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VULCÃO VILLARICA-CHILE : PAI E FILHA NO TOPO DA CASA DO DEMÔNIO

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DSC03617.JPG.fbbb4ca11e53999823500ef80bfbc246.JPGVULCÃO VILLARICA - CHILE: PAI E FILHA NO TOPO DA “CASA DO DEMÔNIO”.

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................. Não é o peso das duas mochilas, a minha e a da minha filha, que carrego sobre os ombros, que me faz afundar na neve fofa da encosta do fumegante VULCÃO VILLARICA. O peso que me atormenta é o peso do fracasso eminente que se avizinha. Não há mais nada que eu possa fazer, minha filha já chegou ao seu limite. Na última hora ela se arrastou pelo gelo e agora parece ter chegado ao fim. Dos sete brasileiros que compunham uma “expedição” de quinze montanhistas, apenas nós dois ainda não ficamos pelo caminho, mas sobre os meus ombros alem das mochilas, carrego um vulcão inteiro nas costas. Não que eu já não tenha fracassado outras vezes, todo montanhista coleciona glórias e fracassos nessa vida, mas desta vez será um fracasso à mais de 5.000 km de casa e talvez eu nunca mais tenha outra chance. Horas antes o guia da expedição ameaçou nos tirar o cume se não nos mantivéssemos colados ao pelotão que restara, composto por um casal de coreanos, um casal de israelenses e um alemão. Desta vez parece mesmo que o guia filho da mãe não terá piedade e quando ele pede para que nos aproximemos do grupo e dá a notícia, não consigo me segurar e deixo transparecer toda a minha fraqueza emocional: dou um tapa no capacete da minha filha de 14 anos, dou um abraço nela e desabo a chorar.............

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Antes mesmo do nosso avião, que partiu de São Paulo, tocar o solo de Santiago, a capital do Chile, na minha cabeça só havia um pensamento : subir o Vulcão Villarica e fazer com que as meninas, minha filha e minha mulher, tivessem contato com gelo e neve. É claro que eu também não queria perder a oportunidade de botar meus pés no cume de um vulcão ainda ativo e entupido de neve, mas o objetivo principal era mesmo apresentar um mundo novo para elas, já que eu já havia estado em outras oportunidades em montanhas geladas.

Para as meninas, a chegada à Santiago é como se elas descessem em outro planeta, já que alem de ser a primeira vez de uma delas dentro de um avião, é também a primeira vez das duas em outro país. Outra língua, outros costumes, outras comidas, outras paisagens. Ficamos dois dias na capital e já picamos a mula para o litoral, já que antes de seguir para o centro-sul do Chile, queria que elas conhecessem as águas frias do Oceano Pacifico. Fomos à Valparaíso e Vinha Del Mar e de lá embarcamos direto para PUCÓN. Doze horas de uma viagem longa, mas longe, muito longe de ser entediante. Primeiro porque o transporte é de primeira e segundo porque a paisagem ao longo do caminho distrai a mente e alegra a alma.

Quando o ônibus se aproxima de Villarica, a cidade, meus olhos já procuram ao redor sinais do grande vulcão, mas como o tempo está nublado, nada vejo. E conforme o ônibus vai margeando o espetacular Lago Villarica, minha ansiedade só aumenta e quando vejo a placa que anuncia a nossa chegada à Pucón e o gigante aparece, quase perco o fôlego. É um monstro de forma cônica, parecendo um grande e famoso sorvete da década de oitenta (gelato), entupido de neve em pleno verão, com mais de 30 graus de temperatura.

 

Descemos meio perdidos no terminal de uma das empresas de ônibus, já que não existe rodoviária em Pucón e cada empresa tem a sua. O lugar me pareceu desagradável, sem brilho e nem poesia, mas minha opinião mudaria radicalmente ao longo do tempo. Fui procurar um hostal para ficarmos, enquanto as meninas aguardaram numa pracinha. Nada encontrei nas redondezas e quando voltei dei de cara com uma senhora empurrando uma bicicleta e ela me perguntou se necessitávamos de hospedagem e nos ofereceu um quarto para três pessoas por 7.000 pesos cada um, cerca de 100 reais para os três. Era o que procurávamos. Seguimos a mulher, carregando nossas pesadas mochilas por uns três quarteirões e quando chegamos à hospedagem da CECILIA, nos sentimos em casa, onde havia uma cozinha comunitária, uma sala com TV , internet e logo fizemos amizade com a gentil senhora e sua filhinha, que nos tratou como sendo parte da família.

Pucón é uma cidade incrível, pra mim a mais aconchegante de todo o Chile. Toda a cidade é voltada para o turismo e ali se pode fazer de tudo, desde pesca, rafting, canoagem, arborismo, cavalgada, velas, passeio de barco e é claro, subir o vulcão, sua grande atração. A cidade tem um estilo europeu, com casarões e mansões espetaculares, que deixa nossa Campos do Jordão parecendo uma grande favela. O Vulcão Villarica pode ser avistado de qualquer ponto da cidade e se você é montanhista, vai sair de lá com o pescoço torto de tanto olhar pra cima. Na cidade existem dezenas e dezenas de agências que fazem a escalada até o cume do vulcão e o preço gira em torno de 200 reais por pessoa, um pouco caro, mas com tudo incluído, desde mochila , roupas, botas e equipamentos diversos. Acredite, vale cada centavo gasto. E não há outra maneira de subir sem contratar uma agencia, a não ser que você tenha o certificado internacional de escalada em gelo, coisa que nem os maiores escaladores do mundo tem( burocracia).

 

Como a Cecília, dona do hostal havia nos dito que poderia conseguir um desconto na escalada do vulcão, com uma agência conhecida que nos pegaria no hostal, resolvemos fechar com ela e marcamos para dois dias depois da nossa chegada, já que no dia seguinte eu queria apresentar às meninas as águas termais. Existem dezenas de piscinas termais ao redor de Pucón, das mais simples , as mais sofisticadas, mas eu queria algo o mais natural possível e então optamos em ir para LOS POZONES, porque alem disso, poderíamos chegar de ônibus. O ônibus parte da Rua Uruguai, enfrente de outra empresa de ônibus e leva uma hora e meia para chegar ao local, onde têm que se desembolsar uns 35 reais por pessoa para ter acesso as piscinas naturais de águas quentes, que também fica junto a um grande rio de águas cristalinas e muito geladas. Depois do banho quente, seguimos também de ônibus para outra grande atração do Chile, os OJOS DEL CABURGA. Piscina e cachoeiras de águas verdes e azuis, um espetáculo pra ninguém botar defeito.

 

De volta ao hotel, a noite fomos até a agencia de escalada para experimentarmos todo o equipamento e a roupa que usaríamos no dia seguinte. Bota, calça, blusa, luvas, gorro, poleiras (perneiras), piolet( uma espécie de picareta de gelo), esquibunda, e outros equipamentos de couro para auxiliar na descida. Fomos comprar uns óculos escuros e o lanche para a grande subida.

Ainda no Brasil, andei pesquisando sobre essa subida e fiquei sabendo que as agencias, quase sem exceção não prestam la um grande serviço e se for brasileiro, o negócio é pior ainda. Brasileiros tem fama de desistir muito fácil e isso se dá pelo enorme numero de paulistanos sedentários que tentam fazer a escalada, achando que o negocio é turístico. Segundo relatos, os brasileiros despreparados chegam até a neve, se encantam e já que estão fisicamente destruídos, desiste dali mesmo. Para as agencias quanto mais cedo os clientes desistirem melhor, assim não precisam ficar arrastando atrás de si um monte de pregos inúteis, que acabaria por atrasar toda a expedição, pondo em risco também as expedições do dia seguinte. A subida e a descida se faz num único dia, mas será um dia duro de caminhada, tanto que a maioria acaba mesmo por ficar pelo caminho. Outra coisa que fiquei sabendo é que as agencias não avisam pra ninguém levar um bom agasalho e aí o sujeito chega à linha de neve eterna e passa um puta de um frio e logo pede pra voltar, então sabedor dessa sacanagem, já providenciei blusas, luvas e gorros quentes para nós três, porque se tivéssemos que desistir, não seria de frio.

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Foi uma noite longa por causa da ansiedade e quando a VAN chegou ao hotel para nos pegar às 06h30min da manhã, já estávamos lá fora faz tempo. Fomos todos para a agencia para colocarmos nossos equipamentos de escalada e lá conhecemos nossos parceiros de expedição. Alem de mim, minha esposa e minha filha, os outros membros eram outros 4 brasileiros, um casal de coreanos, um casal de israelenses, um alemão e os três guias. Como não poderia deixar de ser, logo os brasileiros se enturmaram, já que os outros estrangeiros mal falavam espanhol e resolveram ficar na sua, cultivando o seu lado frio de sempre. Todos a bordo, rumamos para o Parque Nacional Vilarrica, onde está o vulcão. Chegando à portaria somos obrigados a mostrar nossas botas para os guarda-parques chilenos, que analisam uma por uma e ainda nos explica como devemos proceder na subida, dizendo que somos obrigados a acatar todas as ordens dos guias.

Subimos de VAN até chegarmos aos 1.400 metros de altitude do Vulcão Vilarrica, bem aos pés da estação de esqui. Alias aqui é um ponto chave desta subida, quem quiser desembolsar uns 45 reais poderá subir um bom trecho sentado na cadeirinha do teleférico e acabar por economizar mais de uma hora e meia de desgastante subida e a priori , a minha intenção era mandar minha mulher pelo teleférico, o que daria a ela uma maior chance de poder chegar ao topo, mas para azar dela o teleférico estava em manutenção e ela teria que subir todo o caminho a pé mesmo. Equipamos-nos, botamos as mochilas nas costas e começamos a subida, já informados previamente que quem não conseguisse seguir por qualquer motivo, seria escoltado para baixo por um dos guias, no caso uma guia de montanha. Nessa conversa já comecei a ver o quanto os brasileiros são descriminados. Ao invés dos guias falarem em espanhol e depois em inglês, eles davam prioridade para a segunda língua, mesmo sabendo que o grupo era composto na sua maioria por brasileiros. Precisávamos o tempo todo ficar pedindo para que os caras traduzissem para o espanhol o que estavam falando e essa pratica se repetiria dezenas de vezes ao longo da escalada, o acabava por enervar todo mundo.

Oito horas em ponto começa a caminhada e a visão do GRANDE VULCÃO VILLARICA, com 2.847 metros de altitude, portanto mais alto que quase todas as montanhas do Brasil, vão me deixando extasiado. Do seu cume é possível avistar a fumarola de enxofre, que acabou gerando o nome de RUCAPILLÁN, dado pelos índios Mapuches e que significa Casa do Demônio. O início da subida é muito íngreme e com terreno vulcânico totalmente instável, você dá um passo pra frente e outro para trás. Não deu nem cinco minutos e minha esposa já deu sinal que teria problema e antes mesmo que ela resolvesse dizer algo, peguei a mochila dela e coloquei na frente do meu corpo e agora passaria a carregar as duas. Acontece que nossas mochilas estavam muito mais pesadas que a de todos por ali porque havíamos colocado muito material de sobrevivência, muita água, lanches, roupas, coisas que eu achei que poderia fazer a diferença e que poderia nos salvar em uma emergência, fazendo com que chegássemos ao cume.

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Vamos todos caminhando em fila indiana, com passos lentos, mas sem interrupções. De vez enquanto damos uma parada de um minuto somente para puxar um pouco de ar para os pulmões. Logo o grupo se dispersa e os blocos vão se formando. Eu e a minha filha Julia vamos firmes junto com o pelotão principal, mas minha mulher e os outros brasileiros já assumem a condição de cú de tropa da expedição, ficam para trás e eu sempre saia da minha posição para dar um apoio moral para minha esposa, mas logo vi que conseguir fazer com que ela chegue ao topo seria uma missão muito difícil. Na verdade eu tinha esperança de que ela conseguisse caminhar pelo menos até a linha de neve eterna, o que já seria uma vitoria. Logo os outros brasileiros já conseguem ficar bem mais para trás e minha esposa começa a reagir e quase já se junta ao pelotão principal. Ao nosso lado começam a surgir algumas línguas de neve, mas ainda não podemos tocá-la porque esta dentro do vale a nossa esquerda e direita, já que estamos caminhando por uma crista de rochas e terreno solto.

Paramos para uns cinco minutos de descanso e para dar tempo para o grupo todo se juntar, mas alguns já sumiram e ficaram muito para trás e então sem muitas delongas, voltamos a caminhar seguindo a linha dos cabos do teleférico até que uma hora e meia depois chegamos a antiga base da estação de esqui, velha e destruída. Aqui é onde todos os grupos se juntam para um descanso de uns 15 ou 20 minutos, uma parada para um lanche e uma água. Estamos finalmente junto a linha de neves eternas do vulcão, ou seja, neve que nunca derrete e a chegada ao gelo alegra a alma de todo mundo. As meninas pisam pela primeira vez no gelo. Apesar de ter trazido bastante comida e água, não consigo comer e nem beber nada. Fico prestando atenção nas instruções dadas pelos guias e me preocupo em traduzi-las para as meninas que não entendem nada de espanhol. Neste ponto somos obrigados a colocar nossas polleras, um tipo de perneira para não entrar neve na bota e é daqui para frente que teremos que usar o piolet, uma espécie de picareta com ponta também no cabo. O guia explica como devemos fazer para frear com a picareta no caso de uma queda no abismo de gelo, não é uma explicação tão convincente e boa parte fica apreensiva quanto ao sucesso desta ação e eu espero que não precisemos usá-las em nenhum momento. O guia chefe junta todo o grupo e comunica que teremos no máximo até uma hora da tarde para chegarmos ao cume do vulcão, caso contrario a expedição poderá ser cancelada por segurança. Nessa hora fico pensando que aquela conversa de segurança não passa de uma balela, porque naquela região do Chile escurece depois das dez da noite e aquela margem de segurança é um absurdo sem tamanho, afinal de contas aquele não é o Everest e só depois eu compreenderia o porquê de tanta pressa para se chegar ao cume o mais cedo possível, o que acaba por inviabilizar a subida de muitos ao topo.

Finalmente botamos os pés na neve e parte do meu objetivo estava cumprido, agora faltava tentar chegar ao cume de qualquer jeito, mas foi aí que sofri a primeira paulada. O fato de eu estar carregando um peso muito excessivo e a caminhada se dar num ritmo muito alem do que eu pensava, comecei a sentir uma fisgada na cocha, CAIMBRA ! Cacete, não era possível que aquilo estava acontecendo comigo , não ali, não naquela hora. Poucas vezes tive câimbras na vida subindo montanhas e justamente ali num vulcão que eu vinha namorando há vários meses a desgraçada queria me pegar. Estiquei a perna, fiz um aquecimento rápido enquanto caminhava mesmo , já que o guia não cumpriu o que havia prometido e não parava nunca para um descanso. As dores sumiram, mas o psicológico ficou abalado. Minha filha estava bem e minha mulher meio que se arrastava pela neve , mas ainda continuava caminhando. A inclinação do vulcão começou a aumentar e a neve se alternava entre fofa e dura e escorregadia e os tombos eram inevitáveis. Então vamos subindo e mirando as dobras do terreno, onde grupos que estavam muito acima de nos se reuniam para um descanso e quando chegávamos ao local e pensávamos que iríamos descansar, o filho da puta do guia tocava para frente, na verdade de propósito para minar a energia do grupo. Eu continuava com minha labuta de toda hora retornar para tentar persuadir minha esposa a seguir enfrente, mas cada vez mais eu a via definhar e isso me destruía psicologicamente, já que tinha medo que naquela altura do campeonato, não haveria nenhum guia para retornar com ela e aí eu próprio teria de abortar a subida para ficar com ela. O guia continuava botando pressão pra gente continuar e ameaça nos excluir do grupo se não nos juntássemos a eles. Eu ficava falando pra minha esposa ter força: “ não desista, vamos, não desista “, mas ela já era uma morta, um zumbi que vagava sem rumo sobre a neve fofa na cacunda gelada de um vulcão ativo a mais de 5.000 km de casa e mais de duas horas antes do topo, sucumbiu de vez, sutilmente mandou todo mundo tomar no cú e ir pra puta que o pariu e disse que queria voltar( rsrsrsrsrssr). Uma das guias que nos acompanhava, se propôs a voltar com ela e com outra brasileira que também pediu arrego.

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Agora o grupo era composto pelos israelenses, pelos coreanos, pelo alemão e por mim e minha filha de 14 anos. Todos os outros brasileiros haviam desistido. Agora era a hora da onça beber água. Só havia um guia, o guia chefe e se alguém resolvesse desistir ou sucumbisse, teria que esperar todo o grupo retornar do cume. O guia nos avisa que agora teremos que andar todos juntos e se alguém se desgarrar, será excluído do grupo que tentará atingir o cume. Com minha mulher em segurança e descendo, meu coração começa a se acalmar, mas quando me lembro de um detalhe, um punhal atravessa meu peito de um lado ao outro : Putzzzz, minha mulher não fala uma palavra de espanhol e a descida nas canaletas de gelo, alem de perigosa, causa pânico em quem não está acostumado a escorregar à beira de abismos gelados. Minha esposa contou-me depois que quando a guia começou a dar as instruções de descida , ela e a outra brasileira que também não entendia espanhol, começaram a se desesperar e o fato de nenhuma das duas conseguirem acelerar a descida escorregando, quase congelaram na montanha e então ela me fez prometer que nunca mais, nunca mais mesmo eu irei colocá-la mais numa furada dessa.(rsrsrsrssr)

Voltando ao seleto grupo que vai tentar o cume, eu e minha filha tentamos nos juntar ao grupo que está mais acima e para minha surpresa, cinco minutos depois de iniciarmos a caminhada, minha filha se volta pra mim e diz que está sentindo muitas dores nas pernas. Pronto, era o balde de água fria que faltava, numa temperatura que já ta congelando os ossos. Pego a mochila dela e jogo nas costas e começo a lamentar a situação que se encaminha para um fim melancólico. A cada metro que andamos, ela reclama de uma dor diferente e pede para pararmos. Paro e olho para o nada, totalmente desolado, fico absorvido pelo fracasso que se avizinha à frente. Vou tentando arrastá-la, mostrando pra ela que a gente não desiste nunca, enquanto a gente estiver respirando a gente vai tentar. Ela faz uma cara de choro e eu já estou quase desabando. Vamos ficando para trás, mas ainda temos a esperança de que quando chegarmos à próxima dobra do gelo, faremos uma pausa para que ela se recupere. Que nada, o guia passa reto e não para. Fico olhando para o longínquo cume e depois olho pra minha filha que vai tentando seguir. Vou apoiando ela por trás, se pudesse à levaria nas costas. Estou despedaçado, um sentimento desgraçado se abate sobre mim, tentar seguir enfrente ou acabar de vez com aquele sentimento ? A cara de desespero da minha filha é de dar dó. Havíamos brincado o tempo todo no hotel e eu dizia que ela não chegaria ao topo e ele me dizia que chegaria de qualquer jeito. Tava na cara que ela não queria desistir, mas os olhos dela diziam outra coisa. Ela quer ir, mas o corpo dela já desistiu faz tempo. Aquilo não era mais montanhismo, aquilo havia passado dos limites do bom senso, melhor seria mesmo dar meia volta e voltar. A pressão psicológica já havia me afundado até o pescoço na neve, eu não subia mais uma montanha, eu carregava um vulcão nas costas. Caminhamos por mais uns cinco minutos, até que vimos desabar à nossa frente a coreana. Foi a deixa pra eu agarrar minha filha por trás e quase que atropelar a oriental. Não éramos mais os últimos, mas quando o guia parou mais acima e nos chamou, pensei logo : ESTÁ TUDO ACABADO !

O guia chefe está estacionado uns 50 metros acima de nós, junto com o alemão, o coreano e o casal de israelenses. O guia dá o sinal para que a gente se adiante e nos junte ao grupo mais acima. Eu e a minha filha caminhamos até ele e quando a coreana chega meio que cambaleando eu espero só ouvir a notícia de que nós três deveremos voltar ou esperar por ali mesmo. Para mim estava claro que a paciência do guia tinha acabado, apesar de não estarmos tão lentos assim, nós não tinha dúvidas nenhuma que a escalada havia acabado pra gente. Meu coração já estava para explodir de tanta tensão. Mas pra nossa surpresa o guia chefe disse : ESTAMOS A NÃO MAIS QUE 15 MINUTOS DO TOPO e antes mesmo que ele continuasse a falar, cerrei o punho, bati de leve na cabeça da minha filha, dei uma abraço nela e o que poderia ter acontecido no topo, desabou ali mesmo. Comecei a chorar sem parar, sabia que agora ninguém nos tiraria a oportunidade de chegarmos ao cume do Villarica e se preciso fosse, dali pra frente carregaria minha filha nas costas. Mas nem precisou, ela mesmo se deu conta do feito que pai e filha estava prestes a realizar. Ficou assustada com a minha demonstração de fraqueza emocional. Ela ainda não sabia se eu estava emocionado ou estava sentindo o efeito do cheiro de enxofre que não deixava ninguém respirar e nem enxergar direito. Não faço a mínima idéia de como foi estes 15 minutos de subida, chorei até o topo e só parei quando avistei a cratera fumegante soltando aquele gás fedorento.

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São 13h35min do dia 16 de janeiro de 2015, quando atingimos o cume do VULCÃO VILLARICA ( 2.847 m). Quase 6 horas de caminhada e mais de 1.400 metros de desnível, o que não é pouca coisa em se tratando de montanha com gelo. No cume as pessoas se cumprimentam e se abraçam, mas eu e minha filha nem nos atemos muito a isso não, já que em nenhum momento nenhum daqueles estrangeiros se mostrou com um pingo de companheirismo. Corremos logo e fomos ver a arrebatadora visão da cratera da “ CASA DO DEMÔNIO”, aquilo sim era uma visão espetacular, um buraco monstruoso, onde o cérebro demora para absorver a informação. A neve vai até onde o nada começa e de dentro do nada, o cheiro de enxofre denuncia que ali no submundo do planeta, o homem também não passa de “um nada”. Ao redor do Vulcão Vilarica descortinava toda a visão do lago de mesmo nome e bem mais ao longe, outros vulcões desafiam nossa capacidade de admirar o mundo. Logo o guia começa a gritar que devemos descer por causa do cheiro do enxofre, mas eu e a Julia estamos “cagando e andando” pra ele e só resolvemos voltar para junto do grupo, quando satisfazemos a nossa vontade de olhar o mundo lá de cima.

 

Quando nos juntamos novamente ao grupo, apareceu do nada mais um brasileiro. Segundo o que ele nos disse, veio acompanhado do outro guia da expedição, que eu pensei que havia voltado com os outros patrícios. Pelo que ele contou, só conseguiu chegar ao topo porque foi quase levado nas costas pelo guia, mas ta valendo. Dei um abraço forte nele e disse o quanto eu estava feliz em vê-lo no topo. Todos reunidos, o guia chefe começou a explicar como seria a nossa descida. Vestimos uns aventais de couro, que também nos protegia a bunda e ele nos ensinou como deveríamos usar o esquibunda, uma espécie de escorregador de plástico, olha só, com formato de bunda mesmo. Nos orientou como frear na descida com a picareta e disse que se não usássemos corretamente poderíamos nos ferir com gravidade ou acabar caindo no abismo gelado. No começo fiquei com muito medo de a minha filha não conseguir usar as ferramentas e voltei a ficar apreensivo. Ele nos disse que deveríamos obedecê-lo e quando ele dissesse para usarmos o esquibunda não deveríamos hesitar em nenhum momento. Desceríamos pelas canaletas de gelo e quando elas acabassem, mudaríamos para outras. Ele tomou à dianteira e colocou a Julia logo atrás dele e eu fui em seguida. Segurei meu coração, me posicionei atrás da minha filha e quando ele deu o start, nos desembestamos vulcão abaixo.

 

A velocidade do “bagulho” é assustadora, descomunal, desconcertante. Experimento o tal do freio feito com a picareta e a desgraça não quer parar, me sinto um passageiro digno do filme Jamaica Abaixo de Zero. O negócio é tão louco que não consigo nem pensar na segurança da minha filha, estou desgovernado dentro da canaleta, não sei rezar, nada poderá me socorrer, estou perdido se essa merda sair da canaleta de gelo, aí é que “tô fudido mesmo” ! À minha frente, minha filha grita feito doida. Não , ela não está com medo, se diverte como nunca havia se divertido antes. Logo pego o jeito e consigo me estabilizar. Agora quem grita sou eu. Pai e filha estão em êxtase. Somos os únicos que fazem a maior algazarra na montanha e quanto mais velocidade pegamos mais “zueira” a gente faz. Logo a canaleta em que estamos acaba e temos que caminhar em direção a outro buraco gelado. Já estamos habilitados, não há ninguém nas costas daquele vulcão que desça mais rápido do que nós dois. Não usamos mais a porcaria da picareta, deixamos que a força da gravidade fizesse o seu papel. A neve entrou até no nosso fiofó, congelou tudo, nem sentia mais minhas mãos e mesmo assim não estávamos nem aí pra nada. –“SEGURA QUE OS BANANAS CARAMELADAS ESTÃO CHEGANDO, PORQUE NÓS NÃO VIEMOS DO BRASIL ATÉ AQUI PRA COMER NEVE NÃO !” Foi sem dúvida uma das coisas mais divertidas que já fizemos na vida. Para espanto dos estrangeiros, que se mantiveram tensos do inicio ao fim da descida, chegamos até onde se poderia ir escorregando, fazendo a maior arruaça que aquele vulcão já presenciou. De pé e agora sem ligar mais pra porra nenhuma, nem pra guia , nem pra ninguém mais, botamos novamente nossa mochila às costas e fomos descendo bem de vagar, curtindo cada metro de neve que ainda nos restava e quando a neve acabou, descemos mais de vagar ainda , batendo foto, batendo papo com outros montanhistas que encontrávamos pela frente, até que às 16 horas desembocamos novamente no estacionamento, de onde havíamos saído umas sete horas atrás, onde reencontramos minha mulher e os outros da expedição.

 

De volta a agencia de escalada descobrimos porque eles ficam botando pressão para que a expedição acabe o mais cedo possível. Quando todos chegam é preciso lavar todo o equipamento e por para secar para que seja usado novamente no dia seguinte por outra expedição. Mas para nós isso já pouco importava, depois da aventura , estávamos perdidos no tempo, a cabeça zuada e a adrenalina ainda demoraria varias horas para baixar. Voltamos para o hotel com o corpo destruído pelo esforço físico e pela tensão que havíamos passado naquele dia. Minha mulher passou a noite toda tendo dores terríveis e a cada meia hora fazia questão de me esculhambar pela roubada em que eu a havia metido, mas eu sei que lhe proporcionei a maior aventura que ela jamais esquecerá. Quanto a minha filha, ela cumpriu o prometido, que era chegar ao topo do Villarica. E esse foi o relato de uma família simples, que deixou a periferia de uma cidade perdida no interior paulista e foi se aventurar num longínquo país depois dos cafundós da Cordilheira dos Andes. Para a maioria, isso não é nada, pra mim ter o privilégio de chegar ao cume de um Vulcão ativo e gelado com minha filha de 14 anos, foi o ápice da minha vida de montanhista e pai.

 

Divanei Goes de Paula / janeiro de 2015

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Divanei, tudo bem?

 

Gostei muito do seu relato, as informações sobre roupas extras, luvas etc foram muito úteis, com certeza que vou me agasalhar melhor.

Quero subir o Villarrica em Julho desse ano, claro, se as condições melhorarem e o vulcão voltar a ter neve, tornando o passeio. Mas você lembra com qual agência você foi? Essa dos guias não "apoiarem" a subida já tinha ouvido falar, por isso esto evitando as agências que tem esse tipo de comportamento. Gostaria de saber com qual delas você foi, para que eu não procure esse serviço quando estiver na cidade.

Obrigada!!

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Os perenges eu também passei mas a conquista vale a pena. O importante é levar energético e procurar uma boa bota que faz a diferença. Eu tive sorte meu guia falou não é uma corrida, subida lenta e gradual. Comigo foi a mesma coisa do grupo muitos novatos desistiram eu meu amigo e uma Argentina todos beirando os 60 chegamos no cume. Parabéns pelo relato eu acho que vc poderia mudar teu relato para o fórum relatos de viagem fica a teu critério.

Nana em Julho fica complicado a subida, esta mais para pista de eski de uma consultada, acho que não da para subir. ::otemo::

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Estou em Santiago, a caminho de Pucon.

Amanha terei novidades do Villarrica...

Diante o impedimento, devo mesmo optar por Osorno!

Fuiiiiiiiiiii}

::otemo::

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Retornei do Chile.

 

Eu tinha me programado para o Villarrica. Minha viagem para Pucón estava marcada para o dia 6 de março, e o sonho de conhecer a cratera do Villarrica estava muito próximo, porém, quis a natureza atrapalhar meus planos.

 

O gigante 'blanco', que é um dos mais ativos de todo o Chile, cuspiu fogo e pedra líquida em forma de lava no dia 3 de março de 2015, três dias antes de minha expedição à sua tão almejada cratera. Mas para um aventureiro apaixonado pela natureza, por conhecer lugares, culturas e tradições novas, amante de viagens econômicas, tendo já conhecido quase todos os estados brasileiros e 44 diferentes nações, essa adversidade seria encarada não como um empecilho, mas como uma aventura. Mochila nas costas, passagem promocional que paguei R$ 515 (reais) nas mãos e rumo à Santiago, com partida de Guarulhos. Já conhecia Santiago de outras primaveras e a parada rápida serviu para tomar um hermoso helado e preparar a bunda para mais um trecho, até Pucón.

 

Diferente da normalidade, o Villarrica, que sempre se mostra coberto por neve durante todo o ano, desta vez deu lugar à 'color negra' em grande parte de onde era 'blanca'. Era possível identificar o trajeto que a lava havia tomado durante a erupção pelas ravinas formadas na floresta presente no pé do vulcão, muito próximo das lindas cidades de Pucón e Villarrica, sendo que, desta última, mais de 3 mil pessoas haviam sido deslocadas pelas autoridades governamentais, por conta da erupção.

 

Também conhecido como Rucapillán, ou "casa do demônio" na língua mapuche, o Villarrica fica localizado dentro de uma área de preservação ambiental conhecida como Parque Nacional Villarrica, que além de resquícios da erupção, permanecia forrado de viaturas policiais e de departamento ambientais do Chile. Passar por ali, muito além de perigoso, era proibido: um convite à conhecer os xadrezes chilenos. Algumas fotos da recente marca de lava negra escorrida do cume, do parque e da cidade e nada mais a fazer. Mas a viagem estava apenas começando e outra atividade teria que ser inserida na lacuna deixada pelo magnífico fenômeno da natureza.

 

Mas, e agora, o que fazer?

Levanta a cabeça, jovem mochileiro. Olhe ao seu redor e a resposta virá do alto.

Sim. Lá estava ele. A cerca de 20 quilômetros de distância (em linha reta), o vulcão Quetrupillán, muito próximo ao vulcão Lanin.

Excelente ideia. Vislumbrar o Villarrica de uma altitude muito próxima de seu cume. O Quetrupillán, também localizado dentro do Parque Nacional Villarrica, tem seu cume a 2370m de altitude.

 

Ascensão

A subida ao Quetrupillán é tão árdua como a do Villarrica. Apesar de ser 500 metros mais baixo e menos íngreme, a caminhada é bem maior. São 5 horas para subir e outras 3 e meia para descer. As agências praticam um preço aproximado de 50 mil pesos chilenos (250 reais) para esta expedição. São fornecidos roupas adequadas à época (blusa, calça, bota, óculos, polainas, gorro e grampões, quando necessário). A saída da expedição é marcada para as 6h30 do Centro de Pucón (normalmente da loja onde foi comprado o passeio). O expedicionário tem que levar água (indicado 2 litros), protetor solar e alimentação para o dia.

 

Após meia hora de preparo e algumas orientações, uma ou duas Vans recolhe os aventureiros e parte para um local refugiado, após trafegar por cerca de 50 minutos, onde é oferecida a última oportunidade de utilizar o ‘banho’ (banheiro), que a partir daquele ponto só de forma natural. Mais algumas orientações, os expedicionários foram divididos em dois grupos. O primeiro com os guias que falariam em inglês e o segundo, em espanhol. Um dos guias segue à frente, enquanto que o outro permanece na culatra, para que ninguém se perca na caminhada.

 

A caminhada começa às 8 horas da manhã. De início o que se vê é um pasto e depois uma mata com aspecto jurássico, com árvores gigantescas, algumas já mortas, em pé e caídas. A aparência é que estão lá há séculos. A primeira parada acontece há cerca de 1 hora e meia de caminhada. Dois colegas ficam para trás e chegaram no local da parada uns 10 minutos depois. Ofegantes, davam sinais claros que Quetrupillán seria um desejo impossível. Mesmo assim, após mais 20 minutos do merecido descanso partiram junto ao grupo rumo ao tão almejado ‘cumbre’.

 

A caminhada continua e no topo do primeiro monte, deixamos a floresta e chegamos a um descampado, de onde era possível admirar, tanto o voluptuoso Villarrica quanto o Quetrupillán. Novamente os colegas que sofreram a exigência física não estavam entre o grupo. Partimos na dura caminhada, seguindo por trilhas que, de maneira equidistantes, eram demarcadas com pedras empilhadas.

 

No chão, era visível a presença de pedras e fuligem negra, vindas recentemente do Villarrica, apesar de estar localizado muito longe daquele local.

Mais uma parada, desta vem em um lugar mais alto, rochoso, já com a presença de glaciar (neve dura) que mesclava o branco com o preto por conta da fuligem do Villarrica. A parada quase que não é suficiente para o lanchinho, fotos e filmagem. Faço um pequeno buraco no gelo e coloco minha garrafa d’água até que o guia determine a retomada da caminhada. Chegamos à parte mais difícil do trajeto, onde o ângulo de subida é mais inclinado. Mais fotos e mais uma parada. Já não víamos mais os colegas atrasados. Por telefone, o guia recebe a informação que eles haviam desistido da caminhada.

 

Mas era justificada a desistência, pois a caminhada é dura e a música de Milionário e José Rico explicava os motivos. “Mas o tempo cercou minha estrada. E o cansaço me dominou. Minhas vistas se escureceram. E o final da corrida chegou”. Mas eu que não ouço música durante as trekks, tinha minha mente tomada pelo objetivo de alcançar o cume do Quetrupilán e não deixar transparecer o famigerado histórico de que os brasileiros normalmente são mais frágeis que visitantes de outros países.

Dor nas pernas, sede, desgaste, mas bastão à frente, cabeça erguida, bora para o cume.

 

Exatamente às 13 horas, ou seja, após cinco horas de árdua caminhada, enfim, a recompensa. O cume do Quetrupillán, localizado exatamente entre outros dois vucões, o já falado Villarrica e o Lanin, que divide território chileno e argentino. Não era possível contemplar a cratera do Quetrupillán, que estava obstruída por glaciar. É mesmo maravilhoso, gigantesco. Enquanto todos descansam e fazem fotos, era hora de honrar o meu país e hastear a Bandeira brasileira, mesmo que em um pequeno pedaço de pau velho e arcado.

 

Longe de estar triste por não poder ascender ao Villarrica, deixei registrada minha passagem ao cume do Quetrupillán, com muito orgulho. A Bandeira nacional tinha mais que um significado. Com a face voltada para o Villarrica, emanava a energia e uma promessa: nos aguarde!

 

Quatrupillan1.jpg.164c996cc550752b7c6b26af3e7c81e5.jpg

Retorno:

Como minha água já havia terminado, consegui um pouquinho de dois colegas que tinham ‘radiador’ menor que o meu. Foi o suficiente para vencer o retorno, que durou cerca de 3 horas e meia. Neste trajeto, que mesmo não contando com a exigência física de uma subida, um integrante do grupo (israelense) sentiu fortes dores em uma das pernas e ficou para trás. Como não existia um terceiro guia, a contusão obrigou todo o grupo a caminhar com menos intensidade e aguardar a aproximação dos que ficavam para trás. Às 17 horas já nos aproximávamos do local onde estavam as vans. Embarcamos e seguimos exaustos para um bom e merecido banho. Contrariando alguns, à noite fiz um tour pela cidade, com direito a uma jarra de cerveja e uma boa pizza de Pucón.

 

Villarrica

Até o momento (14/03) não existe estimativa de data para a liberação do acesso ao Villarrica e sua cratera. Geólogos trabalham para saber os fatores de radiação no local. Aqui, no site Mochileiros, encontrei alguns colegas que, com a erupção do Villarrica, cancelaram a viagem ou mudaram seu destino. Eu fiz o contrário, fui de encontro àquela maravilha negra de branca, que muito em breve terei o prazer em fincar a bandeira de nosso Brasil em seu cume.

 

Quando as expedições ao Villarrica forem liberadas, serei um dos primeiros a postar aqui.

E companhias serão muito bem-vindas!!

 

::otemo::

 

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    • Por Áurea Freire
      SAÍDA DE REC-SCL 
      No começo de Maio, a empresa aérea GOL abriu promoções com destinos para a América do sul, então surgiu a ideia de conhecermos Santiago, vi que as passagens estavam por R$ 1.069 cada, comprei primeiro a do meu esposo e quando fui comprar a minha, do nada a empresa aumentou o preço da passagem para R$ 1.456. Então a minha dica é, quando for comprar, compre as duas ao mesmo tempo, para não correr o risco de acontecer o que aconteceu comigo. Comecei então a pesquisar e encontrei muitas dicas legais aqui no mochileiros.com, descreverei algumas delas com preços atualizados da minha viagem no decorrer do texto.
      A minha ideia era conhecer Santiago e uma cidade chamada de Pucón que fica situada no Sul do Chile, gosto de roteiros de aventura então eu tinha lido que em Pucón tinha o Vulcão Villarrica que é ativo e algumas agências faziam a ascensão a ele, fora as Termas Geométricas e Reserva Huilo Huilo, que me deixaram com muita vontade de conhecer este lugar. Então me empolguei, li e pesquisei muito!  Fechei as pousadas todas pelo site da Booking.com daqui do Brasil mesmo. E os passeios deixei para fechar por lá, pois tinha lido que daqui do Brasil os preços eram bem maiores e lá conversando pessoalmente a gente poderia encontrar preços bem mais em conta. E era tudo verdade!😁 O único passeio que fechei daqui do Brasil foi para Embalse Y Yeso com a empresa Sousas Tour, o valor do passeio em reais foram R$ 557, 89 por pessoa (CLP$ 106.000)  que por sinal foi a melhor escolha que fiz, são muito pontuais e honestos. Além de no final do passeio rolar um lanchinho com queijos e vinhos...Amazing!!!😍 Falarei um pouco mais ao descrever meus roteiros. Mas depois andando pelas ruas de Santiago, eu vi que há outras empresas que fazem esse passeio por valores mais em conta, basta negociar. Mas eu super recomendo o Sousas Tour!!!
      Saímos de Recife às 5hs da manhã fizemos o check in, despachamos as malas, passamos pela PRF e embarcamos. Fizemos uma escala no aeroporto de São Paulo-GRU, aguardamos mais ou menos uma hora e meia e pegamos o voo para Santiago. No avião indo para Santiago os comissários de bordo nos entregam um formulário para preencher que teremos que apresentar a PRF quando desembarcamos em Santiago. No avião eles dão duas opções de comida para você escolher,  Pasta ou frango com arroz, mais uma sobremesa e algo para beber que pode ser suco, água ou refrigerante. Dica, peguem a pasta, pois o frango tem um aspecto de pálido, tipo cru. 🤮 Meu esposo escolheu na ida pasta e na volta o frango e se arrependeu! 😅
      Levamos Reais escondidos na doleira, pois tínhamos visto muitos relatos que não era muita vantagem utilizar os cartões de créditos, pois o dólar além de estar a US$ 3,45 tinham as taxa de IOF, devido a isto levamos dinheiro vivo. 🤑 Chegando em Santiago, fizemos o câmbio de R$ 200,00 no aeroporto, a pior cotação R$ 1,00 era R$ 169 pesos chilenos, mas o grande problema fica na taxa de IOF que eles ainda descontam. Deveria ter trocado apenas R$ 100, 00 que era o suficiente, pois dava para pegarmos a Van (Transvip), o valor da van foi de R$ 42,00 por pessoa ( CLP$ 7.000), lá no aeroporto existe essa Van, você compra o ticket assim que você pega as malas, tem um loja da transvip que é show de bola 🤘. Você mostra ao atendente o endereço que quer ir e eles te deixam bem na porta. É superprático e muito mais barato do que pegar táxi que em todo lugar eles te enrolam e te cobram horrores.
      1º Dia em Santiago
      Em Santiago ganhamos uma hora devido ao fuso horário e chegamos as 15:30hs, a Van nos deixou por volta das 16:30hs. Eu tinha Reservado uma diária para casal no Hostel Princess Insolente R$ 130 reais a diária, pagamos em dólar para não pagar o IOF. Fica próximo ao centro, mas durante à noite não tem nada para ir. Um outro detalhe é que na recepção te pedem um valor antecipado pelas chaves do quarto, dizem que é pra no caso de vc perder, já está pago o valor. Mas a verdade é que no Chile tudo eles pedem propina (gorjeta) e no final das contas, eles seguram seu dinheiro caso você não o peça de volta, como somos brasileiros e mais espertos, pedimos de volta é lógico...ahhahahah...😉 Abaixo tá a foto da área de lazer do hostel, é bem charmosinho. Ahhh, e esse é o gato do meu esposo.

      Assim que deixamos as bagagens no Hostel, fomos caminhando até o Centro de Santiago, Rua das Agustinas para fazermos câmbio. Achamos a casa de Câmbio Brollanos e conseguimos a melhor cotação, R$ 1,00 era 187 pesos chilenos. Na frente fica um monte de gente te oferecendo por uma cotação bem melhor, mas não arrisquei pra não correr o risco de pegar notas falsas😳. Voltamos para o Hostel, descansamos um pouco e saímos para comer alguma coisa. Escolhemos um cachorro quente, pois não tínhamos muita experiência em fazer os pedidos, pois o cardápio vem em espanhol e achamos melhor não arriscar, já que na rua estávamos sem internet para consultar. Cada cachorro quente saiu por 3.800 pesos! 😲 Caro pra caramba, e vinha com umas coisas bem ruins dentro tipo palta (abacate), e uma salada lá que parecia repolho só que bem azedinho. Enfim, não gostamos muito!🤢 Voltamos para o Hostel, descansamos e fomos dormir, estávamos exaustos e no dia seguinte as 4h da manhã a empresa Sousas Tour iríamos nos buscar para conhecermos o Embalse y Yesso. Passamos na recepção e perguntamos se era possível nos servirem o café da manhã mais cedo pois teríamos este passeio, sem problemas, ela nos disse.
      2º Dia Passeio para Embalse Y Yesso
      Acordamos cedo, tomamos banho, detalhe, água gelada porque não conseguimos regular a temperatura do chuveiro 😢, nos arrumamos e fomos tomar o café. Nos serviram dois sanduiches de caixa que já estavam prontos e um suco. Assim como todo bom brasileiro, nos atrasamos e o Guilherme dono e guia da Sousas Tour chegou pontualmente no Hostel para nos buscar. Até nos deu uma bronquinha pelo atraso e ele estava coberto de razão😊, pois em cada Hostel que ele parava para pegar um turista que por sinal, era brasileiro, atrasava de 10 a 20 min e no final a gente acabou pegando um transitozinhoooo para sair da cidade😅, o que atrasa o nosso passeio. O Guilherme fez quatro paradas antes de chegarmos ao Embalse Y Yesso, a primeira foi para tomar café numa padaria já no final de Santiago, como nós dois já tínhamos tomado café, utilizamos o banheiro e compramos uma água grande 1.800 pesos. A água mineral é muito cara e a maioria das pessoas tomam água da torneira. Foi à única vez que compramos água no Chile!😏 Pegamos estrada, o Guilherme é super gente fina falou sobre os problemas no Chile, comentou que o sistema de saúde é péssimo, as Universidades são todas particulares, nos mostrou os bairros ricos e os pobres de Santiago, nos disse que o salário mínimo lá se equivale a R$ 1.500 no Brasil, mas o custo de vida em Santiago é alto. A segunda parada que ele fez, foi na ponte, depois uma numa loja, passou o caminho todo falando sobre o frio e que tínhamos que nos proteger e comprar gorros, luvas e etc. Mas na Verdade, a gente nem precisou. Comprei porque fiquei com medo, mas na vdd, nem utilizei quando cheguei lá. Abaixo tem fothênhas meu pouvooo!
       
      Foto da lojinha que paramos pra comprar os acessórios!!! 1 charme, não é? Achei o Chile tão PhoPho!!!
      A Segunda foto foi na Ponte, era bem estreita e só passava um carro de cada vez e detalhe, eles passavam numa carreira só! Vôuteeee! A ponte parecia que ia cair com todos nós! 😳
      Aqui a foto do meu maridão, né?! Não podia faltar!!!

       
      Esse passeio é ôthemoo gentiii, e eu não poderia passar o caminho todo sem tirar fothênhassss, então, toxma foto pra cima!!!!
       

      O boy amaaaa essa touquinha da Alemanha e eu acho...hahahahhaha...🤣

      Fothênhas juntos para registrar o time!

       
      Juro que é a última foto desse passeio, antes de chegar ao Embalse y elso...rsrsrsrsr

       
      Thanrammmm!!! Chegamos, deu pra sentir, né? Beachooo, esse lugar é muito topster!

      Foto de blogueirinho porque eu sou muito Phoda de fotógrafa...ahhahahahahaha...

      Tá, eu confesso que ele é mais fotogênico, mas eu sei encontrar os melhores ângulos...hahahhahaha...Nossas DR's de viagens é sempre por conta das fotos...hahahhahahahah🤣

       
      Apachetas, bom!!! Esse é o meu novo vício! Aprendi que as apachetas eram feitas pelo povo andino para marcar o caminho por onde passavam, desta forma eles poderiam percorrer toda montanha atras de comidas e ervas e na volta, eles conseguiam achar o caminho por contas das apachetas que deixavam. Tem uma brincadeira legal que rola pela America do sul, por onde você for, você faz uma apacheta e pede algo que gostaria de alcançar, diz a lenda que quando a apacheta se desfazer, seus pedidos são realizados. Mas a verdade sobre elas é que quando você para pra empilhar pedras, requer atenção, paciência, calma, concentração e fé. Você acaba buscando o equilíbrio das pedras, quando você finaliza a apacheta, você tem paz! É uma sensação muito Phodaaa!!!
       

      Na volta do passeio, ficamos na rodoviaria do centro de Santiago por volta das 5hs. Pedimos ao guia que nos deixasse por lá. Compramos duas passagens para Pucón, o valor das passagens foi de R$150,00 por pessoa (CLP$ 28.050). O horário de saída do ônibus era umas 21hs, então fomos comer alguma coisa na lanchonete, jogar papo fora e esperar a hora de partida. Compramos cadeiras semi-cama, já que passaríamos à noite viajando que fosse no mínimo um pouco confortável. A viagem de Santiago para Pucon é aproximadamente 11 horas. Os ônibus são bem seguros, tem um sensor de velocidade, o motorista não pode ultrapassar de 100km que ele dispara e todo os passageiros ficam cientes. Ahhh, e no ônibus servem lanchinho!! Recebemos à janta e fomos dormir, quando já estávamos próximos a Pucon, recebemos o café da manhã. Bem Maraaaaaa, né gentxxx! Igualzinho ao Braselllll!
       
      3° Dia - Pucón
      Chegamos em Pucón umas 8hs e tudo ainda tava puta escuroooooo, além de frio! Esperamos o céu clarear mais um pouco dentro da rodoviária e quando deu umas 9hs, saímos para procurar. a merda é que eu tinha me esquecido de ver no mapa a localização porque estávamos sem internet na rua. Passamos horassss procurando e nadaaa! 😢 Ninguém sabia nos informar! A dica é, se puder, compre um pacote de net daqui do Brasil mesmo, ou assim que chegar lá, providencie um chip. Nossa sorte é que encontramos um casal de Argentinos que estavam procurando o hostel deles com um GPS. Gentx, não sei vocês, mas o meu anjo da guarda é muito Phodaaaa e não dorme no ponto. O casal achou pra gente o Hotel Lounge Brasil, o valor da hospedagem foi de R$ 400,00 o casal durante três dias, eu já tinha reservado daqui do Brasil mesmo, utilizei o site da booking, aliás, adoro esse site! Chegamos no Hotel e a recepcionista Maria nos tratou super bem e até deixou a gente fazer o checkin antes da hora. Um beijo Maria, sua lindaaa! Ela aqueceu o nosso quarto, porque gente, Pucon é muitooooo frio e nós fomos no inverno! Chuva era bóiaaaa! Abaixo tem uma fothênha pra vocês verem que delícia de lugar.
       

      Bom, deixamos as malas no hotel e pernas pra quê te quero. Fomo comer alguma coisa e achamos uma subway, lá eles vendem uns sabores diferentes dos daqui do Brasil e tem a opção de guacamole (abacate). Pedimos dois subways e fomos numa agencia (Aguaventura) fechar o pacote das termas geométricas (R$ 120,00 por pessoa), pois eu estava super ansiosa para conhecer. E, que lugar é aquele Brasellll? Conseguimos por um precinho bem em conta, negociar pessoalmente é sempre a melhor opção. O passeio ficou marcado para as 15hs, fomos para o hotel e aguardamos eles irem nos buscar. Tava chovendo e eu fiquei preocupada de estragar o passeio, mas o guia nos informou que dia de chuva é o melhor dia para conhecer as termas 😳, só entendi quando cheguei lá...🤣 Gentxxx, tava um frio de lascar o quengo do ser humaninho ( 0ºC), mas a piscinas são muito quantes (45°C). Pra tirar a roupa foi toda uma oração e quando entramos na água parecia que iriam tirar o nosso couro...hahahha...Mas calmaaaa, isso é o choque térmico. Depois que você se acostuma, não quer mais sair de lá. Eu amei esse lugar, amei Pucon! Olha a chuva de fotos pra vocês sentirem a sensação! Toxmaaaa! Primeiro o boy magia, depois ME!
       

       
      Sai daí boy, que vem chuva de fotos minhas...ahahhahaha🤣🤣🤣🤣

      Nessa, eu tou com friooo!!!

      A água tava uma delícia e o passeio foi adorável. Voltamos à Pucon e programamos o passeio do outro dia que seria escalar o Vulcão Villaricca, mas infelizmente como tava chovendo muito e tinha risco de ocorrer avalanches, não pudemos ir.
      4° Dia - Pucón
      Marcamos apenas um dia de neve na base dele (R$ 120,00 por pessoa). Exploramos a sua base e conhecemos aos arredores. Abaixo tem fothênhaaasss! Conhecemos uma galera Brasileira, só pra variar...hahahhah...Que eram da Baêaahhh! Ôh povo Maraaaa! 😍

      Oiiii, você quer brincar na neve? hahahahha...Brasileiros adoram uma neve, principalmente quando é a primeira vez!!!

      Meu melhor par!

       
      Na volta fomos explorar um pouco a cidade de Pucon, já que só teríamos mais um dia para regressar à Santiago. E gentx, pense numa cidade charmosinha, eu super me encantei, é bem seguro por lá, embora eu tenha sido furtada 🤬... Nunca vacilem com suas coisas, o meu celular estava no bolso do casaco. Fomos num supermercado Eltit que fica na Av. Libertador General Bernardo O' Higgins, próximo do hotel e num picar de olhos, perdi o meu celular. Na saída do supermercado haviam uns peruanos vendendo alfajor, vieram me abordar e eu não quis, quando cheguei no Hotel, fui procurar o meu celular e o canto mais limpo do mundo. Fiquei muitoooo 🤬! Mas voltando ao assunto da cidade, toxma foto pra tu sentir! 


      Tem esse coração próximo da praça, você pode comprar um cadeado e gravar o seu nome e o nome do love, não é phopho!

       
      A areia da praia tem essa cor preta devido aos fragmentos vulcânicos de erupção que ocorrem neste lugar, pois a cidade é arrodeada de vulcão e tem o Villaricca que é um vulcão ativo.


      5º Dia - Pucón
      Bom, chegamos no último dia em Pucon, seguimos para a Reserva Ecológica Huilo huilo, gentx que lugar linduuuu Brasel, e super fofo pra quem tem crianças, eu super indico. Como sou um pouco criança ainda...hahhahahah...adoro essas coisinhas de duendes e fadas. Saca só as fothênhas!


      Quando a bruxinha seduz o boy magia...hahhahahahah🤣

      Tava chovendo muito e na foto não dá pra ver direitinho, mas a água é bem azul, segundo o guia é água de origem glacial, por isso tem essa cor! 😍
       


      Fadinhasssssssss! Gentx, essa fadinha custou 80 pesos, lembro muito bem desse preço!


      Esta árvore enorme atrás de mim é um dos hotéis que tem na floresta encantada, por dentro é super lindo. Dica, se puderem, reservem pelo menos uma noite nesse lugar.

      Olhem como é aconchegante por dentro.







      Fim da nossa estadia em Pucón!!!

      Bora seguir o baile pra Santiago!!! huhuhuhuhuhu...Voltamos com o guia para Pucon, compramos nossas passagens de volta à Santiago, no mexmoo esqueminha. Jantamos no restaurante e seguimos viagem. No ônibus nos deram dois lanches! Um na janta e outro no café da manhã. A diferença é que esse ônibus não fez a mesma rota da ida a Santiago. Ficamos em outra rodoviária completamente diferente e detalhe, no mesmo dilema de sem internet pra descobrir o que fazer.
      6° Dia - Santiago
      Chegamos por volta das 8hs da manhã em Santiago e tudo escuro ainda. Perguntamos a um guarda como faríamos para pegar o metrô. Ele nos explicou direitinho e fomos simbora por esse mundo de meu Deus, eu tava morrendo de medo, pois dizem que em Santiago é mais perigoso e como eu tinha sido furtada em Pucon, tava torando aço. Mas deu tudo certo!!! Ficamos em um hostel no bairro de Providência bem perto do Bela vista, que é um bairro bem badalado pros jovens, tem cerveja, paqueras e drogas...😳...Muitaaaa agitação! Chegamos no hostel Che lagarto, fizemos checkin, ele fica bem no centro, virando a esquina tem o Cerro de Santa Lúcia, muito bonito a vista de lá. Segue fothênhas porque eu sei que vocês já estavam com saudades delas...hahhaha

      Tem o funicular que você pega pra subir e ter uma vista maravilhosa das Cordilheiras dos Andes arrodeando Santiago. Dica, pegue só a opção de ida, é mais barato e você já desce bem próximo ao Costanera. Eu não fui ao Costanera,almoçamos no Restaurante Giratório, enquanto vc almoça, ele dá um giro de 360º graus, desta forma vc vê a cidade toda sem sair do lugar, é super charmosinho. Ah, tem que resevar por que é lotadooooo,o legal é que você almoça ao som do Tom Jobim, delícia, né???

      Pegamos o bondinho pra descer!


      Nas ruas de Santiago!

      Hora do almoçooo!


      8° Dia Santiago - Valparaíso e Vina del mar
      Segundo dia em Santiago, pegamos um metrô e fomos até a rodoviária para pegar um ônibus que nos levasse para conhecer Valparaíso e Vilna del Mar! Dica, evitem os horáriso de pico do metrô pois as passagens ficam mais caras. Fechamos um pacote turístico quando chegamos em Valparaíso, pois sozinhos nos perderíamos e lá é um pouco esquisito, mas a grande vantagem mesmo é que eles otimizaram o nosso tempo e conseguimos ver os dois lugares em um dia só. Pechinchei e consegui um precinho bem em conta dizendo que éramos estudantes...ahahahhah...Segue mais fothênhassss!

      Valparaíso é um charme gentx e super colorido, cada casa tem uma cor, e muito grafite nas paredes, dá pra tirar fotos bem legais. Eu super me apaixonei!!!!



      Depois do almoço fomos para Vina del mar, é uma cidade vizinha,ela é governada por uma prefeita mulher e ela faz questão de espalhar flores pela cidade. É muito phopha!!! Saca as Fothênhassss!



       
      Bom gentx, esse foi o meu roteiro no Chile, eu espero voltar, pois quero muito conhecer o deserto do Atacama e a Ilha de Páscoa.
      Eu vou dá uma procurada na minha agenda de viagens para disponibilizar alguns valores pra vocês, porque eu não lembro de cabeça.
      Xêru e segue o baile pra próxima viagem!!!

      20170610_123029.mp4
    • Por MARCELO.RV
      Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações:
      Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo.
      Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata.
      Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes.
      1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba.
      2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada.
      3º dia 24/12 –  Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias.
      Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq
       



















    • Por [email protected]
      oi estou planejando uma viagem para o chile e gostaria de saber se pucon vale a pena ?
    • Por Júnia Pimenta
      [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Pucón. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Pucón, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info]
       
       
      [linkbox]Guia da Região dos Lagos por Mochileiros.com
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      Região dos Lagos - Tópico de Perguntas e Respostas
      Pucón - Tópico de Perguntas e Respostas
      Puerto Varas - Tópico de Perguntas e Respostas
       
      Relatos sobre Pucón:
      Relato sobre viagem de treze dias ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro Leo Caetano
      Relato sobre viagem de dezessete dias ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro apmontenor
      Relato sobre viagem ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro marcosplf
      Relato sobre viagem de ônibus ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro Robson Cesar
      Relato sobre viagem de carro ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro Mário Luc
      Relato sobre viagem de treze dias ao Chile, incluindo Pucón pela mochileira Cascia
      Relato sobre viagem ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro Sergio Soares
      Relato sobre viagem de dezesseis dias ao Chile, incluindo Pucón pelo mochileiro Furuta
      Relato sobre viagem de dezesseis dias ao Chile, incluindo Pucón pela mochileira Ana Biazzi
      Relato sobre viagem de vinte dias ao Chile, incluindo Pucón pela mochileira Erika Marques[/linkbox]
    • Por AndrewOliveira
      E aí gente, estive em pucón agora em dezembro, a cidade é incrível, muita atividade pra fazer!! A ascensão do Villarrica estava rolando normalmente, o problema é que estava na faixa dos 80 mil pesos, e a maioria das pessoas do hostel que fizeram a ascensão , reclamaram que os guias não estavam indo até o cume, porém outros disseram que foram até o cume sem problemas, se você estiver com a grana curta, sugiro fazer o Mountain bike até o base do vulcão, onde você sobe a pé até certo ponto do vulcão (na neve) e na volta faz um Mountain bike nível 2 de dificuldade com direito a uns 3 km de descida na estrada del vulcan, além de um tour de bike pelos principais pontos do centro de pucón. Tudo isso por 20 mil pesos! A agência é a Trepa Expediciones , e quanto ao hostel, pra quem estiver fazendo um mochilão mais econômico, eu indico o Lacustre Trip Hostel, lugar super aconchegante, com vários ambientes legais, e 8 mil pesos a pernoite.
      Para a alimentação procurem o Vulcan Burguer, os sanduíches são enormes! Abraços!


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