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Olá

Fiz uma viagem para a região dos Pireneus na Espanha (Aragones) e também parte do lado francês, que é igualmente lindo.

Talvez meu relato possa ajudar alguém que esteja pensando visitar essa região montanhosa na fronteira entre os dois países. Entao aí vai:

 

data: Julho 2009

Carro alugado por 6 dias: 153 euros

Objetivo maior: fazer a trilha do Vale de Ordesa no Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido.

Tempo de trilha: 7 h

Distancia percorrida: +- 12Km

Ganho de elevação: +- 530m

 

Vale de Ordesa - o Circo de Soaso ao fundo.

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Mapa dos Pirineus

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Dia 1:

Alugamos um carro em Barcelona após passar 2 dias conhecendo a cidade linda com muitos Gaudís de encher os olhos.

Estávamos em 3, eu, meu marido e minha irmã, pegamos a rodovia A2 e saímos de Barcelona em direcao a Lleida. Levamos cerca de 2 horas. No caminho passamos pelas formações rochosas de Montserrat.

As estradas em geral na Espanha são ótimas, e não passamos por nenhum pedágio em todo o roteiro.

Chegamos em Ainsa passando por uma represa grande, depois subimos até Escalona.

Pegamos uma secundária neste ponto em direção ao Vale de Anisclo, rodamos por entre as montanhas lindas e fomos até um povoado (Puertolas) que tinha uma capela medieval e casas de pedra com telhado de pedras também. Era para pegar um outro caminho, mas erramos em algum ponto e fomos para em Puertolas. Vimos vales e montanhas por todo lado. Voltamos pelo mesmo caminho e saímos novamente na estrada que vai a Bielsa.

 

Como era cedo ainda, no verão o sol se põe bem tarde, resolvemos ir direto para o Valle da Pineta, passando por Bielsa. Todo o trajeto dá para fazer de carro. O Valle da Pineta fica cerca de 12 Km de Bielsa em estrada de asfalto.

O caminho todo é muito bonito, com os paredões ao longe e a todo momento cruzando com o Rio Cinca. Após umas e outras curvas chegamos no fim da estrada onde tem o Hotel Parador do Monte Perdido. Dalí se via todo o Circo de La Pineta, com os paredões e cascatas, ainda havia uns pontos de neve aqui e acolá. O Monte Perdido tem mais de 3.200m. Dá para deixar o carro lá e fazer varias trilhas. Existe um camping e chalés às margens do rio.

 

Voltamos á estrada até perto de Salinas e entramos em direcão a San Juan de Plan. A estrada passa pela Garganta de Chistau, o riozinho corta a garganta formando uma fenda muito estreita. 19 Km após estávamos em Plan, onde reservamos um hotelzinho em meio as montanhas.

(Hotel Mediodia/diaria 62 euros + 7,00 café da manhã) apto.TPL.

Nas cercanias de Plan dá para fazer várias caminhadas em trilhas, até o Ibon de Plan por ex. que é um lago de degelo. Dessas trilhas tem-se vistas incríveis das Penas de Las Once, Doze, Posets... Mas como nosso objetivo era o Vale de Ordesa, deixamos essa trilha pra trás.

Plan é uma vila muito pequena, com ruas estreitíssimas (aliás todo povoado por aqui é assim) com uma igrejinha muito simpática e as casinhas todas construídas em pedra, com flores e plantas nas janelas... um charme!

 

Valle da Pineta

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Igreja em Plan

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Dia 2:

No dia seguinte, após um café da manhã muito substancioso, pegamos a estrada de volta e fomos em direcão a França, passando pelo tunel de Bielsa. A fronteira fica uns 15 Km de Bielsa. Nesse ponto, os Pirineus tem os picos bem altos e muitos lagos nas altitudes.

 

Passamos pela estação de esqui de Piau Engaly, depois Aragnouet, Fabian, todos ditancias curtas e em menos de 45 min estavamos pegando a segundaria para o Lac Cap de Long. Antes, passa-se pelo Lac D'Oredon, verdinho...

Lá em cima, no Cap de Long (2170m) , onde a água é de um azul anil, soubemos do bus que leva ao Lago D'Aubert, que saía do Lac D'Oredon. Este bus é o unico meio de entrar motorizado dentro do Parque Natural de Neouvielle. Voltamos entao ao D'Oredon que ficava só a uma distancia de uns 10 min , deixamos o carro estacionado na beira do lago e pegamos o tal bus (4 euros ida+volta). A viagem dura uns 15 min. e nem precisa dizer que é linda. Muitos trilheiros sobem a pé. Chegando lá, passamos pelo Lac d'Aumar e finalmente o d'Aubert. Nossa, muito azul. Tomamos nosso lanche alí nas alturas, molhamos os pés nas águas geladas. Dalí se vê o Neouvielle 3090m com seus picos nevados. Refizemos o trajeto de volta. O condutor do busão era bem esperto, mas tirava cada fina nas curvas do penhasco, só vendo...

 

Voltamos à estrada de Bielsa, descemos até Escalona.

De lá, entramos na estrada que leva ao Canion de Anisclo, impressionante estrada onde passa só um carro, só tem um sentido. Passamos pelo Ermita de San Urbes, que é um santuario em meio a uma semicaverna. O trajeto todo é arrepiante, com desfiladeiros, rio verdinho, cascatas, montanhas altas e paredoes por todo lado.

Passamos por Nerin onde nos informamos sobre o passeio aos Miradores de Ordesa, mas este só no dia seguinte iria ter. Passamos por Fanlo, uma vilazinha no topo de uma colina cercada de montanhas, que vista!...

Nao fizemos o passeio aos Miradores, mas posso confessar que nao perdemos nada diante do que iríamos ter no dia seguinte.

 

Chegamos em Torla cansados, mas antes ainda paramos em Broto para comprar lanche/água para a caminhada do dia seguinte.

Alojamos em Torla, vila que fica aos pés do Mondarruego, um paredao imenso, porta de entrada do Vale de Ordesa.

Hotel Villa de Torla: 75 euros TPL +6,00 euros desayuno . Ótimo hotel, quarto duplo com duas cama cada. tinha até piscina. Estacionamento.

 

Lac D'Aubert

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Logo após o túnel de Bielsa -

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Dia 3:

Dia da trilha para o Vale de Ordesa.

Arrumamos as mochilas com lanches, água e protetor solar. No verao os carros sao proibidos de entrar no parque, então pegamos o bus que leva até a entrada do Parque por 4,50 euros (ida e volta). O trajeto leva cerca de 20 min.

Descemos na portaria do parque e vimos daí o que nos esperava à frente: dois paredões imensos e o vale no meio. Fiquei até emocionada com a visão... Alí começava a trilha para vários pontos do Parque Nacional de Ordesa.

 

Pegamos a trilha para o Circo de Soaso, que é o menos difícil e o mais bonito acho, pois passa pelas Gradas de Soaso, que é uma série de cascatas, cascatinhas, cachoeiras, riachos incrivelmente azuis..., pradarias, paredões,.....

 

Vale de Ordesa - Gradas de Soaso

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Andamos no total cerca de 3 horas até o final da trilha, que vai dar na Cola de Caballo, onde termina o vale. Mas na Cola mesmo, que é uma cachoeira em formato de rabo de cavalo só o meu marido chegou. Eu e minha irmã paramos um pouco antes, no riacho e ficamos descansando. Eu estava já bem cansada e minha irmã idem. A paisagem neste ponto é do vale verdinho, com algumas árvores distantes, mas dos dois lados da trilha havia flores coloridas, lírios azuis, e sempre o riozinho no meio do vale, e mais ao fundo, no sopé dos paredões, as flores amarelas cobriam toda a vegetacao rasteira até mais ou menos a metade do paredão.... nossa era uma visão paradisíaca. De ficar admirando e não perceber o tempo passar e nem o cansaço que nos pegou após toda a caminhada e subidas... Estávamos diante do Circo de Soaso.

Dalí se ve o Monte Perdido (+ de 3000m), o Monte Cilindro e o Sound Ramon.

 

Para além da Cola de Caballo existe mais trilha, para o refúgio do Monte Perdido, mas daí a dificuldade é grande por causa da subida do paredao e é preciso pernoitar no refúgio.

 

Vale de Ordesa

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Pegamos então o caminho de volta, que foi um pouco mais fácil pois era descida. Na volta tiramos fotos quase dos mesmos pontos da ida, mas com angulos e incidencia de luz diferentes, o que deu um outro aspecto aos paredões. Mais clic, clics...

 

Já quase chegando ao ponto de partida, sentamos na beira do rio, tiramos os calçados e enfiamos os pés na água gelada que descia desde lá do vale acima... Revigorou nossas forças (um pouco).

Foram 7 horas de trilha no total.

Eu estava realizada, consegui andar numa boa, vi tudo que espera ver, apreciei, contemplei, curti mesmo toda a caminhada. Se pudesse voltaria e faria todo o trajeto novamente...

Aliás, se for de novo iria no Outono para ver toda a vegetacao colorida de amarelo e vermelho....

 

Pegamos o busão de volta a Torla, meus pés estavam moídos.

Tínhamos deixado o carro no estacionamento em frente ao hotel, colocamos todas as malas no carro e deixamos Torla. Seguimos em direcao a Panticosa.

Sao apenas 40 a 50 Km mas cheio de curvas. Passamos por vários lagos, diques, embalse. Chegamos em Pueyo de Jaca, apegada a Panticosa onde tem uma estacao de esqui. Nosso hotel ficava quase a beira do lago verdinho, o embalse de Bubal. A vista era maravilhosa, com as montanhas Pena Telera (2700m) á frente.

 

Aparthotel Pena Telera: 90 euros TPL, sem café. Ótimo apartamento, com cozinha moderna, banheiro espaçoso, edredon cheiroso, tudo novo. Tem restautante embaixo, mas parecia muito careiro. Compramos pollo assado e fizemos um rango no apto mesmo...

 

Cola de Caballo

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Dia 4:

No dia seguinte seguimos direto para a divisa da França novamente, mas desta vez por Formigal e Sallent de Gállego, que distava apenas uns 30 Km. Passa Formigal que é uma estacao de esqui, passa o tunel (El Portalet) e voilá, já está a França.

No lado francês dos Pirineus também tem muitas trilhas, lagos de degelo, picos. Queria voltar um dia para fazer mais trilhas por aqui.

Após atravessar a fronteira em direcao a Gabas/FR, um pouco antes viramos a esquerda em direcao ao Vale de Bious. Estava chuvoso e muito frio. Chegamos ao lac Bious para ver se dava pra enxergar o Pic do Midi Ossau. Mas estava todo nublado. Esperamos até o meio dia, mas nada... desistimos e voltamos para o lado espanhol.

A partir do Lac Bious os trilheiros deixam os carros e começa a caminhada pela trilha que leva ao Midi Ossau. Vimos varios grupos partindo.

 

De volta a Panticosa, subimos o teleférico (15 euros) até a estacao de esqui. A vista das Penas Teleras era incrível.

Fizemos uma caminhada de uma hora e meia até o lago de Asnos. Trajeto bonito mas tem uma bela subida.

 

Descemos, pegamos o carro novamente e fomos ao Balneario Panticosa pela estrada que passa pela Garganta de Escalar. Tem hotéis e um centrinho de artesanato e restaurantes. Uma praça bem arborizada e o lago bem grande cheio de peixes, parecia trutas. Uma cachoeira a esquerda da vila.

Do balneario partem trilhas subindo a montanha em direcao aos Lagos Bachimana (2180m), pelas fotos a trilha é espetacular mas esta é só para os que estao em forma. Para nós, nem pensar...

 

Voltamos a vila Panticosa/Pueyo de Jaca, passamos no supermercado que minha irmã já ficara freguesa pois encontrou uns produtos bem do gosto dela... (ela comprou pacotes de Madeleines, aqueles brioches feitos de manteiga). Encontramos um casal brasileiro lá dentro e então foi aquela festa. Trocamos informações e ensinamos a eles como pegar o trem para Artouste (passeio que fizemos no dia seguinte).

 

Pirineus

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Trilha para Lago Asnos e Pena Telera ao fundo

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Dia 5:

Acordamos cedo, fizemos nosso café no apartamento e saímos para nosso passeio nas alturas: o trenecito de Artouste.

Atravessamos novamente a fronteira para a França, pelo Portalet, até Fabregès onde tem um lago bem grande.

Pegamos o teleférico alí, e subimos, subimos.... Lá em cima pega-se o trenzinho (antigo, antes era usado pelos mineiros) que nos levaria ao Lago Artouste.

Daqui pudemos ver o Pic du Midi Ossau cara a cara! Estava todo imponente, límpido e com alguma neve em cima... que legal!

Pegamos o primeiro trenzinho da manhã, e com isso tivemos um desconto de 30%. (ingresso normal +- 20 euros)

O trenzinho é todo aberto, só sentam 2 pessoas em cada banco. Estava um friooo. Uma raridade no verao: havia nevado naquela noite, então todos os picos estavam branquinhos... que presente! Em compensacao, o frio de rachar.... O trajeto de trem leva uns 45 min. e é lindo e arrepiante por causa dos desfiladeiros por onde passa... Lá em cima chega num centrinho com cafeteria e toiletes. Uma caminhada curta de uns 20 min. e chega-se ao Lac Artouste: azul, azul....

e realçando mais o lago, os picos nevados. Clic, clic...

 

Voltamos para o hotel, pegamos nossas malas e demos adeus aos Pirineus... Fiquei com vontade de voltar um dia para fazer outras caminhadas, ver outros picos, outros vales, se minhas pernas ainda aguentarem....

 

Então aqui termina o meu relato. Espero que tenham gostado e se quiserem mais dicas da região, pode escrever. Se puder ajudar, farei com prazer.

Um abraço para todos!

 

Sueli

 

Se alguém estiver bem interessado em mais trilhas nos Pirineus, veja este site da qual me baseei tbém:

 

http://www.topwalks.net/en/ordesa_monte_perdido.htm

 

 

Subida para o Artouste

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Lac Artouste (1980m)

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Sueli, sou fã dos seus relatos ::otemo::

Me deu muita vontade de fazer esse roteiro da próxima vez que for para a Europa

Me diz uma coisa, como é a temperatura por lá nessa época de verão??

Sabe se rola de acampar nesses lugares?

Beijos!!

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Oi Samantha

Sim, dá pra acampar por lá. Ví um em Sallent de Gallego, um no vale da Pineta perto do Hotel Parador, vi um tbem na estrada entre Broto e Panticosa, nas montanhas. Mas se pesquisar mais deve encontrar muito mais na internet.

A temperatura no verão é quente, mas a noite faz um friozinho que pode usar um moletom. Quando fizer trilha, se for nas montanhas altas, entao sempre leva agasalho. Olha, é meio inusitado, mas teve uma frente fria qdo estivemos la, e a noite nevou nos picos altos. Passamos muito frio no dia seguinte pois subimos a mais de 2000m.

beijos. :wink:

sueli

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oi,

 

onde alugou o carro e em que empresa? estava a pensar fazer algo parecido mas só encontro preços altos.

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Ola Tfout

desculpe a demora em lhe responder.

Aluguei o carro em Barcelona, na estacao Santis, fiz pela internet do Brasil mesmo, paga-se lána hora da retirada. (rentalcargroup)

Quando cheguei em BCN o carro ja estava la, tudo certinho, ate fizeram um upgrade pois havia contratado um carro de 3 portas e me deram um com 5 portas.

A devolucao foi em TOledo, sem custos adicionais.

Espero que tenha lhe ajudado.

Sueli

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    • Por gabriela souza p
      Estou organizando uma viagem para Europa em setembro de 2019, com mais uma amiga.
      A ideia é irmos de Porto Alegre para Paris em 05/09, ficarmos até 10/09, de lá irmos para Grécia (Atenas), na grécia vamos para Mykonos e Santorini, sairemos de lá dia 18/09, por atenas.
      Não sabemos se seria viável ficar mais uns dias na grécia e conhecer outras ilhas ou ir direto para Itália ou outro país, pois a passagem da grécia para Poa é cara.
      Queremos dicas de destinos para ir depois da grécia, voltaremos para Poa em 28/09. 
      Então, em suma, a ideia seria
      Paris 
      Atenas
      Mykonos
      Santorini 
      (acrescentar outras ilhas??)
      Roma
      (sugestão de lugares para conhecer? somos mais da natureza do que da parte mais histórica, embora também gostemos).
      Pensamos em ir para outro país também, saíra mais barato do que sair de atenas para poa.
       
      Estamos projetando R$ 6.000,00 para passagens de todo roteiro.
      R$ 8.000,00 para estadia, alimentação e demais despesas.
      Seria suficiente o valor?
      Iremos de mochila, sabem se posso levar sempre como bagagem de mão? mochila de 50/80 litros.
       
      Aguardo dicas, é a primeira viagem para Europa.
       
       
       
       
    • Por Jonatas Elias
      Olá pessoal! Deixo aqui o relato da viagem que fiz com minha mãe em fevereiro de 2019. É o primeiro relato de viagem que escrevo, então já peço desculpas se algo ficar repetivivo ou não tiver detalhes. Vou escrever por partes, conforme a sequência da viagem. Let's go.
      Dia 1: apresentação e embarque
      Certo dia minha mãe (mamis) me revelou que tinha vontade de conhecer Paris e Roma. Ela não sabia explicar o porquê dessas duas cidades e não outras. Com bom viajante, compreendo perfeitamente essa vontade, imagino que vocês tb já quiseram visitar um lugar sem saber por que, apenas ir e pronto! Como ela não tem condições físicas nem financeiras de ir sozinha, decidi que a levaria para sua primeira viagem internacional e longa.
      Com essas duas cidades em mente, a primeira coisa que eu fiz foi comprar a passagem aérea (não recomendo fazer isso rsrs, mas eu tenho uma enorme dificuldade em planejar uma viagem, se não tiver as passagens compradas era como se não tivesse certeza de que ia viajar, aí imagino que estaria planejando a toa, aí não planejaria nada e acabaria não viajando). Com várias dúvidas ainda, recorri ao mochileiros, blogs de viagens, youtube etc. Coisas como onde se hospedar, o que ver e fazer, como se locomover, quanto tempo ficar etc.
      Como eu queria que mamis tivesse uma boa experiência ainda no voo de ida, optei pelas cias mais tradicionais, com boa avaliação dos usuários e que não tivessem históricos de transtornos, como perda de bagagens, atrasos etc. Nesse sentido, a melhor opção seria voar AirFrance, com a vantagem do voo direto até Paris. Comprei a passagem de SP até Roma com stopover de uma semana em Paris. Pra felicidade geral da nação, a KLM faz parte do mesmo grupo da AirFrance, então na volta podemos aproveitar outro stopover, desta vez em Amsterdam. Financeiramente a passagem saiu mais cara do que se fossêmos por outra cia, mas nessa hora o emocional ganhou do racional e comprei mesmo assim. A vantagem foi que os voos internos (de Paris a Roma e de Roma a Amsterdam) estavam inclusos e com bagagem, assim não precisei me preocupar em pesquisar voos com as low cost e gastar ainda mais pra incluir bagagem (uso isso como conforto mental pra justificar pagar a mais rs). Se eu fosse sozinho provavelmente não faria isso, mas como queria que mamis tivesse uma boa experiência valeu a pena. Outra coisa que pesou na escolha da cia foi o fato de ser a primeira viagem internacional de mamis, e também a primeira viagem longa de avião. Confesso que fiquei preocupado quanto a isso, pois o máximo que ela tinha voado antes eram 3h, e pegar um voo de quase 11h assim pode assustar um pouco. Graças a Deus ela não teve nenhum medo nem receio.

      Dona Sonia (mamis) no Aeroporto de Guarulhos, momentos antes de embarcar no Boeing 777-200 da AirFrance (ao fundo), rumo a Paris.
      Também foi a primeira vez dela em um avião grande, e a primeira palavra dela ao entrar no avião: "- Que lindo!". Imaginem a minha emoção rs!
      O voo trancorreu sem problemas. Pegamos turbulência na travessia do Atlântico, mas nada que assustasse. Mamis conseguiu dormir bem.
      A AirFrance não foge do padrão da econômica (serviço de bordo, sistema de entretenimento, espaço para as pernas e reclinação das poltronas, além dos clássicos travesseiros, cobertores e fone de ouvido), mas tem alguns "mimos" que poucas cias oferecem, como máscara de dormir e lenço umedecido para higienizar a mão antes da refeição. O grande destaque fica para a cordialidade das comissárias e, claro, o champagne que é servido como welcome drink, mesmo na econômica.

      Champagne servido no voo da AirFrance. 
      Pelas passagens, paguei R$ 3.189,58 por pessoa, comprada em junho/2018 para embarque no dia 01/fevereiro/2019. Em dólares, saiu por U$ 717,00. 
      Em julho fechei o seguro viagem com a Mondial/Allianz, que custou R$ 302,24 por pessoa (era mais caro, lembro que usei um cupon de desconto). Graças a Deus não precisamos de atendimento na Europa, então não tem como avaliar o seguro.
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Alimentação: €425 - €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches...)
      Atrações turísticas: €233 - €47/dia
      Transporte: €147 - €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um belo banho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées

      Arco do Triunfo
       
      Jantar: Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa, e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, vc escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por f0soare
      Em 02/03 eu e minha esposa saímos para essa que foi o maior tempo seguido que ficamos fora do país. Foram 28 dias corridos de férias que consideramos fantásticas, superando em muito a nossa expectativa.
      O fato de termos ficado com carro alugado durante todo o período contribuiu bastante, já que facilitou muito a logística e permitiu que tivéssemos bastante flexibilidade no roteiro. Este ponto também nos ajudou a economizar bastante, já que o carro acabou virando nossa “segunda casa” e deixávamos sempre mantimentos nele (Como o clima estava bem frio, acabamos fazendo do carro a nossa geladeira, deixando ele sempre abastecido de bebidas e até frios para tomar café da manhã quando o mesmo não estava incluso na diária do Hotel).
      Um breve resumo de nossa viagem:

      ·         8 países visitados: Alemanha, Áustria, Itália (Bônus), República Tcheca, Holanda, Bélgica, França, Luxemburgo (Bônus)
      ·         5.438km percorridos com nosso veículo alugado.
      ·         Média de 11,3km por dia de caminhada (305km no total)
      ·         Utilizamos 39GB de dados em nossa viagem via 3/4G.
       
      Bom, vamos ao que interessa:
       Dia 0: 02/03, sábado de carnaval
      Saímos de casa para Guarulhos. Como o Uber de minha casa até o aeroporto sai em torno de 130 reais ou até mais na época de festas e para ter mais flexibilidade, aluguei um carro na Localiza perto de minha casa para entregar no aeroporto. O aluguel com a tarifa do clube porto ficou R$65,63. Me foi oferecido um Logan Expression c/ ar manual com quase 3mil km rodados, bem novo e limpo.  O processo de entrega no aeroporto foi bem tranquilo e logo o transfer da Localiza nos deixou no terminal 3 de onde partiríamos para Frankfurt.
      Fizemos o check in e como ainda faltava 1 hora para iniciar o embarque, aproveitamos a sala vip da Mastercard Black (acesso gratuito devido ao benefício do cartão). Ela estava bastante cheia, mas deu para petiscar antes de embarcarmos.
      Nossa operadora foi a Latam (Vôo direto, passagem comprada com pontos multiplus ida e volta). O Voo saiu com atraso de quase duas horas devido a chuva, mas isso não atrapalhou em nada nossa programação, já que não havia nada agendado para o Domingo. O voo foi tranquilo e chegamos em Frankfurt por volta das 16hs.
      Dia 1: 03/03 Domingo
      A imigração foi bem tranquila. O aeroporto estava cheio e levamos em torno de 40 minutos para concluir todo o processo. Na imigração, o agente só nos perguntou quantos dias ficaríamos por lá e quando respondi 28 dias, ele me olhou espantado e disse: 28 dias?  Muito bom! Tenham uma ótima viagem!
      O Aeroporto de Frankfurt muito bem sinalizado, mas é bem grande. Andamos bastante para chegar na Alamo e fazer o processo de retirada do veículo. Confesso que me decepcionei um pouco com o processo de check in. Foi bem demorado. Haviam duas pessoas na nossa frente e demoramos em torno de 1hr até sair com o carro. Nosso companheiro de viagem foi um RENAULT CAPTUR BRANCO AT, que já estava com a tarifa de inverno inclusa no preço pago ainda no Brasil. Lá no balcão, para retirar o carro apresentei a carteira de motorista, o PID (Foi solicitado) , cartão de crédito e passaporte. Tivemos que pagar EUR 61,50 referente a taxa de fronteira.
      Antes de sair do aeroporto, ativei o chip da Easysim4u que compramos aqui no Brasil (plano ilimitado de 30 dias). Funcionou muito bem durante praticamente toda viagem. Começou a “ratear” nos dois últimos dias, mas foi uma ótima escolha já sair com o chip do Brasil e em relação ao preço que vi na Alemanha durante a viagem, fizemos a escolha correta.
      Saindo do aeroporto, fomos direto para nosso Hotel em Aschaffenburg. Já nos primeiros quilômetros deu para sentir a qualidade das estradas alemãs. Asfalto e sinalização impecáveis. Em meia hora estávamos no Hotel que ficava há 59km do aeroporto.
      Aqui passamos um certo “sufoco”.  Ao ligar meu smartphone em Frankfurt, saindo do aeroporto e utilizando o Google Maps, o GPS estava doido, sinalizando que eu estava há alguns KMs de distância de onde eu realmente estava e o smartphone da minha esposa sem bateria.. Estávamos “cegos” em uma estrada que não conhecíamos. A sorte é que o carro veio com sistema de navegação (gratuito) e foi o que nos salvou naquele momento. Acabamos usando o GPS do carro durante toda a viagem.... nos ajudou bastante.
      Estava bastante frio (7 graus) naquela noite e também estávamos bem Cansados da viagem. Comemos no McDonalds e fomos para o Hotel dormir cedo. Neste dia dormimos no Hotel Olive Inn, que é bem simples, mas com uma cama confortável.
      Dia 2 - 04/03 Segunda
      Acordamos cedo e fomos ao Schloss Johannisburg mit Schlossanlagen que ainda estava fechado quando chegamos (8hs) e fomos na Stiftsbasilika St. Peter und Alexander, que é uma igreja belíssima. Passamos no mercado (Lidl) para comprar alguns suprimentos e seguimos para Würzburg. Levamos menos de 1hr para chegar. Deixamos o carro em um estacionamento próximo ao centro e visitamos as principais atrações da cidade (Residenz de Würzburg, Catedral de Würzburg, Neumünster, Marienkapelle, Wallfahrtskirche Käppele, etc.). Passeamos as margens do rio Meno que é extremamente limpo e com uma intensa movimentação de barcos. É impressionante como ele é conservado e utilizado a favor da população. Com certeza é um exemplo para todo mundo.


      De lá partimos para Rothenburg ob der Tauber. Chegamos por volta das 16hs e fomos caminhar pela cidade. Que cidade linda! Caminhamos por cima da muralha e pelo centro da cidade. Jantamos no centro histórico e seguimos para o nosso Hotel que ficava ali perto, no lado externo da muralha, o Hotel Rappen Rothenburg ob der Tauber.
       
      Dia 3 - 05/03 Terça
      Tomamos café de manhã no Hotel e voltamos para terminar de conhecer o centro de Rothenburg ob der Tauber. Aqui ocorreu a primeira decepção da viagem: Fomos atrás do que seria o “melhor strudel de maçã do mundo”, mas a Konditorei Pretzel, café que fica na Marktplatz estava fechado tanto na segunda quanto na terça por causa do feriado de carnaval. Então ficamos só na vontade mesmo... Mas deu para conhecer a Kathe Wohlfahrt que é uma belíssima loja de enfeite de natal. A loja é imensa e do lado de fora não parece que é tão grande e tem tanta coisa para vender lá dentro...
      Depois seguimos viagem para Dinkelsbühl. Deixamos o carro no estacionamento P2 e caminhamos pela cidade. A cidade é linda e rende belas fotos. O centro é bem pequeno e aqui fica o destaque para a catedral de São Jorge.

      De lá seguimos para nosso hotel que ficava próximo a Baden Baden. O Hotel Kloster Maria Hilf Bühl que também é um convento, apesar de afastado do centro, é uma ótima escolha para quem está de carro. Preço bastante acessível em relação aos demais e com uma boa qualidade. Ainda deu tempo de passear um pouco a noite pelo centro de Baden Baden, que também é bem organizado.
      Dia 4 - 06/03 Quarta.
      Foi dia de passearmos pela Floresta Negra. Saímos cedo do Hotel (que tinha um café muito bom já incluso na diária) e seguimos para passear pela Floresta Negra. Nossa primeira parada foi em Herrenwieser See. Como ainda era bem cedo e havia nevado naquela noite, o caminho estava lindo, todo branquinho e as estradas estavam bem limpas. Você percebe a preocupação com a remoção do gelo para evitar acidentes. O problema é que para chegar no lago, você entra em uma estrada secundária, bem estreita e sem esta manutenção das estradas principais. Fomos subindo e a estrada estava com bastante neve. Como só havia nós ali naquele horário, chegou um ponto que tivemos que encostar o carro pois havia muita neve no chão e estava perigoso seguir (o carro estava derrapando). Então encostamos o carro próximo ao ponto de observação Blick zur Schwarzenbachtalsperre (que possui uma vista de tirar o folego do lago) e seguimos o caminho restante (em torno de 1,5km) a pé para contemplar o lago congelado (acreditávamos que seria o único lago congelado que iríamos ver, mas depois, ao longo da viagem, vimos vários outros).
      Engraçado que não seguimos a estrada com o carro pois a camada de neve estava fofa, mas muito alta (havia trechos que a neve quase bateu no meu joelho). Ao voltar do lago a pé, como a estrada é bastante estreita, manobrei com todo cuidado para voltar para a estrada principal. Dai veio um carro em nossa direção, com o senhor de uns 60 anos dirigindo. Ele falou 1 kg em alemão e eu só entendi 50 gramas... Peguei o celular para traduzir e só deu para entender que ele estava perguntando se precisávamos de ajuda.  Agradeci, disse que não precisava de ajuda e avisei a ele que eu achava que não dava para passar com o carro mais a frente, já que havia uma camada de neve a frente que apesar de fofa, estava bastante alta. Ele sorriu, disse que iria em frente e nos desejou um bom dia... pegou seu carro e seguiu pelo caminho que fizemos a pé. Não sei se nós, que pela falta de experiencia, estávamos com mais receio do que o necessário, mas para ele parecia ser algo normal.
      Retornamos e fomos em direção a See Mummelsee para tirarmos umas fotos do lago Schwarzenbachtalsperre. Paramos no estacionamento e atravessamos represa, mas não havia nada aberto ali para podermos comprarmos um café. Então tiramos algumas fotos e seguimos viagem.
      Em menos de 1hr chegamos em Schiltach. Uma pequena cidade repleta de construções típicas alemãs. O rio que corta a cidade muito limpo. Posso dizer que ali encontramos a perfeita junção da natureza com a arquitetura alemã.  A cidade muito bonita e vale a visita. 
      Mais meia hora de estrada e seguimos para Triberg. Passeamos pelo centro da cidade, visitamos a loja Haus der 1000 Uhren que possui uma grande variedade de “relógios cucos” para venda e visitamos a Triberger Wasserfälle, que possui várias cachoeiras. Como já era meio da tarde, paramos para almoçar no único restaurante que encontramos aberto ali na avenida principal.
      Obs: Aqui em Triberg ocorreu a segunda decepção da viagem: Fomos no Cafe Schäferpara comer o que dizem ser a receita original do bolo Floresta Negra, mas estava fechado devido ao feriado de Carnaval.
      Saindo de Triberg seguimos para Friburg, onde dormimos. Foram mais 1hr de carro através de paisagens maravilhosas. Fomos direto para o centro da cidade, já era fim de dia, passeamos pelo centro da cidade e assistimos a uma missa na igreja Münster de Freiburg. Dormimos no Hotel Super 8 Freiburg, que apesar de se um pouco distante do centro, possui instalações novas e de boa qualidade. Não deixamos o carro no estacionamento do Hotel, deixamos na rua mesmo (havia algumas vagas livres para estacionar gratuitamente).

      Dia 5 - 07/03 Quinta
      Fomos direto para o Castelo de Neuschwanstein. Foram 3 horas de viagem, novamente por paisagens belíssimas. Subimos e descemos a pé já que não estava chovendo. Visitamos o castelo (31 EUR p/ 2) e andamos nos arredores.  A Mariensbrücke estava fechada pois havia tido um deslizamento próximo a ela na noite anterior. Ao descer do castelo, almoçamos em um restaurante no caminho. Passamos a tarde no centro de Fussen e depois dormimos no Hotel Fantasia, um bom Hotel que fica bem próximo ao centro da cidade. Nesta noite jantamos em um restaurante italiano chamado Peperoncino Pizza e Cucina. Recomendo a quem for passar pela cidade. Comida de qualidade com um preço bastante justo.

      Dia 6 - 08/03 Sexta
      Saímos cedo do Hotel e seguimos para Oberammergau. Em 1hr chegamos na cidade e visitamos a casa de artesanatos Pilatushaus. Mas o destaque é para a cidade em si, repleta de afrescos por toda cidade, um mais belo que o outro. Parece uma disputa entre os moradores de quem é a fachada mais bonita. Fico me perguntando o custo da manutenção daquelas pinturas, já que a qualidade delas é muito boa.
      De lá fomos visitar o Palacio Linderhof em Ettal (Estava fechado e em obras), caminhamos por seus jardins e seguimos para a belíssima Abadia de Ettal.
      Saindo de Ettal, seguimos para Eibsee onde pegamos o bonde para Zugspitze (93 EUR p/ 2) Almoçamos lá em cima e ficamos até o fim da tarde lá. O tempo estava bom, mas de vez em quando fechava e vinha uma pancada de neve (foi nosso primeiro contato com a neve caindo). É impressionante a estrutura lá em cima, assim como a velocidade em que o tempo muda. Pegamos -14 graus no topo já próximo ao horário de descermos. Interessante que no top, tem uma parte que é a divisa entre a Alemanha e a Áustria. Apesar de não haver mais o controle de fronteira ali, você pode carimbar seu passaporte com os carimbos das regiões.
      Dali fomos para Innsbruck. No meio do caminho parei em um posto para comprar o Vignette de 10 dias (EUR 9,20). Após 1 hora de viagem, chegamos ao apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um apartamento com uma anfitriã supersimpática, confortável e com uma bela vista. Para quem está de carro, vale muito a pena ficar nele (https://www.airbnb.com.br/rooms/16673155?guests=1&adults=1).  Apesar de ainda ser somente o sexto dia da viagem, estávamos começando a sentir o cansaço das férias...

      Dia 7 e 8 - 9 e 10/03 Sábado e Domingo
      Ficamos em Inssbruck por 3 noites. Foi bom a pausa de viagens para descansarmos um pouco. Conhecemos a Hafelekar, que fica a 2.256m de altura e possui uma vista magnifica da cidade. Fomos também no Swarovski Crystal World Museum, que é bem interessante e vende produtos Swarovski a um preço mais em conta que nas lojas, além de visitar os pontos turísticos no centro histórico e caminhar bastante a beira do lindíssimo rio Inn. A cidade em sí é um espetáculo, cercada de montanhas... Bonita em todos os ângulos..
      Em uma tarde que estávamos livres, fomos até o Outlet Center Brenner, na Itália. O Outlet fica a 40 minutos de Innsbruck e bem pertinho da fronteira dos países. Valeu a pena a ida, apesar do pedágio no caminho de quase 10 euros na ida e volta, pois encontramos no Outlet os menores preços de roupas da viagem.

       
      Dia 9 - 11/03 Segunda
      Aqui foi a grande mudança que fizemos no roteiro de última hora. Estávamos programados para 3 dias em Munique. Mas como teremos que fazer uma conexão em Munique nas próximas férias, resolvemos deixar a cidade para um Stop over futuro. Então cortamos Munique do roteiro.
      Com isto, seguimos para Dachstein-Gletscherbahn. Em 3 horas chegamos no destino e o tempo estava bastante fechado. Por teimosia nossa, subimos assim mesmo (EUR 78 p/ 2), mas infelizmente não deu para ver nada lá em cima.  Estava nevando muito, mas muito mesmo... Nevava por todos os lados que vocês possam imaginar... Não dava para ver 2 palmos a frente. Fomos na Suspension Bridge, Ice Palace e Skywalk, mas sem conseguir apreciar praticamente nada, já que o frio era congelante e estava difícil até de respirar. Ficamos imaginando como seria lindo estar ali em um dia de tempo claro com bastante sol... infelizmente vai ficar para a próxima vez.
      De lá, fomos para o Lago Gosausse. Demoramos em torno de 1hr para chegar e valeu muito a pena. Era fim de tarde e o tempo estava muito claro, com um sol lindo... lago completamente congelado! Uma paisagem deslumbrante!!!!
      Saímos do Lago quando estava escurecendo e fomos para Hallstatt para ver a cidade a noite. Chegamos lá e não vimos uma viva alma na rua. Estava muito frio e não encontramos nenhum lugar aberto para jantarmos. Então retornamos para nosso Hotel. Dormimos no ótimo COOEE Alpin Hotel Dachstein, em Gosau. Hotel muito bem conservado e com um preço justo. O restaurante do Hotel serve uma comida de qualidade.

      Dia 10 - 12/03 Terça
      Tomamos café no Hotel e fomos Visitar Hallstatt. Ao chegar no estacionamento, o carro estava coberto por neve. Ainda bem que havia no carro uma pá de acrílico para remover a neve, foi o que ajudou bastante. Quando saímos do Hotel ainda estava nevando bastante. Todo caminho até Hallstatt foi com neve. Demoramos 20 minutos para chegar. Estacionamos no P1 e fomos conhecer a cidade. Chegamos na cidade com neve e durante a tarde estava com tempo claro e muito sol... A cidade é belíssima, seja com sol ou nevando!  O lago de águas cristalinas dá um toque especial na cidade. Passamos o dia passeando pela cidade, compramos um monte de lembrancinhas (inclusive sal) e voltamos para o nosso Hotel em Gosau.

      Dia 11 - 13/03 Quarta
      Saímos cedo do Hotel e fomos para Cesky Krumlov. Novamente nevou bastante e tive que remover a neve do carro. Quando saímos ainda estava nevando bastante em Gosau, mas as estradas sempre bem cuidadas, não foram um problema. Cruzamos a fronteira para a República Tcheca e paramos no primeiro posto para comprar o Vignette (10 dias p/ 12,50 EUR). Logo chegamos em nosso destino depois de 2:30hs de viagem. Deixamos o carro em um estacionamento privado próximo ao castelo (48°48’50.5″N 14°18’47.2″E).
      Passamos o dia visitando o centro histórico e o castelo da cidade. Aqui resolvemos não trocar euro por coroas tchecas. Fizemos um saque internacional no caixa eletrônico e o custo total menor que o custo total das casas de câmbio.
      Saímos de Cesky Krumlov no fim da tarde e seguimos rumo a Praga. Depois de 2 horas chegamos ao nosso destino: Hotel Habitat que possui um preço muito bom, é próximo a uma estação de metrô (+/- 1km), mas tem um problema: Não tem elevador. Nosso quarto era no terceiro andar e estávamos com muitas malas, então deixamos todas no carro e colocamos somente o que utilizaríamos na mochila para subir. O Hotel também não tem estacionamento e o carro ficou na rua, que por sinal é bem tranquila tinha vaga disponível. Não recomendo este Hotel caso esteja com muitas malas... a escada é cruel....

      Dia 12 - 14/03 Quinta
      Deixamos o carro parado e fomos conhecer o centro de Praga de metrô. A estação próxima ao Hotel é a Střížkov. É muito fácil comprar as passagens nas máquinas (apenas com moedas) e utilizar o metrô. Não esqueça de validar o ticket. Ao descer no centro, fomos abordados pela fiscalização e foi tudo certo, apresentamos os tickets e ele apenas nos desejou boa viagem.
      Dedicamos o dia para conhecer o Planetário, a torre Petrin e o Castelo de Praga (todos belíssimos por sinal) e no fim da tarde passeamos pelo centro. Ficamos até anoitecer e retornamos para o Hotel também de metrô.

      Dia 13 - 15/03 Sexta
      Fizemos checkout no Hotel, deixamos o carro próximo a estação de metrô e voltamos para o centro de Praga. Fomos direto para Vysehrad pois queríamos conhecer a basílica. Após passear pela região fomos terminar de conhecer o centro da cidade.
      No fim da tarde pegamos o metrô de volta para a estação Střížkov, pegamos nosso carro e seguimos para Karlovy Vary. Pegamos um pouco de trânsito no caminho e demoramos 2hs para chegar ao nosso destino.
      Fomos direto para o centro conhecer a cidade a noite. Jantamos no Ristorante Pizzeria Venezia, que tem uma massa de primeira qualidade.
      Dormimos no Hotel Marttel , que apesar de antigo, é bem conservado e tem um café da manhã de primeira qualidade.

      Dia 14 - 16/03 Sábado
      Karlovy Vary: Que cidade linda! Uma das mais bonitas que visitei. Parece que o tempo não passa por ali.... As centenas de pessoas caminhando pelas ruas, bebendo água das fontes termais, sem pressa... Passeamos durante todo dia na cidade, compramos uma caneca tradicional da cidade e bebemos água de todas as fontes (Não sei como conseguem beber tanta água daquela... não gostei). Tomamos um café no Grandhotel Pupp (hotel onde foi filmado Casino Royale). A dica aqui é experimentar o Oblaten, que é um biscoito vendido vem vários locais na cidade....


      Dia 15 - 17/03 Domingo
      Saímos cedo de Karlovy Vary e voltamos para Alemanha. Agora nosso destino era Dresden. Depois de 2hs de viagem, chegamos ao nosso destino.  Deixamos o carro em um estacionamento publico a beira do rio Elba e fomos flanar pela cidade.
      O dia estava lindo, ensolarado! Combinando com a cidade. É impressionante como as pessoas aproveitam os parques para tomar sol. Eu diria que é um hábito continental, já que percebemos isto em todas as cidades em que passamos.
      Visitamos os principais pontos turísticos da cidade que possui muitas construções imponentes. A cidade por si só é um museu a céu aberto. Vale muito a pena a visita.
      Almoçamos no Ayers Rock e particularmente não gostei muito. Esperava mais devido ao valor dos pratos.
      Ao anoitecer, começou a chover. Pegamos nosso carro e seguimos para nosso próximo destino: Berlim.
      Mais 2:30hs de viagem e chegamos ao nosso hotel (Enjoy Hotel Berlin City Messe). Recomendo este Hotel, não só pelo preço justo e instalações de boa qualidade que ele oferece, mas também pelo fato de você poder deixar seu carro estacionado na rua em frente ao mesmo (grátis) e poder pegar o metrô para o centro de Berlin ali próximo.

      Dia 16 e 17 – 18 e 19/03 Segunda
      Nesses dois dias fomos ao centro de Berlin de metrô (também muito fácil de se locomover). Visitamos as principais atrações (Reichstag, Portão de Brandeburgo, Checkpoint Charlie, torre de TV, etc). A cidade é muito organizada, imponente, bonita, possui museus de qualidade... mas não criou aquela sensação de “UAU!” como várias outras cidades criaram durante essas férias... É uma bela cidade para se conhecer, mas não foi a nossa preferida como pensei que seria durante o nosso planejamento da viagem. Talvez o fato de haver obras por todo lado da cidade tenha contribuído para esta nossa percepção, tenha tirado um pouco do charme, mas sem dúvidas é uma cidade que deve estar no roteiro de quem passa pela Alemanha.
      No segundo dia pela manhã, pegamos o carro e fomos a Potsdam. Fomos em Sanssouci (que também estava em obras) e visitamos seu jardim. Depois passamos no Designer Outlet Berlin, fizemos algumas compras e seguimos novamente para o cetro de Berlin.
      Retornamos ao Hotel tarde da noite para descansar e se preparar para o dia com o maior número de KM a serem percorridos.

      Dia 18 - 20/03 Quarta
      Este foi o dia mais puxado da viagem. Saímos cedo do Hotel em direção a Amsterdã. Foram 8:00hs horas de viagem. Iríamos chegar em Amsterdã cedo, por volta das 15hs, então resolvemos ir para Zaanse Schans, que é uma belíssima aldeia holandesa, repleta de moinhos típicos e com uma fábrica de queijos SENSACIONAL (Catharina Hoeve). Foi mais uma escolha acertada que fizemos, já que se tivéssemos ido para o Hotel, com certeza iríamos dormir. Passeamos até anoitecer pela cidade e saímos de lá com várias bolsas de souvenir, além de muitas peças de queijo de vários tipos que trouxemos para o Brasil.
      Um fato que chamou atenção aqui foi que deixamos o carro no estacionamento do Zaans Museum. Ao retornarmos ao veículo para ir embora, não havia onde realizar o pagamento do ticket pois estava tudo fechado. Rodei tudo ali para fazer o pagamento e não encontrei nenhuma máquina, foi quando eu li atrás do ticket que após as 17hs, bastava passar o ticket pela cancela que ela abriria....
      Já era noite quando seguimos para o New century hotel. Escolhemos este hotel pelo fato de ter estacionamento grátis e ter um preço acessível em relação aos Hoteis do centro.  Mais uma escolha correta no nosso ponto de vista, já que foi muito fácil e barato ir para o Centro dali.

      Dia 19 - 21/03 Quinta 
      Aqui é um exemplo de como o governo pode contribuir para desafogar o trânsito das grandes cidades com inteligência. Para economizarmos com o estacionamento contribuir com o trânsito da cidade, utilizamos o sistema de P+R (Park & Ride) que consiste em deixar seu veículo em um dos estacionamentos conveniados, ir de transporte público para o centro, voltar e pagar um valor baixo por isso. Então deixamos nosso carro no P+R Olympisch Stadion, onde por 5 euros compramos dois tickets para o bonde (ida e volta) para o centro e ao retornar para retirar o carro a noite, pagamos somente mais 1 euro (o carro ficou estacionado ali o dia todo!), ou seja, o custo total foi de por 6 euros para duas pessoas! Vale ressaltar que você precisa validar o ticket na entrada e na saída do transporte público para poder ter o desconto no estacionamento. Meu coração gelou quando coloquei o ticket de estacionamento na máquina para validar e apareceu mais de 50 euros a pagar... mas quando eu encostei o ticket validado do bonde, o valor caiu para 1 euro a pagar... Pensa na satisfação de ter feito tudo certinho...
      Obs: Eu havia programado para deixar o carro no P+R Amsterdam RAI, mas na data em que estávamos lá havia um evento no centro de convenções e ele estava fora o P+R estava fora de operação. Então fomos para o mais próximo que era o Olympisch Stadion.
      Amsterdã é uma cidade muito agradável para passear... flanamos muito pela cidade, fizemos o passeio de barco pelos canais, comemos croquetes e batata frita, se perdemos entre os canais, quase fomos atropelados por bicicletas várias vezes, comemos batata frita e croquetes, estanhamos as mulheres nas vitrines do Red Light District (haviam algumas ali que deveriam pagar e não receber dinheiro dos clientes...), comemos croquetes sem batata frita, visitamos museus, comemos uma torta de maçã na Winkel 43,  não necessariamente nesta ordem... Enfim, “turistamos” bastante pela cidade que ficou marcada em nosso coração.

      Dia 20 - 22/03 Sexta
      A parte da manhã ficou reservada para visitar o parque Keukenhof. Levamos 30 minutos para chegar lá e ficamos impressionados com a organização, cuidado e limpeza do parque que é imenso e faz jus ao título de maior jardim de flores do mundo. Como era o início de temporada, muitas flores ainda estavam fechadas, mas ainda assim o parque é lindo! Acredito que a melhor época de se visitar o parque seja no meio de abril, quando todos os bolbos devem estar completamente abertos.
      Almoçamos no parque e como estava sol e já tínhamos visitado o parque todo, resolvemos ir a praia em Noordwijk para conhecer, já que era ali perto... andamos uns 20 minutos de carro, passando por várias plantações de tulipas... Ao chegar chegar próximo ao litoral, dava até medo, parecia que os “vagantes brancos estavam chegando”...  uma neblina densa, que não dava para ver 5 metros a frente... É impressionante a diferença de clima entre dois lugares tão próximos... e mesmo assim várias pessoas caminhando pela areia, crianças encasacadas brincando na areia... Foi ali que eu experimentei o kibbeling, que é um bacalhau fresco empanado (e que bacalhau) com molho tártaro, que delícia!!! Deu vontade de voltar lá só de falar...
      Não deu para ver muita coisa na praia. Ficamos ali por umas 2hs e depois voltamos para o centro de Amsterdã. Novamente deixamos o carro no P+R e seguimos de bonde para o centro para completar o passeio pela cidade.

      Dia 21 - 23/03 Sábado
      Tomamos café no McDonalds ao lado do Hotel e seguimos para Bruges. Pegamos uma estrada interditada no meio do caminho e o GPS não nos deu outra rota... nos enrolamos um pouco para contornar a via fechada que não estava bem sinalizada, mas deu tudo certo... em 3 horas chegamos.
      Deixamos o carro na rua mesmo (mas tinha parquímetro e tivemos que pagar 6 euros), perto do centro histórico. Bruges é mais uma daquelas cidades “imperdíveis”. Linda em todos os ângulos. Além de bonita, em vários pontos é muito cheirosa... As fábricas/lojas e chocolates perfumam a região onde estão localizadas... são muitas, com chocolates de todos os tipos, formas e para todos os gostos...
      Passeamos bastante pela cidade, fomos ao Grote Markt, Campanário, passamos pela praça Burg, seguimos para Basílica do Sangue Sagrado, Igreja de Nossa Senhora, Ponte de São Bonifácio, etc...
      À noite, quando a fome bateu, jantamos no Restaurante Italiano La Bruschetta. Um restaurante de qualidade com preço justo.
      Neste dia dormimos em Bruges, na Guesthouse De Vijf Zuilen. Nos surpreendemos com a recepção calorosa, carinho e a vontade de servir da proprietária Ginette. Ela realmente gosta do que faz e gosta de pessoas... O estabelecimento é um charme, repleto de detalhes e muito confortável. Possui estacionamento privado e o café da manhã é fantástico. Tudo feito com muito carinho, pensando no bem-estar dos hóspedes. Recomendo muito o estabelecimento ....

      Dia 22 - 24/03 Domingo
      Saímos de Bruges e passamos na cidade de De Haan que fica no litoral para conhecer a praia. Depois seguimos para Gent, que fica há 40 minutos de carro, e passamos o dia lá. Deixamos o carro no Parking Sint-Michiels (P7) que ficar pertinho do centro. Subimos na torre do campanário (é legal ver como funciona os sinos, além da bela vista que você tem lá em cima), nos perdemos nas ruas da cidade... O tempo estava bom e foi um belo passeio de domingo.
      Fomos para o centro de Bruxelas ao anoitecer, deixamos o carro no estacionamento privado próximo a Grande Place e ficamos ao redor dali. Conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, experimentamos as famosas batatas belgas e no fim do dia seguimos para Anderlecht, onde ficava nosso hotel. Nos hospedamos no Budget Flats Brussels, que tem um bom custo benefício. O problema foi ter saído de uma hospedagem tão calorosa para uma tão impessoal. O quarto é bem simples, mas confortável. Tem frigobar e o estacionamento é gratuito na rua, mas sempre havia vaga em frente ao hotel.

      Dia 23 - 25/03 Segunda
      Voltamos ao centro de Bruxelas para terminar de conhecer os pontos turísticos da cidade. Conseguimos fazer tudo em um dia. Acho que a ordem dos fatores aqui influenciou em nossa opinião. Depois de passar em Bruges e Gent, Bruxelas ficou meio “sem graça”.  Não que a cidade não valha a visita, mas em nossa opinião ficou bem aquém das outras duas...

      Dia 24 - 26/03 Terça
      Na programação inicial ficaríamos esse dia em Bruxelas e a noite seguiríamos para Paris. Como já tínhamos feito o que queríamos em Bruxelas, mudamos o plano. Saímos cedo do Hotel e seguimos para a Disney Paris. Conseguimos chegar lá antes do parque abrir e estava bastante frio. Compramos o ingresso para visitar os dois parques no mesmo dia. Foi uma boa experiência e os parques estavam relativamente vazios, então conseguimos ir em todos os brinquedos que queríamos. Os parques são bem pequenos e se você chegar cedo, em época fora de férias, consegue fazer os dois sem maiores problemas. Agora, não vá pensando que são os parques de Orlando. Sentimos muita diferença no tratamento com as pessoas e até no cuidado com o Parque. O que achamos melhor que o de Orlando foi o show de encerramento, e só.
      Depois do encerramento do parque, seguimos para o apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um Studio relativamente grande para duas pessoas, com cozinha, metrô próximo e o motivo de termos escolhido ele: Garagem privada já inclusa no preço.


      Dia 25 e 26 – 27 e 28/03 Quarta e Quinta
      Deixamos o carro na garagem do apartamento os dois dias já que andar de carro em Paris é uma loucura e nos locomovemos de metrô (A estação mais próxima era a Convention, que ficava a menos de 5 minutos de caminhada). Como já era a nossa segunda visita em Paris, nestes dois dias ficamos flanando pela cidade, passeando sem rumo, vivendo como verdadeiros parisienses. Foram dois dias perfeitos, de clima bom e muita andança. Infelizmente não conseguimos subir na Notredame, que seria consumida pelo fogo poucos dias após a nossa visita.
      Aqui, como já conhecíamos a cidade, constatamos como a situação dos imigrantes prejudicam as grandes cidades (Berlin e Bruxelas também sofrem com isto). A quantidade de pedintes nas ruas aumentou muito, em todos os pontos turísticos que fomos. Na saída do Louvre vimos 4 caras “tomando” os ingressos usados de um grupo de asiáticos que saia do museu (na saída da rua próximo a pirâmide). Ficamos pasmos com aquilo e falamos com o segurança e disse que não poderia fazer nada já que eles estavam na rua e o governo havia permitido que eles entrassem no país. É muito triste ver isto acontecer em plena luz do dia, em um local muito movimentado, sem ter policiamento. O pior é que eles utilizam aqueles ingressos usados para vender aos desinformados na fila da bilheteria do Louvre.

      Dia 27 - 29/03 Sexta
      Saímos cedo do apartamento e seguimos para Luxemburgo. Demoramos em torno de 4 horas para chegar ao destino e passamos o dia na Capital que tem o mesmo nome. Deixamos o carro em um dos estacionamentos da cidade (Monterey Parking) e seguimos a pé para conhecer a cidade, que é linda, apesar de ter obra por todos os lados. Passeamos pelo centro da cidade, fomos nas Bock Casemates, na Catedral de Notredame e outros pontos turísticos da cidade. É impressionante como ali, apesar de ser uma capital, não tem aquela correria de cidade grande.
      No início da noite, seguimos viagem para Bonn, na Alemanha. Dorminos no Dorint Venusberg Bonn que é um ótimo Hotel, com instalações modernas e confortáveis.

      Dia 28 - 30/03 Sábado
      Tomamos café e fizemos check out no Hotel cedo. Fomos conhecer a que seria a rua mais bonita do mundo (Rua Heerstrasse), mas infelizmente nos atrasamos alguns dias. As flores das cerejeiras já haviam caídos e a rua estava longe da beleza que vimos nas fotos. Depois fomos para o centro e depois visitamos o Castelo do Dragão em Königswinter.
      Após o Almoço seguimos para o Aeroporto de Frankfurt para pegar nosso voo de volta para o Brasil.
      Chegamos no aeroporto e o processo de devolução do veículo foi bem rápido de tranquilo. Usamos novamente o beneficio do cartão e acessamos a LuxxLounge. A sala estava bem vazia e de prato quente do Buffet eram as famosas salsichas alemãs com molho Heinz. A vantagem é que a sala oferecia serviço de ducha para quem quisesse tomar banho, o que foi uma vantagem para nós que saímos cedo do Hotel.
      As 19:45hs pegamos nosso voo de retorno para casa, sem atraso.

      Dia 29 - 31/03 Domingo
      O Voo foi tranquilo e chegamos no horário em Guarulhos. Fomos para a Localiza pegar o carro que alugamos para irmos para casa. O processo foi bem rápido e nos foi oferecido o Prisma LT 1.4 com a mesma tarifa da vinda (R$65,63). Saímos da Localiza quase as 5 da manhã. Fomos para cara extremamente cansado, mas muito felizes por que conseguido realizar mais um sonho e ter dado tudo certo na viagem!
      Devolvei o carro na localiza próxima a minha residência e assim terminaram nossas férias 2019.
       
      Algumas dicas gerais em relação a viagem:
      ·         Se for utilizar uma Autobahn, jamais dirija na esquerda e somente a utilize para realizar ultrapassagens. O povo alemão é muito disciplinado e durante toda viagem não vi eles ultrapassarem ninguém pela direita. Se você estiver andando mais lento e estiver na faixa da esquerda, eles ficam atrás, esperando você se “mancar” e sair da frente.
      ·         Os banheiros nas paradas das rodovias são pagos em sua maioria. Geralmente te devolvem todo valor ou parte dele para consumo. Uma forma de economizar é usar as paradas para caminhoneiros, lá o banheiro é limpo e grátis (todos que parei eram assim). Tem muitos pelo caminho, geralmente entre as paradas pagas.
      ·         Se for período de neve e o carro não tiver nenhum equipamento para remoção da mesma, compre no primeiro posto que você encontrar. Não dá para retirar a neve dos vidros sem a ajuda de uma pá ou algo similar.
      ·         Caso queira consumir algo quando for abastecer, após encher o tanque, vá no caixa, pague pelo combustível utilizado, volte na bomba, retire seu carro para liberar a mesma e estacione na área apropriada para isto. Não deixe seu carro na bomba e vá lanchar por exemplo....
      ·         Nem toda Autobahn é sem limite de velocidade. Atenção a sinalização... Em vários trechos o limite de velocidade cai de repente, assim como aumenta do nada.... As vezes é um pequeno trecho de 1km com limite de 130km ou 90km entre dois trechos sem limite de velocidade.
      ·         Sempre que possível, se não estiver com pressa, utilize as vias internas ao invés da Autobahn. A paisagem compensa...
      ·         O trânsito nos países ao redor da Alemanha não é tão organizado quanto lá, apesar das pistas serem tão boas quanto.
      ·         Utilizei cartão de crédito em praticamente toda a viagem e não tive problema em nenhuma cidade por não aceitar o mesmo, mesmo no interior.
      ·         Estando de carro, vale muito a pena se hospedar em cidades próximas aos grandes centros. Você economiza uma boa grana com hospedagem e ainda fica em bons hotéis.
      ·         Vale muito a pena sair já com um chip internacional daqui. Evita todo transtorno de busca de loja e ativação. É plug and play... Mesmo sendo relativamente um pouco mais caro.
      ·         Se você mora em SP ou em alguma outra grande cidade do Brasil, ao retornar de uma Road Trip pela Alemanha, com certeza você irá precisar de um calmante para enfrentar o trânsito da sua cidade. A diferença é muito grande na forma de dirigir. Não digo isto pela quantidade de carros, engarrafamentos, etc. e sim pelo respeito ao próximo. Chega a ser revoltante...
      ·         Se você curte visitar igrejas como nós, saiba que em todas as cidades que passamos havia pelo menos uma igreja católica. Visitamos todas que encontramos, uma mais bonita que a outra...
       
       
      Agora é começar a planejar as férias de 2020.....






















    • Por Wilson Iwazawa
      Prólogo
      Virou costume.
      Nas ocasiões sociais, volta e meia um amigo ou parente solta a frase: “E aí, qual sua próxima caminhada?”. Confesso que fico surpreso, pois fiz pouquíssimas trilhas até hoje. Inclusive não faz muito tempo eu ia de carro à padaria da rua de baixo. Porém, pelos caminhos sinuosos da vida, acabei me encontrando pelas trilhas afora. E nos últimos tempos a resposta para tal pergunta era: “vou caminhar em torno do Mont Blanc, cruzando as fronteiras da França, Itália e Suíça.”
      Fiquei ciente desta trilha através dos relatos do Elias, do portal Extremos. Antes de pesquisar mais detalhes, a primeira palavra que me vinha à cabeça relacionada ao Tour era “neve”. Ainda não a conhecia pessoalmente. Seria uma ótima oportunidade, somado ao desafio físico mais intenso que a trilha demandaria. Valeria a pena cruzar o oceano para isso.
      Iniciei então as pesquisas sobre o TMB. Destaco algumas informações interessantes:
      A trilha percorre cerca de 170 km (dependendo da rota e das variantes escolhidas, pode aumentar um pouco) em torno do Mont Blanc, atravessando 3 países: França, Itália e Suíça. O sentido pode ser horário e anti-horário, sendo o último o mais tradicional (e que eu optei). Não há um lugar oficial de início. Tradicionalmente a maioria das pessoas inicia em Les Houches. Optei por fazer o mesmo, apesar de vir pela Itália. Teoricamente seria mais prático iniciar por Courmayeur. Porém descobri que dessa forma, os últimos 4 ou 5 dias formariam a sequência mais dura do percurso. Iniciando por Les Houches, quebraria estes dias difíceis em 2 partes. A duração do Tour pode variar entre 8 e 12 dias, dependendo do preparo e disponibilidade de tempo. O período para se fazer a trilha é restrito ao verão (final de Junho até meados de Setembro) pois a neve e o mau tempo inviabilizam boa parte da rota no restante do ano. O inverno de 2018 na Europa fora rigoroso, então eu estava ciente de que poderiam haver algumas complicações na trilha por conta do degelo mais tardio em algumas rotas. Pode-se contratar agência com guia, autoguiada (sem o guia, mas com as hospedagens e orientações de rota providenciadas) ou seguir por conta própria, fazendo pessoalmente as reservas. Optei pela última opção, após descobrir que a trilha é bem sinalizada. Encaro o planejamento como uma parte interessante da aventura. As hospedagens variam entre hotéis e albergues nos vilarejos, e abrigos de montanhas nas partes mais isoladas. Muita gente segue acampando, porém é bom atentar que nem todo trecho possui permissão para camping. Voando do Brasil, as cidades mais práticas para se pousar são Genebra, Paris ou Milão. Fui por Milão pois faria um tour pela Itália após a caminhada.


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