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Pirenópolis, Goiás, Goiânia e Brasília - Janeiro 2015 (Com valores $$)


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Muito bem galera mochileira, hora de compartilhar mais uma trip com vcs. Depois de algumas pesquisas decidi ir para o Centro-Oeste, mas não para explorar a Chapada dos Veadeiros ou o Pantanal (ainda). Chamei meu parceiro de viagens e fomos explorar cidades "menos conhecidas" do pessoal do sudeste. Piri, Goiás, Goiânia e a mais badalada Brasília. Compramos passagens pela TAM para o trecho SP-BSB-SP por R$ 278,50 com taxas. Demais trechos todos feitos de ônibus. Reservamos antecipadamente apenas o hostel em Pirenópolis, o GO Hostel. Bora ver como foi?!

 

03/01 - Sábado

Saímos cedo em direção ao aeroporto (ônibus R$ 3,00; trem e metrô R$ 3,00). Ao chegarmos na estação Barra-Funda, onde pegamos o Metrô o trem ficou parado por uns 5 ou 10 minutos... o que apertou nosso tempo para chegar ao aeroporto. Tanto que dessa vez ao chegarmos na estação São Judas de cara pegamos um táxi para o aeroporto... Iríamos em voos diferentes mas em horários bem próximos, mas para o meu amigo o táxi não salvou e ele acabou perdendo o voo. Eu fiz meu check-in enquanto ele remarcava o voo e lá pelas 10:20 nosso voo partiu para Brasília. No aeroporto fomos ao balcão de informações e lá, muto bem atendidos. O cara nos deu um mapa de Brasília e nos indicou como chegar à Rodoviária Interestadual, que é onde vc deve ir para fazer viagens de Brasília para fora do DF, com Alto Paraíso ou, no nosso caso, Pirenópolis. Pegamos o ônibus que faz a linha circular do aeroporto (R$ 8,00) e descemos na estação 114 do metrô. Lá, pegamos então o metrô até a estação Shopping (R$ 2,00) que é ao lado da Rodoviária. Antes de irmos comprar as passagens fomos ao shopping almoçar (R$ 24,40 c/suco) e logo em seguida partimos pra Rodoviária. No guichê da Viação Goianésia compramos passagem pra Piri (R$ 26,75) que sairia por volta das 15hs. Chegamos em Piri lá pelas 6hs e tentamos ligar para o hostel para saber como ir da rodoviária até lá, mas ninguém atendia o telefone e eu não lembrei (de novo) de anotar o endereço do hostel. Rodamos perdidos, passamos pelo Centro de Informações turísticas, onde pegamos um mapa e depois conversamos com um senhor q fica rodeando a rodoviária e ele nos levaria onde possivelmente seria o hostel... daí, na 10ª ligação me atenderam e passaram o endereço... o tiozinho nos deixou lá na porta (R$ 10,00). O hostel estava beeem movimentado...tava rolando tipo uma festinha na piscina e, bem, não tinha ninguém na recepção... depois fomos acomodados. Depois do merecido banho fomos bater perna pelo centro à noite e paramos numa pracinha pra comer uma tapioca (R$ 5,00). Fim da noite voltamos pro hostel, cansados, mas na expectativa dos dias seguintes.

 

Gasto do dia: R$ 90,15

 

04/01 - Domingo

Levantamos por volta das 8hs pra tomar café e logo saímos para comprar ingresso pra alguma das inúmeras cachoeiras. Vc pode encontra-los em vários locais e perto do hostel tinha um tiozinho que vendia. Conversamos um pouco com ele e decidimos ir para a Cachoeira da Usina Velha (R$ 20,00). A partir do hostel são uns 5km, então, decidimos ir à pé. Compramos água pra levar (R$ 1,50), uma água de coco (R$ 3,00) e botamos o pé na estrada. Sol de rachar. Não lembro quanto tempo demoramos pra chegar..mas não foi muito. Como era um domingo estava com bastante gente, mas tava de boa. A profundidade do poço é pequena então dá pra ir de boa até a queda. Ahhh q delícia de banho... relaxante e revigorante...hehe. Fora da queda principal tem umas outras que também são bem legais. Subimos pra explorar um pouco a parte de cima e depois começamos a ornada de volta. Depois de um bom banho saímos pra bater perna e tomar um açaí (R$ 5,50) e passamos no mercado pra comprar algo pra comer na cachoeira no dia seguinte (R$ 2,45). Ficamos de bobeira no hostel e mais à noite saímos. Voltamos na pracinha da noite anterior, passamos ela rua do lazer e fomos comer uma pizza (R$ 9,00 p/p.). Voltamos pro hostel, galera já tinha ido todo embora... ficamos nós para aproveitar o resto da semana.

 

Gasto do dia: R$ 41,45

 

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05/01 - Segunda-Feira

Ritual matutino no hostel e partimo pra frente da casa do sr. Bilu, de quem tínhamos comprado os ingressos no dia anterior, pois para irmos à Cachoeiras Bonsucesso tivemos de arrumar um táxi, que ele nos arrumou no dia anterior por R$ 30,00 p/p. No horário combinado o taxista estava lá e partimos. A entrada na Fazenda custa R$ 20,00 e se paga na entrada mesmo. A fazenda conta com umas 5 cachoeiras, desde pequenos "filetes" de água até quedas mais altas e incrivelmente lindas. Há poços para banho na maioria e alguns chegam aos 7 metros de profundidade. Há um pequeno trecho com um pedaçõ de uma antiga estrada de pedras do século XVIII, e as cachoeiras da fazenda são: Do Açude, Landi, Do Palmito, Da Pedreira, Bonsucesso, Da Lagoa Azul! O trecho da Pedreira até a Lagoa Azul é praticamente uma escalaminhada, mas é de boa. Lá pelas 15hs retornamos para o hostel e no fim da tarde fomos falar com o sr. Bilu pra fechar um táxi pra irmos até o complexo do Abade no dia seguinte. à noitinha descemos para o centro histórico e fomos jantar num restaurante perto da pracinha (R$ 24,90). Como era segunda, a cidade estava mais vazia... então voltamos pro hostel.

 

Gasto do dia: R$ 74,90

 

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06/01 - Terça-feira

Depois do café e de arrumar a mochila fomos esperar o cara que nos levaria para o Complexo do Abade ((R$ 60,00 p/p.). Demora um pouquinho pra chegar e se compra a entrada lá mesmo na chegada. Você pode optar por dois tipos de ingresso: o parcial (R$ 20,00) que permite acesso às cachoeiras do Cânion e do Abade; ou o ingresso completo (R$ 30,00) que te permite andar por todo o complexo no meio do cerrado. Optamos pelo completo. As paisagens são muito bonitas, com alguns mirantes, outras cachoeiras como a do Sossego e uma outra que não lembro o nome. E nessa que não lembro o nome tive uma das mais belas vistas. Subindo acima da queda que beira a trilha nos deparamos com umas quedas de uma BELEZA incrível... sério... fiquei extasiado!! Seguindo a trilha passamos por uma ponte suspensa, aquelas do estilo Indiana Jones, que diz-se ter uns 25m de altura. Bem legal. Seguindo a trilha paramos na cachoeira do Cânion e depois seguimos pra cachoeira do Abade. É muito bonita.... a maior queda que vimos em Piri e o poço tem profundidade variada.... dá pra todo mundo se divertir. Depois de curtirmos bastante voltamos pra entrada do complexo e o cara do táxi já nos esperava para voltarmos. No caminho paramos no mirante e depois seguimos viagem de volta pro hostel. À tarde saímos pra tomar um açaí (R$ 5,50) e como começou a chover passamos logo no mercado pra comprar alguma coisa pra jantar... tá... foi miojo mesmo rsrsrs (R$ 1,50), mas foi um miojo com legumes incrementado...hehehe Assim que parou a chuva voltamos pro hostel e à noite fizemos nosso jantar...

 

Gasto do dia: R$ 97,00

 

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07/01 - Quarta-Feira

Último dia pra curtir Piri depois do café fomos comprar ingresso para a cachoeira Meia Lua (R$ 20,00), que é no mesmo ruma da Usina Velha, então, fomos novamente à pé. Não diria que é perto, mas com disposição dá pra ir tranquilo. Fica um pouco mais à frente da Usina Velha. É bem legal também a cachu. Dá pra ficar de boas lá, deitado nas pedras com a água correndo.... tem poço pra banho bacana, delícia mesmo!! À tarde partimos de volta pro hostel não sem antes forrar o estômago com um misto que vendem lá na lanchonete da cachoeira (R$ 4,00). Se não me engano dá pra pedir almoço também. Depois do banho, à noite, fomos aproveitar a última noite em Piri. Demos umas voltas pelo centro histórico e paramos pra jantar (R$ 28,00 com uma breja). Ficamos até bem tarde pelo centro e terminamos assim nossos dias e noites em Piri.

 

Gasto do dia: R$ 52,00

 

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CONTINUA...

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CONTINUANDO... (desculpem a demora)

 

08/01 - Quinta-Feira

 

Esse foi um dia bem cansativo... dia de deixar Piri e ir pra Cidade de Goiás. Pela manhã, após o café fizemos o acerto das diárias no hostel (R$ 280,00 por 5 diárias). Mochila nas costas partimos rumo à rodoviária tomando um açaí (R$ 5,50). De acordo com o que tinha visto por aqui iríamos fazer o seguinte trecho: Pirenópolis-Anápolis-Inhumas-Goiás. O ônibus de Piri para Anápolis tem horários pré-definidos. Pegamos o de 12hs que foi bem pontual (R$ 7,00). A viagem dura em média umas 2hs e meia. Chegando na rodoviária de Anápolis fomos nos informar sobre ônibus para Inhumas. Depois de confirmar os horários fomos almoçar no shopping próximo à rodoviária. Descobrimos um "subway" de massas por quilo, bem legal (R$ 20,00 e ganha o refri). Depois do almoço voltamos pra rodoviária e por volta das 16 ou 17hs o ônibus partiu pra Inhumas. O estranho é que no meio do caminho o ônibus para, como se fosse o ponto final... aí todo mundo desce....e depois sobe e paga de novo (R$ 9,00 x2). Até agora não entendi. Em Inhumas pegamos ônibus para Goiás (a empresa é a Moreira e a passagem custa R$ 20,00) e depois de umas horas de viagem chagamos no fim da tarde em Goiás. Da rodoviária nos informamos e seguimos para o Centro Histórico em busca de hospedagem. No caminho fomos recebidos por uma barulhenta revoada de pássaros. Paramos num restaurante pra comprar uma água (R$ 2,00) e aproveitamos pra pedir indicação de algum lugar pra ficar. Nos indicaram a Pousada Vovó Du e decidimos ir ver qual era. A pousada fica na rua da Câmara Municipal nos arredores das ruas de pedra do centro histórico. Pedimos pra ver o quarto: quarto com ventilador, três camas de solteiro, tv, banheiro privativo, R$ 40,00 por pessoa com café da manhã; fechamos. Depois de um banho merecido depois da cansativa viagem fomos dar umas pernadas pelo centro. Logo voltamos pra descansar pro dia seguinte.

 

Gasto do dia: R$ 348,00

 

09/01 - Sexta-Feira

 

Depois do café saímos pra dar umas voltas pelo centro histórico e conhecer um pouco da cidade. Caminhamos margeando o Rio Vermelho e fomos até a Igreja do Rosário, bem bacana... e depois descemos pela rua té a Casa de Cora Coralina... não chegamos a entrar. De lá fomos ao Centro de Informações Turísticas pra ver mais dicas do que fazer pela cidade e fomos muito bem atendidos lá. Tínhamos a intenção de conhecer a Serra Dourada, mas era bem caro, então não rolou e depois de pegar mais algumas informações fomos até o escritório do balneário Santo Antônio, na praça, pra saber como era o lugar. Depois de uma boa conversa decidimos fechar o pacote do dia que em dia de semana custa R$ 32,00 com direito a almoço à vontade...(e que almoço ::otemo:: ). A guria do escritório pediu umas moto-táxi pra gente (R$ 15,00) e ainda cedo chegamos ao balneário. O balneário é, basicamente, um grande clube com várias piscinas, riozinho, trilha... é bem legal pra passar o dia e achamos que foi um preço justo... ainda mais considerando o almoço... aquele fogão à lenha enorme com uma variedade de comida boa... nossa, muito bom e depois poder deitar numa rede e espreguiçar...top demais. Depois d almoço fomos fazer a trilhazinha que tem lá e dá numas pedras por onde desce o riozinho... não tem poço pra banho lá, mas é legal. Depois de aproveitar um pouco mais das piscinas pedimos pra chamar um moto-taxi pra gente (R$ 12,00). Voltamos pra pousada e saímos à tarde pra tomar um açaí muito bom (R$ 7,00) e depois à noite andamos um pouco pela praça já bem movimentada e fomos comer tapioca na Tapiocas do Serrado... recomendadíssimo!!! Vários tipos de tapioca... uma tapioca e meia pra cada um ficou em R$ 11,00.

 

Gasto do dia: R$ 77,00

 

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10/01 - Sábado

 

Nesse dia decidimos ir conhecer a Cachoeira das Andorinhas... antes, fomos dar uma volta e paramos no CIT; de lá chamamos 2 motos pra irmos até a cachoeira(R$ 30,00 ida e volta). Descemos na entrada, combinamos a hora de eles nos buscarem de volta e acertamos a entrada com a dona (R$ 5,00). Da entrada até a cachoeira vão uns minutinhos de caminhada muito bons, tudo arborizado, bem bacana. Chegamos na cachoeira que não é muito grande nem volumosa, mas é bonita e ótima pra tomar um bom banho, encontramos um pessoal lá (um casal e uma senhora)..... antes, porém, de tomar banho na cachoeira fomos caminhar pela trilha que segue à esquerda.... leva mais uns minutos de caminhada e vai terminar numa lagoa, que nem sei se dá pra tomar banho...(pra mim bastou olhar). Depois voltamos pra cachoeira pra agora sim tomar um bom banho.... tem um pequeno poço pra banho, mas gostoso mesmo foi tomar AQUELA "chuveirada" de cachoeira. Tem uma espécie de fenda, daí é só passar e tomar aquele banho. Ahhh... a interação total com a natureza!!! :D Depois de algumas horas por lá voltamos e tentamos ligar pro cara da moto pra nos buscar (celular lá às vezes pega, às vezes não). Conseguimos afinal e depois de uns minutos chegaram pra nos buscar. Paramos no mercado municipal e almoçamos lá num restaurante por quilo... e comemos à vontade por R$ 10,00 (comida boa!!). Voltamos pra pousada pra cochilar um pouco e mais à tardezinha, fomos pro Largo da Carioca.... mais perto do centro e dá pra tomar banho também e tem bem mais gente. Comecinho da noite saímos pra bater perna, pois tinham dito que haveria uma feirinha gastronômica e música local. No caminho encontramos o casal e a senhora da cachoeira... conversamos um pouco e depois fomos andar, combinando de nos encontramos com eles mais tarde. Demos uma olhada na feirinha ("inha" mesmo) e decidi provar um empadão goiano (R$ 10,00)... É uma refeição,é bom.... quase suei pra terminar...kkk. Depois disso encontramos nossos três novos amigos e ficamos trocando ideia, bebendo um pouco até beeem tarde, combinando de irmos juntos ao Poço do Sucuri no dia seguinte.

 

Gasto do dia: R$ 55,00

 

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11/01 - Domingo

 

Conforme o combinado, depois do café estávamos em frente à pousada onde eles estavam hospedados, esperando pra sair (nesse dia ganhamos carona pois eles estavam de carro). Esperamos um pouco e logo saímos rumo ao Poço do Sucuri. A entrada custa R$ 10,00. Lá tem piscina, prainha, umas pequenas corredeiras e, claro, o poço, que parece bastante fundo. Como não sei nadar bem me contentei em olhar!! Exploramos bem a área, curtimos as corredeiras por entre as pedras, acima do poço, e fomos almoçar... Um peixe bem gostoso que rateando ficou em R$ 13,00 pra cada um. Fim da tarde voltamos pra cidade, nos despedimos e eles voltaram pra sua cidade... gente muito bacana!!! Meu amigo foi pra pousada e eu fiquei vagando pelo centro histórico; aproveitei pra tirar umas fotos. Depois fomos tomar um açaí (R$ 7,00)... e à noite fomos andar pelo centro histórico em nossa última noite na Cidade de Goiás, tomando um picolé de frutas do cerrado (R$ 0,50).

 

Gasto do dia: R$ 30,50

 

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CONTINUA...

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12/01 - Segunda-Feira

 

Dia de partir da terra de Cora Coralina, cedo fomos tomar café e arrumar as coisas pra partir pra Goiânia. Acertamos a diária da pousada (R$ 160,00 por 4 diárias) e campamos a pé pra Rodoviária, uns 10 ou 15 minutos de caminhada tranquila. Compramos passagem para as 11:15 (R$ 28,00 - Empresa Moreira) com destino à Goiânia. Esperamos algum tempo e mais ou menos no horário previsto embarcamos pra capital goiana. A viagem é meio demorada, não lembro bem quantas horas, mas talvez de umas 3 a 4 hs. Chegando na Rodoviária de Goiânia fomos almoçar (R$ 16,90) e depois ligamos pra 2 hostels que eu tinha anotado pra ver se tinha vaga. Um estava esgotado e ligamos no Hostel 7 (da HI). Tinha vaga, diária a R$ 50,00. Nos informamos de como chegar lá de ônibus e partimos rumo ao hostel. É fácil de chegar.... fica numa travessa perto do shopping e do Parque da Vaca Brava. Fizemos check-in, acertamos 2 diárias (R$ 100,00) e nada melhor que um belo banho depois da longa viagem. Esse hostel é muito maneiro (comento nas impressões finais da trip). Mais à noitinha saímos pra ir jantar... como o shopping é perto fomos lá na praça de alimentação e jantamos (R$ 20,76 com suco). Depois de bater um pouco de perna voltamos pro hostel e com não tinha outros hóspedes por ali ficamos jogando video-game até tarde rsrs.

 

Gasto do dia: R$ 325,66

 

13/01 - Terça-Feira

 

Na manhã seguinte fomos tomar café e já tinha mais algumas pessoas. Conversamos um pouco sobre o que fazer em Goiânia e descolamos um mapa com algumas indicações. Com o mapa na mão e disposição saímos pra explorar um pouco da cidade. Andamos bastante e como estava quente não resistimos à uma água de coco (R$ 7,00 1/2 litro) e nossa primeira parada foi no Zoológico (R$ 2,00). Relativamente pequeno, com poucos animais mas bacaninha. Por R$ 2,00 tava justo :D rsrs. Na saída compramos um bom dum caldo de cana (R$ 3,00) pra dar energia pra continuar caminhando. Passamos pelo lugar mais bacana até então, o Bosque dos Buritis. Relativamente grande, bem arborizado, visual maneirinho, mas assim, nada de excepcional. Do bosque fomos procurar a Praça Cívica. Nos informamos e quando chegamos lá... foi meio decepcionante eu diria. Não tem nada de mais lá... é como o paço municipal de qualquer cidade, não tem nada de atrativo.. só as bandeiras, um monumento e um vasto estacionamento sujo e meio fedido. Como não tinha o que fazer ali fomos procurar um lugar pra comer e acabamos no Subway mesmo (R$ 6,50). Dali, fomos pro ponto e compramos o bilhete, que é necessário pra pegar o ônibus que não tem cobrador (R$ 5,60 = 2 bilhetes/um já pro dia seguinte pra ir pra rodoviária). Voltamos pro hostel, fizemos hora, jogamos video-game, de novo, e depois fomos trocar ideia com uma galera que tinha chegado: a Mel, uma dançarina linda e simpática, e dois amigos motoqueiros de Minas, gente boa também. Papo vai, papo vem ... cada um ia fazer algo diferente e nós fomos pro Shopping jantar. Tive minha primeira experiência com comida japonesa...gostei muito ::otemo:: (R$ 21,50 - self-service). Depois pegamos um sorvete (R$ 2,00) e fomos bater perna no Parque da Vaca Brava. É bastante movimentado, gente de todas as idades, bacana. E assim terminamos nossa estada em Goiânia. Na manhã seguinte partiríamos para a terra de João de Santo Cristo.

 

Gasto do dia: R$ 47,60

 

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CONTINUA... (Brasília: última parte)

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14/01 - Quarta-Feira

 

Depois do café da manhã e do check-out partimos de nossa rápida passagem por Goiânia rumo à capital federal. Pegamos um ônibus até à rodoviária e lá compramos passagem pra Brasília (R$ 39,50 - Viação Goiânia ou Araguarina). Como tínhamos tempo resolvemos almoçar na rodoviária, que é também uma espécie de shopping (R$ 16,50). Depois enquanto esperávamos troquei ideia com um tiozinho nonagenário (espero que seja assim que se escreve) que ao saber que eu era paulista logo se manifestou corinthiano...rsrs. No horário o busão partiu e depois umas horas de viagem (mais uma vez não lembro quantas) estávamos na Rodoviária Interestadual de Brasília. Dali partimos de metrô para a Estação Central (R$ 3,00), onde está a Rodoviária do Plano Piloto. Eu tinha visto dois hostels em Brasília e lá na rodoviária liguei para o Hostel FreeWay pra saber que ônibus pegar e como chegar. Nos explicaram direitinho... pegamos o ônibus W3 Norte (R$ 2,00)... descemos no Pão de Açúcar da avenida de mesmo nome e procuramos o hostel e não achamos. Nesse meio tempo encontramos o Hostel7 de Brasília. Fomos ver lá e o preço tava mais alto que em Goiânia... então decidimos ir ver qual era a do FreeWay.. Mas o cara parece que já sabia e falou que se a gente não gostasse do FreeWay poderíamos voltar e ele faria o preço de Goiânia. Ligamos pro Freeway que não estávamos achando e vieram nos encontrar. Chegamos lá e de cara já pusemos um pé atrás.... quando entramos e fomos conhecer o hostel não nos animamos a ficar. Nos pareceu tudo muito improvisado, estrutura ruim... saímos dizendo que íamos ver outro lugar e depois decidiríamos. Voltamos pro Hostel7...e valeu muito a pena pagar uns Reais a mais... Não era questão de frescura, era de comodidade mesmo. Depois trocando ideia com o pessoal que trabalha no hostel eles disseram que abriram o hostel lá aproveitando a demanda da Copa. Mas enfim. Fizemos check-in, acertamos 4 diárias (R$ 200,00) e fomos nos alojar. Hostel bem movimentado, bastante gente daqui do Brasil e de fora também. Depois de se ajeitar e tomar um banho a gente saiu pra comer alguma coisa. Achamos uma lanchonete bacaninha e dividimos uma pizza média (R$ 26,00 /2). Depois voltamos pro hostel, trocamos ideia ainda com uma galera e depois fomos dormir pra no dia seguinte começa a desbravar um pouco da terra de João de Santo Cristo.

 

Gasto do dia: R$ 274,00

 

15/01 - Quinta-Feira

 

Primeiro dia pra andar por Brasília, descemos pra tomar café e aproveitamos pra trocar ideias, informações e pedir dicas do pessoal. Com o mapa em mãos decidimos ir para o Eixo Monumental e conhecer os principais pontos cívicos e outros que estão "espalhados" pelo eixo. Decidimos ir a pé, não é muito longe. Dia ensolarado, de animar qualquer um. Fomos descendo pelo eixo olhando tudo, bem impressionados, e nossa primeira parada foi no Museu Nacional de Brasília. Bem maneiro... tava rolando uma exposição lá. Saindo, aproveitamos a vista pra Biblioteca Nacional pra tirar algumas fotos. Depois compramos uma água (R$ 2,00) e seguimos pra Catedral. É realmente bem bonita... por fora e por dentro. Destaque para os anjos suspensos, a réplica da Pietà, e a Cruz da Primeira Missa. Valores artístico, histórico e arquitetônico todos num mesmo lugar. Dali continuamos descendo, passando pela Esplanada dos Ministérios e fomos até o Congresso. Há visitas periódicas, todas monitoradas. Mas como estava de regata não pude entrar. Então saímos e fomos até o Palácio da Justiça e tiramos algumas fotos em frente... achei bem bonito. Continuamos nossa pernada até a Praça dos Três Poderes. Ali estão o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, um monumento à memória de JK e a famosa escultura "Os Candangos"! Na praça tinha um pessoal vendendo lembrancinhas e dei sorte que tinha camiseta. Comprei uma por R$ 10,00 pra poder fazer a visita no Congresso. Antes disso fomos ao Panteão da Pátria. Agora com a nova camiseta pudemos fazer a visita ao Congresso. É bem interessante. Conhecemos os principais locais, um pouco da dinâmica da prática parlamentar e você ainda pode mandar um postal na faixa. Depois passamos só pela frente do Palácio do Itamaraty, mas as regras para visitação lá são um pouco maiores. Então, voltamos para o hostel e depois fomos no mercado comprar o almoço hehe (R$ 12,50) mas era bem tarde já. Matamos um pouco de tempo jogando vídeo-game, conversando com a galera e à noite fomos no shopping pra bater perna e jantar (R$ 13,90). Voltamos e ficamos conversando até a hora de ir dormir.

 

Gasto do dia: R$ 40,40

 

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16/01 - Sexta-Feira

 

Nesse dia decidimos ir conhecer a outra ponta do Eixo Monumental e pegamos o ônibus (R$ 3,00) pra irmos até o Memorial JK (paga entrada mas não lembro o valor). O Memorial é bem interessante, tem muita coisa, muita história. Destaque para a biblioteca pessoal de JK e para a cripta onde está o seu corpo (tem um vitral incrível). Seguimos depois para o Memorial dos Povos Indígenas que é bem legal também, mas relativamente pequeno. Descemos e paramos um pouco na manifestação dos servidores do DF e depois seguimos para o Centro de Convenções Ulisses Guimarães e tiramos umas fotos meio de longe do Estádio Nacional Mané Garrincha. Seguimos até a feirinha perto da Torre de TV e fomos almoçar (R$ 10,00). Depois subimos na torre, de onde se tem uma incrível vista da cidade que alcança até o Lago Paranoá e pode ver-se, também, a Ponte JK. Finalizamos a tarde com uma visitinha ao Parque da Cidade e voltamos pro hostel (R$ 2,00). À noite não vimos nenhum lugar pra ir.... então ficamos no hostel jogando conversa fora e rolou um miojo de jantar rsrs.

 

Gasto do dia: R$ 15,00

 

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17/01 - Sábado

 

Último dia pra aproveitar a capital. Café reforçado, mapa na mão, disposição e partimos na sola rumo ao Lago Paranoá. Como a caminhada era mais espichada compramos água antes (R$ 2,00) e fomos. Depois de um tempinho de caminhada e umas dúvidas com o mapa chegamos. Tem uma orla de madeira bem bacana pra caminhar às margens do lago e há caiaques pra alugar e dar um passeio... só não passeamos de caiaque pq estávamos despreparados para. Depois de ficar ali observando a paisagem fomos tomar um açaí e dali partimos para o Parque Olhos D'Água. O parque é bem legal.. deu pra gastar a tarde lá e depois voltamos pro hostel (R$ 10,00). Fizemos umas comprinhas no mercado pro jantar e ficamos até tarde na área de convivência do hostel.

 

Gasto do dia: R$ 10,00

 

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18/01 - Domingo

 

Dia de ir embora. Então, é dia mais burocrático. Fizemos check-out, acertei uma cerveja (R$ 9,00) e pedimos pra chamarem um táxi pra gente, pois era bem cedo ainda. Salgado (R$ 64,00 /2). O voo do meu amigo sairia mais cedo que o meu, então eu fiquei um tempo lá no aeroporto esperando. Tomei um lanche (R$ 9,00) e na hora prevista meu voo partiu para São Paulo. Cheguei em Guarulhos peguei ônibus até o Metrô Tatuapé (R$ 6,00), depois metrô até a Barra Funda e trem pra minha cidade, Jandira (R$ 3,50). Pra terminar, mais um ônibus até chegar em casa. Mais uma trip concluída!!

 

IMPRESSÕES

 

Eu adorei essa trip pelo Centro-Oeste. Curti tudo o que vi, as pessoas que conheci, foi tudo massa mesmo! Vamos a algumas considerações por cidade?

PIRENÓPOLIS: É uma cidade super bacana, recomendadíssima. Ficou um pouco cara pelo fato de não estar com carro próprio pra ir às cachoeiras. Mas como estávamos em 2 acredito que tenha sido mais ou menos o mesmo custo de ter alugado um carro... não sei. Mas talvez em mais pessoas esse custo diminua. Mas sem carro próprio ou alugado não tem jeito... ou paga pra ir, ou arruma carona... ou não vai. E ir pra Piri e não ir às cachoeiras não rola neh?! O Go Hostel é bem bacaninha, a Yara é super legal, o café da manhã é bem responsa; mas é um pouco desorganizado. Não tem "staff", praticamente. às vezes nem alguém pra vc perguntar alguma coisa, mas ainda assim é um bom hostel. Piri é mais agitada nos fins de semana.

GOIÁS: Típica cidadezinha de interior e como tal a vida agitada da cidade se dá na praça aos fins de semana. Os atrativos naturais da cidade estão um pouco afastados do centro e entram na mesma lógica de Piri. Ou paga táxi ou moto-táxi pra levar, ou vai de carro alugado, ou não vai. mas é uma cidade bem bacana, curti muito. Recomendo muito as tapiocas da Tapiocas do Cerrado, muito boas. A Pousada Vovó Du foi uma boa recomendação e recomendo aqui também pra quem for.

GOIÂNIA: Nada além de uma capital com estilo metropolitano.....

BRASÍLIA: Me surpreendi com Brasília. Superou muito minhas expectativas. Tem muita coisa pra fazer, ver, conhecer... O Hostel7 é uma ótima opção de estadia, tanto em Goiânia como em Brasília. É bem estiloso, organizado, várias comodidades que tornam a relação custo/benefício bem proveitosa. Roupa de banho é legal levar pra Brasília porque vc pode resolver se refrescar no Lago Paranoá ou simplesmente da um passeio de caiaque.

Em resumo, foi uma ótima trip, e espero que tenham curtido o relato e que seja útil e inspirador pra quem queira se aventurar por aquelas bandas!!!

Abraço pros guris!!!

Bjos pras gurias!!!

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    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por victoralex
      Quinta-feira, 30 de abril de 2020.
      Saravá, mochileiros!
      Escrevo esse relato no dia 30 de abril, em plena pandemia de COVID-19. Estou pra escrever o relato já algum tempo. A viagem foi em fevereiro de 2020, no carnaval, logo antes do primeiro caso de coronavírus ser confirmado no país. E nesse momento de stress, a coisa que eu mais sinto falta é pegar a mochila e viajar, sem sombra de dúvidas. De certa forma, o relato vai ser meio bucólico pelo fato da gente não poder sair. E escrever sobre viagens talvez seja a atividade mais terapêutica que eu conheço, além de viajar, claro. Então se você, como eu, está aflito com toda a situação, ficando em casa e lembrando de viagens antigas e bons momentos, aproveite esse relato pra te inspirar e lembrar que tudo isso vai passar 😊. Afinal, melhor que surtar com toda a situação é nos apoiar nos momentos que marcaram a sua vida. E com certeza, conhecer a Chapada foi um dos grandes expoentes da minha vida de viajante! 🌎
      Antes de tudo, vale conferir dois relatos que me ajudaram bastante ao planejar a viagem: O relato geológico do Guilherme e também o divertidíssimo e detalhado relato do Stanlley. Ambos abordam de forma diferente a Chapada, dando uma ideia geral, junto com esse relato, do que esperar lá!
      Vamos lá!
      1. Cronograma
      A viagem se divide em duas partes. A primeira, em Brasília, que fui sozinho, por dois dias. Nunca tinha ido à capital e era um sonho conhecer o lugar onde fica o Itamaraty, o Planalto, o STF...como um bom economista, BSB é destino obrigatório em algum momento da sua vida. E foi incrível! Depois os últimos 4 dias foram na Chapada, onde encontrei meu irmão Flávio e minha grande amiga Thaís. Viajamos os 3 juntos de BSB pra Vila de São Jorge. Aqui vai o cronograma:
      Dia 1: Quinta, 20/fev/2020: Voo Congonhas-BSB, Congresso, Esplanada, 3 Poderes e Pontão do Lago Sul.
      Dia 2: Sexta, 21/fev/2020: Banco Central, Caixa Cultural, Itamaraty, CCBB. 
      Dia 3: Sábado, 22/fev/2020: Saída de BSB para São Jorge, chegada às 15h.
      Dia 4: Domingo, 23/fev/2020: Parque Nacional, Saltos, Corredeiras.
      Dia 5: Segunda, 24/fev/2020: Cachoeira do Cordovil.
      Dia 6: Terça, 25/fev/2020: Mirante da Janela e Cachoeira do Abismo.
      Dia 7: Quarta, 26/fev/2020: Voo BSB-Congonhas, chegada 13h30. 
       
      2. Gastos
      A viagem não é cara, se você for prudente. O que fizemos foi poupar nas hospedagens para poder gasta um pouco mais nos restaurantes/bares. Aqui vão os gastos:
      Voo ida e volta SP-BSB: 703,00 BRL
      Hospedagem em BSB (Econotel, 2 diárias): 298,00 BRL
      Hospedagem em São Jorge (Savana Hostel) 420,00 BRL
      Entrada trilhas/parque: 120,00 BRL
      Comidas/souvenirs: 400,00 BRL
      Aluguel carro (4 diárias, com combustível incluso, pra cada um): 255,00 BRL
      Total sem passagem aérea: 1493,00 BRL
      Total com passagem aérea: 2196,00 BRL
       
      3. São Jorge ou Alto Paraíso?
      Esse foi uma pergunta que ficou na nossa cabeça desde o planejamento da viagem. A Vila de São Jorge é uma vilarejo a 40km da cidade de Alto Paraíso de Goiás, que se autointitula "capital da Chapada dos Veadeiros". Acho que vai de cada um, do tipo de viagem. Uma das vantagens de São Jorge é que, caso vá visitar o Parque Nacional, ele fica em São Jorge, dando pra ir a pé. A maioria das cachoeiras/trilhas da região fica na estrada que liga as duas cidades. 
      A Chapada é enorme e claro, não conhecemos Cavalcanti e etc, vai ficar pra próxima. Você já deve ter ouvido que para conhecer a Chapada inteira você tem que ir váaarias vezes, e é real!! Conhecemos inclusive uma garota, a Paula, que ela tava pela quarta vez em 1 ano na Chapada. Gente fina demais!
      Basicamente então minha dica é: se você curtir um clima mais simples, com direito a forró e samba na praça, escolha São Jorge. Se você quer algo mais reservado, com pousadas, etc, vá para Alto Paraíso. Ficamos em São Jorge e curtimos demais!
       
      4. Condicionamento físico, roupas, etc
      Aqui uma dica de ouro. Se você não tem, providencie uma bota/tênis de trekking. Eu já tinha feito viagens de trilha pra Patagônia e Atacama, então já tinha uma ideia do que esperar. Mas por exemplo, meu irmão teve bastante problemas com o joelho por causa do tênis. Ele levou um New Balance urbano. Grande erro! O sapato praticamente se desfez e jogamos no lixo antes de voltar pra SP. 
      De resto, o básico: você vai fazer uma viagem de trilha, então trate de ir adequadamente! Camisetas leves, bermudas/calças, capa de chuva (pegamos uma chuva pesadíssima na volta do Mirante da Janela!), chapéu/boné, protetor solar...Vimos uma quantidade imensurável de gente que tava indo maquiada e despreparada (sim!!! haha fizemos piada a viagem inteira disso) pras trilhas. Imagino como ficaram depois de tomar a chuva que a gente tomou no último dia. 
      Sobre condicionamento, depende da trilha que você escolher fazer. A mais difícil que fizemos foi bem tranquila, mas sei que tem umas trilhas bem pesadinhas lá! Então não que você precisa ser um atleta, mas tenha um pouco de condicionamento físico. Ele será importante, principalmente nas partes de subida . Sobre isso, eu também levei meu bastão de trekking que tinha comprado para ir à Patagônia e foi de ótima utilização! Subir e descer com o auxílio do stick poupa muita energia! Fica a dica.
       
      5. Época de ir e clima
      Estamos falando do cerrado! E ele é bem característico e previsível! Então basicamente há dois períodos: a seca e a cheia. A seca é entre abril e setembro, e a cheia é de outubro a março. Como fomos no Carnaval, pegamos o fim da cheia. Então sim, todo dia chovia! Ou pelo menos dava aquela chuviscada. Demos sorte e pegamos chuva em apenas uma das trilhas, o resto já estávamos no hostel. Em Brasília é a mesma coisa. Era bizarro, o dia amanhecia com um sol escaldante e, do nada, às 14h da tarde vinha um temporal. Mas aí o Sol voltava a surgir às 15h. Eu achava muito legal! 
      A vantagem de ir na cheia é que algumas cachoeiras, como a do Abismo, estão, como o nome diz, cheias! Na seca ela simplesmente não existe! E foi bem agradável ficar por lá! Na seca porém não há risco de tromba d'água, coisa que nos alertavam toda entrada de trilha. Mas basicamente a dica é: se for na cheia, quando entrar na cachoeira, fixa um ponto de referência. Caso o nível da água começar a subir, saia da água, porque vem tromba d'água vindo! Não pegamos nenhuma, mas dizem que é bem comum!
      Quero voltar ainda na seca, para não correr o risco de chuva nas trilhas. Fica pra próxima! Mas foi muito legal ir na cheia, com a vegetação toda florida! O cerrado e sua vegetação foi uma das coisas que mais me encantou. Muitas árvores, arbustos, flores, palmeiras...vimos diversas vezes araras voando pela trilha, tucanos...Foi demais!
       
      6. Relato
      Dia 1: Chegada em BSB, Esplanada, Congresso Nacional e Pontão do Lago Sul (11,8km andados)
      Brasília é espetacular! Sempre quis conhecer e não me deixou desapontado. Lendo os relatos, vi que, pelo menos para fazer o básico, 2-3 dias estava mais que suficiente. Saí de SP pela manhã para chegar em BSB pelas 13h30. De lá, uber até o hotel Econotel para fazer o check-in. O hostel é aquilo que promete: econômico. Mas de forma geral, confortável. Minha maior preocupação era ter ar condicionado hehe, e me certifiquei que sim. A vantagem é que ele fica na Zona Hoteleira Sul, então deu pra ir para a maioria dos lugares de BSB a pé. 
      Saindo do hotel, fui passear andando, com destino final até o Congresso Nacional. E aí senti na pele o que todo mundo fala de Brasília: não, não é de uma cidade de pedestres hehe. É bizarro, o caminho acaba, do nada! Tive que achar uns túneis, viadutos para atravessar alguma avenidas. Sem contar o sol. A cidade em si é muito arborizada, mas ali no Eixo Monumental é basicamente um deserto. Então sempre andar com chapéu e protetor! 
      No caminho passei pelo Complexo Cultural, Catedral Metropoliatana, Esplanada dos Ministérios...até chegar na frente do Congresso Nacional. Caminhada de 1h mais ou menos. E que lugar espetacular! Brasília é um encanto e, apesar de andar ser um longo caminho, valeu muito a pena! Tinha reservado antecipadamente online a visita no Congresso Nacional, que foi bem bacana! Deu pra conhecer as duas casas, o Senado e a Câmara dos Deputados, ambos os plenários, a sala de imprensa...sabe aquele lugar que você vê na TV o Rodrigo Maia dando entrevista, o Salão Verde? Estava lá! 

      Palácio do Itamaraty

      Congresso Nacional

      Plenário Ulysses Guimarães (foda!)
      Depois do Congresso, dei uma passada na Praça dos Três Poderes e tem muita coisa legal por lá! Além claro, da sede dos 3 poderes, na praça têm alguns museus bem interessantes, como o Panteão da Pátria e da Liberdade, onde tem uma exposição fixa do Tancredo Neves e também o Livro dos Heróis da Pátria, um livro de ferro todo prateado em que somente os considerados heróis da república entram, tais como Tiradentes, Santos Dumont, Zumbi dos Palmares...e não só isso, mas o "herói" deve ser nomeado pelo Presidente e também ter falecida há um determinado número de anos, é bem interessante! Na praça há também o Espaço Lúcio Costa, uma exposição fixa sobre o urbanista que projetou Brasília...enfim, muita coisa bacana!
      De lá, peguei um Uber até o Pontão do Lago Sul, que tinha lido que era um pico bem legal de ver o pôr-do-sol. Basicamente, é uma orla do Lago Paranoá em que ficam muitos restaurantes e bares. Tem um calçadão e opções de passeios de lancha, caiaque...e que lugar bonito! Sentei num bar chamado Fausto & Manoel bem em frente ao lago, para ver o pôr-do-sol e tomar um chopp. Incrível! Além de servirem um happy hour com chopp e comida bem em conta, o lugar é bem confortável para ver o pôr-do-sol. Valeu muito a pena e foi uma ótima forma de terminar o dia na primeira vez conhecendo a capital :). 

      Lago Paranoá, vista do Pontão Lago Sul

      O chopp em BSB é muito, mas muito mais barato que em SP.
      Dia 2: Mané Garrincha, Eixo Monumental, Banco Central, Caixa Cultural, CCBB e bares na Asa Norte (12,4 km andados)
      O segundo dia começou com um belo café da manhã no Econotel. Além do ar condicionado, procurei um hotel barato que também tinha um café da manhã, para poupar uma refeição. Aos que perguntaram, até procurei hostels em BSB, mas o preço do hotel era se não o mesmo, muito parecido...então resolvi ficar com o quarto privativo mesmo! Depois de uma café reforçado, saí mais uma vez andando pela cidade, só que dessa vez primeiro para o oeste, indo na direção contrário ao Congresso Nacional, até o estágio Mané Garrincha.
      Como apaixonado por futebol, queria conhecer (e também lamentar) o elefante branco que o estádio, que custou BRL 1,778 bilhões, um absurdo. Mas o estádio é bonito. Fui andando até lá e, mais uma vez, a dificuldade de atravessar as ruas no Eixo Monumental é um turbilhão de emoções, já que são poucas faixas de pedestres. No caminho você passa pela Torre de TV de Brasília, que é nada mais que uma antenona hehe (os brasilienses simplesmente odeiam que chamem a Torre de "antena"), mas é uma antena gigante! Infelizmente não consegui subir, estava em obra, mas sei que dá pra subir lá em cima e ter uma boa vista da cidade! Chegando ao Mané Garrincha, também não pude entrar. As visitas são só de sábado, e vale a pena visitar o site deles para se certificar dos horários. Mas deu pra bater umas fotos de fora e apreciar a magnitude do estádio. É bem bonito mesmo...ainda por cima com os arcos olímpicos bem em frente...(lembrando que o Mané também sediou jogos nas Olimpíadas Rio 2016). Pena que não tem nenhum time da Série A que jogue regularmente por lá. 

      Eu e o Mané! Estádio belíssimo, mas também caríssimo!
      De lá, cruzei o Eixo Monumental mais uma vez e fui em direção ao Banco Central do Brasil. No caminho, deu até pra ver o posto de gasolina que foi o marco zero da Operação Lava Jato haha. Como um economista, sempre foi um sonho conhecer o Bacen e quem dirá trabalhar lá. O prédio é muito bonito, e a única visitação disponível regular é o Museu de Valores do Banco Central, que tem uma exposição fixa sobre o desenvolvimento dos meios de pagamento (ouro, moeda, etc) no Brasil e, no período que eu fui (fev/2020), uma exposição temporária celebrando os 25 anos do Plano Real! E que museu legal! Conta a história do Bacen, a importância da instituição, o desenvolvimento dos meios de pagamentos brasileiros e também um suco de história econômica. Sobre a exposição do Plano Real, é bem legal para quem não conhece a história! Na minha opinião, o Plano Real é a política pública mais importante da história da República. Seu papel na redução da inflação é inestimável e envolveu um esforço acadêmico de dar inveja. A exposição é bem acessível para quem não é economista e me fez pensar o quão importante isso é ser difundido no povo...ainda mais para nós que nascemos pós hiperinflação (sou de 1993, então nasci no pré Real). Mas chega de economês. Vamos falar de viagem hehe. Do lado do Bacen, tem a Caixa Cultural! Tinha lido que lá reúne muitas exposições bacanas temporárias, e fui dar uma checada. No resumo, vi uma exposição de paisagens modernistas, que tinha até algumas obras da Tarcila do Amaral e uma outra que nem lembro qual era o conteúdo. Só sei que foi a pior exposição que eu já vi na minha vida hehe. Dei azar com a programação, porque 1 semana depois ia ter uma exposição sobre ciência bem legal! De lá, fui andando mais uma vez até o Congresso, já que tinha passado reto pelo Palácio da Justiça, Itamaraty, STF, STJ, etc. Desses só consegui tirar foto por fora, sem entrar. Ambos tem visitação guiada, com agendamento prévio no site, mas por algum motivo misterioso, as visitas estavam suspensas. Uma pena. 
      A tarde, já na Praça dos 3 Poderes, peguei um Uber até o CCBB. Tinha lido que lá tinha umas exposições mais legais que a da Caixa Cultural, além de restaurantes ótimos. O CCBB é perto do Lago, longe da Praça dos 3 Poderes, então não dava pra ir andando. E que prédio bonito! Peguei a exposição fixa deles, bem interessante, contando a história do BB. Além de uma coleção de arte que eles tem do Portinari. Mas, mais uma vez, dei azar com as exposições temporárias. Estavam em fase de montagem para a próxima...estavam aguardando o Carnaval pra isso. Mas deu para tomar uma cerveja e comer algo pelo bistrô deles. O CCBB é realmente bem legal, quando voltar a BSB quero passar mais tempo lá, ver alguma peça, algo do tipo. Lá é enorme!! Bem maior que o CCBB de São Paulo. Passei a tarde por lá e depois peguei um Uber até o hotel, para dar uma descansada. A noite encontraria o Flávio, meu irmão, e a Thaís, minha amiga. Ambos chegariam em BSB de noite. Fomos a dois bares na asa norte: o primeiro, Carne Moída, é um butecão justo com um karaokê. Bem divertido. Mas como tinha acabado tanto a cerveja quanto a comida, migramos para outro, a Área 51, um bar cheeeio de mesa de sinuca. Jogamos um bocado, mas não ficamos até muito tarde, já que no dia seguinte iríamos para São Jorge. Ah, detalhe. Diferente de SP, os bares em BSB fecham bem cedo. O Carne Moída fechava 0h e o Área 51 fechava 3h. Depois dos bares, cama. A viagem estava só começando. 
      Dia 3: Ida a São Jorge, Matula no Rancho do Waldomiro e Jardim de Maytrea (7,1 km andados)
      Acordamos de manhã e tomamos um café reforçado no hotel, já que iríamos viajar para São Jorge de manhã. Alugamos o carro na Unidas. A locadora é boa, alugo sempre nela aqui em SP, mas em BSB as coisas foram diferentes. Iríamos pegar o carro na zona hoteleira, do lado do hotel, e devolver no aeroporto na quarta-feira de cinzas. Mas, ao chegar na unidade da zona hoteleira, mesmo com reserva, eles não tinham carro com a categoria que reservamos, que era a segunda mais simples (Ônix, Polo, HB20...). Lamentável. Eles nos levaram a uma unidade que ficava marginalmente fora de Brasília, uns 30 min de onde estávamos, para pegar um carro. A ideia era sair de BSB já de manhã, mas por conta do atraso, da burocracia, só saímos depois do 12h. Briguei com eles para ter um upgrade por conta do transtorno, mas eles foram irredutíveis. Consegui barganhar um pouco e eles nos deram 1/4 do tanque de graça, mas mesmo assim...Em BSB, nunca mais alugo com a Unidas, o serviço foi péssimo. Em SP sempre deu muito bom. Pegamos um Polo. O carro é ótimo. Ficamos na dúvida se pegávamos o carro da categoria que pegamos ou uma Duster, algo 4x4...mas depois de muito ler, vimos que uma Duster/4x4 só seria necessário se fôssemos fazer cachoeiras mais remotas, como Santa Bárbara, por exemplo. Como não era o caso, pegamos a categoria menor. Isso é importante. Em São Jorge vimos muitos carros alugados com o parachoque quebrado, provavelmente porque foram para rotas mais acidentadas e não pegaram uma 4x4. Então, ao planejar a sua viagem, pense aonde quer ir e qual carro seria adequado. Só para constar, não fomos pra Santa Bárbara dessa vez porque lemos que no Carnaval o negócio lota. Coisa de ter que sair 3-4h da manhã para pegar um lugar. Não valia a pena. Volto para lá em baixa temporada. 
      O caminho até São Jorge é bem legal, uma retona. A estrada é boa, bem bonita, com muitas plantações de milho, cana-de-açucar, soja...era a primeira vez que visitava o Goiás e é legal ver essa parte do Brasil. Dirigir até lá foi uma delícia. Quase em São Jorge, na estrada que liga a Vila e Alto Paraíso, paramos no famoso Rancho do Waldomiro para comer a famosa Matula. E que coisa espetacular. Matula é o que eles chamam de "marmita" no Goiás. Mas que baita marmita, com uma abóbora refogada, um feijão tropeiro, arroz e uma carne de panela. É simplesmente espetacular. E tem a versão vegetariana também que é muito bom! A Thaís comeu. O lugar é simples, muitos trilheiros por lá, gente chegando na Chapada. Comemos e brindamos com uma cerveja gelada para celebrar o início da viagem. Vimos ali que o clima seria excelente!

      A espetacular Matula do Rancho do Waldomiro. A direita, de carne e a esquerda, vegetariana.
      Depois do almoço, finalmente chegamos em São Jorge. A Vila já nos encantou de cara! Rua de terra, casinhas simples, muita gente na rua, é animal! Fizemos o check-in no Savana Hostel. O Savana foi uma indicação de um amigo que tinha ido para lá no réveillon 2020. E o hostel é bem bom! O quarto que a gente ficou tinha até ar condicionado. Café da manhã excelente, um bar bem legal para passar o tempo, muitos banheiros, sempre limpos, pessoal gente fina. A atendente do hostel era muuuito firmeza, trocamos altas ideias. Valeu a pena! 
      Depois de nos alojar, já era quase o pôr-do-sol. Pegamos o carro e fomos ao famoso Jardim de Maytrea, ver o pôr-do-sol. O Jardim nada mais é que uma vista bem bacana do cerrado. Faz parte do Parque e não podemos entrar lá, só apreciar. A vista fica na estrada que liga São Jorge e Alto Paraíso, pouco antes do Waldomiro. Vista espetacular! Dá para ver as palmeiras, muitas, mas muuitas araras voando, maritacas. É espetacular! O Sol não se põe lá, mas com a golden hour dá pra ver uma vista bem bacana. Mas aqui vai uma dica: ali lota. Então toma cuidado ao parar o carro. Você para no acostamento mesmo. Além disso, aqui vai uma sugestão: aprecie a vista!! O que vimos de gente só querendo tirar foto sentado na estrada não tá escrito. Além de ser perigoso, o pessoal acabou perdendo uma paz de vista! Quão bom era ficar em silêncio vendo (e ouvindo) a natureza. Inesquecível

       
      Depois do sol se pôr, voltamos pro hostel e ficamos tranquilos, tomando umas cervejas e também demos uma volta pela Vila. Jajá falo disso, já que aproveitamos a noite só a partir do próximo dia. De resto, cama porque no dia seguinte acordaríamos 6:30-7h pra primeira trilha da Chapada!
      Dia 4: Parque Nacional, Saltos, Corredeiras e Vila de São Jorge (15,9 km andados)
      O primeiro dia de trilha começou com um belo café da manhã no hostel. Acordamos cedo para conseguir pegar as trilhas vazias (dica de ouro para o Carnaval) e também o café da manhã vazio no hostel. Saímos às 7h30, a pé, para a entrada do Parque, que abria às 8h. No Parque Nacional, existem 3 percursos diferentes: i) A trilha que chega nas Cachoeiras dos Saltos, ii) a trilha que dá na Cachoeira das Corredeiras e iii) a trilha que dá nos Cânions. A priori, queríamos fazer todas no domingo mesmo. Mas depois de fazer 2 delas, optamos por voltar, para não pegar a trilha de noite (o Parque fecha às 17h, então você deve voltar antes disso!). Pagamos preço de brasileiro para entrar no Parque, bem tranquilo. 

      Fomos primeiro o circuito dos Saltos, onde você passa pelas duas cachoeiras maiores do Parque: O Salto de 120m, que você vê só o panorama, de cima e o Salto de 80m, que dá pra nadar! Aqui mais uma coisa que acertamos: entrar cedo no parque nos proporcionou uma trilha bem vazia e, quando chegamos no Salto de 80m para nadar, também. A medida do tempo, foi enchendo. E foi quando saímos em direção às Corredeiras, fugindo do povo hehe. E que lugares bonitos! Foi a primeira vista que tivemos da magia da Chapada, e fomos muito bem recebidos! A vista do Salto de 120m é impressionante, e nadar no Salto de 80m é bem agradável, apesar de ter lotado rápido. A cachoeira das Corredeiras é legal pra você descansar, já que ela é menos atrativa em termos de banho. Não ficamos bastante tempo por lá. Mas o mais legal do Parque Nacional é fazer a trilha em si. Foi a primeira vez que vimos a vegetação e os animais do Cerrado. Muitas árvores com flores, já que estávamos no fim do verão. Imagino que nos períodos de seca deve ser bem diferente, o que me dá mais vontade ainda de ir em outro período! A trilha em si não é difícil...mas é aquilo: Vá com os calçados certos. Meu irmão já começou a ter as primeiras consequências de ter ido com o New Balance, sentindo o joelho. É questão de ir apropriado! No caminho de volta, já era quase 15h30 e decidimos não ir nos Cânions, já que não daria tempo para aproveitar o lugar. E assim voltamos para a entrada do Parque.

      Salto de 120m. Espetacular!

      Salto de 80m. Esse dá pra nadar!
      Como não tínhamos almoçado (só comido uns snacks de trilha), voltar "cedo" do Parque foi ótimo. E não só nesse dia, mas nos próximos sempre voltávamos das trilhas ao redor das 15h. Isso nos dava a oportunidade de descansar a tarde, almoçar tranquilo e ainda aproveitar a cidade a noite! Como acordávamos muito cedo, a estratégia foi perfeita: chegávamos no início do dia, com as rotas vazias e saímos quando começava o ofurô. Mais uma vez, lá no Carnaval é cheio e, as vezes, vale mais a pena você escolher horários em que consiga de fato aproveitar as cachoeiras :). Agora a questão é, aonde almoçar? Não teve dúvida: voltamos ao Rancho do Waldomiro porque ninguém tinha superado ainda aquela Matula da massa. O negócio é espetacular. Nos empanturramos, tomamos umas Antarcticas e ainda deu pra ver mais uma vez o pôr-do-sol no Jardim de Maytrea, que é do lado! As coisas deram certinho!
      Voltamos para a Vila de São Jorge e demos um tempo lá. A noite, foi a vez de aproveitar a Vila de São Jorge. E que vilarejo legal! O que mais nos impressionou foi a simplicidade de lá..não só do lugar mas também das pessoas. Todos te tratam bem! Tínhamos visto que rola um forró na Casa de Cultura Cavaleiro de São Jorge todos os dias, mas, quando tentamos ir, o preço era salgadíssimo. Coisa de 50/cabeça. Não estávamos nessa brisa e, ao voltar para o centrinho, na pracinha mesmo tinha um restaurante chamado Casa da Pankeka com uma banda de forró muito charmosa! Sentamos lá e ficamos tomando uma cerveja ouvindo. Foi bem agradável! Voltaríamos lá ainda nos próximos dias! O lugar serve comido e bebida com preços bem justos, além de ser mesa ao ar livre e com música. Melhor que pagar 50/cabeça, né?
      Dia 5: Cachoeira do Cordovil e mais Vila de São Jorge (15km andados)
      O dia 5 começou de novo com todos acordando cedo e sendo os primeiros a tomar café. Não tínhamos um roteiro definido ainda. A priori íamos para uma cachoeira que todo mundo do hostel tava falando: a Cachoeira do Segredo. Mas por outro lado, todos os relatos eram de que estava muito cheio no Carnaval. Então seguimos a dica de um pessoal do hostel também e fomos à Cachoeira do Cordovil. E acertamos! A trilha que dá acesso fica na estrada que vai pra Alto Paraíso, dentro de uma fazenda.
      Foi a nossa primeira trilha fora do Parque. E você já consegue ver que as coisas são bem diferentes! A primeira: as trilhas são mais freestyles, já que quem realiza a manutenção são os proprietários da fazenda. E por outro lado, você tem um olhar mais aberto do ecossistema. A trilha em si é muito legal, com muitos campos abertos e fechados, onde conseguimos ter um p anorama bem grande do ecossistema e da fauna. Gostei mais que a trilha do Parque! Na parte final você passa pelo Poço Esmeralda também, que fica num desvio antes de chegar à Cachoeira do Cordovil. Mas o acesso estava restrito para o Poço. O rapaz que controlava a entrada da Fazenda disse que muita gente estava se acidentando por lá, então eles fecharam.
      Chegando no ponto final, a Cachoeira do Cordovil é belíssima! Mas geladíssima também ahha. Só eu que pulei na água (YOLO, certo?). E foi muito bacana. A cachoeira estava vazia, então pudemos ficar um tempo por lá. Em compensação, o tempo estava começando a fechar, então não nos estendemos muito. Mas o lugar é realmente muito bonito e, imagino que ir em algum dia com o céu limpo seja mais legal ainda! No fim da trilha você passa por bastante pedra, então trate de tomar cuidado de não cair. Nisso, meu bastão de trekking ajudou bastante. Caso você goste de fazer viagens do tipo, vale a pena ter um! Não vejo necessidade em 2, já que eu gosto de ficar com uma mão livre. 


      Caminho para o Cordovil. Essa última foto representa bem o que é a vegetação do Cerrado no verão! Essa trilha é demais!

      Cachoeira do Cordovil
      A volta foi tranquila. Demos uma sorte, já que o tempo estava fechando, conseguimos inclusive ver a chuva no horizonte..então foi uma corrida contra o tempo hehe. Assim que pisamos na recepção da trilha, começou o temporal. Demos uns 20min e voltamos. Nisso, tome cuidado: Na maioria dos acessos das trilhas a estrada é de terra. Então controle bem a permanência e olhe a previsão. Não queremos ninguém atolado no caminho né?
      Chegando em São Jorge, o padrão: banho, cochilo e um descanso. Ficamos um tempo ainda tomando uma cerveja no hostel até dar a hora da "alma-janta". Isso nos fez poupar bastante dinheiro, já que optamos por almoçar tarde, e assim conseguir aproveitar as trilhas no horário vazio e ainda ter menos refeições ao dia. Claro, levamos bastante snacks durante as trilhas, mas deu super certo. Escolhemos para comer nesse dia talvez no restaurante mais famoso da Vila: a Santo Cerrado Risoteria. É um restaurante animal, com diversos tipos de risottos e bebidas! Pedimos 2 risottos para dividir em 3 pessoas e deu muito bom. Comida de excelente qualidade, mas cara. Conseguimos baratear por não pedir 3 porções, e deu mais que o suficiente! As panelas vêm cheias. Acho que vale a pena guardar um pouco do budget para ir lá sim! No fim da noite ainda sentamos de novo na Casa da Pankeka pra tomar umas e ouvir uns sons na praça. 

      Risoteria!
      Dia 6: Mirante da Janela, Cachoeira do Abismo, Alto Paraíso e último dia de São Jorge! (11km andados)
      No dia 6 decidimos terminar as trilhas numa das mais famosas: o Mirante da Janela! Sabe aquela foto clássica da Chapada, em que o pessoal consegue tirar a foto como se fosse numa janela, com o Salto de 120m no fundo? É exatamente essa. Mas o mais legal é: O mirante em si é a menor das coisas por lá! E ainda tem uma fila danada pro povo colocar no Instagram hehe. Jájá vocês entendem o que eu tô falando. 
      A trilha em si foi a mais legal que fizemos. Para começar, tem uma trilha até a entrada da trilha. E ela não é curta! Haha, mas depois disso a coisa fica bem legal. A maior parte do trajeto é plano, só no fim que é uma subida, em torno de uns 15min de caminho íngrime. Mas o mais espetacular da caminhada é a vista em si. Não dá nem 20min andando e você já se depara com a imensidão do Parquer Nacional. Vamos explicar: A trilha que dá no Mirante da Janela fica atrás do Parque Nacional. Então você consegue ver, de cima, tudo o que nós vimos no primeiro dia, em especial o Salto de 120m. E eu particularmente gosto demais de vistas panorâmicas! E nessa trilha é o que mais tem :), além, claro, da sempre presente vegetação encantadora do Cerrado. E não só isso, mas ir no verão têm seus méritos: A calma e belíssima Cachoeira do Abismo está cheia! Paramos nela tanto na ida quanto na volta e...que calmaria! Mais uma vez a estratégia de sair cedo do hostel foi boa, já que pegamos tanto a Cachoeira quanto o caminho bem tranquilos, onde deu pra relaxar tanto na ida na volta. A Cachoeira do Abismo tem seu charme como o próprio nome diz: uma piscina natural com borda infinita se forma com o horizonte ao fundo, o que dá um efeito bem legal! É como se você estivesse num jacuzzi natural apreciando a natureza. Espetacular!

      Cachoeira do Abismo

      Nós 3 e o Abismo!
      Seguimos pela trilha até o Mirante. Mais uma vez, o caminho é bem legal e você passa por tanto campos abertos quanto fechados! É bem legal! No final há uma subida de uns 15min...Nada impossível, mas o pessoal normalmente costuma cansar. Mas o que importa é que você chega na melhor parte da trilha: a vista! E aqui vai uma dica de ouro: Apesar da trilha chegar no famigerado Mirante da Janela, o Mirante em si é o que menos nos atraiu! Primeiro porque tinha uma fila de 1h para só tirar a foto clichê. Segundo porque nem é a melhor vista de lá! Mas o melhor lugar pra ver é um pico logo antes da Janela, numa pedra no fim da trilha. A vista você pode conferir embaixo, onde fiz questão de tirar uma foto pra guardar  . E não só isso, mas lá tem 3 mirantes bem legais para ver, com 3 diferentes ângulos do horizonte. É simplesmente espetacular. A minha pergunta é: Você vai ficar mesmo 1h esperando para tirar uma foto na janela (que nem é tão legal assim) e não ficar apreciando a natureza nos mais de 4 ângulos do lugar? Cada um tem sua prioridade né haha. O lugar é realmente impecável...e alto! Passamos bastante tempo lá contemplando, em silêncio a maravilha que é a Chapada dos Veadeiros. Cheguei até a chorar. Foi a forma perfeita de encerrar a viagem. E só me deu vontade de voltar para sentir aquilo de novo 😍. 

      A melhor vista do Mirante da Janela!

      Bons momentos!
      Na volta, mais um banho no Abismo antes de ir. Só que, para lavar a alma da viagem, a Chapada nos deu de presente uma tempestade na metade final da trilha! haha não foi tão ruim assim, estávamos com capa de chuva, mas os sapatos molharam todos. E foi uma chuva de verão, forte e rápida (uns 20min de chuva). Pra ficar na memória!
      De volta a São Jorge, depois do banho e descanso, fomos almoçar. Estávamos com uma "lombriga" de comer um peixe frito com cerveja e fomos em busca do famigerado. Recomendo o restaurante Luar com Pimenta, que fica logo antes da estrada que dá no Parque Nacional. Peixe muito gostoso e cerveja bem gelada para brindar o fim da viagem!
      A noite, fomos para Alto Paraíso para i) abastecer e ii) levar a Thaís para a rodoviária da cidade, já que ela voltaria na madrugada pra SP, saindo de BSB. Eu e Flávio ainda dormimos mais uma noite em São Jorge. Foi legal para conhecer Alto Paraíso, uma cidade "grande" quando comparado a São Jorge. Mas foi bacana, consegui comprar uns souvenirs por lá e ainda jantamos num ótimo restaurante Vendinha 1961, que descobrimos no Foursquare. Vale a pena! Mas, pelo pouco que vimos de Alto Paraíso, ficamos com São Jorge hehe. O clima intimista e simples é insuperável .
      De resto, eu e Flávio voltamos para São Jorge e capotamos, já que no dia seguinte iríamos cedinho voltar para o aeroporto de Brasília!
       
      7. Conclusão
      Eu sempre quis aproveitar o período de Carnaval para fazer uma viagem fora da realidade. Apesar de SP estar com um ótimo Carnaval, ir pra Chapada foi uma terapia que eu estava precisando. A gente corre tanto no dia-a-dia e pouco lembra que temos que nos dar algum tempo para aproveitar não só nós mesmos, mas também a natureza espetacular que o Brasil nos oferece. Lembro que era dezembro de 2017, na Patagônia, que decidi que ia tornar o trekking um hobby na minha vida. E tenho conseguido! A Chapada dos Veadeiros foi a primeira das grandes viagens que fiz só com o intuito de fazer trilhas. E que privilégio ter tido a companhia do meu irmão Flávio e da minha grande amiga que é a Thaís . Agradeço a vocês por terem feito parte disso!
      E aqui vai uma reflexão: Como disse no início, escrevi essas memórias em tempos de pandemia. Não vai ser agora que você vai viajar para lá, por questões sanitárias, mas o relato é pra lembrar que as coisas vão voltar ao normal. E não só isso, mas vão voltar de uma forma completamente diferentes. Sabe aqueles tabus que tínhamos antes de tudo isso acontecer? Sabe aquela ligação para seus amigos, para sua família que você sempre deixava pra depois? Isso é passado. Eu realmente acredito que a gente vai mudar pra melhor. Tornar a vida mais leve e mais sustentável. É a primeira vez no século XXI que estamos, de fato, em guerra com o incontrolável. E fica a lição que a natureza é o que temos de mais supremo e mais magnífico na humanidade. Então tratemos de aproveitá-la!
      E, depois de conhecer a capital federal, andar mais de 73km em 6 dias e chorar copiosamente lembrando dos bons momentos, concluo o relato com uma mensagem de amor a todos vocês. De nada adianta se ficarmos martelando a cabeça em coisas que não nos faz bem. E se tem alguma coisa que deixa o ser humano mais completo é viajar. E, se for viajar com a natureza, pode ter certeza que estará em uma formidável companhia 😊.
      Chapada, eu volto!
      Um abraço e boa viagem! 🌎
       
       
       

    • Por Paulonishi
      A intenção da viagem é a de conhecer os sítios arqueológicos da civilização maia, pois o tema Arqueologia é a minha principal motivação para as viagens pelas Américas 🤠 (Peru, Bolívia, Chile e agora México). Cancún foi escolhida como a porta de acesso e, assim, comecei a fazer um roteiro e a pesquisar os sítios arqueológicos que seriam possíveis de serem visitados durante os 10 dias em que permaneceria no México. Comprei as passagens de São Paulo (Congonhas) x Cancún pela empresa Gol, que fez uma boa promoção ao preço de R$ 1600,00, já com todas as taxas. As passagens de Florianópolis x São Paulo, incluindo o retorno, consegui comprar com as minhas milhas no programa Smiles.
      Algumas passagens de ônibus do roteiro comprei no site da empresa de ônibus ADO e, por terem sido compradas com antecedência, garanti um bom desconto que chegou a mais de 60%, como foi o caso dos trechos de Valladolid x Chichén Itzá (ida e volta) e Mérida x Cancún (somente ida). Vale muito a pena pesquisar e comprar mesmo com a taxa de IOF e variação do câmbio no cartão de crédito.
      Comprei dólares para levar, aguardando até o último momento para ver se baixava, mas não teve jeito... A cotação que peguei em 03/03/20 foi a de R$ 4,75 por doleta, e mesmo assim, com a disparada que aconteceu nas semana seguintes, chegando a R$ 5,25, até que me dei bem.
       
      O roteiro estabelecido foi o seguinte:
      07/03 - Embarque em Florianópolis com destino a São Paulo (Congonhas), para, de lá, pegar outro vôo até Brasília;
      08/03 - Embarque em Brasília com destino a Cancún
      10/03 - Deslocamento de Cancún a Tulum;
                  - Visita ao sítio arqueológico de Tulum
                 - Pernoite na cidade.
      11/03 - Visita ao sítio arqueológico de Cobá;
                  - deslocamento de Tulum a Valladolid;
      12/03 - Visita ao sítio arqueológico de Chichén Itzá;
      13/03 - Visita ao sítio arquelógico de Ek Balam e Cenote X-Canche;
      14/03 - Deslocamento de Valladolid para Mérida
      15/03 - Visita ao sítio arqueológico de Mayapán e Cenote de Telchaquillo;
      16/03 - Visita ao sítio arqueológico de Uxmal
      17/03 - Deslocamento de Mérida para Cancún
      18/03 - Compras no Walmart e Mercado 28
                  - Embarque de retorno de Cancún para São Paulo (Congonhas)
       
      Assim sendo, com todos os lugares definidos, hostels reservados (mas não pagos) pelo Booking e U$ 500 no bolso, estava pronto para mais um mochilão... Desta vez pelo México!
       
      07/03/20 - sábado
      Minha viagem teve início em Florianópolis, mais precisamente no bairro de Canasvieiras, norte da Ilha.
      Cheguei no terminal urbano de Canasvieiras, carreguei o cartão de transporte com 20 reais e fui para a fila do ônibus direto ao centro, linha TICAN x TICEN (210) . Como tenho o cartão, a viagem ficou R$ 4,18, senão seriam R$ 4,25. Saímos às 07:50h e chegamos às 08:20h sem pegar trânsito, pois era um sábado. No terminal do centro (TICEN), vi o que horário do próximo ônibus direto e seria só às 09:20h e, para não ficar esperando muito, perguntei e foi indicado ir ao Terminal do Rio Tavares, pegando o ônibus da linha 410 TICEN x TIRIO, que saiu logo em seguida e em menos de 30 minutos, já chegamos no TIRIO.  O próximo ônibus para o Aeroporto sairia às 09:00h (Aeroporto x Via Tapera 477) e saiu quase vazio o que foi muito bom para poder escolher um lugar e acomodar a mochila maior. 

      Apenas 15 minutos depois e já estávamos no Aeroporto, descendo bem em frente ao terminal de embarque.

      Olhei os voos para São Paulo, na intenção de pedir a antecipação se fosse o caso e tinha um que sairia em menos de 40 minutos. Até fui para a fila do balcão para tentar antecipar, mas demorou tanto que já não teria mais tempo hábil. Fui para o embarque e utilizei o cartão gerado na reserva pelo celuar, funcionando sem problema. No raio x, devido às diversas baterias dos equipamentos (power bank, gopro, gimbal, câmera fotográfica...), pediram para olhar a bagagem mais detalhadamente, mas já liberaram em seguida. Fui direto para o portão 11, pois sabia que existem algumas poltronas grandes e macias que muita gente não conhece...

      Consegui pegar uma, me instalando para o carregamento dias equipamentos, backup das fotos e também adiantar o upload, pois o wi-fi deste aeroporto é muito bom e permite conexão por até 3 horas.  Chamaram meu nome no alto falante e fui até o balcão ver do que se tratava. A fileira 13, na qual havia feito a reserva do assento, não existe nesse avião e me alocaram na 10A. O avião chegou atrasado, já às 11:45h, e ainda tivemos que aguardar o desembarque das pessoas que chegaram nela. Aproveitei que sou cliente ouro e entrei logo após os idosos. Para a minha surpresa, na minha poltrona não tinha janela! Justamente reservei para poder filmar a decolagem... Mas, ainda assim, com certo contorcionismo, consegui registrar com a GOPRO a bela visão da decolagem, que passa muito próximo à Ilha do Campeche.

      Durante o vôo serviram biscoito e peguei um suco junto, para enganar a fome, pois infelizmente o serviço da Gol nos destinos nacionais têm se resumido somente a isso...
      Chegamos a Congonhas por volta das 13:25h, tive que sair no desembarque e fazer novo embarque. Facilita bastante o fato de não ter bagagem despachada. O preço das comidas até que estavam razoáveis, com promoção no McDonald's de 2 sanduíches por R$ 15,00 e rodízio na Pizza Hut por R$ 30,00. Preferi ficar com meu lanche e chocolate mesmo. Achei um lugar com carregamento de energia e ocupei os bancos. A internet gratuita é boa, mas só permite o acesso a páginas da web e Facebook, não sendo possível fazer backup das fotos que tirei durante a viagem com a GoPro.
      Longa espera... Por volta das 17h vi a previsão de portão 12 para o vôo a Brasília (já fazendo parte da viagem comprada de São Paulo x Cancún), porém, chegando lá, já havia outro para o Rio quase no mesmo horário.
      Fiquei atento até que anunciaram a mudança para o portão 17, que fica no final do piso térreo. Tive que voltar quase todo o aeroporto para ir a esse portão!

      Embarquei rápido e fui o segundo a entrar no avião. Hoje, como todo mundo leva bagagem de mão, quanto mais rápido pudermos entrar, mais garantido fica o espaço no bagageiro. Nem podia pensar em despachar a mochila pois tinha todo o meu equipamento fotográfico dentro dela. O embarque demorou e a decolagem se deu com atraso, às 18:40h. Preferi sentar na poltrona 9D, corredor, para agilizar o desembarque.
      A surpresa boa foi o lanche que serviram, pois além do tradicional biscoito e suco, deram também uma barra de chocolate da Lacta 60% de cacau... 😋

      Ao pousarmos às 20:17h estava chovendo forte e na saída do finger perguntei ao funcionário da Gol se realmente poderia sair do aeroporto e embarcar amanhã, haja visto que seriam 14h de espera, e ele confirmou que sim. Quando saí do aeroporto já não chovia e fui me hospedar para o pernoite. Pensei em parar no restaurante do Posto Shell, mas segui em frente tendo em mente pedir algo pelo Ifood. Chegando no hotel, pedi uma pizza grande e aproveitando o desconto que tinha no Ifood, saiu por R$ 10,99 🤪. Às 22h chegou a pizza que não era muito recheada, mas matou bem a fome.

      Fiz os backups das imagens da Gopro e fui dormir por volta das 23h, com a intenção de acordar cedo para estar no Aeroporto por volta das 07:30h.
      Gastos no dia:
      R$ 4,18 (ônibus urbano em Florianópolis)
      R$ 4,50 (ônibus em Brasília)
      R$ 10,99 - pizza no Ifood
       
      08/03
      Acordei por volta das 5h e fiquei deitado até às 06:28h. Tomei o café da manhã e já me pus a caminho do aeroporto. Cheguei bem rápido e fui perguntar a respeito do meu acesso à área de embarque pois o cartão emitido no celular não tinha informações e  no totem a viagem não foi localizada. Fui até o balcão e emitiram a passagem do segundo trecho, Brasília x Cancún, mas só pude entrar no embarque internacional após às 07:30h. Depois disso, passei pelo raio x sem problema e depois pela migração, acessando a parte do embarque internacional. Estava no portão já às 07:40h.

      Uma mulher sentou-se atrás do meu banco e ficou espirrando e fungando atrás de mim. Depois, uma velha sentou quase ao meu lado e começou a tossir e assoar o nariz... Aí, não vi outra alternativa senão colocar uma máscara, nem por conta do Corona vírus, mas por proteção a qualquer outro vírus, pois perder a viagem por conta de uma gripe seria um desastre.
      Fui ao banheiro e às 09:20h já estava na fila de embarque preferencial, entrando no avião em pouco tempo. Era um Boeing 737-800, apertado e sem tela multimídia, com tomadas quebradas... Meu assento era lá no fundo, na 31D corredor (cancelaram a minha reserva e emitiram outra poltrona), porém, quando anunciaram que o embarque estava encerado, pulei para uma poltrona vazia na janela. Dica importante, mesmo não estando lotado o vôo, os bagageiros depois da fileira 30 estavam lotados.
      O avião era muito pequeno para uma viagem tão longa. Ainda bem que, como viajo frequentemente, já havia instalado o APP para assistir aos vídeos da Gol e pude me distrair um pouco. A revista da companhia está cada vez mais pobre de conteúdo e nem dá para ver algo interessante nela.
      Foi anunciado que o voo faria uma escala em Manaus, o que será ótimo para filmar também esse pouso também. Comi uma maçã que trouxe e já senti o cheiro da bóia...😛  Espero que pelo menos seja boa!
      Pior que não era a refeição, mas sim um lanche... Foi servido um misto quente de queijo com peito de frango (bem gostoso)  e tomei um suco. Fui assistindo ao filme Ford vs Ferrari, que é muito bom.

      Por volta das 13h (12h local devido ao fuso horário) pousamos em Manaus para o reabastecimento da aeronave. Consegui capturar boas imagens da aproximação e pouso.

       
      Uma fila enorme se fez para o banheiro, que estava bem pertinho de mim. Continuei usando máscara. Decolamos, terminei o filme mas não havia nenhum outro interessante para assistir. Senti um cheiro de comida e acho que vai sair mais alguma coisa para comer. Realmente, começaram o serviço às 14:42h (13:42 local) e até chegar em mim, que estou nas últimas, vai demorou um monte... Pois bem, 15 minutos depois recebi o meu almoço, que era arroz, sobrecoxa desossada de frango, alguns legumes e um pão de mel como sobremesa. Para beber tomei suco de pêssego sem açúcar e peguei água na minha garrafa. Até que estava gostoso. E o tempo não passa, pior ainda com crianças berrando no ouvido.

      Distribuíram formulário de migração e, prevenido como sempre, peguei a minha caneta na mochila para o preenchimento. Foi servido um bolinho doce e água ou café, enquanto o avião já iniciava o procedimento de descida. Pousamos às 17h locais (-2 horas em relação à Brasília) e o táxi foi bem longo, tendo o avião aguardar por vários minutos uma posição no finger. O tempo estava nublado e fazia 26 graus.

      Não paramos no finger e o deslocamento até o terminal foi de ônibus com ar bem gelado. Já ganhei várias posições ao entrar na migração, que foi bem rápida. O senhor que me atendeu perguntou minha profissão, quanto tempo ficaria no México e onde estaria hospedado. Carimbou o formulário mas não o passaporte... Fiquei meio apreensivo, não sabendo se ele havia esquecido ou se era um procedimento normal. Dali, fui direito para a alfândega, levando grande vantagem por não ter despachado a bagagem, pois avisaram que a inspeção levaria uns 20 minutos até liberarem na esteira.
      No saguão do aeroporto já peguei um mapa gratuito e vi uma casa de câmbio com cotação de $17,50 (pesos)  por dólar, o que era muito baixo pela cotação que havia pesquisado pela manhã. Logo a diante já vi o balcão da ADO, a empresa de ônibus que tem rotas para Playa del Carmen e ao centro de Cancún, este ao preço era $94. Como não havia feito o câmbio da moeda, perguntei se aceitava cartão de crédito e a senhora disse que sim, mas aí lembrei e perguntei se também se aceitava dólar e qual seria a cotação. Resposta afirmativa, os $94 sairiam US$5 e como eu tinha trocadinho na carteira (levei 5 notas de U$100, uma de US$ 10 e outra de US$5 para essas eventualidades), aceitei de imediato, pois também a cotação deu $18,50 por dólar.

      Peguei as informações e fui atrás do ônibus, que sairia em 20 minutos. Tive que perguntar numa lanchonete e o rapaz me explicou com boa vontade. A posição era no extremo oposto do terminal, mas cheguei em pouco tempo. Aguardando a chegada do ônibus pesquisei wi-fi e, para a minha surpresa, tinha uma do Google gratuita. Consegui enviar mensagens para todos e logo o ônibus chegou.

      Coloquei a mochila no bagageiro, apresentei o ticket e entrei. Muito boa a qualidade e conforto, com ar condicionado e televisão. Só faltou um wi-fi para ter nota máxima. A viagem é bem curta, mas ainda pegamos um pouco de trânsito nas proximidades do centro da cidade. Chegamos no terminal e usei o wi-fi gratuito, que é muito bom,  para enviar mensagens. Verifiquei o rumo do hostel no celular, usando o Google Maps offline (havia feito o download dos mapas ainda no Brasil) e parti para lá. Passei por uma praça grande e estava bem animada, com várias barraquinhas de lanche e também um show acontecendo.

      Cheguei rapidinho no hostel e fui bem recebido. Fiz o check in e já fui para o quarto, escolhendo uma cama na parte de cima e verificando as tomadas elétricas por perto para o carregamento dos equipamentos. O dono permitiu que eu fizesse o pagamento no dia seguinte, pois não havia feito o câmbio e também pagar em dólares ou no cartão não seria vantajoso para mim. Nesse hostel o diferencial é oferecer também o jantar gratuito e, como estava cansado de toda essa maratona para chegar até Cancún, resolvi não sair nesta noite para aguardar o jantar, pegar a fila do chuveiro e depois descansar, pois no dia seguinte a programação seria bem extensa.

      E assim, encerrei essa primeira etapa da viagem...
      Gastos no dia:
      R$ 4,50 - ônibus em Brasília
      R$ 26,25/US$ 5,00 - ônibus do Aeroporto ao centro de Cancún
       
      Para aqueles que quiserem acompanhar os detalhes, podem acessar o vídeo detalhado da viagem no Youtube:
      É isso aí!!!! 😉
    • Por Mari D'Angelo
      Muita gente me pergunta “nossa, por que Brasília?”, e confesso que até conhecê-la também não tinha muitas expectativas. Mas, o namor(i)do sempre quis conhecer a cidade, então resolvi dar um presente diferente no natal, comprei nossas passagens!
       
      Fomos em um fim de semana e achei suficiente para conhecer o básico da nossa árida capital. Prepare-se, você vai depender muito de um GPS pois é extremamente difícil se localizar em ruas com nomes como W3, QL-10, L2, e ainda dividir tudo isso em asa norte e asa sul… é verdade que 90% da parte turística fica em uma única avenida, mas fora isso, o resto é bem confuso.
       
      Chegamos na sexta já de noite e pegamos a referência de uma rua com bares e restaurantes, mas nos perdemos tanto que no fim nem sei se caímos na rua certa rs, o fato é que encontramos um lugar incrível chamado Respeitável Burger, o ambiente é todo inspirado em elementos circenses e a comida é uma delícia, recomendo muito!
       
      Depois fomos dar uma olhada na cidade a noite, além de linda, com todos os prédios e monumentos iluminados, é uma ótima hora para fotos pois tudo fica quase vazio.
       

       
      No dia seguinte, procurando uma padaria qualquer, caímos sem querer na Daniel Briand Pâtissier. Meu lado econômico quis procurar outro lugar mas não resisti ao aconchego das mesinhas no jardim e principalmente, ao croissant! Acho que vale a pena para um café da manhã especial, uma vez na vida…
       
      Começamos nosso roteiro no Santuário Don Bosco. por fora é apenas um caixote de concreto sem grandes atrativos, mas ao entrar, é fascinante! Forrado do chão ao teto por vitrais em tons de azul e roxo dando uma impressão de estar dentro de um céu estrelado, e pra completar, um enorme lustre de vidro (que você pode pagar para ver aceso ou voltar após as 18h). Não consigo entender como este lugar não está entre as principais atrações de Brasília!
       

       
      Saindo de lá, seguimos para a Catedral Metropolitana. A catedral, desenhada por Niemeyer, é incrível por fora, rodeada por um espelho d’água, pelos sinos espanhóis e pelo conjunto de esculturas “Os quatro evangelistas”, e por dentro, com os vitrais azuis e verdes de Marianne Peretti dando a sensação de ondas d’água refletindo no interior todo branco. Anjos pendurados no centro, quadros e esculturas (inclusive uma réplica de Pietá micromilimetricamente igual a original, abençoada pelo papa João Paulo II) completam o conjunto.
       

       

       
      Demos uma rápida olhada por fora no Museu Nacional e na Biblioteca Nacional e seguimos pela Esplanada dos Ministérios até chegar a Praça dos Três Poderes é lá que se concentram, entre outras coisas, o Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto e claro, o Congresso Nacional. Além disso várias esculturas como a simpática “Os Candangos” e por fim, o Panteão da Pátria, visitamos este último que é bastante rico ao contar a história política do nosso país.
       

       
      Seguimos para uma visita guiada no Congresso Nacional, achei que seria um pouco cansativo mas foi bem interessante, até pra entender melhor como as coisas funcionam por lá. O prédio é todo decorado com obras de Athos Bulcão e Marianne Peretti (aliás, esses dois + Niermeyer e Lúcio Costa são responsáveis por quase tudo que há em Brasília) e passa por alguns lugares bem interessantes como os plenário da câmara e do senado, onde adorei saber da curiosidade que os desenhos sob o carpete são feitos pelo faxineiro com o aspirador de pó!
       

       
      Fomos até a Torre de TV, de onde se tem a vista panorâmica da cidade, mas estava em reforma, de qualquer forma tem uma simpática feirinha ao seu redor, bom lugar pra comer alguma coisa rápida e barata.
       
      Pra terminar o dia, fomos curtir o visual do lago Paranoá no Bar do Alemão, uma delícia!
       
      No dia seguinte, depois de muito rodar atrás de uma padaria (todas fechadas aos domingos!), seguimos pelo Eixo Monumental em direção ao Memorial Juscelino Kubitschek, o plano era entrar mas achamos que por R$10,00 não compensaria (Já que a maioria das coisas é de graça).
       

       
      Em seguida fomos para um ponto quase nada turístico, o Parque Burle Marx com sua Praça dos Cristais, é interessante, mas dispensável se o tempo estiver curto. O próximo ponto foi o Parque da Cidade, e esse vou ser bem direta, nem perca seu tempo!
       

       
      Terminamos a viagem no lugar mais agradável de Brasília, o Pontão do Lago Sul é como um clube, com alguns restaurantes, bares e um agradável caminho verde pra ficar admirando a Ponte JK e uma incrível lua cheia ao anoitecer (com um chopp IPA da cervejaria Devassa fica ainda melhor!).
       

       
      Algumas informações úteis:
       
      Santuário Don Bosco: SEPS 702 Bl. B s/n° – Asa Sul | Grátis
       
      Catedral Metropolitana de Brasília: Esplanada dos Ministérios – Lote 12 | Grátis
       
      Visita ao Congresso Nacional: Diariamente, das 9:30 às 17:00 com saídas guiadas a cada 30 minutos | Grátis
       
      Panteão da Pátria: Praça dos Três Poderes | De terça à domingo, das 09:00 às 18:00 | Grátis
       
      Memorial Juscelino Kubitschek: Eixo Monumental – Lado Oeste, Praça do Cruzeiro | De terça à domingo, das 09:00 às 18:00 | R$10,00
       
      Texto original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/brasilia-nossa-capital-e-muito-mais-interessante-do-que-parece/
    • Por Lucas_Rodrigues
      Quando você não está de férias mas quer viajar e não tem muito tempo, Pirenópolis é uma boa opção! Fica bem pertinho de Brasília (2h mais ou menos) e em 2 dias você consegue ter um gostinho de tudo que dá para fazer na cidade. 
      Para organizar a nossa viagem queríamos aproveitar: as cachoeiras, a vida noturna da cidade e subir os morros da região.
      Os lugares que escolhemos para fazer isso foram: 
      Cachoeiras dos Dragões; Rua dos Restaurantes; e Parque dos Pirineus. Cachoeiras dos Dragões
      Para começar, saímos de Brasília 7h da manhã, o caminho de ida foi pela BR 060, estrada muito boa com boa parte do caminho com via duplicada. O plano era ir direto para as cachoeiras dos dragões que fica num mosteiro budista mais ou menos a uns 45 minutos de Pirenópolis e funciona de 9h - 17h. Para chegar lá você terá que passar por uma estrada de terra de mais ou menos uns 15km, de carro comum você consegue chegar lá, porém pode sofrer um pouco pois é uma subida e tem muita terra fina. Mas é uma estrada bem sinalizada e não acho que vai precisar de um guia. 
      Chegando no mosteiro você passa por uma orientação rápida sobre as regras do local e já pode ir para a trilha. No local você pode usar os banheiros e encher as garrafinhas de água. 
      Na trilha você vai ter duas opções uma mais leve e outra um pouco mais pesada, as trilhas têm uma boa manutenção e são bem sinalizadas, acho que tem um nível de dificuldade baixa, mesmo sendo 4,5 Km no total você consegue fazer ela toda sem muita dificuldade.
      Eu fui em outubro lá, época que as chuvas ainda estão voltando então tinha 3 cachoeiras que estavam secas, por isso eles dão um desconto na entrada, mas ainda assim acho que vale a pena, você consegue chegar em lugares da rocha que não seria possível na época da cheia. 





      Rua dos Restaurantes 
      A cidade é bem charmosa e preparada para receber os turistas, ficar a noite apenas andando nas ruas e olhando a cidade já bem interessante. Muita coisa só funciona a noite, uma rua em especial fica cheia de gente e tem vários restaurantes para você escolher. Descobrimos por acaso essa rua apenas caminhando pela cidade, mas é muito interessante para ir jantar e aproveitar a noite, porque nessa rua também funciona algumas casas de festa.
      Ficamos hospedados no "camping do theo" que nos foi indicado pelas pessoas da cidade mesmo, é um local muito tranquilo fica perto do centro da cidade, então você pode passar pela cidade e voltar a pé mesmo, pode entrar com o carro no quintal e montar a sua barraca do lado. Ele disponibiliza os banheiros e é um senhor muito simpático, conversando com ele você pode usar a geladeira e fogão também. 
       


       

       
      Parque dos Pirineus
      O parque fica bem próximo a Pirenópolis, porém você tem que pegar uma estrada de chão de mais ou menos 12km para chegar lá, que para ir de carro comum você vai gastar um tempo a mais, devido as imperfeições que a estrada fica por conta do vento. Se você for voltar para Brasília, deixar o parque como última atração é muito bom, porque você já tem uma saída para a direção de Brasília que corta uma grande caminho da estrada convencional. Você sai na BR 070 dessa vez, que não é duplicada, mas é uma estrada em boas condições e chega em Brasília em 1:15h apenas.
      O parque tem várias trilhas pela "cidade de pedras" porém são trilhas sem muita manutenção e nenhuma sinalização, então é importante ir com um guia se quiser fazer as outras trilhas do parque. Porém você pode ir para a atração mais visitada que é subir os morros, aí você não precisa de guia, pois o caminho é bem simples e você vai ter uma vista linda de toda a região, já que você vai está a 1385m de altura em relação ao nível do mar. 
      O morro que tem a capelinha tem uma subida simples, mas se você quiser subir os outros a trilha não é tão simples e terá que subir por trilhas sem sinalização e com uma dificuldade um pouco maior. Mas se você gosta de paisagens vai gostar da vista que os morros têm.



       
       
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