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Mochilão de 25 dias: Toledo, Barcelona, Amsterdam, Berlim, Dresden, Praga, Viena, Bratislava, Budapeste e Madri -05/2015

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Dia 14: 13/05 - Um pit stop estratégico em Dresden

 

Dresden é uma cidade alemã, à beira do Rio Elba, capital da Saxônia. Sofreu um controverso bombardeio durante a 2° guerra mundial, sendo reconstruída após a reunificação alemã. Está localizada a duas horas e pouquinho, tanto de Berlim quanto de Praga, o que para mim pareceu uma parada estratégica no deslocamento entre essas duas cidades.

 

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Eu já havia comprado os tickets com antecedência. Iria até Dresden de ônibus, e para Praga de trem, já que estava o mesmo preço e poderia assim dar uma variada no transporte. DICA: você pode comprar todos o ticket de trem de Berlim a Praga, incluindo um stopover de pelo menos 7 horas em Dresden, no site http://www.bahn.com/i/view/overseas/en/index.shtml.

 

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Esse seria meu primeiro dia inteiramente sozinha! Como eu tava animada por isso! :D Vivian iria direto para Praga, e eu passaria o dia em Dresden. Combinamos de ir juntas para o terminal de ônibus (o mesmo em que chegamos e eu perdi a minha bolsa...). Como eu estava no modo pão-dura, resolvi continuar dando o calote no transporte (tinha começado no dia anterior) e a Vivian tava cheia do cagaço. No fim tudo deu certo, e chegamos tranquilas na rodoviária.

 

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Duas horas e meia depois, cheguei a Dresden. O ponto do busão era perto da estação de trem. Estrategicamente, deixei a minha mochila no locker ali. Comprei um mapa e parti para conhecer a cidade. O centro histórico fica há uns 15 minutos caminhando da estação. No meio do caminho comprei um cachorro quente tipicamente alemão! :D Passei por umas ruínas sendo escavadas (Altmarkt, o mercado antigo), de onde vocês podem ver a Kreuzkirche (antiga Igreja Nicolau), e logo depois estava na Neumarkt (o mercado novo), onde está a bela Frauenkirche (Igreja de Nossa Senhora).

 

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Visitei o interior da Frauenkirche e continuei a minha caminhada pelo terraço Brühlsche, à beira do Rio Elba. Dali, conheci a ópera Semper, os jardins do palácio Zwinger (não entrei porque não tinha nem tempo, nem dinheiro), o estábulo real (Johanneum). Entrei na Augustusstraße, onde está o famoso painel de azulejo. É o chamado Fürstenzug e ilustra os mais de mil anos da dinastia dos Wettin reinando. Andem pela rua e vocês sairão no Georgentor, portão construído no século XVI pelo rei George “O barbudo”. Passei pelo pátio de torneios mais antigo da Europa, me sentindo nos torneios de GoT....kkkk

 

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Deixei o Residenzschloss por último, pois eu entraria para conhecer duas alas dele: a Grünes Gewölbe (ou cúpula verde) e o Arsenal, que estava combinada com a câmara turca. Foi um dos museus mais interessantes, porque ele mostra várias jóias que ainda não tinha visto, incluindo miniaturas de casas para as princesas. O arsenal mostra as várias armaduras, de cavaleiros, príncipes (incluindo crianças) e cavalos. A câmara turca remonta um pouco a cultura desse país. Recomendo a visita.

 

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Dali, matei um pouco mais o tempo no terraço de Bruhl. Tomei sorvete, observei as modas passarem. Na volta para a estação de trem, acabei me perdendo, o que não foi um problema de fato. Comprei um salgado na estação e saí entrando no trem, sem ninguém vir conferir o meu ticket. Parece que na europa as coisas são um pouco diferentes daqui...Em poucas horas estaria em terras jamais vistas, o lendário Leste Europeu!

 

Ao subir no trem para Praga, foi uma coisa esquisita. Primeiro, os trens são gigantes, já que são de alta velocidade. Eles são divididos em cabines para 6 pessoas. Assim que entrei, as primeiras cabines estavam lotadas de homens seminus, loiros e bêbados! :o Continuei andando, com a sensação de estar sendo observada, até uma cabine onde tinha um só cara sentado (que por sinal era um gatinho...). Tendo em vista as minhas opções, abri a porta e perguntei se os lugares estavam ocupados, em inglês. Como resposta só obtive um aceno de cabeça que eu poderia entrar; já vi que não rolaria muitos diálogos.... (uma pena...rs).

 

Coloquei o meu fone de ouvido e autistei profundamente. Só lá no fundo restava uma preocupação de ninguém até agora ter buscado pelo meu ticket, que logo foi esquecida conforme ia observando as paisagens e a música tomava conta do meu ser. Aqui vou fazer uma pausa. Agora vcs apertam o play na música abaixo.

 

 

 

Agora observa o cenário que eu estava vendo:

 

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Foi neste momento, com Black Keys cantando, que eu percebi que estava longe, no mitológico leste europeu! Idioma, cultura, pessoas, bebidas, festas, tudo diferente (ao menos o que eu tinha ouvido) do que já tinha vivenciado agora. Enquanto isso as cidadezinhas iam passando, o trem fez algumas paradas, o gatinho foi embora, entrou um casal, a mulher foi embora. Acho que nesse ponto já tinha passado da fronteira para a República Tcheca. Um fiscal entrou na cabine e me pediu o ticket. Feitas as verificações, uns trinta minutos depois tínhamos chegado em Praga.

 

Quando estava descendo, percebi que o meu pé tava pior do que imaginava. Nem mais mancar/andar conseguia. Quando achei um banco, sentei e tirei o tênis. Vi que agora tb estava machucado o calcanhar e sujei de sangue as duas barras da calça. Dobrei a mesma, coloquei o chinelo, pendurei o tênis na mochila e partiu cidade. Pelas minhas direções do maps, eram uns 15 minutos até o hostel. Quando eu estava quase chegando, percebi que as direções eram para o Old Prague Hotel, e não o Old Prague HoStel. #fail! Como eu já tinha um mapa da cidade (o Ciro do trabalho já tinha me dado um! J), foi tranquilo recalcular a rota...rs. Quinze minutos depois, estava fazendo checkin no Old Prague Hostel. A Vivian tinha pago a minha estadia <3, então não precisei fazer logo o câmbio.

 

Quando nos encontramos no quarto, a Vivian tratou de despejar toda a conversa de uma vez! Rsrs. Como tinha ficado sozinha quase o dia todo, ela precisava soltar a verborragia presa! Kkkkk Falei pra ela que precisava tomar um banho e a gente continuava no jantar. Aí veio a primeira surpresa: o banheiro não era separado por sexo. Foi a primeira vez que vi isso (mas, não a única...rs). Vivian tinha me falado que havia um banheiro exclusivo feminino no outro andar, mas tava cansada. Usei aquele mesmo e não tive nenhum problema com homens nus circulando...hehe

 

Falei que queria comer comida aquela noite, afinal foram apenas dois lanches o dia todo. Como o meu pé estava em estado de calamidade, fui de chinelo mesmo, o que causou espanto na Vivian. Passamos num caixa eletrônico e saquei as minhas coroas (koruns em tcheco). Demos umas voltas pelo Old Square, mas estava tudo muito caro. Achamos um restaurante a preço razoável umas poucas quadras dali, onde tive o meu primeiro goulash! Também comecei a imersão pelas cervejas checas, pedindo uma Staropramen Nefiltrovany. DICA: Se jogue nas cervejas não filtradas! Depois do nosso jantar romântico (rsrs), voltamos pro hostel e fomos dormi, afinal o dia tinha sido longo.

 

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Custos:

Mapa EUR1

Locker EUR3

Cachorro quente EUR2

Entrada Residenzschloss EUR12

Sorvete EUR2

Croissant EUR1,45

Jantar mais cerveja CK317

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Dia 15 – 14/05: História, lanças e espelhos

 

Acordamos no horário padrão, tomamos o nosso café e partiu rua. Começamos a caminhada pelo Old Town Square (staroměstské náměstí, por onde passaríamos infinitas vezes), até a Charlie Bridge (karlův most). Atravessamos a ponte e subimos até o castelo (pražský hrad). Praga é bom que você faz tudo a pé, e vale a pena se perder por suas ruelas. No meio do caminho, paramos na Catedral de São Nicolau.

 

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Havia duas opções de ticket: o circuito longo e o curto. Optamos pelo circuito curto, que dava direito a visitar a Igreja de São Vito, a Capela de São Jorge, o Castelo de Praga, a vilela dourada e a prisão. Para tirar foto dentro da Igreja de São Vito é necessário pagar uma licença; eu não paguei e tirei foto assim mesmo. A igreja é no estilo barroco, bem bonita, com uns vitrais interessantes, do jeito que eu gosto. Já a capela de São Jorge é medieval, sem muitos adornos, mas com umas estátuas de esqueleto bem bizarras rsrs.

 

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Quando saímos da capela, faltavam uns 10 minutos para a troca da guarda. Fomos então para frente do castelo e guardar o nosso lugar. Sinceramente, achei a troca bem fraquinha, mas já que estávamos lá... Depois visitamos o castelo, que não tem muita coisa a ser vista. O grande interessante é a varanda, onde você tem uma boa visão da cidade.

 

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A vilela dourada foi a parte mais interessante do passeio para mim. Na entrada tinha uma moça vendendo vinho quente. Aproveitamos e dividimos um copo (eu bebi a maior parte, só para variar rsrs). Começamos a explorar o lugar e o que você vê são milhares de armaduras, lanças e objetos de tortura medievais! Me diverti muito!!!! Também tinham algumas roupas e cenários daquela época. No final, você ainda desce para uma espécie de masmorra / prisão.

 

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Ao pegarmos o caminho para a saída, nos deparamos com uma estátua bem incomum: um garoto com um pinto dourado! Isso mesmo, o pau da estátua de ouro! Kkkkkk. Até hoje não sei como passa na cabeça de alguém fazer uma estátua assim. Demos uma explorada no jardim do castelo, aproveitando pra tirar mais fotos panorâmicas da cidade.

 

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Quando descemos, paramos para almoçar. Aproveitei para riscar mais uma cerveja da minha lista. Após o almoço, procuramos o Santuário da Nossa Senhora do Loreto. Quando finalmente chegamos lá, descobri que precisava pagar, e não estava mais afim de pagar para entrar em igreja. Resolvemos então ir ao Monte Petrin. No caminho, encontramos uma absinteria, que era algo bem louco. Queria tomar um drink, mas estava tudo muito caro. Continuamos a nossa caminhada.

 

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Passamos no Santuário do Menino Jesus de Praga. Pequena, mas bonitinha. Depois, iniciamos a subida ao monte, que pode ser feita a pé ou por teleférico. Fizemos a pé e descemos pelo teleférico, porque o meu pé já não aguentava mais (só para variar). Visitamos o labirinto de espelhos, apesar de bobinho, foi divertido.

 

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A ideia era ver o pôr-do-sol, mas a gente tava casada e só escureceria após as 21hs. O bom dos transportes lá é que são integrados (bem diferentes daqui) e pegamos o metrô para o hostel com apenas um bilhete. Estamos saindo do metrô e conversando animadamente, quando um senhor se aproxima e fala algo que não entendemos. Ignoramos e continuamos o nosso caminho. Então, ele elevou a voz e pediu os nossos tickets! Era um fiscal! Imediatamente, pegamos os nossos tickets validados e mostramos para ele. Ufa, imagina se fosse os dois últimos dias de Berlim.... :P

 

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Depois do banho, foi a saga da janta. Queríamos comer em alguns restaurantes que vimos no lado do castelo e fomos para lá. A surpresa foi que todos os restaurantes estavam fechando naquela hora... L Tivemos que nos contentar com um kebab. Terminamos a noite num pub, tomando cerveja J. O melhor foi caminhar tonta pelas ruelas do centro histórico.

 

Custos:

Catedral São Nicolau CK70

Castelo de Praga CK250

Old Prague Hostel CK720

Vinho quente CK25

Almoço CK230

Labirinto de espelhos CK90

Janta CK129

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Dia 16 – 15/05: Uma noite looooonga

 

Quando falaram de Praga para mim, disseram que ela era pequena, em dois dias era possível conhecer tudo. E isso é verdade. Em um dia e meio consegui ver tudo o que eu queria. Então esse dia foi light em relação aos passeios que ainda faltavam. Começamos pela Old Town Square e o relógio astronômico. A cada hora, os bonequinhos fazem a sua aparição no relógio. Eu esperava mais deles, mas tudo bem...rsrs. O interessante é que havia uns artistas fazendo um show de ilusionismo, e o caras eram bons mesmos!

 

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Em seguida, fomo ao Bairro Judeu e visitei a Old-New Sinagogue. Se não me engano, é a mais antiga da europa. Para quem tiver interesse existe um passe para visitar todas as sinagogas (são 6) e o cemitério judeu. Se tivesse que escolher, iria apenas na Sinagoga Jerusalém, apesar de não ter conhecido o seu interior.

 

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Dali seguimos caminhando para o prédio dançante. Ele está fora do centro histórico, na parte nova. Acho que dá uns 30 minutos andando. No meio do caminho, fomos prestando atenção nos restaurantes para o almoço, e os preços estavam razoavelmente mais baratos. Escolhemos onde iríamos voltar depois que conhecêssemos o prédio. Ele fica bem de esquina, na margem do rio. Achei a visão da cidade dali bem bacana. Voltamos e tivemos um almoço bem baratinho hehe.

 

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Como ainda era cedo, ficamos de bobeira na Old Square. Dessa vez, tava rolando showzinho de música. Decidi que queria sobremesa e comi um Trdelník, que é uma espécie de rosca gigante com açúcar e canela (eu apelidei carinhosamente de rola). Voltamos para o hostel e, no caminho, comprei uma cerveja no mercadinho. Para nos despedir (de Praga e da Vivian, pois seguiríamos caminhos separados), fomos ao Dejavu, um barzinho recomendado para tomar bons drinks. Recomendo!

 

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Tempo passou, e a Vivian tinha que ir para rodoviária. O ônibus dela saía às 23 hs para Budapeste, e o meu só as 3:30 para Viena. Nos despedimos e fiquei enrolando no hostel. Eram umas 22:30 e saí para procurar alguma coisa para comer no mercado. Vi a garrafa de absinto e acabei comprando, o que me deixou apenas com 6 coroas. Pensei que poderia comprar comida na rodoviária. Voltei para o hostel, enrolei mais um pouco e segui pra lá.

 

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Uns vinte minutos depois cheguei à rodoviária. Como qualquer outra, é numa área meio estranha da cidade, mas não me senti insegura. Entrei e, em dois minutos, já tinha rodado a rodoviária inteira! Todas as lanchonetes estavam fechadas, com exceção de uma loja de conveniência. Vi que aceitavam euros e escolhi o meu lanche. Quando fui pagar, a atendente falou que não aceitava moeda, só nota. E o que eu tinha em nota era muito alto. Deixei o lanche e fui me ajeitar para dormir no banquinho; afinal, nem tava com tanta fome assim. Antes, tentei ir ao banheiro, mas era 10 coras para usá-lo (eu tinha 6...). Bom, no ônibus eu vou.

 

Estou eu em alfa, no banco, com a mochila entre as pernas, quando sou acordada pelo segurança, me expulsando gentilmente porque a rodoviária estava fechando! Vi a hora e eram meia-noite. Falei que ia pegar o ônibus às 3:30; ele pouco se importou e apontou pro caminho da rua. Meio sem rumo, fui seguindo os outros turistas tb expulsos. Acabei deitando no banquinho em frente ao embarque. Vi o relógio e a temperatura estava marcando 11°C. Ôoooo friaca... Deu 12:30 e o segurança veio expulsar de novo! Agora estavam fechando o embarque, e não adiantou eu tentar argumentar...

 

Perdida, olhei para um lado, para outro e segui uns turistas. Eles entraram num barzinho, que tinha mais cara de puteiro (não que eu tenha entrado em um, mas me veio à mente que era parecido rsrs) que bar, mas pelo menos tava quentinho. Quando entrei fui golpeada pelo bafo de cigarro. Perguntei ao garçom se aceitavam euros e ele falou que não; perguntei se aceitava cartão, ele falou que não. Então, peguei a minha mochila e continuei a minha saga para encontrar um local para me abrigar. Rodei o quarteirão e nada achei. Tinha um McDonald’s. Me aproximei e quando ia entrar, ele estava fechando... L Continuei caminhando...Passei por um ponto de ônibus onde havia pessoas. Sentei, catei meu livro e ali fiquei. Pelo menos estava ‘acompanhada’, mesmo ao relento. Uns 20 minutos depois, as pessoas pegaram os seus ônibus e fiquei sozinha. Peguei a minha mochila e voltei para a rodoviária. Tinham umas pessoas abrigadas na estação do metrô. Ali fiquei, sentada na escada (e depois, no chão da estação, para me abrigar do vento), lendo o meu livro, até às 3:15.

 

Quando os portões do embarque abriram, foi aquele ‘mar’ de desabrigados para pegar o único ônibus que tava ali, o meu! Quando entro, vejo que não há banheiro! E o desespero do xixi só vai aumentando...A mim não restava mais nada, a não ser dormir e esperar. Lá pelas 6 da manhã, teve uma parada de 15 minutos em algum lugar entre Praga e Viena. Fui atrás do banheiro. No centro comercial ali perto, fui seguindo as setas do banheiro público, ansiedade crescendo dentro de mim. Quando finalmente eu acho, estava trancado. Subi e desci as escadas, perguntei a algumas pessoas, mas ninguém me sabia informar sobre o status do banheiro. Fui para fora, desamparada. Então, avisto uma estação de trem e sigo para lá. Vi as indicações para o banheiro e quando finalmente chego lá, 10 coroas para usar! AHHHHHHHHHHHHH!!!! Procuro um caixa eletrônico para sacar umas 50 coroas, para ir ao banheiro e comer algo, e o mínimo eram 200. Teimosa que sou, não completei o saque e voltei para o banheiro, disposta a pular a catraca. Quando estou tomando impulso, me surge um guarda! Sério, Murphy, o que fiz a você?! Expliquei a situação pro guarda e ele me olhou com a cara de “O problema não é meu” e foi embora. Fiquei ali com aquela cara de bunda quando um cara me chamou e me perguntou qual era o meu problema. Expliquei a situação e ele simplesmente me deu 5 coroas!!! Dei pra ele o ‘troco’ de 1 CK e fui rapidamente me aliviar! Foi o melhor xixi da minha vida!!!! E sou muito agradecida a essa pessoa que se compadeceu com o aflito dos outros. Ainda existe bondade nesse mundo J. Voltei para o ônibus muito mais feliz, tendo um resto de viagem tranquilo até Viena.

 

Custos:

Old-New Sinagoga CK200

Banheiro CK30

Almoço CK80

Trdelník CK60

Noite no Dejavu CK128

Absinto CK149

Bus para Viena (Student Agency) EUR18

Banheiro CK6

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Dia 17 - 16/05: O mundo dá voltas

Chego em Viena em torno das 7 da manhã, com o dia ainda meio cinzento. Vou em direção a estação do metrô, na intenção de comprar o ticket de 3 dias. Contudo, a máquina não tinha troco pra 50, e eu não tinha nota menor. Comprei apenas o trecho que ia usar. O hostel tinha me dados as indicações de como chegar de metrô, então já sabia em qual estação descer. O problema foi que ela ficava em um cruzamento de duas avenidas gigantes! Depois de rodar uns 10 minutos, contar com o auxílio do gmaps, finalmente achei a direção correta. Estou andando com aquele olhar perdido, quando um senhor me aborda e pergunta se eu estava indo pro Ruthensteiner. Falei que sim e ele disse que tava perto, dando uma última orientação.

 

Cheguei ao Hostel Ruthensteiner. Indico fortemente para quem for a Viena. Quartos limpos, banheiro novo e limpo! Um bar legal, com um piano. Parece casa de vó. Entro e escuto música brasileira. O cara da recepção me fala que existem dois brasileiros trabalhando ali, mas cabei não os encontrando. Fiz o checkin, mas só poderia entrar no quarto a partir das 14. Tomei o café ali mesmo, pagando 2,90 euros por iogurte, cereal e bebida quente. Guardei a minha mochila no locker e parti para o Palácio Schonbrunn, a residência de verão dos Habsburgos.

 

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Esse palácio é considerado a Versailles da Áustria. Eu acho um pouco forçado, mas não deixa de ser bonito. DICA: Se você gosta de ver castelos, compre o Sissi Ticket online; te economizará nas filas. O interior do castelo é bem conservado, com bastante mobiliário. O áudio guia é informativo, e é de graça. Depois, dei muitas voltas no jardim do castelo. Vale à pena subir até o Gloriette e ter uma visão panorâmica de Viena.

 

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Na volta para o hostel, comprei um yakssoba no chinês da esquina para o almoço. Vou para o meu quarto e esbarro com um cara ligado a 220V. Coincidentemente, ele entra no meu quarto 10 minutos depois. Era o Eli, americano no início da sua trip de 3 meses. Também conheço a Becky, outra americana, que tava deitada, se recuperando da noite anterior e de sua estadia em Budapeste. Conversamos um pouco e eu parti para dar notícias a família. Eles me perguntaram se eu queria acompanha-los a Stephenplatz e topei na hora. Também se juntou a nós um londrino, que tinha ido a Viena para assistir as disputas do Eurovision. Aproveite e comprei logo o meu ticket de transporte; não queria passar o aperto de Praga.

 

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Demos uma volta por ali e Eli e Becky queriam um restaurante para almoçar (almojanta naquela hora!). Paramos num restaurante chicoso para os meus padrões; eu só pedi um chope, para já iniciar os trabalhos. Dali, fomos ao Hotel Sacher. Comi a famosa Sachertorte, deliciosa! Voltamos para o hostel e curti o happy hour.

 

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Foi nesse momento que descobri que só tinham americanos naquele lugar! Acabei rodeada por americanos na mesa do jardim! Conversamos sobre as várias diferenças entre o Brasil e EUA, até a hora que o Eli chegou com uma caneca de 1L de breja! Aí ele começou a falar sobre o judaísmo. A hora passou rápido, e a Becky veio me pergunta se eu não ia me arrumar pra gente sair pra algum bar. Fui pro quarto e conheci as duas canadenses, que estavam na sua última noite. Quando volto para o bar, meu olhar se fixa no cara mais lindo que vi nessa viagem. Becky estava conversando com eles e aproveitei pra me aproximar. Foi ali que conheci o Harry e o Chippie, americanos de Boston.

 

Partimos para o Travel Shack, um pub perto do hostel. Éramos umas 20 pessoas, sendo eu a única latino-americana. Havia uma promoção de comprar uma rodada com 10 shots. Alguém pagou a primeira rodada. Depois foi a vez dos shots flamejantes. Depois cerveja. Tinha uma galera na sinuca; outra partiu para uma festa numa universidade. Eu permaneci por ali mesmo: o papo tava bom, a companhia melhor ainda ( ::love:: ), era perto dos hostel e o pé tava doendo. E imaginava que 24 horas antes estava sem teto no metrô; agora tava tomando shots flamejantes com uma galera good vibe. De fato, o mundo dá voltas... ;)

 

Custos:

Metrô EUR2,20

Café da manhã EUR2,90

Sissi Pass EUR28

Almoço EUR4

Hostel Ruthensteiner EUR50

Sachertorte EUR6

Noite no Travel Shack EU3,30

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Ahhhh que massa Monaik! Estou aqui acompanhando seu relato e cada dia fico mais apaixonada! ::otemo:: Quantas histórias boas ::lol4::

 

Oi Mayara! Legal que vc ta gostando :D

Uma das coisas que mais gosto nas viagens são as histórias que trazemos na bagagem. E pra mim é muit bom poder dividi-la com os outros hehehe ::hahaha::

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Dia 18 – 17/05: Before Sunrise

 

Acordo no dia seguinte, cedo como sempre. A galera no quarto estava praticamente ‘morta’. Tomei café no hostel mesmo; tava com preguiça de ir ao mercado. Deixei um recado para a Becky e o Eli com o meu whatsapp, pra gente marcar algo pra mais tarde. Hoje era dia do Hofsburg, palácio de inverno da família imperial austríaca.

 

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O engraçado de Viena é a alta frequência da abordagem na rua para vc comprar tickets de ópera e concertos. E os vendedores ficam caracterizados de Mozart! Em outros lugares do mundo vc é abordado para comprar tours, bugigangas; ali eram óperas! Rsrs. De volta ao palácio, a primeira ala visitada é a prataria real. Bonita, mas chega uma hora que é entediante ficar vendo talheres e pratos hahaha. Depois, segui para uma exposição sobre a Sissi. A imperatriz Elizabeth da Áustria (ou Sissi) é super conhecida por lá, um símbolo nacional. Em tudo qto é lugar vc verá uma menção a ela. Foi polêmica na sua época, por acabar se afastando da corte e fazer o que lhe vinha a sua cabeça. Viajou o mundo, e tinha uma “casa de veraneio” na ilha grega de Corfu (primeira vez que vi sua menção). O imperador Frederico era super apaixonado por ela, e satisfazia todas as suas vontades. Foi assassinada, o que a tornou famosa após a sua morte.

 

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Dali, dei uma volta pelo Volksgarten, de onde se tem uma bela vista do palácio. Dali fui em direção ao Museum Quartier, onde tem uma estátua enorme da Maria Tereza, imperatriz mãe do Rei Frederico. Caminhando sem rumo, acabei indo em direção ao Parlamento, que tem uma estátua super bacana de Atena na frente. Depois foi a vez da Rathaus, a prefeitura de Viena. Ali em frente tavam montando o palco para o Eurovision.

 

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Voltei para o Hostel e encontrei a Becky. Ela tinha que ir ao correio. Combinamos de nos encontrar às 15:30 na Ópera e tentar comprar os standing seats. Enquanto isso, fui procurar umas construções modernistas que tinha achado interessante, a Hundertwasserhauss. Peguei o metro até a Landstrasse Mitte. O endereço da Hundertwasser Village é Kosselgage 34. O prédio é colorido e muito fofo; na vila há várias lojinhas de souvenir e 1 galeria de arte.

 

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Como eu havia me perdido, eu já estava atrasada para encontrar a Becky. Tentei apertar o passo (pé ainda incomodando), e cheguei no local combinado as 15:45. Não consegui achá-la. Fiquei dando volta em torno da ópera, quando a vejo. Conversamos rapidamente; ela me pergunta se tinha visto um dos meninos e digo que não. Foi nesse momento que ela fala: olha o Harry e sai andando. Demorei para processar a informação. Aí eu vejo o Harry e o Chippie em frente ao metrô com um cara tentando vender concerto. Trocamos uma ideia e eles ficaram de nos encontrar na ópera, pois o Chippie precisava trocar de roupa (ele tava de bermuda e regata! :o). Antes deles irem embora, o Harry me diz que eles tinha visitado o museu da música e tinha comprado um presente pra mim! Uma caixinha de música muito fofa ::love:: .

 

Entramos na fila para comprar os nossos lugares. Pegamos uns dos últimos disponíveis, e já sabia que eles não iam conseguir nos encontrar ali. Fomos rapidamente ao subway comprar o almoço e voltar para a ópera, que ia começar em 20 minutos.

 

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O prédio da Ópera Estatal é bem bonito. Você precisa deixar o seu casaco na chapelaria. Quando chegamos no lugar designado, soubemos que as pessoas chegam cedo ali para guardar lugar. Logo, os melhores já estavam ocupados. Nos arranjamos um cantinho e ficamos esperando. Os Michigan Boys (uns garotos do hostel que tinha conhecido na noite anterior) tb estavam ali. Ao começar a ópera, as portas são fechadas e as luzes se pagam. Não entendi muito bem sobre o que era a ópera, pois era em alemão, mas tinha uma mulher, dois caras e um lobo. A sala tava quente pacas, e ficar em pé por uma hora cansa. Quando chegou o intervalo e as portas se abriram, eu e Becky nos olhamos e partimos em comum acordo para o hostel.

 

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Enquanto esperava pela noite, fui aproveitar o happy hour no bar e ler um pouco meu livro. Becky tava descansado; troquei umas mensagens com o Harry que tava lavando roupa e iria me encontrar ali depois. Após um breve momento de relaxamento, as pessoas foram surgindo, e o nível alcoólico aumentando proporcionalmente. ‘Surgiram’ canecas de cerveja e taças de vinho...rsrs. O resultado disso, fomos para o Prater, parque de diversões que ficou famoso depois do filme Before Sunrise. Para os que não conhece, segue a cena:

 

 

Foi aquele galerão descendo as escadas do metrô; uma onda invadindo o parque que estava prestes a fechar. O clima era de aproveitar cada minuto, pois no dia seguinte cada um iria seguir o seu rumo. O mesmo clima que é transmitido no filme.

 

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Fui em duas rodas gigantes, incluindo a que foi usada para a filmagem, a Riesenrad. Depois dessa volta, o parque estava definitivamente fechando. Me perdi do grupo, encontrando apenas o Harry. Decidimos continuar perambulando pela cidade. Pegamos o metrô e fomos para a Stephenplatz. Apostamos corrida na escada do metrô. Tentamos achar um pub, ou estavam cheios demais, ou fechando. Paramos em frente a uma fonte na Franziskanerplatz. Ali ficamos conversando sobre coisas aleatórias, até que a fome bateu. No caminho de volta ao hostel, paramos numa barraquinha na rua, e pedi um sanduíche de falafel. Descobrimos que a galera tinha voltado para o hostel, e a ‘festa’ estava continuando ali. Mais uma noite para entrar na minha história!

 

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Custos:

Café da manhã EUR2,90

Ticket transporte de 3 dias EU16,50

Almoço EUR3,49

Standing seat na Ópera EUR4

Cerveja no hostel EUR2,30

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Parabéns, seu relato tem muita informação bacana.

 

Mesmo com alguns imprevistos, a vida continua, hehe. Depois que passa e tudo fica bem, os imprevistos acabam se tornando boas histórias para uma mesa de bar, eles escondem muito aprendizado.

 

Abraços, boa viagem.

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