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Bolívia via trem da morte sozinha- 15 dias !

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Boa tarde [email protected]! Esse é o meu primeiro relato aqui, espero que possa ajudar muitas pessoas assim como ajudou muito os que eu li. Apesar dos muitos relatos de viagem pela América do Sul, acho interessante passar um pouco da minha viagem para vocês, pois fui sozinha e acredito que minhas dicas vão colaborar bastante para quem ainda tiver dúvida, tirar logo a mochila e partir para a Bolívia!

 

Fui para o Peru, via Acre, há 2 anos atrás e na época não passei na Bolívia por falta de tempo($) então fiquei com o gostinho pra conhecer esse país tão próximo e tão rico em diversidade que prometi que nas primeiras férias do trabalho (que eu ainda iria arrumar,,rs) iria embarcar pra lá! Via trem da morte é claro! Aqui segue um pouco da viagem, qualquer dúvida é só entrar em contato que ajudo no que for possível ! Ficou longo mesmo, então se preparem!

 

Minhas férias estavam programadas desde o ano passado para agosto/2015 e tinha 20 dias de férias. Como queria entrar na Bolívia pela fronteira para viajar com o trem da morte, pensei em voltar de avião de La Paz ou Sta Cruz pro Brasil, mas as passagens estavam muito caras mesmo só a volta, coisa de 1mil reais! Aí, desencanei e resolvi comprar ida e volta por Campo Grande mesmo, é cansativo, mas dá pra aguentar de boa sim e você economiza muito.

Comprei as passagens pela GOL com ida 05/08 e volta 20/08 por 230$ ! Achei boa a promoção. Também comprei as passagens de ida e volta de Campo Grande - Corumbá por garantia também.

 

Aqui segue meus gastos pré - viagem!

 

• Passagem de avião GOL ida + volta SP – Campo Grande/MS: 230 $

• Passagem ônibus Empresa Andorinha ida + volta Campo Grande – Corumbá: 207$;

• Roupas de frio Decathlon: Camisa longa e legging térmica + Jaqueta impermeável Quechua + Fleece Quechua = 340 $

Ps: A jaqueta estava em liquidação de 350$ por 150 $ !!

• Bota Timberland Trail Valley Marrom: 175 $

Ps: Encontrei com promoção de 40% de desconto no site da Dafiti! Chegou em 4 dias úteis, recomendo o site (y)

• Câmera digital SONY CYBER SHOT 16.1mp: 340$

Ps: Só tinha na Casas Bahia um modelo no mostruário, logo pedi desconto, de 480$, saiu por 340$. Já tinha esse modelo e recomendo muito, as fotos ficam incríveis, sem nem precisar colocar filtro depois hehe.

• Remédios diversos: Dorflex, Polaramine (antialérgico), dipirona (antitérmico), Neosaldina (dor de cabeça): ~ 50 $

Ps: Não curto tomar remédios, mas são bem necessários em viagens, pois uma simples dor de cabeça pode prejudicar seu rolê e passa rápido com um simples comprimido. Em Sta Cruz comprei 4 comprimidos para Soroche (4bol cada) e um outro remédio para enjoos (8 bol cartela);

 

Preparação da mochila:

Um dos melhores presentes que minha mãe já me deu, além da vida..rs, foi uma mochila da Quechua Forclaz 50 L ! É perfeita para viagens e tem uma abertura lateral ótima, ganhei há 3 anos e ela já me acompanhou em viagens longas e está inteirona ainda.

A cada viagem que faço tento diminuir a quantidade de coisas que levo, com o tempo a gente vai aprendendo e vai se acostumando. Nessa, procurei levar poucas roupas, pois já sabia que estaria fazendo muito frio e não adiantaria levar várias opções de jaquetas pra usar..rs não é?

Levei o básico e consegui sobreviver muito bem, mas acho que poderia ter incluído algumas coisas, como:

• 01 camisa longa térmica a mais: praticamente dormia e acordava com ela a maioria dos dias, não ficou com “cheirinho” ainda bem, mas poderia ter incluído mais uma na mala;

• 01 blusa de moleton ou 01 jaquetinha simples: quando fazia “só mais um pouco” de frio, já precisava colocar minha jaqueta gigante, se tivesse levado alguma dessas opções não precisaria;

• 02 cadeados para mochila e loocker bons! Comprei 02 bem porcarias e um deles quebrou logo no primeiro dia, sorte que não me furtaram nada!

 

ITENS MOCHILA:

 

• 01 jaqueta impermeável;

• 01 blusa fleece;

• 01 calça legging térmica;

• 01 camisa longa térmica;

• 01 calça legging;

• 05 blusinhas de manga curta;

• 04 blusas de manga longa;

• 01 short jeans ( nem preciso dizer que não usei né? Rs);

• 07 meias grossas altas;

• Calcinhas, 02 sutiãs e 01 biquíni (o biquíni era pra entrar nas águas termais, mas, não consegui entrar porque tava com muito frio);

• 01 meia calça de lã e 01 par de polainas;

• 01 par de havaianas e 01 alpargata;

• Mochila de ataque ( uma simples de 15 L da Quechua também e que é impermeável, descobri lá) : 01 luva, 01 gorro e alguns itens de higiene pessoal.

• 01 doleira, item fundamental em viagens assim! Me sentia muito mais segura com os documentos e dinheiro, só tirava pra tomar banho mesmo rs.

• 01 mantinha de frio, grande companheira de viagem! Fui muito útil nas viagens de ônibus;

• 01 rolo de papel higiênico, se puderem levem mais, nunca será demais!

 

Fui viajar com: 01 calça jeans, 01 blusa de manga longa, 01 casaquinho leve e um tênis.

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05/08 (quarta-feira):

 

Meu vôo estava marcado para as 20h30, como conheço bem minha cidade e sabendo que pegaria o horário de pico para chegar no Aeroporto de Congonhas, saí de casa ás 17h. Fiz um caminho mais longo, porém onde eu teria que andar menos e conseguiria pegar os ônibus sentada, o que deu certo, cheguei em Congonhas + ou – 19h. Pra prestigiar minha ida estava por lá também o ator Caio Blat pra se despedir de mim.. rs.

Infelizmente esqueci de passar pra comprar algo pra comer antes e acabei comendo por lá, #nuncamaiscomoemaeroporto. Tudo caro demais e não valendo o preço que custa, na próxima levarei umas quentinhas pra comer por lá.

O vôo atrasou 1h, logo saímos por volta das 21h30 de SP. Cheguei em Campo Grande e para minha alegria, lá o fuso horário é diferente e eram 21h! A amiga de uma amiga minha estava me esperando de carro com o namorado e eles me levaram até a rodoviária. A ideia era eu conhecer a cidade, mas os dois trabalhavam cedo no dia seguinte e não rolou. Fiquei aguardando na rodoviária pois o ônibus para Campo Grande só sairia as 23h59 (horário cabalístico). O ônibus saiu no horário previsto e a viagem foi bem tranquila, boa qualidade e estrada boa, tivemos uma parada no caminho.

 

Gastos:

• Ônibus pro aeroporto: 3,5 $

• Lanche no Pão-de-queijo: chá mate + pão de queijo por absurdos 15$

• Ajuda na gasosa pra carona pra rodoviária: 10$

 

 

06/08 (quinta-feira):

 

Cheguei em Corumbá por volta das 6h e no amanhecer vi o nascer do Sol mais lindo da vida direto do ônibus, era uma mistura incrível de cores quentes! Viva o Pantanal, preciso voltar pra conhecer direito esse bioma.

Da série ‘ quem tem amigos tem tudo’, lá em Corumbá tenho um amigo da faculdade, logo que soube que iria passar por lá entrei em contato com ele e combinamos de nos vermos lá. Ele me buscou na rodoviária umas 8h, fomos comer algo num restaurante árabe de lá muito gostoso (não me lembro infelizmente), ele deu uma volta na beira do rio comigo e fomos rumo à fronteira!

 

Primeiro fui dar a saída do Brasil na polícia federal, lá estava uma fila pequena, mas o calor era realmente forte já as 9h! Complicado ficar longe da sombra. Quando faltavam 3 pessoas para eu ser atendida, ouço o atendente gritando lá perguntando se havia brasileiros na fila. Disse que eu era e ele me questinou porque tinha deixado bolivianos passarem na minha frente (?), eu disse que não sabia que havia filas separadas. Depois de ser extremamente grosso com uma boliviana na minha frente, porque ela não havia dado entrada no Brasil anteriormente e estava dando a saída, ele ainda quis brincar comigo e com meu sobrenome (Pinto). Confesso que fiquei bem decepcionada com os profissionais de lá (na volta ao Brasil mais ainda) e pensei que seria tratada como os bolivianos são tratados pela polícia federal brasileira na polícia boliviana. Mas tive uma grata surpresa e lá fui muito bem atendida! Dica pro lado brasileiro ser mais humilde (y).

 

Em Puerto Quijarro era feriado, cheguei na Bolívia no dia da independência do país. Lá fui cambiar um pouco de dinheiro, encontrei por 1$ - 2 bol, pensei que encontraria um câmbio melhor depois e troquei 500 $ - 1.000 bol (depois me arrependi porque não encontrei cambio melhor, dica!)

Fui comprar a tao esperada passagem no trem da morte! Cheguei por lá por volta do meio dia e o trem saía ás 13h, a passagem foi 70 bol.

Me despedi do meu amigo e fiquei esperando a saída do trem.

 

Durante a espera vi uma típica mochileira, a Akvile. Uma moça da Lituânia (sim, eu conheci alguém da Lituânia) que já morou em Moçambique e falava bem português, ela veio viajar pela América do Sul, passou pelo Brasil e estava entrando na Bolívia pela fronteira também. A intenção dela era chegar em Santa Cruz e ir direto para La Paz, mas de tanto ouvir eu falar bem do tal Deserto de Sal se animou e resolveu ir comigo também.

 

A viagem de trem e suas 17 horas, foi muito tranquila. Como saímos no começo da tarde, vi as variações de vegetação e do céu, incrível! A estrutura do trem está bem diferente, li várias histórias, mas não tenho nada do que reclamar. Super confortável! Começou passando um show do Henrique Iglesias e ás 22h começou um filme de terror (essa foi a pior parte da viagem, pois o filme era bem tenso com gritaria e o som era bem alto). Ao longo do caminho, o trem tem algumas paradas rápidas onde vão entrando pessoas para viajar. Quando voltei do jantar, quase não encontrei minha poltrona pois nosso vagão estava cheio de gente já. Por volta das 20h fomos comer algo num restaurante que tem em um dos vagões. Lá comi um arroz com frango e batata frita e tomei um refrigerante. Depois dormi e só acordei na última parada em Santa Cruz.

 

Gastos:

• Lanche em Corumbá: 5$

• Frutas e água: 15 bol

• Passagem trem: 70 bol

• Pastel + café: 4 bol

• Jantar + refri: 27 bol

• Cambio 500$ - 1.000 bolDSC00021.JPG.f05b5c64cabf1330871650ad28693f13.JPG

 

07/08 (sexta-feira):

 

Chegamos em Santa Cruz de la Sierra ás 5h30, tivemos que esperar até as 6h para abrir a rodoviária.

A minha intenção inicial, depois de ouvir relatos da estrada ruim para Sucre, era fazer o trajeto para Sucre de avião. Mas, a Akvile sugeriu irmos de ônibus e infelizmente eu topei.

 

O horário para Sucre era somente ás 17h (lá todas as empresas saem nos mesmos horários para as cidades, não há muita concorrência de horário) e compramos da empresa Tupiza um ônibus direto para Potosí. A passagem foi bem barata e disseram que o ônibus era semi-cama. Deixamos nossas mochilas na loja e fomos dar uma volta pela cidade. Era um dia bem atípico por lá, porque os ventos eram muito fortes! Não conseguimos aproveitar muito por lá. Conhecemos a Catedral, a Plaza de Armas e dois museus próximos, e fomos para o Mercado Central almoçar. Lá comi arroz com frango e umas batatas diferentes muito boas e tomei um suco delicia de morango. Vale a pena a visita pra quem passar por lá, eu adoro conhecer e comer os Mercadões das cidades, dá pra conversar com os locais e comer barato.

Demos algumas voltas e encontramos um café com wi-fi, chama Café La Rooca, ao lado da Plaza de Armas. Lugar mais caro, mas bem gostoso de conhecer.

Voltamos para a rodoviária e fomos tomar uma ducha lá mesmo. Eu estava com receio no início, mas me surpreendi. O local estava limpo e a água era fria, mas o calor era grande por lá.

Comprei algumas coisas para comer durante a viagem e embarcamos no ônibus ás 17h. O ônibus realmente era bem ruim, eu já imaginava pelo preço que pagamos. Aqui vai outra dica valiosa.

 

NÃO ECONOMIZE AO VIAJAR DE ÔNIBUS NA BOLIVIA!

 

A estrada para Sucre era realmente horrível, superou minhas expectativas da pior maneira. A poltrona era muito ruim e o ônibus não tinha banheiro. Foi a pior noite da viagem, não consegui dormi e o barulho dentro do ônibus era muito insuportável, foi difícil.

 

Gastos:

• Banheiro: 4 bol (os valores gastos com banheiros podem ter variado)

• Café: 7 bol

• Passagem para Potosí – Empresa Tupiza: 60 bol

• Água: 10 bol

• Almoço: 11 bol

• Remédios: 18 bol

• Banho: 5 bol

• Pacote de pão de queijo: 10 bol

• Empanada: 3 bol

 

08/08: sábado

 

Chegamos em Sucre as 8h, lá o ônibus teve uma parada rápida para desembarque de alguns passageiros e seguimos direto para Potosí. Vale ressaltar que a última parada da viagem para usar o banheiro tinha sido as 4h no meio da estrada (a minha vontade de fazer xixi foi menor e não precisei usar).

Ás 11h finalmente chegamos em Potosí! Lá pudemos conhecer a Bolívia mais na essência, pois as habitações eram muito simples pela estrada e na cidade. Finalmente fui ao banheiro (o/) e comprei algumas besteiras para levar pra Uyuni. Fomos de táxi para a outra rodoviária de onde saiam os ônibus pra Uyuni. Compramos as passagens e aguardamos uns 30 min pro embarque, nem preciso dizer que estávamos acabadas né? Tudo que eu desejava era um banho quente e um cobertor quentinho para dormir. Não me lembro o nome da empresa, mas era uma van um pouco maior e bem confortável.

 

Chegamos em Uyuni ás 16h30 e ainda não estava muito frio por lá. Lá devido ao grande turismo, já é bem caótico. Muitas pessoas nas ruas e oferecendo pacotes de viagem o tempo inteiro. Logo que chegamos enquanto procurávamos um quarto para dormir, uma senhora muito simpática veio me oferecer um pacote pro Salar. O pacote iria incluir um pernoite naquele dia, café da manhã e o passeio de 3 dias pelo Deserto num carro com 6 pessoas. O preço era o mesmo que já havia lido nos relatos e aceitamos, 700 bol. O nome da agência é Thiago tours!

A Rosemari nos levou para o Hotel que era muito bom, quartos quentinhos e com cobertas e banheiro fora compartilhado. E dois itens importantíssimos em viagens e na Bolívia: água quente e wi-fi.

A Akvile estava mal pela viagem e ficou descansando no quarto enquanto eu fui dar uma volta e cambiar bolivianos. O câmbio foi o pior que encontrei 1,6$ - 1 bol, então só troquei um pouco que seria necessário até chegar em La Paz.

Mais a noite fomos em um restaurante lá próximo jantar algo. A cidade é bem turística e muito gostosa, com várias opções boas para comer e beber a noite. Umas 21h fomos dormir porque no dia seguinte começaria o grande momento da viagem: a ida para o Deserto!

 

Gastos:

• Banheiro: 3 bol

• Táxi + comidinhas: 30 bol

• Passagem para Uyuni: 30 bol

• Passeio Salar + pernoite Hotel La Cabaña: 700 bol

• Jantar: sopa + suco 39 bol

• Passagem La Paz: 100 bol

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09/08 (domingo):

 

O passeio estava programado para começar as 10h. Acordamos umas 8h e fomos tomar café da manhã lá no Hotel mesmo, compramos algumas coisinhas e frutas para levar e fomos para a agencia. Lá nosso motorista estava atrasado e só estávamos nós lá, não sabia do restante do grupo. Nessa hora fiquei um pouco tensa, mas, logo se resolveu. Chegaram um casal, a moça de Barcelona e o cara de Montevidéu que moravam juntos na Espanha, no caminho pegamos dois amigos, um americano e uma francesa. Todos falavam espanhol, menos a francesa, mas ela entendia bem quando conversamos. Para mim foi ótimo, porque não falo inglês e estava com receio de ficar em um grupo com outro idioma. Nosso motorista parecia ser bem tranquilo também. E assim partimos pro Deserto.

Agora não vou ficar falando muito sobre as paisagens, porque acredito que só estando lá para ver mesmo e vocês já devem ter lido muito sobre elas também. Vou falar mais da estrutura do passeio que contratamos.

Uma das paradas do dia que mais gostei foi a Ilha de Cactus, com pagamento a parte. Para mim valeu muito a pena, só o tempo que não estava colaborando muito. Ventava muito! Foi bem difícil chegar no topo para admirar todos os milhares de cactos por lá, mas, valeu a pena (y).

Chegamos no Hotel de Sal onde dormiríamos as 17h com o Pôr do Sol do Deserto incrível! A estrutura do hotel era boa e o banho quente era pago à parte (fiquei nos lenços umedecidos esse dia), tivemos um cházinho da tarde com bolachas quando chegamos e mais a noite um jantar bem servido.

 

Gastos:

• Água: 11 bol

• Mexericas: 10 bol

• Entrada Ilha de Cactos: 30 bol

• Banheiro 4 bol

 

PS: Fui em uma época muito fria pra Bolívia! De dia a temperatura média era de - 10 º C a sensação térmica e a noite chegava a - 20 º C ! Então, vá preparado! Além do frio, os ventos são muito fortes!

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10/08 (segunda-feira):

 

O dia começou as 7h, tomamos um café e saímos pro passeio. Nesse dia visitamos as várias Lagunas, encontramos flamingos e estivemos na sonhada Laguna Colorada. A tarde o vento estava muito forte, não sei a velocidade, mas era muito forte! Tive muita dor de cabeça nesse dia.

Chegamos no hotel onde dormiríamos umas 17h e ficamos descansando e conversando muito. A noite rolou uma macarronada muito gostosa com vinho boliviano! Tentei iniciar os gringos no mundo do truco, mas foi complicado explicar pra eles a malicia da jogatina brasileira hehe.

 

Gastos:

• Banheiro: 7 bol

• Papel higiênico: 3 bol

• Entrada Parque Laguna Colorada: 150 bol

* a entrada no Parque é parte separada do passeio, eles informam isso durante a compra.

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11/08 (terça-feira):

 

No último dia do passeio saímos do hotel bem cedinho, por volta das 5h. O dia prometia ser de muito cansaço. Visitamos os Geisers e a Laguna Verde, incrível! E as águas termais. Do meu grupo só o americano teve coragem de entrar, mas lá várias pessoas entraram também. Eu queria muito, mas a preguiça de tirar toda a quantidade de roupa foi maior! Isso porque já tinha até separado meu biquíni.. hehe.

 

Chegamos em Uyuni as 17h e nosso ônibus para La Paz, “sairia” as 19h30. Lá fui com a Akvile procurar um lugar para tomar banho quente e combinamos de encontrar o restante do grupo do passeio para nos despedirmos e comermos uma pizza ás 18h. Tomamos um banho delicioso, depois de 3 dias né? Por 15 bol num Hotel ao lado da agência do passeio.

Fomos encontrar o pessoal no restaurante e foi uma delícia, é incrível como pessoas tão diferentes, com criações e países diversos conseguem se sentir tão próximos depois de 3 dias de intensa convivência. Tive muita sorte em ter eles no meu grupo do passeio, nos demos muito bem durante todo o percurso.

Aí começamos a saga ida para La Paz. Saímos rápido da pizzaria por causa do horário do ônibus, chegando lá informaram que nosso ônibus só sairia as 20h. Ok, iriamos com mais calma. Subimos no ônibus e ele era ótimo, poltrona semi-leito, com banheiro e aconchegante. Mas, começamos a ouvir um burburinho, o ônibus que estávamos iria passar em Potosí no caminho, algumas pessoas se revoltaram e desceram, até ai eu tava meio puta, mas só queria chegar tranquila em La Paz. De repente, mandaram a gente descer e nos informaram que aquele não iria mais sair pra viagem, depois descobrimos que o motorista tinha sido preso por estar bêbado. Nos colocaram nas ultimas poltronas de um ônibus péssimo que só iria até Oruro e de lá teríamos que pegar outro para La Paz, logo elas não abaixavam e saímos de Uyuni só as 21h. A estrada era até boa, estava bem tensa quanto a isso, mas dormir naquelas poltronas era impensável.

Chegando em Ururo vi uma das cenas mais incríveis na vida de qualquer pessoa, e vi neve pela primeira vez! Nevava muito, era madrugada. Em Oruro, não sabia se ficava feliz por estar vendo neve pela primeira vez ou se morria de frio. Nos colocaram em um outro ônibus para La Paz e que graças aos céus era muito bom, com banheiro e poltronas semi-leito, pudemos dormir finalmente.

 

Gastos:

• Banheiros: 8 bol

• Ducha: 15 bol

• Pizza + vinho para cada: 40 bol

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12/08 (quarta-feira):

 

Chegamos no buraco do mundo, digo, La Paz, ás 7h. Transito caótico e neve. Ainda tinha neve espalhada e foi muito bonito ver como as pessoas estavam felizes com aquilo. Comemos algo na rodoviária mesmo, bem estruturada e fomos comprar passagem para Copacabana. O ônibus sairia ás 10h30.

Comprei mais algumas comidinhas para levar e fomos pro ônibus. Era simples, mas a viagem seria tranquila e de cerca de 4 horas.

Durante a viagem, muita neve espalhada e o tempo que não melhorava, muito chuvoso ainda. Mas, quando chegamos em Copacabana o clima mudou completamente, que cidade deliciosa, estava com sol e céu azul, apesar do frio que havia! O “mar” do Titicaca é realmente incrível, que sensação boa tive quando cheguei por lá.

Minha intenção era ir direto para a Isla del Sol e pernoitar por lá na parte norte já nesse dia. Mas, na Bolívia os horários não colaboram muito. A última barca para a Isla del Sol parte Norte, saia as 13h.

 

Eu já tinha me despedido da Akvile, pois ela já tinha a ideia de dormir em Copacabana aquele dia, mas, a reencontrei e fui para o Hotel onde ela estava. Chama “06 de agosto” e peguei um quarto simples com banheiro compartilhado por 30 bol. No final da tarde fui dar uma volta e vi o Pôr do Sol do porto, incrível e de uma paz tremenda.

Fomos jantar lá próximo do hotel e combinamos de pegar a barca pra Isla del Sol as 8h30, o primeiro horário de saída.

Aproveite o wi-fi do Hotel e reservei uma cama no Hostel Wild Rover, que já havia falado bem. Quando viajo e principalmente sozinha, dou preferência para os Hostels pela facilidade em conhecer novas pessoas. Um dos relatos que li indicava esse Hostel principalmente pelas festas que ocorriam no local, era perfeito para mim, porque até aqui minha viagem estava quase franciscana.. rs

 

 

Gastos:

• Banheiro: 1 bol

• Café da manhã: 5 bol

• Passagem para Copacabana: 25 bol

• Lanche rodoviária: 15 bol

• Burrito em Copacabana: 36 bol

• Hotel: 30 bol

• Jantar: 35 bol

• Anel: 15 bol

 

13/08 (quinta-feira):

 

Acordei as 7h e o tempo estava bem ruim, frio misturado com uma garoa constante, quis desistir de tudo. Mas não podia..rs

A Akvile preferiu esperar e pegar a barca mais tarde, mas eu fui ás 8h30. A partir nos desencontramos e não nos encontramos mais.

Comprei a passagem para a barca ali próximo do Hotel e já comprei a passagem para La Paz no dia seguinte ás 13h.

Peguei a barca e cheguei na Isla del Sol parte Norte por volta das 11h. Lá fui procurar um lugar simples e barato para passar a noite e encontrei um Hotel próximo de uma quadra de futebol que tem lá, não me lembro o nome. Mas, o senhor apesar de um pouco estranho, me ofereceu um quarto bom com banheiro compartilhado por 20 bol.

Deixei minhas coisas lá, fui ao Museu e comprei um mapa da Isla que incluía um passeio com um guia pela Isla. Estava muito frio e o vento era forte, mas demos uma volta por lá e mesmo com o tempo ruim, a beleza do lugar é incomparável. Desde quando fiquei sabendo que existia um tal Lago Titicaca sempre esperei pelo momento de conhece-lo. Fiquei chateada com o clima, mas tentei resisti. O passeio com o guia acabou e pensei em ir por trilha até o lado Sul, como várias pessoas fazem também, eu teria ainda que retornar a parte da Norte para pernoitar. Infelizmente a chuva, o frio e o vento aumentaram e eu voltei para o quarto, mesmo embaixo das cobertas sentia muito frio, pensei que estivesse com febre e tomei um antitérmico e dormi. Só ás 17h acordei, saí para comer um lanche ali próximo e voltei logo porque o frio continuava! Fui logo dormir quentinha.

 

Gastos:

• Barca para Isla del Sol lado Norte: 25 bol

• Ônibus para La Paz: 30 bol

• Café: 8 bol

• Mapa e guia: 20 bol

• Bolachas + chocolate: 23 bol

• Quarto no hotel: 20 bol

 

14/08 (sexta-feira):

 

Depois de uma noite fria, acordei as 7h com um céu azul na Isla que eu nem acreditei. Principalmente pelo fato de que eu iria embora de lá em uma hora. Pensei em ficar mais um dia, mas, acho que o frio do dia anterior me deixou traumatizada que eu não via a hora de sair da Isla del Sol 

Fui para o porto de onde saiam as barcas e comprei para o primeiro horário. Comi um pão e tomei um suco por lá e esperei o horário da barca, admirando aquele lugar e sentindo uma energia única que só quem esteve por lá ou em Machu Picchu pode ter sentido.

Chegamos em Copacabana umas 11h30, deixei minha mochila na loja que comprei as passagens e fui dar uma volta pela cidade. Não sei se era um dia atípico, mas haviam muitos carros no local para pedir a benção a santa da igreja de Copacabana que é protetora dos motoristas. Eu não sou católica, mas, nas viagens adoro conhecer as igrejas e catedrais dos lugares. A de Copacabana é simples na estrutura, mas o teto é todo banhado a ouro, muito bonita.

Fui comer um burrito numa lanchonete que já tinha ido e aproveitar para usar o wi-fi antes de partir para La Paz. Aproveitei para cambiar moeda, encontrei por 1,8 $ - 1bol e troquei o que me restava de dinheiro vivo, rs.

O ônibus saiu “pontual” e tinha até wi-fi, confesso que acho engraçado esse tipo de tecnologia haha.

 

Chegamos em La Paz por volta das 18h e pegamos bastante transito até chegarmos na rodoviária. Lá comprei a passagem de volta para Santa Cruz de la Sierra, o que foi uma grande dúvida! Cogitei ir de avião, pois já estava bem cansada de viajar de ônibus e encarar mais 15h até Santa Cruz poderia ser complicado. Mas, a passagem de avião era quase 600 bol e de ônibus leito 220bol! Apesar do cansaço para encarar outra viagem longa de ônibus (lembrando que de Santa Cruz ainda iria até Puerto Quijarro e de lá para Campo Grande), preferi ir de ônibus, pois economizaria em La Paz porque não iria dormir em hostel além do táxi para o aeroporto ser bem maior. Na verdade, escolhi comprar mais presentes por lá e voltar de ônibus.. rs. Comprei a passagem de ônibus leito na Empresa Trans Copacabana por 220 bol, recomendo essa empresa.

 

Peguei um táxi e fui para o hostel, um taxista muito simpático que foi conversando sobre os pontos turísticos e sobre a economia do país.

Chegando no hostel descobri que confirmei a reserva no dia errado e eles não haviam confirmado. Para minha sorte/azar, havia uma cama livre num quarto de 10 pessoas misto, lá a estrutura é muito boa, vale a pena. Lá funciona uma agência de passeios também, fui ver os preços pois iria fazer o Downhill, o fato mais aguardado em La Paz!! Fechei a bike intermediária por 490 bol e marquei de fazer o passeio para dois dias depois, pois tinha a intenção de aproveitar a cidade no dia seguinte e também estava cansada das viagens e de acordar cedo. Lá conheci um brasileiro que iria fazer a descida de bike no dia seguinte, fomos pro bar do hostel e ficamos lá bebendo um pouco. Muito bom poder falar com brasileiros depois de tanto tempo.

 

Gastos:

• Barca Copacabana: 25 bol

• Café da manhã: 10 bol

• Passagem para Santa Cruz: 220 bol

• Táxi para o hostel: 20 bol (a corrida era 15bol mas dei 5 bol pela simpatia)

• Bar hostel: 68 bol (02 cervejas e 01 burrito muito gostoso)

• Downhill: 490 bol

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15/08 (sábado):

 

Depois de poder dormir numa cama delicia e bem quentinha, acordei umas 10h e fui tomar o café que era servido no bar do hostel. Lá conheci uma francesa, que falava bem espanhol, e fomos dar uma volta pela cidade. Por indicação dela fomos no Museo Nacional de Etnografia e Folclore, que é incrível! Estava rolando uma exposição sobre a indústria têxtil no país, muito legal e com vários gorrinhos feitos antes de Cristo. Além de uma exposição com máscaras de festividades de carnaval e sobre a história dos povos andinos.

De lá pegamos um táxi e fomos pegar o teleférico para ver a cidade, um passeio que vale a pena! Chegamos no alto e voltamos por 6 bol, é um transporte público para os bolivianos, uma ideia muito boa principalmente naquela cidade cheia de subidas. Pelo caminho encontramos um restaurante vegetariano para almoçar e fomos em busca da casa do Evo Morales. A casa do presidente fica em uma avenida onde há muitas embaixadas, inclusive a do Brasil está lá, e é mais simples que muitas das embaixadas também, principalmente a dos EUA que é a maior e cheia de apetrechos. Andamos mais um pouco por lá e voltamos de táxi para o centro, o táxi lá sai bem barato e sempre rola pechinchar mais. Fomos para a região da Catedral e lá compramos alguns presentinhos e eu pirei na barraca de uma senhora que vendia anéis e brincos de prata! Eu não sabia, mas na Bolívia é bem mais barato comprar prata, vale a pena comprar por lá!

Voltamos pro hostel e eu estava bem enjoada e com dores de cabeça, acredito que por ter andado tanto o dia todo e La Paz realmente não é brincadeira, tem que tomar cuidado mesmo com a saúde lá. Clima seco e altitude acima do normal, não se pode querer fazer tudo corrido, como fiz aquele dia. Fui pro bar do hostel para comer algo e consegui comer um macarrão, comecei a beber umas cervejas e os enjoos passaram.. rs

 

Fui dormir cedo porque no dia seguinte acordaria as 7h para o Downhill e para o meu azar, no meu quarto estavam 7 amigos ingleses, que já tinham feito o passeio no dia anterior e aproveitaram aquela noite para curtir a balada. Chegaram no quarto as 4h30 (sim, este horário) e ficaram conversando com a luz acesa como se não estivesse mais ninguém no quarto, só que havia eu e mais duas pessoas. Achei muita falta de respeito e apesar dos meus “xiu”, ninguém parava de conversar. Acabei levando e pedindo para eles pararem e respeitarem quem estava dormindo em espanhol mesmo, eles pararam um tempo, mas ainda se ouvia umas conversas. Sei que dormindo em hostel ficamos sujeitos a dormir com barulho, mas acredito que respeito é o mais importante, pareciam adolescentes mimados que se achavam sempre certos. Nesse momento quis muito saber falar inglês pra poder falar umas verdades pra eles, realmente foi uma noite daquelas.

 

Gastos:

• Entrada Museu: 20 bol

• Táxi: 10 bol

• Teleférico: 6 bol

• Sorvete: 16 bol

• Almoço: 32 bol

• Presentes: 115 bol

• Bar hostel: 49 bol

 

16/08 (domingo):

Apesar de uma noite daquelas começou um dos momentos mais aguardados da viagem, a descida de bike pela estrada da morte da Bolívia! Acordei as 7h junto com um australiano que tava no meu quarto e também iria pro passeio. Na van, das 7 pessoas que haviam, só tinha eu de mulher (y).

Mais uma vez, não vou ficar falando do passeio em si, porque cada um sentirá algo quando fizer este passeio. Só digo uma coisa: FAÇA! Apesar do grande medo que dá, foi um dos pontos altos da viagem. Na cidade de La Paz é o único passeio que vale a pena de fazer, então FAÇA!! Fiz a descida em um domingo e no começo da estrada da morte, tivemos que aguardar uma Maratona que estava acontecendo por lá acabar. Sim, eu estava achando que erámos loucos por descer de bike a estrada, mas, tem gente pior, pessoas que sobem correndo a estrada da morte! Realmente só na Bolívia mesmo! Haha

 

Após a espera, iniciamos de vez a descida! E a paisagem é incrível, então repito FAÇA O DONWHILL NA ESTRADA DA MORTE DA BOLÍVIA! Caso não saiba andar de bike, aprenda um pouco antes de ir viajar.

 

Voltamos do passeio as 19h pro hostel. Lá fui comer algo no bar e beber, e saciar o que estava sentindo, porque parecia estar em transe ainda. Bebi um pouco com uns gringos por lá e fui dormir, porque estava acabada também. Não entendia como as pessoas conseguiam beber tanto e ainda ir pra balada lá depois de um dia cansativo desses! Rs

 

Gastos:

• Entrada Estrada da Morte: 25 bol

• Banheiro: 2 bol

• Bar hostel: 65 bol

• Refrigerante: 8 bol

 

17/08 (segunda-feira):

 

Último dia em La Paz e o que eu mais queria era gastar meus bolivianos em muitos presentes! Fiz o check-out do hostel e fui dar uma volta pelo Centro, fui na Catedral e na Plaza de Armas. No almoço, mais arroz com frango, realmente as pessoas comem muito frango por lá, não aguentava mais.

Meu ônibus para Santa Cruz saia ás 20h e as 19h peguei um táxi na frente do hostel para a rodoviária. Lá comprei algumas besteiras para comer no caminho e fui pegar o ônibus, que para minha sorte realmente era leito e muito confortável. A noite seria longa, mas de muito conforto pelo menos..rs

 

Gastos:

• Hostel: 186 bol (62 bol/noite)

• Suco: 8 bol

• Almoço: 17 bol

• Farmácia: 8 bol

• Presentes: 400 bol

• Táxi: 15 bol

• Lanche: 21 bol

 

18/08 (terça-feira):

 

A viagem foi tranquila e a estrada boa, não sei se é devido ser uma rodovia que liga à capital do país, mas no caminho o ônibus foi parado várias vezes pela polícia para checagem dos passageiros, documentos e das bagagens. Nessa hora até pensei que os policias fossem querer alguma propina, como li muito sobre os bolivianos, mas foi super de boa e me trataram muito bem.

Chegamos em Santa Cruz as 13h. Comprei passagem para Puerto Quijarro na empresa Id Suárez com poltrona leito por 80 bol e o ônibus sairia as 20h30.

Deixei minha mochila lá na loja e fui dar uma volta pela cidade. Dessa vez me arrisquei e como tinha tempo, peguei um ônibus para andar por lá, foi fácil até e muito barato, são 2 bol. Um taxista tinha me proposto 15 bol para me levar pro Centro!

Dei uma volta na Plaza de Armas, passei de novo no Mercado Central para comprar umas frutas e fui almoçar/jantar no Café La Rocca, que eu já tinha passado na ida por lá. Vale a pena conhecer. Voltei pra rodoviária e estava bem frio por lá, imagina ficar 4h sentada num banco gelado lá, aguentei um pouco e dei uma volta para “conhecer” lá dentro. Encontrei uma lan-house, sim uma lan-house, e fiquei por lá gastando meus bolivianos e esperando o tempo do ônibus sair.

 

O ônibus saiu no horário previsto, mas, várias pessoas estavam reclamando que a empresa havia oferecido viagens ás 19h e 20h, e com falta de passageiros colocou todos no ônibus das 20h30. Logo minha poltrona foi trocado, mas, era outra individual e leito! Recomendo essa empresa, a viagem foi tranquila e confortável.

 

Esqueci de um grande detalhe que só agora lembrei! Rs Na Bolívia quando se viaja de ônibus precisa um bilhete de uso terminal, variam de 1 a 3 bol, lembre-se sempre de comprar antes de embarcar, pois em um ônibus que estava um homem atrasou a viagem pois teve que sair para comprar.

 

Gastos:

• Banheiro: 3bol

• Passagem para Puerto Quijarro: 80 bol

• Almoço: 42 bol

• Ônibus Sta Cruz: 4 bol

• Chocolates: 4 bol

• Internet: 9 bol (2h30)

• Lanche: 10 bol

 

19/08 (quarta-feira):

 

E enfim chegou meu último dia de viagem. A ida para Puerto Quijarro foi bem tranquila, chegamos lá por volta das 5h30! Estava tudo escuro, vários taxistas oferecendo para levar para a fronteira, mas muito caro. Tomei coragem e perguntei se um casal topava dividir uma corrida e eles já haviam se juntado a um senhor, logo a corrida saiu para mim por 5 bol (a corrida toda era 20 bol). Lá a polícia da fronteira só abriria as 8h, então seria de muita espera, tomei um café e troquei por reais meus últimos bolivianos, até então achava que estava rica, mas perdi quando virou reais.. haha. A fila do lado boliviano foi tranquila, apesar de bem caótica no final sempre dá certo, fiquem tranquilos. Do lado brasileiro que foi o momento de stress, era uma fila só para entrada e saída no país, bolivianos e brasileiros juntos. Depois de umas 2h de espera uma policial bem folgada, dei uns xingos por lá nos bolivianos e deixou os brasileiros passarem na frente. Foi a minha sorte, mas achei a atitude dela de desprezo foi difícil de engolir.

 

Fui atrás de um táxi para me levar para a rodoviária de Corumbá, meu amigo não estava na cidade, e estavam me cobrando 50$. Eu só tinha esse dinheiro em reais e não queria depender de encontrar um banco, pechinchei e o cara me levou por 35$! Daí ele foi tentar ser honesto e ligou o taxímetro para provar que dava 50$ a corrida, mas não é que eu estava certa? Apesar da bandeira 2 que só existe nas ruas de Corumbá, a corrida da fronteira até a rodoviária deu exatos 34$! Fiquem de olho!

Consegui adiantar minha passagem para as 13h, estava marcada ás 15h, almocei na frente do rodoviária um PF muito bom por 10$, mas acreditem, tinha frango!! Haha e embarquei rumo à Campo Grande.

 

O ônibus iria passar no aeroporto, então fui direto pra lá! Cheguei as 19h e minha espera seria bem longa, pois meu vôo era as 3h30. Fiquei fazendo palavras-cruzadas antes do vôo, usando do wi-fi do aeroporto e no meu avião ainda estava a dupla sertaneja do "camaro amarelo " lembram? Rs Foi uma volta engraçada para São Paulo!

 

Gastos:

• Táxi: 5 bol

• Banheiro: 1 bol

• Café: 1 bol

• Táxi Brasil: 35 $

• Almoço: 12$

• Lanches: 17$

• Lanche aeroporto: 15$

 

20/08 (quinta-feira):

 

Chegamos em Congonhas por volta das 6h30 e fiz o mesmo trajeto para voltar pra casa, foi tranquilo e apesar do horário não peguei muito transito e consegui voltar sentada para casa. Acho que a minha cara de cansaço era mais do que visível para todos.

 

Enfim em casa, ás 8h! Não sabia se tomava um banho quente, se comia algo, se via as fotos da viagem ou se ia dormir na minha cama finalmente.

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E assim chegou ao fim, uma viagem incrível com 15 dias extremamente bem aproveitados, com um alívio em voltar pra casa mas continuar com todas as lembranças boas que essa viagem me trouxe dentro de mim.

 

Gastos: Eu calculei que gastei com TUDO cerca de 2.400 $ pelos 15 dias, contando presentes e passagens de ida e volta pro Brasil!

 

Pra quem tem medo de viajar sozinha (o), só digo uma coisa, VÁ! O único problema é que vicia. Espero que meu relato ajude novos mochileiros e os veios de mochila também!

 

Abraços, Thaís.

 

 

Ps: Desculpem o relato gigante e as fotos confusas no meio do relato! rs

 

::otemo::::otemo::::otemo::

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Olá Thais, muito legal sua viagem, por acaso voce chegou a fazer um somatório total do gasto da mochilada? Deu vontade de ir rsrsrsrs

 

 

Que bom que gostou Rafa!! Vá sim! Vale a pena!

 

As pessoas ainda têm muito preconceito com a Bolívia, espero que consiga acabar um pouco com isso.

 

Separei meus gastos certinho agora:

 

Gastos pré: tênis +máquina+roupas +remédios = 905$

Passagens Brasil: 437$ (avião SP - Campo Grande e ônibus Campo Grande - Corumbá ida e volta)

Viagem e presentes: 2135$ ! em reais!!

 

Abs!! ::otemo::

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      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
    • Por Ro St
      Junto-me ao "coro" de agradecimento aos relatos que li aqui e que me ajudaram a evitar perrengues e tomar decisões quanto ao roteiro e afins.
      Juntamente com o meu namorado, fui pro Peru do dia 06/06 à 15/06.
      Comprei as passagens GRU X Lima (meu namorado mora no Vale do Paraíba, eu moro no RS), na primeira semana de Dezembro, por 8500 pontos Multiplus o trecho para cada um + R$ 500 no total das taxas (4 trechos).
      Compramos as passagens de Lima X Cusco no site da LCPeru por 180 soles peruanos, cada trecho, diretamente no site da Cia. Não deu para comprar pelo cartão de crédito, daí foi feito pelo SafetyPay. Esta compra foi feita no mês de abril, quando havíamos definido totalmente as datas do roteiro da viagem.
       
      Estava decidida a comprar as passagens internas com Cia Peruana pq os preços da Latam e da Avianca eram muito maiores. Sabia que corria pouco risco dos vôos serem atrasados/cancelados (como é a fama quando se voa por estas Cias) em razão da época (inverno ser mais seco) e pelos horários dos vôos (li aqui, e em vários outros blogs que o problema é no aeroporto de Cusco -  se pousar ou decolar após às 17h, a chance de ter alteração é enorme).
      Eliminei a Viva Air (Viva Colômbia), pois vi que era a pior dentre as nacionais. Pelo o que li, a Peruvian seria a melhor, mas não tivemos stress com a LCPeru.
      Voamos nos 2 trechos com aviões Boeing 737, com direito a uma mala despachada de 30Kg para cada um (a minha deu exatos 10Kg). Lanches bem básicos (pacotinho de nuts variados) com direito a Inka Kola.
      Passeio para o Valle Sagrado: fizemos o tour completo (Chinchero, Maras, Moray, Ollanta e Pisac +Salineras) mas SEM ALMOÇO por 40 soles por pessoa. Levamos lanche!
      Ida para Machu Picchu: acabamos indo e voltando com o trem Vistadome da PeruRail por US$ 40 o trecho (Cyberday promotion), comprados no final de Abril.
      Ida para Huaraz: fomos pela MovilTours na opção "Ejecutivo Vip" por 45 soles peruanos o trecho, para assento de reclinação de 160 graus. O preço  normal para este tipo de assento/serviço é 65 soles, mas comprando com certa antecedência consegue-se encontrar alguns assentos promocionais.
       
      Terminada a informação sobre o investimento financeiro, irei tecer brevemente sobre o nosso roteiro e outras dicas e percepções, mas procurando evitar o óbvio.
      DIA 06/06
      Vôo GRU X Lima: saída às 7h40min (aguardamos em torno de 30min dentro do avião para poder decolar em razão do FLUXO aéreo, cfme explicação do piloto). Resultou em 1h de atraso na chegada: pousamos ao meio-dia em Lima. Avião super confortável ( poltronas no formato 2-3-2).
      Vôo Lima x Cusco: saída às 14h40min (atraso de alguns minutos no portão de embarque - fomos de bus até o avião).
      "PERRENGUE": Reservei todas as minhas hospedagens pelo Booking, que informava que a hospedagem de Cusco ofereceria transfer. Escrevi mensagem para eles ainda em SP. Acessando os 30min de wifi free do Aeroporto de Lima, e não haviam respondido. Chegamos em Cusco e... Não tinha wifi free e nada de transfer. Pagamos 25 soles para um taxista fazer a corrida até o bairro de San Blás.
      "RECOMENDO": Jantamos no SUMAQ II, na Calle Siete Angelitos - nosso restaurante em Cusco. Barato, sem movimento, pizza em forno a lenha. Pão de alho e massa da pizza feitos artesanalmente e de forma excelente. Wifi bom tb. 
      07/06
      Compramos os ingressos para Machu Picchu no "escritório" do Ministério da Cultura do Peru em effectivo (em soles, sem taxa extra nenhuma). Fiquei monitorando pelo site oficial a disponibilidade dos ingressos e, deu certo.
      "RECOMENDO": Mês de Junho é cheio de comemorações em Cusco. Pegamos vários eventos tri em razão do Corpus Christi, concurso de dança das escolas infantis de todo o Valle (ainda tem o Inti Raymi no "solstício do inverno").
      Passeamos por Cusco mas sem entrar nas opções pagas de museus,etc. Só compramos o boleto parcial (70 soles por pessoa).
      "DETALHE IMPORTANTE": Fizemos a carteirinha internacional pq estudante paga metade no boleto "general" (o mais completo), mas tem a mesma regra que M.P.: só até 25 anos! pqp!!!!  E tem outra: li aviso lá no Cosetur, que a carteirinha da ISIC (que nós fizemos) não teria mais validade nos próximos meses!
      08/06
      Fizemos o tour pelo ValleSagrado, mas sem entrar no Parque A. de Ollanta, pois pernoitamos naquela cidade, daí curtimos o acervo na manhã do dia 09/06 com toda a calma do mundo! Pq como vários relataram, é pouco tempo para contemplar e tirar fotos durante o tour grupal. Fora que, de manhã estava vazio!!!! (além dos tours grupais serem de tarde, a Copa do Mundo diminuiu mtooo o movimento lá na região!
      "DICA": se puderem ir lá pra Cusco/M.P. durante algum evento mundial importante (Copa/Olimpíadas) será ótimo! Nada de empurra-empurra, tumulto, dificuldade pra enquadrar fotos... oh maravilha!!!!
       
      09/06
      Ollanta de manhã, e de tarde pegamos o trem às 14h. Ollanta é muito agradável, mas bem pequena, com poucas opções de gastronomia (após às 21h, ao menos). De tarde pegamos o trem - confortável, pontual, etc.
      Ao chegarmos em Águas Calientes, encontramos a galera que reserva hospedagem por agência aguardando ser chamado... Meio ruim isso!
      Jantamos o prato menu (como em quase todos os dias no Peru) por 12 soles apenas! E com direito a Pisco Sour dupla gratuita! Pq? Copa do Mundo! Poucos turistas, vários restaurantes... É galera do "mete a faca no turista"! Nos mercadinhos os preços se mantinham exorbitantes, mas estavámos bem preparados. Só queria ter comprado BANANA (plátano) pois li no blog ApureGuria, que isso atraia as ilhamas em M.P.! Mas 1 sole por 1 plátano.. não!
      10/06
       Subida pela escada inca: mais do que dor nos joelhos pelos quase 35 anos "de velhice", senti minhas coxas "ficando pelo caminho". Me apavorei comigo mesma, ao ter que parar várias vezes para descansar, mas conseguimos fazer o trajeto em 1h10min! 
      Não pegamos guia, segundo informações que colhi, só o pessoal dos grupos das agências não conseguem escapar. Se fez falta/se foi melhor, acho que é questão de opinião pessoal. Pesquisamos sobre a historia de M.P. antes da viagem. Enquanto a galera dos grupos guiados tinha poucos minutos para tirar fotos dos lugares, quase zero de tempo para contemplar a energia "em paz", nós tivemos, e muito! Saímos às 10h40min, tendo feito as 2 voltas no parque. Sentado um pouco para lanchar. Explorado tudo o que tínhamos à disposição (não pegamos nenhuma montanha). 
      Na saída começou a chover. Uma garoa, mas constante. Não descemos muito rápido para evitar escorregões na escadaria, mas deu uns 45-50 minutos.
      Só na estação do trem é que fui ao WC. Ah! Sou alérgica a borrachudos, passei repelente, mas não senti nada de mosquitos querendo incomodar. Como pegamos o trem às 13h30min, chegamos cedo em Ollanta e fui tranquilo voltar de "colectivo" até Cusco (10 soles).
      "SOBRE AS  VIAGENS COM O TREM": é disponibilizado wifi... Que era ótimo, rápido! 
      11/06
      De manhã compramos alguns souvenirs e de tarde pegamos nosso vôo para Lima. Gastamos aproximadamente 5h no aeroporto de Lima (bus para Huaraz era às 23h30min - coloquei baita margem de segurança), usando o wifi do Starbucks, e tb resolvendo um PERRENGUE!
       
      "PERRENGUE": no dia anterior à saída do Brasil (05/06) recebo e-mail automático da Latam - nossa volta teria um atraso de 12 HORAS!!!! (vôo da volta seria às 23h30min de 15/06 com escala de uns 40min em Assunção). Só que o vôo "novo" sairia às 24h de Lima. E vôo saindo de Assunção às 5h40min não "existia" mais, e sim, só às 3h da madrugada (o que era inviável), ou às 17h - resultando numa chegada às 8h DA NOITE, quando inicialmente seria às 8h DA MANHÃ do dia 16/6.
      Escrevi no Twitter, no Facebook da Latam... expliquei que só teria wifi e em poucos momentos durante a viagem... Esperei por 1 semana para que tivessem a competência de resolverem. Nada! Escrevi minha reclamação no ReclameAqui. Entretanto, usei o tempo ocioso para buscar o guichê peruano da Latam. As atendentes alegavam que não poderiam remarcar os vôos por ter comprado por pontos. Mas, com mta insistência, e mostrando os e-mails de confirmação da época da compra com essa diferença absurda, elas resolveram o problema! Pegamos vôo direto, saindo às 24h30min de Lima! Então, salvem sempre suas negociações com print de tela e tal para estarem munidos!!!!
       
      ...AMANHÃ CONTINUO SOBRE HUARAZ E AS VIAGENS DE BUS!
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
    • Por Léo Tavares
      Lugar Fantástico!
      Peguei um ônibus na rodoviária de BH que me deixou na porta do Local. Existem duas empresas; Saritur e Serro, o custo está em torno de 30$. 
      Para acampar, paguei 45$(diária) +1$ por barraca. O local é bem estruturado, ótimo para passeio em família, vale a pena conferir.
      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
      Deixo aqui alguns registros que fiz 📸























      Confira mais no https://www.instagram.com/leo.tavares
    • Por Nicollas Rangel
      Eu já tinha postado aqui um texto sobre como a Bolivia mudou a minha vida, então resolvi relatar o roteiro, os custos e algumas dicas. Entaaao:
      Janeiro/2018 - saída 12/01 e chegada 02/02
      Roteiro: Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Sta Cruz > Sucre > Potosí > Uyuni > La Paz >  Copacabana/Isla del Sol > La Paz > Cochabamba > Sta. Cruz > Puerto Quijarro > Corumbá > Campo Grande.
      Cotação: R$ 1 = BOB 2 
      Custo total dentro da Bolívia = USD 600/R$ 1800,00 - pouco dinheiro, mas fiz tudo o que planejei (custos totais por categoria no final do relato)
      Vou relatando por partes, porque é muita coisa (tentando colocar o máximo de dicas) haha e vou colocando os custos mais importantes e os que lembro, pois não me recordo dos minimos detalhes rsrs
      Meu primeiro mochilão e iniciei minha viagem em rumo à Campo Grande. Sou do interior de Minas, e toda a minha viagem de ida e volta fui rodando de onibus, sem nenhum trecho por avião (o que em um certo trecho me arrependi kkkkkk), todos os custos de transporte incluem onibus e vans.
      CAMPO GRANDE - CORUMBÁ
      Cheguei em Campo Grande no dia 13/01 em torno de 13h e já fui comprar minha passagem das 23h para Corumbá. Eu preferi pegar nesse ho´rario pelo fato de ir menos pessoas do que no de 00h, mas no final não faz diferença alguma kkkkkk os dois vão mais vazios.
      Uma dica que dou para ficar na rodoviária de CP é levar comida, meu Deussssss tudo lá é ridiculamente caro e em volta não tem nada (quando digo nada é realmente nada, porque fica na avenida de entrada da cidade, uma avenida linda mas muito extensa e meio deserta de pessoas, pois só se passa carros nessa avenida) só encontrei um restaurante que custava R$ 12,00 o prato feito. É bom até, da pra satisfazer bem, quando estiver saindo da rodoviraria pelo corredor da entrada, é só perguntar os mototaxistas onde é o restaurante mais próximo, ou já vai ter uma moça lá que vai te abordar te perguntando se está com fome kkkkkkkkkkkkkk. O bom da rodoviária é que tem WIFI e guarda volumes, além de banho de graça. Eu dormiria lá (o que por pouco não aconteceu) hahaha 🤭
      Aqui conheci um rapaz da minha idade (18 anos) que estava acabando de voltar de um mochilão de lá e que me deu seu roteiro impresso, fiquei grato demaaaaaaaaaais. Eu literalmente abordei ele por estar com a mochila tipica nas costas (primeira viagem sozinho, então mesmo que já estva em CP ainda tava inseguro, porque tudo era novo incluindo as sensações, masssss logo acostuma e já se deixa levar rsrsrs) ele me deu muita informação essencial pra passar meu medo e duvidas, ele foi importante demaaaaaaaaaaaaais rsrs. Detalhe: basicamente não vi outros mochileiros como pensei que veria.  Perto do horário do onibus conheci um casal de bolivianos mais velhos já (pelos 40 anos) e que iriam pelo mesmo caminho que o meu, ali já viraram quase meus pais e cuidaram demais de mim, principalmente no Espanhol, sabia bem básico pois eu tinha estudado uns 50% pelo Duolingo kkkkkk (ajuda demais)
      CORUMBÁ - PUERTO QUIJARRO
      Aqui começou a saga rsrsrs Chegando em Corumbá conheci a Livia, outra boliviana que também era de Santa Cruz. Loucaaaaaa e o máximo de pessoa. Estava fazendo mochilão pelo Brasil, também era mais velha, em torno dos 45, com aquela mochila imeeeeeensa nas costas kkkkkk então juntamos nós três e fomos juntos direto pr fronteira. Eu super extasiado por me forçar a falar espanhol por conta dos 3 😂😂.
      Pra chegar a fronteira desde a rodoviária de Corumbá por meio de ônibus, é só sair e atravessar a rua, tem um ponto bem em frente à rodoviraria, ele deve passar de 20 em 20 minutos: via Cristo Redentor. Depois disso, ele vai parar no terminal onde ficam todos os outros onibus, é só descer e esperar o via Fronteira chegar. Depois disso demora alguns minutos e já está na receita federal. Eu cheguei na Receita Federal no domingo 14/01 e também era horario de verão, então tinha uma diferença de hora quando atravessei a fornteira, 2 horas de diferença, sendo que quando não é epoca de horário de verão é apenas 1 hora de diferença. Dei saida do Brasil bem rápido só com a identidade e já fomos nós tres para a Anduana Boliviana. Aí sim, demorou kkkkk fiquei TRES HORAS na fila em pé com chuviscos kkkkkkkk acabei perdendo o trem da morte :ccc . 
      Não me recordo muito bem a hora que abre a receita federal brasileira, se não me engano creio que as 8h ou 9h. Na parte boliviana abre às 7h ❤️ 
      Guardar os dois papeis que se recebe, o do brasil e da bolivia, um é verde e o outro branco, é super importante. Sem eles vocÊ não sai ou não entra dos países e também precisa pra mostrar na entrada da Reserva Nacional Eduardo de Avaroa. Ninguem me pediu a Carteira Internacional de Vacina, mesmo sendo obrigatório a vacina de febre amarela para entrar na Bolivia, porém por precaução, é melhor providenciar. Todos foram bem camaradas comigo, só os agentes brasileiros que são extremamente rudes com os bolivianos, até eu fiquei ofendido pra caramba. Os agentes bolivianos não tratam ninguém de maneira diferente. Do lado da Aduana tem muitas "tiendas" hahaha lá tinha um cambio e troquei meu dinheiro e comprei um chip da Bolivia da operadora TIGO por uns BOB 12 eu acho, muitoooooooooooooo boooooooooom , bate de 100 vezes nas do Brasil cara kkkkk, coloquei BOB 25 de créditos e continuei com eles por uma semana toda usando internet, sem nenhum problema, super fácil e simples ( fica a dica se alguém vai viajar sozinho por lá e não quer depender de WIFI pra acalmar a familia aqui, o que só existe nos hostels e nas rodoviárias rsrs).
      Saindo da fronteira graças a Deussssss, já se entra em Puerto Quijarro e já ve como é a cultura boliviana. Eu ficava em extase kkkkkkkkkkk meses e meses planejando e pesquisando tudo, e depois chegar e viver de fato aquilo é emocionante, eu me empolgava cm tudooooo, com as pessoas, os carros velhos, a comida (pollo pollo pollo) kkkkk almoçamos, batemos muito papo com muita risada (principalmente com os pernilongos fomos para a Rodoviária e compramos a passagem das 19h por BOB 70.
      Gastos do dia:
      BOB 70 - onibus p/ Santa Cruz
      BOB 5 - carregar celular / BOB 7 - banho
      BOB 25 - créditos TIGO/BOB 12 - chip TIGO 
      TOTAL: +- BOB 120/R$ 60,00
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Chegamos em Santa Cruz lá pelas 5h e fiquei na rodoviaria esperando ela abrir (até hj não entendi o porquê daquilo fechar, uma cidade daquele tamanho kkkk) nos separamos com tristeza, perdi o contato do casal :c e fiquei na casa da Livia na ida e na volta :)))) 
      Quando vi os micros e o fuzuê de Santa Cruz fiquei loucooooo kkkk muito louca aquela cidade kkkkk aqui gastei muito com Transporte, porque a casa da Livia era bem proxima da Plazza 24 de Septiembre (bem no centro) e a rodoviária é bem longe. Eu peguei Micro pra carambaaaaaaa uns 4 ou 5, sendo que peguei um errado e fui parar num bairro tão longe que as ruas nem eram asfaltadas 😂 😂 me desesperei kkkkk mas deu tudo certo no final. Encontrei um Restaurante Cubano andando na rua atoa e a comida era maravilhosaaaaaa, pena que não tinha nada de fora mostrando que era um restaurante, então não tem como por o nome aqui :c paguei BOB 35 no prato + salada e suco, o que é caro para o valor das comidas bolivianas, mas eu ainda não tinha muita noção dos preços então ok haha
      Gostei de Santa Cruz, é linda do seu modo de ser, mas não carrega muita história e nem muita cultura, já que é a cidade mais 'modernizada da bolivia', então de todas foi a que menos gostei. Por isso tanto na ida quanto na volta, eu não me hospedei. Acabei curtindo o dia todo (da ida e da volta) com a Livia, passeamos muito, fui fazer compras com ela, conhecer as lojas, as comidas, bebidas e tudo mais kkkk ela foi essencial pra que eu aprendesse mais o idioma, pois ela sabia o básico de português e tirava minhas duvidas haha.
      Comprei a passagem pra Sucre por BOB 100 e mais uns biscoitos e água (sempre carregue água, ninguem lá toma agua da torneira, nem as proprias pessoas que morar lá.)
      Outra questão é que as pessoas lá falaram que Santa Cruz é muito perigosa, com umas historias bem sinistras kkkkk me disseram pra nunca sentar na janela do micro com o celular na mão e muito menos com ele na rua, pois quando ele para, alguem enfia a mão na janela e te rouba ele num piscar de olhos. Achei bem louco, mas né, fiquei atento haha. Eu fiquei um pouco sismado com tantas pessoas falarem que era perigoso, mas sinceramente, não vi nada demais. O país TODO, é muito seguro, não existe assalto, nem nada do tipo. O máximo é um furto se estiver dando bobeira, mas isso existe no mundo inteiro. Creio que para O PADRÃO DELES Sta Cruz é perigosa, mas para nós brasileiros, não. Já que estamos muito acostumados com violencia e assaltos, então somos muito atenciosos com nossas coisas e sabemos reconhecer situações de perigo, o que é natural e espontâneo. Por isso em momento algum da viagem, me senti inseguro, aliás, me senti mais seguro lá que em qualquer parte que ja fui no Brasil rsrsrsrs
      CUSTOS:
      BOB 100 - passagem Sucre - 19h
      BOB 35 - almoço 
      BOB 10 - micros (BOB 2 a passagem de micro)
      BOB 15 - lanches e água
      TOTAL: +- 160 BOB/R$ 80,00
      SANTA CRUZ x SUCRE
      Essa rodovira merece atenção cara rsrs eu sabia que era ruim e perigosa por ler sobre, mas não sabia que era tantooo kkkk eu tomei DOIS remédios para dormir já imaginando o q viria, mas sem exageros, eu não dormia profundamente. Cochilava e a cada curva (que são várias, pois sai de Sta Cruz de 400 metros para Sucre de 2800 metros acima do nivel do mar, vai subindo em torno das montanhas) eu acabava acordando, olhava da janela e via o despenhadeiro e o contorno das montanhas pela luz do céu. Era aterrorizante olhar pra aquele abismo cara, eu simplesmente não ficava relaxado, e ficava putassoooooooooooooooo por que todos os outros dormiam igual criança e eu com o olho na nuca 😂 😂  foi a pior viagem da vida cara kkkkk. Uma alternativa é pegar um avião de Sta Cruz para Sucre, mas sai bem caro se comparado ao valor dos onibus. Porém tem outra opçãp bem viável, pode se comprar uma passagem para Cochabamba (que fica no centro da Bolivia) e de lá para Sucre, só vai demorar um pouco mais, mas em compensação, vai dormir bem e não vai passar medo, além de poder sair mais barato também. O onibus chacoalhava muito, pois parte da estrada era de terra. No final acabei perdendo meus tenis, pois chegando em Sucre fui calçar eles e simplesmente não estavam debaixo do meu assento!! Ai eu irei o desespero em pessoa, pois só levei um par de tenis e um de chinelo kkkkkkkkkk todos ficaram rindo da minha cara, acabei ficando um pouco bravo e me ajudaram a procurar hahaha. Hoje, dou razão pra eles, pois a cena deve ser sido hilária kkkkkkkkkk eu louco gritando "donde están mis zapatos? Mis zapatos!!" 😂 😂 😂 😂
      SUCRE
      Euforia passada, cheguei em Sucre às 7h, num frio de uns 11°C em pleno verão, gelando até meu cérebro hahahaha paguei uns BOB 1,50 (não me lembro ao certo, pois to confundindo todos os valores dos micros) até a Plazza 22 de Mayo. Sucre é lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, a cidade mais linda da bolivia, só não mais cultural que Potosí e La Paz, mas mesmo assim maravilhosa. Toda branca, muito branco, super limpa, tranquila, com gente alegre, frio, comida boa... eu viveria lá cara. Parece que eu tava na Europa, na moral kkkkkk fiquei 3 dias hospedado la. Fiquei no Hostal Clavel Blanco, calle Loa (rua paralela à Plazza 25 de Mayo) que era extremamente próximo de tudo!!!!!! Recomendo demais o lugar, lá conheci a Rosa da Holanda e a Manon da França, minhas colegas de quarto,  dali ficamos tão amigos que viajamos o resto do país juntos ❤️❤️ misturando ingles com espanhol + mímica, mas com boas risadas deu tudo certo hahaha. Paguei BOB 55 o quarto com 10 camas misto + desayuno = café da manhã rsrs. Fora que a proprietária era um amor, mas não me lembro bem o nome dela, acho que era Angela. Conheci a Laura que era da Argentina, também ficamos super amigos e nos reencontramos em La Paz ❤️ 
      Aproveitei muitooo Sucre. Fui no Mercado Campesino, no Mercado Central, comprei blusas de frio (pois havia levado somente uma, e perdi em Campo Grande rsrsrs, subi no terraço de uma igreja com uma vista maravilhosa de Sucre, conheci gente demais, cada uma de um canto do mundo, me perdi vaaaaaaaaarias vzes pelas ruas de Sucre, pois são muito iguais, sendo a arquitetura colonial em todas e tudo branco hahahaha, mas amava me perder kkkkk ficava na praça central, observando a vida passar, o q mais amavaaaaaaa!! Tomei um negocio de Oreo que era maravilhoso, não me recordo o lugar mas sei que era na mesma rua do hostel, um pouco mais para baixo. Comi um prato com a Rosa em lugar que acabamos encontrando por conta da carne assada que nos chamou haha. Acabei ficando mais no centro, então não fui à Recoleta, o que me arrependi depois. Sucre é uma cidade que guardo comigo cara, queria muito ter ficado mais tempo, a cidade é extremamente tranquila, super jovem, sério tem muitos universitarios, então é uma cidade super viva e gostosa de passear.
       
       


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