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Maranhão: Chapada das Mesas, Lençóis Maranhenses e Tutóia - 17 dias de viagem

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E ai galera!

 

Mais uma viagem irada! O Brasil realmente é lindíssimo! Pelo que pesquisei aqui nos mochileiros, tem muita informação legal da Chapada das Mesas e dos Lençóis Maranhenses. Mesmo assim, resolvi fazer o relato, pois pode ajudar alguém. Rsrsrs

 

Nossa viagem foi do dia 13 a 29 de junho de 2015. Vou anexar uma planilha de gastos detalhada, pra galera já ter uma idéia.

 

Os preços foram negociados e chorados com todos os estabelecimentos/guias. Logo, eles são um parâmetro... Pode ser que os locais tenham parado de dar descontos. hehehehe

 

Dia 1: Ida RJ x Imperatriz 13/06

 

Voo R$ 108,95 (com taxas) – GOL. Estávamos na dúvida sobre alugar um carro ou ir de ônibus, como a locação saia por R$ 58,00/dia com km livre, alugamos um.

 

Veja com sua seguradora de veículo/residência o convênio com a locadora... Pode encontrar preços maravilhosos que te poupam pesquisas. Hehehe

 

Chegamos no voo noturno e cogitamos pegar o carro e partir, mas achamos prudente ficar em Imperatriz. Ficamos em

 

La Bella Hotel – Rua Leoncio Pires Dourado, 900 por R$ 40,00/pessoa com café da manhã. Este hotel é funcional.

 

Hotel funcional = limpeza aceitável, ar condicionado e café da manhã aceitável hehehehe

 

Dia 2 - 14/06 – Imperatriz x Carolina

 

A estrada é boa e chegamos à Carolina sem problema. Como demoramos a sair da cidade, chegamos meio tarde e não fizemos nenhum passeio, ainda mais que fui brincar de rally e judiei do carro na trilha pro riachão. Hahaha lá é praticamente impossível ir de carro de passeio, tanto pelo percurso (areal forte) quanto pelas diversas bifurcações. Neste primeiro dia, sugiro ir ao Dodo (que é de acesso fácil) e aproveitar o dia de chegada lá.

 

Ficamos na pousada Morro do Chapéu em Carolina. Pousadinha funcional e um ótimo pão de queijo no café da manhã. Café bem simplesinho. O preço foi maravilhoso. R$ 40,00/pessoa.

Conhecemos o guia Nivaldo, que recomendo para tudo!! O cara é sensacional e, quando não podia fazer os passeios com a gente, rodava a cidade atrás de pessoas que pudessem nos levar aos atrativos. Fora que nos ajudou junto com o pastor a correr atrás de mecânicos para arrumar o carro. hehehehe

 

Nivaldo – (99) 98244-7937 ou (99) 99145-3840.

 

Dia 3 – 15/06 – Complexo Pedra Caída

 

O Complexo é gigante e caro. Felizmente, como somos estudantes, pagamos metade para visitar as grutas e cachoeiras!  Só não paga metade nos esportes de aventura (tirolesa – R$ 80,00/pessoa) e teleférico (R$50,00/pessoa).

 

Vale a ida sim, apesar do preço. Rsrsrs

 

Pra voltar, pegamos carona com o ônibus que leva os funcionários pra Carolina. Hehehe

 

Dia 4 – 16/06 – Cachoeira do Prata e São Romão

 

Fechamos com a agência Torre da Lua por R$ 180,00/pessoa no dinheiro. O passeio é irado (atrás da cachoeira então... show!) e só de 4x4 e sabendo o percurso, porque tem várias bifurcações e é muito fácil se perder se não conhecer.

 

A entrada custou R$ 10,00/pessoa para o Rio da Prata e R$ 20,00/pessoa para a São Romão.

 

Almoço foi na cachoeira São Romão, reservando com a agência com antecedência. Saboroso e com fartura.

 

Na volta, passamos no portal da chapada, pois ainda tínhamos tempo e vimos o por do sol. Para chegar lá sem guia, é fácil no sentido contrário a Carolina, pois é visível da estrada, depois é só pegar a primeira à esquerda (o carro fica parado perto da estrada mesmo, depois basta subir uma trilha leve de areia). Fiz outra anotação na estrada sentido Carolina, mas perdi o KM certo para se pegar essa entrada para o portal.

 

Jantamos no lanche central e pegamos o carro. O jantar foi muito bom! R$ 15,00/pessoa.

 

Dia 5 – 17/06 – Poço Azul, Cachoeira Santa Bárbara e Poço Encantado

 

Este passeio fica sentido Balsas, longe de Carolina. A agência cobra R$ 180,00/pessoa, mas é possível ir de carro sem problema, com exceção do trecho Poço Azul ao Poço Encantado que é necessário ir de carro alto (areal).

 

Para chegar lá, basta seguir a estrada sentido Balsas e virar à esquerda depois que vir uma Caixa D’água gigante da estrada mesmo (é sinalizado no sentido Balsas x Carolina, só atenção para não perder a entrada).

 

A entrada foi R$ 15,00/pessoa (com desconto estudante) e vale muito a pena!

 

Almoçamos (R$ 20,00/pessoa) lá mesmo e jantamos por lá (comida da galera que trabalhava lá R$ 10,00/pessoa)... O carro enguiçou e voltamos rebocados. Hahaha

 

Dia 6 e 7 – 18/06 – Imperatriz x São Luis x Santo Amaro – Passeio Lagoas Murici, Andorinhas e Gaivota + Betânia

 

Como estávamos sem carro, ficamos limitado no deslocamento e aguardando o táxi da locadora chegar... Aproveitamos pra descansar. Hehehe

 

Poderíamos ter ido à cachoeira irmãs gêmeas, mas deixamos para lá. rsrs

 

O vôo Imperatiz x São Luis – 18/06 – R$ 128,25 (com taxas) – GOL

 

Chegamos à noite, no voo das 23h30 e esperamos a van passar às 3h no aeroporto para nos levar a Sangue.

 

A van que nos pegou foi a do Thomaz (98) 98836-4099 que cobrou R$ 40,00/pessoa e de lá uma jardineira nos levou até Santo Amaro por R$ 20,00/pessoa. Este percurso pula pra caramba e é bem desconfortável. Rsrs

 

Assim que chegamos a casa da Dona Marineide, 2 casais estavam com passeio contratado e embarcamos nessa com eles pra conhecer as lagoas o dia todo por R$ 50,00/pessoa. Passamos pelas lagoas Murici, Andorinhas e Gaivota + Betânia. Valeu muito a pena, ao comparar com Barreirinhas. Rsrs

 

Pousada São José (Dona Marineide - dona da pousada) 98 3369 1074 e cel. 98844 7651 a OI funciona bem TIM e VIVO, não.

 

Almoçamos no Vilarejo de Betânia por R$ 35,00/pessoa e jantamos pizza na Pizzaria do Gordo por R$ 21,00/pessoa.

 

Dia 8 – 20/06 - Santo Amaro - Lagoas da Cabra, Vassouras e Vitória

Fechamos com o Guia Tourinho (98) 99913-3103 pra conhecer as Lagoas da Cabra, Vassouras e Vitória. São iradas e valem também o passeio. R$ 85,00/pessoa. Passeio de meio dia. Almoçamos e jantamos na pousada Agua doce por R$ 31,00/pessoa – comida boa.

 

Dia 9 – 21/06 - Santo Amaro x Queimada dos Britos

 

Iniciamos a travessia até Atins. O Tourinho passou a condução pro seu sobrinho pra poder pegar uma outra galera que pagasse mais. Apesar de não ver problema, ele foi pouco profissional porque atrasou bastante do horário previsto...

 

Pra começar a trilha um pouco mais adiantada, ele cobrou R$ 20,00/pessoa pra levar de quadriciclo até o início das dunas.

 

O guia Tico é um garoto tranquilo e nos levou normalmente pelos lugares. A Dona Maria, na Queimada dos Britos era a mãe dele. Muito receptiva e atenciosa.

 

Passamos por locais lindíssimos! O melhor roteiro dos Lençóis está entre Santo Amaro e a Queimada dos Britos. Valeu muito a pena. Como ficamos morgados de andar por cima e baixo de duna, cortamos uma perna do tour para ir de quadriciclo até Atins. Ganhamos um dia com isso, fora que a caminhada pela praia não tem nenhuma graça (somos cariocas, aqui já tem praias mais bonitas que aquela parte do Maranhão) hehehehe.

 

Diária do guia: R$ 75,00/pessoa. Aluguel quadriciclo – R$ 100,00/pessoa. Hospedagem e refeição na Dona Maria R$ 75,00/pessoa.

 

Dormimos na rede da Dona Maria neste dia.

 

Dia 10 – 22/06 – Queimada dos Britos x Atins

 

Em Atins, fomos à Pousada do Irmão. Lá é bem aconchegante e bonito. A cidade é praticamente uma rua pequena e agradável. A diária que conseguimos foi R$ 60,00/pessoa com ar condicionado. Almoçamos lá por R$ 35,00/pessoa.

 

Chegamos a Atins e só deu tempo de ver a revoada dos guarás (R$ 32,00/pessoa). Em tese, eles passam pelo ponto que a princípio observaríamos... Mas, passaram alguns poucos lá... Desperdício de dinheiro. Rsrsrs

 

Jantamos e almoçamos na pousada do irmão que tem uma cozinha que faz pratos bem saborosos. O valor foi de R$ 35,00/pessoa.

 

Dia 11 - 23/06 – Atins – Lagoa do Atins

 

Para conhecer um pouco da região, fizemos o passeio pelas Lagoas do Atins que são legais, mas nada se comparava mais a Santo Amaro. Rsrsrs Estas lagoas ficam a 3km dos restaurantes mais famosos de Atins da D. Luzia e Sr. Antonio (irmão e concorrente dela rsrs). Também são bonitas, mas... começamos pelo melhor... O resto já não tinha mais graça. Rsrsrsrs

 

Depois do passeio de meio dia, almoçamos os famosos camarões, que realmente são bem suculentos.

 

Jantamos no irmão pobre (antiga pousada do irmão). Hehehehe R$ 15,00/pessoa.

Depois que fizemos tudo que tinha pra fazer em Atins, resolvemos partir no dia seguinte.

 

Achei os passeios em atins bem básicos ao comparar com Santo Amaro. O Irmão dá a estrutura toda, mas nada se compara a Santo Amaro.

 

Dia 12 – 24/06 - Passeio Mandacarú, Vassouras e transfer até Caburé

 

Resolvemos partir de Atins rumo ao Delta do Parnaíba (no lado do Maranhão somente) e fizemos o passeio que faltava da região: Mandacarú, Vassouras e caburé.

 

Em Mandacaru você vai ao Mirante da Marinha, uma espécie de farol (só isso) e em Vassouras foi a parte mais divertida deste passeio, pois tem vários macacos engraçados e famintos. Hehehe Além disso, há várias mini lagoas (mini lençóis) também que se pode passar tempo.

Já, Caburé é a praia que decidimos não ficar.

Este passeio saiu por R$ 80,00/pessoa. Se não fosse realizar o transfer, confesso que dispensaria conhecer esses lugares. rsrs

 

O barqueiro que nos levou falou que podíamos chegar a Paulino Neves de quadriciclo (30min) e foi o que fizemos. Alugamos um quadriciclo pra pilotar até lá e o outro cara foi na frente...

Vou te falar que foi bem divertido!! Os caras corriam pra caramba e tinham alguns obstáculos... hehehehe

 

Não tenho contato do barqueiro. Ele é primo da esposa do Irmão, então eles arrumam lá o contato dele se for necessário.

 

Jantamos já em Tutóia – MA, região que tem saída para os passeios do Delta pelo Maranhão.

 

Dia 13 – 25/06 – Tutóia – Passeio pelo Delta

 

Ficamos hospedados na pousada Embarcação, na praia, que é uma pousada funcional. Fechamos por R$ 40,00/pessoa com ar condicionado.

 

Fizemos o passeio pela pousada Baluarte pelo Delta por R$ 75,00/pessoa. O passeio foi interessante e o por do sol foi espetacular. A revoada dos Guarás realmente foi também impressionante e valeu a pena!

 

Na volta, jantar no espeto do Johny (muito bom por sinal!) e depois dormir pra pegar o retorno pra Barreirinhas.

 

Dia 14 – 26/06 – Tutóia x Barreirinhas

 

Como nosso voo de retorno era de São Luis, fomos conhecer a “famosa” Barreirinhas, principal cidade para os Lençóis Maranhenses.

 

Pegamos uma van que vai direto pra lá, saindo de perto do porto (vários transportes são encontrados ali). A dona da pousada nos levou ao local de saída. 

 

Ficamos hospedados na pousada Vitória do Lopes, indicação do motorista por R$ 40,00/pessoa. A pousada fica bem localizada (perto da rua do Rio) e é arrumadinha, além de ser funcional.

 

Lá os passeios são de parte do dia (manhã ou tarde) e possuem valores separados. Fechamos o passeio das lagoas Azul, da Paz e da Preguiça na Alternativa Turismo por R$ 60,00/pessoa. A parte alta do passeio foi o carro “anfíbio” que entrava em área alagada! Bem emocionante!! Quanto às lagoas, nada mais se comparava a Santo Amaro... rsrsrs

 

Na rua do Rio tem vários restaurantes e opções, não muito baratas, mas aceitáveis. Comemos no gaúcho (razoável) no almoço e jantamos no Feijão de Corda (muito bom).

 

Dia 15 – 27/06 – Barreirinhas x São Luis

 

Voltamos de táxi pela cooperativa (atrás da rua do Rio) que faz o transfer Barreirinhas x São Luis por R$ 60,00/pessoa. Apesar de caro, acho que foi uma boa opção, pois já está incluído buscar e levar à pousada/hotel, o que economiza o deslocamento com bagagem até rodoviárias e depois outros transportes.

 

Ficamos hospedados no Hotel Nobile Inn São Luís por R$ 65,00/pessoa a diária. O preço era promocional de fim de semana. ;)

 

Neste dia fomos ao são joão do Ipem, que é uma festa junina tradicional da região com danças locais. Legalzinho. Rsrsrs

 

Dia 16 – 28/06 – São Luis

 

Resolvemos conhecer o centro histórico de São Luis, pois o planejado inicialmente seria ir pra Alcântara, mas lá é bem peculiar... O barco só sai com maré cheia. Entenda-se maré cheia quando tem água!! Vimos um barco lá literalmente na areia. A maré baixa seca o cais. Então, tentamos ir aos museus (fechados no domingo, apesar de aparecer no guia de turismo que abriria...) e rodamos por alguns artesanatos por lá.

 

Já desacelerando da viagem...

 

Dia 17 – 29/06 – São Luis x Rio de Janeiro

 

Voltamos no voo da TAM por 10 mil milhas que estavam expirando, R$ 24,64 (taxa de embarque). O preço do voo estava uns R$ 120,00, infelizmente as milhas estavam quase expirando... rsrs

 

Infelizmente o relato inicial com mais detalhes foi perdido... Droga né? Rsrs

 

Abraços e até a próxima!

Custo viagem_MA.xlsx

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Pois é... Tento fazer o relato ao longo da viagem para não ir perdendo as informações... Aí, as fotos vejo mto tempo depois e nunca incluo aqui. rsrsrs

 

Tirei várias fotos, mas deixei num computador que não funciona internet... aí já viu. rsrsrs

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    • Por luafonseca
      Boa tarde, pessoal!!

      Alguém sabe me dizer qual calçado seria mais adequado para fazer a travessia dos lençóis maranhenses (4 dias de caminhada na areia, passando por lagoas)?
      Várias pessoas sugeriram as papetes, mas fiquei pensando se aqueles tênis híbridos (servem para água, areia e asfalto) não seriam melhores. Não vi ninguém indicando ou contraindicando...
      Obrigada!
    • Por Bruno GNR
      Fala galera blz?
      Após muito planejamento, leituras, consultas (inclusive muitas aqui e a todo mundo que me ajudou, meu muito obrigado!) e uma pitada de coragem, fiz uma viagem de carro saindo de Limeira (interior de SP) e fui até Jericoacoara (CE).
      Na viagem fiz uma parada nos Lençóis Maranhenses e vou compartilhar com vocês os passeios que fiz e também algumas dicas. Caso alguém queira tirar alguma dúvida, fique à vontade.
      Vou postando separadamente os dias dos passeios, se alguém quiser dar uma conferida na minha viagem completa é só acessar meu blog:
      https://maladaminhamae.blogspot.com/
      Segue o relato:
      Atualmente, o trecho até Santo Amaro está totalmente asfaltado (porém em estado de conservação MUITO ruim), e existe até a mesmo a construção de uma ponte cruzando o Rio Alegre, o que fará em breve, qualquer veículo chegar direito na cidade de Santo Amaro. Hoje, ao chegar na cidade é obrigatório deixar o carro no estacionamento municipal, ele fica do lado esquerdo, logo após um posto Ipiranga na entrada da cidade. Ele é amplo e gratuito e de lá mesmo já é possível pegar um transporte em direção ao “centro” de Santo Amaro, que é onde ficam a maioria das pousadas, restaurantes e de onde saem todos os passeios. Dica: Se você for de carro e for ficar alguns dias, leve algum tipo de capa protetora para por sobre o painel do carro, no estacionamento não tem sombra, o sol é muito forte e pode danificar seu veículo. Assim que você para seu veículo no estacionamento já chega algum guia oferecendo o transporte até o centrinho, o valor é padronizado de R$ 10,00. O transporte é feito em caminhonetes adaptadas com bancos na caçamba, que são chamadas de jardineiras, esse é o veículo “oficial” de Santo Amaro do Maranhão e você as verá por toda a cidade. Quem nos recebeu foi o guia Misael (98 84991741), muito simpático e educado, ofereceu o serviço de transporte até nossa pousada, o trajeto da entrada de Santo Amaro até o centrinho já é uma pequena aventura, pois o carro atravessa o Rio Alegre e literalmente passa por dentro dele, com a água chegando muito próxima de entrar dentro do veículo. O trajeto entre a entrada e o centrinho é rápido, chega-se em cerca de 15 minutos. Ficamos hospedados na Pousada Paraíso (98 984895598), fica bem localizada, apenas 2 quadras da praça central, possui quartos amplos, com ar-condicionado, chuveiro elétrico (é bom conferir se sua pousada oferece, pois nem todas disponibilizam) e um ótimo café da manhã, ela é simples, sem luxos, o wi-fi funciona mais na área externa do que nos quartos, porém nos atendeu perfeitamente, o valor da diária é cerca de R$110,00 por pessoa. Dica: verifique se sua pousada está localizada próxima a praça central, pois algumas ficam um pouco longe e em Santo Amaro tudo se faz a pé, existe inclusive um rio que corta a cidade e algumas pousadas ficam do outro lado desse rio, sendo necessário atravessá-lo para se chegar até o centro, ele não é fundo, mas a água pode chegar na altura da cintura, dependendo do tamanho da pessoa. Antes mesmo de fazer o check-in combinamos com o guia Misael de já fazer um passeio no período da tarde, é o passeio mais famoso de Santo Amaro, que são as lagoas Gaivota e Andorinha, com parada para ver o pôr do sol. O passeio sai às 15:00 com retorno por volta das 18:30. No centro de Santo Amaro existem inúmeras agências de turismo, você pode contratar o passeio diretamente com elas, ou então pela cooperativa de turismo de Santo Amaro, que fica num prédio ao lado da praça central. O preço é meio tabelado, mas vale a pena dar uma pesquisada, principalmente se for optar por passeios privativos, ou seja, no carro irá apenas o seu grupo (que é mais caro, porém te dá muito mais privacidade e liberdade) ou nos passeios coletivos (que são mais baratos, porém sem nenhuma privacidade ou liberdade). Você também pode reservar os passeios direto com a pousada, pois a maioria delas faz o agendamento direto com a Cooperativa. Após nos instalarmos no quarto, fomos atrás do almoço, uma dica importante é que Santo Amaro ainda está se desenvolvendo para o turismo, por isso existem poucos restaurantes, grande parte fechar a partir das 14:00, como a maioria dos comércios na cidade e de modo geral são simples e nem todos aceitam cartão de crédito/débito, levar dinheiro é importante e na praça central existe uma agência do Bradesco. Como o calor estava muito forte e o passeio não demoraria a sair, resolvemos almoçar próximo a pousada no restaurante Água Doce. Comemos uma moqueca de pescada amarela, comida simples, nada de mais, prato para duas pessoas R$ 75,00. Após o almoço voltamos para a pousada e fomos arrumar as coisas para o passeio, é importantíssimo levar filtro solar, óculos escuros, chapéu/boné e água. Os passeios acontecem no meio do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, ou seja, no meio do nada, onde não há nenhum tipo de comércio, nem muito menos banheiros. Uma dica: bebidas alcoólicas não são permitidas. Às 15:00 em ponto o Misael passou na pousada, parada na cooperativa para preenchimento de papelada (isso ocorre antes de todos os passeios), aproveitamos para passar no mercado e compramos água e coisinhas para comer, é importante lembrar que o comércio geral fecha por volta das 19:00, então, se organize para comprar as coisas antes dos passeios. Neste primeiro passeio optamos por fazer o coletivo e demos sorte pois estávamos apenas nós quatro e um pai com sua filha, que por sinal foram muito simpáticos e ótimas companhias. O valor desse passeio foi de R$ 60,00 por pessoa, sempre pagamento em dinheiro. Antes de entrar no parque há uma guarita onde se faz uma conferência de papéis e também do veículo, inclusive olhando o cooler onde ficam as bebidas, como disse anteriormente, bebidas alcoólicas não são permitidas. Tudo conferido, hora de começar o passeio. É importante lembrar que o Lençóis Maranhenses são uma área de grandes dunas, onde os lençóis freáticos afloram após o período de chuvas (que ocorre entre novembro a maio), criando as lagoas de águas doces, que são o grande atrativo do passeio, sendo assim, vale sempre destacar que é um passeio sem muito luxo ou conforto, o que para nós não foi nenhum problema. Após passar pela guarita o Misael já parou o carro e nos mostrou o local onde ficava uma casa que foi completamente tomada pela areia das dunas, segundo o guia, elas movem-se até 6 metros por ano. Feita a explicação, era hora de começar o passeio propriamente dito, a jardineira anda rápido para conseguir subir e descer as dunas, por isso é aconselhado deixar todas as coisas soltas guardadas dentro de bolsas e mochilas, inclusive chapéus e bonés, que acabam voando com facilidade, como aconteceu comigo. Os óculos escuros são indispensáveis, uma vez que o vento sopra constantemente no parque e mais o movimento do carro, a areia bate com força mesmo. A primeira vista que se tem dos Lençóis é algo realmente inacreditável, um mar de dunas que se estende por uma área a perder de vista, é realmente muito impactante, por mais que eu tenha visto inúmeras fotos, vídeos e lido depoimentos, nada se compara à estar realmente lá, é um visual deslumbrante. Logo após subir algumas dunas é feito uma parada no alto de uma delas para contemplar a paisagem e também fazer algumas fotos, parada rápida, como uma espécie de “boas-vindas” que o parque te dá. Nossa primeira parada foi na Lagoa Andorinha, uma lagoa grande e perene (não seca, independente da época do ano, no período de secas, que vai de julho a outubro, as lagoas vão secando conforme o tempo passa, por isso, o melhor período para conhece-las é de junho a setembro). A primeira vez que você aquela lagoa, de água doce e transparente no meio de uma monte de dunas, que te lembra um deserto, é muito marcante, e é realmente um visual único, que não se tem em mais nenhum outro lugar do nosso país. Em Santo Amaro os carros param do lado das lagoas, facilitando demais o acesso, além disso normalmente os carros que levam os turistas são equipados com cadeiras e guarda-sol, para deixar tudo ainda melhor. A água não é muito quente, porém, é ótima para o banho e por ser doce, não deixa aquela sensação “grudenta” da água do mar. Quando você está dentro da lagoa, com um tom de azul marcante, de águas transparentes e olha ao redor, aquelas dunas enormes, se tem uma sensação que é realmente indescritível e eu certamente não acharei palavras para descrever. Ficamos por ali aproveitando a lagoa que estava apenas para nós e mais pequeno grupo de outro passeio, para nadar e relaxar com aquele visual inacreditável ao nosso redor. Tiramos muitas fotos e subimos em algumas dunas para apreciar melhor a paisagem. Depois de ficar ali por cerca de 1 hora, fomos para a outra lagoa do passeio, a da Gaivota, que é basicamente a mesma coisa, só que com um tom de água mais esverdeado e com um formato diferente, as lagoas são sempre diferentes umas das outras, trazendo sempre uma nova surpresa. Isso já era por volta das 17:00 e como venta bastante, por mais que esteja calor, a sensação térmica é de mais frio, por isso optamos por ficar mais contemplando a paisagem do que propriamente dentro da água. Por volta das 18:00 o guia nos chamou e disse que a última parada é para ver o pôr do Sol, veja pelo menos uma vez o pôr do Sol no alto das dunas, não existem palavras para descrever o quão maravilhoso é esse momento. Nosso guia nos levou no alto de uma duna onde se pode ter uma linda visão do parque e o Sol se pondo na linha do horizonte, a maneira como os raios solares batem nas dunas formam um jogo de luz e sombras, dão um ar dourado a areia que é simplesmente deslumbrante, realmente não deixe de fazer isso pelo menos em um dos passeios, é emocionante. Terminado o pôr do Sol, voltamos para nossa pousada e já fechamos o passeio do dia seguinte, para Betânia. Se você estiver num pequeno grupo, como nós estávamos, de 4 pessoas, eu aconselho MUITO fazer os passeios privativos, eles sairão cerca de R$ 20,00 a R$ 30,00 a mais por pessoa, o que pode parecer muito, mas somente o fato de você estar com a liberdade e a privacidade de poder chegar e ir embora a hora que você quiser, sem depender de ninguém e sem ter nenhum tipo de aborrecimento por causa de pessoas que muitas vezes são “sem noção”, opte pelo privativo. É um tipo de gasto que vale MUITO a pena, ainda mais se forem passeios que duram o dia inteiro, imagine passar 8 horas junto à um grupo desagradável, isso estragaria sua viagem com certeza. Chegando na pousada, nos arrumamos e fomos jantar, normalmente os restaurantes fecham por volta das 21:00 (exceto nos finais de semana e férias), então, nada de deixar para comer muito tarde. Nessa noite comemos no Restaurante do Gordo, que fica numa rua atrás da praça central, paralelo ao Banco Bradesco, é só perguntar que todo mundo sabe onde é. O restaurante é simples, mas a comida é maravilhosa, porções fartas e bem servidas. Comemos camarão e peixe frio, cada porção serve bem duas pessoas e sai por volta de aproximadamente R$ 70,00. Recomendo demais! Para finalizar a noite, passeamos um pouco pela praça central e tomamos um sorvete na única sorveteria que fica na praça (não é dos melhores, mas para sobremesa estava ótimo, a casquinha com uma bola é R$ 4,00) Hora de voltar para a Pousada e descansar, amanhã tem muito mais.  
       
       
       
       
       
       
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
         
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por rafa_con
      Então pessoal, já agradeço desde já se uma boa alma conseguir dar uma luz. 
      Estou ensaiando montar um roteiro de 15 dias que saia do Jalapão e vá até os Lençóis Maranhenses passando (ou não) pela Chapada das Mesas. Seria uma passagem de São Paulo > Palmas e volta São Luís > São Paulo. O obstáculo: não dirijo. 
      A vasta maioria dos roteiros que vejo aqui por essa região envolve locar um carro ao menos para ir de Palmas até Carolina. Gostaria de saber se é tão fim do mundo assim usar transporte público entre Palmas x Carolina e depois Carolina x São Luís. Alguém da região sabe dar informações atuais sobre isso? Por favor, tudo no preço mochileiro de ser, estou pulando fora de transfers VIP (mas também não estou na aventura de pedir carona). Na verdade acho que é mais ajuda pra ver se é possível concretizar esse roteiro sem carro sem perder tanto tempo. 
      Valeu! 
    • Por Bete Pandini
      Boa tarde, galera! Preciso de ajuda... Rota das Emoções saindo de São Luis (29/8) para Jeri (03/09) e meus dias não coincidem com a Rota Combo!! Precisaria de transfer no domingo e informações sobre ônibus são confusas. Pensei em alugar um carro e fazer o trajeto e pegando apenas passeios com Agência. Alguém sabe como estão as estradas? Alguém já fez? Obrigada!!


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