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Paranapiacaba: Cachoeiras do Portal, Grampos, Funil e Garganta do diabo


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Trilha feita em 03/04/2015.

 

Álbum com todas as fotos estão em:

https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/ParanapiacabaCircuitoDasCachoeirasDoValeDaMorte?authuser=0&feat=directlink

 

Eram 10:15 de uma bela manhã de outono qdo lá estava eu, saltando do trem na Estação de Rio Grande da Serra para mais uma pernada, dessa vez não exploratória, mas sim para fins de ter registros fotográficos digitais de algumas cachoeiras que eu já estivera 11 anos atrás, mais precisamente em 2004. Naquela época, a máquina que dispunha ainda era daquelas analógicas. A logística inicial era chegar aqui 2 horas antes, mas infelizmente o despertador falhou e eu só fui acordar 2 horas depois, saindo de casa por volta das 9h00, qdo o programado era sair até as 7h00.

 

Tinha planejado fazer essas cachoeiras desde Fevereiro desse ano. Para essa trilha, convidei algumas pessoas com algumas semanas de antecedência, mas como nenhuma delas mostrou interesse em me acompanhar (inclusive não dando resposta alguma), acabei deixando para lá e optei por ir solo mesmo, infelizmente....

 

Chegando ao tradicional ponto do busão para Paranapiacaba, es que encontro a mesma cheio de gente, mas felizmente a maioria estava indo para a vila inglesa de Paranapiacaba. As 10:45 salto em frente ao inicio da trilha para a tradicional cachoeira da fumaça, trilha essa que já foi palco de várias outras pernadas exploratórias nos últimos 10 anos e que outrora já foi uma larga estrada de terra, mas que ficou reduzido a uma reles trilha estreita.

 

Após ajeitar a mochila e fazer os alongamentos básicos de praxe, dou inicio a pernada propriamente dito as 10:50, logo de cara tendo que meter os pés no mini-lago permanente que existe bem no começo da trilha, por conta da mesma estar em um vale e por passar um córrego ali. Por isso nem calço as botas e vou de chinelo mesmo, calçando as botas mais para frente. Enquanto terminava de ajeitar a mochila, um grupo grande (de cerca de 12 pessoas que desceram junto comigo) passaram por mim e eu logo vi que iriam me atrasar.

 

Dito e feito, os alcancei num piscar de olhos, mas tive que seguir no ritmo deles até chegar à uma enorme área de charco (o tal pântano), para só então conseguir ultrapassa-los. Isso porque, estavam em ritmo de tartaruga manca com muletas. Assim que cheguei, passei rapidamente na frente deles e disparei na frente, enquanto dava boas risadas por conta das meninas gritando por terem mergulhado seus tênis na lama, literalmente.... ::mmm:

 

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Trecho erodito da trilha

 

A medida que ia me distanciando deles, o silêncio da mata voltou a ser a minha cia, nessa pernada que realizei totalmente solo. Após passar pelo Pântano, a trilha logo mergulha no frescor da mata me livrando do sol forte. Após passar por um grande trecho erodito da trilha, chego ao primeiro riacho, afluente do rio principal, onde quase dou adeus ao conforto da bota seca, se não tivesse visto um banco de areia a esquerda que tornou possível saltar de um lado para o outro sem molhar as botas. Ufa, ainda bem!

 

Após o trecho de travessia de rio, a trilha passa por uma bifurcação em "T" (onde o caminho a seguir é para a direita), mais uma área de charco e depois passa a acompanhar o rio à direita até chegar ao mirante. Passo por uma mega piscina natural do rio e um descampado que cabe pelo menos umas 3 barracas. Água não é problema nessa trilha, pois a trilha passa por vários bicas e pequenos afluentes do rio e como estava com 1 litro de gatorade + 1 de suco natural na mochila, nem paro para coletar água.

 

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Mega piscina natural, onde tb há descampados

 

Como não tem chovido nos últimos dias, a trilha estava bem menos enlameada e com isso pude desenvolver um bom ritmo, principalmente para recuperar um pouco o atraso lá do começo por conta do grupo grande. Uns 30 minutos desde a rodovia, chego ao 1º mirante, onde faço uma rápida parada para beber algo e também para ver o incêndio nos tanques lá em Santos. Dali era possível ver de longe as labaredas e a imensa cortina preta de fumaça poluindo o já poluído céu de Cubatão. Sempre achei um absurdo esses tanques de gasolina do lado de um ambiente natural e selvagem, como a serra do mar.

 

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Vista de Cubatão

 

As 11:30, após atravessar o rio, passo por um descampado plano para 3 ou 4 barracas e ao lado da 1ºqueda significativa do Rio, uma bela cachoeira com uma piscina natural, onde havia um grupo de 4 pessoas curtindo o local e que cumprimento cordialmente. Por ter perdido cerca de 20 minutos lá atrás, nem paro na cachoeira e continuo em frente, aproveitando alguns rabichos de trilha que cortam caminho e que me livram do tédio de ter que caminhar entre as pedras do rio.

 

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1ºCachoeira

 

10 minutos desde a mirante, vejo uma entrada de uma trilha bem demarcada a direita, que não existira até meados de 3 anos atrás. Antigamente, assim que se passava pela 1º cachoeira, o restante da pernada era pelo leito do rio até chegar ao topo da cachoeira da fumaça.

 

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Alto da Cachoeira dos Grampos, com o morro do careca em destaque, a frente

 

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Piscina natural do Rio vermelho, que se encontra com o rio da cachoeira da fumaça próximo ao portal

 

Vou seguindo pela trilha bem demarcada que segue margeando o rio a direita e que termina bem próximo ao topo da cachoeira, o que ajudou a acelerar bastante os passos do que ir pelo rio. As 11:50, com cerca de 1 hora de caminhada desde a rodovia (meu normal sem atrasos é de 40 a 50 minutos), finalmente chego a famosa cachoeira da fumaça, onde para minha surpresa (ainda mais pelo horário -quase meio dia e feriado sem chuva) só havia meia duzia de gato pingado na cachoeira. Imaginei que por ser feriadão e com sol, estaria lotado.

 

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Mirante da cachoeira da Fumaça, detalhe para o incêndio nos tanques de gasolina em Cubatão

 

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Topo da Cachu da fumaça, vista do alto de um morro

 

DSC01002.JPG

Descampado próximo a cachoeira da fumaça

 

Como meu objetivo não era ali (e por conta dessa cachoeira já ter sido palco de várias outras pernadas que fiz na região nos últimos 10 anos), nem paro e logo pego uma trilha a esquerda do topo dela e inicio a íngreme descida serra abaixo pela sua encosta esquerda em direção ao conhecido vale da Morte, onde se encontram as cachoeiras da Garganta do Diabo e várias outras. A descida nesse trecho inicial é bem tranquila e 15 minutos depois já estava na base da cachoeira da fumaça, que foi merecedora de alguns cliques, é claro. Vale a pena descer até sua base para contempla-la.

 

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Descendo pela trilha

 

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Vista lateral da Cachu da fumaça

 

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Após os cliques, atravesso o rio e pego a continuação da trilha em direção as outras quedas do rio, como as cachus do funil, Poço da fumaça, Portal e Garganta do Diabo. Já havia passado do meio-dia e não poderia perder muito tempo, para não comprometer o retorno e ter que voltar no escuro, embora tenha trazido lanternas para isso.Do outro lado do rio, encontro a continuação da trilha que dá acesso as outras cachoeiras em patamares inferiores a da fumaça.

 

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Vista de uma das 2 grandes quedas da cachu

 

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A cachoeira, vista por baixo

 

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São quedas menores em relação a fumaça, mas que são compensadas por belas poções naturais. As 12:05, chego a uma nova queda do rio, que por não saber o nome, batizei de cachoeira poço da fumaça. É uma bela cachoeira com cerca de 10 metros de queda. Mas chegar ali não foi fácil, pois depois que saí da base da cachu da fumaça, a trilha vira uma pirambeira daquelas, onde qualquer descuido, significaria despencar morro abaixo até o rio. Nos trechos mais complicados, existe cordas que se mostraram extremamente útil, principalmente se você estiver passando por aqui com mochila cargueira ou voltando de noite, por exemplo (antigamente não tinha).

 

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Cachoeira poço da fumaça

 

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Piscina natural da cachu

 

Um outro grupo que estava na base da fumaça (no momento que passei por lá) tb estavam descendo, mas pareciam não saber o onde estava a continuação da trilha e estavam descendo pelo rio a esquerda, enquanto eu atravessei em linha reta até a outra margem e desci pela trilha que segue a direita. Cheguei na base da cachoeira e eles ainda estavam lá em cima procurando o caminho.

 

Dei uns gritos e apontei para onde estava a trilha que desce. Já na poço da fumaça havia um casal e mais um carinha apenas. Parei rapidamente para tirar fotos e logo retomei a pernada em direção da segunda queda, a cachoeira do Funil.

 

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Rio da Cachoeira do vale

 

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Trecho pirambeiro com uma corda

 

E da-lhe pirambeira dos infernos novamente, essa eu tive que descer na base da desescalaminhada, literalmente. Assim como a outra, também havia uma corda instalada que novamente foi bem útil. Mesmo assim, tive que tirar a mochila das costas em alguns trechos, por cautela.

 

Mesmo com as cordas, foi um pouco tenso descer ali, pois a trilha estava um pouco escorregadia e os poucos pontos de apoio não eram confiáveis. Passado esses trechos, chego na base da 2ºcachoeira, onde não havia ninguém. Dono absoluto do lugar, fiz uma parada para um lanche e relaxar os músculos, que estavam meio trêmulos devido aos trechos tensos que exigiu bastante dos músculos da perna de tão ruim que estava. Só se salvou o fato da trilha ser bem demarcada, não ter bifurcações e agora ter cordas fixas que ajudaram bastante nos trechos mais pirambeiros.

 

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Cachoeira do Funil

 

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Os 2 trechos são curtos, mas perde-se muito tempo ali. Claro que tudo isso pode ser facilmente evitado pegando uma trilha-atalho que sai lá do topo da cachoeira da fumaça e desce direto por dentro da mata e cai quase ao lado do Portal. Ela corta um belo caminho, evitando todos esses perrengues. Em cerca de 15 a 30 minutos vc chega ao Portal. A outra trilha que desce até a base da cachoeira da fumaça e vai pela margem do rio é só para quem quer ver a cachoeira da fumaça por baixo e quiser passar pelas outras cachoeiras do rio.

 

DSC01029.JPG

 

Por isso, se quiser chegar mais rápido ao Portal e as cachoeiras do Vale da Morte a partir do topo da cachu da fumaça, desça pela trilha atalho que sai dos descampados lá do topo da cachoeira. Ela é bem fácil de achar. Assim, economiza-se pelo menos 40 minutos de caminhada e a descida é bem mais tranquila. Fica a sua escolha!

 

Após o breve descanço, retomo a pernada, agora em direção ao Portal, onde os 3 grandes rios da cachoeira do vale, grampos e fumaça, se encontram. Depois da 2º cachoeira, há mais um trecho complicado de descida, onde encontro mais uma corda fixa amarrada, dessa vez sobre uma grande rocha. Como estava sozinho, os cuidados tem que ser em dobro para evitar acidentes, pois um resgate num lugar desses é bem complicado e em meio de vales, sinal de celular praticamente inexiste.

 

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Fim da descida do rio da cachoeira da fumaça, detalhe para a corda no rochedo

 

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Bifurcação onde os rios vermelho (da cachoeira dos grampos) e da fumaça se encontram). É exatamente nesse ponto que as 2 trilhas-atalho terminam

 

Pouco antes de chegar ao portal, encontro com 3 trilheiros que estavam fazendo a travessia da ferradura, vindos do Poço de Cristal e cachoeira do vale e que perguntaram da trilha que sobe até a cachu da fumaça. Indiquei as 2 opções de trilhas à eles. A trilha atalho que vai direto ou a trilha que passa pelas cachoeiras, mais bonita, porém mais demorada e com trechos ruins. Eles optaram pela trilha atalho e após mostrar onde estava a entrada, me despeço deles e retomo minha caminhada. No portal, além do encontro dos 3 grandes rios, há tb uma cachoeira conhecida como a Cachoeira do Portal, onde chego as 13:00hs.

 

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Cachu do Portal

 

A partir de agora, os 3 grandes rios viram um só e a partir desse ponto, inicia-se o Rio da Onça, rio esse que desce furiosamente, formando várias outras cachoeiras serra abaixo. Ali é praticamente o coração do Vale da morte. Um vale que fica na base do Morro do careca e encravado em meio a vários outros morros. Após contornar os enormes rochedos, passando por pequenas grutas em meio dos rochedos, inicio a descida do Rio da Onça. A partir dali são cerca de 30 a 40 minutos de caminhada até a Cachoeira da Garganta do Diabo.

 

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Inicio do Rio da Onça

 

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No Rio da Onça (trecho entre o Portal e a Garganta do Diabo)

 

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Vou descendo o rio sem grandes dificuldades, já que o trecho mais íngreme entre a cachu da fumaça e o Portal ficou para trás. E depois de pular pedra aqui, ali, acolá, finalmente chego à cachoeira da Garganta do Diabo as 13:43, com exatas 3 horas de caminhada desde a rodovia para o merecido descanço. Mas não sem antes contemplar a bela cachoeira, que realmente parece uma garganta de tão estreita e profunda que é. O rio afunila e despenca em meio a um enorme paredão estreito que é de impressionar.

 

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Cachoeira garganta do Diabo visto por cima

 

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De frente

 

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Descampado ao lado da cachu

 

Ao lado da cachoeira, há descampados protegidos e planos no meio da mata para cerca de 4 a 5 barracas do tipo "iglu" e que havia vestígios de acampamento recente, inclusive. Como não havia nínguem, fui dono absoluto do lugar. Depois da contemplação da cachu, almocei e fiquei cerca de 40 minutos a toa ali. Até pensei em seguir mais para frente, mas com o horário avançado (Já havia passado das 14h30 e o céu estava com cara de chuva), resolvi abortar o resto da caminhada até a cachoeira do Tobogan e do Poção.

 

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A garganta

 

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Bem profundo

 

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As 14:40 dou adeus a cachoeira e inicio a caminhada de volta que transcorreu sem grandes problemas. Ao contrário da ida, na volta optei por subir pelo atalho que vai direto até o topo da cachu da fumaça. A ideia era essa até notar uma trilha nova que começa exatamente no cruzamento entre 2 rios (da fumaça e dos grampos), que me despertou a curiosidade em explora-la e ver aonde iria dar. Então, abandono a trilha principal em favor dessa trilha nova. As 15:20, inicio a subida da mesma que logo de cara se mostrou uma pirambeira daquelas, com vários lances de escalaminhada, onde o auxílio das mãos foram constantemente necessários para impulso nos troncos e pedras.

 

DSC01052.JPG

Cachoeira do rio vermelho

 

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Mesma foto, com zoom

 

A subida é árdua, o que me fez parar algumas vezes para recuperar o fôlego. E da-lhe escalaminhada, mesmo sabendo que é curta, parecia não ter fim. 25 minutos desde o portal, a trilha nivela e logo chego a bifurcação onde a trilha nova encontra com a antiga bem no final dela, terminando nos descampados do alto da cachu da fumaça. Ambas as trilhas sobem o mesmo morro em caminhos diferentes.

 

DSC01056.JPG

Trecho pirambeiro da trilha nova com uma corda

 

A antiga achei melhor por estar mais larga e batida, embora tenha alguns trechos de trepa-pedra, onde é necessário até tirar a mochila e jogar para cima, para facilitar a escalada por alguns trechos eroditos, estreitos e de pedras. Na trilha nova, não encontrei nenhum trecho assim e em alguns trechos havia até cordas para auxílio, porém ela é um pouco mais estreita que a outra. De volta ao topo da cachu da fumaça, dou um tempo ali para relaxar os músculos das pernas e aproveito para comer algo e molhar a goela seca.

 

As 16:30 inicio o caminho de volta, chegando a rodovia por volta das 17:25 a tempo de pegar o busão das 17:30 de volta para a estação de trem e depois o trem de volta para Sampa, chegando em casa pouco depois das 19:00h, cansado, mas feliz.

 

Mesmo 12 anos depois de ter posto os pés pela primeira vez nessa região e de ter explorado trilha por trilha cada fim de semana nessa parte fora da vila de Paranapiacaba, ainda me surpreendo como essa região da serra ainda reserva tantos lugares e cachus escondidas, prontos para serem descobertos. Tudo isso a menos de 50 km duma das maiores cidades da América do sul. As melhores e mais bonitas cachoeiras e belezas naturais de mata virgem e selvagem você só encontra nas entranhas da serra do mar.

 

 

----------

 

Algumas infos, principalmente para os iniciantes em trilhas na serra do mar:

 

-> A cachoeira da Garganta do Diabo está a mais ou menos 3 a 4 horas de caminhada a partir da Rodovia, contando com algumas paradas para descanço e lanche, dependendo do seu ritmo ou do grupo. A trilha até a cachoeira da Fumaça é bem tranquila, mas a partir do Portal, não há mais trilha e a caminhada é feita pelo leito do rio. Você só reencontrará a trilha na Garganta do Diabo. Já a Cachoeira da Fumaça leva-se em torno de 1 hora em ritmo médio da rodovia até lá. A maioria das pessoas costuma ir somente até a Fumaça.

 

-> Se não quiser passar pela base da cachoeira da fumaça, além das outras 2 cachoeiras logo abaixo dela, desça pela trilha atalho que sai dos descampados do topo da cachoeira da fumaça a direita. Ela desce direto e termina próximo ao Portal. De lá, segue-se por mais ou menos 40 minutos até a Garganta do Diabo. Muito cuidado no trecho de rio, pois há várias fendas entre as rochas. Utilize calçados adequados, como bota de trilha por exemplo.

 

-> No trecho entre o Portal e a Garganta do Diabo, há 2 descampados que cabem apenas 1 barraca do tipo "iglu" que podem ser utilizados em caso de emergência ou para o caso de você ter começado tarde a trilha e estar chegando ali a noite. Uma delas está localizado em uma gruta do lado esquerdo do Rio e a outra um pouco mais abaixo, do lado direito do rio.

 

-> Também é possível chegar na Garganta e em outras cachoeiras mais abaixo a partir da trilha da Cachoeira do Vale e Poço de Cristal. Porém, a distancia até lá é maior. O caminho mais rápido é pela trilha da cachoeira da fumaça. A partir da Garganta do Diabo não me recordo se há descampados planos para montar barraca. Por ser relativamente perto, eu montaria acampamento na Garganta e desceria o resto só de mochila de ataque, se livrando do peso da cargueira.

 

-> Se for fazer apenas batevolta, comece a trilha no máximo até as 9h00, afim de chegar na Garganta por volta do meio dia e ainda ter tempo para ir as outras 2 cachoeiras logo abaixo que são relativamente próximas a da Garganta (não dá nem 1 hora de caminhada, dependendo do seu ritmo)

 

-> Se for acampar, traga o seu lixo de volta, mantenha o local limpo, seja consciente para que o local não seja fechado, como ocorreu nas trilhas de Paranapiacaba. Ali, segundo fiquei sabendo, os motivos eram porque tinha gente se perdendo e a quantidade enorme de lixo que muitos deixavam nas areas de acampamento, assim como nas cachoeiras também.

 

-> Não faça fogueiras em hipótese alguma, pois um descuido e você pode começar um incêndio de grandes proporções na mata. Se for esquentar comida, utilize fogareiros.

 

-> Se não tiver experiência suficiente em caminhadas por trechos de rios e nem farejo de trilha, vá com alguém mais experiente e ganhe conhecimento com essa pessoa.

 

-> Repelente e protetor solar são itens indispensáveis, principalmente o repelente, pois na Serra do mar há muitos borrachudos que picam até por dentro da roupa, se encontrarem qualquer abertura.

 

-> Mesmo se não for acampar, leve sempre lanternas com pilhas reserva para não correr o risco de ser pego pelo cair da noite antes de chegar no final. Na Floresta, escurece mais cedo do que na cidade. Atente-se a esses detalhes.

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Dia 27 de Janeiro se houver algo programado gostaria d participar, alguma trilha em Paranapiacaba ou prainha branca Ubatuba, 996806261

Se tiver grupo me coloquem 11953679491 abraços  

  • Membros de Honra

Renato, seu relato é fantástico e as fotos, mesmo com a fumaça gigante lá em Cubatão (rs) ficaram show de bola.

O lugar realmente é maravilhoso e já há algum tempo está na minha lista de pontos a serem visitados.

Entrei em alguns grupos de whatsapp para essa trilha, mas sempre em cima da hora o povo "pipoca".

Estou vendo que terei que ir sozinho nessa (SQN) kkkk...

Peço permissão para aproveitar o seu tópico para deixar registrado a minha intenção de fazer Paranapiacaba.

Caso surja mais algum com vontade 'real' de fazer a trekk entre em contato!

Mais uma vez, parabéns pelo relato...

::otemo::

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  • Membros

Renato, parabens pelo relato.

Abandonei Paranapiacaba há anos e depois com os relatos que a guarda tava batendo forte no controle de quem entrava, então enterrei de vez o lugar.

Como em seu relato não foi citado esse fato da guarda, gostaria de saber como esta o acesso. Se estão enchendo o saco ou se estão retirando da trilha, recolhendo barracas e facas.

 

Abraços.

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  • Membros
Renato, seu relato é fantástico e as fotos, mesmo com a fumaça gigante lá em Cubatão (rs) ficaram show de bola.

O lugar realmente é maravilhoso e já há algum tempo está na minha lista de pontos a serem visitados.

Entrei em alguns grupos de whatsapp para essa trilha, mas sempre em cima da hora o povo "pipoca".

Estou vendo que terei que ir sozinho nessa (SQN) kkkk...

Peço permissão para aproveitar o seu tópico para deixar registrado a minha intenção de fazer Paranapiacaba.

Caso surja mais algum com vontade 'real' de fazer a trekk entre em contato!

Mais uma vez, parabéns pelo relato...

::otemo::

 

Valeu!

 

Pode usar sim! :)

 

Renato, parabens pelo relato.

Abandonei Paranapiacaba há anos e depois com os relatos que a guarda tava batendo forte no controle de quem entrava, então enterrei de vez o lugar.

Como em seu relato não foi citado esse fato da guarda, gostaria de saber como esta o acesso. Se estão enchendo o saco ou se estão retirando da trilha, recolhendo barracas e facas.

 

Abraços.

 

Bem, o acesso para as cachoeiras da Fumaça, como do vale estão livres....ainda mais porque ficam no trecho entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba, fora daquele pseudo parque municipal que não serve para nada a não ser apenas tirar dinheiro de turistas para usar um lugar público. Fiquei sabendo sobre essa fiscalização na cachu da fumaça, mas nas 2 vezes que estive lá esse ano, não vi nenhum guarda e o povo tava indo e vindo livremente. Como tivemos eleições estaduais no ano passado, o gestor que cuida dessa parte deve ter sido substituido por outro....

 

Mesmo assim, se for acampar, o melhor mesmo é evitar os lugares manjados, como os descampados do alto da cachoeira da fumaça por exemplo e acampar em outros lugares onde os guardas não costumam ir....

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Renato, obrigado pelas informações. Vou colocar novamente Paranapiacaba no meu roteiro para os meses de maior frio.

Não querendo abusar de sua boa vontade, poderia compartilhar comigo os tracklogs de suas travessias? Caso positivo meu e-mail é [email protected].

 

Forte abraço e ótimas travessias.

 

Olá, infelizmente eu não tenho....vou ficar te devendo! ::mmm:

As travessias que eu fiz por serem classicas, há vários tracklogs delas disponíveis por ai...Mas deixo aqui um link onde você pode fazer uma busca por um tracklog especifico:

 

http://pt.wikiloc.com/wikiloc/home.do

 

Parabens pelo relato Renato.

Show.

 

Oi Vivi! Você leu o relato....teve paciência, ehehe

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Eu tenho uma dúvida quanto a essas trilhas.

Já fiz duas (a que dá na cachoeira da fumaça e a que dá na cachoeira escondida)

Chegando na cachoeira escondida paralelo a ela eu consigo enxergar a brisa da cachoeira da fumaça, porém, como eu eu faço para seguir até o encontro dos rios?

E aonde vai dar? É possível continuar pela cachoeira escondida e chegar em Cubatão?

Ou daria também pra continuar pela cachoeira da fumaça e chegar em Cubatão?

 

Queria fazer essa travessia, porém preciso levantar mais informações para não entrar em furada! Andei a ultima vez 1hr abaixo da cachoeira escondida e não tive coragem pra seguir adianta, ja era 15:00h e teria pouca luz do dia para retornar.

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Eu tenho uma dúvida quanto a essas trilhas.

Já fiz duas (a que dá na cachoeira da fumaça e a que dá na cachoeira escondida)

Chegando na cachoeira escondida paralelo a ela eu consigo enxergar a brisa da cachoeira da fumaça, porém, como eu eu faço para seguir até o encontro dos rios?

E aonde vai dar? É possível continuar pela cachoeira escondida e chegar em Cubatão?

Ou daria também pra continuar pela cachoeira da fumaça e chegar em Cubatão?

 

Queria fazer essa travessia, porém preciso levantar mais informações para não entrar em furada! Andei a ultima vez 1hr abaixo da cachoeira escondida e não tive coragem pra seguir adianta, ja era 15:00h e teria pouca luz do dia para retornar.

 

Olá NersoJr, a cachoeira escondida fica na trilha da cachoeira do vale e Poço de cristal. Como disse no relato, o caminho mais rápido é indo pela trilha da cachoeira da fumaça, trilha essa que sai do Km45 da Rodovia. A partir do topo da cachoeira, há 2 trilhas que descem até o portal, a mais rápida é a que vai por dentro da mata e sai dos descampados a direita do topo da cachoeira.

 

Talvez você esteja confundindo as cachoeiras, pois não há como ver a cachoeira da fumaça do alto da escondida, só do alto do morro do careca é que você consegue ver as cachoeiras do vale, grampos, fumaça, escondida e o vale da morte.

 

Para chegar ao encontro do rio, é só descer pela trilha atalho até cair novamente no rio (e continuar descendo pelo mesmo). Todos os rios das cachoeiras dessa parte descem até esse cruzamento. A partir desse ponto, seguindo o rio, você passará pelas cachoeiras da Garganta do Diabo, Tobogan e Poção, sendo o ultimo ponto possível de se chegar por trilha ou leito de rio, ali só no vara-mato nervoso e os poucos relatos que já li de gente que fez a travessia até Cubatão, levou de 2 a 3 dias para chegar lá.

 

Eu mesmo já tentei fazer essa travessia, mas qdo vi os buracos e os precipícios, abortei....o cara precisa ter muito sangue frio e se possível ou conhecimento básico de pratica de rapel para desescalaminhar trechos muito ingremes e por vezes quase intransponíveis. Dá para fazer a travessia, só que é uma trip bem hardcore mesmo.

 

Es 2 relatos:

 

vale-da-morte-a-pe-t62052.html

 

vale-da-morte-uma-das-mais-desafiadoras-travessias-da-serra-do-mar-t77323.html

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    • Por Luka Izzo
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    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve trilheiros e trilheiras! 
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 25/01/2020 - 07h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,40 - Ônibus R$6,90 - Uber R$5,00
           Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um e o valor é de R$6,90. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas no mercados que encontramos bem em frente da linha do trem. Compramos pouca coisa, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos, logo na saída do mercado notamos que haviam diversas pessoas oferecendo o mesmo serviço dos ônibus para o começo da trilha, porém o trecho é feito de carro e com o valor mais baixo, por apenas R$5,00 Reais. Como estávamos em 4 pessoas, fechamos um carro e 15 minutos depois fomos deixados no começo da trilha. Mais rápido e prático.  

           (Estação Brás - CPTM)

      (Nóis)

      (Entrada da trilha)
        Na entrada existe uma porteira de madeira indicando o começo da trilha. Então é só atravessar e seguir reto por uma estrada que neste dia estava alagada com alguns centímetros de água, mas nada que impedia de passar. Passamos por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama, pois tinha chovido muito no dia anterior dificultando em alguns trechos, então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
       
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol. Após este trecho a trilha começa a ficar um pouco mais fechada mata a dentro e em alguns trechos cruzara o rio tendo que continuar a trilha do outro lado. Normalmente o rio é bem raso não oferecendo perigo algum na travessia. 
       


      (Prainha)
           Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos no mirante que existe no meio da trilha, seria a segunda parada da trilha onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e as cidades, ótimo lugar para contemplar e tirar belas fotos.



      (Mirante)

       Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda chamada de Fumacinha com um volume de água muito bom caindo. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma, mas seguimos em frente pois ainda haviam alguns minutos para chegarmos ao ponto de camping.


      (Cachoeira da Fumacinha)
           Caminhando mais alguns minuto chegamos em uma bifurcação do rio. Para a esquerda fica a grandiosa cachoeira da Fumaça com vista para o mar e para a direita ficam as áreas de camping e a Cachoeira da Tartaruga. Seguimos para a direita e alguns minutos depois chegamos nas suas lindas quedas. Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali mesmo ao som das águas da cachoeira. Fizemos a trilha toda até a Cachoeira da Tartaruga em 2:00 horas, esse tempo foi por causa da lama que dificultou muito na trilha. Em dias sem chuva se faz a mesma trilha num tempo um pouco menor. 
       

      (Cachoeira da Tartaruga) 
       




           Bem de frente com a cachoeira existe uma área de camping que cabem aproximadamente umas 4 barracas de porte pequeno. O terreno é um pouco irregular mas te da um vista fantástica da cachoeira vista de frente. Já na parte de cima da Cachoeira da Tartaruga onde se chega fazendo uma trilha ao lado, existem outras áreas maiores para camping para grupos maiores de pessoas. Vi muito lixo neste local, então galera vai um apelo aqui Leve seu lixo de volta com você! 
       
                    

           Aproveitamos que o sol tinha dado as caras e fomos na Cachoeira da Fumaça. Retornamos a trilha até a bifurcação dos rios e seguimos por dentro do rio mesmo até chegar em poucos metros na Cachoeira da Fumaça com uma vista sensacional. 
       




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de cima)




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de baixo)
      Volta - 25/01/2020 - 17h00min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Uber R$5,00 - Metrô e Trem R$4,40
           Ficamos por um tempo contemplando o lindo visual que se tem de cima da cachoeira com vista para o litoral de São Paulo. Logo retornamos para a Cachoeira da Tartaruga para despedir de dois do nosso grupo que iriam acampar por ali mesmo na base da Cachoeira da Tartaruga. Partimos por volta das 17:00 horas e fizemos a trilha em aproximadamente uma hora e meia. Ao chegarmos na porteira não foi preciso esperar pelo ônibus para retornar a Rio Grande da Serra no ponto que fica a direita na rodovia. Pelo fato de terem muitas pessoas na trilha, já haviam diversos carros aguardando as pessoas para o retorno a Rio Grande da Serra. Então foi só tirar um pouco da lama nos pés embarcamos por R$5,00 cada um e em 15 minutos estávamos na estação para pegar o trem de volta a São Paulo e finalizar mais uma trilha com sucesso! 
      Gratidão!!! 


       
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    • Por VoandoAltoFH
      Video - Como ir à Paranapiacaba? Passo a passo
      Como ir à Paranapiacaba? Opção Nutella ou Raiz?
       
      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
      A desvantagem é que funciona só de Domingos. O preço da passagem é caro, atualmente o preço da passagem (ida e volta) está em torno de R$ 50,00. Há desconto se for 2 ou mais acompanhantes, mesmo assim acho que ela está cara.
      A outra desvantagem é que existem horários fixos de ida e de volta. A ida ocorre às 08:30 da manhã, na estação Luz. O retorno ocorre às 16:30. Então você meio que fica preso a esses horários pré-estabelecidos. 

      * Opção 2: Via transporte público (Metrô/Trem/Ônibus).
      A vantagem é que é mais barata, aproximadamente uns R$ 18,00 (ida e volta). Você tem uma flexibilidade maior de horários, bem como pode ir e voltar quando quiser. Inclusive dias de semana, Sábados ou feriados.
      A desvantagem é que demora um pouco mais e é mais trabalhosa. Pois você tem que utilizar o Metrô, alternar para o trem da CPTM e depois pegar um ônibus. 
      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf
    • Por VoandoAltoFH
      Video - O que fazer em Paranapiacaba?
       
      Vou comentar sobre "O que fazer em Paranapiacaba". Os pontos que visitei nesse passeio.
      Como vocês sabem essa vila inglesa, nasceu como acampamento e chegou a abrigar 5.000 operários envolvidos na construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí.
      Teve o nome alterado de estação Alto da Serra para Paranapiacaba, em 15 de julho de 1945. 
      Paranapiacaba, segundo a língua Tupi, significa lugar da visão do mar ou lugar de se ver o mar.
      Digamos que o local foi moradia dos engenheiros e trabalhadores que enfrentaram o desafio de vencer as quase intransponíveis escarpas da Serra do Mar, para instalar sistema de transporte capaz de levar ao Porto de Santos o café produzido no interior de São Paulo.
      No vídeo anterior, mencionei as formas de se visitar esta cidade. Se você optou pela segunda opção, após descer do ônibus, deverá seguir por esta rua. Ao caminhar um pouco mais, terá a visão da passarela que dá acesso à Paranapiacaba.
      Aproveite para tirar boas fotos. 
      Logo que chegar na cidade, verá muitos restaurantes, mas conforme você for entrar um pouco mais para o interior, os preços ficarão um pouco mais barato. Em média a refeição por pessoa está em torno de R$ 15,00 a 25,00, sendo comida à vontade, com bebida. É lógico que existem opções mais caras, que seriam os estabelecimentos próximos à passarela.
      Vale a pena passar no Antigo Mercado para comprar iguarias feitas com o Cambuci, um fruto típico da vila, que também está fortemente presente na culinária dos restaurantes locais. 
      No local vendem cachaça, licor, geleia, bolo, doces e sorvetes derivados do Cambuci. que possui um sabor ácido e, ao mesmo tempo, refrescante.
      Ótimo para comer uma boa sobremesa. Experimente principalmente o sorvete de Cambuci.
      Aprecie a paisagem local, as antigas construções e a arquitura local.
      No topo, que está escondido pelas árvores está o Museu Castelo, em que a entrada está custando R$ 3,00. Mas quando eu fui, ele estava em reforma, sem previsão de quando vai abrir novamente.
      Visite o Clube União Lyra Serrano, a entrada foi gratuita. O local doi a sede de dois clubes da época, a Sociedade Recreativa da Lyra e o Serrano Football Club, unificados em 1936. Aqui temos o hall com a sala de troféus.
      Na Casa Fox, cobra-se a entrada de R$ 3,00 podendo observar os traços da arquitetura do século 19.
      A estação Trem Turística seria o local onde vão desembarcar, aqueles que escolheram a opção 1, via Expresso Turístico. Vale a pena visitar o local.
      Uma breve explicaçao do Locobreque, e ao fundo um trem antigo todo enferrujado, como o qual valeu a pena ter tirado as fotos. Foi muito legal.
      Esqueci de mencionar que existem opções de trilhas, com 6 passeios, variando em 
      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
      Importante destacar que os trajetos só podem ser feitos com acompanhamento de monitores credenciados e custa a partir de R$ 25,00 por pessoa. Altamente recomendado para não se perder na trilha, é uma questão de segurança.
      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
        
         
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       
       




        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
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