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Esse é o relato da viagem que eu e meu marido fizemos pela Península Ibérica, entre janeiro e fevereiro deste ano, durante 22 dias - 8 em Portugal e 14 na Espanha.

Tínhamos bastante vontade de conhecer a Espanha, e Portugal era meio que um "já que é ali do ladinho mesmo"... Mas conforme fomos lendo a respeito para planejar a viagem, fomos nos encantando pelo país! Muitos lugares lindos, diferentes opções para todos os gostos: lugares históricos, castelos, praias, turismo religioso, serra com neve, e por aí vai. Foi realmente difícil escolher o que entraria no nosso roteiro, e com certeza muita coisa boa ficou de fora. Eu diria que os 22 dias que passamos lá poderiam tranquilamente ser passados somente em Portugal (assim como somente na Espanha). Voltamos encantados! E a Espanha correspondeu a todas expectativas, simplesmente demais!

 

 

VISÃO GERAL DA VIAGEM

 

ROTEIRO

 

Dia 1 – Chegada em Lisboa

Dia 2 – Lisboa

Dia 3 – Bate-volta Sintra

Dia 4 – Lisboa

Dia 5 – Bate-volta Évora

Dia 6 – Ida para Porto (trem)

Dia 7 – Bate-volta Braga e Guimarães

Dia 8 – Porto

Dia 9 – Porto / Ida para Barcelona (avião)

Dia 10 – Barcelona

Dia 11 - Barcelona

Dia 12 – Bate-volta Montserrat

Dia 13 – Barcelona / Ida para Madri (trem)

Dia 14 – Madri

Dia 15 – Bate-volta Segóvia

Dia 16 – Madri

Dia 17 – Bate-volta Toledo

Dia 18 – Ida para Granada (trem)

Dia 19 – Granada

Dia 20 – Ida para Sevilha (trem)

Dia 21 – Bate-volta Pueblos Blancos

Dia 22 – Sevilha

Dia 23 – Retorno

 

PASSAGEM AÉREA

 

Vínhamos acompanhando o preço das passagens, e os trechos Porto Alegre / Lisboa + Porto / Barcelona + Sevilha / Porto Alegre estavam sempre na faixa dos R$3300 por pessoa. No final de julho teve uma promoção da TAP e compramos exatamente os voos que queríamos por R$2633.

 

HOSPEDAGEM

 

Lisboa: Hotel Turim Suisso €195 (5 diárias) – localização excelente, a um minuto da Praça Restauradores. Bom hotel, aparenta ter sido reformado, o quarto é todo novinho. Café-da-manhã, wi-fi, cofre inclusos.

Porto: Hospedaria Almada €75 (3 diárias) – localização muito boa, fica pertinho de uma estação de metrô e da estação de trens São Bento. Bem simples. Quarto de bom tamanho, com móveis antigos porém bem conservados. Banheiro todo novo. Proprietária simpática e prestativa. Wi-fi incluso.

Barcelona: Hostal Girona €140,60 (4 diárias) – bem localizado, a 5 minutos da Plaça Catalunya. Bom quarto. Recepcionistas prestativos. Wi-fi incluso.

Madri: Hostal Buelta €136 (5 diárias) - Localização nota 10, a uma quadra da Estação Atocha. Bom quarto. Tipo uma companhia aérea low-cost, todo serviço extra era cobrado: café-da-manhã, cofre, guardar bagagens após check-out... O wi-fi era incluso.

Granada: Hostal Mesones €60 (2 diárias) – bem localizado junto ao centro histórico, mas a uns 20 minutos de caminhada da estação de trens. Ótimo atendimento da proprietária. Café-da-manhã e wi-fi inclusos. O wi-fi em teoria seria somente na área comum (há uma sala de convivência junto à recepção), mas no nosso quarto havia sinal a maior parte do tempo (o quarto ficava logo acima da sala de convivência). O único dessa viagem com banheiro compartilhado.

Sevilla: Hotel Zaida €96 (3 diárias) – necessário pegar um ônibus da estação de trens Santa Justa, mas próximo às atrações turísticas. Próximo do ponto final do Aerobus. Bom quarto, banheiro com banheira. Wi-fi incluso.

 

Todos foram reservados pelo Booking, com exceção do Girona que tinha um preço melhor no próprio site (pagamento antecipado com cartão de crédito).

 

GASTOS TOTAIS

 

Após bastante leitura e planejamento, estabelecemos que queríamos fazer essa viagem gastando até 80 euros por dia por pessoa, incluindo tudo que não fosse a passagem aérea. Tudo mesmo: hospedagem, alimentação, trechos de trem e outros transportes, atrações turísticas, souvenirs... E conseguimos! Nossos gastos tiveram média de €79/pessoa/dia! Isso inclui alguns gastinhos maiores que tivemos, como uma diária de aluguel de carro, jogo do Real Madri e algumas garrafas de vinho que trouxemos na bagagem (cinco para ser mais exata).

Só excluí desse cálculo algumas comprinhas de roupas que fizemos no Freeport de Lisboa e no El Corte Inglês de Barcelona. Janeiro e fevereiro é a época das liquidações de fim de inverno, vale a pena dar uma conferida!

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Vamos ao relato.

 

DIA 18/01 – CHEGADA EM LISBOA

 

O voo Porto Alegre – Lisboa saiu com cerca de duas horas de atraso. Então, a chegada prevista para onze da manhã se transformou em uma da tarde, e para completar, mais uns 45 minutos esperando que as malas fossem disponibilizadas na esteira. Saímos do aeroporto quase duas da tarde.

Logo na saída do Aeroporto há o ponto de ônibus do Aerobus (sai de 20 em 20 minutos, deixa em diversos pontos de Lisboa e custa 3,50).

Descemos na Praça Restauradores, e caminhamos não mais do que 300 metros para chegar no nosso hotel. Foi só o tempo de fazer o check-in, largar as malas e sair pra rua.

Fomos caminhando em direção à Praça Martim Moniz, de onde sai o Elétrico 28, famoso bonde que percorre as ruas do bairro de Alfama e passa por vários pontos turísticos da cidade. Eu tinha lido em algum lugar que o bilhete do Aerobus é válido por 24 horas nos ônibus, então perguntei no hotel se isso incluía qualquer ônibus do transporte público de Lisboa. E o recepcionista: “Esse bilhete é válido por 24 horas em qualquer meio de transporte, incluindo metrô e bonde”. E lá fomos nós bem felizes pegar o Elétrico 28 com o mesmo bilhetinho do Aerobus. O condutor olhou e disse: “isso aqui é válido somente no Aerobus”. Aí, já que estávamos dentro do bonde, pagamos a tarifa comprada a bordo de €2,85 (ui! A antecipada custa €1,40). ::putz::

O trajeto do elétrico é bem legal, passando pelas ruas estreitas de Alfama, pelo Miradouro de Santa Luzia, pela Igreja da Sé. Quando ele começou a se afastar um pouco do centro histórico, descemos. Tínhamos planejado ir no Museu Calouste Gulbenkian, que tem entrada grátis aos domingos. Caminhamos um pouco e chegamos no Miradouro de São Pedro de Alcântara. A vista é muito legal!

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A essa altura percebemos que seria uma correria doida para chegar ao Museu antes das 17h (ele fecha às 18h), e optamos por não ir. O atraso do voo fez com que tivéssemos que escolher entre o Museu ou andar por Lisboa, ficamos com a segunda opção, com a ideia de que se sobrasse tempo nos demais dias iríamos lá (no fim das contas, não fomos).

Descemos então a rua do Elevador da Glória, só que a pé, até a Praça Restauradores. O Elevador da Glória é bem carinho, mais de €3 por um trecho de 500m. Tudo bem, é bem íngreme, mas nenhum absurdo, ainda mais para descer!

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Passamos pela Praça do Rossio e pela estação de trens de mesmo nome, pela Rua Augusta, até a Praça do Comércio. Assistimos a um belíssimo pôr-do-sol às margens do Tejo.

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Mais tarde saímos para jantar perto do hotel, comemos no Buffet do Leão por incríveis €7,90 por pessoa. Buffezinho bem bom, uns 6 pratos quentes, 4 tipos de carne assadas tipo churrasco, diversos tipos de saladas. Ótima opção!

 

DIA 19/01 – LISBOA

 

Começamos o dia no Posto de Informações Turísticas na Praça Restauradores, fomos lá para comprar o Lisboa Card. €39 válido para 72h, desconto ou isenção em muitas atrações, e todos os meios de transporte público, inclusive trem para Sintra e Cascais. Como qualquer cartão turístico, é preciso botar na ponta do lápis todas as coisas que se quer conhecer, e no nosso caso valia muito a pena adquirir o Card. A atendente foi bem legal, perguntou qual seria o nosso uso com o cartão para orientar se não era melhor pagar os ingressos avulsos, e alertou que por ser segunda-feira diversos lugares estariam fechados e poderíamos “queimar” um dia de validade. Mas já estava tudo planejadinho!

Cartão comprado, fomos fazer seu primeiro uso no Elevador de Santa Justa (grátis com LC – Lisboa Card; €1,40 sem). Seu exterior está sendo restaurado, mas está funcionando normalmente. A vista do Mirante no seu topo é muito bonita!

Saindo da parte superior do Elevador, já é o Convento do Carmo (2ª a Sábado 10h-17h, €2,8 com LC; €3,50 sem). O lugar tem uma beleza bem interessante, com suas arcadas que sustentavam o teto e resistiram ao terremoto.

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Saindo dali e fomos até a estátua de Fernando Pessoa em frente ao café À Brasileira. Uma pequena fila de pessoas para tirar fotos com o poeta, e era isso.

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Descemos até a Rua Augusta, onde pretendíamos ir no Núcleo Arqueológico. As visitas são gratuitas e somente guiadas, e pelo jeito bem procuradas, pois só havia vagas para 16h. Poderíamos deixar marcado, mas preferimos ter mais flexibilidade e acabou sendo mais um lugar que ficamos sem ir. Não faz mal, assim temos desculpas para voltar à Lisboa!

Bem pertinho dali pegamos o Elétrico 28, e dessa vez não pagamos nada :lol: (grátis com LC).

Descemos no Miradouro de Santa Luzia. Como nos outros miradouros, a vista é belíssima, e o dia lindo estava ajudando!

Bem em frente a esse miradouro há uma placa indicando a direção do Castelo de São Jorge. Uns 5 minutos de subida e se chega a ele.

O Castelo abre de 9h-18h, custa €6 com LC e €7,5 sem.

É um passeio bastante agradável, os jardins e as muralhas são bem bonitos, e mais vistas bonitas da cidade e do Tejo.

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Saimos para o primeiro almoço em Portugal, queríamos o quê? Bacalhau, é lógico! Logo na saída do Castelo entramos no “O Conquistador”. Bacalhau à Brás, acompanhado de salada, pão, uma taça de vinho e um café, €8 por cabeça. Estava uma delícia!

Com as barriguinhas forradas, fomos caminhando até a Igreja da Sé. A toda hora o bonde passa na frente, para aquela foto clássica:

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Entramos nela só para uma olhada rápida, e seguimos caminho até o Terreiro do Paço, passando em frente à Fundação José Saramago.

Ali pegamos o metrô em direção ao Parque das Nações. Andamos pela beira do Tejo por um tempo em direção à ponte Vasco da Gama, aproveitando a calma do lugar, e depois voltamos para ir ao Oceanário.

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O Oceanário funciona das 10h-19h no inverno, e custa €11,90 com LC/ €14 sem. Sensacional! Um ambiente enorme que representa a unidade de todos os oceanos, e quatro ambientes menores cada um com características de um diferente ponto do planeta. Muitos tipos de peixes, arraias, tubarões... Além de lindo, é muito educativo. Passeio excelente para crianças, pequenas ou grandes.

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Antes de chegar no hotel, passamos no mercado Pingo Doce, que fica próximo. Pegamos queijos, presunto cru, um vidrinho de molho pesto, uns pães, uma garrafa de vinho e levamos tudo para jantar no quarto. Compramos também umas frutas para o dia seguinte, água mineral e copos plásticos, tudo deu pouco mais do que €7.

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DIA 20/01 – SINTRA

 

Pegamos o trem das 8h53 para Sintra, grátis com o LC. É só consultar os horários dos trens, de ida e de volta, no site http://www.cp.pt/passageiros/pt, chegar na Estação do Rossio uns minutos antes, passar o LC no leitor da catraca e embarcar. Em 39 minutos de viagem se está lá.

Descendo na Estação Sintra (não desça na estação “Portela de Sintra”, que é mais longe), já há uma parada do ônibus hop on/ hop off logo em frente. Esse ônibus passa pelas principais atrações da cidade, e custa €5 por pessoa para o dia todo. Deixamos o ônibus para mais tarde.

Caminhamos em direção à Quinta da Regaleira, é só ir seguindo as placas nas ruas da cidade. No caminho, paramos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa da cidade e os horários do hop on/ hop off.

Logo em seguida chegamos à Quinta da Regaleira (€4,80 com LC). O grande atrativo do lugar é o seu imenso jardim, cheio de caminhos, torres, fontes, escadas, túneis... é muito legal! O ponto alto é o Poço Iniciático, e os túneis que partem do seu fundo e levam a outros pontos do jardim. Enfim, é um lugar ótimo para caminhar sem pressa, explorando os seus recantos. Gostamos muito!

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Voltamos para almoçar, um restaurantezinho quase ao lado do Centro de Informações Turísticas. O nome do lugar é Xentra, uma portinha estreita e uma escada que leva ao subsolo, mas o lugar é ajeitadinho e tem um buffet livre bem satisfatório. €10 por pessoa com uma taça de vinho.

Pegamos o ônibus quase ali em frente, em direção ao Castelo dos Mouros. Dá para ir a pé? Sim, mas é uma enooorme subida, não sei estimar em quanto tempo daria.

O Castelo dos Mouros (€5,52 por pessoa com LC) na verdade é um conjunto de muralhas que restou do castelo. As vistas que se tem lá de cima são sensacionais, de um lado o Oceano Atlântico, e do outro lado Lisboa (se enxerga direitinho a ponte 25 de Abril), além é claro da própria cidade de Sintra (Quinta da Regaleira, Palácio da Pena etc).

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Seguimos depois para o Palácio da Pena, pegando o ônibus novamente.

Há uma entrada mais barata que dá acesso só ao parque ao seu redor e às áreas externas do Palácio, mas optamos pela que inclui a visitação à parte interna (€10,35 cada com LC). Após a entrada ainda há uma subida de uns 10 minutos até o Palácio, ou então um ônibus que faz esse transporte, algo em torno de €3 ida+volta. Fomos a pé.

O Palácio é lindo, mesmo só o seu exterior já vale a subida.

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A parte interna é bem interessante, com móveis e decoração da época que a realeza utilizava o Palácio.

Tanto o Castelo dos Mouros quanto o Palácio ficam em pontos muito altos, logo ventava muito e fazia muito frio!

Após o dia todo de chove e para, no final de tarde o sol apareceu um pouquinho entre as nuvens:

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Lá pelas 5h30 pegamos o ônibus em direção à estação de trens. Fizemos ainda um lanche em frente a ela, e embarcamos no trem de volta à Lisboa ali pelas 18h e pouco. Adoramos Sintra! Dá fácil fácil para ficar mais um dia vendo outras atrações.

À noite usamos o LC para subir no Ascensor da Glória. Caminhamos um pouco pelo Bairro Alto, muitos bares legais abertos mas vazios, acho que ainda era cedo (umas 21h e pouco). Jantamos em um restaurante de comida tradicional portuguesa, mas não era nada demais. €27 para o casal com uma garrafa de vinho.

 

Dia 21/01 – Belém

 

Eba! Dia de conhecer o bairro de Belém!

Pegamos o Elétrico 15 na Praça do Comércio, e descemos bem em frente ao Mosteiro dos Jerônimos. Caminhamos até o Padrão dos Descobrimentos.

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Após curtir um pouco o lugar, fomos até a Torre de Belém. Entramos nela (grátis com LC), é bem bonita por dentro e está super bem conservada.

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Saímos, sentamos em frente à Torre e ficamos um temo curtindo o movimento e o visual.

Voltamos ao Padrão dos Descobrimentos e entramos nele (€3 cada com LC). Não tem nada para ver dentro, é só a vista mesmo, mas é legal.

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Então, fomos conhecer os famosos Pastéis de Belém. Ao chegar o lugar parecia estar lotado, mas conforme se entra é salão depois de salão e depois outro salão... o lugar é enorme! Pedimos uns salgados de entrada, e os esperados pastéis de nata. Eu não tinha muita expectativa, pois tinha lido relatos de pessoas que amaram assim como de quem não achou nada demais... Mas eu achei DE-LI-CI-O-SO! Comi outros pastéis de nata em outros lugares e nenhum chega nem perto da maravilha que é este. A fama não é à toa! Me arrependi de não ter comprado outros para levar, nem que eu comesse de lanche da tarde. Maravilha! Não lembro o valor exato da unidade do pastel, mas tudo que consumimos deu €11,30.

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Fomos então para o Mosteiro dos Jerônimos. Começamos entrando na sua igreja, que é linda, com vitrais coloridos e colunas que na sua parte superior lembram copas de árvores.

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Depois, fomos conhecer o claustro, também lindíssimo. Ambas entradas foram grátis com LC.

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Pegamos o Elétrico 15 novamente e voltamos à Praça do Comércio. Ali, fomos na Wine Tasting, uma loja de vinhos com um sistema de degustação que varia o valor da dose entre €0,50 e €2, conforme o vinho. Gastamos 5 euros, mais um crédito que o LC dá direito(€0,50 por cada), e saímos de lá bem alegrinhos :lol: .

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Depois disso fomos ao Freeport, o maior outlet da Europa, para umas comprinhas. Pegamos o metrô na Praça do Comércio até a estação Oriente. O metrô é super fácil de usar, muito bem sinalizado. Lá, pegamos o ônibus 431 para o Freeport. Esse ônibus não está incluso no LC, e comprando ida+volta saiu €12,70 por pessoa. Em cerca de 20 minutos, incluindo a travessia da Ponte Vasco da Gama, chegamos lá. As compras acabaram não sendo tão produtivas como eu esperava. O outlet tem muitas lojas de marcas caras, como Tommy Hilfiger, Lacoste, Carolina Herrera, e por aí vai, e mesmo os produtos com preço de outlet eram muito caros (pelo menos para os meus padrões). Para quem se interessa em fazer compras dessas marcas, acredito que valha a pena. Mas tem também algumas lojas desconhecidas com bons preços, acabamos encontrando algumas coisas interessantes. Na volta, já de noite, esperamos quase uma hora o ônibus para voltar à estação Oriente, depois metrô etc.

Jantamos no mesmo buffet bom e barato e pertinho do hotel do primeiro dia da viagem.

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Dia 22/01 – Bate-volta Évora

 

Pegamos o metrô usando os últimos momentos de validade do LC, para ir até a estação de trens Entrecampos. Já havíamos consultado no site que saía o trem para Évora às 8h59, e a passagem de ida+volta custou €22 por pessoa. Em uma hora e meia chegamos.

Uma pequena caminhada saindo da estação de trens e entramos na muralha da cidade. Seguimos reto até a Praça do Giraldo, onde há um Posto de Informações Turísticas, peguei um mapa e uma tabela de horários e preços das atrações.

Visitamos primeiro a Catedral. Queríamos subir na sua torre, mas para isso tivemos que comprar o ingresso igreja+claustro+torre por €3,5 cada. A vista lá de cima é bem legal, apesar de não ser muito alto, é um bonito ângulo da cidade, do aqueduto e dos campos ao redor. O claustro e o interior da Catedral são bem bonitinhos, mas não demandam muito tempo.

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Logo ao lado dali conhecemos o Templo de Diana. É muito interessante aquela construção ali, chega a parecer fora de contexto. Está muito bem conservado.

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Caminhamos mais um pouquinho pelas ruazinhas, e começamos a procurar um lugar para almoçar. Em uma vielinha encontramos a Tasquinha do Zé. Um restaurantezinho minúsculo, com atendimento familiar, onde comemos simplesmente o melhor bacalhau da viagem (em Portugal comemos bacalhau todos os dias, nem que fosse pelo menos um bolinho), e um dos melhores da vida! Dois pratos bem servidos, acompanhados de salada, vinho e cafés deu €18 ao todo. Pra quem se interessar, ele consta no Tripadvisor.

Depois do almoço, fomos caminhar nas ruazinhas ao redor do aqueduto. É uma região muito bonitinha, as casinhas em branco e amarelo, com sacadas floridas, e muitas das construções utilizam o próprio aqueduto como parede. Saímos por um dos portões da muralha, passamos sob o aqueduto e entramos novamente em outro portão, do outro lado. Nós adoramos esses passeios de caminhar a esmo por ruazinhas típicas de uma cidade, e esse foi muito legal.

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Seguimos então para a Capela dos Ossos. Muitas coisas fecham no horário de almoço, e estava quase no seu horário de reabertura. A entrada custou €2 cada, mais €1 pelo “ticket fotográfico” (taxa para poder fotografar lá dentro). A Capela é legal, apesar de não ser muito grande. Sei que muita gente acha bizarro, ou até de mau gosto, nós achamos interessante. A visita é curta, pois não há muito o que ver.

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Depois disso caminhamos mais pela cidade, tomamos um sorvete, e fomos ao Jardim Público da cidade. Esse foi um tanto decepcionante, estava um tanto mal cuidado. A única coisa interessante era uma construçãozinha chamada de “Ruínas fingidas” e que estava cheia de pavões caminhando livremente.

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Voltamos para a estação de trens para pegar o das 16h55.

Chegando em Lisboa, precisamos comprar passes de metrô. Uma passagem custa €1,40 e tem que ser carregada em um cartão reutilizável que custa €0,50. Aproveitamos para carregar o valor do passe do dia seguinte. O cartão é passado no leitor na entrada E na saída da estação, então acho que ele não pode ser usado por duas pessoas, na dúvida adquirimos um cartão para cada.

Passamos no super e pegamos diversas coisinhas gostosas para jantar no hotel mesmo, com alguns lanches para o dia seguinte, novamente gastamos pouco mais de €7.

 

Dia 23/01 – Ida para Porto

 

Nesse dia a gente só sabia que iria para Porto. Ficou como um dia “coringa”, poderíamos ter usado a manhã e até mesmo a tarde para conhecer mais alguma coisa de Lisboa. Resolvemos acordar um pouquinho mais tarde, fomos direto pegar o metrô até a Estação Oriente, e lá o trem para Porto. Relaxamos tanto na ideia de não programar nada para esse dia, que não nos prestamos nem a ver os horários dos trens antes de ir para a estação. Tivemos mais sorte do que juízo, tinha um trem prestes a sair, e só pegamos ele porque estava atrasado 40 minutos. Cada passagem custou €30,30.

A viagem foi ótima, a 300km/h, trem confortável, com wi-fi.

Chegamos na estação Campanhã umas 14h. Compramos o ticket de metrô (€1,2 o trecho + €0,6 do cartão recarregável, nos mesmos moldes do metrô de Lisboa), e descemos na estação Trindade. Uns 5 minutinhos de caminhada chegamos na Hospedaria Almada.

Fizemos o check-in, largamos as malas e saímos pra rua, para procurar um lugar para comer.

Bem próximo à Hospedaria havia muitas opções para refeições e lanches, e ficamos boquiabertos com os preços. Porto foi sem dúvida o lugar mais barato para comer da viagem inteira. Opções de almoço durante a semana chegavam a €5! Claro, são comidas simples, mas satisfatórias.

Comemos um lanche rápido e fomos conhecer as atrações mais próximas. Primeiro, Capela das Almas. Não entramos, mas o seu exterior é fantástico, todo em azulejos decorados.

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Passamos no Mercado do Bolhão, olhamos um pouquinho de artesanato, e partimos em direção à Ribeira. Entramos na Estação de trens São Bento, rica decoração em azulejos, linda.

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Chegamos na parte superior da Ponte Luís I. O visual do rio Douro e da Ribeira é maravilhoso! O sol da tarde estava batendo nas construções à beira do rio, simplesmente lindo.

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Atravessamos a ponte e no lado de Vila Nova de Gaia pegamos o teleférico para descer. €5 por pessoa só ida e ganhava uma dose de degustação de vinho do Porto na Cave Quevedo. Caminhamos um pouco à beira-rio, e fomos atrás da tal da Cave Quevedo, que nunca tínhamos ouvido falar. É tipo um galpão, com várias mesinhas e... estava rolando um fado ao vivo! Duas moças, uma no piano e outra cantando. Além da degustação gratuita, há a opção de comprar doses de diferentes vinhos do Porto e petiscos para acompanhar, tudo a bons preços. Ficamos ali mesmo, petiscando, bebericando e curtindo um fado. Por essa a gente não esperava ::otemo:: !

Fomos embora, dessa vez passando pela parte baixa da ponte. À noite comemos um bacalhau perto da Pousada mesmo, comida barata, nada demais.

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Dia 24/01 – Bate-volta Braga e Guimarães

 

Fomos para a Estação São Bento para pegar o trem para Braga que saía 7h45. Após apanhar um tanto da máquina de compra de bilhetes, fomos comprar no guichê e o atendente disse que a máquina não dá troco para nota de €20. Cada passe custou €3,10, mais €0,50 do bendito cartão que não é o mesmo usado no metrô.

Em uma horinha chegamos em Braga. Caminhamos até a Avenida Liberdade onde há um posto de informações turísticas. Peguei um mapa, horários das atrações, horários dos ônibus para Bom Jesus do Monte e dos ônibus para Guimarães.

O próximo ônibus para o Santuário de Bom Jesus do Monte era em uns 20 minutos, deu tempo de tomar um café.

Em uns 15 minutos se chega na entrada do caminho que leva à igreja. Há a opção de subir de ascensor, mas fomos a pé mesmo. A subida é muito bonita, um caminho entre árvores e com diversas capelinhas. Havia muitos moradores praticando exercícios, e um que outro turista. Em pouco tempo, se alcança a famosa escadaria barroca. A subida por ela é ainda melhor, pois é toda decorada com estátuas e fontes. Muito linda. A escadaria está passando por um processo de restauração, pois as esculturas estão bem escurecidas.

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Chegando lá em cima, entramos na igreja (já que estávamos ali mesmo), mas não achamos nada demais. Curtimos bem mais o visual que se tem da cidade vista lá de cima.

Descemos de ascensor (€1,20 por pessoa) para dar tempo de pegar o próximo ônibus de volta ao centro de Braga.

Caminhamos um pouco pelo centro, e paramos no Jardim de Santa Bárbara. É uma praça pública, totalmente aberta, com lindos jardins. Mesmo sendo inverno, estava repleto de flores. Ficamos um tempo ali, curtindo o visual e o sol que fazia.

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Até o último momento estávamos divididos entre ir para Guimarães, que era o programado, e ficar em Braga, que ainda tinha muita coisa para ser vista. Resolvemos ir. O terminal dos ônibus não é muito longe, e a passagem para Guimarães custou €3,20 cada. Compramos um lanche para almoçar no bus mesmo e não perder tempo.

Uns 45 minutos depois descemos no terminal de Guimarães.

Primeira parada: o famoso muro com a inscrição “Aqui Nasceu Portugal”.

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Passamos pelo Largo do Brasil, e fomos para o Castelo de Guimarães (entrada grátis). Não tem nada do Castelo para ver dentro, mas estava acontecendo uma pequena exposição de um criador de aves de rapina, que deu uma aula sobre os bichos. Legal!

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Depois entramos no Paço dos Duques de Bragança (€5 cada). Muito bonito e bem conservado, com muitos móveis, objetos e decoração de época.

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Voltamos em direção ao Largo do Brasil, caminhando sem pressa pelas ruas superbonitinhas da cidade, felizes pela decisão de ter vindo a Guimarães. Na verdade cada uma das cidades mereceria um dia inteiro, mas uma correria dessas para ver as duas valeu a pena.

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Sentamos bem na esquina do Largo, nas mesas de rua de uma lancheria. Pedimos uns bolinhos de bacalhau, choppinhos e um doce para arrematar. Precisa mais? Um lanche gostoso, em um local super agradável, custou €5 para nós dois.

Nos dirigimos à estação de trens. Na hora de comprar os tickets estávamos de novo sem troco para a máquina de auto-atendimento, só que dessa vez não tinha guichê aberto. Voltamos em um supermercado que tínhamos visto a umas quadras dali, compramos umas coisinhas e trocamos o dinheiro, ainda bem que estávamos tranquilos no horário do trem. A partir daí ficamos mais atentos em guardar os trocadinhos para essas situações. O passe Guimarães-Porto foi €3,10. Não esqueça de validar o cartão antes de embarcar, tanto no trem quanto no metrô. As estações não tem catracas, são completamente abertas, e há diversas maquininhas para validar a passagem. Durante a viagem um fiscal pegou um rapaz oriental que estava sem bilhete validado e o retirou do trem. Seguimos viagem e não vimos mais o rapaz! :o

À noite jantamos novamente perto da pousada, comidinha barata e simples.

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25/01 – Curtindo a cidade do Porto

 

Encontramos uma boa opção para tomar café-da-manhã na Avenida dos Aliados: Low-Cost.come. Fica perto do prédio da Câmara Municipal. Várias opções de café, salgados, sanduíches, doces etc, a ótimos preços.

Depois, passamos no posto de informações turísticas, bem pertinho dali, e compramos o Porto Card com validade para 24h (€5 euros, sem incluir transporte).

Demos início ao uso do cartão na Torre dos Clérigos (€1,5 com cartão). Muitas escadas para subir, e uma vista recompensadora de 360º da cidade.

Descemos em direção ao rio, por ruas estreitas e sem apelo turístico, simplesmente ruas normais de moradores – muito legal!

Fomos para o Museu do Vinho do Porto. Vários painéis que contam a história do vinho do Porto e da própria cidade e da região do Douro, e alguns objetos antigos relacionados ao tema. Mas, degustação que é bom, nada.

Voltamos caminhando pela beira do rio, o dia estava lindo e a temperatura estava super agradável. Entramos na Casa do Infante, foi um pouco decepcionante, havia poucas coisas expostas. Chegamos na Ribeira. Por ser domingo, havia uma feira de artesanato rolando. As mesas externas do restaurantes estavam cheias, música ao vivo rolando, muitos moradores e turistas passeando... Climão sensacional! Entramos no único mercadinho que tem ali e pegamos cervejas geladinhas (portuguesas, Sagres e Super Bock, ambas muito boas), compramos umas castanhas assadas de uma senhora simpática na rua, sentamos na beira do rio e ali ficamos por um bom tempo, curtindo o sol, o movimento e o visual.

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Saímos à procura de uma empresa que fizesse passeio de barco, o Porto Card dá desconto em algumas. Fechamos com uma empresa que não lembro o nome, saiu por €10 por pessoa. Nessa época do ano o único passeio que as empresas fazem é o das seis pontes.

O passeio dura mais ou menos uma hora, é bem gostoso de fazer. Claro que o dia maravilhoso que fazia ajudou.

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Mais no fim da tarde fizemos a visita ao Palácio da Bolsa. Só é possível fazer visita guiada, €3,5 com o Card. Foi legal, o interior do Palácio é muito bonito.

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Ainda deu tempo de subir até a Sé do Porto e assistir um pôr-do-sol magnífico.

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À noite, como era a última em Porto e em Portugal, fomos procurar um lugar melhorzinho para jantar na Ribeira. Vários restaurantes já estavam fechando! Escolhemos o Porto Escondido, pedimos um prato de bacalhau e um de salmão, ambos muito gostosos. Com entrada, vinhos e café, deu €23.

 

Dia 26/01 – Mais um pouco de (vinho do) Porto e ida para Barcelona

 

Tomamos café novamente no Low-Cost.come, e fomos ao Mercado do Bolhão comprar uns souvenirs. Tudo que compramos estava mais barato na feira da Ribeira do dia anterior ::putz:: !

Pegamos o metrô em direção à Casa de Música, já aproveitamos para carregar o valor que usaríamos mais tarde para ir para o aeroporto.

A Casa da Música oferece visitas somente guiadas, às 11h e às 16h. Chegamos lá nos últimos momentos da validade do nosso Porto Card, e o ingresso custou €2.

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A visita foi guiada pelo João, que é músico e arquiteto, ou seja, completamente apaixonado ao falar sobre o que é e como foi pensada e projetada a Casa. A visita foi além das expectativas, interessantíssima.

Viemos embora a pé, e no caminho paramos para almoçar em um restaurante que não parecia ter nenhum turista. Sopa e pão de entrada + prato principal com salada + uma bebida à escolha, tudo muito bem servido e gostoso, a incríveis €6 por pessoa! A opção sem bebida saía por €5! Só tivemos que dividir a mesa com uma senhorinha que não parava de nos encarar como se fôssemos alienígenas :cry: !

Fomos conhecer a Livraria Lello. Uma graça, com uma escadaria de madeira linda. Só é permitido tirar fotos entre 9h e 10h, e eles ficam de olho para que ninguém fotografe.

Atravessamos para Vila Nova de Gaia, para fazer visita a alguma cave. Fizemos a visita guiada com degustação da Ferreira, €6 por pessoa. Vinhos deliciosos.

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Depois, entramos em uma loja de vinhos e que tinha degustações (pagas) também, de variadas marcas. Provamos um outro tipo e acabamos comprando um da Ferreira que estava mais barato ali na loja do que na própria cave.

Estava na hora de ir para a Espanha, passamos na pousada para pegar as bagagens. Pegamos a linha violeta do metrô em direção ao aeroporto. Chegamos com folga no horário, deu tempo de comer o último bolinho de bacalhau em terras portuguesas antes de embarcar no aviãozinho minúsculo rumo a Barcelona. Nos despedimos desse país que nos surpreendeu e nos encantou, com dúzias de lugares lindos e agradáveis, povo hospitaleiro e ótima gastronomia.

Descendo no aeroporto El Prat, o primeiro contato foi engraçado: todas as placas estavam escritas primeiro em catalão, depois em inglês, e depois em espanhol. Sabíamos que o povo catalão tem muito orgulho de ter uma identidade própria, à parte da Espanha, mas não imaginávamos o quanto.

Saindo do aeroporto já tem um ponto do Aerobus, €5,90 por pessoa. Descemos no ponto final na Plaça Catalunya, e caminhamos alguns minutos até o Hostal Girona. Estávamos um pouco preocupados em caminhar até ali com as bagagens e tudo, pois já era quase uma da manhã, mas pegar um táxi para ir tão perto, acho que o taxista não iria gostar nem um pouco. Foi tranquilo, alguns bares estavam abertos e tinha um certo movimento de pessoas.

Fizemos o check-in, comemos um lanche no quarto mesmo e capotamos.

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Muito legal helen_p! Adorei a parte sobre Portugal, vai me ajudar a programar uma futura viagem pra lá! Obrigada por compartilhar! Estou ansiosa para ler sobre a Espanha e relembrar meus momentos lá também!

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Obrigada, debalves! :D

 

Minha parte na Espanha foi bem parecida com a tua, com a diferença de ter sido no inverno, com direito a neve!

 

Vou tentar escrever mais uma parte neste fim de semana.

 

Abraços!

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Dia 27/01 – Barcelona de Gaudí

 

Tínhamos comprado com antecedência as entradas para a Sagrada Família (http://visit.sagradafamilia.cat/?lang=en#tickets), €19,50 cada entrada incluindo subida a uma das torres.

Fomos caminhando desde o Hostal, no caminho paramos para tomar café-da-manhã.

A empolgação vai aumentando quando as torres começam a aparecer por trás dos prédios e de repente... uau! Ali está ela, gigantesca e maravilhosa! Aquela sensação incrível de estar vendo pessoalmente algo tantas vezes visto em filmes e fotos!

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Já havia uma fila para entrar, nosso horário era o primeiro do dia e todos ainda esperavam a abertura. Levamos as entradas recebidas por e-mail no tablet, o funcionário passou o leitor do QRCode assim mesmo, não é necessário imprimir nada.

Um bom tempo admirando de perto os detalhes da fachada, até finalmente entrarmos. Apesar do impacto ao ver a parte interna, fomos direto procurar o elevador para subir na torre, que também tinha horário marcado. A subida na torre foi legal, mas eu diria que não é imprescindível. A vista da cidade fica meio atrapalhada pelos guindastes da própria obra da igreja. Logo descemos para enfim olhar com calma o interior da Basílica. Ela é alta e bastante imponente, mas o mais lindo de tudo sem dúvida são os vitrais. A entrada da luz natural através deles dá um colorido maravilhoso no lugar.

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Caminhamos, olhamos, sentamos... até criar coragem de sair dali para a próxima atração.

Caminhamos algumas quadras para a esquerda da saída da Basílica, para pegar um ônibus para o Park Guell. No caminho pedimos informações para um homem, que nos indicou direitinho onde era o ponto e qual era o ônibus (6ª quadra a partir da Basílica, na própria Carrer de La Marina, ônibus 92). A passagem foi €2,15 para cada.

Pedimos para o motorista nos indicar onde descer, e em pouco tempo estávamos em frente a uma das entradas do parque. €8 cada ingresso.

Entramos na parte que é de livre visitação, que já é muito bonitinha, e logo chegamos no acesso à área dos banquinhos coloridos.

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Dali descemos para a parte onde tem a salamandra, e depois ficamos caminhando por diversos caminhos do parque.

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Subimos em um parte de onde se tem uma vista incrível da cidade. Enfim, adoramos o Park Guell.

Fomos embora pela saída em direção às escadas rolantes que tem na rua, e que são bem úteis para quem está vindo por esse caminho, pois a subida é íngreme. Na estação de metrô Vallcarca compramos o T-10, que é o passe de 10 viagens e pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €9,95.

Voltamos para o hostal para usar o wi-fi. Tinha aberto a venda de ingressos pro jogo do Real Madri na data que estaríamos lá, e queríamos comprar. Resumindo a história, passamos os dias seguintes tentando várias vezes por dia comprar, através do smartphone e do tablet, e o site simplesmente não aceitou nossos cartões de crédito.

Almoçamos ali perto da Plaça Catalunya, apelamos para um Burguer King porque as outras opções não estavam muito econômicas.

Seguimos para a Casa Batlò, caminhando pela Passeig de Gracià. Nunca vi tanta ostentação na minha vida! Lojas de todas as marcas que eu já tinha ouvido falar, no meio de outras bem bodosas que eu nem conhecia.

A entrada para a Casa Batlò custa €21 e inclui um áudio-guia, e por €4 pegamos também um vídeo-guia. A visita é bem legal, especialmente porque o áudio-guia explica como foi pensada a casa, com formas fluidas, aproveitamento da luz natural etc. Mas o vídeo-guia foi a cereja do bolo, dá à visita um tom fantástico. São imagens que se sobrepõem aos ambientes, por exemplo tu aponta o equipamento para uma lareira que existe no ambiente e o vídeo mostra ela se transformando em um animal que cospe fogo, e assim vai pela casa toda: animais voadores, salas se inundando... legal demais! Recomendo muito.

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Depois dali fomos até La Pedrera. Olhamos só por fora, achamos demais pagar mais €20,50 para entrar em outra casa.

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O resto do dia tiramos para fazer comprinhas na Decathlon e no El Corte inglês, como já comentei antes estava tudo em liquidação e foi difícil escolher apenas poucas coisas para não pesar na bagagem.

À noite jantamos perto do hostal, comemos a primeira paella em terras espanholas, acompanhada da primeira sangria. A paella estava gostosa, e a sangria melhor ainda. Gastamos €34,50.

 

Dia 28/01 – Bairro Gótico e Montjuic

 

Durante nosso planejamento de viagem conhecemos esse site: http://www.passaportebcn.com . É o melhor site que já vi sobre um destino, tem tudo a respeito de Barcelona e arredores. Ele sugere diversos roteiros, e nesse dia fomos fazer o roteiro do Bairro Gótico: http://www.passaportebcn.com/roteiro-barri-gotic/.

Só que, os boca-abertas em vez de salvar o roteiro para consulta offline, no dia anterior traçamos à mão no mapa o percurso, e na hora ficamos brincando de jogo da memória: “que que tinha nessa praça mesmo? Ah, era aquela igreja ali, com marcas de bombardeio. E nessa rua aqui? Ah, era aquele desenho do Picasso, ali”! De qualquer forma, o passeio foi sensacional, descobrimos uma Barcelona que nunca tínhamos ouvido falar, com resquícios de ocupação romana. Os poucos turistas que andavam pelo local estavam em pequenos grupos com guia, do tipo walking tours. São coisinhas e detalhezinhos que se tu não vai sabendo o que são e onde estão, passa batido. Incluímos no roteiro que o site sugere uma passeio pelo Mercat Santa Caterina, e deixamos de entrar na Catedral.

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Após o Bairro Gótico, fomos para o Mercat La Boquería. Muita variedade de frutos do mar, frutas, verduras, produtos locais...

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Saímos pelos fundos do mercado e logo achamos um restaurante indiano onde resolvemos almoçar, Preet Restaurant. Era um lugar bem simplório, com um menu fixo que incluía bebida e sobremesa, mais café saiu €20,40 para nós dois, e a comida estava bem boa.

Seguimos em direção a La Rambla, antes passamos em frente ao Palau Guell.

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Fomos até o monumento a Cristóvão Colombo e a marina, e seguimos para pegar o funicular para subir a Montjuic.

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Nos confundimos um pouco com as placas, descemos na estação de metrô, saímos de novo, até entender que de fato o funicular sai de dentro da estação de metrô mas que ele estava fora de funcionamento para reparos e um ônibus estava fazendo sua substituição. Para o ônibus também se usa o passe T-10.

Descemos do ônibus em frente à entrada do Teleférico. Dá para subir até o Castelo a pé, mas pegamos o teleférico para curtir a vista (€7,80 só ida para cada).

A melhor coisa do Castelo (€5 o ingresso) é a vista do mediterrâneo, da orla e da cidade.

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Depois do Castelo, descemos em direção ao Estádio Olímpico onde aconteceram diversos eventos da Olimpíada de 1992. A entrada é aberta. Muito legal.

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Descemos até o Museu Nacional de Arte da Catalunha, por mais escadas rolantes ao ar livre. Viajar no inverno deles tem diversas vantagens, a menor quantidade de turistas é a maior delas, mas tem algumas desvantagens também: as quedas d'água em frente ao MNAC estavam todas desligadas, e o show da fonte mágica acontece somente às sextas e sábados, ou seja, não conseguimos assistir.

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Fomos até as Torres Venezianas e pegamos o metrô na Plaça Espanya para voltar ao hostal. Paramos em uma lancheria para provar o tal churros com chocolate quente. É bem diferente daquele que conhecemos, prefiro o nosso que é recheado. Passamos ainda em um mercadinho para comprar lanches e água para o dia seguinte,

À noite pegamos pizzas em um restaurante ali pertinho (Giorgio's). Pegamos duas pizzas por €19 e ainda ganhamos de brinde uma garrafa de vinho. Jantamos no quarto. Tentamos achar um canal para assistir Atletico de Madrid x Barcelona, mas só achamos um que mostrava uma meia-dúzia de pessoas que ficavam comentando o jogo enquanto assistiam a ele, mas sem passar imagens do jogo propriamente dito! Bizarro! Certo que daqui a pouco essa moda pega aqui!

 

Dia 29/01 – Bate-volta a Montserrat

 

O site do PassaporteBCN também dá todas as dicas. Pegamos o metrô até a estação Plaça Espanya, e dentro da estação mesmo tem um balcão da FGC. Queríamos comprar o combo de trem+cremalheira+funiculares, mas nos disseram que os funiculares estavam fechados para reparos, então compramos trem+cremalheira por €19 cada. Além disso, queríamos subir até o monastério pelo teleférico (aeri) e somente descer de cremalheira, mas o teleférico também estava fechado para reparos :? . Contratempos da baixa estação...

A beleza da paisagem vai se superando uma vez após a outra: o trem se aproximando de Montserrat, o desembarque do trem, a subida na cremalheira, a chegada em frente ao Monastério... Foi um dos lugares mais lindos desta viagem.

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Passamos o resto da manhã andando pelos arredores, e paramos para almoçar. Claro que as poucas opções existentes lá em cima deixam as coisas um pouco mais caras, mas almoçamos um prato bem servido de massa com frango, acompanhado de um copão de cerveja, por €24,60 para os dois.

Queríamos assistir à apresentação do coro de meninos, que acontece dentro da basílica às 13h. Nos atrasamos uns 10 minutinhos no almoço, e quando entramos na basílica deu tempo de ver uns 3 meninos se retirando por uma portinha lateral. Nunca vi tanta pontualidade, pegar o exato momento em que o espetáculo acaba ::tchann:: !

Descobrimos lá que dos dois funiculares existentes, um estava em funcionamento, o que leva à parte alta. Compramos o ticket para este trecho por €9,50 ida+volta (sim, é possível fazer a pé, porém são trilhas beeem longas). Ou seja, nisso aí já gastamos mais do que se eles tivessem nos vendido o combo trem+cremalheira+funicular que seria €27,50 (eu queria saber quem foi o querido que teve a ideia de não vender o ticket combinado :x ).

O visual lá em cima consegue ficar ainda melhor! Há plaquinhas sinalizando diversas trilhas e o tempo necessário para cada, algumas acima de 2h. Fizemos algumas das trilhas mais curtas, e foi fantástico. Não me canso de dizer que o lugar é lindo demais.

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Quando descemos, fomos conhecer com calma o interior da Basílica e o altar de La Moreneta.

No final da tarde fizemos todo o caminho inverso: cremalheira, trem, metrô até o hostal.

À noite fomos conhecer a famosa rede 100 Montaditos, tinha um bem pertinho da nossa hospedagem. Como o nome diz, o cardápio oferece cem variedades de montaditos (=sanduichinhos), além de outros petiscos e bebidas. Escolhemos algumas variedades de montaditos e acompanhamos com Tinto Verano, um vinho tinto que eles servem com gelo e não sei se leva mais alguma coisa, mas é uma delícia. Tudo bem gostoso, a bons preços, ambiente legal. Viramos fregueses!

 

Dia 30/01 – Barceloneta / Ida para Madri / Museu do Prado

 

Última manhã em Barcelona! Fomos em direção ao Parc de la Ciutadella, passando antes pelo Arc de Triomf. Passeamos um pouco por dentro do parque, e andamos até Barceloneta. Belo lugar, deve ser uma delícia no verão!

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Fomos até a Basílica de Santa Maria del Mar e entramos um pouquinho. Seguimos caminho até o Palau de La Musica Catalana, lindíssimo por fora, mas seu interior vai ficar para uma próxima vez.

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Voltamos em direção ao Bairro Gótico, queríamos encontrar a caixinha do correio da Casa de L'Ardiaca, que não tínhamos encontrado no dia do roteiro por esse bairro. O lugar não tem nada de imperdível, é só porque tínhamos tempo de brincar um pouco de caça ao tesouro. Entramos também na Catedral, que não tínhamos entrado no outro dia.

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Almoçamos novamente no Burguer King da Plaça Catalunya, e voltamos ao hostal para pegar as bagagens. Estava na hora de partir de Barcelona! Ah não!

Pegamos o metrô até a estação de trens Sants. As passagens tinham sido compradas pelo site da Renfe com uns dois meses de antecedência (€49,10). Mostrei os e-tickets no tablet mas não aceitaram, tinha que passar em um balcão e imprimir os bilhetes. Todos passam suas bagagens em um raio-x como dos aeroportos, e embarcamos no trem das 14h rumo a Madri.

O trem para em algumas cidades no caminho. Um pouco depois das 17h chegamos na imensa estação de Atocha.

O hostal ficava muito perto dali. Fizemos check-in, a atendente foi super atenciosa e nos deu várias informações. Largamos as coisas e rumamos rápido para o Museu do Prado para pegar o horário gratuito das 18h às 20h. Só paramos no caminho para tomar um café.

Chegamos no Museu e a fila estava imensa! Mesmo sendo grátis, todos tem que passar na bilheteria e pegar o seu ingresso, e quem estava com bolsa ou mochila pegava mais uma fila para passar no raio-x.

Entramos de fato no museu uma 18h20. E agora, por onde começar? Bate aquela loucura de querer ver tudo e ao mesmo tempo saber que não dá para ver tudo. Pegamos um folheto do museu que indicava as 50 obras principais e suas respectivas salas, escolhemos as obras que mais queríamos ver e tentamos agrupar as coisas que estavam próximas pra não perder tempo indo e voltando. No fim das contas, conseguimos ver e parar para realmente apreciar todas aquelas obras que queríamos, mas tinha tanta coisa ainda por ver... Às 19h50 os funcionários começam a tocar todo mundo para fora e fechar as salas. A dica que dou é: quem quiser aproveitar o horário grátis do museu, pelo menos entre no site e planeje melhor o que quer ver e trace um roteirinho para otimizar o tempo. E pra quem quer realmente curtir o museu, com calma, com paz, que pague o ingresso. O horário gratuito, além de ser curto, é muito cheio!

Jantamos em um Museu del Jamon próximo dali, comida nada demais, €16,20 para nós dois.

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    • Por Mari D'Angelo
      Visitar Barcelona é, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e orgânico de Gaudí. O arquiteto catalão nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas técnicas normalmente fugiam do convencional para época, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e através de um espelho via a imagem invertida. Além é claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cerâmica ou vidro, sua marca registrada.
       
      A casa Batlló, patrimônio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra lá imaginava que pudesse ser algo tão incrível! É caro, muito caro (21,50€) e talvez isso faça muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experiência.
       
      PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum!
       

       
      O edifício construído em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Grácia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaudí entre 1904 e 1906 a pedido do proprietário, Don José Battló Casanovas. A princípio a ideia era demolir todo o prédio e recomeçar do zero, mas no fim acabou sendo “apenas” uma reforma. Há vários mistérios em relação aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa é de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um dragão, que ao lado da cruz, homenageia São Jorge. Os balcões da fachada tem formatos que se assemelham à crânios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de “casa dos ossos”.
       
      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
      As portas e janelas, todas com formatos orgânicos, são feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que dão um efeito incrível. Gaudí se preocupou muito para que a casa recebesse bastante iluminação natural, para isso fez aberturas estratégicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade.
       
      No andar principal há uma curiosa lareira em cerâmica com formato de cogumelo que foi contruída onde antes era o escritório. José Battló pediu que ela tivesse bancos confortáveis para que a família desfrutasse do espaço em dias frios.
       

       
      O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época).
       

       
      No pátio externo há uma fonte e um colorido jardim de cerâmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, não conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa.
       
      O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água.
       

       
      No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão.
       
      Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas úteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Em 2012, quando viajamos para Portugal, decidimos alugar um carro e ir do Porto à Lisboa conhecendo alguns lugares no caminho. A primeira parada foi a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em seguida o Santuário de Nossa Senhora de Fátima (onde derramei litros e litros de lágrimas!) e por último o Palácio Nacional da Pena, na vila de Sintra. Todos são muito interessantes, mas meu encantamento pelo Palácio todo colorido foi imediato e só aumentava a cada ambiente percorrido!
       

       
      O local é na verdade um enorme parque com lagos e construções diversas espalhadas pela imensidão verde. Com muito pesar tivemos que renunciar a esse incrível passeio e ir direto ao topo da montanha, onde se encontra o palácio. Como o tempo era muito curto, pois já estava quase no fim da tarde, subimos e descemos com o transfer (3€).
       
      Ao chegar, pegue o áudio-guia (3€). Ouvir a história do local, como as pessoas viviam e o porquê de cada detalhe faz toda a diferença na visita. Falando nisso, aqui vai um resuminho da história deste lugar fascinante.
       
      Antigamente, o topo da Serra de Sintra, abrigava uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, o lugar foi doado à Ordem de São Jerónimo que construiu um convento de madeira. Algum tempo depois dois desastres naturais, um raio e um terremoto, destruíram quase por completo o local, restando apenas uma parte da capela. No século XIX, Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, adquiriu as ruínas do convento com o intuito de reformar e transformar em “casa” de veraneio. Para isso, contratou o Barão von Eschwege, arquiteto alemão que já havia trabalhado para ele em outras ocasiões, depois de recusar os primeiros projetos, o rei aprovou o trabalho e inclusive participou da concepção de algumas áreas.
       
      Em 1853, a esposa do rei, Dona Maria II, morre em seu 11º parto. Ele casou-se novamente com a cantora lírica e condessa Elisa Hendler e após sua morte, em 1885, deixou o Palácio como herança à ela. Como o casamento dos dois nunca foi aprovado pela sociedade portuguesa, houve uma grande polêmica sobre os direitos do local, que a essa altura já era um monumento histórico. Então, Luis I, em nome do Estado português, comprou a propriedade, deixando à condessa apenas um chalé, onde ela continuou residindo. O palácio tornou-se então patrimônio nacional da Coroa Portuguesa. Outros membros da família real lá se instalaram até a queda da monarquia. Depois disso, o lugar se transformou no museu que conhecemos hoje.
       
      A arquitetura do palácio, encrostado em rochas, foi fundamentalmente romântica, porém vários estilos se misturam na construção, entre eles o medieval, o gótico, o renascentista, o manuelino e o árabe. Misturas de padrões e texturas, azulejos diversos e cores vivas estão presentes em todo o monumento, dando um ar aconchegante à cada canto do palácio. Além disso, seus detalhes estão carregados de simbologias.
       

       
       
      No pórtico de entrada, chamado de Arco dos Lagartos, 3 rosas abertas simbolizam o conhecimento. Já no interior do castelo, há o Pórtico do Tritão, alegoria muito rica em detalhes que representa a criação do mundo, trata-se de uma figura mística, meio homem meio peixe , concebida por D. Fernando II. Uma das partes mais interessantes do palácio!
       

       
      Dos terraços desnivelados temos vistas incríveis de toda a cidade e arredores, inclusive da muralha do Castelo dos Mouros.
       

       
      Outra área que merece toda a atenção é o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro. Meio surrealista, a área é toda revestida de azulejos hispano-árabes. Em seu centro, há uma taça em forma de concha sobre 3 tartarugas apoiadas em heras, os animais recordam que o caminho é lento e as plantas são o símbolo da eternidade.
       

       
      É possível visitar alguns dos ambientes internos, como o salão nobre, com motivos orientais e orgânicos, a sala árabe toda pintada com afrescos, os quartos e a cozinha, onde estão expostos alguns dos utensílios usados na época. Mas não é permitido tirar fotos.
       
      O monumento não está em perfeitas condições de conservação, mas seu estilo lúdico e colorido, tão diferente do que normalmente vemos em uma edificação da realeza européia, compensam a visita. Espero voltar um dia para poder explorar todo o entorno do palácio e ainda conhecer a cidadezinha de Sintra, que dizem ser uma graça!
       
      Informações úteis:
       
      Site oficial: http://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/
       
      Nele é possível simular o gasto total de acordo com a data, número de pessoas e quais áreas gostaria de visitar!
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-colorido-palacio-da-pena-em-sintra
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
       

       
      DIA 1
       
      Em 2012, quando eu o Dan fizemos nossa primeira viagem internacional, a última parada foi Portugal. Decidimos incluir o país no roteiro pois ele tem família por lá e como só tinha lembranças de pequeno, era hora de conhecer as origens!
       
      Começamos pela cidade do Porto, no norte de Portugal. Na verdade a família dele fica em Vila Nova de Gaia, que é um distrito do Porto, mas fica do outro lado do rio Douro. ficamos hospedados por lá também, no Ibis Budget Porto Gaia (que pagamos com pontos no cartão, como muitas coisas nessa viagem! =).
       
      Já começamos fazendo presepada, pegamos o ônibus para o lado oposto do que deveríamos e quando vimos, chegamos na praia. Enfim, é uma daquelas surpresas boas quando as coisas saem do planejado.
       
      Sorte nossa que os portugueses são muito, extremamente simpáticos! Em toda a nossa estadia por lá foram muito solícitos quando pedíamos informações, quase que iam conosco até o lugar, eles são todos uns fofos!
       
      Chegamos então ao Pavilhão Rosa Mota (ou Pavilhão dos Desportos) onde antigamente ficava o Palácio de Cristal. Hoje o lugar é rodeado por um jardim super agradável e bem cuidado, com uns pavões circulando, lindos azulejos e uma vista incrível!
       
      Continuamos a pé pelo centro até que vejo a Igreja dos Carmelitas, totalmente barroca (é bobo me animar com isso, afinal tudo em Portugal é dos Carmelitas, mas como minha vó, uma das pessoas que mais amei na minha vida, e que ainda sinto saudades depois de tantos anos sem, se chamava Carmelita, sempre vou adorar esses acasos da vida).
       
      Passamos pela Torre dos Clérigos, que faz parte da Igreja dos Clérigos e tem uma vista bem legal da cidade (claro que depois de subir aquelas escadinhas super esmagadas. Claustrofóbicos, fiquem longe!).
       
      Uma das coisas que mais me encantou por lá foram os azulejos, é realmente incrível o efeito de igrejas, prédios e casas revestidos de azulejos azuis e brancos ou coloridos, pintados com cenas super elaboradas ou simplesmente padrões decorativos.
       
      A fome bateu e óbvio que fomos comer um bacalhau! Aliás, não é tão óbvio assim pois até pouco tempo atrás eu não era nada fã da iguaria lusitana, mas graças a um almoço da minha sogra pouco antes de ir viajar, mudei de opinião e pude aproveitar de verdade a experiência em Portugal! O melhor de comer por lá é que é super barato! Vinho então nem se fala, perfeito pra nós que adoramos comer. Para sobremesa também optamos pelo clássico, pastel de belém, e achamos muito melhor do que o “oficial”, em Lisboa.
       
      O próximo ponto é um dos lugares mais legais da cidade, a Livraria Lello e Irmão. A fachada em estilo neogótico é fantástica (só agora reparei na moça estragando minha foto) e o interior mais lindo ainda, todo de madeira, com escadas imponentes revestidas com um tapete vermelho… Infelizmente não era permitido tirar fotos, mas é só dar uma olhadinha nas imagens do Google (aqui) que dá pra ter uma noção de como é incrível o lugar. (Ah, e aqui outra coincidência, meu avô, marido da Carmelita, que agora vocês já conhecem, tinha o apelido de Lelo, e a livraria fica na Rua das Carmelitas! Muito amor né?).
       
      Caminhar pelo Porto é uma delícia, daqueles lugares que tem surpresas o tempo todo (pra mim uma viela, roupas coloridas penduradas ou casinhas azulejadas são lindas surpresas). Tem seus “defeitos”, claro, tem sujeira, tem coisa mal conservada, tem lugar feio… mas realmente acho uma perda de tempo ficar se apegando a esse tipo de coisa ao conhecer uma nova cidade, todo lugar no mundo tem defeitos, cabe a cada um escolher se isso vai pesar mais que a parte positiva da viagem ou não (momento desabafo).
       
      Já no fim da tarde seguimos pela Avenida dos Aliados, que é linda, cheia de prédio históricos e uma estátua equestre em homenagem à D. Pedro IV, até a Sé do Porto, um dos monumentos mais antigos de Portugal.
       
      A arquitetura da catedral é uma mistura de estilos. Inicialmente o românico, percebido na estrutura geral do prédio, mais comprido do que alto e sem muitas janelas, a herança gótica é visível especialmente no pátio interno, cheio de arcos ogivais, e finalmente o barroco, que está presente em todo o interior, assim como em alguns detalhes da fachada. À toda essa miscelânea se adicionam ainda imensos painéis em azulejo azul e branco e mais uma vista da cidade (sim, tem muitos lugares onde é possível ver essa cidade de cima rs!).
       
      Pra fechar o dia fomos finalmente conhecer a família portuguesa do namorado, mal entramos na rua, de taxi e uma das mulheres já veio correndo nos receber, disse que a tia-avó do Dan estava esperando ansiosíssima sentada em uma cadeirinha na calçada desde a hora em que ele ligou (umas 15h)! Não podíamos ter sido mais bem recebidos, todos estavam felizes demais em rever ou conhecer o parente brasileiro, ligaram pra todo mundo que morava perto ir lá nos dar um oi e até pra quem morava em outro país, pra contar que ele estava lá! Todos são super simpáticos e com um senso de humor muito peculiar dos portugueses, além disso não sabiam mais o que fazer pra nos agradar, era vinho, era bolinho de bacalhau… tudo maravilhoso! Fomos embora depois de levar uma bronca enorme porque estávamos num hotel e não ficamos lá rs, mas já prometemos que da próxima vez vamos nos redimir.
       

       
      DIA 2
       
      Nosso segundo dia pela terrinha começou com uma visita a Igreja de Santo Ildefonso. A fachada de azulejos azuis e brancos conta algumas passagens da vida do santo e no interior há uma mistura de estilos com destaque para o altar barroco.
       
      Bem pertinho de lá fica a Estação ferroviária São Bento, inaugurada em 1896. Ela é toda forrada por dentro com painéis de azulejos com cenas históricas portuguesas e padrões decorativos, maravilhoso! Pode parecer um pouco (ou muito) repetitivo falar tanto dos azulejos, mas é irresistível, em Portugal eles estão por toda parte e é justamente esse seu charme especial.
       
      Depois fomos nos perdendo até chegar na região do Palácio da Bolsa, um belo prédio rodeado por jardins super bem cuidados, não entramos mas o lugar é bem recomendado por quem já fez a visita.
       
      O próximo ponto foi o Conjunto de São Francisco, que conta com a Igreja da ordem terceira de São Francisco, um dos melhores lugares para admirar a chamada talha dourada (técnica de esculpir em madeira e revestir com ouro), junto com a Casa do Despacho, que funciona também como um pequeno museu de arte sacra, e o Cemitério Catacumbal, este último um tanto perturbador, trata-se de um andar subterrâneo com jazigos pela sala toda e ainda uma grade no chão onde se vê um “depósito de ossos”… bem mórbido!
       
      Pelo menos ao sair dá pra relaxar com uma linda vista do Douro, aquela região às margens do rio chama-se Ribeira, o que era a algum tempo atrás considerada uma área decadente, hoje é bastante turística e encanta os visitantes com suas ruelas e casas coloridas, é um dos pontos mais agradáveis pra sentar e comer um bolinho de bacalhau!
       
      Os simpáticos barquinhos lá ancorados serviam antigamente para o transporte de barris de vinho, já que do lado de Vila Nova de Gaia existem muitas caves de vinho do Porto (já chegaremos lá), mas se não me engano hoje a maioria serve como embarcação turística.
       
      Hora de conhecer o outro lado do rio, a região de Vila Nova de Gaia. A passagem principal entre os dois lados é a magnífica Ponte Luis I, projeto do engenheiro Théophile Seyrig que já foi parceiro de Gustave Eiffel, responsável pelo projeto da Torre Eiffel, daí a semelhança entre as duas estruturas. A ponte, cartão postal da cidade, é constituída por dois tabuleiros, um em cima, por onde passam metrô e pedestres e um em baixo, também para uso de pedestres e de carros.
       
      Chegando à outra margem do rio encaramos uma imensa subida para chegar até a cave da Graham’s. Tem várias opções por lá, escolhemos essa pois era onde o tio do Dan trabalhava. A visita passa pelos enormes tonéis, pelos barris, pelas caves… tudo com explicação do guia, e no final, a melhor parte, a degustação! E foi aí que descobrimos que lá eles tomam vinho do porto como um vinho normal, não como um aperitivo após a refeição, como fazemos aqui!
       
      Pra finalizar o dia com mais uma vista linda da cidade, e também descansar um pouquinho antes de ir jantar com a família do Dan, subimos até o Miradouro do Mosteiro da Serra do Pilar. É interessante observar o fragmento que sobrou das chamadas Muralhas Ferdinandas, construídas no século XIV, quando o Porto estava em crescimento e precisava expandir a área protegida da cidade.
       
      No dia seguinte alugamos um carro e seguimos para Lisboa, parando em Coimbra, Fátima e Sintra, onde fica o maravilhoso Palácio da Pena.
       
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/


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