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México (DF, Oaxaca e Puebla): muitos ratos com os pinches. Março/2015 (fotos)

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Saudações, mochileiros!

Realizei aos 32 anos meu primeiro mochilão. A viagem coincidiu também com a primeira vez que sai do Brasil e também como meu primeiro passeio sozinho.

O destino escolhido foi o México. Desde às bandas de Rock Pesado do lugar, aos filmes de faroeste (ainda que eu saiba que eles eram majoritariamente filmados na Itália, fingindo que era no México), às comidas, a extensa cultura indígena pré-colombiana, tudo no país parecia me fascinar. Alguns de meu amigos, quando era aluno de Sociologia na FFLCH/USP, viajaram para lá e então eu sempre ficava imaginando quando seria a minha vez.

 

A oportunidade veio após reiterados convites de uma amiga mexicana de internet que mora na cidade de Oaxaca de Juarez, capital de Oaxaca. Após três anos de papo, pesquisei muito os roteiros de viagem, o que poderia conhecer e vou passar algo do que vivi nesse país para vocês.

Visitei a capital federal e os estados de Oaxaca e Puebla,

 

Fiquei nove dias viajando, porém irei organizar as postagens de modo a explicar mais sobre os lugares, minha impressões, dicas, avisos. Muitos mochileiros organizam seus relatos por dias, porém os meus os farei sobre lugares, mirando sair dessa coisa antropológica de diário de viajante e ir mais além, sistematizando informações que creio serem mais relevantes para quem quiser se aventurar pelo México.

 

Sobre o título, os mexicanos usam muitas gírias. Uma delas é a "rato" que nada tem a ver com os roedores. Significa "um momento", "fazer um dez". Pinches é como um mexicano se refere aos seus amigos, significando "camarada", "chegados". O que vivi nesses dias de viagem foram vários momentos surpreendentes com pessoas hospitaleiras e fabulosas!

 

00 . Antes de viajar.

 

Desde 2012 que brasileiros e mexicanos podem viajar para o país hermano sem necessidade de visto por até 180 dias. Tudo que se pede é um passaporte com validade de 06 meses. Isso, contudo, muda bastante: já precisou de tarjeta on-line, eletrônica, autorização no consulado etc. Minha dica?

 

Consulte uma agência de viagem. Os sites tendem a estar desatualizados, e os [email protected] que viajaram há alguns anos não tem como acompanhar as mudanças atuais.

 

No caso de 2015 é super simples. Passaporte válido, você embarca no avião e durante a viagem preenche dois formulários. Um deles é o aduaneiro (receita federal) e o outro é da imigração. Não portando animais, infecções bacteriológicas e congêneres não haverá problema. Na fila de imigração, a única pergunta que me foi feita é eu entrava no país com a quantia equivalente a U$D 10 mil em qualquer moeda. Não se pode entrar ou sair do México com esse montante de dinheiro.

 

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01 . Passagem aérea e cambio

 

Eu resido em Varginha, Sul de Minas Gerais. Como minha cidade é "equidistante" das capitais de MG, RJ e SP, busquei, pelo site decolar.com, passagens que saissem dessas cidades. Incluí Brasília também na procura. A passagem mais em conta era a que saia do Rio de Janeiro, aeroporto do Galeão. Isso me valeu oito horas de viagem de buso, mas muitas horas esperando a hora do embarque antes mesmo de subir no avião.

Felizmente, ao chegar na rodoviária do RJ há um serviço de ônibus que leva ao aeroporto por R$14,50. Demora coisa de meia hora, quarenta minutos e tem ar condicionado, bagageiro etc, como um ônibus de viagem.

Há quem interessar, e quiser arriscar no trânsito, há ônibus semelhantes para Ipanema, Copacabana e outros destinos.

 

Quanto ao câmbio, eu troquei reais por pesos mexicanos no próprio aeroporto do RJ. São três as opções de casa de câmbio: safra, banco do Brasil e Get Money. A primeira tem uma taxa muito desfavorável, o segundo não trabalha com qualquer espécie de peso, sendo que a terceira tem a melhor cotação para quem compra. Há uma taxa de aeroporto de R$25,00, sendo que é melhor comprar na Get Money do centro da cidade, porém não tive essa opção.

 

Resolvi trocar o dinheiro antes de sair do Brasil porque não sabia se eles comprariam Reais no México.

Seguindo orientações e dicas de relatos aqui no site, levei alguns dólares para trocar, coisa que o fiz em Oaxaca, como veremos a seguir.

 

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Quanto à companhia aérea, optei pelo AeroMexico, voo noturno, cuja passagem ida-e-volta estava em cerca de U$D 420,00, comprada com mais de três meses de antecedência. Ainda que o site da decolar não previsse comida, a companhia dispunha de jantar (com duas opções) e café da manhã. O maior problema, contudo, é o frio dentro do avião. Muito difícil de se conseguir dormir, o que é agravado pelo fato da poltrona não reclinar tanto quanto é costume no Brasil. Para quem não fala castelhano / espanhol pode ter problemas, pois os funcionários não se comunicam em português e / ou inglês... e claro, não entendem portunhol.

 

02 . Alimentação

 

Os mexicanos comem comida com pimenta do café da manhã (desayuno), almoço (comida) e também no jantar (ceia). Todavia, essas pimentas não são tão fortes assim e são servidas à parte. Eu sou de origem nordestina, e bem estou acostumado com pimenta e não achei os picantes no México tão fortes assim. De fato, não provei qualquer um tão forte quanto a nossa "Da Gota".

 

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O país possui todas as linhas de fast food que estamos acostumados no Brasil (Subway, BurguerKing etc), porém com um preço menor (lembre que o câmbio é favorável para brasileiros). Em verdade, só comi nesses estabelecimentos na rodoviária ADO de Oaxaca (as rodoviárias são por empresa de ônibus, por exemplo, em Oaxaca temos três terminais), pois estava em cima da hora para pegar o ônibus para Puebla. De resto, me alimentei nos mercados, feiras livres e outros estabelecimentos mais voltados para mexicanos. Só recomendo esses para quem não se importa, por exemplo, da mesma pessoa que faz sua comida, pegar o pagamento e dar seu troco. Afora essa alimentação mais popular e a dos fast foods, o país possui muitos restaurantes e lanchonetes locais, com comida mexicana e dos mais variados tipos.

 

Enfim, não gostar de pimenta e se recusar a comer grilos não é desculpa para deixar de visitar o México.

 

 

03 . Cidade do México.

 

Chamada pelos locais de DF, Ciudad de México, é um lugar fabuloso para visitar. Foi meu primeiro destino e resuminerei aqui, em tópicos, minhas experiências in loco em tão sui generis localidade.

 

03. 1 . Aeroporto Benito Juarez

 

Chegando no aeroporto e passando pela fila de imigração, você deve esperar para pegar sua mochila. Um ponto desfavorável no aeroporto Benito Juarez é que os carrinhos para carregar malas são pagos! Para quem é mochileiro é muito desconfortável ficar na fila aduaneira, ou com a mochila nas costas ou a arrastando no chão.

Os carrinhos custam coisa de 50 pesos, algo em torno de R$12,00 para serem usados dentro do aeroporto. Eu achei caro para algo que cortesia no Brasil e além do mais você que acabou de chegar no México com dinheiro trocado em casa de cambio ainda não tem moedas!

 

03 . 2 . Metro

 

Após esse "pequeno desafio", perguntei por um ônibus até o metro, chamado pelos mexicanos de Métro, pois o Hostel em que havia feito reserva era próximo à estação Zocalo. O serviço de informações é funcional, te dá um mapa da malha metroviária e te indica um ônibus que leva até a estação Hangares. A taxa é de 12 pesos e a viagem dura menos de quinze minutos. A passagem de metro custa 5 pesos, o é pouco mais de R$1,00 para nós, pois o cotação quando viajei era de um 4,5 pesos equivaliam a um real.

 

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O México DF possui treze linhas de metro, com dezenas de estações e diversos pontos de baldeação. Se vc reparar no mapa, a maior dessas estações é a Pantillan, que é o encontro de 04 linhas! E lá estava eu, com uma mochila orion North Pack de 80 litros + ataque de 15 L, abarrofada, as oito da manhã, no horário de pico de umas das estações de metro mais cheias do mundo e perdido! Para encontrar a baldeação, o caminho era quase de meia-hora andando dentro da estação! Os metros de BH e SP não são um terço disso. O metro do DF abarca vários municípios e distritos que ficam ao lado da capital federal. Você pode se deslocar facilmente aos pontos turísticos de várias cidades diferentes por preço baixo e ambiente seguro (ainda que cheio a maior parte do dia).

 

Uma dica importante: o mexicano se orienta no metro, não pelo nome da próxima estação, mas pelo nome final da linha.

Exemplo: eu que devia andar de Pantillan até Chabacano, tinha de perguntar pela estação Tacubaya para acertar o caminho.

Resolvido isso, as estação de metro do DF são fantásticas.

 

Nota-se o extremo zelo e apreço que o mexicano nutre pela arquitetura. Além de se encontrar lojas vendendo de tudo, todas as estação são decoradas com muitos painéis e obras de arte. Pode ter certeza que em toda estação de Metro da cidade há algo que se pode olhar e apreciar. Alguns exemplos.

 

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Importante lembrar que algumas estação, como a própria Zócalo, possuem serviço de internet gratuita por meia-hora por dia para qualquer usuário. Basta fazer um cadastro.

 

03 . 3 . Telefones públicos

 

No México existem dois tipos de telefones, o de cartão (tarjeta) e os de moeda. Para evitar comprar cartão telefônico, eu utilizei os segundos.

Tome cuidado, após seguir as orientações para ligar, se sua chamada não for completada e/ou parar de chamar, coloque o fone no ganho ou você perderá a moeda!

Atenção, se após seguir as instruções o o telefone não completar a ligação, ou só chamar uma ou duas vezes, significa que ele está QUEBRADO!

Não adianta insistir, o negócio é procurar outro aparelho.

 

03 . 4 . México City Hostel

 

No México, toda capital tem uma catedral central chamada de Zocalo.

 

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O Hostel que fiquei hospedado fica numa rua com o sugestivo nome de República do Brasil. Por ser próximo ao Hostel Mundo Jovem, que é mais "famoso", quando você pergunta informação de onde fica o Hostel sempre o indicam para esse último.

Entremententes, o que dificulta a localização do México City Hostel é que as ruas no México não seguem o mesmo padrão de numeração do Brasil. Os números dobram quarteirão! Passando essa dificuldade, o Hostel é excelente e recomendo sem ressalvas a todos!

Ótimo atendimento, acomodações, wi-fi, café da manhã, limpeza, tudo que podemos desejar. Fiquei num quarto compartilhado com dois beliches e armários para serem fechados com cadeados locker.

Um ponto super positivo é que esse Hostel, o Mexico City, possui tomadas no estilo brasileiro. Quem só vai ficar nele não precisa se preocupar em comprar adaptador para carregar seu celular, ipod, tablet e demais aparelhos elétricos, pois no México as tomadas são diferentes.

Fui super bem atendido por um moço chamado César, que até fazia o favor de dar dicas turísticas de passeios, permitia deixarmos a mochila no depósito após vencida a diária e outras comodidades sine qua non para uma excelente viagem.

 

03 . 5 . Parque Hidalgo

 

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Localizado ao lado da estão homônima da linha Índios Verdes, o parque é bem amplo, aberto, com muitas fontes, lugares para sentar e internet wi-fi para todos. Quem conhece Buenos Aires irá notar semelhança com o parque de Palermo. Ao longo da Av. Hidalgo existem shoppings e cinemas. Toda região, central, é bem limpa e policiada. Ao fim do parque, há uma feira popular vendendo desde comidas locais a adesivos do Chaves, réplicas do calendário Maya e congêneres (lembra até os domingos na praça Benedito Calixto em SP). Como estava hospedado no Zocalo, o caminho até o parque incluiu passagem por diversos pontos turísiticos, como o Museu da Tortura, Belas Artes etc.

 

03 . 6 . Museu Frida Kahlo

 

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Um dos poucos museus cuja entrada é paga em DF, o museu fica próximo à estação Coyacan, na linha 3 - Universidad. Há quem recomende um ônibus (autobuso), do metro ao museu. Em minha concepção, nada que 15 min andando não resolva. A entrada para onde moraram os maiores representantes do Muralismo (Diogo Riveira) e Frida Kahlo (expressionismo) custa 80 pesos a entrada. Caso você queria uma visita com guia o preço sextuplica para 400 pesos. Para poder se tirar foto dentro da casa há uma taxa adicional de 60 pesos.

 

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Na parte do Jardim do museu, que inclui um café, loja, obras de artistas financiados pelo casal, um telão passando um vídeo explicativo, mostruário de roupas e bancos para sentar. Na parte da casa, os cômodos foram transformados em salas com obras da artista acompanhados de painéis explicativos em castelhano e inglês. Acompanhando os quadros há também explicações das fases de vida (e obra) da artista.

Também existem cartas de Kahlo pedindo exílio e comunicando-se Trotsky. O quarto em que o revolucionário soviético residiu se encontra preservado, assim como alguns outros da casa, como, por exemplo, a cozinha.

Para quem gosta, além de ver as obras ler as murais e ficar refletindo, acompanhando, é passeio garantido para uma tarde toda.

 

03 . 07 . "Galeria do Rock".

 

Às cercanias da estação Chilpancingo, no local 08, número 363 da Avenida Insurgentes Sul há uma pequena Galeria do Rock. Digo pequena, pois é pequena mesmo. Quem está acostumado com a galeria da Praça 07 de BH pode até se decepcionar. Das seis lojas que integram o local, 04 são de tatuagem / piercing / acessórios, as outras duas tiendas (como os mexicanos chamam as lojas) são de discos. No andar de baixo a Carcoma Records é forte na venda de vinis/LP's, dos anos 70/80/90. É possível se encontrar muitos discos importados dos EUA a preços que variam entre 100 e 200 pesos. Além disso, a loja possuí um acervo significativo de reedições e vinis atuais em 180 gramas (que são mais caros).

 

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No andar de cima fica a Hard 737, uma das lojas mais antigas do México. Essa é mais voltada para cd's e acessórios e vinis exclusivamente os atuais. O acervo da tienda é enorme e encontrei inclusive muitos discos de bandas de Metal brasileiras por lá. Ademais, eu imaginava que iria encontrar a discografia completa de grupos mexicanos como KHAFRA, LUZBEL etc, porém muitas das bandas podem ser encontrada aqui também no Brasil. Ainda assim, a visita é super válida, pois muitos discos de grupos europeus e estadunidenses que nunca sairam no Brasil, foram lançados no México e podem ser encontrados a preços muito mais acessíveis.

 

Existem outras lojas de discos próximos às estações de trem de Ciudad de México, porém só pude conhecer essas por motivo de tempo.

 

03 . 8 . Museu Nacional de Antropologia

 

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Cerca de um 1km de caminhada está localizado o outro museu pago de México DF e um dos mais importante do mundo em seu estilo. Como sou antropólogo de formação, eu recomendo que a visita ao museu seja de um dia. Só de andar pelas inúmeras salas nos dois andares já vai uma manhã toda. Se você for um visitante que gosta de ler todas as peças, analisar, comparar, pode ter certeza que é diversão por todo um dia. Fiz visita sem guia, por isso fico pobre para falar o preço desse serviço e a duração do tour (que é contratada na bilheteria).

 

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O museu começa falando da imigração dos povos da Mesopotâmia para as Américas (aquela coisa bem arqueológica) e então passa a explicar e exemplificar as mais diversas vicissitudes da formação do povo mexicano. São muitas peças de acervo, todas devidamente descritas em espanhol e inglês, relatos e explanações diversas e estendidas. Além disso, o museu conta com réplicas, em tamanho natural, ou escalonado, de pontos importantíssimos do país, como as pirâmides do Teotihuacan (Sol, Lua e Serpente emplumada e diversas outras) e também de sítios arqueológicos. Também conta com banheiros, restaurantes, jardim, loja de badulaques e amplíssima área. Todas as peças podem ser fotografadas, sem custo adicional, porém sem flash. Do lado de fora existem muitas tendas de alimentação, caso queria sair mais cedo do recinto ou não queria almoçar lá dentro.

 

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Em minha opinião, foi o ponto turístico mais surpreendente do México. Além disso, todo o caminho da estação de metro ao ao museu é adornado por esculturas e também pode ser alugada bicicleta para fazer o percurso.

 

03 . 9 . Parque do Chapultepec.

 

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O próprio museu de Antropologia, na verdade, faz parte do Parque de Chapultepec. Um passeio muito interessante e recomendado é conhecer pelo parque pela entrada em frente ao portão principal do Museu de Antropologia e o cursar todo, chegando a estação Chapultepec. Claro, pode-se também fazer o caminho inverso. O parque é um dos maiores do mundo em seu estilo e é candidato a ser uma das maravilhas da humanidade pelo México. Novamente, eu recomendo a visitação de todo um dia. Explico: Chapultepec possui muitas fontes, museus (o das serpentes é bem interessante), auditórias, áreas esportivas e monumentos. Todos dignos de serem visitados, explorados e apreciados!

 

03 . 10 . Rodoviária TAPO / Viagem a Oaxaca

 

A rodoviária que leva para a capital do estado de Oaxaca fica localizada anexa à estação San Lázaro do metro. Logo na entrada há um guichê da empresa A.D.O. que vende as passagens. As viagens tem para Oaxaca de Juarez acontecem, praticamente, a cada hora, não havendo necessidade de se comprar a passagem antes. Uma dia é que os ônibus noturnos, à partir das 21:00 horas, custam pouco mais de $300,00 pesos, sendo que os diurnos e vespertinos chegam a passar dos $500,00 pesos. Todavia, como é uma viagem de quase sete horas, é recomendável já deixar o Hostel, ou quem vai lhe recepcionar na cidade, que você só pintará por la de madrugada se pegar o autobuso (como os mexicanos chamam os ônibus) noturno.

 

Uma diferenças dessa rodoviária em relação as brasileiras, é que você entrega sua bagagem a ser guardada num guichê antes de entrar no ônibus, sendo que a mesma é separada e levada com todas as bagagens de mesmo destino pelo ônibus da empresa. No mais, a viagem tem duas paradas de meia hora e ônibus conta com banheiro e durante todo o percusso passam filmes no dvd do mesmo. Na minha viagem tivemos tempo de três filmes inteiros (com audio em espanhol e sem legendas).

 

4 . Oaxaca de Juarez

 

A cidade de Oaxaca de Juarez é muito bonita e tem todo o centro em arquitetura colonial com prédios de, no máximo, dois andares, o que alidada à paisagem natural, cria um visual belíssima. Mais barata em relação ao DF e muito rica em cultura e gastronomia é um lugar fabuloso para se visitar. Eu fiquei hospedado na casa de uma amiga que mora numa república estudantil no bairro de Santa Maria Atzompa. Este é localizado no Col. Odessa (Col é como são chamados os conjuntos de bairros), que fica na periferia, cerca de 20 minutos de ônibus do centro.

 

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Se o transporte público é altamente eficiente no DF, aqui a diferença é grande. Os ônibus funcionam das 07 da manhã às 10 da noite, sendo que a maioria deles é bem velho, custando 06 pesos a passagem. A alternativa são os chamados taxis compartidos (compartilhados), cuja tarifa varia de 06 a 08 pesos por passageiros e fazem trajetos com até cinco pessoas mais o motorista dentro (era "engraçado" quando duas pessoas que não se conheciam dividiam o banco da

frente). Como os dois Hostels da cidade ficam no centro, quem se hospeda por lá não terá esse problema do transporte coletivo. Para os pontos turísticos mais distantes existem outras opções de transporte.

Como fui recebido por uma amiga mexicana muito querida e residente na cidade, ela que me indicou os lugares que pude conhecer e cujo sabor tratarei a seguir!

 

04 . 1 . Mercadões de Oaxaca

Famosos por todos o México, os mercados municipais de Oaxaca tem de ser conhecidos.

 

04 . 1 . 1. Mercado de Soledad.

 

Localizado na entrada do centro de quem vem de Col. Odessa para o Centro, este mercado municipal é "mais comum", talvez por ser mais distante da área turística. Além das comidas, roupas e outras ultildades encontradas num mercado desse tipo, esse possui um excelente café da manhã (desayuno). Foi aqui que provei o CHAMPURRADO.

 

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Essa bebida doce muita interessante e quente é feita com chocolate, massa de milho (maíz), água e farinha.

Achei meio desconexa com o restante do desayuno, que era chamada de empanada (uma mistura picante envolta em massa de milho, como uma panqueca), mas que também era gostosa.

 

04 . 1 . 2 . Mercado Benito Juarez

 

O maior e mais falado dos três, a disposição das tendas lembra muito o mercado municipal de Belo Horizonte, a exceção de possuir somente um andar. Além de comidas, bebidas e lembranças diversas, este mercado é o que possui a maior quantidade de frutas e verduras à venda. É uma dica para quem está em hostel com cozinha compartilhada fazer a feira aqui.

 

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Este mercado não possui praça alimentação, porém aqui é que pude saborear os famosos chapulines. Estes são grilos fritos muitos saborosos. Vendidos nos tamanhos pequeno, médio e grande, segundo os mexicanos os chapulines são de muito valor nutritivo. Eu adorei!

 

Outra iguaria que encontramos vendendo neste mercado é o Cacahuete, que são amendoins torrados misturados com pimenta e limão.

 

04 . 1 . 3 . Mercado 20 de Noviembre

 

Este é o mercado mais voltado para praças de alimentação e também o que fica aberto até mais tarde. Foi aqui que pude saborear um prato tipicamente oaxaqueño, que é a TLAYUDA. Esta é basicamente um tortilla de 40 cm de diamentro com consistência mais dura e sabor ligeiramente diferente das tortillas comuns. A que saboreie de jantar era coberta por Mole negro, uma espécie de molho temperado tradicional do México, com chouriço, filetes de queijo e abacate (guacamole) .

 

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Uma iguaria! E como comer um prato de 40 cm de diametro sem talheres? Vale tudo! Dobrar, arrancar, quebrar. Para evitar a melequeira total, as tendas tem álcool gel para os clientes limpares as mãos após a refeição, rs!

 

04 . 2 . Lugares Culturais.

 

A cidade de Oaxaca de Juarez é muito conhecida e lembrada, além de ser o local de nascimento do presidente Benito Juarez, por sua expressão artística. Alguns dos lugares em que pude vivenciar a cultura contemporânea do município, e recomendo, foram:

 

04 . 2 . 1 . Centro Cultural San Pablo

Complexo com biblioteca, espaço para exposições, apresentações musicais, teatrais e de dança e também exibições de vídeos. Ainda sem amostras acontecendo, o visual é muito bonito e vale a visita.

 

04 . 2 . 2 . Museu de Artes Gráficas Hiago

Exposição e venda de peças artesanais feitas por artistas locais. Também possui um bar onde provei a chamada "Água de Neve", que é um suco com a polpa parcialmente congelada.

 

04 . 2 . 3 . Biblioteca Hernestrosa

Biblioteca central muito ampla e bonita arquitetura e que também abre espaço para exposição de artistas oaxaqueños. Em meu período na cidade, estava exposta a coleção de pinturas de paisagens "Natura: Mirar, Observar, Plasmar..." de Pedro de Aragón.

 

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04 . 2 . 4 . Tienda Coneccion Musical.

A única loja de discos de Oaxaca especializada em Metal e Rock Pesado.

Possui muitos cd's e lp's atuais além de itens fora de catálogo.

Em comparação com as do D.F. achei os preços dos vinis mais salgados, enquanto que os dos álbuns em cd mantinham custo semelhante.

 

04 . 3 . Casas de Câmbio.

 

Existem várias Casas de Câmbio no centro de Oaxaca, porém nenhuma delas compra Real. Como já tinha lido sobre isso aqui no site, levei alguns dólares para trocar, caso precisasse. De todos esses estabelecimentos na cidade, o que oferece a melhor cotação para quem compra pesos mexicanos é o Banco CI que fica na calle Armenta y López.

No período que estive na cidade, enquanto as outras casas pagavam $14 pesos por dólar, a cotação deles era de $14,25.

 

04 . 4 . Chelas

 

Os mexicanos falam muitas gírias e uma das mais importantes é como eles se referem as cervejas! Ainda que a palavra cerveza exista e seja compreendida, é mais comum eles chamarem as brejas, geladas etc, de chelas.

Algumas das mais comuns em Oaxaca, falando exclusivamente das Pielsen, como a Dos Equis (XX) e Stela Artrois, são as mesmas que temos aqui no Brasil.

Outra que eles bebem nos bares e que é muito legal, é a Corona.

A que mais gostei e também todo bar possui se chama Victoria (carinhosamente apelidada de Vick). A melhor, em minha opinião.

Em uma das noites, os amigos mexicanos fizeram uma festa e fomos comprar cervejas em lata no mercado. Fazendo uma analogia com "as mais comuns, porém não de má qualidade no Brasil", que são como a Bhrama etc, eles compraram uma chamada KLOSTER LIGHT, se não me falha a memória, 6 pesos a lata. Aprovada também!

 

04 . 5 . Bares Noturnos

 

Como passei a maior parte das noites em Oaxaca, tive o prazer de conhecer um pouco da vida noturna dessa capital. Os bares que frequentei ficam todos na parte do centro histórico e funcionam (mais ou menos, das 20:00 às 03:00). Novamente, é perto da região dos Hostels, porém, devido ao horário de funcionamento dos ônibus e demais transportes coletivos, quem estiver hospedado longe terá de pegar taxis comuns na volta. Para constar, todos os bares são muito limpos / higiênicos.

 

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04 . 5 . 1 . RetroCool

 

Esse é o bar que tem a decoração mais legal. Muitos acessórios de época dos anos 70 e 80 adornando o pequeno bar. O espaço é pequeno, sendo que a iluminação escura e a disposição das mesas não favorecem muito a interação com os outros fregueses. Possui balção e alguns telões que ficam ligados no programa de clássicos do VH1. Freqüência mais de pessoas da cidade, estudantes universitários, poucos gringos. Duas cervejas de 600 ml acompanham uma pequena porção de amendoim grátis.

 

04 . 5 . 2 . Mezcalerita

 

O Mezcal é um tipo de tequila exclusivo de Oaxaca, pois só pode ser obtido à partir da destilação de um certo cactus que só existe nesse estado. Existem mais de 200 tipos desse Mezcal. Acredito que a Mezcalerita seja o único bar que tenha a disposição dos fregueses uma grande quantidade dessas variações. O preço de uma dose algo como $50 pesos (uma cerveja de 600 ml sai por metade disso). O bar é o mais frequentado por estrangeiros (me parece que o dono é estadunidense) e tem balção, mesas e clima meio longue. Ainda que alguns amigos trabalhem nele, foi o que menos gostei! rs!

Aviso que o Mezcal é forte. Querer beber de "shoot" além de gastar logo algo caro, pode te alterar. Apreciando como uma bebida de dose, sente-se muito melhor o gosto do Mezcal.

 

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04 . 5 . 3. Coffee Beans

 

Esse foi o bar que mais gostei em Oaxaca. É o mais iluminada e possui dois andares. O público é mais universitário local.

Muito me agradou uma bebida que eles possuem chamada Sorito. Esta é um fundo de limão expremido, com sal (ou pimenta) ao redor da boca da caneca onde é servida a cerveja (Corona, Vick, vc escolhe). Obrigatório para quem, como eu, é fã de cerveja.

A dona do bar curte Rock'n'Roll e costuma colocar esse ritmo para rolar (ouvi METALLICA, MEGADEATH, MÖTLEY CRÜE e até SEPULTURA enquanto desfrutava do meu sorito, rs), mas isso não quer dizer que seja o único estilo que rolê no Coffee Beans. Se o público pedir, elas mudam.

E também, pedindo duas (ou mais) cervejas, uma porção de tortillas com picante é por conta da casa.

 

04 . 5 . 4 . Mezcalera

 

Não confundir com o bar acima. Esse, dos que conheci é o único com música ao vivo de Rock / Metal. Enquanto os outros abrem na semana, esse (pelo que percebi) só funciona no final de semana. No dia em que estive lá tinha um grupo no formato power trio levando covers de BLACK SABBATH, IRON MAIDEN e MAGO DE OZ (não obstante esse grupo ser espanhol, ele faz muito sucesso no México).

As cervejas seguem o mesmo esquema de preço dos bares anteriores (sem a porção gratis) e não é cobrada entrada ou couvier artístico.

O ambiente também é escuro, porém, como tem palco, balção na frente é onde se tem mais interação. As mesas do fundo seguem o mesmo esquema dos bares previamente descritos. Não sei se servem Mezcal aqui, rs!

 

04 . 6 . Monte Albán.

 

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Conhecer as ruinas da capital zapoteca foi uma de minhas maiores inspirações para viajar ao México. Devo dizer então que o Monte Albán não decepcionou, como foi uma das partes mais mágica e fabulosa de todos esses dias. São oferecidos no centro muitos passeios em formato tour que ficam cerca de duas horas no sítio arqueológico. Achei que seria pouco por demais para conhecê-lo, por isso fui com minha amiga por conta. Pegamos um taxi coletivo até uma área comercial como um hipermercado e depois um taxi comum até a entrada (o coletivo demorava a passar). Na volta, pagamos um carona nas vagas que sobraram de um tour, pois saímos quando fechou o lugar, às 17:00.

 

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A entrada do sítio arqueológico custa $65,00 pesos por pessoa e é válida, pois todo o espaço é muito limpo e bem cuidado. As trilhas e subidas são de dificuldade mínima. Em algumas pirâmides e construção não se pode subir. Novamente, fizemos o passeio sem guia. Como de praxe, todos os locais possuem placas explicativas em espanhol. Além das torrres Norte e Sul, se destacam os tumúlos e o "estádio" do jogo de pelota e as estelas (pedras erguidas esculpidas). O sítio tem muitas árvores, pequenas montanhas e por ser na parte mais alta dos três vales, têm visão linda e privilegiada de toda região de Oaxaca. Em algumas pirâmides é possível entrar um pouco. O local também possui uma acústica surpreendente.

 

Três horas de caminhada foi o suficiente para conhecer bem as ruínas. Não esqueça de levar muito protetor solar, garrafa de água e boné / chapéu / sombrinha. Um ponto negativo é que o Monte Albán não possui restaurante / barraca de alimentação e também não permite que se entre com comida, então é difícil permanecer mais tempo.

 

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Em sua visita, reserve também um tempo para conhecer para o conhecer o Museu do Monte Albán, que é gratuito e anexo à entrada do sítio. Algumas originais de peças que são reproduções no sítio arqueológico encontram-se no museu, assim um túmulo e outros artefatos / peças muito interessantes.

 

Horário de funcionamento: 08 - 17.

 

04 . 7 . Zócalo

 

Tal qual dito antes, toda cidade mexicana tem a catedral central chamada de Zócalo. No caso de Oaxaca de Juarez, o Zócalo é nas cercanias da sede casa do Presidente Estadual (como eles chamam o Governador por lá) e outros prédios da administração pública. Aqui também temos uma enorme, e permanente, feira de rua. Nesta, muito artesanato local (como as máscaras mortuárias), brinquedos, camisetas, cd's, dvd's e bly-rays, além de inúmeros comes e bebes. Muitos restaurantes também no entorno da igreja, sendo que alguns deles chegam a contratar autênticos grupos de mariachis (que NÃO se parecem com os dos filmes do Robert Rodriguez). Indo do Zócalo para a igreja de Santo Domingos você encontrará grupos musicais de rock / pop se apresentando com um sombreiro para a galera deixar alguns de pesos de contribuição (e o povo local ajuda mesmo). Enfim, um passeio muito interessante, que os mexicanos fazem bastante.

 

04 . 8 . Hierve el Água

 

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Um dos pontos mais esperados da viagem, as duas cascatas petrificadas mais as piscinas naturais no território zapoteca ficam no município de San Lourenzo de Albarradas, cerca de 70 km da capital de Oaxaca. O modo mais simples de se chegar até lá é pegar um tour, que sai do centro, e passa por Mitla, uma fábrica de tapetes e uma destinalaria de Mezcal, além do Hierve, custando $200,00 pesos por pessoa e durando toda a manhã e a tarde. O outro meio mais comum é possuindo carro.

 

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Como lí muitos relatos de viajantes que reclamam que esse tour passa pouco tempo em Hierve, e minha amiga que estava me hospedando já o havia feito duas vezes, e não tínhamos carro, resolvemos tentar ir de transporte coletivo só para o Hierve el Água e passar o dia todo somente nesse sítio. Porém, eu só recomendo viajar assim para quem tem MUITO ESPÍRITO AVENTUREIRO!

 

Fomos de Santa Maria Atzompa ao centro de Oaxaca de ônibus. Então, buscamos um taxi coletivo até a cidade de Tlacoula (cerca de 40 min). Paramos numa auto-pista que cruza a cidade e de lá mais meia hora de viagem em outra taxi compartilhado (na verdade, a parte de trás de um caminhão) e chegamos a Mitla. Dessa cidade para o Hierve é mais meia-hora.

Procuramos um serviço que fizesse o trajeto, que é realizado por peruas. Acontece que os choferes não queriam levar duas pessoas. Diziam que precisa lotar o carro, ao menos seis lugares, para cobrarem o preço comum de 40 pesos por pessoa. Esperamos, em dois, cerca de meia-hora e nada. Mais meia hora e chegou um casal de franceses que também iam para Hierve. O preço que queriam cobrar era de 70 pesos por pessoa. Por acharmos aquilo muito alto, resolvemos andar até a entrada do centro arqueológico de Mitla (que fica 15 min de caminhada). Eis que o chofer concordou em nos levar por 50 pesos a cabeça. Achamos estar fazendo um bom negócio, mas não era....

 

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CUIDADO COM O MICO: Se for utilizar esse serviço, converse e faça um bom acordo com o motorista. Nós fomos cobrados em mais 10 pesos no caminho numa portaria e depois a nossa condução só tinha autorização para seguir até certa parte do caminho... e tivemos de andar 04 quilômetros pelo deserto para chegar no Hierve el Água!!!

Na volta, descobrimos que existe o mesmo serviço de peruas saindo de Mitla, que cobra 60 por pessoa e leva de um lugar ao outro sem erro.

 

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Enfim, passada essa presepada, lugar maravilhoso e que valeu demais conhecer. Para quem curte visual e nadar em cachoeiras vai amar. Basta não medo de água fria, rs! Pelas formações serem de calcário, NÃO SE PODE PASSAR PROTETOR SOLAR ANTES DE ENTRAR NA ÁGUA! Se ficar aquela névoa branca atrás de você na água, você será convidado a ser retirar da piscina. Por isso, passe antes de sair para o passeio, para já estar bem seco quando você for entrar na água.

 

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Além das já citadas duas piscinas naturais e as cascatas petrificadas, o Hierve possui área de camping, muitas tendas de alimentação, piscina artificial, banheiro pago ($3 pesos) e um hotel estava sendo montado lá. É dos locais que mais tenho vontade de voltar.

 

Horário de funcionamento: 09 - 18.

 

05 . Puebla

 

Há quatro horas de Oaxaca e duas de DF, Puebla de Zaragoza é a quarta maior área metropolitana no México; possuindo a cidade inúmeros pontos turísticos á sua volta, incluindo Fortes, Cascatas, Museus e até vulcão! A minha viagem para Puebla se deu, exclusivamente para poder presenciar o show da banda argentina RATA BLANCA, que tocou com os grupos mexicanos LVZBEL, TRASMETAL, LEPROSY (esses três mais antigos) e ANGEL NOCTURNO. Minha amiga de Oaxaca acompanhou e nos hospedamos na casa de família de amigos dela.

 

A rodoviária fica longe do centro (é necessário pegar ônibus). A viagem de Oaxaca para Puebla foi pela rodoviária ADO por uma questão de horário, sendo que a AU (perto da linha de trem) possui passagem mais barata, sendo mais nos períodos vespertinos e noturnos. O ônibus foi como o que peguei do DF para Oaxaca, com banheiro, filme, ar condicionado etc.

 

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05 . 1 . O pouco que foi possível conhecer.

 

As ruas coloniais do centro de Puebla são semelhantes as de Oaxaca, sendo que edifícios podem chegar a passar os três andares (na outra cidade o máximo é de dois). Infelizmente, só tivemos tempo de de andar pelos arredores do Zócalo, comer tacos árabes na Tacaria Los Angeles (em volta à catedral) e galeria da rua 09 de mayo. Nessa inclusive, provamos a ÁGUA DE SABOR, que é um sorvete batido com água, um pouco menos líquido que um suco. Muito bons os sabores, escolhemos "pepino com limão" e "santia" (melancia).

 

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05 . 2 . Heavy Metal no México.

 

Assistir o RATA BLANCA era um sonho para mim que havia perdido o show deles em 1995 no Brasil e nunca mais tive oportunidade para curtir ao vivo uma de minhas bandas favoritas. O local escolhido para evento para muito amplo e dispunha de som e iluminação profissionais e condizentes com um evento de nível internacional. O preço do ingresso estava bom e tudo correu perfeitamente, os horários e tudo. Havia muitos itens à venda: cd's, dvd's, Lp's, posteres, camisetas e acessórios em geral.

A cerveja vendida era uma chamada Índio, que era escura, mas tinha sabor de pielsen, Muito boa! O preço era de $50 pesos a garrafa de 600ml que eles colocavam num copo de plástico. Tal como em terras tupiniquins, uma cerveja dessas nessas quantidades custa a metade o preço no mercado...

 

Havia muito material à venda também na porta do evento, além de inúmeras barracas de alimentação. Achei estranho, o fato de não se vender cerveja fora da área do show ... e também não se vender comida dentro.

 

CUIDADO!

 

Uma diferença crucial em relação aos show do Brasil é que os homens não podem entrar de mochila nos eventos.

A justificativa é que um homem de mochila pode roubar algo do merchansdise mais facilmente. Muito absurdo. Não havia sido avisado antes e também não havia cartaz na porta indicando isso. Só depois que você entra que vem a surpresa que acaba de perder $10 pesos no guarda-volume improvisado (que era em cima de uma árvore), ou os $300 pesos do ingresso. Mulheres podem entrar tranquilamente de bolsa.

 

O problema maior era a má organização desse, além de ser muito mal cuidado e vigiado.

 

O próprio segurança indicou que tirasse passaporte, máquina fotográfica, qualquer coisa de valor da mochila antes de a guardar... muito seguro, não? O problema é que onde você vai guardar tudo isso? Na mão? E vá pensando que se você comprar um álbum o povo é educado para deixar você guardar algo na sua mochila sem pagar outro guarda volume...

 

O segurança também encrencou com um de meus cintos de arrebite, o que não ocorre no Brasil desde a metade da década passada. Minhas amigas falaram algo para o segurança (não lembro / não entendi) que liberou então a entrada.

 

Enfim, após esses "apuros", os shows foram todos excelentes!

Muito feliz, pegamos táxi para a casa dos amigos e lá se ia a última noite que dormi no México...

 

05 . 3 . Voltando de Puebla para D.F.

 

Essa é uma viagem de $150 pesos com duração (normal) um pouco menor que duas horas. A ideia era chegar bem mais cedo antes ao D.F., deixar minha mochila no guarda-volume (pago) da TAPO e ir para as feiras centrais (de trem) pegar as lembranças / presentes que faltavam, antes de ir ao aeroporto (no caso voltaria a TAPO e pegaria o metro para Hangares e de lá o autobuso voltando). Todavia, meus planos foram frustrados.

 

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Tão logo o ônibus saiu do perímetro urbano de Puebla e adentrou na estrada ele parou. Tínhamos viajado menos de meia-hora e acabado de entrar nas montanhas, numa área sem internet ou sinal de celular. Ninguém sabia o que acontecia e o congestionamento só fazia crescer. Foi então que o motorista liberou a saída dos passageiros para "passear pela estrada" enquanto a situação não normalizava. O que aconteceu? A pista foi repentinamente coberta por gelo!!! Quando sai do ônibus para andar um pouco, o clima havia mudado totalmente! Nunca que diria que foi na manha desse dia que estava tomando sorvete, pois a quente cidade de Puebla havia se tornado era uma lembrança, pois parecia que nós estávamos dentro da geladeira!

 

Como disse antes, foi uma fatalidade, um imprevisto, já que foi a segunda vez no ano que isso aconteceu nessa época do ano. Ficamos 04 horas parados até passarem os tratores para retirar o gelo da pista. Vimos também carros dos bombeiros com os auto-falantes gritando para cooperarem e deixarem os acostamentos livres para trafegarem as autoridades. Tudo isso acontecendo e eu sem um único amigo, sozinho.

 

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Pista limpa, o trafego começou a andar bem devagar. Esperava que logo normalizasse e , como não poderia fazer as comprar pretendidas, ao menos chegasse no horário do voo de volta para o Brasil. Pois então, caiu uma tempestade que forçou o autobuso a viajar com velocidade reduzida!

 

Um ADENDO: no show do dia anterior especulávamos porque o LVZBEL foi a banda de abertura, já que o Arthuro Huizar (vocalista do conjunto) lança discos com o LUZBEL desde 1985. Um artista tão importante para Metal do México deveria tocar somente antes dos gringos. Imagino que ele, que é nascido e criado na Ciudad del México deve ter lido a previsão do tempo. Só pode...

 

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Chegando no TAPO quando meu check-in de volta ao Brasil já estava aberto há uma hora, tinha medo de perder o avião e não fazia ideia do protocolo nesses casos. Por indicação do motorista do busão, ao desembarcar eu procurei um chefe da empresa e lhe expliquei a situação. Ele me levou então para uma sala, onde falei com mais pessoas e sai com um documento assinado e carimbado que meu transporte demorou mais de oito horas de Puebla ao DF. Se perdesse o embarque apresentaria isso a Aeromexico e veria o que poderia ser feito.

Peguei um taxi de $100,00 pesos (acabei gastando o dinheiro dos presentes, mas não como queria) e cheguei ao aeroporto à tempo do embarque. Faltavam pouco para fecharem, mas não precisei da tal justificativa.

 

A volta foi análoga á ida. Frio. Duas refeições. Poltrona que reclinava pouco. A diferença é que no México você chega três horas antes e no Brasil três horas depois.

 

06 . No Rio de Janeiro...

 

 

 

07 . Conclusões.

 

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Dias mágicos. Lugares que eu tinha alta ansiedade para conhecer e que superaram minha imaginação. Vi de neve a deserto em nove dias. Claro que não da maneira que eu esperava, rs. Acho que o México é lugar para lhe tirar das expectativas; seja das boas, como dos problemas pequenos que ocorreram. Infelizmente, pela questão de tempo, não pude conhecer de perto o Teotihuacan, ou o Museu das Culturas de Oaxaca. Demorei para me re-adaptar à comida brasileira (que como moro sozinho com a namorada eu mesmo que cozinho, rs) e ao fuso-horário. Consegui muito material das bandas que queria. Ainda assim, muito ficou faltando.

Sabe o que ficou de sobre? Vontade de voltar!

As boas lembranças, as boas amizades, tudo de lindo que aconteceu e o me apaixona por esse país desde jovem.

Pronto regressaré!

Hasta luego!

*

Willba.

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Muito legal Willba! Acompanhando... :)

 

Saudações, Cláudia!

Fico muito feliz que vc esteja acompanhando e gostando. Ainda faltam pontos fundamentais da viagem, rs!

Um xero e obrigado!

*

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Muito bom seu relato, parabéns! Espero que continue antes da semana que vem (11/04) .. rsrsrr to partindo pra lá tbm! abraço

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Muito bom seu relato, parabéns! Espero que continue antes da semana que vem (11/04) .. rsrsrr to partindo pra lá tbm! abraço

 

Saudações, Itamar!

Muito obrigado pelo elogio!

Espero que meus relatos o ajudem a construir sua viagem... também quero terminar antes desse sábado.

Para que cidades vai?

Abraços!

*

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Nós estamos pensando em ir pra Mexico DF, Puebla - Cholula, Oaxaca e se sobrar tempo guadalajara....

 

Cara alguém já falou que você é parecido com o Steve Harris? ::otemo:::) Também curto rock... e tenho q te falar que comprei ingressos pro show do Kiss e não consegui trocar a data da passagem pro México ( que já tinha emitido bem antes de saber do show) a tam cobra 150 dólares pra trocar a data x 2= 300 doletas, com muita dor no coração, vou perder esse show histórico, mas em compensação até o show do ozzy, motorhead e judas já estarei de volta :)

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Nós estamos pensando em ir pra Mexico DF, Puebla - Cholula, Oaxaca e se sobrar tempo guadalajara....

 

Cara alguém já falou que você é parecido com o Steve Harris? ::otemo:::) Também curto rock... e tenho q te falar que comprei ingressos pro show do Kiss e não consegui trocar a data da passagem pro México ( que já tinha emitido bem antes de saber do show) a tam cobra 150 dólares pra trocar a data x 2= 300 doletas, com muita dor no coração, vou perder esse show histórico, mas em compensação até o show do ozzy, motorhead e judas já estarei de volta :)

 

Saudações, Itamar!

Tudo bom?

Massa, amigo! Que vontade de ir com vocês, rs! Espero que meus relatos os ajudem.

Agora falta a parte de Puebla, mas pudemos conhecer pouco, indo mais para o show do RATA BLANCA.

 

Fico muito feliz de saber que temos esse gosto em comum pelo Rock pesado! As pessoas falam bastante do Steve Harris e também do Joey Belladona do ANTHRAX, rsrs! Valeu! Aqui em BH, o ingresso do show só do KISS está mais alto que o do Monsters of Rock todo em SP. Infelizmente, não irei. Amo KISS e tenho até tatuagem da banda, porém achei o preço abusivo (além de já ter assistido três vezes).

 

Grande abraço!

*

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Muito massaWillba... Só uma dúvida, tendo em vista que vc tava com uma local e achou dificil ir até San Lourenzo de Albarradas, de maneira independente, vc acha melhor ir com agencias?ou ainda assim, acha q da pra tentar chegar lá sozinho? Gde abraço!

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Salve, Itamar!

A resposta vai "um pouco" atrasada, mas....

Para chegar sozinho até San Lourenzo de Albarradas de Oaxaca vc terá de perguntar muito e vai demorar muito mais do que pela agência. É pegar taxi coletivo para Tlacoula e depois outro para Mitla e mais uma lotação para Hierve, sendo que essa só sai quando "enche". Se vc chegar num horário mais morto, terá de esperar muito.

Fazendo a conta na ponta do lapís, a o tour da agência sai mais barato.... porém passar por vários lugares e fica pouco em Hierve.

Como disse, só recomendo a quem tem muito espírito aventureiro.

Minha amiga mexicana disse que nunca mais viajará assim, rs!

Abraços!

*

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