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Norte da Argentina - Salta e Jujuy - Janeiro/2015

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Oi galera! Deixo aqui o relato da viagem que fiz em janeiro desse ano ao norte da Argentina, do dia 9 até o dia 30. Não lembro muito bem a ordem dos dias em cada local, mas vou tentar organizar. Fui sozinha, me hospedei em hostels e usei o couchsurfing. Posso dizer que foi a melhor coisa que fiz na vida até agora! Foi incrível, tudo! A região é muuito segura, mas claro, todo o cuidado é pouco rs.

 

-> Rota: Iniciei na cidade de Bernardo de Irigoyen, na Argentina, faz divisa com o estado de SC. Ficou assim:

Bernardo de Irigoyen até > Posadas > Corrientes > Salta > San Salvador de Jujuy.

 

-> Empresas de ônibus: Crucero del Norte de Bernardo de Irigoyen até Posadas; Rio Uruguay de Posadas até Corrientes (há várias, escolhi esta pelo horário); Flecha Bus de Corrientes até Salta (também há outras opções, a maioria com o mesmo preço). No site dessas empresas podem encontrar preços e horários. No total gastei 500 reais (ida para a Argentina e volta para o Brasil). Não comprei nada antecipado, tudo na hora.

 

1º/2º dia: Corrientes

 

-> Hospedagem: por couchsurf, casa de um argentino muito querido, me recebeu super bem com seus amigos e família.

 

- > O que visitei: O amigo que me hospedou me levou de moto para conhecer os principais lugares de Corrientes, como o Teatro oficial de Vera; a"praia" do rio Paraná; alguns parques, centro da cidade e igrejas antigas. Uma das coisas que mais achei massa da cidade foi que em uma casinha de turismo em uma das pracinhas é possível pegar uma bicicleta emprestada, é só deixar um documento ::otemo::

 

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-> No dia seguinte me despedi dos amigos e parti para San Salvador de Jujuy. Conheci um senhor no busão que me avisou que parar ir a San S. eu deveria descer em uma cidade antes de Salta, e aí trocar de ônibus, já que não iria parar em Salta direto. Então, para quem decidir ir para San Salvador e não a Salta, compre uma passagem de Corrientes até General Guemes, e de lá até San S (não há direto Corrientes > S. Salvador).

 

3/4º dia: San Salvador de Jujuy

 

-> Hospedagem: por couchsurf, dessa vez na casa de uma argentina. Muito bem recebida novamente, me deixou bem a vontade, um anjo de pessoa!

 

-> Em San Salvador não há muito para ver... não é uma cidade bonita, mas gostei mesmo assim. Comi o melhor sorvete da minha vida (SIM, VOCÊS PRECISAM IR AO PINGUINO, é tipo obrigação pra quem ama sorvete); conheci alguns parques com a amiga que me hospedou e dei algumas andadas por lá. O plano era seguir viagem para a Quebrada de Humahuaca nos próximos dias.

 

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5º dia: Quebrada de Humahuaca (Tilcara)

 

Na Quebrada de Humahuaca, uma estratégia boa se está viajando de ônibus é escolher uma cidade "base" para ficar, e fazer bate-volta para as outras. A escolhida foi Tilcara,

 

A amiga que me hospedou descobriu que um amigo iria para Tilcara de carro, e este amigo tem uma casa lá. Consegui uma carona e uma hospedagem grátis : DD porém, como boa pessoa que sou, já tinha reservado hostel, e resolvi ficar uns dias lá também.

 

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-> Hospedagem: La Albahaca Hostel. Suuuper indico! É bem limpinho, tem um café da manhã simples, mas bom e incluso. Foi o mais barato que encontrei na época, R$ 25 (em baixa temporada é mais barato).

 

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6º dia: Bate e volta a Purmamarca

 

O primeiro dia dormi na casa do amigo da amiga (rs). Aí com os amigos dele fomos a Purmamarca.

-> O que visitei: Salinas Grandes (excursão, acho que foram uns 120 pesos); camino de los colorados (caminhada leve, entre várias montanhas com cores incríveis, tem que fazer!); cerro de las siete colores, no meio da cidade. Purmamarca é uma cidade bem charmosinha e pequena, tinha viajantes por todos os lados. A passagem de busão desde Tilcara custou 2 pesos.

 

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7º dia: Tilcara

 

No hostel conheci um pessoal muito gente boa, a maioria argentinos.

-> Visitei com essa galera o Pucará de Tilcara ( ruínas de um antigo povoado da região), passeio bem interessante, tem um guia que vai explicando como funcionavam as coisas. Há também no Pucará um jardim de cactos, e uma das coisas que mais achei legal foi a pedra campana (não deixem de procurá-la no jardim). A tarde, fizemos um trekking para as Cuevas de Waira (leve, com guia, chega até duas cavernas, uns 100 pesos), valeu muuuito a pena, tudo é incrível, o caminho, as cavernas, e o guia é super querido (Javier, quem quiser tenho o contato), conta várias histórias sobre a pachamama :)

-> A cidade de Tilcara roubou meu ::love::! Parada obrigatória, achei a melhor cidade da Quebrada para ficar, sem dúvidas.

 

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8º dia: Bate e volta a Humahuaca

 

-> No dia seguinte fomos a cidade de Humahuaca, com destino ao cerro de los catorce colores.Tilcara foi a cidade do coração, mas o lugar mais especia que já estive foi esse cerro, é inexplicável o que é esse lugar. Ou vai, ou vai, sem opção de não ir. Parece um quadro colocado no meio da natureza, me senti em outro universo. Para chegar nesse lugar necessário ir de carro, e tem algumas excursões que ficam na ponte de humahuaca (só perguntar que vão saber te explicar aonde é a ponte) e se não me engano paguei uns 100 pesos. Depois que voltamos, rolê básico pela cidade, visita ao monumento da liberdade, feirinhas e várias lojas de produtos bolivianos.

 

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9º dia: Bate e volta Lagunas de Yala e Maimará

 

- Passeio com os amigos da amiga. Fomos as lagunas de Yala. É um lugar legal , mas é necessário ter carro, creio que não há excursões para lá, e também não é nada de "mais", são algumas lagoas (as mais bonitas privadas, não é permitido a entrada) e o visual é bem parecido com as montanhas do Brasil. A tarde paramos em Maimará, para ver a Paleta del Pintor.

 

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10º dia: Tilcara

 

Pela manhã fiz um trekking com uma mulher que conheci no hostel até a Garganta del Diablo (caminhada de 4 km). É muito bonito, e no final há uma cachoeira. Cobram 10 pesos para a entrada. Depois parti do hostel e me hospedei na casa do amigo da amiga e passei o final de semana aproveitando o "asado" argentino e a belíssima Tilcara ::love::::love::

 

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[ Continua :) ]

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13º dia: Volta a San Salvador de Jujuy, para o ap. da minha amiga (como ela foi passar o final de semana na casa do amigo, voltamos juntas de carona com o outro amigo haha)

 

14º dia: Aldea Luna

 

Um dos motivos pelo qual escolhi ir para o norte foi fazer um voluntariado em uma fazenda orgânica. Conheci a Aldea Luna na internet, no achometro mesmo, e decidi que iria passar uma semana lá. A Aldea fica em uma região do interior de San Salvador de Jujuy. Para chegar lá, peguei um busão as 6 da manhã. Deixei algumas coisas na casa da minha amiga e parti para a Aldea. Para quem quiser saber mais, aqui está o site: http://www.aldealuna.com.ar/ . Aceitam voluntários em qualquer época!

 

-> Chegando no ponto, há uma caminhada de 3 km até chegar na Aldea propriamente dita. É um lugar lindo, e basicamente ajudei nas tarefas diárias, cuidando das plantações ( tentei salvar muitos tomates, juro ::mmm: ) pela manhã..e tem a tarde livre. Para o restante do dia, há cachoeiras e caminhadas para fazer. Paguei pela comida e ganhei a hospedagem, junto com outros voluntários. A família, donos da reserva natural, é maravilhosa! Passei bons momentos com todos. Fiquei 6 dias no total : ))

 

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19º dia: Volta para a cidade (San S.)

 

O quase perrengue: Quase porque fui salva pela carona amiga ::mmm: . Para começar, quase fui atacada por cachorros..aí tava um calor do c.., e eu decidi trocar de roupa no meio do mato mesmo. Aí par a minha alegria, quando cheguei ao ponto, o busão demorou umas 2 horas para passar...sofri..... e começou a chover e esfriar...sofri again.... e aí quando finalmente passou, não entrava mais nem uma mosca. Sério, tava lotado, mas lotado MESMO. Uma senhora gritou que estava vindo outro ônibus, e eu muito inocente acreditei ::putz:: . A verdade é que não havia outro. E só caí na realidade quando a mulher e o homem que foram também enganados, assim como yo, me avisaram. Aí a mulher perguntou se eu queria ir andando até a cidade..eu sem opção, aceitei (ok, 18 km)..fui..E não passou um santo carro por sei lá, uma hora pelo menos. Aí, até que apareceu um amigo do homem que estava com a gente, e conseguimos carona ::otemo::::otemo:: todos comemoram. Fica a dica: não haverá outro ônibus.

 

Fiquei mais uns dias em San Salvador de Jujuy, entre praças, museus e longas caminhadas.

 

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24º dia: Salta

 

- Hospedagem: Hostel Salta por Siempre. Valor: R$ 30. Foi o mais caro, porém é muito, mas muito limpo e lindo. Café da manhã é incluso. A localização não é muito boa, um pouco longe das principais atrações, mas vale a pena.

 

Em Salta não fiquei muito tempo, visitei poucos lugares. O teleférico (paguei uns 50 pesos para subir e desci a pé), alguns parques, feirinhas e o centro.

 

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25º/26º dia: Cafayate

 

-> Cafayate fica a umas 3 horas de Salta. Fiquei uma noite e dois dias, deu para conhecer o que queria. Há várias empresas que fazem a rota.

 

-> Hospedagem: Hostel Lo de Chichi. R$ 21. Não tão lindo quanto os outros, mas é bem aceitável, inclui café também. Fica ao lado do ponto de parada do ônibus flechabus e tem uma localização boa.

 

-> O que visitei: Museu do vinho, vinhedos Vasija Secreta (grátis) e El Esteco (tem que pagar uma taxa, não lembro quanto, e tem horários específicos para visita), rolê pela cidade e excursão para a Quebrada de las Conchas (120 pesos).

 

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27º/28º dia: Salta , mais rolês pela cidade com os amigos do hostel.

 

29º/30º dia: Volta para o Brasil.

 

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- Salta > Corrientes > Posadas > Fronteira = 28 horas entre busão e espera em rodoviárias.

 

É isso..quem quiser informações mais detalhadas sobre horários, gastos e afins, só mandar uma mensagem :))

Valeuu : D

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Caracaaaa que felicidade encontrar seu relato, ele me salvou! Amei que você guardou todos os preços, tava doida atras do valor do tour para Quebrada de Las Conchas e não encontrava, mas você colocou aqui! ::otemo::

 

Uma questão que eu ainda não consegui resolver no meu planejamento, quais calçados você levou? Sei que tenho que ter um para trilha, mas acho cansativo andar com ele pelas ruas, em situação casual... dai pensei em levar uma alpargata...

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Nara, fico feliz em ter ajudado : D. Então, sobre os calçados, eu levei uma bota de caminhada, que acho indispensável pra fazer esses tours e tal, e levei chinelo também. Aí pra caminhada na cidade, eu não tinha levado nada = ( jumenta total auahauau. Não levaria alpargata, pelo simples fato de que se você caminhar muuito elas machucam o pé, então um tênis normalzinho resolveria esse problema, são bem mais confortáveis! Eu tive que comprar um lá.

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que massa essa experiência sua lá, valeu por compartilhar o relato !!

tb conheci uma família da região de salta, inclusive fiquei na casa deles e foram muy amables conosco ehehe

boas viagens !!

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Olá Marina! Delícia de viagem que você fez!

Eu estou planejando ir para o norte da Argentina com minha namorada em janeiro de 2016 mas estou achando muito caro pela rota que estavamos querendo, que seria pegar um avião para Buenos Aires e de lá seguir de onibus! Você fez de onibus a viagem inteira? Poderia detalhar um pouco mais?

 

Muito Obrigado!!!!

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Bom, apesar da pergunta ser pra Marina, vou me intrometer. Fiz recentemente um mochilão que incluiu o norte da Argentina, eu fiz de salta até Buenoa Aires de busão e foi de boa, deu quase 21h de viagem, e com relação ao valor da passagem, quase todas as empresas cobram em torno de 1200 a uns 1600 pelo trecho, oferecem uma pá de serviços, mas a empresa Andesmar tem uma linha que custa 700 pesos sem serviços (o máximo que dão é um saquinho que contém sachê de café solúvel e um alfajor), eu comprei direto no terminal de Salta. Creio de o caminho contrário deve ser igual, vai no terminal de Retiro e compra essa passagem.

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Olá Marina! Delícia de viagem que você fez!

Eu estou planejando ir para o norte da Argentina com minha namorada em janeiro de 2016 mas estou achando muito caro pela rota que estavamos querendo, que seria pegar um avião para Buenos Aires e de lá seguir de onibus! Você fez de onibus a viagem inteira? Poderia detalhar um pouco mais?

 

Muito Obrigado!!!!

 

Oi Fernando! Que legal que decidiram ir pro norte :D Não vão se arrepender!

Então, eu fui de ônibus a viagem inteira sim, mas eu saí de um lugar bem estratégico, que é na divisa com a Argentina/Santa Catarina (tenho família na região, aí tudo ficou mais fácil). Eu fiz a rota saindo de Bernardo de Irigoyen (divisa) até Posadas, pela empresa crucero del norte, aí depois fui de Posadas a Corrientes (tem várias empresas que fazem o trajeto, como a crucero del norte, rio uruguay, flechabus). De Corrientes até o norte tem várias empresas também (aí você deve escolher o primeiro destino: se quer ir direto para Salta, ou se quer ir primeiro para Jujuy). Se você escolher Salta, blz, tem ônibus direto. Se escolher ir pra Jujuy antes, não tem ônibus direto (corrientes-jujuy), aí você precisa descer em General Guemes e trocar de ônibus novamente (é importante essa dica de descer em Guemes porque eu comprei a passagem para Salta e queria ir antes para Jujuy = gastei mais e desci antes). Na época ida e volta foi mais ou menos 500 reais (contei tudo, trocando de ônibus 4 vezes ida e 4 na volta), o peso estava a 0,21 centavos ::otemo:: Não sei qual a cotação hoje, mas acredito que esteja um pouco mais.

 

O que eu te indico: Como eu escrevi, o lugar que comecei a rota era bem estratégico, não gastei nada saindo de "longe" (tipo eu moro no litoral de SC, não gastei nada para ir até a fronteira). Não sei de onde vocês pretendem sair, mas acredito que não valerá a pena começar por Bernardo de Irigoyen, por exemplo. O que você pode fazer é começar por Foz do Iguaçu, a crucero del norte se não me engano faz o trajeto FOZ-POSADAS. Aí você pode entrar na página das empresas, todas tem o preço das passagens, e calcular o quanto você vai gastar saindo da sua cidade até o destino final. Depois pode comparar isso com passagem de avião até Buenos Aires + ônibus até Salta/Jujuy. Essa é uma opção, é trabalhoso fazer isso, mas vale a pena comparar!

 

Conheci muitos Argentinos que foram de ônibus desde Buenos Aires até o norte, não sei de preços, mas no site das empresas deve ter , sei que dá para ir :D

 

O negócio é pesquisar!! Eu não sabia nada de empresas, rotas e afins quando fui, foi tudo no "achômetro" mesmo, sei que valeu muito a pena ($$$), muito mais do que ter ido de avião!

 

Espero ter ajudado um pouco ::otemo:: Aproveitem muito a viagem e esse lugar maravilhoso que é o norte da AR!

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    • Por Leandro Freire
      Prefácio.
      Segue meu relato desta viagem incrível que finalmente consegui realizar com minha Esposa Josi e nossos dois filhos, Ana Clara 9, Vitor Hugo 12, em Janeiro de 2019.
      Já vou avisando que sou um pouco detalhista demais, acabo me empolgando e escrevendo muito. Então se você não tem paciência, paciência, OK ? 
      Infelizmente eu fui anotando algumas informações, como gastos, nomes de alguns lugares onde comemos ou dormimos, tudo em um aplicativo de notas do celular, e por alguma cagada minha, acabei apagando o arquivo, portanto algumas dessas informações serão baseados nas minhas lembranças que, vou confessar, já não está mais aquelas coisas...
      Tudo começou a muitos anos atrás, quando eu passava de bicicleta por uma Rodovia que cruzava a cidade, e vi um cara parado no semáforo com roupas de Couro, uma moto grande com vários adesivos colados de bandeira dos países vizinhos, cheio de malas na garupa, bandeirinha do Brasil balançando ao vento atrás,  etc.
      A Moto estava toda suja, do tipo que rodou o mundo. Ele tirou o capacete por uns segundos talvez pelo calor que fazia no dia, e percebi que era um senhor já de idade, com barba fina e longa, cabelos compridos atrás mas careca em cima.
      Ele percebeu que eu o olhava com curiosidade e então acenou me comprimentando com a cabeça e com um Joinha. Eu retribuí o cumprimento, o semáforo abriu, ele seguiu seu rumo, eu o meu, e esqueci.
      Algumas semanas depois, assistindo TV tarde da noite, o cara tava lá dando entrevista no antigo programa Jô 11 e Meia. Eu quase caí do sofá. Caraca, conhecia ele, aquela barba fina e esticada,  até me cumprimentou, era meu amigo. E foi aí que conheci sua história.
      Ele se chamava Miragaia Renê Angelino. Um advogado que morava em São Paulo e que já tinha feito viagens incríveis de Moto. Procurem no youtube que tem várias entrevistas dele. Nessa entrevista ele havia recém lançado um Livro chamado ‘Minha Moto eu e a América’ onde ele contava sua viagem por 45.000 KM rodados em 90 dias pela América do Sul com uma moto. E eu ali, nem piscava. Minha cabeça anos 90 pensava que essas coisas mirabolantes só existiam na Europa.

       
      Me empolguei tanto com a entrevista que comprei o livro do meu novo amigo que me cumprimentou no semáforo e que era escritor e aventureiro..
      Eu, que até então estava acostumado a ler apenas Agatha Christie ou Os Sertões (mentira, só Agatha Cristie), fiquei tão fascinado com o livro que quando terminei de ler, disse pra mim mesmo ‘One Day I will do something similar´.
      Na verdaade, na verdaaade, eu disse ‘One Day, farei algo parecido’, pois só One Day que sabia falar em Inglês. O resto falei em Português mesmo. Aliás não sei falar inglês até hoje, usei o Google Tradutor na frase acima. 🙈
      Só que essa vontade de ganhar o mundo, na época soava mais ou menos como aquela vontade do garoto que sai do cinema querendo ser o Batman, ou da menina querendo virar a Cinderela... Soavam como coisas inalcançáveis.
      Quem nasceu na mesma época que eu, (façam as contas, não vou falar a década, ok?) sabe que as facilidades de hoje, com essa infinidade de informações, tecnologias, GPS e nichos de pessoas que compartilham os mesmos gostos, hobbies e principalmente valiosas informações e experiências, praticamente não existiam.
      Então tudo parecia ser algo distante ou até impossível, e a minha realidade era a de um garoto sem dinheiro, sem o Canal Discovery, sem informações, e que não tinha nem um gato pra puxar pelo rabo. Eu só tinha uma Bicicleta velha que ganhei de um tio, que só funcionava o freio traseiro e ainda tinha uma solda horrorosa no meio do quadro.
      Então, entre os estudos e espinhas, o tempo foi passando e aquele livro se perdeu no fundo do guarda-roupa.
      As responsabilidades, boletos, namoro, boletos, noivado, contas, casamento, móveis, faturas, filhos, carnês... vão chegando e tomando conta da sua vida. Alguns deles em proporções cavalares inclusive.
      De repente, eu tava chegando nos 40renta.
      Vira e meche, eu reencontrava o livro, pensava na vida, guardava o livro, e vida que segue.
      As vezes me pegava pensando: “Meu Deus, to aqui preocupado com o vencimento dos boletos, mas quem tá vencendo é minha vida, e vida não dá pra prorrogar, parceiro”.   E quem entra na casa dos ´enta´ , não sai mais... Quarenta,  cinquenta ...
      Quero deixar um parêntese aqui, antes que alguém tenha a impressão que eu não estava feliz com minha vida atual, ou infeliz com meu casamento, filhos etc... Muito pelo contrário, Sou eternamente grato a Deus pela família maravilhosa que tenho. Mas faltava pra mim, aquela cerejinha do bolo. Aquela conquista de fazer algo diferente.
      Um dia procurando qualquer coisa no guarda-roupas, achei o tal livro de novo. Fiquei olhando pra ele, pensando, remoendo... e então veio o estalo, decidi. Finalmente firmei um Contrato comigo mesmo, vamos conhecer San Pedro do Atacama. Isso foi a mais de 3 anos atrás.
      Hoje tenho 42 anos, Moramos em Maringá, interior do Paraná e temos um Renault Logan 1.0 ano 2012, batizado carinhosamente pelas crianças de BARTOLOMEU. É nosso pau pra toda obra, escola, trabalho, mercado, passeio, etc. Comprei ele já bastante rodado no final de Dezembro de 2017, mas estava bem conservado. 15 dias depois, Janeiro de 2018, já saímos para uma viagem com ele, e fomos conhecer o Uruguai.
      A ideia na época já era ir para o Deserto do Atacama, pois eu já tinha assinado aquele contrato comigo mesmo, só que adiamos porque uns amigos iam para o Uruguai de carro, já tinham tudo certo, roteiro etc,  e eu não me achava ainda tão maduro o suficiente para encarar as cordilheiras, e então resolvemos ir juntos para o Uruguai. País lindo, maravilhoso e tudo mais. Nossa primeira viagem longa de Carro.
      Na verdade o meu contrato já almejava o Atacama ainda em Janeiro de 2017, um ano antes do Uruguai, mas uns amigos iam para o Rio de Janeiro de carro e mudamos os planos, resolvemos ir juntos também.
      Já viram que sou muito influenciável né?! Preciso trabalhar mais isso. 🙈
      Mas o Rio de Janeiro é outra História, o Uruguai também e já estou me desviando muito do assunto. Foco Leandro, foco...
      No fundo, a gente camuflava a insegurança de ir pro Atacama sozinhos trocando de planos aos 45 do segundo tempo. Não que as viagens com os amigos eram menos interessante. Foram igualmente ótimas. Mas não era aquela conquista que eu queria, sabe? Atacama soava como algo épico, sei lá.
      Eu tinha um certo receio de atravessar as Cordilheiras e chegar ao Atacama com o Bartolomeu. É um carro baixo, pesado e com motor de carro popular.
      Ainda mais pelos seus Cento e tantos mil KM que ele já tinha na bagagem. Ele já tava ficando banguela. E as subidas que encontraríamos nas cordilheiras talvez precisasse de um carro mais jovem, bombadão.
      Vez ou outra eu lia alguns relatos de uns malucos que fizeram viagens parecidas com carro baixo, mas quase sempre são carros menores, mais leves, mais novos ou com motores mais potentes. O Bartolo era o contrário de tudo isso.
      Outro detalhe que me fazia esquentar a cuca é que eu estaria com filhos e tudo fica mais complicado caso dê algum problema na estrada, ou talvez alguém passe mau com alguma comida diferente, ou com a Altitude.
      Já pensou dar algum problema no Carro num lugar deserto, num país pouco conhecido e ainda com crianças? Não rola.
      Mas também, se eu fosse esperar o Momento Ideal, ter dinheiro suficiente para poder ir de avião, com o preço que pagaria nas passagens ida e volta, depois contratar agências de Viagens para os passeios, tudo multiplicado por 4? Não to podendo.
      Outra opção seria então esperar conseguir dinheiro para comprar um Veículo maior, mais novo, mais potente, quem sabe até algum com tração 4x4 né?
      Só que essas opções acima me fariam entrar numa hibernação do tipo ‘A Espera de Um Milagre’. E vocês com certeza conhecem muitas pessoas que vivem assim, esperando o Momento Certo para dar o primeiro passo.
      Só pra ilustrar melhor, minha mãe que também mora em Maringá, tem 64 anos e um sonho de vida, conhecer Foz do Iguaçu. Só que ela ainda não foi porque as condições ideais que ela imagina que precisa, ainda não surgiram. E são só 400KM daqui até lá.
      Então Leandro, toma Jeito. 
      Depois que voltamos do Uruguai, eu já tava deitando em viagens internacionais. Experiente e tudo. Então um dia olhei pro Bartolo, olhei pra Josi, fechei os olhos, estufei o peito, e falei:
      - Atacama 2019?
      - Bora!
      - Fechô!
      E então os preparativos começaram.
      Dai em diante minha vida meio que virou de cabeça.
      Agora eu só pensava nisso. Bitolado o tempo todo.
      Pesquisas e mais pesquisas, muitos cálculos de quanto preciso de dinheiro, quantos dias, rotas, curiosidades sobre os lugares que iriamos passar, vídeos no youtube etc etc etc...
      Se eu ouvia um Bom dia, eu já tava respondendo Buenos Dias.
      A vantagem de fazer uma viagem como esta viagem de carro, é que além de ficar bem mais barato, eu não ficaria preso à somente San Pedro de Atacama, pois teria todo o trajeto até chegar lá, e vi que tem lugares incríveis pelo caminho que valem a pena conhecer. E dá-lhe Google..
      Seguro Carta verde, Cambão, Salinas Grandes, Mau de Altitude, Laguna Miscanti, Pesos Argentinos, Seguro Soapex, Cartão de Crédito Internacional, Costa de Lipan, Filhos, Kit de Primeiros Socorros, roupas, folha de Coca, Seguro viagem, Humahuaca, Protetor Solar, Paso Jama... Meu Deus, era uma infinidade de informações pra assimilar e organizar.
      Fui alimentando um Check-List de tudo que precisaria providenciar. Entre tantos itens para me preocupar teve um que eu não abriria mão, um Pneu estepe Extra. Pois seriam centenas de quilômetros sem estrutura nas cordilheiras, sem posto de gasolina, sem civilização. Seria só nós, o vovô Bartolo e Deus. E já dizia o ditado: Quem tem dois tem Um. Quem tem um não tem Nenhum...
      -Preciso de um estepe extra!
      Mas eu também iria fazer a troca dos pneus atuais. Eles estavam menos de meia vida, e para uso na cidade ou viagens curtas até daria. Mas para o Deserto com certeza seria arriscado.
      Fiz um orçamento e os 4 pneus passavam dos Mil Reais. Era o preço. Pneus bons não são baratos.
      Dai, fui pesquisar no OLX para comprar um estepe Extra, poderia ser usado sem problemas. Dai que encontrei um anúncio de um Cara que estavam vendendo 4 pneus novos com rodas e tudo. O valor era metade do preço que eu iria pagar só nos pneus em uma loja. E Vinha com as Rodas já. Que LUCK hein Leandro. Já resolvia 2 Problemas, ficava com 4 Pneus Novos e usava um dos que já tinha como Estepe Extra.
       Lá dizia que as medidas da furação das rodas que vinham era 4x100. Até então eu nem sabia o que significava isso, só sabia que alguns carros usam rodas com 4 parafusos, outros com 5 e assim por diante. Pesquisei então as medidas das rodas do meu carro e eram exatamente 4x100 também. Que sorte de novo, hein Leandro. Liguei pro cara, e em menos de 1 hora eu já tava com as rodas e pneus novos em casa.
      Coloquei um pneu no porta-malas para ver o espaço que ocupava. Minha esposa não gostou nem um pouco, pois um pneu extra ocupava um espaço enorme. Mas fazer o que ? A nossa segurança falava mais alto. Então, com o bico deste tamanho, ela desistiu de levar o guarda-roupa todo.
      Fui até um borracheiro, e pedi que ele passasse os pneus novos para as rodas que ja estavam no carro, e consequentemente os pneus velhos nas rodas que vieram pois elas eram de Ferro e mais feias.  
      Uma outra coisa que eu queria muito, mas tava naquela indecisão, era de atravessar as Cordilheiras por um Caminho e Voltar por outro. A opção mais Curta, Sensata, econômica e Segura seria ir e voltar pelo Paso Jama, pois a pista é toda pavimentada desde a Argentina até o Chile e Relativamente mais movimentada. Outra opção e era a que eu queria, seria fazer a volta pelo Paso Sico, que dizem ter paisagens incríveis, mas a pista não tem pavimentação em um longo trecho na parte da Argentina, sendo toda de rípio, (tipo pedrinhas de construção) e bem mais deserta. Bem mais arriscado com certeza. Dizem que o rípio pode ser escorregadio em algumas situações, e que algumas das pedras são pontiagudas e podem cortar o pneu.
      Mas descidi sim ir por uma via e voltar por outra. Meio Loucura com as crianças eu sei. Mas eu tinha 1 Estepe extra, né?
      Desculpe, mas percebi que esse prefácio já tá grande demais, eu falo demais, e vocês já estão tendo paciência demais. Então sem mais delongas... vou pular pro dia da partida.
      >>FF>>
      Dia 06/01/2019 - 4hs – Madrugada de Domingo.
      .........
    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. 
      Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. 
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Então vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km.
      Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento.
      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. 
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      Câmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 triângulos de segurança;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile não fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formulário no computador.
      Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile.
      Não tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido".

      Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      Não tem custo.
      *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.
    • Por RoxaneOliveira
      Olá, pessoal!
      Alguém que tenha ido para Jujuy partindo de Foz do Iguaçu de ônibus pode me informar a viabilidade do Seguinte roteiro?
      19/06 - 23h (Véspera de Corpus Christi)  
      ✈️Chegada a Foz do Iguaçu para dormir;
      20/06 - Cataratas Brasil;
      21/06 - Cataratas Argentina;
      22/06 - Parque das Aves e outro passeio não definido;
      23/06 - partindo de CDE para Encarnación (Ruínas San Ignacio);
      24/06 - Encarnación x Asunción (aproveitar o entardecer;
      25/06 - Asunción;
      26/06 - Rumo à fronteira da Argentina e depois Corrientes. 15h 🚍;
      27/06 - Corrientes x Jujuy 🚆;
      28/06 - Jujuy x Tilcara, curtir o vilarejo;
      29/06 - passeio para Salina Grande;
      30/06 - Passeio para Montanha de Siete Colores;
      01/07 - Passeio para Quebrada;
      02/07 - passeio para Salta;
      03/07 - Saída cedo para Puerto Iguazu 30h de Viagem 🚌
      04/07 - Retorno para Foz do Iguaçu e partida para o Rio ✈️
      Sei que não é o suficiente e que faltaria muitas coisas, mas gostaria de saber se o essencial já atende. Foto para chamar a atenção e interessados 😂😂😂

    • Por Vicente Guimarães
      Norte da Argentina e Atacama
       
      Olá Amigos, estou iniciando este topico para trazer à vocês informações sobre a minha viagem com minha esposa à América do Sul durante o carnaval de 2013. Esta viagem passa por Argentina e Chile. O roteiro básico passa pelas cidades de Córdoba - Cafayate - Salta - Purmamarca - San Pedro de Atacama (Chile) - Salta - Córdoba. Cerca de 3.000Km.
       
      Fomos de carro alugado. Sei que muitos adeptos do mochilão torcem o nariz para esse tipo de viagem. Mas tem vários fatores que contam a favor: 1) Fiz e refiz as contas e o valor das passagens de onibus entre as cidades + taxis + custos dos passeios cobrado pelas operadoras estaria muito próximo do preço do aluguel do veículo + combustível. 2) com o carro poderíamos conhecer muito mais lugares, fizemos em 10 dias um roteiro que demoraríamos 20 dias sem carro; 3) conforto e liberdade de ir e vir a hora que quizer; 4) a possibilidade de ver paisagens belíssimas (que muitas vezes perdemos por estar viajando de ônibus à noite).
       
      Um exemplo claro, para um casal, em São Pedro do Atacama sai mais barato alugar um carro para conhecer as lagunas altiplanicas e o Salar de Tara do que pagar o preço do tour para estes lugares... Se vc estiver em um grupo de 4 ou 5 então... fica muito mais barato...
       
      Então, vamos aos relatos:
       
      Informações detalhadas no meu BLOG
       
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/
       
      Córdoba, ponto de partida da viagem, acabou sendo uma escolha obrigatória, isso porque era o único destino da Argentina que consegui passagens com 10.000 milhas. Culpa foi da minha total falta de planejamento, já que o esperto aqui decidiu fazer esta viagem de "sai carnaval!" de última hora. Mas até que a escolha acabou sendo ótima, e a partir de Córdoba iniciei o plano da viagem.
       

       
      O roteiro foi montado para uma viagem de carro, mas provavelmente se enquadraria à uma viagem de ônibus entre as cidades escolhidas. Mas, voltemos ao roteiro. Córdoba está próxima de algumas regiões muito visitadas no norte e oeste da Argentina, como Mendoza, Catamarca, Salta e Jujuy. Região ainda desconhecida por muitos brasileiros. A nossa decisão foi seguir ao norte, para Salta e depois atravessar ao Chile para conhecer o Deserto do Atacama a partir de San Pedro de Atacama.
       
      Cafayate é uma pequena cidade, o segundo pólo produtor de vinho da Argentina. Nosso desejo de conhecer Cafayate surgiu das dezenas de relatos na internet e de reportagens sobre a hospitalidade e beleza da cidade, além da reconhecida qualidade de seus vinhos. Além dos vinhedos, bodegas e restaurantes, bem próximo à cidade, existem atrativos naturais espetaculares como a Quebrada de Las Flexas e Quebrada del Rio de Las Conchas.
       

       

       

       

       
      Salta é o ponto de partida para quem quer conhecer o norte da Argentina. Como o nosso destino final é o Atacama, tivemos que deixar pouco tempo para esta belíssima região. Um dia para Salta e outro para Purmamarca e Tilcara (estas duas últimas distantes 25Km uma da outra).
       

       

       
      Em Purmamarca está localizado o Cerro de Las Siete Colores, são montes com cores espetaculares. É um daqueles lugares que você tem que ir conferir de perto... Em Tilcara fizemos a caravanas de lhamas e as ruínas Pulcara de Tilcara (antigas ruínas de uma civilização pré-colombiana). também fomos à cidadezinha de Iruya, encrutada nas montanhas a quase 4.000 metros.
       
      TILCARA
       

       

       
      PURMAMARCA
       

       

       
      IRUYA
       

       
       
      A partir de Purmamarca o plano foi seguir viagem ao Chile passando pelo Andes através do Paso Jama (4.800m). Passando por paissagens espetaculares da Cuesta del Lipan e do Salar Salinas Grande. A dica mais comum para "aturar" esta altitude é hidratação (bastante água) e o chá de folha de coca. Mascar as folhas e tomar o seu chá é uma tradição desta região altiplanica.
       
      Ah, outra dica, pode-se atravesser a fronteira com carro alugado. A reserva tem que ser feita com pelo menos 10 dias de antecedência (para a papelada) e paga-se uma taxa de US$100 a US$ 200, dependendo da locadara. A nossa locadora foi a Hertz, a reserva foi pela internet e foi onde conseguimos as melhores condições de preço e veículo.
       
      CUESTA DEL LIPAN

       
      SALAR SALINAS GRANDES

       
      PASO JAMA - COM NEVE EM FEVEREIRO

       
      San Pedro de Atacama é o point para conhecer os encantos do Deserto do Atacama. A maioria dos passeios e serviços turísticos estão nesta cidade. Os preços das hospedagens é salgado e foi difícil achar vaga nesta época, já que carnaval também é feriado para los hermanos chilenos e argentinos. As atrações mais conhecidas são o Salar de Tara, Vale de La Luna, Vale de La Muerte, Gesers del Tatio e as Lagunas Altiplanicas. Tinhamos apenas dois dias e com nosso carro conhecemos as lagunas altiplanicas e o Salar de Atacama, contratamos um tour para o Salar de Tara que não seria possível ir com nosso carrinho alugado.
       
      ADUANA EM SPA

       
      LAGUNAS ALTIPLANICAS

       
      SALAR DO ATACAMA E SUAS LAGUNAS

       
       
      De San Pedro de Atacama a viagem de volta á Córdoba foi longa... O primeiro trecho será até Salta. No outro dia, de Salta a Córdoba, mais 800Km. E fim da viagem.
       
      É isso,
       
      Informações detalhadas no meu Blog
       
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/


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