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Dia 31/01 – Alguns pontos turísticos de Madri e... futebol!

 

Desde que colocamos o pé para fora do hostal, vimos uma movimentação de pessoas que pareciam estar se dirigindo a alguma passeata ou algo do tipo, todas com camisetas ou portando uma bandeira roxa. Ficamos curiosos.

Caminhamos até a Plaza de Cibeles, e dali fomos até a Puerta de Alcalá.

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Voltamos, e demos uma olhada no valor da entrada para o prédio do Palacio de Comunicaciones, mas resolvemos andar mais pela cidade. Fomos até a Puerta del Sol, a movimentação de pessoas envolvidas com aquela manifestação só aumentava.

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Voltamos em direção à Plaza de Cibeles, mas a movimentação de pessoas tinha se transformado em uma multidão! A rua estava tomada, com muitos policiais, camburões, etc, o clima parecia tenso :o ! Percorremos um outro caminho para fugir daquele tumulto, e fomos para o Parque del Retiro.

O parque é muito gostoso, e o dia estava muito bonito, o que ajudava. Famílias passeando, pessoas correndo, pedalando, passeando com seu cachorro... enfim, aquele clima legal de parque. Ficamos ali um bom tempo, curtindo.

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Nos dirigimos a uma estação do metrô. Lá compramos o passe que dá direito a 10 viagens, e que pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €12,20 – muito vantajoso, pois só uma viagem custa entre €1,5 e €2.

Compramos na máquina de autoatendimento, bem tranquilo. Mas na hora de passar o cartão no leitor, nada acontecia. Procuramos um funcionário que estava por ali, que verificou que o cartão não funcionava. Ele trocou nosso cartão por um novo, nos perguntou onde estávamos indo, explicou qual linha pegar, onde descer etc, foi super gentil.

O metrô de Madri, apesar de possuir muitas linhas, é fácil de usar. É muito bem sinalizado, com gráficos das linhas, tudo que a gente precisa.

E então chegamos no aguardado Santiago Bernabeu! Ao sair da estação de metrô a gente já dá de cara com ele. Como eu já relatei antes, não tínhamos conseguido comprar entradas pela internet, então fomos direto à bilheteria. Os ingressos mais baratos estavam esgotados, compramos o segundo mais barato que foi €50! Tudo bem, não é qualquer hora que a gente assiste ao Real Madrid!

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Como chegamos um pouco cedo (com medo de não conseguir ingressos), fomos procurar um lugar para lanchar/almoçar. As opções de almoço não eram interessantes, então comemos uns bocadillos de tortilla, que é bem típico na Espanha. Aproveitamos para fazer um programa que nunca fazemos juntos: tomar cerveja antes de entrar no estádio. Costumamos ir a jogos, mas não juntos: sou colorada, e ele é gremista!

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Quando finalmente entramos no estádio... uou! Sensacional! Nosso assento era lá em cima, bem longe do campo, mas quem se importa? O único porém é que ventava bastante, aumentando o frio de cerca de 1º que fazia. Estávamos sentindo muito, muito frio, mesmo cheios de roupas.

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Não se engane com a foto acima, até começar o jogo o estádio encheu!

E começa o jogo! Cristiano Ronaldo tinha feito o favor de ser expulso no jogo anterior, então estava suspenso. Tivemos que nos “contentar” com James Rodrigues, Tony Kroos, Benzema, Bale, Sérgio Ramos e por aí vai... uma seleção!

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Logo que começou o jogo, começou a passar a sensação de frio. Não que tenha ficado quente, mas ficou confortável. Olhamos para cima, e havia aquecedores enormes presos sob a cobertura do estádio! Surreal!

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O jogo terminou Real Madrid 4 x 1 Real Sociedad, uma experiência inesquecível.

Pegamos o metrô, e voltamos até o Museu Reina Sofia. Antes comemos um bocadillo de calamares (sanduíche com anéis de lula empanados), que também é típico espanhol. Achei gostoso, e eu nem gosto de lulas.

Aproveitamos o horário grátis do Reina Sofia, das 19h às 21h. Vimos, é claro, o Guernica, além de uma seção de obras do Dalí e artistas do seu período. No mais, não nos interessou muito, não curtimos arte moderna. Diferente do que aconteceu no Museu do Prado, nesse aqui saímos antes de acabar o horário, e sem dó de não ter visto mais coisas.

O Rodrigo tinha se empolgado e comprado uma manta do Real Madrid antes de entrar no jogo, e vários funcionários do museu conversaram com a gente por causa disso, perguntando se o jogo estava bom, se tínhamos gostado, quem tinha feito os gols. Aproveitamos e pedimos para um deles uma dica de mercado perto dali, pois não havíamos visto nenhum. Ele explicou direitinho como chegar. Compramos alguns biscoitos, água, suco, coisinhas para levar no bate-volta do dia seguinte e também para lanchar mais tarde, gastamos menos de €5.

Vimos notícias de que aquela manifestação que estava acontecendo reuniu cerca de 100 mil pessoas! Eles estavam reivindicando mudanças diversas, pois a Espanha atualmente tem uma taxa de desemprego superior a 20%! Fazendo um parênteses no relato, tanto em Portugal quanto na Espanha vimos muitas pessoas mendigando. Pessoas com plaquinhas que diziam que estavam desempregadas e precisavam de ajuda, ou então pessoas de idade simplesmente abordando quem passava e pedindo dinheiro. Bem triste!

 

Dia 01/02 – Bate-volta a Segóvia

 

Pegamos o metrô até a estação Moncloa, entramos no terminal de ônibus que fica anexo, e procuramos o guichê da empresa Sepulvedana (horários e preços atualizados: http://www.lasepulvedana.es/). Chegamos a tempo de pegar o ônibus das 9h15, mas já estava lotado e só conseguimos para o das 10h. Custou €14,76 por pessoa, com o horário da volta em aberto. Aproveitamos para tomar café no Dunkin Donuts da estação e usar o wi-fi até o horário do ônibus.

55 minutos de viagem e chegamos em Segóvia. Colocamos o pé para fora da estação e já sentimos como seria o dia: muito frio! ::Cold::

Em poucos minutos caminhando chegamos em frente ao aqueduto, lindíssimo!

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Ali mesmo há um posto de informações turísticas, pegamos um mapa e diversas informações com um atendente super atencioso.

Exploramos um pedaço da cidade, subindo pela lateral do aqueduto e caminhando pelas ruas até a Catedral. Entramos nela, olhamos um pouco, estava iniciando uma visita guiada à torre. A visita custava €5 e durava cerca de 1 hora, optamos por não fazer (na verdade já estávamos meio enjoados de ver igrejas e catedrais e com ainda menos vontade de ter que pagar por isso).

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Fomos até o Alcázar, nos informamos sobre a visitação, e voltamos para almoçar. Comemos no restaurante El Patio de la Catedral, boas opções de comidas típicas da região a preços amigáveis e ambiente aconchegante. Provamos o cochinillo assado (leitão) e a sopa castellana, pratos bem gordinhos para encarar o inverno segoviano. Estavam gostosos, gastamos €31,77 com vinho, sobremesa e café.

Fomos fazer a visitação no Alcázar, €7 por pessoa. O lugar é muito legal, tanto a sua arquitetura quanto os ambientes e objetos expostos ali. Lá de cima a vista é linda, vendo a cidade e ao fundo as montanhas da Serra da Guadarrama com seus cumes nevados.

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Saímos do Alcázar e fomos caminhar pelas ruas do Bairro Judeu. Por ser domingo, muitas coisas estavam fechadas e o lugar estava um pouco deserto, mas é bem bonitinho.

Desde o início do planejamento dessa viagem tínhamos esperança de ver neve justamente em Segóvia, por ser a cidade mais fria pela qual passaríamos. E foi durante nosso passeio pelo Bairro Judeu que começaram a cair aqueles floquinhos minúsculos, mas devagar demais para serem pingos de chuva. Uhu, estava nevando! Começamos a pular feito crianças, foi a primeira vez que vimos neve na vida. Era tão fininha que nem aparecia nas fotos, e estava longe de cobrir as coisas de branco, mas mesmo assim ficamos ali pulando que nem bobos ::hahaha:: !

Mais para o fim da tarde voltamos à rodoviária para marcar a volta para o ônibus das 17h15, mas este também já estava lotado, e marcamos para o das 18h. Eu disse “deixa, quem for embora nesse ônibus não vai ver a neve mais forte que vai cair daqui a pouco!”.

Voltamos até o aqueduto, e fizemos um lanche com chocolate quente em uma lancheria ali em frente. Quando retornamos para a estação, começou mesmo a cair uma neve um pouco mais forte! Todo mundo ficou dentro da estação, e nós saímos para o pátio para de novo pular sob a neve, que ainda não era abundante, mas pra nós era uma nevasca! Valeu a pena esse dia que foi o mais frio que já passei.

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Voltamos para o hostal, e à noite fomos jantar em um restaurante de comida tailandesa bem ali pertinho. O restaurante é o Pad Thai, eu não tinha levado muita fé de que ele seria bom e o Rodrigo insistiu para irmos, mas depois de provar a comida... uau! De entrada uma sopa de coco que estava divina, e depois um prato de pad thai de camarão (massa de arroz, vegetais e temperos tailandeses). Salivo só de lembrar daquela comida! Gastamos €30, com vinho e sobremesa.

 

Dia 02/02 – Conhecendo mais de Madri

 

Pegamos o metrô até a estação Plaza España, e fomos conhecer a praça de mesmo nome e a sua estátua do Dom Quixote.

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Dali fomos ao Templo de Debot. Não conhecemos sua parte interna, estava fechado por ser segunda-feira.

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Passeamos por dentro dos jardins ao lado do Palácio Real, depois por sua frente, ainda não sabíamos se faríamos a visitação e decidimos não fazer. Passamos em frente à Catedral de Almudena e também não entramos.

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Fomos ao Mercado San Miguel. Não é um mercado normal, onde a população vai fazer suas compras de dia-a-dia, é bem mais bonitinho e arrumado, e vende produtos mais requintados. Tem diversos estabelecimentos que vendem montaditos e pinchos (porções de petiscos). As coisas eram meio carinhas, mas eram tão bonitas e apetitosas que tivemos que provar. Pegamos duas sangrias e uns pinchos que eram umas azeitonas enormes recheadas com salmão e outras coisinhas, estava bom.

Dali é um passo da Plaza Mayor. Muito legal.

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Caminhamos de volta até o restaurante tailandês, gostamos tanto que fomos almoçar lá. Menu fixo de entrada+prato principal+bebida por incríveis €8,95 por pessoa, digo incríveis por que a comida é espetacular.

Depois de almoçar, fomos aproveitar o horário grátis do museu Thyssen-Bornemisza, que fica bem próximo dali. A entrada é gratuita às segundas-feiras, das 12h às 16h. Adoramos o museu, especialmente alguns quadros de Van Gogh, Rembrandt, Renoir e Monet.

À noite, fomos à estação de trens comprar passagens para ir a Toledo no dia seguinte, €20,60 ida+volta por pessoa. E depois, fomos jantar/bebericar no 100 Montaditos em frente à estação. Às segundas-feiras eles fazem uma promoção em que os montaditos saem pela metade do preço, e fomos lá aproveitar para provar mais alguns, acompanhados de canecos de tinto verano! Delícia!

 

Dia 03/01 – Bate-volta a Toledo

 

Pegamos o trem das 8h50 para Toledo (horários e preços em http://www.renfe.com/), em meia hora de viagem se chega lá.

Existe um ônibus que passa em frente à estação e leva à praça principal da cidade, mas fomos caminhando, é perto e tem um visual bonito. A gente passa por uma ponte sobre o rio Tajo (que é o mesmo Tejo que corta Lisboa), e entra pela Puerta de Alcantara, que é uma das entradas da parte murada da cidade.

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Chegamos na praça Zocodover, passamos no posto de informações turísticas que tem ali, pegamos mapa e informações.

Fomos até a Mesquita del Cristo de la Luz, com a intenção de ver uma construção diferenciada, pois trata-se de uma construção de arquitetura e decoração islâmicas. Pagamos €2,50 cada e ficamos decepcionados, o lugar é até bonitinho, mas 10 minutos de visita são mais do que suficientes, é minúsculo.

Fomos ao Alcázar, e há duas formas de entrar nele: visitando o Museu do Exército, que não me interessava, ou a Biblioteca Pública da cidade. Pensamos que por ser dentro do Alcázar, a biblioteca conservaria características da sua arquitetura. Depois de subir a pé 8 andares (para completar o elevador estava estragado), chegamos em um ambiente tão normal quanto qualquer outra biblioteca que já conhecemos na nossa escola ou faculdade. ::toma::

Existem diversas lojas pela cidade que vendem espadas e outras armas, e suas vitrines são muito bonitas, com armaduras completas expostas. É uma atração à parte.

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Chegamos em frente à Catedral, que possui uma fachada belíssima, mas não entramos.

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Começamos a buscar um lugar para almoçar, e entramos no La Campana Gorda. O ambiente era bem bonitinho, mas a comida... variava entre o comum e o bem ruim. Os restaurantes, tanto em Portugal quanto na Espanha, costumam dar o preço da refeição com o “IVA incluso”, é um imposto deles, e essa informação geralmente está na placa dos preços ou no menu. Para nossa surpresa, na hora da conta nesse restaurante, o IVA era cobrado à parte, e não satisfeitos, havia uma taxa de serviço de 2 euros por pessoa! Saímos indignados. ::grr::

Paramos em um boteco mais adiante para tomar um cafezinho, pedimos no balcão mesmo para não ter nenhuma sobretaxa, mas custou €2 cada café! A essa altura estávamos nos sentindo os verdadeiros turistas explorados: primeiro aquela mesquita sem graça, depois a biblioteca do Alcázar que não tinha nada demais, depois o almoço, e agora o café! ::putz::

Chegamos ao Monastério de San Juan de Los Reyes, e ao lado deste inicia uma trilha que sai dos muros e passa pelas margens do Tajo. Ficamos com a opção na qual ninguém nos cobraria alguma entrada ou taxa ou coisa do tipo. :D

Essa trilha foi a coisa mais legal que fizemos em Toledo. Em meio à natureza, andando rente ao rio, com belas vistas da muralha e das construções na margem oposta. Cerca de uma hora de caminhada bem tranquila, parando para curtir e tirar fotos, até chegar no outro acesso para retornar à cidade.

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Ali já era bem pertinho da Sinagoga del Trânsito, fomos conhecê-la (€3 cada). Essa achamos legal, não é muito grande mas possui exposição de diversos objetos da cultura judaica.

Depois, fomos em uma exposição dos Cavaleiros Templários. Eram diversos manequins com roupas típicas, e painéis contando a história da Ordem. €4 o ingresso por pessoa.

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Logo ali ao lado, entramos no Museu da Cultura Visigótica. Pouca coisa exposta e com poucas informações, mas era grátis.

Nos dirigimos à estação, nosso trem para retornar era às 17h e pouco. Apesar dos poréns, gostamos muito de Toledo, é uma cidade muito bonitinha e que deve sim ser visitada ::otemo:: .

À noite, saímos para encontrar um colega meu de trabalho que também estava em Madri, fomos beber e petiscar, foi uma despedida bem legal da cidade. Na manhã seguinte seguimos para Granada.

  • Gostei! 2

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Obrigada por esse roteiro!!

Exatamente o que quero fazer, acrescentando mais dois dias, com pequenas alterações!!

Vai me ajudar bastante!

Fico feliz por saber que tanta gente compartilha suas viagens e roteiros, ajuda muitíssimo a pessoinhas perdidas como eu ::lol4::

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Dia 04/01 – Ida para Granada

 

Acompanhamos o site da Renfe por muito tempo para comprar as passagens Madri-Granada com antecedência e conseguir um bom preço, mas nunca abria a venda para a data que queríamos. Acabamos comprando na estação Atocha, no dia em que chegamos em Madri, e pagamos €49,60 cada. Pegamos o trem das 09h05, a viagem durou 4h40min.

A estação de trens fica a uns 25 minutos de caminhada do centro histórico, onde fica o Hostal Mesones. Fizemos o check-in, a proprietária nos recebeu e foi super atenciosa, nos deu um mapa e explicou todo o necessário. Nesta hospedagem tivemos o melhor atendimento da viagem toda.

Largamos as coisas e saímos pra rua. Paramos para almoçar em um restaurante/lancheria/fast-food de comida árabe (Shawarma King), onde havia uma salinha de orações ao lado da área das mesas e dava para ver alguns homens ali rezando. Já deu para sentir a influência árabe na cidade.

Quase ali em frente há uma livraria onde fica a máquina para retirar os ingressos comprados antecipadamente para Alhambra, passamos ali e retiramos os nossos. É preciso inserir na máquina o cartão de crédito usado para a compra. Compramos antecipadamente, o que é bastante recomendado, pagamos €15,40 cada.

Caminhamos até o Albaicín, passeamos por suas ruas, até chegarmos no Mirador San Nicolás. O tempo estava um tanto fechado, mas mesmo assim o cenário é sensacional.

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E foi aí que começou a nevar! Adivinha o que fizemos? Começamos de novo a pular que nem bobos, e a neve já estava mais forte do que tinha sido em Segóvia, então percebemos que ela estava molhando nossas roupas. Entramos na igreja que tem junto ao Mirador, e ficamos um tempinho ali esperando passar. Em seguida parou, e voltamos ao Hostal.

O Hostal tem umas sacadinhas para a rua, ficamos ali curtindo a neve que tinha recomeçado, as pessoas passavam com os guarda-chuvas abertos tapados de branco, muito legal.

Mais tarde saímos à procura dos famosos bares de tapas de Granada. Uma das regiões com maior concentração é a da Calle Elvira, e foi para lá que fomos.

Primeiro conhecemos o El Castillo Viejo, que é um bar de tapas gourmet. Tu pedes a bebida, pode ser cerveja, sangria etc, e escolhe uma tapa grátis no cardápio, tipo “montadito com salmão e cream cheese”, ou “anéis de lula empanados”. São porções pequenas (é claro: são tapas), mas era tudo muito gostoso.

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Depois de umas sangrias, fomos para outro bar, o La Antigualla 2. Esse estava mais cheio, com bastante gente em pé. As tapas aqui eram mais simples porém mais fartas, e pelo que notamos eles servem uma sequência fixa conforme o número de bebidas: na 1ª bebida veio um hamburguerzinho com fritas, na 2ª bebida veio uma espécia de biscoito salgado recheado com frios e fritas também, e aí paramos porque já estávamos com a pança cheia de tanto comer. Um copo de “caña” (um copinho de cerveja, de uns 250ml) custava €1,20 e vinha um lanche grátis! Surreal! As sangrias eram um pouco mais caras, uns €3. No final de tudo que comemos e bebemos nos dois bares gastamos €16,20.

 

Dia 05/01 – La Alhambra

 

Logo que saímos do Hostal, notamos que tinha nevado bastante à noite (fez -5º).

É tranquilo de subir a pé até a entrada do complexo de La Alhambra, mas optamos por pegar o ônibus que sai da Plaza Isabel La Catolica (€1,20 cada ticket).

Conforme o ônibus ia subindo, o visual ia impressionando cada vez mais, pois a vegetação estava toda branquinha, coberta de neve. Quando descemos do ônibus o visual era indescritível! Talvez as fotos deem uma ideia.

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Foi emocionante ver um cenário tão lindo e completamente inesperado! Como falei antes, tínhamos esperança de ver neve em Segóvia, mas não passou pela nossa cabeça ver neve em Granada, mesmo sabendo que seria bem frio. E menos ainda que nevaria com abundância para deixar tudo branquinho! Fantástico.

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Entramos no complexo e começamos a visita pelo Generalife. Tudo lindo demais, e a neve deu um toque a mais de beleza.

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Caminha-se muito nessa visita, há muitos recantos bonitos para ver. É interessante dar uma planejada para não ficar andando perdido de um lado para o outro, esse site aqui ajuda: http://www.alhambradegranada.org/es/info/itinerariosorganizaciondesuvisita.asp.

Quando chegamos no Alcazaba, estava fechado pois o chão estava coberto de gelo. Pena!

Compramos uns chocolates quentes na máquina automática de bebidas, já estava quase no nosso horário de entrada nos Palácios Nasridas, tínhamos marcado para 12h. A fila é grandinha mas vai rápido.

Os Palácios Nasridas são, sem dúvida, o ponto alto da visita! A riqueza nos detalhes esculpidos, os azulejos, as cores, a arquitetura. Recomendo muito deixar isto para o fim da visita, para não achar “sem graça” o restante depois. Lindo demais!

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Fomos embora a pé, uma caminhada superagradável. Passamos no Hammam Al Andalus (detalhes em http://granada.hammamalandalus.com/) para marcar nosso horário de banho árabe. Um horário de banho (1h30) com massagem de 15 minutos custava €36, e apresentando o bilhete da Alhambra ganhava 10% de desconto. A atendente disse que um dos ambientes estava fechado, não entendi direito se era uma piscina ou uma sauna, e por isso nos cobrou €30. Agendamos para 18h.

Almoçamos em um restaurante pertinho da Catedral, Casa Cepillo, almoço de dois pratos com uma bebida e sobremesa, €9,90 por cabeça. Boa a comida. Depois, um passeio pelo mercado de artesanato para comprar umas lembrancinhas.

Voltamos para o Hostal para dar uma ajeitada na mala, no outro dia íamos embora cedo.

Fomos novamente ao Mirador San Nicolás, desta vez o tempo estava mais aberto e a vista estava espetacular. Dava para ver perfeitamente as montanhas da Sierra Nevada.

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Descemos para o nosso banho árabe. Que ma-ra-vi-lha! Não são permitidas fotos no seu interior, mas quem ficar curioso pode ter uma ideia no site. Tudo lá dentro é suave: a temperatura quentinha, iluminação toda feita por velas, há uma música de fundo que só se escuta prestando bastante atenção, um cheirinho delicioso de óleos aromáticos… eles deixam um bule de chá para que todos se sirvam, que também era uma delícia. 1h30 só se preocupando em trocar da piscina morna para a quente, da piscina quente para a sauna, e depois a massagem, e voltar para a piscina morna… Enfim, €30 muito bem gastos. Saímos novinhos em folha, completamente relaxados!

Fomos direto para a rua dos bares de tapas. Começamos na Casa de Todos, tomamos só uma caña e nos serviram um sanduichinho, gostoso, mas queríamos conhecer outros bares. Fomos então ao Babel World Fusion, tinha um menu de tapas bem diferente e nos pareceu interessante. O lugar estava muito cheio, e o atendimento não dava conta. Anotaram errado nosso pedido, e a tapa que veio era ruim! Resolvemos ir novamente no bar da noite anterior que gostamos bastante, tanto da sangria e das tapas, quanto do ambiente e do atendimento, o Castillo Viejo. Nessa peregrinação toda de cañas+sangrias+tapas gastamos €18,60.

Que baita dia! Visita à Alhambra, cenário de neve inesquecível, banho árabe com tratamento de rainha/rei, e, para fechar, bebidas e petiscos deliciosos! ::love::

 

Dia 06/02 – Ida para Sevilha

Tínhamos comprado bilhetes de trem para Sevilha no dia em que chegamos em Granada, custou €30,15, para as 8h43. Caminhamos até a estação, o trem atrasou uns 10 minutinhos. Em pouco mais de 3 horas de viagem chegamos.

Em frente a Estação Santa Justa pegamos o ônibus 32 (€1,40 a passagem), até a Plaza del Duque, e dali caminhamos até o Hostal Zaida. No check-in recebemos um mapa, e mais uma vez a recepcionista foi bem atenciosa e nos explicou várias coisas sobre a cidade. Largamos as bagagens e saímos.

Almoçamos em um lugar ali perto, simples e barato (€7 cada), foi o único lugar da viagem toda onde fomos atendidos de maneira grosseira. Engolimos a comida e saímos dali o mais rápido possível. :shock:

Saímos a caminhar pela cidade. Fazia uns 15 graus e um lindo dia ensolarado. Depois de Madri e Granada, estávamos nos sentindo em uma praia do Nordeste :D ! Passamos pela Catedral, depois até a beira do rio Guadalquivir, pela Torre de Oro, e fomos até a Plaza España.

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Ali sentamos e ficamos um bom tempo à toa, aproveitando o sol. Voltamos, passamos pela Plaza de Toros, mas não quis fazer a visita. Passamos por um 100 Montaditos e tomamos um "Tinto Verano".

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À noite fomos ao Bairro Santa Cruz, atrás dos bares de tapas e quem sabe de um show de flamenco. Primeiro paramos para tomar umas cañas na Cervezeria La Grande, o lugar mais parece um açougue, todo revestido em azulejos brancos :) . Cerveja barata, e uma porçãozinha de camarões grátis (pequenos, mas deliciosos).

Depois fomos à Cervezeria Albaceá, comemos um rabo de toro, uma carne feita no molho e servida com pão, muito bom, e mais cañas. Nestes dois lugares gastamos €15. Pedimos ao garçom uma dica de lugar onde rolasse um flamenco mais frequentado pelos locais, e não uma coisa turística. Ele explicou como chegar. Não sei se não entendemos direito a explicação ou se ele nos passou o conto, mas chegamos lá e não tinha absolutamente nada. Fomos embora.

 

Dia 07/02 – Pueblos Blancos

 

Tínhamos alugado um carro ainda antes da viagem, através do Booking. Como era a primeira vez que alugaríamos um carro no exterior, lemos todas as entrelinhas de diversas locadoras antes de tomar uma decisão. Acabamos locando pela Sixt, por €51 a diária.

Fomos até a estação Santa Justa, o quiosque da locadora fica do lado de fora da estação, mas perambulamos um pouco até descobrir isso. O trâmite foi rápido. Acabamos pagando um up-grade por um carro um pouco mais potente (segundo a atendente, para subir os morros dos Pueblos) e mais a gasolina adiantada, aí foram mais €39. Depois apanhamos um tantinho do GPS em espanhol ::sos:: , e finalmente partimos em direção aos Pueblos Blancos.

A primeira parada, depois de mais de uma hora de viagem, foi Zahara de La Sierra. Um visual maravilhoso daquele monte de casinhas brancas tapando parte da montanha, com um lago de um azul incrível aos seus pés.

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Subimos por ruazinhas muito estreitas, chão todo de pedras, até chegar no mirante lá em cima.

Uau! Deslumbrante! Diversas amendoeiras carregadas de flores complementaram o cenário, magnífico!

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Ficamos um tempo ali, depois entramos em um barzinho para tomar um café, e partimos porque ainda havia duas cidades no roteiro. A minha vontade era ficar ali mais, o lugar era muito lindo e agradável.

A segunda cidade foi Ronda. Quando chegamos a neblina tapava quase toda a vista do desfiladeiro. Procuramos um lugar para almoçar, nos arredores da Plaza de Toros há diversos restaurantes com preços razoáveis. Comemos em um de comida italiana, deu €22 para nós dois.

Voltamos para o mirante do desfiladeiro e o tempo tinha aberto! Muito legal a vista da ponte sobre o desfiladeiro e todo o resto da paisagem.

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Pagamos €2,50 cada para conhecer o interior da ponte, achando que dali o cenário seria ainda mais bonito, mas não foi grande coisa. Rapidinho percorremos tudo e voltamos para fazer a trilha que leva até a parte de baixo da ponte.

Essa sim foi muito boa! A trilha não é difícil, a gente vai olhando tudo e curtindo e logo está lá. O desfiladeiro e a ponte vistos por baixo são bem interessantes, e o rio que passa ali tem uma cor diferente, verdinha, bonita. Bem legal.

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Subimos de volta e caminhamos mais um pouco pela cidade, e rumamos para conhecer Setenil de Las Bodegas. O carro tinha ficado em um estacionamento próximo da Plaza de Toros, pagamos €6 por cerca de 5 horas.

Setenil de Las Bodegas tem as ruas ainda mais estreitas que Zahara. Deixamos o carro em um estacionamento público logo na entrada da cidade e caminhamos para conhecê-la. Os poucos carros que circulavam tiravam fininhos das casas, é certo que eles perdem muitos espelhos por lá :lol: !

O legal de Setenil é a maneira que eles aproveitam as rochas para suas construções, como paredes e muitas vezes até como teto. Tomamos um café em um barzinho e o teto do banheiro era pura rocha!

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Mais um Pueblo muito bonitinho! Todas as casinhas brancas, chão de pedras…

Já começava a anoitecer e fomos embora. Gostaria de ter ficado mais tempo em cada uma dessas cidades, mas valeu muito a pena ter apertado um pouquinho e conhecido as três. Cada uma com suas particularidades, todas são lindas! E o aluguel do carro também, não foi barato, mas valeu cada centavo! Esse foi um dos melhores dias da viagem, por conhecer uma Espanha mais autêntica, mais tranquila, menos turística, além dos cenários naturais que não se veem nas cidades grandes. ::love::

Mais tarde, fomos assistir ao flamenco no La Carboneria, mais uma dica dada em diversos relatos por aqui no Mochileiros.

O lugar é bem simples, tipo um galpão, um senhor bem simpático na recepção mandou a gente entrar que o flamenco já ia começar. A entrada é grátis. Claro que todos os assentos próximos aos músicos estavam cheios. Pegamos umas bebidas e uns petiscos e sentamos.

Os músicos começaram a tocar, primeiro uma música bem lenta, e bem aos poucos o ritmo foi ficando mais forte. Aí a gente começou a pensar “cadê a bailarina? Será que vai entrar alguém para dançar daqui a pouco?”, quando de repente a moça que está sentada ao lado de um dos músicos, usando roupas normais (sem aqueles vestidos típicos) se levantou e começou a dançar. A dança foi no mesmo embalo, começou com movimentos mais suaves e foi ficando mais intensa, e mais intensa... o negócio é alucinante! De tirar o fôlego! A apresentação durou uns 20 minutos. Ficamos bebericando e petiscando até tudo recomeçar, mais ou menos uns 45 minutos depois, e a apresentação rolou toda da mesma maneira. Demais!

Ficamos andando um pouco procurando um bar de tapas, vários já estavam fechando e os que estavam abertos estavam meio vazios. Tomamos uma caña em um e fomos embora.

 

Dia 08/02 – Sevilha

 

Último dia da viagem.

Caminhamos bastante pela cidade e pela beira do rio. A beira-rio estava cheia de pessoas correndo, andando de bicicleta, de patins. Mais um lindo domingo de sol! Ficamos por ali um tempão.

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Depois de almoçar, fomos conhecer o Real Alcázar. €9,5 por pessoa. O lugar é lindo, mas nos bateu um cansaço de fim de viagem, junto com a melancolia de ter que ir embora… Caminhamos bastante pelas partes internas e pelos jardins.

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Depois entramos na Catedral, mas não nos animamos a pagar para subir na Torre de La Giralda.

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À noite fomos novamente ao Bairro Santa Cruz, o movimento já era mais fraco que nos dias anteriores. Voltamos em direção à Catedral e fomos ao 100 Montaditos para um lanche de despedida.

Pedimos ao Hostal para chamar um táxi para 4h45, o único táxi da viagem toda em função do horário. Com as ruas praticamente desertas, antes das 5h chegamos no aeroporto, esse trecho custou €30!

Voamos de Sevilha para Lisboa, com 4 horas de conexão e muitas “olhadinhas” nos free shops para passar o tempo, e depois para Porto Alegre.

 

Adoramos os dois países, recomendo muito! Espero ter ajudado a quem busca informações para sua viagem, pois obviamente nosso planejamento foi feito usando muitos relatos daqui.

Se eu puder auxiliar em algo, fique à vontade para perguntar!

  • Gostei! 2

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Adorei o seu relato,menos a parte do futebol que desconsiderei.

Por que escolheu andar de tren em España?Não há bus da ALSA?

Outra dúvida é sobre os preços das comidas.Não havia menos caro?Foi escolha mesmo?

 

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Em 16/01/2018 em 09:29, D FABIANO disse:

Adorei o seu relato,menos a parte do futebol que desconsiderei.

Por que escolheu andar de tren em España?Não há bus da ALSA?

Outra dúvida é sobre os preços das comidas.Não havia menos caro?Foi escolha mesmo?

 

Obrigada, que bom que gostaste! 

Na época os trens tinham melhor relação custo-benefício que os ônibus (disponibilidade de horários, locais de saída e chegada, tempo de deslocamento).

Sobre a alimentação, tinha coisas mais baratas sim, mas muuitas coisas mais caras. Nossas refeições ainda ficavam na faixa “econômicas”. Dá para fazer uma refeição com um ou dois euros a menos cada, conforme o caso, mas mais barato que isso, só passando a lanches.

Espero ter ajudado. Qualquer coisa pergunte! ;)

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Gostei bastante do seu roteiro, Helen.

Fiz esse roteiro baseado no seu. O que achas?

ROTEIRO

16/10 - CHEGADA - LISBOA, ÀS 10:10

DIA 1- 16/10 -LISBOA - APROVEITAR A TARDE

DIA 2 - 17/10 - LISBOA

DIA 3 - 18/10 - BATE-VOLTA - SINTRA

DIA 4 - 19/10 - BATE-VOLTA A ÓBIDOS, BATALHAS E FATÍMA (CARRO OU EXCURSÃO)

DIA 5 - 20/10 - IDA AO PORTO (MANHÃ)

DIA 6 - 21/10 - PORTO

DIA 7 - 22/10 - BATE-VOLTA A BRAGA E GUIMARÃES

DIA 8 - 23/10 - IDA A BACELONA (MANHÃ) - AVIÃO ?

DIA 9 - 24/10 - BACELONA - SAGRADA FAMÍLIA E ARREDORES

DIA 10 - 25/10 - BATE-VOLTA A PALS E PETRALHA - CARRO

DIA 11 - 26/10 - VIAGEM  A MADRI  (MANHÃ OU TARDE)

DIA 12 - 27/10 - MADRI

DIA 13 - 28/10 - BATE-VOLTA SEGÓVIA

DIA 14 - 29/10 - BATE-VOLTA TOLEDO

DIA 15 - 30/10 - VIAGEM PARA GRANADA (MANHÃ)

DIA 16 - 31/10 - GRANADA - POSSÍVEL VIAGEM A SERVILHA A NOITE (mais provável)

DIA 17 - 01/11 - SERVILHA  E A NOITE, RETORNO A PORTUGAL

DIA 18 - 02/11 - VOO DE PORTUGAL AO BRASIL - ÀS 4:30 DA MANHÃ

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Olá, @Beno Chaves!

 

Teu roteiro está bem bom, o único porém, na minha opinião, é estar um pouco corrido. Tem mais cidades que no meu roteiro, em menos tempo. Mas, é meu gosto e meu estilo de viagem, gosto de aproveitar cada lugar com um pouco mais de tempo. Se para ti isso não é problema, vai firme! Teu roteiro é perfeitamente “fazível”. 😁

 

Se der, tenta comprar a passagem multitrechos, foi o que fiz. Comprei Brasil-Lisboa / Porto-Barcelona / Sevilha-Brasil tudo em um só bilhete. Facilitou muito a vida e o preço ficou pouca coisa acima do que se eu tivesse comprado ida e volta por Lisboa (pouco mesmo, coisa de cento e poucos reais na época).

 

Excelente viagem pra ti! 

 

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4 horas atrás, Helen Pusch disse:

Olá, @Beno Chaves!

 

Teu roteiro está bem bom, o único porém, na minha opinião, é estar um pouco corrido. Tem mais cidades que no meu roteiro, em menos tempo. Mas, é meu gosto e meu estilo de viagem, gosto de aproveitar cada lugar com um pouco mais de tempo. Se para ti isso não é problema, vai firme! Teu roteiro é perfeitamente “fazível”. 😁

 

Se der, tenta comprar a passagem multitrechos, foi o que fiz. Comprei Brasil-Lisboa / Porto-Barcelona / Sevilha-Brasil tudo em um só bilhete. Facilitou muito a vida e o preço ficou pouca coisa acima do que se eu tivesse comprado ida e volta por Lisboa (pouco mesmo, coisa de cento e poucos reais na época).

 

Excelente viagem pra ti! 

 

Helen, eu fiquei observando essa questão da quantidade de cidades. Coloquei Fátima/Batalha e Óbidos somente para uma ida rápida, pois minha mãe é bem religiosa e ela me mataria se eu não trouxesse algo de Fátima para ela. Então a passagem por lá, vai ser rápida. Talvez eu até retire Batalha, mas Óbidos quero visitar, pois é uma cidade estilo medieval, o que me atrai muito.

Fiz uma inversão nas cidades para melhor se encaixar no roteiro e otimizar tempo. Por exemplo: 

Ao chegar na cidade, vou preferir fazer primeiro os bate-voltas para depois ficar na cidade, pois caso não goste muito, já economizo tempo para seguir viagem.

16/10 - CHEGADA - LISBOA, ÀS 10:30

DIA 1- 16/10 -LISBOA - APROVEITAR A TARDE

DIA 2 - 17/10 - BATE-VOLTA - SINTRA

DIA 3 - 18/10 - BATE-VOLTA - BATE-VOLTA A ÓBIDOS, BATALHAS E FATÍMA (CARRO OU EXCURSÃO)

DIA 4 - 19/10 - LISBOA

Em todos os trechos que têm bate volta fiz assim. Embora eu tenha menos dias,  algumas coisas me ajudará quanto ao tempo, tipo assistir o jogo em Madri. Eu não tenho a menor curiosidade quanto ao futebol, então isso já é um tempinho a mais para usufruir a cidade. Achei o bairro de Évora muito sem graça e tirei do roteiro.

Infelizmente, já comprei passagens de ida e volta. ambas saindo de Lisboa, mas é pertinente suas observações. Caso eu tivesse comprado o retorno saindo de Sevilha, seria uma boa estratégia.

 

 

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    • Por Cristiane Leal Correia
      Olá a todos! Primeiramente, eu gostaria de deixar claro a minha imensa gratidão a todos que deixaram seus relatos de viagem aqui presentes, porque se não fosse por isso, organizar a minha viagem seria muito mais difícil. 
      Bem, essa viagem foi realizada no período de 02/05/19 a 18/05/19. Passamos 16 dias na Europa e pudemos conhecer várias cidades. 
      Dia 01 (02/05-03/05) Lisboa 

                               Oceanário de Lisboa
      Nosso vôo estava marcado para as 22:10 saindo de Fortaleza-Ceará e com previsão de chegada às 19:35 em Roma. Voamos pela companhia Tap Portugal e diferente do que li em vários comentários sobre a empresa, a viagem foi simplesmente maravilhosa! Claro que há o cansaço, mas os atendentes, o jantar, o conforto foram excelentes. Teríamos uma conexão em Lisboa que duraria 6 horas. E aproveitamos para fazer um pequeno passeio.
      Primeiramente, a imigração não é um bicho de sete cabeças. Como o primeiro país europeu em que chegamos foi Portugal, foi tudo muito tranquilo e não houve problema nenhum em relação a língua. Só nos fizeram algumas perguntas referentes a quantos dias passaríamos, o motivo da viagem e comprovação de onde ficaríamos, no caso, mostrei as impressões do booking. Feito isso, estávamos livres para passear por Portugal. Já havia sido feita uma pesquisa em que descobrimos que o bairro Parque das Nações, onde se encontra o Oceanário, ficava a 10 minutos de metrô do aeroporto. Resolvemos gastar 3 horas passeando e deixar 3 horas livres no aeroporto porque o medo de dar algo errado no vôo para Itália foi grande. 
      O metrô era praticamente ao lado de uma das saídas do aeroporto. Apesar de ser a primeira vez comprando bilhetes de metrô em uma máquina, não tivemos nenhum problema. No metrô, prestamos bastante atenção ao nome da estação em que deveríamos descer e em 10 minutos saímos em frente a um shopping. Passando por ele rapidamente e já demos de cara com o Parque das Nações. E depois de algumas perguntas nos encaminhamos para o Oceanário. Como não tínhamos certeza se o vôo chegaria na hora, não compramos o ingresso com antecedência, mas ficamos apenas uns 10 minutos na fila para entrar e apreciar um dos maiores oceanários da Europa. E valeu muito a pena! O lugar é simplesmente lindo! E gigantesco! Você se sente realmente em baixo d'água. São muitos espécimes que podem ser vistos e é tudo simplesmente encantador! Passamos cerca de um pouco mais de 2 horas lá dentro e nem vimos o tempo passar.


                        Tubarão bem de pertinho
      Retornamos pelo mesmo caminho, e ficamos temerosas de ir ao teleférico que ficava próximo ao oceanário por conta do tempo. Mas quem puder, façam o passeio, deve valer muito a pena! Voltamos por dentro do shopping Vasco da Gama rapidamente e ao entrar na estação, paramos para degustar o primeiro lanche na Europa. De volta ao aeroporto, as 3 horas até o vôo sair foram bem demoradas e me arrependi de não ter ido passear no teleférico. Fica pra próxima!
      O vôo chegou pontualmente e algumas horas depois, pudemos do alto, visualizar o solo italiano. Do aeroporto Fiumicino, pegamos as malas e com meu italiano básico fomos perguntando onde poderíamos pegar o Leonard Express, um trem que saia do aeroporto e ia diretamente a Roma Termini, a estação principal de Roma. Em 30 minutos, chegamos a estação simplesmente encantadas e um pouco incrédulas de estar na Itália. A hospedagem escolhida ficava a apenas duas ruas de distância da estação e lá fomos nós... Deixarei aqui o nome do lugar em que ficamos " Rome Termini Guest House" que consiste em um apartamento em que os três quartos são alugados. Tem sala, banheiro compartilhado e uma cozinha muito bem equipada. Fica apenas a uns 3 minutos a pé da estação Termini e o dono é simplesmente muito simpático e solícito. Recomendo demais! Chegamos cansadas da longa viagem mas muito felizes. E fomos nos organizar para o dia seguinte. 
      *Valores:
      -Bilhetes ida e volta do Parque das Nações: 7 euros 
      -Bilhete de entrada do oceanário: 19 euros
      - Bilhete do Leonard Express: 15 euros
      - Comida: 15,50 euros
      Total: 56,50
       
      Dia 02    04/05    Capri 

      Acordamos cedo e fomos a estação Roma Termini onde tomamos café. O trem sairia as 07:29 com previsão de chegada as 09:29 em Nápoles. A estação é grande e bem organizada. Não tivemos problema nenhum, mas preste bastante atenção a plataforma em que o seu trem está... e também atenção ao nome da estação em que você vai descer. Nós compramos os bilhetes de trem ainda aqui no Brasil pelo site da Trenitalia. Então, no nosso caso, bastava mostrar o bilhete impresso ou no celular para a pessoa da plataforma e dentro do trem. Chegando em Nápoles, estava chovendo muito. Saímos da estação para pegar um táxi que nos levasse ao porto. E havia fila! Fila para pegar o táxi. Quando um taxista aparecia, a primeira pessoa da fila ia até ele. E ninguém furou a fila! Esperamos alguns minutos até que conseguimos um táxi que nos levou ao porto de Nápoles, de onde saíam barcos até a ilha de Capri. O motorista, simpático, conversava conosco falando bem devagar para que entendessemos. Chegando no porto, a chuva  havia dobrado. Corremos até o guichê e compramos o bilhete de um barco que sairia em três minutos! Corremos como loucas pelo porto debaixo de chuva para conseguirmos pegar o barco e... Não conseguimos! Voltamos ao guichê, explicamos a situação e nos informaram que o bilhete valia também para o próximo barco. Esperamos, e não demorou nada até que outro viesse. O barco era grande, tinha dois andares e apesar da viagem levar 45 minutos mais ou menos e estar chovendo, a viagem foi muito tranquila. Chegando a Marina Grande (o porto da ilha de Capri), fomos procurar o guichê para comprar o bilhete do funicolar, que nos levaria a uma parte mais alta da ilha, que era de fato, Capri. Descobrimos, ainda no porto, que por conta do tempo, os passeios a famosa gruta azul estavam cancelados. 😢 Fica para uma próxima.
       

                        Funicolar e vista de Capri 
      Subindo no funicolar, dá para perceber o quanto Capri é linda! Com a neblina por causa da chuva, ela ficava com um aspecto quase mágico. No centro de Capri haviam muitas lojas e restaurantes administrados por famílias italianas e em um desses lugares que resolvemos almoçar: comi a primeira pizza italiana. E constatei que ela é de fato, sem igual!!! Experimentei também a primeira bebida alcoólica européia: Limoncello, uma bebida feita a base de limão. Muito boa!

                                 Pizza e limoncello
      Com a barriga cheia, fomos andar pela ilha. E o segredo é andar sem rumo.As ruazinhas são bem estreitas tanto que os meios de transporte que vimos foram bicicletas... e caminhando a esmo, fomos apreciando a vista da ilha. Como estava chovendo, desistimos de subir a parte mais alta da ilha: Anacapri. Depois de descermos até a Marina Grande, experimentei o primeiro sorvete italiano.

                                  Vista de Capri

                               Ruazinhas de Capri 

                        Detalhe para a cor da água 
       

                           Gelato na Marina Grande 

                                  Marina Grande 
      E realmente é de pedir bis! Retornamos no fim da tarde ao porto de Nápoles e pegamos novamente um táxi até a estação, onde experimentamos o famoso atraso dos trens da região. O trem atrasou um pouco (dava pra ver pelo painel) e acabamos encontrando uma lojinha com muitas  guloisemas baratinhas... de volta a Roma por volta das 20, compramos sanduíches e sucos para comermos no hotel. 

                    Sanduíche da estação Termini 
      *Valores
      - Táxi ida e volta: 35 euros
      - Barco ida e volta: 43,50 euros
      - Funicolar: 4 euros
      - Comida: 30 euros
      - Comprinhas: 21 euros
      Total: 133 euros 
       
      Dia 03    05/05    Roma
      Pudemos acordar um pouco mais tarde porque nesse dia iríamos passear por Roma. Havia feito uma pesquisa de coisas que gostaríamos de ver e fiz um roteiro com os lugares a se visitar. Por conta das ruas de Roma não serem um quadrado ou retângulo perfeito, como estávamos acostumadas, era muito fácil nos perdermos mesmo com mapa. Não conseguimos visitar uns dois lugares porque simplesmente não os encontramos. Listarei os lugares que visitamos nesse dia:
      • Santa Maria Maggiore 

      É, segundo dizem, a Igreja mais antiga de Roma. É belíssima! Na verdade, todas as igrejas de Roma  são lindas, com tantos detalhes que você não sabe se olha para o chão, paredes ou teto. Vale a visita!
      • Basílica São João de Latrão
      Infelizmente não conseguimos encontrá-la, mas eu gostaria de conhece-la pelo fato dela ser a basílica oficial do Papa. Sim, a basílica oficial não é a de São Pedro no Vaticano. 
      • Termas de Caracalla
      Também não conseguimos encontra-la. Eram banhos públicos. Era um importante lugar de encontro entre a sociedade romana.
      Enquanto procurávamos o Circo Massimo, eis que somos arrebatadas por essa visão: 

                           O "pequeno " Coliseu
      Nosso passeio por um dos cartões postais da Itália será em outro dia. Portanto, deixemos ele de lado por enquanto.
      • Circo Massimo
      Era um antigo circo romano, onde aconteciam corridas de cavalo. Um dos conhecidos "pão e circo". Ele não parece grande coisa, mas se você soltar sua imaginação, pode até imaginar esse lugar durante a Roma Antiga e tenho certeza que você terá ao menos um arrepio.

      • Boca della Veritá
      Era um dos pontos altos do dia. A boca da verdade, em português, é uma máscara de mármore com as feições de Poseidon que fica dentro da Igreja Santa Maria in Cosmedian (que é belíssima e vale a visita).
      A Boca della Veritá é um dos mais curiosos objetos que podemos ver em Roma e existe uma lenda por trás dela: dizem que se um mentiroso colocar sua mão dentro da boca, ela será arrancada! Foi um dos lugares em que tivemos que esperar na fila, por conta da quantidade de pessoas a fim de tirar uma foto. E claro que eu tirei também:

      • Basílica de Santa Sabina
      É uma basílica bem simples em comparação as outras. Ela foi construída em homenagem a Sabina, uma mulher de família nobre que se converteu ao cristianismo. Essa basílica também foi sede de um conclave. 

      • Porta Portese
      É simplesmente a feira de rua mais famosa de Roma.Esse lugar é incrível se você estiver procurando variedade e preços baixos em questão de souvenirs. Foi lá onde eu comprei meus dois casacos de frio, que usei durante toda a viagem, por uma bagatela de 10 euros! Só não tirei foto! Mas se for possível, visitem! Dica: ela só funciona dia de domingo.
      •Isola Tiberina
      Nem imaginei que isso pudesse acontecer: uma ilha em forma de barco que se formou no meio do rio Tibre! E no meio da cidade! A ilha é minúscula e abriga um dos mais antigos hospitais da cidade!

      • Santa Maria in Trastevere
      É a igreja mais importante de um dos bairros considerados mais antigos e tipicamente italiano: o Trastevere. E de fato, o bairro é simplesmente muito aconchegante, sendo escolhido por muitos como local de hospedagem.

      • Gianicolo
      É um jardim natural que fica em um nivel mais alto da cidade, e tem uma belíssima vista. Nesse momento, queria comentar sobre um fato interessante: enquanto procurávamos pelo Gianicolo, perguntamos a uma senhora no meio da rua onde ficava o jardim e ela simplesmente disse que nos acompanharia até lá. Esse exemplo serve para ilustrar um fato que gostaria de frisar: os italianos são muuuuuuito gentis! Em toda a nossa estadia no país, lembro apenas de uma situação em que uma mulher nos ignorou no meio da rua, mas de resto? Sempre fomos muito bem atendidas principalmente no meio da rua ao pedir uma informação. Outra coisa muito interessante também é a questão de a maioria dos italianos falarem inglês. Eles falam e falam muito bem! Eu tentava manter a conversa em italiano, já que estudo a língua, mas realmente não tinha jeito.

      • Campo di Fiori
      Esse foi um momento tenso. Depois de sair do Gianicolo, fomos em busca do Campo das flores, em português. E aí nos perdemos! Andamos, andamos, andamos e não chegávamos a lugar nenhum. Mesmo com o mapa, não adiantou. Nesse momento, percebemos a falta que a internet móvel fazia. (Decidimos não comprar o chip internacional, já que tínhamos mapa e internet na hospedagem). Depois de encontrarmos uma alma bondosa que ficou altamente surpresa, pelo fato de estarmos bem longe do nosso destino, voltamos a andar e quase 1 hora depois, finalmente, debaixo de chuva (sim, pra piorar, começou a chover) chegamos ao Campo di Fiori! Que se mostrou uma tremenda decepção! Porque apesar de Maio ser primavera na Europa, quem deu a cara foi a chuva, ou seja, nada de flores e nada de fotos.
      • Piazza Navona
      Agora sim!!! Um dos lugares mais esperados por mim! Além de ser uma das praças mais conhecidas de Roma, ela também guarda uma das mais famosas fontes: A fontana dei quattro fiumi ou fonte dos quatro rios. Essa fonte foi construída a fim de representar os 4 rios mais importantes da época: Nilo, Ganges, Danúbio e o Prata. Para quem é fã de Dan Brown (como eu!) não pode deixar de visitar essa fonte que é palco de uma das principais cenas do livro/filme "Anjos e Demônios". E se não tá bom, a praça ainda guarda a embaixada brasileira. Acho que depois disso tudo, a visita vale muito a pena!

      Piazza Navona com a fonte dos quatro rios ao                                          fundo

                    A outra fonte da praça: Poseidon

              Detalhe da base da fonte dos quatro rios
      • Panteão 
      Esse foi o primeiro lugar da viagem que me arrancou lágrimas! Estávamos caminhando, enquanto tomávamos um sorvete, dobramos a direita e pá, eis que o Panteão surge imenso e bem na sua cara! O susto foi tanto que o sorvete quase caiu. O Panteão é simplesmente fabuloso! Em toda a minha vida, não esquecerei o sentimento de pequenez diante dele. Ficamos um tempo paradas até termos a atitude de tirar foto por fora e finalmente entrar. O Panteão era uma das construções que mais me deixavam curiosa: como seria entrar em um templo pagão, onde antes se cultuavam vários deuses romanos, e que hoje era uma igreja católica??? Sério! É fantástico esse sincretismo, essa junção de culturas. E se eu achava que já estava impressionada o suficiente, errei. Porque não tive palavras para descrever quando entrei no Panteão, olhei pra cima e vi o óculo. Eu fiquei paralisada por uns bons minutos! Se você pensa em riscar o Panteão da sua lista de lugares em visitar em Roma, não faça isso! Porque eu voltaria a Roma somente para ve-lo! 

                  Esse nem precisa de apresentações! 

                                          O óculo 
      • Monumento a Vittorio Emmanuelle
      É um monumento criado em homenagem ao primeiro rei da Itália. E simplesmente não passa desapercebido!

      • Fontana di Trevi
      Se você acha que fontes não tem graça, tenho certeza que você mudaria de opinião ao ver essa fonte. De longe, já conseguíamos escutar o barulho da água. E assim como no Panteão, a fonte pega você de surpresa ... você vem andando e pá, ela surge gigantesca e esplendorosa! Perdemos a fala durante uns bons minutos contemplando a estátua de Poseidon e seus cavalos... depois de sair do transe,tiramos várias fotos uma da outra, até que uma turista tirou foto de nós duas. E claro, realizamos o ritual tão famoso ligado a Fontana di Trevi: jogar uma moedinha de costas para a fonte! Isso se você quiser retornar a Roma, porque diz a lenda que funciona!


      E depois de mais de 12 horas andando, chegamos na hospedagem... Não sem antes, sermos agraciadas com isso: 
                     Coliseu durante o pôr do sol 
      E isso: 

                            Típico jantar italiano
      * Valores
      Comida: 30 euros
      Total: 30 euros
      Esse foi o gasto desse dia pois fizemos tudo a pé!
       
      Dia 04        06/05      Pompeia
      Acordando cedo para mais um dia de passeio,  voltamos a estação de Nápoles para de lá, irmos a Pompéia. Chegando na estação, você deve procurar as placas que indicam a ferrovia regional e comprar no guichê o bilhete "Nápoles - Sorrento", lembrando de validar seu bilhete na máquina. Sempre bom ter em mente que o trem e o bilhete mostram a primeira estação e a última. Então a dica é ficar perto da porta que é onde tem a sinalização de cada estação e ficar atento. E para Pompéia, a atenção é dobrada, porque tem duas estações com o nome Pompeia... desça na estação " Pompei Scavi - Villa dei Misteri". A viagem leva entre 30 a 45 minutos de Nápoles. Ao chegar, você já estará na porta de entrada e passará por uma espécie de feirinha com vários itens para comprar... e é uma boa dar uma olhada nos preços para se ter uma noção, porque existe uma lojinha de souvenirs dentro de Pompéia, e dessa forma você compara e decide se compra dentro da lojinha ou na feira ao sair. Lá dentro, apresentei os bilhetes, que comprei antecipadamente, pelo celular e recebemos outro bilhetes para serem apresentados na portaria.

      Ao entrar, lá fomos nós desvendar os encantos dessa famosa cidade. Incrível perceber como uma boa parte da cidade está intacta. As ruas, os templos, algumas casas... Pegue o mapa e decida quais lugares você quer ver, porque sinceramente, não dá pra ver tudo! 

                                Mapa de Pompéia 
      Pelo mapa já dá pra perceber que percorrer todas ou  maior parte das áreas de Pompéia não é tarefa fácil! Entramos decididas a nos perder pela cidade e aproveitar, mas havia um objetivo: a área VI, a área aristocrática. Era lá onde estava a Vila dos Mistérios e uma das mais famosas casas de Pompéia: a casa do Fauno. Andamos e andamos acreditando que em algum momento encontrariamos a área VI. Não foi bem isso que aconteceu... depois de mais de três horas caminhando, ainda não tinha nem sinal da área aristocrática. Lógico que durante esse tempo encontramos, muitas vezes, sem querer, grandes pontos de destaque como o templo de Apolo, o anfiteatro, a casa do poeta trágico, a área onde estavam objetos e corpos encontrados após a tragédia e o templo de Isis  (uma deusa egípcia sendo cultuada na Itália! Olha aí o sincretismo de novo!)

                             Entrada do santuário 

                     Detalhe do santuário de Apolo 

                         Detalhe do Templo de Ísis 

            Objetos e um corpo encontrado durante as                                      escavações 

                                      Anfiteatro

      Não deu para ver o Vesúvio (vulcão que dizimou a cidade de Pompéia) por causa das nuvens
      Depois de quase desistir de andar à procura da área VI, encontramos um senhor que trabalhava lá e nos informou o caminho. E então, finalmente, conseguimos conhecer a Vila dos Mistérios, que é uma mansão que ficou muito bem conservada com seus afrescos que mostram o culto a um deus; e a Casa do Fauno, uma das casas mais ricas e mais conservadas de Pompéia que recebeu esse nome pela estátua de um fauno na entrada da casa.


                     Pausa para uma foto espirituosa
      Depois de várias horas caminhando, terminamos nosso passeio, não sem antes passar pela lojinha de souvernirs e comprarmos umas coisinhas... 

      Trouxe essa borracha de Pompéia porque fiquei      louca por ela e ela está maravilhosa como                            enfeite na minha estante!

                          Na saída de Pompéia 
       Após sair, fizemos todo o caminho de volta, pegando o trem regional de volta a estação Napoli Centrale. A idéia era conhecer um pouco de Nápoles mas estávamos simplesmente exaustas e resolvemos voltar para Roma. O passeio pela Da Michele (pizzaria que aparece no filme Comer, Rezar, Amar) ficaria para uma próxima vez. E como de praxe, o trem atrasou.  E nesse dia, houve um problema com o trem e tivemos que descer e esperar por outro trem. Foi uma confusão só! 😓 Apesar de que, ganhamos um lanche da companhia por causa do transtorno. Lanche que serviu como nosso jantar! Por isso, nas estações fiquem atentos sempre! Como conclusão e dica do dia de hoje: vá com sapatos confortáveis! Eu estava de tênis e mesmo assim meus pés sofreram bastante!
      *Valores
      - Passagem de trem Nápoles/Sorrento ida e volta: 6 euros
      -  Comida: 20 euros
      - Lembrancinhas: 15 euros
      Total: 41 euros
       
      Dia 5      07/05  Roma e Vaticano
      Esse era o dia da visita mais requisitada por quem  vai a Roma: Coliseu e Fórum Romano/Palatino. Tenho que dizer que apesar de ver a grandiosidade do Coliseu por fora, eu não tinha um enorme interesse em vê-lo por dentro. Entramos direto no monumento pois os bilhetes já haviam sido comprados antecipadamente pelo site. Quando vi o tamanho da fila para comprar o ingresso na hora, percebi que valeu a pena pagar um pouquinho mais caro comprando pela internet. Passamos pelo fabuloso Arco de Constantino e entramos no Coliseu. Apesar de não esperar tanto, não posso negar que prendi a respiração ao entrar. Entramos e passeamos primeiramente por uma exposição que estava acontecendo no momento, só depois, de fato, adentramos no monumento. A amiga que estava comigo, Annya, ficava repetindo "Cris,que lindo!" Ela foi fisgada 100% pela magia do Coliseu. Enquanto eu fiquei surpresa pela grandiosidade, mas só. Acabei recordando de todo sofrimento que aquele lugar carregava: todas as mortes que serviram apenas de diversão para os espectadores. Esse fato acabou tirando praticamente todo o encanto que eu poderia ter. Mas em relação a arquitetura, realmente é de cair o queixo! Andamos por toda a parte, para de fato, tentarmos conhecer o máximo possivel. A visita durou bem menos do que eu imaginava e creio que 1 hora depois ou menos, já estavamos indo visitar o Fórum Romano e o Palatino. ( com 1 ingresso, você visita as três atrações: Coliseu, Fórum Romano e o Palatino).


                                 Coliseu por dentro

              Fotinha de comprovação: "Eu fui, eu tava"

           Annya, a minha companheira de aventuras

                  Coliseu, Arco de Constantino e eu 
      Passamos pelo Arco de Tito e entramos no Palatino, que é na verdade um conjunto de obras públicas com grande importância cultural,  já que foi aqui, em uma das sete colunas que circundam Roma, que a cidade nasceu. Em outras palavras, Palatino é a colina da lenda da loba e de Rômulo e Remo.
      Esses dois lugares me deixaram mais impressionada! Caminhar por essas ruínas, imaginando a quantidade de imperadores que também caminharam por aqui,  é de arrepiar todos os cabelos da cabeça. O lugar é enorme e a dica é pesquisar antes o que se quer ver... no nosso caso, só queríamos passear a ermo. Encontramos as ruínas de casas pertencentes a diversos imperadores e templos. Encontramos até um jardim bem conservado e bonito. 

      Mapa da área (dá pra perceber que não é nada                                    pequeno)

                                   Arco de Tito 

             Pausa para encher a garrafinha de água 
          Sim! As fontes espalhadas por Roma são potáveis! Uma excelente economia porque não precisávamos comprar garrafas e garrafas de água todo dia. E pode confiar, bebi água das fontes e estou aqui vivinha para contar a história. 

                                          Palatino

            Domus Flavia: uma parte do que compunha            os aposentos do imperador Domiciano



                  Uma visão do Fórum Romano de cima
      Após perambular pelo Monte Palatino, descemos ao Fórum Romano que tem várias construções. Entre elas: 
      • Templo de Rômulo 


              Detalhe do teto do templo de Rômulo 
      • Templo de Castor e Pólux (e o primeiro templo do Fórum)

           O que restou do templo foram três colunas
      • Templo de Saturno

      • Casa e templo das virgens vestais
      Esse era o lugar que eu mais queria ver! Aqui eram onde seis virgens tinham o dever de nunca deixar o fogo sagrado dentro do templo se apagar. E essa tarefa durava praticamente a vida toda! 

                          Casa das virgens vestais 

         Pátio do que foi o templo das virgens vestais 

      Estátua representando uma das virgens (só                      faltou a cabeça da coitada) 
      E dessa forma, terminamos a visita da manhã!

                                E a tarde: Vaticano! 
      A tarde estava reservada aos Museus do Vaticano. E sem dúvidas, era um dos passeios mais esperados! Depois do combo Coliseu/Palatino/Fórum Romano que fizemos pela manhã, paramos em um restaurante para almoçarmos. Pedi uma pizza de frango e minha amiga resolveu seguir meu exemplo. Porém, o que não imaginávamos era que uma pizza serviria muito bem a nós duas. Para deixar claro: as pizzas italianas são menores que as nossas mas em compensação são bem mais recheadas! Nós duas juntas comemos uma e ficamos empanturradas e tivemos a ideia de deixar a segunda pizza na hospedagem para jantarmos a noite.

      Eis que surge um problema: a visita aos museus tinham hora marcada e pensamos se daria tempo ir até a hospedagem e voltar a estação Roma Termini. Decidimos pela questão da comodidade, ir deixar a pizza. Na volta viemos super apressadas, compramos o bilhete para o Vaticano e na estação... nos perdemos!!! Sério! Foi desesperador! Porque eu não podia acreditar na possibilidade de perder essa visita. Depois de procurar e procurar finalmente achamos a escada que levava a plataforma certa. Entramos no trem e em poucos minutos saímos na estação. O desespero deu lugar a admiração quando avistamos os muros do Vaticano. Creio que foi um dos momentos mais impactantes da viagem. Entretanto, ver a praça e a Basílica de São Pedro ficaria pra depois. Achamos a fila para entrar com os ingressos e ufa! Deu tudo certo! Apesar do atraso conseguimos entrar sem problema nenhum. Lá dentro, foi meio bagunçado! Muita gente falando muitas línguas diferentes. Muito barulho, muita confusão! Depois de um tempo, finalmente encontramos onde trocava o ingresso comprado no site e partimos para desbravar um dos maiores museus do mundo! Estava muito lotado!!! Resolvi segui uma dica que havia lido em algum lugar: passar rapidamente pelas primeiras galerias e ir direto a Capela Sistina.E aqui deixo uma dica preciosa: NÃO FAÇAM ISSO! Porque eu me arrependi amargamente. Na dica que li, dizia que dava para retornar e ver tudo com calma. E não é bem assim. Depois que você entra na Capela Sistina, você não pode retornar pelo caminho que veio. Me senti altamente triste em não contemplar uma boa parte do que estava exposto. Chegando na Capela Sistina tive um sobressalto, porque assim que olhei para o teto, não vi a famosa pintura de Michelangelo, onde Deus quase toca o dedo do homem. O que vi foram pequenas pinturas espalhadas ao longo de todo o teto. Confesso que até pensei estar no lugar errado! " Como assim? Cadê a pintura?" Depois de um tempo olhando para cima, finalmente a achamos! E eis que descobri que meu pensamento estava errado! Acreditava que essa pintura ocupava todo o espaço do teto da Capela e não é isso. Ela, na verdade, é bem pequena e faz parte do emaranhado de pinturas que decoram o teto. Vivendo e aprendendo! Depois de contemplar o teto (sem fotos! Pq é probido tirar fotos ou gravar vídeos), tentamos voltar por onde viemos e foi aqui que tive a decepção descrita mais acima. A sorte é que o museu é gigantesco e após sairmos da capela, ainda tinha muito pra se ver. Passamos umas 4 horas dentro do museu e creio que não chegamos nem perto de ver a totalidade de suas obras. Percebi então, que por mais disposição e tempo que você tenha, não dá pra ver tudo! Dentro do museu, encontrei uma lojinha e comprei alguns souvenirs.

                                         Terço 

      Imã de geladeira da pintura de Michelangelo na                            Capela Sistina 

                  Medalhinha do Papa João Paulo II
      E agora segue algumas fotos do museu: 





                        Zeus dando o ar da graça 

                  As escadas que dão para a saída 

      Saindo dos museus, fomos até a praça. Entrando na Praça de São Pedro e ficando de frente para a Basílica foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida! Quando fiquei de frente para a Basílica uma emoção inexplicável tomou conta de mim e chorei por vários minutos. Depois de um tempo, fomos para a fila para entrar na Basílica de São Pedro. A entrada é gratuita, porém, por causa da quantidade de pessoas, uma fila é necessária. Entrando na Basílica, demos logo de cara com a Pietà, famosa escultura de Michelangelo, que retrata Jesus morto nos braços de sua mãe. A basílica é lindíssima! E como em muitas igrejas, você não sabe se olha para o chão, teto ou paredes... parece quem em cada canto, há algo para se ver.


                                            Pietà

      Local onde está sepultado o Papa João Paulo II            dentro da Basílica de São Pedro 
                Dentro da Basílica de São Pedro 
      Ao sairmos da Basílica, outra atração surge: A Guarda Suíça, que é a guarda de segurança pessoal do Papa e as forças armadas do Vaticano. Não se enganem pela vestimenta, a guarda suíça é uma das forças de segurança      mais treinadas do mundo. 

                                  Guarda Suíça 
      Após voltarmos a Roma, depois de conhecer o menor país do mundo, fomos em busca da Igreja Santa Maria della Vittoria, que ficava perto da hospedagem. Essa igreja é bem pequena em relação as outras, mas é bem famosa por conta da obra de um famoso escultor chamado Bernini, “O êxtase de Santa Teresa”. Essa obra até hoje é tema de discussões, pois há quem diga que as expressões de Santa Teresa são meio, bem, eróticas. Fica aí essa curiosidade.

                   Igreja Santa Maria della Vittoria 

                       O êxtase de Santa Teresa 
      Depois de um dia de tantas emoções, só nos restou voltar a hospedagem, jantar e descansar para aproveitar o que seria o nosso último dia em Roma.
      *Valores
      - bilhete ida e volta Vaticano: 5 euros
      - comida: 23 euros 
      - souvenirs: 20 euros
      Total: 49 euros
       
      Dia 06         08/05     Vaticano e Roma
      Acordamos cedo porque dia de quarta no Vaticano, ocorre a audiência papal. Enquanto lia sobre a viagem, acabei encontrando informações esse evento semanal. Toda quarta, se o Papa não tiver compromisso, ele sai a Praça de São Pedro e lê uma oração em italiano que é traduzida em várias línguas inclusive em português, por padres diversos. No final de tudo isso, ele convida as pessoas presentes a rezar um pai nosso e uma ave maria e na maioria das vezes passeia pela praça em seu veículo, conhecido carinhosamente por papa móvel. Qualquer pessoa que entra na praça, pode participar do evento. Mas em pé. Já algumas pessoas conseguem sentar em cadeiras colocadas justamente para esse evento e conseguem apreciar a cerimônia mais confortáveis. Para conseguir sua cadeira, você precisa mandar um email com meses de antecedência ao escritório do Papa, dando algumas informações como nome e quantidade das pessoas que irão participar etc. E nós conseguimos o convite! Que deveria ser trocado no próprio Vaticano. Infelizmente, não conseguimos realizar a troca pois quando chegamos, encontramos o portão onde se realiza a troca, fechado. 😥 Todavia, não teve problema nenhum porque o sentimento que tivemos em estar naquele lugar, naquele momento é tão bom que não ligamos de ficar em pé. Annya, minha amiga que estava comigo, não é católica mas ficou emocionada tanto quanto eu. Quando a oração foi traduzida para o português, descobrimos que tinham bem mais brasileiros ali do que imaginávamos. Muitos gritos e várias bandeiras brasileiras foram levantadas! Uma festa só! Depois de algumas horas, a cerimônia foi encerrada e o Papa Francisco deu uma voltinha no papa móvel. Mas infelizmente estávamos bem longe, mas ainda conseguimos ter o gostinho de poder vislumbrar o santo padre.

         Brasileiras turistando na Praça de São Pedro

               Praça lotada durante a audiência papal 

      Um pontinho branco, a esquerda: é o Papa,                                      minha gente!

               Última foto da Basílica de São Pedro 
      Depois que a multidão se dispersou, fomos almoçar. E ficamos perambulando até achar a porta de entrada para um dos passeios mais magníficos que fizemos nessa viagem: descemos até a Necrópole. Necrópole significa cidade dos mortos e a Necrópole Vaticana fica a vários metros abaixo da Basílica de São Pedro. Sendo bem prática, é um cemitério que foi soterrado ainda na época do então imperador Constantino. Ele o aterrou para construir o que viria a ser a primeira basílica de São Pedro. Esse desejo do imperador, consistia em uma homenagem: construir a Basílica em cima dos ossos de São Pedro, já que existia e ainda existe a forte suposição de que o apóstolo que foi escolhido para ser a base da igreja católica, estaria enterrado nesse cemitério. Após muitos anos, o Papa Pio XI, desejando ser enterrado próximo aos ossos de São Pedro, deu início a uma série de escavações que culminaram na descoberta do cemitério praticamente intacto e do lugar que segundo relatos históricos se encontram os ossos de São Pedro. Estava muito animada com esse passeio! E nossa guia era brasileira!
      Dentro da necrópole não se pode tirar fotos ou gravar vídeos, por isso não tenho nada disponível nesse sentido, mas creio que na internet existam fotos. Éramos um grupo de 10 pessoas, todos brasileiros. Fomos informados também de usar a mochila ou bolsa na frente, a fim de evitar raspar nas paredes, porque o espaço era bem apertado. Lá fomos nós, penetrando por baixo da Basílica de São Pedro, e ouvindo as explicações da guia. Ela deixou bem claro, que não se tem 100% de certeza, mas acredita-se que os ossos são sim, de São Pedro. Foram feitos vários testes que comprovaram que a idade, causa da morte (se não me engano), sexo e idade batiam com a de São Pedro. Outra coisa que permite ter mais certeza é o local em que foi encontrado. Segundo relatos datados, os ossos de São Pedro estariam dentro de uma pequena caixa chamada “Troféu de Gaio", santuário localizado perto de uma parede com grafitos escritos em latim. Tudo isso foi repassado pela nossa guia. O passeio dura entre 1 hora e 1 hora e meia. Passamos por várias tumbas, de cristãos e pagãos, praticamente intactas ... o espaço, como eu falei, é apertado a ponto de precisarmos em vários pontos, andar em fila indiana. Por conta disso, o passeio não é recomendado para pessoas claustrofóbicas. Estar ali, naquele lugar, é ser transportado no tempo e na história. A guia nos explicava que quase tudo que víamos era de fato, da época do Imperador Constantino, ou seja de mais de 2.000 mil anos atrás! Depois de passearmos entre várias tumbas , chegamos de fato, ao lugar onde ao que tudo indica está os ossos de São Pedro. Foi um momento único! Tanto histórico quanto religioso! Finalizamos o passeio, estupefatas por tamanha experiência! Então, se puderem, façam esse passeio! Vale muito a pena!

                      Necrópole Vaticana(foto da internet)

            O troféu de Gaio (foto retirada da internet)
      Capela onde se reza diante dos ossos de São                 Pedro (foto retirada da internet)
      Após o magnífico passeio a Necrópole, fomos conhecer o famoso Castel St Ângelo, ou castelo do anjo. Esse monumento já foi mausoléu, já foi prisão e hoje é um museu. Uma curiosidade em relação ao porque desse nome: durante a Peste Negra que assolou a Europa, o Papa teve um sonho em que o Arcanjo Miguel brandia sua espada em cima do castelo e aquilo foi um sinal de que estava chegando ao fim essa tão temida epidemia. Por causa disso, uma estátua do Arcanjo Miguel foi posta exatamente no lugar onde teria aparecido em sonho. A construção é magnífica! Infelizmente, não havíamos comprado ingresso antecipado e por isso se quiséssemos entrar, teríamos que enfrentar uma fila. Mas ao avistarmos o tamanho da fila, desistimos. Mas só a vista, tanto do castelo, quanto da ponte que leva até ele, com os anjos esculpidos do artista Bernini, vale super a pena! E ah! Outro detalhe é o chamado Il Passeto, um corredor que liga o castelo a Basílica de São Pedro.

             Castel St' Angelo e a ponte com os anjos
      Já era noite e aproveitamos o resto da luz (em Roma, só escurece por volta das 20) para visitar uma igreja que queria muito ver: Santa Maria del Popolo. Andando um pouco e pedindo algumas informações, a encontramos. Infelizmente ela estava em reforma e por isso não pudemos apreciar sua fachada natural. Adentrando na igreja, percebemos que ela é formada por várias capelas, e uma das mais conhecidas é a Capela Chigi, que tem um óculo no chão e contém uma famosa escultura de Bernini “Habacuc e o Anjo". Depois do livro Anjos e Demônios de Dan Brown, o número de turistas triplicou. E fiquei super feliz de cumprir meu roteiro de conhecer todos os lugares citados nesse livro de Dan Brown!

           Santa Maria del Popolo, a esquerda da foto

               Capela Chigi e " Habacuc e o anjo"
      E aqui retornamos a hospedagem passando antes pela Piazza da Spagna e conhecendo a Fontana della Barcacia.

                       Fontana della Barcacia 

            Famosa escadaria da Piazza da Spagna
      Voltando a Roma Termini, fomos ao Mercado Centrale, o mais famoso de Roma e que fica dentro da estação. Lá provei uma das iguarias culinárias de Roma: 

                                      Trapizzino
      Retornamos para a hospedagem para nossa última noite de sono em Roma, já que bem cedo, na manhã seguinte, partiríamos para Florença.
      •*Valores
      - trem ida: 2,50 euro
      - comida: 25 euros
      Total: 27,50 euros
      E aqui, termina a primeira parte dessa viagem!   
       
      Dia 07          09/05       Florença 
      Acordamos bem cedo para pegarmos um dos primeiros trens para Florença. A viagem dura poucas horas e então, chegamos a uma das cidades mais lindas que já vi na minha vida! Primeiramente, tivemos uma pequena chateação. A hospedagem só nos receberia por volta das 14 e não eram nem 8 da manhã. Resolvemos deixar nossas coisas no depósito de bagagem da estação Santa Maria Novella. Só que não sabíamos onde ficava! Perguntei a uma pessoa que nos deu uma direção, sendo que logo em seguida outra pessoa nos deu outra. Foram longos 10 minutos até achar o bendito depósito. Depois de deixarmos as malas e levar conosco dinheiro, passaporte e umas coisinhas mais, fomos desbravar a capital da Toscana!
      Primeira observação: Florença é um ovo!!! Muito pequena! Principalmente em comparação a Roma. E além de ser pequena, ela tem charme! Sim, Firenze (seu nome italiano) é altamente charmosa e encantadora! Uma das minhas cidades favoritas em toda a viagem! Eis os pontos em que passamos:
      • Basílica de Santa Maria Novella Ela fica praticamente em frente a estação. Então não tem como não vê-la. Mas estava em reforma, por isso não entramos.

      • Santa Maria del Fiore ou Duomo
      Pra variar, nos perdemos kkkkkkk mas sugiro que você faça isso! Se perca pelas ruas de Florença, porque em algum momento você passa por todos ao lugares mais famosos. Tentando achar o Mercato Centrale, deparamos com o Duomo. E que construção fantástica!!!! Gigantesca a ponto de me fazer soltar uma longa exclamação e fitar o monumento de boca aberta durante uns bons minutos! Santa Maria del Fiore se encontra em uma praça, onde também se encontra o Batistério de San Giovani. A fila para entrar no Duomo era enorme. A praça estava realmente lotada! Decidimos não entrar. Nem no Batistério e essa foi uma decisão que me arrependo amargamente! Pois gostaria der ter visto por dentro e ter tido a oportunidade de ver de perto a máscara mortuária de Dante Alighieri. Fica para uma próxima vez, se houver! Fiquem então com as fotos!

                               Duomo e o Batistério 

      • Palazzo Vecchio
      E para não perder o costume: nos perdemos de novo! De repente, passando por uma rua, ouvimos um jeito de falar meio característico... e perguntamos a um casal que vendia coisas em uma tenda “ brasileiros?” e a resposta” brasileiros não, baianos!!!” kkkkkk Foi um dos melhores encontros que tivemos! Esse senhor nos ensinou a andar em Firenze inteira, praticamente. Seguindo as instruções dele, achamos a piazza della Signoria, não antes sem passarmos pelo Museu Casa de Dante (aliás, você verá Dante Alighieri em cada canto de Florença, e se você não recorda quem era esse rapaz, ele era o autor de “ A Divina Comédia “ e tinha Firenze como sua terra natal). Ao chegarmos a piazza, perdi novamente o fôlego ao avistar o Palazzo Vecchio! Hoje é sede da prefeitura e guarda um museu de arte. Entramos e pudemos visitar apenas o primeiro andar, já que não tínhamos o ingresso. Sua estrutura é bem antiga e só pelo fato de ser um palácio de verdade, já justifica o motivo da visita. Ainda na praça tem outros elementos que chamam a atenção: a fonte de Netuno, uma praça com esculturas que funcionam como um museu a céu aberto e uma das esculturas mais famosas: Davi, de Michelangelo. Não o de verdade, é claro! O verdadeiro se encontra na Galeria dell’ Academia, porém, não compramos o ingresso para essa galeria e sim para a Galeria degli Ufizzi, que falarei mais a frente. Apesar de não ter visto o verdadeiro, a réplica nos satisfez e muito! Davi é simplesmente perfeito!!! Dá para ver até os músculos definidos da escultura! Simplesmente espetacular!

                               Estátua de Netuno

                                 Palazzo Vecchio 

            Palazzo Vecchio, uma pequena amostra de               esculturas a direita e Davi, a esquerda
      • Ponte Vecchio e Palazzo Pitti
      Em Florença, tudo me deixava encantada! Até o simples caminhar pelas ruas... passamos pela Ponte Vecchio, uma ponte de pedra suspensa sobre o rio Arno. Famosa por ter várias joalherias. Atravessando-a, seguindo em linha reta, em poucos minutos, nos deparamos com o Palazzo Pitti. Uma construção renascentista que serviu de morada para umas das mais conhecidas e ricas famílias: os Médici, famosos por serem os principais mecenas de sua época. Hoje, o Palazzo funciona como museu e está atrelado a um imenso jardim que é como um museu ao ar livre, o qual visitaremos em outro dia.

                                     Palazzo Pitti
      • Fontana del Porcellino
      Encontramos próximo ao Palazzo Vecchio, o Mercado Novo, que é uma das feiras no coração de Firenze. Porém, essa feira tem um personagem bem peculiar: Porcellino, uma estátua de um javali que é um dos cartões postais da cidade. Dizem que se você quiser voltar a Florença, deverá esfregar o focinho desse animalzinho! Quase não o avistamos, tamanha a quantidade de pessoas ao seu redor. Mas apesar disso, lá fomos nós esfregar o bichinho!

                                      Porcellino ❤
      • Mercato Centrale
      Passamos rapidamente por outra feira da cidade: Mercado de São Lorenzo. E logo ao lado, está o principal mercado de Firenze! O Mercado é muito grande e com muita variedade de comidas! Fomos lá que por volta das 13 horas, saciamos nossa fome! Voltamos a estação, pagamos o depósito, recolhemos a nossa bagagem e lá fomos nós para a hospedagem! Mesmo com o mapa em mãos, nos perdemos! É, isso, está virando costume. Chegou em um ponto em que não aguentavamos mais andar e parei em posto da polícia para pedir ajuda, só para descobrir que a rua que procurávamos era a rua ao lado! Chegando a Allegro House, nos encontramos com nossa anfitriã e finalmente pudemos descansar! Estávamos muito cansadas porque nesse dia acordamos as 5 da manhã, andamos sem parar e ainda tinha todo o cansaço acumulado da passagem por Roma. Não saímos mais esse dia, jantamos pizza que trouxemos do Mercado, organizamos nossas coisas e descansamos para o dia seguinte! •
      *Valores:
      - Comida: 30 euros
      - Lembrancinhas: 15 euros
      Total: 45 euros
       
      8° dia      10/05/19     Florença 
      O objetivo principal desse dia era a Galeria Uffizi, a mais famosa de Florença. Acordamos por volta das 7 da manhã. Tomamos café em um local bem típico e partimos.

      O nosso horário seria as 8:30 da manhã. Chegando lá, troca-se os ingressos impressos no site por outros e adentramos na galeria. A fila para quem não havia comprado antes estava bem grandinha, então valeu muito a pena a compra antecipada de ingresso.

      E o que dizer da Galeria Uffizi? Fabulosa! Mas enorme! Nossa, lembro detalhadamente da dor que senti nos pés de tanto caminhar. A galeria tem dois andares e corredores gigantescos que também servem como espaço artístico: paredes e tetos são cheios de pinturas, além de muitas esculturas estarem presentes. Os corredores tem salas que se ligam uma a outra... então foi meio difícil organizar esse passeio, mas decidi olhar as salas e em determinado momento voltar e ver todas as obras nos corredores. E eis um aviso: cansa muito! Parece que a galeria tem infinitas salas e obras para se ver. Tenha o pensamento que não da para ver tudo. Encantada com as obras, eu tentava tirar fotos de tudo, mas em um determinado momento, não consegui mais.
      Uma sugestão é pesquisar antecipadamente quais obras fazem parte da galeria e procura-las, o restante do tempo, pode-se passear a esmo. Assim, você sente que não perdeu nada, mesmo sem percorrer todos os espaços. Após percorrer todo o corredor, em uma faz janelas temos uma obra a parte: uma outra visão da Ponte Vecchio. Já no segundo corredor, eu estava tão cansada que parei e sentei em um dos bancos dispostos no corredor. Fui caminhando e tirando fotos daquilo que realmente me interessavam muito. Depois de quase quatro horas, saímos da galeria, encantadas com a arte contida lá dentro. Tenho, pois, que chamar a atenção para obras que eu mais queria ver... O Nascimento de Vênus é deslumbrante! Eu dobrava um corredor para entrar em outra sala quando o quadro praticamente surge na sua frente... soltei um “oh!” de surpresa. Fui até a minha amiga, sinalizei que me seguisse e apontei para o quadro, e ela soltou o mesmo “oh!” kkkkkkk creio que tanto pela surpresa em que o quadro parece se materializar na nossa frente ou pela beleza artística da peça ou pelo fato de se ver ao vivo um quadro que víamos apenas em fotos ou todas as alternativas citadas acima.
      Segue fotos de algumas obras:





          Escudo com o rosto da Medusa, Caravaggio

              O Nascimento de Vênus, de Boticelli

           Vista da Ponte Vecchio de dentro da galeria
      A tarde, resolvemos passear pelos jardins de Boboli, um imenso jardim que se encontra as costas do Palazzo Pitti. Caminhando para lá, encontrei um lugar que oferecia algo que eu queria muito provar em Florença: tábua de frios e Aperol Spritz. A tábua geralmente era prato a ser pedido a noite depois do horário de trabalho e consistia em literalmente uma tábua com vários pedaços de frios: queijos, presuntos, salames etc e a bebida era alcoólica a base de laranja. Tenho que dizer que foi uma excelente experiência gastronômica!



                      E o gelato não pode faltar!
      Depois de caminhar um pouco, encontramos ao Jardins de Boboli que é um belíssimo e grandioso jardim que contém várias esculturas. O jardim é enorme e por isso assim que vimos uma placa com os principais pontos, fomos lá para escolher o que mais nós iríamos querer ver. Destaco a fonte com a estátua de Poseidon no centro e a Estátua de Atena em cima de uma colina. Pela grandiosidade do jardim e pelo cansaço, não vimos tudo mas o que foi visto foi o suficiente. Vale muito a visita!







                Annya e eu nos Jardins de Boboli 
      Retornando para casa, paramos no Mercado Central para jantar e de lá seguimos para a hospedagem.
      *Valores:
      -Comida: 28 euros
      -Ingresso Jardins de Boboli: 10 euros
      - Lembrancinhas: 4 euros
      Total: 42 euros
       
      9° dia         11/05/2019          Florença Acordamos cedo também neste dia... afinal, estar na Europa e ficar dormindo até tarde não teria graça nenhuma! Apesar de voltar pra casa cedo pra descansar ao pés é bem natural em um determinado ponto da viagem. Tomamos  café perto da estação.


      Perto das 8 da manhã, pegamos o trem na estação Santa Maria Novella em direção a Pisa Rossere. Nosso destino do dia: a Torre de Pisa ou a Torre Pendente, como chamam os italianos. A viagem de trem leva um pouco mais de 1 hora. A estação não fica perto da estação... na verdade, era necessário uma boa caminhada de uns 30 minutos. Como não estávamos com pressa e gostaríamos de dar uma volta na cidade, preferimos ir a pé mesmo ao invés de ir de ônibus, como sugeriu uma policial italiana. Pisa é uma graça de cidade! Pequena e muito arborizada! Turisticamente falando o que há pra ver em Pisa de mais famoso é o que se encontra na Piazza Dei Miracoli: a torre e a Catedral. Durante a caminhada, paramos e perguntamos a um senhor se estávamos no caminho certo, ele confirmou e nos deu uma dica, que repasso agora: cuidado com ao furtos! Em um lugar com uma grande quantidade de pessoas pode acontecer furtos, então atenção! Não tivemos nenhum problema quanto a isso, mas é importante ficar atento! Visualizamos a praça de longe e antes de entrar nela, entramos em uma lojinha com diversos souvernirs e comprei um copinho que era inclinado! Finalmente na praça, surge aquele momento de admiração em ver ao vivo um lugar que você viu diversas vezes em fotos. Após o deslumbramento inicial, fomos dar uma volta pela praça e claro procurar o melhor lugar para tirar fotos bem inusitadas! E não éramos as únicas... era cada pose!


      Almoçamos por lá mesmo e após a refeição voltamos a estação para retornar a Florença. Praticamente nesse ponto da viagem, percebi que ainda tínhamos um dia e meio e já tínhamos visto tudo!!! Nesse momento, me arrependi de não ter deixado mais dias para Roma. Mas esse tipo de coisa acontece. Mas mesmo com esse fator , tenho que deixar claro que passear por Florença é uma delícia! Após dar uma volta novamente pelo Palazzo Vecchio, Ponte Vecchio, dar uma nova olhada no Porcellino, passamos pelo Mercado Central e voltamos antes de anoitecer para a hospedagem.
      *Valores:
      - comida: 19 euros
      - lembrancinhas: 11
      Total: 30 euros
       
      10° dia         12/05/19      Florença
      Esse dia foi basicamente livre... sem roteiro pré definido. Até porque repito o que disse antes: Florença é pequena e muito dá para ser visto em pouco tempo. Resolvemos então só andar por ai... passamos novamente pela Piazza della Signoria para admirar a estátua de Poseidon, a cópia de Davi, o Palazzo Vecchio e a praça em si.
       
                 Brincadeiras na Piazza della Signoria 
      Andando a esmo, encontramos um parque um pouco mais afastado do centro onde pessoas faziam piqueniques, caminhavam ou só conversavam. No centro do parque havia uma fonte que jorrava água enquanto patos se divertiam ao redor dela.
       


      Depois de passar a manhã ali, almoçamos e nos perdemos por Firenze... cidade que me encantou demais e por isso mesmo foi triste me despedir dela. Andamos sem rumo pelas ruazinhas da cidade, notando as inscrições nas paredes da Divina Comédia, obra de Dante Alighieri. Ah, Dante, agora entendo a sua mágoa por ter sido exilado dessa maravilhosa cidade. Passamos a tarde assim, sem rumo certo. E ainda falando de Dante, me lamentei muito do fato de não poder ter conhecido a igreja de Santa Marguerita, na qual dizem que foi onde Dante viu Beatriz pela primeira vez e se apaixonou. Essa igreja só abria em momentos bem específicos, ela não poderia ser visitada em qualquer dia e hora e infelizmente os horários não bateram. Retornamos para a hospedagem para arrumar tudo e deixar tudo pronto porque na manhã seguinte partiríamos para Veneza!

      *Valores:
      - Comida: 30 euros 
       
      11 ° dia Segunda-feira 13/05 Veneza Mestre 
      O trem para Veneza Mestre só sairia as 09:30 da manhã, por isso, não foi necessário acordar tão cedo. Minha amiga estava muito animada, porque para ela, um dos pontos altos da viagem seria Veneza. Pegamos as malas já arrumadas e fomos até a estação, parando no caminho para tomar café. Após isso, lá fomos nós, carregando as malas nos degraus... eis uma dica: NÃO leve mais de uma mala e de preferência mala pequena ou média. Nem sempre ajudam você! Depois de encontrar a plataforma, entramos no trem. CUIDADO! Fique sempre atento a plataforma e ao trem que você vai pegar. Presenciamos mais de uma vez, pessoas subindo no trem errado. A viagem levou umas duas horas e enfim, estávamos em Veneza Mestre. Aqui vai uma explicação: não ficamos em Veneza, a turística, e sim em uma cidade antes dela. O motivo foi o valor da hospedagem. Veneza é uma cidade bem cara! E Veneza Mestre fica a apenas 1 ou 2 paradas de trem de distância, uns 10 minutos apenas. Chegamos por volta de 11:30 e já estávamos sendo esperadas. Um simpático chinês era um dos proprietários do ligar que ficaríamos Ele mostrou toda a estrutura e nos deixou a sós. Reorganizamos nossas malas, nos arrumamos e descemos para almoçar, pois havia um restaurante exatamente abaixo de nós. E outro detalhe: a hospedagem fica praticamente na frente da estação. 

      Após o almoço, compramos o bilhete e partimos para Veneza! Descemos em Veneza Santa Lucia e assim que saímos da estação, o Grande Canal surgiu imponente. Foi difícil minha amiga segurar a emoção! Foi surpreendente ver tanta água ao redor de uma cidade. Nossa primeira parada foram barraquinhas que vendiam souvenirs... uma das coisas que eu não sairia da Itália sem levar na mala, são as famosas máscaras venezianas... comprei algumas e também imãs de geladeira. Daí, ao passarmos por um supermercado, resolvemos refazer nosso estoque de lanches. Percebemos novamente, que Veneza era mais cara do que as outras cidades em que passamos. Com sacolas na mão, fomos passear pela cidade.
      Agora deixo aqui um pouco da chateação que tive: por conta dos canais, as ruas são como em zigue zague e para você chegar em um ponto, tem que ziguizaguear bastante! Depois de muito andar, chegamos a uma das pontes mais famosas de Veneza: a ponte Rialto.
      Lá ficam várias lojinhas que muitas coisas bonitas para vender e comprei uma pulseira feita com vidro colorido de Murano. Continuamos a caminhada e depois de ver as famosas gôndolas e seus barqueiros (um dos pontos altos do dia, apesar de não termos tido a coragem de dar 80 euros para um passeio), chegamos ao lugar que acredito ser o mais famoso de Veneza: a praça de São Marcos. Como em vários lugares na Itália, a praça estava passando por reformas mas isso não tirava a beleza da mesma. Nessa praça, encontrava-se a Basílica de São Marcos e seus famosos cavalos. A vista de fora, já valia muito a pensa. Fiquei muito encantada com a beleza e riqueza de detalhes que a Basílica possuía. Ao lado dela, se encontrava o Palácio Ducale, ou, Palácio dos Doges, que serve de moradia para o governante de Veneza. Também deu para avistar da praça, a Ponte dos Suspiros, famosa por ser local de lamentos para ao prisioneiros que estavam a caminho da morte.


                           Vista do Grande Canal 
       
               Na praça de São Marcos, com a Basílica                          de São Marcos ao fundo

                                       Ponte Rialto

                             As famosas gôndolas 
      Eu gostaria muito de ter entrado na Basílica mas nesse dia específico, eu infelizmente fiz uma má escolha de sapato: fui de bota de cano curto e fino. Meus pés não aguentavam mais ficar muito tempo caminhando ou em pé. Fomos sentar perto do cais e descobrimos que do outro lado estava a Basílica de Nossa Senhora da Saúde. Desistimos de ir até lá, porque o barco que faria a travessia custava 15 euros! Dessa forma, ficamos a observar a beleza arquitetônica da igreja de longe. Estava aflita em pensar em caminhar todo o caminho de volta... então resolvemos pegar um ônibus aquático que nos deixaria na porta da estação . Compramos o bilhete, fomos para o cais e ficamos atentas a qual embarcação pegar. Fiz uma pergunta a um rapaz que parecia italiano, quando uma surpresa: um brasileiro! Subimos na embarcação e durante os 15 minutos seguintes, entramos em uma animada conversa, trocando figurinhas sobre a passagem pela Itália.
      Depois desse inesperado encontro, saltamos em frente a estação e voltamos para a hospedagem, antes passando pelo restaurante e jantando. Foi realmente uma péssima escolha de sapato, mas sendo bem sincera e talvez com medo de receber represálias, tenho que dizer que para mim, Veneza não foi tudo isso que eu esperava. A cidade não causou em mim tanto impacto. Ela é bonita e quase mágica, pelo fato de ser rodeada por água, mas de fato, foi uma das que menos gostei.
      *Valores:
      - passagem de trem ida e volta: 2,70 euros
      - comida: 26
      - lembrancinhas: 13 euros
      - traghetto (ônibus aquático): 7,50
      Total: 49,20
       
      12° dia Terça feira  14/05/19  Verona
      Esse seria um dos melhores dias da viagem e essa cidade veio a ser a minha favorita. Famosa por ser a cidade que  guardou a história de Romeu e Julieta. Estava muito animada para conhecer essa cidade. E lá vamos nós!
      Da estação de Verona até a parte histórica era um pouco longe mas a cidade era tão linda que isso não importou. E na estação, compramos o Verona Card, que consiste em um cartão que dava descontos e entrada gratuitas em vários monumentos.
      Passamos primeiro pela Arena, um mini coliseu...era pequeno mas bem melhor conservado. Usamos o cartão e passeamos por esse lugar fantástico!



      Depois fomos a casa de Julieta. O pátio é aberto e lá fica a estátua da Julieta. O local estava lotado e os turistas se dividiam em tirar fotos com a estátua e com as paredes com cartas dos enamorados e os cadeados com as iniciais dos namorados. Entramos na casa que hoje funciona um museu e claro que não poderia faltar a foto na sacada.



      Minha amiga resolveu ir ao teatro Romano,  onde tem um museu com vários objetos datados da época da Roma antiga. E depois de caminhar muito, chegamos ao Castelvecchio. Um castelo de pedra belíssimo as margens de um rio. Só caminhar pelo areas do castelo já é uma experiência única mas entrar no museu é mais incrível ainda! Foi um dos melhores passeios que fizemos!



      Depois de conhecer essa cidade maravilhosa, voltamos a Veneza Mestre.
      *Valores:
      - comida: 20 euros
      - verona card: 18 euros
      - lembrancinhas: 10 euros
      Total: 48 euros
       
      13° dia 15/05/19 Veneza Mestre
      Como Veneza não havia deixado uma grande marca em nós, resolvemos passear pela cidade de Veneza Mestre. Acordamos e pouco tempo depois, o rapaz da hospedagem chegou para nos servir o café da manhã. E que café da manhã! Pães, queijos, geleia, café, leite e etc e ainda tivemos o prazer de conversar com uma família argentina que também estava hospedada ali. Perguntamos ao dono da hospedagem se podíamos deixar as malas ali até a noite, porque o nosso trem só saia por volta das 19... e que bom que fomos atendidas...

      Depois do café, saiamos para caminhar a esmo por Veneza Mestre. Acabamos passando por algumas lojas e comprando algumas lembrancinhas... a manhã passou voando e achamos um lugar para almoçar... um lugar tão acolhedor que ficamos por lá cerca de duas horas.

      Após o almoço, continuamos a passear e voltamos no fim da tarde a hospedagem, onde subimos para pegar as malas e deixar a chave da hospedagem. Descemos com as malas para o restaurante e jantamos por lá. Nos despedimos das simpáticas donas do estabelecimento e partimos para a estação a fim de esperar o trem noturno para Paris. E que momento animador! Sempre quis viajar em um trem noturno. As passagens foram compradas pela empresa pela Rail Europe, com uma cabine para 3 mulheres. O trem era enorme! E no começo, houve um pequeno desentendimento em relação ao número de cabines, mas deu certo depois e acabamos dividindo uma cabine com uma simpática canadense. Recebemos de cortesia, champanhe, frutas etc. A cabine tinha 3 poltronas e um lavabo, apesar de pequena era muito confortável. Nossa amiga canadense foi a cabine de seu marido, enquanto minha amiga e eu resolvemos ver Bird Box. Após o filme, chamamos o atendente para organizar as camas. Dormir no trem foi bem mais confortável do que eu imaginava! Dormi como um bebê. “Amanhã estaríamos em Paris”, esse foi meu pensamento antes de dormir.
      *Valores:
      - comida: 30 euros
      - lembrancinhas: 10,50
      Total: 40,50 euros
       
      14° dia Paris 16/05
      Dormi realmente muito bem no trem... pela manhã, tomamos café no vagão restaurante. Um tempo depois, saltamos na estação. O nosso destino era ir da Gare di Lyon a Gare du Nord. E eis que surgiu o pior momento da viagem. Eu já tinha ouvido falar que os franceses, em sua maioria, não falavam outra língua... portanto, aprendi algumas expressões em francês para não chegar falando logo em inglês. Mas não adiantou nada! Na estação os funcionários ou não falavam inglês ou falavam com um sotaque muito grande que não dava pra entender nada! Foi muito complicado descobri onde se pegava o metrô para podermos ir até a estação. Apesar do esforço e da simpatia, os franceses não foram nada solícitos. Após chegar a Gare du Nord, outro problema! Só poderíamos entrar na hospedagem as 14, e era bem mais cedo, portanto iríamos precisar guardar as malas no guarda volumes da estação. A questão foi que as pessoas nos deram informações contrárias e ficamos perambulando naquela estação enorme com as malas... uns 15 minutos depois finalmente achamos. Mas, os funcionários do guarda volumes também não eram nada simpáticos. Para guardar a mala, precisávamos de uma senha e tal... perguntamos como funcionava detalhadamente e a funcionária simplesmente nos ignorou! Depois descobrimos se precisávamos de moedas para colocar no cofre que seria nosso guarda volume e nós não tínhamos! Minha amiga teve que subir, comprar algo pra poder ter moedas... um sufoco!!! Finalmente quando trancamos as malas, fomos almoçar e resolvemos ao invés de passear, procurar logo a hospedagem, que não era tão perto da estação, para não ter que ficar perambulando com as malas. Lá fomos nós! Nesse momento, percebemos que nem todos os franceses são nojentos ... alguns deles foram muito gentis... quando achamos a hospedagem constatamos que ficava perto de um supermercado e compramos alguns lanches! Fomos a Igreja Sacré Coeur (ou igreja do sagrado coração). Que igreja espetacular! Ela fica acima de uma colina e como estávamos cansadas, decidimos apreciar apenas pelo lado de fora, já que ainda tínhamos um ligar a se visitar: Moulin Rouge! O cabaret mais famoso da história! E ele é lindo!!! Fiquei bastante contente, apesar de só poder vê-lo por fora... Já que para entrar, só pagando... e não era lá muito barato!

                                    Moulin Rouge

                                    Sacré Coeur
      Já era praticamente a hora de voltar a estação para pegar as malas... voltamos a estação, pegamos as malas e voltamos para a hospedagem. O quarto era ótimo! Espaçoso e ventilado. Uma curiosidade: me deu vontade de ir ao banheiro fazer o número 2. Depois de fazer, percebi que não tinha cesto pra jogar o papel e acabei jogando no vaso. Depois descobri que é exatamente assim que eles fazem na França ! Se coloca o papel no vaso. Essa fica como curiosidade meio nojenta... Depois dessa manhã muito movimentada, estávamos exaustas! Depois de tomar banho e nos deitar, fomos pensar no que faríamos da vida... Decidimos pedir um uber e ir até a torre Eiffel e vir voltando, vendo outras atrações a pé até voltar ao hotel. Eis que faço aqui uma sugestão: fiquem em um lugar próximo da área onde tem mais atrações mesmo que seja um pouco mais caro. Não foi o que fizemos. 😅 No carro, passamos na lateral do Louvre, não deu pra ver quase nada mas fiquei muito animada!!!!! Até porque a razão de eu ir a França era o museu. Mas a visita ficaria para o dia seguinte. Avistamos a torre de longe! E tenho que dizer que ela era surpreendente!!! Chegando lá fomos tirar várias fotos ao pé da torre e passeamos pelo Campo de Marte... não tínhamos a intenção de subir, portanto depois disso fomos ver outras atrações parisienses. Com o mapa em mãos, encontramos a mais famosa avenida de Paris: Champs Elyseé. Famosa por ser a via das mais famosas lojas do mundo! Mas para nós, o que importava era o que nos aguardava em umas de suas pontas: o Arco do Triunfo. Famoso monumento erguido por Napoleão. Chegando a outra ponta, nos deparamos com a Praça da Concórdia e os portões dos jardins das Tuilleries, que fica em frente ao Museu do Louvre. Passamos apenas na rua paralela. Fomos voltando a pé para o hotel e passamos também pela Praça Vendome, a praça mais luxuosa de Paris... nela se encontram várias lojas famosas e o Ritz: um dos hotéis mais conceituados e caros do mundo!



                                  Arco do Triunfo
      Já um pouco cansadas, voltamos caminhando por Paris, e entramos no restaurante perto da hospedagem a fim de comprar algo para jantar. Foi ai que de repente, percebi algumas meninas falando em português. Brasileiras em Paris!!! Encontramos um grupo de 3 amigas, onde 1 delas estava hospedada no mesmo local que nós! Foi uma festa só! Ficamos até bem tarde conversando sobre as viagens feitas até que o dono teve que nos avisar que ia fechar a parte do refeitório! 😅 Subimos e fomos organizar nossas coisas para o penúltimo dia na Europa.
      • Valores:
      - bilhete do trem: 9 euros
      - comida: 30 euros
      Total: 39 euros
      15° dia Paris 17/05
      Hoje tínhamos ganho uma nova companheira de viagem: uma das moças que estavam na mesma hospedagem que nós. Pegamos um uber e fomos a Igreja de Saint Sulpice.

            Fonte e uma das torres de Saint Sulpice 

                Linha dourada que leva ao gnomon
      Há uma grande curiosidade em relação a essa igreja...a Terra é dividida por linhas imaginárias que a dividem, uma dessas linhas chama- se meridiano. E seu ponto central se chama Meridiano de Greenwich. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que houve outro meridiano anterior: o de Paris. E este passava exatamente dentro da Saint Sulpice... e esse marco está assinalado com uma linha dourada no chão da igreja. Seguimos para lá e a primeira vista, a Igreja é impressionante pelo seu formato. Saint Sulpice tem duas torres ao invés de uma só. Quando entramos, percebemos que era bem maior do que imaginávamos. Alguns destaques da igreja: - suas torres - seu órgão gigantesco - a linha do meridiano - gnomon Fiquei tão encantada com o ambiente que o lugar me arrancou lágrimas... a atmosfera que Saint Sulpice tem é algo fora do comum! Não deixem de ir visita- la se passarem por Paris. Depois dessa incrível visita fomos passear por Paris... no meio do caminho, paramos para almoçar e foi então que provei algo que queria muito: macarron! Um doce típico. E é muito gostoso!!!
      Voltamos a caminhar para ir ao encontro da igreja de Notre Dame. Infelizmente, fomos na época em que houve um incêndio e a construção não poderia ser visitada. Paramos algumas ruas próximas e tiramos fotos com ela ao fundo. Foi realmente uma pena o acontecido.

                 Foto com a torre da Notre Dame
      Na rua da igreja, achamos uma das sorveterias mais famosas da cidade luz: Amorino. O sorvete vem enfeitado com macarrons!! E sem falar que é muito gostoso!

          Um dos melhores sorvetes que já provei
      Nos despedimos da nossa nova amiga, depois de tirarmos belíssimas fotos pelas ruas de Paris e nos dirigimos para a maior atração de todas: o Louvre. Há muito, esse museu me encanta... e não só pela famosa Monalisa. Eu estava muito animada!!! Tão animada e feliz pela possibilidade de entrar no Louvre que assim que entramos e nos deparamos com as pirâmides de vidro, comecei a chorar! Foi indescritível a sensação!


      Depois do choro, me tornei a alegria em pessoa
      Entramos na fila e entramos no museu. Conseguimos um mapa e tentamos nos orientar entre as diversas alas e salas que compõem o museu. Procuramos em primeiro lugar, pela grande galeria, que é onde se encontra a Monalisa. Fiquei impressionada ao ver o tamanho do quadro... é bem pequeno! Apesar de já saber desse fato, fiquei um pouco surpresa. A grande galeria guarda outras obras como: A Madona das Rochas, A Liberdade guiando o povo e A coroação de Napoleão... O Louvre é enorme, então nem pense que dá pra ver tudo! Após ver os quadros que queria ver, sentamos para descansar em banco dentro da sala que representava uma sala do rei Luiz XIV.


                         A Madona das Rochas  

                     A liberdade guiando o povo 
      Depois de um merecido descanso fomos procurar a galeria que mais queríamos ver: a egípcia. Qual grande foi a nossa decepção ao descobrir que naquele dia , a galeria egípcia estava fechada. 😢 Após passar a tarde inteira no Louvre (uma das melhores tardes da minha vida) voltamos a hospedagem para jantar e organizar todas as nossas coisas pois o dia seguinte seria o dia de nossa volta.
      *Valores
      - comida: 30 euros
      16° dia Paris 18/05
      Nosso último dia na Europa... acordamos por volta das 7. E fomos rapidinho comprar mais algumas lembrancinhas... nos despedimos das meninas, pedimos um uber e partimos para o aeroporto. Despachamos as malas, almoçamos e em pouco tempo depois pegamos o avião e algumas horas depois, estávamos em terras brasileiras. Cheguei ao país, sem acreditar na sorte que tive de realizar a viagem dos meus sonhos.
      Agradeço de coração a todos que leram o relato! Muito obrigada!

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       












    • Por MatheusRedfield
      Oi gente, não sei se pode esse tipo de postagem mas queria saber: Vocês já compraram algo no Civitatis? deu certo? Vi umas excursões baratas lá e fiquei meio desconfiado. Vocês recomendam?
    • Por Ricardo Bueno
      Fomos para Portugal explorar suas belezas e também sua tão famosa comida. Fomos atrás do bacalhau! Mmmm só de lembrar...
      Passamos por Lisboa, Sintra e Porto e registramos tudo em nosso canal no Youtube. Nos vídeos você vai encontrar dicas do que fazer, quais pontos turísticos visitar (com preço atualizado) e também onde comer (com preço atualizado). Esperamos que goste!
      Ahhh, e se tiver alguma dúvida ou precisar de mais dicas, fale conosco comentando nos vídeos (no Youtube) ou enviando direct em nosso Instagram: https://www.instagram.com/ossaboresdomundo/
      Aqui está o link para assistir no Youtube:
       


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