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Viagem ao Chile e Argentina


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Preâmbulo

 

Estarei tentando colocar aqui informações e opiniões sobre a viagem que fiz recentemente a Argentina, Chile e Uruguai.

De início, gostaria de salientar, que estas opiniões são emitidas por um casal de cinqüentões, que hoje gostam de gozar de um certo conforto, e que fizeram deste, um passeio fotográfico e visual, e não de aventura, devido não termos preparo físico para isto. Procurei também manter a velocidade recomenda, e não exceder aos 120 Km/h em momento algum, a fim de evitar ser autuado, o que poderia se tornar problemático.~

 

Adendo - 29/11/2005

 

Sobre a Comida....

Recebi de um colega nosso, um e-mail perguntando sobre a comida nos paises que viajei.

Pelo que notei a papas "batata inglesa", é muito utilizada como acompanhamento, são servidas fritas, cozidas ao natural ou como purê.

Lá não existe esta fartura que encontramos por aqui quando vamos a um restaurante ou churrascaria, lá a comida é servida no prato, quando muito numa travessa, tudo junto, o principal e o acompanhamento, como feito nos restaurantes dos shopings.

Sempre é servido pão nas refeições, dependendo do restaurante, é cobrado a parte ou não, isto tambem se aplica as salsas "molhos", portanto quando o preço for muito convidativo é bom perguntar antes se se paga em separado.

Self-service só encontrei em três lugares, El Calafate, Bariloche e na estrada entre Puerto Octay e Frutilar, provavelmente existem outros, mas, não conheci.

Quanto a quantidade, tende a ser frugal, por isso vi muitas pessoas optando pelos sanduiches, principalmente de milaneza, mais barato e parece que sustenta.

Sergio

 

Dados sobre a viagem

 

Período - 26/02 a 18/04/2005

Total de dias - 52

Km rodados - 13.478

Km voados - 5.013

Gasto com combustível - R$ 2.386,32

Gasto com hotel - R$ 5.127,62

Gasto com o veículo - R$ 460,85

Gasto com passagens aéreas - R$ 1.700,00

Cidades visitadas:

Pouso Alegre - BR Cambé - BR Foz do Iguaçu - Br

Puerto Iguzu -AR Goya - AR Villa Maria - AR

Mendoza - AR Santiago - CL Pucón - CL

Villarrica - CL Valdívia - CL Niebla - CL

Puerto Varas - CL Petrohue - CL Ensenada - CL

Puerto Octay - CL Frutillar - CL Entre Lagos - CL

Villa La Angostura - AR San Martin Los AndesAR Bariloche - AR

El Bolson - AR Esquel - AR Trevelin - AR

Puerto Madryn - AR Puerto Pirâmides - AR San Antonio Oeste - AR

Lãs GRNs - AR Bahia Blanca - AR Cañuelas - AR

Buenos Aires - AR Ushuaia - AR El Calafate - AR

Puerto Natales - CL Montevidéu - UY Guairá - BR

São José dos Pinhais BR Barra Mansa - BR

 

1º dia - 26/02 - sábado - 857 Km

 

Levantamos cedo, por volta das cinco horas, tomamos um rápido café e fomos carregar o carro com as nossas tralhas, por volta das sete, já estamos na Rio-Bahia com destino a nossa aventura.

Paro em Ipatinga para abastecer, e tomo o primeiro susto da viagem, 9.42 Km/l, vou gastar uma fortuna em combustível. Ao passar em João Monlevade entro na concessionária da Chevrolet, e questiono sobre este consumo, sou informado que devido ao carro ser novo, 2000 Km, isto é normal, meio preocupado sigo em frente, passo por Belo Horizonte e pego a Fernão Dias em direção a São Paulo, pista dupla com pouco movimento, à tardinha chego em Pouso Alegre e tenho uma nova surpresa, porem agradável, a Montana fez no último trecho uma média de 12 Km/l, que se manteve durante toda a viagem. Hospedamos no JB Pálace Hotel (R$ 70,00) e depois fomos jantar.

 

2º dia - 27/02 - domingo - 747 Kmid="red">

 

O dia amanheceu nublado, continuamos em direção a São Paulo, logo começa a chover, a fim de evitar passar por dentro de São Paulo com chuva, resolvemos contornar passando por Jundiaí, chegamos a Castelo Branco, são 230 Km de ótima estrada. Ao abastecermos, fomos informados que seria melhor irmos até Assis, pois a estrada via Ourinhos estava em péssimas condições, assim que cruzamos a divisa com o Paraná, entramos em um fortíssimo temporal, não se via um palmo a frente do nariz, isso me deixou apreensivo devido à dificuldade de dirigibilidade.

Devido as constantes mudanças do tempo no percurso, cheguei a Cambé com dor de garganta e febre, ficamos no Hotel Solárium (R$ 75,00), fui à farmácia onde fui examinado e constatou que a garganta estava inflamada, comprei um antibiótico, lanchamos e fomos dormir.

 

3º dia - 28/02 - segunda-feira - 497 Km

 

O dia amanheceu claro e com sol, o hotel que ficamos, apesar de ser o melhor da cidade tem um atendimento péssimo. Pegamos a estrada com destino a Foz do Iguaçu, apesar de ser pista única, como é pedagiada, está muito bem conservada.

Chegando em Foz, fomos à concessionária da Chevrolet para fazer a troca de óleo do motor, hospedamos no Hotel Nadai (R$ 81,20), fica no centro e próximo da concessionária. À noite saímos para dar um passeio e comer uma pizza, hoje me senti bem o dia inteiro, a garganta melhorou e não tive mais febre, apesar disto resolvemos ficar mais um dia em Foz, para poder cruzar a fronteira, completamente restabelecido.

 

4º dia 01/03 - terça-feira - 78 Km

 

Como a estada de hoje em Foz, não estava nos planos, resolvemos dormir até mais tarde e fazermos algo diferente, uma visita guiada a Mesquita Mulçumana e depois ao Templo Budista, ambos em Foz do Iguaçu.

Após o almoço, tiramos uma soneca e fomos cambiar algum dinheiro, fizemos a troca na razão de P$ 1,00 por R$ 0,98.

Pegamos o carro e fomos para Puerto Iguazu no intuito de comprarmos as passagens para a parte aérea de nossa viagem, logo após atravessar a Ponte da Amizade, à direita, existe um Free-Shop, onde comprei uma câmara Mavica-FD100 por apenas U$ 155,00.

Conseguimos encontrar uma agência de viagens que nos vendeu duas passagens pela Aerolineas Argentinas no trecho Buenos Aires/Ushuaia/El Calafate/Buenos Aires por P$ 845,00 cada. Jantamos uma deliciosa lasanha de verduras com presunto, e já que estávamos na Argentina, aproveitei para abastecer o tanque da Montana, optei por utilizar a nafta FANGIO, top de linha da YPF, ao custo de P$ 1,93 o litro. Voltamos ao Brasil e fomos para o hotel dormir, o remédio fez um ótimo efeito, já estava completamente restabelecido.

 

5º dia 02/03 - quarta-feira - 786 Km

 

Levantamos cedo, carregamos o carro e nos dirigimos em direção à fronteira, a saída do Brasil é uma zorra total, ninguém quer saber de nada, não deram a mínima se estávamos saindo com veículo, chegamos então ao posto fronteiriço argentino, onde resolvemos todos os trâmites legais para a nossa entrada e do veículo na Argentina.

Andamos uns 50m e fomos detidos por policiais vestidos de preto, encapuzados e fortemente armados, solicitaram que descêssemos do carro e o deixássemos totalmente aberto, logos após, soltaram um cachorro que farejou a cabine e a carroceria, provavelmente estavam procurando drogas.

Fomos então liberados, tomamos a RN 12 em direção a Goya, uns 50Km à frente, em Wanda, nova blitz, desta vez era a policia caminera, pediram nossas permissões de entrada e nos liberaram. Almoçamos em San Ignácio, em frente a entrada das ruínas, seguimos pela RN 12, passamos Posadas, capital da província de Missiones, a partir daí o movimento na estrada caiu muito, cruzávamos com poucos carros, mas, a condição da estrada continuava muito boa.

Próximo a Saladas, lá pelo Km 620, fomos parados por uma viatura que me pareceu ser do exercito argentino, novamente pediram as permissões de entrada, os documentos do carro e fizeram uma vistoria em algumas malas. Ficaram intrigados porque a nossa roupa estava enrolada, e não dobrada, explicamos que era devido ao fato de assim ocuparem menos espaço nas bolsas, mas mesmo assim abriram algumas e torceram outras para certificarem que não havia nada dentro. Sem querer querendo, mencionei o fato do carro já ter sido farejado na fronteira, logo após fomos liberados. À tardinha chegamos em Goya e fomos para o Hotel Cervantes (P$ 69,50), um dos únicos a possuir garagem. À noite saímos para dar uma volta pelo centro da cidade e comer alguma coisa.

 

6º dia 03/03 - quinta-feira - 712 Km

 

Passamos em um supermercado para comprar água, e alguma coisa para fazer um lanche, logo pegamos a RN 12 para seguirmos em direção ao túnel sub-fluvial onde atravessaríamos sob o rio Paraná, próximo a Santa Fé, aonde chegamos por volta do meio dia. Passamos pelo túnel e contornamos Santa Fé por avenidas da periferia, pegamos a estrada que leva a Córdoba, pista única e grande movimento, em San Francisco tomamos á direita a RN 158 que nos levou até Vila Maria, onde pernoitamos no Hotel San Martin (P$ 50,00). Aproveitamos o resto da tarde e noite para jantarmos e dar uma volta para conhecer o centro da cidade.

 

7º dia 04/03 - sexta-feira - 634 Km

 

Saímos pela RN 158 em direção a Vila Mercedes, este trecho é pista única, o movimento é intenso e passa por inúmeras cidadezinhas o que torna a média horária bem baixa. Em Vila Mercedes passamos para a RN 7, pista dupla com velocidade máxima de 120 Km/h, o que chama a atenção é que a rodovia é iluminada, a noite de avião deve ser interessante vislumbrar aquele rastro luminoso atravessando a escuridão. Ao nos aproximarmos de Mendoza começamos a encontrar caminhões carregados de uvas, e avistarmos parreirais carregados em ambos os lados da estrada.

Chegamos em Mendoza e tomamos um susto, neste final de semana era comemorada a Fiesta de la Vendimia, desta festa participam várias cidades da província de Mendoza, e devido a isto a cidade estava lotada, depois de tentar vários hotéis, todos sem vagas, já estávamos tentados a seguir para Uspallata, quando fomos abordados por um motoqueiro nos oferecendo alojamento no Garden All-Suites (P$ 180,00), era pegar ou largar, assim pegamos.

A noite fomos para a avenida principal assistir ao Corso, por sinal muito interessante, pois as Rainhas das Cidades, acompanhadas de sua corte, de cima dos caminhões, jogam para o povo que assistem ao desfile, os produtos hortifrutícola natural de seus municípios.

 

8º dia 05/03 - sábado - 12 Km

 

Aproveitamos a existência de uma lavanderia próxima ao hotel para mandarmos lavar a nossa roupa. Pegamos o carro e fomos conhecer o Parque San Martin, enorme, nele estão localizados o Jardim Zoológico, o Estádio de Futebol e vários clubes, também possui uma extensa área verde, onde a população local aproveita seus momentos de lazer.

Devido a festa, muitas das avenidas que cortam o parque estavam fechadas para o tráfego, inclusive a que dá acesso ao Cerro de la Gloria, por esse motivo, aproveitamos para fazer uma visita ao Zôo.

A tarde, saímos para um passeio a pé pelo centro, que possui varias praças e o Parque Cívico. Aproveitamos para conhecer o comércio da cidade, que funciona até as 21:00hs, como não conseguimos ingressos para assistir ao espetáculo de encerramento que se realizaria no Teatro Grego, voltamos para o hotel, e assistimos pela televisão.

 

 

9º dia 06/03 - domingo - 379 Kmid="red">

 

Saindo de Mendoza, pegamos a RN 7 que nos levaria até a fronteira com o Chile, no inicio a paisagem é muito bonita, com muito verde e os contrafortes dos Andes ao fundo, já podemos avistar os primeiros picos cobertos de neve, com o passar dos quilômetros, a visão muda drasticamente, a vegetação desaparece quase por completo, quase que só se vê rochas, mas mesmo assim, não deixa de ser belo.

Passamos por pequenos povoados, Uspallata, Polvaredas e finalmente Puente del Inca, onde paramos para tirar algumas fotos, esta vila fica na encosta descampada, e o vento gelado que descia das montanhas quase nos arrastava, cobrindo tudo com uma poeira que toldava a visão.

Logo depois, tem-se um local onde se pode bater uma foto do Aconcágua, e pouco antes de entrar no Túnel Cristo Redentor, inicia um caminho que leva à estatua do Cristo Redentor, devido aos fortes ventos que sopravam neste dia, levantando nuvens de poeira que impediam a visão da estrada, resolvi não tentar subir.

Logo depois de atravessarmos o túnel, deparamos com a aduana conjunta Argentina/Chile, ai o bicho pega, é uma peregrinação por seis guichês com todo o tipo de burocracia, enche formulário, carimba formulário etc...

Depois de passar por todos eles, tendo de voltar em alguns, e em cada, uma fila enorme, pois o movimento de ônibus, caminhões e carros são intensos, finalmente fui para a fiscalização da alfândega, tive sorte, pois o fiscal que me atendeu, foi muito camarada, só me fez algumas perguntas sobre o que levava, dando ênfase ao feijão, e não me mandou descarregar e abrir toda a bagagem, como foi feito com algumas pessoas.

Se do lado de cá dos Andes, a subida é suave, mas longa, já do outro lado é curta e abrupta, o que oferece um visual impar, destacando-se o trecho da estrada conhecido como Los Caracóis. Próximo à cidade de Los Andes tomamos a esquerda uma autopista que nos leva direto a Santiago.

Apesar se ser domingo, entrar dirigindo em uma cidade grande e completamente estranha, com um tráfego desordenado devido a inúmeras obras, e sem um completo domínio da língua local, achei um tanto estressante.

Depois de dar muitas voltas pelo centro, e já escurecendo, conseguimos encontrar um hotel com garagem a um preço "pagável", o Hotel Principado (US$ 60,00). À noite saímos para dar uma volta pela calle Pio Nono, que reúne uma grande quantidade de restaurantes.

 

10º dia 07/03 - segunda-feira

 

O dia amanheceu cinzento e com muito vento, depois do café, uns dos melhores da viagem, mas nem de longe parecido com os servidos no Brasil, saímos para dar uma volta pela cidade. Subimos pela Alameda Bernardo O'Higgins passando por uma das entradas do Cerro Santa Lucia, pela Igreja de São Francisco e o museu que tem o mesmo nome. Devido as obras existentes por toda a cidade, o Palácio de La Moneda estava cercado por um tapume.

Passamos então a caminhar pelas ruas do centro onde aproveitei para trocar uns dólares por moeda local na base de

P$ 582,00 por US$ 1,00, fomos então para o Mercado Central onde aproveitamos para almoçar. Depois do almoço, como tinha começado a chover, pegamos o metrô e voltamos para o hotel, por volta das 15:30hs a chuva cessou, e retornamos ao centro para podermos comprar algumas lembranças que tínhamos visto na parte da manhã, aproveitei e comprei também uma memória de 128Kbs para a minha maquina nova.

À noite voltamos a calle Pio Nono para jantar e aproveitmos para dar uma olhada na feira de artesanato que existe no início da mesma.

 

11º dia 08/03 - terça-feira

 

Amanheceu dando para ver o azul do céu, tomamos rapidamente o "famoso café continental", pegamos os agasalhos, a câmera, e fomos pela calle Pio Nono até a entrada do Parque Metropolitano, onde se encontra o Cerro San Cristobal. Tomamos o funicular em direção ao cume, no meio da viagem existe uma parada que dá acesso ao Zôo da cidade, no topo do cerro existe uma área onde estão localizadas algumas barracas de artesanato, banheiro e uns binóculos nos quais, colocando uma moeda pode-se dar uma olhada na cidade que se estende a seus pés.

Na parte mais alta, esta localizada a Estatua de La Virgen, que com seus braços abertos parece acolher toda a cidade, existe também um santuário e uma capela.

Pela estrada asfaltada, que dá acesso ao topo, chegam muitas vans trazendo turistas, e ciclista que vão descer pelas trilhas de mountain bike.

Para descermos preferimos tomar o teleférico, que interliga o cume ao acesso Pedro de Valdivia, é composto de duas secções com uma parada intermediária, como o restaurante que existe próximo ao teleférico estava fechado, fomos andando pela calle Pedro de Valdivia até o bairro Suécia, demos uma volta pelo mesmo, e como já estávamos com fome paramos em um pequeno restaurante para almoçarmos.

Como Tânia estava com dor de cabeça pegamos o metrô e voltamos para o hotel ela foi dormir um pouco e eu , para aproveitar o resto do dia fui conhecer o Cerro Santa Lucia, que é um morro de aproximadamente 70m de altura e que fica bem no centro da cidade, possui jardins, balcões de onde se pode ver os Andes e partes da cidade, fontes, parques, alamedas e uma pequena loja onde se vendem produtos indígenas.

Por uma destas coincidências, quando me encontrava no local denominado Jardim Japonês, ouvi um diálogo em português, eram dois brasileiros, que também se conheceram neste local, sendo que um deles, o Marcio, também é membro do site Mochileiros.com e estava de passagem por Santiago a caminho do Peru.

Batemos um papo trocando algumas informações e comentando sobre as nossas viagens, uma de avião, outra de carro e a terceira de ônibus, neste ínterim a Esquadrilha da Fumaça dava um show sobre a cidade. Terminado o papo, cada um tomou o seu rumo, eu, continuei a subida até alcançar o topo do Cerro, bati umas fotos e comecei o retorno para o hotel, desta vez passando pelos belos parques que margeiam o Rio Mapocho.

À noite resolvemos fazer algo diferente, tomamos o metrô e fomos conhecer o Shoping Park Arauco, fica no fim da linha, jantamos, demos uma olhada nas lojas e acabamos comprando alguma coisa nas barracas que ficam entre a saída do metrô e o Shoping. Retornamos ao hotel e fomos dormir, pois no dia seguinte continuaríamos a viagem.

 

12º dia 09/03 - quarta-feira - 814 Km

 

Como ficamos um dia a mais em Foz do Iguaçu, estávamos atrasados em relação a nosso cronograma, por isso resolvemos ir direto para Pucon. Com o intuito de pegar menos tráfego, levantamos cedo, por volta das 6:00hs, o sol ainda não havia despontado. Tomamos o café, carregamos o carro e tomamos rumo a Ruta 5 que nos levaria ao nosso destino. De acordo com informações colhidas, era pegar a Alameda O'Higgins e ir seguindo as indicações, ledo engano, se não tivéssemos pedido ajuda em um semáforo no qual paramos, não sei onde teríamos ido parar, pois não vimos nenhuma placa indicativa. A uns 200km de Santiago, entramos em um Posto YPF para fazermos nosso primeiro abastecimento em terras chilenas, usamos a Super97, que de acordo com o frentista era equivalente a Fangio argentina, pagamos P$ 516,66 p/l, mas, quanto mais longe de Santiago, maior o preço.

Antes de chegarmos a Los Angeles, abandonamos a autopista e tomamos uma rodovia secundária a esquerda para visitarmos um local que nos tinha sido muito bem recomendado, e que não devíamos deixar de conhecer, o Salto del Laja. É uma queda d'água não muito grande, como várias existentes no Brasil, e sem muita infra-estrutura, a não ser uns dois ou três restaurantes que estavam fechados e algumas pousadas em áreas próximas.

Reza um provérbio: "A propaganda é a alma do negócio", e seguir este ditado, é o que o turismo no Chile e Argentina faz muito bem, por este motivo, lá estávamos apreciando a água cair por sobre as pedras.

Depois de algum tempo de voltarmos a autopista, e vimos ao longe o nosso primeiro vulcão, com a sua cratera coberta de neve, parei e tirei a foto ao lado. Gastamos aproximadamente P$ 14500,00 com pedágios neste percurso.

Alcançamos Pucon passando direto por Villarrica, ao chegarmos, procuramos pela oficina de turismo a fim de obtermos informações sobre hospedagem, lá encontramos três brasileiros de São Paulo que estavam se queixando de terem roubado seu dinheiro nos armários da empresa Trancura, durante o período em que estavam fazendo uma atividade ao ar livre.

Pegamos uma relação de pousadas e saímos andando pela cidade, optamos pelas Cabanas do Leo (P$ 15.000,00), por ficar próxima ao centro e ter uma vista estupenda do Vulcão Villarrica bem em frente. À noite fomos ao supermercado para abastecer a geladeira e vermos como estava o cambio, nada favorável, fizemos nossas compras, demos uma olhada nas lojas e voltamos para a cabana, onde lanchamos, vimos um pouco de TV e fomos dormir, pois a viagem neste dia tinha sido longa e cansativa, como fôramos advertidos que os Carabineiros do Chile não davam moleza quando pegavam alguém infringido as normas de trânsito, tive o cuidado de não ultrapassar a velocidade de 100km/h para não dar margem a nos deterem.

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  • Membros de Honra

Olá Serneiva,

 

parabens pelo relato, estamos aguardando os proximos dias! Uma duvida: vcs tiveram algum problema para entrar com o carro nas fronteiras?

 

Ahh, e sua viagem foi sim uma viagem de aventura e das grandes! Nao e preciso subir mais de 1800 colinas para se ter o espirito aventureiro em cada ação, em cada momento.

 

Ate logo

 

Thiago de Sá

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  • Membros de Honra

é uma grande aventura, de facto.

e ver pessoas com esta idade fazerem uma viagem destas, demonstra que nao é a idade que impossibilita as pessoas de viajarem de uma forma diferente; uma mente aberta e um espirito cheio de vontade de novas emoçoes, é algo que devemos considerar cm um tesouro e saber aproveita-lo.

 

Parabens Sérgio e esposa! [;)]

 

 

eu sempre gostei de fazer uma viagem de carro; mas primeiro, se for a conduzir acabo por nao ver metade. cm gosto de ver tudo, tinha de estar constantemente a parar o que atrasava imenso a viagem.

depois tem o problema do carro; fazer uma viagem dessas provoca um grande desgaste no carro. e se um dia quisesse fazer uma troca de carro, comprando um e dando o meu em troca, precisava que ele estivesse nas melhores condiçoes possiveis.

entretanto vou sonhando em ter dois carros, um para "detonar" nas viagens e outro para o dia a dia! [8D]

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13º dia 10/03 - quinta-feira - 150 Km

 

Levantamos e a cerração estava baixa, tomamos então o caminho para Caburgua, é uma pequena vila localizado às margens do lago de mesmo nome, possui vários tipos de alojamentos, e na praia lacustre encontram-se alguns bares e locais para aluguel de caiaques, pedalinhos e outros brinquedos para se divertir na água. Andamos pela beira do lago esperando que a neblina se dissolvesse para termos a oportunidade de obter boas fotos. Depois voltamos ao carro e fomos até a Playa Blanca, outra que se debruça sobre o lago Caburgua, estava também completamente vazia como as demais.

Fomos então conhecer os Ojos del Caburgua, sentimos alguma dificuldade em localizar, devido ao fato de não termos visto nenhuma placa indicativa.

O local é particular, e como de praxe, é cobrada uma taxa para o acesso ao mesmo, é contituido de um amplo estacionamento com dois banheiros caindo aos pedaços, e uma área onde se pode acampar. Uma trilha que atravesa o bosque segue o curso d'água, proporcionando belas vista do mesmo. A coloração da água, de um verde azulado, é indescritível, só mesmo vendo.

Voltamos então para Pucon, as nuvens teimavam em esconder o Villarrica, deixando de fora somente a borda da cratera, aproveitamos para almoçar e dar uma volta para conhecermos melhor a cidade. Rodamos pelas ruas centrais e fomos até a beirada do lago onde também tiramos umas fotos.

Lembrei de ter visto em uma reportagem dna Rede Bandeirante sobre a confecção de flores em madeira, saímos à procura.

Na entrada da cidade encontramos uma floricultura, parei do lado oposto da rua e perguntei as vendedoras se podiam me informar à localização do que estava procurando, como resposta, fui convidado a descer, pois eram todas aquelas flores, feitas em madeira, uma verdadeira perfeição.

Resolvemos então subir à base do vulcão, a estrada é de rípio grosso e em alguns lugares bastante íngreme, subi e desci bem de vagar, a fim de evitar jogar pedras na lataria, a vista lá de cima é muito bonita, avista-se o lago e ao longe a cidade de Villarrica, infelismente as cadeiras que fazem o transporte até um ponto mais elevado não estavam funcionando.

Não fui conhecer as Cuevas Volcánicas, pois o guarda-parque informou que este passeio ficava em torno de uns US$ 20,00. Fomos então para Villarrica, a estrada é de movimento intenso, e em quase toda extensão as suas margens são ocupadas por construções.

Villarrica é uma cidade agradável e fácil de percorrer, pois suas ruas, como em quase todas as cidades chilenas pelas quais passamos, se cruzam perpendicularmente e são bem sinalizadas, demos uma volta pelo centro e depois pelas ruas que circundam o lago.

Voltamos então para Pucon e fomos jantar em um restaurante na avenida principal da cidade.

Nesta época do ano o movimento é muito pequeno, quase não tem nada aberto após as 21:00hs, demos uma passada em um cybercafe para dar uma verificada nos e-mails e fomos para o hotel, pois no dia seguinte continuaríamos a viagem.

 

14º dia 11/03 - sexta-feira - 198 Km

 

Saímos cedo com destino a Valdivia, passamos por Villarrica e tomamos a estrada que dá acesso a Ruta 5, após uns 40km chegamos na mesma e rumamos em direção ao sul. Próximo a Mariquina, saímos da Ruta 5 e acessamos a 205, que nos levaria direto ao nosso destino, pagamos de pedágio neste trecho a importância de P$ 1500,00.

Valdivia é uma grande cidade, mais de 130.000 habitantes, devido a isto o tráfego é intenso, principalmente no centro da cidade.

Hospedamos no Hostal e Cabanas Gerlachi (P$ 20.000,00), não vale o que cobra, mas como tínhamos pouco tempo na cidade, não quis perder tempo procurando hotel, fica bem próximo ao Torreon de los Canelos e possui um avarandado por sobre o rio Valdivia, donde se tem uma bela vista do mesmo.

Largamos o carro no estacionamento e fomos a pé percorrer o centro da cidade. Aproveitei para trocar uns dólares, o câmbio estava menos favorável, de US$ 1,00 por P$ 570,00. Almoçamos no Mercado Fluvial e aproveitamos para ver os leões marinhos, que ali ficam para filar uma bóia sem muito esforço.

Marcamos um passeio fluvial para mais tarde e fomos para o hotel pegar o carro para irmos até Niebla.

Ai o caldo entornou, alguém estacionou em frente a saída da garagem do hotel, e eu não podia sair. Os proprietários do hotel tentaram localizar o proprietario, em vão, passaram-se mais de noventa minutos e continuava preso.

Passa então na rua uma viatura dos Carabineiros, com palavras e gestos exponho o meu problema, eles descem e juntos com outros transeuntes, empurramos o carro, apesar do mesmo estar engrenado.

Fomos então para Niebla e fizemos uma visita ao "Castillo de Niebla de la Pura y Limpia Concepcion de Monfort de Lemus", mais conhecido como Fuerte de Niebla.

Devido ao tempo perdido na saída do hotel e ao passeio que ja estava programado, não tivemos tempo de ir ao Fuerte Corral.

Voltamos para o hotel e fomos a pé para o Muelle Fluvial, onde pegamos o barco para navegarmos pelos rios Valdivia, Cau Cau e Calle Calle. À noite, saímos para comermos algo, ficamos conhecendo um chileno que já morou no Brasil e faz a melhor empanada de frango das que comemos em toda a viagem, fica na esquina das ruas Cochrane com Peres Rosales.

 

15º dia 12/03 - sábado - 210 Km

 

Novamente pegamos a estrada, desta vez o destino era Puerto Varas, a margem do lago Llanquihué. O dia estava nublado, e com o passar do tempo, piorava, víamos ao longe a chuva caindo, estávamos indo ao seu encontro.

Ao chegarmos em Puerto Varas, começou a cair uma garoa, estacionamos próximo ao píer e fomos ao escritório da Sernatur obter informações sobre hospedagem, devido ao final de semana, as acomodações vagas na parte baixa da cidade ou não atendiam as nossa necessidades ou o preço estava acima do que pretendíamos pagar, subimos o morro e ficamos no Hotel Lorelen ( P$ 25.000,00), em um quarto com banheiro e com vista para o lago. Arrumamos as nossas coisas e fomos para o centro da cidade, que não é muito grande. Como a chuva não dava trégua, e era bastante fria, fizemos uma peregrinação pelas lojas, passamos pelo supermercado onde compramos o necessário para fazer um bom sanduba, e retornamos para o hotel, onde lanchamos e ficamos vendo filme na TV a cabo. Nossa esperança era que amanhecesse sem chuva.

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Ola pessoal...

Obrigado pela força que estão dando, apesar de não ter a veia de escritor que o Adriano possue, vou tentando....

 

Coloquei algumas fotos no endereço abaixo:

http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/serneiva/my_photos

 

Adriano- Parabens pelo nascimento do Pedro.

 

Thiago- Não tivemos nehum problema nas frnteiras, mas, para entrar no Chile a fiscalização é muito mais rigorosa.

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16º dia 13/03 - domingo - 161 Km id="red">

 

Acordei antes do alvorecer e corri para a janela, não estava mais chovendo, mas o movimento dos galhos das arvores indicava que estava ventando e muito. Voltei para cama e fiquei aguardando a hora de servirem o café, seria por volta das 8:30hs.

Café tomado, estávamos prontos para cair na estrada. Apesar de não estar chovendo e do vento estar soprando forte, uma névoa cobria o lago, impedindo de que víssemos sua tão cantada beleza.

Iríamos primeiramente a Petrohué, por isso, pegamos a ruta 205 em direção a Ensenada. No início a estrada beira o lago, o que deve proporcionar belas paisagens, mas depois se afasta um pouco, e o avistamos esporadicamente.

Petrohué é uma localidade muito, muito pequena, as ruas não são calçadas e possui uma dúzia de casas no máximo, é tão pequena que não se pode estacionar o carro, mas, tem um estacionamento pago enorme, provavelmente do tamanho de toda a cidade.

Ainda tinha alguns tufos de cerração aqui e ali, batemos umas fotos e fomos olhar a partida do barco que iria fazer o tour pelo lago Todos os Santos até Peulla, passeio caro...

Esfriou bem, e não tinha lugar nem para tomar um cafezinho, as únicas coisas abertas na cidade eram o estacionamento, uma casa onde se vende artesanato e uma lojinha dentro do complexo do atracadouro.

Compramos um agasalho de polar, pagamos em dólares e obtivemos a melhor cotação de toda a viagem, P$ 600.00 por US$ 1.00.

Às margens do lago, ficam atracadas várias pequenas embarcações que fazem curtos passeios pelo o mesmo, tem-se que tomar cuidado pois pedem um preço bastante elevado, depois abaixam.

Depois de alguma conversa e de preço combinado, partimos no barquinho para o nosso tourid="size1">id="blue"> sobre o lago, isso mesmo, bem pequeno. A água estava fria que doía, e o vento gelado não dava trégua, mas afinal, como viemos de tão longe, não podíamos deixar de fazer o passeio.

Ah! Ia me esquecendo, a cor do lago, de um verde impressionante, e com o aparecimento do sol se tornava cada vez mais bonita.

Demos um passeio pela praia e retornamos ao estacionamento para pegar o carro e irmos ver os Saltos.

Saltos do Petrohué, Parque Nacional Vicente Perez Rosales, logicamente pagamento na entrada, atravessa-se uma ponte seca, segue-se por uma trilha no meio da mata até alcançar o rio, daí por uma passarela sobre as pedras até bem próximo aos saltos, que não são grandes nem muitos, mas chama a atenção pela cor da água.

Talvez na época de maior volume de água seja mais interessante, mas neste momento não é grande coisa. Na minha opinião, o que ajuda muito é a coloração da água e a propaganda feita. No Brasil temos quedas d'águas mais bonitas como os Saltos do Rio Chapecó no município de Abelardo Cruz - SC, mas não é divulgado, e por isso poucas pessoas os conhecem.

Deixemos o bairrismo de lado e continuemos com o passeio, como na cidade e no parque não tinha lugar para se almoçar fomos para Ensenada, almoçamos em um restaurante à beira do lago, caro e a comida não era tão boa assim, mas, foi o único que encontramos aberto.

Papo cheio, pé no caminho. Fomos em direção ao Vulcão Osorno, no início a estrada é asfaltada, mas depois de alguns quilômetros, rípio.

Novamente o clima estava contra nós, não se conseguia ver ao longe, nem o lago Todos os Santos nem o Llanquihue. Resolvemos então fazer a subida no teleférico, é feita de duas etapas, na primeira tudo bem, um pouco frio, mas, na segunda, o vento é terrível, congela tudo, estava somente com a parka da TrilhaseRumos, e se pudesse teria descido no meio do caminho e voltado, mas como não era possível, o jeito foi me encolher todo e esperar chegar ao topo. Tânia estava com mais sorte, pois alem da parka estava usando o polar comprado em Petrouhé. Finalmente chegamos ao nosso destino, saltamos das cadeirinhas e corremos para o abrigo, o vento não parava, era difícil até para andar, de acordo com o funcionário do teleférico, estava abaixo de 0º, e com o vento você imagina a sensação térmica. Saia do abrigo, batia uma foto e voltava correndo. Não ficamos lá mais do que uns vinte minutos, e logo estávamos descendo em direção a um chocolate bem quente. Na lanchonete encontramos dois casais de Recife, estavam pensando em subir, mais mudaram de opinião quando souberam do frio.

Ruma mos então para Puerto Varas, a noite saímos para dar umas voltar pela Costaneira e pelo Centro Cívico, mais tarde jantamos e fomos para o hotel.

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SERJÃO

QUANDO ESTIVEMOS EM PUERTO VRAS, NÃO FOMOS A PETROHUÉ, MAS SE O SALTOS DE ABELADO LUZ SÃO MAIS BONITOS, ACHO QUE NÃO PERDEMOS NADA.

CONHECER ABELARDO LUZ É UM BOM CONSOLO HE! HE! HE!

 

ABRAÇO

 

ADRIANO

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