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Mini Guia do Mochileiro em Maceió


PedroPedri

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Pedro, boa noite, li seu guia e achei otimo, obrigada, mesmo assim continuo com muitas duvidas, qual a melhor praia para ficar? gostamos de praia calma sem bagunça de barracas.

Obrigada

::sos::

 

Para estadia ou para passar o dia?

 

Estadia eu te aconselharia o Francês (não é em Maceió, mas a viagem de carro dura em torno de 20-30min) que, apesar da presença de barracas, é bem tranquilo nos fins de semana, além de ter uma área da praia (onde há ondas, logo, o banho é impróprio para quem não tem tanto contato com o mar) onde não há presença de barracas, com exceção de uma (que foge da loucura das barracas mais tradicionais). Digo o Francês para estadia pois é onde é melhor servido de opções para pernoite, indo de camping à hotel de luxo, então, independente do seu orçamento e estilo de viagem, vai te agradar.

 

Para passar o dia eu te aconselharia qualquer uma do litoral norte com exceção da praia de Paripueira. Também há opções de hotéis, pousadas, etc, mas na maioria das praias não haveria tanta variedade quanto no Francês, além do que as praias do Litoral Norte são bem distantes da cidade, então, mesmo que estejam de carro, vai ser meio chato, pra não dizer impossível, de curtir a noite da cidade. Caso consiga estadia nas áreas de Riacho Doce e Garça Torta, seria a situação perfeita, pois une a tranquilidade do ambiente com a proximidade da cidade já que estão em áreas urbanas periféricas (ainda fazem parte de Maceió).

 

Espero ter ajudado!

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O objetivo desse mini guia Maceió by Pedro é ajudar os forasteiros incautos a conhecer mais sobre Maceió/AL. O tópico será editado uma vez por semana com atualizações de novas atrações, média de valor

Para estadia ou para passar o dia?   Estadia eu te aconselharia o Francês (não é em Maceió, mas a viagem de carro dura em torno de 20-30min) que, apesar da presença de barracas, é bem tranquilo nos

Fiquei 5 dias em Maceió nesse carnaval, sei que não fui na melhor época do ano, mas era única disponivel, e vou tentar resumir aqui e deixar algumas dicas De verdade não gostei de nenhuma praia centr

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Obrigada Pedro,

Então, normalmente não saímos a noite, preferimos aproveitar ao máximo as praias durante o dia, no Riacho doce as praias são calmas?

vi Frances mas parece que é mais para surfista, queríamos praias de aguas calmas.

Paripueira achei pousadas com preços bons, pq não aconselha?

Sempre que viajamos acordamos o mais cedo possivel e voltamos para o hotel lá pelas 20/ 21 h de forma a acordar cedo de novo no dia seguinte.

Até pensamos em locar um carro, porém queremos fazer uso do transporte coletivo, é difícil?

Estivemos há pouco em porto seguro e fizemos tudo de transporte coletivo, foi fácil.

 

o que vc acha de 2 dias no litoral Sul, Frances como base, chegando a foz do são francisco, tem como?

depois iriamos para paripueira como base ou ir direto para Maragogi.

Retornando ficariamos no centro ou perto

Temos 7 dias completos.

Iremos de 09/06 voo chega as 4h ou 5h voltando dia 16 a tarde.

Lemos tanto que ainda não conseguimos decidir.

Queremos conhecer e aproveitar as praias, vida noturna não nos interessa muito.

 

Abraços

E novamente muito Obrigada

Kelly

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  • Membros

Riacho doce e Garça Torta são praias calmas sim, com exceção de alguns poucos dias loucos em que a maré sobe acima do nível dos corais e as ondas conseguem chegar até a praia. Mas em 99% do tempo são sim praias muito calmas, com poucos bares de praia, todos muito tranquilos também.

Francês não é praia só de surfista, como lhe escrevi, a praia é dividida entre a área em que há ondas e a parte protegida pela barreira de corais onde a maré é calma. No entanto, a área calma é justamente onde ficam as barracas, então se querem fugir dessa coisa mais movimentada E querem ficar na área onde a maré é mais calma, vão para o francês dia de semana, quando tem poucas pessoas na praia.

Paripueira não é do meu agrado pois as águas são muito quentes, a água não é clara e não é muito o meu estilo de praia. Muita gente, muito barulho. Não curto muito.

Transporte coletivo não vai ser um problema muito grande se estiverem em Maceió, mas caso estejam em outra cidade e queiram conhecer praias em outros municípios, talvez se mostre um problema sim, pois teriam de vir até Maceió, para pegar outro ônibus até o próximo destino. Então, se estiverem com o roteiro bem organizado, e não se preocuparem tanto em perder um pouco mais de tempo no transporte, é um problema que pode ser contornado. Mas te digo uma coisa: se estiver viajando com mais outras 3 pessoas e quiserem conhecer várias praias, especialmente do litoral norte, o aluguel do carro vale à pena, pois para se chegar em boa parte das praias do litoral norte, o transporte coletivo é escasso, e ainda assim caro. Para ir à Maragogi por exemplo custa em torno de 30-40$ por pessoa (só a ida).

NÃO COMPARE MACEIÓ COM PORTO SEGURO. Maceió é uma capital e provavelmente a maior parte das praias que vocês irão, nem ficam em Maceió, e sim nos outros municípios de Alagoas. Desculpa o CapsLock, mas a impressão que dá é que a maioria das pessoas acha que Maceió é Pipa, Porto Seguro, Porto de Galinhas... Maceió é uma capital minha gente, vamos deixar de achar que o nordeste é só praia e que tudo aqui é feito sendo pensado no turismo. Como toda cidade, enfrenta sérios problemas de transporte coletivo. Ainda é possível a utilização dele, mas é um pouco mais complicada. De toda forma, aconselho à utilizar o app CittaMobi quando vier, pois ele te ajuda muito com os horários dos ônibus.

Quanto à ida para a Foz usando Francês como base, acho válido, mas no lugar de vocês eu estabeleceria a base um pouco mais ao sul, Coruripe, na praia de Lagoa do Pau, talvez.

Para conhecer o litoral norte eu estabeleceria Japaratinga como base, por ser mais ao norte e mais barato que Paripueira.

 

Qualquer dúvida, manda um whatsapp. 82991150246

 

Obrigada Pedro,

Então, normalmente não saímos a noite, preferimos aproveitar ao máximo as praias durante o dia, no Riacho doce as praias são calmas?

vi Frances mas parece que é mais para surfista, queríamos praias de aguas calmas.

Paripueira achei pousadas com preços bons, pq não aconselha?

Sempre que viajamos acordamos o mais cedo possivel e voltamos para o hotel lá pelas 20/ 21 h de forma a acordar cedo de novo no dia seguinte.

Até pensamos em locar um carro, porém queremos fazer uso do transporte coletivo, é difícil?

Estivemos há pouco em porto seguro e fizemos tudo de transporte coletivo, foi fácil.

 

o que vc acha de 2 dias no litoral Sul, Frances como base, chegando a foz do são francisco, tem como?

depois iriamos para paripueira como base ou ir direto para Maragogi.

Retornando ficariamos no centro ou perto

Temos 7 dias completos.

Iremos de 09/06 voo chega as 4h ou 5h voltando dia 16 a tarde.

Lemos tanto que ainda não conseguimos decidir.

Queremos conhecer e aproveitar as praias, vida noturna não nos interessa muito.

 

Abraços

E novamente muito Obrigada

Kelly

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  • 3 semanas depois...
  • Membros

Pedro, muito obrigada pelas suas dicas!

Irei para Maceió na primeira semana de agosto e já temos um "roteiro": chegaremos em Maceió, alugaremos um carro e iremos direto para Recife. De lá desceremos até retornarmos para Maceió. Já fechamos as pousadas e também já temos mais ou menos os lugares que gostaríamos de visitar.

Entretanto, andei lendo sobre as estradas e a segurança. Sinceramente acho que as informações que chegaram até mim estão exageradas, mas queria algumas dicas suas: as estradas são tão terríveis assim? Dirigir durante o dia é tranquilo? Além disso, como é em relação a assaltos e segurança? Você tem alguma dica especial para esse passeio especificamente?

Desde já agradeço muito seu post e se puder ajudar com essas informações, seria incrível!

Muito obrigada! =)

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  • 2 semanas depois...
  • 3 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
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Oi Pedro!

Obrigada por todas as dicas.

Vamos em setembro para Maceio e ficaremos 4 dias no SESC Guaxuma. Ficaremos mais 4 dias ainda, fora do Sesc. Quero MUITO conhecer S

 

Maria, tem sim, são os campings! Haha. existe um camping lá de São Miguel dos Milagres, é só jogar Camping São Miguel dos milagres no google que você acha o valor e local dele. Te alerto pra uma coisa: em que pese você conseguir economizar na estadia com o camping, se prepara que os restaurantes, lojinhas, etc, vão estar bem carinhos também. Se quiser algo fora do fluxo mas bonito e justo, vá pra Japaratinga, é muito legal! Abraços e boa viagem

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  • 2 semanas depois...
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    • Por Anderson Paz
      Olá, mochileiro/a! O principal objetivo deste pequeno relato é compartilhar como é possível se deslocar entre as praias do norte de Alagoas usando transporte coletivo. Os objetivos secundários são passar dicas de hospedagens, praias, caminhadas e campings.
      Fique a vontade para fazer qualquer comentários, tirar dúvidas ou propor sugestões de alteração de texto. Podem me encontrar também no Instagram @viajadon_ 
       
      DESLOCAMENTOS
      - Quando se pesquisa em fóruns e blogs sobre transporte entre Maceió e Maragogi ou entre Maceió e São Miguel dos Milagres dificilmente se encontra informações sobre como fazer os deslocamentos em transporte público. Eu pelo menos tive bastante dificuldade para encontrar informações e acabei buscando ajuda ligando na Arsal -Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (já fica essa dica de opção de contato para obter informações).
      - Vamos às rotas e horários de transportes:
      ·         Aeroporto - Rodoviária: a parada fica logo na pista externa de embarque e desembarque no aeroporto. Uma pessoa que estava aguardando ônibus me informou que há 3 linhas que fazem o trajeto, mas consegui confirmar apenas duas: a 1002 (Ponta Verde) e a 1003 (Via Expressa). A passagem custa R$4,40, as saídas são frequentes e o tempo de viagem é de 1h15 mais ou menos. De Uber daria quase 50 reais.
      ·       Rodoviária - Maragogi: há uma linha regular com microônibus simples que opera nesta rota. Para pegar esse transporte, primeiro passe no guichê na parte interna da rodoviária e pague a taxa de embarque (R$3,40 se não me engano), em seguida se desloque até a baia de saída. A passagem custa R$23,50 e os horários estavam bem alinhadinhos com os da tabela de horários disponibilizada no site da Arsal (5h30, 8h40, 11h20, 13h25, 16h30 e 18h20).
      p.s.: Neste trajeto também é comum haver Bla Bla Car, mas no período em que estava, eu vi apenas como opção uns Bla Bla Car entre Maceió e Recife, que saiam por volta de R$54. Há também opção de transfers. Até cheguei ligar em um, mas não animei com o valor cobrado, R$100. Se quiser esta opção, o contato que tenho é (82) 3296-2529.
      ·      Rodoviária – São Miguel dos Milagres: não é a rota que eu fiz, mas fica aqui como bônus. O transporte (van) que se deve pegar é o que tem como destino Porto de Pedras. Os horários dos transportes estavam diferentes dos que constavam no site da Arsal. Segue abaixo os horários e os custos das passagens de acordo com o percurso.
       
      - Se você não for ficar na cidade de Maragogi, há diversas vans que saem frequentemente do “terminal rodoviário” (entre aspas porque apesar de aparecer como terminal rodoviário no Maps, é só uma praça de onde saem os transportes) rumo às praias de Barra Grande, Ponta de Mangue e Peroba. De Maragogi até Ponta de Mangue e Peroba sai por R$4. Até Barra Grande sai um pouco mais em conta.
      - O deslocamento entre Maragogi e São Miguel dos Milagres foi um pouco complexo e será explicado no DIA 4.
       
      DIA 1) Maceió a Maragogi e Ponta de Mangue
      Peguei o transporte de 13h25 e depois de 2h45 de viagem, cheguei a Maragogi. Em seguida peguei uma van ali mesmo no local onde desci do micro-ônibus e segui até Ponta de Mangue (20 min de trajeto, R$4), onde ficaria hospedado.
      A minha hospedagem foi em barraca no Camping Maragogi. Que camping maravilhoso! Praticamente na beira da praia, tem uma boa área de convivência, muitas conexões de energia, sombra em diversos pontos e ainda tem wi-fi. A cozinha tem geladeira e fogão e tudo o mais que vc precisa. Super bem cuidado. O banheiro está sempre limpo. E o melhor: o acolhimento e carinho da Josane (em especial!) e do Marcos. Recomendo demais comprar um óleo de coco e sabonetes de coco deles. Telefone de contato por Whatsapp: (81) 9470-6654.


      Depois de armar a barraca e arrumar as minhas coisas, saí para jantar. Na rodovia, próximo ao ponto onde desci da van, há dois restaurantes, um ao lado do outro, com opção de self-service. Um deles é o Ki-Sabor e o outro não tinha indicação de nome, mas no cartão de visita consta como Nossa Senhora das Dores. Acabei jantando neste último.
      Comi um prato com ovo, salada, muitaaa mandioca e feijão por apenas R$10. O preço normal lá é de R$15, mas como não pedi carne e como já era tarde deram um descontinho. Vale dizer que os donos e atendentes de lá foram super simpáticos! Lá também tem uma uma pousada simples nos fundos. Caso queira consultar, o telefone de contato é (81) 98201-8341)
       ⚠️ Antes de ir pro próximo dia, uma chamada de ATENÇÃO: no Google Maps atualmente a localidade de Ponta do Mangue e de Peroba estão invertidas.
       
      DIA 2) Ponta do Mangue e Peroba
      Meu segundo dia foi bem tranquilo no quesito de fazer turismo. Pela manhã, curti a praia de Ponta do Mangue. Próximo do horário do almoço, fui até a Praia de Peroba de carona com um casal que estava no camping.
      A Praia de Ponta do Mangue, a primeira que conheci, acabou sendo a minha favorita entre as praias próximas de Maragogi. É uma praia tranquila, pouco movimentada e sem muitas cadeiras e mesas na areia da praia. Tem bastante coqueiros e, em alguns pontos, tem restaurantes e quiosques de apoio para quem quer se sentar e consumir alguma coisa. Acho que é uma praia para todos os públicos: desde aqueles que gostam de sossego aos que gostam de ter alguma estrutura de apoio.


      Já a Praia de Peroba também é linda e um pouco mais movimentada do que a parte de Ponta do Mangue. Para mim, as duas na verdade formam visualmente uma única praia, sendo que Ponta de Mangue é a parte mais central e Peroba é o cantinho da praia, onde o litoral faz uma curva (na foto de cima é a curva da praia). 
      As duas praias, assim como todas as outras praias do litoral norte de Alagoas (ao menos as diversas que visitei), têm uma coloração de água que varia de azul turquesa a verde e são muito tranquilas para banho, especialmente durante os períodos de maré-baixa, já que a barreira de corais ao longo da costa alagoana quebra as ondas e forma verdadeiras piscinas naturais.
      Depois de curtir a praia de Peroba, fui almoçar com o casal no restaurante Ki-Sabor. A Josane recomendou o restaurante para a gente por lá ter uma boa peixada e por ser barato. Gostamos da recomendação e reservamos por telefone uma peixada. Realmente a comida estava muito saborosa, com um temperinho especial, e o preço saiu bem em conta: R$20 para cada um. Só achamos que poderia ter um pouco a mais de comida. Talvez estávamos famintos mesmo! hahaha
      Depois do almoço, voltei ao camping e fiquei por ali a tarde toda, usufruindo do wi-fi para resolver algumas coisas à distância.
      Á noite, fiquei de bobeira no camping, lendo, conversando com novos amigos e depois fiz uma tapioca para janta. Como em todas as noites seguintes, o meu roteiro basicamente foi ler e jantar tapioca, omitirei informações sobre as minhas noites nos próximos dias.
       
      DIA 3) De Ponta do Mangue até Maragogi
      Primeiro dia de caminhadas mais longas. Saí de Ponta do Mangue e caminhei até Maragogi passando por Praia de Antunes, Barra Grande e o seu Caminho de Moisés e Praia Burgalhau.

      Dessas praias, a Praia de Antunes é a que tem a maior densidade de turistas atualmente (a foto abaixo acaba não mostando isso porque já tinha passado da parte mais lotada). Eu sinceramente não entendi bem o porquê. Primeiro, a praia em si não difere tanto de Peroba ou Ponta do Mangue. Sim, tem uns restaurantes e umas barracas de apoio que devem ser bons, mas sinceramente não sei se têm muita diferença dos demais. Em segundo lugar, quem está de carro tem que parar longe em algum estacionamento pago na rodovia e seguir caminhando por estrada de terra até a praia. Por fim, nessa parte específica da praia há um banco de areia que acaba deixando o local de banho ainda mais raso durante a maré baixa. Mas enfim, talvez eu esteja sendo um pouco ranzinza no meu julgamento! 😂 Vá, compare com as demais praias e tire a sua conclusão.
       
      Em seguida na caminhada, cheguei à Praia de Barra Grande. A praia também é bem frequentada, tem alguns restaurantes e uma boa quantidade de mesas e cadeiras de praia. Não é muito diferente das anteriores.

      Em Barra Grande, fica o Caminho de Moisés, que é um estreito banco de areia que se estende mar adentro e que pode formar um belo cenário dependendo da altura da maré. Para a faixa de areia ficar mais exposta e ficar bonita na foto, é necessário que a maré esteja bastante baixa, abaixo de 0,3, o que não era o caso no período da minha visita. Ainda assim, havia uma multidão no Caminho, em uma aglomeração danada mesmo durante a pandemia. Vai entender...

      Prosseguindo a caminhada, já próximo da cidade de Maragogi, cheguei a um trecho que achei bem agradável: a Praia Burgalhau. A praia é tranquila e tem um encontro do rio com o mar que forma um belo cenário.

      Por fim, cheguei à praia da cidade de Maragogi. Essa praia foi a que menos me agradou. Sendo sincero, não é tão bonita quando comparada a outras do Brasil e se comparada às anteriores, acaba ficando feia.

      Depois dessa caminhada, foi a hora de matar a fome. Fugi dos restaurantes ali da beira da praia e fui almoçar em um restaurante na rua paralela à praia. Aqui vem uma dica de economia: nessa rua há três opções de restaurantes self-service com comida à vontade pelo preço de R$16,90 a R$18,90. Escolha o que mais te agradar. Acabei gostando mais do que já fica mais pro lado do centro da cidade (dei mancada e não anotei o nome).
      Depois da saga, fui ao “terminal de ônibus” e peguei transporte de volta à Ponta do Mangue. Passei o restante de tarde ali na praia de Ponta do Mangue.
       
      DIA 4) De Ponta do Mangue até São Miguel dos Milagres e Praia do Riacho
      Dia de sair do querido Camping Maragogi e ir até o meu próximo destino: São Miguel dos Milagres.
      A logística do deslocamento foi um pouquinho complexa e envolveu vários meios de transporte:
      Van até Maragogi; Van até Japaratinga (R$5,50 e cerca de 35 min de deslocamento); Moto-táxi da entrada de Japaratinga, onde desci da van, até a balsa para travessia até Porto de Pedras. Custo de R$10 e cerca de 20 min de deslocamento, mas com um mochila pesado nas costas, pareceu que demorou o dobro de tempo 🤣. A cada quebra-mola ou freiada seguida de nova acelerada, tinha que me esforçar para manter o equilíbrio e não cair para trás hahaha. Apesar do sufoco, procurei apreciar a paisagem ao longo do trajeto. A gente passou por uma praia mais linda do que a outra. Tive vontade de pedir para o motociclista parar em todas. Espero voltar futuramente para conhecer as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão; Balsa, que é de graça para pedestre; Carona de Porto de Pedra até São Miguel dos Milagres. Tentei pegar carona com as pessoas que estavam saindo da balsa e não consegui. Depois fui pedir informações sobre transporte até São Miguel para uma moça que estava vendendo camarão em um carro junto com o marido. Acabou que depois, quando já estava em um local esperando o transporte, eles acabaram parando e me dando carona  ❤️; Por fim, a pé de São Miguel dos Milagres até Praia do Riacho.
       
      Com essa logística toda, sai muito mais rápido, bonito e eficiente do que ir de transporte até São Luis do Quitunde e depois pegar outro transporte até São Miguel dos Milagres
      Quando cheguei em São Miguel dos Milagres, sabia que ia ter que tentar a sorte em dois possíveis campings da cidade que apareciam no Google Maps, mas que não tinham praticamente nenhuma informação disponível. Primeiro fui no restaurante/camping Peixe Frito e fui informado que não estavam funcionando como camping porque estavam sem água. Não sei se já funcionaram ou se funcionarão em algum momento, se a resposta for positiva, fujam porque a estrutura para possível camping é bastante precária.
      Depois segui caminhando, por cerca de 700 m, até o Sítio do Seu Coconha e da Dona Iuda, onde o casal de idosos me informou que não havia área de camping e que funcionavam apenas como uma atração para os turistas em passeios de buggy.
      O jeito então era seguir caminhando pela praia até a Praia do Riacho, situada a pouco mais de 2km, onde eu tinha certeza que havia um camping funcionando regularmente: o Camping dos Milagres.
      Apesar da mochila pesada nas costas, essa caminhada foi incrível devido às praias maravilhosas.  😍

      Chegando ao trecho da Praia do Riacho, fiquei deslumbrado com a beleza do local. É uma praia super sossegada com bastantes coqueiros e alguns poucos restaurantes com infraestrutura de apoio. Tem ainda uma linda foz de rio e uma igrejinha charmosa praticamente na beira da praia, que acabou me trazendo lembranças da Praia de Carneiros em Pernambuco. O pôr do sol visto dessa praia é simplesmente maravilhoso! No final das contas, foi a minha praia favorita da viagem! 🥇
       
        

      Depois de chegar ao camping, armar a barraca e organizar as minhas coisas, saí para almoçar em um quiosque que fica colado no camping e serve PFs por 15 reais. Infelizmente já era mais de 15h30 e já tinham encerrado o serviço. Fui então no restaurante ao lado do camping e os pratos para uma pessoa não me agradaram e ainda custavam o olho da cara. O jeito foi ir em um mercadinho e comprar pães, ovos e tomates, juntar com um queijo curado e folhas de moringa desidratada que estava carregando na mochila e fazer um delicioso sanduíche.
      Depois do almoço, fui curtir a praia e ver o pôr do sol na igrejinha, onde estava rolando uma cerimônia de casamento.


      Antes de passar para o próximo tópico, vale comentar sobre o Camping dos Milagres. Fica na beira da praia e relativamente perto de mercadinhos. É um excelente local para quem está de carro e com tudo o que é necessário para cozinhar, já que o lugar é bastante espaçoso e é possível parar o carro do lado de onde se vai montar a barraca. Outros pontos positivos: possui alguns cantinhos com boa sombra, número satisfatório de banheiros, limpos normalmente, e número razoável de pontos de energia. Pontos negativos: a cozinha é horrorosa (foto abaixo)! Uma palhoça suja, muito mal improvisada, onde entram galinhas. A geladeira é pequena e estava abarrotada, mesmo com o camping vazio. Tem só um fogão para cozinhar e uma leiteira à disposição (nada de panelas, pratos ou outros utensílios). O preço de 50 reais, altíssimo para o que o camping oferece. Infelizmente se paga pq não há outra opção de camping na região.
       

       
      DIA 5) Da Praia do Riacho até a Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio, passando pela famosa Praia de Carro Quebrado
      Dia de rolezão monstro a pé! A ideia inicial era de ir caminhando até a praia de Barra de Camaragibe, o que daria uma caminhada suave de cerca de 5 km. Chegando em Barra de Camaragibe tentaria atravessar um rio a pé para chegar na Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela (como ainda não entendi onde uma termina e a outra começa ou se ambos os nomes se referem à mesma praia, citarei assim...caso alguém saiba, me fala aí, por favor 😉).

      Para executar esse roteiro, saí de tênis, camiseta regata, castanhas, amendoim e rapadura na mochilinha e uma água de 1,5L na mão. Até cheguei a pegar uma camisa de manga longa com proteção UV, mas logo pensei “hoje vai ser de boa. Não vou caminhar tanto. Uma regatinha tá tranquilo” e acabei deixando de lado.
      Assim saí para andar até Barra do Camaragibe. O caminho até a Barra é bastante bonito e inclui uma passagem pela Praia do Marceneiro, onde mais pessoas se concentram. Esse trecho da praia é bonito, mas não tanto quanto o trecho da Praia do Riacho.
      Já a parte específica da praia de Barra de Camaragibe não considerei bonita. Tem muitos barcos e as casinhas ali são bem simples e avançam muito sobre a areia.

      Seguindo adiante na caminhada, passando a parte urbana da praia, cheguei até o rio Camaragibe. Acabei me deparando com um rio largo, com boa correnteza e um trecho que parecia ser bastante fundo. Tristeza inicial ao perceber que não teria como atravessar o rio caminhando, mesmo na maré baixa, e que poderia ser um pouco arriscado atravessar a nado, ainda mais tendo que segurar uma mochila em uma das mãos. Mas logo, essa tristeza foi revertida para felicidade ao perceber que, à montante no rio, havia travessia de balsas. Pronto! Poderia conhecer a Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela.
      A travessia na balsa custa R$5 cada trecho. Na hora de pagar, o barqueiro informou que poderia pagar na volta e assim acabei deixando para pagar os dois trechos de uma vez só.

      Logo ao desembarcar, segui por uma estradinha de terra até a praia. Chegando na praia, que visão! Que lugar lindo!

      A praia de cerca de 3 km de extensão tem areia branca, mar azul turquesa e uma larga faixa de areia. O seu trecho inicial é deserto e cheio de coqueiros. Percorrendo a sua extensão com o olhar, logo se vê que há algumas construções mais para o lado de sua extremidade oposta onde se avista uma linda falésia. É uma composição bem bonita mesmo!
       

      VID_20210117_122913.mp4 Fui caminhando pela praia com a ideia de ir até a falésia e retornar. No caminho passei apenas por um casal que provavelmente estava hospedado na luxuosa Villa Entre Chaves (entra no site desse lugar para ter uma ideia do quanto é playba), aquelas construções que avistei de longe.
      Já chegando mais próximo da falésia havia mais umas pessoas jogando tênis na areia. Tênis mesmo com rede própria e marcação na areia. Eu, matutão que nunca tinha visto essa versão do tênis, fiquei um tempinho ali assistindo. Depois fui concretizar a minha meta de ir até a extremidade da praia. Aí é aquela coisa, né?! Quando atingimos a meta, o que fazemos?! Siiiim, dobramos a meta! 😂 Vi que estava relativamente perto da Praia de Carro Quebrado e resolvi ir caminhando até lá.
      A partir da extremidade da praia, percorri um trecho de cerca de 1 km, com muitas pedras e ladeado por falésias. Em alguns dos seus pontos, formam-se piscinas boas para banho. Pelo Google Maps, esse trecho é chamado de Praia de Recifes, mas não achei nenhuma informação mais específicas a respeito. Acredito que a maior parte desse trecho, só pode ser percorrido durante a maré baixa. 


      Depois cheguei até a pontinha onde se inicia (ou no caso, termina para os turistas usuais que vão à praia a passeio de buggy) a Praia de Carro Quebrado. Outra visão linda! Que felicidades de estar ali!
      Já tinha ido a essa praia em passeio há 15 anos atrás. Na época eu achei maravilhosa! A praia mais linda que então conheci em Alagoas. Ainda continuo achando uma praia linda, mas depois de conhecer diversas praias lindas com falésias no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, e comparando-a com outras praias desta viagem, não a considero mais como uma das mais bonitas da vida (mais à frente você poderá ver uma listinha com as minhas praias favoritas nesta viagem).

      Segui caminhando até a parte onde ficam as barracas de praia. Chegando ali pedi informações para um vendedor sobre opções de transporte até São Miguel dos Milagres. Perguntei se passava transporte na rodovia ali perto da praia. Ele me respondeu que se eu fosse pegar ônibus na rodovia, eu teria que andar cerca de 14 km e que era melhor eu voltar pelo caminho que tinha feito.
      Fiquei meio hesitante com a volta pelo mesmo caminho e perguntei sobre opção de transporte a partir da cidade seguinte no litoral. Ele falou que também era uma opção e que eu teria que andar 7 km até a a Ilha de Croa e atravessar uma ponte para chegar no ponto de ônibus de Barra de Santo Antônio.
      Entre fazer o caminho de volta até a balsa de cerca de 6,5 km e andar 7 km vendo novas paisagens, preferi esta segunda opção. Comprei mais uma água com vendedor e segui caminhando.
      No caminho, já uns bons metros distante das barracas de comida e bebida onde há uma carcaça de um Fusquinha, descobri uma outra carcaça de Fusquinha e fiquei sem entender se o original que teria dado origem ao nome da praia era aquele anterior ou este. A resposta, depois de uma pesquisa aqui na internet, é que não é nenhum dos dois. 😅 Esses Fusquinhas são só firulas decorativas mesmo (se bateu a curiosidade para saber sobre a origem do nome, leia as informações neste site)


      A partir desse ponto, toda a extensão de praia até próximo de Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio fica meio monótona, mas ainda assim bonita, com coqueiros margeando a praia. Depois dos quase 7 km de caminhada sugeridos pelo vendedor de praia, cheguei até a Ilha de Croa.
      A praia é bastante frequentada. Na minha opinião, a sua parte mais bonita fica mais para o lado da Praia de Carro Quebrado, onde há menos barracas de praia e mais sossego.

      Já cansado da caminhada, entrei na cidade e fui buscar informações sobre como chegar na parada de ônibus onde passavam os ônibus até Porto de Pedras (essa é a linha que passa pela Praia do Riacho).
      Informaram-me o local certinho, a 2,5 km de distância, e disseram que se eu fosse rápido, eu conseguiria pegar o ônibus de 16h. Ê canseira! Mas vamos lá! Depois de andar mais de 20 km, 2,5 km era só um trechinho curto." O problema é que não era uma caminhada plana, como a caminhada na praia. Tive que atravessar uma ponte longa (muito maior do que tinha projetado na mente), o sol estava torrando os miolos e ainda Barra de Santo Antônio tem um bom declive. Tudo isso juntamente com o cansaço dificultou a caminhada rápida e acabei chegando já umas 16h10 na parada.

      Como ainda estava esperançoso de o ônibus das 16h estar atrasado, fui perguntar para uns motoristas de táxi que ficam no trevo na entrada da cidade, próximo da parada, se o ônibus já tinha passado, e eles me responderam que não. Ufaaa! Que sorte a minha!
      Sentei no banco da parada aliviado e fiquei esperando. Passam-se 10 min...20 min, começo a conversar com um rapaz que chegou de uma festa para esperar uma carona ali...30 min, o rapaz já pegou a carona...40 min, mais conversa com uma moça que chegou e ia para outra cidade...1h, a moça já pegou o ônibus dela, e nada do meu. Putz! Pensei: não é hoje que volto para a Praia do Riacho!
      Depois de mais de 1h esperando, chegou um senhor motorista de táxi e começamos a conversar. Logo ele engata o assunto de que estava havendo operação da polícia ao longo daquela rodovia porque estava tendo muito assalto principalmente de comerciantes e de pessoas em paradas de ônibus. Eu respondo “Rapaz! Vim da cidade grande! Tô prevenido!". E mostro um celular velho que estava no bolso enquanto o meu de uso regular estava guardado em doleira. Alguns anos de experiência em ser furtado e várias viagens nas costas me mostraram que doleira é um dos itens mais essenciais de um viajante que gosta de fazer rolês a pé ou em transporte coletivo.
      Conversa vai, conversa vem, o senhor sugere de a gente ir para o trevo, onde estavam os motoristas de táxi mais cedo, e aguardar o ônibus ali sentados em umas cadeiras. Segundo ele, o local era mais seguro, sombreado e ainda era ponto também de parada do ônibus.
      Fomos para lá e à medida que a gente ia conversando e o tempo ia passando, outras pessoas foram chegando na roda. Algumas que aparentemente estavam de bobeira, sem muito o que fazer, acabavam ficando para conversar e outras apenas passavam, cumprimentavam, falavam rápido e seguiam para pegar o seu transporte. Fiquei pensando o tanto que o que o tempo passa de uma outra diferente nessas cidades pequenas. Nesse contexto, uma conversa com um desconhecido com cara de turistão na parada de ônibus torna-se uma quebra prazerosa no cotidiano.
      Enfim, entre as conversas, a ansiedade da espera acabou se esvaziando e o tempo acabou passando mais rápido. Quando o micro-ônibus chegou, já próximo de 18h, estava tranquilo e feliz com toda a dinâmica de interações sociais durante aquelas quase 2h de espera.
      Depois de mais cerca de 1h30 no transporte, enfim cheguei até Praia do Riacho. Mas claro que depois da minha saga durante o dia, eu não podia chegar certinho, de uma vez no destino. Acabei, distraído com umas leituras, passando uns 300 m do meu ponto e tive que voltar andando em uma rodovia escura. 🤣
       
      DIA 6) Praia do Patacho e Porto de Pedras
      Dia mais tranquilo em relação à caminhada.

      Fui até a rodovia para tentar pegar o micro-ônibus até o ponto de acesso à Praia do Patacho. Como os horários são pouco frequentes, resolvi tentar uma carona. Depois de cerca de 5 min, consegui uma. E não poderia ter sido melhor! Acabei pegando carona com o gerente de um restaurante na beira da Praia do Patacho. Ô sorte! 🥳
      A Praia do Patacho é linda demais! Não sei se foi efeito da luz e do horário, mas a água ali me pareceu ter uma coloração mais azul turquesa do que nas demais. Além disso, não tem quiosques ou mesas e cadeiras em excesso na areia e ainda tem aquela franja de coqueiros ao longo da praia. Acho que já ficou até clichê falar de coqueiros nas praias, né?! Hehehe



      Vale ainda destacar que seguindo na praia no sentido de Porto de Pedras, formam-se umas piscinas naturais com recifes de corais na parte rasa. Enfim, pude usar o óculos e snorkel.
      Depois de um tempo vendo peixinhos, resolvi ir caminhando até Porto de Pedras. Esse caminho todo é bem bonito. Perde só um pouco da beleza quando chega bem próximo à cidade.


      Porto de Pedras é uma cidadezinha tranquila, bem cuidada e charmosa, com algumas casas históricas. Como já era próximo do horário do almoço, resolvi procurar um restaurante. Na cidade não há tantas opções. Acabei almoçando no restaurante do Neto. Comi um super prato feito por um precinho camarada (R$15). Depois de almoçar, fiquei um tempinho morgando, lendo um livro ali na sombra da grande árvore na frente do restaurante.



      Depois segui até o ponto de ônibus em uma pracinha com igreja. Mais uma vez o transporte – van da linha de Portos de Pedras a Maceió - demorou a passar, mas como estava lendo e curtindo uma música, foi tranquila a espera.
       
      DIA 7) De Praia do Riacho à Praia de Sauaçuhy e caminhada até a Praia de Ipioca
      Dia de deixar o camping e partir para o meu novo destino: Praia de Sauaçuhy. Para variar, cheguei atrasado na parada e acabei tendo que esperar um bom tempo pelo transporte.
      Às 10h20, peguei o transporte e cerca de 1h20 depois cheguei em Sauaçuhy. Pedi para descer no Restaurante Sauaçuhy, onde acabei almoçando. No restaurante há opções de self-service, com prato servido à vontade, por um bom preço (a partir de R$17,90).
      Depois do meu almoço segui até o meu hostel Proxima Estación Hostel, que era praticamente de frente para o restaurante, atravessando a rodovia.
      O hostel é bem localizado, a cerca de 1,2 km da praia e próximo de mercado e comércio. Tem uma boa área de convivência, cozinha com todos utensílios, cama confortável e além disso, é super econômico. Como o quarto exclusivo para mim – não quis ficar em quarto compartilhado por conta da pandemia – saiu abaixo do usual, não acho legal divulgar. Recomendo verificar a disponibilidade no Airbnb (se ainda não usou a plataforma, acesse usando este LINK).

      Depois de deixar minhas coisas no hostel, saí para a minha caminhada do dia até a Praia de Ipioca.

      A primeira praia de passagem é a própria Praia de Sahuaçuy. Vale dizer que a praia faz parte do bairro de Ipioca, o qual já é parte do município de Maceió, Porém nem parece que você está no município. Do hostel até o bairro Jatiuca em Maceió são 25 km de distância, sendo a maior parte desse trajeto através de áreas sem grandes adensamentos populacionais. 
      Sobre a praia em si, ela tem uma faixa de areia bastante larga e é praticamente deserta. Acabou não me agradando muito. Na verdade, tanto essa praia quanto as demais que vou citar adiante não se comparam em beleza a maioria das praias do norte que citei anteriormente. 

      Seguindo em direção à Praia de Ipioca, passei pelo Hibiscus Beach Club – lugar topzeira, para quem curte chiqueza - e cheguei até a foz de um rio. Esse trechinho da praia é basante bonito e gostoso. Se fosse ficar em algum lugar na Praia de Sauaçuhy, teria escolhido ficar nesse cantinho.

      Seguindo na caminhada, entre o rio e a pontinha onde se inicia a Praia de Ipioca, passei por um trecho bastante agradável onde há algumas casas e a referência da Barraca da Cantora no Google Maps.

      Continuando, cheguei à Praia de Ipioca, uma praia gostosa com casas, restaurantes e quiosques de apoio à beira mar e ainda bons trechos de praia mais calmos, tendo apenas coqueiros. É uma boa pedida para quem quer fugir das praias mais agitadas de Maceió.



      Curti um pouco a tarde ali e depois fui à rodovia para pegar um ônibus de volta ao meu hostel. Neste trecho, os ônibus são bastante frequentes. A passagem custa R$3,40.
       
      DIA 8 ) De Praia de Sauaçuhy a Praia de Sonho Verde passando pela Praia de Paripueira
      Mais um dia de caminhada suave, dessa em direção a praias ao norte da Praia de Sahuaçuy, no caso as praias de Paripueira e Sonho Verde.

      O primeiro destino, a Praia de Paripueira, acabou me gerando sentimentos ambíguos. Não curti nenhum pouco a sua parte onde a maioria dos banhistas se concentram. Não achei bonita a grande largura de areia ali e a coisa de haver meio que uma lagoa de água empoçada, seguida por uma baixa de areia, e depois o mar. Fica difícil de visualizar pelo texto, mas dá para ter uma ideia pela foto abaixo.

      Já a parte da praia mais ao norte, indo no sentido da Praia de Sonho Verde, eu achei super agradável.

      Passando esse trecho, cheguei à extremidade da praia, um ponto onde há bastante pedras. A partir dessa pontinha da praia, há tantas pedras, que se forma uma “praia” de cerca de 500 m de extensão, conhecida como Praia da Pedra.

      Passado esse trecho nem um pouco bonito e ainda assim abrigando algumas mansões incríveis, chega-se à bela Praia de Sonho Verde. Acho que de todas as praias dessa região dentro do município de Maceió ou em suas proximidades (Paripueira já é ouro município), essa foi a que eu mais curti. Tem barracas de apoio e uma franja de coqueiros linda! Mais um excelente refúgio para quem quer fugir da muvuca de Maceió.

      Tomei banho de mar e curti ali durante um tempinho e depois voltei caminhando até a Praia de Paripueira, onde parei para almoçar na Barraca da tia Maria, uma casinha metade amarela e metade branca, no trecho da praia mais para o lado da Praia de Sonho Verde. Para quem está caminhando pela praia um outra referência é uma placa de Área de Proteção Ambiental do ICMBio e a casinha Acarajé da Maria.
      Comi um excelente prato feito com posta de peixe frito, super barato. Sério! O prato era muitooo bem servido e custou apenas R$12. Depois de me empanturrar fui andando até a rodovia para pegar uma van de volta ao meu hostel (passagem a R$3).

       
      DIA 9) O dia da volta
      Depois de 8 dias incríveis, era a hora de voltar para casa. =(
      Na rodovia passam com frequência vans com destino à rodoviária de Maceió. Acabei pegando um carro particular. Se não me engano paguei 10 reais para o motorista desviar a rota dele e me deixar na rodoviária. Lá peguei o meu último ônibus até o aeroporto.


      RESUMO GERAL DO RELATO COM DICAS
      - Dá para fazer tudo de transporte coletivo. Atente-se apenas aos horários para não ficar esperando muito tempo nos pontos.
      - As praias do norte de Alagoas são incríveis! Particularmente curti mais as próximas de São Miguel dos Milagres do que as próximas de Maragogi.
      - Se tiver tempo, conheça as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão. Elas me pareceram muito lindas, observando-as de longe durante o meu trajeto de moto até a balsa para Porto de Pedras.
      - Acompanhe a tábua de marés para saber as melhores horas dos seus passeios. Isso vale especialmente para o passeio pelo Caminho de Moisés possível apenas marés super baixas.
      - É possível fazer uma excelente viagem. Gastando muito pouco, especialmente em comida, que é super barata.
       
      PRAIAS FAVORITAS
      1) Praia do Riacho
      2) Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela
      3) Praia do Patacho
      4) Praia de Carro Quebrado
      5) Praia de Ponta do Mangue
       
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Agosto de 2020, ano pandêmico, férias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um mês inteiro de férias e começamos a analisar opções de viagens em que houvesse o mínimo de risco para nós, um casal com duas crianças (uma de 2 anos e meio e um bebê de 5 meses). Lemos e analisamos algumas opções e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com ótimo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem dúvida alguma.
      No fim das contas, o roteiro ficou:
      Dia 1 – BH-Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teofilo Otoni/MG – Santa Cruz Cabralia/Ba
      Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba
      Dia 5 – Santa Cruz Cabralia/Ba – Ilheus/Ba
      Dia 6-7--Ilheus/Ba
      Dia 8 – Ilheus/Ba-Salvador/Ba
      Dia 9--Salvador/Ba
      Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba
      Dia 11-12-Praia do Forte/Ba
      Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se
      Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al
      Dia 15-16 Maceio/Al
      Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba
      Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba
      Dia 19-Itacare/Ba
      Dia 20 – Itacaré/Ba-Prado/Ba
      Dia 21- Prado-São Mateus/ES
      Dia 22 – São Mateus/Es
      Dia 23 – São Mateus/ES
      Dia 24-São Mateus/ES-BH/MG
      Viajar com crianças:  exige cuidados extras, ainda mais com um bebê pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansaço delas, fazer várias paradas de carro, entreter a criança maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar música de ninar quando o bebê começava a chorar muito e não era possível fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que possível, as crianças aguentaram muito bem uma viagem de  5600km de carro.
      Questões relacionadas à Covid-19: Bem, os cuidados básicos de sempre: evitar ao máximo aglomerações, uso de mascara sempre, procurávamos hotéis/pousadas com selo de turismo (vimos que na prática alguns lugares eram bem rígidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes também, principalmente a noite preferíamos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em relação ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostaríamos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Maraú e Morro de São Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem até Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi ótimo porque Maceió se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que já vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.
      Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.
      Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 
      Hospedagem: 
      Santa Cruz Cabrália: 197/dia (Porto Bali);
      Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);
      Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);
      Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos Pássaros);
      Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);
      Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);
      Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);
      Prado: 150/dia.
      Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 
      Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 
      Estradas: de modo geral estradas honestas, padrão brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:
      ·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.
      ·         BR 101 – a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano é totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminhões. O trecho sergipano está em obras de duplicação, o asfalto é muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano é totalmente duplicado e é um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.
      ·         BR 116 – Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana até Jequié/Ba. É uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira não é mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacreditável de caminhões.  Ficamos tão assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal até voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).
      ·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.
      ·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.
      ·         Se-100 – Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se à Capital Aracaju via litoral. Pista simples, porém asfalto em boa conservação. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.
      Vamos ao relato dia a dia:
      Dia 1 – BH a Teófilo Otoni/MG

      Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que é preciso muita paciência para percorrer os 200km até Ipatinga/MG, que passa fácil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, trânsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia até ter estendido mais e percorrido até Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crianças.

      Praca de Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teófilo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

      Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

       
      Dia 3 – Praia Coroa Vermelha
      Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

       
      Dia 4 – Centro Historico Porto Seguro
      Fomos conhecer um pouco do centro histórico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos até o local onde sai a bolsa para Arraial D´Ajuda (que não fomos porque já havíamos conhecido em outra viagem). Tentamos também ir fazer uma visita na reserva indígena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.
      Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.


      Dia 5 – Praia de Santo Andre/Mogiquicaba
      Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).
      Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho histórico que tem uma vista panorâmica da cidade e da balsa que vai pra Santo André.  A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o único lugar aberto lá, rs).

      Dia 6 – Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

      Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.
      Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.
      Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.
      Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.
      Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

      Dia 7 – Ilheus/Ba
      De manhã até fez um solzinho, então fomos explorar um pouco as praias da região Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agradável, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois começou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro histórico. O Vesúvio estava aberto, mas não comemos lá e todos os demais locais importantes estavam fechados, estão ficaram somente as fotos externas.  Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e também compramos chocolate.

      Dia 8 – Ilheus/Ba
      Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

       
      Dia 9 – Ilheus-Salvador/Ba

      Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 
      Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

      Dia 10 – Salvador/Ba
      Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.
      Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.
      No dia seguinte fomos até a comunidade Solar do Unhão comer a moqueca da Dona Suzana, do Rérestaurante. Para quem não conhece, a Dona Suzana é uma das personagens de uma série da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camarão e de arraia deliciosa. É tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come lá, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.


      VID_20200809_160345.mp4 VID_20200809_160345.mp4 Dia 11- Salvador – Praia do Forte/Ba

      Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (não lembro valor do pedágio). No trajeto você acompanhada o metrô de salvador que é muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na maré baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma água viva, precisamos dar uma passada no Posto de Saúde da vila após a praia. A médica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.
      Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos Pássaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, então aproveitamos para fazer algumas refeições a noite lá mesmo.

      Dia 12 – Praia do Forte
      Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Também tentamos conhecer o Castelo Garcia D´Avila mas estava fechado a visitação.


      Dia 13 – Praia do Forte/Ba – Aracaju/SE

      Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.
      Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.
      (Curiosidade, no dia seguinte, já em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decisão judicial no mesmo dia em que estávamos lá; achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os últimos a tirar foto lá, rs)
      Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.
      Aliás, um adendo: essa orla é uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crianças, pista caminhada, ate´um laguinho. Nunca vi uma orla de praia tão bem estruturada.


      Dia 14 – Aracaju – Maceio /AL

      Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.
      Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.
      O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.
      No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.
      Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.
      Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

       
      Dia 15 – Maceió/Al
      Dia de curtir as praias centrais de MAceió, ficamos num trecho próximo ao letreiro “Eu amo Maceió”.
      O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.
      Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

      Dia 16 – Maceió/Al.
      Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.
      Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

       
      Dia 17 – Maceió – Itatim/Ba

      Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.
      Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.
      Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.
      Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.
      No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio São Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local belíssimo. rio de fundamental importância para integração nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

       
      Dia 18 – Itatim/Ba – Itacaré/Ba

      O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.
      Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.
      Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

      Dia 19 – Itacaré/Ba
      Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, não fizemos nada a não ser assistir filme e pedir comida, rs.
      Dia 20 – Itacaré/Ba – Prado/Ba

      Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.
      Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.
      Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu não gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

      Dia 21 – Prado/Ba – São Mateus

      Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.
      Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

      Dia 22 e 23 – São Mateus/ES
      Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

      Dia 24 – São Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

      Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.
       
      Consideraçoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com criança pequena e bebê e ir tão longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem dúvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, nós brasileiros somos muito acolhedores.
      É isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. Até o próximo relato!
       




    • Por Luan Castro
      Companhia para viagem esse mês de dezembro 01/12 ~ 30/12, tiver de partida ou tiver pensando em e,  da um toque no e-mail [email protected]
      E vamos la.
       
    • Por Beto Leite
      Esse camping fica a 205 km de Recife, a beira mar de São Miguel dos Milagres-AL. Possui uma ampla área para acampar com barracas ou motorhomes. A praia é um paraíso, com águas claras e temperatura agradável. 
       
    • Por Beto Leite
      Para quem gosta de acampar em um camping simples mais com uma vibe incrível, sugiro o camping do sávio (Jesus).
      Saindo de Recife fica a 120km pela BR 101. Fica a beira Mar, não possui energia e a cozinha comunitária é a base do carvão. 
       
       

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