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Estrada real - Caminho Velho de Paraty a Ouro Preto - 4x4

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Estrada Real – Caminho Velho / Paraty a Ouro Preto – 4x4

 

Há algum tempo que eu planejava percorrer a estrada real, e depois de conseguir informações suficientes, grande parte no próprio site da estrada real http://www.estradareal.tur.br o que faltava definir era qual caminho e como percorrê-lo. Devido ao pouco tempo, decidi que o primeiro caminho seria o caminho velho e seria de 4x4, assim, teria uma base de como é o percurso e suas dificuldades.

 

Desde o inicio que planejei a estrada real, queria fazer a pé, o que somente o caminho velho leva em torno de 48 dias caminhando. Infelizmente, não disponho desse tempo e agora que finalizei o percurso de 4x4, vi que embora caminhar leve suas vantagens, sobretudo visualizar e sentir a estrada real mais intensamente, a cada passo e cada gota de suor perdida no calor das Serras, quando o caminho nos leva as rodovias o perigo é eminente. Muitos trechos não há acostamento, e ficava ao todo tempo imaginando eu mesma passando por esses trechos. Bicicleta também não me arriscaria. Bom, acho que escolhi o melhor trajeto e meio de me locomover, ao menos, para as MINHAS necessidades.

 

De São Paulo a Paraty

Fiz o caminho ao contrário, subindo ao invés de começar por Ouro Preto. Achei que fazia mais sentido, e a volta eu poderia passar em alguns trechos ou fazer outro caminho.

Deixei São Paulo no começo da tarde, e só nesse trecho já é uma aventura... A serra Taubaté – Ubatuba estava lindíssima, muitas árvores com flores roxas, alegrando todo o caminho, lindo de ver. O que não foi lindo de ver foram todos os acidentes que vi na viagem, só de SP a Paraty foram três carretas tombadas, e todas em curvas. ::putz::

Cheguei em Paraty à noite, e fui logo rever a cidade que já não visitava há dois anos. Caminhei pelas ruas de pedras de Paraty, o centro histórico é um deslumbre a parte... Muitos tropeções depois (andar naquelas ruas de pedras é complicadinho viu rs) Cervejas, papo furado e música ao vivo, voltei ao carro para um cochilo rápido, pois as 7:00hs eu precisava retirar meu passaporte da Estrada Real no Centro de informações ao turista, ali no centrinho mesmo, em frente à Pousada do Sandi. Esse passaporte pode ser retirado em Paraty, Ouro preto e Diamantina, assim como o certificado do final do trajeto percorrido.

As 7:20hs estava em frente ao Centro de informações, e foi aí que soube que só abriria as 9:00hs. Tudo bem, tomei um ótimo Café e caminhei mais um pouco sem pressa no cais e centro histórico de Paraty.

 

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A atendente foi super atenciosa, me entregou o passaporte e ficou receosa sobre eu subir a serra de Paraty a Cunha. Isso por que ano passado as vésperas de Natal, houveram vários incidentes na serra de assaltos e até mesmo morte. E por eu estar sozinha, a recomendação era que eu voltasse por Taubaté e seguisse para Cunha. Bom, o caminho era esse e eu lembrava desse caminho, e sabia que era muito lindo de se ver, queria novamente percorrê-lo e segui em frente, não antes de visitar alguns pontos interessantes de Paraty.

 

Segui para a Cachoeira da Pedra branca, e passei um bom tempo por lá aproveitando que não havia mais ninguém, e proseando com o senhor que toma conta do local, que também recomendou que eu não fosse pela serra, devido estar só. A cachoeira na parte de cima estava maravilhosa, a água estava em uma temperatura muito boa e aproveitei bastante. No caminho, ainda passei pela Cachoeira do Escorrega, onde várias pessoas estavam aproveitando o local, e subi mais um pouco para o poço do Tarzan, que fica subindo a cachoeira do escorrega, e tem uma pedra alta onde os mais corajosos pulam de lá, gritando... Daí, o nome do lugar. Ali sim, curti mais um pouco a água para refrescar pois o calor estava muito forte e ainda era cedo.

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Enfim, a Serra de Paraty Cunha. Trecho pavimentado 36km – Estrada de terra 20km.

Foi muito tranqüilo e até alguns carros baixos estavam descendo. A não ser um Honda Fit que decidiu voltar no meio do caminho rs. No KM 38 a vista de Paraty é de tirar o fôlego, parei rapidinho e tirei algumas fotos mas, não fiquei muito com receio de ficar muito tempo por ali sozinha.

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Em Cunha, carimbei o passaporte no centro de informações e bati papo com os funcionários de lá, todos ávidos em saber sobre o caminho e ouvi com suspiros “ah seu eu pudesse”... Bom, tudo é possível, basta querer não é mesmo? :lol: O centro de Cunha achei uma correria, já conhecia a cidade, mas somente as cachoeiras do Desterro e Pimenta, o centro mesmo não conhecia ainda e parti dali logo quando pude rs. Para meu próximo destino escolhi Passa Quatro, que já tinha apenas passado por lá para iniciar e finalizar a travessia da Serra Fina, mas não tive tempo de conhecer a cidade, o que resolvi nessa minha estadia.

 

Centro de Informações (Centro)

Telefone: (24) 3371-1222

Endereço: Rua Dr. Samuel Costa, 29 – Centro Histórico.

Horário de funcionamento: 09h00min às 20h00min – Todos os dias

 

Passa Quatro

Cheguei em Passa Quatro no final da tarde, a cidade é muito aconchegante e o visual das montanhas ao redor é de sentir saudades da Travessia da Serra Fina. O centro de informações ao visitante já estava fechado, porém, a Pousada São Rafael carimba o passaporte e te dá todas as informações do que fazer na cidade e também um preço camarada para hospedagem. Não me hospedei nessa pousada, e sim, no hostel Harpia onde fui muito bem recebida pela Dona Doca. É um casarão enorme, que era uma fazenda antigamente na própria cidade. O lugar é bem limpo, chuveiro quente, cozinha, wi fi, e a vista para a montanha é revigorante.

 

Foi muito bom bater papo com a Doca, que além de me deixar a chave do lugar, pois só voltava no dia seguinte para fazer o Café da manhã para mim, e como eu era a única hospede, o casarão foi todo meu hehe. Não bastasse a simpatia dela, ainda buscou limões do pé para eu fazer uma limonada a noite antes de ir dormir, e após voltar da cidade. Detalhe: A cidade de Passa Quatro dorme as 20:00hs kkkkk... Andei pela cidade e tudo já estava fechado, salvo a Choperia Napoleão, não podia finalizar a noite sem uma cervejinha. Ainda hoje, trago belas lembranças dessa cidade viu ::mmm::oops:

Voltei ao casarão flutuando rs, dormi um pouco e as 7:30hs o café estava pronto pela Dona Doca. Sai do quarto bem recebida pelos gatinhos do quintal que corriam para lá e para cá rs. Reorganizei a mala do carro, me despedi da Doca e fui até a estação de Passa Quatro, e comprei o bilhete para passear no trem conduzido por uma Maria Fumaça marca Baldwin de 1929.

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O roteiro começa na histórica estação de Passa Quatro, com uma parada para compras na Estação do Manacá, seguindo até à Estação Cel. Fulgêncio, na boca do túnel de mesmo nome, na divisa de MG/SP onde a memorável batalha entre os dois estados foi travada com presença de JK. Um percurso histórico de 12km inaugurado por D. Pedro II, no século XIX. O cenário é deslumbrante: uma floresta de Mata Atlântica e muitas montanhas, vales e riachos. Viagem embalada por um violeiro muito animado.

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O passeio dura cerca de 2 horas e possui duas saídas: Sábados as 10:00hs e 14:30hs, Domingo somente as 10:00hs.

 

Por volta de 12:30hs estava de volta a Passa Quatro e segui viagem para Itanhandu.

 

 

Pousada São Rafael - A diária estava R$ 130,00

Telefone: (35) 3371-2211

Endereço: Rua Ângelo D'Alessandro, 95 - Centro

Horário de funcionamento: 08h00min às 23h00min – Todos os dias

 

Hostel Harpia - Pernoite R$ 60,00

Rua Ângelo D’Alessandro, 137 – Centro de Passa Quatro – MG

(35) 3371-2616

(35) 9149-0080

 

Chopperia Napoleão

Rua Tenente Viotti, Centro

 

Trem da Serra (Maria Fumaça) - Valor passeio R$ 45,00

- Maiores informações, reservas e viagens especiais:

- Tel: (35) 3371 2167

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Itanhandu

 

Infelizmente, a cidade é despreparada para receber o turista, ao menos, foi à impressão que tive. Na internet, vi que a cidade possui cachoeiras e alguns outros atrativos, porém, das pessoas que perguntei e até mesmo no Hotel Terra Sul onde carimbei o passaporte, não souberam informar onde são as localizações.

A cidade é tranqüila, quase não havia pessoas circulando no centro mesmo sendo um horário de inicio de tarde. O jeito foi seguir viagem para Itamonte.

 

Hotel Terra Sul

Telefone: (35) 3361-1650

Endereço: Rua Fernando Costa, 449.

Horário de funcionamento: 08h00min às 23h00min – Todos os dias

 

 

Itamonte

 

O acesso a cidade é fora da rodovia principal que leva as próximas cidades do caminho, e antes mesmo de chegar ao centro, você vai obrigatoriamente passar pelo Posto Conveniência da Serra – Auto Posto terras Altas – Buffalo onde carimbam o passaporte.

Nesse posto, havia três senhores que me passaram informações sobre a cidade, e de que valia a pena passar pela Cachoeira do Escorrega em Alagoa e seguir viagem cortando a Serra até Aiuruoca. Foi um pouco difícil compreender o que diziam, pois todos falavam ao mesmo tempo, um querendo saber mais que o outro, e cada um queriam informar um caminho diferente. ::lol3::

O caixa do posto que carimbou meu passaporte, vendo que as coisas estavam mais complicando que ajudando, me chamou e fez um mapinha muito detalhado pra mim, que serviu direitinho e me levou direto a cachoeira, não antes de dar carona a um rapaz e sua filhinha super tímida, pois a moto deles havia quebrado na estrada e deixaram a moto e resolveram ir para casa, sobretudo, por causa da mocinha.

Não havia ninguém na cachoeira, e é um lugar bem bacana para passar um tempo curtindo ali. Tem um barzinho na parte de cima que estava desativado, acredito que deve funcionar apenas quando o movimento é grande. Infelizmente, a água estava bem gelada e o tempo estava mudando, e de uma hora para outra a chuva veio... E veio forte, com trovões. Não achei boa idéia continuar por ali e voltei ao carro, aproveitando um pouco da chuva refrescante.

 

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Ao final da estrada de terra voltando para a rodovia, basta seguir em frente sempre e logo estava na Serra do Parque Estadual da Serra do Papagaio seguindo para Aiuruoca.

Como a cidade estava fora do trajeto e sei que há muitos atrativos, ficar um tempo em Aiuruoca e fazer algumas travessias ficaria para uma outra vez.

Ao final da Serra, segui para Baependi e achei o centro corrido... Muita gente indo e vindo, uma cidade bacana, mas, sem aquele clima de cidadezinha. Carimbei o passaporte na Igreja Nhá Chica, onde me deram Revistas, mais mapas e livretos sobre as cidades históricas do percurso. Essa foi a cidade mais bem preparada para receber o turista na Estrada Real. ::otemo::

Essa esta na mesma proporção de Aiuruoca sobre atrativos, e como ainda não fiz a travessia Aiuruoca x Baependi, deixei a cidade também para a próxima oportunidade. Não antes de ao menos conhecer alguma cachoeira, e segui para a cachoeira do Rio Gamarra. Foi chegar lá, e perceber que já havia estado por ali, inclusive, na cachoeira chamada “Inferninho” que tem uma bela queda, porém, não tem acesso para entrar nela. Mais uma vez, foi chegar à cachoeira e a chuva caiu forte... As chuvas para esse lado caem de uma vez rs. Voltei a cidade, Jantei no “Fecha nunca” e segui viagem para a cidade que eu mais aguardava conhecer. Carrancas.

No caminho, parei para verificar o celular sobre as informações do trajeto que estavam salvas nele, e para minha surpresa, quem disse que encontrava o celular¿¿¿¿... Parei em um orelhão, liguei e não ouvia nada, acabei concluindo que devia ter deixado cair na cachoeira. Quando fugi as pressas da chuva. ::dãã2::ãã2::'>

 

Igreja Nhá Chica

Telefone: (35) 3343-1371 – 1077 – 1671

Endereço: Rua da Conceição, 165 – Centro.

Horário de funcionamento: 08h00min às 18h00min – Todos os dias

 

Bar Fecha nunca

Praça Arthur Basílio 38, Baependi, Minas Gerais, Brasil

 

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Carrancas

 

Quando começou a anoitecer, já estava na Serra de Carrancas e percorri todo o caminho a noite e somente chegando em Carrancas, cruzei com um caminhão baú. A estrada de terra é muito boa e os totens da Estrada Real estão sempre no caminho, principalmente próximo a Traituba. Aqui se deve tomar cuidado com animais na pista, haviam muitos passeando para lá e para cá. A Serra de Carrancas é muito linda, como pude comprovar no dia seguinte.

Como cheguei tarde, precisei procurar uma hospedagem as pressas... Comecei o trecho da Serra sem sono algum, mas, no finalzinho o cansaço bateu e não via a hora de deitar em uma cama quentinha.

Logo que cheguei, perguntei sobre algum Hostel e ouvia: “O que é isso?” rs... Enfim, no centro, encontrei a Pousada Efon, que também carimba o passaporte, mas, no momento nem pensava sobre isso. A pousada não estava funcionando nesse final de semana, pois estava em reformas, e eles indicaram a pousada Senna, bem no final da rua. E o atendente não tinha certeza se eu encontraria vaga, pois estava tendo um evento de Cavaleiros aquele dia, aonde diversos cavaleiros de cidades e vilas vizinhas, iriam se encontrar na cidade e curtir uma churrascada e moda de viola.

Havia apenas um quarto disponível, e seria esse mesmo. O casal que chegou em seguida precisou ir procurar outro lugar. ::hahaha::

Instalei-me o mais breve possível, e tomei um banho revigorante, o chuveiro era muito bom, ótimo para relaxar de um dia quente e dormir de uma vez, como aconteceu.

 

Pousada Senna – R$ 60,00

Rua Alberto Antônio Nogueira, 100 – Centro, Carrancas

 

Pousada Efon

Rua Mário Ribeiro Guimarães, 36 – Centro, Carrancas

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O Café da manhã na pousada Senna é muito bom, aquele café mineiro mesmo sabe¿... E entre muitos cavaleiros indo para lá e para cá, de botas, chapéus e cantorias mineiras, terminei meu café e segui para conhecer algumas das cachoeiras de Carrancas. Não bastasse o Café maravilhoso, achei o celular no chão do carro embaixo do tapete, como foi parar lá e como desligou não sei dizer kkkk.

A primeira opção, foi a cachoeira da fumaça, que embora seja fácil localizar, vindo da cidade você NÃO deve entrar a direita da primeira placa que menciona a cachoeira, ali é propriedade privada e muitos desavisados entram ali achando que é onde fica a cachoeira por estar em um local onde fica entendido que é para entrar. Eu entrei e uma moça muito simpática avisou que não é ali, e sim para seguir pela estrada e entrar na entrada da próxima placa. Ela diz que já cansou de avisar a Prefeitura para mudar a placa de lugar e até agora nada.

A cachoeira é mesmo muito linda e ficar contemplando as quedas um tempo, lanchar e curtir o Sol é revigorante. Só é proibido nadar, tem algumas placas no local informando do risco de acidentes.

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Depois de um tempo, o calor pegou forte e ficar ali olhando aquela beleza e não entrar era uma tortura rs. Segui então para a próxima parada, Cachoeira das Esmeraldas. Foi a cachoeira que mais gostei de Carrancas, e acima de tudo é que foi só minha hehe.

O acesso a cachoeira é gratuito, e o carro você estaciona na propriedade particular onde tem um barzinho estilo Lanchonete. O caminho até a cachoeira é muito tranqüilo, passando por outros poços muito bons também para relaxar.

A cachoeira merece o nome que tem, a água é cristalina e esverdeada, fiquei um bom tempo curtindo ali, tirando fotos e nadando.

 

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Ainda havia outros lugares para visitar, então arrumei minhas coisas e voltei pelo mesmo caminho, na hora certa, pois uma galera estava subindo para a cachoeira... E quando digo galera, quero dizer praticamente uma excursão rs.

Segui então para o complexo da Toca, visitei a cachoeira do Coração e do escorrega. Esse complexo fica do outro lado da cidade, mas é bem pertinho e o acesso também é super fácil. Aqui, você paga uma taxa de visitação de R$ 5,00 que te dá direito a visitar todo o local. Também tem um restaurante no local.

Subi direto para o poço do coração, pois a cachoeira do escorrega já tinha gente. A subidinha é tranqüila, uma caminhadinha de uns 15 minutos e o lugar do poço é realmente muito bacana, aqui a água também é cristalina e esverdeada. E adivinhem, não tinha ninguém também rss. A água de Carrancas é tão convidativa, não dá vontade de sair dela.

 

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Voltei o caminho, passei no escorrega que agora estava vazia, fiquei um tempo e segui para o próximo complexo, o tão falado Complexo da Zilda.

Aqui é bem diferente, tem pousadas, chalés, camping e muita, muita água rs... Comecei pela tal Racha da Zilda, fica na parte de cima logo que você chega no complexo. Aqui também pagasse uma taxa de visitação. Fora a taxa, aluguei um colete também pois como estava sozinha, o André achou melhor para minha segurança já que há pontos que precisa nadar e eu sou péssima nisso.

Logo no inicio, é preciso transpor um poço bem fundo de um lado ao outro por uma corda, e depois seguir caminhando sempre sobre as pedras, e em alguns pontos nadando. Até a Racha da Zilda, você passar por diversos poços, alguns mais fundos outros rasos e todos ótimos para nadar.

Chegando ao final do percurso de uns 30 minutinhos tem uma cachoeira e logo em frente, a Racha da Zilda. Tentei transpor pelo poço Sonrisal, mas para mim foi impossível, não tem onde se agarrar e a correnteza estava forte. Tentei umas três vezes e a água me jogava para fora, cansei e voltei a cachoeira, só para saber depois que a idéia é não passar daquele ponto rs... E claro, só tentei mesmo pois estava com o colete de outro jeito não tentaria, esse poço sonrisal é bem fundo.

Em seguida, fui conhecer a cachoeira da Zilda e dos Índios, passando pelas pinturas Rupestres. Ahh a sorte de conhecer esses lugares em dias comuns, olha a calmaria ^^

 

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São João Del Rei

 

Depois de passar o dia nas cachoeiras de Carrancas, segui destino rumo a São João Del Rei. Cidade grande, hospedagem cara e preferi não ficar por lá, achei que Tiradentes seria mais interessante e tinha razão.

 

Tiradentes

 

É bem pertinho de São João Del Rei, e o clima é bem mais convidativo e a praça da cidade a noite, quando cheguei, estava muito agradável e muita gente concentrada nos barzinhos curtindo uma bebidinha ou jantando. Carimbei o passaporte na pousada do Largo, não me hospedei aqui embora a Pousada seja muito agradável, o valor da diária era de R$ 190,00 e achei fora do meu orçamento só para passar umas horas.

Andei pela cidade, perguntei em outras pousadas e os valores eram sempre nessa faixa, a não ser uma pousada que teve o disparate de me cobrar R$ 440,00 a diária... Sério, perguntei umas duas vezes para ver se eu não havia entendido errado rs. ::lol4::

Então, depois de jantar e bebericar um pouco, decidi seguir para Bichinho, vilarejo pertencente a Prados que com certeza, teria uma hospedagem mais em conta.

No caminho, decidi fazer uma última parada em uma pousada chamada Pouso da Mariazinha e ver quanto me cobrariam. Foi uma ótima decisão, o Senhor que toma conta do lugar chama-se Olimpio, conhecido na cidade como Seu Pico. De uma simpatia só, proseador, e muito atencioso. Conversamos bastante sobre a Estrada Real, a cidade de Tiradentes e seus pontos históricos e acreditem, ele nem sabia desse projeto da Estrada Real, prometeu se informar e que não iria sossegar até ter um carimbo também para recepcionar o turista rs.

O quarto era muito agradável com uma cama enorme e lençóis tão gostosos, o chuveiro tão bom que essa foi a melhor noite para dormir que tive na viagem.

Na manhã seguinte, tomei aquele café caprichado e segui para conhecer os pontos interessantes de Tiradentes. A praça tão badalada a noite anterior, estava tranqüila e vazia.

 

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Pousada do Largo

Telefone: (32) 3355-1262

Endereço: Largo das Forras

Horário de funcionamento: Todos os dias

 

Pouso da Mariazinha – R$ 80,00

Estrada de acesso para Bichinho, lado esquerdo.

 

 

Bichinho

 

É um vilarejo de Prados, porém, muito agradável de visitar. Principalmente, os ateliês e conversar com os moradores que são muito receptivos e adoram conversar. Repeti sobre minha viagem a alguns moradores uma dúzia de vezes. Vale caminhar por Bichinho e conhecer a pé a vila.

No caminho de Tiradentes para Bichinho, tem o museu do Automóvel que eu não quis visitar, mas a entrada não tem erro.

 

Lagoa Dourada

 

Aqui realmente é a terra do Rocambole, para qualquer canto que você olhe tem lugares vendendo Rocambole. Lógico, que eu adorando doce não poderia deixar de experimentar. A cidade é movimentada, as pracinhas são cheias de senhores jogando cartas e reclamando um com os outros rs.

Caminhei pela cidade e carimbei o passaporte na Pousada das Vertentes, bem ao lado da Igreja Matriz. E segui para conhecer a Cachoeira Bom retiro, que foi somente perda de tempo, ainda bem que era perto.

O local estava sujo, água suja, latinhas para todo lado, cachorros abandonados no lugar... Sério, não fiquei dois minutos e dei meia volta direto para Entre Rios de Minas.

 

Pousada das Vertentes

Telefone: (32) 3363-1103

Endereço: R. Bom Jesus, 28.

Horário de funcionamento: Todos os dias

 

Cachoeira Bom Retiro

Nem vou passar o caminho

 

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Entre Rios de Minas

 

Cidade grande, logo que você chega a cidade vê uma grande placa indicando duas cachoeiras. E foi seguindo essas placas que eu fui diretamente a Cachoeira do Gordo. O caminho é estrada de terra bem batida, fácil de achar e de percorrê-la. Só saiba que é longe e conforme a foto, a cachoeira é mais um riacho com um grande lago para nadar. Serão mais ou menos 15km até a cachoeira.

Local limpo e gostoso de passar o dia, não tem sombra. Havia um senhor pescando por lá, só não sei dizer o que, o tempo que fiquei por lá, pois aproveitei para fazer uma comidinha, não o vi pescar nadinha. ::hãã2::

 

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Congonhas

 

Cheguei a tardinha e logo na entrada da cidade tem um centro de informações. Peguei o mapinha e fui conhecer um pouco da cidade e também jantar.

A primeira parada foi a Basílica do senhor Bom Jesus de Matosinhos. Patrimônio Mundial declarado pela Unesco em 1985, é um dos maiores tesouros da arte barroca, construído entre 1757 e 1790. As seis Capelas dos Passos (1819/1875), na área externa do santuário, foram restauradas por completo e passaram a exibir as cenas da Paixão de Cristo de acordo com o projeto original de Aleijadinho. O clima na cidade é agradável, embora a cidade seja grande, dá para sentir que essa foi uma das cidades que senti mais devoção entre os moradores.

Na lateral da Igreja existem ladeiras de chão de pedras que vale uma caminhada, mas prepare os joelhos que as subidas são íngremes.

 

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Para chegar a Ouro Preto, é necessário voltar a Rodovia e seguir sentido Belo Horizonte / Ouro Branco.

O Trecho da Serra de Ouro Branco foi um dos percursos mais lindos, embora eu tenha me perdido quando passei a placa de Ouro Branco, achei que a entrada era mais para frente e fui parar na Usina rsrs... Então, quando ver a placa Ouro Branco, é ali que deve entrar e depois seguir beirando a Serra e aproveitar a vista.

 

 

Ouro Preto

 

Na cidade de Ouro Preto o jeito é caminhar mesmo, é proibido estacionar em grande parte da cidade, em especial, na Praça Tiradentes por ser Centro Histórico... Mas os carros trafegam livremente, só não podem parar (vai entender).

Mas confesso que parei um tempinho com o pisca alerta no centro de informações para retirar o certificado e saber onde dormir aquela noite. O atendente arranjou uma Pousada muito boa, que super recomendo. É a Pousada São Francisco de Paula do camarada Vinicius. Fácil de achar e muito agradável de ficar, com muito verde, pássaros e clima bem descontraído, sem contar que ele fez um preço camarada e fiquei na parte debaixo da pousada, que ficou só para mim.

Saiba que Ouro Preto em dia comum, vai dormir cedo e quando sai as 21:00hs para curtir a cidade a noite, tudo já estava fechado kkkkkkkkkk.... Quem conhece a cidade no Carnaval, com certeza vai estranhar em um dia comum. Mas não podia faltar uma boa Cerveja nessa linda cidade, não é mesmo?... E ainda achei de Trigo, que adoro!!

 

Pousada São Francisco de Paula – R$ 50,00

Rua Pe. José Marcos Pena, 201 – Centro – Ouro Preto

 

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E esse foi o final da viagem, e no final do dia parti rumo a São Paulo novamente, parando em alguns pontos para comer, refrescar e esticar as pernas. ::otemo::

 

Dicas:

- Congonhas foi a cidade que encontrei a gasolina mais em conta, em postos BR.

- Todas as cidades possuem histórias maravilhosas e o caminho da Estrada Real é exatamente saber o que aconteceu nessas cidades e ter uma idéia de sua importância. Eu tinha uma planilha com as informações de cada cidade no celular, e antes de chegar em cada uma, eu lia sobre e adentrava a cidade sabendo um pouco sobre sua história. Não mencionei aqui para não ficar maçante mas, os nomes das cidades estão aí, no site do Instituto da Estrada Real você vai encontrar informações detalhadas, recomendo!

- Não deixe de pedir informações a moradores, algumas dúvidas e lugares interessantes eles são a melhor fonte de informação.

- Lembre-se que alguns lugares no mapa são vilas pequenas e outras apenas Fazendas, dependendo o horário vai precisar passar direto ou parar uma cidade antes.

- O maior trecho foi realmente SP a Paraty, o restante é perto com distâncias percorridas sem dificuldades.

- Tentei dividir o percurso entre estrada de terra e rodovias, pois somente uma opção acaba sendo cansativo. Nas estradas de terra, existem diversos Totems que facilitam muito a vida de quem está percorrendo o caminho.

- Meu KM total do percurso foram exatos 1790km.

 

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Oi Ana Cristina,

 

Não deixe de conhecer uma parte ou todo o caminho, valeu cada Km percorrido. Em breve, vou fazer um dos outros 3 caminhos que faltam.

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Oi Ana Cristina,

 

Não deixe de conhecer uma parte ou todo o caminho, valeu cada Km percorrido. Em breve, vou fazer um dos outros 3 caminhos que faltam.

 

 

 

Menina que passaporte mais lindo! Que luxo hein ::otemo::

Vou programar essa viagem. Temos que valorizar o que temos aqui no Brasil!

Parabéns!

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Muito legal, obrigado por compartilhar.

Tenho pensado em fazer o caminho de bike mas começando por minas para evitar a subida da serra e claro acabar o caminho na praia ::otemo::

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Oi Gsta, (Gustavo?!)

 

Pretende fazer esse mesmo caminho terminando em Paraty, ou seria o caminho Novo??

 

O caminho do Sabarabuçu pretendo fazer de Bike ainda esse ano!

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    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por casal100
      1) - Jan/fev de 2013 - estrada real caminho velho. Foram aprox. 710 kms no total + 100 kms entre Paraty x aparecida + PN Itatiaia + visconde de mauá
      2) - Julho/2013 - estrada real caminho diamantres (diamantina x Ouro Preto);
      3) - Julho/2013 - Estrada Real caminho Sabarabuçu(Ouro preto x Glaura x Cocais)
      4) - Janeiro/2014 - Estrada Real caminho Novo (Ouro Preto x Rio de Janeiro).
      Informações Básicas e Resumo geral:
      No final da postagem desse relato, informarei nesse post , todas as principais dicas sobre esse maravilhoso roteiro, bem como o resumão.
      Muitas pessoas já fizeram a E.R. à pé, mas pouquíssimas fizeram relatos sobre a viagem, com dicas, sugestões.......
      Procurarei dar dicas sobre: tempo de viagem em cada roteiro, locais de hospedagem e seus respectivos preços..... fotos, roubadas, .....
      Alguns sites importantes da região:
      Ouro preto e os distritos: 
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_distritos_de_Ouro_Preto
      Estrada Real(planilhas e informações diversas): http://www.institutoestradareal.com.br/
    • Por julio555
      No dia 15 de fevereiro saí de casa exatamente as cinco e meia da manhã, com destino inicial no litoral norte do Espírito Santo. Seriam 800 km da capital mineira ao litoral.
      Mas os resultados foram tão surpreendentes que resolvi continuar a viagem de bike e não voltar de ônibus. Percorri o litoral capixaba até a divisa com o Rio de Janeiro. Não subi para a Bahia com receio do forte calor que estava fazendo na região. Dormi em postos de gasolina, em igrejas, ginásios, na beira da estrada e por aí vai. 
      Depois de chegar em Marataízes segui por várias cidades do interior do Rio de Janeiro, e logo após fiz o caminho novo da estrada real com a minha velha bike. Cheguei em Ouro Preto e já comecei a percorrer o Caminho dos Diamantes da Estrada Real, até a cidade de Diamantina. Pedalar 30km em estrada de terra não muito boa e com bike não apropriada cansa mais do que pedalar 100km na estrada de asfalto. 
      Depois, chegando em Diamantina, voltei para Belo Horizonte. Foram no total aproximadamente 3200km em 55 dia. 
      Narro toda essa aventura no blog que escrevo desde o ano de 2012
      Diário e as fotos de minha viagem pelo sudeste do Brasil





    • Por otavio_aon
      Desde o ano passado, quando conheci a Estrada Real, soube que retornaria. Em partes pelas experiências, que transformaram meus gostos, meus paradigmas e minha vida; em partes pela curiosidade sobre o que o caminho ainda teria para me oferecer.
       
      Nesse espírito, com a experiência adquirida desde a minha primeira viagem a pé (que foi exatamente a viagem pela Estrada Real, em 2008) e o equipamento necessário, inovei na companhia. Convidei alguns amigos mas (novamente) apenas uma pessoa se dispôs a me acompanhar: o Rodrigo; amigo de faculdade com gosto por trilhas e fotografia.
       
      O plano era caminhar pelo Caminho do Sabarabuçu, de Acuruí (distrito de Itabirito/MG) até Caeté/MG, percorrendo menos de 100km. Como tínhamos pouco tempo disponível, optamos por pular o trecho próximo a São Bartolomeu, para haver tempo de conhecer o Santuário do Caraça.
       
      Um mês antes da data prevista para a viagem, já tínhamos todo o equipamento necessário e a passagem para Belo Horizonte/MG já estava comprada. Como sairíamos de lugares diferentes e nos encontraríamos em Belo Horizonte, eu fui de avião e o Rodrigo de ônibus.
       
      Eu cheguei em Belo Horizonte dois dias antes e aproveitei para fazer um pouco de "turismo convencional" (mas isso é assunto para outros relatos). Depois que o ônibus (da Viação Motta) caiu em um imenso buraco durante a noite, o Rodrigo chegou em Belo Horizonte, com algumas horas de atraso. Mas depois de alguns acertos de última hora e histórias sobre o acidente; seguimos de ônibus (Santa Fé Transportes) para Itabirito, nosso ponto de partida.
       
      Lá, nos hospedamos no Hotel Dallas e já arrumamos um táxi (R$40, somente ida) para nos levar até Acuruí (distrito de Itabirito) na manhã seguinte. Com tudo pronto para novamente colocar o pé na estrada, dormimos cedo, cheios de ansiedade.
       
      Dica: Não há ônibus, ou qualquer outro transporte público, para Acuruí aos domingos, e mesmo nos dias de semana os horários são poucos. Procure se informar com antecedencia.
       
      Informações locais:

      Hotel Dallas: R. Dr Eurico Rodrigues, 487, Centro - Tel: (31) 3561-2500
       
      [li=]Mais relatos e fotos em: http://sobreviagens.blogspot.com/[/li]
    • Por JeffSantos
      Em junho do ano passado fiz a pé a Estrada Real, de Diamantina a Paraty. Abaixo algumas considerações sobre a caminhada que escrevi logo quando terminei. O relato completo está no blog longadistancia.com .
       
      Foram 32 dias de Estrada Real, quase 1200 quilômetros percorridos a pé. Muita gente fica curiosa com alguns detalhes de uma viagem como essa. Me perguntam como a coisa funciona na prática, o que se leva, o que se come, quanto se anda por dia, quanto custa, que horas sai, que horas chega, coisas assim. Vou tentar responder a algumas dessas perguntas nesse texto.
       
      De modo geral, a Estrada Real é muito bem dotada de estrutura de hospedagem e alimentação. Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de cidades, então dá pra se ter uma ideia. O que não quer dizer que as pousadas sejam boas, nem que você vai conseguir jantar todos os dias…
       
      Fiquei em lugares decadentes e sujos como a casa do Roberto, em Traituba, e paguei R$70, por uma cama de solteiro e um banheiro compartilhado (ok, ele fez uma janta e me deixou chupar quantas laranjas eu quisesse). Em Cruzília, gastei R$50 no quarto mais confortável da viagem, com cama king size, chuveiro privado excelente, TV a cabo, travesseiros à escolha. Por mais R$30 eu teria hidromassagem. Em Morro do Pilar o quarto era simples, mas o café da manhã era excelente. E custou R$35, o mais barato da viagem. O mais caro que paguei foi em Passa Quatro: R$135, mas o conforto do lugar vale o preço. Poderia ter ficado no albergue, mas tava lotado. Em média os quartos custavam entre R$50 e R$60 por noite.
       
      Alimentação em Passa Quatro também foi caro: duas cervejas e um Hamburger, R$68, sem 10%. A janta na Pousada Rural de Embaú, com arroz, feijão, carne, ovo, salada e purê de abóbora, saiu por R$12. Ficando no trivial, na janta, o preço era em torno de R$15.
       
      Eu não almocei nenhum dia. Minha rotina era acordar meia hora antes do horário do café na pousada (meu limite era as 7h. Se a pousada começasse a servir café só as 8h, meu plano era a) convencer a servir mais cedo, b) negociar de deixar um café já preparado, com o que tivesse, pra eu tomar quando acordar e cair fora e c) pedir um desconto na diária. Quase sempre a) funcionava), comer bem no desjejum e só parar pra comer quando chegasse ao meu destino. Na mochila eu levava barrinhas de cereais, frutas secas e frutas que tivesse na pousada – quase sempre bananas e maçãs. Com isso – e três litros de água, em média – me sustentava até a janta.
       
      Minha estratégia era começar a caminhar o mais cedo possível. Como clareava às 6:30 mas o sol só saía mesmo às 10h, esse horário era excelente. A partir das 10 já começava a ficar quente, depois das 11 já suava bicas. Parava lá pelas 3 ou 4 da tarde em um dia normal. Um dia extrapolei: quando fui do Serro a Tapera, quando poderia ter parado em Alvorada de Minas ou Itaponhacanga. Cheguei já noite. Outro dia saí ainda noite: no último, quando precisava andar os 60km de Cunha a Paraty. Em média andava o que me deixava satisfeito: entre 35 e 40km por dia (7 ou 8 horas, sem parar pra almoço). Meu objetivo era sair cedo e chegar cedo.
       
      Na minha mochila eu levava o básico do básico. Quatro sacos, que eu chamava de roupas, primeiros socorros, tecnologia e comida.
       
      O roupas é um saco estanque de 20 litros que ia com o seguinte:
       
      1 camiseta extra de caminha
      1 camiseta pra cidade
      1 calça de compressão extra
      1 par de meias extra de caminhada
      1 par de meias soquete
      1 calça de nylon pra cidade
      1 calça quente pra dormir
      1 segunda pele pra dormir
      1 manga longa pra cidade
      1 Mini toalha de alta absorção
      Tudo leve, nada de algodão, tudo de secagem rápida.
       
      O primeiro socorros era o mais pesado. Com os machucados no pé durante a caminhada foi ficando maior e no final tinha o seguinte:
       
      Kit óculos: porta-óculos, óculos, lente de contato, 100ml de soro pra lente
      Kit dental: escova, creme, fio
      Kit primeiros socorros: pomada anti-inflamatória, pomada pra alergia, pomada pra assadura, linha e agulha (pras bolhas), esparadrapo microporos, bandaid, gase, protetor labial (que nunca usei), Salompas
      Kit higiene: Mini sabonete, desodorante, papel higiênico, lenços umedecidos, protetor solar
      Kit comprimidos: ibuprofeno, Cataflan (só usei esses dois), tylenol, aspirina
      Kit unha inflamada (comprei quando a unha 5 caiu): algodão, água oxigenada, mertiolate
      Cada kit desse ia em saco plástico e todos eles em uma sacola de tecido.
       
      O tecnologia tinha:
       
      Dois adaptadores usb-tomada
      T
      Carregador extra celular
      Lanterna de cabeça
      Cabo iPhone
      Cabo mini-usb (carregador e lanterna)
      Mini tripé
      Fone de ouvido
       
       
      Na sacola comida ia o que eu tivesse de comida naquele dia. E um par de tênis de iatismo da Tribord (um achado, pesa menos que um par de havaianas) era meu sapato pra cidade e ia numa sacola de supermercado.
       
      Os três primeiros sacos iam dentro de um saco de lixo dentro da mochila, uma Quechua 40l. Assim, caso eu pegasse chuva, minhas coisas não molhariam. Na parte de cima da mochila ia o kit comida, o passaporte da estrada real (num saco plástico) e um capa de chuva barata (coisas que eu precisaria usar em emergência ou assim que chegasse na cidade, e que caso precisasse não teria que abrir a mochila toda). Num bolso na frente da mochila, na cintura, eu levava um canivete e duas ou três barrinhas de cereal. Dependurado na alça da mochila uma bandana multi-uso. Nas laterais, duas garrafas pet 1,5l de água. Só de água eram 3 quilos, mas a mochila toda, completa, não chegava a 9. O peso base, sem comida e água, era pouco menos de 5 quilos. Tudo muito enxuto. Andar leve é o segredo.
       
      Eu usava tênis (um Asics Fuji), meia, calça que vira bermuda, calça curta de compressão, camiseta, camisa manga longa, corta vento, boné. Óculos de sol eu perdi em Entre Rios. Levava também dois bastões de caminhada, essenciais tanto em subidas quanto descidas. No bolso esquerdo da calça o celular. Numa pochete, dinheiro, cartões de crédito e débito e um iPod Mini, que usava pra marcar a distância percorrida.
       
      Na chegada de cada cidade ia até o ponto final indicado na planilha, onde desligava a contagem da distância. A partir daí ia procurar local pra carimbar o passaporte e pousada (às vezes era no mesmo lugar). No local de estadia, um ritual: tirava tudo da mochila, conferia se estava tudo ok, tomava um banho quente e demorado, botava a roupa de cidade, descansava um pouco e ia procurar o que comer e conhecer a cidade. Voltava, atualizava o blog e normalmente já estava dormindo antes das nove.
       
      Como a maioria das cidades é bem pequena, não tinha muito o que ver. A igreja (que em muitas era o ponto de chegada) e muitas vezes só. Mas acontece que em muitas dessas cidades as atrações mesmo estão no entorno, como as cachoeiras em Carrancas ou Milho Verde. Aí não dava pra visitar, mas ia anotando mentalmente os lugares que quero voltar (Diamantina, Milho Verde, Serro, Morro do Pilar, Circuito das Águas).
       
      Dos 32 dias de Estrada Real, andei efetivamente 28. Tirei quatro dias “zero”, onde fiquei parado. Não andei os dias 12, 14, 19 e 20. Quando cheguei a Caeté, do lado de BH, passei a ir dormir em casa ao invés de procurar pousada. Era mais barato e mais confortável. Além de Caeté, fiz isso em Sabará e Rio Acima. Tirei um dia zero antes de voltar a Rio Acima e seguir a Glaura, onde Alê foi me encontrar e tirei o segundo zero. Depois voltei de São João Del Rei pra BH para um final de semana com a família. Nos 28 dias caminhados foram percorridos 1.172,45 quilômetros. O que dá uma média de uma maratona (quase 42km) por dia. Não conto aqui as caminhadas pra procurar pousada, restaurante, farmácia ou sinal no celular. Meu ritmo de caminhada é puxado e paro raramente. Nos dias que andei pouco, fiz quase 30 km (de Conceição do Mato Dentro a Morro do Pilar e de Capela do Saco a Carrancas). Vários foram os dias com mais de 50. O último, de Cunha a Paraty, bateu nos 60, doze horas de caminhada quase sem parar.
       
      Mas tenho que confessar: eu não fiz a Estrada Real completa. Além do Caminho Novo (Ouro Preto a Petrópolis), ficaram faltando trechos em todos os caminhos que fiz. O Caminho dos Diamantes, por exemplo, sai de Diamantina e vai a Ouro Preto. A partir de Cocais segue para Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Santa Rita Durão, Camargos e Mariana. Por causa do acidente em Bento Rodrigues, que ficava entre Santa Rita e Camargos, a estrada está bloqueada a partir de Santa Rita, o te obriga você a pegar um asfalto com grande número de caminhões e sem acostamento. Por causa disso optei por pegar o Caminho do Sabarabuçu, que começa em Cocais. No caminho do Sabarabuçu não andei o trecho final, de Glaura a Ouro Preto. E no Caminho Velho, o trecho inicial, que sai de Ouro Preto, passa por Glaura e vai a Santo Antônio do Leite, também foi omitido (fiz de carro com a Ale). Sem contar que saltei Itamonte. Se tivesse feito todos esses trechos seriam pelo menos mais 150 quilômetros. Mas não acho que tenham comprometido a caminhada e seu objetivo.


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