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Dia 31/01 – Alguns pontos turísticos de Madri e... futebol!

 

Desde que colocamos o pé para fora do hostal, vimos uma movimentação de pessoas que pareciam estar se dirigindo a alguma passeata ou algo do tipo, todas com camisetas ou portando uma bandeira roxa. Ficamos curiosos.

Caminhamos até a Plaza de Cibeles, e dali fomos até a Puerta de Alcalá.

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Voltamos, e demos uma olhada no valor da entrada para o prédio do Palacio de Comunicaciones, mas resolvemos andar mais pela cidade. Fomos até a Puerta del Sol, a movimentação de pessoas envolvidas com aquela manifestação só aumentava.

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Voltamos em direção à Plaza de Cibeles, mas a movimentação de pessoas tinha se transformado em uma multidão! A rua estava tomada, com muitos policiais, camburões, etc, o clima parecia tenso :o ! Percorremos um outro caminho para fugir daquele tumulto, e fomos para o Parque del Retiro.

O parque é muito gostoso, e o dia estava muito bonito, o que ajudava. Famílias passeando, pessoas correndo, pedalando, passeando com seu cachorro... enfim, aquele clima legal de parque. Ficamos ali um bom tempo, curtindo.

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Nos dirigimos a uma estação do metrô. Lá compramos o passe que dá direito a 10 viagens, e que pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €12,20 – muito vantajoso, pois só uma viagem custa entre €1,5 e €2.

Compramos na máquina de autoatendimento, bem tranquilo. Mas na hora de passar o cartão no leitor, nada acontecia. Procuramos um funcionário que estava por ali, que verificou que o cartão não funcionava. Ele trocou nosso cartão por um novo, nos perguntou onde estávamos indo, explicou qual linha pegar, onde descer etc, foi super gentil.

O metrô de Madri, apesar de possuir muitas linhas, é fácil de usar. É muito bem sinalizado, com gráficos das linhas, tudo que a gente precisa.

E então chegamos no aguardado Santiago Bernabeu! Ao sair da estação de metrô a gente já dá de cara com ele. Como eu já relatei antes, não tínhamos conseguido comprar entradas pela internet, então fomos direto à bilheteria. Os ingressos mais baratos estavam esgotados, compramos o segundo mais barato que foi €50! Tudo bem, não é qualquer hora que a gente assiste ao Real Madrid!

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Como chegamos um pouco cedo (com medo de não conseguir ingressos), fomos procurar um lugar para lanchar/almoçar. As opções de almoço não eram interessantes, então comemos uns bocadillos de tortilla, que é bem típico na Espanha. Aproveitamos para fazer um programa que nunca fazemos juntos: tomar cerveja antes de entrar no estádio. Costumamos ir a jogos, mas não juntos: sou colorada, e ele é gremista!

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Quando finalmente entramos no estádio... uou! Sensacional! Nosso assento era lá em cima, bem longe do campo, mas quem se importa? O único porém é que ventava bastante, aumentando o frio de cerca de 1º que fazia. Estávamos sentindo muito, muito frio, mesmo cheios de roupas.

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Não se engane com a foto acima, até começar o jogo o estádio encheu!

E começa o jogo! Cristiano Ronaldo tinha feito o favor de ser expulso no jogo anterior, então estava suspenso. Tivemos que nos “contentar” com James Rodrigues, Tony Kroos, Benzema, Bale, Sérgio Ramos e por aí vai... uma seleção!

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Logo que começou o jogo, começou a passar a sensação de frio. Não que tenha ficado quente, mas ficou confortável. Olhamos para cima, e havia aquecedores enormes presos sob a cobertura do estádio! Surreal!

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O jogo terminou Real Madrid 4 x 1 Real Sociedad, uma experiência inesquecível.

Pegamos o metrô, e voltamos até o Museu Reina Sofia. Antes comemos um bocadillo de calamares (sanduíche com anéis de lula empanados), que também é típico espanhol. Achei gostoso, e eu nem gosto de lulas.

Aproveitamos o horário grátis do Reina Sofia, das 19h às 21h. Vimos, é claro, o Guernica, além de uma seção de obras do Dalí e artistas do seu período. No mais, não nos interessou muito, não curtimos arte moderna. Diferente do que aconteceu no Museu do Prado, nesse aqui saímos antes de acabar o horário, e sem dó de não ter visto mais coisas.

O Rodrigo tinha se empolgado e comprado uma manta do Real Madrid antes de entrar no jogo, e vários funcionários do museu conversaram com a gente por causa disso, perguntando se o jogo estava bom, se tínhamos gostado, quem tinha feito os gols. Aproveitamos e pedimos para um deles uma dica de mercado perto dali, pois não havíamos visto nenhum. Ele explicou direitinho como chegar. Compramos alguns biscoitos, água, suco, coisinhas para levar no bate-volta do dia seguinte e também para lanchar mais tarde, gastamos menos de €5.

Vimos notícias de que aquela manifestação que estava acontecendo reuniu cerca de 100 mil pessoas! Eles estavam reivindicando mudanças diversas, pois a Espanha atualmente tem uma taxa de desemprego superior a 20%! Fazendo um parênteses no relato, tanto em Portugal quanto na Espanha vimos muitas pessoas mendigando. Pessoas com plaquinhas que diziam que estavam desempregadas e precisavam de ajuda, ou então pessoas de idade simplesmente abordando quem passava e pedindo dinheiro. Bem triste!

 

Dia 01/02 – Bate-volta a Segóvia

 

Pegamos o metrô até a estação Moncloa, entramos no terminal de ônibus que fica anexo, e procuramos o guichê da empresa Sepulvedana (horários e preços atualizados: http://www.lasepulvedana.es/). Chegamos a tempo de pegar o ônibus das 9h15, mas já estava lotado e só conseguimos para o das 10h. Custou €14,76 por pessoa, com o horário da volta em aberto. Aproveitamos para tomar café no Dunkin Donuts da estação e usar o wi-fi até o horário do ônibus.

55 minutos de viagem e chegamos em Segóvia. Colocamos o pé para fora da estação e já sentimos como seria o dia: muito frio! ::Cold::

Em poucos minutos caminhando chegamos em frente ao aqueduto, lindíssimo!

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Ali mesmo há um posto de informações turísticas, pegamos um mapa e diversas informações com um atendente super atencioso.

Exploramos um pedaço da cidade, subindo pela lateral do aqueduto e caminhando pelas ruas até a Catedral. Entramos nela, olhamos um pouco, estava iniciando uma visita guiada à torre. A visita custava €5 e durava cerca de 1 hora, optamos por não fazer (na verdade já estávamos meio enjoados de ver igrejas e catedrais e com ainda menos vontade de ter que pagar por isso).

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Fomos até o Alcázar, nos informamos sobre a visitação, e voltamos para almoçar. Comemos no restaurante El Patio de la Catedral, boas opções de comidas típicas da região a preços amigáveis e ambiente aconchegante. Provamos o cochinillo assado (leitão) e a sopa castellana, pratos bem gordinhos para encarar o inverno segoviano. Estavam gostosos, gastamos €31,77 com vinho, sobremesa e café.

Fomos fazer a visitação no Alcázar, €7 por pessoa. O lugar é muito legal, tanto a sua arquitetura quanto os ambientes e objetos expostos ali. Lá de cima a vista é linda, vendo a cidade e ao fundo as montanhas da Serra da Guadarrama com seus cumes nevados.

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Saímos do Alcázar e fomos caminhar pelas ruas do Bairro Judeu. Por ser domingo, muitas coisas estavam fechadas e o lugar estava um pouco deserto, mas é bem bonitinho.

Desde o início do planejamento dessa viagem tínhamos esperança de ver neve justamente em Segóvia, por ser a cidade mais fria pela qual passaríamos. E foi durante nosso passeio pelo Bairro Judeu que começaram a cair aqueles floquinhos minúsculos, mas devagar demais para serem pingos de chuva. Uhu, estava nevando! Começamos a pular feito crianças, foi a primeira vez que vimos neve na vida. Era tão fininha que nem aparecia nas fotos, e estava longe de cobrir as coisas de branco, mas mesmo assim ficamos ali pulando que nem bobos ::hahaha:: !

Mais para o fim da tarde voltamos à rodoviária para marcar a volta para o ônibus das 17h15, mas este também já estava lotado, e marcamos para o das 18h. Eu disse “deixa, quem for embora nesse ônibus não vai ver a neve mais forte que vai cair daqui a pouco!”.

Voltamos até o aqueduto, e fizemos um lanche com chocolate quente em uma lancheria ali em frente. Quando retornamos para a estação, começou mesmo a cair uma neve um pouco mais forte! Todo mundo ficou dentro da estação, e nós saímos para o pátio para de novo pular sob a neve, que ainda não era abundante, mas pra nós era uma nevasca! Valeu a pena esse dia que foi o mais frio que já passei.

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Voltamos para o hostal, e à noite fomos jantar em um restaurante de comida tailandesa bem ali pertinho. O restaurante é o Pad Thai, eu não tinha levado muita fé de que ele seria bom e o Rodrigo insistiu para irmos, mas depois de provar a comida... uau! De entrada uma sopa de coco que estava divina, e depois um prato de pad thai de camarão (massa de arroz, vegetais e temperos tailandeses). Salivo só de lembrar daquela comida! Gastamos €30, com vinho e sobremesa.

 

Dia 02/02 – Conhecendo mais de Madri

 

Pegamos o metrô até a estação Plaza España, e fomos conhecer a praça de mesmo nome e a sua estátua do Dom Quixote.

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Dali fomos ao Templo de Debot. Não conhecemos sua parte interna, estava fechado por ser segunda-feira.

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Passeamos por dentro dos jardins ao lado do Palácio Real, depois por sua frente, ainda não sabíamos se faríamos a visitação e decidimos não fazer. Passamos em frente à Catedral de Almudena e também não entramos.

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Fomos ao Mercado San Miguel. Não é um mercado normal, onde a população vai fazer suas compras de dia-a-dia, é bem mais bonitinho e arrumado, e vende produtos mais requintados. Tem diversos estabelecimentos que vendem montaditos e pinchos (porções de petiscos). As coisas eram meio carinhas, mas eram tão bonitas e apetitosas que tivemos que provar. Pegamos duas sangrias e uns pinchos que eram umas azeitonas enormes recheadas com salmão e outras coisinhas, estava bom.

Dali é um passo da Plaza Mayor. Muito legal.

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Caminhamos de volta até o restaurante tailandês, gostamos tanto que fomos almoçar lá. Menu fixo de entrada+prato principal+bebida por incríveis €8,95 por pessoa, digo incríveis por que a comida é espetacular.

Depois de almoçar, fomos aproveitar o horário grátis do museu Thyssen-Bornemisza, que fica bem próximo dali. A entrada é gratuita às segundas-feiras, das 12h às 16h. Adoramos o museu, especialmente alguns quadros de Van Gogh, Rembrandt, Renoir e Monet.

À noite, fomos à estação de trens comprar passagens para ir a Toledo no dia seguinte, €20,60 ida+volta por pessoa. E depois, fomos jantar/bebericar no 100 Montaditos em frente à estação. Às segundas-feiras eles fazem uma promoção em que os montaditos saem pela metade do preço, e fomos lá aproveitar para provar mais alguns, acompanhados de canecos de tinto verano! Delícia!

 

Dia 03/01 – Bate-volta a Toledo

 

Pegamos o trem das 8h50 para Toledo (horários e preços em http://www.renfe.com/), em meia hora de viagem se chega lá.

Existe um ônibus que passa em frente à estação e leva à praça principal da cidade, mas fomos caminhando, é perto e tem um visual bonito. A gente passa por uma ponte sobre o rio Tajo (que é o mesmo Tejo que corta Lisboa), e entra pela Puerta de Alcantara, que é uma das entradas da parte murada da cidade.

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Chegamos na praça Zocodover, passamos no posto de informações turísticas que tem ali, pegamos mapa e informações.

Fomos até a Mesquita del Cristo de la Luz, com a intenção de ver uma construção diferenciada, pois trata-se de uma construção de arquitetura e decoração islâmicas. Pagamos €2,50 cada e ficamos decepcionados, o lugar é até bonitinho, mas 10 minutos de visita são mais do que suficientes, é minúsculo.

Fomos ao Alcázar, e há duas formas de entrar nele: visitando o Museu do Exército, que não me interessava, ou a Biblioteca Pública da cidade. Pensamos que por ser dentro do Alcázar, a biblioteca conservaria características da sua arquitetura. Depois de subir a pé 8 andares (para completar o elevador estava estragado), chegamos em um ambiente tão normal quanto qualquer outra biblioteca que já conhecemos na nossa escola ou faculdade. ::toma::

Existem diversas lojas pela cidade que vendem espadas e outras armas, e suas vitrines são muito bonitas, com armaduras completas expostas. É uma atração à parte.

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Chegamos em frente à Catedral, que possui uma fachada belíssima, mas não entramos.

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Começamos a buscar um lugar para almoçar, e entramos no La Campana Gorda. O ambiente era bem bonitinho, mas a comida... variava entre o comum e o bem ruim. Os restaurantes, tanto em Portugal quanto na Espanha, costumam dar o preço da refeição com o “IVA incluso”, é um imposto deles, e essa informação geralmente está na placa dos preços ou no menu. Para nossa surpresa, na hora da conta nesse restaurante, o IVA era cobrado à parte, e não satisfeitos, havia uma taxa de serviço de 2 euros por pessoa! Saímos indignados. ::grr::

Paramos em um boteco mais adiante para tomar um cafezinho, pedimos no balcão mesmo para não ter nenhuma sobretaxa, mas custou €2 cada café! A essa altura estávamos nos sentindo os verdadeiros turistas explorados: primeiro aquela mesquita sem graça, depois a biblioteca do Alcázar que não tinha nada demais, depois o almoço, e agora o café! ::putz::

Chegamos ao Monastério de San Juan de Los Reyes, e ao lado deste inicia uma trilha que sai dos muros e passa pelas margens do Tajo. Ficamos com a opção na qual ninguém nos cobraria alguma entrada ou taxa ou coisa do tipo. :D

Essa trilha foi a coisa mais legal que fizemos em Toledo. Em meio à natureza, andando rente ao rio, com belas vistas da muralha e das construções na margem oposta. Cerca de uma hora de caminhada bem tranquila, parando para curtir e tirar fotos, até chegar no outro acesso para retornar à cidade.

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Ali já era bem pertinho da Sinagoga del Trânsito, fomos conhecê-la (€3 cada). Essa achamos legal, não é muito grande mas possui exposição de diversos objetos da cultura judaica.

Depois, fomos em uma exposição dos Cavaleiros Templários. Eram diversos manequins com roupas típicas, e painéis contando a história da Ordem. €4 o ingresso por pessoa.

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Logo ali ao lado, entramos no Museu da Cultura Visigótica. Pouca coisa exposta e com poucas informações, mas era grátis.

Nos dirigimos à estação, nosso trem para retornar era às 17h e pouco. Apesar dos poréns, gostamos muito de Toledo, é uma cidade muito bonitinha e que deve sim ser visitada ::otemo:: .

À noite, saímos para encontrar um colega meu de trabalho que também estava em Madri, fomos beber e petiscar, foi uma despedida bem legal da cidade. Na manhã seguinte seguimos para Granada.

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Obrigada por esse roteiro!!

Exatamente o que quero fazer, acrescentando mais dois dias, com pequenas alterações!!

Vai me ajudar bastante!

Fico feliz por saber que tanta gente compartilha suas viagens e roteiros, ajuda muitíssimo a pessoinhas perdidas como eu ::lol4::

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Dia 04/01 – Ida para Granada

 

Acompanhamos o site da Renfe por muito tempo para comprar as passagens Madri-Granada com antecedência e conseguir um bom preço, mas nunca abria a venda para a data que queríamos. Acabamos comprando na estação Atocha, no dia em que chegamos em Madri, e pagamos €49,60 cada. Pegamos o trem das 09h05, a viagem durou 4h40min.

A estação de trens fica a uns 25 minutos de caminhada do centro histórico, onde fica o Hostal Mesones. Fizemos o check-in, a proprietária nos recebeu e foi super atenciosa, nos deu um mapa e explicou todo o necessário. Nesta hospedagem tivemos o melhor atendimento da viagem toda.

Largamos as coisas e saímos pra rua. Paramos para almoçar em um restaurante/lancheria/fast-food de comida árabe (Shawarma King), onde havia uma salinha de orações ao lado da área das mesas e dava para ver alguns homens ali rezando. Já deu para sentir a influência árabe na cidade.

Quase ali em frente há uma livraria onde fica a máquina para retirar os ingressos comprados antecipadamente para Alhambra, passamos ali e retiramos os nossos. É preciso inserir na máquina o cartão de crédito usado para a compra. Compramos antecipadamente, o que é bastante recomendado, pagamos €15,40 cada.

Caminhamos até o Albaicín, passeamos por suas ruas, até chegarmos no Mirador San Nicolás. O tempo estava um tanto fechado, mas mesmo assim o cenário é sensacional.

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E foi aí que começou a nevar! Adivinha o que fizemos? Começamos de novo a pular que nem bobos, e a neve já estava mais forte do que tinha sido em Segóvia, então percebemos que ela estava molhando nossas roupas. Entramos na igreja que tem junto ao Mirador, e ficamos um tempinho ali esperando passar. Em seguida parou, e voltamos ao Hostal.

O Hostal tem umas sacadinhas para a rua, ficamos ali curtindo a neve que tinha recomeçado, as pessoas passavam com os guarda-chuvas abertos tapados de branco, muito legal.

Mais tarde saímos à procura dos famosos bares de tapas de Granada. Uma das regiões com maior concentração é a da Calle Elvira, e foi para lá que fomos.

Primeiro conhecemos o El Castillo Viejo, que é um bar de tapas gourmet. Tu pedes a bebida, pode ser cerveja, sangria etc, e escolhe uma tapa grátis no cardápio, tipo “montadito com salmão e cream cheese”, ou “anéis de lula empanados”. São porções pequenas (é claro: são tapas), mas era tudo muito gostoso.

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Depois de umas sangrias, fomos para outro bar, o La Antigualla 2. Esse estava mais cheio, com bastante gente em pé. As tapas aqui eram mais simples porém mais fartas, e pelo que notamos eles servem uma sequência fixa conforme o número de bebidas: na 1ª bebida veio um hamburguerzinho com fritas, na 2ª bebida veio uma espécia de biscoito salgado recheado com frios e fritas também, e aí paramos porque já estávamos com a pança cheia de tanto comer. Um copo de “caña” (um copinho de cerveja, de uns 250ml) custava €1,20 e vinha um lanche grátis! Surreal! As sangrias eram um pouco mais caras, uns €3. No final de tudo que comemos e bebemos nos dois bares gastamos €16,20.

 

Dia 05/01 – La Alhambra

 

Logo que saímos do Hostal, notamos que tinha nevado bastante à noite (fez -5º).

É tranquilo de subir a pé até a entrada do complexo de La Alhambra, mas optamos por pegar o ônibus que sai da Plaza Isabel La Catolica (€1,20 cada ticket).

Conforme o ônibus ia subindo, o visual ia impressionando cada vez mais, pois a vegetação estava toda branquinha, coberta de neve. Quando descemos do ônibus o visual era indescritível! Talvez as fotos deem uma ideia.

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Foi emocionante ver um cenário tão lindo e completamente inesperado! Como falei antes, tínhamos esperança de ver neve em Segóvia, mas não passou pela nossa cabeça ver neve em Granada, mesmo sabendo que seria bem frio. E menos ainda que nevaria com abundância para deixar tudo branquinho! Fantástico.

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Entramos no complexo e começamos a visita pelo Generalife. Tudo lindo demais, e a neve deu um toque a mais de beleza.

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Caminha-se muito nessa visita, há muitos recantos bonitos para ver. É interessante dar uma planejada para não ficar andando perdido de um lado para o outro, esse site aqui ajuda: http://www.alhambradegranada.org/es/info/itinerariosorganizaciondesuvisita.asp.

Quando chegamos no Alcazaba, estava fechado pois o chão estava coberto de gelo. Pena!

Compramos uns chocolates quentes na máquina automática de bebidas, já estava quase no nosso horário de entrada nos Palácios Nasridas, tínhamos marcado para 12h. A fila é grandinha mas vai rápido.

Os Palácios Nasridas são, sem dúvida, o ponto alto da visita! A riqueza nos detalhes esculpidos, os azulejos, as cores, a arquitetura. Recomendo muito deixar isto para o fim da visita, para não achar “sem graça” o restante depois. Lindo demais!

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Fomos embora a pé, uma caminhada superagradável. Passamos no Hammam Al Andalus (detalhes em http://granada.hammamalandalus.com/) para marcar nosso horário de banho árabe. Um horário de banho (1h30) com massagem de 15 minutos custava €36, e apresentando o bilhete da Alhambra ganhava 10% de desconto. A atendente disse que um dos ambientes estava fechado, não entendi direito se era uma piscina ou uma sauna, e por isso nos cobrou €30. Agendamos para 18h.

Almoçamos em um restaurante pertinho da Catedral, Casa Cepillo, almoço de dois pratos com uma bebida e sobremesa, €9,90 por cabeça. Boa a comida. Depois, um passeio pelo mercado de artesanato para comprar umas lembrancinhas.

Voltamos para o Hostal para dar uma ajeitada na mala, no outro dia íamos embora cedo.

Fomos novamente ao Mirador San Nicolás, desta vez o tempo estava mais aberto e a vista estava espetacular. Dava para ver perfeitamente as montanhas da Sierra Nevada.

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Descemos para o nosso banho árabe. Que ma-ra-vi-lha! Não são permitidas fotos no seu interior, mas quem ficar curioso pode ter uma ideia no site. Tudo lá dentro é suave: a temperatura quentinha, iluminação toda feita por velas, há uma música de fundo que só se escuta prestando bastante atenção, um cheirinho delicioso de óleos aromáticos… eles deixam um bule de chá para que todos se sirvam, que também era uma delícia. 1h30 só se preocupando em trocar da piscina morna para a quente, da piscina quente para a sauna, e depois a massagem, e voltar para a piscina morna… Enfim, €30 muito bem gastos. Saímos novinhos em folha, completamente relaxados!

Fomos direto para a rua dos bares de tapas. Começamos na Casa de Todos, tomamos só uma caña e nos serviram um sanduichinho, gostoso, mas queríamos conhecer outros bares. Fomos então ao Babel World Fusion, tinha um menu de tapas bem diferente e nos pareceu interessante. O lugar estava muito cheio, e o atendimento não dava conta. Anotaram errado nosso pedido, e a tapa que veio era ruim! Resolvemos ir novamente no bar da noite anterior que gostamos bastante, tanto da sangria e das tapas, quanto do ambiente e do atendimento, o Castillo Viejo. Nessa peregrinação toda de cañas+sangrias+tapas gastamos €18,60.

Que baita dia! Visita à Alhambra, cenário de neve inesquecível, banho árabe com tratamento de rainha/rei, e, para fechar, bebidas e petiscos deliciosos! ::love::

 

Dia 06/02 – Ida para Sevilha

Tínhamos comprado bilhetes de trem para Sevilha no dia em que chegamos em Granada, custou €30,15, para as 8h43. Caminhamos até a estação, o trem atrasou uns 10 minutinhos. Em pouco mais de 3 horas de viagem chegamos.

Em frente a Estação Santa Justa pegamos o ônibus 32 (€1,40 a passagem), até a Plaza del Duque, e dali caminhamos até o Hostal Zaida. No check-in recebemos um mapa, e mais uma vez a recepcionista foi bem atenciosa e nos explicou várias coisas sobre a cidade. Largamos as bagagens e saímos.

Almoçamos em um lugar ali perto, simples e barato (€7 cada), foi o único lugar da viagem toda onde fomos atendidos de maneira grosseira. Engolimos a comida e saímos dali o mais rápido possível. :shock:

Saímos a caminhar pela cidade. Fazia uns 15 graus e um lindo dia ensolarado. Depois de Madri e Granada, estávamos nos sentindo em uma praia do Nordeste :D ! Passamos pela Catedral, depois até a beira do rio Guadalquivir, pela Torre de Oro, e fomos até a Plaza España.

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Ali sentamos e ficamos um bom tempo à toa, aproveitando o sol. Voltamos, passamos pela Plaza de Toros, mas não quis fazer a visita. Passamos por um 100 Montaditos e tomamos um "Tinto Verano".

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À noite fomos ao Bairro Santa Cruz, atrás dos bares de tapas e quem sabe de um show de flamenco. Primeiro paramos para tomar umas cañas na Cervezeria La Grande, o lugar mais parece um açougue, todo revestido em azulejos brancos :) . Cerveja barata, e uma porçãozinha de camarões grátis (pequenos, mas deliciosos).

Depois fomos à Cervezeria Albaceá, comemos um rabo de toro, uma carne feita no molho e servida com pão, muito bom, e mais cañas. Nestes dois lugares gastamos €15. Pedimos ao garçom uma dica de lugar onde rolasse um flamenco mais frequentado pelos locais, e não uma coisa turística. Ele explicou como chegar. Não sei se não entendemos direito a explicação ou se ele nos passou o conto, mas chegamos lá e não tinha absolutamente nada. Fomos embora.

 

Dia 07/02 – Pueblos Blancos

 

Tínhamos alugado um carro ainda antes da viagem, através do Booking. Como era a primeira vez que alugaríamos um carro no exterior, lemos todas as entrelinhas de diversas locadoras antes de tomar uma decisão. Acabamos locando pela Sixt, por €51 a diária.

Fomos até a estação Santa Justa, o quiosque da locadora fica do lado de fora da estação, mas perambulamos um pouco até descobrir isso. O trâmite foi rápido. Acabamos pagando um up-grade por um carro um pouco mais potente (segundo a atendente, para subir os morros dos Pueblos) e mais a gasolina adiantada, aí foram mais €39. Depois apanhamos um tantinho do GPS em espanhol ::sos:: , e finalmente partimos em direção aos Pueblos Blancos.

A primeira parada, depois de mais de uma hora de viagem, foi Zahara de La Sierra. Um visual maravilhoso daquele monte de casinhas brancas tapando parte da montanha, com um lago de um azul incrível aos seus pés.

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Subimos por ruazinhas muito estreitas, chão todo de pedras, até chegar no mirante lá em cima.

Uau! Deslumbrante! Diversas amendoeiras carregadas de flores complementaram o cenário, magnífico!

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Ficamos um tempo ali, depois entramos em um barzinho para tomar um café, e partimos porque ainda havia duas cidades no roteiro. A minha vontade era ficar ali mais, o lugar era muito lindo e agradável.

A segunda cidade foi Ronda. Quando chegamos a neblina tapava quase toda a vista do desfiladeiro. Procuramos um lugar para almoçar, nos arredores da Plaza de Toros há diversos restaurantes com preços razoáveis. Comemos em um de comida italiana, deu €22 para nós dois.

Voltamos para o mirante do desfiladeiro e o tempo tinha aberto! Muito legal a vista da ponte sobre o desfiladeiro e todo o resto da paisagem.

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Pagamos €2,50 cada para conhecer o interior da ponte, achando que dali o cenário seria ainda mais bonito, mas não foi grande coisa. Rapidinho percorremos tudo e voltamos para fazer a trilha que leva até a parte de baixo da ponte.

Essa sim foi muito boa! A trilha não é difícil, a gente vai olhando tudo e curtindo e logo está lá. O desfiladeiro e a ponte vistos por baixo são bem interessantes, e o rio que passa ali tem uma cor diferente, verdinha, bonita. Bem legal.

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Subimos de volta e caminhamos mais um pouco pela cidade, e rumamos para conhecer Setenil de Las Bodegas. O carro tinha ficado em um estacionamento próximo da Plaza de Toros, pagamos €6 por cerca de 5 horas.

Setenil de Las Bodegas tem as ruas ainda mais estreitas que Zahara. Deixamos o carro em um estacionamento público logo na entrada da cidade e caminhamos para conhecê-la. Os poucos carros que circulavam tiravam fininhos das casas, é certo que eles perdem muitos espelhos por lá :lol: !

O legal de Setenil é a maneira que eles aproveitam as rochas para suas construções, como paredes e muitas vezes até como teto. Tomamos um café em um barzinho e o teto do banheiro era pura rocha!

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Mais um Pueblo muito bonitinho! Todas as casinhas brancas, chão de pedras…

Já começava a anoitecer e fomos embora. Gostaria de ter ficado mais tempo em cada uma dessas cidades, mas valeu muito a pena ter apertado um pouquinho e conhecido as três. Cada uma com suas particularidades, todas são lindas! E o aluguel do carro também, não foi barato, mas valeu cada centavo! Esse foi um dos melhores dias da viagem, por conhecer uma Espanha mais autêntica, mais tranquila, menos turística, além dos cenários naturais que não se veem nas cidades grandes. ::love::

Mais tarde, fomos assistir ao flamenco no La Carboneria, mais uma dica dada em diversos relatos por aqui no Mochileiros.

O lugar é bem simples, tipo um galpão, um senhor bem simpático na recepção mandou a gente entrar que o flamenco já ia começar. A entrada é grátis. Claro que todos os assentos próximos aos músicos estavam cheios. Pegamos umas bebidas e uns petiscos e sentamos.

Os músicos começaram a tocar, primeiro uma música bem lenta, e bem aos poucos o ritmo foi ficando mais forte. Aí a gente começou a pensar “cadê a bailarina? Será que vai entrar alguém para dançar daqui a pouco?”, quando de repente a moça que está sentada ao lado de um dos músicos, usando roupas normais (sem aqueles vestidos típicos) se levantou e começou a dançar. A dança foi no mesmo embalo, começou com movimentos mais suaves e foi ficando mais intensa, e mais intensa... o negócio é alucinante! De tirar o fôlego! A apresentação durou uns 20 minutos. Ficamos bebericando e petiscando até tudo recomeçar, mais ou menos uns 45 minutos depois, e a apresentação rolou toda da mesma maneira. Demais!

Ficamos andando um pouco procurando um bar de tapas, vários já estavam fechando e os que estavam abertos estavam meio vazios. Tomamos uma caña em um e fomos embora.

 

Dia 08/02 – Sevilha

 

Último dia da viagem.

Caminhamos bastante pela cidade e pela beira do rio. A beira-rio estava cheia de pessoas correndo, andando de bicicleta, de patins. Mais um lindo domingo de sol! Ficamos por ali um tempão.

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Depois de almoçar, fomos conhecer o Real Alcázar. €9,5 por pessoa. O lugar é lindo, mas nos bateu um cansaço de fim de viagem, junto com a melancolia de ter que ir embora… Caminhamos bastante pelas partes internas e pelos jardins.

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Depois entramos na Catedral, mas não nos animamos a pagar para subir na Torre de La Giralda.

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À noite fomos novamente ao Bairro Santa Cruz, o movimento já era mais fraco que nos dias anteriores. Voltamos em direção à Catedral e fomos ao 100 Montaditos para um lanche de despedida.

Pedimos ao Hostal para chamar um táxi para 4h45, o único táxi da viagem toda em função do horário. Com as ruas praticamente desertas, antes das 5h chegamos no aeroporto, esse trecho custou €30!

Voamos de Sevilha para Lisboa, com 4 horas de conexão e muitas “olhadinhas” nos free shops para passar o tempo, e depois para Porto Alegre.

 

Adoramos os dois países, recomendo muito! Espero ter ajudado a quem busca informações para sua viagem, pois obviamente nosso planejamento foi feito usando muitos relatos daqui.

Se eu puder auxiliar em algo, fique à vontade para perguntar!

  • Gostei! 2

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Adorei o seu relato,menos a parte do futebol que desconsiderei.

Por que escolheu andar de tren em España?Não há bus da ALSA?

Outra dúvida é sobre os preços das comidas.Não havia menos caro?Foi escolha mesmo?

 

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Em 16/01/2018 em 09:29, D FABIANO disse:

Adorei o seu relato,menos a parte do futebol que desconsiderei.

Por que escolheu andar de tren em España?Não há bus da ALSA?

Outra dúvida é sobre os preços das comidas.Não havia menos caro?Foi escolha mesmo?

 

Obrigada, que bom que gostaste! 

Na época os trens tinham melhor relação custo-benefício que os ônibus (disponibilidade de horários, locais de saída e chegada, tempo de deslocamento).

Sobre a alimentação, tinha coisas mais baratas sim, mas muuitas coisas mais caras. Nossas refeições ainda ficavam na faixa “econômicas”. Dá para fazer uma refeição com um ou dois euros a menos cada, conforme o caso, mas mais barato que isso, só passando a lanches.

Espero ter ajudado. Qualquer coisa pergunte! ;)

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Gostei bastante do seu roteiro, Helen.

Fiz esse roteiro baseado no seu. O que achas?

ROTEIRO

16/10 - CHEGADA - LISBOA, ÀS 10:10

DIA 1- 16/10 -LISBOA - APROVEITAR A TARDE

DIA 2 - 17/10 - LISBOA

DIA 3 - 18/10 - BATE-VOLTA - SINTRA

DIA 4 - 19/10 - BATE-VOLTA A ÓBIDOS, BATALHAS E FATÍMA (CARRO OU EXCURSÃO)

DIA 5 - 20/10 - IDA AO PORTO (MANHÃ)

DIA 6 - 21/10 - PORTO

DIA 7 - 22/10 - BATE-VOLTA A BRAGA E GUIMARÃES

DIA 8 - 23/10 - IDA A BACELONA (MANHÃ) - AVIÃO ?

DIA 9 - 24/10 - BACELONA - SAGRADA FAMÍLIA E ARREDORES

DIA 10 - 25/10 - BATE-VOLTA A PALS E PETRALHA - CARRO

DIA 11 - 26/10 - VIAGEM  A MADRI  (MANHÃ OU TARDE)

DIA 12 - 27/10 - MADRI

DIA 13 - 28/10 - BATE-VOLTA SEGÓVIA

DIA 14 - 29/10 - BATE-VOLTA TOLEDO

DIA 15 - 30/10 - VIAGEM PARA GRANADA (MANHÃ)

DIA 16 - 31/10 - GRANADA - POSSÍVEL VIAGEM A SERVILHA A NOITE (mais provável)

DIA 17 - 01/11 - SERVILHA  E A NOITE, RETORNO A PORTUGAL

DIA 18 - 02/11 - VOO DE PORTUGAL AO BRASIL - ÀS 4:30 DA MANHÃ

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Olá, @Beno Chaves!

 

Teu roteiro está bem bom, o único porém, na minha opinião, é estar um pouco corrido. Tem mais cidades que no meu roteiro, em menos tempo. Mas, é meu gosto e meu estilo de viagem, gosto de aproveitar cada lugar com um pouco mais de tempo. Se para ti isso não é problema, vai firme! Teu roteiro é perfeitamente “fazível”. 😁

 

Se der, tenta comprar a passagem multitrechos, foi o que fiz. Comprei Brasil-Lisboa / Porto-Barcelona / Sevilha-Brasil tudo em um só bilhete. Facilitou muito a vida e o preço ficou pouca coisa acima do que se eu tivesse comprado ida e volta por Lisboa (pouco mesmo, coisa de cento e poucos reais na época).

 

Excelente viagem pra ti! 

 

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4 horas atrás, Helen Pusch disse:

Olá, @Beno Chaves!

 

Teu roteiro está bem bom, o único porém, na minha opinião, é estar um pouco corrido. Tem mais cidades que no meu roteiro, em menos tempo. Mas, é meu gosto e meu estilo de viagem, gosto de aproveitar cada lugar com um pouco mais de tempo. Se para ti isso não é problema, vai firme! Teu roteiro é perfeitamente “fazível”. 😁

 

Se der, tenta comprar a passagem multitrechos, foi o que fiz. Comprei Brasil-Lisboa / Porto-Barcelona / Sevilha-Brasil tudo em um só bilhete. Facilitou muito a vida e o preço ficou pouca coisa acima do que se eu tivesse comprado ida e volta por Lisboa (pouco mesmo, coisa de cento e poucos reais na época).

 

Excelente viagem pra ti! 

 

Helen, eu fiquei observando essa questão da quantidade de cidades. Coloquei Fátima/Batalha e Óbidos somente para uma ida rápida, pois minha mãe é bem religiosa e ela me mataria se eu não trouxesse algo de Fátima para ela. Então a passagem por lá, vai ser rápida. Talvez eu até retire Batalha, mas Óbidos quero visitar, pois é uma cidade estilo medieval, o que me atrai muito.

Fiz uma inversão nas cidades para melhor se encaixar no roteiro e otimizar tempo. Por exemplo: 

Ao chegar na cidade, vou preferir fazer primeiro os bate-voltas para depois ficar na cidade, pois caso não goste muito, já economizo tempo para seguir viagem.

16/10 - CHEGADA - LISBOA, ÀS 10:30

DIA 1- 16/10 -LISBOA - APROVEITAR A TARDE

DIA 2 - 17/10 - BATE-VOLTA - SINTRA

DIA 3 - 18/10 - BATE-VOLTA - BATE-VOLTA A ÓBIDOS, BATALHAS E FATÍMA (CARRO OU EXCURSÃO)

DIA 4 - 19/10 - LISBOA

Em todos os trechos que têm bate volta fiz assim. Embora eu tenha menos dias,  algumas coisas me ajudará quanto ao tempo, tipo assistir o jogo em Madri. Eu não tenho a menor curiosidade quanto ao futebol, então isso já é um tempinho a mais para usufruir a cidade. Achei o bairro de Évora muito sem graça e tirei do roteiro.

Infelizmente, já comprei passagens de ida e volta. ambas saindo de Lisboa, mas é pertinente suas observações. Caso eu tivesse comprado o retorno saindo de Sevilha, seria uma boa estratégia.

 

 

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    • Por andre spiff
      senhores,
      para quem quer morar em Barcelona e viver uma experiência com pouco dinheiro e possivelmente
      ilegal,eu recomendo...mas cada experiência e única....eu fui pra passar 3 meses em um centro de reabiltacao,
      pois tenho problemas com jogo,bem,na verdade sou um pouco ludopata,enfim,passei 8 meses no centro grátis,
      de maravilha,aprendi espanhol,conheci gente nova,comida muito boa,aprendi a cozinhar,enfim,depois fui me aventurar...
      o mais maravilhoso de BARCELONA es pra quem não tem um puto duro,eles te dao comida e dormida em albergues e há varios
      comedores sociais,centro sociais,isso e uma assistente social!! E INCRIVEL!!!Uma cidade belíssima,cosmopolita e agradável,tive a mala sorte
      de não me legalizar e agora tenho que pagar o preço de não saber se posso voltar depois de 6 meses!
      As pessoas que querem estar legal e passar 3 meses ou 6 recomendo alugar um quarto por 300-400 o mês,vale a pena!
       
          um abrazo,
       
                   andre
    • Por biaprado
      Olá, mochileiros! Quero tirar uma dúvida com vocês...
      Semana que vem farei uma viagem e estou preocupada com o tempo curto de escala que a Tap Air Portugal me disponibilizou.
      Irei somente com mala de mão e meu voo sai de Brasília para Londres, com escala de 50 minutos em Lisboa, no Terminal 1.
      Como farei a imigração somente no Reino Unido, esse tempo é suficiente para troca de voo?
      Tentei entrar em contato por telefone com a companhia, mas ainda não tive sucesso.
      Alguém já conseguiu embarcar em Lisboa para Londres nesse tempo?
      O que vocês acham?
    • Por Line Santana
      Oiii gente, sou nova aqui no mochileiros. Tenho uma viagem marcada para Lisboa chegarei lá dia 22/05 (saio de SP dia 21/05) e retorno no dia 04/06. Gostaria de companhia para os passeios , pois infelizmente meus amigos que estariam me esperando, tiverem que vir para o Brasil inesperadamente ...  
    • Por Mari Moraes
      ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua.
      porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. 

      (((até a proxima viagem)))   1. Naufragar de Kayak 

      i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura.

      tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas...

       
      cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. 

        tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo.

      e eu devo falar aramaico.

      aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame.

      fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês  acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz  sucesso.



      o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. 

      (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm)))

      o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão:
      "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?"
      a resposta ficou marcada pra sempre em mim
        "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada"     tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯   o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo)   kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos.    estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL.    e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte:   9h - chegada na marina e briefing  9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim  
      e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00

          eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso.    olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim.   lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete.   parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim.    até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar.   o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico.
      se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank".    o guia explodiu de rir.   boiei até chegar o resgate. 

      me trouxeram um novo kayak.

      um de criança.

      se fosse poesia terminaria 

      com a foto do inicio do post

      como não é,

      termina com uma queimadura de sol

      de primeiro grau 

      nas canelas com a silhueta

      da danada da sandalia

      de gladiador    que eu não quis trocar

      amaldiçoados sejam os romanos.   2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso 
        Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso.   A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. 

      Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo.   Fui.

         
      Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva.    Será que eu tava viva mesmo???   
      Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar.

      Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi.   
      Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo.    no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão
      Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon.    
      Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada.

        vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento
      Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante...

      Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida"

       

      Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso?
      E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS

          agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. 
        E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo.
        cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇   Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos.

      sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer.   "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?"       e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum...  ...e conhecer a famigerada invalidez.
      na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar.
      achei um artigo médico que descrevia o seguinte:     Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento.   a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções:    - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose.   - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça.   quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2.    resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. 

      as vezes três copos, dependendo do humor do bar.   (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1)    
      como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo.   mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks.    É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA.
      o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido.

      não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. 

      nada mais fazia sentido. 

      resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão.  

      blackout.

        evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids.       tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram
      lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira.

      na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. 

      na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral.
        pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. 

      apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. 

      a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. 
       

      caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor.

      pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais.

      volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. 

      primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. 
      "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje"

        EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM    trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo.

      "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" 

      bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. 

      eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno.

        escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada.

       
      agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum.

        morri mas passo bem mal                 a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém
       * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha
        4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday...

      ...e quase perder a festa.

      por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. 

        chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados.

      os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. 

      pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora.

      atualização: é mesmo 10 x melhor.

       
      tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né?

      antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. 

      a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa  de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e 
        "NAKED TIGER, CASA DE OLAS"
      olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?"

        antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro
      pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" 

      eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar.

       
      já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja.

      dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. 

      uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona.  já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo.

      nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. 

      ALELUIA.
        procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho.

      a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo.

      eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. 
        "YOU WONT NEED IT, GO".   a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro.

      fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda.

      ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora.

      saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. 

      andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia.

      irônica a vida.     5. Ficar sem dinheiro... 

      ...e quase não conseguir voltar pra casa.

      precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. 

        piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. 

      alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem.     fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20  dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer.   casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO???????   o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá.  todo domingo a mesma história.    vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar.   tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem.   memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá.    alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão.   a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção.   surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros.    história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂   ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida".    quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora.    outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses.    mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar.   ----   é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua.
      se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você...

      ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.


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