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Dia 31/01 – Alguns pontos turísticos de Madri e... futebol!

 

Desde que colocamos o pé para fora do hostal, vimos uma movimentação de pessoas que pareciam estar se dirigindo a alguma passeata ou algo do tipo, todas com camisetas ou portando uma bandeira roxa. Ficamos curiosos.

Caminhamos até a Plaza de Cibeles, e dali fomos até a Puerta de Alcalá.

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Voltamos, e demos uma olhada no valor da entrada para o prédio do Palacio de Comunicaciones, mas resolvemos andar mais pela cidade. Fomos até a Puerta del Sol, a movimentação de pessoas envolvidas com aquela manifestação só aumentava.

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Voltamos em direção à Plaza de Cibeles, mas a movimentação de pessoas tinha se transformado em uma multidão! A rua estava tomada, com muitos policiais, camburões, etc, o clima parecia tenso :o ! Percorremos um outro caminho para fugir daquele tumulto, e fomos para o Parque del Retiro.

O parque é muito gostoso, e o dia estava muito bonito, o que ajudava. Famílias passeando, pessoas correndo, pedalando, passeando com seu cachorro... enfim, aquele clima legal de parque. Ficamos ali um bom tempo, curtindo.

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Nos dirigimos a uma estação do metrô. Lá compramos o passe que dá direito a 10 viagens, e que pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €12,20 – muito vantajoso, pois só uma viagem custa entre €1,5 e €2.

Compramos na máquina de autoatendimento, bem tranquilo. Mas na hora de passar o cartão no leitor, nada acontecia. Procuramos um funcionário que estava por ali, que verificou que o cartão não funcionava. Ele trocou nosso cartão por um novo, nos perguntou onde estávamos indo, explicou qual linha pegar, onde descer etc, foi super gentil.

O metrô de Madri, apesar de possuir muitas linhas, é fácil de usar. É muito bem sinalizado, com gráficos das linhas, tudo que a gente precisa.

E então chegamos no aguardado Santiago Bernabeu! Ao sair da estação de metrô a gente já dá de cara com ele. Como eu já relatei antes, não tínhamos conseguido comprar entradas pela internet, então fomos direto à bilheteria. Os ingressos mais baratos estavam esgotados, compramos o segundo mais barato que foi €50! Tudo bem, não é qualquer hora que a gente assiste ao Real Madrid!

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Como chegamos um pouco cedo (com medo de não conseguir ingressos), fomos procurar um lugar para lanchar/almoçar. As opções de almoço não eram interessantes, então comemos uns bocadillos de tortilla, que é bem típico na Espanha. Aproveitamos para fazer um programa que nunca fazemos juntos: tomar cerveja antes de entrar no estádio. Costumamos ir a jogos, mas não juntos: sou colorada, e ele é gremista!

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Quando finalmente entramos no estádio... uou! Sensacional! Nosso assento era lá em cima, bem longe do campo, mas quem se importa? O único porém é que ventava bastante, aumentando o frio de cerca de 1º que fazia. Estávamos sentindo muito, muito frio, mesmo cheios de roupas.

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Não se engane com a foto acima, até começar o jogo o estádio encheu!

E começa o jogo! Cristiano Ronaldo tinha feito o favor de ser expulso no jogo anterior, então estava suspenso. Tivemos que nos “contentar” com James Rodrigues, Tony Kroos, Benzema, Bale, Sérgio Ramos e por aí vai... uma seleção!

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Logo que começou o jogo, começou a passar a sensação de frio. Não que tenha ficado quente, mas ficou confortável. Olhamos para cima, e havia aquecedores enormes presos sob a cobertura do estádio! Surreal!

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O jogo terminou Real Madrid 4 x 1 Real Sociedad, uma experiência inesquecível.

Pegamos o metrô, e voltamos até o Museu Reina Sofia. Antes comemos um bocadillo de calamares (sanduíche com anéis de lula empanados), que também é típico espanhol. Achei gostoso, e eu nem gosto de lulas.

Aproveitamos o horário grátis do Reina Sofia, das 19h às 21h. Vimos, é claro, o Guernica, além de uma seção de obras do Dalí e artistas do seu período. No mais, não nos interessou muito, não curtimos arte moderna. Diferente do que aconteceu no Museu do Prado, nesse aqui saímos antes de acabar o horário, e sem dó de não ter visto mais coisas.

O Rodrigo tinha se empolgado e comprado uma manta do Real Madrid antes de entrar no jogo, e vários funcionários do museu conversaram com a gente por causa disso, perguntando se o jogo estava bom, se tínhamos gostado, quem tinha feito os gols. Aproveitamos e pedimos para um deles uma dica de mercado perto dali, pois não havíamos visto nenhum. Ele explicou direitinho como chegar. Compramos alguns biscoitos, água, suco, coisinhas para levar no bate-volta do dia seguinte e também para lanchar mais tarde, gastamos menos de €5.

Vimos notícias de que aquela manifestação que estava acontecendo reuniu cerca de 100 mil pessoas! Eles estavam reivindicando mudanças diversas, pois a Espanha atualmente tem uma taxa de desemprego superior a 20%! Fazendo um parênteses no relato, tanto em Portugal quanto na Espanha vimos muitas pessoas mendigando. Pessoas com plaquinhas que diziam que estavam desempregadas e precisavam de ajuda, ou então pessoas de idade simplesmente abordando quem passava e pedindo dinheiro. Bem triste!

 

Dia 01/02 – Bate-volta a Segóvia

 

Pegamos o metrô até a estação Moncloa, entramos no terminal de ônibus que fica anexo, e procuramos o guichê da empresa Sepulvedana (horários e preços atualizados: http://www.lasepulvedana.es/). Chegamos a tempo de pegar o ônibus das 9h15, mas já estava lotado e só conseguimos para o das 10h. Custou €14,76 por pessoa, com o horário da volta em aberto. Aproveitamos para tomar café no Dunkin Donuts da estação e usar o wi-fi até o horário do ônibus.

55 minutos de viagem e chegamos em Segóvia. Colocamos o pé para fora da estação e já sentimos como seria o dia: muito frio! ::Cold::

Em poucos minutos caminhando chegamos em frente ao aqueduto, lindíssimo!

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Ali mesmo há um posto de informações turísticas, pegamos um mapa e diversas informações com um atendente super atencioso.

Exploramos um pedaço da cidade, subindo pela lateral do aqueduto e caminhando pelas ruas até a Catedral. Entramos nela, olhamos um pouco, estava iniciando uma visita guiada à torre. A visita custava €5 e durava cerca de 1 hora, optamos por não fazer (na verdade já estávamos meio enjoados de ver igrejas e catedrais e com ainda menos vontade de ter que pagar por isso).

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Fomos até o Alcázar, nos informamos sobre a visitação, e voltamos para almoçar. Comemos no restaurante El Patio de la Catedral, boas opções de comidas típicas da região a preços amigáveis e ambiente aconchegante. Provamos o cochinillo assado (leitão) e a sopa castellana, pratos bem gordinhos para encarar o inverno segoviano. Estavam gostosos, gastamos €31,77 com vinho, sobremesa e café.

Fomos fazer a visitação no Alcázar, €7 por pessoa. O lugar é muito legal, tanto a sua arquitetura quanto os ambientes e objetos expostos ali. Lá de cima a vista é linda, vendo a cidade e ao fundo as montanhas da Serra da Guadarrama com seus cumes nevados.

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Saímos do Alcázar e fomos caminhar pelas ruas do Bairro Judeu. Por ser domingo, muitas coisas estavam fechadas e o lugar estava um pouco deserto, mas é bem bonitinho.

Desde o início do planejamento dessa viagem tínhamos esperança de ver neve justamente em Segóvia, por ser a cidade mais fria pela qual passaríamos. E foi durante nosso passeio pelo Bairro Judeu que começaram a cair aqueles floquinhos minúsculos, mas devagar demais para serem pingos de chuva. Uhu, estava nevando! Começamos a pular feito crianças, foi a primeira vez que vimos neve na vida. Era tão fininha que nem aparecia nas fotos, e estava longe de cobrir as coisas de branco, mas mesmo assim ficamos ali pulando que nem bobos ::hahaha:: !

Mais para o fim da tarde voltamos à rodoviária para marcar a volta para o ônibus das 17h15, mas este também já estava lotado, e marcamos para o das 18h. Eu disse “deixa, quem for embora nesse ônibus não vai ver a neve mais forte que vai cair daqui a pouco!”.

Voltamos até o aqueduto, e fizemos um lanche com chocolate quente em uma lancheria ali em frente. Quando retornamos para a estação, começou mesmo a cair uma neve um pouco mais forte! Todo mundo ficou dentro da estação, e nós saímos para o pátio para de novo pular sob a neve, que ainda não era abundante, mas pra nós era uma nevasca! Valeu a pena esse dia que foi o mais frio que já passei.

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Voltamos para o hostal, e à noite fomos jantar em um restaurante de comida tailandesa bem ali pertinho. O restaurante é o Pad Thai, eu não tinha levado muita fé de que ele seria bom e o Rodrigo insistiu para irmos, mas depois de provar a comida... uau! De entrada uma sopa de coco que estava divina, e depois um prato de pad thai de camarão (massa de arroz, vegetais e temperos tailandeses). Salivo só de lembrar daquela comida! Gastamos €30, com vinho e sobremesa.

 

Dia 02/02 – Conhecendo mais de Madri

 

Pegamos o metrô até a estação Plaza España, e fomos conhecer a praça de mesmo nome e a sua estátua do Dom Quixote.

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Dali fomos ao Templo de Debot. Não conhecemos sua parte interna, estava fechado por ser segunda-feira.

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Passeamos por dentro dos jardins ao lado do Palácio Real, depois por sua frente, ainda não sabíamos se faríamos a visitação e decidimos não fazer. Passamos em frente à Catedral de Almudena e também não entramos.

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Fomos ao Mercado San Miguel. Não é um mercado normal, onde a população vai fazer suas compras de dia-a-dia, é bem mais bonitinho e arrumado, e vende produtos mais requintados. Tem diversos estabelecimentos que vendem montaditos e pinchos (porções de petiscos). As coisas eram meio carinhas, mas eram tão bonitas e apetitosas que tivemos que provar. Pegamos duas sangrias e uns pinchos que eram umas azeitonas enormes recheadas com salmão e outras coisinhas, estava bom.

Dali é um passo da Plaza Mayor. Muito legal.

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Caminhamos de volta até o restaurante tailandês, gostamos tanto que fomos almoçar lá. Menu fixo de entrada+prato principal+bebida por incríveis €8,95 por pessoa, digo incríveis por que a comida é espetacular.

Depois de almoçar, fomos aproveitar o horário grátis do museu Thyssen-Bornemisza, que fica bem próximo dali. A entrada é gratuita às segundas-feiras, das 12h às 16h. Adoramos o museu, especialmente alguns quadros de Van Gogh, Rembrandt, Renoir e Monet.

À noite, fomos à estação de trens comprar passagens para ir a Toledo no dia seguinte, €20,60 ida+volta por pessoa. E depois, fomos jantar/bebericar no 100 Montaditos em frente à estação. Às segundas-feiras eles fazem uma promoção em que os montaditos saem pela metade do preço, e fomos lá aproveitar para provar mais alguns, acompanhados de canecos de tinto verano! Delícia!

 

Dia 03/01 – Bate-volta a Toledo

 

Pegamos o trem das 8h50 para Toledo (horários e preços em http://www.renfe.com/), em meia hora de viagem se chega lá.

Existe um ônibus que passa em frente à estação e leva à praça principal da cidade, mas fomos caminhando, é perto e tem um visual bonito. A gente passa por uma ponte sobre o rio Tajo (que é o mesmo Tejo que corta Lisboa), e entra pela Puerta de Alcantara, que é uma das entradas da parte murada da cidade.

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Chegamos na praça Zocodover, passamos no posto de informações turísticas que tem ali, pegamos mapa e informações.

Fomos até a Mesquita del Cristo de la Luz, com a intenção de ver uma construção diferenciada, pois trata-se de uma construção de arquitetura e decoração islâmicas. Pagamos €2,50 cada e ficamos decepcionados, o lugar é até bonitinho, mas 10 minutos de visita são mais do que suficientes, é minúsculo.

Fomos ao Alcázar, e há duas formas de entrar nele: visitando o Museu do Exército, que não me interessava, ou a Biblioteca Pública da cidade. Pensamos que por ser dentro do Alcázar, a biblioteca conservaria características da sua arquitetura. Depois de subir a pé 8 andares (para completar o elevador estava estragado), chegamos em um ambiente tão normal quanto qualquer outra biblioteca que já conhecemos na nossa escola ou faculdade. ::toma::

Existem diversas lojas pela cidade que vendem espadas e outras armas, e suas vitrines são muito bonitas, com armaduras completas expostas. É uma atração à parte.

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Chegamos em frente à Catedral, que possui uma fachada belíssima, mas não entramos.

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Começamos a buscar um lugar para almoçar, e entramos no La Campana Gorda. O ambiente era bem bonitinho, mas a comida... variava entre o comum e o bem ruim. Os restaurantes, tanto em Portugal quanto na Espanha, costumam dar o preço da refeição com o “IVA incluso”, é um imposto deles, e essa informação geralmente está na placa dos preços ou no menu. Para nossa surpresa, na hora da conta nesse restaurante, o IVA era cobrado à parte, e não satisfeitos, havia uma taxa de serviço de 2 euros por pessoa! Saímos indignados. ::grr::

Paramos em um boteco mais adiante para tomar um cafezinho, pedimos no balcão mesmo para não ter nenhuma sobretaxa, mas custou €2 cada café! A essa altura estávamos nos sentindo os verdadeiros turistas explorados: primeiro aquela mesquita sem graça, depois a biblioteca do Alcázar que não tinha nada demais, depois o almoço, e agora o café! ::putz::

Chegamos ao Monastério de San Juan de Los Reyes, e ao lado deste inicia uma trilha que sai dos muros e passa pelas margens do Tajo. Ficamos com a opção na qual ninguém nos cobraria alguma entrada ou taxa ou coisa do tipo. :D

Essa trilha foi a coisa mais legal que fizemos em Toledo. Em meio à natureza, andando rente ao rio, com belas vistas da muralha e das construções na margem oposta. Cerca de uma hora de caminhada bem tranquila, parando para curtir e tirar fotos, até chegar no outro acesso para retornar à cidade.

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Ali já era bem pertinho da Sinagoga del Trânsito, fomos conhecê-la (€3 cada). Essa achamos legal, não é muito grande mas possui exposição de diversos objetos da cultura judaica.

Depois, fomos em uma exposição dos Cavaleiros Templários. Eram diversos manequins com roupas típicas, e painéis contando a história da Ordem. €4 o ingresso por pessoa.

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Logo ali ao lado, entramos no Museu da Cultura Visigótica. Pouca coisa exposta e com poucas informações, mas era grátis.

Nos dirigimos à estação, nosso trem para retornar era às 17h e pouco. Apesar dos poréns, gostamos muito de Toledo, é uma cidade muito bonitinha e que deve sim ser visitada ::otemo:: .

À noite, saímos para encontrar um colega meu de trabalho que também estava em Madri, fomos beber e petiscar, foi uma despedida bem legal da cidade. Na manhã seguinte seguimos para Granada.

  • Gostei! 2

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Obrigada por esse roteiro!!

Exatamente o que quero fazer, acrescentando mais dois dias, com pequenas alterações!!

Vai me ajudar bastante!

Fico feliz por saber que tanta gente compartilha suas viagens e roteiros, ajuda muitíssimo a pessoinhas perdidas como eu ::lol4::

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Dia 04/01 – Ida para Granada

 

Acompanhamos o site da Renfe por muito tempo para comprar as passagens Madri-Granada com antecedência e conseguir um bom preço, mas nunca abria a venda para a data que queríamos. Acabamos comprando na estação Atocha, no dia em que chegamos em Madri, e pagamos €49,60 cada. Pegamos o trem das 09h05, a viagem durou 4h40min.

A estação de trens fica a uns 25 minutos de caminhada do centro histórico, onde fica o Hostal Mesones. Fizemos o check-in, a proprietária nos recebeu e foi super atenciosa, nos deu um mapa e explicou todo o necessário. Nesta hospedagem tivemos o melhor atendimento da viagem toda.

Largamos as coisas e saímos pra rua. Paramos para almoçar em um restaurante/lancheria/fast-food de comida árabe (Shawarma King), onde havia uma salinha de orações ao lado da área das mesas e dava para ver alguns homens ali rezando. Já deu para sentir a influência árabe na cidade.

Quase ali em frente há uma livraria onde fica a máquina para retirar os ingressos comprados antecipadamente para Alhambra, passamos ali e retiramos os nossos. É preciso inserir na máquina o cartão de crédito usado para a compra. Compramos antecipadamente, o que é bastante recomendado, pagamos €15,40 cada.

Caminhamos até o Albaicín, passeamos por suas ruas, até chegarmos no Mirador San Nicolás. O tempo estava um tanto fechado, mas mesmo assim o cenário é sensacional.

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E foi aí que começou a nevar! Adivinha o que fizemos? Começamos de novo a pular que nem bobos, e a neve já estava mais forte do que tinha sido em Segóvia, então percebemos que ela estava molhando nossas roupas. Entramos na igreja que tem junto ao Mirador, e ficamos um tempinho ali esperando passar. Em seguida parou, e voltamos ao Hostal.

O Hostal tem umas sacadinhas para a rua, ficamos ali curtindo a neve que tinha recomeçado, as pessoas passavam com os guarda-chuvas abertos tapados de branco, muito legal.

Mais tarde saímos à procura dos famosos bares de tapas de Granada. Uma das regiões com maior concentração é a da Calle Elvira, e foi para lá que fomos.

Primeiro conhecemos o El Castillo Viejo, que é um bar de tapas gourmet. Tu pedes a bebida, pode ser cerveja, sangria etc, e escolhe uma tapa grátis no cardápio, tipo “montadito com salmão e cream cheese”, ou “anéis de lula empanados”. São porções pequenas (é claro: são tapas), mas era tudo muito gostoso.

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Depois de umas sangrias, fomos para outro bar, o La Antigualla 2. Esse estava mais cheio, com bastante gente em pé. As tapas aqui eram mais simples porém mais fartas, e pelo que notamos eles servem uma sequência fixa conforme o número de bebidas: na 1ª bebida veio um hamburguerzinho com fritas, na 2ª bebida veio uma espécia de biscoito salgado recheado com frios e fritas também, e aí paramos porque já estávamos com a pança cheia de tanto comer. Um copo de “caña” (um copinho de cerveja, de uns 250ml) custava €1,20 e vinha um lanche grátis! Surreal! As sangrias eram um pouco mais caras, uns €3. No final de tudo que comemos e bebemos nos dois bares gastamos €16,20.

 

Dia 05/01 – La Alhambra

 

Logo que saímos do Hostal, notamos que tinha nevado bastante à noite (fez -5º).

É tranquilo de subir a pé até a entrada do complexo de La Alhambra, mas optamos por pegar o ônibus que sai da Plaza Isabel La Catolica (€1,20 cada ticket).

Conforme o ônibus ia subindo, o visual ia impressionando cada vez mais, pois a vegetação estava toda branquinha, coberta de neve. Quando descemos do ônibus o visual era indescritível! Talvez as fotos deem uma ideia.

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Foi emocionante ver um cenário tão lindo e completamente inesperado! Como falei antes, tínhamos esperança de ver neve em Segóvia, mas não passou pela nossa cabeça ver neve em Granada, mesmo sabendo que seria bem frio. E menos ainda que nevaria com abundância para deixar tudo branquinho! Fantástico.

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Entramos no complexo e começamos a visita pelo Generalife. Tudo lindo demais, e a neve deu um toque a mais de beleza.

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Caminha-se muito nessa visita, há muitos recantos bonitos para ver. É interessante dar uma planejada para não ficar andando perdido de um lado para o outro, esse site aqui ajuda: http://www.alhambradegranada.org/es/info/itinerariosorganizaciondesuvisita.asp.

Quando chegamos no Alcazaba, estava fechado pois o chão estava coberto de gelo. Pena!

Compramos uns chocolates quentes na máquina automática de bebidas, já estava quase no nosso horário de entrada nos Palácios Nasridas, tínhamos marcado para 12h. A fila é grandinha mas vai rápido.

Os Palácios Nasridas são, sem dúvida, o ponto alto da visita! A riqueza nos detalhes esculpidos, os azulejos, as cores, a arquitetura. Recomendo muito deixar isto para o fim da visita, para não achar “sem graça” o restante depois. Lindo demais!

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Fomos embora a pé, uma caminhada superagradável. Passamos no Hammam Al Andalus (detalhes em http://granada.hammamalandalus.com/) para marcar nosso horário de banho árabe. Um horário de banho (1h30) com massagem de 15 minutos custava €36, e apresentando o bilhete da Alhambra ganhava 10% de desconto. A atendente disse que um dos ambientes estava fechado, não entendi direito se era uma piscina ou uma sauna, e por isso nos cobrou €30. Agendamos para 18h.

Almoçamos em um restaurante pertinho da Catedral, Casa Cepillo, almoço de dois pratos com uma bebida e sobremesa, €9,90 por cabeça. Boa a comida. Depois, um passeio pelo mercado de artesanato para comprar umas lembrancinhas.

Voltamos para o Hostal para dar uma ajeitada na mala, no outro dia íamos embora cedo.

Fomos novamente ao Mirador San Nicolás, desta vez o tempo estava mais aberto e a vista estava espetacular. Dava para ver perfeitamente as montanhas da Sierra Nevada.

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Descemos para o nosso banho árabe. Que ma-ra-vi-lha! Não são permitidas fotos no seu interior, mas quem ficar curioso pode ter uma ideia no site. Tudo lá dentro é suave: a temperatura quentinha, iluminação toda feita por velas, há uma música de fundo que só se escuta prestando bastante atenção, um cheirinho delicioso de óleos aromáticos… eles deixam um bule de chá para que todos se sirvam, que também era uma delícia. 1h30 só se preocupando em trocar da piscina morna para a quente, da piscina quente para a sauna, e depois a massagem, e voltar para a piscina morna… Enfim, €30 muito bem gastos. Saímos novinhos em folha, completamente relaxados!

Fomos direto para a rua dos bares de tapas. Começamos na Casa de Todos, tomamos só uma caña e nos serviram um sanduichinho, gostoso, mas queríamos conhecer outros bares. Fomos então ao Babel World Fusion, tinha um menu de tapas bem diferente e nos pareceu interessante. O lugar estava muito cheio, e o atendimento não dava conta. Anotaram errado nosso pedido, e a tapa que veio era ruim! Resolvemos ir novamente no bar da noite anterior que gostamos bastante, tanto da sangria e das tapas, quanto do ambiente e do atendimento, o Castillo Viejo. Nessa peregrinação toda de cañas+sangrias+tapas gastamos €18,60.

Que baita dia! Visita à Alhambra, cenário de neve inesquecível, banho árabe com tratamento de rainha/rei, e, para fechar, bebidas e petiscos deliciosos! ::love::

 

Dia 06/02 – Ida para Sevilha

Tínhamos comprado bilhetes de trem para Sevilha no dia em que chegamos em Granada, custou €30,15, para as 8h43. Caminhamos até a estação, o trem atrasou uns 10 minutinhos. Em pouco mais de 3 horas de viagem chegamos.

Em frente a Estação Santa Justa pegamos o ônibus 32 (€1,40 a passagem), até a Plaza del Duque, e dali caminhamos até o Hostal Zaida. No check-in recebemos um mapa, e mais uma vez a recepcionista foi bem atenciosa e nos explicou várias coisas sobre a cidade. Largamos as bagagens e saímos.

Almoçamos em um lugar ali perto, simples e barato (€7 cada), foi o único lugar da viagem toda onde fomos atendidos de maneira grosseira. Engolimos a comida e saímos dali o mais rápido possível. :shock:

Saímos a caminhar pela cidade. Fazia uns 15 graus e um lindo dia ensolarado. Depois de Madri e Granada, estávamos nos sentindo em uma praia do Nordeste :D ! Passamos pela Catedral, depois até a beira do rio Guadalquivir, pela Torre de Oro, e fomos até a Plaza España.

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Ali sentamos e ficamos um bom tempo à toa, aproveitando o sol. Voltamos, passamos pela Plaza de Toros, mas não quis fazer a visita. Passamos por um 100 Montaditos e tomamos um "Tinto Verano".

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À noite fomos ao Bairro Santa Cruz, atrás dos bares de tapas e quem sabe de um show de flamenco. Primeiro paramos para tomar umas cañas na Cervezeria La Grande, o lugar mais parece um açougue, todo revestido em azulejos brancos :) . Cerveja barata, e uma porçãozinha de camarões grátis (pequenos, mas deliciosos).

Depois fomos à Cervezeria Albaceá, comemos um rabo de toro, uma carne feita no molho e servida com pão, muito bom, e mais cañas. Nestes dois lugares gastamos €15. Pedimos ao garçom uma dica de lugar onde rolasse um flamenco mais frequentado pelos locais, e não uma coisa turística. Ele explicou como chegar. Não sei se não entendemos direito a explicação ou se ele nos passou o conto, mas chegamos lá e não tinha absolutamente nada. Fomos embora.

 

Dia 07/02 – Pueblos Blancos

 

Tínhamos alugado um carro ainda antes da viagem, através do Booking. Como era a primeira vez que alugaríamos um carro no exterior, lemos todas as entrelinhas de diversas locadoras antes de tomar uma decisão. Acabamos locando pela Sixt, por €51 a diária.

Fomos até a estação Santa Justa, o quiosque da locadora fica do lado de fora da estação, mas perambulamos um pouco até descobrir isso. O trâmite foi rápido. Acabamos pagando um up-grade por um carro um pouco mais potente (segundo a atendente, para subir os morros dos Pueblos) e mais a gasolina adiantada, aí foram mais €39. Depois apanhamos um tantinho do GPS em espanhol ::sos:: , e finalmente partimos em direção aos Pueblos Blancos.

A primeira parada, depois de mais de uma hora de viagem, foi Zahara de La Sierra. Um visual maravilhoso daquele monte de casinhas brancas tapando parte da montanha, com um lago de um azul incrível aos seus pés.

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Subimos por ruazinhas muito estreitas, chão todo de pedras, até chegar no mirante lá em cima.

Uau! Deslumbrante! Diversas amendoeiras carregadas de flores complementaram o cenário, magnífico!

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Ficamos um tempo ali, depois entramos em um barzinho para tomar um café, e partimos porque ainda havia duas cidades no roteiro. A minha vontade era ficar ali mais, o lugar era muito lindo e agradável.

A segunda cidade foi Ronda. Quando chegamos a neblina tapava quase toda a vista do desfiladeiro. Procuramos um lugar para almoçar, nos arredores da Plaza de Toros há diversos restaurantes com preços razoáveis. Comemos em um de comida italiana, deu €22 para nós dois.

Voltamos para o mirante do desfiladeiro e o tempo tinha aberto! Muito legal a vista da ponte sobre o desfiladeiro e todo o resto da paisagem.

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Pagamos €2,50 cada para conhecer o interior da ponte, achando que dali o cenário seria ainda mais bonito, mas não foi grande coisa. Rapidinho percorremos tudo e voltamos para fazer a trilha que leva até a parte de baixo da ponte.

Essa sim foi muito boa! A trilha não é difícil, a gente vai olhando tudo e curtindo e logo está lá. O desfiladeiro e a ponte vistos por baixo são bem interessantes, e o rio que passa ali tem uma cor diferente, verdinha, bonita. Bem legal.

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Subimos de volta e caminhamos mais um pouco pela cidade, e rumamos para conhecer Setenil de Las Bodegas. O carro tinha ficado em um estacionamento próximo da Plaza de Toros, pagamos €6 por cerca de 5 horas.

Setenil de Las Bodegas tem as ruas ainda mais estreitas que Zahara. Deixamos o carro em um estacionamento público logo na entrada da cidade e caminhamos para conhecê-la. Os poucos carros que circulavam tiravam fininhos das casas, é certo que eles perdem muitos espelhos por lá :lol: !

O legal de Setenil é a maneira que eles aproveitam as rochas para suas construções, como paredes e muitas vezes até como teto. Tomamos um café em um barzinho e o teto do banheiro era pura rocha!

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Mais um Pueblo muito bonitinho! Todas as casinhas brancas, chão de pedras…

Já começava a anoitecer e fomos embora. Gostaria de ter ficado mais tempo em cada uma dessas cidades, mas valeu muito a pena ter apertado um pouquinho e conhecido as três. Cada uma com suas particularidades, todas são lindas! E o aluguel do carro também, não foi barato, mas valeu cada centavo! Esse foi um dos melhores dias da viagem, por conhecer uma Espanha mais autêntica, mais tranquila, menos turística, além dos cenários naturais que não se veem nas cidades grandes. ::love::

Mais tarde, fomos assistir ao flamenco no La Carboneria, mais uma dica dada em diversos relatos por aqui no Mochileiros.

O lugar é bem simples, tipo um galpão, um senhor bem simpático na recepção mandou a gente entrar que o flamenco já ia começar. A entrada é grátis. Claro que todos os assentos próximos aos músicos estavam cheios. Pegamos umas bebidas e uns petiscos e sentamos.

Os músicos começaram a tocar, primeiro uma música bem lenta, e bem aos poucos o ritmo foi ficando mais forte. Aí a gente começou a pensar “cadê a bailarina? Será que vai entrar alguém para dançar daqui a pouco?”, quando de repente a moça que está sentada ao lado de um dos músicos, usando roupas normais (sem aqueles vestidos típicos) se levantou e começou a dançar. A dança foi no mesmo embalo, começou com movimentos mais suaves e foi ficando mais intensa, e mais intensa... o negócio é alucinante! De tirar o fôlego! A apresentação durou uns 20 minutos. Ficamos bebericando e petiscando até tudo recomeçar, mais ou menos uns 45 minutos depois, e a apresentação rolou toda da mesma maneira. Demais!

Ficamos andando um pouco procurando um bar de tapas, vários já estavam fechando e os que estavam abertos estavam meio vazios. Tomamos uma caña em um e fomos embora.

 

Dia 08/02 – Sevilha

 

Último dia da viagem.

Caminhamos bastante pela cidade e pela beira do rio. A beira-rio estava cheia de pessoas correndo, andando de bicicleta, de patins. Mais um lindo domingo de sol! Ficamos por ali um tempão.

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Depois de almoçar, fomos conhecer o Real Alcázar. €9,5 por pessoa. O lugar é lindo, mas nos bateu um cansaço de fim de viagem, junto com a melancolia de ter que ir embora… Caminhamos bastante pelas partes internas e pelos jardins.

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Depois entramos na Catedral, mas não nos animamos a pagar para subir na Torre de La Giralda.

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À noite fomos novamente ao Bairro Santa Cruz, o movimento já era mais fraco que nos dias anteriores. Voltamos em direção à Catedral e fomos ao 100 Montaditos para um lanche de despedida.

Pedimos ao Hostal para chamar um táxi para 4h45, o único táxi da viagem toda em função do horário. Com as ruas praticamente desertas, antes das 5h chegamos no aeroporto, esse trecho custou €30!

Voamos de Sevilha para Lisboa, com 4 horas de conexão e muitas “olhadinhas” nos free shops para passar o tempo, e depois para Porto Alegre.

 

Adoramos os dois países, recomendo muito! Espero ter ajudado a quem busca informações para sua viagem, pois obviamente nosso planejamento foi feito usando muitos relatos daqui.

Se eu puder auxiliar em algo, fique à vontade para perguntar!

  • Gostei! 2

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Adorei o seu relato,menos a parte do futebol que desconsiderei.

Por que escolheu andar de tren em España?Não há bus da ALSA?

Outra dúvida é sobre os preços das comidas.Não havia menos caro?Foi escolha mesmo?

 

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Em 16/01/2018 em 09:29, D FABIANO disse:

Adorei o seu relato,menos a parte do futebol que desconsiderei.

Por que escolheu andar de tren em España?Não há bus da ALSA?

Outra dúvida é sobre os preços das comidas.Não havia menos caro?Foi escolha mesmo?

 

Obrigada, que bom que gostaste! 

Na época os trens tinham melhor relação custo-benefício que os ônibus (disponibilidade de horários, locais de saída e chegada, tempo de deslocamento).

Sobre a alimentação, tinha coisas mais baratas sim, mas muuitas coisas mais caras. Nossas refeições ainda ficavam na faixa “econômicas”. Dá para fazer uma refeição com um ou dois euros a menos cada, conforme o caso, mas mais barato que isso, só passando a lanches.

Espero ter ajudado. Qualquer coisa pergunte! ;)

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Gostei bastante do seu roteiro, Helen.

Fiz esse roteiro baseado no seu. O que achas?

ROTEIRO

16/10 - CHEGADA - LISBOA, ÀS 10:10

DIA 1- 16/10 -LISBOA - APROVEITAR A TARDE

DIA 2 - 17/10 - LISBOA

DIA 3 - 18/10 - BATE-VOLTA - SINTRA

DIA 4 - 19/10 - BATE-VOLTA A ÓBIDOS, BATALHAS E FATÍMA (CARRO OU EXCURSÃO)

DIA 5 - 20/10 - IDA AO PORTO (MANHÃ)

DIA 6 - 21/10 - PORTO

DIA 7 - 22/10 - BATE-VOLTA A BRAGA E GUIMARÃES

DIA 8 - 23/10 - IDA A BACELONA (MANHÃ) - AVIÃO ?

DIA 9 - 24/10 - BACELONA - SAGRADA FAMÍLIA E ARREDORES

DIA 10 - 25/10 - BATE-VOLTA A PALS E PETRALHA - CARRO

DIA 11 - 26/10 - VIAGEM  A MADRI  (MANHÃ OU TARDE)

DIA 12 - 27/10 - MADRI

DIA 13 - 28/10 - BATE-VOLTA SEGÓVIA

DIA 14 - 29/10 - BATE-VOLTA TOLEDO

DIA 15 - 30/10 - VIAGEM PARA GRANADA (MANHÃ)

DIA 16 - 31/10 - GRANADA - POSSÍVEL VIAGEM A SERVILHA A NOITE (mais provável)

DIA 17 - 01/11 - SERVILHA  E A NOITE, RETORNO A PORTUGAL

DIA 18 - 02/11 - VOO DE PORTUGAL AO BRASIL - ÀS 4:30 DA MANHÃ

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Olá, @Beno Chaves!

 

Teu roteiro está bem bom, o único porém, na minha opinião, é estar um pouco corrido. Tem mais cidades que no meu roteiro, em menos tempo. Mas, é meu gosto e meu estilo de viagem, gosto de aproveitar cada lugar com um pouco mais de tempo. Se para ti isso não é problema, vai firme! Teu roteiro é perfeitamente “fazível”. 😁

 

Se der, tenta comprar a passagem multitrechos, foi o que fiz. Comprei Brasil-Lisboa / Porto-Barcelona / Sevilha-Brasil tudo em um só bilhete. Facilitou muito a vida e o preço ficou pouca coisa acima do que se eu tivesse comprado ida e volta por Lisboa (pouco mesmo, coisa de cento e poucos reais na época).

 

Excelente viagem pra ti! 

 

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4 horas atrás, Helen Pusch disse:

Olá, @Beno Chaves!

 

Teu roteiro está bem bom, o único porém, na minha opinião, é estar um pouco corrido. Tem mais cidades que no meu roteiro, em menos tempo. Mas, é meu gosto e meu estilo de viagem, gosto de aproveitar cada lugar com um pouco mais de tempo. Se para ti isso não é problema, vai firme! Teu roteiro é perfeitamente “fazível”. 😁

 

Se der, tenta comprar a passagem multitrechos, foi o que fiz. Comprei Brasil-Lisboa / Porto-Barcelona / Sevilha-Brasil tudo em um só bilhete. Facilitou muito a vida e o preço ficou pouca coisa acima do que se eu tivesse comprado ida e volta por Lisboa (pouco mesmo, coisa de cento e poucos reais na época).

 

Excelente viagem pra ti! 

 

Helen, eu fiquei observando essa questão da quantidade de cidades. Coloquei Fátima/Batalha e Óbidos somente para uma ida rápida, pois minha mãe é bem religiosa e ela me mataria se eu não trouxesse algo de Fátima para ela. Então a passagem por lá, vai ser rápida. Talvez eu até retire Batalha, mas Óbidos quero visitar, pois é uma cidade estilo medieval, o que me atrai muito.

Fiz uma inversão nas cidades para melhor se encaixar no roteiro e otimizar tempo. Por exemplo: 

Ao chegar na cidade, vou preferir fazer primeiro os bate-voltas para depois ficar na cidade, pois caso não goste muito, já economizo tempo para seguir viagem.

16/10 - CHEGADA - LISBOA, ÀS 10:30

DIA 1- 16/10 -LISBOA - APROVEITAR A TARDE

DIA 2 - 17/10 - BATE-VOLTA - SINTRA

DIA 3 - 18/10 - BATE-VOLTA - BATE-VOLTA A ÓBIDOS, BATALHAS E FATÍMA (CARRO OU EXCURSÃO)

DIA 4 - 19/10 - LISBOA

Em todos os trechos que têm bate volta fiz assim. Embora eu tenha menos dias,  algumas coisas me ajudará quanto ao tempo, tipo assistir o jogo em Madri. Eu não tenho a menor curiosidade quanto ao futebol, então isso já é um tempinho a mais para usufruir a cidade. Achei o bairro de Évora muito sem graça e tirei do roteiro.

Infelizmente, já comprei passagens de ida e volta. ambas saindo de Lisboa, mas é pertinente suas observações. Caso eu tivesse comprado o retorno saindo de Sevilha, seria uma boa estratégia.

 

 

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    • Por Mari D'Angelo
      📷 Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/roteiro-sevilha/
       
      A Espanha fica tão pertinho de Portugal que já estávamos há um tempo ansiosos por cruzar essa fronteira ibérica! O destino escolhido para a primeira viagem aos vizinhos foi Sevilha, capital da Andaluzia, no sul da Espanha! Sem maiores expectativas, achei que seria só mais uma cidade fofinha, mas surpreendentemente, foi amor a primeira vista!
      O trajeto entre Lisboa e Sevilha demora (descontando as paradas) por volta de 4h30, com estradas boas e pedágios só em Portugal. E foi só chegar no centro histórico da cidade que já comecei a me empolgar com as ruelas estreitas e a arquitetura dos prédios.
      É bem complicado encontrar vagas nas ruas do centro, muitas são só para residentes e as que não são, raramente estão disponíveis. O jeito é mesmo estacionar um pouco mais afastado. Apesar de ser uma cidade bem segura, fomos orientados a tirar tudo do carro (tudo mesmo, até uma caneta ou uma moeda de 0,2€!) e deixar o porta-luvas aberto. Seria um sinal de “aqui não tem nada pra roubar”.
      Nós ficamos 4 dias (2 inteiros + os da ida e da volta). A ideia era em um deles fazer um bate-volta em Córdoba, mas gostamos tanto de Sevilha que decidimos curtir a cidade com calma! E com o calorão de agosto, foi a melhor opção, já que paradinhas para cervezas e helados se tornaram um tanto frequentes.
      Sevilha é uma cidade espanhola, mas sua essência é claramente árabe! Depois de ter passado pelo domínio de vários povos, especialmente os romanos, os mouros ocuparam a região e detiveram o poder por oito séculos, até serem expulsos pelo rei Fernando III, que cristianizou o território.
      Mas foi só sair do Airbnb onde estávamos hospedados e dar alguns passos em direção ao centro histórico que já começaram a aparecer os primeiros sinais do passado mouro de Sevilha. É especialmente no bairro de Santa Cruz, a antiga juderia, que se notam azulejos em coloridos padrões geométricos, casas e hotéis com pátios árabes e aromáticas lojas de temperos e ervas. É uma atmosfera diferente, e a maior vontade é de simplesmente andar sem rumo por suas tortuosas ruas.
      Inevitavelmente a gigantesca Catedral de Sevilha vai surgir por entre as callese plazas. É uma das maiores construções religiosas do mundo e sua versão, hoje católica, foi construída sobre uma antiga mesquita. Essa mistura do islã com o cristianismo ocidental fica evidente na torre anexa à igreja, a La Giralda, um dos cartões postais da cidade.
      E pra imergir de vez na herança muçulmana de Sevilha é só adentrar o complexo de jardim e palácios reais batizado de Real Alcazar. Na verdade há uma mistura de estilos arquitetônicos nos diversos ambientes que compõe o conjunto, mas as salas árabes, com todos aqueles detalhes do chão ao teto, arrancam os mais maravilhados suspiros!
      Os jardins também encantam, mas é preciso ter tempo para percorrê-los com a calma que merecem.
      É também dessa mistura de povos, entre eles árabes, judeus e ciganos, que surgiu, na região da Andaluzia, o mais tradicional estilo musical espanhol: o flamenco! Tanto a dança quanto o canto, acompanhado das batidas fortes das guitarras, são intensos, daquele tipo de experiência que arrepia os pelinhos do braço e faz o coração pulsar mais forte!
      Não dá pra descrever Sevilha sem falar do seu cartão postal, a Plaza de España! Criada pelo arquiteto Aníbal González para a Exposição Ibero-americana de 1929, ela pode até ser um ponto turístico fabricado, com seu canal artificial e charretes carregando turistas levemente desinteressados, mas é absolutamente deslumbrante!
      Ao longo do edifício semi-circular, diversos painéis de azulejos detalhadíssimos representam todas as províncias espanholas. Em seu interior tudo é ricamente ornamentado, das paredes à escadaria. Do piso superior tem-se uma dimensão mais ampla da praça, que inundada pelo dourado do fim do dia fica ainda mais mágica!
      A praça fica na verdade dentro do Parque de María Luisa, cheio de fontes e cantinhos aconchegantes para uma paradinha relax. Os Jardines de Murillotambém são uma opção agradável para estar em meio à natureza e à vida cotidiana dos Sevilhanos.
      Já às margens do Guadalquivir, a Torre del Oro é o ponto turístico, mas o mais gostoso mesmo é o caminho até lá, uma caminhada pelo Paseo de las Delicias,que pode incluir uma paradinha em um dos bares beira-rio.
      E se até agora tudo parece muito harmonioso, uma estranha e gigante estrutura de madeira bem no centro histórico quebra bruscamente os padrões. É o Metropol Parasol ou Las Setas (os cogumelos), de onde se tem uma vista 360º de Sevilha! O valor da entrada inclui um pequeno desconto na consumação do bar no topo. Não é uma má ideia terminar o dia brindando o pôr-do-sol com uma cerveja artesanal espanhola.
      A Espanha é o paraíso das tapas! Em Sevilha elas são geralmente baratas e bem servidas. Não há programa mais local do que escolher uma mesa pelas praças e calçadas para tapear, acompanhado de uma cerveja ou uma jarra de sangria. É particularmente bom para vegetarianos, já que há muitas boas opções sem carne (embora o jamón seja uma paixão nacional). Tive duas paixões gastronômicas que salivantemente recomendo: as tortillas de patata e o gaspacho. Sim, a ideia de uma sopa fria de tomate e outros vegetais parece no mínimo questionável, mas acredite, é maravilhoso!
      Sevilha é também muito conhecida pelas touradas, mas como essa é uma prática que eu abomino, não assisti à nenhuma e nem visitei a Plaza de Toros. Não sou do tipo que impõe meus princípios por aí, mas sugiro pesquisar um pouquinho sobre essa prática, que traz tanto sofrimento aos animais, antes de decidir financiá-la.
      Sevilha me conquistou! Por sua cultura, sua história, pela simpatia de seu povo e claro, pelo estômago!
       
      📷 Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/roteiro-sevilha/
    • Por daanielvalverde2
      Olá pessoal, sempre acompanho e uso o site antes de fazer alguma viagem, então resolvi postar sobre uma que fiz a Caraíva em Porto Seguro (BA). Espero que ajude!
       
           Caraíva é um vilarejo no extremo sul do município de Porto Seguro, muito conhecida por suas casinhas coloridas, o encontro do rio com o mar e pela atmosfera própria lá presente. Eu fui em Outubro de 2018 e escrevi tudo no meu blog: 
                Informações sobre Caraíva (BA)
                Como Chegar em Caraíva (com fotos e preços)
                Onde comer em Caraíva (com fotos e preços)
            Mas vou fazer um resumo aqui.
       
      COMO CHEGAR: 
           A partir do centro de Porto Seguro, deve-se atravessar o Rio Buranhém pela balsa com destino a Arraial d`Ajuda, essa travessia leva cerca de 10 minutos, funciona todos os dias, 24h e com saída a cada 30min, se houver lotação antes (ou a presença de uma ambulância/carro de polícia) ele sai antes. Custa R$4,50 (preço de não morador, a volta é grátis). Vou falar da ida em ônibus porque foi a que eu fiz. Talvez a forma mais cômoda e com certeza barata de chegar à vila. Quem faz o serviço é a empresa Viação Águia Azul. O micro-ônibus que eles utilizam para fazer a linha não é dos melhores (não vou mentir, meu assento não tinha nem cinto), mas cheguei vivo lá.

           A viagem é por grande parte em estrada de terra, subindo e descendo morro, passando por umas pontes bem estreitas, no total dura quase 3 horas e ele ainda faz algumas paradas, como em Arrial d`Ajuda, Trancoso, entrada do Teatro L’Occitane, Outeiro das Brisas e em algum lugar (que não faço ideia onde) para você ir ao banheiro, comer um café ou um biscoito.
           Horários de ida: 7:00h e 15:00h
           Horários de volta: 6:20h e 16:00h
           Preço: Balsa - Caraíva: R$20,00 / Arrial d`Ajuda - Caraíva: R$19,00 / Trancoso - Caraíva: R$17,00
           Ao chegar no porto de Nova Caraíva você encontrará um caminho de pedras e no fim várias canoas a espera para fazer a travessia até o vilarejo. Logo no início deste caminho, a esquerda, existe um quiosque (ou um stand) de madeira, lá uma moça te recebe e pede uma contribuição de R$10,00 para manutenção da vila, eles mostram todo o orçamento já conquistado e onde o dinheiro foi aplicado, se quiser ajudar, doe, qualquer valor é bem vindo, mas isso é OPCIONAL. Você não deixará de entrar se não pagar, se não quiser é só passar direto, eu paguei os 10 golpes.

         No fim haverá uma tenda com vários caras, eles que farão a travessia com você. O custo é de R$5,00 por pessoa para cada trajeto, ida e volta. O tempo de espera depende, pode ser com muitas pessoas ou só você, depende deles. Se estiver com mala, coloque dentro, eles levam tudo. A travessia leva cerca de 5 minutos, bem rapidinho!

           A partir do momento que você chega, parece que toda a atmosfera muda, parece que aquela vila ficou alí parada no tempo, e interprete isso da melhor forma possível. Todas aquelas casinhas, na sua grande maioria de porta e janela ou meia morada emolduram e te dão as boas vindas. As ruas todas de areia, as árvores, o som do mar, o rio e aquelas pessoas, tudo harmonizam com o ideia de paraíso. Ao chegar, você estará na Av. dos Navegantes que é o Beira Rio, a partir daí já procure onde você vai se hospedar, tem uns totens que te indicam o caminho, ou então, é só perguntar a qualquer morador que eles te indicam.
            Se você chegou de manhã, um dos primeiros lugares que você pode ir é na Rua do Cruzeiro, uma das transversais que te leva do rio ao mar, é lá que está a famosa casinha que tem escrito “Sorria você está em Caraíva” que tooodo mundo tira foto, depois já escolhe para onde ir, ao mar ou ao rio. Ambos são lindos. De frente para a praia se vê à sua esquerda as falésias da praia do espelho, e à direita, a ponta do Corumbau, a água de ambos é extremamente azul e linda, porém a do mar para tomar banho é mais escura, porque é onde o rio deságua. No encontro do rio com o mar tem umas pedras, onde pode-se admirar todo esse paraíso.

           Outro lugar a se conhecer é o Quadrado de Caraíva. Lá está a Igreja de São Sebastião, a igrejinha matriz que segundo o IPHAN foi construída por volta do século XVI, algumas lojas a mais , bares e um lugar para forró. De modo geral, vale a pena se perder pelo vilarejo, cada ruazinha de areia é linda.

           A noite o point da vila deixa de ser a praia e passa a ser a Av. dos Navegantes, ou o Beira rio, onde estão a maioria dos bares e restaurantes de lá. Comida indígena, oriental, italiana, árabe, brasileira, sorveteria, lojinhas, tem um pouco de tudo. Alguns estabelecimentos já tem Wi-fi e quase todos aceitam cartão de crédito e débito, só depende do sinal de telefone, as vezes da uma falhada. Esses bares abrem umas 16h, para que as pessoas fiquem para ver o por do sol (lindo!) de lá, sentados ao lado do rio.
            Esse também é o ponto mais iluminado a noite de toda a vila, devido aos bares, todo esse trecho fica lindo a noite, tem um até que utiliza tochas de bambu, fica lindo. Junto com algumas opções de forró, o Beco da Lua (que fica fechado durante o dia) abre como mais uma opção de entretenimento. Com alguns bares, lanchonetes e um palco para show ao vivo, é lá que tem as casinhas cenográficas que todo mundo tira foto.
       
           ONDE COMER:
             Não imaginaria que uma vila tão pequena, com cerca de 600 habitantes fixos, poderia ter tantas opções para comer. Tudo muito arrumado e bonito, meio personalizado. Encontrei um pouco de tudo, árabe, japonês, indígena, brasileira, vegetariana... Uma das comidas mais tradicionais lá que eu pude perceber foi o pastel de arraia, servido com molho de pimenta, sai por menos de R$11,00 cada. Alguns botecos estão fechados na segunda-feira.



           Em relação ao pagamento, havia lido antes de ir que grande parte dos estabelecimentos não aceitava cartão, que seria bom levar dinheiro suficiente para os dias que passaria lá, mas o que encontrei foi o contrário, quase todos os lugares aceitava sim cartão (crédito e débito), mas como não existe sinal de telefone lá, depende do humor da internet para o mesmo passar, porém, não tive o menor problema, tudo certinho. Apenas um restaurante não aceitava, que era o Cantinho da Duca, onde se vende comida vegetariana, esse na verdade não tinha nem cardápio, era dito diariamente pela senhora que trabalha lá.
      ________________
      Bom essas foram minhas impressões sobre Caraíva, caso queiram mais detalhes entrem lá no blog que tem mais coisa: EstandoPorAí.wordpress.com ou no instagram @daanielvalverde
      Qualquer dúvida podem perguntar
    • Por JoseEduardoAmaral
      Olá pessoal, venho aqui humildemente relatar minha experiência, a viagem que eu fiz para Portugal, do dia 25-12 a 02-01-19. Como fiz tudo de maneira bem econômica, pode servir de informação para alguém com planos parecidos. Resolvi fazer só Portugal, gosto de envolver com um país por vez, acho que a experiencia fica mais rica. 
      A imigração foi supertranquila, perguntou qual era meu destino, quanto tempo eu iria ficar, onde eu iria ficar hospedado, e depois repetiu a pergunta até que dia eu iria ficar.  
      Hospedagem: Resolvi ficar hospedado somente em Lisboa e fazer outras cidades no esquema de bate e volta. Fiquei em um hostel no bairro de Misericórdia, perto do centro.  
      Transporte: O transporte coletivo, em Portugal funciona extremamente bem, é muito tranquilo andar de metro, ônibus, bonde e trem.
      25-12 
      Cheguei pela manhã em lisboa, como era feriado, não tinha nada aberto. Minha ideia era comprar um Chip de dados no aeroporto, só que estava fechado a loja. Tinha que arrumar um transporte para o centro. Fui para o metro, fica bem na saída do aeroporto. Para usar o metro e necessário ter um cartão chamado, Viva Viagem. Em todos os metros tem uma maquina de autoatendimento onde é possível carregar o cartão e se você não tem um cartão é só solicitar o cartão na mesma maquina. Adquirido o cartão e só recarrega-lo toda vez que for usar o metro.  O cartão custa 0,50 euros, e uma viagem do metro custa 1,45 euros.  Eu achei que não ia conseguir. pois a maquina só aceitava moedas e notas de até 10 euros e eu só tinha notas de 50 euros. Resolvi tentar usar meu cartão Nubank e não é que deu certo, as maquinas aceitam cartão internacional. As estações de metro de lisboa são super bem sinalizadas e cheias de informação. Olhei o mapa e indicava que deveria pegar essa linha vermelha do aeroporto, descer na estação Alameda e tomar a linha verde, rumo ao centro da cidade. Quando fui mudar de linha no metro, vi uma lojinha de celular aberta e comprei o chip de estava querendo, 15 euros, 5 giga de dados de internet por até mês. Fui procurar o hostel . Os checkin's em portugal são bem tarde só depois das 15:00. Mas eles deixam você deixar suas coisas e voltar mais tarde. Larguei tudo no hostel e fui bater perna pela cidade. Estava bem cansado da viagem e fiquei mesmo só andando sem pressa, fui até a praça do comercio, fiquei ali andando pelas margens do Rio Tejo. Mas tarde eu fui para o Miradouro São pedro de alcantra, onde tinha músicos de rua, varias barracas de comida e bedida da boa. Fui dormir cedo. 


       
       
      26-12- City tour, Castelo de São Jorge, Museus
      A primeira coisa que sempre gosto de fazer quando a disponibilidade é um City Tour. Achei na internet  um Free walking tour que começaria as 10:30. Antes do tour começar eu vi uma barraca de apoio ao turista e resolvi comprar um Lisboa Card. Esse cartão tem validade de 24, 48 ou 72 horas e dá acesso gratuito e vários museus, descontos, e acesso gratuito a todo transporte urbano de lisboa. Comprei o de 48 horas.  
      Não consegui achar um tour em português, só em espanhol e inglês. Escolhi o em inglês, no ponto de encontro tinha vários brasileiros todos eles foram fazer o tour em espanhol. No meu só tinha japoneses e franceses. O tour foi bem bacana ficamos rodando pelo bairro alto e pelo baixo chiado. Muita informação local e histórica. Toda vez que o guia ia falar alguma coisa relacionada ao Brasil ele olhava pra mim e perguntava se estava certo a informação. O tour durou cerca de 2 horas e meia. No final você contribui se quiser com quanto quiser. 
      Terminado o tour fui comer alguma coisa e começar a usar os benefícios do meu Lisboa Card.  Fui ao Castelo de São Jorge (desconto entrada lisboa card). Vista maravilhosa da cidade. Depois fui ao museu teatro romano, museu militar e museu do azulejo. Todos museus gratuitos com o lisboa card. 
      A noite, peguei o metro e fui visitar o Shopping Colombo, é gigante, dá até para se perder. Alguns dizem que é maior shopping da Europa. Acabei aproveitando a oportunidade para assistir o filme do Aquaman, era em IMAX, uma tecnologia que ainda não tinha experimentado. 

       
       
      27-12 - Belém
      Tirei o dia para ir a Belém, e não me arrependi é espetacular. 
      Não há linhas de metro, então fui pegar o bondinho, chamado de elétrico, 15E, ele leva exatamente para lá. Desci ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Ainda eram 9:00 e resolvi começar provando dos famosos pasteis de belém, muito saborosos. Depois visitei o mosteiro, lugar muito bonito. Ao lado do mosteiro tem o Museu de arqueologia, ambos free com lisboacard.   Desci então a praça ao lado do mosteiro para achar o monumento Padrão do descobrimento.  Depois voltei um pouco caminhando até o museu dos Coches e o museu MAAT. Faltava a cereja do bolo, e para terminar fui visitar a magnifica torre de belém. 


       
       
       
      28-12 - Sintra
      Ir de Lisboa à Sintra é bem simples. É só pegar o trem que sai da estação Rossio. Dá para aproveitar o mesmo cartão do metro, desde que ele esteja vazio, então só comprar na maquina a passagem. Peguei o comboio das 09:00 e 09:40 eu já estava em Sintra.  
      Tirei a parte da manhã para visitar a Quinta da Regaleira, um dos lugares que eu mais queria visitar nessa viagem, e realmente não me decepcionei.
      Tem ônibus, mas achei caro 5 euros,  e caminhei por cerca de 20 minutos até a entrada do parque. 
      O lugar é imenso, fiquei umas três horas explorando o lugar e não foi suficiente para ver tudo.
       

       
      Voltei para o centro da cidade, almocei e fui pegar o ônibus 434 circuito pena. Desci no Castelo dos Mouros e fui explora-lo. 
       A grandeza das muralhas e a vista que se tem do alto do castelo é de tirar o folego. 

       
      Depois fui ao parque da pena, o lugar é imenso e explorei mais o palácio, ponto principal do parque e fui a alguns jardins. Começou a descer uma nevoa que dificultava até a andar e decidi encerrar minha visita. Voltei para o centro da cidade, fiz um lanche e fui para estação de Sintra pegar o comboio de volta para Lisboa. Ficou a sensação que se a viagem já tivesse terminado teria valido a pena.  

       
       
      Dia 29-01 - Évora
      Para ir à Évora existem duas possibilidades, de trem ou ônibus. Os valores são bem parecidos e o tempo de deslocamento também. Optei por ir de ônibus, pois, os trem tem poucos horários disponíveis, já ônibus tem muitos horários, flexibilizando a viagem. Os ônibus saem do terminal rodoviário Sete Rios, dá para chegar lá rapidamente de metro pegando a linha azul e descendo na estação Jardim Zoológico. 
      Cheguei em Évora e fui caminhar até centro histórico. Apesar de ter muitos turistas, a cidade tem um ar de muita tranquilidade. Escolhi visitar primeiro o templo romano, então coloquei no gps do celular e fui. No caminho cai bem na praça do Giraldo um dos lugares mais importantes de cidade onde tem uma belíssima igreja e os principais restaurantes da cidade. Visitei o templo, tirei umas fotos, bem em frente ao templo tem um pracinha bem tranquila, vale uma parada para tomar um café. 
      Bem perto dali está a catedral de Évora, muito bonita. Tem varias opções de entrada. Eu peguei a completa e fui visitar a igreja, o claustro e  o telhado. O telhado se tem um bela vista da cidade, vale a pena perder uns minutos só contemplando os vales que se perdem a vista. 
      Depois fui visitar a bizarra capela dos ossos. O lugar é pequeno, mas vale a visita para tirar umas fotos e conhecer a história do lugar. Além da entrada na capela o ingresso também da direito a acessar algumas exposições que tem nos pisos superiores do prédio ao lado. Tinha uma exposição de presépios bem bonita, devia ter uma centena deles, de diversos tipos e materiais. 
      Voltei para a praça do Giraldo, comi um lanche, e percebi que estava meio cansado e então resolvi voltar para terminal de pegar as 17:00 o ônibus de volta para Lisboa.
        
       
      Dia 30-12 - Cascais e Cabo da Roca
      Muito simples ir a Cascais desde Lisboa, é só pegar o trem que sai em intervalos curtos na estação Cais de Sodré. 
      Cheguei em Cascais e já percebi a diferença na arquitetura da cidade, grandes mansões e casas de praia. Sai da estação e fui em busca de ver as praias próximas, apesar de pequenas são lugares até charmosos e bonitos. Por incrível que pareça a temperatura ambiente era 10 graus e tinha gente tomando banho. Visitei algumas praias, fiquei um tempo contemplando a paisagem, depois fui caminhando até a boca do inferno, ponto turistico. Voltei para o centro para almoçar.
      A tarde fui pegar um ônibus que leva ao famoso Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A estação de ônibus fica bem perto da estação de trem, a linha é a  403, que faz a rota de Cascais até Sintra e para no Cabo da Roca.
      O lugar é fantástico, uma paisagem muito bonita e uma energia muito boa. Passei horas simplesmente sentado contemplando o oceano e as formações rochosas. 

       
       
      31-12 Lisboa - Parque das Nações, Oceanário, Estádio do Benfica, réveillon. 
       
      Ultimo de dia do ano, resolvi conhecer o parque das nações, fácil de chegar pela linha vermelha do metro, descendo na estação oriente. Fui ao Shopping Vasco da Gama. Depois desci para visitar o Oceanário de Lisboa, sensacional fauna marinha. Fiquei dando umas voltas pela região. Depois fui para outra ponta da cidade conhecer o estádio do Benfica. Infelizmente o estádio não estava aberto para visitação e visitei só o museu. 
      Para encerrar fui a noite para o show da virada na praça do comercio, onde acompanhei a belíssima queima de fogos. 

       

       
      01-01 - Almada
      Nesse dia eu não tinha programado nada para fazer, acordei por volta do 12:00 devido a noite de réveillon. Acordei bem disposto e resolvi visitar o mercado da ribeira, não tinha muita coisa aberta,  mas a gastronomia estava e deu para almoçar um belo Bacalhau a Braz. Ao caminhar pela beira do Tejo pensei porque não ir até o outro lado rio e assim o fiz. Tem uma estação hidroviária que leva de barco até Casilhas em Almada, viagem rápida, menos de 15min.
      É muito bonito ver Lisboa na outra margem, fiquei ali sentado um bom tempo contemplando-a.  Explorando o lugar vi que tinha uma linha de ônibus que levava até o Santuário do Cristo e resolvi conhecer o lugar. O Santuário é muito bonito e vale a pena ser visitado até mesmo se você não for religioso. O miradouro de lá da uma vista fantástica de lisboa e em especial da  ponte 25 de abril. 


       
       
      02-01 Porto
      Era um grande dilema ir ou não fazer um bate e volta até a cidade do Porto. Eu já sabia que a cidade  merecia vários dias de roteiro, tempo com o qual eu não tinha. Há vários dias antes eu fiquei pensando se valia o risco de fazer uma coisa corrida dessas, pois é uma viagem longa e com certeza o dia ia ser muito corrido.  Acabei achando na internet um relato de um viajante que tinha feito um bate e volta lisboa-porto e gostei do roteiro ( https://www.umviajante.com.br/portugal/127-roteiro-do-porto-portugal-parte-um ). Praticamente eu fiz o mesmo roteiro do rapaz, só a diferença que eu cheguei mais cedo e fui primeiro no estádio do clube do Porto. 
      Peguei o trem as 7h em Lisboa na estação Santa Apolônia e por volta de 10h eu estava no Porto. Usei metro também, o esquema do é bem parecido com de Lisboa, tem que adquirir um cartão, que nesse caso se chama Andante. 
      Primeira parada foi no estadio do Dragão, casa do Clube do porto, o metro te deixa na porta do estádio, dei sorte cheguei bem na hora que iria começar a visita guiada pelo estádio. Muito bonito conhecemos tudo dentro da arena, sala de imprensa e vestiário, gramado e arquibancadas vips. Visitei também o museu que conta toda história do clube, bem bacana e interativo.    

       
      Peguei o metro até a estação trindade e de lá em peguei a linha amarela que leva até Vila Vila Nova de Gaia. Desci na estação que logo depois da passagem sobre a famosa Ponte Luiz I, meu objetivo. Sensacional a vista!!!!! É esplendido o rio Douro e  a Ribeira  vista de cima da ponte. Voltei caminhando por cima da ponte até o lado do Porto e desci para a ribeira. Fiquei um tempo por ali contemplando e curtindo os músicos de rua. Resolvi me dar o luxo de almoçar por ali naquela vista maravilhosa das margens do Rio do Douro. Resolvi experimentar  a famosa francesinha acompanhada do famoso vinho do porto. 

       
      Ali perto da ponte tem um funicular que leva até a parte alta do centro histórico e desci perto da praça Batalha. De lá segui andando até a catedral da Sé, muita bonita. Depois  visitei algumas praças que tem por perto e foi ver a torre dos Clérigos. Fui também conhecer a famosa livraria Lelo, também conhecida como livraria do Harry Potter. Estava meio tumultuada, muito lotada, mas o lugar é muito bacana e bonito. Também dei uma passada na estação são bento, onde tem belos azulejos, fui a praça da liberdade fiquei um tempo por lá. Esse trajeto foi perfeito para eu chegasse na estação trindade e pegar o metro de volta a estação de trem de campanha e as 19h eu estava voltando para Lisboa.

      Valeu a pena fazer o bate e volta, mas realmente a cidade do Porto merece mais tempo de visita, tem lugares fantásticos. Um dia eu volto  quem sabe.  
      E na manhã seguinte bem cedo, para minha tristeza, voltando para o Brasil. The end. 
        
    • Por lorraine.oa
      Olá, mochileiros. Preciso de ajudaaaaa!
      Não conheço a Europa, mas decidi me aventurar por lá esse ano (2019).
      Como só tenho disponibilidade para viajar em dezembro, e sei que esse é o período de inverno por lá, gostaria de receber dicas para otimizar meu roteiro e não ser """prejudicada""" pelo clima de lá, já que sou carioca e não estou acostumada com o frio, rs. 
      Eu tenho alguns destinos que não gostaria de abrir mão, como Amsterdam, Madrid, Barcelona (tenho pensando em outras cidadezinhas como Salamanca e Toledo também, mas ainda não tenho certeza sobre essas duas) e Londres.
      Tenho 22 dias para aproveitar por lá e estou aberta a receber sugestões de roteiros para otimizar minha viagem, visitando as cidades que grifei acima e até mesmo incluindo destinos adicionais.
      Agradeço desde já :)
       
       
       


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