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Elyson Leite

CAJON DEL MAIPO: À DOIS DE CARRO ALUGADO (FOTOS E VÍDEOS)

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Nossa camionete guerreira e o lindo Embalse el Yeso

 

Olá Mochileiros,

 

Vim compartilhar um pouco da minha viagem de três dias e meio com minha esposa em um lugar diferente e pouco explorado do Chile.

Como muitos outros viajantes, passamos por Viña del Mar, Valparaíso e Santiago. E é de Santiago que começa nossa viagem a esse lugar incrível.

 

[t1]Dia 1: Santiago – Cajon Del Maipo[/t1]

 

Optamos pelo aluguel do carro ao invés de contratar serviços de empresas de turismo, pela liberdade de fazer os passeios no nosso ritmo e do nosso jeito. Depois de muito procurar por uma Rent a Car com camionete disponível (tente reservar o carro dias antes, e não em cima da hora como fizemos), fomos até a Santiago Rent a Car, que fica na Avenida Rancagua, 73 - Providência (a 500 metros do metrô Baquedano). Lá fomos atendidos por dois senhores que explicaram que para alugar um automóvel no Chile você precisa ter em mãos:

 

  • • Cartão de crédito no nome do motorista, com saldo suficiente para a garantia exigida pelas locadoras, que no caso foi de 500 mil pesos. No final, se não houver contratempos, a fatura será anulada;

  • • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com prazo de validade vigente;

  • • Cédula de Identidade ou Passaporte.

 

Com tudo OK, fomos escolher o automóvel. Havia pesquisado e li que algumas pessoas chegaram a fazer essa trip com um GM Spark (19.900 pesos), mas como não queríamos correr riscos de ficar no meio do caminho e estragar a viagem, escolhemos ficar com uma camionete Nissan Terrano 4x2 cabine dupla (38.000 pesos), pois iríamos dormir no carro. Nos disseram que ela já dava conta do recado. Recomendo NEGOCIAR, pois eles dão descontos a partir do terceiro dia de aluguel e também ALUGAR UM GPS. Custa 3 mil pesos e funciona até nos lugares mais inóspitos. Após o Check-in, as chaves foram entregues e colocamos o pé na estrada.

 

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Marina abastecendo o carro antes de pegarmos estrada

 

Saímos de Santiago às 19:30 e no caminho passamos em um mercado para compra de mantimentos (Comida, lanterna, água, Vinho, refrigerante e Pisco) ::otemo::

Tomem cuidado ao andar de carro na região metropolitana de Santiago, pois existem ruas que mudam de sentido durante os horários de pico.

Chegando em San Jose de Maipo - Fica a pergunta

 

Chegamos em San Jose de Maipo às 21h, demos uma volta na cidade e antes de continuar até o camping, parei no posto para descalibrar os pneus da camionete. Como iríamos subir mais de 2000 metros e a estrada é feita de cascalhos, foi recomendado esvaziar um pouco os pneus para evitar que estourassem ao passar por uma pedra mais pontuda no caminho.

 

Nos hospedamos no Cascada de las Animas pois havíamos conhecido no FDS anterior para praticar rafting e foi onde prometemos voltar para se hospedar. O endereço é: Camino al Volcán, 31087 em San Alfonso (12 km de San José de Maipo).

 

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É ou não pra se apaixonar?

 

Acertamos o valor do camping (11.000 pesos por pessoa) e inclui torneira com água potável, mesa de picnic, churrasqueira e energia elétrica, além de um trecking guiado de 1h30 até as cachoeiras que dão nome ao local, banheiros com água quente e acesso livre a piscina, campo de futebol, salão de jogos, área de picnic, ... Enfim, o local é deslumbrante e ótimo para fazer novos amigos. Conhecemos um casal de chilenos que nos acompanhou madrugada afora!

 

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Camping

 

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Lá eles realmente fazem a coleta seletiva

 

[t1]Dia 2: Trecking e Baños Colinas[/t1]

 

Acordamos cedo, colhemos algumas frutas, tomamos café e fomos fazer a primeira trilha do dia até as cachoeiras. Durante o trajeto, o guia foi explicando sobre a fauna e flora do local, inclusive mostrando um trabalho de reabilitação de animais para a inserção deles novamente na natureza Portanto quem nunca viu um Puma de perto, prepare-se!

 

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Águia

 

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Puma

 

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Cascada de las Animas

 

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No caminho de volta fomos decidir onde iríamos primeiro: se era no Embalse el Yeso ou em Baños Colinas. Ficamos com a segunda opção.

Preparamos alguns lanches, separamos mais frutas e fomos subir a cordilheira.

 

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Uvas orgânicas ainda amadurecendo

 

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Ciruela

 

Uma boa parte do caminho é feita em estrada asfaltada, afunilando em alguns trechos, mas sempre muito boa e bem sinalizada. No momento que o asfalto dá lugar ao cascalho, você percebe quão boa foi a escolha pela camionete. Caminho cheio de buracos, poeira, subidas e descidas, sem contar os caminhões das mineradoras (sempre dê preferência para eles) que passam pela gente a todo o momento. Mas também um caminho cheio de cascatas, animais e paisagens maravilhosas da imponente Cordilheira dos Andes.

 

Prefira fazer esse trajeto entre 8h e 16h, pois caso o carro apresente algum problema, ainda terá movimento de motoristas passando por lá a todo instante para prestar socorro.

 

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Vale que fica no caminho a Baños Colinas, refúgio dos animais no inverno, onde cavalos, carneiros, cabritos e outros animais se concentram até o início da primavera.

 

Existe um trecho, já próximo a Baños Colinas que você tem que atravessar um riacho com o carro. Vi que carros simples também conseguiram atravessar, mas acho que dependendo do volume de água do dia, somente carros mais altos consigam atravessar.

 

Depois de pouco menos de duas horas de estrada, chegamos em Baños Colinas. Para ter acesso as Termas, é cobrado 8.000 pesos por pessoa, o que dá direito a acesso livre por 24 horas, inclusive podendo acampar no local. Assim que atravessamos a cancela, avistamos as várias piscinas naturais, e a esquerda o local onde as pessoas podem acampar e ter uma churrasqueira (parrilla) ao lado. Como fomos durante a semana (quarta-feira), estava com pouco movimento de pessoas, o que tornou a experiência ainda mais agradável. Subimos o morro e estacionamos o carro o mais próximo possível das Termas. Lá de cima podemos contemplar um visual deslumbrante. onde as águas vulcânicas encontram as águas do degelo.

 

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Juro que ao vivo os morros aparentam serem muuuiitooo maiores

 

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No topo de Baños Colinas

 

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Marina jantando na sacada :D

 

Conversando com algumas pessoas, elas disseram que pelo horário, seria melhor a gente montar acampamento e passar a noite lá mesmo, pois já estava anoitecendo e lá não existe luz elétrica, tampouco funciona o telefone. Então resolvemos relaxar e curtir a noite com novos amigos! E preciso dizer que foi a melhor decisão tomada!!! Deitamos na caçamba da camionete e contemplamos por horas a noite mais linda e o céu mais estrelado que vi na vida, com inúmeras estrelas cadentes cortando o céu e dando para visualizar até alguns Satélites da artificiais a olho nu (sim, aquele ponto de luz que você possa ter visto em alguma noite de céu bem limpo é, na verdade, um satélite ou até mesmo a Estação Espacial Internacional. Difícil mesmo é saber qual é qual, mas já existem sites como o Heavens-above.com que trazem a data e o horário em que alguns satélites e a ISS cruzarão o céu da sua região. uma pena eu não ter uma câmera de qualidade para registrar a vista noturna, mas quem for lá, favor compartilhar conosco essas fotos!

Não esqueçam de estar sempre munidos de água, roupas de frio, vinho, lanches, sopas instantâneas e... talheres (tivemos que pedir emprestado). As vezes o esquecimento de algum item acaba rendendo uma longa noite de conversa ao redor de uma fogueira com pessoas de várias idades e lugares.

 

[t1]Dia 3: El Volcán e Embalse el Yeso[/t1]

Depois de uma noite bem fria ::Cold:: , acordamos bem cedo e fomos os primeiros a entrar nas termas. Cada uma tem uma temperatura diferente, quanto mais para baixo, menos quente ela é!

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Amanhecendo em Baños Colinas

 

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Banho quente depois da madrugada fria. E a água azulzinha!

 

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Recompensador

 

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Argila pra melhorar (ou não) a carenagem

 

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Panorâmica das Termas Colinas

 

Lá pelas 11 da manhã fomos tomar banho no vestiário e arrumar nossas tralhas para voltar ao camping. No meio do caminho, resolvemos seguir a placa que indicava para El Volcán. Mais meia hora subindo por caminhos que se cruzavam até chegar no limite da estrada, onde encontramos um grupo que estava cavalgando sentido os glaciares. Resolvemos ficar por mais algum tempo ali mesmo antes de dar meia volta e se preparar para ir a Embalse el Yeso.

 

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O melhor da viagem de carro, a liberdade para decidir seu caminho

 

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Subimos até 2670 metros

 

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Instruções caso o vulcão acorde

 

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Tudo sembre bem sinalizado

 

Voltamos ao camping procurando o casal chileno que conhecemos na primeira noite, porém eles não estavam, então decidimos ir por conta até Embalse. Achei esse trajeto um pouco mais perigoso, pois haviam partes que ficávamos na beira do precipício. Inclusive avistamos no meio do caminho uma camionete que não teve um destino feliz:

 

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À esquerda, camionete destruída após cair no desfiladeiro

 

Estação de rádio próximo a refúgio militar e a uma pequena vila. Ficamos sabendo depois que lá sintoniza rádio pois se houver alguma precipitação no vulcão, o vilarejo fica informado.

 

 

Assim que avistamos Embalse el Yeso pela primeira vez, nos apaixonamos pela paisagem. Descemos do carro e tiramos várias fotos. Mal sabíamos que o melhor estava a próxima curva a direita!

 

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Panorâmica da parte alta de Embalse

 

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Disputa de lançamento de pedras

 

 

 

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Já na beira do lago, brincando de empilhar pedras

 

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Cavalo selvagem

 

 

Chegando em Embalse el Yeso tome muito cuidado, pois a estrada é estreita e a queda é grande!

 

No retorno, fomos ao centro da cidade comprar mantimentos para preparar um churrasco junto com o casal de chilenos e compartilhar fotos das duas trips.

 

[t1]Dia 4: Cascada de las Animas e retorno a Santiago[/t1]

Último dia no camping foi destinado para usufruir da vibe do local. Um papagaio veio nos visitar, ficamos na piscina e relembramos o rafting que fizemos dias atrás, naquele mesmo lugar. Nos despedimos de Cajon de Maipo com sentimento de gratidão e feliz por ter aproveitado 100% dessa curta, porém intensa Trip!

 

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Papagaio que fica livre porém passa a maior parte do tempo no centro de informações do Camping.

 

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Lugar para relaxar e conversar

 

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Marina repondo as energias

 

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Piscina com profundidade em alguns pontos de até 3 metros

 

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Dia de Rafting! Ultima dica: prefira o último horário, pois é o mais barato (18.000 pesos por pessoa)e tem a melhor vista.

 

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Rafting de mais de 12 km pelo Rio Maipo

 

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Nos despedindo de Embalse el Yeso e do Chile da janela do avião

 

Bom, espero ter ajudado e fico a disposição para tirar qualquer duvida sobre essa Trip imperdível.

 

Forte abraço,

 

Elyson Leite

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Elyson, fantástico.

Estive em Cajon del Maipo no mês passado e realmente é tudo maravilhoso como bem você relatou.

Parabéns pelas fotos e pelo relato!!

::otemo::

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Excelente relato! Obrigado pelas dicas

 

Vou para Cajon del Maipo com minha namorada dia 10/11 e volto no dia seguinte.

Vamos alugar um carro. Se alguém se interessar em ir com a gente e dividir os gastos dá um toque :wink:

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Ahhh e o guia que me refiro no segundo dia refere-se ao bônus de se hospedar no Cascada de las Animas. Qualquer pessoa que se hospeda lá tem direito a fazer esse trekking que fica do outro lado do rio e leva até as cachoeiras que dão nome ao local.

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Elyson, Obrigado pelo relato! Pretendo seguir esse roteiro com mais dois amigos.

Você tem ideia mais ou menos de quanto gastou no total?

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Elyson, Obrigado pelo relato! Pretendo seguir esse roteiro com mais dois amigos.

Você tem ideia mais ou menos de quanto gastou no total?

Olá Alex, desculpe a demora.

O aluguel da camionete ficou em 38 mil pesos a diária

O Camping com direito a passeio com guia e a utilizar a piscina ficou 11 mil pesos

O rafting custou 8 mil pesos

A entrada em Baños Colina Mais 8 mil pesos (período de 24 horas e pode passar a noite lá).

Embalse el Yeso é grátis

De combustível mais uns 50 mil pesos.

Recomendo no mínio 3 dias para curtir tranquilamente Cajon del Maipo.

 

Agora é só fazer o cálculo dividido pela quantidade de pessoas que vão ::otemo::

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    • Por VoandoAltoFH
      Assista em Video no Youtube - Cajon del Maipo
       
      Se estiver no inverno, recomendo visitar o Valle Nevado e aproveitar para esquiar nos resorts de ski. 
      Um outro passeio que recomendo, que é o tema deste video, seria o pacote para Cajón del Maipo, que inclua a visita ao próprio Cajón, as termas Valle de Colina, a represa, o Embalse El Yeso e no final ter um piquenique de vinho.
      Posso dizer que o valor do pacote está caro mesmo, mas valeu cada centavo. 
      Atualmente está custando em torno de 40.000 a 45.000 pesos chilenos. Em torno de US$ 60,00 ou R$ 230,00 por pessoa.
      Se estiver em 2 ou mais pessoas, sempre negocie um desconto, pois eles sempre dão. 
      Eles farão uma primeira parada na cidade San José del Maipo para que as pessoas possam tomar um café na manhã ou passar no banheiro. 
      Os lanches são muito mas muito caros. Eles estavam cobrando o combo com 1 empanada, 1 café e 1 garrafinha de água por apenas 5.000 pesos chilenos, que é em torno de R$ 30,00. 
      Eu tive que comer senão você ía passar mal dentro do carro, evite viajar de barriga vazia. 
      Recomendo que 1 dia antes, vá ao mercado, prepare o seu lanche ou um sanduiche, pra comer pela manhã e a tarde no almoço. Leve água, pelo menos 1 litro pra cada pessoa. 
      No mirante do Cajón del Maipo terá de 10 a 15 minutos para tirar fotos.
      Esqueci de comentar, o tour leva o dia inteiro, eles saem bem cedo, por volta das 06:00 da manhã e retornam às 19:00 da noite.
      Quase 99% das pessoas visitam este local, são brasileiros. 
      Além do turismo, a cidade tem como principal atividade economica, a mineração não metálica, exploração de minas de pedras. 
      Como é região montanhosa, recomento sempre vir bem agasalhado.
      Se tiver incluso a visita aos termas, será necessário levar roupa de banho e tolha.
      No caminho vocês verão algumas casas próximo às montanhas, que são refúgio para aqueles que visitam ou fazem trilhas na montanha, para que não morram congelados. Já que há uma grande variação de temperatura no local, chegando aos valores negativos.

      * Termas Valle da Colina
      Seria uma fonte de águas termais, com vários minerais que auxiliam na cura de algumas doenças de pele, bem como os 
      seus efeitos relaxantes. Ótimo para a pele, tanto é que vi algumas pessoas passando no rosto.
      As termas contam com 6 piscinas de vários tamanhos, variando a temperatura da água do morno para mais quentes, podendo chegar aos 50 graus Celsius na mais quente e alta do local.
      A infraestrutura do local é meio precária, os banheiros deixam a desejar e o chuveiro sai somente água fria. 
      O guia estará dando em torno de 1 hora a 1:30 para que possa desfrutar das termas, tempo mais do que suficiente para curtir o ambiente.
      Há também uma área para camping, conforme as imagens.

      * Embalse El Yeso
      Após o passeio nas termas, estamos indo à represa, o Embalse El Yeso. Ao lado o temos Rio Volcán.
      Ao lado vocês poderão verificar ao lado que tem uma montanha que praticamente se partiu ao meio, isso foi por conta de um dos grande terremotos que ocorreram no Chile. Principalmente o 
      terremoto de Las Melosas de 1958, que alcançou uma magnitude de 7 graus na escala Richter.
      Segundo o guia, o Chile é o número 2 no ranking de países com mais terremotos no mundo. Isso é assustador.
      Graças a Deus, durante a minha viagem, não senti nenhum tremor de terremoto.
      Chegamos agora na represa, Embalse El Yeso. Seria um reservatório de água doce, com capacidade de 250 milhões de metros cúbicos, com 8 km de extensão e 55 metros de profundidade, que abastece a cidade de Santiago e suas proximidades e essa obra foi concluído em 1964 .
      Geralmente as águas mudam de cor, neste caso está azul, em outras épocas ficam esverdeadas. 
      Se for no inverno, as montanhas ficam brancas, cobertos de neve. 
      Mas não é recomendado visitar durante o inverno, já que as estradas ficam escorregadias e bem perigosas. Além de não poder curtir bem os passeios, já que alguns trajetos o seu sapato vai 
      ficar todo encharcado.
      No geral é recomedado a visita durantes os meses de Outubro a Maio.

      * Piquenique
      Após isso, restará a última etapa do passeio que é o piquenique com vinho, geralmente ocorrerá em torno das 3 ou 4 horas da tarde.
      Este é o local para o piquenique com montanhas e em cima temos geleiras. É claro que por conta do aquecimento global, é praticamente que raro ver as geleiras no topo das montanhas, uma pena.
      Aí está o nosso guia preparando para o piquenique. Estará servido alguns salgados, frios, queijos com sucos e um bom vinho.

      * Itens para se levar no passeio
      - Agasalho, por conta da enorme variação de temperatura
      - 1 garrafa de água de 1 litro
      - Lanche ou sanduíche pro café da manhã e almoço
      - Biscoito pra matar a fome durante o trajeto
      - Roupa de banho
      - Toalha
      - Chinelo

      * Turismo "Miky" - Migguel 
      Celular/Whatsapp: +56 9 7257-2004
      E-Mail: [email protected]
      Instagram: migguel.azocar
    • Por coinetekarla
      Bom dia,

      Neste tópico vou falar especificamente de valores, depois faço outro relato contando minha experiência sensorial, mas já aviso, o Chile é maravilhoso, podem ir sem medo de ser feliz, mal cheguei e já quero voltar lá pelo menos umas 10 vezes mais hahahaha.

      Passagem ida e vol Latam – 1170,00

      Hostel Che Lagarto Santiago 10 Noites 340,00

      Alimentação 600,00

      Cajon del Maipu/Embalse El Yeso 160,00

      Farellones (sem ski) 170,00 entrada + 130,00 transfer + 60 reais de alimentação

      Aluguel de roupas 120,00 (completo)

      Viña del Mar 60,00 City Tour

      Passagem ida e volta Tourbus – 100,00

      Cambio $162,00

      *Ida pra Santiago, comprei a passagem pelo 123Milhas, muito mais barato e bastante seguro comprar, não tive problemas, emitiu minha passagem 3 horas depois que confirmei o pagamento, por cartão de débito. Recomendo olhar bem os horários de conexão, porque eu não reparei e tive que ficar 10 horas numa conexão noturna em Rosário-AR e mais 10 horas na volta em Córdova-AR, na ida é até aceitável, porém na volta, muito cansativo e estressante.

      *Hostel eu reservei 6 dias pelo HostelWord, e depois comprei mais quatro dias lá mesmo. Quem paga em espécie a diária tem um acréscimo de 19%, então optei em pagar no cartão mesmo, mas é um risco, porque quando fui o dólar e estava a 3,89 e hoje a 4,31, então cada um vê o que melhor lhe convém. Hostel limpo e organizado, cozinha fica disponível das 7:00 da manhã até as 22:00 horas, tem a opção de café da manhã, staff muito bacana e gente boa, a limpeza do quarto acontece dia sim dia não. Mas o diferencial principal é a localização, fica bem no centro, tudo perto, passeio, mercado, pontos turísticos, metro, o ponto de ônibus é na frente.

      *Alimentação, caríssima e eu particularmente, não gostei da comida, mas o que é de gosto é regalo da vida não é, então depende do paladar, mas em média um prato de Pollo com papa Frita sai em torno de 30 reais, e isso em lugares populares onde os locais vão comer, o montante que eu gastei da pra ser menor sim, mas mesmo comprando em mercado ainda assim, não vai sair barato, até porque a nosso real está super desvalorizado lá.

      *Farellones, não tive sorte, o dia que eu fui não estava tudo branquinho, porém tinha uma quantidade razoável de neve, mas durante a madrugada caiu uma nevasca enorme, um grupo que estava no meu hostel foi no outro dia disse que estava tudo coberto de neve, então depende se São Pedro vai com sua cara ou não hehe. Não deixem de levar comida, lá tem pouquíssimas opções e tudo não sai a menos de 60 reais, levem sanduíches e água que da pra passar o dia e ser muito feliz, o valor da entrada inclui a tirolesa, a descida de boia, o ski bunda, o carrinho de gelo. Mas não inclui a aula de ski e o aluguel das roupas, não posso falar quanto a isso porque optei em não fazer.

      *Cajon del Maipo/Embalse el Yeso, fui no dia após a nevasca, vocês não podem imaginar o quanto é lindo, o valor citado, inclui o transfer e um comes e bebes no final do passeio, então levem comida também e muita água, lá não tem opção nenhuma para comprar. Paramos num local onde era uma passagem de trem e dizem que um rapaz se matou la por amor e tem muitas homenagens a ele, achei bacana.  O meu transfer também fez uma parada em San Jose de Maipo, uma cidadezinha pequenininha, acolhedora, mas não vi nada excepcional, a não ser a cordilheira ao redor, mas isso tem em Santigo também, conto melhor depois, mas Cajon e Embalse El Yeso é daqueles lugares que todo mundo devia conhecer uma vez na vida. Cajon del Maipo é a rota que fazemos para Embalse el Yeso, eu fui achando que era um lugar específico, tipo um único ponto, mas não é não.

      *Aluguem roupas em Santiago, sai muito mais em conta, quase metade do preço, no bairro Bella Vista tem lugares mto mais baratos que a parada das vans no dia do passeio.

      *Viña del Mar e Valparaiso, primeiro um conselho, vão bem cedinho, pra conseguir aproveitar e conhecer tudo, eu não fiz isso, talvez por isso eu não curti muito o passeio, mas valeu a experiência, outra coisa, o clima de lá é muito diferente de Santigo, sai de Santiago na hora do almoço estava maior calor, cheguei em Viña estava bem frio, outra coisa, optem por chegar por Valparaiso, que os passeios pelas casinhas coloridas tem que ser de dia, porque a noite (hora que eu consegui chegar lá não da pra ver nada :/), em resumo, contratei um passeio na rodoviária mesmo, pessoal bem gente boa, pechinchei e o passeio saiu por 60,00 reais. Em suma, vou voltar um dia para Viña e Valparaiso, pra tentar tirar a impressão ruim que tive, porque não curti muito, mas acho que isso foi por culpa minha, mas Valparaiso parece uma grande favela, não estou dizendo isso no sentido pejorativo, mas porque parece mesmo, casinhas no morro uma em cima da outra. O transfer me levou a alguns lugares turísticos, ficamos por alguns minutos. Mas como eu disse, um dia vou dar uma nova chance àquele lugar. E não se iludam quando falam que da pra fazer a pé e tal, é tudo muito grande lá e muito longe uma coisa da outra, não da pra fazer a pé e eu acho que um dia é muito pouco, pelo menos durmam uma noite por la.

      Então é isso, vou escrever um novo post contando sobre a experiência em si, e as impressões que eu tive sem me apegar muito a parte monetária.

      Espero que tenha ajudado. Desculpem qualquer erro de português, digitei meio que correndo hahaha.

      Beijos e até a próxima.






       








    • Por mcm
      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
    • Por tcseixas
      Gostaria de saber de quem já fez os inúmeros passeios a essa região, quais as agências de turismo realizam os passeios a partir de Santiago, o custo, o tempo de duração, etc.
      Dizem que o Cájon del maipo é lindo, principalmente o trekking até o Monumento Natural El Morado, logo vale a pena ser postado aqui dicas sobre esse passeio e inúmeros outros que podem ser realizados nessa região.

    • Por lucaskv
      Aproveitei uma promoção da Aerolineas Argetinas com trecho FLN-SCL por R$900 com taxas e resolvi finalmente conhecer o Chile, a viagem, que foi entre 20 e 27 de Setembro, vocês conferem abaixo! Tudo foi feito por conta própria, sem agências, já que o Chile é um País relativamente fácil e receptivo.
       
      Dia 1 (21/09) – Sai cedo do apartamento que tinha reservado pelo Airbnb - fiquei na região do metro Santa Lucia, na Calle Marcoleta, perto de absolutamente tudo no Centro! Fiz muita coisa a pé a partir do apartamento –, para sacar o dinheiro que tinha enviado via Western Union, dica , a cotação da WU foi de 203 Pesos por Real, contra 189 das casas de câmbio que encontrei em Santiago. Parece pouco, mas no fim da viagem gerou uma economia.
      Depois fui procurar uma loja da Claro para comprar um Chip, lá eles chamam de “Pre Pago con Internet”, na loja foram muito simpáticos e fizeram todo o processo pra mim, até a ativação do chip, sai com ele funcionando por 4.000 Pesos com 5GB de internet! Essa internet durou 7 dias com uso intenso de GPS, Redes Sociais... No aeroporto esse mesmo chip teria me custado 18.000 Pesos!
      Já eram 10hrs quando cheguei no Palacio La Moneda para o a Cerimônia de Cambio de Guarda, que acontece em determinados dias conforme o calendário disponível em http://www.gob.cl/cambio-de-guardia/, após a cerimônia aproveitei para conhecer os arredores do Palacio até o horário da Visita Guiada, que necessita de agendamento com antecedência!


      Visita encerrou meio-dia, encontrei outra brasileira turistando e fomos almoçar em um restaurante na Calle Jose Victorino Lastarria, fomos a pé do Palácio até lá e aproveitamos pra conhecer mais um pouco do Centro, depois do almoço fui para o Cerro Santa Lucia, lugar imperdível que vale a pena reservar um período de céu azul para visitar com calma.

      Por volta das 16hrs resolvi ir para o Cerro San Cristóbal e aproveitar o dia escurecendo tarde! A fila do Funicular estava enorme, mas o passeio vale qualquer espera em fila, o San Cristóbal é o Cerro mais alto da cidade, uma vista panorâmica indescritível e tem o Teleférico como atração, minha recomendação é, compre 2 “Tramos” de Funicular e 2 “Tramos” de Teleférico, assim você sobe de Funicular, desce de Tele, sobe de Tele de novo e desce de Funicular pra aproveitar bem o passeio e o visual, fiquei no Cerro até o horário do último Funicular descer, 19hrs.

       
      Dia 2 (22/09) – Sai às 6hrs do apartamento para ir buscar um carro na locadora e ir até Cajón del Maipo, esse dia foi sem dúvidas o melhor da viagem, recomendo que façam essa parte da viagem sem medo, dirigir no Chile, além de fácil, foi extremamente tranquilo, se você dirige nas grandes capitais do Brasil, não vai ter nenhuma dificuldade com um Waze funcionando no celular.
      Aluguei em SUV na Chilean Rent a Car na Calle Curico por 35.900 Pesos com taxas e seguros inclusos, considerei um bom preço depois de pesquisar bastante! Esse custo foi muito próximo ao preço do passeio por agência, sendo quase o mesmo, prefiro ir por conta e aproveitar do meu jeito.

      Sai da Chilean às 07:30 e 09:30 já estava chegando no Embalse el Yeso.

      O visual é de tirar o fôlego e não foi pela altitude! Lá você estaciona o carro na beira de uma ribanceira, e vai a pé o resto do caminho, chegando cedo você não vai se incomodar com as vans que lotam o lugar dificultando a chegada de outros carros. Minha dica é: VÁ DE CARRO, FAÇA SEU HORÁRIO, AGÊNCIA VAI CUSTAR MAIS DO QUE O ALUGUEL DE UM BOM CARRO! As fotos abaixo falam por si.
       
      Eram 11hrs quando encontrei uma família de brasileiros e resolvemos ir até Termas Colina, de Cajón del Maipo até lá são 2 horas em uma estrada muito ruim, em certos pontos passa por rios que cortam o caminho e muitas pedras grandes, dificilmente se consegue passar de 40km/h, carro alto é melhor.

      Saímos de Termas Colinas por volta das 16hrs e chegamos em Santiago às 18:30, ainda aproveitei para dar um pulo no Templo Bahá'i para ver o pôr do sol de um dos pontos altos da cidade que é onde fica esse, pelo que li, é o único da religião na América do Sul. Deixei o carro na locadora às 21hrs sem problemas, a única exigência deles é que entregue limpo, há vários postos com a placa "Lavado" que cobram 3.000 Pesos a cada 3 minutos de ducha que você mesmo tem que fazer, não tem ninguém que faça isso como temos aqui no Brasil.

       
      Dia 3 (23/09) - Sai novamente cedo e fui direto para o Terminal de Buses onde peguei um Tur Bus para Viña del Mar, outros brasileiros que encontrei por lá falaram um tanto mal de Valparaíso, que a cidade está muito suja e com assaltos a turistas, coisa que de acordo com alguns, não existia anos atrás! Isso me fez riscar Valpa e ir direto para Viña. A viagem de Santiago até Viña é de umas 2 horas e a estrada e os ônibus são realmente muito bons!

      Primeiro contato com as famosas Águas do Pacífico...

      Castillo Wulff, você pode entrar e conhecer esse Castelo que fica a beira de uma das praias de Viña, fiz praticamente toda a cidade a pé..! Os principais pontos são próximos e andar é descobrir.

      Playa el Sol com prédios altos na frente da praia, me lembrou um pouco como uma mini Balneário Camboriú aqui de SC. Lá as ruas são muito limpas e largas, carros importados pelas ruas, prédios altos e grandes, essa parte da cidade onde fica a Playa el Sol é como uma cidade a parte.
      Voltei para Santiago em um ônibus das 16hrs e cheguei no Terminal de Buses quase 18hrs.
       
      Em breve coloco a segunda parte com os dias que visitei as Vinícolas, mais um pouco de Santiago incluindo o prédio mais alto da América Latina, o Costanera Center com 300 metros de altura - é possível subir no último, 61° andar, - e a ida ao Valle Nevado!


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