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Olá,

Abaixo segue meu relato sobre minha viagem para Itacaré. Maiores detalhes e fotos sobre essa e outras viagens, você encontra no meu blog http://www.seguindoviagem.com/

 

1° Dia – Fui para Salvador num voo promocional da Gol. Cheguei em Salvador de madrugada, esperei amanhecer e às 5h comecei a procurar táxi para ir até o local do Ferry-boat. Tinha um casal indo pra lá e dividimos o táxi. Compramos passagem para às 6h e às 07h chegamos em Bom Despacho. O primeiro ônibus para Itacaré sairia às 8h, depois só às 11h. Cheguei em Itacaré às 14h. A rodoviária é bem pertinho, uns 5 minutos da Rua Pituba. Deixei as coisas no Hostel e fui almoçar no restaurante Manga Rosa. Pedi um filé de peixe ao molho de camarão delicioso. Depois do almoço fui conhecer as praias urbanas. Caminhei por dentro das praias, começando pela praia do Resende, passando pela Tiririca, Praia da Costa e por último chegando na Ribeira. O visual é muito bonito e já estava me preparando para o que viria nos próximos dias. Depois fui até a praia da Concha e aluguei uma prancha de SUP por 30 reais a hora. Remei até o farol e depois em direção à Praia do Pontal. Estava ventando forte, foi difícil pra voltar. Estava escurecendo e o instrutor de SUP foi me resgatar porque eu estava muito longe. De repente ele começou a apontar dizendo que tinha tubarão. No começo achei que era brincadeira dele, mas depois que vi ele mudando a direção da prancha para o outro lado comecei a ficar preocupada. Comecei a remar a favor do vento e da correnteza para sair do mar o mais rápido possível e consegui sair na praia do pontal. Um susto já no primeiro dia de Itacaré. Já na areia ele me mostrou o tubarão e eu vi mesmo uma barbatana. O pessoal disse que é comum ter tubarões ali por ser encontro de rio com o mar, mas que eles não atacam por estarem alimentados. Ainda bem. Depois do susto fui jantar e dormir. Comi um kebab muito gostoso ali na Pituba.

 

2° Dia – Prainha

Fechei um passeio até a Prainha numa loja de surf que ia levar um pessoal pra surfar. Custou 30 reais. Como eu estava sozinha e não conhecia a trilha, optei por contratar esse passeio. Saímos às 9h e voltamos às 15h. A trilha começa na Praia da Ribeira e dura uns 40 minutos. No meio do caminho

tem dois pontos de venda de água de coco, uma ótima pedida para descansar e se refrescar um pouco. A Prainha é lindíssima, cheia de coqueiros, uma delícia. Na volta almocei no restaurante Água na Boca, um dos melhores pratos da viagem, carne de sol com banana da terra. Estava maravilhoso e por apenas R$ 16,90. Descansei um pouco no hostel e depois caminhei pela Pituba, olhei as lojinhas e reservei o passeio das 4 praias para o dia seguinte. Fechei o passeio na agência Guia Nativos, custou R$ 40,00.

 

3° Dia – Trilha das 4 praias

O passeio das 4 praias começou às 8h, com o guia me buscando no hostel. Seguimos de van até até o ponto onde iniciamos a trilha para a primeira praia, Engenhoca.

A trilha dura 20 minutos e segue ao lado de um rio que vai nos acompanhando até a praia, onde desemboca, deixando a praia com um visual ainda mais bonito.

Ficamos 1 hora nessa praia e foi tempo suficiente para tomar banho, apreciar a vista e ainda comer uma tapioca deliciosa na barraquinha.

Essa praia é muito procurada por surfistas e várias escolinhas de surf dão aulas lá.

Continuamos a trilha até a próxima parada, Havaizinho. A trilha chega pelo alto e a vista que temos logo de cara é perfeita. Ficamos um tempo curtindo o visual dos mirantes e depois descemos até a praia para mais um mergulho.

Depois de Havaizinho, seguimos até Camboinhas, uma linda praia cercada de coqueiros.

 

A última praia do passeio é Itacarezinho. Chegamos pelo alto também e a vista foi sensacional.

Essa é a única praia em que é possível chegar de carro sem precisar fazer trilha, o estacionamento é ao lado da praia, por isso costuma ser mais cheia. Além disso possui maior infraestrutura, com um restaurante muito bonito na beira da praia. A consumação mínima do restaurante é R$50,00 e dá direito ao uso das mesas e cadeiras e demais instalações do restaurante.

Em Itacarezinho fizemos uma parada com tempo maior para almoçar e passar a tarde. No cantinho da praia tem uma cachoeirinha deliciosa, ótima para tirar o sal depois do mergulho.

Caminhando por uma ladeira ao lado do restaurante , chega-se num mirante com um bela vista de toda a praia de Itacarezinho.

 

Depois da trilha das 4 praias seguimos para a Cachoeira do Tijuípe. O banho nessa cachoeira é uma delícia, a temperatura da água é perfeita.

 

Depois da cachoeira visitamos uma fábrica de cacau e voltamos para Itacaré. Jantei um escondidinho de carne de sol no restaurante Panela de Barro. Reservei o rafting com a agência Rafting e Cia, custou R$ 90,00.

 

4° Dia – Rafting

A van para o rafting me pegou no hostel às 9h e seguimos para Tamboquinhas.Chegando na sede da empresa Ativa recebemos um briefing sobre os procedimentos básicos, como manusear o remo e o que fazer em caso de cair na água. Guardamos nossas coisas nos lockers, nos equipamos com colete e capacete e seguimos até o local do rafting.

 

Inicialmente testamos os equipamentos, aprendemos a flutuar deixando a correnteza nos levar e a atender aos comandos do instrutor de remar frente, só esquerda, só direita. São orientações simples e aprendemos rapidamente. Em seguida iniciamos o rafting, descendo as corredeiras do Rio das Contas. Foi muito divertido e emocionante. Vale a pena.

 

No meio do percurso do rafting, paramos para saltar dessa pedra de 8 metros de altura. Uma delícia pular da pedra e cair nesse rio. A temperatura estava ótima, perfeita para nadar. Gostei tanto que pulei 3 vezes.

 

Durante todo o percurso, um fotógrafo fica tirando fotos do grupo e quem quiser pode comprar o CD com todas as fotos por R$30,00.

 

No final do passeio, voltamos para a base da Ativa. Trocamos de roupa e seguimos para o almoço na Fazenda de Cacau (opcional). Eu não quis almoçar na Fazenda porque queria almoçar o Camarão no coco da Barraca Ariramba que haviam me recomendado. Então fiquei passeando pela Fazenda e descobri uma linda represa com vários caiaques e fiquei remando tranquilamente até a hora de ir embora. Foi perfeito.

Voltamos para Itacaré e fui para a praia da Concha almoçar o Camarão no coco da Barraca Ariramba. Estava simplesmente divino. O arroz de manga e a farofa de banana foram o complemento perfeito.

Depois do almoço caminhei pela praia do Resende e Tiririca e depois fui assistir ao pôr do sol no mirante Ponta do Xaréu.

 

 

6° Dia - Jeribucaçu

Fui para Jeribucaçu por conta própria, porque nesse dia eu iria voltar pra Salvador às 16:30h e queria sair bem cedo e voltar cedo.

Fui para rodoviária e peguei o ônibus que vai para Ilhéus. Desci no Km 6 e de lá peguei um moto táxi até o início da trilha para a praia de Jeribucaçu.

Fiz a trilha em 15 minutos, porque é descida. A volta leva uns 30 minutos porque é subida. O caminho é lindo e a chegada na praia é estonteante.

Foi ótimo chegar bem cedo, a praia estava deserta, nem os vendedores de coco tinham chegado ainda. A beleza dessa praia é única, os coqueiros e o rio compondo um cenário perfeito.

Fiquei um tempo curtindo a praia só pra mim e depois fui caminhar pela trilha que vai até a praia da Arruda, um local com formação de piscininhas naturais.

O caminho é lindo, com muitos coqueiros e um visual maravilhoso. O percurso leva menos de 10 minutos.

Depois voltei para Jeribucaçu e combinei com um guia que estava lá com um grupo de irmos até a Cachoeira da Usina. Ele cobrou 15 reais por pessoa. A trilha começa por dentro do mangue e depois continua pela mata. Depois de 40 minutos caminhando, chegamos na Cachoeira da Usina. A cachoeira é linda e a água é deliciosa, a temperatura é muito perfeita.

Para voltar, é possível retornar pelo mesmo caminho até Jeribucaçu ou caminhar cerca de 10 minutos até a estrada que vai para Itacaré. Optei por pegar o ônibus nessa estrada, esperei ao lado da ponte que fica sobre o rio. Nesse caso o ideal é combinar um horário para algum taxista te buscar na estrada pois os ônibus são escassos.

Voltei para Itacaré e almocei um bobó de camarão no restaurante Tia Deth, perto da Associação de Pescadores. Arrumei as coisas e fui pra rodoviária pegar o ônibus para Salvador e fazer o caminho inverso. Saí às 16:30h de Itacaré e cheguei em Bom Despacho quase 22h. Peguei o ferry boat até Salvador e depois um táxi até o aeroporto. Voltei para o Rio de Janeiro no voo da Gol.

 

Quem quiser ver fotos e mais dicas sobre Itacaré é só acessar meu blog: http://www.destinosnabagagem.blogspot.com

 

Leia meus outros relatos:

 

patagonia-argentina-e-chilena-ushuaia-punta-arenas-puerto-natales-torres-del-paine-el-calafate-el-chalten-outubro-2014-t110793.html

 

itacare-6-dias-t110887.html

 

10-dias-em-playa-del-carmem-tulum-akumal-cozumel-cancun-isla-mujeres-e-chichen-itza-t97443.html

 

12-dias-na-bolivia-la-paz-copacabana-ilha-do-sol-uyuni-e-santa-cruz-de-la-sierra-t97458.html

 

san-andres-e-providencia-11-dias-no-paraiso-t112488.html

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Olá,

Ainda estou lendo o relato, mas desde já aproveito para dar os parabéns e fazer uma pergunta:

Você disse que o onibus de Bom Despacho até Itacaré saia as 8h e depois só as 11h.

Existiam outros horários de saídas?

Obrigada,

Cléo

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    • Por rafael.gomes.3975
      Ola a todos.
      Estarei na Bahia entre os dias 12 e 25 de outubro, e viajarei entre Salvador e Itacaré, passando por Morro de São Paulo e Maraú. Gostaria de saber se alguém conhece algum grupo de canoagem ou caiaque nestas cidades. Se souberem, teriam como me enviar contatos.
      Obrigado.
    • Por gmussiluz
      Bom, já estava há um tempo querendo fazer uma trip desse tipo. Meu primeiro plano era fazer no litoral norte de Salvador, que foi reforçado mais ainda quando vi aqui no Mochileiros o relato do Jorge Soto, de Arembepe a Mangue Seco a pé (http://www.mochileiros.com/de-arembepe-a-mangue-seco-se-a-pe-t11941.html).
      O objetivo primário era de fazer uma trip de praia, em local que ainda não conhecia (ou não conhecia direito), a pé e com baixo custo. Mas pra quem nunca fez uma travessia longa de vários dias, é se aventurar demais querer fazer com equipamento, sem conhecimento do local e "às pressas", sendo melhor então fazer um trecho mais curto para conhecimento dos limites, analisar pontos a melhorar em questão de equipamento, organização e etc. Então, analisando o longo litoral da Bahia (maior do Brasil, diga-se de passagem), resolvi com minha então namorada fazer o trecho de Itacaré a Barra Grande, que é mais curto e daria pra fazer no tempo que tínhamos disponível. Pelo Google Maps/Earth, dá aproximadamente 46Km, mas lá ouvimos dizer de até 60Km.
       

      ORGANIZAÇÃO
      Moro em Salvador e estava de férias. Após 1 semana em Ilhéus na casa de parentes, partiríamos para Itacaré e seguiríamos viagem. Importante ressaltar que essa semana em Ilhéus foi determinante para redução do trecho percorrido, já que estávamos com roupas e itens para mais tempo na mochila, e não apenas o essencial para o percurso da trip. Entretanto, foi ponto importante para analisar que, em uma distância maior, onde teríamos mais coisas e consequentemente poderíamos estar com peso igual, deveríamos estar mais preparados, bem como se tivéssemos ido apenas para fazer a trip, estaríamos com menos peso e provavelmente teríamos completado o objetivo sem problema. Ambos estávamos com cargueiras de 40L: eu com aproximadamente 12Kg e ela com aproximadamente 8Kg. O tempo pretendido era de 2 dias de viagem, pernoitando na praia. Importante que, para caminhada em praia, tem que ter conhecimento da maré, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Saindo de Ilhéus, pegamos um ônibus para Itacaré logo de manhã cedo, ele passa de hora em hora e para em pontos ao longo da estrada, demorando aproximadamente 1h50 pra chegar em Itacaré. (Se conseguir uma carona, ótimo, já que de carro até lá leva cerca de 50min.)
      Ao chegar em Itacaré, já havia falado previamente com um amigo que mora lá para contatar um barqueiro para a travessia do Rio de Contas, que é o que separa Itacaré da Península de Maraú, onde fica situada Barra Grande. Encontrei meu amigo rapidamente só para confirmar o barqueiro, depois fizemos compras de água e alimentos num mercadinho e seguimos para a Praia da Concha, onde o barqueiro, com um daqueles barcos de alumínio a motor, já estava nos esperando (haviam outros barqueiros na praia, que ficam lá para fazer passeios turísticos rio acima e que com certeza fariam a travessia também, mas como eu ainda não sabia, preferi esse contato com o meu amigo). A travessia é bem rápida, são aproximadamente 100m e em menos de 5min se chega ao outro lado. Descemos, fizemos um rápido preparo, e demos início à caminhada às 10h40. (ao descer do barco, o barqueiro perguntou para onde iríamos daquele jeito. Quando falamos “Barra Grande”, ele arregalou os olhos e deu um sorriso, como quem diz “pirou” hahaha. Dessas coisas que quem viaja com mochila nas costas já está acostumado).
      Nesse ponto, ainda se vê pessoas por ali. Vez ou outra, algumas pessoas atravessam para surfar do outro lado do rio (Itacaré é um dos locais mais conhecidos do Brasil para a prática de surf) ou para ficar numa praia menos frequentada, já que do outro lado não tem povoamento nem acesso fácil e em 10min. de caminhada já não se vê ninguém.
       


      Com 1h20 de caminhada, paramos em frente a Piracanga, onde fizemos uma parada de 20min. para hidratar e comemos barra de cereal. Piracanga é uma “ecovila e centro holístico de cursos e terapias” que oferece cursos e retiros, basicamente um lugar pra “ficar de boa” e foi onde vimos apenas um casal na areia, que nos cumprimentou quando reiniciamos a caminhada. Ainda na frente de Piracanga, tem um pequeno rio, que passamos sem problema com a água não chegando nem na cintura. Não conheço o rio, mas a maré estava bem seca e possivelmente na maré cheia e dependendo da estação, pode ser que tenha que segurar a mochila acima da cabeça para atravessar.
      Desse ponto em diante, não há muita novidade: areia, coqueiral e água salgada, sem NENHUMA pessoa durante o percurso, nem sinal (apesar de o visual ser sempre “mais do mesmo”, é algo que não consigo descrever, porque ficamos deslumbrados o tempo todo, a cada passo ficávamos olhando para o que vinha à frente sempre achando cada vez mais bonito e paradisíaco). Mais 1h50, atravessamos mais um pequeno rio que também não tinha profundidade para se preocupar em molhar as mochilas, mas deixo aqui a mesma observação de antes: é bom atentar para a maré e estação do ano que, se for chuvosa, pode resultar num nível maior do rio. Logo após esse rio, fizemos mais uma parada para beber água e comer algo. Nesse local também não víamos nenhum sinal de habitação, mas um pouco acima da restinga parecia ter um rastro de quadriciclo, transporte bem comum naquela área. Dessa vez ficamos um pouco mais(30min.), porque ela já estava sentindo bastante dor no joelho e cansaço.

      Recomeçamos e percebemos que a maré já estava mais cheia. Além disso, nesse trecho a areia era mais fofa e a inclinação da praia era maior, e além de andar com os pés meio tortos, acaba havendo uma sobrecarga no joelho (nesse caso, o direito) e a gente vai ficando meio “descompensado” =S. A partir daí, as reclamações do joelho e cansaço foram aumentando e já comecei a procurar um local para pararmos e armar acampamento, quando, com aproximadamente 40min. de caminhada, paramos.
      Dei uma olhada no perímetro, tinha uma casa relativamente simples a uns 200m sem sinal de gente nela, além de um tipo de estradinha de areia em direção ao continente a uns 50m de onde estávamos e, claro, coqueiros por toda parte. Achei dois coqueiros baixos e consegui tirar mais de 10 cocos, aproveitando para reabastecer as garrafas que estavam vazias (aproximadamente 3L de água de coco!). Após isso, montamos a barraca, organizamos as coisas e tomamos banho (de mar hahahaha). Depois, foi só jantar (2 latas de atum com acompanhamento de bananas, puro luxo) e praticamente desmaiamos perto das 18h, contemplando um céu absurdamente estrelado, sem sinal de nuvens nem no horizonte.

      Como o quarto da barraca é quase totalmente telada (Azteq Nepal) e o céu estava muito limpo sem sinal nenhum de nuvens vindo, deixei a barraca sem o sobre-teto -mesmo sabendo, tendo experiência de chuva surpresa e claro, já tendo lido muita coisa- o que nos fez acordar com um belo banho de chuva às 22h. A chuva veio sem aviso, forte e pesada! Acordamos naquela agonia para pegar lanterna, abrir o sobre-teto que estava totalmente dobrado dentro da barraca e conseguir achar os pontos certos para fixar – tarefa de nível ultra hard. Provavelmente está pensando: “Mas já não sabe do risco de uma chuva surpresa?”, “Sobre-teto sempre!”, e etc., mas o céu estava tentador demais e serviu de experiência hahahaha. Nunca mais armo sem sobre-teto. Resultado: algumas coisas molhadas, outras encharcadas, frio e aprendizado! Afinal, temos que aprender com os erros (ou negligências) também. Depois de “rearrumar” tudo e secar um pouco algumas coisas, voltamos a dormir.
       
      2º DIA
      Acordamos às 5h. Assistimos o Sol nascer, café da manhã, arrumação, passar pano na barraca, curtir a praia um pouco e enquanto isso dando um tempo pro Sol subir mais e poder secar mais as coisas. Nesse tempo, passou um pescador empurrando a bicicleta e perguntei a ele se sabia quantos km faltavam para Barra Grande, que ele me respondeu “não sei direito não, mas está longe!” (depois descobrimos que, nesse ponto, estávamos mais ou menos próximos de Maraú. Provavelmente ele veio de lá).

      Reiniciamos às 9h e caminhamos por 3h30 até ela sentir o joelho e pararmos. Onde estávamos, não havia condições de parar, não tinha nada, então sugeri andarmos mais um pouco até onde tivesse alguma coisa. Estávamos nos aproximando de Algodões, e quanto mais perto, mais víamos casas de praia enormes e já com a “cara da riqueza” e$tampada nas fachadas, além de começarmos a ver algumas pessoas: algumas vezes caseiros, outras vezes pessoas trabalhando, e também pessoas passeando de quadriciclo na areia. Perguntamos a alguns trabalhadores quantos km faltavam até Barra Grande e ele sem muita certeza nos disse “uns 30” e foi quando “nós” (ela hahaha) decidimos parar. Desistimos e fomos perguntar a umas pessoas num bar onde poderíamos pegar ônibus para Barra Grande, e fomos informados que passaria um em 20min., logo ali perto. Fomos caminhando num Sol escaldante e, quando perguntamos a um cara de bicicleta o local do ponto de ônibus, ele disse que era ali, que o ônibus já tinha passado, mas que “sempre passa carro e logo vocês arranjam carona”. Fomos para o ponto e esperamos. Após 3 carros cheios, em menos de 10min. passou um cara sozinho num L200 e parou pra nos dar carona até Barra Grande, marcando o fim da nossa trip.

       
      O QUE APRENDEMOS NESSA VIAGEM?
      -É muito ruim fazer uma trip dessa com mala de 1 semana anterior em algum lugar. Se for pra fazer a trip, que seja uma viagem exclusiva pra ela, pra não ter que carregar coisas desnecessárias.
      -Vimos que ainda existe muitos lugares vazios e paradisíacos só esperando pela oportunidade e visita de quem estiver disposto.
      -Sobre-teto sempre! Mesmo no céu estrelado (hahaha).
      -É muito importante se concentrar no seu corpo e em seus limites, se respeitar, respeitar seu próprio tempo e o do outro, caso vá acompanhado.
      -Os nossos limites podem ser bem menores ou maiores do que imaginamos.
      -Independente do cansaço é bom olhar tudo mais de uma vez, pra não esquecer.
       
      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Quechua Forclaz 50L
      -Azteq Nepal 2
       
      ATUALIZAÇÃO:
      Em dezembro de 2018 fiz uma travessia de Itacaré a Moreré, trecho que contempla o citado neste relato, segue link:
      Travessia Itacaré - Moreré (BA), a pé
    • Por Grace Alves
      Oi gente, fiz um post pedindo sugestão de destino, para as minhas férias de 03/06 a 18/06.  Mas agora decidi fazer esses15 dias pela Bahia, sendo 5 dias na Chapada Diamantina e os demais entre Salvador/Itacaré e outras praias. Escolhi ter como base Itacaré e de la conhecer Camamu, Taipu de Fora, Maraú e Morro de São Paulo. Já fechei quase tudo e acredito que por ser minha primeira vez de mochilão e sozinha, estou me saindo bem.rs
      Será que tem alguém aqui que vai estar nessa época, em um desses lugares que vou passar?
      Vai que aparece alguém...
       
    • Por lavine
      Olá!
      Alguém que tenha ido em 2018 ou agora em janeiro (2019), poderia indicar alguma hospedagem? De preferência que tenha um bom custo-benefício.
      Grata.
    • Por gmussiluz
      Fala pessoal, trazendo mais um relato pelo litoral baiano, dessa vez um pouco mais ao sul. O trecho que fiz saindo de Itacaré em direção a Barra Grande me motivou a fazer outro logo! hehehe (http://www.mochileiros.com/itacare-algodoes-a-pe-t141705.html)
      Idealizei essa travessia desde o carnaval, para realizar em abril, coincidindo com as férias, e fazendo um planejamento simples, por se tratar de um trecho curto. Serra Grande fica situada entre Ilhéus e Itacaré, e é uma pequena cidade que tem se desenvolvido mais atualmente, com surgimento de empreendimentos e inciativas com uma abordagem mais ecológica. Assim como toda a região, tem muitas opções de aventura, atividades ao ar livre e em contato com a natureza, oferecendo paisagens paradisíacas de rios, cachoeiras, costões rochosos e praias desertas.
       
      PLANEJAMENTO

      Idealizei fazer esse trecho saindo do pé da serra e contornando o costão rochoso pra então seguir pela areia até a praia da Engenhoca ou Jeribucaçu, isso tudo me baseando em muita pesquisa, vendo alguns vídeos do local no YouTube, imagens de satélite no Google Maps e fotos que procurava pela internet. Morei em Ilhéus minha vida quase toda e frequentava muito Itacaré, sempre de passagem por Serra Grande, mas nunca atento aos detalhes que eu precisava saber pra fazer esse trecho, principalmente do costão, (grau de declividade, distância "caminhável" entre a encosta e a água durante a maré seca, regularidade do solo nas rochas, entre outros) e, por esse motivo, o contorno do costão foi na completa aventura, já que essas pesquisas não me davam noção exata desses detalhes e não conheço ninguém que pudesse me dizer, me precavendo apenas com um tênis, que foi essencial! Entretanto, caso não fosse possível fazer esse trecho, subiria Serra Grande e desceria a trilha pro início da praia, local que inclusive já fui há um tempo. Pelo Google Maps/Earth, o trecho do pé de serra até Jeribucaçu deu um total de 16,3Km. Tinha observado um rio pequeno desaguando no trecho (Barra do rio Tijuípe) e, assim como qualquer caminhada de praia, é imprescindível que saiba a maré ideal pra o local que vai, que nesse caso seria seca. Isso pode evitar perrengues ou complicações (que vou citar a seguir! hahaha). Apesar de o trecho ser relativamente curto, não tenho costume de fazer grandes caminhadas e não sabia se dormiria no caminho ou se daria pra terminar em um dia, então levei a barraca. Como sempre tem muuuito coqueiro, acredito que fazer um trecho desse com rede e cobertura (lona, tarp...) deve ser uma boa, já que reduz o peso e volume da mochila. Além disso tudo, como já conhecia o início da praia, sabia que teria pelo menos um trecho de praia com declividade grande e areia grossa fofa (praia predominantemente refletiva), sabendo que seria hard caminhar nessa condição!
       
      ORGANIZAÇÃO
      De férias em Ilhéus, já tinha visto com muita antecedência o dia bom com maré seca pela manhã, para ter mais área de areia pra caminhar e um amigo iria comigo, mas cancelou na noite anterior ao dia combinado. Fiquei no impasse de ir sozinho ou cancelar de vez, mas a vontade era muita e me organizei pra ir sozinho no dia seguinte ao combinado. Consegui carona com outro amigo e tudo foi dando certo pra fazer nesse dia mesmo. Estava com uma cargueira de 35L.
      (Não levei minha câmera dessa vez, e a GoPro afogou uma semana antes, num acidente enquanto surfava . As fotos ficaram por conta do celular mesmo).
       
      CAMINHAR!

      A minha carona avisou que sairíamos de Ilhéus às 7h, me animei porque saindo essa hora a programação com o horário da maré ia encaixar tranquilo, entretanto acabamos saindo mais tarde, aproximadamente às 8h30. Chegando no pé de serra, me preparei e saí: camisa de manga comprida, óculos escuro e tênis! Do jeito que era acidentado, se caminhasse no costão descalço, chegaria sem pé . Saí às 9h50. O costão é acidentado em praticamente todo o contorno, mas em alguns trechos tem trilhas mais acima, que ficam na parte com grama, no pé dos coqueiros, inclusive já mostrando que passa gente por ali com certa regularidade, porque a trilha é bem marcada, provavelmente pelos pescadores que vi. Em algumas partes, caminha-se em parede quase vertical, e o "bastão de caminhada" (cajado de madeira hehehe) que achei no início me ajudou muito no apoio. A maré já estava cheia a um ponto considerável e cheguei a tomar alguns "sprays" das ondas em trechos mais estreitos, mas nada que pusesse a caminhada em risco, é sempre bom prezar pela segurança, ainda mais sozinho! Depois de andar mais um pouco sobre as rochas, surge um caminho bem fechado entre palmeiras baixas, que seguia até uma pequena praia onde vi algumas pessoas chegando e que aparentemente não tem acesso difícil, seguida por um grande gramado liso com coqueiros espaçados (gramado perfeito pra um camping! haha).

      Mais à frente, algumas piscinas naturais se formam entre as rochas, o visual é sempre convidativo e é tentador parar em cada lugar pra curtir um pouco.

      Depois, mais uma pequena (essa é beem pequena, com uns 10m de extensão!) praia paradisíaca com cara de cenário de filme/série, onde tinha uma família (4 pessoas), aparentemente da comunidade de Serra Grande, pescando. Dali pra frente, só mais um pequena parte e acabou o costão rochoso. O contorno do costão foi um trecho curto, mas bem puxado!

       
       
      Havia um pescador no início da praia, e era visível também muitos pontos de desova de tartaruga. Caminhei uns 100m até um lugar bom pra parar, me hidratar e comer algo pra então sair e iniciar a grande caminhada pela areia. Alguns metros depois, uma lagoa espelhada se destacou mais pra trás, muito bonita e parece ser um bom lugar pra acampar.

      Daí pra frente, o trecho segue praticamente o mesmo, com algumas casas bem grandes, mas vazias, dunas pequenas sempre beiram a praia e segue assim praticamente até chegar ao rio. Em cima das dunas se vê muitos mandacarus, e alguns tinham frutos que eu, com certeza, peguei pra comer! Quem conhece sabe como é bom e deve imaginar como foi bom esse achado! hahaha (importante não comer nenhum fruto se não conhecer! É melhor morrer de fome do que de envenenamento ).

       
      O RIO!
      Quando cheguei no rio tomei um susto! Tinha chovido um pouco nos dias anteriores, mas não imaginei que tivesse aquela intensidade de fluxo...pra dentro do rio! A maré estava enchendo e as ondas quebravam e entravam com força. A travessia era bem curta,15 a 20m. Dois pescadores estavam jogando tarrafa no rio e ainda de longe vi que um deles estava atravessando com água quase no pescoço e dava algumas braçadas pra conseguir andar e vencer a correnteza. Do lado de cá, chamei eles e gesticulei com a mão, perguntando em que altura estava a água, quando um deles fez o nível acima da cabeça. Nessa hora, tive uma breve certeza de que acamparia do lado de cá do rio, pra na manhã seguinte, na maré seca, atravessar e continuar. Larguei a mochila na beira e resolvi checar por conta própria, dando uma analisada visualmente antes, pra ver onde parecia estar mais raso. A correnteza estava forte, a areia era fofa e afundava o pé até um pouco acima do tornozelo e as ondas não paravam de entrar, andei até a metade e atravessei o resto com ajuda de braçadas, assim como o pescador. Do outro lado, dei uma olhada melhor, fui mais pra frente, voltei, fui de novo, olhei, olhei e atravessei traçando uma diagonal até o outro lado, dessa vez com a água no peito, chegando ao ombro. Dei uma pensada e confesso que quaase fiquei por ali mas, além de ter achado um local mais raso pra atravessar (mas ainda assim arriscado), ainda era cedo, 12:10! Única coisa que estragaria realmente se acontecesse de molhar a mochila acidentalmente, seria o celular, pois o resto era "recuperável" (claro que seria terrível molhar a barraca, mas é mais fácil de enxugar e recuperar). "Embrulhei" o celular em duas sacolas plásticas, pensei mais um pouco e resolvi atravessar segurando a mochila acima da cabeça pelo caminho que tinha traçado. Sim, deu tudo certo, mas foi bem hard hahaha, a mochila estava com um peso considerável, e todos os outros fatores dificultaram bastante também. Atravessei e deitei na água na "lagoa" que se formava do outro lado, muuuito boa pra tomar banho e além dos pescadores na beira do rio, só estavam duas meninas com uma mulher tratando uns peixes, à qual pedi pra tirar uma foto minha .
      (link com um vídeo curto que fiz do rio, depois de atravessar:
      )
      -Observação 1: muito importante analisar as condições do rio, bem como do local e o seu preparo e conhecimento de corrente, maré e etc., PRINCIPALMENTE ESTANDO SOZINHO. O risco de se afogar existe até para os mais experientes mesmo nas condições mais desprezíveis e a análise dos riscos podem livrar de um perrengue. Além da correnteza jogando para dentro da lagoa do rio, a profundidade era pouca, tenho boa natação, não atravessei preso à mochila (poderia largar para nadar) e haviam pessoas ali. Na dúvida, é melhor não arriscar!
      -Observação 2: por mais que tenha visto a desembocadura do rio pelas imagens do Google Earth, esse ambiente tem um perfil que está constantemente sujeito a mudanças causadas pelas forçantes locais como: ondas, maré, fluxo do rio, entre outras. O perfil que encontrei lá pessoalmente, já estava BEM diferente do que observei pelas imagens então, é bom estar preparado para isso (olhando as imagens históricas do Google Earth, vi que nas imagens de 2010 a desembocadura chegou a ter aproximadamente 100m de uma margem à outra, aparentemente com uma profundidade considerável, condição praticamente impossível de atravessar sem ajuda de um barco ou algo do tipo!).
       


       
      Dessa parte em diante, a praia já fica menos inclinada e em vez de dunas, uma mata fechada com muitas palmeiras e coqueiros beirava a praia, e seguiu assim até chegar num "morro" pequeno que debruçava na água, com um riacho na lateral (um pouco antes disso, vi um esqueleto de baleia realmente grande!).

      Comecei a subir o morro por uma trilha, que tinha uma cerca com uma passagem, mas na dúvida se também teria passagem do outro lado, resolvi voltar e contornar por baixo.

      Depois de contornar o morro, um coqueiro baixo com um cacho de cocos chamou minha atenção e não resisti em subir e tirar: bebi muita água de coco e segui. Nessa parte depois do morro, tinha também uma cerca com uma propriedade imensa com uma casa e até alguns cavalos pastando!

      A partir daí, algumas casas de alto nível, depois o resort Txai e a praia de Itacarezinho, onde vi que não tinha possibilidade de contornar o costão rochoso para a Engenhoca, porque tem uma declividade muuito acentuada.
      Me informei da trilha que sai dali para a Engenhoca, tomei um banho gelado na bica e segui. Nunca havia feito essa trilha de Itacarezinho pra Engenhoca, e é uma trilha bem fácil e bonita.

      Antes da Engenhoca, ainda se passa por duas praias, a primeira (pelas pesquisas, o nome parece ser Camboinha) estava deserta, e a segunda é a Havaizinho, conhecida, que tem estrutura bem simples de barraca de praia, dali pra Engenhoca é um pulo, mais dez minutos e finalizei o percurso na Engenhoca mesmo, às 15h15, totalizando 5h25 de percurso. Já era fim de tarde e cheguei à conclusão que não valeria a pena dormir ali para no outro dia só fazer o trecho até Jeribucaçu.

       
      Atualização: fiz uma estimativa do tempo parado, me baseando em fotos que havia feito na hora de cada parada longa e quando voltava a caminhar. Como além das paradas longas parei algumas vezes rapidamente pra tirar fotos e não contei o tempo, estimei um tempo somando cada foto. A soma das paradas longas totalizou 1h10min, mais uma estimativa de 20min das paradas curtas, resultando aproximadamente 1h30min de tempo parado. Dessa forma, o tempo efetivo de caminhada estimado foi de 3h50min. Considerando a distância do percurso como 15Km, a velocidade média foi de 3,9Km/h. Espero conseguir comprar meu GPS logo pra ter essas informações de forma mais prática e exata!
       
      O QUE APRENDI NESSA TRAVESSIA:
      -Nunca tinha usado "bastão de caminhada" e foi muito útil não só no costão rochoso mas também na praia;
      -Em casos como esse, trocar a barraca por uma rede e cobertura talvez seja ideal;
      -Acondicionar as coisas em sacos estanques dentro da mochila é realmente importante, ficaria menos preocupado no caso do rio, por exemplo;

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Azteq Nepal 2 (não usei)


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