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Leia o relato completo com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/split-uma-cidade-dentro-de-um-castelo/

 

No caminho entre a capital Zagreb e Dubrovnik, a pérola do Adriático, se encontra a pequena Split, a capital da região da Dalmácia e segunda maior cidade do país, destino comum para quem visita a Croácia. Muita gente a inclui no roteiro exclusivamente como acesso para uma das inúmeras ilhas, mas não foi nosso caso. Alugamos um carro em Zagreb e descemos até Split fazendo uma rápida parada em Zadar, para conhecer o intrigante órgão marítmo. As estradas croatas são bastante boas, e usando o GPS não tivemos nenhum problema.

 

Chegando na cidade, comecei a ficar meio preocupada, quase desisti de parar por lá, isso porque a parte turística e histórica se concentra exclusivamente dentro do antigo palácio do imperador romano Diocleciano, declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO. Fora deste domínio ela não é nada atrativa!

 

Com alguma dificuldade encontramos o estacionamento (que fica na parte de fora do palácio, não circulam carros por lá) e partimos para uma missão dificílima, encontrar o hotel! Na verdade, não era um hotel, era um apartamento, esse esquema de hospedagem é muito comum por lá, usamos duas vezes reservando pelo Booking.com e foram boas (e baratas) experiências. O lugar em si não era mais que um quarto com banheiro e frigobar, mas para uma noite, está ótimo (e dentro do palácio). É difícil encontrar pois são várias vielas com apartamentos não muito bem identificáveis, e claro, com nomes impronunciáveis. Uma dica é reparar nas portas, geralmente há uma placa azul com um ícone de hospedagem e o termo “sobe”.

 

Na entrada da cidade velha, próximo ao Portão de Ouro (cada lado do palácio tem um portão: ouro, prata, ferro e latão) está a gigante estátua do bispo Gregório de Nin, que lutou para que os serviços religiosos fossem divulgados também na língua eslava, para que todos pudessem entender, já que na época era usado para estes fins apenas o latim. A tradição manda esfregar a mão no dedão de seu pé esquerdo para trazer sorte.

 

O palácio de pedras brancas da ilha de Brac foi construído a mando do imperador Diocleciano, que nasceu nesta região e comandou Roma de 284 a 305, quando abdicou voluntariamente de seu cargo. Era conhecido pela fama de perseguidor de cristãos. Ele encomendou aos arquitetos Filotas e Zotikos a então luxuosa construção onde passou seus últimos anos de vida. Após sua morte, o palácio virou residência do governador e foi usado ainda para escritórios administrativos. Em 615, refugiados de Salona, vizinha de Split, se abrigaram no palácio já abandonado, após ter sua cidade destruída pelos avaros e eslavos. Neste momento, começa a surgir a cidade de Split, que com o passar dos anos foi se expandindo para além dos domínios do palácio.

 

Caminhar por lá é como mergulhar no passado, áreas muito bem conservadas convivem em harmonia com ruínas, colunas coríntias greco-romanas, esfinges egípcias, esculturas e roupas penduradas para fora das janelas. Estilos artísticos e arquitetônicos se misturam, do gótico ao renascentista. Todas as ruas, praças e casas desta região tem ares italianos, o que não é exatamente uma surpresa, já que a cidade foi ocupada por Veneza durante um período.

 

Saindo pelo portão de latão, a Riva, grande calçadão branco com palmeiras imperiais, margeia as águas do porto (Split é uma cidade basicamente portuária, sem praias na região central). Há uma maquete do palácio em alto relevo e diversos cafés e restaurantes beira-mar.

 

Vale a pena subir no alto da torre do campanário da Catedral de São Domnius. O trajeto é longo, cansativo e claustrofóbico, mas a vista da cidade e do espetacular azul do mar adriático compensam o esforço. O local era o antigo mausoléu do imperador, quando a religião católica ganhou liberdade, foi transformado em catedral onde foram colocados os restos mortais de São Domnius, padroeiro de Split, e Santo Anastácio, ambos mortos a mando de Diocleciano. No vestíbulo, que fica próximo ao campanário, costumam acontecer apresentações musicais.

 

Diz-se que as galerias subterrâneas foram usadas como depósitos de lixo na ocupação da cidade pelos refugiados de Salona e que foi isso que conservou a estrutura. Hoje no local ficam diversos stands vendendo de tudo um pouco, é um bom lugar para encontrar souvenirs.

 

A noite paramos para comer no Restaurant Central, na Praça do povo (Narodni Trg) que fica fora das muralhas, com alguns restaurantes, lojas e um intenso fluxo de turistas. É também onde ficam a prefeitura e a torre da guarda, com um relógio em sua fachada. Para os carnívoros, a pedida é o porco, muito consumido pelos croatas. Já eu preferi uma massa com funghi (os cogumelos também são muito frequentes na culinária local) e foi uma das melhores coisas que já comi na vida, que delícia! O vinho croata, assim como a cerveja, também não deixa nada a desejar.

 

Na manhã seguinte tomamos café em uma pekara (padaria) próxima à marina e quando percebemos estava tocando Gustavo Lima!… Até na Croácia! Ainda passeamos mais um pouco por lá e partimos para Baska Voda, uma praia paradisíaca e desconhecida.

 

Leia o relato completo com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/split-uma-cidade-dentro-de-um-castelo/

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      O livro está prontinho e só esperando para entrar em produção, mas para tornar esse sonho em realidade e poder compartilhar essa minha aventura com vocês, eu precisarei da sua ajuda, apoiando e compartilhando essa campanha no Catarse com amigos e familiares.
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      Clicando no link você saberá mais sobre o livro e as recompensas que acompanham esta campanha. Acesse e entenda melhor como funciona, é hiper simples! O site é melhor vizualizado pelo computador.
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      Eu realmente espero que juntos possamos fazer esse sonho se realizar!
      Link com informações completas sobre olivro e a campanha: 
      https://www.catarse.me/peloscantosdaeuropa

       
       






       





       
    • Por Lucas Marcatti
      CICLO-AVENTUREIROS E CICLO-AVENTUREIRAS! ESTÁ NO AR!!
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      E lá se foram 3 longos anos desde que retornei de Atenas após minha soberana aventura pelos cantos de um velho e mitológico continente, onde passei por 14 países da Europa percorrendo mais de 10MIL KM de bicicleta, provavelmente foi o ano mais incrível e inesperado da minha vida até agora.
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      E depois de muito trabalho, o livro está terminado, sim, eu tenho um livro!! Eu mesmo o fiz, nem acredito, escrevi 444 páginas de um livro! E é com uma imensa alegria que venho compartilhar com vocês esse trabalho que fui cultivando durante esses anos.
      .
      O livro está prontinho e só esperando para entrar em produção, mas para tornar esse sonho em realidade e poder compartilhar essa minha aventura com vocês, eu precisarei da sua ajuda, apoiando e compartilhando essa campanha no Catarse com amigos e familiares.
      .
      Clicando no link você saberá mais sobre o livro e as recompensas que acompanham esta campanha. Acesse e entenda melhor como funciona, é hiper simples! O site é melhor vizualizado pelo computador.
      .
      Eu realmente espero que juntos possamos fazer esse sonho se realizar!
      .
      De coração ❤️   https://www.catarse.me/peloscantosdaeuropa   ❤️




















    • Por panda
      Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum).
      Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos.
      Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochilão e que hoje poderia dispensar.
      As imagens são meramente ilustrativas.
       
      1. Câmera Fotográfica
       

      Eu sei exatamente o que você está pensando: em 2004 câmeras digitais já eram (quase) populares.
      Sim, já eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot).
      O problema é que minha câmera digital usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente.
      Além disso, meu irmão tinha uma câmera analógica semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando que as fotos ficariam muito melhores do que na outra.
      A Canon era pesada, com uma lente grande...e não era fácil de guardar em uma mochila.
       
      2. Carregador de pilhas

      Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha câmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarregáveis.
       
      3. MP3 Player

      Nada como ouvir uma boa música enquanto você espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior número de pontos turísticos na cidade que se visita.
      Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito.
       
      4. Despertador/relógio

      Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado).
      Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...).
       
      5. Lanterna

      Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada.
       
      6. Dicionário

      Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos.
       
      7. Diário de viagem

      Para guardar boas lembranças, além de registrar informações importantes (que depois compartilhei aqui no fórum), levei um caderno ou diário de viagem. Tenho ele guardado até hoje.
       
      8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis

      Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc).
      Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na época e a internet ainda não dipunha de tantas informações compartilhadas entre viajantes.
      Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho.
      Sem falar, é claro, nos tickets de trem/ônibus/avião que eu precisava guardar em minha mochila.
      Enfim...muitos papéis.
       
      9. Roupas em excesso / Peso em excesso

      Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar.
      Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas).
       
      10. Kit de costura

      Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro).
      Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha.
      Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena.
      Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no chão e o usei para costurar minha mochila.
      Entretanto, não foi tão fácil assim.
      As linhas do meu kit eram de má qualidade e quebravam quando eu tentava costurar um material tão duro quanto a mochila. Diante de tal infortúnio, não tive dúvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental.
      A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas.
      Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras...
       
      Enfim, esta é a minha lista.
      É fácil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei não citando aqui (talvez em uma parte 2).
      E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
       
    • Por vaicombruno
      Fala viajantes,
      Fiz um roteiro completo sobre Viena na Áustria, ficou show !! bom eu acho rs
      Quem quiser ler e pegar várias dicas da uma olhada lá.
      https://vaicombruno.com.br/viena-austria
       
       

    • Por Beaoli
      Estou organizando uma viagem entre alguns lugares da Europa. Não pretendo me locomover de avião entre eles. (Apenas pra chegar na Europa). Alguém poderia me ajudar dizendo qual é a melhor opção para deslocar entre eles? Barco, trem ou ônibus?
      Trecho 1
      Londres - Paris
      Trecho 2
      Paris - Lugano
      Trecho 3
      Lugano - Barcelona
      Trecho 4
      Barcelona - Palma de Mallorca
      Trecho 5
      Palma de Mallorca- Lisboa
      de Londres a Paris, pensei em ir pela Mancha, mas não achei preço apenas de ida do barco
      alguém pode me ajudar? Desde já obg!😊



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