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Parque Estadual do Ibitipoca - 4 dias - Abril 2015


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O Parque Estadual do Ibitipoca é um parque estadual localizado no município de Lima Duarte em Minas Gerais. Super movimentado, o parque tem várias opções de lazer, entre caminhadas, cachoeiras, "praias" de água doce e paisagens pra lá de lindas.

 

Como chegar: A vila de Ibitipoca fica à 27km de Lima Duarte mas, como a estrada é quase toda de terra, mesmo de carro pode demorar um pouco (levamos mais ou menos 1hr pra fazer esse trajeto em um carro baixo). Do centro da vila (que é uma graça e vale a visita) são 3km até a portaria do parque. Para quem não está de carro, saindo de Lima Duarte existe um ônibus duas vezes ao dia que sobe para a vila, mas há também uma terceira opção que é pegar carona. O pessoal é super acostumado com isso por lá, é uma ótima opção para quem não conseguir coincidir o horário com o do Jatão (nome carinhoso do ônibus).

 

Valores do Parque: Ultimamente parece que os valores dos parques tem oscilado um pouco, então é sempre bom dar uma olhada no site para os valores atualizados. Já em relação à alimentação, existe uma cantina e um restaurante próximos ao camping que são uma ótima opção para quem vai ficar mais de um dia, só não são muito baratos. No restaurante o self-service ilimitado é R$ 27, o queijo quente na cantina é R$ 5, suco de laranja R$ 7, batata frita R$ 25 (se me lembro bem), e por aí vai. A cerveja em lata se não me engano é R$ 5 e eles também tem uma seleção de vinhos, mas nem me atrevi a olhar os preços.

 

Bom, vamos à andança:

 

DIA 1 - Chegada

Saí da rodoviária Novo Rio no ônibus de 10:30 para Juiz de Fora, onde cheguei mais ou menos 13:20 (R$ 78 ida e volta pela União). Lá pegamos o carro, almoçamos e pegamos a estrada para Lima Duarte (na estrada, é só seguir as placas para Caxambu e depois Lima Duarte). Chegamos no parque à tempo de ver o por do sol e armar a barraca, que iniciamos no claro e terminamos com a ajuda do farol do carro.

 

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Depois do banho pegamos uns petiscos que trouxemos de JF e abrimos um vinho pra aproveitar o friozinho (agasalhos são imprescindíveis, à noite esfria bastante!). A previsão do tempo dizia que ia chover bastante mas essa noite não caiu nem um pingo.

 

DIA 2 - Circuito Janela do Céu

 

Existem dois circuitos principais no parque, o Circuito da Janela do Céu e o Circuito das Águas. O Circuito da Janela do Céu é o maior, com 16km ida e volta, e resolvemos começar por ele. Tomamos café na cantina, enchemos a garrafa d'água e seguimos caminho. É legal não levar muito peso na mochila por causa das subidas, mas um casaquinho e uma toalha ou canga podem fazer falta já que há várias cachoeiras lindas no meio do caminho (agasalho e roupa de banho pode parecer meio estranho mas quando o sol resolve dar o ar da graça dá pra dar um mergulho). O parque estava bastante movimentado, mesmo ainda sendo sexta-feira, então começamos a subida com alguns grupos de companhia. A primeira subida é um pouco puxada pra quem não tem muito preparo físico (tipo eu!), mas parando de vez em quando e bebendo uma água já ajuda. A vista já começa a ficar linda logo no início e chegamos na primeira parada oficial, o Cruzeiro (2,3km desde o início do circuito).

 

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Cruzeiro

 

De lá seguimos para a Gruta da Cruz e depois para a Lombada, ponto mais alto do parque. Por ser o ponto mais alto, a neblina nos pegou e não tinha como ver muita coisa lá de cima, mas dizem que a vista é sensacional.

 

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Passamos então na Gruta dos Três Arcos e na Gruta dos Moreiras até que finalmente chegamos na Janela do Céu, aproximadamente 7km depois.

 

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Gruta dos Três Arcos

 

Como o parque estava bastante cheio, a Janela do Céu não era excecão, e só demos uma passada por lá. À esquerda da janela tem um mirante e é possível chegar na pedra que tem abaixo dele. De lá é possível ver a Janela à sua direita e uma vista lindíssima à frente. É um ótimo lugar também para dar uma pausa e comer alguma coisinha.

 

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Janela do Céu

 

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Vista do mirante

 

Fomos então rumo à Cachoeirinha, onde é possível encher a garrafa d'água no caminho (não se assuste com a cor verde da água, não é sujeira e sim restos de matéria orgânica. Mesmo com essa cor ela não tem gosto nenhum). A energia da Cachoeirinha é uma coisa incrível, super tranquilo e relaxante. Estendemos a canga na "areia", deitamos ouvindo o som da água cair e comemos o pior Doritos de todos os tempos (sabor taco mexicano não é o que parece!). O pãozinho com manteiga da cantina, por outro lado, estava uma delícia! Não queria dizer que cochilamos mas, é, depois de um cochilo super rápido guardamos tudo e seguimos caminho. A queda dessa cachoeira parece ótima para uma ducha, mas estava friozinho e o grito das pessoas que entravam na água não animou muito.

 

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Cachoeirinha

 

Voltamos por um caminho diferente do que fomos, com vistas deslumbrantes, e chegamos de volta ao camping por volta das 17:00. Morrendo de fome, resolvemos encarar o self-service do restaurante, que estava bem gostoso. Não foi hoje que a roupa de banho viu água, mas no dia seguinte ela teve mais sorte. Falando em água, nessa noite choveu bastante, com bastante trovoada e raios, mas por sorte não foi por muito tempo e a barraca aguentou bravamente.

 

DIA 3 - Circuito das Águas

 

Com tudo doendo do Circuito da Janela do Céu, acordamos um pouquinho mais tarde, tomamos café e seguimos para a Prainha, primeira parada do Circuito das Águas. Como o nível da água estava bastante baixo, foi possível descer pelas pedras, que é bem mais divertido do que pela trilha (cuidado com as pedras escorregadias!)

 

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Chegamos à Ponte de Pedra bem rápido, já que fica à menos de 1km do camping, e ficamos um pouquinho por lá, passando pela Cachoeira dos Macacos em seguida.

 

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Ponte de Pedra

 

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Cachoeira dos Macacos

 

Finalmente o sol saiu, o vento deu uma trégua e eu fiquei com calor o suficiente pra dar um mergulho, maravilhoso por acaso. Sim, a água é gelada, mas nada que uns minutinhos nela não acostume. Depois do mergulho, secar ao sol para seguir caminho. Voltamos novamente por um caminho diferente, dessa vez por cima do paredão, de onde é possível ver o caminho feito lá embaixo, além do restaurante do outro lado.

 

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No caminho de volta passamos pelo Lago dos Espelhos, onde a bateria da minha câmera acabou, e voltamos para o camping. Como ainda era cedo resolvemos tomar um banho e descer para almoçar na vila (ou Ibitivila para os íntimos). Comemos em um restaurante ao lado do Ibitilua (não consigo lembrar o nome) muito agradável e muito gostoso! Pedimos um lombo de porco ao molho de cachaça com farofa de pinhão e arroz de alho poró. O prato custou R$ 60 mais ou menos, mas servia duas pessoas muito bem! Depois de uma cervejinha subimos de volta para o parque já que há horário limite para entrar (normalmente é às 17:00, mas conseguimos negociar com o vigilante para as 19:00).

 

DIA 4 - Partida

 

Como eu precisava pegar o ônibus em JF às 14:30, precisamos acordar um pouquinho cedo e desarmar a barraca para pegar a estrada.

 

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No fim das contas, ficou faltando fazer o Pico do Pião e a Gruta dos Viajantes, que parecem ter vistas lindas. Quem tiver com disposição, no dia do Circuito das Águas dá tempo de fazer.

 

Em resumo, Ibitipoca é um parque com ótima estrutura e bastante coisa para ver. Ah! Não deixem de comprar alguns pães de canela no caminho de volta para levar, são uma delícia!

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  • 2 semanas depois...

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Ótimo relato!!! Ainda não consegui ir lá no verão, da última vez que fui passei aperto por causa do frio, na minha cidade e na estrada estava um calor infernal, lá eu estava congelando, ainda bem que fomos de moto e fiquei com a jaqueta da moto o tempo todo kkk

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Ótimo relato!!! Ainda não consegui ir lá no verão, da última vez que fui passei aperto por causa do frio, na minha cidade e na estrada estava um calor infernal, lá eu estava congelando, ainda bem que fomos de moto e fiquei com a jaqueta da moto o tempo todo kkk

 

Realmente, o frio lá não é brincadeira! A noite passamos um bom frio também, as cobertas na barraca foram mais que necessárias! Mas vale uma segunda visita no verão, as cachoeiras são maravilhosas! ::otemo::

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  • 3 semanas depois...
  • 7 meses depois...

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