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Bolívia via trem da morte sozinha- 15 dias !

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Boa tarde [email protected]! Esse é o meu primeiro relato aqui, espero que possa ajudar muitas pessoas assim como ajudou muito os que eu li. Apesar dos muitos relatos de viagem pela América do Sul, acho interessante passar um pouco da minha viagem para vocês, pois fui sozinha e acredito que minhas dicas vão colaborar bastante para quem ainda tiver dúvida, tirar logo a mochila e partir para a Bolívia!

 

Fui para o Peru, via Acre, há 2 anos atrás e na época não passei na Bolívia por falta de tempo($) então fiquei com o gostinho pra conhecer esse país tão próximo e tão rico em diversidade que prometi que nas primeiras férias do trabalho (que eu ainda iria arrumar,,rs) iria embarcar pra lá! Via trem da morte é claro! Aqui segue um pouco da viagem, qualquer dúvida é só entrar em contato que ajudo no que for possível ! Ficou longo mesmo, então se preparem!

 

Minhas férias estavam programadas desde o ano passado para agosto/2015 e tinha 20 dias de férias. Como queria entrar na Bolívia pela fronteira para viajar com o trem da morte, pensei em voltar de avião de La Paz ou Sta Cruz pro Brasil, mas as passagens estavam muito caras mesmo só a volta, coisa de 1mil reais! Aí, desencanei e resolvi comprar ida e volta por Campo Grande mesmo, é cansativo, mas dá pra aguentar de boa sim e você economiza muito.

Comprei as passagens pela GOL com ida 05/08 e volta 20/08 por 230$ ! Achei boa a promoção. Também comprei as passagens de ida e volta de Campo Grande - Corumbá por garantia também.

 

Aqui segue meus gastos pré - viagem!

 

• Passagem de avião GOL ida + volta SP – Campo Grande/MS: 230 $

• Passagem ônibus Empresa Andorinha ida + volta Campo Grande – Corumbá: 207$;

• Roupas de frio Decathlon: Camisa longa e legging térmica + Jaqueta impermeável Quechua + Fleece Quechua = 340 $

Ps: A jaqueta estava em liquidação de 350$ por 150 $ !!

• Bota Timberland Trail Valley Marrom: 175 $

Ps: Encontrei com promoção de 40% de desconto no site da Dafiti! Chegou em 4 dias úteis, recomendo o site (y)

• Câmera digital SONY CYBER SHOT 16.1mp: 340$

Ps: Só tinha na Casas Bahia um modelo no mostruário, logo pedi desconto, de 480$, saiu por 340$. Já tinha esse modelo e recomendo muito, as fotos ficam incríveis, sem nem precisar colocar filtro depois hehe.

• Remédios diversos: Dorflex, Polaramine (antialérgico), dipirona (antitérmico), Neosaldina (dor de cabeça): ~ 50 $

Ps: Não curto tomar remédios, mas são bem necessários em viagens, pois uma simples dor de cabeça pode prejudicar seu rolê e passa rápido com um simples comprimido. Em Sta Cruz comprei 4 comprimidos para Soroche (4bol cada) e um outro remédio para enjoos (8 bol cartela);

 

Preparação da mochila:

Um dos melhores presentes que minha mãe já me deu, além da vida..rs, foi uma mochila da Quechua Forclaz 50 L ! É perfeita para viagens e tem uma abertura lateral ótima, ganhei há 3 anos e ela já me acompanhou em viagens longas e está inteirona ainda.

A cada viagem que faço tento diminuir a quantidade de coisas que levo, com o tempo a gente vai aprendendo e vai se acostumando. Nessa, procurei levar poucas roupas, pois já sabia que estaria fazendo muito frio e não adiantaria levar várias opções de jaquetas pra usar..rs não é?

Levei o básico e consegui sobreviver muito bem, mas acho que poderia ter incluído algumas coisas, como:

• 01 camisa longa térmica a mais: praticamente dormia e acordava com ela a maioria dos dias, não ficou com “cheirinho” ainda bem, mas poderia ter incluído mais uma na mala;

• 01 blusa de moleton ou 01 jaquetinha simples: quando fazia “só mais um pouco” de frio, já precisava colocar minha jaqueta gigante, se tivesse levado alguma dessas opções não precisaria;

• 02 cadeados para mochila e loocker bons! Comprei 02 bem porcarias e um deles quebrou logo no primeiro dia, sorte que não me furtaram nada!

 

ITENS MOCHILA:

 

• 01 jaqueta impermeável;

• 01 blusa fleece;

• 01 calça legging térmica;

• 01 camisa longa térmica;

• 01 calça legging;

• 05 blusinhas de manga curta;

• 04 blusas de manga longa;

• 01 short jeans ( nem preciso dizer que não usei né? Rs);

• 07 meias grossas altas;

• Calcinhas, 02 sutiãs e 01 biquíni (o biquíni era pra entrar nas águas termais, mas, não consegui entrar porque tava com muito frio);

• 01 meia calça de lã e 01 par de polainas;

• 01 par de havaianas e 01 alpargata;

• Mochila de ataque ( uma simples de 15 L da Quechua também e que é impermeável, descobri lá) : 01 luva, 01 gorro e alguns itens de higiene pessoal.

• 01 doleira, item fundamental em viagens assim! Me sentia muito mais segura com os documentos e dinheiro, só tirava pra tomar banho mesmo rs.

• 01 mantinha de frio, grande companheira de viagem! Fui muito útil nas viagens de ônibus;

• 01 rolo de papel higiênico, se puderem levem mais, nunca será demais!

 

Fui viajar com: 01 calça jeans, 01 blusa de manga longa, 01 casaquinho leve e um tênis.

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05/08 (quarta-feira):

 

Meu vôo estava marcado para as 20h30, como conheço bem minha cidade e sabendo que pegaria o horário de pico para chegar no Aeroporto de Congonhas, saí de casa ás 17h. Fiz um caminho mais longo, porém onde eu teria que andar menos e conseguiria pegar os ônibus sentada, o que deu certo, cheguei em Congonhas + ou – 19h. Pra prestigiar minha ida estava por lá também o ator Caio Blat pra se despedir de mim.. rs.

Infelizmente esqueci de passar pra comprar algo pra comer antes e acabei comendo por lá, #nuncamaiscomoemaeroporto. Tudo caro demais e não valendo o preço que custa, na próxima levarei umas quentinhas pra comer por lá.

O vôo atrasou 1h, logo saímos por volta das 21h30 de SP. Cheguei em Campo Grande e para minha alegria, lá o fuso horário é diferente e eram 21h! A amiga de uma amiga minha estava me esperando de carro com o namorado e eles me levaram até a rodoviária. A ideia era eu conhecer a cidade, mas os dois trabalhavam cedo no dia seguinte e não rolou. Fiquei aguardando na rodoviária pois o ônibus para Campo Grande só sairia as 23h59 (horário cabalístico). O ônibus saiu no horário previsto e a viagem foi bem tranquila, boa qualidade e estrada boa, tivemos uma parada no caminho.

 

Gastos:

• Ônibus pro aeroporto: 3,5 $

• Lanche no Pão-de-queijo: chá mate + pão de queijo por absurdos 15$

• Ajuda na gasosa pra carona pra rodoviária: 10$

 

 

06/08 (quinta-feira):

 

Cheguei em Corumbá por volta das 6h e no amanhecer vi o nascer do Sol mais lindo da vida direto do ônibus, era uma mistura incrível de cores quentes! Viva o Pantanal, preciso voltar pra conhecer direito esse bioma.

Da série ‘ quem tem amigos tem tudo’, lá em Corumbá tenho um amigo da faculdade, logo que soube que iria passar por lá entrei em contato com ele e combinamos de nos vermos lá. Ele me buscou na rodoviária umas 8h, fomos comer algo num restaurante árabe de lá muito gostoso (não me lembro infelizmente), ele deu uma volta na beira do rio comigo e fomos rumo à fronteira!

 

Primeiro fui dar a saída do Brasil na polícia federal, lá estava uma fila pequena, mas o calor era realmente forte já as 9h! Complicado ficar longe da sombra. Quando faltavam 3 pessoas para eu ser atendida, ouço o atendente gritando lá perguntando se havia brasileiros na fila. Disse que eu era e ele me questinou porque tinha deixado bolivianos passarem na minha frente (?), eu disse que não sabia que havia filas separadas. Depois de ser extremamente grosso com uma boliviana na minha frente, porque ela não havia dado entrada no Brasil anteriormente e estava dando a saída, ele ainda quis brincar comigo e com meu sobrenome (Pinto). Confesso que fiquei bem decepcionada com os profissionais de lá (na volta ao Brasil mais ainda) e pensei que seria tratada como os bolivianos são tratados pela polícia federal brasileira na polícia boliviana. Mas tive uma grata surpresa e lá fui muito bem atendida! Dica pro lado brasileiro ser mais humilde (y).

 

Em Puerto Quijarro era feriado, cheguei na Bolívia no dia da independência do país. Lá fui cambiar um pouco de dinheiro, encontrei por 1$ - 2 bol, pensei que encontraria um câmbio melhor depois e troquei 500 $ - 1.000 bol (depois me arrependi porque não encontrei cambio melhor, dica!)

Fui comprar a tao esperada passagem no trem da morte! Cheguei por lá por volta do meio dia e o trem saía ás 13h, a passagem foi 70 bol.

Me despedi do meu amigo e fiquei esperando a saída do trem.

 

Durante a espera vi uma típica mochileira, a Akvile. Uma moça da Lituânia (sim, eu conheci alguém da Lituânia) que já morou em Moçambique e falava bem português, ela veio viajar pela América do Sul, passou pelo Brasil e estava entrando na Bolívia pela fronteira também. A intenção dela era chegar em Santa Cruz e ir direto para La Paz, mas de tanto ouvir eu falar bem do tal Deserto de Sal se animou e resolveu ir comigo também.

 

A viagem de trem e suas 17 horas, foi muito tranquila. Como saímos no começo da tarde, vi as variações de vegetação e do céu, incrível! A estrutura do trem está bem diferente, li várias histórias, mas não tenho nada do que reclamar. Super confortável! Começou passando um show do Henrique Iglesias e ás 22h começou um filme de terror (essa foi a pior parte da viagem, pois o filme era bem tenso com gritaria e o som era bem alto). Ao longo do caminho, o trem tem algumas paradas rápidas onde vão entrando pessoas para viajar. Quando voltei do jantar, quase não encontrei minha poltrona pois nosso vagão estava cheio de gente já. Por volta das 20h fomos comer algo num restaurante que tem em um dos vagões. Lá comi um arroz com frango e batata frita e tomei um refrigerante. Depois dormi e só acordei na última parada em Santa Cruz.

 

Gastos:

• Lanche em Corumbá: 5$

• Frutas e água: 15 bol

• Passagem trem: 70 bol

• Pastel + café: 4 bol

• Jantar + refri: 27 bol

• Cambio 500$ - 1.000 bolDSC00021.JPG.f05b5c64cabf1330871650ad28693f13.JPG

 

07/08 (sexta-feira):

 

Chegamos em Santa Cruz de la Sierra ás 5h30, tivemos que esperar até as 6h para abrir a rodoviária.

A minha intenção inicial, depois de ouvir relatos da estrada ruim para Sucre, era fazer o trajeto para Sucre de avião. Mas, a Akvile sugeriu irmos de ônibus e infelizmente eu topei.

 

O horário para Sucre era somente ás 17h (lá todas as empresas saem nos mesmos horários para as cidades, não há muita concorrência de horário) e compramos da empresa Tupiza um ônibus direto para Potosí. A passagem foi bem barata e disseram que o ônibus era semi-cama. Deixamos nossas mochilas na loja e fomos dar uma volta pela cidade. Era um dia bem atípico por lá, porque os ventos eram muito fortes! Não conseguimos aproveitar muito por lá. Conhecemos a Catedral, a Plaza de Armas e dois museus próximos, e fomos para o Mercado Central almoçar. Lá comi arroz com frango e umas batatas diferentes muito boas e tomei um suco delicia de morango. Vale a pena a visita pra quem passar por lá, eu adoro conhecer e comer os Mercadões das cidades, dá pra conversar com os locais e comer barato.

Demos algumas voltas e encontramos um café com wi-fi, chama Café La Rooca, ao lado da Plaza de Armas. Lugar mais caro, mas bem gostoso de conhecer.

Voltamos para a rodoviária e fomos tomar uma ducha lá mesmo. Eu estava com receio no início, mas me surpreendi. O local estava limpo e a água era fria, mas o calor era grande por lá.

Comprei algumas coisas para comer durante a viagem e embarcamos no ônibus ás 17h. O ônibus realmente era bem ruim, eu já imaginava pelo preço que pagamos. Aqui vai outra dica valiosa.

 

NÃO ECONOMIZE AO VIAJAR DE ÔNIBUS NA BOLIVIA!

 

A estrada para Sucre era realmente horrível, superou minhas expectativas da pior maneira. A poltrona era muito ruim e o ônibus não tinha banheiro. Foi a pior noite da viagem, não consegui dormi e o barulho dentro do ônibus era muito insuportável, foi difícil.

 

Gastos:

• Banheiro: 4 bol (os valores gastos com banheiros podem ter variado)

• Café: 7 bol

• Passagem para Potosí – Empresa Tupiza: 60 bol

• Água: 10 bol

• Almoço: 11 bol

• Remédios: 18 bol

• Banho: 5 bol

• Pacote de pão de queijo: 10 bol

• Empanada: 3 bol

 

08/08: sábado

 

Chegamos em Sucre as 8h, lá o ônibus teve uma parada rápida para desembarque de alguns passageiros e seguimos direto para Potosí. Vale ressaltar que a última parada da viagem para usar o banheiro tinha sido as 4h no meio da estrada (a minha vontade de fazer xixi foi menor e não precisei usar).

Ás 11h finalmente chegamos em Potosí! Lá pudemos conhecer a Bolívia mais na essência, pois as habitações eram muito simples pela estrada e na cidade. Finalmente fui ao banheiro (o/) e comprei algumas besteiras para levar pra Uyuni. Fomos de táxi para a outra rodoviária de onde saiam os ônibus pra Uyuni. Compramos as passagens e aguardamos uns 30 min pro embarque, nem preciso dizer que estávamos acabadas né? Tudo que eu desejava era um banho quente e um cobertor quentinho para dormir. Não me lembro o nome da empresa, mas era uma van um pouco maior e bem confortável.

 

Chegamos em Uyuni ás 16h30 e ainda não estava muito frio por lá. Lá devido ao grande turismo, já é bem caótico. Muitas pessoas nas ruas e oferecendo pacotes de viagem o tempo inteiro. Logo que chegamos enquanto procurávamos um quarto para dormir, uma senhora muito simpática veio me oferecer um pacote pro Salar. O pacote iria incluir um pernoite naquele dia, café da manhã e o passeio de 3 dias pelo Deserto num carro com 6 pessoas. O preço era o mesmo que já havia lido nos relatos e aceitamos, 700 bol. O nome da agência é Thiago tours!

A Rosemari nos levou para o Hotel que era muito bom, quartos quentinhos e com cobertas e banheiro fora compartilhado. E dois itens importantíssimos em viagens e na Bolívia: água quente e wi-fi.

A Akvile estava mal pela viagem e ficou descansando no quarto enquanto eu fui dar uma volta e cambiar bolivianos. O câmbio foi o pior que encontrei 1,6$ - 1 bol, então só troquei um pouco que seria necessário até chegar em La Paz.

Mais a noite fomos em um restaurante lá próximo jantar algo. A cidade é bem turística e muito gostosa, com várias opções boas para comer e beber a noite. Umas 21h fomos dormir porque no dia seguinte começaria o grande momento da viagem: a ida para o Deserto!

 

Gastos:

• Banheiro: 3 bol

• Táxi + comidinhas: 30 bol

• Passagem para Uyuni: 30 bol

• Passeio Salar + pernoite Hotel La Cabaña: 700 bol

• Jantar: sopa + suco 39 bol

• Passagem La Paz: 100 bol

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09/08 (domingo):

 

O passeio estava programado para começar as 10h. Acordamos umas 8h e fomos tomar café da manhã lá no Hotel mesmo, compramos algumas coisinhas e frutas para levar e fomos para a agencia. Lá nosso motorista estava atrasado e só estávamos nós lá, não sabia do restante do grupo. Nessa hora fiquei um pouco tensa, mas, logo se resolveu. Chegaram um casal, a moça de Barcelona e o cara de Montevidéu que moravam juntos na Espanha, no caminho pegamos dois amigos, um americano e uma francesa. Todos falavam espanhol, menos a francesa, mas ela entendia bem quando conversamos. Para mim foi ótimo, porque não falo inglês e estava com receio de ficar em um grupo com outro idioma. Nosso motorista parecia ser bem tranquilo também. E assim partimos pro Deserto.

Agora não vou ficar falando muito sobre as paisagens, porque acredito que só estando lá para ver mesmo e vocês já devem ter lido muito sobre elas também. Vou falar mais da estrutura do passeio que contratamos.

Uma das paradas do dia que mais gostei foi a Ilha de Cactus, com pagamento a parte. Para mim valeu muito a pena, só o tempo que não estava colaborando muito. Ventava muito! Foi bem difícil chegar no topo para admirar todos os milhares de cactos por lá, mas, valeu a pena (y).

Chegamos no Hotel de Sal onde dormiríamos as 17h com o Pôr do Sol do Deserto incrível! A estrutura do hotel era boa e o banho quente era pago à parte (fiquei nos lenços umedecidos esse dia), tivemos um cházinho da tarde com bolachas quando chegamos e mais a noite um jantar bem servido.

 

Gastos:

• Água: 11 bol

• Mexericas: 10 bol

• Entrada Ilha de Cactos: 30 bol

• Banheiro 4 bol

 

PS: Fui em uma época muito fria pra Bolívia! De dia a temperatura média era de - 10 º C a sensação térmica e a noite chegava a - 20 º C ! Então, vá preparado! Além do frio, os ventos são muito fortes!

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10/08 (segunda-feira):

 

O dia começou as 7h, tomamos um café e saímos pro passeio. Nesse dia visitamos as várias Lagunas, encontramos flamingos e estivemos na sonhada Laguna Colorada. A tarde o vento estava muito forte, não sei a velocidade, mas era muito forte! Tive muita dor de cabeça nesse dia.

Chegamos no hotel onde dormiríamos umas 17h e ficamos descansando e conversando muito. A noite rolou uma macarronada muito gostosa com vinho boliviano! Tentei iniciar os gringos no mundo do truco, mas foi complicado explicar pra eles a malicia da jogatina brasileira hehe.

 

Gastos:

• Banheiro: 7 bol

• Papel higiênico: 3 bol

• Entrada Parque Laguna Colorada: 150 bol

* a entrada no Parque é parte separada do passeio, eles informam isso durante a compra.

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11/08 (terça-feira):

 

No último dia do passeio saímos do hotel bem cedinho, por volta das 5h. O dia prometia ser de muito cansaço. Visitamos os Geisers e a Laguna Verde, incrível! E as águas termais. Do meu grupo só o americano teve coragem de entrar, mas lá várias pessoas entraram também. Eu queria muito, mas a preguiça de tirar toda a quantidade de roupa foi maior! Isso porque já tinha até separado meu biquíni.. hehe.

 

Chegamos em Uyuni as 17h e nosso ônibus para La Paz, “sairia” as 19h30. Lá fui com a Akvile procurar um lugar para tomar banho quente e combinamos de encontrar o restante do grupo do passeio para nos despedirmos e comermos uma pizza ás 18h. Tomamos um banho delicioso, depois de 3 dias né? Por 15 bol num Hotel ao lado da agência do passeio.

Fomos encontrar o pessoal no restaurante e foi uma delícia, é incrível como pessoas tão diferentes, com criações e países diversos conseguem se sentir tão próximos depois de 3 dias de intensa convivência. Tive muita sorte em ter eles no meu grupo do passeio, nos demos muito bem durante todo o percurso.

Aí começamos a saga ida para La Paz. Saímos rápido da pizzaria por causa do horário do ônibus, chegando lá informaram que nosso ônibus só sairia as 20h. Ok, iriamos com mais calma. Subimos no ônibus e ele era ótimo, poltrona semi-leito, com banheiro e aconchegante. Mas, começamos a ouvir um burburinho, o ônibus que estávamos iria passar em Potosí no caminho, algumas pessoas se revoltaram e desceram, até ai eu tava meio puta, mas só queria chegar tranquila em La Paz. De repente, mandaram a gente descer e nos informaram que aquele não iria mais sair pra viagem, depois descobrimos que o motorista tinha sido preso por estar bêbado. Nos colocaram nas ultimas poltronas de um ônibus péssimo que só iria até Oruro e de lá teríamos que pegar outro para La Paz, logo elas não abaixavam e saímos de Uyuni só as 21h. A estrada era até boa, estava bem tensa quanto a isso, mas dormir naquelas poltronas era impensável.

Chegando em Ururo vi uma das cenas mais incríveis na vida de qualquer pessoa, e vi neve pela primeira vez! Nevava muito, era madrugada. Em Oruro, não sabia se ficava feliz por estar vendo neve pela primeira vez ou se morria de frio. Nos colocaram em um outro ônibus para La Paz e que graças aos céus era muito bom, com banheiro e poltronas semi-leito, pudemos dormir finalmente.

 

Gastos:

• Banheiros: 8 bol

• Ducha: 15 bol

• Pizza + vinho para cada: 40 bol

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12/08 (quarta-feira):

 

Chegamos no buraco do mundo, digo, La Paz, ás 7h. Transito caótico e neve. Ainda tinha neve espalhada e foi muito bonito ver como as pessoas estavam felizes com aquilo. Comemos algo na rodoviária mesmo, bem estruturada e fomos comprar passagem para Copacabana. O ônibus sairia ás 10h30.

Comprei mais algumas comidinhas para levar e fomos pro ônibus. Era simples, mas a viagem seria tranquila e de cerca de 4 horas.

Durante a viagem, muita neve espalhada e o tempo que não melhorava, muito chuvoso ainda. Mas, quando chegamos em Copacabana o clima mudou completamente, que cidade deliciosa, estava com sol e céu azul, apesar do frio que havia! O “mar” do Titicaca é realmente incrível, que sensação boa tive quando cheguei por lá.

Minha intenção era ir direto para a Isla del Sol e pernoitar por lá na parte norte já nesse dia. Mas, na Bolívia os horários não colaboram muito. A última barca para a Isla del Sol parte Norte, saia as 13h.

 

Eu já tinha me despedido da Akvile, pois ela já tinha a ideia de dormir em Copacabana aquele dia, mas, a reencontrei e fui para o Hotel onde ela estava. Chama “06 de agosto” e peguei um quarto simples com banheiro compartilhado por 30 bol. No final da tarde fui dar uma volta e vi o Pôr do Sol do porto, incrível e de uma paz tremenda.

Fomos jantar lá próximo do hotel e combinamos de pegar a barca pra Isla del Sol as 8h30, o primeiro horário de saída.

Aproveite o wi-fi do Hotel e reservei uma cama no Hostel Wild Rover, que já havia falado bem. Quando viajo e principalmente sozinha, dou preferência para os Hostels pela facilidade em conhecer novas pessoas. Um dos relatos que li indicava esse Hostel principalmente pelas festas que ocorriam no local, era perfeito para mim, porque até aqui minha viagem estava quase franciscana.. rs

 

 

Gastos:

• Banheiro: 1 bol

• Café da manhã: 5 bol

• Passagem para Copacabana: 25 bol

• Lanche rodoviária: 15 bol

• Burrito em Copacabana: 36 bol

• Hotel: 30 bol

• Jantar: 35 bol

• Anel: 15 bol

 

13/08 (quinta-feira):

 

Acordei as 7h e o tempo estava bem ruim, frio misturado com uma garoa constante, quis desistir de tudo. Mas não podia..rs

A Akvile preferiu esperar e pegar a barca mais tarde, mas eu fui ás 8h30. A partir nos desencontramos e não nos encontramos mais.

Comprei a passagem para a barca ali próximo do Hotel e já comprei a passagem para La Paz no dia seguinte ás 13h.

Peguei a barca e cheguei na Isla del Sol parte Norte por volta das 11h. Lá fui procurar um lugar simples e barato para passar a noite e encontrei um Hotel próximo de uma quadra de futebol que tem lá, não me lembro o nome. Mas, o senhor apesar de um pouco estranho, me ofereceu um quarto bom com banheiro compartilhado por 20 bol.

Deixei minhas coisas lá, fui ao Museu e comprei um mapa da Isla que incluía um passeio com um guia pela Isla. Estava muito frio e o vento era forte, mas demos uma volta por lá e mesmo com o tempo ruim, a beleza do lugar é incomparável. Desde quando fiquei sabendo que existia um tal Lago Titicaca sempre esperei pelo momento de conhece-lo. Fiquei chateada com o clima, mas tentei resisti. O passeio com o guia acabou e pensei em ir por trilha até o lado Sul, como várias pessoas fazem também, eu teria ainda que retornar a parte da Norte para pernoitar. Infelizmente a chuva, o frio e o vento aumentaram e eu voltei para o quarto, mesmo embaixo das cobertas sentia muito frio, pensei que estivesse com febre e tomei um antitérmico e dormi. Só ás 17h acordei, saí para comer um lanche ali próximo e voltei logo porque o frio continuava! Fui logo dormir quentinha.

 

Gastos:

• Barca para Isla del Sol lado Norte: 25 bol

• Ônibus para La Paz: 30 bol

• Café: 8 bol

• Mapa e guia: 20 bol

• Bolachas + chocolate: 23 bol

• Quarto no hotel: 20 bol

 

14/08 (sexta-feira):

 

Depois de uma noite fria, acordei as 7h com um céu azul na Isla que eu nem acreditei. Principalmente pelo fato de que eu iria embora de lá em uma hora. Pensei em ficar mais um dia, mas, acho que o frio do dia anterior me deixou traumatizada que eu não via a hora de sair da Isla del Sol 

Fui para o porto de onde saiam as barcas e comprei para o primeiro horário. Comi um pão e tomei um suco por lá e esperei o horário da barca, admirando aquele lugar e sentindo uma energia única que só quem esteve por lá ou em Machu Picchu pode ter sentido.

Chegamos em Copacabana umas 11h30, deixei minha mochila na loja que comprei as passagens e fui dar uma volta pela cidade. Não sei se era um dia atípico, mas haviam muitos carros no local para pedir a benção a santa da igreja de Copacabana que é protetora dos motoristas. Eu não sou católica, mas, nas viagens adoro conhecer as igrejas e catedrais dos lugares. A de Copacabana é simples na estrutura, mas o teto é todo banhado a ouro, muito bonita.

Fui comer um burrito numa lanchonete que já tinha ido e aproveitar para usar o wi-fi antes de partir para La Paz. Aproveitei para cambiar moeda, encontrei por 1,8 $ - 1bol e troquei o que me restava de dinheiro vivo, rs.

O ônibus saiu “pontual” e tinha até wi-fi, confesso que acho engraçado esse tipo de tecnologia haha.

 

Chegamos em La Paz por volta das 18h e pegamos bastante transito até chegarmos na rodoviária. Lá comprei a passagem de volta para Santa Cruz de la Sierra, o que foi uma grande dúvida! Cogitei ir de avião, pois já estava bem cansada de viajar de ônibus e encarar mais 15h até Santa Cruz poderia ser complicado. Mas, a passagem de avião era quase 600 bol e de ônibus leito 220bol! Apesar do cansaço para encarar outra viagem longa de ônibus (lembrando que de Santa Cruz ainda iria até Puerto Quijarro e de lá para Campo Grande), preferi ir de ônibus, pois economizaria em La Paz porque não iria dormir em hostel além do táxi para o aeroporto ser bem maior. Na verdade, escolhi comprar mais presentes por lá e voltar de ônibus.. rs. Comprei a passagem de ônibus leito na Empresa Trans Copacabana por 220 bol, recomendo essa empresa.

 

Peguei um táxi e fui para o hostel, um taxista muito simpático que foi conversando sobre os pontos turísticos e sobre a economia do país.

Chegando no hostel descobri que confirmei a reserva no dia errado e eles não haviam confirmado. Para minha sorte/azar, havia uma cama livre num quarto de 10 pessoas misto, lá a estrutura é muito boa, vale a pena. Lá funciona uma agência de passeios também, fui ver os preços pois iria fazer o Downhill, o fato mais aguardado em La Paz!! Fechei a bike intermediária por 490 bol e marquei de fazer o passeio para dois dias depois, pois tinha a intenção de aproveitar a cidade no dia seguinte e também estava cansada das viagens e de acordar cedo. Lá conheci um brasileiro que iria fazer a descida de bike no dia seguinte, fomos pro bar do hostel e ficamos lá bebendo um pouco. Muito bom poder falar com brasileiros depois de tanto tempo.

 

Gastos:

• Barca Copacabana: 25 bol

• Café da manhã: 10 bol

• Passagem para Santa Cruz: 220 bol

• Táxi para o hostel: 20 bol (a corrida era 15bol mas dei 5 bol pela simpatia)

• Bar hostel: 68 bol (02 cervejas e 01 burrito muito gostoso)

• Downhill: 490 bol

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15/08 (sábado):

 

Depois de poder dormir numa cama delicia e bem quentinha, acordei umas 10h e fui tomar o café que era servido no bar do hostel. Lá conheci uma francesa, que falava bem espanhol, e fomos dar uma volta pela cidade. Por indicação dela fomos no Museo Nacional de Etnografia e Folclore, que é incrível! Estava rolando uma exposição sobre a indústria têxtil no país, muito legal e com vários gorrinhos feitos antes de Cristo. Além de uma exposição com máscaras de festividades de carnaval e sobre a história dos povos andinos.

De lá pegamos um táxi e fomos pegar o teleférico para ver a cidade, um passeio que vale a pena! Chegamos no alto e voltamos por 6 bol, é um transporte público para os bolivianos, uma ideia muito boa principalmente naquela cidade cheia de subidas. Pelo caminho encontramos um restaurante vegetariano para almoçar e fomos em busca da casa do Evo Morales. A casa do presidente fica em uma avenida onde há muitas embaixadas, inclusive a do Brasil está lá, e é mais simples que muitas das embaixadas também, principalmente a dos EUA que é a maior e cheia de apetrechos. Andamos mais um pouco por lá e voltamos de táxi para o centro, o táxi lá sai bem barato e sempre rola pechinchar mais. Fomos para a região da Catedral e lá compramos alguns presentinhos e eu pirei na barraca de uma senhora que vendia anéis e brincos de prata! Eu não sabia, mas na Bolívia é bem mais barato comprar prata, vale a pena comprar por lá!

Voltamos pro hostel e eu estava bem enjoada e com dores de cabeça, acredito que por ter andado tanto o dia todo e La Paz realmente não é brincadeira, tem que tomar cuidado mesmo com a saúde lá. Clima seco e altitude acima do normal, não se pode querer fazer tudo corrido, como fiz aquele dia. Fui pro bar do hostel para comer algo e consegui comer um macarrão, comecei a beber umas cervejas e os enjoos passaram.. rs

 

Fui dormir cedo porque no dia seguinte acordaria as 7h para o Downhill e para o meu azar, no meu quarto estavam 7 amigos ingleses, que já tinham feito o passeio no dia anterior e aproveitaram aquela noite para curtir a balada. Chegaram no quarto as 4h30 (sim, este horário) e ficaram conversando com a luz acesa como se não estivesse mais ninguém no quarto, só que havia eu e mais duas pessoas. Achei muita falta de respeito e apesar dos meus “xiu”, ninguém parava de conversar. Acabei levando e pedindo para eles pararem e respeitarem quem estava dormindo em espanhol mesmo, eles pararam um tempo, mas ainda se ouvia umas conversas. Sei que dormindo em hostel ficamos sujeitos a dormir com barulho, mas acredito que respeito é o mais importante, pareciam adolescentes mimados que se achavam sempre certos. Nesse momento quis muito saber falar inglês pra poder falar umas verdades pra eles, realmente foi uma noite daquelas.

 

Gastos:

• Entrada Museu: 20 bol

• Táxi: 10 bol

• Teleférico: 6 bol

• Sorvete: 16 bol

• Almoço: 32 bol

• Presentes: 115 bol

• Bar hostel: 49 bol

 

16/08 (domingo):

Apesar de uma noite daquelas começou um dos momentos mais aguardados da viagem, a descida de bike pela estrada da morte da Bolívia! Acordei as 7h junto com um australiano que tava no meu quarto e também iria pro passeio. Na van, das 7 pessoas que haviam, só tinha eu de mulher (y).

Mais uma vez, não vou ficar falando do passeio em si, porque cada um sentirá algo quando fizer este passeio. Só digo uma coisa: FAÇA! Apesar do grande medo que dá, foi um dos pontos altos da viagem. Na cidade de La Paz é o único passeio que vale a pena de fazer, então FAÇA!! Fiz a descida em um domingo e no começo da estrada da morte, tivemos que aguardar uma Maratona que estava acontecendo por lá acabar. Sim, eu estava achando que erámos loucos por descer de bike a estrada, mas, tem gente pior, pessoas que sobem correndo a estrada da morte! Realmente só na Bolívia mesmo! Haha

 

Após a espera, iniciamos de vez a descida! E a paisagem é incrível, então repito FAÇA O DONWHILL NA ESTRADA DA MORTE DA BOLÍVIA! Caso não saiba andar de bike, aprenda um pouco antes de ir viajar.

 

Voltamos do passeio as 19h pro hostel. Lá fui comer algo no bar e beber, e saciar o que estava sentindo, porque parecia estar em transe ainda. Bebi um pouco com uns gringos por lá e fui dormir, porque estava acabada também. Não entendia como as pessoas conseguiam beber tanto e ainda ir pra balada lá depois de um dia cansativo desses! Rs

 

Gastos:

• Entrada Estrada da Morte: 25 bol

• Banheiro: 2 bol

• Bar hostel: 65 bol

• Refrigerante: 8 bol

 

17/08 (segunda-feira):

 

Último dia em La Paz e o que eu mais queria era gastar meus bolivianos em muitos presentes! Fiz o check-out do hostel e fui dar uma volta pelo Centro, fui na Catedral e na Plaza de Armas. No almoço, mais arroz com frango, realmente as pessoas comem muito frango por lá, não aguentava mais.

Meu ônibus para Santa Cruz saia ás 20h e as 19h peguei um táxi na frente do hostel para a rodoviária. Lá comprei algumas besteiras para comer no caminho e fui pegar o ônibus, que para minha sorte realmente era leito e muito confortável. A noite seria longa, mas de muito conforto pelo menos..rs

 

Gastos:

• Hostel: 186 bol (62 bol/noite)

• Suco: 8 bol

• Almoço: 17 bol

• Farmácia: 8 bol

• Presentes: 400 bol

• Táxi: 15 bol

• Lanche: 21 bol

 

18/08 (terça-feira):

 

A viagem foi tranquila e a estrada boa, não sei se é devido ser uma rodovia que liga à capital do país, mas no caminho o ônibus foi parado várias vezes pela polícia para checagem dos passageiros, documentos e das bagagens. Nessa hora até pensei que os policias fossem querer alguma propina, como li muito sobre os bolivianos, mas foi super de boa e me trataram muito bem.

Chegamos em Santa Cruz as 13h. Comprei passagem para Puerto Quijarro na empresa Id Suárez com poltrona leito por 80 bol e o ônibus sairia as 20h30.

Deixei minha mochila lá na loja e fui dar uma volta pela cidade. Dessa vez me arrisquei e como tinha tempo, peguei um ônibus para andar por lá, foi fácil até e muito barato, são 2 bol. Um taxista tinha me proposto 15 bol para me levar pro Centro!

Dei uma volta na Plaza de Armas, passei de novo no Mercado Central para comprar umas frutas e fui almoçar/jantar no Café La Rocca, que eu já tinha passado na ida por lá. Vale a pena conhecer. Voltei pra rodoviária e estava bem frio por lá, imagina ficar 4h sentada num banco gelado lá, aguentei um pouco e dei uma volta para “conhecer” lá dentro. Encontrei uma lan-house, sim uma lan-house, e fiquei por lá gastando meus bolivianos e esperando o tempo do ônibus sair.

 

O ônibus saiu no horário previsto, mas, várias pessoas estavam reclamando que a empresa havia oferecido viagens ás 19h e 20h, e com falta de passageiros colocou todos no ônibus das 20h30. Logo minha poltrona foi trocado, mas, era outra individual e leito! Recomendo essa empresa, a viagem foi tranquila e confortável.

 

Esqueci de um grande detalhe que só agora lembrei! Rs Na Bolívia quando se viaja de ônibus precisa um bilhete de uso terminal, variam de 1 a 3 bol, lembre-se sempre de comprar antes de embarcar, pois em um ônibus que estava um homem atrasou a viagem pois teve que sair para comprar.

 

Gastos:

• Banheiro: 3bol

• Passagem para Puerto Quijarro: 80 bol

• Almoço: 42 bol

• Ônibus Sta Cruz: 4 bol

• Chocolates: 4 bol

• Internet: 9 bol (2h30)

• Lanche: 10 bol

 

19/08 (quarta-feira):

 

E enfim chegou meu último dia de viagem. A ida para Puerto Quijarro foi bem tranquila, chegamos lá por volta das 5h30! Estava tudo escuro, vários taxistas oferecendo para levar para a fronteira, mas muito caro. Tomei coragem e perguntei se um casal topava dividir uma corrida e eles já haviam se juntado a um senhor, logo a corrida saiu para mim por 5 bol (a corrida toda era 20 bol). Lá a polícia da fronteira só abriria as 8h, então seria de muita espera, tomei um café e troquei por reais meus últimos bolivianos, até então achava que estava rica, mas perdi quando virou reais.. haha. A fila do lado boliviano foi tranquila, apesar de bem caótica no final sempre dá certo, fiquem tranquilos. Do lado brasileiro que foi o momento de stress, era uma fila só para entrada e saída no país, bolivianos e brasileiros juntos. Depois de umas 2h de espera uma policial bem folgada, dei uns xingos por lá nos bolivianos e deixou os brasileiros passarem na frente. Foi a minha sorte, mas achei a atitude dela de desprezo foi difícil de engolir.

 

Fui atrás de um táxi para me levar para a rodoviária de Corumbá, meu amigo não estava na cidade, e estavam me cobrando 50$. Eu só tinha esse dinheiro em reais e não queria depender de encontrar um banco, pechinchei e o cara me levou por 35$! Daí ele foi tentar ser honesto e ligou o taxímetro para provar que dava 50$ a corrida, mas não é que eu estava certa? Apesar da bandeira 2 que só existe nas ruas de Corumbá, a corrida da fronteira até a rodoviária deu exatos 34$! Fiquem de olho!

Consegui adiantar minha passagem para as 13h, estava marcada ás 15h, almocei na frente do rodoviária um PF muito bom por 10$, mas acreditem, tinha frango!! Haha e embarquei rumo à Campo Grande.

 

O ônibus iria passar no aeroporto, então fui direto pra lá! Cheguei as 19h e minha espera seria bem longa, pois meu vôo era as 3h30. Fiquei fazendo palavras-cruzadas antes do vôo, usando do wi-fi do aeroporto e no meu avião ainda estava a dupla sertaneja do "camaro amarelo " lembram? Rs Foi uma volta engraçada para São Paulo!

 

Gastos:

• Táxi: 5 bol

• Banheiro: 1 bol

• Café: 1 bol

• Táxi Brasil: 35 $

• Almoço: 12$

• Lanches: 17$

• Lanche aeroporto: 15$

 

20/08 (quinta-feira):

 

Chegamos em Congonhas por volta das 6h30 e fiz o mesmo trajeto para voltar pra casa, foi tranquilo e apesar do horário não peguei muito transito e consegui voltar sentada para casa. Acho que a minha cara de cansaço era mais do que visível para todos.

 

Enfim em casa, ás 8h! Não sabia se tomava um banho quente, se comia algo, se via as fotos da viagem ou se ia dormir na minha cama finalmente.

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E assim chegou ao fim, uma viagem incrível com 15 dias extremamente bem aproveitados, com um alívio em voltar pra casa mas continuar com todas as lembranças boas que essa viagem me trouxe dentro de mim.

 

Gastos: Eu calculei que gastei com TUDO cerca de 2.400 $ pelos 15 dias, contando presentes e passagens de ida e volta pro Brasil!

 

Pra quem tem medo de viajar sozinha (o), só digo uma coisa, VÁ! O único problema é que vicia. Espero que meu relato ajude novos mochileiros e os veios de mochila também!

 

Abraços, Thaís.

 

 

Ps: Desculpem o relato gigante e as fotos confusas no meio do relato! rs

 

::otemo::::otemo::::otemo::

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Olá Thais, muito legal sua viagem, por acaso voce chegou a fazer um somatório total do gasto da mochilada? Deu vontade de ir rsrsrsrs

 

 

Que bom que gostou Rafa!! Vá sim! Vale a pena!

 

As pessoas ainda têm muito preconceito com a Bolívia, espero que consiga acabar um pouco com isso.

 

Separei meus gastos certinho agora:

 

Gastos pré: tênis +máquina+roupas +remédios = 905$

Passagens Brasil: 437$ (avião SP - Campo Grande e ônibus Campo Grande - Corumbá ida e volta)

Viagem e presentes: 2135$ ! em reais!!

 

Abs!! ::otemo::

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    • Por TMRocha
      Estou colocando abaixo o meu relato do passeio para as Cidades de São João Del Rei e Tiradentes, com uma rápida passada em Lagoa Dourada. Todas em Minas Gerais. 

      Fui com a Luciana e mais algumas pessoas de excursão pela RUMO CERTO TURISMO. Confira agora como foi o nosso passeio.
      Caso queira conferir o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/sao-joao-del-rei-tiradentes-e-lagoa.html
      Se quiser saber um pouco sobre essa e outras boas Agências de Turismo de Belo Horizonte e região metropolitana, clique no link abaixo:

      Acordei cedo e andei um bocadinho em uma av. próxima a minha casa junto a Luciana e andamos até uma rotatória. Lá esperamos um pouco e já recebemos a van da Rumo Certo e como estávamos em poucas pessoas, isso ajudou bastante na mobilidade por todo o passeio.


      Depois de poucas horas chegamos ao nosso primeiro destino.
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      SÃO JOÃO DEL REI - MG

      Entre as cidades históricas mineiras, São João Del Rei é uma das que mais se desenvolveu economicamente, com trânsito e comércio movimentado. Mas ainda conserva bela parte do seu patrimônio, como a Igreja São Francisco de Assis e a Catedral Nossa Senhora do Pilar. O Moderno Memorial Tancredo Neves tem recursos digitais que contam a história do ex-presidente e de Minas Gerais.
      Como Chegar?
      Saia de Belo Horizonte pela BR-040. Após Congonhas, vire à direita na BR-383 e siga para São João del Rei. Para quem for viajar de ônibus, a Viação Sandra (31/3201-2927/3371-7646, saídas diárias) liga BH à cidade em 3h30min.
      O que fazer?
      No Centro Histórico você pode visitar museus, igrejas e sobrados centenários que contam a história do Brasil Colônia em São João Del Rei. Em cada prédio, a herança se faz presente de alguma forma - seja através da arquitetura, seja através do rico acervo. Outra coisa bem interessante de se fazer é conhecer o Museu da Maria Fumaça e de lá pegar a Maria Fumaça de São João Del Rei até Tiradentes.
      Fonte Pesquisada:
      http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-mg-sao-joao-del-rei
      http://www.feriasbrasil.com.br/mg/saojoaodelrei/
      - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
      Assim que chegamos, demos uma circulada pelo centro histórico de São João Del Rei. Achei lá muito pequeno, porém é muito gostoso andar por essa cidade.




      Quem é de Belo Horizonte ou conhece a cidade pode estranhar, mas esse "Pirulito" realmente é uma replica em tamanho pequeno do "Pirulito da Praça Sete".



      Fomos até a etação da Maria Fumaça e compramos o bilhete, mas ainda faltava um bom tempo para que ela saísse. Então entramos no Museu da Maria Fumaça [que fica dentro dessa Estação] para conhecê-lo por dentro:
      Eis a Estação:


      Notas Interessantes: Na segunda foto (a que eu apareço), no outro vagão existe uma espécie de mini-estúdio em que as pessoas podem vestir roupas de época e tirar uma foto na estação, é bem legal. [Tentei convencer a Luciana a tirar uma foto assim, mas ela não quis de jeito nenhum!]
      E eis o Museu da Maria Fumaça:



      Pessoalmente, não achei o museu muito interessante por ser bem pequeno e ter poucas peças no mostruário deles, mas eles possuem uma réplica da Maria Fumaça original dentro desse museu. E como são poucos os horários que passam a Maria Fumaça, vale dar uma passada por lá de qualquer forma.
      Como ainda tinha algum tempo, aproveitamos pra dar uma entrada em algumas lojinhas  por para comprar algumas coisinhas e visitamos a Igreja Nossa Senhora do Carmo, que possui um belo interior.





      Por dentro da Igreja Nossa Senhora do Carmo:




      A Lu não entrou na igreja católica, preferiu ficar me esperando do lado de fora.

      E finalmente chegou a hora do nosso passeio de Maria Fumaça, rumo a Tiradentes.








      Muito gostoso o passeio, parecia que estávamos em uma viagem de trem do início do século XIX! E o que achei mais engraçado e legal era que por onde a Maria Fumaça passava os cidadãos de São João Del Rei comemoravam, batiam palmas ou gritavam eeeeeeeeeeeee! Isso foi uma surpresa pra mim. Como é tão gostoso acaba sendo muito rápido e quando você assusta já está chegando em Tiradentes.
      A Luciana também relatou que um gordo de bicicleta sempre corre sem camisa atrás da Maria Fumaça até onde ele aguenta ir e enquanto faz isso fica mexendo a barriga de forma estranha, gritando e comemorando a partida do trem. Talvez seja considerado até uma atração a parte! Alguns visitantes falaram que ele faz isso todos os dias.
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      Passeio de Maria Fumaça
      O passeio de Maria Fumaça entre São João Del Rei e Tiradentes encanta crianças, jovens e adultos. Esse encanto pelo passeio já começa no embarque ou desembarque na pequena estação construída em 1881, para servir a Companhia de Ferro Oeste de Minas. Possui o mesmo estilo das estações mineiras edificadas no final do século XVIII e princípio do XIX.
      Em frente à estação, está a rotunda, “mecanismo pelo qual a locomotiva inverte sua posição na linha férrea e, com uma curta manobra, engata-se novamente aos vagões para regressar a São João del Rei. Embora os maquinistas efetuem essa manobra de rotina logo após a chegada, muitos turistas deixam de apreciá-la por falta de informação”. A “Maria Fumaça”, que corre em bitola de 760 mm, é uma máquina que foi fabricada na Filadélfia pela empresa Baldwin.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.tiradentesgerais.com.br/passeios.htm
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      E assim, chegamos em Tiradentes.
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      TIRADENTES - MG

      Ao passar despercebida de qualquer forma de desenvolvimento, desde o declínio do Ciclo do Ouro, no fim do século 18, até os anos 80, quando o turismo floresceu, Tiradentes (MG) acabou se tornando uma das cidades históricas mais bem-preservadas do Brasil.
      As ruas estreitas com calçamento de pedra conduzem por entre o casario colonial e igrejas barrocas, onde, durante o dia, o som das charretes ecoa num cenário emoldurado pela Serra de São José. À noite, a luz branda acompanha o clima pacato da cidade.
      Não por acaso, o lugar tornou-se um dos destinos preferidos de casais, que aproveitam a boa oferta de pousadas de clima romântico, os ótimos restaurantes – são nada menos que sete casas premiadas pelo GUIA BRASIL 2015 – e a presença de inúmeros ateliês de arte, sendo a maioria deles com peças trabalhadas em madeira, estanho, ferro e pedra-sabão.

      Fonte Pesquisada:
      http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-mg-tiradentes Como Chegar?
      Saia de Belo Horizonte dirigindo pela BR-040. Após Congonhas, vire à direita na BR-383 e siga para São João del Rei, de onde parte uma estradinha de paralelepípedos que leva até Tiradentes. De São Paulo, a viagem começa pela BR-381 (Fernão Dias) até a saída para Lavras. Dali, a BR-265 leva até o acesso à cidade. Partindo do Rio de Janeiro, siga pela BR-040 até Barbacena, de onde sai a BR-265.
      De ônibus, a Viação Sandra segue de Belo Horizonte em viagem que dura 3h30min. De São Paulo, o trajeto é feito pela Viação Gardênia em 7h30min. A partir do Rio, a empresa Paraibuna leva 5h30min até o destino. Todos os passageiros desembarcam em São João del Rei. De lá, a Viação Presidente leva a Tiradentes em 25 minutos; a cada hora.

      Fonte Pesquisada:
      http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-mg-tiradentes
      O que fazer?
      Os programas feitos em Tiradentes evidenciam as principais características da região: as riquezas históricas e o clima de cidadezinha do interior de Minas. Por lá, o passeio de charrete descortina casario colonial, enquanto o trekking pelas montanhas revela pedaços do passado.
      A cozinha não poderia ficar de fora e traz pratos tradicionais por deliciosos doces caseiros. A cidade também é muito rica em artesanatos e possuem até artigos para o "Inimigo Oculto", que consiste basicamente em comprar presentes para "sacanear" os seus colegas!
      Fonte Pesquisada:
      http://www.feriasbrasil.com.br/mg/tiradentes/oqueverefazer.cfm
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      Por fim, a Maria Fumaça chegou no terminal e atracou na Estação de Tiradentes. Ver como ela atraca, chega e é virada é algo muito interessante de se ver. Quando chegamos estávamos morrendo de fome, então ficamos pouco tempo e rumamos para um restaurante.


      Almoçamos no Restaurante Tutu na Gamela, muito gostoso. Recomendo!



      De pança cheia, demos uma circulada pelo centro histórico de Tiradentes, que também é bem pequenininho, mas cheio de atrações, principalmente para compra de artesanatos, artigos antigos e ainda outras coisas estranhas, como o Inimigo Oculto, que basicamente é um presente para sacanear os colegas, só quem foi ou conhece para entender!
      Para as crianças vale andar de burrinho e para os casais apaixonados há a charrete [Como eu já tinha andado de charrete com a Lu em Araxá preferi fazer outras coisas enquanto estava por aqui].









      Ao passear pelas lojas fique de olho para não pegar nenhum produto estranho e tomar um susto ou cometer uma gafe. Eu por exemplo, vi uma espécie de garrafinha "escrito sopre aqui". Aproximei ela do meu olho direito [Olho que possui um Anel de Ferrara, implantado em uma cirurgia a algum tempo atrás] e soprei inocentemente para ver o que iria acontecer. Resumo: Voou areia no meu olho [era um presente de inimigo oculto e eu não sabia!]. Passei o maior aperto por conta disso e só não sofri mais porque tinha trago o meu colírio que precisava usar todos os dias e isso me aliviou um pouco!
      Após algum tempo circulando pelo centro histórico, chegou a hora de voltar com a van. Mas antes de voltar pra casa demos uma parada na cidade de Lagoa Dourada.
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      LAGOA DOURADA - MG

      O município de Lagoa Dourada, na região central de Minas, possui a maior pecuária leiteira da região do Campo das Vertentes e é forte produtor de hortigranjeiros. A cidade é famosa pela produção de rocamboles, o pão-de-ló recheado com doce de leite, vendido em vários estabelecimentos. Os moradores também são habilidosos na produção de licores, vinhos e outros doces caseiros, que agradam o paladar de todos os turistas.
      Como Chegar?
      É fácil chegar em Minas de carro. As principais estradas brasileiras passam pelo território mineiro. A malha rodoviária - de 269.545,5 km - corresponde a 16% de toda a extensão das rodovias federais e estaduais, integrando estrategicamente o sudeste às regiões sul, centro-oeste e nordeste. De ônibus, a cidade é atendida pela Viação Sandra, que opera deslocamentos entre Lagoa Dourada, São João Del Rei, Entre Rios de Minas e Conselheiro Lafaeite.
      O que fazer?
      Aproveite que está voltando de São João Del Rei (ou Tiradentes), caso esteja retornando para Belo Horizonte pela BR 383 e não deixe de comprar os seus rocamboles, que são a marca da cidade. Vale lembrar que eles também são excelentes produtores de licores, vinhos e outros doces caseiros.
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      Quando a van parou, o guia, Felipe, ofereceu a todos a oportunidade de comprar os "famosos rocamboles de Lagoa Dourada" numa parada rápida que fizemos. Eu e a Lu no início relutamos um pouco porque ficamos na dúvida se íamos comprar ou não o dito cujo, e acabou que compramos um rocambole tradicional de leite condensado.


      Feito isso, continuamos a viagem de volta para casa e depois de poucas horas na estrada...


      ... descemos da van e nos despedimos do pessoal [a maioria do grupo da excursão vinha de outros lugares mais distantes do que nós], e naquela mesma praça nós dois andamos de volta por pouco mais de meia hora [cheios de sacolas] até chegar na minha casa.
      Dividimos metade do rocambole para mim e a outra para a Luciana. Bem de noite, ao comer não acreditei... O ROCAMBOLE ESTAVA GOSTOSO DEMAIS! - Realmente a fama da cidade é verdadeira e vale a pena! Em minha casa o rocambole [que mesmo sendo apenas a metade, tinha um tamanho razoável], durou cerca de 15 minutos e jaz, sumiu!!! Todo mundo comeu tudo e gostou demais!
      - Uma dica do guia que nos levou para o passeio era comprar nessa loja [foto abaixo], que de acordo com ele era a melhor dessa região:

      Realmente não sei se essa é a melhor loja de lá, mas se existir algum rocambole melhor do que esse será o rocambole dos deuses e sairá um arco-iris e lágrimas dos olhos de quem o comer! E ... a gente só pediu um tradicional, ainda é possível comprar de outros sabores mais completos e ainda mais gostosos!

      Souvenir adquiridos nesse passeio:

      Souvenir de São João Del Rei

      Souvenir de Tiradentes

      Souvenir de Lagoa Dourada
      E Finalmente, as conquistas do Passeio:

      Minha última observação é que em São João Del Rei, na frente da estação eles vendem essa bucha grande por preços muito em conta, vale a pena levar! Espero que tenham gostado do meu relato e que ele possa ajudar aos viajantes que tenham interesse em conhecer essas cidades.
      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por TMRocha
      Trabalho em Belo Horizonte e surgiu a oportunidade de ajudar o Museu Itinerante da UFMG na 11ª SNCT [Semana Nacional de Ciência e Tecnologia], que aconteceria em Brasília dos dias 12 a 19 de Outubro de 2014.

      Como gosto muito de conhecer lugares diferentes e ainda teria a chance de andar de avião [algo que ainda não tinha feito até esse momento], estava muito ansioso para fazer essa viagem. Agora contarei conto como foi o passo-a-passo de minha ida para Brasília e também mostrarei como foi o evento da 11ª SNCT [Semana Nacional de Ciência e Tecnologia].
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/brasilia-df-dicas-de-roteiro.html
      Estarei dividindo esse post em dois pedaços: O relato da minha viagem, que contarei agora e possui 3 partes e as Dicas de Roteiro, para quem pretende saber o que existe de interessante em Brasília, que você pode clicar no botão abaixo:

      Brasília - DF
      [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03]
      ... E finalmente chegou a hora de ir até Brasília!
      DIA 01 - Domingo [12 de Outubro de 2014]
      Acordei muito cedo e peguei um ônibus que foi da minha casa para a rodoviária de Belo Horizonte. De lá peguei outro ônibus que seguiu até o aeroporto de Confins. [Obs.: Fica bem mais em conta pegar um ônibus comum da rodoviária do que entrar em algum do MOVE Conexão Aeroporto, que costuma passar de R$ 30,00 por trecho- nos valores de 2014].
      No aeroporto realizei os trâmites de embarque necessários e finalmente fui para a sala de pré-embarque, onde encontrei outros funcionários do Museu Itinerante que iriam viajar conosco e lá aguardamos até dar a hora do nosso voo.


      No final da manhã embarquei num avião da TAM que seguiu até Brasília. O voo foi bem tranquilo, durando pouco mais de uma hora e tirando os trancos que ocorriam a todo momento não ocorreu nada demais!
      Desembarquei no aeroporto Juscelino Kubitschek, corri para pegar minhas malas e rapidamente já andei até a portaria para me reunir ao resto do pessoal.





      Após boa parte dos funcionários estarem reunidos nos dividimos em alguns grupos e pegamos um táxi até o hotel onde nos hospedamos, o Bittar Inn. Demoramos uns 20 minutos para chegar próximo ao nosso destino e a primeira coisa que percebi foi uma enorme quantidade de prédios muito altos. Enfim, chegamos ao nosso hotel que era um pituquinho se comparado ao tamanho dos outros prédios.



      Tivemos que ficar na recepção do Bittar sem poder adentrar nos nossos quartos até de tarde porque o recepcionista não queria liberar os quartos para nós de jeito nenhum. Entretanto, quando a diretora do Museu Itinerante chegou, ela conseguiu conversar com esse atendente e assim resolveu todas as pelejas fechando as hospedagens de todos os funcionários ali presentes.
      Como a maioria de nós ainda não havia almoçado e estavámos com muita fome, resolvemos procurar algum lugar para almoçar e o local mais próximo dali era o Brasília Shopping.

      Cada um escolheu algum restaurante de sua preferência, e eu, para comemorar esse dia tão especial resolvi almoçar Filé Mignon a Parmegiana no Premiatto, que estava muito gostoso.

      Voltamos para o hotel e descansamos mais um pouco. No final da tarde me juntei a mais umas três pessoas e seguimos de táxi para o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, e fomos até o Estande da CAPES, que era quem havia chamado o Museu Itinerante nessa Feira.
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      A Impressão Inicial que tive de Brasília é que ela é realmente plana e simétrica, sendo que quase tudo possui referência como Asa Norte e Asa Sul. A cidade possui um sistema de táxi excelente e com preços muito em conta, onde ao juntarmos 3 ou 4 pessoas no táxi para fazer a vaquinha, raramente o valor passava de 5 reais, mesmo para as distâncias que eram um pouco maiores.
      Já o sistema de transporte coletivo era bem ineficiente e mesmo quando precisei dele não consegui usá-lo. Os poucos ônibus que cheguei a ver estavam sempre mega abarrotados de gente. Achei o custo de vida muito alto e me senti seguro por quase todos os lugares que passei, com exceção das proximidades da rodoviária, que senti o clima por lá um pouco estranho.
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      Ao chegar no Pavilhão de Exposições, fui direto para o estande da CAPES e ajudei na montagem dos experimentos externos do Museu Itinerante. Não precisamos de fazer tanta coisa porque os caminhoneiros tinham chegado antes e ajudaram bastante na montagem.


      Saí um pouco mais tarde porque fiquei para ajudar os motoristas.
      Terminado tudo, quando já estava para anoitecer resolvemos voltar a pé para o nosso hotel. Tivemos que andar realmente um bocado, mas valeu a pena porque demos uma paradinha num McDonald's que avistamos em nosso caminho e cada um comeu o que mais queria.
      Ao chegar no hotel descansei até virar o dia.
      DIA 02 - Segunda [13 de Outubro de 2014]
      Apesar de pequeno, achei o Bittar In muito gostoso. Fiquei hospedado em um quarto triplo junto aos dois motoristas em todos os dias da feira. Eles são muito legais e não tive nenhum problema. Nosso quarto era climatizado e ficava sempre limpo e arrumado. A única coisa que não gostei era ter de pagar mais de R$ 18,00 fora algumas taxas por dia para poder usar a Internet do hotel, então fiquei praticamente desconectado durante toda a semana.
      Lanchei bem cedo e já me juntei a alguns companheiros na saída do Bittar Inn.


      Alguns dos nossos colegas foram de táxi, mas preferi ir a pé até o Pavilhão de Exposições junto a mais três pessoas. No caminho deu para apreciar a fonte jorrando e um letreiro escrito "EU AMO BRASÍLIA", que ficou muito legal!


      Uma curiosidade interessante é que não existe o letreiro somente nesse ponto [Praça das Fontes]. Também há mais dois: Um no Zoológico de Brasília e outro no Ermida Dom Bosco.
      Ao observar a foto em que estão os prédios vê-se uma torre. É a Torre de TV de Brasília e um dos pontos turísticos mais visitados da Capital [Explicarei ela com mais detalhes na quarta-feira, dia que subi nessa torre].
      Continuamos nosso caminho juntos e após pouco mais de meia hora [andamos bastante mesmo] chegamos ao Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade e começamos a trabalhar no estande da CAPES, nosso local de trabalho durante esse evento.
      Esperamos a feira abrir e começamos a atender o público. Já no começo atendemos muitos trabalhadores da própria feira que entravam para ver como eram as exposições do Museu Itinerante da UFMG e assim que se iniciou a 11ª SNCT [Semana Nacional de Ciência e Tecnologia] começaram a chegar mais e mais visitantes que se espalhavam por toda feira, chegando também ao nosso Estande.












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      Cheguei a tirar 2545 fotos de todo o evento [sendo centenas e mais centenas do Museu Itinerante], entretanto colocarei poucas fotos e de pouco a pouco para que o relato não fique carregado demais e cansativo.
      Meu objetivo é divulgar toda a extensão da 11ª SNCT que pude perceber e mostrar que nós como brasileiros temos muito potencial, independentemente da área envolvida. Além também de mostrar o que vi e percebi de Brasília e seus pontos turísticos mais importantes. 
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      Começarei a divulgar a feira pelo estande em que eu estava trabalhando:
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      Estande do Museu Itinerante Ponto UFMG: É um museu que possui uma unidade móvel, um caminhão, que circula por diversas cidades de Minas Gerais e do Brasil. Esse caminhão possui seu interior adaptado em 6 ambientes - Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades - além de contar com diversas exposições externas que são levadas dentro do próprio caminhão e desmontadas nos lugares onde ocorrem as exposições. A proposta desse Museu é interligar essas exposições e oficinas externas as mais diversas áreas do conhecimento e da Ciência.
      - Tudo nele é interativo e não há problema em tocar as peças, tanto das exposições externas quanto as do caminhão. Entrarei em mais detalhes sobre a estrutura interna do Caminhão mais para frente.
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      Como o estande não podia ficar vazio nos dividíamos em turnos para almoçar. Resolvi almoçar com meu grupo no restaurante que estava dentro do próprio Pavilhão de Exposições. Então andamos por um corredor enorme até chegar ao local, enfrentamos a fila e comemos por ali.



      Não gostei muito porque não sou fã de comida a quilo, acho que acaba que comemos muito pouco pelo valor que a gente paga e foi o que aconteceu! Tomei o maior cuidado para comer o mínimo possível [ao ponto de nem saciar minha fome direito] e mesmo assim o preço ficou um pouco salgado. - Sorte que vim equipado com estoque quase infinito de biscoitos da região metropolitana de Belo Horizonte! -
      Assim que almocei já tivemos de voltar ao nosso estande. E em algum momento chegaram a entrevistar a diretora do Museu e alguns funcionários:
      Eu não sabia que teríamos entrevista da TV e muito menos que esse cara engravatado aí era o Ministro da Educação, e trouxe ele normalmente para o nosso estande e estava bem na boa explicando as coisas para ele até que a equipe de TV inteira chegou, então o encaminhei para a nossa chefia.


      Nessa entrevista, a diretora explicou um pouco do Museu Itinerante e alguns dos experimentos externos que o Museu possui. Nessa foto, por exemplo, está o Arco Catenário, em que o objetivo é montar esse arco e retirar esse suporte verde que está segurando as peças. Se a pessoa fizer tudo corretamente poderá retirar o suporte que as pedras não irão cair. É muito interessante!
      Por todo o relato estarei colocando diversos vídeos, além de mostrar um pouco sobre o Museu Itinerante. Também fiz questão de mostrar um pouco sobre outros estandes que também são bem legais! E após isso exposição continuou normalmente... até que tive um tempinho livre para poder visitar alguns estandes da feira.
      Ao perambular sem rumo pela feira, o primeiro estande que chamou a minha atenção foi o do Exército.
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      Estande do Exército Brasileiro: Nesse Estande demonstravam alguns equipamentos utilizados pelo exército, principalmente na área da comunicação. Tinham algumas maquetes de aviões utilizados por eles e até um jogo interativo que era utilizado para treinar os soldados.
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      Ao sair dali, dei de cara com essas belezinhas:


      Não acreditei nos meus olhos, eram realmente vários veículos de guerra do exército e ainda era possível entrar neles. Abaixo estou colocando as fotos de alguns dos que achei mais legais:



      E o campeão dos veículos de guerra: Esse realmente saiu um arco-íris da minha boca quando o vi:


      Eis aí a prova de que realmente a gente podia entrar neles:

      E finalmente, o meu preferido. O Caveirão da Polícia Militar:



      Poder entrar num Caveirão utilizado pelo BOPE ( Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar) e ainda segurar um escudo a prova de bala e um cassetete que se acertar alguém a pessoa vai sentir dor intensa por uns 2 ou 3 dias seguidos ... não tem preço!!!
      Pra quem curte da área militar segue-se algumas explicações sobre esse veículo (Caveirão):
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Caveirão
      http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-funciona-o-caveirao
      Pertinho dali estava o Estande da Marinha, que aproveitei para dar uma boa conferida:
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      Estande da Marinha Brasileira: Aqui possuíam algumas maquetes de veículos usados pela marinha, como barcos, navios e até um submarino, além disso também haviam diversas coisas citando sobre a vida marinha.
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      Mas o que achei mais legal foi poder subir nesse veículo:

      Apesar de se parecer com uma lancha, na verdade isso é um veículo que anda sobre o gelo. Pra quem não sabe, o Brasil possui uma base na Antártica, então esse veículo não chega a ser tão desnecessário assim para nós! [E para ficar mais curioso ainda essa base pegou fogo uma vez!]. Quem tiver interesse pode se aprofundar no assunto lendo o link abaixo:
      http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/ciencia-brasileira-ressurge-na-antartida/
      E pra fechar a Marinha com chave de ouro deixei outro link que fala um pouco do que a Marinha Brasileira possui:
      http://noticias.r7.com/brasil/fotos/marinha-do-brasil-tem-porta-avioes-submarino-e-ate-tanque-de-guerra-que-vira-barco-20120905.html
      E aproveitando a deixa, visitei o...
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      Estande da Força Aérea Brasileira: Aqui disponibilizaram maquetes de robôs com materiais recicláveis e tinham até um Simulador de Gravidade Zero.
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      Pra se ter uma ideia um pouco melhor de como foi o Estande da Aeronáutica e da abertura da SNCT é melhor visualizar o vídeo abaixo:

      Abaixo o Simulador de Gravidade:

      Apesar de eu não ter podido apreciar o estande deles com calma e não ter conseguido entrar nessa máquina [afinal, estava no horário de almoço e dei uma passada bem corrida pelos lugares], estou colocando o vídeo abaixo para que entendam melhor como o Simulador de Gravidade funciona:

      Terminado o meu período de almoço, continuei a trabalhar normalmente na CAPES. Nessa feira haviam alguns momentos em que ela enchia muito de pessoas e outras em que ficava mais vazia, algo que foi ocorrendo durante toda a semana.
      Em certas horas realmente tivemos grandes picos, mas a organização do evento foi bem eficiente e agendou a maior parte das escolas de modo que raramente a feira ficava muito sobrecarregada. Portanto, apesar de termos trabalhado bastante ainda deu para perceber bastante do evento.
      Em um dos momentos que nosso estande estava mais vazio aproveitei e fui conferir o estande dos nossos vizinhos, a SAGA, que estava bem em nossa frente e direto também ficava cheio de gente.
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      Estande da SAGA: É uma escola de games, arte digital e computação gráfica. Durante toda a feira deixaram diversos jogos à disposição dos visitantes para que pudessem jogar a vontade. Percebi alguns jogos como Mario Kart, Naruto e outros que não sei o nome de cabeça e direto passavam algum filme que tinha algo a ver com ciência, espaço, aventura ou tecnologia.
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      Eles também faziam manipulação digital nas fotos de pessoas famosas [o que não chamava muito a atenção do pessoal] ou dos próprios visitantes [nessas horas lá realmente enchia de gente]. Dá para se tirar fotos mais ou menos assim:

      Infelizmente um dos experimentos que trouxeram não funcionou, acredito que servia para fazer algo relacionado a realidade aumentada.

      Outro que consegui visitar nesse dia foi o Estande do Espaço Virtual de Desenvolvimento Social, que não gostei muito, pois não entendi como ele funcionava e não vi absolutamente nada lá além de banquinhos vazios e propagandas no teto. Entrei achando que era um planetário e não vi o que queria, então saí dali rapidamente.




      Nesse dia trabalhamos bastante, até aproximadamente o início da noite. Então fechamos a exposição do Museu Itinerante e aguardamos a chegada do táxi para voltar ao hotel [em Brasília - ao menos enquanto estávamos aqui - se você chamar um carro pelo telefone do Sistema de Táxis consegue um desconto de 20%, mas tem que ficar de olho porque alguns taxistas omitem isso ou então inventam taxas - por exemplo, quando se guarda alguma mala no bagageiro do táxi alguns cobravam um adicional].
      Como o Táxi estava demorando muito aproveitei para comer um cachorro-quente.



      Após muita espera pegamos nossos táxis e fomos até o hotel. Lá banhei, descansei um pouco e fui a pé até o Brasília Shopping para procurar alguma lembrancinha de Brasília [Sou um colecionar nato de Souvenir de Viagens e acho muito legal levar ao menos uma lembrancinha de cada cidade que consigo visitar] e andei por todo shopping, mas não tive sucesso, tinha procurado no lugar errado. Pelo menos deu para ver de relance que o Dr. Dráusio Varela estava dando palestra nesse shopping.

      Saindo dali segui a pé até outro shopping, o Shopping Conjunto Nacional, que também era muito amplo e tinha de tudo, exceto o souvenir que eu procurava. Novamente não tive sorte, então tive que adiar minha procura do souvenir para outro dia.

      Depois disso voltei a pé para o Bittar Inn, onde me pus a dormir até o outro dia para preparar o corpo para outro dia da SNCT de Brasília.
      DIA 03 - Terça [14 de Outubro de 2014]
      Acordei cedo e fui lanchar no refeitório do hotel. Me uni ao resto do pessoal e esperamos os táxis chegarem. Dali peguei um táxi junto a mais três pessoas do Museu Itinerante e fomos novamente para o Pavilhão de Exposições de Brasília, para outro dia da SNCT.
      Ao chegar voltei a trabalhar no nosso estande até perto da hora do almoço [Ralei pacas porque toda hora chegava alguém, nem deu pra passear pela feira direito na parte da manhã].










      Esse experimento em que há a bola é bem legal, chama-se Tubo de Bernoulli e serve para explicar um pouco o porquê de como um objeto tão pesado [como o avião, por exemplo], se mantém voando no céu.
      Quando se aproximava da hora do almoço normalmente o movimento caía bastante [porque além do público em geral recebíamos dezenas de escolas por dia]. Assim, quando esvaziou aproveitei para dar uma passada em um estande próximo de nós, o da Galois.
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      Estande da Galois: Acredito que se pronuncia Galoá. É um dos melhores colégios de Brasília. Ali eles demonstravam diversos experimentos, sempre usando objetos comuns e ainda assim mostravam que seus experimentos eram super interessantes!
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      Testei alguns como a cama de pregos, que realmente não machuca, muito legal! [Explicação científica simples: quanto maior a área menor a pressão, como estão dispostos centenas de pregos de forma uniforme, isso resulta numa grande área e faz com que não se machuque a pessoa que deita nessa cama de pregos]
      Em outra vi testarem algumas propriedades do magnetismo, resultando em um efeito visual bem interessante:


      Até fogo usaram em um dos experimentos, na foto abaixo vê-se um palito sendo queimado por um maçarico:

      Em uma das experiências, eles esfregavam um balão em algum lugar para gerar eletricidade estática e depois de aproximar uma latinha. Assim a mesma era atraída pelo balão por um tempo. Experiência bem simples e que pode ser feita em um trabalho escolar, por exemplo.

      Em alguns momentos colocarei vídeos que estarão espalhados pelos diversos dias da feira, dessa forma se poderá ter uma explicitação melhor de como foi a SNCT desse ano.

      Voltei a trabalhar no nosso estande até que chegou a hora do meu turno do almoço. Procurei um lugar diferente porque detesto comida a quilo e tinha comido pouco no dia anterior, então resolvi almoçar numa barraquinha do lado de fora da feira mesmo. Paguei apenas R$ 10,00 e a comida estava simples, mas gostosa!



      Como ainda tinha algum tempo sobrando, resolvi andar mais um pouco e visitei mais alguns estandes. E entrei no da Fiocruz, da Fundação Oswaldo Cruz. Apenas vi de relance porque estava bem vazio na hora e os guias não me explicaram nada [o foco deles era o público infanto-juvenil e eu já estou bem grandinho!]. Então acabou que não pude perceber a profundidade da coisa.
      Me esclareci totalmente quando assisti ao vídeo abaixo [depois que cheguei em casa e comecei a editar esse relato], que explica como funciona o estande da Fiocruz:

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      Estande da Fiocruz: Possuem como objetivo promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente de cidadania. Nessa feira o objetivo deles era ensinar às crianças um pouco de como é o corpo humano por dentro.
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      O que fiquei mais curioso e não entendi na hora foi esse aqui [quem viu o vídeo acima saberá na hora que se trata do Nariz Gigante!]:

      Outro que dei uma passada super rápida foi o da ABIPTI . Só entrei tirei algumas fotos e fui embora
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      Estande da ABIPTI: Essa é a sgla para Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação. O foco deles nessa feira era a previsão de tempo e estudos climáticos.
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      Outro que visitei foi o da FBX [Fundação Brasileira de Xadrez] e até arrisquei jogar com um dos feras que estava lá.
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      Estande da FBX: Aqui o foto era ensinar e divertir o público com esse jogo tão inteligente e interessante: O Xadrez.
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      Ao jogar com esse fera...

      fui massacrado, é claro!
      Em um dos dias que estava indo [ou voltando] do almoço vi crianças jogando num tabuleiro gigante, pra quem gosta de xadrez deve ser algo muito emocionante!

      E no caminho de volta entrei no último estande que pude visitar durante o meu horário de almoço. O do SESC.
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      Estande do SESC: Mantido pelos empresários do comércio de bens, turismo e serviços, o Serviço Social de Comércio (SESC) é uma entidade privada que tem como objetivo proporcionar o bem estar e qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e sua família. O SESC está presente em todos os Estados brasileiros e promove ações no campo da educação, saúde, cultura, lazer e assistência. 
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      Nesse estande havia dezenas de coisas interessantes, separadas nas mais diversas áreas, como ciência, eletricidade, avanços da tecnologia [mostrados de forma cronológica], áreas sociais e doenças do corpo humano.








      Eu apenas me limitei a tirar fotos porque deveria voltar rápido ao estande da CAPES, mas para quem pôde ir com tempo, tenho certeza que gostou de dar uma passada pelo estande do SESC.
      Porém, de todas as fotos que tirei os meus preferidos foram esses aqui [os vírus, super fofinhos! - Dá até vontade de levar pra casa, mas não aconselho porque os vírus trazem doenças!] 


      Terminada a hora do almoço voltei ao nosso estande e continuei a trabalhar normalmente. Teve horas que encheu um bocado nesse dia.




      Mesmo alguns experimentos do Museu Itinerante que não costumam ter muitas pessoas estavam cheios! Entretanto ainda achei essa terça-feira bem calma, porque apesar de muitos momentos de pico, sempre estava suportável e em um dos momentos que a CAPES estava mais vazia consegui até dar uma conferida no estande da Mostra Leonardo Da Vinci.
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      Mostra Leonardo Da Vinci: Aqui, na Exposição maravilhas mecânicas de Leonardo Da Vinci, o visitante fez um passeio por todo o caráter inventivo do renascentista (1452 a 1519), onde foram expostas invenções como uma ponte móvel, churrasqueira automática, para-quedas, dentre outras.
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      Abaixo estou colocando algumas das invenções que achei mais interessantes:









      Ele era realmente um gênio e inventou muitas coisas legais, abaixo deixei um link para quem quiser ler um resumo sobre a história de sua vida:

      E agora um vídeo para explicitar a Mostra do Leonardo Da Vinci com chave de ouro:

      Voltei ao estande da CAPES novamente e continuei a trabalhar. De tarde o caminhão do Museu Itinerante também foi aberto e começou a receber os visitantes da feira.
      [Não foi possível abrir o Caminhão antes porque um dos eletricistas do evento cometeu um erro na hora de ligar um dos fios no caminhão e isso fez com que todos os Ar-Condicionados queimassem. Então, para resolver o problema tiveram de trocar todos os Ar-Condicionados, o que demandou certo tempo].
      Aproveitando a deixa, chegou a hora de explicar um pouco de como é o caminhão do Museu por dentro:

      Sala do Útero: Simula o útero materno, possui um vídeo que mostra o passo a passo da gravidez e todo o envolto desta sala é feito com um material espumoso, que tenta imitar o útero de uma mãe. Essa sala ainda conta com uma cadeira que tenta imitar um pouco os barulhos que o bebê ouve dentro do útero.


      Sala dos Sentidos: Faz com que as pessoas utilizem alguns dos sentidos humanos, como a visão, o tato e a audição, fazendo com que elas tenham uma visão geral sobre isso. [Essa sala é ainda mais especial para àqueles que possuem alguma limitação maior. Uma vez vi um cego entrar nessa sala e a reação dele foi algo único de se ver!]



      Sala dos Biomas: Ensina um pouco como são alguns dos principais biomas: o cerrado, a Floresta Tropical e a Antártica. O que acho legal dela é que em cada sala há uma luminosidade diferente, representando a intensidade da intensidade do sol no respectivo bioma. O ar condicionado do bioma da Antártica é mais potente e ali os visitantes realmente sentem frio.


      Se tiver vontade de conhecer cada um deles, veja os vídeos abaixo:
      Cerrado:

      Floresta Tropical:

      Antártica:

      Sala 3D: Nessa sala se experimenta a tecnologia 3D numa viagem ao fundo do mar para explorar o ambiente marinho e entender um pouco sobre a importância do equilíbrio desse ecossistema para a vida humana na Terra.

      Sala do Submarino: Essa sala tenta imitar um submarino, mostrando um pouco de como são as criaturas de 2.000 a 6.000 metros de profundidade, a chamada zona abissal, uma das partes mais inexploradas do mar já explorada pelo homem e que possui capacidades peculiares e animais diferentes de tudo o que estamos acostumados a ver.

      O programa usado pelo Museu Itinerante é bem simplesinho e também um pouco interativo [mas infelizmente esqueci de tirar as fotos], então - Para que conheça um pouco melhor as criaturas do fundo do mar, que tal ver um dos dois vídeos abaixo?
      - Seres Abissais:

      - Top 10 as mais incríveis criaturas abissais:

      Sala do Google Maps (ou Sala das Cidades): Nessa sala o visitante deve tentar descobrir alguns lugares que são bem conhecidos, seja no Brasil ou pelo Mundo.


      Terminada a visitação do caminhão os visitantes descem pela outra escada e voltam para a feira.

      Abaixo coloquei um vídeo que explica mais um pouco sobre o caminhão do Museu Itinerante e também alguns de seus experimentos externos:

      No início da noite, quando já estava encerrando o evento pudemos apreciar um lanche de luxo oferecido pela organização da SNCT, com direito a camarão e outras coisas que nunca comi na vida. Brasília realmente está em outro nível!

      Mas o mais legal foi ver esse robô interagindo com a gente e com os outros convidados. Show de Bola!


      Com tudo finalizado, aguardamos nossos táxis novamente e fomos embora até perto do Bittar Inn. Mas ao invés de descer do táxi, continuei mais um pouco junto ao motorista para darmos uma passada rápida ao centro do poder de Brasília.




      O taxista foi bem gente boa e deixou a gente parar aos poucos e tirar fotos, até que descemos em frente a Praça dos Três Poderes. Dali andamos um pouco e tiramos algumas fotos, mas ficamos pouco tempo porque meu colega estava muito cansado e assim resolvemos ir embora e descansar para outro dia da SNCT.
      [Notas: Tentamos pegar um coletivo pra voltar mas desistimos porque não aparecia de jeito nenhum, acho que o forte de Brasília são os táxis mesmo, e não os coletivos!]
      Coloquei poucas fotos porque voltei a esse mesmo lugar com mais calma no sábado, onde andei por boa parte do centro de poder de Brasília e tirei várias fotos. Quando chegar nesse dia explicarei cada construção mais detalhadamente.
      A qualidade das fotos está péssima porque minha câmera não é muito boa para tirar fotos à noite e o flash estava ligado. Não sabia que isso atrapalhava na qualidade das fotos. Felizmente consegui descobrir esse problema a tempo!
      Esse relato continua na próxima parte.
    • Por TMRocha
      Entre os dias 30 e 31 de Agosto de 2014. viajei de excursão do SESC-MG para o Santuário do Caraça, em Minas Gerais.

      Nessa mesma oportunidade ainda conhecemos um pedacinho de Santa Bárbara. Confira agora como foi o nosso passeio.
      Caso queira visualizar o post direto pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/santuario-do-caraca-e-santa-barbara-mg.html
      Se quiser saber mais sobre o SESC-MG e como fazer excursões por eles, ou outras agências de turismo interessantes de Belo Horizonte e Região Metropolitana, leia a matéria abaixo:

      Relato da Viagem
      Tivemos que acordar bem cedo porque é mais fácil chegar até a cidade aproveitando o trem Vitória-Minas, que cruza o Brasil e vai de Belo Horizonte até Vitória, no Espírito Santo. Do SESC Serviços [Centro de Belo Horizonte] pegamos um bus e rapidinho já estávamos na Estação. Ela fica bem próximo de onde tem os MOVES [pra quem estiver vindo pelo metrô é só parar na Estação Central que fica bem pertinho de lá].
      Ali encontramos uma moça [a Vera] que grudou na Lu e fez boa parte do passeio conosco.








      O trem é tão legal que vem equipado até com lanchonete.


      E ainda é tão chique que até o banheiro é muito moderno. Aconselho que quem pegue esse trem vá pelos assentos executivos, é quase a mesma coisa que o econômico, mas pelo menos é um pouco mais confortável.


      Depois de aproximadamente umas duas horas seguindo pelos tilhos chegamos à estação de trem Dois Irmãos.




      E dali rumamos para o Santuário do Caraça.





      Assim, finalmente chegamos ao Santuário do Caraça, nosso destino em que passaríamos praticamente todo o fim de semana.
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      SANTUÁRIO DO CARAÇA - MG
      O Santuário do Caraça é visitado basicamente por estudantes que vêm ao Santuário em excursão, pessoas mais velhas que querem apenas descansar, relaxar e rezar para Deus [o local é muito bom para quem realiza o turismo religioso] ou grupos de jovens que desbravam a natureza.
      Em uma das trilhas você até deve usar uma caneleira como proteção para evitar a picada das cobras. De acordo com a explicação da nossa guia e dos sites em geral, existem duas hipóteses para terem dado esse nome para o Caraça.

      1. Caraça seria o formato de um rosto humano na Serra do Espinhaço: é explicação corrente no tempo do colégio e comentada por Dom Pedro II, em seu diário (11-13 de abril de 1881). O que pesa contra esta explicação é o fato do Caraça ter sido sempre citado no masculino e nunca no feminino (Serra da Caraça), como deveria ser já que caraça, compreendido como cara grande é palavra feminina.
      2. Caraça seria o grande desfiladeiro existente na Serra do Espinhaço nesta região: explicação dada por Auguste de Saint-Hilaire (1816) e acolhida por José Ferreira Carrato, em sua tese de doutorado sobre o Caraça (As Minas Gerais e os Primórdios do Caraça), publicada em 1963. Caraça, em tupi-guarani, significa desfiladeiro ou bocaina, como hoje é chamado o portentoso vale entre os Picos do Sol e do Inficionado.
      Como chegar?
      Distâncias aproximadas:
      Santa Bárbara (MG) - 25 km
      Catas Altas (MG) - 33 km
      Ouro Preto (MG) - 70 km
      Itabira (MG) - 80 km
      Belo Horizonte (MG) - 130 km
      Vitória (ES) - 465 km
      São Paulo (SP) - 750 km
      Rio de Janeiro (RJ) - 560 km
      - :: de Avião :: -
      O Santuário do Caraça está bem isolado, por isso, primeiramente você deve desembarcar no aeroporto de Confins ou no da Pampulha, e de lá seguir por uma das formas abaixo:
      - :: Com Veículo Próprio :: -
      O único acesso ao Santuário do Caraça é passando pelo município de Santa Bárbara. Entrar pela Rodovia do Caraça que também dá acesso ao distrito de Brumal, e sub-distritos de Sumidouro e Santana do Morro. A Portaria está situada no km 9, desta Rodovia. Da Portaria até a sede, são mais 11 km de estrada asfaltada.
      - :: de Ônibus :: -
      Saindo de Belo Horizonte: pegar onibus da viação Passaro Verde que vai até a cidade de Santa Barbara, para chegar no Caraça terá que pegar um taxi, mas a distancia nâo é longa, em qualquer das duas cidades você vai estar a mais ou menos uns 30 km do parque.
      Para quem vem de São Paulo: pode pegar um onibus até Ouro Preto e depois outro para Santa Barbara.
      - :: Por Excursões :: -
      Outra maneira, mais simples e bem interessante, que pode ser que saia bem em conta é ir até lá por meio de excursões. Eu e a Lu, por exemplo, fomos pelo SESC-MG.
      Fonte Pesquisada:
      http://guiadoviajante.com/1518/caraca-mg/
      Assim que se chega no Santuário do Caraça já dá pra apreciar a natureza, o verde e o ar realmente puro e ainda ver algumas imagens como essas.





      De cara, já fomos até a recepção do Santuário para guardar nossas malas e entrar no quarto, mas havia um grupo de estudantes que tinham chegado antes de nós e era para terem liberado tudo cedo e não o fizeram.
      Para piorar a nossa guia era bem fraca, não soube unir o grupo [ela deveria aproveitar esse problema e ter rodado conosco pelo Santuário enquanto liberavam os quartos para os hóspedes, mas não fez isso - então todo mundo se estressou muito porque estávamos mais preocupados em guardar as malas do que em fazer qualquer outra coisa].
      Pelo contrário, ficamos quase três horas esperando que os mesmos fossem liberados e fiquei puto demais, com raiva porque a atendente da recepção ainda estava com deboche, como se não ligasse para o nosso problema - e a guia ficava olhando pra gente com aquela cara de anta sem rumo. Isso quase estragou o nosso passeio e ainda dispersou demais o nosso grupo.
      Obs.: Apesar de termos tido problema com a guia nessa viagem, ainda recomendo muito o SESC, porque possuem um custo benefício muito bom e normalmente a qualidade dos passeios oferecidos por eles é excelente.
      Para comprovar isso, você pode clicar no botão abaixo e conferir o Relato do passeio que fizemos para o Vale Verde Alambique & Parque Ecológico de Betim, que foi uma excelente viagem que fizemos utilizando o SESC.

      Clicar: [Vale Verde]
      Como nunca liberavam nossos quartos resolvemos ir no centrinho de artesanato [na verdade são somente umas três ou quatro pessoas que vendem algumas coisinhas como sabonetes, perfumes, artesanatos locais, imãs de geladeira e brinquedos]. Mas o maior destaque pra mim foi o velhinho que escrevia nossos nomes numa pedra. Achei isso muito legal.




      Atrás do centrinho de artesanato eu ainda dei a sorte de ver muitos passarinhos verdes, que quase se camuflam com a grama.

      Colado no centrinho de artesanato ainda possuem uma lojinha um pouco maior que também é uma lanchonete. Nela comemos um pouco para aliviar o estresse e amenizar a fome, porque o almoço ainda iria demorar um bocado.



      Depois de tanta espera finalmente pudemos ir ao nosso quarto do hotel, que é bem simples, serve basicamente apenas para descansar e dormir mesmo. O Santuário do Caraça em si é bem pequeno, mas pra quem é mais aventureiro pode explorar um pouco dos arredores ou fechar passeios com os guias.
      Nossas acomodações:

      Vista do alto da Janela:





      O Santuário do Caraça é muito bonito, quase sempre está coberto por neblina e costuma ser bem frio durante boa parte do ano.



      Fomos para o centro cultural, perto do centrinho de artesanato ver o que era. Lá nos passaram um vídeo de como é o Santuário, explicaram que os visitantes só podem fazer trilhas acompanhados do guia e bla bla bla, e também deu pra tirar algumas fotinhas.





      O Santuário do Caraça também é famoso por causa do lobo Guará, mas vou explicar isso mais a frente. Dali finalmente seguimos para almoçar, mas demos uma parada pra tirar mais fotos porque não resistimos, o local é muito bonito.




      Enfim, hora do almoço! Eles possuem dois refeitórios principais, mas um estava fechado para reforma quando estávamos lá, então só pudemos comer no Restaurante Pe. Tobias. Como o público é mais velho e recebem muitos estudantes, acaba que não colocam muito sal na comida, o que tira um pouco do gosto.







      Após comer, fomos direto visitar o acervo histórico e biblioteca do Santuário do Caraça, que no passado já pegou fogo uma vez e perderam uma parte do acervo. Essa biblioteca é composta por duas partes básicas, em uma se encontram mobiliário, equipamentos e ferramentas, instrumentos e vestuário do século passado. A outra parte é uma biblioteca comum, porém tem um cheiro forte de mofo por ter conteúdos muito antigos.




      No andar inferior, assim que se entra temos uma galeria.



























      Pessoalmente, não ligo muito para coisas antigas, mas pra quem gosta é legal. O mobiliário é muito rico e o acervo realmente é bem grande. Só coloquei algumas das fotos que tirei para não tirar a graça de quem curte isso. Dali partimos para conhecer mais um pouco do Santuário.
      Após passar por alguns corredores e um pequeno pátio, visitamos a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, que também fica dentro do Santuário. Ela possui duas entradas. Então é possível entrar tanto pela frente ou pelos fundos do Santuário. Abaixo seguem as fotos de alguns dos pontos de vista da Igreja.








      Nos fundos dessa igreja, sempre à noite, acontece algo muito interessante. Que é a visita do lobo Guará, nela os visitantes se juntam e ficam esperando. O Padre deixa um pouco de carne e aguarda chegar o lobo, que pega o alimento e o come na frente dos visitantes.
      Os Guarás já estão acostumados com as pessoas, então não se incomodam mesmo se estiverem sendo fotografados. Porém o barulho os incomoda e eles acabam indo muito tarde até lá se os visitantes estão muito inquietos e barulhentos. [O que aconteceu conosco, infelizmente]
      Outro motivo que pode fazer com que o lobo atrase ou chegue adiantado é a fome, caso ele tenha caçado algo virá mais tarde. Também pode ser que tenham comido coisas que os visitantes deixaram pelos arredores do Santuário, o que faz com que ele deixe de vir pegar sua boquinha. Como não conseguimos tirar essas fotos durante a noite, pesquisei na internet e estarei colocando aqui mais a frente. Porém por enquanto estou atendo somente às belezas dessa igreja.






      A ornamentação e a arte da igreja também são muito lindas.








      Após dar uma boa passeada e apreciar toda essa arte espetacular saímos pelos fundos da Igreja, e ali demos de cara com um imenso e belo jardim.




      Além de bonito possui total harmonia com a natureza. Dessa vez estávamos com a nossa guia, que agora estava mais disposta [mas quase sem as outras pessoas do grupo que se dispersou]. E resolveu nos mostrar coisas interessantes.
      - Diz a lenda que Dom Pedro I visitou o Santuário do Caraça e resolveu passar por esse caminho e em determinado momento tropeçou e caiu. Devido a isto, os moradores da época marcaram a pedra e a data em que ele caiu nesse lugar.




      Essa é a pedra que Dom Pedro I tropeçou e caiu.
      Durante o fim de semana que passamos no Santuário do Caraça, visitamos diversos lugares e rodamos por todo o Santuário várias vezes. Para que esse relato não ficasse chato e inconsistente, misturei os dois dias de forma que quem visualizar aqui possa ter uma compreensão maior do que o Santuário do Caraça possui.
      O passeio acima, por exemplo, provavelmente foi realizado no domingo e não no dia que chegamos [não tenho certeza, mas acredito nisso porque no primeiro dia deu a doida na guia e ficamos praticamente o dia todo sem ela]. O passeio abaixo também provavelmente foi realizado no domingo. É uma das trilhas em que é possível andar sem guia. Bem simples, mas ainda assim bonita.







      Outros pontos interessantes de se ver são: um pequeno altar e a via sacra, na verdade eles estão perto da entrada, mas demoramos um bocadinho pra subir lá porque fomos fazendo outras coisas interessantes primeiro.
      Abaixo, o altar:


      E agora, a via sacra:





      Dali temos essa vista:

      Assim, visitamos praticamente tudo nas proximidades do Santuário do Caraça, que é bem pequeno de tamanho. Mas gigantesco em área se considerar toda a mata dos arredores. Quando deu à noite do sábado fomos para parte de trás da Igreja para aguardar a vinda do Lobo Guará.
      Ficamos esperando junto a outros hospedes o tão famoso Lobo Guará. a Luciana estava muito cansada e fazia muito frio. Como estávamos esperando a mais de duas horas e o Guará não apareceu preferimos nos retirar [por livre e espontânea pressão do frio!] e acabou que não conseguimos ver o lobo Guará pessoalmente.
      Abaixo as fotos da parte de trás da igreja onde ficamos e como o padre deixa a comida.


      O lobo apareceu aproximadamente às 23:30h nesse dia. Tinha uma paca jogando alguma coisa com o celular que toda hora dava um som de bolha [blu blu blu!], gente falando, pessoas tossindo. E como no dia anterior e nesse teve muitos visitantes durante o dia [principalmente de escolas], provavelmente jogaram alimentos no chão e o Guará não ficou à vontade para chegar mais cedo ao local. 
      De acordo com o padre são raras as vezes que os lobos Guará não nos agraciam com sua presença, menos de 5 vezes ao ano. Mas não tem problema, porque reuni algumas fotos da própria internet para se ter uma ideia de como se é a visita do lobo Guará:
      ooo ooo ooo ooo ooo ABAIXO NÃO PERTENCE AO RELATO ORIGINAL ooo ooo ooo ooo ooo 





      No passado o padre deixava a carne na parte debaixo das escadas, e foram fazendo assim durante anos e anos. Até que em algum ponto alguém sugeriu que colocassem na parte de cima, onde os visitantes poderiam ver o lobo pegando a carne mais de perto. E como a pessoa disse, deu certo e os Guarás não se intimidaram com os humanos.
      Há gerações isso é feito, então os filhotes já aprendem isso desde pequenos, que nos fundos da igreja, na escadaria sempre um pouco de carne é dada para eles durante a noite até de madrugada.
      Já estão tão acostumados que nem se incomodam com as fotos, mesmo que estejam com flash. As únicas recomendações mesmo são ficar bem quietinhos e silenciosos pra não assustar os animais e nem fazer gestos bruscos, principalmente as crianças, que podem ser alvos frágeis para eles [na natureza os Guarás atacam alvos normalmente de tamanho pequeno, inclusive filhotes de outras espécies que fazem parte da sua cadeia alimentar].
      Apesar de não parecer, eles são animais selvagens e deve-se sempre ter o devido cuidado e respeitá-los. Abaixo estou colocando alguns vídeos que achei na internet mostrando como é esse aparecimento:



      ooo ooo ooo ooo ooo ACIMA NÃO PERTENCE AO RELATO ORIGINAL ooo ooo ooo ooo ooo 
      Lá, o padre ficava chamando o Guará assim:
      - Guará! Guará! Cadê você Guará!!!
      [Pena que para nós, dessa vez isso não ajudou!]
      Por fim, a partir de agora só colocarei o que fizemos durante o domingo. A começar pelo café da manhã.
      Levantamos de manhã cedo e já fomos direto tomar o nosso café.


      Como dito antes, no domingo nossa guia estava mais animada e realizamos alguns passeios para conhecer mais um pouco do Santuário do Caraça. Alguns já foram descritos acima. Um dos passeios que fizemos de manhã foi conhecer as catacumbas.




      Há muito tempo atrás, o Santuário do Caraça ficou famoso por ser uma escola onde os padres estudavam e viviam e muitos trabalharam lá por anos. Aos poucos, foi esvaziando e o Santuário deixou de ter esse prestígio, estando agora mais para um ponto de turismo religioso e local de apreciação da natureza. Nessas catacumbas estão os padres que trabalharam lá nessa época principalmente. Acho que algumas pessoas famosas também foram enterradas lá.
      Notas: Caso alguém se assuste achando que tem um fantasma na foto onde está escrito "DOMUS SUBTERRANIA ET TEMPORARIA", não se preocupe, não é nenhum fantasma, e sim uma das pessoas que estava conosco quando passamos pelas catacumbas.
      A luz estava meio noiada e não queria funcionar direito, deu até um friozinho na barriga, pra mim esse é um dos únicos locais um pouco sombrios do Caraça. O outro é um cemitério que fica próximo da igreja, mas não entramos lá. Não tirei fotos das tumbas para não dar mal agouro, acredito que é melhor respeitarmos os mortos e deixá-los em paz em seu descanso eterno.
      Finalmente, faríamos uma trilha para um lugar um pouco mais afastado do Santuário, demorou entre 30 e 40 minutos para ir e voltar. Mas uma das pessoas [a Vera!] atrasou um pouco porque esqueceu da vida curtindo.

      Assim que ela chegou começamos a caminhada.
      Como dito, na maior parte das trilhas um guia do próprio local nos acompanha, e dessa vez não foi diferente [ele quase não falava nada e ficava mais era vigiando o pessoal e recolhendo lixo que os visitantes anteriores deixaram pelo caminho].
      A primeira foi a Trilha da Prainha, é bem fácil e não exige muito esforço, sendo tranquila de caminhar mesmo para as pessoas que tenham alguma dificuldade de locomoção ou possuam idade mais avançada.










      Agora a trilha fecha mais um pouco e tem um "pequeno desafio", mas nada preocupante. Uma das pessoas que estava conosco era bem velhinha e ainda mancava, mas conseguiu chegar ao objetivo numa boa.









      A prainha em si é somente um pouquinho de areia após o rio, bem simplesinho, mas dá pra aproveitar esse trajeto e seguir a Trilha da Cascatinha para chegar até uma cachoeira bem bonita.







      Agora chegamos na cachoeira, que acredito chamar Cachoeira da Cascatinha. Aqui tiramos muitas fotos e descansamos um pouco.










      Olhando mais a frente tivemos esse visual.

      Na volta, observamos alguns líquens coloridos, que indicam a pureza do ambiente, os mais comuns são o verde e o branco, e em altitudes um pouco mais elevadas os vermelhos e os azuis.


      Daqui voltamos para o Restaurante Pe. Tobias, onde almoçamos.

      Após almoçar, chegou a hora de dar uma passada rápida em Santa Bárbara, como estava no domingo pegamos o comércio praticamente fechado [esse foi outro erro da nossa guia, o certo era ter invertido o dia do Santuário do Caraça com a ida a Santa Bárbara para pegar tudo aberto], então nos limitamos apenas a ir em uma igreja, tomar um sorvete e ir embora.
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      SANTA BÁRBARA - MG
      É a cidade mais próxima do Santuário do Caraça, no Parque Natural do Caraça, patrimônio natural e histórico com trilhas e cachoeiras – além de lobos-guarás, que podem ser vistos ao anoitecer. As ruas e prédios do Centro Histórico têm passado por restauração.
      Além do Santuário do Caraça, outra atração em Santa Bárbara chama muita atenção: a Matriz de Santo Antônio, com cores vivas e entalhes folheados a ouro. O Memorial de Affonso Penna, ex-presidente brasileiro, é de algum interesse. As principais atrações dentro do Parque Natural do Caraça são a Igreja N. S. Mãe dos Homens, a Mata Atlântica na Serra do Espinhaço, trilhas para as cachoeiras Taboões e Cascatona, além dos lobos-Guará espalhados por todo o parque.
      Fonte Pesquisada:
      http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-mg-santa-barbara
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      A Igreja que visitamos foi a Paróquia Santo Antônio. Muito famosa nessa região por conter as belas pinturas do Mestre Ataíde e é um exemplo do período em que vigorava o estilo barroco mineiro na arte. Pra quem gosta de história segue um link para maiores esclarecimentos:

      Igreja vista por fora:

      Igreja vista por dentro:











      Após visitar a igreja, chegou a hora de voltar ao nosso ônibus e finalmente regressar para casa. Fizemos todo o caminho de volta no ônibus de viagem do SESC-MG e descemos em frente ao SESC Serviços de Belo Horizonte. De lá pegamos um ônibus e fomos de coletivo até a minha casa.

      Viagem Finalizada! E para fechar com chave de ouro se seguem as Conquistas do Passeio:

      Espero que tenham gostado de conhecer o Santuário do Caraça e que possa ajudar alguém que tenha interesse em conhecer mais um pouquinho Minas Gerais, além dos lugares muito tradicionais onde todo mundo já conhece.
      Antes de começar a viajar eu achava que Minas não tinha nada de especial e me enganei bastante! Existe um repertório completo de lugares espetaculares e interessantes para se conhecer em todo nosso Estado.
      - Cadê você guará? Guará? Cadê você guará?

      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por TMRocha
      Em maio, surgiu a oportunidade de ajudar o Museu Itinerante da UFMG, que estaria em Conselheiro Lafaiete (MG) entre os dias 11 e 15/05/2014.

      Confira agora como foram os meus dias durante esse evento.
      Caso queira conferir o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/conselheiro-lafaiete-mg-11-15052014.html
      Museu Itinerante da UFMG
      Esse museu possui uma unidade móvel, um Caminhão, que vai de cidade em cidade e expõe seus experimentos externos [que são levados dentro do caminhão e descarregados no local do evento] e internos [o caminhão é adaptado em seis salas ambientes: Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades]. A ideia desse museu é apresentar uma proposta inovadora para o Brasil, interagindo com pessoas de diversas regiões do Brasil e trazendo conhecimento científico e cultural para toda a família, em especial às crianças. A entrada é sempre gratuita, então não haverá nenhum custo.
      Já passou por diversas cidades mineiras, como Teófilo Otoni, Uberlândia, Ituitaba, Ouro Branco, e também de outros Estados, como Recife (PE), Rio Branco (AC) e outras que não sei citar de cabeça.
      Fonte:
      http://museu.cp.ufmg.br/index.php?optio ... icle&id=71

      "Como gosto muito de viajar e conhecer novos lugares, achei essa oportunidade perfeita para conhecer uma cidade que jamais imaginei que iria colocar os meus pés! Afinal, uma das formas de conhecer novos lugares é viajar trabalhando, em suma, Ossos do Ofício!"
      Achei o povo de lá muito acolhedor, incrivelmente educado e percebi que os organizadores da cidade foram muito compromissados com o evento, por isso não tivemos nenhum problema relevante durante todo o tempo que ficamos hospedados em Conselheiro Lafaiete.
      Primeiramente estarei explicitando um pouco sobre a cidade, e em seguida estarei contando como foi minha visita a trabalho a essa cidade.
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      Conhecendo Conselheiro Lafaiete

      Conselheiro Lafaiete é um município mineiro com localização estratégica, fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste e próximo dos corredores de exportação de Santos (SP), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ). Se encontra à 96 km de distância de Belo Horizonte e possui pouco mais de 120 mil habitantes, o que o torna o 22º município mais populoso do estado.
      O comércio da cidade é referência nacional, já tendo sido destacado pela Revista Veja. A cidade conta com um grande comércio local além de filiais das maiores redes do país, como Casas Bahia, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Magazine Luíza, Pernambucanas, Apolo Moveis, Itapuã, Bob's, Subway, Carmen Steffans, Spatiffilus, Arezzo e muitas outras. Há ainda um projeto de implantação de um Mega Shopping Center na cidade. [Quando fui até lá ainda não tinham inaugurado esse Shopping e não sei dizer ao certo se ele saiu do papel ou não]
      Fonte:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselheir ... 3.ADtrofes
      Algo muito curioso é que quase não consegui avistar coletivos enquanto estive por lá. Acredito que isso ocorreu principalmente pelo nosso horário de trabalho e os lugares em que estávamos estava longe das linhas de ônibus, mas nunca vi tantos carros em uma única cidade em toda minha vida. Quem é de fora e vai até lá tem a impressão que cada habitante de Conselheiro Lafaiete possui carro próprio.
       Por ser um pólo econômico, acaba que a cidade é bem estruturada para o Turismo de Negócios. Se não possuir carro e estiver vindo de Belo Horizonte, basta pegar um Ônibus na Rodoviária de BH e em aproximadamente 1:50h você chegará a Conselheiro Lafaiete.

      Um dos Pontos Turísticos mais interessantes é a Praça do Cristo. Esse espaço conta com pistas de skate, cooper, 2 quiosques, playground infantil, área de musculação, quadra de areia, concha acústica para apresentações culturais e um vagão doado pela Rede Ferroviária Federal, e também com um monumento do Cristo Redentor, com altura de 29 metros, que pode ser visto por vários ângulos da cidade.
      Fonte:
      http://conselheirolafaiete.mg.gov.br/portal/
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      DIA 01 - Domingo [11 de Maio de 2014]
      Tive uma manhã normal na minha casa, almocei e pouco depois do almoço peguei um coletivo até o metrô, e de lá outro ônibus até a UFMG. Acabou que cheguei muito cedo e fiquei esperando o motorista por mais de 2 horas.




      De tarde o Motorista chegou, então ajudei ele a manobrar o caminhão e após uma série de manobras conseguimos chegar na portaria da UFMG, e a partir da avenida seguimos viagem rumo a Conselheiro Lafaeite.





      A estrada que liga Belo Horizonte a Conselheiro Lafaiete é muito bem pavimentada e com exceção dos trancos que a gente sentia na cabine de vez em quando [devido ao grande peso das coisas que ficam dentro do próprio caminhão] não tivemos nenhum problema e seguimos normalmente, até chegar próximo do destino.
      O Percurso de Ônibus de Viagem a partir da Rodoviária de BH até Conselheiro Lafaiete costuma durar cerca de 1:50h, mas como viemos da região da Pampulha e o caminhão é mais lento do que um ônibus, demoramos cerca de 3 horas para chegar até lá.



      Quando chegamos no centro da cidade já havia uma viatura da Guarda Municipal nos esperando. A partir dali eles nos guiaram e ajudaram na escolta por dentro da cidade, o caminho exigiu muita habilidade do motorista porque tivemos de subir por morros, realizar diversas curvas e caminhar por ruas bem estreitas.





      Somente nesse processo ficamos do final da tarde até parte da noite, até que chegamos perto da Praça do Cristo [local onde ocorreria o evento], e mesmo assim foi trabalhoso porque um dos fios do poste estava praticamente encostando no caminhão.
      Depois de toda labuta paramos na praça e ajudei o caminhoneiro [chamado por nós de Carlinhos] a nivelar o caminhão no solo. Esse processo é feito porque nem sempre o terreno é totalmente plano e fazendo isso a gente consegue consertar o desnível do caminhão [que precisa ficar totalmente nivelado para fazer com que o sistema hidráulico funcione].


      Ali fomos recepcionados pelos organizadores do evento, que foram bem educados e gentis conosco. Uma das organizadoras, que acredito se chamar Márcia [não tenho certeza do nome dela, mas a chamarei de Márcia para facilitar no relato] ainda ofereceu carona e nos levou até o hotel que ficaríamos hospedados. O Hotel Lafaiete.


      O Hotel possuía uma estrutura super simples, mas confortável. Jantamos no Restaurante Sobrado, que tem a comida muito gostosa, mas acho que oferece comida demais para os clientes. Em nenhum dia conseguimos comer tudo, mesmo pedindo várias vezes para diminuir na quantidade de comida que nos ofereciam.


      Então voltamos para o Hotel Lafaiete e descansamos até o outro dia.
      DIA 02 - Segunda-feira [12 de Maio de 2014]
      Acordamos cedo e comemos alguns biscoitos, a refeição desse Hotel era bem pobrezinha, então mal deu para matar a fome. Após esperarmos um pouco, pegamos uma carona com a Márcia [uma das organizadoras do evento] que nos levou até a Praça do Cristo.
      Ao chegar na praça recebemos alguns funcionários da prefeitura [eletricista, carregadores, montadores da tenda] e também os outros funcionários do Museu Itinerante, que vieram de van com outro motorista.
      Enquanto o pessoal da prefeitura montava a tenda onde ficariam abrigados os experimentos externos do Museu Itinerante, eu e o pessoal do Museu ajudamos a descarregar os experimentos do caminhão e montá-los em seu devido lugar. Dá muito trabalho porque tem alguns experimentos que são muito pesados ou difíceis de carregar, sem contar que tudo é bem frágil.



      Em algum momento, pude subir no alto do Cristo e dali tive a vista 360º de Conselheiro Lafaiete:




      Também já dava para ver a tenda começando a tomar a sua devida forma e onde o caminhão do museu ficou estacionado:


      E claro, o Cristo de Conselheiro Lafaeite:

      Mesmo assim ainda faltava muito serviço pela frente, então aproveitamos a van e almoçamos no restaurante Sobrado, descansamos um pouco e voltamos ao trabalho.

      Como agora a tenda já estava praticamente pronta [faltando apenas alguns pequenos ajustes, mas pelo menos com todo o espaço delimitado], dava para organizar os experimentos por todo esse local.







      Trabalhamos muito na Praça do Cristo e só terminamos tudo mesmo no início da noite, onde passamos a fita zebrada e fechamos o local. A partir desse momento seria a guarda municipal que tomaria conta de tudo.

      O resto do pessoal foi descansar, mas eu e o motorista andamos pela cidade a procura de uma loja elétrica para arrumar um material que seria necessário. Algo que notei por aqui é que as lojas costumam ser bem estreitas, mas extremamente compridas.
      Então voltamos ao Hotel Lafaiete novamente, cheguei até a ajudar alguém da chefia com as malas, mas ela ficou muito insatisfeita com a qualidade do kotel [o quarto que eu fiquei com o motorista, que era triplo, estava perfeito, mas o dela realmente estava cheirando a água sanitária, e uma das funcionárias foi deitar na cama e a mesma quebrou com ela]. Devido a isto nos encaminhamos para o Hotel Rhuds, que era bem melhor se comparado ao Hotel Lafaiete.

       



      Jantamos no Restaurante Sobrado [como o Museu Itinerante é um órgão do governo, acaba que faz tudo por licitação, por isso tivemos que comer no mesmo restaurante em quase todos os dias].


      Voltamos para o Hotel Rhuds e descansamos, pois no próximo dia as exposições estariam abertas para o público.
      DIA 03 - Terça-feira [13 de Maio de 2014]
      Depois de acordar, lanchamos no próprio hotel, dessa vez o lanche estava bem mais atraente!


      E dali seguimos até a Praça do Cristo para outro dia de trabalho, dessa vez atenderíamos o público da cidade, que consistia basicamente de estudantes oriundos de diversos pontos de Conselheiro Lafaiete [eles foram o maior público alvo do evento e sempre vinham de ônibus escolar], transeuntes e frequentadores dessa praça.

      Assim que romperam as fitas zebradas da entrada começamos a trabalhar. Mesmo cedo já estávamos recebendo muitos visitantes.







      Abaixo citarei dois experimentos que são muito interessantes:

      Caixa Tátil: Aqui o visitante devia "enfiar" sua mão dentro da caixa e tentar descobrir o que havia ali através da textura do material. Como os olhos não estão vendo a pessoa fica mais sensibilizada ao toque e a sensação varia bastante de acordo com o material que está lá dentro, é bem legal!

      Tubo de Bernouli: Esse é um dos meus preferidos. Quando ligamos o tubo de vento e colocamos a bola ela flutua e não cai devido há algumas leis da física, entretanto, mesmo se inclinar bastante o tubo a bola ainda não cairá, esse experimento serve para explicar porque um objeto mais pesado do que o ar consegue voar. Mas o legal mesmo é ver a reação das crianças e também das pessoas mais velhas ao presenciar o que acontece na hora!


      Os Organizadores não brincaram na hora de chamar os estudantes para o evento, tinha horas que a exposição ficava até mais cheia do que isso:

      Quando aproximou de meio dia a exposição ficou fechada temporariamente para podermos almoçar, pegamos a Van que estava estacionada na praça e almoçamos no Restaurante Sobrado [de novo! :O]. E continuamos com as exposições do Museu Itinerante.







      Como tivemos serviço demais e não parava de chegar mais visitantes, eu emprestava minha câmera para algum funcionário que estivesse livre no momento, algum organizador do evento ou outro indivíduo que pudesse nos ajudar. Mas acho que a pessoa que tirava as fotos de mim era um mestre em acertar os piores ângulos possíveis!

      O Museu Itinerante dividiu os funcionários e mediadores da cidade [pessoas que os organizadores do evento escolheram para nos ajudar, a maioria do pessoal de Conselheiro Lafaiete era especializado na área da saúde]. Então eu fiquei ajudando mais no Tubo de Bernouli [foto acima] e no Globo de Plasma [foto abaixo]:

      Esse globo de plasma também é bem interessante: Serve para explicar um pouco de como é o comportamento do "Plasma", nesse caso as partículas dos elétrons ficam procurando um lugar para sair mas não conseguem porque tem gás dentro desse globo. Quando alguém põe a ponta dos dedos verá um feixe de eletricidade indo em direção ao dedo porque os elétrons tendem a seguir pelo caminho mais curto. O efeito visual é bem interessante e o pessoal de Conselheiro Lafaiete gostou muito desse experimento.
      Continuamos com as exposições do Museu Itinerante até por volta das 19:00h. Ali as autoridades maiores da cidade e a Diretora do Museu Itinerante realizaram a abertura oficial e as "solenidades" do evento.


      Não gostei da atitude da TV Lafaiete, acho que eles agiram de forma totalmente politizada, apenas filmaram essas solenidades sem sequer preocupar com o evento que estava acontecendo na cidade, então não consegui achar sequer um único vídeo da vinda do Museu Itinerante para Conselheiro Lafaiete na internet.
      Mas nosso trabalho ainda não tinha acabado - ainda continuamos por pouco mais de 1 hora antes de fechar o evento.


      Finalmente finalizamos nosso trabalho naquele dia! O pessoal que estava dentro do caminhão do Museu também trabalhou a todo vapor enquanto estávamos nas exposições externas, deram até um bom sorriso de missão concluída!


      [Explicarei mais sobre a parte de dentro do caminhão no dia posterior]
      Após isso eu e algumas pessoas fomos de van até o Restaurante Sobrado para jantar [a comida já estava até começando a perder o brilho, independentemente de ser boa ou não, comer sempre no mesmo lugar acaba sendo um pouco cansativo], já outros funcionários foram direto para o hotel porque estavam cansados demais desse dia de trabalho.
      Terminado tudo, descansamos e nos preparamos para outro dia de exposições.
      DIA 04 - Quarta-feira [14 de Maio de 2014]
      Nesse dia acordamos mais cedo porque o evento abriria cedo, então almoçamos e seguimos de van até a Praça do Cristo. Lá começamos a trabalhar e receber os visitantes da quarta-feira.










      O carro-chefe do Museu Itinerante é o seu caminhão equipado em 6 salas ambientes: Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades. Abaixo estarei mostrando como é cada uma das salas por dentro:
      Sala do Útero: Simula o útero materno, possui um vídeo que mostra o passo a passo da gravidez e todo o envolto desta sala é feito com um material espumoso, que tenta imitar o útero de uma mãe. Essa sala ainda conta com uma cadeira que tenta imitar um pouco os barulhos que o bebê ouve dentro do útero.


      Sala dos Sentidos: Faz com que as pessoas utilizem alguns dos sentidos humanos, como a visão, o tato e a audição, fazendo com que elas tenham uma visão geral sobre isso. Se você olhar fixamente para a parede terá o efeito visual de que os círculos estão se movimentando.





      Sala dos Biomas: Ensina um pouco como são alguns dos principais biomas: o cerrado, a Floresta Tropical e a Antártica. O que acho legal dela é que em cada sala há uma luminosidade diferente, representando a intensidade da luz do sol no respectivo bioma. O ar condicionado do Bioma da Antártica é mais potente e ali os visitantes realmente sentem frio.


      Se tiver vontade de conhecer cada um deles veja o vídeo abaixo:
      O Cerrado:

      A Floresta Tropical:

      A Antártica:

      Sala 3D: Nessa sala se experimenta a tecnologia 3D numa viagem ao fundo do mar para explorar o ambiente marinho e entender um pouco sobre a importância do equilíbrio desse ecossistema para a vida humana na Terra. O visitante usa óculos 3D para enxergar as imagens do vídeo de modo mais dinâmico.


      Sala do Submarino: Essa sala tenta imitar um submarino, mostrando um pouco de como são as criaturas de 2.000 a 6.000 metros de profundidade, a chamada zona abissal, uma das partes mais inexploradas do mar já explorada pelo homem e que possui capacidades peculiares e animais diferentes de tudo o que estamos acostumados a ver. 
      [Pessoalmente não gosto muito dessa sala porque acho bem difícil de prender a atenção dos visitantes e o programa usado nela é meio fraquinho, parecendo mais um joguinho 3D. A tela é interativa e você pode chamar os bichos tocando na tela, mas nunca dou sorte e os mais legais quase sempre vão embora antes de chegar os visitantes, o que me frusta um pouco. Se passassem o vídeo de divulgação no lugar desse joguinho ia ficar muito mais interessante e a experiência seria inesquecível de se ver]


      Se quiser entender um pouco mais sobre as criaturas das profundezas do oceano, sugiro que assista aos vídeos abaixo:
      Seres Abissais:

      Top 10 as mais incríveis criaturas abissais:

      Sala do Google Maps (ou Sala das Cidades): Nessa sala o visitante deve tentar descobrir alguns lugares que são bem conhecidos, seja no Brasil ou pelo Mundo. Obs.: Muitas vezes o programa acaba não carregando tudo porque na maioria dos lugares brasileiros a conexão Wi fi não costuma ser muito boa.

      Em todos os dias a fila para visitar o caminhão do Museu Itinerante ficou bem cheia, mas tinha horas que ela realmente ficava enorme!

      Nessa quarta o evento realmente lotou, mal dava tempo para respirar, trabalhamos tanto que tivemos de nos dividir em dois grupos para almoçar no Restaurante Sobrado.
      Eu já não estava aguentando mais olhar para a comida deles, não tenho nada contra o restaurante, mas parece que eles variam o cardápio semanalmente e como estava almoçando e jantando todos os dias no mesmo lugar desde o domingo, isso fez com que enjoasse da comida de lá mais rapidamente. Até que vi um caldo preto diferente e resolvi colocar na comida.

      Nussa!

      A comida que aos meus olhos antes não estava interessante de repente ficou gostosa demais! Dali tivemos que pegar um táxi porque o motorista dessa vez não pôde almoçar conosco e já estava levando o segundo grupo para almoçar.
      Trabalhamos até o final da tarde e finalizamos outro dia de exposições. A Guarda Municipal cuidava da segurança e ficava vigiando tudo sempre que terminávamos de trabalhar. Voltamos de van para o Hotel Rhuds e descansamos.
      À noite, não só eu como alguns dos meus colegas que também estavam cansados de comer no mesmo lugar resolvemos ir em outro restaurante e elegemos o Nova Geração Pizzaria, que possui um espaço muito amplo, mas com a comida realmente gostosa.

      Cada um escolheu o que queria e eu resolvi jantar um caldo de feijão, que estava porreta! Ao voltar eu também comprei um bolo na Confeitaria Marshmallow [próximo da rodoviária], mas só comi quando cheguei no hotel. Descansamos e nos preparamos para nosso último dia em Conselheiro Lafaiete.
      DIA 05 - Quinta-feira [15 de Maio de 2014]
      Nesse dia levantamos bem cedo, lanchamos e seguimos de Van para o nosso último dia de exposições em Conselheiro Lafaeite.




      Trabalhamos demais porque o Museu Itinerante realmente estava abarrotado de visitantes, tanto nas exposições externas quanto dentro do caminhão, que estava com filas realmente imensas. Como não parava de chegar mais e mais visitantes sequer tivemos tempo de almoçar no Restaurante Sobrado. Então na hora do almoço, simplesmente entramos na van que estava parada em algum ponto da Praça do Cristo e comemos um marmitex providenciado pela Organização do Evento [tinha muita comida também e mal dava para comer tudo]. E já voltamos a trabalhar.





      Algo que acho bem interessante no Museu Itinerante são os cartazes espalhados por toda a área do evento.

      Eles são feitos de forma que cause uma ilusão óptica na pessoa. No de cima temos a impressão de que as linhas estão tortas, o que não é a realidade. e no de baixo todos os círculos na verdade são do mesmo tamanho.

      Outra coisa bem interessante são as caricaturas dos inventores, acredito que boa parte de nós [inclusive eu] não sabe quem são todos eles.


      Quando estava para dar as 17:00h, os funcionários do Museu isolaram a entrada e ali fomos atendendo todos os visitantes restantes até o último. Assim, nos despedimos dos organizadores do evento, entreguei as cópias das fotos que tinha para a Márcia e começamos a desmontar as coisas para colocá-las de volta no caminhão.

      Na montagem, os carregadores do evento tinham pisado na bola porque fizeram o horário de almoço exatamente no horário que mais tivemos de trabalhar, mas desse vez acertaram o passo e nos ajudaram direitinho, o que quebrou bastante nosso galho!
      Eu, o motorista, os carregadores e os outros homens costumávamos pegar mais as coisas mais pesadas, enquanto o resto das meninas ia ajudando nos experimentos mais leves, e pouco a pouco colocamos as coisas de volta no caminhão. Até que de noite chegou a van com o outro motorista e buscou o resto dos funcionários do Museu, com exceção de mim e do Carlinhos [o motorista do caminhão].
      Se você se pergunta como aquele tanto de coisas que vocês viram nos experimentos vão dentro do caminhão, as fotos abaixo poderão esclarecer um pouco a sua dúvida.


      Cada experimento externo tem a sua devida caixa, e depois de colocada no caminhão elas são amarradas com uma corda e finalmente presas em alguns ganchinhos que estão em posições estratégicas, por isso a carga não se move. Já experimentos com formatos mais diferenciados, como a Orelha Gigante ou o Coração Gigante por exemplo, são envoltos em tapume e depois amarrados da mesma forma que fizemos abaixo.

      Nós dois continuamos guardando as coisas que restavam, fechamos as portas e só faltava agora a rampa lateral do caminhão para seguir viagem ... mas ... A maledita emperrou de vez! A danada da rampa só subia um pouco e não fechava de jeito nenhum, por mais que o Carlinhos tentasse não dava em nada.
      O sistema do caminhão é totalmente hidráulico e por isso é difícil de encontrar uma solução quando acontece algum problema. O motorista tentou ajuda do eletricista, pediu dicas de conhecidos experientes e nada disso adiantou, por mais que tentássemos nada dava certo.
      Até que no final da noite, quando estávamos quase desistindo, ele rezou para algum santo [infelizmente não sei dizer qual era] e dessa vez deu certo e a tampa realmente fechou. Com isso, partimos dali.

      A Guarda Municipal de Conselheiro Lafaiete escoltou o caminhão e o guiou pelo centro da cidade e após o motorista mostrar toda a sua habilidade e peripécia manobrando por aqui e ali conseguimos chegar em uma avenida, então ele agradeceu os guardas e seguimos nossa viagem de volta.
      DIA 06 [Extra] - Sexta-feira [16 de Maio de 2014]
      Nossa estadia por Conselheiro Lafaiete tinha acabado, mas o caminho ainda não, por isso continuamos nossa viagem de volta pela madrugada e acabou que convenci o Carlinhos a não darmos nenhuma parada para descanso [grande falha da minha parte, pensei com o bolso e meu interesse mesmo era não ter de pagar uma diária adicional] e após pouco mais de três horas de viagem chegamos em Belo Horizonte e finalmente na portaria da UFMG.
      Nos identificamos ao vigia e entramos na universidade e novamente o Carlinhos teve de usar toda a sua habilidade para manobrar ali por dentro, até paramos próximos do estacionamento. Ele dormiu na parte de trás da sua cabine, num colchão, e eu dormi no próprio banco da cabine porque não havia nenhum outro lugar que dava para dormir.
      Tirando um grilo que estava cantando bastante, o frio que fazia e a falta de conforto que eu estava não tive nenhum problema maior, até que dormi.
      Acordei cedo no outro dia, mas estava um verdadeiro bagaço, sentindo um cansaço absurdo e dor por todo o corpo, meus olhos mal conseguiam abrir e nem pareceu que eu tinha dormido.
      Então ajudei o Carlinhos a manobrar o caminhão para dentro do estacionamento, liguei para a chefia e pedi permissão para regressar para o meu lar [aproveitei que tinha algumas horas na casa]. Me despedi dele e fui a pé até o ponto, dali peguei o primeiro bus e o segundo, até que finalmente cheguei em minha casa.
      Após tomar um banho bem gostoso e descansar um pouco editei as fotos no computador e as salvei num álbum do Facebook.
      Viagem Finalizada!
      Segue abaixo o Souvenir adquirido:

      Será que se eu enviasse a foto abaixo para algum set de filmagem ou peça do corcunda de Notre Dame eu conseguiria a vaga?

      Algumas fotos minhas nessa viagem saíram bem feias, mas essa de longe superou todas as outras!
      - Se passar por essa cidade ande sempre com uma blusa de frio, por mais que a temperatura esteja amena do nada esfria e venta bastante.

      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por TMRocha
      Nesse post estarei colocando o relato da viagem que fizemos para a Serra do Cipó, em Minas Gerais.

      Tivemos de tudo nesse passeio: pontos altos, pontos baixos, problemas amorosos, sentimentos fortes [tanto de medo quanto de nostalgia] e vistas realmente espetaculares! Confira agora como foi essa viagem.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/serra-do-cipo-mg-15-17082014.html
       
      Dito isto, dividirei esse post em duas partes, no botão abaixo colocarei informações importantes acerca desse destino turístico mineiro e também citarei algumas dicas que estarão dispostas de forma a ajudar àqueles que tenham interesse em visitar a Serra do Cipó por conta própria, podendo realizar os passeios de acordo com o seu próprio perfil pessoal. E após isso iniciarei o nosso relato de como foi esse passeio.

      Explicitações
      Meu ano de 2013 foi bem difícil, principalmente na parte financeira e tive de me virar nos 30 para manter as contas em ordem. Entretanto, as coisas foram mudando pouco a pouco para melhor e no final desse mesmo ano consegui passar em um concurso público da minha cidade. E em 2014 a situação melhorou um pouco mais porque descobri que tinha passado em um concurso ainda melhor que o anterior [feito em 2012, mas chamando em 2014] e assim migrei para o novo emprego ainda no início daquele ano.
      Isso me ajudou bastante e após alguns meses resolvi comemorar levando a Luciana até a Serra do Cipó, que faz parte do Município de Santana do Riacho - MG e é um local excelente para se fazer turismo ecológico ou de aventura, com opção de trilhas, trekking, escalada, passeios de caiaque e muitas outras coisas.
      Realizei tudo por conta própria apenas pesquisando pela internet e confirmando tudo por telefone. [Dessa vez fui mais esperto do que nas duas viagens anteriores e pesquisei bastante sobre o roteiro antes de realizá-lo]
      Então acabou que fiz assim:
      Ônibus por conta própria da Rodoviária de Belo Horizonte até a Serra do Cipó; 2 diárias na Pousada Recanto da Serra, de forma que pudemos aproveitar os 3 dias do feriado; Alguns passeios realizados pela Agência de Turismo Local Bela Geraes, dispostos pelo decorrer dos dias. Alguns meses antes de realizar nossa viagem para a Serra do Cipó, fechei a Hospedagem com a Pousada Recanto da Serra [que gostei muito] e acertei os passeios com a Bela Geraes [que pisaram na bola no final], e após algumas modificações meu roteiro ficou assim:
      Dia 15 de Agosto - Sexta-feira:
      [Início da Manhã] Saída de Belo Horizonte via Ônibus; [Final da Manhã até Início da Tarde] Chegada a Serra do Cipó e Passeio Lagoa da Lapinha e Pintura Rupestre; [Parte da Tarde] Passeio Serra do Abreu até Cachoeira do Rapel; [Noite] Vila Cipó. Dia 16 de Agosto - Sábado:
      [Parte da Manhã até de Tarde] Passeio Cachoeira do Taboleiro; [Noite] Demos outra passada na Vila Cipó. Dia 17 de Agosto - Domingo:
      [Parte da Manhã] Passeio de Quadriciclo; [Frustrado - não conseguimos realizá-lo] [Horário do Almoço até Início da Tarde] Lageado e Cachoeira Grande c/ passeio de Canoa pelo Rio Cipó. [Final da Tarde] Ônibus de Volta da Serra do Cipó para a Rodoviária de Belo Horizonte. -----------------------------------------------------
      Com todas as informações importantes em mãos e já sabendo o roteiro que escolhemos, chegou a hora de descrever como foi a nossa viagem!
      VIAGEM PARA A SERRA DO CIPÓ
      Feriado Assunção de Nossa Senhora
      DIA 01 - Sexta-feira [15 de Agosto de 2014]
      Acordamos bem cedo e pegamos um coletivo que foi até a Rodoviária de Belo Horizonte, e de lá pegamos o Ônibus de Viagem que foi rumo a Serra do Cipó. O ônibus seguiu normalmente e sem nenhum contratempo, com exceção do fato de parar muito para pegar mais e mais pessoas, que sempre estavam subindo e descendo do bus. Por azar da minha parte a Lu estava num período muito difícil e se estressava facilmente, quase chegando a discutir comigo durante a ida e realmente chegando a discutir comigo em alguns pontos do passeio.
      oooooooooooooooooooooooooo
      Raízes do Estresse da Lu [acredito eu]:
      - O Trabalho dela era totalmente estressante, sempre trabalhava em todos os sábados e tinha apenas uma folga durante a semana e a cada duas semanas possuía um domingo livre, sendo que essa folga do dia de semana nunca era certa e sempre mudava de dia, o que atrapalhava muito os planos na hora de fazer as coisas;
      - Por mais de um ano enfrentou estresse excessivo de trabalhar nesse local, atendendo clientes ignorantes e mal educados praticamente todos os dias, em especial nos fins de semana, que a qualidade desses clientes piorava ainda mais;
      - Por problemas de desorganização dos superiores, direto tinha que ficar muito mais tempo trabalhando, ou então acontecia algum problema no almoço e ela tinha que almoçar bem mais tarde devido a algum tipo de problema, o que a irritava bastante;
      - O Salário não estava compensando pelo tanto que ela trabalhava, e além de tudo isso, os assentos não eram ergonômicos, o que lhe causou um pouco de dor em um dos braços por um bom período de tempo;
      - Não combinei o que faríamos por lá com ela, somente falei vamos e ela foi até a Serra do Cipó comigo;
      - Detesta caminhar e fazer esforços físicos prolongados;
      - Tem medo de altura e não gosta de água.
      Basicamente: Ela possui o perfil para qualquer coisa, menos o que fizemos: Escalar, caminhar por horas e fazer exercícios físicos contínuos alimentando bem mais tarde do que estamos acostumados, e ainda sem banheiro durante todo o percurso. Para quem está cansado e super estressado fazer tudo isso por três dias seguidos deve ser quase que como uma tortura. Então ela está perdoada dessa vez! (.__.)[Dá próxima vez que nós fizermos algo assim (e vou fazer - Monte Roraima está na lista de lugares a serem visitados algum dia), avisarei ela com um bom tempo de antecedência para que ela já vá preparando o coração antecipadamente!]
      oooooooooooooooooooooooooo

      Com os motivos do estresse da Lu já explicados, vamos voltar ao relato...
       
      Chegamos após cerca de 2:30h de percurso. Paramos perto de onde precisávamos e chegamos na Pousada da Serra, que pertence à Bela Geraes e seria a nossa base para realizar os passeios.

      Ali guardamos nossas coisas e seguimos para o nosso primeiro passeio: Lagoa da Lapinha e Pinturas Rupestres, fomos em uma Land Rover [Veículo 4x4] c/ o Guia Tiago Cota e mais dois turistas que estavam conosco. Após pouco mais de meia hora conseguimos chegar próximos da Lagoa da Lapinha, ali descemos do veículo e caminhamos até a beirada da lagoa, onde pegaríamos carona em uma canoa para chegar no outro lado da margem.




      Seguimos até a costa enquanto o ajudante do Tiago Cota ajeitava a canoa. Observem que o vento estava forte ao ponto de levantar o cabelo da Luciana. Quando o guia remava o vento estava batendo contra a nossa canoa e fazia ela balançar bastante, o que fez a Lu ficar desesperada com medo de cair do barco!


      Quando estávamos quase terminando de cruzar a lagoa ela ficou um pouco mais tranquila.


      Como estávamos em cinco, o Guia Tiago Cota não foi com a gente e ficou esperando do outro lado. Então continuamos nosso caminho para apreciar as pinturas rupestres, em outras palavras, aquelas pinturas que os povos antigos faziam nas paredes, pedras ou cavernas.
      Apesar de ter uma subida essa trilha era bem curta e facinha.




      E por fim, as pinturas rupestres:



      Cheguei a tirar mais fotos, mas prefiro deixar apenas essas porque estão melhores para serem visualizadas. Provavelmente os homens das cavernas que viveram por aqui não foram bons artistas! Existe até um papel debaixo de uma pedra que conta a história dessas pinturas, que você pode ver na foto abaixo:

      Visto as pinturas, tivemos uma pequena parada para descanso.



      E realizamos todo o percurso de volta, descendo a trilha, cruzando o a lagoa novamente até o outro lado, onde o guia do passeio estava nos esperando. Dessa vez o vento estava mais fraco e a favor da canoa, então ela não balançou tanto como na ida.
      Dificuldade:

      - Baixa;
      - Notas: O que achei mais legal nesse caminho não foram as pinturas rupestres, e sim o percurso que fizemos até chegar lá. Poder ter passeado de canoa e ver aquela paisagem incrível foi algo realmente gostoso de se fazer.

      Mas ainda não tínhamos encerrado nossos passeios do dia, entramos na Land Rover e seguimos direto para Serra do Abreu, onde nosso objetivo era chegar até a Cachoeira do Rapel.
      Após pouco tempo descemos do veículo e seguimos o restante da trilha a pé. Ao longe já era possível avistar a Serra do Abreu.


      Assim que andamos mais um pouco nosso caminho já começou a ficar bem cheio de pedras.




      O caminho começou a ficar um pouco mais complicado, às vezes estreito, enfrentamos descidas, subidas e tivemos que escalar as pedras para subir ao alto da serra.



      Ainda nem tínhamos feito todo o caminho, mas a paisagem a cerca de nós já se mostrava deslumbrante e muito arborizada.

      E o cerco apertou mais porque tivemos que ter atenção redobrada, pois o caminho estava mais estreito e agora precisávamos sempre ter uma das mãos livres para poder se equilibrar nas pedras.





      Como nos videogames, sempre que jogamos em uma fase difícil ela sempre vem acompanhada com um Boss à altura! Conosco foi o mesmo, chegamos no ponto mais difícil do passeio, chegou a hora de encontrar o nosso calcanhar de Aquiles. Em algum ponto por aqui tivemos que subir em uma pedra que dava para o penhasco e passamos o maior sufoco para atravessar esse local. 
      A Lu [que tem medo de altura] sofreu bastante aqui, mas um dos nossos colegas [um engenheiro que fez o mesmo passeio conosco junto a sua esposa] apanhou ainda mais do que ela.


      Superado o desafio, ao olhar para trás já dava para ver que estávamos bem alto:

      E continuamos seguindo até onde o Guia Tiago Cota queria nos levar, sempre tomando cuidado para se equilibrar e não escorregar nas pedras. Ele sempre pedia que deixássemos pelo menos uma das mãos livres e tivéssemos atenção redobrada aonde estávamos pisando. 
      Quando eu percebia que o caminho estava complicado demais guardava a câmera no bolso e usava as duas mãos para superar o devido obstáculo, que direto aparecia em nosso caminho.


      Daqui já dava para avistar àquela lagoa que a gente tinha passeado mais cedo e mais ao fundo uma das comunidades ribeirinhas da Serra do Cipó.

      Aproveitamos para tirar uma foto com o grupo reunido. E a Lu, que estava oscilando muito entre feliz e estressada foi captada pela câmera com essa cara realmente de mal: [O que será que essa menina estava pensando nessa hora?]

      E enfim, avistamos o que acredito ser a Cachoeira do Rapel.

      Finalmente descansamos um pouco, não deixando claro de também tirar algumas fotos nossas e dessa belíssima paisagem de pedras.





      - Sempre que dava eu aproveitava para tirar fotos do casal que estava conosco, pois a câmera deles tinha descarregado, por isso me esforcei bastante para tirar boas fotos em excelentes ângulos de forma que ele pudesse ficar bem feliz quando regressasse ao lar deles e avistasse as fotos desse passeio.

      Chegou a hora de descer! O guia tinha reparado no nosso sufoco na hora da ida e escolheu uma rota um pouco mais fácil para voltarmos. Também deu para aproveitar e reparar mais um pouco dessa bela paisagem de pedras, árvores e muita água.



      E a natureza ainda nos reservou o que pode ser dito como uma verdadeira recompensa visual:

      Luciana contemplando a Lagoa da Lapinha de cima da Serra do Abreu
      Mesmo que estivesse um pouco mais fácil do que na ida, ainda tínhamos que tomar muito cuidado ao descer as pedras, mesmo assim deu até para tirar algumas fotos. A qualidade está pior porque tive de guardar minha câmera para ter as duas mãos livres e usar o celular para tirar as fotos mais rapidamente [ele tem a qualidade bem mais fraquinha se comparada a nossa câmera].





      Gastamos todo o período da tarde para realizar esse passeio, que achei bem incrível. Mesmo com alguns momentos bem desgastantes, acho que valeu muito a pena! A Lu, que tinha medo de subir as escadas para a laje da minha casa já estava escalando quase que como um verdadeiro cabrito da montanha! Pulando e saltando de uma rocha para a outra com muita facilidade.
      Dificuldade:

      - Média;
      - Notas: Gostei muito de fazer essa trilha, achei ela emocionante e apesar dos altos e baixos foi como uma verdadeira aventura, em que ainda tínhamos de bônus toda a beleza da natureza ao nosso redor.

      Voltamos para o Land Rover e seguimos de carro até o lugar em que íamos almoçar. Demoramos um bocado na estrada e já estava todo mundo bambo de fome, o guia até tentou contar algumas piadas e conversar conosco para nos distrair mas não teve jeito, a fome já estava apertando pra valer!

      Aproximadamente às 17:00h, chegamos ao Restaurante Luar da Serra, que possui uma estrutura bem simples, mas uma comida realmente gostosa.





      Assim que matamos a fome aproveitei para sair do restaurante e tirei algumas fotos dos arredores com a Lu.




      Dali seguimos o caminho de volta para a Pousada da Serra, que pertence a Bela Geraes, mas só pegamos nossas coisas, nos despedimos do resto do pessoal e fomos para o local em que nos hospedaríamos, a Pousada Recanto da Serra. [Fique atento porque o pessoal por aqui adora colocar Serra alguma coisa ou Alguma coisa Serra no nome das hospedagens, então é importante ter muita atenção para não ir até a pousada errada]
      Como já estava querendo ficar escuro e a Lu voltou a ficar estressada novamente, preferi tirar as fotos da nossa pousada no outro dia.
      Descansamos até aproximadamente as 19:00h, e fomos a pé visitar a Vila Cipó, lugar do qual estavam concentradas dezenas de pousadas, lojinhas dos mais diversos tipos, lanchonetes, bares e restaurantes. A Vila Cipó é muito bonitinha e tem tudo feito em madeira, minhas fotos não ficaram boas porque infelizmente a nossa câmera não é boa para tirar fotos noturnas.




      Essa estátua é uma reprodução da estátua do Juquinha, o original é um pouco maior e está em outro ponto da Serra do Cipó, sendo um dos pontos turísticos daqui. [Mostrarei ela no sábado, dia em que passamos por lá]. Como a Lu gosta muito de brincos Hippie, observamos o que o moço estava vendendo, deixei ela escolher um e dei de presente para ela.
      Passamos por diversas lojinhas e compramos algum artesanato, existem muitas lojas, entretanto elas são bem parecidas. Nessa área também existem vários restaurantes e pousadas e tudo é bonitinho, de madeira, organizado e incrivelmente limpo. Achei o pessoal da Serra do Cipó muito cortês e educado conosco.
      Fotos de algumas das lojinhas que achamos mais interessantes [e deixaram a gente tirar as fotos]:




      E voltamos a pé para a nossa pousada, onde descansamos e dormimos. [Felizmente antes de acabar o dia a Lu voltou ao normal, mas essa paz duraria pouco porque no outro dia ela acordou dolorida e realmente de péssimo humor, ao ponto de estragar o clima do passeio já de manhã bem cedo]
      DIA 02 - Sábado [16 de Agosto de 2014]
      Acordamos de manhã cedo e lanchamos na pousada, que é bem simples por fora, mas possui piscina e é muito linda e confortável por dentro.




      O café da manhã estava incluído na hospedagem, o que já ajuda um pouco a diminuir nos gastos.


      Terminado o lanche, fomos até a porta esperar o Land Rover nos buscar para mais um passeio, dessa vez visitaríamos a Cachoeira do Taboleiro, um roteiro bem mais longo do que o dia anterior. Ali mesmo a Luciana brigou feio comigo, chorou e teve um verdadeiro acesso de raiva, discutiu demais. Só não foi pior porque o carro chegou e tivemos que seguir o passeio.
      Andamos realmente um bocado na Land Rover, vez ou outra ela animava um pouco porque viu que eu realmente estava abatido e desanimado com aquela discussão fútil. Ao nosso grupo também se uniu um jornalista e uma fonoaudióloga [mulher desse cara], além das duas pessoas que tinham nos acompanhado no dia anterior.




      Em alguns pontos existem algumas cercas, elas servem para ajudar um pouco na proteção do parque e dividir as fronteiras de onde é habitado e os locais que são preservados pelo IBAMA.

      Andamos tanto que dava para ver a paisagem da estrada mudando pouco a pouco.

      E o Land Rover chegou em um ponto mais difícil, que precisava fazer muitas manobras e até dar uma pequena volta para não cair do penhasco, nosso carro trepidou muito nessa hora.

      E continuamos seguindo a estrada por mais algum tempo.


      Passamos pela última cerca e chegamos onde nosso guia queria, então descemos do veículo 4x4.



      Agora começava a nossa trilha rumo a Cachoeira do Tabuleiro, mas ainda faltava realmente muito chão pela frente. Para se ter um pouco da noção da distância que andamos, estarei colocando muitas fotos, atente-se principalmente às mudanças da paisagem que vão ocorrendo durante o percurso.













      Algo bem interessante que vimos no caminho foram esses líquens alaranjados, eles funcionam como um indicador de pureza do ar, os brancos e verdes são os mais comuns e costumam ficar em altitudes mais baixas, já nas mais elevadas vê-se líquens de outras cores, como esse aqui:

      O caminho era consideravelmente mais fácil do que o da escalada que fizemos no dia anterior e tinha poucos obstáculos, porém exigia mais do nosso corpo porque tivemos que caminhar continuamente por uma distância bem longa.



      Finalmente conseguimos ver a Formação do Tabuleiro.

      Vendo ao longe parecia que estávamos perto, ledo engano! Tivemos que andar realmente mais um bocado para chegarmos próximo dela. Isso acontece porque é nesse lugar que está a maior cachoeira de Minas Gerais. Então continuamos nossa caminhada.


      Na Serra do Cipó venta muio e faz um pouco de frio. Como podem ver não há nada além de natureza por todos os lados, por isso é bom ir preparado com algum lanche e água. Depois de tanto andarmos, pouco a pouco, as formações rochosas estavam cada vez mais perto de nós.





      Assim que passamos pelo último obstáculo, esse caminho bem pedregoso, conseguimos avistar o rio da Cachoeira do Tabuleiro.

      Agora dava para ver o rio que vai até a cachoeira.

      Mas não seguimos por ali, nosso guia, o Tiago Cota, disse que faríamos um caminho alternativo. Então caminhamos enfrentando vários obstáculos, subindo, descendo, andando e escalando, atravessamos o rio e seguimos por outra rota, sempre com a ideia de subir para o topo do Morro do Tabuleiro.









      E já no topo, começou a aparecer uma trilha com gramado novamente, ficando mais fácil de andar.




      Depois de mais algum tempo caminhando, chegamos bem perto da beirada do penhasco.




      Estávamos muito alto, afinal, esta é a terceira maior cachoeira do Brasil e a maior de Minas Gerais, à 273m de altura, e num local que ainda ventava muito.
      Eu nem estava muito preocupado em me aproximar mais para ter uma visão melhor, mas a Lu [que era para ter medo de altura e sofreu um bocado para chegar aqui] e o guia insistiram e me convenceram a aproximar mais da beirada do penhasco para tirarmos uma boa foto juntos. Minha barriga realmente estava sentindo um friozinho por conta da altura, então fui quase que me arrastando até ali.


      Pela foto não dá pra perceber, mas aqui você realmente sentirá a imponência da natureza.

      A vista que tivemos dali foi essa:

      Nosso primeiro objetivo, subir no topo do morro para ver a cachoeira mais alta de Minas estava concluído. Até a Lu que não estava tão bem nesse dia deu um belo sorriso nessa hora.

      E após descansar por pouco tempo fizemos o caminho de volta, dessa vez com a intenção de seguir o rio pelo caminho que dava para a Cachoeira do Tabuleiro, isto é, fomos em direção àquela cachoeira que vimos a pouco.
      Depois de andarmos de volta por toda àquela área chegou a hora de descer novamente.

      Assim, finalmente chegou o momento de ir até a beirada da Cachoeira do Tabuleiro. Mas como a natureza nunca nos dá as coisas de mão beijada, tivemos que descer um pequeno desnível e pular de pedra em pedra para chegar no nível do rio novamente.





      Aqui já começamos a ver muitos turistas, que estavam descansando, conversando, namorando, banhando numa água realmente gelada e avistamos até alguns jovens subindo em áreas perigosas das paredes para tentar tirar boas fotos. Vez ou outra já havíamos avistado grupos de turistas indo ou voltando da trilha que estávamos fazendo, mas não chegava a ter tantas pessoas como nesse lugar.



      O motivo de ter tantas pessoas aqui estava bem claro, simplesmente dava para apreciar uma paisagem como essa:

      Daqui já dava para ver melhor a cascata que a gente havia descido. 

      Paramos para descansar um pouco porque a fonoaudióloga ama água e queria nadar um pouco nesse rio.

      E continuamos seguindo pelo caminho de pedra, que hora ficava estreito e hora aparecia alguns obstáculos, mas todos superáveis.




      Estávamos quase no final do caminho, mas aqui a coisa complicou mais um pouco.
       

      Para chegar a beirada e avistar a cachoeira do alto precisávamos atravessar esse pedaço do rio pisando na água, mas cabe lembrar que estávamos a 273 metros de altura e esse pedacinho formava uma espécie de laguinho próximo da beirada do penhasco [dando direto para a cachoeira], e para nos ajudar tinha uma abelha voando e andando de um lado para o outro próxima do chão, exatamente na área que tivemos que atravessar. [Sabe-se lá como essa abelha perdida chegou aqui no topo, mas qualquer acidente poderia ocasionar uma tragédia real] 

      Com muito cuidado, o Guia Tiago Cota foi nos ajudando e passamos pelo laguinho um por um. Por sorte a abelha não deu nenhuma trela para nós e nos deixou em paz. Assim, tiramos algumas fotos nossas e descansamos um pouco.




      E contemplamos uma vista espetacular da natureza.



      Sentir na pele aquele vento, estando a essa altura e perceber toda a imponência da natureza que existe nesse local foi uma experiência inesquecível.
      Apesar disso, a cachoeira estava apenas com metade de seu potencial normal. Devido a forte seca e falta de chuvas que tivemos em 2014, acabou que o meio ambiente sentiu esses efeitos e o nível de boa parte das cachoeiras da Serra do Cipó ficou bem abaixo da sua capacidade normal.
      Dificuldade:

      - Alta;
      - Notas: A dificuldade é alta porque tem-se muitos obstáculos e a caminhada é realmente longa. Nós, por exemplo, começamos o passeio de manhã e só terminamos de tarde, totalizando quase 8 horas de caminhada, com pouquíssimas paradas realizadas durante o percurso.

      Considerações:
      - É muito importante o cuidado que você precisa ter para chegar até aqui, esse caminho que fizemos por esse rio só foi possível porque em tempos de seca como esse, o nível do rio cai e é dá para seguir pela borda, andando pelas pedras até chegar ali, como nós fizemos.
      - Se você não é profissional, não faça esse caminho sozinho, pois corre o risco de sofrer um acidente sério - afinal - dependendo de onde você se acidentar não terá nenhum socorro, e como as linhas de celular e internet por aqui quase não pegam, esse poderá ser um agravante fatal.
      - Sempre os nativos da região conhecem melhor as trilhas do que nós viajantes, então você corre o risco de se perder e ir por uma trilha muito perigosa, o que novamente poderá ser um agravante para algum tipo de acidente mais sério.
      - Nunca faça passeios como esse em tempos de chuva, o nível do rio pode encher rapidamente e ocasionar um acidente muito sério, até fatal.
      - Diversão com segurança, sempre respeite a natureza, quando a gente deixa de respeitá-la é que os piores acidentes acontecem.

      Voltando ao passeio...

      Terminado tudo que precisávamos fazer, chegou a hora de voltar. O primeiro obstáculo foi ter que pular aquele "laguinho" perigoso novamente, por sorte a abelha já não estava lá mais. Passamos com facilidade, seguimos o rio e subimos as pedras das cacatas até chegar na parte das trilhas outra vez.

      Dali, fizemos todo o percurso de volta. Entretanto, prefiro não deixar nenhuma foto para que o relato não fique cansativo e com conteúdo duplicado. Após algumas horas de caminhada, chegamos próximos a nossa querida Land Rover 4x4.


      E fomos em busca de um bom restaurante para comer, afinal, nem tínhamos almoçado ainda e todo mundo estava tremendo de fome.





      A Lu aproveitou e até tirou uma pequena soneca enquanto estávamos no caminho. A Serra do Cipó é muito bonita e até o ato simples de olhar pela janela do carro já nos agracia com uma bela visão da natureza.





      No caminho, aproveitamos para dar uma parada rápida para visitar a Estátua do Juquinha, um dos pontos turísticos da Serra do Cipó. A Lu não quis sair do carro comigo porque estava muito cansada. [Nem pudera! Claramente esse foi o dia que ela mais se exercitou na vida!]



      Tirei uma foto para o casal e eles tiraram uma minha na estátua, e voltamos para nosso carro, para finalmente podermos almoçar.



      De acordo com a lenda local:
      Juquinha da Serra era um andarilho que vivia na Serra do Cipó, MG. Figura folclórica da região, ele acabou tornando-se um ponto turístico local. Era comum vê-lo trocando as suas flores e plantas colhidas por qualquer coisa que os visitantes traziam: de pequenos utensílios até um prato de comida.
      A sua identificação com a Serra era tal que em 1987, após a sua morte, prefeitos de Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar resolveram homenageá-lo com uma estátua localizada em um dos pontos mais altos da paisagem.
      José Patrício, o Juquinha das Flores, brotou da serra. A serra o acolheu! A humana flor... assim dizia: Be-en-énça, cumpade! Ó o fósq...
      Dizem que mamou na loba; Comia escorpiões; Foi picado por mais de cem cobras... Tinha mais de cem anos... Ele é a própria lenda da Serra do Cipó...
      Essência de flor. O imortal, Juquinha das Flores... JUQUINHA DA SERRA!
      Fonte Pesquisada:
      http://www.guiaserradocipo.com.br/atrat_juquinha.html
      Passado mais um pouco de tempo na estrada, chegamos ao restaurante Chapéu do Sol, onde enchemos o bucho.



      Assim que almoçamos, pegamos a estrada outra vez e fomos deixados perto da nossa pousada, entramos, pulamos na nossa cama e descansamos um bocado. Até eu, que em muitos dias ando o dia inteiro no serviço, senti algum dolorimento por conta desse passeio, já a Lu, que tem um preparo físico bem menor que o meu, estava um verdadeiro caco.
      À noite, demos uma passada na Vila Cipó e comemos hambúrguer em uma das lojinhas por ali, e voltamos para nossa pousada, onde descansamos até nosso terceiro e último dia por aqui.
      DIA 03 - Domingo [17 de Agosto de 2014]
      Acordamos um pouco doloridos devido a longa caminhada do dia anterior, mas nada sério. Após lanchar na pousada, fomos a pé até onde o guia da Bela Geraes tinha nos indicado: em frente a uma lojinha na própria Vila Cipó.
      Nossa intenção para esse dia era fazer o seguinte:
      Passeio de Bug pela Parte da Manhã; Passeio de Canoa Canadense pelo Rio Cipó pouco depois do almoço; Ir embora de volta para Belo Horizonte no final da tarde. Mas tivemos um grande contratempo. A empresa que gerencia os bugs [não sei dizer o nome dela ao certo, mas ela era a única que operava na Serra do Cipó em 2014] simplesmente não tinha anotado o meu nome e o da Lu - e olha que eu paguei tudo com uns 3 meses de antecedência, e à vista ainda por cima.

      O atendente dessa loja era muito ignorante, disse que isso era problema do Tiago Cota e então os dois começaram a discutir em voz alta na nossa frente. O Tiago tentou até ligar para o dono dessa agência para falar diretamente com ele, mas não conseguiu contato e acabou que não conseguimos realizar esse passeio, o que atrapalhou bastante na nossa programação.

      Chegamos até a ir na Pousada da Serra, que pertence ao Tiago Cota e ficamos um pouco por lá. Ele pediu desculpas para a gente e falou que ia nos reembolsar, chegou até a ir procurar algum dinheiro, mas acabou que desistiu de última hora, dando a desculpa que iria me enviar o dinheiro pela conta corrente. [Assim que ouvi essas palavras já imaginei que ele ia sacanear, mas preferi ficar calado e apenas fazer o último passeio que faltava]

      Saímos dali e andamos pela Vila Cipó, até chegar na área do Parque Nacional da Serra do Cipó. Após apresentar um papelzinho entramos nela e o primeiro lugar que vimos foi o Lageado, que é essa lagoa bem simplesinha. Tinha até alguns turistas se banhando.




      Perto dali vimos a Cachoeira Grande.



      O rio que dá para essa cachoeira, que acredito chamar Rio Cipó, seria nossa base para o passeio de canoa canadense.

      O guia que nos ajudou aqui foi aquele mesmo do passeio do 1º dia, enquanto ele estava numa canoa sozinho eu tive que dividir a outra com a Lu. É muito gostoso passear pelo rio, a única coisa ruim é tem que molhar a poupança naquela água extremamente gelada.


      Nós estávamos muito fora de sincronia e nosso barco quase não andava pelo rio, então no início foi uma peleja para conseguir navegar pelo rio, ali avistamos flamingos, dezenas de capivaras e até uma tartaruguinha [que pulou para dentro do rio quando fui tirar uma foto dela].





      O que achei mais legal nesse passeio, foi que aos poucos estávamos sincronizando as nossas remadas e quando assustei já estávamos totalmente sincronizados, dessa vez andando bastante a cada remada e realmente podendo apreciar toda a beleza da natureza a nossa volta.




      Depois de pouco mais de 20 minutos navegando chegamos à prainha, ali descansamos um pouco e tiramos algumas fotos.




      A Lu aproveitou até para escrever na areia da prainha.

      Assim que descansamos um pouco, fizemos todo o caminho de volta remando, chegamos até a vistar aquela tartaruguinha novamente, mas da mesma forma que antes, quando fui tirar a foto dela a esperta pulou para dentro do rio outra vez. 
       
      Dificuldade:

      - Fácil.
      - Notas: Esse passeio é muito simples e seguro e você poderá contemplar a natureza e os animais que vivem nos entornos do rio, principalmente os flamingos e as capivaras. É excelente para quem deseja fazer alguma coisa interessante, mas que não seja tão cansativa.
      Dica Especial: A Lu, que durante os dias do passeio estava muito estressada por motivos pessoais e de trabalho, parece que realmente teve a sua alma lavada após realizarmos esse passeio. Sincronizar nossas remadas pouco a pouco não nos ajudou apenas a navegar melhor pelo rio, mas também a nos sincronizarmos melhor até no nosso próprio relacionamento.
      Então, se sua companheira está uma pilha de nervos, briga muito com você e está estressada demais, seja por motivos pessoais ou de trabalho, recomendo que realize esse passeio antes de todos os outros. O casal não conseguirá navegar corretamente no barco enquanto os dois não se acertarem e se sincronizarem nas remadas, e enquanto isso apreciarão uma paisagem realmente maravilhosa, rica, gostosa de se estar e ainda conseguirão ver dezenas de capivaras que ficam na beira do rio ou tentando cruzá-lo.
      Se esse é o seu caso. Tenho certeza que sua companheira voltará totalmente diferente ao realizar esse passeio, já com a alma lavada e disposta a curtir melhor o que a Serra do Cipó tem a nos oferecer. Da mesma forma que aconteceu comigo e a minha companheira!

      Dica Extra: Prepare-se para molhar o bumbum numa água super gelada. Não é possível navegar pela canoa canadense sem molhar a nossa poupança. Mesmo com esse contratempo ainda indico o passeio e o dito como sendo inesquecível.

      Cuidado na hora da volta: Eu quase cometi um erro mais sério, ao invés de parar na costa estava remando com a Lu rumo a queda da Cachoeira Grande, sorte que o guia nos viu, avisou a tempo e nos encaminhou para o local correto. Caso ele não tivesse me avisado nós correríamos o risco até de cair dessa pequena queda d'água. Apesar de achar que não iríamos nos machucar - com certeza iríamos molhar todos os nossos equipamentos, cartão, câmera fotográfica, celular. Enfim, o que tivesse conosco naquela hora - além de sofrer também um baita susto!

      Acabado o nosso passeio voltamos para a Vila Cipó e almoçamos num dos restaurantes que estavam por perto. Escolhemos o Restaurante Matuto.

       


      Após o almoço, voltamos até a Pousada da Serra, onde já tínhamos deixado as nossas coisas, ali ficamos assistindo TV e esperando dar o horário do nosso bus. Dado o tempo, nos afastamos um pouco da Vila Cipó e esperamos na estrada mesmo.
      O que acho mais absurdo é que um dos pontos turísticos mais importantes de Minas Gerais simplesmente não tem um terminal de ônibus ou ponto específico que os visitantes possam esperar. Ao nosso lado vimos um ou dois casais que não sabiam o que fazer, pois os ônibus de viagem sempre estavam lotados e eles estavam esperando por mais de três horas sem saber como voltar.
      Por sorte alguém deu carona para eles e o casal conseguiu finalmente voltar para casa. Já nós fomos mais espertos:
      - Para nos precaver usei a cabeça e agi do seguinte modo: Fiquei a frente de um ponto mais estreito da rua, onde os Ônibus teriam de diminuir a velocidade, assim, deixei o papel do voucher da viagem na minha mão e sempre balançava a mão acenando esse papel para os motoristas, fiz isso umas 2 ou 3 vezes até acertar o nosso ônibus [que demorou um bocado por conta de atraso deles].
      O povo aqui é bem esperto e senta no lugar de quem pagou as passagens antecipadamente, se isso acontecer com você, basta mostrar o papel para a pessoa que ela irá gentilmente se levantar e procurar outro lugar. Nossa viagem de volta também foi bem tranquila e tirando o contratempo do ônibus dar muitas paradas para subir e descer passageiros a todo tempo, não tivemos nenhum problema relevante.


      Assim que desembarcamos, pegamos um coletivo até minha casa, onde guardamos nossas coisas - levei a Lu para pegar o ônibus para casa dela e regressei novamente ao meu lar.
      Viagem Finalizada!
      (  ゚,_ゝ゚)
      Conquista do Passeio:

      Esclarecimentos:
      - Após o passeio tentei por mais algumas vezes ver se conseguia o Reembolso com a Bela Geraes, mas eles sempre inventavam alguma desculpa e nunca nos reembolsaram - é por esse motivo que apesar de termos realizados todos os passeios com eles não os recomendei eles lá no início do relato.
      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
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