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17 dias no Piauí e estados vizinhos - Julho de 2015 [FOTOS]


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O Piauí era o destino na minha mente desde 2012, quando fui ao Maranhão pela segunda vez naquilo que já era a primeira quebra de planos que fiz em 2011: conhecer um estado nordestino a cada dois anos, intercalando as viagens brasileiras com eventuais viagens internacionais, de acordo com a possibilidade. Mas o Maranhão era um sonho de infância... e conhecê-lo foi tão bom que precisei repetir a experiência logo depois. 2013 foi um ano financeiramente difícil, então ficou para este ano a retomada do roteiro original.

 

As opções do Piauí eram quase que desconhecidas pra mim. Imagino que o estado divida com Sergipe e Paraíba a posição de menos comentado quando se pensa em destinos nordestinos (certamente um equívoco, pelo que vivi). Eu tinha algumas informações sobre os parques nacionais locais por conta de um trabalho de faculdade, além de ter ouvido falar do delta do rio Parnaíba quando estive em terras maranhenses. Juntando tudo, surgiu um plano de viagem suficiente para as pouco mais de duas semanas que tirei de férias em julho. A grata surpresa ficou por conta dos deslocamentos necessários, que acabou me fazendo conhecer quatro estados ao todo, ainda que tenha sido apenas momentaneamente. Está valendo!

 

09/07

O primeiro destino piauiense da minha lista de desejos foi a serra da Capivara, no sudeste do estado. O aeroporto mais próximo da cidade que serve de tradicional base para quem visita o parque nacional (São Raimundo Nonato) fica em Petrolina/PE. Acabei aproveitando a cidade, que pelos relatos que li é frequentemente usada apenas como parada obrigatória do avião. Sugiro que não se faça isso, porque deixei dois dias para conhecer o local e não me arrependi nem um pouco. O trajeto Guarulhos-Petrolina (com escala no Recife) tem preços bem mais em conta que a grande maioria dos destinos nordestinos mais famosos. Tendo garantido as passagens em dezembro do ano passado, gastei menos de R$ 500,00.

 

09/07 – 11/07

Só o pouso em Petrolina já vale a viagem. A gente passa boa parte do período escolar ouvindo falar do rio São Francisco e na sua relação praticamente humana com a população que abastece. E de repente ele aparece pela janela do avião, num azul turquesa inimaginável, diferente de qualquer porção d’água que eu já havia visto. Indescritível e um ótimo fator motivador para iniciar a viagem.

 

Confesso que não estudei sobre Petrolina. Se, por um lado, quis evitar fazer da cidade apenas um ponto de desembarque, por outro a subestimei ao não ter nem começado uma pesquisa sobre ela. Aprendi lá mesmo e foi bastante coisa. Apenas chegando ao hotel, por exemplo, eu fiquei sabendo que a Bahia faria parte das minhas férias, já que Juazeiro fica a nem 15 minutos de distância do hotel em que fiquei, ligada a Petrolina por uma ponte sobre o Velho Chico. O hotel em que fiquei tem a cara da viagem mochileira: o básico do básico, não sendo uma opção para quem busca conforto mas excelente para alguém que, como eu, precisa apenas de um local para dormir à noite. Os R$ 70,00 foram bem gastos.

 

A dupla Petrolina-Juazeiro, com o perdão do chavão nordestino, é quente. Mas não há qualquer incômodo. O vento é delicioso e revigorante, mantendo o clima sempre agradável. Eu detesto o calor mesmo brando, então quem também prefere o frio pode ter a certeza de que a opinião é confiável.

 

As cidades são repletas de opções para se refrescar, especialmente de água de coco e sorvete. Os preços são bastante convidativos. Quanto ao refresco do corpo, mais uma coisa que eu não esperava quando organizei a viagem: a possibilidade de nadar no São Francisco. Não por meio de passeio de barco, não precisando se afastar quilômetros dos centros urbanos, mas sim ali mesmo, sob a ponte entre Petrolina e Juazeiro, acessando ambas as margens. Uma ilha sob a ponte forma algumas “praias” tanto para o lado pernambucano quanto para o baiano, dando a impressão que cada cidade tem seu próprio rio. É possível nadar, alugar um caiaque, passear de escuna, um monte de coisa! A temperatura da água é maravilhosa. Quase esqueci de voltar para o hotel.

 

Dei a sorte de Petrolina estar sediando um encontro de motociclistas durante os dias da minha visita. Eu adoro música regional e não deixei de apreciá-la nas férias, mas foi bem divertido ouvir um pouco de rock clássico e apresentações bem legais em meio a uma espécie de festa de São João alternativa e muito bem organizada.

 

De quinta a sábado considero que conheci tudo o que gostaria na região. Nos fins de semana há roteiros prolongados de barco para conhecer as eclusas do São Francisco, além de passeios para conhecer um dos grandes destaques dali: as vinícolas. Não tive tempo pra isso, mas o banho naquelas águas já valeu por muita coisa.

 

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11/07

O primeiro dia de deslocamento rodoviário da minha viagem se deu num sábado. Comprei a minha passagem (R$ 56,00) ainda em São Paulo junto à Viação Gontijo. Por enquanto não há outro meio de se chegar a São Raimundo Nonato, que mantém a promessa de entregar um aeroporto (praticamente instalado) em breve, que é uma das formas de chamar mais investimentos não apenas para o turismo como também para o enorme potencial da região para a pesquisa arqueológica. Enquanto não fica acessível o trecho aéreo, só posso dizer que adorei a viagem de quase seis horas. Os cenários do sertão para alguém da “cidade” vão do deslumbrante ao agoniante e a experiência é nada menos que enriquecedora. O reconhecimento de lugares sobre os quais ouvimos ao longo da vida, seja em livros de escola ou na MPB, também é tocante: Casa Nova e Remanso fazem parte do trajeto, que tem sua maior parte localizada na Bahia, começando em Pernambuco e terminando no Piauí. É legal demais.

 

Peguei o ônibus às duas da tarde e cheguei a São Raimundo Nonato no início da noite. A rodoviária me mostrou o que reconheci como um padrão piauiense: os ônibus param em locais afastados dos centros, o que é uma estratégia para impedir o trânsito dos grandes veículos em competição com carros, motos e pedestres. Achei bem bacana, mas fica o aviso que é necessário se preparar para as chegadas. Eu não sabia para onde deveria ir até ser abordado por um taxista, que me explicou na maior naturalidade que ali “é assim”. Com R$ 15,00 se chega ao centro.

 

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12/07 -14/07

Três dias de serra da Capivara. Escolha perfeita. Pouco para a infinidade de locais que podem ser visitados, mas o suficiente para fazer de tudo um pouco, ter um panorama do parque e não cansar do destino, o que definitivamente eu não gostaria de ter vivenciado.

 

Meses antes, combinei com um guia local as datas da minha visita e o que eu estava disposto a fazer. Visitar o parque nacional não é barato, ainda mais indo sozinho. Mas eu não me arrependo de nada que incentiva o turismo e as pessoas locais. Não entreguei meu dinheiro a agências de viagem mas sim a gente habitante conhecedora da região, que me ensinou bastante a todo momento. Foram cobradas diárias de R$ 120,00 do guia e mais R$ 200,00 diários de táxi, que fica à disposição por todo o dia e sem o qual não se faz absolutamente nada por conta das enormes distâncias entre uma atração e outra. A entrada do parque custa R$ 14,00 e eu fiquei num hotel por R$ 58,00 a diária. A acomodação foi espetacular! Hotel todo arrumado e aproveitando muito bem a temática da cidade. Eu nunca espero nada de onde me hospedo, porque é longe de ser um fator que me proporciona a alegria de uma viagem, então talvez a empolgação seja um pouco exagerada. Mas gostei muito mesmo.

 

A serra da Capivara é uma aula de história com geografia com geologia com arqueologia. E não dá pra dizer muita coisa que não seja por meio de fotos. A riqueza da escrita rupestre em incidência incontável, as formações dos cânions, a variedade da vegetação e a fauna formam um cenário onírico, que tem como pano de fundo “apenas” a história do homem americano. Ali foram encontrados e seguem sendo incessantemente estudados os indícios dos registros de vida humana mais remotos de nosso continente e dá gosto de ver como tudo (espaços e informação) está tão bem cuidado, o que não teria sido possível sem uma duradoura parceria entre Brasil e França que, por meio de uma fundação, mantém o parque nacional junto com governo federal. Tudo vale a pena.

 

O que faz falta em São Raimundo Nonato? ÁGUA. Não para beber, claro. É que quando escolho um destino de férias, a água é sempre um importante critério: sou viciado em nadar em rios e cachoeiras e é o que costumo esperar de um lugar que tem a natureza como carro-chefe. Não é o que acontece na serra da Capivara. Passa-se por incontáveis rastros de rios secos e alguns poucos pontos que retêm a água da chuva escassa, que ocorre entre os últimos meses de um ano e os primeiros do seguinte. Não chega, claro, a ser uma decepção. Tudo é ensinamento e a oferta de belezas naturais das quais se usufrui ali não deixa margens para críticas. E fica o lembrete óbvio: água para beber ao longo do dia é item mais do que obrigatório.

 

Estar com um guia local (requisito do parque) garante a personalização do roteiro de acordo com os gostos do contratante. Por isso, andei bastante, conhecendo trilhas bastante variadas, algumas incluindo pequenas escaladas para a minha alegria. Vistas panorâmicas foram numerosas, mas o padrão do parque são as paradas para observar os desenhos nas formações rochosas mesmo. Também é possível conhecer a cultura da cerâmica local (aliás, de boa parte do Piauí) e um atrativo imperdível é o Museu do Homem Americano. Ah, e come-se extremamente bem em São Raimundo Nonato e região, tanto em qualidade quanto em quantidade.

 

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15/07

O dia mais longo de deslocamento rodoviário teve uma decisão muito acertada. Após a serra da Capivara, meu próximo destino seria Parnaíba, no litoral. No entanto, as nove horas entre São Raimundo Nonato e Teresina me pareceram suficientes para um dia e resolvi fazer uma parada estratégica num hotel ao lado da rodoviária na capital. Não me arrependo. A viagem entre as 08:30 e as 17:30 (por R$ 83,00) é de moer o corpo. São muitas paradas e seguir para o litoral por mais seis horas seria loucura. Teresina possui uma série de hotéis (todos horrorosos, mas usuais) idênticos logo de frente para a rodoviária, como que adivinhando que muita gente faz o que fiz. O pernoite por R$ 80,00 serviu para que eu percebesse que o centro da cidade era longe dali e que eu gostaria de escolher um outro hotel para quando voltasse da costa.

 

16/07 – 19/07

Saí às 08:00 para Parnaíba, onde cheguei pouco depois das 13:00. O trajeto é maravilhoso, trocando as paisagens de tons pasteis por um verde intenso com árvores bastante altas. Até a parada para o almoço à beira da estrada agradou. Acho que nunca comi tão bem por tão pouco numa rodovia (na cidade de Piracuruca). Em Parnaíba, mais uma vez aquela questão de que o centro fica afastado da rodoviária. Mas, desta vez, na claridade do dia e com um mapa dos arredores, resolvi ir até a pousada a pé. Deu quase uma hora e valeu a caminhada pela cidade que se tornaria a minha preferida do estado. Não é necessário dizer que ali também é muito quente, mas o vento e as rajadas de chuva refrescam e fazem o dia todo parecer um constante e agradável período de férias de verão. Devo ter tomado 300 kg de sorvete durante os três dias de permanência e o desejo era ter ficado por mais uma semana. A pousada que escolhi (com diárias de R$ 65,00) serviu o melhor café da manhã dentre os que me foram oferecidos e tinha um excelente quarto, além de uma família bastante acolhedora na direção. Logo depois da minha chegada, já saí para garantir um lugar num passeio de barco até o delta do rio Parnaíba no dia seguinte. É o tipo de coisa em que não dá pra fugir de agências de passeios. Escolhi a primeira que vi e o passeio me custou R$ 75,00, incluindo um traslado desde a pousada até o local de saída do barco, bastante afastado do centro. São seis horas de trajeto e o almoço é servido a bordo. Antes do passeio, na noite do dia 16, fiquei andando pela bela avenida São Sebastião, com inúmeros quiosques e oferta das mais variadas comidas. A cidade ainda estava com uma festa local em andamento, num local maravilhoso apelidado de “Quadrilhódromo”. É uma noite extremamente gostosa a parnaibana. O dia seguinte foi inteiramente dedicado à visita ao delta, que fala por si só nas fotos abaixo. O encontro do rio com o oceano é inenarrável. Há uma parada realizada em uma região de dunas, que não são uma grande novidade para quem conhece os Lençóis Maranhenses e/ou o Jalapão, mas que são sempre bonitas e divertidas. Nos demais dias aproveitei para conhecer a ilha da Pedra do Sal, única região de praias do município de Parnaíba, e o município de Luís Correa, com extensas praias bastante frequentadas e muito bonitas. Tudo isso foi feito por meio de um prático sistema de vans que atende à região, com passagens que não custam mais de R$ 4,00 e dependem do percurso desejado. As praças da cidade são numerosas e bem cheias. Parece que o parnaibano gosta de sair de casa. Certamente porque sabe a delícia que é.

 

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19/03 – 22/03

Rumo a mais um parque nacional, agora o de Sete Cidades, fui de Parnaíba a Piripiri em cerca de três horas por R$ 43,00. Achei que fosse encontrar uma vila (o nome engana) e acabei encontrando mais uma cidade de porte médio e toda arrumada. O hotel mais uma vez agradou bastante (R$ 70,00 a diária), estando muito bem localizado no centro. Foi mais uma cidade em que comi muito bem, com destaque para uma tapiocaria recém-inaugurada. O motivo de Piripiri estar na minha rota, o parque de Sete Cidades, é extremamente pequeno, ainda mais para quem havia acabado de conhecer a serra da Capivara. O que valeu muito a pena é o fato de que se pode conhecê-lo de bicicleta (com aluguel de R$ 10,00). O percurso completo pelo parque, por R$ 70,00, eu achei bem salgado. A visita é muito rápida (quatro horas), mas os atrativos são bastante interessantes, com suas formações em rocha desenhadas pela erosão do vento. Há uma opção para banho (finalmente!) também. Teria havido uma segunda opção, uma cachoeira, mas infelizmente ela só apresenta queda d’água em poucos meses do ano. Sendo assim, pensei que havia errado ao deixar dois dias inteiros para conhecer Piripiri, imaginando que o parque fosse maior. Mas contei com a simpatia de um guia muito bacana, que me deu algumas sugestões para o dia seguinte. Aceitei, claro, a que me dava a chance de nadar mais um pouco. Assim, fui conhecer o açude Caldeirão, acessível via moto-táxi (R$ 15,00 pelo trajeto) em uns vinte minutos. Trata-se de um lugar maravilhoso com propriedades abertas ao longo de boa parte de sua margem. Pelo que vi, é a opção preferida para descanso aos fins de semana. Como fui durante a semana, comi num restaurante espetacular com os pés na água praticamente sozinho. Há redes para descanso por toda a parte e muita sombra. E, assim, o passeio por Piripiri ficou completo.

 

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22/07 – 25/07

Deixei a capital por último, já que dali sairia o meu voo na madrugada do dia 25. Minha última viagem de ônibus custou R$ 30,00 e levou umas três horas. De volta a Teresina, desta vez fiquei num hotel bem bacana no centro, com diárias de R$ 150,00. O vento não aparece muito na capital, e o calor de Teresina é implacável. Não chega a incomodar, mas evitei ficar na rua em alguns horários. A impressão triste deixada dias antes se foi com o primeiro passeio em dia claro. A preservação do rio Poty, que corta o município, é invejável para um paulistano. Margens densas de verde mantém as águas também verdes do rio correndo tranquilamente, sem influência aparente do homem. Do meio da ponte estaiada (linda!), na qual é possível subir para uma vista panorâmica, não se vê as marginais, ao contrário de São Paulo, onde SÓ se vê as marginais em detrimento da natureza. As ruas movimentadas também têm boa organização e inclusão, separando faixas para ciclistas e faixas para esportistas a pé ao lado da calçada. Sendo uma cidade grande, as opções de comércio e de alimentação são as mais variadas possíveis e tudo muito fácil de ser encontrado. Os atrativos são fáceis de ser encontrados e fiz tudo a pé (achei o serviço de ônibus meio complicado). Para quem prefere, o táxi é extremamente barato (parâmetro de paulistano). O encontro dos rios Poty e Parnaíba não pode deixar de ser visto.

 

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Considerações:

 

Destino

O Piauí oferece uma variedade tão grande de destinos e biomas que chega a ser ridículo que ele não esteja mais presente em materiais sobre roteiros turísticos. Ao menos isso significa uma aparente exclusividade, afinal eu me senti “sozinho” (como turista) em basicamente todos os lugares. A serra da Capivara compreende o parque nacional mais limpo e organizado que tive a oportunidade de conhecer até aqui, talvez por conta do seu acesso complicado. Sete Cidades, muito mais próximo da capital e sem mistérios para chegar até lá, traduz melhor o descaso que conhecemos quando se trata de gestão do patrimônio federal (apesar que achei o parque extremamente bonito também). O litoral piauiense é incrível e a capital do estado tem algumas coisas a ensinar à minha cidade. Petrolina também é uma linda cidade e o rio São Francisco é o grande destaque ali (poderia ser o único que já estaria bom).

 

Época do ano

O que ouvi em praticamente todos os lugares é que em qualquer outra época do ano eu teria enfrentado as mesmas temperaturas, o que não é difícil de acreditar. O que muda é a chuva. Quem quiser um refresco na serra da Capivara precisa ir no fim ou no começo do ano. Em Sete Cidades, para visitar a cachoeira é preciso ir nos primeiros meses do ano. Foi a única coisa de que senti falta.

 

Hospedagem e alimentação

Bem acima das expectativas. Todos os cafés da manhã tinham boa quantidade de sucos, frutas e opções de pão, além de ovos, café e algumas especialidades locais. No almoço e no jantar, muita carne de sol, frango preparado de variadas formas e peixes. Quando houver vontade de fugir um pouco do cardápio regional, isso também é possível em todos os lugares. Aliás, incrível a quantidade de locais servindo sushi no Piauí! Os hotéis e as pousadas foram adequados, sem grande requinte mas com tudo o que se precisa para ser feliz, especialmente limpeza. Quatro deles eu recomendaria de olhos fechados (ver abaixo): o de São Raimundo Nonato, a de Parnaíba, o de Piripiri e o de Teresina.

 

A viagem

O tipo de viagem que escolhi fazer é andar bastante e manter o maior contato possível com a natureza. Para tal fim, o Piauí é um prato cheio. Acho que acertei a permanência em todos os locais. Se eu pudesse encaixar um dia a mais dentro do roteiro, teria prolongado a parte de Parnaíba. Conforme a realidade de quase todo o país, as distâncias pra quem quiser visitar múltiplos lugares são BEM longas. Atrativos também ficam bem espalhados pelas cidades em que se encontram, então gasta-se muito contratando transporte.

 

Vontade de voltar?

Sim!!!

 

Contatos:

Masuka Center Hotel (Petrolina) – (87) 3862-1919

Real Hotel (São Raimundo Nonato) – (89) 3582-1495

Hotel Teresinha (Teresina) – (86) 3211-0919

Pousada Beira Rio (Parnaíba) – (86) 3323-4811

Hotel California (Piripiri) – (86) 3276-1645

Hotel Velho Monge (Teresina) – (86) 3222-8694

Guia Wilk Amorim Lopes – (89) 98130-0291 ou (89)99418-0637 e e-mail [email protected]

 

Segue abaixo apenas mais uma palhinha da viagem, mas o álbum completo pode ser encontrado no meu perfil do Facebook: https://www.facebook.com/richard.meckien/media_set?set=a.10207528878646168.1073741835.1415455293&type=3&notif_t=like

 

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