pêssego, morango, queijo, abóbora etc, além do tradicional doce de leite) – 50 pesos. Pegamos um de abóbora, que estava bem gostoso e outro de abacaxi, que estava meio sem graça. 

      12º DIA) PUNTA DEL DIABLO – CHUY – COLONIA DEL SACRAMENTO
      Saímos de manhã com destino ao Chuy, divisa do Brasil com o Uruguai. O Chuy é uma área livre de impostos onde é possível comprar por preços bem acessíveis bebidas (algumas não encontradas no Brasil), chocolates e alguns produtos como azeite, mostarda e conservas em geral. Falaram que seria bom para eletrônicos e roupas também, mas não achamos isso. Acabou que só compramos alfajores, bebidas e uns tipos diferentes de mostarda. 
      Depois das compras, abastecemos o carro em um posto do lado brasileiro, onde a gasolina é muito mais barata do que em qualquer lugar do Uruguai, e seguimos rumo a Colonia del Sacramento em uma viagem de mais de 6h de duração. 
      Rota escolhida: pegamos rota 9 até o seu fim onde encontra a rota 8; seguimos por esta até encontrar a rota 12; seguimos por esta até o seu fim onde encontra a rota 1; e depois seguimos por esta até Colonia.
      No caminho pagamos 5 pedágios a 80 pesos cada um.
      Chegando em Colonia, deixamos as coisas no hotel e saímos para jantar. Escolhemos a pizzaria La Mia Pizza. Ótimas pizzas com preços entre 135 e 165 pesos...bem em conta para os patamares uruguaios. A pizza é servida em tábua e não segue os nossos padrões de tamanho. Duas foram suficientes para ficarmos satisfeitos.
      13º DIA) COLONIA DEL SACRAMENTO – MONTEVIDÉU
      Dia de dar uma volta por Colonia del Sacramento e curtir as suas ruas charmosas com construções históricas portuguesas. Colonia é tão pequeninha que dispensa roteiro. Dá para fazer tudo em menos de 5h tranquilamente. Então pode ser um destino bom para um bate-volta de Montevideu ou de Buenos Aires.
      Não deixe de passar no farol (acho dispensável subir nele), na praça principal e no portão da cidade. 

      Ao longo do passeio pelas ruazinhas de Colonia, fomos também em três museus: Português, Municipal e Índígena. Há um passaporte único que dá acesso a esses e outros muesus a um custo de 50 pesos. O Português tem manequins e acervo do período colonial; o Municipal tem muitas informações de campanhas militares, da vida colônia com um razoável acervo histórico e uma parte dedicada a paleontologia e arqueologia...muitas informações mal organizadas em um prédio só...e o Indígena tem várias cerâmicas, utensílios e ferramentas de culturas indígenas que habitaram Colonia. As informações aqui também são meio mal dispostas e consistem basicamente em grandes artigos científicos e matérias jornalísticas coladas nas paredes. Resumindo: só vá aos museus se realmente estiver com tempo de sobra.
      Durante a nossa caminhada, fizemos um pit stop na cervejaria West Food, que fica numa esquina bem charmosa da Calle de la Playa. A cervejaria tinha uns combos de empanada com cerveja baratos, mas como estávamos ainda cheios do café da manhã, tomamos só umas cervejas artesanais uruguaias. 
      Tomamos a IPA Atómica da Cabesas Bier, a Porter da Chela Brando e a Dubbel da Volcánica.  Achei a Dubbel razoável, gostei bastante da Chela Brandon Porter e achei boa a IPA Atómica.

      Depois de caminharmos pelas ruazinhas pitorescas do Centro Histórico, resolvemos voltar para próximo do hotel e almoçar no El Palácio, que havia sido recomendado pela recepcionista do hotel. Não recomendo de jeito nenhum. A atendente do restaurante era bastante simpática, mas a comida demorou uma eternidade para chegar. Pedi um menu (450 pesos) com risoto de lula como prato principal e uma maionese de entrada. A maionese estava mais ou menos e o prato principal estava muito ruim...era basicamente um com arroz normal com umas rodelas de lula por cima e muito molho de tomate; minha mãe pediu uma carne milanesa, que estava OK (tbm não é difícil de errar carne empanada); e meu irmão pediu um peixe assado (320 pesos sem incluir o arroz ou batata), que estava meio oleoso. A única coisa que realmente valeu foi o chajá de sobremesa...uma deliciosa torta com doce de leite, pêssego em calda e merengue.
      Depois do almoço, pegamos as coisas no hotel e saímos de carro com destino a Montevidéu. Antes de pegar a estrada, demos uma passadinha na Plaza de los Toros...um antigo estádio de tourada, um pouco afastado do Centro e ao lado de um museu ferroviário...acho que não é imperdível, mas vale como uma curiosidade no roteiro, se você estiver de carro.

      Depois de aproximadamente 2h30 de viagem, chegamos em Montevidéu já à noite. Compramos lanches em um mercado e dormimos bem pouquinho, já que a gente tinha que estar no aeroporto às 4h15.
      14º DIA) MONTEVIDÉU - BRASÍLIA
      Fim da nossa viagem! =(
      HOSPEDAGENS
      Montevidéu: Hotel Casablanca - San José 1039 – os funcionários e donos do hotel são muito simpáticos e atenciosos; o quarto tem geladeira e é simples, sem muitos luxos; há uma área de uso comum que pode ser usada a qualquer momento e onde tem café e chá à vontade; no geral tem um bom custo x benefício
      Piriápolis: Gran Colonial Riviera - Piria 790 – ficamos em quarto no andar superior, um pouquinho apertado e as camas não eram muito confortáveis; não tinha cortinas decentes para bloquear o sol na manhã; a wifi não funcionava no quarto; o café da manhã em compensação é muito bom, com uma boa diversidade de coisas.
      Punta del Este: Hotel Peninsula - Gorlero 761 – ótima localização; quarto agradável com camas confortáveis; na área externa tem uma grande piscina que estava vazia; o café da manhã é servido no café na parte inferior do hotel e é muito bom – saladas de frutas, medialunas doces e salgadas deliciosas, pães, suco e café.
      La Paloma: Serena del Lago – rua Botavara – simplesmente a melhor hospedagem da viagem; cama confortável, geladeira e fogão; na frente dos quartos há uma banheira com hidromassagem e na área externa tem uma piscina aquecida deliciosa; o único problema é a grande distância do centro.
      Aguas Dulces: Terrazas de Aguas Dulces - Calle De los Piratas S/N – hospedagem bem simples com uma cama e um beliche, fogão de duas bocas e geladeira; o café da manhã é basicamente algumas medialunas, chá e café.
      Punta del Diablo: Roots - Bulevar Santa Teresa Parada 3 – chalé de dois andares com o quarto na parte superior; a hospedagem é bem simples; tem geladeira, um fogãozinho de duas bocas e as camas ficam no chão; o carro pode ficar estacionado na frente do chalé; achei um pouco sujo; vale só se realmente quiser economizar.
      Colonia del Sacramento: Hotel Rivera - Rivera 131 – hotel muito bom; bom café da manhã, cama confortável e quarto espaçoso; só é um pouquinho afastado do centro histórico
      Montevidéu (último dia): Hotel Klee - San Jose 1303, Centro – ficamos apenas algumas horas nesse hotel e não podemos fazer uma avaliação mais ampla, mas gostamos do quarto; escolhemo-lo somente porque tinha garagem
      TOP 10 DA NOSSA VIAGEM
      1º) Parque Nacional de Santa Teresa
      2º) Palácio Legislativo de Montevidéu (visita guiada)
      3º) Cerro de la Buena Vista em Valizas
      4º) Playa Brava - Jose Ignacio
      5º) Cabo Polonio
      6º) Colonia del Sacramento
      7º) La Pedrera
      8º) Teatro Solís (visita guiada)
      9º) La Paloma (com Playa La Balconada)
      10º) Casapueblo
       
       

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