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Europa - o melhor do interior com o melhor das capitais - Alpes Suiços, Londres e Paris - 17 noites


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[t3]Dia 6 - Jungfraujoch e a trilha Männlichen-Kleine Scheidegg[/t3]

 

Hoje vou falar do dia mais legal da viagem. No dia anterior, ciente de que a previsão do dia seguinte era de sol, não cometi o mesmo erro e já comprei os tickets para o Jungfraujoch. Fica a dica para quem vai viajar na alta temporada - vale comprar o ticket com antecedência e evitar o risco de esgotar, pois se você desejar, pode se arrepender e pedir o dinheiro de volta antes de subir da estação de Kleine Scheidegg para o Jungfraujoch. Aqui no Rio é igualzinho quando você vai ver o Cristo, te devolvem direitinho o dinheiro quando o tempo está nublado. Só que não.

 

Nossa estratégia foi a seguinte, pegamos o trem para Wengen e, de lá, um bonde para Männlichen, uma estação de esqui que era a base para fazer a melhor trilha da região, até a estação de trem Kleine Scheidegg. A vista em toda a trilha é espetacular, coisa de filme mesmo. Foi a coisa mais legal que fiz em toda a viagem e, na minha opinião, mais interessante do que o próprio Jungfraujoch. E o melhor, de graça!

 

Já saímos meio tarde nesse dia e mal chegamos em Männlichen, resolvemos parar para almoçar. Novamente, um lugar turístico e o único restaurante de lá tinha vista panorâmica para os Alpes. Lá vem facada, não é? Não, mais uma vez preços bem razoáveis - salada entre 5 e 8 francos, pratos com carne variando entre 8 e 15 francos. E a comida ainda era farta e boa!

 

Devidamente abastecidos, começamos a trilha. Encantado com toda aquela beleza, não parava de fotografar. Belíssimas montanhas com picos nevados, flores selvagens e muitas vacas. E, é claro, onde tem vaca, tem bosta, detalhe de que só fui me tocar da pior forma possível. Distraído com as fotografias, acabei levando um souvenir bovino grudado no meu tênis, algo que só fui perceber quando ele já se encontrava em estado praticamente sólido. No big deal, como dizem os americanos. Bravamente segui em frente pela trilha e, mais tarde, levei aquela bosta de vaca aonde nenhuma delas jamais sonhou estar – no topo da Europa, a 3500 metros, onde a deixei no meio da neve. Um dia, no futuro, provavelmente será encontrada por arqueólogos, intrigados em descobrir que animal era aquele cuja bosta formava o símbolo da Nike.

 

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Já saímos tarde para fazer a trilha, que, segundo dizem, pode ser feita em 1h30. Acho que levamos umas 3h pelo menos, andando devagar, contemplando, tirando fotos, descansando. É bem tranquila, plana na maior parte do tempo, sem obstáculos naturais. Quando há subidas, são muito leves, por uns 10 metros no máximo. Infelizmente chegamos na estação de Kleine Scheidegg quando tinha acabado de sair um trem. O próximo, na hora descobrimos, já seria o último, partindo às 16h30. Acho que havia menos de 10 pessoas no nosso trem, pois poucos foram burros como eu para deixar para ir no último trem e ter pouco tempo para ficar lá em cima.

 

A viagem durou uns 50 minutos e aos poucos começamos a sentir os efeitos da altitude. No sentido oposto, vários trens desciam lotados. O trem parou brevemente por 5 minutos e fomos autorizados a sair para fotos de um ponto de observação. Minha família ficou no trem e eu saí para tentar ver alguma coisa, mas infelizmente estava nublado e não deu para ver nada.

 

Nesse ínterim, o trem deu uma apitada aleatória e uma família de orientais se assustou, correndo em disparada para voltar ao trem. A gente tinha acabado de sair, autorizados pelo maquinista e não fazia nenhum sentido achar que ele ia dar aquela trollada na gente. Mas assim é o ser humano. Se várias pessoas subitamente tirarem a roupa e dançarem “ai se eu te pego”, mesmo que aquilo não faça sentido algum você irá sentir uma força incrível que te levará a fazer o mesmo. Não neguei minha condição de ser humano e, felizmente com roupas, também dei um pique a 3000 metros de altitude, acompanhando a tal família de volta para o trem.

 

Obviamente, não era nada. Fiquei lá mais 4 minutos me recuperando, já com a cara um pouco roxa, sentindo um pouco de dor de cabeça. Sobrevivi. Chegamos à estação final. Minha esposa e minha mãe não deram o tal pique, mas mesmo assim sentiram a altitude. No pouco tempo de que a gente dispunha, perdemos parte nos localizando, tentando achar onde era a saída para ver a neve. Minha mãe já estava cansada e ficou do lado de dentro, com minha esposa.

 

Já eu magicamente parei de sentir tudo de ruim e fui lá para a neve. De tão anestesiado, com cara de bobão, vendo a neve pela primeira vez, ignorei ate o frio de 0 grau que lá fazia e fui de casaco aberto mesmo, sem gorro, sem luvas, sem noção. Peguei a neve na mão e fiquei tirando fotos, a mão queimando e tudo mais, até levei aquele punhado de neve para minha mãe e minha esposa verem de perto.

 

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Deus protege os sem noção e pegar o último trem acabou se revelando uma ótima estrategia, pois o lugar estava praticamente vazio. Por 5 ou 10 minutos, tive o espaço praticamente só para mim em pleno verão europeu, com um céu perfeitamente azul e aquele solzão imponente, brilhando para as minhas fotos. Além de mim, lá só havia um cara e seu filho, além de duas mulheres. Foi o suficiente para sentir a imensidão daquele lugar sem ter que disputar espaço com 10 pessoas por metro quadrado, como provavelmente estava aquele lugar meia hora antes, pois a área reservada ao turista é bem pequena, creio que uns 50 ou 100 metros quadrados.

 

Na volta de Kleine Scheidegg para Lauterbrunnen, sente do lado esquerdo. A vista para as montanhas é de deixar o queixo cair e quicar várias vezes no chão. Nenhuma foto traduz aquilo, seria até injustiça postar aqui. É uma imensidão hipnótica, você olha e não acredita no que está vendo. Isso, é claro, com o tempo bom.

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