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CHAPADA DIAMANTINA -9 dias em junho/2015


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PRIMEIRO DIA

Saímos de Salvador às 5:30 e deixamos para tomar café no caminho. O único lugar que achamos foi na cidade de Candeias, no Restaurante Maria Antonia. O estabelecimento abre às 6:00 e tem um super café da manhã self servisse pago por kilo. Além do desjejum maravilhoso, tem uma estrutura fantástica e foi o melhor banheiro que vi durante toda viagem..rs.

Durante a viagem fizemos algumas paradas para esticarmos as pernas e outras necessidades. Depois de aproximados 430km rodados, por volta das 13:00 chegamos a Lençóis. Num carro 1.0, na gasolina, deu um tanque. A estrada BA 242 é péssima!!! Muitos buracos e muitos caminhões. Recomendo que este trajeto seja feito durante o dia.

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Chegando em Lençóis fomos procurar algum lugar para almoçarmos. Achamos um restaurantezinho no centro da cidade. Não vou me preocupar com o nome do local, pois não recomendo..rs. Porém, naquele momento serviu e resolveu nosso problema (fome). No centrinho você encontra muitas opções, vale a pena dar uma olhadinha antes de escolher. O prato feito gira em torno de 15,00. Particularmente sugiro que prove o suco de maracujá verde, encontrado facilmente por lá.

Após o almoço, fomos a Pousada Daime Sono, hostel que fica na Rua das Pedras, no centro de Lençóis. Foi uma surpresa desagradável! Embora o hostel seja bem avaliado no Tripadvisor, é furada! Foi o hostel mais caro de toda a viagem (40,00 a diária), o único que cobrava toalha e tem péssima estrutura. A pousada possui 3 banheiros, porém só 1 tem chuveiro quente. Dois desses banheiros ficam praticamente na cozinha e o terceiro banheiro fica no quarto superior. Os chuveiros são instalados em cima dos vasos sanitários. Nesta noite choveu e gotejava em cima das camas. Bom, mas era o que tínhamos. Deixamos as mochilas, nos trocamos e rapidamente fomos ao nosso primeiro passeio antes do por do sol, RIO SERRANO.

Do centro até o Rio Serrano é pertinho e pode ser feito a pé. Também se chega de carro até a entrada do parque. Tem estacionamento e não precisa pagar nada e não precisa de guia. Não pegue guia para este passeio.. realmente é um gasto desnecessário, pois a trilha é muito simples e bem marcada.

O rio é muito bonito e excelente para um banho. Bate sol direto. No correr do rio, se tem uma visão encantadora da cidade de Lençóis.

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Nesta mesma trilha tem o acesso ao SALÃO DE AREIAS que, sinceramente, não tem graça nenhuma.

Como já estava escurecendo e começou a chover, não fomos ao poço Halley e fomos embora.

A noite demos uma volta pelo centro de Lençóis e voltamos cedo para pousada com o pensamento na manhã seguinte.

Recomendo que conheçam a CASA DE LICORES DO SR. CLÓVIS na Rua das Pedras. Uma excelente pessoa e tem licores de diferentes sabores, típicos da região. A garrafinha pequena sai por 10,00 (comprei um de pimenta de cheiro com rapadura).

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SEGUNDO DIA

Levantamos cedinho, arrumamos as mochilas, já pusemos a roupa de banho por baixo e fomos a GRUTA DA LAPA DOCE, saindo de Lençóis sentido Palmeiras. Fica na cidadezinha de Iraquara e é muito simples de chegar, tem placa na rodovia informando a entrada. A ideia era irmos na Lapa Doce, depois na Torrinha, depois na Pratinha e encerrava o dia no Morro da Pai Inácio com o por do sol. Estas atrações são todas próximas, mas acabou não dando tempo e a Torrinha ficou pra outra oportunidade.

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Chegamos na GRUTA DA LAPA DOCE por volta das 09:30. Lá tem uma estrutura turística muito boa e logo veio uma moça muito simpática nos explicar os passeios. Todos os passeios são monitorados (obrigatório) e duram de 1h a 2h30 aproximadamente. Escolhemos o passeio completo que inclui alguns salões a mais onde você fica mais próximo das estruturas. É cedido capacetes para este percurso, pois há lugares mais estreitos também. Particularmente achei que valeu a pena.

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O lugar também tem um restaurante e acabamos almoçando por lá mesmo. Tem um bom preço e é sistema self servisse por kilo.

Já não chovia mais e como era mais de meio dia e na Chapada anoitece cedo (por volta das 17h e 18h), abortamos a Torrinha e fomos direto pra PRATINHA.

Muito fácil de chegar. Fica numa fazenda (propriedade particular) e há placas pelo caminho indicando a direção.

Chegando na fazenda, um cara já vem te receber antes mesmo que atravesse o portão. É cobrado o valor de 20,00 por pessoa e, para controle, ele entrega uma pulseirinha, tipo aquelas de balada..

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Ao chegarmos, há outra pessoa que te recebe e explica todos os serviços realizados na fazenda. Tem tirolesa, fotos subaquáticas, massagens, etc. Na fazenda também fica a GRUTA AZUL que não paga nada para ir vê-la e não é permitido flutuação. Como chegamos por volta das 14h, fomos direto a Gruta Azul para pegarmos ainda a incidência dos raios solares, o que deixa a Gruta ainda mais bonita.

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A trilha para esta gruta é super simples, qualquer criança faz.. curta e sem esforço físico.

Após todas as fotos possíveis fomos ao rio de águas transparentes, cheio de peixes e excelente para banho. O rio é raso e não há correnteza.

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Há lanchonete na beira do rio com cadeiras, mesas e guarda sol o que te permite passar o dia na fazenda. Não era o nosso caso... nós curtimos até o último segundo e saímos às 16:30 correndo para o MORRO DO PAI INÁCIO.

Para chegar ao Morro, a subida é feita boa parte de carro. Detalhe: só pode subir até 17:00, após esse horário não pode subir mais. Onde começa o acesso a pé, tem uma casinha onde você assina o livro e paga 5,00 por pessoa. A subida não é guiada e nem precisa. Tranquila. Mas, nós subimos correndo porque o sol já estava bem baixo. Em ritmo normal, a subida leva uma média de 30min. Não sei quanto tempo levamos, mas sei que às 17:20 estávamos no alto, no lugar mais esperado da Chapada, no cartão postal do parque!

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Não tivemos muito tempo lá em cima por conta do avançado da hora.. o sol já estava se pondo e não demorou muito a escurecer.. Pra descer precisamos por vezes da ajuda da luz do celular ou lanterna. Mas valeu e ficou o “gostinho de quero de novo” rs. E daríamos então um jeito de encaixarmos o Morro neste roteiro novamente e sem correria. Mas, não me arrependo não de ter feito tudo isso neste dia.

Pegamos o carro e fomos para o Vale do Capão, onde passaríamos a noite no ALBERGUE DO KATATAU. Obs: a estrada é terrível! Muito esburacada, de terra batida, sem iluminação e sem sinalização. Parece não ter fim...

Quanto ao albergue, conseguimos contato com o Katatau pelo facebook https://www.facebook.com/AlbergueDoKatatau?fref=ts . Ele não tem blog, site e nem avaliações no Tripadvisor (eu não achei). Os depoimentos no face eram bons e as fotos também agradaram. A diária ficou 35,00 com café da manhã, roupa de cama e banho inclusos. Tem wifi (wifi nível Chapada... devagar, mas até que vai), chuveiro quente.. Os quartos não são grandes e sua maioria é para 3 pessoas com banheiro. Eu recomendo.

Conversamos com o Katatau e falamos que no dia seguinte programamos de fazer a Cachoeira da Fumaça e precisaríamos de um guia. Ele nos arrumou imediatamente o sr. Tião.

Fomos jantar na cidade (até dá pra ir pé do albergue, mas é melhor de carro) e fomos a PIZZARIA DOIS SABORES, na pracinha. Sim, chama Dois Sabores porque só tem dois sabores: um doce e um salgado. Os atendentes são muito simpáticos e as pizzas valem a pena. Preço razoável.

 

TERCEIRO DIA

Apesar de termos combinado o café da manhã para às 8h, só ficou pronto mesmo às 9h. O sr. Tião já estava no Albergue e fechou o roteiro conosco.. simples, fechamos a CACHOEIRA DA FUMAÇA e, se desse tempo, a Cachoeira Angélica. Nosso grupo era de 13 pessoas e fechamos por 10,00 por cabeça a Fumaça e daríamos mais 5,00 cada se fôssemos até a Angélica.

O café da manhã estava perfeito. Demorou, mas foi o melhor que tomei na Chapada, pois sustentou bem.

Às 10h já estávamos na rua e paramos rapidamente no mercadinho para abastecermos as mochilas, já que nosso passeio duraria o dia todo.

Entre 10:30 e 11:00 começamos a trilha. A trilha fica na mesma rua do Albergue, foi fácil de chegar.

Na entrada existe uma associação e um funcionário explica sobre a trilha e você pode colaborar com a manutenção do espaço doando qualquer quantia. Este ponto de apoio conta com banheiros e água potável.

A trilha é considerada moderada e leva uma média de 3h. É tranquila no que diz respeito a agilidade, mas exige um pouco de fôlego na ida, pois é subida. Mas, vale cada gota de suor...

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No retorno, paramos comer pastel de jaca, numa casinha logo abaixo da associação. Recomendo o pastelzinho com caldo de cana que vai muito bem depois de andar tanto.

Pegamos o carro e seguimos estrada a Ibicoara. Este era nosso percurso mais distante. Nos hospedamos na POUSADA DU MÁRIO (77-9195-7718), no centro de Ibicoara.

Fomos muito bem recebidos pelo sr. Mário e sua esposa. Imediatamente o sr. Mário nos indicou o guia sr. Reis, da ACVIB que fechou com o nosso grupo o passeio a Cachoeira do Buracão.

A pousada possui quartos para 4 pessoas, sendo uma cama de casal e uma beliche em cada dormitório. Tem banheiro. O gps leva certinho até o local. De lá dá pra fazer tudo a pé no centrinho.

Os guias em Ibicoara cobram uma média de 150,00 e depende do passeio. Cada guia também tem um limite de pessoas por guia (não me lembro exatamente se 6 ou 8 ).

QUARTO DIA

Levantamos cedo e tínhamos combinado às 8:00 com o nosso guia. Ele trouxe outro guia, Ramon para nos acompanharmos.

Da pousada até a trilha, ao Parque do Espalhado, leva quase uma hora em chão de terra. É necessário pagar uma taxa de 6,00 por pessoa, que acerta logo na entrada.

A Cachoeira do Buracão, ao contrário do que muitos pensam, não faz parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina e tem cuidados municipais.

A trilha é tranquila e leva cerca de 1h, 1h30, sendo a maior parte do tempo plana. No caminho a gente passa por outras duas cachoeiras (das Orquídeas e do Recanto Verde), onde paramos em uma na volta para um banho (das Orquídeas).

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Quando alcançamos o rio, já ouvindo o barulho da cachoeira no meio dos cânions, o guia distribui os coletes e nos dá instruções para chegarmos até a cachoeira. Sim, só se chega a nado lá.

Antes de viajar, minha maior dúvida era com as coisas, as mochilas. Pois bem... as mochilas e roupas ficam num lugarzinho separado que o guia indicará. Geralmente os guias carregam um saco estanque para que possas guardar coisas de valor. Eu levei o meu e pude carregar carteira, máquina fotográfica e celular.

O percurso a nado é curto, porém estava com uma considerável correnteza. Nos dias que antecederam nossa viagem, havia chovido bem e pegamos todas as cachoeiras cheias.

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É inexplicável a sensação de ver a CACHOEIRA DO BURACÃO! Foi incrível! Deu nó na garganta de vontade de chorar. Divina!

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Os respingos são fortes, então para fotografar, só com gopro ou proteção nos eletrônicos. Para chegar até a cachoeira é tranquilo, mas para curtir o banho no poço, é bom que saiba nadar, pois a correnteza é forte e o local é bem fundo, o que também permite saltos..rs.

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Curtimos um pouco e pegamos a trilha de volta.

O guia nos levou até a queda da cachoeira por cima e fomos presenteados com um belo arco-íris no topo do cânion.

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Então paramos para mais um banho na CACHOEIRA DAS ORQUÍDEAS e seguimos para a pousada.

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Combinamos com o sr. Reis sobre a Fumacinha. Ele desconversou e disse que o guia Ramon o faria conosco. Ao invés de nos incentivar, Ramon foi bem estúpido, mas, naquela altura do campeonato, era o que tínhamos.

Combinamos 4:30 o café da manhã e 5:00 com o nosso antipático guia. Então já deixamos as mochilas arrumadas, pois após a trilha, já seguiríamos para Mucugê.

 

QUINTO DIA

Sr. Mário já estava de pé e nosso café da manhã estava pronto no horário. Ramon também chegou na hora combinada. Carregamos os carros e passamos no caminho pegar o outro guia, o Aristóteles. Este sim eu recomendo. Profissional, experiente e te passa segurança.

Bom, chegamos na trilha da Fumacinha e a começamos por volta das 6:45.

Começamos com 13 pessoas e 5 de nós desistiu. O nosso guia Ramon era muito ruim e ele ficava no fim do grupo, pois notamos que não tinha experiência nem tampouco conhecia o caminho. Eu fui uma das que desistiu.. o mal humor do querido guia conseguiu atingir parte do grupo. A trilha exige muito, muito esforço físico, cuidado, atenção e bons calçados. É feito integralmente pelo leito do rio e sob pedras lisas e escorregadias, exigindo muitas vezes que se pule. Também há trechos de ‘escalada” onde precisa-se de apoio das mãos e pés pelos cânions. O detalhe é que se escorregar e cair, pode ser mui, muito perigoso, pois é alto. Com todo este grau de dificuldade, ir com um guia de mal humor, não rolava. Então, eu preferi não seguir com o grupo.

No retorno ao carro, encontramos com um casal que também estava desistindo da trilha. Conversamos com o casal e o guia que os acompanhava e combinamos imediatamente a trilha da CACHOEIRA DO LICURY.

Nós cinco do nosso grupo, pegamos o carro e seguimos o casal com o guia. A outra cachoeira não ficava distante, levamos aproximadamente 30min.

A Cachoeira fica numa fazendinha, cuidada pelo sr. Lero. Lá a gente paga uma taxa de colaboração de 5,00 por pessoa.

A trilha começa com descida, mas também tem muita subida, pedras escorregadias, riozinho pra atravessar... tem de tudo...rs.

Estávamos com o guia BIDULA ou Noábio (77) 9194-9205. Muito atencioso! Nos ajudava na trilha, soube explicar sobre plantas locais, nos apresentou a sempre-viva, típica da região.

Nosso percurso começou com a Cachoeira do Licury e terminou na CACHOEIRA DAS RAÍZES.

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Este roteiro durou até 17:00 quando retornamos ao carro e voltamos ao início da trilha da Fumacinha, encontrar o restante do pessoal.

Volto a ressaltar: não contem com o Ramon pra Fumacinha. É totalmente inexperiente. Desconfiamos que o mesmo não possui licença para esta função. É totalmente despreparado.

Após o retorno do pessoal da Fumacinha, deixamos os guias na cidade, jantamos em Ibicoara mesmo e seguimos viagem para Mucugê.

Em Mucugê dormimos no CASARÃO HOSPEDAGEM E CAMPING https://www.facebook.com/profile.php?id=100001705332036&fref=ts . O local fica bem no centro da cidade, muito fácil de achar. Pertinho tem um Banco do Brasil.

Realmente é um casarão com um espaço muito bom pra camping também. Bons banheiros e chuveiros. As camas são muito boas. A dona, Luzia é muito atenciosa e estava nos esperando.

 

SEXTO DIA

Devido ao imenso cansaço físico destes últimos dias, resolvemos abortar o Poço Encantado para descansarmos um pouco mais. O Poço Encantado fica em Itaetê e não é permitida a flutuação. Os melhores horários de visitação são praticamente os mesmos do Poço Azul.

Então acordamos mais tarde, novamente arrumamos as mochilas e após um simples e delicioso café da manhã pegamos a estrada e fomos conhecer primeiro o CEMITÉRIO BIZANTINO.

O cemitério é um lugar incrível no pé da serra, chamado de Cemitério de Santa Izabel. Ele foi construído devido a uma forte epidemia de cólera que assolava a Bahia. Recebe o nome de bizantino devido a seus túmulos remeterem a formas arquitetônicas da época bizantina (que vai de 667 a 1453 D.C.). São túmulos que imitam fachadas de igrejas, todos brancos.

O Cemitério está na beira da estrada, na entrada da cidade de Mucugê. Fácil de chegar. Aliás, quando chegamos a noite, de longe pudemos avistá-lo.

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Esta visita foi rápida e por pura curiosidade mesmo. Logo pegamos a estrada e seguimos para Itaetê, sentido Andaraí para o POÇO AZUL, outro cartão postal da Chapada.

Na estrada tem uma placa que indica a entrada. Aí você anda muito, sempre reto.. muito mesmo, tipo uns 18km e numa bifurcaçãozinha, se mantenha a esquerda e continua reto. Vai passar por uma vilinha e vai atravessar algumas porteiras, como se tivesse invadindo propriedade. O Poço fica em propriedade privada e você vai de carro até chegar a beira de um rio. Lá terá um canoeiro que cobra 5,00 a travessia ida e volta. Chegando do outro lado tem uma estrutura turística bacana e você paga uma taxa de 20,00 com direito a flutuação e equipamentos.

Para acessar o poço existe um limite de pessoas por vez, mas conseguimos descer os 13 de uma vez. Antes de descer um instrutor explica os procedimentos e temos que tomar uma ducha, pois qualquer química em nosso corpo, como protetor solar, repelente, pode influenciar na preservação do poço. A flutuação, infelizmente tem tempo determinado e gira em torno de 20 a 30 minutos.

Chegamos no poço mesmo por volta das 14:30, 15:00. Pegamos o finzinho dos raios solares incidindo nas águas transparentes e azuis do poço. É incrível! Emocionante!

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Depois desta maravilha, seguimos para VILA DE IGATU. A vila fica próxima a Andaraí e é conhecida como a Machu Picchu Baiana (SQN...rs) por suas ruínas da época do garimpo. Há uma “cidade fantasma” que preserva essas ruínas de pedras. Há também um museu a céu aberto que parece ser muito interessante. Infelizmente não tenho fotos disto tudo que relato, pois já tinha escurecido e não conseguimos visitar direito e tampouco fotografar. Lamentamos muito termos ido tão tarde. Demoramos porque na saída do Poço Azul, resolvemos almoçar por ali mesmo e devíamos ter deixado para almoçar em Igatu. Mas, tá bom.

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Em Igatu tem ótimos restaurantes e várias opções. Bons preços e a vila toda é de uma doçura fantástica. É um lugar que vale a pena conhecer e também vale a pena se hospedar. Resolvemos jantar por lá mesmo.

Saciados, seguimos para Andaraí, rumo ao Hostel Donanna ( http://www.donannahostel.com/ ). Foi tranquilo de achar, fica no centro, na rua de uma famosa sorveteria.

A dona do hostel é a Carol, uma simpatia de pessoa. Julio é guia e também ajuda com dicas de passeios. Carol tomou o cuidado de nos questionar sobre restrições alimentares antes de preparar o café da manhã. Nos apresentou todos os cômodos da casa e nos deixou muito a vontade.

Foi o melhor hostel que ficamos, sem dúvidas. Fez a diária por 35,00 com café da manhã e a roupa de cama e banho, inclusas na diária foram as mais limpas que vimos na Chapada..rs. Os dormitórios são mobiliados com triliches, mas pudemos colocar os colchões no chão para não termos que escalar pra dormir..rs. Tem ar condicionado nos dormitórios!!!! Foi uma noite de descanso com muito conforto.

 

SÉTIMO DIA

Logo de manhã, no horário combinado, o café estava deliciosamente servido. Notava-se o carinho no preparo e disposição dos alimentos. Enfim, muito bom.

Cogitamos cancelar nossa diária na Daime Sono em Lençóis e ficarmos mais um dia em Andaraí, considerando todo conforto e hospitalidade que tivemos e é pertinho de Lençóis, o que não interferiria em nosso roteiro. Mas, a Daime Sono não quis devolver nem metade do valor já pago e, descontentes, demos sequencia em nosso roteiro. Então arrumamos novamente as mochilas e partimos para um dia de passeio tranquilo, muito recomendado para família: PANTANAL MARIMBUS.

Tínhamos visto na TV que Marimbus também tem um recanto de borboletas, mas não sabíamos que era só no verão, mas tá bom.

A entrada pro pantanal fica na estrada Andaraí/Lençóis e tem placa indicando. Na beira da estrada tem uma casinha, uma vendinha onde você acerta o passeio. A moça já vê quantas pessoas são e chama os remadores. Nos cobrou 20,00 por pessoa.

São de 3 a 4 pessoas por barquinho. Os remadores explicam um pouco sobre o local e a gente pode apreciar a linda paisagem. Em determinado momento encostam os barcos para um banho de rio. Ao todo o passeio dura entre 1h30 e 2h.

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No retorno, a moça da vendinha tinha feito esfihas fresquinhas, quentinhas com água de coco gelada!!

De lá, já meio dia e pouco, seguimos para Lençóis, rumo ao RIO MUCUGEZINHO E POÇO DO DIABO, tudo na mesma reta de estrada. Há placa sinalizando direitinho.

Na entrada do acesso ao Rio Mucugezinho e Poço do Diabo, há um restaurante com um bom preço para almoço. A trilha de acesso ao rio Mucugezinho é tranquila e curtinha. Um lugar delicioso para relaxar com um banho gelado. Nas encostas você vê macaquinhos.. o pessoal também encontrou uma cobra, mas eu não a vi.

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Acabei optando por ficar no Mucugezinho mesmo, onde tava um sol super agradável. Mas, a trilha do Poço do Diabo é seguindo por mais uns 15, 20 minutinhos, por vezes pulando em pedras grandes. Disseram depois que o bom mesmo é ir ao Poço no período da manhã quando o sol bate lá. Costuma-se ter rapel e tirolesa no Poço, mas neste dia não tinha.

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Já quase fim do dia, fomos a Lençóis, novamente passaríamos a noite na Daime Sono.

O dia seguinte seria Cachoeira do Mosquito, mas estávamos quebrados e resolvemos optar por um dia livre para curtirmos a cidade e decidimos apenas fazer novamente o Morro do Pai Inácio.

Nesta noite jantamos no Restaurante Quilombola na Rua das Pedras e recomendo o local.

 

 

OITAVO DIA

Acordamos sem pressa, tomamos café e fomos ao Morro do Pai Inácio novamente, desta vez sem correrias pro pôr do sol. No caminho, na estrada há um orquidário e também fomos conhecer... não vale muito a pena não, sinceramente é dispensável.

O restante do dia foi livre.. estávamos realmente muito cansados dessa jornada toda e pudemos dar uma volta na cidade, comprar bugigangas e etc.

A noite jantamos muito bem no Restaurante El Jamiro, muito bom! Massas deliciosas e um mojito saborosíssimo!

 

NONO E ÚLTIMO DIA

Infelizmente a viagem acabou aqui. Levantamos cedo e saímos de Lençóis por volta de 5:15. Com poucas paradas, chegamos a Salvador por volta de 11:30.

 

DICAS A RESSALTAR

1- Ande com dinheiro trocado, lá são pouquíssimos lugares que aceitam cartão e quase não há agencias bancárias (só Banco do Brasil e Bradesco em algumas cidades).

2- É bom definir o roteiro e contratar um guia antes de ir e não arrumar um na hora como fizemos.. pode ser que você encontre um Ramon (ruim) no seu caminho. Por isso fiz questão de deixar aqui os contatos.

3- Abasteça sempre que vir um posto, pois você nunca sabe quando encontrará o próximo.

4- De salvador a Lençóis há pedágios.. 3, se não me engano (pra ir, mais 3 pra voltar).

5- Saco estanque foi muito útil!

6- Para as trilhas, botinha é melhor que tênis que é melhor que chinelo.

7- Compre o mapa de estradas do parque. Custa 20,00 e ajuda pra caramba!

 

ROTEIRO REALIZADO

 

 

 

Natália Endo

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  • 2 semanas depois...

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Natalia, fotos lindíssimas das paisagens e você se preocupa inclusive em fotografar as placas informativas. Isto é muito bom!

Fornece informações importantíssimas de horários e suas limitações. Você expressa em sua magnitude as

emoções sentidas "Deu nó na garganta de vontade de chorar. Divina!" e consegue através de fotos fazer o leitor viajar

e ter a pulsação acerelerada... "Nadando pelos cânions para chegar a cachoeira". Fez um excelente uso de foto panorâmica

e o seu quadro roteiro no final foi muito bom. Também, excelente, a lista do que levar... resumindo, eu ainda não conheço a Chapada

Diamantina, mas quando for, farei um intenso uso de seu relato e dicas, parabéns e valeU!

 

Hilton

Vitória - ES

Tumucumaque, a floresta! Um sonho realizado!

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Natalia, fotos lindíssimas das paisagens e você se preocupa inclusive em fotografar as placas informativas. Isto é muito bom!

Fornece informações importantíssimas de horários e suas limitações. Você expressa em sua magnitude as

emoções sentidas "Deu nó na garganta de vontade de chorar. Divina!" e consegue através de fotos fazer o leitor viajar

e ter a pulsação acerelerada... "Nadando pelos cânions para chegar a cachoeira". Fez um excelente uso de foto panorâmica

e o seu quadro roteiro no final foi muito bom. Também, excelente, a lista do que levar... resumindo, eu ainda não conheço a Chapada

Diamantina, mas quando for, farei um intenso uso de seu relato e dicas, parabéns e valeU!

 

Hilton

Vitória - ES

Tumucumaque, a floresta! Um sonho realizado!

tumucumaque-a-floresta-um-sonho-realizado-t105967.html

 

Puxa, Hilton!! Muito obrigada! Fiquei emocionada com seus elogios. Fico feliz e lisongeada que vc tenha compreendido desta forma, pois a emoçao que a Chapada nos causa é quase indescritivel.

Obrigada mais uma vez.

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  • 3 meses depois...
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Natalia, muito bom seu relato!!!!! Muito completo!!!!

Esta ajudando bastante no meu roteiro!!

 

Só uma duvida...na fazenda pratinha, existem duas grutas? A gruta azul e a gruta pratinha? Pq andei lendo que tem uma gruta na fazenda que da pra mergulhar (chamaram de gruta pratinha), e vc falou dessa gruta azul e q n eh permitido entrar nela..

 

Abraço!!!

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Natalia, muito bom seu relato!!!!! Muito completo!!!!

Esta ajudando bastante no meu roteiro!!

 

Só uma duvida...na fazenda pratinha, existem duas grutas? A gruta azul e a gruta pratinha? Pq andei lendo que tem uma gruta na fazenda que da pra mergulhar (chamaram de gruta pratinha), e vc falou dessa gruta azul e q n eh permitido entrar nela..

 

Abraço!!!

 

Oi Romero! Que bom que pude ajudar!

Na Pratinha são duas grutas sim. A Gruta Azul é só pra tirar foto..rs. Mas a Gruta da Pratinha tem flutuaçao, mas paga. Eu nao fiz, mas dois amigos do grupo fizeram e adoraram.

 

Ah, antes de vc ir, procure saber desse incendio triste, devastador. Ate o dia de hj, o incendio nao estava controlado.

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  • 2 meses depois...
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Excelente relato, Natalia! Ótima alternativa quando desistiu da fumacinha. Tomara que da próxima vez vcs tenham mais sorte com guia.

 

Eu estou planejando ir em abril para a Chapada Diamantina, possivelmente com um amigo. O que tá pegando no roteiro é que não estaríamos de carro já que dividir pra 2 fica muito caro. Como vcs formaram esse grupo de 13 pessoas?

 

Se chegarmos em Lençóis na hora do almoço como vcs conseguimos achar pessoal de carro querendo fechar grupo? Vamos precisar de sorte ou é comum ter pessoal em Lençóis querendo fechar grupos sem ser agência?

 

Queremos visitar Buracão, Fumacinha e Fumaça também, mas tá difícil planejar sem carro. Você consegue ajudar a gente??

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Oi André, que bom que gostou.

Sabe, passado este tempo todo ja, Fumacinha é questão de honra, voltarei com certeza e hoje me sinto bem mais segura..rs mas adorei a Licury..rs

Bom, o grupo eu montei aqui no mochileiros. Eu postei qual era minha ideia e o que eu queria fazer. Tb deixei claro que eu queria conhecer o maximo da Chapada no menor tempo e dinheiro. Teve mta gente que tava a fim da travessia do Paty e montaram outro grupo.

Em Lençois vc encontra gente pra grupo sim, principalmente pra Fumaça, pois o Vale do Capao é perto. Buracão e Fumacinha fica longe.. tipo umas 3h e ja nao sei te dizer se é tão facil quanto. Mas mesmo assim ainda sugiro que ja va com um grupo definido. Desta forma, vc otimiza bastante seu tempo.

Dicas para montar o grupo:

- Tenha definido o que vc quer conhecer (lembrando que vc ta indo por vc e vc nao é agencia, entao o roteiro é seu e vc nao vai passar vontade, apenas ta dividindo seu sonho com.a galera pra ficar mais barato pra todo mundo)

- Tenha definido tb suas datas de ida e volta (assim todo mundo se organiza e ja te fala de cara se da ou nao da)

- Monta um grupo no wats, mas so coloca qdo vc souber que a pessoa vai mesmo (pq no começo eu botava qq um que falava que queria ir.. de repente vc tem um grupo com uns 30 que nao sabem o que fazer da vida e eh mais um grupo que vai ficar buzinando piadinhas e outras coisas desnecessarias no seu celular.. eu fiz uma limpa numa hora e foquei o negocio.. ai começou a andar direito e eu so adicionava quem dava certeza..rs)

- Se vc nao tem o dom da madeiaçao de conflitos, nao invente um grupo grande pra mtos dias (pq certamente vai ter fofoca..rsrsrs pra dar certo, precisa de paciencia e levar em consideraçao o que cada um quer qdo for montar o grupo, ou seja, busque pessoas que estao na mesma vibe que vc da viagem)

Tem outras dicas, mas essas sao as principais..rs

Meu, vc arruma facinho mais 2 pessoas aqui no mochileiros e fecha um carro (nao coloca 5 num carro pq essas cachoeiras que vc quer, as 3 precisam obrigatoriamente de guia e vc precisa leva-lo com vcs).

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