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RENATAT

Berlim, Dresden, Reno, Praga e Amsterdam festa King´s Day

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Segue meu relato de viagem. Desta vez escrevi bastante, colocando várias impressões e detalhando mais as experiencias. Não coloquei muitos valores, pois com o minimo de pesquisa e possível ver os preços de tudo nos sites de transportes locais e atrações. E hospedagem, depende do bolso e gosto.

Essa viagem exigiu muita pesquisa, o que foi muito legal, pois pela primeira vez tive quase 4 meses para planejar. Normalmente tenho 1 mês, devido a agenda do meu trabalho, que é sempre maluca.

Fiz uma imersão e recebi ajuda dos ótimos blogs Agenda Berlim, Viajoteca, Turomaquia, Alemanha Por que não, Virtual Tourist, Trip Advisor entre outros. Além de ver filmes e ler alguns livros.

 

O roteiro inicial, feito com a ajuda de uma amiga alemã:

14/04- SP/Amsterdam

15/04- Amsterdam/Berlim

16/17/18- Berlim

19/04- Berlin/Dresden

20/04- Dresden- Praga

21/22- Praga

23/04- Praga/Nuremberg/Vale do Reno (St.Goar)

24/25- Vale do Reno e Mosel

26/04- St. Goar/Amsterdam

27/28- Amsterdam

29/04- Amsterdam/SP

 

Hospedagem: reservados pelo Booking e Hoteis.com. Recomendo esse ultimo, pois os preços eram parecidos e as vezes melhor do que o primeiro, pois diariamente há promoções de hotéis. Olhava todo dia, e consegui um ótimo hotel 4 estrelas na região que eu queria por um preço muito bom. Além disso dividem em 12 vezes, o pagamento é em Real, sem IOF (depende do hotel, alguns são em moeda local). E se tiver KM de vantagens, tem um desconto de 10% em uma compra e também programa de recompensas.

 

Transporte: Passagens de ônibus compradas na Flix Bus e trem na DB Bahn. Antecedência de 60 dias. Admito que no começo a logística era um pesadelo! Depois de pesquisar muito em blogs e fazer inúmeras simulações no site da DB, tudo ficou mais fácil. O Sac deles também é ótimo.

 

Passeios e gastos: todo calculado e montados em planilhas. Desta vez não anotei todos os gastos diários separados (presentes, jantar, transporte etc) como em outras viagens. Não conseguia, de tão cansada. Só controlávamos o valor total do dia para ficar no estipulado. Mas funcionou pois o planejamento inicial foi bom.

 

Aplicativos: foram fundamentais. App da KLM, Bahn, BVG, rotas e Mapas Off line. Baixei um de cada cidade que iriamos visitar (exceto vale do Reno e Mosel, não tinha) e marquei todos os lugares de interesse como hotel, estações de trem, ônibus, supermercados, restaurantes e atrações.[/b

 

 

15/04/15- Amsterdam em poucas horas e vôo para Berlim

Chegamos em Amsterdam antes do esperado, as 11:30 hora local. Relógio contando, pois o voo para Berlim era 16:50 hr. Achei o aeroporto bem confuso, pois normalmente apos a Imigração fica um pouco antes da retirada das malas, o que não aconteceu. Andamos pelo aeroporto, em direção a saída e procurando os lockers. A senhora das informações, se mostrou mal humorada e mandou seguir as placas. Ajudou muito Dona! ::bad::

Passamos pelo terminal de embarque que em teoria deveríamos ir para embarcar no voo para Berlim, então parei um funcionário para confirmar se era aquele mesmo, pois o voo não estava ainda no painel. Ele disse que sim, e perguntei se ele achava que daria tempo de ir ao centro de Amsterdam nessas 4 horas. Ele pegou um mapa do aeroporto, mostrou os lockers e disse que precisaríamos passar pela imigração primeiro. E recomendava fazer um passeio de barco que saia na Damrak, e me deu um livrinho com mapa e cupom de desconto. ::cool:::'> ::cool:::'> Disse que deveríamos estar uma hora antes do embarque.

Na imigração o cara perguntou quanto tempo ficaríamos e só. Talvez os carimbos de outros países europeus tenha ajudado. E falou obrigado em português.

Guardamos as malas no locker, que aceitava cartão de credito.

Compramos os tickets para Amsterdam central, mas foi mais caro que no site, mesmo pagando em dinheiro. Custou quase 5 euros por trecho. Não entendi e não deu tempo de perguntar.

Perdemos o primeiro trem por pouco, e fiquei bem perdida como achar os outros.

Pedi ajuda a uma moça jovem muçulmana e ela procurou no celular e achou, foi super atenciosa. Demorou uns 15 minutos e os turistas iam chegando e todo mundo com cara de perdidos. Não vi funcionários na plataforma.

 

Pegamos o trem bem sujinho e em 20 minutos estávamos na Amsterdam central. O dia estava agradável com o céu super azul.

A estação é uma loucura, mil pessoas, e quando vc sai, é quase atropelado por bikes!

Optamos em não fazer o passeio de barco, embora seja a opção mais racional pelo pouco tempo, pois estava com dor nas costas e não aguentava ficar sentada. Usamos o roteiro de poucas horas do Duc Amsterdam e fomos pela Singel em direção ao Joordan.

Mesmo com o transito de bikes, andando pelas ruas menores o ritmo era mais tranquilo, e apesar de ser uma quarta a tarde, havia bastante pessoas bebendo nos bares de rua tranquilamente. Paramos em um mercadinho, e os preços estavam insanos como 4 euros uma Coca. Dai eu usei meu mapa offline da cidade, onde havia marcados todos os pontos turísticos que queria visitar e também alguns mercados Albert heijin. Achamos um pequeno e os preços eram razoáveis, e pegamos algumas coisas para comer e beber enquanto caminhávamos tranquilos pelos canais.

Era melhor aproveitar cada momento, tirar fotos, pois iriamos voltar 2 semanas depois na maior muvuca na cidade:Koningsnach ou Dia do Rei.

Voltamos, para Amsterdam Central, novela do check in/check out e a impressão que só nos fizemos e o resto passou batido!

Trem sujinho para Aeroporto e embarque tranquilo em outro Voo da KLM para Berlim.

o voo demorou aproximadamente 1 hora e a mala depachada no Brasil e depois de 2 vôos estava lá intacta!

 

O aeroporto de Tegel não é grande, e já sabia que tinha ir ao terminal C para pegar o ônibus X9.

Compramos no quiosque da GVB um pack Single ticket 4-trip-ticket Berlin AB por 9 euros, que eu havia pesquisado no otimo site da companhia. Eles serviriam para o dia de hoje e dia da saida de Berlim. No restante usariamos passamos diarios sem limite de viagem.

O ponto na frente da saida do aeroporto, muito facil só seguir as pessoas com malas.

Na entrada formos quase atropelados, e tive meu primeiro contato com a " educação" alemã. Eles são muito educados, prestativos, não atravessam farol vermelho, não jogam lixo na rua etc. Mas quando se trata de fila, esqueçe!

Eles empurram para entrar no ônibus, trem, metro, entram na sua frente na fila do mercado ou para comprar qualquer coisa. Não pode dar brecha!

Entramos e eu realmente esqueci como validar o ticket (a maquina era dentro do onibus) e no metro e trens na plataforma. Tinha levado um monte de planilhas e arquivos com informações, mas não achei na hora.

Fiquei com muito medo da fiscalização aparecer e multar em 40 euros por pessoa. Descemos entao em uma estacão de onibus e depois pegamos outro vazio em direção ao Zoo Garten. Perguntei ao motorista se realmente ele parava lá, mas ele falava pouco inglês, mas muito simpatico, tipo disse que pararia perto. Validamos e fomos curtindo a cidade, passamos pelo Tiergarten, e observando com o trânsito bom, as pessoas usando bike para trabalhar, as ruas largas e limpas. Ah, não tem motoboy e suas buzinas! ::lol4::

Chegamos na estacao Zoo e descemos pela porta a frente no ônibus. Nessa hora o sorriso sumiu do rosto do motorista. Lembrei depois que li em um blog que não pode descer por lá. Mas depois vi um monte de gente fazendo mesmo sendo alemães. Sei lá...

Usamos novamente o mapa offline e em menos de 1 km estavamos no Hotel, que por sinal era muito bom, com estacao de metro ao lado, mercado e uma rua muito calma, e uns 3 quarteiroes da avenida Kurfürstendamm.

 

A noite só deu para espiar a Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche- ou igreja quebrada cuja torre, que foi extremamente danificada por bombardeios durante a Segunda Guerra e que não foi restaurada, é um símbolo para lembrar a destruição causada pela guerra. Estávamos em Berlim, bebê! ::love::::love::

 

16/04/15- Berlim a terra dos Elfos

Finalmente dia de explorar a cidade, após tanto tempo de pesquisa! De roteiro pronto, celular carregado, bateria extra, fomos cedo pegar o ônibus 100 na estação Zoo garten. Mas esqueci que tinha de comprar o Day ticket na máquina e entramos na estação de trem para comprar e nada! E o povo na maior pressa. Depois me lembrei na máquina e achei o ponto certinho do ônibus e compramos os passes por 6,90 por pessoa zona AB.

Pronto, passamos pelo Zoologico, coluna Vitoria (não consegui descer lá nenhum dia), mas passei várias vezes e ficava olhando ela, procurando um anjo do Win Wenders (recomendo ver os filmes dele antes de ir a cidade). Depois área do parque, casa de cultura, parlamento, Portão de Brandenburgo e vários outros pontos turisticos, até chegar em Alexandreplatz.

Mais informacoes sobre trajeto: http://www.agendaberlim.com/2012/09/24/conhecendo-berlim-onibus-100/

 

De lá fomos até a torre de TV, ouvimos uma explicação de sopetão de um tour de bike sobre a torre e a igreja

Marienkirche (a mais antiga de Berlim)e fomos andando até a Ilha dos Museus. A região é muito bonita com a Catedral, o rio Spree e os museus. Na margem haviam músicos, pessoas tomando um solzinho como frio de 12 graus. Tentamos pegar um passeio, mas os barcos que estavam saindo eram somente em alemão. Não conseguimos visitar nenhum dos incríveis museus, pois tinhamos horário marcado no Parlamento.

Como Não achamos água nem lanche para comprar perto fomos até a estacão de trem de Friedrichstraße. Uma tremenda volta...

Caminhamos pela avenida Unter den Linden, paramos no Memorial às vítimas da guerra e da tirania e entramos na Universidade Humboldt onde Einstein e Karl Marx estudaram.

Continuamos caminhando até o Portão de Brandenburgo, e depois fomos ao Predio do Parlamento- Bundestag,onde

tínhamos um horário marcado para visitar a Cúpula. Com a papelada impressa, entramos sem fila. Importante apresentar os passaportes e passar por um detector de metais como em aeroportos.

Foi bem organizado e interessante ver a cidade de cima. o Audio guia é gratis também. Muito legal.

Depois de curtir o vista, fomos a pé para o Memorial do Holocausto.

 

Parece tudo muito fácil, mas bater perna em uma cidade nova é complicado. Se não fosse o mapa off line já era. E o pior a bateria do celular estava acabando e a bateria externa que comprei parou de funcionar, a volta é seria historia... Achei que Berlim deficiente em placas de atrações turisticas. E depois fui confimar que todas as cidades alemães que estive eram assim.

 

Depois do memorial, fomos até a Topografia do terror. Foi muito interessante. Eu não sabia que havia um pedaço do muro intacto lá! Foi emocionante.

Depois voltamos até Potsdam Platz. Nessa hora o celular morreu, tive que comprar um mapa de 1 euro na loja. Dai o carinha falou: " Esse mapa é em alemão, em espanhlo lé esse aqui". Eu falei meio brava, pois estava com fome e com dor nas costas e no pé: " Eu não falo espanhol, falo português .Então me dá em inglês." Ele ficou todo desconsertado, pediu desculpas. Fiquei com dó, ele não tem obrigação de saber, e falei ok, são linguas meio parecidas.

 

Iríamos voltar de metro, mas justamente o trecho que iríamos usar estava em obras. A funcionária disse que passava um ônibus até Zoo lá perto. Ficamos esperando e nada e gente querendo voltar logo para descasar e sair a noitinha para ver o portão iluminado. Não passou ônibus, ninguém sabia de nada e o jeito foi voltar andando ate a Unter den Linden, passar rapidinho no Sony center e procurar o ônibus 100 ou 200 para voltar ao hotel e depois sair para jantar.

 

Porque terra dos Elfos?

Porque a cidade é limpa, organizada, super verde ( me parece que é capital mais verde da Europa), as casas e prédios são bem cuidados e a maioria das pessoas são lindas, loiras, altas e magras. Ah e bem vestidas. Realmente é um soco na autoestima.

O quantidade é turistas é relativamente baixa para a importância e atrações da cidade.

 

17/04/15- Turistando e batendo perna sem compromisso

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Dia de conhecer o Check Point Charlie, que foi o único local cheio de turistas que vimos na cidade e a Gendarmenmarkt que é considerada por muitos Berlinenses como a praça mais bonita da cidade,com os edifícios: Konzerthaus (Casa de Concertos) e as praticamente idênticas Französischer Dom (Catedral Francesa), a Deutscher Dom (Catedral Alemã).

Depois voltamos para Alexanderplatz para ver com calma o relógio mundial e passar na Primark para umas compras.

Voltamos para a região do hotel em Charlottemburg pelo Tiergarten. Foi um dia mais relaxado, sem a obrigação de ver tantas atrações.

Voltamos à noite ao Portão de Brandemburgo, para tirar umas fotos dele iluminado, desta vez com poucos turistas, devido ao frio. Por toda a cidade, haviam painéis com fotos de Berlim pós guerra, mostrando como estava a cidade e os momentos na época.

Caminhamos até a ilha dos museus para ver as construções iluminadas como nos postais, mas definitivamente não estavam iguais. Tudo isso a pé as 22:00.

Íamos ao bairro turco Kreuzberg para jantar e beber, mas o cansaço pegou e voltamos para o hotel.

 

Uma curiosidade: no mercado, vimos uma senhora deixar a carteira na mão do caixa enquanto colocava as compras na sacola. Ele abriu e contou o dinheiro da carteira, pegou e devolveu o troco. Ela nem conferiu.

E ninguém achou estranho, também porque seria. Deu uma certa vergonha de pensar, porque ficamos tão espantados, final é o certo a se fazer. Não estou falando que todo mundo lá é 100% honesto e aqui é todo mundo bandido. Mas essa cultura da malandragem, faz com que não confiemos em quase ninguém, o que é muito ruim!

Outro detalhe dos mercados alemães: deixe o dinheiro na mão, eles odeiam que você demore contando, procurando dinheiro!

Guarde as garrafas pet e receba seus 25 centavos de volta. E compre sem medo, os preços da gôndola e dos produtos são exatamente os mesmos no caixa. Viva a organização alemã! ::otemo::

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18/04/15- Potsdam, sua linda

Dia frio, nublado, não é o ideal para passeios ao ar livre, mas os nossos dias em Berlim estavam chegando ao fim. Lembrei da Steffi uma alemã que me ajudou a montar o roteiro, que bateu o pé que Berlim precisa de 4 dias inteiros, sendo 1 em Potsdam e não negociável.

Compramos o ticket diário para áreas BC, por 7,40. Pegamos o trem para Potsdam e descemos na estação Park Sanssouci Bhf m vez da central. Dica do blog Viajoteca.

Foi uma caminhada de 10 minutos ate entrada do parque com uma doação voluntária de 2 euros. Resolvemos não conhecer todos os palácios e deixar para comprar a entrada quando acharmos melhor. Passeamos pelos lindos jardins dos palacios. As plantas estavam se recuperando do frio, imagino que no verão fiquei mais lindo ainda. Decidimos não entrar no palácio Sansoucci, afinal iríamos ver muitos castelos na viagem. Só o passeio no complexo estava legal. ::otemo::

Depois fomos até o Moinho. Não subimos, íamos ver muitos moinhos tb na Holanda. O parque Sanssouci oferece wifi com um app com informações das atrações Muito legal! Pesquisei o onibus até Cecienhof e foi bem simples.

Paramos perto do complexo, que fica em um parque. Tinha um restaurante de frente para o lago, mas deixamos para a volta.

O Sholoss Cecienhof foi o local da Conferência de Potsdam -Os participantes foram os vitoriosos aliados da Segunda Guerra Mundial, e decidiram o destino da Europa . Paga-se 9 euros para visitar o museu. Continuando pelo parque, chega-se até o Palácio de Mármore. Estava fechado, mas vista do lago e das lindas casas na margem oposta, vale a pena. Continuamos ate um complexo com igrejinha e casinhas. Uma graça!

Fomos procurar ônibus para ver o Portão de Brandemburgo da cidade. O tempo abriu e estava tão bom passear por la, sem prédios altos, sem pressa.. Acabamos indo para a estação central -Postdam Hbf procurar informações. A estação é ótima, parece um mini shopping, com cinema, praça de alimentação e supermercado. Optamos em comer um lanche rápido o tradicional currywurst em uma loja que só havia locais comprando embutidos. O alemão não falava inglês, mas entendeu o que queríamos .

Fatiou a linguiça, encheu de molho picante, e deu o pão em cima do balcão sem guardanapo! Perguntei se tinha Coca, e antes de pedir a light ele sacou a Coca 2 litros e colocou no copo e entregou. E pagamos para ele diretamente. Pra que lavar a mão?? É perda de tempo...

 

Ok, hora de continuar. Uma menina que trabalhava na estacão com informações viu a gente com cara de perdido e perguntou se queríamos ajuda. Olha, alemão perguntar isso é raro, mesmo sendo funcionários. Eles não abordam. E eu odeio perguntar, tento sempre entender os painéis, sistemas das coisas. Ela muito simpática disse qual o bonde e ônibus iriam ate o Portão. Chegamos rapidinho, e para nossa surpresa, havia uma rua cheia de restaurantes com mesas da rua, uma feirinha de coisinhas lindas para comprar, mas estava acabando! Eram 17:30.

 

Queria ter chego antes lá e comer algo e beber cerveja. Um ambiente muito legal mesmo. Dai vi uma barraquinha de relogios alemães marca própria. O cara soltou:" Estou fechando em 10 minutos." E literalmente foi desmontando tudo na nossa frente, sem esperar a gente escolher. Bom, peguei um para minha mãe, ele arrumou a hora, passou um pano e " danke schön" e virou foi embora. Sem ao menos jogar um papo tipo, leva mais um tem desconto..rs

Ficamos mais um pouco, mas o comercio estava fechando, só ficando os restaurantes.

Realmente a cidade foi uma surpresa, fomos pensando apenas nos Palacios do parque Sanssouci e a cidade toda era uma graça. E olhando o site deles, tem mais coisas para se fazer, principalmente no verão. E com preços melhores que Berlim. ::love::

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19/04/15- Auf Wiedersehen Berlin - Hallo Dresden

Manhã morta, Nosso ônibus saia 12:30 de Berlim. Achei que ia dar tempo de ir no Memorial da Resistencia Alemã, que era no bairro, mas não rolou, nos atrapalhamos com as malas, e hora. Tudo estava fechado em Berlim, então nao teve muito o que fazer além de pesquisar qual onibus iria para a ZOB (rodoviaria). Da próxima vez melhor sair logo de manhã cedo para não ficar de bobeira.

::hahaha:: Beleza, malas prontas para conhecer Dresden a Florença do Rio Elba!

 

Ônibus ok, e em 20 minutos estávamos na rodoviária. Faltava 1 hora e o ônibus não aparecia no painel.

Esperei um pouco, não vi guichê da empresa, mas vi um ônibus da cia indo para Dresden, mas com horário diferente. A motorista era novinha com cabelo verde e fui perguntar para ela, sobre o meu ônibus. Ela xingou em alemão, fez cara de puta, mas deu informação: O seu onibus é destino Muchen, não Dresden e o horario é as 12:00 PM. (Jura? eu nao sabia ler as horas, valeu !). ::grr:: Virei e fui observar outras pessoas embarcando e tentar entender onde seria a plataforma ou terminal. Quando voltei o guichê de informacoes tinha aberto e uma senhora muito simpatica, olhou meu bilhete e disse que o destino era Muchen, Munique em inglês (fiz cara de surpresa, é logico que sei, mas ela estava tao prestativa). E que a plataforma mudou era a 11. Mudou mas nem apareceu no painel!! Bom fomos lá e realmente tudo certinho.

Motorista gozador, conferiu as passagens impressas , mas podem ter o formato diigital via app deles. Tudo certo!! Incrivel como coisas pequenas como procurar um ônibus, cansam..é sempre tensão de perder horário etc..

 

No ônibus foi engraçado, nem um pio. Mas os casais gostam de demonstrar carinho em publico, me surpreendeu.

Meu marido dormiu e deu um ronco. Dois alemães viraram e olharam feio! Pô deixa o cara dormir, ele tem renite..rsrs. Enfiar a lingua na boca do outro pode, mas roncar não..rsrs. E a mania de dar tapa da bunda do outro? gente, é mãe no genro, neto na avó, marido então na esposa, é aperto mesmo!!

 

DRESDEN

Chegamos em 2 horas e 40 minutos na Dresden HBF.

Seguimos o mapa offl e menos de 1 km estávamos no hotel.

Para chegar no centro histórico era só atravesar a avenida. Mais simples que isso impossível. Mas a gente se perdeu na volta a noite, sem um ser vivo em um domingo a noite. Culpa da bateria do Iphone.. e não tinhamos mapa da cidade. O hotel tinha, mas não ofereceu!

 

A região é lindissima. Uma praça com vários prédios, restaurantes, estava rolando uma mostra de cinema grátis. Também havia um pianista classico tocando, carruagens. Coisa de turistas, mas é bonito.

A cidade é linda. Foi toda reconstruida apos a segunda guerra. Fomos nos pontos turísticos indicados pelo Agenda Berlim e paramos no Terraço de Brühl para apreciar o Rio Elba. No outro lado as pessoas estavam tomando sol e curtindo o dia bonito, mas friozinho.

 

Fomos na A Igreja de Nossa Senhora “Frauenkirche” e pagamos 8 ou 9 euros para subir a cupula. E caro, mas a cidade merece ser vista de cima. Cansou para caramba, mas valeu a pena. No folheto vc tem todas as atrações na cidades e consegue-se localiza -las de cima.

Comemos em um restaurante bavario uma comida impronunciavel, mas muito boa com cerveja, logico. A água de 200 ml custou 3 euros. Devia ter pedido Tap water...

Atravessamos a ponte e fomos caminhar até a " praia" deles. Gente fazendo churras, ouvindo musica (baixo), andando de patins, com cachorro, com filho etc. Muito tranquilo. E a Biergarten bombando.

 

Voltamos a noite no centro para ver ela iluminada e nos perdemos na volta; Coisa ridícula., demos a maior volta do bairro! Paramos em Mc donald´s para comprar algo para beber pois não havia comercio aberto. O cara todo simpático perguntou de onde eramos, até estranhei, pois todo lugar achavam que eramos italianos. Quando falei Brasil, um sorriso: meu sonho é ir para Copacabana no Rio! Poxa amigo, tem centenas de praias melhores! Mas não deu para prolongar porque tinha uma cliente atras..

Pois meu sonho é morar na Alemanha, mas não ia encher a bola do alemão..

 

Umas adolescentes ficaram bebendo e falando até de madrugada na área externa do hotel. E ninguém falou nada. E o barulho tão temido pelos alemães? Não entendi nada..

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20/04/15- Dresden para Praga. O que viemos fazer aqui?!

 

Café da manhã no hotel, funcionários jovens mal humorados. Havia um papel com a lista como nome e número do quarto dos hospedes. Ficamos lá parados esperando o funcionário com cara de 15 anos e confirmar nossos dados e liberar a entrada como a maioria dos locais. Mas ele sem olhou, então marcamos e fomos comer.

Fomos andar em outra parte da centro histórico, com museus, preditos lindíssimos. Era segunda de manhã, então estava vazio. O vento estava congelante, mas o dia estava lindo. Quem for para Dresden, aconselho 2 dias inteiros, para curtir a parte velha, os museus e a parte nova.

 

Check out no hotel e fomos a estação de trem, pois nosso ônibus sairia 12:00 agora para Praga.

::mmm: Oba cidade nova e pais novo!

Foi meio chato de achar o o ponto de ônibus , pois ficam na rua lateral da estação. Pra que placa na Alemanha! O alemão nasce com GPS, só pode ser isso.

Busão no horário, mesma companhia, destino final Viena, com parada em Praga.

Somente 2 horas depois, estávamos no terminal Florenc, acho que em Praga 7. Gente meio mal encarada, ciganos e outros com jeito de mafiosos.

 

Praga

Pesquisei muito sobre a cidade, e li muitos relatos de golpes, problemas em restaurantes, gente mal educada e poucos falavam inglês. Até perguntei aqui no fórum, e a maioria disse que não havia problema, que valia a pena que a cidade era linda, etc. Beleza, vamos lá, brasileiro, paulista, cair em golpe amador ou ser roubado é mico, ainda mais se estiver esperto. Então fui com a guarda alta, mas com a mente aberta.

 

A loja com Informações turísticas na rodoviária foi uma mão roda . Precisaríamos trocar algum dinheiro para pegar o metro até o apartamento que aluguei. Tinha mapa do metro impresso, todas as paradas com seus respectivos nomes e mapa offline. O celular da dona do apartamento, que qq coisa era para ligar!

O cara de informações, disse que não fazia o cambio, era uma loja abaixo, mas que vendia os tikets do metro em euros. E a conversão foi honesta. Mostrei as malas e perguntei se precisava comprar meio ticket para elas. Ele disse que eram pequenas, não havia necessidade. Feliz da vida, seguimos na estacão de metro, só queria sair de lá;

 

Metro sem funcionários, mas eu já havia lido que não era para aceitar ajuda de ninguém. A escada rolante é insana, é mais rápida que já vi além de ser muito alta, com mala então foi uma beleza.

Tudo certo, chegamos na estacão Národní třída em Praga 1. A saída da estação cai em um shopping. O mapa offine ficou louco e disse q estávamos em outro lugar. Um saco.

Saímos na rua e ele voltou e vimos a placa do teatro Municipal. Ele ficava na rua do apê.

Foi meio chocante, o lugar q saímos era apertado, zilhoes de pessoas passando e era apenas 15:30. Mas em 8 minutos estávamos no apê e pegamos a chave no prédio ao lado com a dona no escritório dela. A qualificação do booking era 9, então foi uma decisão acertada. Detalhe: eram 5 chaves para se chegar no apê. Porta da rua,porta interna, chave do elevador, chave da grade do andar, chaves do apê... Mas pq?

Segundo a proprietária, pq é um prédio comercial no andar de baixo... sei...e o segurança só ficava até as 20:00.

 

Ok, guardar as coisas pegar o mapa, fechar as mil portas e trocar dinheiro! Fomos até a ponte Carlos, era muito perto. Passamos por uma galeria e vi uma casa de cambio. No meu mapa offline eu tinha marcado rua casa na sua Kaprova que era de confiança e não cobrava comissão.

Mas resolvemos parar para ver a cotação. Um cara gritou na rua: " Falo espanhol e troco para vcs". Eu já achando que sabia tudo, gritei que não precisava. Um cara dentro da casa de cambio, que também falava espanhol falou: " Quanto vcs querem trocar?" perguntei se ele trabalhava la e se dava recibo. Ele disse que sim, claro.

Eu calculou e disse que era a melhor cotação dava uns 28 coroas por euro. Eu falei que iria depois, mas ele disse q ia fechar a loja, e amanhã era feriado. Ou seja todos os sinais de picaretagem. ::putz::

Meu marido que odeia pesquisar, aceitou trocar 150 euros. O cara pegou e quis sair. Falei cade o recebido?? Nessa hora um cara ao lado gritou: "Não troca dinheiro na rua, é dinheiro da BieloRussia, não vale nada!"

Meu marido pegou o dinheiro da mão dele e devolveu. O cara saindo andando apressado!

Dai veio um outro cara rindo, falando que era golpe. Eu falei como assim, ele esta dentro da loja e disse que trabalhava lá!

Ele retrucou que só pode trocar dinheiro com o funcionário atrás do vidro! Depois descobrimos que ele era segurança e não fez nada, só agiu depois que o outro cara viu e alertou. E estava de conversa com os malandros da rua outro dia.

Poxa, q absurdo! ::vapapu:: Trocar dinheiro na rua é uma coisa, mas deixar o bandido ficar no espaço na loja em uma galeria é outra.

Falamos com o cara dentro do vidro, que viu tudo, ele fez cara de merda. Quiz pagar uns 26 por euro mais comissão. Falei que não e na hora e ele melhorou a oferta. Meu Deus outro picareta!

 

Ainda bem, que existe a lei do retorno. Para um ou dois trambiqueiros, apareceu um santo que ajudou. Me deu uma puta bronca, mas salvou nosso dinheirinho e também nos deixou mais espertos.

 

Porra, o que viemos fazer aqui? Olhamos os milhares de turistas na ponte, os mendigos, a mulherada segundando a bolsa, os carros buzinando estressados, tudo isso aliado a tentaiva de golpe, resultou em uma primeira impressão péssima de Praga.

Bom, ainda precisávamos de dinheiro, fomos ate a rua Kaprova, e o atendimento foi ótimo, e a cotação 28 coroas sem taxa! Menino educado, cara de bom moço, local com 4 guichês, tudo super profissional.

Andamos um pouco pela Malá Strana , mas a gente não estava na vibe, então voltamos na rua do apê, fomos no Supermercado Tesco (meu conhecido de Londres) e compramos o jantar e uma vodka russa para passar o nervoso! Atendentes mal humoradas, e todo tipo de gente do mundo sob o mesmo teto.

E cachorros pode entrar no mercado. Aliás os tchecos adoram cachorro, então não podem ser tão maus assim...

 

Voltamos para o apê, e trancamos todas as chaves..

 

21/04/15- Ainda bem que existe o distrito do Castelo

 

Dia de passear, tirar a primeira impressão ruim, tentar curtir a cidade, mesmo depois de uma crise de renite alérgica. Desde que sai do Brasil, estava com alergia e todo dia estava tomando antialérgico, mas com as cervejas e volka da ultima noite, o efeito foi pro saco. Passei mal mesmo. O apê era limpo, mas o cheiro do travesseiro sei lá.. Lição de casa: levar capas antialérgicas na próxima viagem. Nunquinha precisei, mas está na lista agora.

Como o mapa na mão, atravessamos a ponte do teatro Municipal e fomos de novo para Malá Strana. Visitamos a igreja de São Nicholas, e despois descobri que tinha outra na Staré Město e também igreja Nossa Senhora da Victória. E Fomos subindo até o castelo. Lá um cara de um restaurante nos abordou para conhecer o restaurante, embora fosse 10:30 da manhã ainda. Nos explicou onde era a bilheteria e que horas era a troca de guarda.

Beleza, vamos comprar os ingressos para o complexo e a catedral de St. Vito. Chegando lá vários grupos de excursões organizadas de todo canto do mundo. Desistimos era tudo cheio demais, e o preço do Áudio Guia igual do ingresso. Puta exploração.

Decidimos ficar andando no jardim do castelo, curtindo a vista, que realmente era lindíssima.

As 11:45 nos posicionamos para ver a troca de guarda, tudo bem tranquilo, não sei como estava tão lotado.

Depois comemos e tomamos nossa primeira cerveja local nas barraquinhas na frente do castelo, super organizadas e bonitinhas, todas padronizadas.

Depois fomos caminhando até a Biblioteca do Monastério de Strahov, e voltamos por um caminho com vinhedos em vez de seguir para a Torre Petrin, que pela minha pesquisa não era tão legal.

Ficamos caminhando na praças em frente ao Rio Vltava. Curtindo a arquitetura e as vistas da cidade das cem cúpulas. Ok, Praga é muito bonita e tem até gente simpática.

 

Na volta pegamos um passeio de barco na ponte Carlos. Coisa estranha, o passeio leva uns 50 minutos, mas não faz o percurso todo do Rio, somente as duas extremidades. Deve ser por isso vc ganha 1 cerveja ou sorvete. e um ingresso para um museuzico da ponte..rs Mas rendeu umas fotos legais ..

Íamos jantar em um restaurante em frente ao Rio, turistico, mas a vista compensava. Dai enquanto esperava vi uns americanos brigando porque a conta estava diferente e o garçom nem ai. Desistimos na hora.

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22/04/15- O bairro Judeu, a cidade antiga e a noticia da Alemanha

 

Após mais uma noite alérgica, recebi um email do dono do hotel em St Goar no vale do Reno, nosso proximo destino de viagem. Algo assim: " Não sei vc está a par, mas hoje e amanhã está acontecendo uma greve geral de trens no pais. Quase todo serviço ficará paralisado. Me mande o numero da sua reserva que foi consultar com a companhia uma opção."

O queeee? Fudd...Na hora enviei tudo e um apelo para Max, pois nao sabia o que fazer, se ficava mais um dia na cidade, e ja tinha q procurar lugar para ficar.. Deu uns 15 minutos, ele respondeu com um novo roteiro de trem, e com varias informacoes: o onibus da Bahn de Praga para Nuremberg esta confirmado. Aconselho a ficar menos tempo em Nuremberg e pegar o trem para Frankurt antes, ou corre o risco de ir de pé ou não embarcar, pois a maioria dos ICE foram cancelados, mas ainda poderiam sofrer alterações. Mas que ia ficar tudo bem, que era para ligar para ele. Olha esse cara, caiu do céu! Foi meu anjo da guarda. Não achei o anjo em Berlim na coluna Vitoria e sim em St Goar...

 

Bom o jeito foi passear e aproveitar o dia em Praga e ir monitorando a noite as informações da greve à noite.

Fomos conhecer o bairro judeu de Josefov. Achei que era algo bem autentico, pois a história do povo na cidade é muito interessante e triste ao mesmo tempo.

Para minha surpresa é bairro é super chique, cheios de lojas de grife, carrões, todo moderno. Era só seguir os grupos de turistas e as bandeirinhas dos guias igualzinhos da turma da Tia Augusta da Disney. Zilhoes de pessoas na bilheteria das sinagogas. Não conseguia nem olhar direito o preço, só vi que para visitar o cemitério, precisava pagar o ingresso mais caro. Que se dane, vou espirar aqui do portão mesmo.. não pode tirar foto, a não ser que pague com o ingresso.

Fomos até o Mosteiro de St. Agnes, estava bem vazio.

Voltamos e saímos em uma região com escritórios, pessoas bem vestidas, quase sem turistas. Não sei o nome.. paramos em um quiosque na frente de um shoppingzinho, para comer algo e tomar umas cervejas super baratas umas 30 coroas. A senhora esta uma simpatia, e soltou todo seu italiano comigo.

Beleza eu sei alguma coisa, então virou um papo de inglês misturado com italiano, super divertido. Só depois contei que era brasileira, e ela riu para caramba. (Acho que foi um prenuncio, pois minha cidadania italiana foi aprovada enquanto estava viajando).

Voltamos para a Old Town Square, tentar pegar um free walking tour. E lá estavam eles os turistas!

Não rolou o tour, mas na fomos na igreja Nossa senhora de Tyn (ué é grátis), e ficamos esperando o tal relógio astronômico, ( e segurando a mochila). Que decepção..

Fomos até a torre da Pólvora e descobrimos no pé dela outra casa de cambio, sem taxas, que ainda nos devolveu o troco em euros, pois precisávamos de poucas coroas, só para jantar.

Voltamos para ver o por do sol nos jardins do Castelo de Praga e depois subimos na torre da ponte Carlos, mas não lembro o preço. O sol já estava baixo, e o vento estava forte. Fomos rapidinho do museuzico da ponte, afinal estava incluso no ticket do barco.

Hora de voltar, jantar e descansar porque o dia seguinte ia ser puxado.

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23/04/15- 900 km para percorrer durante a greve de trens na Alemanha

 

O dia de hoje seria um dos mais cansativos da viagem por conta de um deslocamento grande, mas também seria a oportunidade de conhecer Nuremberg, pois além de ter um centro histórico compacto, fica ao lado da estação de trem, que facilita muito o stopover. A programação era:

 

Saida Praga (estação central) via onibus Banh até Nuremberg (3 horas) . Permanecer 4 horas na cidades para conhecer o centro historico e almoço/Pegar o trem ICE para Frankfurt (assentos reservados - 2 horas). Trocar de trem para Mainz e depois outro tem para St. Goar ( umas 2 horas no total). Chegando em St Goar das 21:00.

Tudo isso comprado pelo site da Banh, não há trem de Praga para Nurmemberg, eles fazem com ônibus próprio.

 

Bom, com o a nova sugestão de trens enviadas pelo Max dono do hotel em St Goar, lá fomos nós ver no que ia dar.

As 07:00 pegamos o bonde 9 na frente do apartamento para a Estação Central de Praga. Detalhe: nada da tal parada aparecer, e acabei perdendo a contagem de paradas (eram 6 até onde queríamos). Dai ouvi em theco, algo como Autobosova. Perguntei para um theco se era a parada da estação, e ele não sabia falar inglês, mas entrou um executivo e perguntei, e ele disse que era a anterior!

O jeito foi parar na próxima e sair correndo com as malas e procurando a tal pelo mapa off line. No caminho havia outra estação de trem, mas não lembro o nome, e perguntei por lá onde era a rua Wilsonova, a mulher com uma simpatia sovietica e um sotaque muito puxado disse que era para seguir e virar duas ruas a direita.

Depois de rodar um pouco, achamos e foi outra pernada para achar o ponto de saída do ônibus.

 

Foi hora de descansar/dormir por 3 horas, em um ônibus com mesa, wifi, e toda comodidade.

Chegando na estação de Nuremberg, achei que ia ser o caos afinal uma greve geral em um país que utiliza trens para se deslocar para todo canto não é pouco. Pensei em algo como as greves de ônibus em SP, pessoas andando a pé kms para chegar ou trabalho, estressadas, desesperadas. O que encontramos foi bem diferente:

Um batalhão de funcionários uniformizados , a maioria mulheres, com um celular na mão, calculando as novas rotas disponíveis para as que foram suspensas. Ninguém reclamando, gritando, falando que ia perder o emprego etc... mostrei o roteiro do Max e a moça disse que podia ser tb,mas eu tinha outras opções saindo daqui 45 minutos e recomendava ir o quanto antes, pois os assentos reservados estavam suspensos, ou seja seja o que Deus quiser, correndo o risco de ir de pé.

 

Nuremberg ficou para a próxima... nesse tempo fui ao atendimento da companhia pegar o dinheiro dos assentos reservados. Enquanto aguardava na fila, via que todos os funcionários eram simpáticos, exceto um vovozinho de cara fechada, que nem contato visual fazia. Se ele era assim com os alemães, imagina comigo!

Torcendo, para não ser ele, e adivinhem ::mmm: ! Chamou a minha senha! Bem seco, informou que nao poderia fazer a devolução, que eu deveria ligar para a central e bla bla, não entendi necas... E falou que eu deveria pegar o trem diferente do que o Max falou, ou seja em vez de 2 trens iria pegar 3 de novo! Mostrei o roteiro impresso e falou que não dava e pronto.E carimbou minha passagem. PQP.

 

Meio desconsertada, fui tentar comprar um chip pré pago para ligar para o Max, pois ele pediu para ligar para ele quando chegasse, pois ele estava em stand by aguardando a gente e qq problema, estaria disponivel e tb iria pegar a gente na estacao de trem (pensa em um cara legal).. Bom o chip e a recarga iria sair uns 40 euros! "Poxa, eu ia usar uma vez apenas, não tem algo mais barato, senhor?"

O cara da loja:" A ligação é dentro da Alemanha? Pode usar o meu telefone!"

De novo, a lei do retorno: para uma pessoa ruim, graça a Deus tem uma pessoa boa!

Usei avisei o Max, ele não entendeu pq o velho não aceitou e enfim estavamos a caminho! 50% do trajeto percorrido.

 

Lá fomos nós na plataforma do trem para Frankfurt, que era para ser tranquilo, mas chegaram centenas de pessoas. Como eu ja estava acostumada com o jeito alemão de pegar transporte público: Cotovelada no baço, mala do pé e ombrada, corri para a porta e entrei em terceiro lugar (odeio isso, nao faço nem no Brasil, por isso sempre fico em pé!). E peguei um lugar para a gente. Deu para colocar as malas no bagagueiro e tudo.

Teve gente q viajou em pé, mas poucos, e ficaram no vagão restaurante.

Um episodio engraçado: o fiscal passou pedindo as passagens, e viu que WC feminino estava ocupado. Pedrguntou se estava tudo bem. Ninguem respondeu. Pediu para abrir, e ninguem abriu. Chamou uma funcionaria que abriu com chave. Eram duas adolescentes rindo pacas. Pediram o ticket e nada. Vieram outros funcionários e reclamaram muito e as duas rindo. Na parada final foram liberadas, mas não sem a apresentação de documentos. É aborrecente é igual em todo o lugar...

 

Depois as das 2 trocas de trens, percebemos a mudança de paisagem, estávamos no interior da Alemanha!

Casinhas, o Rio Reno margeando a paisagem, castelos e vagões vazios! ::love::

 

Chegamos em St Goar, e sua estação fantasma. Ninguém, só o vento! Ia pedir para algum samaritano ligar para o Max, mas cadê gente?

Como o hotel era pertinho, lá fomos nós procurar ele em uma rua impronunciavel. A cidade é tão pequena, que não tinha mapa offline para baixar.

Vimos uns 5 pessoas na cidade, sendo umas 2 velhinhas que botaram a cabeça para fora da janela ao ouvir o som das rodinhas das malas no chão.

Chegamos umas 16:00 no hotel que fica em frente ao Rio Reno. E o Max todo sorridente: "vocês conseguiram!"

E foi oferencendo um chá, café, cerveja.. Ora Max, nós merecemos uma cerveja e um brinde!

O hotel, estava mais para uma pousada ou BBB. Os únicos funcionários são ele mesmo e a esposa. Não tem recepção 24 horas, após as 19:00 vc fica com a chave da entrada traseira.

Tem uma geladeira com vinho, licores, água e refrigerantes. Vc pega e anota no bloquinho o que consumiu (oi?) e paga depois.

Optamos por um quarto com WC coletivo, pois eu sabia que estaria vazio. Então o andar todo e Wc foi exclusivo por 2 diárias, somente na terceira e ultima o hotel estava lotado devido a um festival de musica regional.

 

Ficamos batendo papo com os donos por umas 2 horas, afinal eles não tinham nada para fazer. Foi muito legal, pessoas incriveis, me emprestaram um guia e perguntaram o que queríamos de cafe da manha! E avisaram os restaurantes fecham as 21:00!

E sobre os tickets de trem, eles nos acompanhariam para ajudar a comprar no dia seguinte! Ah, e ganhamos cervejas com sabor caipirinha! " Danke Max".

 

Bom, guardamos as coisas e fomos bater perna na cidade fantasma dos Cucos! Muitas lojas estavam fechadas, só restando uns 4 restaurantes! Deprê, entrar em um lugar e as pessoas vendo televisão!

Optamos por uma pizza mesmo, e garçonete era um amor e como todos na Alemanha era a eficiência em pessoa. Limpa mesa, anota pedido e dá troco. Ah e faz a conta de cabeça..rsrs Voltamos e fomos dormir, como os outros 5 habitantes da cidade...

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24/04/15- Explorando o Vale do Reno pela água e terra

Depois de um ótimo café da manhã com uma vista para o Reno e o Burg Katz, a Alissya, dona do hotel, acompanhou a gente até a estação de trem e nos ajudou a comprar o ticket de trem na maquina, até Bingen para pegar o cruzeiro no Rio, trecho indicado pelo MarcosPereira aqui no blog ::otemo:: ( Valeu Marcos).

Na região, so existem dois sentidos de trens : Destino Koblenz e Destino Mainz, ou seja é so olhar a cidade que quer ir e ver sua localização no painel de papeis amarelos. O problema é que os trens passam a cada 1 hora, então ficamos esperando uns 40 minutos o trem para Bingen.

Paramos na estação próxima as docas, fomos ao centro de informacoes turísticas, pegamos um mapa e fomos comprar os tickets para o cruzeiro. A cidade tb estava meio vazia. Existem duas empresas que fazem o passeio. Em uma delas o valor era em torno de 24 euros até St Goar. E a outra que eu ja sabia que era mais barata e com ticket do trem, havia desconto de 20% (Valeu de novo Marcos). O funcionario do guichê estava jogando paciencia e nos fez esperar um pouco, afinal ele estava ocupado.. alemão relaxado= novidade para mim.

 

Queriamos o ticket para as saida as 14:00, dai ele avisou, que era daqui 3 horas. Jura?? Mas noss iriamos visitar Rüdesheim e depois voltariamos para pegar o barco. Acho que ele nao entendeu e colocou a saida do barco em Rüdesheim e eu tb não vi... fomos comprar o ticket da balsa Bingen/Rusheim/bingen. Foi bem caro, 9 euros por pessoa.

Chegando na cidade, andamos um pouco e achamos um centro de informações turísticas. Fomos pegar um mapa e mostrei o ticket do cruzeiro para confirmar, pois sinceramente não sabia que os barcos paravam em ambos dos lados do rio! Mico de turistagem. Ou seja pagamos o trecho de volta para Bigen sem necessidade- 9 euros jogados no lixo...

E ainda por cima o alemão do centro de turismo, todo simpático, tirou onda com a nossa cara: "Eu sei duas Palavras em português: 7 x 1 e obrigado!" . Nada a declarar...

A cidade é simpática, fiquei decepcionada com a tal rua bonita Drosselgasse.

A cidade possui algumas construções bem antigas , uma delas foi transformada em museu do vinho, com um preço bom uns 5 euros e direito a degustação. Mas não deu tempo de fazer, pois passando na frente no barco, vimos um bando de chineses e japoneses entrando nele , então chegamos 15 minutos antes. Tb havia um grupo enorme de velinhos alemães estirados no sol.

 

O passeio foi bem legal, o dia estava muito bonito, e ver os castelos e ruínas, além das cidades e vilarejos é algo único.

Chegamos em St Goar 15:55 e fomos direto para as ruínas do Burg Rheinfels. Vimos um portão aberto e alguns carros estacionados, entramos por lá mesmo, achando que estava certo.

Andamos pra caramba nas ruínas e não vimos nenhuma bilheteria.

Depois descobrimos que haveria um jantar medieval no castelo e aquela era a entrada de serviço! Tentamos voltar por lá, mas estava fechada e o jeito foi sair pela principal e caso alguém perguntasse tentar explicar ou pagar. Mas saímos de boa.

Olha a lei do retorno de novo, perdemos 9 euros na travessia e ganhamos 10 na entrada do castelo.

A vista do local é muito legal, valeu o passeio.

E a cidade continuava vazia! A proprietária disse que o movimento é somente durante o dia, horários dos cruzeiros. E que os jovens não moram mais na região, pois não há emprego durante o ano todo.E durante a temporada alta, veem pessoas para trabalhar por 6 meses.

Alugamos um bike no hotel e fomos em uma cidade vizinha.

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25/04/15- Um dos mais belos castelos da Alemanha- Burg Eltz

O tempo mudou completamente, amanheceu nublado e com previsão de pancadas de chuvas. como a Allessya e Max haviam alertado. Após o cafe da manhã, fomos tentar comprar um passe diário minigroup que dava direito a transporte publico ilimitado. Não conseguimos achar essa opção na máquina e perdemos o trem das 9:15 para ir visitar o Burg Eltz no Vale do Mosel, o único castelo que não foi destruído apos as guerras e revoluções na região. Todos os outros não são originais.

De novo a Allessya nos acompanhou ate estacão de trem e nos mostrou como comprar. Detalhe: a maquina não aceitava nota de 50 euros, limite era 20. Ou seja, voltamos para a o centro da cidade, trocamos em um mercadinho e fomos lá de novo comprar.

Pegamos o trem as 10:15 até Koblenz. Chegamos umas 10:50 e fomos ao escritório da Banh tentar recuperar o dinheiro dos assentos reservados anteriormente. Olha, o atendimento foi mil, uma senhora com ótimo inglês, devolveu o dinheiro, sem pestanejar, ajudou com outras informações e aproveitei a simpatia e reservei assentos para o dia seguinte no trem Düsseldorf/Amsterdam.

Devido a essa parada, perdemos o trem com destino a Trier que ia para o Burg Eltz.

Então andamos um pouco pela cidade de Koblenz, que me pareceu um bairro de Berlim, ou seja uma cidade relativamente grandinha com boa estrutura para usar de base na região.

 

Voltamos a tempo de pegar o trem e meia hora depois estavamos na estacão Moselkern outra estacão fantasma. No trem havia um grupo de alemães muito bêbados, cantando mas de boa. Nunca tínhamos visto eles fazerem barulho em transporte publico antes. Não sei se porque era sábado ou as pessoas da região eram mais relaxadas. Talvez os dois. E em uma parada um grupo ficou acenando para gente. Mistura de cidade pequena e cerveja dá nisso.

 

E lá fomos procurar o caminho do castelo..no começo haviam umas placas, mas fiquei meio na duvida. Vi dois velhinhos conversando em uma casa e arrisquei perguntar. Os dois falavam inglês excelente e nos indicaram o caminho, além de nos desejar um otimo passeio.Definitivamente é o Interior !

O vilarejo para variar estava vazio, mas bem bonitinho. Entramos em uma igrejinha muito simpática.

O percurso é de 5 km e estava bem sinalizado, coisa rara na Alemanha.

Foi bem legal fazer a trilha na Floresta com o Rio Eltz margeando. Como era sábado, encontramos varias pessoas caminhando. E ao final, lá estava o castelo após uma ponte de madeira. A visita guiada em inglês custou 9 euros, e foi basicamente o texto do folheto. O guia tinha um sotaque bem forte e a língua presa, o que não ajudou muito na compreensão..mas o folhetinho salvou.

Na volta o tempo ameaçou fechar e fizemos a trilha mais rápido, e chegando na estacão de trem começou a chover e ventar para caramba. Nossa programação era ir a Cochem e jantar lá.

Mas o trem atrasou 40 minutos e depois sumiu do painel eletrônico da única maquina da estacão. Como não adiantava ir para a cidade com chuva, voltamos para o Vale do Reno. A chuva parou e descemos na cidade de Oberwesel. Andamos um pouco sobre a muralha, e a rua principal, que em pleno sábado havia umas 10 pessoas Não dava tempo de ir para Burg Schoenburg, um castelo que tb é hostal e restaurante, o jeito foi tirar uma fotos dele na cidade. Voltamos para St Goar em 5 minutos e fomos colocar outro casaco, pois estava bem frio e depois fomos jantar. Resolvemos não arriscar e fomos jantar na pizzaria novamente e para nossa surpresa estava bem cheia de participantes do concurso de musica regional. Gente de todas as idades e com roupas tipicas da Bavaria. Shorts de couro deve funcionar para o frio...

A garçonete que nos atendeu antes, pediu desculpa pois estavam cheios e os pedidos iriam demorar uns 20 minutos! Falamos que tudo bem, e ficamos apreciando a cerveja e vendo o pessoal tocar e se divertir super de boa. E como da outra vez o serviço foi impecável. Era hora de se despedir para calmaria do interior e pq o iriamos para a Amsterdam no dia seguinte!

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26/04/15- Chegando em Amsterdam

A Alessya preparou o café da manhã mais cedo para gente devido ao horário do trem. Nos despedimos dela, mas não vimos o Max. Nosso trem saiu as 08:12, e de lá as "baldeações" Koblenz/ Düsseldorf/Amsterdam. Último era ICE com assentos marcados, mas vi a maioria não reserva, vai na sorte mesmo. O trem tinha muita gente nova, devido a festa no dia seguinte. Chegamos umas 13:00 cansados pra caramba.

Fomos a pé para o hostal que na verdade era um barco hostal. O tempo nublado e frio!

Eu estava super apreensiva com essa hospedagem, pois sabia das limitações, pois os preços em Amsterdam eram tão absurdos nessa data que resolvi ariscar. Absurdos mesmo, um Ibis e Easy hotel terem diária de 450 Reais. Não consegui nada melhor e olhava diariamente.

 

Chegando no barco, a dona super engraçada, deu um mapa, passou as orientações de barulho, café da manhã etc. Chegando na cabine o pânico ::ahhhh:: : Uma beliche, um armario, uma pia e um quadradinho para se locomover. E a escotilha! Fiquei muito puta, porque fui mão de vaca e não paguei 400 Reais a mais! Meu corpo ja estava cansado, meus pés com bolhas na sola. Meu marido tentou me acalmar: " A gente vai rir disso no futuro. São duas noites mesmo."

Ok, bola para frente. Mas e os banheiros...ai Jesus, mas eram bem limpos pelo menos.

 

A cidade estava lotada, o pessoal já estava bebendo para caramba no ritmo do feriado. A cada passo uma língua diferente, realmente tinha gente do mundo todo.

Não rolou museu, nada. Ainda bem que tínhamos visto a cidade mais calma no dia que chegamos, se não ia dar uma super má impressão. Fomos no Mac Donald´s da Dammak. Estava um caos. Pedi um numero (menu) + um sanduíche e a atendente que falava mal inglês, colocava 2 números. EU explicava que não era isso, ela não entendia. Um deles entendeu, e explicou em um paquistanês, sei lá. Mesmo assim o preço não batia, ela estava de má vontade. Perdi a paciência e comemos um kebab ao lado . Fomos andando e vimos um parque de diversões montado. Tinham varias atracões, elevador, um balanço alto para caramba. Imagina subir chapado nesse negocio, era engraçado ver o povo fazendo isso! Mas não tiver coragem, era alto demais e estava muito frio.

Na volta passamos por uma igreja, que estou tentando descobrir o nome. Ia começar a missa, e como católicos praticantes, ficamos felizes em vê-la e participar, além de agradecer por essa viagem maravilhosa. Foi muito legal e a igreja era muito bonita e o ambiente familiar e todos foram simpaticíssimos, principalmente o padre.

Depois fomos no mercado Albert heijin e parecia que o mundo iria acabar. Todo mundo comprando vinho, comida, cerveja de monte. Nunca vi um negocio daqueles. E os preços não batiam com o preço anunciado. E o povo dirigindo as bikes alterados tb.

Só pensei em quantas pessoas iriam ser encontradas boiando nos canais no dia seguinte.

Rolou um show de musica eletrônica perto do barco, mas acabou cedo umas 24:00.

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27/04/15- Koningsdag- Festa do Dia do Rei

Após uma noite, não tão ruim, apesar do meu marido ter caído do beliche..fomos tomar café da manhã. O café era muito bom, dai perguntei para a dona onde ia ser a festa. A resposta: em todo o lugar, é só seguir a música.

Beleza, tomamos o café com calma, olhamos os emails, ainda tudo calmo. O povo estava enfeitando os barcos e as casas.

Fomos para a Dammak e haviam varias barraquinhas de roupas, chapéus, comida e bugigangas. Haviam guardas de transito controlando o acesso, os bondes não podiam circular, assim como carros na região a festa.

Pessoal estava tranquilo, muita famílias, grupos de velhinhos. E quem não estava de laranja, comprou algo.

Apesar da multidão estava muito legal andar pela cidade,sem os carros, bondes, ônibus e bikes!!! Quem estivesse andando, era obrigado a sair pelos policiais, sem chororo. Oba, nenhuma bike assassina à vista!

 

Aos poucos os bares colocaram suas caixas de som na rua, os palcos de shows começaram funcionar, os barcos passarem e a festa começou a bombar. Muita musica eletrônica, mas achamos também uma banda de Hard Rock tocando em uma ruela. Dai veio um tiozão chapado vendendo CD de musica classica para os barbudos. Eles mandaram ele vender no mercado de flores. Saímos de lá depois de um tempo, apesar do som estava muito legal, mas ver holandeses gigantes, velhos e metaleiros deu um medinho..rsrs . Parecia um bando de vikings, e uma velha toda de couro sem dente estava chegando cambaleando na nossa direção.

Observar os barcos eram divertido, eles estavam enchendo a cara, e quase batiam um no outro, as vezes um empurrava o outro com o pé, mas sempre com bom humor. Queria estar em um deles...mas não teria o equilíbrio de ficar na pontinha deles ainda mais bebendo. ::lol4::

Saímos dos canais principais, haviam pessoas vendendo roupas, pratos e crianças vendendo brinquedos, comercio de lençóis, cobertores, cortinas , sapatos. Tudo isso ao lado de caras montando o maior baseado que já vi. Todo mundo convivendo numa boa.

Ficamos conversando com uma senhora que estava sentada na escada da casa com os cachorros olhando a festa. Elas nos contou que como a casa era antiga, o vidro era muito fino, e não podia troca-lo, por isso o barulho dentro de casa era alto e os cachorros estavam chateados.rs Ah os nomes deles eram do Rei e Rainha da Holanda: Will e Lili. E que depois da 24:00 um exercito de limpeza passaria pela cidade. Ainda bem, a pilhas de lixos estavam acumulando e cidade esta muito suja.

 

Vi um barco com 2 banheiros químicos. 2 euros para usar e 1 euro a água..rs. Os holandeses vendem de tudo mesmo!

Depois passamos num negocio muito engraçado. Pague 1 euro em um ovo e atire no cara turco. Isso mesmo, vc compra um ovo por um euro e atira no cara. Ele fica provocando! O negocio estava bombando.

Não ficamos até tarde, mas para a nossa surpresa não foi tão barra pesada quanto imaginamos. Ainda tinha gente dançando nas ruas, outros curtindo a larica comendo a comida holandesa cheia de maionese como se fosse caviar.

A festa é para todas as idades e gostos, assim como a cidade de Amsterdam. Se quiser ficar em um pedaço mais tranquilo, você acha, e se quiser ficar na bagunça também, é só andar alguns quarteirões.

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28/04/15- Zaanse Schans

 

Último dia em Amsterdam. Íamos no famoso parque Keukenhof, mas desistimos. Estavamos muito cansados, o tempo estava nublado, ventando e com previsão de pancadas de chuva, além disso uns americanos nos contaram que o parque estava muito lotado devido ao feriado do Dia dos Reis. E envolvia uma logística chata (trem aeroporto-bus-aeroporto-check out hotel-troca de hotel etc).

O plano B era visitar a região dos Moinhos de Zaanse Schans, bem mais simples de ir.

Pegamos o onibus na Amsterdam centraal. O valor trecho 5 euros. De trem é mais barato, mas queria ver um pouco mais da cidade, saindo do centrão de Amsterdam, então o ônibus proporcionou isso. Em 45 minutos chegamos ao complexo.

Realmente uma graça, tudo arrumadinho, casinhas verdes, jardins idem. Depois de circular por lá, atravessamos a ponte e caminhamos por Zaandijk. Não consegui acreditar como eram lindas aquelas casas e seus jardins. Tudo perfeito demais, parecia uma cidade cenográfica. ::love:: Foi muito bom, caminhar por lá, estava bem mais calmo que no Zaanse schans e tão bonito quanto.

 

Almoçamos em um restaurante em frente ao rio Zaan. Caro, mas bom e voltamos de trem até Amsterdam. O chato era que a máquina não aceitava notas, somente moedas. Ainda bem que aceitou cartão de crédito, pois não havia muito comércio em volta para trocar. Tão perto de Amsterdam, mas tudo tão mais calmo.

Fizemos o check out no final do dia e ainda deu tempo de ver o por do sol lindo do hostal barco- na Oosterdok.

Seguimos para o aeroporto e Ibis Airport pois o voo era na manhã do dia seguinte.

::otemo:: Dag Amsterdam!

::hãã:: Ah, queria fazer tudo de novo...

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Renata, parabéns pelo relato. Irei para Berlim Praga em outubro e gostaria de saber a faixa de preço de uma refeição nestas cidades. Obrigada.

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Martinha

Em Berlim, a média para uma pizza individual é de 6 a 8 euros. Uma massa no Vapiano uns 10 euros e uma comida tradicional bem servida como Eisbein uns 15 . Cerveja varia muito a partir de 3 euros.

Além disso há lanches como Doner kebab e currywurst por 3 a 5 euros e o tradicional Mc´Donalds por 10 euros o número ou menu como é chamado lá.

 

Praga: uma carne com batatas em restaurante simples 140 coroas thecas e cerveja 55 coroas. Comida de rua bem mais barata, não me lembro o valor correto. Não fui em nenhum fast food em Praga, mas deve ser barato.

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