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morganriva

Uma volta na Bolívia em 22 dias: Santa Cruz - Sucre - Uyuni - La Paz - Isla del Sol - Huayna Potosí - Cochabamba

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E aí Mochileiros!

 

Hoje começo a escrever o relato do mochilão que fiz na Bolívia em Abril e Maio de 2015. Foram 22 dias de viagem durante as férias do meu trabalho, sozinho.

 

Já vinha planejando essa viagem há quase um ano e o mochileiros.com foi a minha principal fonte de informações para o planejamento. Acho que eu li tudo o que foi publicado sobre a Bolívia aqui (claro que não - e vocês vão ver que eu esqueci mesmo de coisas que eu li E ANOTEI) e me sinto na obrigação de retribuir com um relato. Vou tentar ao máximo repassar caminhos, agências, valores, pérolas e ciladas.

 

O roteiro foi o seguinte:

 

25/04 - PORTO ALEGRE - SANTA CRUZ

26/04 - SANTA CRUZ - SUCRE

27/04 - SUCRE

28/04 - SUCRE - UYUNI

29/04 - UYUNI (SALAR)

30/04 - UYUNI (SALAR)

01/05 - UYUNI (SALAR)

02/05 - LA PAZ

03/05 - COPACABANA - ISLA DEL SOL

04/05 - ISLA DEL SOL - COPACABANA

05/05 - LA PAZ

06/05 - CONDORIRI

07/05 - HUAYNA POTOSÍ

08/05 - HUAYNA POTOSÍ

09/05 - HUAYNA POTOSÍ - LA PAZ

10/05 - LA PAZ

11/05 - LA PAZ (DEATH ROAD)

12/05 - LA PAZ (TIWANAKU)

13/05 - COCHABAMBA

14/05 - COCHABAMBA

15/05 - COCHABAMBA - SANTA CRUZ

16/05 - SANTA CRUZ - PORTO ALEGRE

Roteiro.jpg.b4d107d37d6ce1b3c990725703587302.jpg

 

Preciso dizer que a viagem foi sensacional?

Eu já estava "vivendo" a Bolívia há quase um ano, desde que comecei a planejar o mochilão. Passava um razoável tempo do meu dia lendo relatos, vendo fotos, fazendo planos e às vezes já me sentia viajando.

Por isso, chegar no Salar e ver aquele infinito branco para todos os lados foi como realizar um sonho antigo.

 

O ponto alto do mochilão (literalmente) foi escalar Huayna Potosí (6.088m). Nunca tinha escalado nada na minha vida, que dirá no gelo, que dirá nessa altitude. Nunca tinha nem feito um trekking de mais de um dia. Mas desde o dia em que eu li sobre essa montanha não consegui mais tirar da cabeça, virou ideia fixa. Brás Cubas morreu de ideia fixa, e eu bem que poderia ter morrido também, mas no meu caso foi ela que me deu forças pra conseguir. Foi sem dúvidas a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida, mas a felicidade de chegar ao cume depois de tanto sonhar com aquilo é incomparável!

Mas isso é papo pra mais tarde...

 

 

Por hoje, deixo uma foto do lugar mais ESPETACULAR que meus olhos já viram, o Salar de Uyuni, e um pequeno vídeo que fiz compilando algumas filmagens da trip.

 

Volto em breve!

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AGRADECIMENTOS

 

Como eu disse, eu planejei quase todo o mochilão com base no que eu li aqui no mochileiros.com, então bora fazer um agradecimento formal à galera que postou seus relatos aqui. A lista não é exaustiva, claro, tem muito mais gente que ajudou, mas esses foram aqueles dos quais eu mais tirei informações e que mais me inspiraram. Alguns não estão nem concluídos ainda, mas já foram muito úteis mesmo que "aos pedaços". Valeu à galera:

 

Nogy - mil-perrengues-bolivia-chile-e-peru-marco-abril-2014-gastos-e-fotos-t97729.html

Erik Grapeia - bolivia-morte-no-downhill-chacaltaya-tiwanaku-assalto-y-otras-cosas-mas-t98011.html

Renatinha.Souza - bolivia-e-chile-18-dias-dez-14-e-jan-15-a-bolivia-e-demais-t108583.html

polybhh - tia-poly-em-3-amigas-e-uma-mochila-viajante-perrengues-e-acidente-bolivia-chile-e-peru-21-dias-agosto-2014-com-fotos-t101320.html

parafrenteparaoalto - peru-cusco-e-trilha-salkantay-e-bolivia-la-paz-e-huayna-potosi-novembro-2014-t107121.html

Isabelli Vasco - uyuni-machu-picchu-atacama-40-dias-2014-2015-t108213.html

Eriendson Viana - bolivia-historia-revolucao-e-aventura-t108735.html

fimbrizi - santa-cruz-la-paz-copacabana-isla-del-sol-uyuni-potosi-sucre-14-dias-2-adultos-casal-t107085.html

LYSrj - bolivia-te-quiero-22-dias-emocionantes-t90528.html

marcosconde.amb - trekking-condoriri-3-dias-c-pico-austria-t75612.html

Carol Montoaneli - bolivia-25dias-salar-do-uyuni-glaciar-do-huayna-potosi-charquini-condoriri-pico-austria-chacaltaya-quase-nao-voltei-pro-brasil-kk-t97983.html

guto_okamoto - peru-bolivia-e-chile-um-mochilao-de-mendigo-macho-videos-fotos-jan-2013-t79934.html

klebaum - mochilao-bolivia-peru-2014-com-fotos-e-gastos-t104071.html

yurinoue - bolivia-guia-politicamente-incorreto-t78236-165.html

Nattisal - mochilao-peru-x-bolivia-x-chile-23-dias-em-novembro-2014-com-fotos-valores-e-dicas-t104702.html

potirawg - 13-dias-na-bolivia-1-mochilao-da-vida-t108514.html

 

 

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PREPARAÇÃO

 

Fiquei um ano planejando esse mochilão, então tive bastante tempo pra pensar no que levar. Procurei me preparar bem para o frio. Além das roupas usuais levei:

 

1 jaqueta dupla impermeável

1 fleece grosso

1 fleece fino

1 jaqueta corta-vento

2 camisetas segunda pele-manga longa

1 camiseta segunda-pele manga curta

3 pares de meia de trekking

1 par de meias de ski (nunca esquiei na vida vlw flw)

1 par de luvas segunda-pele

1 calça segunda-pele (deveria ter levado 2)

 

A minha mochila cargueira tem 55l + 10l. Não precisa nem dizer que foi um parto fazer caber tudo. Essas roupas de frio ocupam espaço bagarai!

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Também levei:

- 1 saco de dormir para -5ºC. Foi muito últil em Huayna Potosí, mas só lá. De resto só foi um peso a mais (1,4kg!!!) e um estorvo, porque eu tinha que deixar preso do lado de fora do mochilão, e eu acabava derrubando tudo por onde eu passava rs. Em Huayna Potosí eu poderia ter alugado um saco de dormir e provavelmente nem seria cobrado a mais por isso. Anyway.

 

- 1 mochila de ataque (28l), que às vezes pareceu muito grande e às vezes pareceu muito pequena. De qualquer forma, é essencial uma mochila pequena para pequenos passeios, não dá para viajar só de cargueira.

 

Outras utilidades:

Levei essas paradinha todas e mais um pouco:

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1. HD externo (não usei)

2. Power Bank de 10.000 mAh (essencial!)

3. GoPro com o famigerado pau-de-selfie

4. Carregador duplo para GoPro + 2 baterias extras (essenciais)

5. Tablet (usei muito)

6. Carregador para a Nikon

7. Nikon D3100, velha companheira

8. Dois cartões de memória extras de 32GB cada, além dos que já estavam nas câmeras (não usei nenhum)

9. PenDrive 8GB (levei? Nem lembrava...)

10. Caderno de anotações

11. Óculos de Sol

12. Protetor solar facial (que eu usei no corpo todo rs)

13. Aparador de barba, pra não parecer o Matusalém no final da viagem

14. Porta-comprimidos, para os remédios de uso contínuo

15. Fones de ouvido

16. Lanterna de mão (nem usei)

17. Head lamp (essencial)

18. Frascos para xampu, sabonete líquido e enxaguante bucal

19. Lenços umedecidos (quase não usei, mas levem, pode ser útil)

20. Doleira

21. Canivete multifuncional

22. Adaptador "T" ou "benjamin" (é vida, usei muito e emprestei pra geral)

23. Carregador para celular/tablet

24. Fio dental

25. Escova de dentes

26. Cortador de unhas

27. Lenços de papel

28. Guia de viagem (se fez muito útil em alguns momentos)

29. Galeano, para distrair nas viagens & aprender muito sobre a história da América Latina

30. Toalha fast dry (ótima, mas deveria ter comprado uma maior. Essa era ou seca o corpo ou seca o cabelo rs)

31. Band-aid

32. Pilhas adicionais para a head lamp (não usei, mas levem, pode ser útil)

33. Passaporte (não precisa, se o seu RG for recente e bem conservado. Mas é sempre melhor viajar com passaporte...)

 

Remédios:

Gastei zilhões na farmácia antes de ir. Levei remédio pra gripe, dor de cabeça (Aspirina é muito útil pra altitude também), anti-inflamatório, antialérgico, Dramin etc etc etc. Recomendo VEEMENTEMENTE que levem um remédio para a flora intestinal também. O motivo vocês vão saber depois, mas já podem ir imaginando.

 

Vacinas:

Eu já tinha o comprovante internacional para a vacina da febre-amarela, mas NÃO PRECISA.

 

Dinheiro:

Sempre, eu digo SEMPRE, vale a pena levar dólares para a Bolívia. A explicação é longa, mas vocês podem dar uma olhada aqui: guia-e-dicas-sobre-moedas-cartoes-e-gastos-na-bolivia-t29376-375.html.

 

Enfim, levei US$1.200,00 e sobraram US$100,00.

Levei também um cartão de crédito internacional, mas só usei pra comprar uma passagem de ônibus e as passagens aéreas. A maioria dos lugares não aceita cartão na Bolívia, então levem CASH.

 

Idiomas:

Meu espanhol é risível. Mas sobrevivi.

Inglês é importante para se comunicar com outros turistas, mas o pessoal lá não fala muito não, exceto nos hostels.

 

Outros:

Levem a cara, a coragem, o desprendimento e deixem em casa o medo e os preconceitos. A Bolívia é um país sensacional! É subdesenvolvido? É. Pode ser perigoso? Pode, mas nada que nós brasileiros já não estejamos acostumados. Mas também é um lugar incrível, com paisagens nababescas, diferentes de tudo o que estamos acostumados a ver, além de ter uma cultura linda e uma história riquíssima. TODO MUNDO precisa conhecer!!!

 

 

Saudações!!!

Já, já estou de volta!

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Belo vídeo. Esperarei o relato. Quero ir em Julho 2016.

Valeu, marceloespanha! Tens bastante tempo pra planejar então! Com certeza não vai te arrepender da escolha do destino :)

Abs!

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Estou planilhando junto com uma amiga o roteiro Bolívia, Chile e Peru. Criei um grupo no whats e quero juntar uma galera disposta a curtir uma aventiry inesquecível. Abraço

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DIA 1 - SANTA CRUZ DE LA SIERRA | Adeus sombra, adeus água fresca...

 

Agora começa o relato propriamente dito!

 

Primeiro vamos falar sobre os planos iniciais: comprei a passagem da Gol POA-GRU-VVI. O valor normal era cerca de R$1.200,00, mas esperei para comprar no final de semana de Feirão e paguei só R$792,00, ida e volta.

O ideal para mim seria pular Santa Cruz de la Sierra, porque aparentemente não tinha muita coisa pra fazer lá, e ir direto para Sucre. Mas meu voo chegava às 13h em Sta. Cruz e não tinha NENHUM voo para Sucre nas próximas horas (com uma margem de garantia para possíveis atrasos do voo internacional), somente de manhã. A solução era dormir em lá e partir para la ciudad blanca no dia seguinte.

 

Dá para ir de Sta. Cruz a Sucre de ônibus também. Mas, se tudo der certo, a viagem leva 16h. Não queria desperdiçar tanto tempo dentro de um ônibus...

 

Para essa "conexão", havia comprado uma passagem com a companhia aérea Amaszonas (http://www.amaszonas.com/) para as 12h do próximo dia. (US$54) Achei o horário bom, porque assim poderia aproveitar quase meio dia em Sucre, já que a viagem leva só 30min.

Mas a companhia gentilmente me enviou um e-mail na semana anterior avisando que o horário do voo havia sido alterado para as 16h. Coisa pouca #sqn. E-mail superprofissa abaixo:

Amaszonas.jpg.926ba3252006c723aa62497db07c7179.jpg

 

Enfim.

Não ia reclamar porque já imaginava como seria reclamar de algum serviço na Bolívia..

 

 

Correu tudo bem com o voo, saiu às 6h40 conforme planejado. Cheguei em São Paulo espirrando horrores. Como não sabia se era gripe ou alergia e como os meus remédios estavam na bagagem despachada, fui em uma farmácia em Guarulhos e comprei um Allegra e um Resfenol e tomei logo dois comprimidos de cada. Não dava pra ficar doente logo no início da viagem, certo?

O voo para VVI foi tranquilo também, e chegamos na hora marcada.

Os "procedimentos" na migração são bem demorados e levaram quase 1h.

 

Logo depois que se passa a paradinha de carimbar os passaportes, tem que passar por uma revista da bagagem. Não estou certo se é por uma questão aduaneira - de impostos - ou de para revista de narcóticos. Acho que as duas coisas. De qualquer forma, a revista é feita por amostragem. Tem um portal mágico, em você aperta um botão. Se acender a luz vermelha, abre a mochila e revira tudo. Se acender a luz verde, passa direto.

O fato é que tinha umas 40 ou 50 pessoas na minha frente e TODAS elas ganharam luz vermelha quando apertaram o botão. Até comentei com a mulher na minha frente: "pô se é pra revistar todo mundo então não faz o povo de troxa apertando botão". Eu ia ter que abrir meu mochilão, e fio, se eu abrisse, não fechava mais...

Mas chegou a minha vez e TCHARAM! LUZ VERDE!!!. Ahaaaa! Comemorei discretamente e saí sem olhar pra trás, rindo baixo dos coitados com as malas todas arregaçadas.

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No saguão do aeroporto troquei US$100,00 por uma taxa de US$1 = 6,85Bs. Ruim, mas é o que se tem no aeroporto. Peguei um táxi e fui para o hostel, que já havia reservado pelo hostelworld.

 

O HOSTEL: fiquei no Jodanga Backpackers, que me haviam prometido ser o melhor hostel de Santa Cruz e quiçá da Bolívia. Prometido e cumprido: hostel nível TOP. Tem piscina, bar, camas confortáveis, banho quente muito bom (melhor que o daqui de casa), café da manhã padrão (frutas, iogurte, suco natural, torradas, queijo). E limpo que é uma beleza. Dava pra lamber o chão. Tinha um moleque de uns 16 anos, que eu apelidei carinhosamente de Cinderela, que passou O DIA TODO ajoelhado esfregando o chão, limpando mesa, limpando vidro... juro que uma hora eu vi ele esfregando os parafusos da janela! O Wi-Fi é muito bom também, fiquei mal acostumado. Enfim. Mais do que recomendo. O preço não é dos melhores, paguei 95Bs por um quarto de 6, o mais caro que paguei na Bolívia, mas vale a pena. Localização: não é muito central, fica a cerca de 30-40min caminhando da praça central, mas como eu só estava pela piscina mesmo nem me importei. Site: http://www.jodanga.com/

 

Cheguei no hostel (30min do Aeroporto) e parti logo dar um tibum na piscina. Fiz uns amigos neozelandeses (mentira, nem lembro o nome) e tomei a minha primeira Paceña!

 

NOTA IMPORTANTE: CERVEJAS NA BOLÍVIA

JUDAS - 10

PACEÑA - 10

HUARI - 6

AUTENTICA - Kaiser, ou seja, -1

 

Quando o sol começou a desaparecer, saí da piscina e fui dar uma volta pelos arredores. O Jodanga fica a duas quadras do Parque Urbano, um parque arborizado onde os moradores vão praticar esportes, caminhar, correr, fazer piquenique... Fiquei uma meia hora por lá até o sol se pôr. Os arredores parecem bem seguros. É uma região residencial bem abastada.

 

Naquele noite, como havia acordado muito cedo, acabei pegando no sono rápido. O hostel estava quase vazio, então não tinha muita coisa para fazer lá mesmo.

No dia seguinte o plano era acordar cedo e ir conhecer a Plaza Central...

 

GASTOS

Táxi - 60Bs.

Hostel - 95Bs.

Cervejas (2) - 35Bs.

Pringles (minha janta) - 25Bs.

Cadeado (tive que comprar no hostel porque esqueci de levar os meus) - 15Bs.

 

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    • Por rodrigovix
      Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
      Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
      Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
      Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
      Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
      Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
      Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
      Capítulo 7:
      Capítulo 8:
      Capítulo 9:
      Capítulo 10:
      (continua...)
      Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?
      Então segue lá no instagram @queridopassaporte
      Faaala, meu povo!
      Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.
      Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.
      Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 
       
      Agradecimentos
      Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:
      Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha
      Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.
      Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 
      E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.
      Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.
       
      A viagem
      Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!
       
      O Roteiro
       

      O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.
      Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).
      O roteiro ficou assim:
      11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
      12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
      13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
      14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)
      Indonésia (Bali)
      15/10/17: Uluwatu
      16/10/17: Ubud
      17/10/17: Ubud
      18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
      19/10/17: Nusa Penida
      20/10/17: Nusa Penida
      21/10/17: Nusa Penida
      22/10/17: Nusa Penida x Kuta
      23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)
      Singapura
      24/10/17: Singapura
      25/10/17: Singapura
      26/10/17: Singapura
      27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)
      Tailândia
      28/10/17: Bangkok
      29/10/17: Bangkok
      30/10/17: Bangkok
      31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
      01/11/17: Chiang Mai
      02/11/17: Chiang Mai
      03/11/17: Chiang Mai
      04/11/17: Chiang Mai
      05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
      06/11/17: Railay Beach
      07/11/17: Railay Beach
      08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
      09/11/17: Koh Phi Phi
      10/11/17: Koh Phi Phi
      11/11/17: Koh Phi Phi
      12/11/17: Koh Phi Phi
      13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
      14/11/17: Bangkok
      15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)
       
      Quando ir?
      Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).
      Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.
      Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.
      Indonésia (Bali)

      De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.
       
      Singapura

      Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.
       
      Tailândia

      Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.
       
      O que levar?
      O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.
      Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

       
      Equipamentos
      Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.
      De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).
      Câmera Nikon Dx D5300
      Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
      Lente Nikkor 35mm f/1.8
      Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
      Tripé 60-170cm
      GoPro HERO5 Black
      GoPro Dome 6’’
      Spray repelente de água
      Bastão GoPro 3 Way
      Bastão Flutuador GoPro
      Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
      Maleta de acessórios GoPro
      Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
      Adaptador de tomadas
      Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha
       
      Precisa de visto?
      Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 
      Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.
      Indonésia
      O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.
      Singapura
      Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.
      Tailândia
      Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.
      Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.
       
      Documentos
      Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:
      Cartões de embarque:
      Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.
      Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
      Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).
      Certificado do Seguro Viagem:
      Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.
      Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
      É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
      Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.
      Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
      Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.
       
      Como levar o dinheiro?
      Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.
      Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.
       
      Finalizando...
      Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.
      Então, até breve!
       
      Próximo capítulo: Do sonho até lá.
    • Por Léo Tavares
      Lugar Fantástico!
      Peguei um ônibus na rodoviária de BH que me deixou na porta do Local. Existem duas empresas; Saritur e Serro, o custo está em torno de 30$. 
      Para acampar, paguei 45$(diária) +1$ por barraca. O local é bem estruturado, ótimo para passeio em família, vale a pena conferir.
      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
      Deixo aqui alguns registros que fiz 📸























    • Por fernandos
      JUN 18     Passeio na Orla do Guaíba. Guaíba.RS.Jun.2018. Passando por Nova Milano
      Destino da vez Guaíba, Berço da Revolução Farroupilha. Saímos de Caxias, passadas 11 horas, difícil acordar cedo com esse frio que anda fazendo aqui no Sul. No caminho passamos pela cidade de Farroupilha, e demos uma paradinha rápida na localidade de Nova Milano, que fica bem a beira da estrada do lado direito, quem passa o Centro de Compras de Farroupilha. No local existe um monumento que chama a atenção do viajante, uma grande estatua  de ferro, parecendo um pássaro estilizado ou algo assim. É onde fica oParque da Imigração Italiana, de Nova Milano, um parque bonito, com pracinha para as crianças, várias bandeiras, esse monumento e uma Gôndola Veneziana, presente do governo da Itália, em comemoração aos 100 anos da imigração, feitos em 1975. Ainda demos uma passada no centrinho da localidade, onde há uma bela igreja, e havia uma feirinha de produtores rurais.    Seguindo o baile descemos a RS 122, rumo a GPA (Grande Porto Alegre). Umas 2 horas de viagem e chegamos em torno das 13 horas e 30 min. em Guaíba. E fomos direito a Orla, o lugar que surpreende pela organização e pela beleza. A vista do Lago Guaíba desse local é linda, a aguá reflete o céu azul, e o calçadão convida ao passeio. Demos uma caminhada admirando a bela paisagem, a  vista do Catamarã partindo rumo a Porto Alegre é bem legal. No entorno existem diversos restaurantes para todos os gostos e bolsos, que servem de frutos do mar, a Ala Minutas. Escolhemos um para almoçar, já que já eram quase 2 horas da tarde. E voltamos a apreciar a linda vista, o lugar não da vontade de ir embora, ainda mais um belo dia de sol, numa tarde fria do inverno gaúcho. Um cenário perfeito para quem gosta tomar um chimas, ou tirar fotografias, e decidimos ficar por ali mesmo nos deleitando com a paisagem,  na saída ainda passamos pela Escadaria: de onde se pode ter uma vista mais completa do Lago, mas a quantidade de degraus desanimou a subida. E assim conhecemos mais esse belo recanto do Rio Grande.    Que segundo pesquisas possui como atrativos: O Catamarã: que nada mais é que o barco que faz a travessia Guaíba-Porto Alegre; A Jardineira: ônibus especial modelo Jardineira, o passeio turístico conta com guia local. O ponto de partida e chegada é na Hidroviária de Guaíba (nesse dia que fomos não enxergamos); Casa de Gomes Jardim: Construída em fins do século XVIII, era sede da Estância de Gomes Jardim no período da Revolução Farroupilha. Erma de Gomes Jardim– Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha; Ruínas do Matadouro São Geraldo: Construção de 1927, foi um dos mais importantes do Rio Grande do Sul. Rua São Geraldo, Guaíba; Cipreste  Farroupilha: Árvore símbolo da cidade. Na sua sombra líderes da Revolução Farroupilha planejaram a tomada de Porto Alegre em 1835. Rua Gomes Jardim; Erma de Gomes Jardim: Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha;Vitrine Cultural: A Vitrine Cultural é um espaço desenvolvido através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Guaíba e da Fundação Toyota do Brasil que tem por objetivo conservar, divulgar e promover os atrativos culturais e históricos do município e da região; Museu Carlos Nobre: Construção de 1908 – ao longo do tempo foi residência, hotel, biblioteca, prefeitura e hoje encontramos objetos, fotografias, documentos pessoais do comunicador e humorista conhecido internacionalmente. (Terça a Sexta – 8h30min às 12h – 13h30min às 17h30min/ Sábado, Domingo e Feriado – 13h30min às 17h30min)(Fonte:pesquisandocidades.blogspot.com).

      Mais Fotos:
          Rota:

          Postado há 1 hour ago por Sant' Anna  
      Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands.
      Fizemos reserva  do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo, em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
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      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
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      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
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