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pedro costa

[onde eu fui parar] Cusco, Machu picchu, Copacabana, La paz, San pedro de atacama e Arequipa

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Salve galera do Mochileiros... estava em dívida com esse relato... porém antes tarde do que nunca.

 

As fotos estão todas no onde eu fui parar http://wp.me/p2ZCVQ-aI

 

Fizemos um mochilão em julho de 2014 onde passamos por Cusco, Machu-picchu, Copacabana, La Paz, São Pedro do Atacama e Arequipa. A viagem toda foi feita de 9 a 28 de julho, o período de cusco foi de 9 a 12.

 

Cusco foi a primeira parada, e no total, ficamos três dias e meio entre cusco e Machu-picchu.

 

Fizemos um vôo estilo parador que saiu do Rio para são Paulo, depois de são Paulo para lima e finalmente de lima para cusco. Chegamos em cusco por volta das 16:00.

Em cusco ficamos no hostel Pirwa Colonial, onde pagamos 90 soles para o casal em quarto duplo com banheiro privativo.

 

Sobre o Pirwa só tenho elogios... é um hostel bastante simples, mas honesto... o custo benefício é excelente. A localização é muito boa e o staff bastante acolhedor.

O translado do aeroporto para o hostel nós fizemos de taxi, e acho que é a melhor opção mesmo... nem procuramos outra.

 

Eu ouvi muitas pessoas reclamando dos taxis no peru pois não há taxímetro... todas as corridas são negociadas... mas não vi problema quanto a isso... até achei bom, pois assim você não corre o risco do taxista ficar dando voltas sem necessidade...

 

Quando fizemos as reservas no pirwa o próprio hostel informou que o taxi era aproximadamente 25 soles. Assim que desembarcamos nos ofereceram um taxi por 25... aceitamos e fomos para o hostel.

 

Para chegar em cusco já com os SOLES em mãos nós sacamos dinheiro em caixa eletrônico no aeroporto de Lima. Depois trocamos dólares por Soles no centro de cusco, tem muita gente oferecendo câmbio com bons preços.

 

Assim que fizemos o check-in deixamos as mochilas no quarto e fomos dar uma volta pela cidade para as primeiras impressões.

Passeamos um pouco pelo centro de cusco, plaza de armas, catedral de cusco, plaza san Francisco e arredores... Aproveitamos para jantar

 

Na volta para o hostel começamos a entender um pouco os problemas da altitude... cusco está a 3400 metros de altitude e uma caminhada com subidas e escadas fica bem diferente do habitual.

 

De volta ao Pirwa, fizemos as reservas dos passeios em cusco.

Eles possuem uma agência com todos os passeios... e acho que todos os hostels também possuem... pois na verdade não são eles que fazem os passeios...

Durante o dia o centro fica lotado de ônibus saindo para diversos passeios... e as agências todas fazem reservas de lugares nesses ônibus... difícil encontrar uma agência que realmente faça os passeios por conta própria.

Os passeios que agendamos foram: Sítios Arqueológicos, Vale Sagrado, Maras e Moray.

 

O primeiro passeio foi o dos Sítios Arqueológicos.

 

Antes do passeio fizemos uma caminhada para ver alguns lugares que não estavam inclusos nesses passeios. A principal delas a Pedra dos 12 cantos.

 

A primeira parada do passeio é em Ccoricancha, ou templo do sol. É um dos templos dos incas.

Para quem assistir “1000 lugares para conhecer antes de morrer” nesse lugar eles iniciam umas das principais festividades em homenagem aos incas (Vale muito assistir a esse episódio).

 

O templo do sol é construído todo com pedras polidas e perfeitamente encaixadas... assim como a maioria das construções incas.

A principal história desse lugar é que os espanhóis construíram bastante coisa sobre o que era a construção inca. Em um terremoto em cusco toda a parte espanhola desabou, enquanto as pedras colocadas pelos incas não saíram do lugar.

 

A segunda parada é em Sacsahuaman, uma fortaleza inca que fica a dois quilômetros de cusco. Ela fica bem no alto, onde se tem uma vista privilegiada da cidade de cusco.

Voltando ao “1000 lugares para conhecer antes de morrer”, nessa fortaleza eles finalizam as festividades com o sacrifício de uma lhama, como forma de oferenda aos deuses.

A construção é sensacional, o tamanho das pedras empilhadas é absurdo, mesmo o passeio levando muita gente ao mesmo tempo o lugar transmite uma sensação de isolamento... um clima muito bom!

 

Terceira parada do passeio, Qenqo.

Esse é um dos lugares sagrados dos incas, onde eram feitos sacrifícios.

Segundo o nosso guia, eles ofereciam crianças aos deuses, e eram crianças nobres que eram sacrificadas.

Em Qenqo tem uma pequena caverna que possui uma mesa de pedra onde supostamente eram realizados os sacrifícios, e essa pedra era usada porque era muito fria. E realmente a pedra é absurdamente gelada.

 

Próxima parada PukaPukara.

É um forte, e também local de hospedagem dos incas. Quando os incas viajavam de cusco para Tambomachay eles paravam para dormir em PukaPukara. É uma das vistas mais bonitas do passeio... Muitas montanhas em volva e ao longe dá para ver as montanhas brancas de gelo da cordilheira... na verdade a cordilheira acompanha toda a viagem pelo peru, e sempre que é possível vê-la ela se torna um diferencial no lugar.

 

Última parada, agora já a 5 km longe de cusco, Tambomachay.

É um dos lugares sagrados onde eram feitos cultos à água. O lugar possui alguns aquedutos construídos pelos incas e que até hoje continuam escoando água das montanhas.

Em Tambomachay, já no fim do dia, é preciso uma caminhada para chegar... e já cansados, com frio e com a altitude já bem maior que a de cusco, a tarefa não fica das mais fáceis.

Depois de um dia todo de passeio fizemos uma parada para o lanche no Mamute (o Burger king peruano rsrsrs).

 

img_0270.jpg

 

e continua....

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Continuando...

 

O segundo dia em Cusco começou com o passeio para o Vale Sagrado. Esse passeio do vale sagrado normalmente é feito de duas formas diferentes.

 

Em uma primeira opção você vai e volta para cusco com o tour.

 

A segunda opção é você abandonar o tour no meio do caminho para seguir viagem para aguas calientes e Machu picchu. E essa segunda opção foi a que nós fizemos.

 

Para fazer isso nós fizemos o check-out no hostel logo cedo e deixamos nossas mochilas guardadas em uma sala cheia de outras bagagens. Eles já estão acostumados com isso, mas é uma parte de deixa a gente meio tenso.

 

Não vale a pena ir com muita coisa para Machu picchu, até porque ainda íamos fazer o passeio do vale sagrado, e carregando muito peso não é jogo...

 

Separamos algumas roupas para um dia apenas e largamos as mochilas no hostel.

 

O passeio do vale sagrado faz uma primeira parada em urubamba, em um ponto que é praticamente um cartão postal... que já faz parte do vale sagrado.

 

Próxima parada do passeio, Pisac.

 

Pisac é uma das cidades mais importantes para os incas, o local é dividido em três pequenos “bairros” e tem uma vista sensacional para uma imensa escadaria, que era a forma de cultivo típica dos incas. Em Pisac também é possível conhecer uma espécie de cemitério inca...

 

Os incas eram enterrados em posição fetal em pequenos buracos no morro.

 

Depois de Pisac, e muito tempo de estrada, o passeio faz uma parada para o almoço. Alguns passeios já são comprados com o almoço incluso, e cada agência reserva o almoço em um restaurante diferente... alguns mais caros outros mais baratos. Nós não compramos com o almoço incluso, dai o ônibus nos levou para um bem simples... mas de preço bem barato. A comida é boa... macarrão, arroz, carne de lhama e alpaca, vários legumes e uma mesa com alguns doces.

 

Depois do almoço, voltamos para a estrada.

O passeio segue até ollantaytambo. Em Ollantaytambo visitamos o templo do sol, um lugar muito rico em informações sobre a cultura inca e sua forma de vida... o lugar tem também alguns mistérios sobre algumas pedras gigantes colocadas no alto da montanha... entre outras.

 

Ao final do passeio em Ollanta com o guia foi a hora de abandonar o resto do grupo.

 

Ficamos no centro de Ollanta já no fim da tarde, de lá fomos a pé até a estação de trem para esperar nosso trem para aguas calientes.

 

De tudo o que fizemos na américa do sul esse trecho do passeio foi o mais caro. A passagem de Ollanta para aguas calientes pode ser comprada no site da peru rail http://www.perurail.com .

 

Existem alguns tipos de trens, dos mais simples aos mais luxuosos... nós fomos no Expedition (o mais simples rsrs) e as passagens foram 56 dólares a ida e 72 dólares a volta, por pessoa.

 

Pegamos o trem das 19:00 e fomos para águas calientes.

 

Ficamos hospedados no hotel Adelas, que nos surpreendeu bastante.

 

Sem combinar nada conosco uma mulher do hotel ficou com uma placa com o meu nome no desembarque da estação e de lá nos acompanhou até o hotel.

 

O detalhe é que atravessamos os trilhos do trem e já chegamos no hotel... a entrada é exatamente onde o trem para.

 

Pagamos 55 dólares a diária para o quarto de casal com banheiro no quarto. Para o que estamos acostumados de hospedagem o hotel era maravilhoso!!!

 

 

Saímos para dar uma volta por águas calientes... o que é realmente rápido, pois é muito pequeno o vilarejo... e paramos para comer.

 

Outra coisa que fizemos, e que recomendo, é já comprar o bilhete do ônibus que vai até a entrada de Machu picchu, pois pela manhã fica um tumulto danado...

 

Os bilhetes custam 19 dólares por pessoa, inclui ida e volta.

 

Voltamos para o hotel, dormimos, e as 5 da manhã já estávamos fazendo o check-out.

 

Mesmo saindo bem cedo e estando quase do lado de onde os ônibus saem, já pegamos uma grande fila... depois de alguns ônibus, conseguimos embarcar.

 

A subida é rápida... coisa de 30 minutos... mas são 30 minutos de muita subida...

 

Ao chegar na entrada do parque nós desembarcamos e fomos para a fila de entrada.

 

Algumas dicas:

 

Levar bastante água e algumas coisas para comer... não vende nada lá dentro, só na entrada.

 

Vá ao banheiro antes de entrar... não tem banheiros lá dentro, só na entrada.

 

Compre o bilhete antes.

 

Os bilhetes são vendidos no site http://www.machupicchu.gob.pe/ e custam uns 125 reais por pessoa. Esse ingresso é só para Machu picchu, se você for subir huaynapicchu o bilhete fica em torno de 150 reais.

 

Nós escolhemos não subir...

 

Depois de entrar em Machu picchu exploramos o máximo que aguentamos... caminhamos por todas as ruínas e buracos que encontramos... na chegada conseguimos ver o nascer do sol entre as montanhas... vale muito essa vista.

 

A única coisa ruim é que é muita gente lá ao mesmo tempo... em alguns lugares mais famosos é preciso entrar em fila para tirar foto. Mas nada estraga a visita.

 

Em alguns lugares que você consegue ficar mais sozinho, e com um pouco mais de silêncio, é muito legal ficar sentado olhando as montanhas e vendo o quanto aquele lugar é fo$%&*.

 

Depois de muitas horas lá dentro voltamos para a entrada... carimbamos os passaportes e embarcamos no ônibus de volta para aguas calientes...

 

De volta a águas calientes paramos para comer e fomos esperar o trem. Duas horas e meia de trem e chegamos já a noite em Ollanta.

 

O próximo desafio do dia era volta para cusco... logo na saída da estação várias pessoas oferecendo transporte para cusco... escolhemos um e entramos na van.

 

É bom não escolher muito não... nós demoramos para pegar uma van e daí não conseguiam mais passageiros para a nossa van... o que fez demorar muito para sair.

 

Depois de umas 4 ou 5 horas de tensão em uma estrada muito doida e um motorista doido como a estrada... chegamos com vida em cusco.

 

Já havíamos reservado a noite de volta para o mesmo hostel... então fomos direto para o pirwa, pegamos as mochilas de volta. Tudo ok com as mochilas!

 

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Última etapa da viagem a cusco!!!

 

O passeio de Maras e Moray, fizemos esse passeio no dia da final da copa... Alemanha x Argentina.

Esperamos o pessoal do tour buscar a gente na recepção do hostel por perto das 9 da manhã, de lá fomos até a primeira parada em Urubamba.

Em Urubamba o passeio faz uma parada como forma de fomentar o comercio local... eles levam os turistas em umas casas onde Cholas fazem roupas de lã... elas fazem uma apresentação mostrando como fazem para colorir a lã com folhas e plantas naturais.

 

Depois da demonstração você pode comprar as coisas que elas mesmo fazem... fui com disposição para comprar algumas coisas de presente... até comprei... mas com um pouco de pé atrás porque as coisas tinham etiquetas. ?!?! E o cachecol que comprei eu achei para vender um igual e com a mesma etiqueta no mercadão do centro de cusco... mas... tá valendo...

 

Seguindo com o passeio... Moray

 

Depois de muito tempo de estrada e de muita serra chegamos em Moray.

Moray é uma espécie de laboratório Inca... dizem que eles testavam plantar diferentes coisas em alturas diferentes com o objetivo de avaliar qual funciona melhor em cada altura... no fundo dessas escavações existe também um sistema de drenagem, que mesmo hoje, quando chove em moray esses poços criados pelos Incas conseguem escoar toda a água sem alagar o lugar.

No passeio, o guia desce até o ponto mais baixo e faz com os turistas um momento de meditação... foram alguns minutos sentados lá como uma espécie de ritual para absorver um pouco da energia de Moray.

O lugar é realmente especial!

 

De volta pro busão... e mais uma longa estrada.

Só que agora as serras só cabem um carro... ou vai... ou volta... quando dois carros se encontram no caminho para Maras um dos dois precisa voltar de ré até encontrar um espaço que caiba dois carros... o problema é um ônibus lotado de gente andando de ré na beira de um precipício... um pedaço de estrada bastante tenso... Passado o susto... chegamos em Maras Em maras a atração é a salineira.

É sensacional a vista do alto de serra, por onde se chega a Maras.

 

A salineira é ativa e tem um funcionamento muito legal.

O responsável pela comunidade organiza a distribuição dos poços de sal e cada família da região de maras tem direito a um poço de sal. E passa a ser um rendimento a mais para cada família.

A extração de sal é bastante simples. Uma água salgada escorre da montanha desde sempre... eles acreditam que a milhões de anos o mar ocupava aquela região, e por isso aquela água salgada escorre ainda da montanha.

Eles fazem pequenos caminhos na terra para que a água chegue aos poços. Depois que o poço enche eles fecham a entrada. O poço fica cheio por dias até que a água evapore... restando apenas o sal no poço. O sal é recolhido e vendido em vários lugares pelo Peru.

A entrada da salineira tem uma feirinha onde é possível comprar além de artesanatos o sal produzido em Maras.

 

Após a visita pegamos a estrada rumo a Cusco.

No caminho ainda tentamos ouvir pelo rádio a final da copa de 2014.

Infelizmente sem sucesso... não pegava nada na estrada... chegamos a Cusco e corremos para um restaurante para tentar ver o resto do jogo e ainda conseguimos ver o segundo tempo e a prorrogação... final feliz para nós... não deu Argentina.

Após o jogo os alemães que estavam em Cusco alugaram um ônibus e fizeram uma carreata pela cidade.

 

Todas as fotos estão no https://ondeeufuiparar.wordpress.com/2015/05/30/maras-e-moray/

 

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