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Bolívia via trem da morte sozinha- 15 dias !

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Boa tarde [email protected]! Esse é o meu primeiro relato aqui, espero que possa ajudar muitas pessoas assim como ajudou muito os que eu li. Apesar dos muitos relatos de viagem pela América do Sul, acho interessante passar um pouco da minha viagem para vocês, pois fui sozinha e acredito que minhas dicas vão colaborar bastante para quem ainda tiver dúvida, tirar logo a mochila e partir para a Bolívia!

 

Fui para o Peru, via Acre, há 2 anos atrás e na época não passei na Bolívia por falta de tempo($) então fiquei com o gostinho pra conhecer esse país tão próximo e tão rico em diversidade que prometi que nas primeiras férias do trabalho (que eu ainda iria arrumar,,rs) iria embarcar pra lá! Via trem da morte é claro! Aqui segue um pouco da viagem, qualquer dúvida é só entrar em contato que ajudo no que for possível ! Ficou longo mesmo, então se preparem!

 

Minhas férias estavam programadas desde o ano passado para agosto/2015 e tinha 20 dias de férias. Como queria entrar na Bolívia pela fronteira para viajar com o trem da morte, pensei em voltar de avião de La Paz ou Sta Cruz pro Brasil, mas as passagens estavam muito caras mesmo só a volta, coisa de 1mil reais! Aí, desencanei e resolvi comprar ida e volta por Campo Grande mesmo, é cansativo, mas dá pra aguentar de boa sim e você economiza muito.

Comprei as passagens pela GOL com ida 05/08 e volta 20/08 por 230$ ! Achei boa a promoção. Também comprei as passagens de ida e volta de Campo Grande - Corumbá por garantia também.

 

Aqui segue meus gastos pré - viagem!

 

• Passagem de avião GOL ida + volta SP – Campo Grande/MS: 230 $

• Passagem ônibus Empresa Andorinha ida + volta Campo Grande – Corumbá: 207$;

• Roupas de frio Decathlon: Camisa longa e legging térmica + Jaqueta impermeável Quechua + Fleece Quechua = 340 $

Ps: A jaqueta estava em liquidação de 350$ por 150 $ !!

• Bota Timberland Trail Valley Marrom: 175 $

Ps: Encontrei com promoção de 40% de desconto no site da Dafiti! Chegou em 4 dias úteis, recomendo o site (y)

• Câmera digital SONY CYBER SHOT 16.1mp: 340$

Ps: Só tinha na Casas Bahia um modelo no mostruário, logo pedi desconto, de 480$, saiu por 340$. Já tinha esse modelo e recomendo muito, as fotos ficam incríveis, sem nem precisar colocar filtro depois hehe.

• Remédios diversos: Dorflex, Polaramine (antialérgico), dipirona (antitérmico), Neosaldina (dor de cabeça): ~ 50 $

Ps: Não curto tomar remédios, mas são bem necessários em viagens, pois uma simples dor de cabeça pode prejudicar seu rolê e passa rápido com um simples comprimido. Em Sta Cruz comprei 4 comprimidos para Soroche (4bol cada) e um outro remédio para enjoos (8 bol cartela);

 

Preparação da mochila:

Um dos melhores presentes que minha mãe já me deu, além da vida..rs, foi uma mochila da Quechua Forclaz 50 L ! É perfeita para viagens e tem uma abertura lateral ótima, ganhei há 3 anos e ela já me acompanhou em viagens longas e está inteirona ainda.

A cada viagem que faço tento diminuir a quantidade de coisas que levo, com o tempo a gente vai aprendendo e vai se acostumando. Nessa, procurei levar poucas roupas, pois já sabia que estaria fazendo muito frio e não adiantaria levar várias opções de jaquetas pra usar..rs não é?

Levei o básico e consegui sobreviver muito bem, mas acho que poderia ter incluído algumas coisas, como:

• 01 camisa longa térmica a mais: praticamente dormia e acordava com ela a maioria dos dias, não ficou com “cheirinho” ainda bem, mas poderia ter incluído mais uma na mala;

• 01 blusa de moleton ou 01 jaquetinha simples: quando fazia “só mais um pouco” de frio, já precisava colocar minha jaqueta gigante, se tivesse levado alguma dessas opções não precisaria;

• 02 cadeados para mochila e loocker bons! Comprei 02 bem porcarias e um deles quebrou logo no primeiro dia, sorte que não me furtaram nada!

 

ITENS MOCHILA:

 

• 01 jaqueta impermeável;

• 01 blusa fleece;

• 01 calça legging térmica;

• 01 camisa longa térmica;

• 01 calça legging;

• 05 blusinhas de manga curta;

• 04 blusas de manga longa;

• 01 short jeans ( nem preciso dizer que não usei né? Rs);

• 07 meias grossas altas;

• Calcinhas, 02 sutiãs e 01 biquíni (o biquíni era pra entrar nas águas termais, mas, não consegui entrar porque tava com muito frio);

• 01 meia calça de lã e 01 par de polainas;

• 01 par de havaianas e 01 alpargata;

• Mochila de ataque ( uma simples de 15 L da Quechua também e que é impermeável, descobri lá) : 01 luva, 01 gorro e alguns itens de higiene pessoal.

• 01 doleira, item fundamental em viagens assim! Me sentia muito mais segura com os documentos e dinheiro, só tirava pra tomar banho mesmo rs.

• 01 mantinha de frio, grande companheira de viagem! Fui muito útil nas viagens de ônibus;

• 01 rolo de papel higiênico, se puderem levem mais, nunca será demais!

 

Fui viajar com: 01 calça jeans, 01 blusa de manga longa, 01 casaquinho leve e um tênis.

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05/08 (quarta-feira):

 

Meu vôo estava marcado para as 20h30, como conheço bem minha cidade e sabendo que pegaria o horário de pico para chegar no Aeroporto de Congonhas, saí de casa ás 17h. Fiz um caminho mais longo, porém onde eu teria que andar menos e conseguiria pegar os ônibus sentada, o que deu certo, cheguei em Congonhas + ou – 19h. Pra prestigiar minha ida estava por lá também o ator Caio Blat pra se despedir de mim.. rs.

Infelizmente esqueci de passar pra comprar algo pra comer antes e acabei comendo por lá, #nuncamaiscomoemaeroporto. Tudo caro demais e não valendo o preço que custa, na próxima levarei umas quentinhas pra comer por lá.

O vôo atrasou 1h, logo saímos por volta das 21h30 de SP. Cheguei em Campo Grande e para minha alegria, lá o fuso horário é diferente e eram 21h! A amiga de uma amiga minha estava me esperando de carro com o namorado e eles me levaram até a rodoviária. A ideia era eu conhecer a cidade, mas os dois trabalhavam cedo no dia seguinte e não rolou. Fiquei aguardando na rodoviária pois o ônibus para Campo Grande só sairia as 23h59 (horário cabalístico). O ônibus saiu no horário previsto e a viagem foi bem tranquila, boa qualidade e estrada boa, tivemos uma parada no caminho.

 

Gastos:

• Ônibus pro aeroporto: 3,5 $

• Lanche no Pão-de-queijo: chá mate + pão de queijo por absurdos 15$

• Ajuda na gasosa pra carona pra rodoviária: 10$

 

 

06/08 (quinta-feira):

 

Cheguei em Corumbá por volta das 6h e no amanhecer vi o nascer do Sol mais lindo da vida direto do ônibus, era uma mistura incrível de cores quentes! Viva o Pantanal, preciso voltar pra conhecer direito esse bioma.

Da série ‘ quem tem amigos tem tudo’, lá em Corumbá tenho um amigo da faculdade, logo que soube que iria passar por lá entrei em contato com ele e combinamos de nos vermos lá. Ele me buscou na rodoviária umas 8h, fomos comer algo num restaurante árabe de lá muito gostoso (não me lembro infelizmente), ele deu uma volta na beira do rio comigo e fomos rumo à fronteira!

 

Primeiro fui dar a saída do Brasil na polícia federal, lá estava uma fila pequena, mas o calor era realmente forte já as 9h! Complicado ficar longe da sombra. Quando faltavam 3 pessoas para eu ser atendida, ouço o atendente gritando lá perguntando se havia brasileiros na fila. Disse que eu era e ele me questinou porque tinha deixado bolivianos passarem na minha frente (?), eu disse que não sabia que havia filas separadas. Depois de ser extremamente grosso com uma boliviana na minha frente, porque ela não havia dado entrada no Brasil anteriormente e estava dando a saída, ele ainda quis brincar comigo e com meu sobrenome (Pinto). Confesso que fiquei bem decepcionada com os profissionais de lá (na volta ao Brasil mais ainda) e pensei que seria tratada como os bolivianos são tratados pela polícia federal brasileira na polícia boliviana. Mas tive uma grata surpresa e lá fui muito bem atendida! Dica pro lado brasileiro ser mais humilde (y).

 

Em Puerto Quijarro era feriado, cheguei na Bolívia no dia da independência do país. Lá fui cambiar um pouco de dinheiro, encontrei por 1$ - 2 bol, pensei que encontraria um câmbio melhor depois e troquei 500 $ - 1.000 bol (depois me arrependi porque não encontrei cambio melhor, dica!)

Fui comprar a tao esperada passagem no trem da morte! Cheguei por lá por volta do meio dia e o trem saía ás 13h, a passagem foi 70 bol.

Me despedi do meu amigo e fiquei esperando a saída do trem.

 

Durante a espera vi uma típica mochileira, a Akvile. Uma moça da Lituânia (sim, eu conheci alguém da Lituânia) que já morou em Moçambique e falava bem português, ela veio viajar pela América do Sul, passou pelo Brasil e estava entrando na Bolívia pela fronteira também. A intenção dela era chegar em Santa Cruz e ir direto para La Paz, mas de tanto ouvir eu falar bem do tal Deserto de Sal se animou e resolveu ir comigo também.

 

A viagem de trem e suas 17 horas, foi muito tranquila. Como saímos no começo da tarde, vi as variações de vegetação e do céu, incrível! A estrutura do trem está bem diferente, li várias histórias, mas não tenho nada do que reclamar. Super confortável! Começou passando um show do Henrique Iglesias e ás 22h começou um filme de terror (essa foi a pior parte da viagem, pois o filme era bem tenso com gritaria e o som era bem alto). Ao longo do caminho, o trem tem algumas paradas rápidas onde vão entrando pessoas para viajar. Quando voltei do jantar, quase não encontrei minha poltrona pois nosso vagão estava cheio de gente já. Por volta das 20h fomos comer algo num restaurante que tem em um dos vagões. Lá comi um arroz com frango e batata frita e tomei um refrigerante. Depois dormi e só acordei na última parada em Santa Cruz.

 

Gastos:

• Lanche em Corumbá: 5$

• Frutas e água: 15 bol

• Passagem trem: 70 bol

• Pastel + café: 4 bol

• Jantar + refri: 27 bol

• Cambio 500$ - 1.000 bolDSC00021.JPG.f05b5c64cabf1330871650ad28693f13.JPG

 

07/08 (sexta-feira):

 

Chegamos em Santa Cruz de la Sierra ás 5h30, tivemos que esperar até as 6h para abrir a rodoviária.

A minha intenção inicial, depois de ouvir relatos da estrada ruim para Sucre, era fazer o trajeto para Sucre de avião. Mas, a Akvile sugeriu irmos de ônibus e infelizmente eu topei.

 

O horário para Sucre era somente ás 17h (lá todas as empresas saem nos mesmos horários para as cidades, não há muita concorrência de horário) e compramos da empresa Tupiza um ônibus direto para Potosí. A passagem foi bem barata e disseram que o ônibus era semi-cama. Deixamos nossas mochilas na loja e fomos dar uma volta pela cidade. Era um dia bem atípico por lá, porque os ventos eram muito fortes! Não conseguimos aproveitar muito por lá. Conhecemos a Catedral, a Plaza de Armas e dois museus próximos, e fomos para o Mercado Central almoçar. Lá comi arroz com frango e umas batatas diferentes muito boas e tomei um suco delicia de morango. Vale a pena a visita pra quem passar por lá, eu adoro conhecer e comer os Mercadões das cidades, dá pra conversar com os locais e comer barato.

Demos algumas voltas e encontramos um café com wi-fi, chama Café La Rooca, ao lado da Plaza de Armas. Lugar mais caro, mas bem gostoso de conhecer.

Voltamos para a rodoviária e fomos tomar uma ducha lá mesmo. Eu estava com receio no início, mas me surpreendi. O local estava limpo e a água era fria, mas o calor era grande por lá.

Comprei algumas coisas para comer durante a viagem e embarcamos no ônibus ás 17h. O ônibus realmente era bem ruim, eu já imaginava pelo preço que pagamos. Aqui vai outra dica valiosa.

 

NÃO ECONOMIZE AO VIAJAR DE ÔNIBUS NA BOLIVIA!

 

A estrada para Sucre era realmente horrível, superou minhas expectativas da pior maneira. A poltrona era muito ruim e o ônibus não tinha banheiro. Foi a pior noite da viagem, não consegui dormi e o barulho dentro do ônibus era muito insuportável, foi difícil.

 

Gastos:

• Banheiro: 4 bol (os valores gastos com banheiros podem ter variado)

• Café: 7 bol

• Passagem para Potosí – Empresa Tupiza: 60 bol

• Água: 10 bol

• Almoço: 11 bol

• Remédios: 18 bol

• Banho: 5 bol

• Pacote de pão de queijo: 10 bol

• Empanada: 3 bol

 

08/08: sábado

 

Chegamos em Sucre as 8h, lá o ônibus teve uma parada rápida para desembarque de alguns passageiros e seguimos direto para Potosí. Vale ressaltar que a última parada da viagem para usar o banheiro tinha sido as 4h no meio da estrada (a minha vontade de fazer xixi foi menor e não precisei usar).

Ás 11h finalmente chegamos em Potosí! Lá pudemos conhecer a Bolívia mais na essência, pois as habitações eram muito simples pela estrada e na cidade. Finalmente fui ao banheiro (o/) e comprei algumas besteiras para levar pra Uyuni. Fomos de táxi para a outra rodoviária de onde saiam os ônibus pra Uyuni. Compramos as passagens e aguardamos uns 30 min pro embarque, nem preciso dizer que estávamos acabadas né? Tudo que eu desejava era um banho quente e um cobertor quentinho para dormir. Não me lembro o nome da empresa, mas era uma van um pouco maior e bem confortável.

 

Chegamos em Uyuni ás 16h30 e ainda não estava muito frio por lá. Lá devido ao grande turismo, já é bem caótico. Muitas pessoas nas ruas e oferecendo pacotes de viagem o tempo inteiro. Logo que chegamos enquanto procurávamos um quarto para dormir, uma senhora muito simpática veio me oferecer um pacote pro Salar. O pacote iria incluir um pernoite naquele dia, café da manhã e o passeio de 3 dias pelo Deserto num carro com 6 pessoas. O preço era o mesmo que já havia lido nos relatos e aceitamos, 700 bol. O nome da agência é Thiago tours!

A Rosemari nos levou para o Hotel que era muito bom, quartos quentinhos e com cobertas e banheiro fora compartilhado. E dois itens importantíssimos em viagens e na Bolívia: água quente e wi-fi.

A Akvile estava mal pela viagem e ficou descansando no quarto enquanto eu fui dar uma volta e cambiar bolivianos. O câmbio foi o pior que encontrei 1,6$ - 1 bol, então só troquei um pouco que seria necessário até chegar em La Paz.

Mais a noite fomos em um restaurante lá próximo jantar algo. A cidade é bem turística e muito gostosa, com várias opções boas para comer e beber a noite. Umas 21h fomos dormir porque no dia seguinte começaria o grande momento da viagem: a ida para o Deserto!

 

Gastos:

• Banheiro: 3 bol

• Táxi + comidinhas: 30 bol

• Passagem para Uyuni: 30 bol

• Passeio Salar + pernoite Hotel La Cabaña: 700 bol

• Jantar: sopa + suco 39 bol

• Passagem La Paz: 100 bol

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09/08 (domingo):

 

O passeio estava programado para começar as 10h. Acordamos umas 8h e fomos tomar café da manhã lá no Hotel mesmo, compramos algumas coisinhas e frutas para levar e fomos para a agencia. Lá nosso motorista estava atrasado e só estávamos nós lá, não sabia do restante do grupo. Nessa hora fiquei um pouco tensa, mas, logo se resolveu. Chegaram um casal, a moça de Barcelona e o cara de Montevidéu que moravam juntos na Espanha, no caminho pegamos dois amigos, um americano e uma francesa. Todos falavam espanhol, menos a francesa, mas ela entendia bem quando conversamos. Para mim foi ótimo, porque não falo inglês e estava com receio de ficar em um grupo com outro idioma. Nosso motorista parecia ser bem tranquilo também. E assim partimos pro Deserto.

Agora não vou ficar falando muito sobre as paisagens, porque acredito que só estando lá para ver mesmo e vocês já devem ter lido muito sobre elas também. Vou falar mais da estrutura do passeio que contratamos.

Uma das paradas do dia que mais gostei foi a Ilha de Cactus, com pagamento a parte. Para mim valeu muito a pena, só o tempo que não estava colaborando muito. Ventava muito! Foi bem difícil chegar no topo para admirar todos os milhares de cactos por lá, mas, valeu a pena (y).

Chegamos no Hotel de Sal onde dormiríamos as 17h com o Pôr do Sol do Deserto incrível! A estrutura do hotel era boa e o banho quente era pago à parte (fiquei nos lenços umedecidos esse dia), tivemos um cházinho da tarde com bolachas quando chegamos e mais a noite um jantar bem servido.

 

Gastos:

• Água: 11 bol

• Mexericas: 10 bol

• Entrada Ilha de Cactos: 30 bol

• Banheiro 4 bol

 

PS: Fui em uma época muito fria pra Bolívia! De dia a temperatura média era de - 10 º C a sensação térmica e a noite chegava a - 20 º C ! Então, vá preparado! Além do frio, os ventos são muito fortes!

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10/08 (segunda-feira):

 

O dia começou as 7h, tomamos um café e saímos pro passeio. Nesse dia visitamos as várias Lagunas, encontramos flamingos e estivemos na sonhada Laguna Colorada. A tarde o vento estava muito forte, não sei a velocidade, mas era muito forte! Tive muita dor de cabeça nesse dia.

Chegamos no hotel onde dormiríamos umas 17h e ficamos descansando e conversando muito. A noite rolou uma macarronada muito gostosa com vinho boliviano! Tentei iniciar os gringos no mundo do truco, mas foi complicado explicar pra eles a malicia da jogatina brasileira hehe.

 

Gastos:

• Banheiro: 7 bol

• Papel higiênico: 3 bol

• Entrada Parque Laguna Colorada: 150 bol

* a entrada no Parque é parte separada do passeio, eles informam isso durante a compra.

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11/08 (terça-feira):

 

No último dia do passeio saímos do hotel bem cedinho, por volta das 5h. O dia prometia ser de muito cansaço. Visitamos os Geisers e a Laguna Verde, incrível! E as águas termais. Do meu grupo só o americano teve coragem de entrar, mas lá várias pessoas entraram também. Eu queria muito, mas a preguiça de tirar toda a quantidade de roupa foi maior! Isso porque já tinha até separado meu biquíni.. hehe.

 

Chegamos em Uyuni as 17h e nosso ônibus para La Paz, “sairia” as 19h30. Lá fui com a Akvile procurar um lugar para tomar banho quente e combinamos de encontrar o restante do grupo do passeio para nos despedirmos e comermos uma pizza ás 18h. Tomamos um banho delicioso, depois de 3 dias né? Por 15 bol num Hotel ao lado da agência do passeio.

Fomos encontrar o pessoal no restaurante e foi uma delícia, é incrível como pessoas tão diferentes, com criações e países diversos conseguem se sentir tão próximos depois de 3 dias de intensa convivência. Tive muita sorte em ter eles no meu grupo do passeio, nos demos muito bem durante todo o percurso.

Aí começamos a saga ida para La Paz. Saímos rápido da pizzaria por causa do horário do ônibus, chegando lá informaram que nosso ônibus só sairia as 20h. Ok, iriamos com mais calma. Subimos no ônibus e ele era ótimo, poltrona semi-leito, com banheiro e aconchegante. Mas, começamos a ouvir um burburinho, o ônibus que estávamos iria passar em Potosí no caminho, algumas pessoas se revoltaram e desceram, até ai eu tava meio puta, mas só queria chegar tranquila em La Paz. De repente, mandaram a gente descer e nos informaram que aquele não iria mais sair pra viagem, depois descobrimos que o motorista tinha sido preso por estar bêbado. Nos colocaram nas ultimas poltronas de um ônibus péssimo que só iria até Oruro e de lá teríamos que pegar outro para La Paz, logo elas não abaixavam e saímos de Uyuni só as 21h. A estrada era até boa, estava bem tensa quanto a isso, mas dormir naquelas poltronas era impensável.

Chegando em Ururo vi uma das cenas mais incríveis na vida de qualquer pessoa, e vi neve pela primeira vez! Nevava muito, era madrugada. Em Oruro, não sabia se ficava feliz por estar vendo neve pela primeira vez ou se morria de frio. Nos colocaram em um outro ônibus para La Paz e que graças aos céus era muito bom, com banheiro e poltronas semi-leito, pudemos dormir finalmente.

 

Gastos:

• Banheiros: 8 bol

• Ducha: 15 bol

• Pizza + vinho para cada: 40 bol

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12/08 (quarta-feira):

 

Chegamos no buraco do mundo, digo, La Paz, ás 7h. Transito caótico e neve. Ainda tinha neve espalhada e foi muito bonito ver como as pessoas estavam felizes com aquilo. Comemos algo na rodoviária mesmo, bem estruturada e fomos comprar passagem para Copacabana. O ônibus sairia ás 10h30.

Comprei mais algumas comidinhas para levar e fomos pro ônibus. Era simples, mas a viagem seria tranquila e de cerca de 4 horas.

Durante a viagem, muita neve espalhada e o tempo que não melhorava, muito chuvoso ainda. Mas, quando chegamos em Copacabana o clima mudou completamente, que cidade deliciosa, estava com sol e céu azul, apesar do frio que havia! O “mar” do Titicaca é realmente incrível, que sensação boa tive quando cheguei por lá.

Minha intenção era ir direto para a Isla del Sol e pernoitar por lá na parte norte já nesse dia. Mas, na Bolívia os horários não colaboram muito. A última barca para a Isla del Sol parte Norte, saia as 13h.

 

Eu já tinha me despedido da Akvile, pois ela já tinha a ideia de dormir em Copacabana aquele dia, mas, a reencontrei e fui para o Hotel onde ela estava. Chama “06 de agosto” e peguei um quarto simples com banheiro compartilhado por 30 bol. No final da tarde fui dar uma volta e vi o Pôr do Sol do porto, incrível e de uma paz tremenda.

Fomos jantar lá próximo do hotel e combinamos de pegar a barca pra Isla del Sol as 8h30, o primeiro horário de saída.

Aproveite o wi-fi do Hotel e reservei uma cama no Hostel Wild Rover, que já havia falado bem. Quando viajo e principalmente sozinha, dou preferência para os Hostels pela facilidade em conhecer novas pessoas. Um dos relatos que li indicava esse Hostel principalmente pelas festas que ocorriam no local, era perfeito para mim, porque até aqui minha viagem estava quase franciscana.. rs

 

 

Gastos:

• Banheiro: 1 bol

• Café da manhã: 5 bol

• Passagem para Copacabana: 25 bol

• Lanche rodoviária: 15 bol

• Burrito em Copacabana: 36 bol

• Hotel: 30 bol

• Jantar: 35 bol

• Anel: 15 bol

 

13/08 (quinta-feira):

 

Acordei as 7h e o tempo estava bem ruim, frio misturado com uma garoa constante, quis desistir de tudo. Mas não podia..rs

A Akvile preferiu esperar e pegar a barca mais tarde, mas eu fui ás 8h30. A partir nos desencontramos e não nos encontramos mais.

Comprei a passagem para a barca ali próximo do Hotel e já comprei a passagem para La Paz no dia seguinte ás 13h.

Peguei a barca e cheguei na Isla del Sol parte Norte por volta das 11h. Lá fui procurar um lugar simples e barato para passar a noite e encontrei um Hotel próximo de uma quadra de futebol que tem lá, não me lembro o nome. Mas, o senhor apesar de um pouco estranho, me ofereceu um quarto bom com banheiro compartilhado por 20 bol.

Deixei minhas coisas lá, fui ao Museu e comprei um mapa da Isla que incluía um passeio com um guia pela Isla. Estava muito frio e o vento era forte, mas demos uma volta por lá e mesmo com o tempo ruim, a beleza do lugar é incomparável. Desde quando fiquei sabendo que existia um tal Lago Titicaca sempre esperei pelo momento de conhece-lo. Fiquei chateada com o clima, mas tentei resisti. O passeio com o guia acabou e pensei em ir por trilha até o lado Sul, como várias pessoas fazem também, eu teria ainda que retornar a parte da Norte para pernoitar. Infelizmente a chuva, o frio e o vento aumentaram e eu voltei para o quarto, mesmo embaixo das cobertas sentia muito frio, pensei que estivesse com febre e tomei um antitérmico e dormi. Só ás 17h acordei, saí para comer um lanche ali próximo e voltei logo porque o frio continuava! Fui logo dormir quentinha.

 

Gastos:

• Barca para Isla del Sol lado Norte: 25 bol

• Ônibus para La Paz: 30 bol

• Café: 8 bol

• Mapa e guia: 20 bol

• Bolachas + chocolate: 23 bol

• Quarto no hotel: 20 bol

 

14/08 (sexta-feira):

 

Depois de uma noite fria, acordei as 7h com um céu azul na Isla que eu nem acreditei. Principalmente pelo fato de que eu iria embora de lá em uma hora. Pensei em ficar mais um dia, mas, acho que o frio do dia anterior me deixou traumatizada que eu não via a hora de sair da Isla del Sol 

Fui para o porto de onde saiam as barcas e comprei para o primeiro horário. Comi um pão e tomei um suco por lá e esperei o horário da barca, admirando aquele lugar e sentindo uma energia única que só quem esteve por lá ou em Machu Picchu pode ter sentido.

Chegamos em Copacabana umas 11h30, deixei minha mochila na loja que comprei as passagens e fui dar uma volta pela cidade. Não sei se era um dia atípico, mas haviam muitos carros no local para pedir a benção a santa da igreja de Copacabana que é protetora dos motoristas. Eu não sou católica, mas, nas viagens adoro conhecer as igrejas e catedrais dos lugares. A de Copacabana é simples na estrutura, mas o teto é todo banhado a ouro, muito bonita.

Fui comer um burrito numa lanchonete que já tinha ido e aproveitar para usar o wi-fi antes de partir para La Paz. Aproveitei para cambiar moeda, encontrei por 1,8 $ - 1bol e troquei o que me restava de dinheiro vivo, rs.

O ônibus saiu “pontual” e tinha até wi-fi, confesso que acho engraçado esse tipo de tecnologia haha.

 

Chegamos em La Paz por volta das 18h e pegamos bastante transito até chegarmos na rodoviária. Lá comprei a passagem de volta para Santa Cruz de la Sierra, o que foi uma grande dúvida! Cogitei ir de avião, pois já estava bem cansada de viajar de ônibus e encarar mais 15h até Santa Cruz poderia ser complicado. Mas, a passagem de avião era quase 600 bol e de ônibus leito 220bol! Apesar do cansaço para encarar outra viagem longa de ônibus (lembrando que de Santa Cruz ainda iria até Puerto Quijarro e de lá para Campo Grande), preferi ir de ônibus, pois economizaria em La Paz porque não iria dormir em hostel além do táxi para o aeroporto ser bem maior. Na verdade, escolhi comprar mais presentes por lá e voltar de ônibus.. rs. Comprei a passagem de ônibus leito na Empresa Trans Copacabana por 220 bol, recomendo essa empresa.

 

Peguei um táxi e fui para o hostel, um taxista muito simpático que foi conversando sobre os pontos turísticos e sobre a economia do país.

Chegando no hostel descobri que confirmei a reserva no dia errado e eles não haviam confirmado. Para minha sorte/azar, havia uma cama livre num quarto de 10 pessoas misto, lá a estrutura é muito boa, vale a pena. Lá funciona uma agência de passeios também, fui ver os preços pois iria fazer o Downhill, o fato mais aguardado em La Paz!! Fechei a bike intermediária por 490 bol e marquei de fazer o passeio para dois dias depois, pois tinha a intenção de aproveitar a cidade no dia seguinte e também estava cansada das viagens e de acordar cedo. Lá conheci um brasileiro que iria fazer a descida de bike no dia seguinte, fomos pro bar do hostel e ficamos lá bebendo um pouco. Muito bom poder falar com brasileiros depois de tanto tempo.

 

Gastos:

• Barca Copacabana: 25 bol

• Café da manhã: 10 bol

• Passagem para Santa Cruz: 220 bol

• Táxi para o hostel: 20 bol (a corrida era 15bol mas dei 5 bol pela simpatia)

• Bar hostel: 68 bol (02 cervejas e 01 burrito muito gostoso)

• Downhill: 490 bol

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15/08 (sábado):

 

Depois de poder dormir numa cama delicia e bem quentinha, acordei umas 10h e fui tomar o café que era servido no bar do hostel. Lá conheci uma francesa, que falava bem espanhol, e fomos dar uma volta pela cidade. Por indicação dela fomos no Museo Nacional de Etnografia e Folclore, que é incrível! Estava rolando uma exposição sobre a indústria têxtil no país, muito legal e com vários gorrinhos feitos antes de Cristo. Além de uma exposição com máscaras de festividades de carnaval e sobre a história dos povos andinos.

De lá pegamos um táxi e fomos pegar o teleférico para ver a cidade, um passeio que vale a pena! Chegamos no alto e voltamos por 6 bol, é um transporte público para os bolivianos, uma ideia muito boa principalmente naquela cidade cheia de subidas. Pelo caminho encontramos um restaurante vegetariano para almoçar e fomos em busca da casa do Evo Morales. A casa do presidente fica em uma avenida onde há muitas embaixadas, inclusive a do Brasil está lá, e é mais simples que muitas das embaixadas também, principalmente a dos EUA que é a maior e cheia de apetrechos. Andamos mais um pouco por lá e voltamos de táxi para o centro, o táxi lá sai bem barato e sempre rola pechinchar mais. Fomos para a região da Catedral e lá compramos alguns presentinhos e eu pirei na barraca de uma senhora que vendia anéis e brincos de prata! Eu não sabia, mas na Bolívia é bem mais barato comprar prata, vale a pena comprar por lá!

Voltamos pro hostel e eu estava bem enjoada e com dores de cabeça, acredito que por ter andado tanto o dia todo e La Paz realmente não é brincadeira, tem que tomar cuidado mesmo com a saúde lá. Clima seco e altitude acima do normal, não se pode querer fazer tudo corrido, como fiz aquele dia. Fui pro bar do hostel para comer algo e consegui comer um macarrão, comecei a beber umas cervejas e os enjoos passaram.. rs

 

Fui dormir cedo porque no dia seguinte acordaria as 7h para o Downhill e para o meu azar, no meu quarto estavam 7 amigos ingleses, que já tinham feito o passeio no dia anterior e aproveitaram aquela noite para curtir a balada. Chegaram no quarto as 4h30 (sim, este horário) e ficaram conversando com a luz acesa como se não estivesse mais ninguém no quarto, só que havia eu e mais duas pessoas. Achei muita falta de respeito e apesar dos meus “xiu”, ninguém parava de conversar. Acabei levando e pedindo para eles pararem e respeitarem quem estava dormindo em espanhol mesmo, eles pararam um tempo, mas ainda se ouvia umas conversas. Sei que dormindo em hostel ficamos sujeitos a dormir com barulho, mas acredito que respeito é o mais importante, pareciam adolescentes mimados que se achavam sempre certos. Nesse momento quis muito saber falar inglês pra poder falar umas verdades pra eles, realmente foi uma noite daquelas.

 

Gastos:

• Entrada Museu: 20 bol

• Táxi: 10 bol

• Teleférico: 6 bol

• Sorvete: 16 bol

• Almoço: 32 bol

• Presentes: 115 bol

• Bar hostel: 49 bol

 

16/08 (domingo):

Apesar de uma noite daquelas começou um dos momentos mais aguardados da viagem, a descida de bike pela estrada da morte da Bolívia! Acordei as 7h junto com um australiano que tava no meu quarto e também iria pro passeio. Na van, das 7 pessoas que haviam, só tinha eu de mulher (y).

Mais uma vez, não vou ficar falando do passeio em si, porque cada um sentirá algo quando fizer este passeio. Só digo uma coisa: FAÇA! Apesar do grande medo que dá, foi um dos pontos altos da viagem. Na cidade de La Paz é o único passeio que vale a pena de fazer, então FAÇA!! Fiz a descida em um domingo e no começo da estrada da morte, tivemos que aguardar uma Maratona que estava acontecendo por lá acabar. Sim, eu estava achando que erámos loucos por descer de bike a estrada, mas, tem gente pior, pessoas que sobem correndo a estrada da morte! Realmente só na Bolívia mesmo! Haha

 

Após a espera, iniciamos de vez a descida! E a paisagem é incrível, então repito FAÇA O DONWHILL NA ESTRADA DA MORTE DA BOLÍVIA! Caso não saiba andar de bike, aprenda um pouco antes de ir viajar.

 

Voltamos do passeio as 19h pro hostel. Lá fui comer algo no bar e beber, e saciar o que estava sentindo, porque parecia estar em transe ainda. Bebi um pouco com uns gringos por lá e fui dormir, porque estava acabada também. Não entendia como as pessoas conseguiam beber tanto e ainda ir pra balada lá depois de um dia cansativo desses! Rs

 

Gastos:

• Entrada Estrada da Morte: 25 bol

• Banheiro: 2 bol

• Bar hostel: 65 bol

• Refrigerante: 8 bol

 

17/08 (segunda-feira):

 

Último dia em La Paz e o que eu mais queria era gastar meus bolivianos em muitos presentes! Fiz o check-out do hostel e fui dar uma volta pelo Centro, fui na Catedral e na Plaza de Armas. No almoço, mais arroz com frango, realmente as pessoas comem muito frango por lá, não aguentava mais.

Meu ônibus para Santa Cruz saia ás 20h e as 19h peguei um táxi na frente do hostel para a rodoviária. Lá comprei algumas besteiras para comer no caminho e fui pegar o ônibus, que para minha sorte realmente era leito e muito confortável. A noite seria longa, mas de muito conforto pelo menos..rs

 

Gastos:

• Hostel: 186 bol (62 bol/noite)

• Suco: 8 bol

• Almoço: 17 bol

• Farmácia: 8 bol

• Presentes: 400 bol

• Táxi: 15 bol

• Lanche: 21 bol

 

18/08 (terça-feira):

 

A viagem foi tranquila e a estrada boa, não sei se é devido ser uma rodovia que liga à capital do país, mas no caminho o ônibus foi parado várias vezes pela polícia para checagem dos passageiros, documentos e das bagagens. Nessa hora até pensei que os policias fossem querer alguma propina, como li muito sobre os bolivianos, mas foi super de boa e me trataram muito bem.

Chegamos em Santa Cruz as 13h. Comprei passagem para Puerto Quijarro na empresa Id Suárez com poltrona leito por 80 bol e o ônibus sairia as 20h30.

Deixei minha mochila lá na loja e fui dar uma volta pela cidade. Dessa vez me arrisquei e como tinha tempo, peguei um ônibus para andar por lá, foi fácil até e muito barato, são 2 bol. Um taxista tinha me proposto 15 bol para me levar pro Centro!

Dei uma volta na Plaza de Armas, passei de novo no Mercado Central para comprar umas frutas e fui almoçar/jantar no Café La Rocca, que eu já tinha passado na ida por lá. Vale a pena conhecer. Voltei pra rodoviária e estava bem frio por lá, imagina ficar 4h sentada num banco gelado lá, aguentei um pouco e dei uma volta para “conhecer” lá dentro. Encontrei uma lan-house, sim uma lan-house, e fiquei por lá gastando meus bolivianos e esperando o tempo do ônibus sair.

 

O ônibus saiu no horário previsto, mas, várias pessoas estavam reclamando que a empresa havia oferecido viagens ás 19h e 20h, e com falta de passageiros colocou todos no ônibus das 20h30. Logo minha poltrona foi trocado, mas, era outra individual e leito! Recomendo essa empresa, a viagem foi tranquila e confortável.

 

Esqueci de um grande detalhe que só agora lembrei! Rs Na Bolívia quando se viaja de ônibus precisa um bilhete de uso terminal, variam de 1 a 3 bol, lembre-se sempre de comprar antes de embarcar, pois em um ônibus que estava um homem atrasou a viagem pois teve que sair para comprar.

 

Gastos:

• Banheiro: 3bol

• Passagem para Puerto Quijarro: 80 bol

• Almoço: 42 bol

• Ônibus Sta Cruz: 4 bol

• Chocolates: 4 bol

• Internet: 9 bol (2h30)

• Lanche: 10 bol

 

19/08 (quarta-feira):

 

E enfim chegou meu último dia de viagem. A ida para Puerto Quijarro foi bem tranquila, chegamos lá por volta das 5h30! Estava tudo escuro, vários taxistas oferecendo para levar para a fronteira, mas muito caro. Tomei coragem e perguntei se um casal topava dividir uma corrida e eles já haviam se juntado a um senhor, logo a corrida saiu para mim por 5 bol (a corrida toda era 20 bol). Lá a polícia da fronteira só abriria as 8h, então seria de muita espera, tomei um café e troquei por reais meus últimos bolivianos, até então achava que estava rica, mas perdi quando virou reais.. haha. A fila do lado boliviano foi tranquila, apesar de bem caótica no final sempre dá certo, fiquem tranquilos. Do lado brasileiro que foi o momento de stress, era uma fila só para entrada e saída no país, bolivianos e brasileiros juntos. Depois de umas 2h de espera uma policial bem folgada, dei uns xingos por lá nos bolivianos e deixou os brasileiros passarem na frente. Foi a minha sorte, mas achei a atitude dela de desprezo foi difícil de engolir.

 

Fui atrás de um táxi para me levar para a rodoviária de Corumbá, meu amigo não estava na cidade, e estavam me cobrando 50$. Eu só tinha esse dinheiro em reais e não queria depender de encontrar um banco, pechinchei e o cara me levou por 35$! Daí ele foi tentar ser honesto e ligou o taxímetro para provar que dava 50$ a corrida, mas não é que eu estava certa? Apesar da bandeira 2 que só existe nas ruas de Corumbá, a corrida da fronteira até a rodoviária deu exatos 34$! Fiquem de olho!

Consegui adiantar minha passagem para as 13h, estava marcada ás 15h, almocei na frente do rodoviária um PF muito bom por 10$, mas acreditem, tinha frango!! Haha e embarquei rumo à Campo Grande.

 

O ônibus iria passar no aeroporto, então fui direto pra lá! Cheguei as 19h e minha espera seria bem longa, pois meu vôo era as 3h30. Fiquei fazendo palavras-cruzadas antes do vôo, usando do wi-fi do aeroporto e no meu avião ainda estava a dupla sertaneja do "camaro amarelo " lembram? Rs Foi uma volta engraçada para São Paulo!

 

Gastos:

• Táxi: 5 bol

• Banheiro: 1 bol

• Café: 1 bol

• Táxi Brasil: 35 $

• Almoço: 12$

• Lanches: 17$

• Lanche aeroporto: 15$

 

20/08 (quinta-feira):

 

Chegamos em Congonhas por volta das 6h30 e fiz o mesmo trajeto para voltar pra casa, foi tranquilo e apesar do horário não peguei muito transito e consegui voltar sentada para casa. Acho que a minha cara de cansaço era mais do que visível para todos.

 

Enfim em casa, ás 8h! Não sabia se tomava um banho quente, se comia algo, se via as fotos da viagem ou se ia dormir na minha cama finalmente.

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E assim chegou ao fim, uma viagem incrível com 15 dias extremamente bem aproveitados, com um alívio em voltar pra casa mas continuar com todas as lembranças boas que essa viagem me trouxe dentro de mim.

 

Gastos: Eu calculei que gastei com TUDO cerca de 2.400 $ pelos 15 dias, contando presentes e passagens de ida e volta pro Brasil!

 

Pra quem tem medo de viajar sozinha (o), só digo uma coisa, VÁ! O único problema é que vicia. Espero que meu relato ajude novos mochileiros e os veios de mochila também!

 

Abraços, Thaís.

 

 

Ps: Desculpem o relato gigante e as fotos confusas no meio do relato! rs

 

::otemo::::otemo::::otemo::

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Olá Thais, muito legal sua viagem, por acaso voce chegou a fazer um somatório total do gasto da mochilada? Deu vontade de ir rsrsrsrs

 

 

Que bom que gostou Rafa!! Vá sim! Vale a pena!

 

As pessoas ainda têm muito preconceito com a Bolívia, espero que consiga acabar um pouco com isso.

 

Separei meus gastos certinho agora:

 

Gastos pré: tênis +máquina+roupas +remédios = 905$

Passagens Brasil: 437$ (avião SP - Campo Grande e ônibus Campo Grande - Corumbá ida e volta)

Viagem e presentes: 2135$ ! em reais!!

 

Abs!! ::otemo::

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  • Conteúdo Similar

    • Por danicsml
      Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias.
      Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades:
      Los Angeles: 3 dias
      Las vegas:  2 dias
      Willian - Grand canyon: 02 dias 
      Page: 1 1/2 dia
      Monument Valley: 1 dia
      Moab : 1 dia
      Salina: só pernoite
      Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite
      Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite.
      Total gasto: 22 mil para o casal (é minha gente o dolar tá qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Pessoal eu vou consertar uns valores aq e já posto de novo!!!
       
       
    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
      Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo).
      Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade.
      Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs).
      Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores).
      Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho.
      Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília...
      E FUUUI!!!
      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/








    • Por tabatajac
      Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias, além de diversos desvios.
      Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro.
      Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar.
      No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um).
      O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada.
      DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu
      Distância: 8 km
      Tempo: 7 horas
      Ganho de altitude: 1.145 metros
      Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20.
      O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual.

      Pedra do Queijo

       
      Pedra do Queijo 

      Visual de cima da Pedra do Queijo
      De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu.

      Parada no Ajax
      De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba.

      Subindo a Isabeloca

      Topo da Isabeloca
      Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima.

      Chegando nos Castelos do Açu

      Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus

      Pôr do sol dos Castelos do Açu
      Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir.
      DIA 2 – Castelos do Açu x Sino
      Distância: 7,5 km
      Tempo: 8 horas
      Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca).

      Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos

      Nascer do sol dos Castelos do Açu

      A Serra dos Órgãos e a nossa barraca

      Abrigo visto de cima dos Castelos
      Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia.

      Saindo do Abrigo do Açu

      Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho
      Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia.

      Subindo o Morro da Luva

      Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo

      Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto
      Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente.
       
      Totens e Elevador visto de longe

      Elevador
      Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali).

      Morro do Dinossauro

      Cara mal humorada do Garrafão
      De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino.

      Pedra da Baleia
      Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos.

      Pessoal subindo em direção ao Cavalinho
      No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂
      Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!).

      Cavalinho
      Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro (obrigada pessoa que teve que carregar esse troço nas costas para colocar ela ali) e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume.

      Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia
      Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos.
      DIA 3 – Sino x Teresópolis
      Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria
      Tempo: 4 horas até a barragem
      Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino.

      Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4

      Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino
      De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só.

      Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo

      Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo
      A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis.

      Começando a descida para Teresópolis
      O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque.

      Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3
      Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄

      Chegamos!
      DICAS
      Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante.
      Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar.
      Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial.
      Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar.
      Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração.
      Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria.
      Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha.
      Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo.
      Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo.
      Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho.
      EQUIPAMENTO
      Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l
      Barraca: Quechua Arpenaz 2XL
      Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C)
      Isolante: Conquista 9mm
      Travesseiro: Quechua Air Basic
      Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact
      Panelinha e utensílios: Quechua
      Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos)
      Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens)
      Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200
      ALIMENTAÇÃO
      Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim).
      Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu.
      Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado.
      DESVIOS
      Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
       
    • Por kely.alves
      Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!!
      Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀
      Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas.
      Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados.
      Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação:
      13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite)
      14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste
      15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      16.06.2018: Trilha da Galheta
      17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP
      Dia 1: Chegada em Floripa
       

      Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita!
      Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais.
       

      📌Sugestão:
      Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲
      Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado.
      Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas.
      Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste
      De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo.
      Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro:

       
      📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo.
       

       
      Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares:

      E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo?
      Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste:

      Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa.
      Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro.
       

      É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança.

      À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia.
      Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção.

      Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo)
       

      Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado.
       

      O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos)

       

      A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico.
      Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo.
      Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender!
      📌O que levar para esse passeio:
      Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro:

      Foi muito produtivo!
      Breve resumo histórico:
      "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.                                                                                                                                          Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
      Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
      No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
      Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis."
      Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571
      Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas.


      Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750.

      Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil.
      Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique.  

       
      Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/)

       
      Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍

      Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa)
      Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas.

       

       
      Dia 4: Trilha da Galheta
      Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta.

      No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados.

      Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento:

      Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele  tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista:

      Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional.
      Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho:

      O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul.
      (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/  https://arqueoastronomia.com.br/atividades)

      Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte.

      Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar.
      Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza:

      Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui.

      Valeu a pena!


      Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe

      Pessoas sensacionais. E que noite!!!
      O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro).
      Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho.
      Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito.

      Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora.
      Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.

       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Fernando Alvares
      Olá pessoal! Fui pra Thailandia março passado, demorei um pouco pra escrever esse roteiro por que estava criando coragem... já que eu acho que vai ficar bem grande, mas eu vou tentar resumir ao máximo ok! 
       
      Primeiro, comecei a pesquisar passagens desde Setembro de 2017 pra viajar em Março de 2018 (Uma das partes mais chatas da viajem já que você fica tetando sempre escolher o vôo mais barato, tentando mudar hora do vôo, data, dia... já que é uma das partes mais caras da viajem né... no final depois de meses e meses comprarmos uma passagem por 3.600 reais no Submarino Viagens, tinha passagem de quase 5000 reais na época, foi o melhor preço que achamos. E com a vantagem de ter conexçoes longas em Frankfurt (8 hrs) e em Xangai (13 horas) eu sempre prefiro quando voo pra fora pegar a conexcão maior que tiver... assim não corre o risco de perder o voo seguinte por causa de atraso... e ainda deu pra conhecer dois paises heheh! Esse foi o trajeto:

      Beleza, como eu moro em São Luis e o voo era de Sp, peguei um de quinta pra sexta, cheguei 9 da manha em Sp e esperei no aeroporto até as 7 da noite pra pegar o voo pela Lufthansa..

       Rapaz o que foi esse vôo? Meia hora depois em embarcar já estavam servindo comida....e muito boa por sinal....Ae pensei beleza, agora vamos dormir..... que nada síô! 1 hora depois veio um lanche com vinhos e queijos... beleza... vou dormir agora... que nada rapa! 2 horas depois veio mais um lanche.....engraçado que a aeromoça da Lufthansa era portuguesa,  nos tratou super bem.... agora era hora de dormir por 11 horas até chegar em Frankfurt.... que nada rapa!!! Ainda trouxeram um chocolate Kitkat gigante! pela foto parece pequeno mas era grande... 

      ! Esse pessoal deve ta querendo deixar a gente de bucho pesado pra poder todo mundo dormir a viagem toda e não dar trabalho pra eles só pode... ok chegamos em Frankfurt 10 da manhã e sairíamos umas 8 da noite, claro que a gente não ia ficar no aeroporto esse tempo todo... fomos procurar a imigração pra pegar o visto temporário pra pegarmos o metro.. Oha eu tava achando que os alemâns com toda aquela historia de guerra e tal seriam um povo rude, mas muito pelo contrário, foram bem simpáticos.... sair do aeroporto pra pegar o metrô foi muito fácil... você procura a imigração, depois vai sair em uns totens eletrônicos onde digitaliza o passaporte, tira foto, fala o motivo da viagem (tudo muito fácil pra quem sabe inglês) e depois vai no guichê da alfandega pro guarda conferir tudinho e é liberado...  Depois descemos as escadas e fomo pegar o metrô, a máquina não queria ler os Euros que a gente trocou no aeroporto, então tive que usar meu cartão internacional pela primeira vez...tsc...  Como estávamos em grupo e ainda achamos mais brasileiros no trecho, compramos o que da direito ha 4 pessoas ida e volta..  Chegamos na praça em 20 minutos, saímos, fomos em um shopping só pra ver umas coisinhas.... tiramos algumas fotos, visitamos uns prédios históricos e a ponte que liga as cidades lá..  Não vou detalhar como ir do aero pra praça, na net você acha um monte de site explicando se não vai ficar imenso mesmo o texto... Como eu estava solteiro na época nem precisei levar meu cadeado pra por na ponte uhuhhu! 
       

       
      Ok, Frankfurt visitada! Chek! Comprar lembrancinhas e voltar pro aero pra ir pra Xangai!
      Quanta diferença do voo Alemão pro Chinês... Claro que eu fui pedir o café da manha chinês para experimentar... Olha só comi por que tava curioso mesmo...mas o negócio é tendo viu?  O br do meu lado entrou em desespero quando viu... pediu pra eu não comer huaauha... mas eu queria ter a experiencia autêntica...então engoli... (graças que não passei mal depois) uhahua... 

       
      Tirando isso eu fui tirar sarro com as aeromoças... fui procurar me distrair pedindo pra me ensinarem a falar algumas palavras em chinês.... engraçado que eles tentavam e caiam na gargalhada quando eu tentava falar...mas juntou uns 5 chineses tudo perto de min ...devia ter tirado uma selfie com eles...foi um momento engraçado.... no mais achei eles muito divertidos e educados uhahua.
      Chegamos no aero de Xangai... um dos lugares mais tensos da viagem, por causa da burocracia tanto pra entrar quanto pra sair do aeroporto.. (Quem for fazer rota passando pela china eu recomendo pegar o voo com uma escala realmente grande entre os voos... por que além do formulário que você preenche no avião (Devia ter tirado foto mas como é uma aréa que não pode usar celular não quis na hora...mas depois usei e foi de boas) tem outro no guichê do aeroporto...e  não tem caneta não viu? levem suas canetas!!!  
      Ok 13 horas na China...hora do Stopover.... bem antes disso fomos pegar o visto chines de 72 horas... bem tranquilo...a gente não precisou nem falar quase nada nem em inglês... o guarda lá só pediu nosso itinerário de passagem, conferiu e aprovou o visto... coisa de 10 minutos... então hora de pegar o Magleve (trem bala que 'flutua"), rapaz... vc nem sente o bicho andar...e é rápido... no dia tava a 385km/h mas já chegou há 400... 

       
      Ok finalmente Xangai e comer algo sem ser comida de avião.... Claro que o menu era todo em chinês....e tudo comida apimentada... pra quem não entende tem um gráfico com fotos de pimenta (um icone na verdade) que pode variar do 1 ao 5... eu ia pedir com 2 de pimenta...mas alguém da mesa me atrapalhou e não vi que mudei o pedido....e  veio um prato com grau 5 de pimenta.. ☠️ mas eu já tinha pago né.... era uma colherada, uma enxuga testa suada... uma colherada uma enxuga testa suada... 

       
      Alías bem onde a gente foi tinha a loja da Disney de Xangai... quem for fan deles vai gostar.... crianças vão pirar...

       
      Beleza vou ter que sair agora mas continuarei ...ainda tem muita coisa pra falar....;P
      Ok! Depois de 3 dias de viajem.... 3 dias sem tomar banho... , dormindo todo desconjuntado...  com inveja do pessoal da primeira classe...(Acho que vou morrer e nunca voar de primeira classe ;(  ) chegamos na Tailandiaaaaa!!!
      Corre pra comprar um chip de internet.... no aero embaxo no 1º piso tem um monte de vendas de chips... compramos na True alguma coisa... não lembro o nome direito...devia ser True Internet...8g por 56 reais....era um stand todo vermelho. ..ok instalar Uber e Grab (Um "Uber' da Asia") e vamos chamar o motorista......como era 3 da manh não teve muito trânsito pra chegar no hostel,, o que foi bom já que estavamos cansados... chegou o carrono andar de baixo e a gente no andar de cima perdidinhos...depois de procura de lá, procura de ka achamos o motorista....e lá fui eu entrar pela porta direita esquecendo que o volante era desse lado... 
      Alias aqui vai uma foto (Eu tenti por video, mas não acertei  video com exemplos de comida de lá que você acha na 7 Eleven...(Tem em todo canto, em todo lugar)... 50 bht...5 reais praticamente...

       
      Certo....primeiro templo pra visitar....e um calor tao grande que eu não tive coragem de sair de calça do hostel.... resultado comprei uma na praça em frente (tem um monte de vendedor) por 10 reais.....ok entra em fila...gente pra caramba...chines pra caramba...mas nao assim, como em um show que você anda tronbando nas pessoas....mas mesmo assim cheio... e tira foto com Buda (Buda tem de dar a pau lá...deve ter mais estatua de buda do que mosquitos..) .hahaha alías falando em mosquito eu nem usei nenhum repelente.... nem quando fui pra selva pro santuário dos elefantes... certo...termina de visitar o templo e vai pra praça ver algo pra comer.... quando de repente.... poof!! lembra do calor de lascar? pois não é que a mulher do meu lado desmaiou? Corre, junta gente em cima, deixa ela respirar, pega água...chama tuc tuc e manda pro hospital..  o calor é brabo mesmo nessa época do ano.  (Março 2018)...

      Eu vestido com a "calça' que comprei... tecido bem leve....é até legal de comprar pra dar de lembrança pra alguém...
      Certo... e lá fui eu comprar um sorvete de Durian (Pense em uma fruta fedida e cara) pra provar o sorvete já que não tinha coragem de comer a fruta in naruta (Tem cheiro de corpo em decomposição) mas até que o sabor não era tão ruim não...
      Há lembrei!  Esqueci de comentar que na saidas do aero deixamos nossas malas e mochilas nos aeroportos mesmo...você paga uma pequena taxa pra deixar lá e ir visitar a cidade... se não me engano na Alemanha foi 8 euros...e em Xangai 25 Yenes... e quando a gente foi pro local dessa torre em Xangai: 

      Nos tivemos que pegar metro além do trem bala... pra chegar foi fácil...mas pra voltar complicou...a gente ão sabia nem como comprar nem como como marcar o trajeto que queríamos pra voltar pro aeroporto (ja que lá você comprar a passagem pela distancia percorrida...) e eu comecei a ficar preocupado que todo chines que eu abordava pra ver se ajudava não falava nada de inglês... a nossa sorte foi que acabei achando uma brasileira que tava fazendo intercambio lá no meio daquele povo todo e assim consegui pedir pra ela comprar as passagens pra gente...ufa..
      Ok depois eu continuarei...P
      Aff escrevi um monte e não salvou....tsc...outro dia continuo então... me desanimei hoje...
      Ok deixa eu ver onde eu parei.... acho que foi na chegada em BKK... Ok! Chegamos praticamnete 3 da matina e fomos comprar nosso chip de internet que se não me engano foi 60  reais (600 tailandeses)  por 20 dias de Net com 8gb disponível....o que deu bem pra suprir os 15 dias lá...e olha que ainda sobraram quase 2gb.... e o mais incrivel era que no meio do oceano lá nos barcos a internet pegava que era uma beleza... alias pegava em qualquer lugar lá...o quiosque da net era um vermelho chamado True Net se bem me lembro. Ok chama Uber se toca pro Hostel... como foi de noite o trânsito tava vazio... mas se você for chegar de dia lá prepare-se pra pegar um longo engarrafamento até seu hostel/hotel...  Melhor pegar o metrô que fica dentro do aeroporto e tentar ir ao máximo perto de onde vais ficar e depois pegar o Uber ou Grab (Que é o Uber asiatico, tudo pode ser baixado pelas stores da net).
      Ok! Primeiro dia em Bkk... acordamos, pomos o pé pra fora do nosso maravilhoso quarto com ar condicionado e fritamos literalmente..... nessa época não é quente lá não, o capeta deve sair de viagem de lá pra poder pegar um friozinho em algum lugar.... melhor ter um boné, chapéu, até guarda chuva pra proteger do sol viu? Tava tão fresco que logo no 1º dia lá uma turista do nosso lado desmaiou...e corre e chama Tuk Tuk pra levar ela pro hospital, coitada.
      Ok, lá fomos nós visitar o Templo Esmeralda, O templo do Amanhecer e mais um lá que esqueci o nome...  praticamente pra você visitar os templos da pra ir andando, só tem que atravessar o rio pra poder ver o do Amanhecer... que custou miserios 20 centavos de Bath... mas vá cedo por que esse fecha cedo...  Alias templos é o que você mais vai ver lá, tem os famosos e tem uns pequenos mas também bonitos em praticamente todo lugar da Tailandia... tanto templo que eu nem tava fazendo muita questão mais de visitar eles.... (O principal que eu queria fazer nessa viagem era mergulho e visitar o templo dos elefantes).
      Há sim, se você não for de calça pra visitar os templos pode comprar uma calça que eles vendem lá por 10 reais (100 Bath) tem um monte de vendedor na praça em frente ao templo vendendo várias... é até legal de trazer da viagem como lembrança para você ou amigos, pena que eu só me toquei disso depois e comprei só uma mesmo.... tipo essa da foto embaixo:

       
      Outra coisa, lembrem de beber só água de garrafa ok? Isso você pode comprar nas 7 Eleven da vida lá que tem em todas as esquinas de lá praticamente... 
      Falando em água e comida eu levei 1200 USD pra passar esses 18 dias lá.... mas eu me lasquei um pouco no fim da viagem por que tive que pagar um hotel em Kho Pipi que achava que já tinha pago os dias todos mas faltava 1 diária... e lá as coisa são meio caras.... então tive que entrar no cartão internacional... uiiii... mas tudo bem, tinha dia que eu nem almoçava pra poder economizar... voltei 2.5 kilos mais magro dessa viagem uhahuauha! Bom que tirei o bucho (Mas depois recuperei tudo no Brasil já que fui direto pra uma churrascaria rodizio quando voltei...) kkkk!
      Certo e de noite o que fazer? Khaon San Road né...  onde você pode ver vários tipos de comida..(Lógico que comi escorpião e não desses pequenos, o médio...  o gosto não é ruim confesso, me lembrou o camarão... o ruim são as garras que ele usa pra se defender que são duras pacas. tentei comer mas tava quase quebrando os dentes então cuspi fora...) e graças que não senti nada... alias pesquisando eu nunca li ou ouvi ninguém falar que passou mal por ter comido escorpião de lá...  também tem massagens (claro) lugares pra comprar roupas, bares pra beber com show ao vivo....  o mais interessante mesmo são as comidas....  Agora se você for sensível vai ficar enjoado é com o cheiro da comida de lá... não tenho como descrever mas seria enjoativo e nauseante.. (Bem acho que são as mesmas coisas essas palavras..) Bom tem Mac Donalds lá, mas viajar pra Tai pra comer em Mac?? Namm! 
      Uma das primeiras comidas que comi lá, lula na brasa com pimenta (Pimenta Everwhere, então cuidado):

      Pior que esse negocio parece um pinto huauhauha.
       E aqui a foto do preço de alguns tipos de massagem que vocês podem encontrar lá:

      Confesso que eu cometi o pecado de não fazer nenhuma massagem nessa viagem.... acho besteira gastar dinheiro com isso, preferi gastar com comida... vai de cada um e suas prioridades... mas dizem que é muiiiiiito bom a massagem tai. 
      Quanto a questão de segurança lá... a gente ia andando do hostel pra Khaon San de madrugada de boas.... 2 horas da manhã por ae e tudo tranquilo.. . só teve um começo de briga la pro meio da madrugada mesmo mas acredito que foi efeito da cerveja em uns americanos malucos que estavam por lá.... 
      No último dia fomos pro shopping MKB Center... se tiveres que comprar alguma Go Pró ou câmera pra viagem, deixe pra comprar aqui... um amigo meu comprou uma por 1000 reais de diferença em relação ao brasil.... também comprei meu PS Vr por 1400 mas esse não achei um preço tão diferente se bem que olhando agora na Saraiva por exemplo ele ta 1.800... No MBK você encontra de tudo, desde coisa caras como Ouro e lojas de produtos caros até câmelo tudo no mesmo lugar...e é enorme o prédio... 4 andares praticamente... tem que reservar 1 dia inteiro pra tentar conhecer tudo se a sua vontade for de torrar dinheiro lá...
      Tambêm fomos no Siroco (Aquele prédio onde foi gravado o filme "Se beber não case)..  tranquilo pra entrar, mas tem que ir bem arrumado... preços claro que são mais caros.... vale pela vista panorâmica da cidade... mas fora isso não achei nada demais...  meio espirito é meio largadão, me sinto desconfortável em lugares xiques demais...)
      Certo, hora de ir pra Ayutthaya conhecer as 7 cachoeiras dos 7 niveis de dificuldade pra subir até a última..  Espera estou pulando partes.. como fomos de Bkk pra lá? Iamos de trem mas chegamos atrasado na estação e perdemos o dito cujo...  a gente foi pra estação errada.... a sorte é que como estávamos em grupo conseguimos uma van pra levar a gente e compartilhando o preço não saiu caro pra ninguém... 
      Ok chegamos no hostel depois de quase 1 horinha de viagem.... sem ver 1 buraco no asfalto.. (eta Brasil) e já que estávamos no interior qual seria o jeito mais econômico pra se locomover pela cidade? alugar motinhas claro (Se bem que eu fiquei com o cú na mão, já que fazia mais de 20 anos que eu não andava de moto, e cair e se quebrar na Tailandia? mas se todos os outros iam pegar eu não podia amarelar...)  
      Pra alugar as motos é muito fácil, você pede pro gerente do hostel ligar e eles te levam elas no horário combinado... só vão pegar alguns dados com você e um calção que pode variar de 2000 há 3000 bath depende...  e são aquelas faceis sem marcha... só acelerar e frear.. (Mas tem grande de marcha se você souber pilotar) aqui vai uma foto com o preço do aluguel da moto em vermelho... e são alugadas por 24 horas:

      Certo.. motos alugadas... cú não mão...e sair pras cachoeirias.... que ficavam há 60km de distancia (40 minutos praticamente) indo pela estadual... graças que o trânsito no interior não é tão ruim como na cidade.... pense em um rapaz duro e tenso pilotando a moto... uhahuau) chegando lá paguei 30 bath pra poder ir nas cachoeiras... que são divididas em 7 levels... se você conseguir chegar na última parabéns ;P  há sim não fique com medo dos peixes que tem lá... eles são o mesmo que são usados pra fazer massagem nos pés em aquários em shoppings..  a diferença que lá eles são adultos, então pode incomodar um pouquinho a bocada deles nos seus pé... mas nada que tire pedaços.. (Mas as meninas pegaram um susto e saíram correndo da água uhahuahu)
      Lá também da pra ir visitar a Ponte do Rio Kwai se você for um curioso sobre guerras que nem eu... a ponte já é toda moderna, mas visitar ela pra quem curte historia de guerra é legal.

      Tem um filme bem antigo sobre a historia dessa ponte,  um clássico de 1957:

      Que diferença hein? ;.P
      Continua....
      Beleza .. em Ayutthaya você pode visitar também o Buda deitado (Buda do street Fighter) no dia que eu fui tinha um guarda mala lá que não tava deixando fazer poses dos lutadores do Street Fighter.. tsc... mas tem amigos que fizeram sem problema nenhum....
      Pra visitar os templo lá são um pouco mais distantes do que na cidade lógico... então a gente encontrou uma senhora em uma Kombi e fomos lá perguntar quanto ela fazia pra nos levar para visitar os principais templos.... acabou saindo 250 bath pra cada que no total foram 1000 bath... 25 reais pra cada... acho que foi um bom preço. 
      Certo... lembrei, até agora comendo de boas a comida da tailandia.... bem pra dizer a verdade comia de dia e ia pro banheiro de madrugada e isso foi só por causa da pimenta que não estava acostumado e foram só umas  3 vezes na viagem....  (Pior foi uma amiga que comeu um hambúrguer e  acho que o ovo não tava legal e ela for parar no hospital mesmo coitada.... acabou perdendo nosso dia de mergulho por causa disso...)
      Hora de ir de Ayutthaya para Chiang Mai! Fui de trem de primeira classe comprando os tickets com 3 meses de antecedencia pelo site http://www.thailandtrainticket.com/ (Na net tem sites explicando o passo a passo, posso adiantar que não é nada complicado) e você pode escolher pegar o ticket lá no escritório deles ou pagar 10 reais para deixaram no hostel... (O que eu fiz e foi de boas) .
      Agora confesso que se soubesse como era a 1º classe tinha pedido pra ir de segunda...  por que meu espirito aventureiro ficou triste com essa decisão quando cheguei lá.... ok você vai em uma cabine perfeita com ar condicionado e privacidade, mas a segunda classe era bem mais animada e as pessoas ficavam tipo no corredor de frente para as outras em seus beliches conversando, eu adoro poder bater papo com pessoas de outras nacionalidades ou apenas observar mesmo... o que não da pra fazer na primeira classe...  bem agora já foi....  Ha sim a viagem foi noturna o que nos economizou 1 dia de hospedagem.... 
      Na primeira classe tem banheiro separado onde dá até pra tomar banho, da até pra saber se o banheiro ta ocupado de dentro da sua cabine, como podem ver pela foto abaixo tem alguém no cagador:

      Também da pra pedir e escolher comida por essa tela... mas como as coisa são um pouco mais caras e já tínhamos lanchado na 7 eleven nem testei o sserviço..
      Um das estações que o trem para antes de Chiang... bem bonitinha a estação por sinal..

      Se você estiver na dúvida sobre o trem, do lado de fora dele tem um letreiro eletrônico:

       
      Ok, o principal passeio de Chiang Mai era ir em algum santuário de elefantes... depois de muito pesquisar e ler relatos,  resolvemos ir no https://elephantjunglesanctuary.com/..  Li sobre toda a historia de apoiar ou não um passeio desses, que os elefantes podia ser mal tratados e tudo mais....  pelo que eu percebi eles não são mal tratados... mas também hoje em dia com o homem avançando desenfreadamente contra a natureza eu acho que seria pior pros elefantes não terem esse suporte que eles tem nos santuaríos... pelo menos a comida de todo dia deles está garantida...  não sei, vai de cada um isso.
      Ok tickes comprados no Brasil e só esperar passar o povo pra pegar a gente e levar pro parque...  agora vou lhe contar uma coisa, se você passa mal indo atrás das vans quando o trajeto é cheio de curvas se prepare! Por que o trajeto até lá é subindo uma serra cheia de curvas mesmo...  o lance é tentar controlar a respiração e olhar pro horizonte até lá... 
      Certo chegamos no parque, pegamos nossas roupas do parque que dão lá pra quem faz o passeio (No caso foi de 1 dia e meio) praticamente no meio da selva..e sem mosquito nenhum pra encher o saco) e tivemos nossa aula introdutória sobre o parque e elefantes... e depois eles nos dão pedaços de cana de açucar e banana pra gente dar pros bichos comerem...
      Na foto abaixo o gordinho procurando as bananas e eu escondendo de sacana hahahah:

      Eu com minha camisa sexy que dão no parque (também deram pra gente novas no final do passeio, mas eu acho que tava incluído no pacote que compramos, só tinha esquecido esse detalhe...)
      As atividades foram... dar comida pra eles, dar um banho de lama (Se bem que isso eu não fiz certo por que eu comecei foi uma guerra de bola de lama contra as outras pessoas uhauhauha) depois levar eles pro rio pra tirar toda a lama acumulada e mais algumas fotos... também apreendemos a fazer um tipo de bola de comida pra elefantes... que eles tem poem pra socar a comida deles com o pé em uma alavanca ... você sai morto de cansado depois uhahua)..

      Olha o moedor ae em ciima...
      Ok depois voltamos pra cidade grande.. se é que pode se dizer que é cidade grande... e no outro dia a policia me pegou.  calma que eu não tava fazendo nada de tão criminoso assim, só caímos em uma blitz com as motinhas.... e como estávamos sem habilitação morrermos em uma multa de 500 bath...(50 reais por pessoa) duas coisas foram engraçadas nessa situação... eu parei a moto antes da blitz e a talandesa lá do restaurante  disse pra eu sair correndo com ela na contra mão de volta...  claro que não fiz isso... a segunda é que você paga a multa e depois eles te liberam pra andar com a moto, mesmo sem carteira....  só tem que ficar com o documento que eles te dão... inclusive te permite pilotar por 3 dias e se te pararem em outra blitz nesse tempo é só mostrar o documento:

      Não da pra entender bulhufas uhahuauha!
      Como não roubar seu carro em estilo tailandês:

      Ok mais templo, hora de ir pra Krabi.. que é Crab que é Caranguejo... Nossos trajetos de longa distancia voamos tudo pelas Low Cost asiaticas..... achei que seria mais barato do que pensei que ia achar o preço, mas também não foi nada tão caro... o problema era aquele medo de ter que pagar taxa por bagagem que na Asias as vezes sai mais caro do que a propria passagem... pra vocês terem uma idéia eu estava assim:
      Uma mochila mais o saco do PS VR que eu fui burro de comprar no começa da viagem e tive que carregar ele a viagem inteira praticamente.... não cometam esse erro.. 

      Em Krabi não tem muito o que fazer realmente... mas tem aquele templo que tem as duas cabeças de dragão em uma escadaria enorme.... que você pode ir de motinha subindo a serra com o cú na mão de novo huahuahua... pense em um cara tenso pilotando,, pior que pra subir a pista é larga, mas pra descer ela é mais estreita.... então os carros passam pertinho de você e não tem acostamento... tem um vão de onde desce a água da chuva.... só rezei até chegar lá embaixo kkkkk!
      Em Krabi da pra comprar um tênis nike oficial por 38 reais:

      Sqñ! hauhahua... olha que ese tal de jack é mais caro que o Nike...
      Continua....
      Bem continuando...Ok quase chegando ao final já... depois de Chiang fomos para Kho Pipi visitar as famosas praias da Tailândia... (O governo tailandês fechou o acesso a Maia Bay se não me engano.. o turismo estava alto demais lá e acabando com o ecossistema da natureza... parece que vão fechar por 3 ou 6 meses então veja antes de resolver ir pra lá..) se você gosta de loucuras tipo aquelas festas onde tem malabarismo com fogo, um monte de gente bebada e várias casas de show uma do lado da outra tocando o som mais alto que tiver pra atrair clientes você vai adorar a algazarra... se não ainda pode fazer mergulho com o Rodrigo (Brasileiro que tem empresa lá).
      Uma das coisa engraçadas ta Tailandia.... os chineses que lá visitam não é raro pedirem pra tirar fotos com você... selfie mesmo... ainda mais se você tiver barba... se for negro então ae que é festa.... eles adoram tirar foto auhahua.... no fim da viagem pra me vingar eu quando via um monte de chineses tirando foto eu ia lá pro meio deles e entrava de gaiato mesmo nas fotos deles uhahuahua... eles até gostavam.. ;P
      Em Kho Pipi também fiz minha primeita Tattoo na vida... em Bambu... acho que não dava pra ir até lá e voltar sem uma... não fiz com os monges, fiz em uma casa especializada mesmo na praia de K.pipi.. (Alias tem um monte de casa de tattoo lá...  doeu um pouco quando o cara sem empolgava e pensava que sua pele era um pano onde podia dar várias agulhadas rápidas de uma vez... mas foi menos dolorido do que arrancar um dente por exemplo ;P  Não tive nenhuma reação alérgica nem nada...   inclusive fiz exames laboratórias mês passado e tá tudo sossegado...  

       
      Face deles: https://pt-br.facebook.com/profundivers/
      Sobre a experiência de mergulhar.... confesso que estava meio receoso... por tinha ouvido relatos de uma mulher que se apavorou em um mergulho e quase morreu afogada no grupo de wats que eu estava participando antes de viajar. .. o tubo saiu da boda da dita cuja e ela não soube por de volta e deu esse problema todo...  meu medo também era esse...  me apavorar e acontecer a mesma coisa...
      Só que na verdade era um medo sem saber das medidas de segurança antes de mergulhar... o seu instrutor vai lhe passar todos os macetes do que pode acontecer dentro da água... como desembaçar a mascara... como recuperar o bocal de ar se ele sair do lugar... como fazer pra água sair de dentro do bocal se entrar água dentro dele... você vê que é tudo muito fácil,. só achava que era um monstro de 7 cabeças por que não conhecia essas medidas antes... mas foi uma das coisas mais legais que já fiz na vida, se quiser ir, não perca a chance!!!
      Pra não dizer que foi tudo as 1000 maravilhas só teve um momento que eu não consegui equalizar a pressão do ouvido direito... conseguia do esquerdo mas nada do direito...  foi coisa de inexperiência mesmo... depois de uns 10 minutos passou...
      Dependendo da época do ano você vai ver várias espécies de peixes... eu vi algumas bem legais... pena que não vi tartarugas... mas alguns tubarões também..  esses que comem plânctons... então não se preocupe de ser mordido.

       
      Dicas finais... na volta não conseguimos fazer o chekin de Xangai antes de sair da Tailândia... .. pedem hoje em dia 3 horas de antecedencia para voos internacionais certo...   então chegamos com 1:30 certos no cronograma mas pense em um sufoco... imagine sair do avião e dar de cara com o aero mais lotado do mundo que você já viu até hoje na sua vida...  tivemos literalmente que correr pra fazer o chekin... sorte nossa que uma das pessoas que trabalha na empresa pôs um guichê só para o nosso voo, mas mesmo assim lembram no começo o lance te ter que ter uma caneta pra escrever os dados no papel e entregar pra eles? Agora imagine isso em uma fila com um voo internacional com mais de 300 pessoas na fila com dois guichês funcionando somente? A nossa sorte foi que um cara da fila saiu e foi lá chamar uns guardas pra ocupar os outros guichês e fazer a fila andar....  depois disso ainda tivemos que correr pra passar as malas no raio x de todos...  e sem falar que ainda barraram uma amiga minha por que quando ela veio na foto dela estava com a orelha coberta pelo cabelo........e quando voltou estava com a orelha descoberta...  além de ter que achar as malas em uma infinidade de esteiras...  esse foi o maior sufoco da viagem.
      Considerações finais, o povo tailandês é muito sorridente e eles sempre vão tentar lhe ajudar se precisarem.
      A comida pode ser um desafio para quem é sensível a cheiros e temperos mais fortes, tome cuidado.
      Falando em comida lá é coisa barata de se encontrar... se for comer na rua tente escolher o lugar com o aspecto mais limpo, ou mais cheio...  
      Respeite a cultura deles e os templos e nunca fale mal da realeza.
      Bom acho que é isso...se eu lembrar de mais alguma coisa eu volto a editar aqui, boa viajem a todos.

      Há ia esquecendo... em todas as prais tem placas indicando pra onde correr em caso de Tsunami... então já sabe pra onde correr:

       
      Bem agora me vou..  espero ter ajudado! Boa Viagem povo!
      Há lembrei, se você for fazer o mergulho, pelo mor de Deus, esvazie sua bexiga antes de mergulhar.... aquele mundaréu de água vai deixar sua bexiga explodindo, e a roupa de mergulho é tão apertada que não da pra você fazer xixi nela nem se quisesse.  Também não esqueça o protetor solar nas praias ok?  
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